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@CASA LMEDR E SUMOS
GINECOLOGIA
A B O R D A G E M S I N D R Ô M I C A 
2025
@CASALMEDRESUMOS@CASALMEDRESUMOS
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S
U
M
Á
R
IO
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II
ESTEROIDOGÊNESE
CICLO MENSTRUAL E SD. PRÉ-MENSTRUAL
INCONT. URINÁRIA E DISTOPIA GENITAL
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE
SANGRAM. GINECOLÓGICOS BENIGNOS
ANTICONCEPÇÃO 
CLIMATÉRIO E OSTEOPOROSE
5
G I N E C O L O G I A - A B O R D A G E M S I N D R Ô M I C A
Vulvovaginites 5
Cervicites e Uretrites 7
DIP 7
Úlceras Genitais 8
Violência Sexual 12
Verrugas Genitais 13
Câncer de Mama 19
Câncer de Ovário 21
Câncer de Endométrio 23
Câncer de Colo Uterino 24
Câncer de Vulva 28
SUA e “SUD” 48
Pólipos 49
Miomatose e Adenomiose 50
Endometriose 52
Dismenorreia 53
15
23
29
32
36
41
48
55
57
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
QUAIS AS POSSIBILIDADES? 
 
(1) Síndrome do CORRIMENTO GENITAL/URETRAL 
✓ Trato Genital Inferior 
➢ Vulvovaginites 
➢ Cervicites 
✓ Trato Genital Superior 
➢ DIP 
(2) Síndrome da ÚLCERA GENITAL 
(3) Síndrome da VERRUGA GENITAL 
 
1. VULVOVAGINITES 
Mais comuns: vaginose > candidíase > tricomoníase 
 
Vaginose Bacteriana 
 
Agente: 
POLIMICROBIANA! 
- GARDNERELLA VAGINALIS 
- Bacterioides sp 
- Mobiluncus sp 
- Mycoplasma hominis 
- Peptoestreptococcus sp 
 
 
Quadro Clínico: 
- METADE É ASSINTOMÁTICA! 
- ODOR: fétido, piora após o coito e menstruação 
- CORRIMENTO: acinzentado e homogêneo 
 
Diagnóstico: 
CRITÉRIOS DE AMSEL (3 dos 4) 
(1) Corrimento branco-acinzentado, fino, homogêneo 
(2) pH vaginal > 4,5 
(3) Teste das aminas (Whiff) positivo 
(4) Microscopia direta: clue-cells 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com o MS, o PADRÃO-OURO PARA DIAGNÓSTICO é o GRADIENTE 
DE NUGENT (GRAM) = número de bactérias e lactobacilos patogênicos (escore 
> 7). 
 
Tratamento: 
 
- METRONIDAZOL 250MG 2CP VO 12/12H 7 DIAS OU 
- METRONIDAZOL CREME VAGINAL 100MG/G 1X/NOITE 5 DIAS 
No tratamento tópico, idealmente se abster de relações sexuais para aumentar a eficácia 
do tratamento. Reforçar o uso pela noite, ao deitar. 
 
- NÃO PRECISA TRATAR PARCEIRO! 
- A PRESENÇA ISOLADA DE GARDENERELLA NÃO INDICA O TRATAMENTO. 
- EVITAR ÁLCOOL DURANTE O TRATAMENTO E ATÉ 24H APÓS O SEU TÉRMINO 
(EFEITO ANTABUSE) 
 
SE RECORRENTE: 
METRONIDAZOL GEL 10 DIAS + ÁCIDO BÓRICO 21 DIAS + METRONIDAZOL GEL 
2X/SEMANA 4-6 MESES → esquema promissor segundo o MS, mas que ainda requer 
validação com estudo prospectivo randomizado. 
 
E NA GRAVIDEZ E PUERPÉRIO? 
- TEM QUE TRATAR! 
Segundo o MS, o metronidazol pode ser usado! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Candidíase 
 
Agente: 
- CANDIDA SP. 
▪ Principalmente ALBICANS 
 
- Se de repetição (4 ou + episódios/ano): 
▪ Desconfiar de não-albicans 
 
Fatores de Risco: 
- Gravidez, obesidade, ACO de alta dose de estrogênio, corticoide, 
imunossupressão, hábitos de higiene, vestuário, antibióticos, DM 
descompensado 
 
Quadro Clínico: 
- SINAIS INFLAMATÓRIOS: PRURIDO (!), disúria, dispareunia, edema, 
hiperemia 
- ODOR: sem odor 
- CORRIMENTO: grumoso, branco, aderido 
 
Diagnóstico: 
(1) Prurido, corrimento branco aderido, em nata 
(2) pH vaginal 4/ANO): 
- FLUCONAZOL D1, D4 e D7 OU 
- ITRACONAZOL 100mg 2cp VO 12/12h 1 dia OU 
- MICONAZOL creme 10-14 dias 
 
+ 
 
- FLUCONAZOL 150mg 1x/semana por 6 meses OU 
- MICONAZOL creme 2x/semana por 6 meses OU 
- ÓVULO VAGINAL 1x/semana por 6 meses 
 
- TRATAR PARCEIRO SOMENTE SE MANIFESTAÇÕES (ex: balanopostite) 
 
- O ACHADO ISOLADO DE CANDIDA NÃO INDICA O TRATAMENTO. 
 
E NA GRAVIDEZ? 
- FAZER TRATAMENTO TÓPICO! 
 
Imagem: Dr. André Luiz Vasconcelos 
Imagem: researchgate.com 
Imagem: MSD Manuals 
555
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Tricomoníase 
 
Agente: TRICHOMONAS VAGINALIS 
Se tem trichomonas, houve contato sexual! 
 
Quadro Clínico: 
- SINAIS INFLAMATÓRIOS: irritação, hiperemia, prurido, COLPITE (COLO EM 
FRAMBOESA/ASPECTO TIGROIDE) 
- ODOR: fétido 
- CORRIMENTO: abundante, bolhoso, purulento 
 
Diagnóstico: 
(1) Corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, colo em framboesa 
(2) pH > 5 
(3) Teste das aminas (Whiff) pode estar positivo 
(4) Microscopia direta: protozoário móvel 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: corrimento bolhoso também pode estar presente na vaginose! 
 
Tratamento: 
- METRONIDAZOL 400MG, 5COMP VO, DU OU 
- METRONIDAZOL 250MG 2CP 12/12H VO por 7 dias. 
 
- CDC: tinidazol e secnidazol são opções 
 
- NÃO PODE CREME E NÃO PODE CLINDAMICINA! 
 
- O ACHADO ISOLADO DE TRICHOMONAS INDICA O TRATAMENTO! Se tem 
trichomonas, houve contato sexual! 
 
- CONVOCAR PARCEIRO E TRATAR PARCEIRO (!) + 
 
- RASTREAR OUTRAS DST (!) 
 
- Cuidado com o EFEITO ANTABUSE! 
 
E NA GRAVIDEZ E PUERPÉRIO? 
- TEM QUE TRATAR! 
Segundo o MS, o metronidazol pode ser usado! 
 
 
Ilustrando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico Diferencial... 
 
Vulvovaginite Inespecífica 
- Causa mais comum de corrimento vaginal na infância, relacionado a erros 
de higiene, vestuário... 
- Não tem agente etiológico específico 
- O diagnóstico é de EXCLUSÃO (exame físico, exame a fresco, EPF (é comum 
a oxiuríase “passear” entre a região anal e a vagina) 
- O tratamento é feitobilateral → algumas referências indicam 
- Progesterona: se desejo de gestar ou alto risco cirúrgico 
 
Diferentes Classificações vs Manejo 
 
 
OMS 
IECG 
ACOG 
Categorização 
Funcional 
Manejo 
 
Simples 
Sem atipia 
 
 
 
Hiperplasia 
Benigna 
 
 
Efeito 
Estrogênico 
 
 
Progesterona 
 
Complexa 
Sem atipia 
 
 
Simples 
Com atipia 
 
 
 
Hiperplasia 
Atípica 
ou 
NIE 
 
 
Pré-câncer 
 
Cirurgia 
ou 
Progesterona 
 
Complexa 
Com atipia 
 
Adenocarcinoma Adenocarcinoma Câncer Estadiamento 
 
Particularidades 
TIPOS PATOGÊNICOS: 
TIPO I: 
- Exposição ao estrogênio 
- ↓Grau 
- Menor invasão miometrial 
- Bom prognóstico 
TIPO II: 
- Sem exposição ao estrogênio 
- ↑Grau 
- Maior invasão miometrial 
- Endométrio atrófico 
- Pacientes mais velhas/magras 
- Mau prognóstico 
 
TIPOS HISTOLÓGICOS 
- Adenocarcinoma ENDOMETRIOIDE é o mais comum (84%) 
VIA DE DISSEMINAÇÃO 
- LINFÁTICA: mais comum 
- Invasão do miométrio e colo por contiguidade são comuns 
ESTADIAMENTO: 
- CIRÚRGICO! 
- A RESSONÂNCIA pode avaliar a INVASÃO MIOMETRIAL/CERVICAL, bem como 
LINFONODOS ACOMETIDOS e METÁSTASES 
 
 
RESUMÃO DO TRATAMENTO 
 
- LAPAROTOMIA = estadiamento e tratamento (HT abdominal + lavado 
peritoneal + anexectomia bilateral + linfadenectomia) 
OBS: linfadenectomia é dispensada no estádio IA ( 50% de invasão miometrial (> IB) 
 
- QUIMIOTERAPIA: se metástase (“ultrapassou o útero”) 
Imagem: clicazago.com.br 
Imagem: fernandoguastella.com.br 
232323
 
 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
2. LESÕES PRECURSORAS CERVICAIS E CA DE COLO UTERINO 
Conceitos Fundamentais: 
 
ASC-US/ASC-H 
Atipia escamosa de significado 
indeterminado/alto grau 
 
 
 
Células ESCAMOSAS LIE-BG 
Lesão intraepitelial de baixo grau 
LIE-AG/CA IN SITU 
Lesão intraepitelial de alto grau 
AGC 
Atipia glandular cervical 
 
Células GLANDULARES 
Sempre avaliar endométrio! 
ADENOCARCINOMA IN SITU 
 
Histologia do Colo Uterino: 
 
- Vulva, vagina e colo de útero*: predomina o epitélio ESCAMOSO 
- Canal cervical: predomina o epitélio COLUNAR 
 
(*) Detalhe em relação a histologia do colo uterino: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Endocérvice: predomínio do epitélio COLUNAR 
 
- JEC: junção escamo-colunar → aqui pode haver o 
processo de METAPLASIA ESCAMOSA (é fisiológico = 
epitélio escamoso “cobrindo” o epitélio colunar, gerando 
o aparecimento dos CISTOS DE NABOTH, que também 
são fisiológicos) 
 
- Ectocérvice: predomínio do epitélio ESCAMOSO 
 
 
 
 
 
Fatores de Risco: 
- INFECÇÃO PELO HPV 
- COITARCA PRECOCE 
- MÚLTIPLOS PARCEIROS 
- IST’S 
- Outros: ACO combinados orais (indiretamente relacionados pela redução no uso de 
preservativos), TABAGISMO, baixa imunidade, multiparidade, desnutrição, má 
higiene genital, baixo nível socioeconômico, radiação ionizante 
 
HPV: 
- Mais oncogênicos: 16 (!) e 18 
- Condilomas genitais: 6 e 11 (baixo potencial oncogênico) 
 
Achados citológicos compatíveis com o efeito citopático do HPV: 
COILOCITOSE, DISCARIOSE e DISCERATOSE. 
 
Prevenção Primária: 
▪ CONDOM + VACINA* 
 
(*) VACINA ANTI-HPV 
▪ VLP’s (Vírus-Like Particles → partículas semelhantes a vírus) 
 
BIVALENTE QUADRIVALENTE 
 
HPV: 16/18 
 
(por reação cruzada, 
também cobre alguns 
outros sorotipos. Ñ cobre 
exclusivamente 16 e 18) 
 
Recomendação do 
fabricante: 
3 doses: 0, 1, 6 
meses 
 
 
HPV: 6/11/16/18 
 
Recomendação do fabricante: 
3 doses: 0, 2, 6 meses 
 
Recomendação do MS: (!) 
 
Meninos e Meninas 9-14 anos: 
Dose única 
OBS: se passar dos 14 anos e não vacinar, basta tomar a 
vacina no particular (perde a gratuidade) 
 
Imunossuprimidos 9-45 anos: 
3 doses: 0, 2, 6 meses 
 
- Usuários de PREP 15-45 anos: 
3 DOSES (0-2-6 meses) 
 
- Vítimas de violência sexual: 
2 DOSES (até 14 anos) ou 3 DOSES (15-45 anos) 
- Papilomatose respiratória recorrente: 3 DOSES 
 
(*) Se imunossuprimido: requer prescrição médica 
 
NONAVALENTE 
HPV: 6/11/16/18 + 31/33/45/52/58 → disponível somente na rede 
PARTICULAR! 
(*) Transplante de órgãos sólidos, transplantes MO, oncológicos, PVHIV 
 
IMPORTANTE! 
HÁ RECOMENDAÇÃO DE VACINAR MESMO SE JÁ HOUVER LESÃO ATIVA! 
 
COMO TRATAR O CONDILOMA ACUMINADO (HPV 6/11)? 
(1) ELETROCAUTÉRIO (LASER): se lesões EXTENSAS 
(2) ÁCIDO TRICOLOROACÉTICO: se lesões PEQUENAS. Boa alternativa em GESTANTES 
(não pode podofilina → questão clássica de prova) 
(3) IMUNOMODULADORES: alternativa para tratamento DOMICILIAR 
 
Prevenção Secundária: 
(1º) Anamnese + Exame Físico + COLPOCITOLOGIA 
 
(2º) COLPOSCOPIA 
 
▪ (3º) BIÓPSIA DIRIGIDA + ESTUDO HISTOPATOLÓGICO 
 
CLÍNICA 
 
- LIE/iniciais: ASSINTOMÁTICOS/SINUSIORRAGIA 
- Estágios avançados: DOR, CORRIMENTO FÉTIDO, SUA (metrorragia) 
- EXAME ESPECULAR + TOQUES VAGINAL/RETAL* 
(*) Importante para avaliar paramétrio (foco de metástase) 
 
NORMAL CISTOS DE NABOTH 
Imagens: A.D.A.M 
Imagens: mdsaude.com 
2424
 
 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(*) RISCO CRESCENTE DE MALIGNIDADE NA COLPOSCOPIA: 
 
- LESÃO ACETOBRANCA > PONTILHADO FINO > MOSAICO GROSSEIRO > 
VASOS ATÍPICOS 
 
 
 
 
 
 
 
PERCEBA OS TERMOS SUGESTIVOS DE MALIGNIDADE: “DENSO”, 
“GROSSEIRO”, “IODO NEGATIVO”, “VASOS ATÍPICOS”, “SUPERFÍCIE IRREGULAR”, 
“EROSÃO”, “ULCERAÇÃO” 
 
Estadiamento/Tratamento: 
Antes de prosseguir... 
TIPOS DE EXCISÃO 
EXCISÃO TIPO 1 
- Doença ectocervical 
- Doença que não se estende mais de 1cm no canal cervical 
- Zona de Transformação do tipo 1 
 
EXCISÃO TIPO 2 
- Doença que ultrapassa a JEC (“mais dentro do canal, mas ainda visível”) 
- Exérese entre 1,5-2,0cm 
- Zona de Transformação do tipo 2 
 
EXCISÃO TIPO 3 (“CONE”) 
- Maior profundidade de excisão (“não vê limite”) 
- Maioria das NIC até 1cm do canal cervical 
- Exérese entre 2,0-2,5cm de canal 
- Zona de Transformação do tipo 3 
 
COLPOCITOLOGIA 
 
(1) QUANDO COLHER? 
- 1x/ano e após 2 negativos passa a colher a cada 3 anos 
- Entre 25-64 anos, após sexarca 
- Se 64 anos + 2 normais nos últimos 5 anos: não precisa mais colher 
 
2024: MS INCORPOROU O TESTE MOLECULAR PARA HPV como parte 
do rastreamento para o CA de colo! 
 
 
- Situações especiais: 
▪ Gestante: igual a não-grávida 
▪ HIV+: logo após a sexarca, 6/6m no 1º anos e depois anual, 
mas se CD4 25 anos) ou 3 anos ( 30 anos) ou 12 meses (25-29 anos) ou 3 anos (tem trofismo pelo glicogênio! 
- ↓Glicogênio fica iodo negativo (Schiller +) 
▪ Iodo positivo = Schiller negativo 
▪ Iodo negativo = Schiller positivo = fazer biópsia 
 
CUIDADO! Gestante = biópsia só na suspeita de invasão* 
▪ Achado mais suspeito de invasão: VASOS ATÍPICOS 
 
- Para melhorar a visualização da JEC (colposcopia “insatisfatória”): 
abrir mais o espéculo, utilizar espéculo endocervical, terapia com 
estrogênio 1-2 semanas (se pós-menopausa) 
- Se AGC: avaliar canal endocervical. Como? Escovado endocervical 
(preferencial pelo MS) ou curetagem endocervical ou histeroscopia. 
 (3) ESTUDO HISTOPATOLÓGICO: 
- Possibilidades: LESÕES INTRAEPITELIAIS (NIC) OU CA CERVICAL 
ORDEM CRESCENTE DE RISCO 
ACETOBRANCA PONTILHADO M.GROSSEIRO V. ATÍPICOS 
Imagens: Dr. Francisco J. Candido dos Reis (USP) 
252525
 
 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
 
NÃO CONFUNDA! 
 
- A conização é um tipo de excisão tipo 3! 
- A conização pode ser feita tanto com alça (via CAF), como com cone a frio. 
 
O termo CAF (Cirurgia de Alta Frequência) serviu para popularizar o método de excisão da 
ZT (zona de transformação) com Junção Escamocolunar (JEC) visível e até o primeiro 
centímetro do canal. Todavia, o termo CAF passou a ser utilizado indistintamente para 
biópsias e, com a disseminação das técnicas de conização por eletrocirurgia, tornou-se 
muito difícil saber qual procedimento realizado quando havia relato de uma mulher ter 
sido submetida a uma CAD. Para disciplinar o uso desses termos, o MS definiu que O 
TRATAMENTO EXCISIONAL AMBULATORIAL DEVERIA SER CHAMADO DE EZT (EXÉRESE DA 
ZONA DE TRANSFORMAÇÃO). Qualquer outra abordagem que tenha por objetivo retirar a 
ZT endocervical era denominada conização, independente do método utilizado para sua 
realização (por eletrocirurgia, por laser ou bisturi convencional). 
 
Agora vamos tratar! 
Feita a biópsia e o estudo histopatológico, lembre que temos duas possibilidades de 
resultados: NIC ou câncer cervical! 
 
(1) Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NIC) 
 
- NIC 1: expectante 
- NIC 1 persistente (2 anos): destrutivo (CRIOTERAPIA OU CAUTERIZAÇÃO) 
- NIC 2, NIC 3, CA in situ: exérese → qual tipo de excisão escolher? 
 
 
EXCISÃO TIPO 3/CONIZAÇÃO, SE: 
Suspeita de invasão OU 
Sem limite da lesão OU 
JEC não visível (colposcopia insatisfatória). 
 
 
 
 
 
 
PROTOCOLO “VER E TRATAR” → “EZT PULANDO A BIÓPSIA” 
- A estratégia “ver e tratar” consiste na INSTITUIÇÃO DE TRATAMENTO COM BASE 
EM UM TESTE DE RASTREAMENTO POSITIVO, SEM OUTROS TESTES DE 
DIAGNÓSTICO. 
- Pode propiciar um TRATAMENTO AMBULATORIAL, que pode ser feito na primeira 
consulta, em um menor tempo e MENOR TAXA DE PERDAS no seguimento. Esse 
método foi considerado viável e com boa aceitabilidade, quando comparado à conduta 
com biópsia prévia. 
- É indicada em MULHERES COM CITOLOGIAS CERVICAIS OU ACHADOS 
COLPOSCÓPICOS QUE SUGIRAM LESÕES DE ALTO GRAU. 
CONSTITUEM CONDIÇÕES PARA SE ADOTAR A ESTRATÉGIA “VER E TRATAR”: 
- PRESENÇA DE ACHADOS ANORMAIS MAIORES (ALTO GRAU – HSIL/LIE-AG) A 
PARTIR DOS 25 ANOS 
- JUNÇÃO ESCAMOCOLUNAR (JEC) VISÍVEL: ZONA DE TRANSFORMAÇÃO (ZT) TIPOS 
1 OU 2; 
- LESÃO RESTRITA AO COLO (LIMITES VISÍVEIS) 
- AUSÊNCIA DE SUSPEITA DE INVASÃO OU DOENÇA GLANDULAR (“A LESÃO NÃO 
PARECE CÂNCER”) 
A ESTRATÉGIA “VER E TRATAR” NÃO É RECOMENDADA: 
- Em mulheres com citologia de ASC-US E LSIL; 
- Em mulheres ATÉ 24 ANOS COM ACHADOS COLPOSCÓPICOS MAIORES: devem 
ser submetidas à biópsia e, se esta for compatível com NIC 2/3, deve-se seguir a 
recomendação específica. 
 
(2) Câncer Cervical: 
- O MAIS COMUM É O EPIDERMOIDE (+ relacionado com HPV 16) 
- EM SEGUNDO LUGAR: ADENOCARCINOMA (+ relacionado ao HPV 18) 
 
 
 
 
 
Vias de Disseminação: 
- Primeiro lugar: CONTIGUIDADE (vagina e corpo uterino) 
 
- Segundo lugar: LINFÁTICA 
▪ Grupo primário de linfonodos: paracervicais, obturadores, ilíacos; 
▪ Grupo secundário de linfonodos: ilíacos comuns, para-aórticos e inguinais. 
 
- Terceiro lugar: HEMATOGÊNICA (fígado, pulmões, ossos) 
 
Estadiamento – FIGO 2018: 
CLÍNICO COMPLEMENTADO COM EXAMES DE IMAGEM (RESSONÂNCIA) 
 
 
 
- Estádio 0: carcinoma in situ (CONE é diagnóstico e terapêutico) 
 
- Estádio 1: restrito ao colo uterino (tamanho normal: 3,5-4cm) 
▪ 1A1: 3-5mm de profundidade 
▪ 1B1: > 5mm e 2-4cm de profundidade 
▪ 1B3: > 4cm de profundidade 
 
- Estádio 2: 
2A: parte superior da vagina 
✓ 2A1: 4cm 
2B: invade paramétrio (a partir daqui, só QT) → visto pelo toque retal 
 
- Estádio 3: 
▪ 3A: terço inferior da vagina 
▪ 3B: parede pélvica/hidronefrose/exclusão renal 
▪ 3C1: linfonodo pélvico 
▪ 3C2: linfonodo para-aórtico 
 
- Estádio 4: 
▪ 4A: bexiga e reto 
▪ 4B: metástase à distância 
 
Imagem: doceru.com 
262626
 
 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Antes de prosseguir... 
 
TIPOS DE HISTERECTOMIA: 
 
 
 
 
Agora vamos tratar! 
 
- Estádio 0: EZT TIPO 3 (CONE) é diagnóstico e terapêutico 
 
- Estádio 1A1: padrão = HISTERECTOMIA TIPO 1 (se deseja gestação: cone ou 
traquelectomia) 
 
- Estádio 1A2: padrão = HISTERECTOMIA TIPO 2 (PIVER II) + 
LINFADENECTOMIA PÉLVICA 
 
- Estádio 1B1/1B2: padrão = HISTERECTOMIA TIPO 3 (WERTHEIM-MEIGS) 
 
- Estádio 1B3 ou 2A1: WERTHEIM-MEIGS ou QT/RT se ↑risco cirúrgico 
 
- Estádio > 2A2: QT/RT 
 
(*) Wertheim-Meigs: histerectomia total + retirada dos paramétrios e uterossacros + 
terço superior da vagina + linfadenectomia pélvica. Anexectomia não é obrigatória 
(individualizar). 
 
 
 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
 
 
AFECÇÕES BENIGNAS DAS MAMAS 
Principal causa de mastalgia 
 
AFBM 
Principal causa de derrame papilar 
 
Papiloma intraductal 
Nódulo mamário benigno mais 
comum 
 
Fibroadenoma 
Principal exame de imagem em 
jovens 
 
USG de mamas 
Rastreamento de CA de mama 
 
MMG 
Agente etiológico das mastites 
 
S. aureus 
 
 
 
AFECÇÕES MALIGNAS DAS MAMAS 
Principal fator de risco CA Sexo feminino 
Mutações genéticas na síndrome 
de CA de mama e ovário 
hereditária 
Lócus do gene BRCA1(17q21) 
Lócus do gene BRCA2 (13q12) 
Tipo histológico mais comum de 
CA 
Carcinoma ductal infiltrante 
Tipo de CA de mama bilateral Carcinoma lobular infiltrante 
Tipo de CA de mama de pior 
prognóstico 
Inflamatório 
Tendência à recorrência local Tumor filoides 
Escápula alada Lesão torácico longo 
QT no CA de mama? CA infiltrante 
RT no CA de mama Cirurgia conservadora 
BIRADS 4-5 Histopatológico 
BIRADS 1-2 Rotina 
AFECÇÕES MALIGNAS DOS OVÁRIOS 
Corpos psamomatosos Cistoadenocarcinoma seroso 
Corpúsculo de Shiller Duval Tumores do seio endodérmico 
Corpúsculos de Carl-Exner Tumores da teca-granulosa 
Pseudomixoma peritoneal Cistoadenocarcinoma mucinoso 
Células em anel de sinete Tumor de Krukenberg 
Síndrome de Meigs Fibroma e tumor de Brenner 
Principal fator de risco para CA História familiar 
Fatores de proteção Amamentação, ACO, ooforectomia, 
laqueadura tubária 
Forma + precoce de disseminação Transcelômica 
Tipo histológico de pior 
prognóstico entre os epiteliais 
Carcinoma de células claras 
Metástases à distância Fígado, pulmão e cérebro 
 
HE e CA DE ENDOMÉTRIO 
Tipo mais comum Endometrioide 
 
Fatores de risco 
Estrogênio (SOP, menarca precoce, 
menopausa tardia, TRH com estrogênio, 
nuliparidade), diabetes, HAS, raça 
branca, idade > 60 anos 
Principal fator de risco Obesidade 
 
Fatores protetores 
Multiparidade, ACO, SIU de 
Progesterona, tabagismo 
Lesão precursora Hiperplasia endometrial atípica 
 
Tratamento das Hiperplasias 
Sem atipia: progesterona (ou HTA) 
Com atipia: HTA (ou progesterona) 
Diagnóstico Histeroscopia com biósia 
 
Tratamento CA de endométrioEstadiamento: pan-histerectomia 
+ RT se > IB 
+ QT se metástase a distância 
LIE E CA DE COLO 
Principal fator de risco HPV 
Tipos oncogênicos 16 e 18 
 
Tipos histológicos 
Epidermoide (80%) 
Adenocarcinoma (15%) 
 
Disseminação 
Contiguidade, linfática, 
hematogênica 
Rastreamento Colpocitologia 
Início de rastreio MS: 25 anos (atividade sexual) 
 
Periodicidade 
Após 2 resultados anuais normais, 
coleta de 3-3 anos 
Interrupção do rastreio 64 anos 
 
Imagem: Hic et Nunc 
272727
 
 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
3. NEOPLASIA INTRAEPITELIAL VULVAR (NIV) 
Conceitos Iniciais: 
- A CARCINOGÊNESE VULVAR pode partir de 2 lesões distintas: LÍQUEN 
ESCLEROSO ou INFECÇÃO PELO HPV 16/18. Ambas podem evoluir para uma 
neoplasia intraepitelial vulvar (NIV). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perceba que a NIV “diferenciada” nada tem a ver com a infecção por HPV! Quando se trata 
deste vírus, estamos nos referindo a NIV do tipo usual e carcinoma “indiferenciado”. 
 
Classificação das NIV: 
 
NIV ESCAMOSA NIV NÃO ESCAMOSA 
- Lesão de baixo grau de vulva (condiloma 
plano ou efeito citopático do HPV) 
- Lesão de alto grau de vulva (NIV usual) 
- NIV diferenciada 
- Doença de Paget 
- Melanoma in situ 
 
Não é o foco no momento! 
 
NIV ESCAMOSA 
 
Epidemiologia: 
 
NIV DIFERENCIADA NIV USUAL (LESÃO DE ALTO GRAU) 
- Rara 
- Pós-menopausa 
- Reconhecimento macroscópico mais difícil 
- Relacionada ao líquen escleroso 
- Sem relação com atividade sexual 
- Sem relação com tabagismo 
- Mais frequente 
- Menacme e pós-menopausa 
- Reconhecimento macroscópico mais 
fácil 
- Relacionada ao HPV 
- Relação com atividade sexual 
- Relação com tabagismo 
 
Histologia: 
 
NIV DIFERENCIADA NIV USUAL (LESÃO DE ALTO GRAU) 
- O termo “diferenciada” se refere 
justamente ao aspecto histológico 
- Atipia presente apenas na camada 
basal de epitélio com diferenciação 
mantida 
- Toda a espessura do epitélio está 
comprometida 
- Epitélio indiferenciado 
 
Características: 
 
NIV DIFERENCIADA NIV USUAL (LESÃO DE ALTO GRAU) 
- Rara 
- Tumores HPV-negativos 
- Pacientes IDOSAS 
- Associadas ao LÍQUEN ESCLEROSO 
- Lesão ECZEMATOSA 
- Lesão ERITROPLÁSICA 
- Lesão PAPULOSA 
 
▪ Unifocal 
▪ Hiperceratótica 
▪ Branca 
▪ Áreas negras 
▪ Áreas eritroplásicas 
▪ Aspecto verrucoso 
 
Conduta: 
- VULVECTOMIA SUPERFICIAL PARCIAL 
▪ Excisão ampla da lesão 
▪ Escolha para lesões pequenas unifocais 
▪ Margem de segurança de 1cm em toda a extensão 
 
Curso Clínico: 
- A lesão de alto grau (NIV tipo usual) apresenta taxa de progressão de 5-87% e 
taxa de recorrência de 12-36% 
 
 
 
 
 
Fatores de Risco para Progressão/Recorrência: 
 
NIV DIFERENCIADA NIV USUAL (LESÃO DE ALTO GRAU) 
- Comprometimento de margens 
- Envolvimento de anexos cutâneos 
- Mutação do gene p53 
- Origem virótica da lesão 
- Multifocalidade e multicentricidade da 
lesão 
- Comprometimento de margens 
- Envolvimento de anexos cutâneos 
 
4. CÂNCER DE VULVA 
Conceitos Iniciais: 
- Representa 4% das neoplasias malignas do 
trato genital inferior 
- É a 4ª neoplasia ginecológica mais 
prevalente 
- A maioria acomete a pele dos lábios 
- O acometimento de clitóris e glândulas 
vestibulares é raro 
Tipos Histológicos: 
- Carcinoma ESCAMOSO: 90% 
- Melanoma: 2-4% 
 
Fatores de Risco: 
- Infecção por HPV, líquen escleroso, NIV, fumo, história prévia de CA de colo 
 
Quadro Clínico: 
- PRECOCE: PRURIDO VALVAR CRÔNICO 
- TARDIO: MASSA TUMORAL, SANGRAMENTO, ULCERAÇÃO 
 
Diagnóstico: 
- Vulvoscopia: em desuso, não tem correlação com histopatológico 
- O diagnóstico definitivo é com o BIÓPSIA VULVAR + ESTUDO 
HISTOPATOLÓGICO 
▪ LOCAL DA BIÓPSIA: CENTRO da lesão 
▪ SE LESÕES EXTENSAS: MÚLTIPLAS biópsias 
 
Prevenção Primária: 
- Vacina HPV quadrivalante: ↓prevalência de lesões pré-malignas não cervicais 
 
Prevenção Secundária: 
- Sem evidências de rastreamento! 
- Avaliação precoce de sinais e sintomas: LESÕES PIGMENTADAS E/OU ÚLCERAS 
IRREGULARES E PRURIDO VULVAR CRÔNICO 
 
Prevenção Terciária: 
- Envolve o manejo das lesões pré-malignas 
 
Vias de Disseminação: 
- 1ª: CONTIGUIDADE → vagina, uretra e ânus 
- 2ª: LINFÁTICA → inguinais e femorais 
- 3ª HEMATOGÊNICA → fígado, pulmões e ossos 
 
Estadiamento: 
- ESTÁDIO 0: carcinoma in situ 
- ESTÁDIO I: confinado a vulva e 1mm 
- ESTÁDIO II: confinado a vulva e > 2cm + linfonodos inguinais negativos 
- ESTÁDIO III: qualquer tamanho + invasão de uretra, vagina ou ânus + linfonodos 
inguinais positivos unilateralmente 
▪ IIIA: invasão de 1 linfonodo > 5mm ou 1-2 linfonodos 5mm ou 3 ou + linfonodos 1cm 
- ESTÁDIO III/IV: QT/RT 
Líquen 
Escleroso 
HPV 16/18 
NIV Diferenciada 
Lesão de Alto Grau 
(NIV Tipo Usual) 
Carcinoma Bem 
Diferenciado 
Carcinoma 
Indiferenciado 
282828
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
1. CONCEITOS IMPORTANTES 
 
Os hormônios podem ser divididos em 3 categorias: 
- PEPTÍDEOS: derivados de aminoácidos (GnRH, FSH, LH, TSH); 
- ESTEROIDES: derivados do colesterol (estrogênio, progesterona, 
testosterona, cortisol e aldosterona); 
- AMINAS: derivados da tirosina (tiroxina, triiodotironina, noradrenalina). 
 
Os hormônios ESTEROIDES, foco do resumo, são aqueles DERIVADOS DO 
COLESTEROL (estrogênio, progesterona, testosterona, cortisol e aldosterona). São 
SINTETIZADOS NAS GÔNADAS, NAS GLÂNDULAS SUPRARRENAIS E NA 
PLACENTA. 
 
- Os hormônios ESTERÓIDES SEXUAIS são subdivididos em 3 grupos, com 
base no número de átomos de carbono que contém: 
▪ PROGESTAGÊNIOS, GLICOCORTICOIDES E MINERALOCORTICOIDES: 
21 carbonos; 
▪ ANDROGÊNIOS: 19 carbonos; 
▪ ESTROGÊNIOS: 18 carbonos. 
 
- METABOLIZAÇÃO: principalmente no FÍGADO, RINS E MUCOSA 
INTESTINAL. 
▪ APLICABILIDADE DESTE CONCEITO: CONTRAINDICAÇÃO AO USO 
DE HORMÔNIOS ESTERÓIDES EM PORTADORES DE DOENÇA 
HEPÁTICA OU RENAL ATIVA. 
 
2. PRODUÇÃO DOS HORMÔNIOS ESTEROIDES 
 
- Como vimos, os hormônios esteróides sexuais são sintetizados nas gônadas, nas 
glândulas supra-renais e na placenta, sendo O COLESTEROL A MATÉRIA-
PRIMA. A via de biossíntese dos esteróides sexuais é idêntica em todos os 
tecidos esteroidogênicos, mas A DISTRIBUIÇÃO DOS PRODUTOS 
SINTETIZADOS POR CADA TECIDO VARIA DE ACORDO COM A 
PRESENÇA E AUSÊNCIA DE CERTAS ENZIMAS. Veja, por exemplo: 
▪ O ovário é deficiente em 21-hidroxilase e em 11-beta-hidroxilase e, 
assim, é incapaz de produzir corticosteroides. 
▪ Na adrenal não temos aromatase. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNTESE DE ESTERÓIDES NA GLÂNDULA SUPRARRENAL 
 
- A glândula supra-renal adulta é composta de 3 ZONAS. Cada uma destas 
zonas expressa um conjunto diferente de enzimas esteroidogênicas e, por isso, 
sintetiza produtos distintos. 
 
▪ Zona GLOMERULAR: síntese de MINERALOCORTICOIDES 
▪ Zona FASCICULAR: produção de GLICOCORTICOIDES 
▪ Zona RETICULAR: produção de ANDROGÊNIOS (ex: 
androstenediona).ZONA RETICULAR DAS SUPRARRENAIS: responsável por 50% da produção diária de 
androstenediona e DHEA e, praticamente com toda a forma sulfatada de DHEA (SDHEA). 
 
SÍNTESE DE ESTERÓIDES NOS OVÁRIOS 
 
TEORIA DAS DUAS CÉLULAS-DUAS GONADOTROFINAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ovários: 
- Células da TECA: androgênios 
- Células da GRANULOSA: estrogênio e inibina B na fase folicular; 
progesterona e inibina A na fase lútea 
 
Nas células da teca... 
- Pela ação do LH: colesterol > androstenediona e testosterona 
 
Nas células da granulosa... 
- Pela ação do FSH: androgênios > estrona/estradiol (aromatização) 
 
ESTEROIDOGÊNESE 
292929
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
ESTEROIDOGÊNESE 
Perceba... 
- O ESTRADIOL é o principal estrogênio produzido pelos ovários. 
- A ANDROSTENEDIONA é o principal androgênio produzido pelos ovários, 
seguido por pequenas quantidades de DHEA e testosterona. 
 
Fixando... 
- Os folículos possuem dois tipos de células: células da teca – camada mais externa 
e células da granulosa – camada mais interna. 
- As células da TECA possuem receptores de LH, e a partir da ação deste, 
produzem androgênios. Esses androgênios migram para as células da granulosa, 
e sob ação do FSH são convertidos em estrogênios (com participação da enzima 
aromatase). 
 
SÍNTESE DE ESTERÓIDES PELA PLACENTA 
 
Um panorama geral... 
- A placenta produz PROGESTERONA E ESTRÓGENOS (estradiol, estrona e, 
principalmente, estriol). 
- A AUSÊNCIA DA ENZIMA 11-HIDROXILASE impossibilita a produção 
placentária de corticosteroides; da mesma forma, a AUSÊNCIA DE 17-
HIDROXILASE E 17,20-LIASE no tecido trofoblástico impede a transformação 
das progesteronas em andrógenos. 
- A molécula de colesterol é obtida a partir da lipoproteína transportadora de 
colesterol de baixa densidade (LDL). A molécula de LDL é fornecida 
principalmente pela mãe e, em menores quantidades, pelo feto. No 
sinciciotrofoblasto, esse substrato sofre hidrólise e libera o colesterol. 
- A PRODUÇÃO ESTROGÊNICA PELA PLACENTA OCORRE A PARTIR DE 
PRECURSORES ANDROGÊNICOS, especialmente o DHEA-S (precursor do 
estradiol e da estrona) e o sulfato de 16-alfa-hidroxi-hidro-epiandrosterona 
(precursor do estriol). 
- Na gestação próxima do termo, 50% do DHEA-S é de origem materna e os 50% 
restantes têm origem fetal. Por sua vez, mais de 90% da 16-alfa-
hidroxideidroepiandrosterona utilizada pela placenta tem origem na adrenal do 
feto. 
 
ORIGEM DOS ANDROGÊNIOS E ESTROGÊNIOS CIRCULANTES NO SEXO 
FEMININO 
 
ESTROGÊNIOS 
 
- São circulantes no sexo feminino durante a vida reprodutiva: estradiol, estrona 
e pequena quantidade de estriol. 
▪ ESTRADIOL: principal estrogênio produzido pelos ovários (síntese 
através dos folículos ovarianos). Deriva também a partir da conversão 
da estrona. 
▪ ESTRONA: secretada diretamente pelos ovários e pode ser 
convertida a partir da androstenediona na periferia. 
 
ANDROGÊNIOS 
 
- OS OVÁRIOS PRODUZEM PRINCIPALMENTE ANDROSTENEDIONA E 
DEHIDROEPIANDROSTERONA (DHEA) além de PEQUENA QUANTIDADE 
DE TESTOSTERONA. 
- O CÓRTEX SUPRARRENAL contribui com aproximadamente 50% da produção 
diária de androstenediona e DHEA e, praticamente, com toda a forma sulfatada 
de DHEA (SDHEA). 
 
 
 
 
 
 
 
25% da testosterona circulante é secretada pelos OVÁRIOS, 
25% pelas SUPRA-RENAIS e os restantes 50% são 
produzidos por CONVERSÃO PERIFÉRICA DE 
ANDROSTENEDIONA A TESTOSTERONA 
(principalmente a partir da atividade da aromatase na pele e 
tecido subcutâneo). 
 
 
TRANSPORTE DOS HORMÔNIOS ESTERÓIDES NA CIRCULAÇÃO 
 
- A maior parte dos esteróides circula ligado a PROTEÍNAS 
TRANSPORTADORAS (globulina de ligação ao hormônio sexual – SHBG, 
ligadoras de tiroxina, ligadoras de corticosteroides, ou albumina). 
- Apenas a 1-2% dos androgênios e estrogênios circulam livres ou sem ligação. 
- Somente a fração livre é biologicamente ativa. 
- A quantidade de hormônio livre está em equilíbrio com a quantidade ligada. 
- Pequenas alterações na expressão das proteínas transportadoras podem 
produzir modificações substanciais nos efeitos dos esteróides. 
 
 
Aplicação prática: os ACHO combinados podem aumentar os níveis de SHBG, 
o que reduz a fração ativa dos androgênios e a sua ação, tendo como um dos 
efeitos a redução da acne. 
 
 
 
3. ESTEROIDOGÊNESE E DISTÚRBIOS CLÍNICOS 
 
HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA 
 
- DEFICIÊNCIA DA ENZIMA 21-HIDROXILASE. 
- Doença AUTOSSÔMICA RECESSIVA. 
- Fisiopatologia: pela deficiência enzimática há NÍVEIS BAIXOS DE 
ALDOSTERONA E CORTISOL com ACÚMULO DO PRECURSOR 17-
HIDROXIPROGESTERONA (17-OHP) e DESVIO DA CASCATA no 
sentido de PRODUÇÃO AUMENTADA DE ANDROGÊNIOS. 
 
 
 
ATENÇÃO! Existem uma ampla variedade de fenótipos, a depender do grau de 
deficiência enzimática. Em um extremo, conversões e grandes deleções 
gênicas resultam em deficiência enzimática extrema com quadro clínico de 
hiperplasia adrenal congênita clássica – depletora de sal no recém-nascido. 
Caso não se proceda à reposição de corticosteroide, pode haver óbito já no 
período neonatal. 
 
Consequências 
INSUFICIÊNCIA ADRENAL 
PERDA DE SAL 
HIPERANDROGENISMO 
HIPERPLASIA ADRENAL 
303030
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
ESTEROIDOGÊNESE 
Manifestações Clínicas: 
- Na forma mais comum de hiperplasia adrenal congênita (bloqueio na etapa da 
21-hidroxilase), por redução acentuada nos níveis de aldosterona e cortisol, os 
precursores em excesso levam a esteroidogênese para a via do androgênio, 
gerando MASCULINIZAÇÃO DE GENITÁLIA EM INDIVÍDUOS COM 
CARIÓTIPO FEMININO. 
- Outras manifestações: HIRSUTISMO, ACNE E CICLOS 
ANOVULATÓRIOS. Perceba: pode ser confundida com a síndrome dos 
ovários policísticos. 
 
- FORMA CLÁSSICA → manifestações ao NASCIMENTO 
- FORMA NÃO CLÁSSICA → de APRESENTAÇÃO TARDIA OU DO 
ADULTO (a hiperandrogenemia não ocorre até a puberdade) 
 
Na puberdade, a ativação do eixo supra-renal aumenta a esteroidogênese, 
revelando uma leve deficiência na atividade da 21-hidroxilase. 
 
Diagnóstico: 
- Dosagem da 17-HIDROXIPROGESTERONA (17-OHP) é um exame de 
rastreamento sensível. A dosagem deve ser realizada durante a fase folicular do 
ciclo a fim de evitar resultados falso-positivos causados por secreção de 17-OHP 
pelo corpo lúteo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEFICIÊNCIA DE 17,20-LIASE 
 
 
 
Fisiopatologia: 
- Pela deficiência enzimática NÃO HÁ PRODUÇÃO DE ANDROGÊNIOS E NEM 
ESTROGÊNIOS com DESVIO para a PRODUÇÃO DE 
MINERALOCORTICOIDES e GLICOCORTICOIDES que resultam numa 
ELEVAÇÃO DA ALDOSTERONA. 
 Quando desconfiar? 
- INFANTILISMO GENITAL + ELEVAÇÃO PRESSÓRICA 
- SEM DESENVOLVIMENTO CARACTERES SEXUAIS 
SECUNDÁRIOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estradiol 
 
Hoffman, B., Schorge, J., Bradshaw, K., Halvorson, L., Schaffer, J. and Corton, M., 2016. Williams Gynecology. 3rd ed. McGraw-Hill Education. 
ESTEROIDOGÊNESE COMPLETA PARA NÃO SE ESQUECER! 
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CICLO MENSTRUAL E SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
1. CICLO MENSTRUAL 
 
Fisiologia Menstrual: 
 
CICLO MENSTRUAL NORMAL 
 - Duração: 21-35 dias (ou 24-38 dias) 
 - Fluxo: 2-6 dias (ou 45 DIAS DE DURAÇÃO. 
 
OUTROS TERMOS PADRONIZADOS 
-“SANGRAMENTO INTERMENSTRUAL”: sangramento espontâneo que ocorre 
entre 2 ciclos menstruais normais. Pode ser: 
▪ Aleatório (exemplo: sinusiorragia) 
▪ Cíclico (exemplo: sangramento periovulatório) 
 
PADRÕES DE SANGRAMENTO NÃO PROGRAMADO EM VIGÊNCIA DE MÉTODOS 
HORMONAIS 
- “SANGRAMENTO”: fluxo vaginal com sangue que requer proteção sanitária 
(exemplo: absorvente) 
- “ESCAPE OU SPOTTING”: fluxo vaginal com sangue em pequena quantidade que 
não requer proteção sanitária. 
 
EVENTOS PRINCIPAIS DO CICLO MENSTRUAL 
▪ Maturação folicular 
▪ Ovulação 
▪ Preparação do endométrio para nidação 
 
EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-OVÁRIO 
▪ HIPOTÁLAMO: GNRH* 
▪ HIPÓFISE: FSH/LH (gonadotrofinas) 
▪ OVÁRIO: estrogênio/progesterona 
▪ ÚTERO: proliferação, secreção e menstruação 
 
(*) A secreção de GnRH é 
PULSÁTIL (varia com 
frequência e amplitude) 
 
- Alta frequência e baixa 
amplitude: FSH (1ª 
fase/antes da ovulação) 
- Baixa frequência e alta 
amplitude: LH (2ª 
fase/depois da ovulação) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PEPTÍDEOS GONADAIS E CICLO MENSTRUAL 
(1) INIBINAS: hormônios glicoproteicos que regulam a liberação do FSH (inibem 
seletivamente). São produzidas nas células da granulosa. 
- INIBINA B surge antes da ovulação. 
- INIBINA A surge depois da ovulação. 
(2) ATIVINA: produzida nas células da granulosa. Promovem elevação de FSH, 
inibição de prolactina, ACTH e GH. 
(3) FOLISTATINA: é produzida na hipófise. Inibe FSH através da modulação da ativina. 
 
Divisão do Ciclo: 
 
Ciclo Ovariano 
 
Eventos: FOLICULOGÊNESE + ESTEROIDOGÊNESE 
 
FOLICULOGÊNESE 
 
 
RECRUTAMENTO INICIAL RECRUTAMENTO CÍCLICO 
Independem das gonadotrofinas! 
 
Estímulo: ativinas, TGF-beta, BMPs, 
GDF-9, fator de célula tronco (SCF) 
 
Dependem das gonadotrofinas! 
 
Estímulo: FSH e LH 
 
- A foliculogênese (desenvolvimento do folículo ovariano) ocorre na região do córtex 
ovariano. 
- Células progenitoras formam folículos primordiais (camada de células que contém 
o oócito primário), os quais ficam em estado de repouso (em prófase I da meiose I) 
até serem ativados no início do ciclo menstrual. 
- Durante a puberdade, com o início dos ciclos menstruais, ocorre a retomada da 
meiose I até a metáfase II da meiose II. 
- Irá acontecer a seleção e dominância de um folículo, o qual se tornará o folículo 
dominante do ciclo, e prosseguirá seu desenvolvimento até o seu rompimento a 
partir do estímulo de LH, com liberação do oócito. Assim, durante cada ovulação, 
libera-se um oócito secundário que está estacionado na metáfase II da meiose II. 
- Se ocorrer a fertilização, o oócito secundário irá terminar sua divisão meiótica. 
 
ESTEROIDOGÊNESE 
TEORIA DAS 2 CÉLULAS-2 GONADOTROFINAS 
 
 
Imagem: lecturio.com 
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CICLO MENSTRUAL E SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Ovários 
- Células da TECA: androgênios 
- Células da GRANULOSA: estrogênio e inibina B na fase folicular; progesterona e 
inibina A na fase lútea 
 
Nas células da teca... 
- Pela ação do LH: colesterol > androstenediona e testosterona 
 
Nas células da granulosa... 
- Pela ação do FSH: androgênios > estrona/estradiol (aromatização) 
 
FASES DO CICLO OVARIANO 
 
FASE FOLICULAR 
- Vai do recrutamento (1º DIA) à ovulação 
- ↑FSH ↑ESTROGÊNIO ↑INIBINA B 
- O aumento do FSH já ocorre no final do ciclo anterior com a regressão do corpo 
lúteo 
- Seleção do folículo dominante (mais receptores de FSH) 
- A elevação do estrogênio e inibina inibem O FSH 
 
FASE OVULATÓRIA (ou apenas “fenômeno ovulatório”) 
- Pico de estrogênio > pico de LH 
- Estradiol > 200pg/ml e por cerca de 50h 
- ↑LH ↑PROSTAGLANDINAS → “luteinização da granulosa” = 
receptores de LH nas células da granulosa 
 
(!) OVULAÇÃO OCORRE 32-36 HORAS APÓS O INÍCIO DO AUMENTO DE LH E 10-
12 HORAS APÓS O SEU PICO MÁXIMO 
 
(!) Ocorre AUMENTO DISCRETO DA PROGESTERONA 12-24H ANTES DA 
OVULAÇÃO 
 
FASE LÚTEA 
- Vai da ovulação até o início da menstruação 
- ↑PROGESTERONA ↑INIBINA A 
- Folículo roto > corpo lúteo hemorrágico > corpo lúteo maduro > corpo albicans 
(amarelo) 
- Duração FIXA de mais ou menos 14 dias 
- Regressão do corpo lúteo = queda de E, P e inibina A > elevação de FSH > tudo 
começa novamente. 
 
 
 
Ciclo Uterino 
 
 
Existem 3 camadas endometriais: 
(1) COMPACTA (superficial) 
(2) ESPONJOSA (média) 
(3) BASAL (profunda). 
 
As camadas que descamam são a compacta e parte da esponjosa, que 
correspondem a CAMADA FUNCIONAL. A basal não descama! 
 
FASES DO CICLO UTERINO 
 
FASE PROLIFERATIVA 
- Via ESTROGÊNIO 
▪ Inicial: glândulas modestas, curtas e pequenas 
▪ Tardia: glândulas mais alongadas/enrodilhadas 
 
FASE SECRETORA 
- Via PROGESTERONA 
▪ Inicial: glândulas ainda mais alongadas, bem diferenciadas 
▪ Tardia: glândulas mais longas, tortuosas, dilatadas, glicogênio na 
superfície 
 
FASE MENSTRUAL 
- Descamação do endométrio 
 
 
Efeitos em Outros Órgãos: 
MAMA 
- Fase folicular (via estrogênio): sem alterações aparentes 
- Fase lútea (via progesterona): HIPERTROFIA DOS LÓBULOS (pode haver 
mastalgia por congestão) 
 
COLO UTERINO/MUCO CERVICAL 
- Fase folicular (via estrogênio): FILANTE + 
CRISTALIZAÇÃO 
- Fase lútea (via progesterona): ESPESSO 
 
 
Muco Filante 
333333
 
 
CICLO MENSTRUAL E SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
FIXANDO O CONTEÚDO 
 
 
- NOS PRIMEIROS DIAS DO CICLO, o endométrio ainda está descamando e ovários 
estão em repouso. 
- NA FASE FOLICULAR INICIAL, os hormônios esteroides ainda estão em níveis muito 
baixos. Se uma USG for feita nessa fase, terá imagem com vários folículos 
recrutados (pré-antrais) pequenos. Esses folículos estão esperando o “sinal” do 
FSH para começarem a se desenvolver. O endométrio, nessa fase, pelo baixo nível 
do estrogênio, estará fino (habitualmente na USG está com espessuraleva a uma cascata de eventos que culminará na 
menstruação. Como a inibina A também cai, não há mais bloqueio do eixo, e 
FSH volta a subir. 
 
 
 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
CICLO MENSTRUAL 
Fases do ciclo ovariano Folicular e lútea 
Fases do ciclo uterino Proliferativa e secretora 
Recrutamento e desenvolvimento 
folicular 
 
FSH 
Hormônio responsável pela 
ovulação 
 
LH 
Hormônio responsável pelo pico 
de LH 
 
Estrogênio 
Hormônios que inibem FSH Estrogênio e inibina 
Converte androgênios em 
estrogênios 
 
Aromatase 
Hormônio produzido pelo corpo 
lúteo 
 
Progesterona 
 
 
 
 
 
USG DE OVÁRIO NA FASE FOLICULAR 
Imagem: saúde.bemestar.pt 
USG COM FOLÍCULO PRÉ-OVULATÓRIO 
Imagem: saúde.bemestar.pt 
USG DE OVÁRIO E ENDOMÉTRIO NA FASE SECRETORA 
Imagem: medicinadiagnostica.com.br 
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CICLO MENSTRUAL E SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
2. SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL E DISFÓRICA PRÉ-MENSTRUAL 
Várias mulheres apresentam sintoma físicos, psicológicos e cognitivos, caracteristicamente 
antes do ciclo pré-menstrual! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceitos Iniciais: 
- SPM: 3-8% 
▪ Sintomas LEVES-MODERADOS 
▪ Poucos dias antes do fluxo menstrual (7-10 dias) 
▪ Menor interferência na vida cotidiana 
- SDPM: 2% 
▪ Sintomas MAIS INTENSOS 
▪ Duram aproximadamente 14 dias 
▪ Cessam a partir do primeiro dia do ciclo 
▪ Extremo MAIS GRAVE E INCAPACITANTE dos transtornos 
menstruais 
Fisiopatologia: 
- ETIOLOGIA MULTIFATORIAL através da INTERAÇÃO entre: 
▪ Estrogênio e progesterona 
▪ Beta-endofrina 
▪ Prostaglandinas 
▪ Sistema nervoso autônomo 
▪ Serotonina 
▪ GABA 
Muita coisa ainda não foi desvendada pela literatura! 
 
Diagnóstico: 
SPM 
- UM SINTOMA AFETIVO: ansiedade, irritabilidade, labilidade emocional, 
explosão de raiva + 
- UM SINTOMA SOMÁTICO: mastalgia, cefaleia, edema abdominal ou em 
extremidades 
- Critério obrigatório: nos ÚLTIMOS 3 CICLOS CONSECUTIVOS, durante 
5 DIAS QUE ANTECEDEM A MENSTRUAÇÃO OU FASE LÚTEA 
 
SPDM 
- PELO MENOS 1 CRITÉRIO MAIOR: labilidade ou irritabilidade/raiva ou humor 
deprimido ou ansiedade acentuada + 
- UM OU MAIS DOS SEGUINTES (para totalizar 5 sintomas, contando com os do 
critério maior): ↓interesse, fadiga, ↓concentração, ↑apetite, insônia ou 
sonolência, mastalgia, edema, ganho de peso 
- Critérios obrigatórios: 
▪ DIÁRIO DE SINTOMAS POR VÁRIOS CICLOS (até 1 ANO) 
▪ > 5 SINTOMAS NA SEMANA QUE ANTECEDE A MENSTRUAÇÃO, COM 
MELHORA APÓS O SEU INÍCIO. 
▪ EXCLUIR DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS ASSOCIADOS! 
 
 
 
Tratamento: 
- ATIVIDADE FÍSICA: 3x/semana em torno de 30 minutos 
 
- DIETA: 
▪ Hipossódica 
▪ Substância diuréticas 
▪ Alimentos ricos em triptofano 
▪ Reduzir cafeína, carne vermelha, álcool 
 
- PSICOTERAPIA: para ambos (SPM e SPDM) 
Se refratariedade... 
 
EDEMA 
▪ ACO ou Diurético/Espironolactona (a estabilidade hormonal 
e/ou a diureticoterapia melhoram o edema) 
 
CEFALEIA/ 
ENXAQUECA 
▪ Analgésicos 
▪ AINE 
▪ Ergotamina (se refratariedade a analgésicos e AINES) 
▪ Sumatriptano (para as crises agudas graves) 
MASTALGIA 
▪ Agonista dopaminérgico 
▪ Tamoxifeno (casos graves) 
SPM GRAVE 
e SDPM 
▪ Inibidor da Recaptação de Serotonina contínuo 
▪ Inibidor da Recaptação de Serotonina intermitente 
(administrado na fase lútea) 
 
 
Para o diagnóstico... Os sintomas devem 
aparecer e ser restritos na FASE LÚTEA do ciclo! 
Fonte: MedicinaNET + Steiner e Colaboradores 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA E DISTOPIA GENITAL 
1. INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
Conceitos: 
- Perda INVOLUNTÁRIA de urina (não vale para crianças) 
- Mais comum em MULHERES 
- Falha na continência urinária 
 
RECEPTORES Vesicais: 
- ADRENÉRGICOS: alfa e beta 
- COLINÉRGICOS: muscarínicos 
 
ENCHIMENTO Vesical: 
- Simpático: ativo 
- Alfa: contração esfincteriana 
▪ Beta: relaxamento do detrusor 
▪ Parassimpático: inativo 
 
ESVAZIAMENTO Vesical: 
- Simpático: inativo 
- Parassimpático: ativo 
▪ M2/M3: contração do detrusor 
 
Simpático = Segura urina 
Parassimpático = Perde urina 
 
Fatores de Risco: 
- ↑Idade 
- ↓Estrogênio 
- Obesidade 
- Doenças crônicas: DPOC, DM, AVC, trauma raquimedular 
- Cirurgias prévias: urológicas e oncológicas 
- História obstétrica: parto normal > cesariana 
- História ginecológica: status hormonal (pós-menopausa) 
 
Quadro Clínico: 
 
INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO 
▪ Tosse, espirro, ao levantar... 
▪ Perda SINCRÔNICA aos esforços 
 
BEXIGA HIPERATIVA 
▪ Urgência, polaciúria, nictúria 
▪ Desejo incontrolável 
 
PERDA INSENSÍVEL → FÍSTULA (VESICO OU URETEROVAGINAL) 
▪ “Corrimento que não melhora com nada” 
▪ Perda contínua para vagina 
▪ História de cirurgia pélvica (Wertheim-Meigs), radioterapia 
▪ Cistoscopia (bexiga) ou urografia (ureter) 
 
TRANSBORDAMENTO 
▪ Lesões neurológicas (parkinsonismo, trauma raquimedular, 
deficiência B12), DM 
▪ Bexigoma, bexigas atônicas, fibrose pós radioterapia 
 
 
 
 
 
Diagnóstico: 
EXAME FÍSICO + EXAMES COMPLEMENTARES 
 
EXAME FÍSICO 
▪ Avaliar IMC, PROLAPSOS e fazer TESTE DE ESFORÇO (ex: Valsalva) 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
▪ URINA EAS: pesquisa de cálculos, neoplasias, corpo estranho 
▪ UROCULTURA: pesquisa de infecções 
▪ TESTE DO COTONETE (da uretra até JUV): > 30º entre repouso e 
esforço 
▪ USGTV: avaliar resíduo pós-miccional e mobilidade do colo vesical 
(deslocamento > 10mm em relação a borda INFERIOR da sínfise púbica) 
▪ CISTOSCOPIA: (pedir se > 50 anos, irritação súbita, hematúria = 
pensar em CA de bexiga) 
▪ URODINÂMICA: quando pedir? 
✓ IUE sem perda no exame físico 
✓ Antes de cirurgia para resolução do quadro de incontinência 
✓ Prolapso vaginal anterior grande 
✓ IU mista 
✓ Falha no tratamento clínico 
 
COMO FUNCIONA A URODINÂMICA? 
Existem 3 fases importantes 
 
(1) UROFLUXOMETRIA: avalia o fluxo livre/esvaziamento inicial (volume total, fluxo 
máximo e volume residual) 
(2) CISTOMETRIA: avalia a fase de enchimento (atividade do detrusor) 
 
▪ NÃO PODE HAVER: 
✓ Perda de urina 
✓ Dor 
✓ Contração do detrusor 
 
(3) ESTUDO MICCIONAL: avalia a fase de esvaziamento final (estudo de fluxo-
pressão = obstrução x hipocontratilidade) 
 
 
P DETRUSOR = P VESICAL – P ABDOMINAL 
 
ATENÇÃO! A pressão do detrusor é igual a diferença entre a pressão vesical e a 
pressão abdominal! Na IUE, não há contração do detrusor! 
 
IU DE ESFORÇO 
Pode ocorrer por hipermobilidade do colo vesical ou por defeito esfincteriano! 
Conseguimos diferenciar através da urodinâmica através da PPE (pressão de perda 
ao esforço) 
Hipermobilidade vesical ou defeito esfincteriano? 
- HIPERMOBILIDADE VESICAL: PPE > 90CMH2O 
- DEFEITO ESFINCTERIANO: PPE▪ CONTRAINDICAÇÕES AOS ANTICOLINÉRGICOS: arritmias, glaucoma de 
ângulo fechado, gestação/lactação 
- Opções: mirabegrona (agonista beta-3-adrenérgico), imipramina 
 
ATENÇÃO! A cirurgia de Kelly-Kennedy NÃO É uma boa opção (cura: 40%) 
 
Passando a régua no tratamento... 
 
IU DE ESFORÇO 
CONSERVADOR 
 
Redução de peso 
Fisioterapia (Kegel, biofeedback) 
 
FARMACOLÓGICO 
Duloxetina (ISRS): não é 1ª linha 
Agonistas alfa-adrenérgicos: ↑risco de AVE 
CIRÚRGICO 
 
Hipermobilidade vesical: SLING 
Defeito esfincteriano: SLING (TVT/TOT) 
Preferência pela técnica RETROPÚBICA 
 
BEXIGA HIPERATIVA 
GERAIS Redução de peso, cafeína e fumo 
 
FISIOTERAPIA 
Cinesioterapia 
Eletroestimulação 
A fisioterapia não é tão eficaz aqui como é na IU de 
esforço! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEDICAMENTOSO 
ANTICOLINÉRGICOS 
- Representantes: oxibutinina, tolterodina, 
darifenacina e solifenacina 
- Contraindicações: arritmias, glaucoma de ângulo 
fechado, gestação/lactação 
AGONISTAS BETA-3 
- Representante: mirabegrona 
- Mecanismo: ação direta no detrusor e indireta na 
redução de liberação de acetilcolina 
- Vantagem: mesma eficácia e menos efeitos 
adversos 
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS 
- Representante: imipramina 
- Mecanismo: ação anticolinérgica e alfa-
adrenérgica 
TOXINA BOTULÍNICA 
- Pode ser usada em casos refratários e que 
eventualmente possuem doenças neurológicas que 
também se beneficiam do seu uso 
 
Fístula Vesicovaginal 
Comunicação anormal entre a bexiga e a vagina 
 
- NÃO COMPLICADA (PÓS-CIRURGIA OU PÓS-TRAUMA): pós-histerectomia, 
correção de prolapso, correção de incontinência, biópsia vesical ou vaginal, trauma 
penetrante, fratura de bacia 
- COMPLEXA (PÓS-PARTO, PÓS-RT OU PÓS-CA AVANÇADO): cirurgia obstétrica 
isquêmica, CA pélvico avançado 
- CLÍNICA: DRENAGEM CONTÍNUA DE URINA PELA VAGINA (imediata ou até 3 
semanas de pós-operatório). SE PÓS-RT: pode ocorrer meses ou anos pós-término. 
Perda contínua de urina, com maior fluxo, dificilmente a paciente consegue urinar 
por conta própria. 
- DIAGNÓSTICO: acúmulo de urina na vagina no exame especular, CISTOSCOPIA está 
sempre indicada (uso do corante de azul de metileno ou índigo carmim podem ser 
usados para auxiliar); urografia excretora para avaliação do trato urinário superior, 
visto que +/- 12% têm associação com lesão de ureter; TC ou RNM devem ser 
individualizadas. 
 
COMO DIFERENCIAR DA FÍSTULA URETEROVAGINAL? CATETER TRANSURETRAL 
COM CORANTE + EXAME ESPECULAR COM INSERÇÃO DE TAMPÃO VAGINAL E 
AVALIAÇÃO DA COLORAÇÃO DESSE TAMPÃO. SE COROU: FÍSTULA VESICOVAGINAL 
SE NÃO COROU: FÍSTULA URETEROVAGINAL 
 
TRATAMENTO: 
- INICIAL: CATETERISMO VESICAL por 3-4 semanas e observar FECHAMENTO 
ESPONTÂNEO (!!!). SE NÃO FECHAR... 
- FÍSTULA PEQUENA E NÃO COMPLICADA: FULGURAÇÃO ou ABORDAGEM 
CIRÚRGICA TARDIA POR VIA VAGINAL OU ABDOMINAL (3-6 meses) no intuito de 
reduzir edema e facilitar a identificação. 
- FÍSTULA > 2CM E COMPLICADA OU ALTA: ABORDAGEM CIRÚRGICA POR VIA 
ABDOMINAL 
 
Síndrome da Bexiga Dolorosa (ou Cistite Intersticial) 
 
- Urgência e polaciúria + DOR à distensão vesical que ALIVIA AO URINAR. Pode ser 
causa de DOR PÉLVICA CRÔNICA (> 6 meses). A MAIORIA DOS PACIENTES tem entre 
40-60 ANOS. A FISIOPATOLOGIA é POUCO CONHECIDA, mas o DEFEITO NA 
CAMADA DE GLICOSAMINOGLICANOS é a teoria mais aceita. A CISTOSCOPIA é 
fundamental e pode evidenciar GLOMERAÇÕES OU ÚLCERA DE HUNNER após 
instilar soro. Em casos de maior gravidade, a manobra de HIDRODISTENSÃO na 
cistoscopia (enchimento 70 e 100cmH2O/2 mi) facilita a visualização de glomerações e 
úlceras. O diagnóstico é de EXCLUSÃO (sem ITU, sem hiperatividade do detrusor) e o 
TRATAMENTO envolve a sequência: dieta, MEV, treinamento vesical > AMITRIPTILINA 
50mg/noite (cimetidina 400mg 2x/dia é opção) > MEDICAÇÕES INTRAVESICAIS 
(DMSO, HEPARINA, LIDOCAÍNA, ÁCIDO HIALURÔNICO, OXIBUTININA OU PENTOSANO 
POLISSULFATO INTRAVESICAL [PPO]) > TRATAMENTO CIRÚRGICO 
Imagem: smallscargyn.com 
Imagem: ccmurology.com 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA E DISTOPIA GENITAL 
2. DISTOPIA GENITAL 
 
Conceitos: 
DISTOPIA É DIFERENTE DE PROLAPSO! 
 
▪ Distopia: deslocamento de um órgão de sua posição ou local habitual 
▪ Prolapso: descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior e/ou do 
ápice vaginal 
 
Anatomia: 
NÍVEIS DE DELANCEY 
 
NÍVEL I = SUSPENSÃO APICAL 
- Ligamentos uterossacros e cardinais 
- Relação com prolapsos uterinos, de cúpula e com as enteroceles 
 
NÍVEL II = FIXAÇÃO LATERAL 
- Fáscias pubocervical e retovaginal + suas inserções 
- Relação com CISTOCELES e RETOCELES 
 
NÍVEL III = FUSÃO (DISTAL) 
- Relação com INCONTINÊNCIA URINÁRIA e ROTURA PERINEAL (hipermobilidade 
uretral e perineal) 
 
APARELHO DE SUSPENSÃO 
→ LIGAMENTOS 
- Anteriores: pubovesicouterinos 
- Laterais: cardinais ou paramétrios 
- Posteriores: uterossacros 
 
 
 
 
 
APARELHO DE SUSTENTAÇÃO 
→ MÚSCULOS 
- DIAFRAGMA PÉLVICO: ELevador do ânus (ileococcígeo, pubococcígeo e puborretal) 
e coccígeo 
 
- DIAFRAGMA UROGENITAL: transverso superficial e profundo do períneo, 
esfíncter uretral, esfíncter anal, isquiocavernoso e bulbocavernoso 
- FÁSCIA ENDOPÉLVICA 
 
 
 
Obs: os músculos lesados numa episiotomia médio-lateral são o 
BULBOCAVERNOSO e o TRANSVERSO SUPERFICIAL DO PERÍNEO. Em alguns 
casos também pode haver secção do PUBORRETAL (depende da extensão da 
episio). 
 
 
 
Fisiopatologia: 
- DESEQUILÍBRIO entre a integridade das estruturas de suspensão e 
sustentação 
▪ Suspensão: por situações que geram aumento da pressão intra-
abdominal 
▪ Sustentação: por alterações congênitas 
 
Fatores de Risco: 
- MULTIPARIDADE 
- ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS: parto vaginal, fórcipe, período expulsivo 
prolongado... 
- IDADE > 60 ANOS 
- HISTÓRIA FAMILIAR 
- RAÇA BRANCA 
- ANOMALIAS CONGÊNITAS: espinha bífida e agenesia sacrococcígea 
- OBESIDADE 
- AUMENTO CRÔNICO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL: DPOC, constipação 
intestinal... 
- DEFEITOS QUALITATIVOS DO COLÁGENO: síndrome de Ehlers-Danlos, 
Marfan... 
- ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS: trauma raquimedular, neuropatia diabética, 
etc. 
- ROTURA PERINEAL 
- ENFRAQUECIMENTO DOS LIGAMENTOS CARDINAIS 
- RETROVERSÃO E MEDIOVERSÃO UTERINAS: elevação crônica da pressão 
intra-abdominal 
 
VAGINA 
SACRO 
PÚBIS 
RETINÁCULO PERIUTERINO DE MARTIN 
Imagens: Netter 
Imagens: Netter 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA E DISTOPIA GENITAL 
Exame Físico: 
- Deve ser realizado com MANOBRA DE ESFORÇO (posição ginecológica e 
ortostática) 
- HISTERÔMETRO e ESPÉCULO para quantificar o prolapso 
- O DIAGNÓSTICO de prolapso é feito apenas se DESLOCAMENTO > 2CM DA 
PROJEÇÃO HABITUAL DO ÓRGÃO GENITAL (!) 
- A maioria dos defeitos são COMBINADOS (anterior x posterior) 
 
Classificação POP-Q: 
→ Olhar sempre para as letras MINÚSCULAS! 
- Aa e Ba: parede anterior 
- Ap e Bp: parede posterior 
- C: colo ou cúpula (considerar cúpula se histerectomizada) 
- D: fundo de saco de Douglas (inexistente em histerectomizadas) 
 
Como interpretar? 
- Carúncula himenal: ponto 0 (zero) 
▪ Negativo: internos à carúncula himenal (“dentro da vagina”) 
▪ Positivo: externos à carúncula himenal (“além do hímen”) 
 
-3 Aa -3 Ba -8 C +3 Aa +8 Ba +8 C 
2 HG 3 CP 10 CVT 4,5 HG 1,5 CP 8 CVT 
-3 Ap -3 Bp -9 D +3 Ap +8 Bp ---- D 
SEM PROLAPSO EVERSÃO VAGINAL COMPLETA 
 
CVT = comprimento vaginal total (mede 8-10cm) 
HG = hiato genital (só costuma cair em R3) 
CP = corpo perineal (só costuma cair em R3) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MUITA ATENÇÃO AQUI! 
 
PARA O PROLAPSO UTERINO! VALOR ANATÔMICO DO C: -6, -7 E -8! Se o colo 
estiver em -5, temos um prolapso (de 1º grau, pois ainda está dentro da vagina). 
Se estiver no plano 0 (introito vaginal) ou até +5, o prolapso é de segundo grau. 
Se estiver positivo a partir de +6, significa que esse úteroestá todo para fora: é 
de 3º grau. 
 
PARA PROLAPSO DE PAREDE VAGINAL ANTERIOR OU POSTERIOR! BASTA ESTAR 
POSITIVO PARA DIZERMOS QUE HÁ PROLAPSO! 
 
 
 
 
 
ROTURA PERINEAL 
1º grau = pele e mucosa 
2º grau: músculo 
3º grau: ânus 
4º grau: reto 
 
 
Tratamento: 
 
 
 
Prolapso de Parede Vaginal Anterior → Cistocele 
 
- Em 80% dos casos é por DEFEITO PARAVAGINAL = ASSOCIAÇÃO COM 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO 
 
Tratamento: 
- Cirurgia: COLPORRAFIA (colpoperineoplastia) ANTERIOR COM 
RECONSTRUÇÃO DA FÁSCIA PUBOVESICOUTERINA (abertura da parede vaginal 
anterior + plicatura da fáscia pubovesicocervical na linha média) 
 
- Recidiva: considerar o uso de TELA 
 
Prolapso de Parede Vaginal Posterior → Retocele 
 
Tratamento: 
- Cirurgia: COLPORRAFIA POSTERIOR COM SUTURA DA FÁSCIA RETOVAGINAL 
(abertura da parede vaginal posterior + plicatura dos músculos elevadores do ânus 
na linha média) 
 
Prolapso de Parede Vaginal Posterior → Enterocele 
 
Tratamento: 
- Cirurgia: EXÉRESE DO SACO HERNIÁRIO E OBLITERAÇÃO DO FUNDO DE SACO 
▪ Via vaginal: CULDOSPLATIA DE MCCALL 
▪ Via abdominal: MOSCHOWITZ 
- Possui associação frequente com retocele. 
 
ESTADIAMENTO ICS 
 
▪ Estádio 0: ausência de prolapso 
▪ Estádio 1: prolapso acima de -1 
▪ Estádio 2: prolapso entre -1 e +1 
▪ Estágio 3: prolapso entre +1 e 2cm a menos que o CVT 
▪ Estágio 4: eversão completa do trato genital inferior (> ao CVT - 2cm) 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO INTROITO VAGINAL 
 
1ºGrau: antes do introito 
2ºGrau: órgão prolapsado se exterioriza parcialmente depois do introito 
3ºGrau: órgão prolapsado se exterioriza totalmente depois do introito 
Imagens: doulabrasil.com.br 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA E DISTOPIA GENITAL 
Prolapso Apical → Uterino 
Para diferenciar de colo hipertrófico, realizamos a MEDIDA DO COLO 
 
▪ Medir com histerômetro do canal endocervical 
▪ Suspeitar se canal endocervical maior que 5cm 
 
- COLO HIPERTRÓFICO: colo longo sem prolapso do fundo de saco (“só um colo > 
4cm”) 
- PROLAPSO: colo normal e com prolapso do fundo de saco 
 
Tratamento: 
Estádios I e II: cirurgia de MANCHESTER ou DONALD-FOTHERGILL 
 
“Manchester = manter o útero” 
 
▪ Cirurgia: AMPUTAÇÃO DO COLO UTERINO + SUTURA DOS 
LIGAMENTOS CARDINAIS NO COTO CERVICAL ANTERIOR 
▪ Indicações: alongamento hipertrófico do colo ou pretensões 
reprodutivas 
 
Estádios III e IV: HISTERECTOMIA VAGINAL 
 
▪ Risco cirúrgico alto: COLPOCLEISE OU “CIRURGIA DE LEFORT” 
(obliteração da vagina → reservada para mulheres sem vida sexual ativa → 
impede penetração) 
▪ Se alto risco cirúrgico + vida sexual ativa: EXERCÍCIOS DE KEGEL, 
PESSÁRIOS (resposta terapêutica costuma ser insatisfatória) 
 
Prolapso Apical → Cúpula Vaginal (Elitrocele) 
Sempre (!) é uma complicação PÓS-HISTERECTOMIA! 
 
Tratamento: 
- SACROCOLPOPEXIA: FIXAÇÃO DA CÚPULA VAGINAL AO 
PROMONTÓRIO/LIGAMENTO UTEROSSACRO (PROMONTOFIXAÇÃO) ou 
FIXAÇÃO DA CÚPULA VAGINAL NA APONEUROSE DO MÚSCULO RETO 
ABDOMINAL ou FIXAÇÃO DA CÚPULA VAGINAL NO LIGAMENTO 
SACROESPINHOSO ou COLPOCLEISE (cirurgia de Le Fort) para quem não mantém 
atividade sexual 
 
Considerações Finais: 
 
 
POP (prolapso de órgão pélvico) pode ser tratado com pessários, mas há pouca 
disponibilidade e baixa eficácia terapêutica 
 
 
Treinamento dos músculos do assoalho não regride prolapsos 
graves/acentuados 
 
 
Telas para prolapso de parede anterior somente em recidivas ou estádio > 3 
 
 
No prolapso apical, cirurgias conservadoras possuem maior recorrência 
 
 
Não há vantagens para uso de telas nos prolapsos de compartimento posterior 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
Tipos mais comuns 
Esforço (+ comum) e bexiga 
hiperativa 
Exame padrão-ouro Estudo urodinâmico 
 
Tipos de IUE 
Hipermobilidade vesical (HV) 
Defeito esfincteriano (DE) 
Terapêutica inicial para IUE Fisioterapia 
Cirurgia de escolha para 
hipermobilidade vesical e defeito 
esfincteriano 
 
SLING 
PPE para diagnóstico de DE 90cm H2O 
Medicações para hiperatividade do 
detrusor 
Anticolinérgicos 
Agonistas beta-3 
DISTOPIAS 
 
Estruturas de suspensão 
Ligamentos pubovesicouterinos, 
cardinais e uterossacros 
 
Estruturas de sustentação 
Diafragmas pélvico, urogenital e 
fáscia endopélvica 
 
Diafragma pélvico 
Músculos levantadores do ânus e 
músculo (isquio)coccígeo 
Porções dos levantadores do ânus Ileococcígeo, pubococcígeo e 
puborretal 
 
 
Diafragma urogenital 
Músculos transverso profundo, 
esfíncter anal, uretra externo, 
músculos isquiocavernosos, 
bulbocavernosos e transversos 
superficiais 
 
Correção cistocele 
Colporrafia anterior com plicatura 
na fáscia pubovesicouterina 
 
Correção retocele 
Colporrafia posterior com plicatura 
na fáscia retovaginal 
 
Prolapso uterino 
Estádio I e II: Manchester 
Estádio III e IV: histerectomia 
 
 
Prolapso de cúpula 
Fixação ao promontório do sacro 
ou músculo reto-abdominal; ou 
ligamento sacroespinhoso ou 
colpocleise (Le Fort) 
 
 
Imagem: fernandoguastella.com.br 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
1. AMENORREIA 
 
Conceitos: 
AUSÊNCIA DE MENSTRUAÇÃO NA MENACME! 
 
→ Primária: 
- *14 ANOS sem menstruação e SEM o desenvolvimento dos caracteres sexuais 
secundários (telarca > pubarca > menarca) 
- *16 ANOS sem menstruação, mas COM o desenvolvimento dos caracteres 
sexuais secundários 
 
→ Secundária: 
- Sem menstruação por 6 MESES ou por 3 CICLOS 
 
→ Atraso Menstrual: 
- Não atinge o limite temporal citado acima 
 
Relevância Clínica: sinal de atraso ou falha no desenvolvimento feminino ou no 
funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovário; sintomas de várias 
entidades clínicas possíveis 
 
Compartimentos: 
 
IV Hipotálamo GnRH 
III Hipófise anterior FSH/LH 
II Ovários Estrogênio e progesterona 
I Uterovaginal - 
 
Amenorreia Primária 
 
Aspectos Principais: 
 
SEMPRE OBSERVAR 
 
- PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS (mamas 
desenvolvidas) 
 
- PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE ÚTERO 
 
- NÍVEIS DE FSH 
 
Investigação: 
1º ANAMNESE + EXAME FÍSICO 
 
Anamnese: idade, história patológica pregressa (comorbidades, uso de 
medicações), relações sexuais (gravidez, dispareunia) 
 
Exame físico: altura, peso, hirsutismo, acne, fácies, caracteres sexuais 
secundários, vulva/vagina, colo/útero/anexos 
 
2º DOSAGEM DE FSH OU AVALIAÇÃO UTEROVAGINAL 
 
CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS PRESENTES? 
 
Não: problema em ovário, hipotálamo ou hipófise. DOSAR FSH! 
 
▪ Se elevado: disgenesia gonadal = pedir CARIÓTIPO! 
 
▪ Se diminuído: RNM/TC ou TESTE DO GNRH para ver se é problema 
em hipófise ou hipotálamo (ex: síndrome de Kallman) 
✓ Com resposta: causa HIPOTALÂMICA 
✓ Sem resposta: causa HIPOFISÁRIA 
 
Sim: ovário, hipotálamo e hipófise normais = fazer AVALIAÇÃO 
UTEROVAGINAL! 
▪ Vagina ausente ou curta: CARIÓTIPO + USG/RNM PELVE 
(ex: Morris e Rokitansky) 
 
▪ Vagina normal: TESTES DIAGNÓSTICOS 
(ex: hímen imperfurado, septo vaginal transverso... Causas obstrutivas). A 
investigação se torna semelhante as causas 2ªs! 
 
 
 
 
(*) HÍMEN IMPERFURADO 
▪ Persistência da porção da membrana urogenital → abaulamento da 
região himenal ao exame físico 
▪ Caracteres sexuais secundários bem desenvolvidos 
▪ Ovários normais e funcionantes 
▪ Não menstrua, mas apresenta as cólicas menstruais 
▪ Tratamento cirúrgico com a desobstrução ao fluxo 
 
 
CRIPTOMENORREIA = termo utilizado para falta de exteriorização do fluxo 
menstrual, causado por obstrução. Pode ser causa de amenorreia primária ou 
secundária. 
 
 
 
Amenorreia Secundária 
 
Investigação: 
1º ANAMNESE + EXAME FÍSICO + DESCARTAR GESTAÇÃO (β-HCG) 
 
Anamnese: idade, história patológica pregressa e familiar, atraso menstrual, 
regularidade do ciclo, manipulação uterina,uso de medicamentos, sinais e 
sintomas (neurológicos, de hipoestrogenismo) 
 
Exame físico: altura, peso, IMC, hirsutismo, acne, fácies, galactorreia, 
caracteres sexuais secundários, vulva/vagina, colo/útero/anexos 
 
2º TSH + PROLACTINA 
 
Descartar hipotireoidismo/hiperprolactinemia* 
 
(*) Hiperprolactinemia 
 
 
Causas: 
 
▪ ADENOMAS: diagnóstico com RNM DE SELA TÚRCICA. O tratamento 
inicial (independente se macro ou microprolactinoma) é clínico 
(agonista dopaminérgico [CABERGOLINA OU BROMOCRIPTINA]). A 
cabergolina é mais usada pela comodidade posológica e menos 
efeitos colaterais. Bromocriptina gera muito efeito colateral gástrico. 
 
▪ MEDICAMENTOSA: metoclopramida, neurolépticos, tricícilos, 
ranitidina, ACO... 
 
▪ OUTRAS: gravidez, lactação, estimulação tátil, lesão torácica 
(queimadura extensa), insuficiência renal, Cushing, hipotireoidismo, 
cirrose, insuficiência renal, radioterapia, estresse... 
 
 
 
Imagens: Adobe Stock 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
3º TESTE DA PROGESTERONA (P4) 
Avalia os níveis de estrogênio e a patência do trato de saída 
 
- Fazer diidrogesterona 10mg ou medroxiprogesterona 10mg por 5-10 dias 
 
▪ Se sangrar: ANOVULAÇÃO/SOP (falta progesterona) 
 
▪ Se não sangrar: falta de estrogênio? Problema anatômico? Lesão 
de endométrio? Obstrução ao fluxo? PROSSEGUIR! 
 
4º TESTES DO ESTROGÊNIO + PROGESTERONA 
Avalia endométrio e patência do trato de saída 
 
- Fazer estrogênio (EC 1,25mg/dia ou valerato de E2 2mg/dia) 21 dias + 
progesterona 5 dias 
 
▪ Se sangrar: é FALTA DE ESTROGÊNIO (problema no ovário, hipófise ou 
hipotálamo = compartimento 2, 3 ou 4). As causas uterovaginais estão 
excluídas. Prosseguir! 
 
▪ Se não sangrar: ALTERAÇÃO UTEROVAGINAL (compartimento 1). 
Pedir USG, histeroscopia, RNM... 
 
5º DOSAGEM DE FSH 
Causa ovariana ou central? 
 
▪ FSH > 20: CAUSA OVARIANA (compartimento 2) = hipogonadismo 
hipergonadotrófico 
 
▪ FSH normal ou 20%): problema HIPOTALÂMICO 
(compartimento 1) 
▪ Se LH e FSH não elevados: problema HIPOFISÁRIO (compartimento 
2) 
 
 
Causas de Amenorreia: 
PRIMÁRIA 
▪ Disgenesias gonadais (50%) 
▪ Hipogonadismo de causa hipotalâmica (20%) 
▪ Ausência de útero, cérvice ou vagina (15%) 
▪ Septo vaginal ou hímen imperfurado (5%) 
▪ Doença hipofisária (5%) 
SECUNDÁRIA 
▪ Causas ovarianas (40%) 
▪ Causas hipotalâmicas (35%) 
▪ Causas hipofisárias (19%) 
▪ Causas uterinas (5%) 
 
 
 
 
Hipotalâmicas 
 
- CRANIOFARINGIOMAS 
- DEFICIÊNCIA ISOLADA DE GNRH 
▪ Defeito na produção de GNRH ou resistência à sua ação, gerando 
hipogonadismo hipogonadotrófico e amenorreia 1ª sem desenvolvimento 
de caracteres sexuais. Em 60% dos casos, ocorre associada a sintomas que 
compõem a síndrome de Kallman. 
- SÍNDROME DE KALLMAN 
▪ Cariótipo 46XX ou 46XY. Durante o desenvolvimento embriológico, ocorre 
uma falha de migração de células neuronais olfatórias e células produtoras 
de GnRh da placa cribiforme do nariz até a área pré-óptica e hipotalâmica. 
▪ AMENORREIA 1ª (hipogonadismo hipogonadotrófico) + INFANTILISMO 
SEXUAL + HIPOSMIA/ANOSMIA + CEGUEIRA P/CORES 
▪ Pode haver associação com FENDA PALATINA, ATAXIA CEREBELAR E 
AGENESIA RENAL UNILATERAL 
▪ Se ocorrer em pacientes do sexo masculino: imaturidade testicular e células 
de Leydig atrofiadas 
▪ Tratamento: administração pulsátil de GNRH exógeno 
 
- ESTRESSE, ANOREXIA, EXERCÍCIOS FÍSICOS: levam a supressão da secreção pulsátil 
de GNRH, além de reversão da secreção pulsátil do LH para os padrões pré-púberes, 
com supressão da produção hipofisária de LH e FSH. 
- ATRASO CONSTITUCIONAL DA PUBERDADE (atraso constitucional na produção do 
GNRH = padrão autossômico dominante = diagnóstico de exclusão) 
 
Hipofisárias 
 
- PROLACTINOMA 
- SÍNDROME DE SHEEHAN 
▪ NECROSE HIPOFISÁRIA PÓS-PARTO. Exemplo: DPP/atonia uterina 
▪ Desconfiar se houve necessidade de transfusão. 
▪ Se intenso, pode haver hipopituitarismo completo (sintomas de 
hipotireoidismo, insuficiência suprarrenal...) 
▪ Dica principal de prova: AGALACTIA LOGO APÓS O PARTO. 
▪ Outros achados: amenorreia, perda de pelos pubianos e axilares 
▪ Tratamento: reposição hormonal 
 
Ovarianas 
 
- INSUFICIÊNCIA OVARIANA PREMATURA (ou falência ovariana precoce) 
▪ Resumão: idade 25, persistindo esse valor aumentado em 2 dosagens 
com intervalo de 30 dias entre elas. 
 
Aprofundando... 
▪ Etiologia: causas variadas, que variam desde motivos idiopáticos à 
defeitos cromossômicos e genéticos, deficiências enzimáticas, processos 
autoimunes, consequências de RT/QT sobre os ovários, infecções ou 
cirurgias. Todos esses fatores podem levar à depleção (mais comum) 
e/ou disfunção (+ raro) folicular. 
 
 
▪ Clínica: alteração menstrual tipo OLIGO/AMENORREIA por PELO MENOS 
4 MESES, não sendo obrigatório sintomas de hipoestrogenismo 
(exemplo: fogacho). 
▪ Quando existem causas genéticas para IOP (insuficiência ovariana 
prematura), em geral a manifestação clínica é amenorreia primária. 
 
 
 
ATENÇÃO AOS CONCEITOS! 
 
Problema no HIPOTÁLAMO = HIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO 
Problema na HIPÓFISE = HIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO 
Problema no OVÁRIO = HIPOGONADISMO HIPERGONADOTRÓFICO 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
▪ Reforçando o diagnóstico: FSH > 25 em 2 dosagens com intervalo de 30 dias 
entre elas 
▪ A investigação diagnóstica é obrigatória no surgimento de amenorreia 
anteriormente aos 30 anos de idade, com realização de cariótipo (pesquisa 
Turner, X frágil**, cromossomo Y) e dosagem de autoanticorpos (investigar 
ooforite autoimune). A produção de autoanticorpos contra os ovários pode 
ocorrer em situações como adrenalite autoimune e pós-caxumba. 
▪ Tratamento com TRH para reverter os sintomas e reduzir as repercussões 
do hipoestrogenismo, preservando a saúde óssea e reduzindo o risco 
cardiovascular. 
 
(**) A síndrome do X frágil resulta de uma mutação em 
determinada região do gene FMR1, que se localiza no 
cromossomo X. Pode acometer ambos os sexos. Essa 
mutação é bastante peculiar e se caracteriza por 
aumento no número de repetições de trincas de bases 
(citosina-guanina-guanina). É uma importante causa de 
IOP em meninas. Tem como marcas DEFICIÊNCIA 
INTELECTUAL, ORELHAS GRANDES, QUEIXO E TESTA 
PROEMINENTES. As articulações podem ser 
anormalmente flexíveis e pode haver cardiopatia 
associada. Características do AUTISMO podem se 
desenvolver. 
 
- SÍNDROME DE SAVAGE 
▪ Cariótipo 46XX 
▪ As gônadas são funcionantes, mas não há esteroidogênese por conta de 
uma mutação em nível de receptor ou pós-receptor das gonadotrofinas, 
não permitindo a ação desses hormônios. 
▪ Folículo resistente às gonadotrofinas 
▪ Ausência de caracteres sexuais secundários; 
▪ Pode ser causa de amenorreia primária ou secundária 
▪ Elevado níveis de gonadotrofinas, sem depleção folicular. 
▪ Diagnóstico definitivo: biópsia 
▪ Tratamento com reposição hormonal. 
 
Obs: a melhor forma de diferenciar falência ovariana precoce de síndrome de Savage 
é através da biópsia ovariana. Ambas são tratadas com reposição hormonal. 
 
 
- DISGENESIA GONADAL PURA: 
▪ A maioria (80%) das pacientes com gônadas não funcionantes possuem 
cariótipo 46XX. Nos 20% restantes, pode ter cariótipo XY (síndrome de 
Swyer*) 
▪ Gônadas não funcionantes = não ocorre produção de esteroides sexuais = 
INFANTILISMO SEXUAL (genitália interna e externa femininas e em 
estágio pré-púbere) e ↑FSH (hipogonadismo hipergonadotrófico) 
▪ Causa AMENORREIA PRIMÁRIA 
▪ Se no cariótipovier Y, tem que retirar a gônada! 
 
 
 
- SÍNDROME DE TURNER 
▪ Disgenesia gonadal com cariótipo: 45X0 (“em mosaico”) 
▪ Pescoço alado, tórax em escudo, baixa estatura... 
▪ Distúrbios autoimunes: tireoidite, vitiligo, DM1... 
▪ Anomalias cardíacas (constrição de aorta), renais (rim pélvico, agenesia 
renal...) 
▪ Tratamento: reposição hormonal 
 
 
(*) SÍNDROME DE SWYER 
- Causa de DISGENESIA GONADAL PURA COM Y (cariótipo: 46XY) 
- O testículo é DISGENÉTICO/FIBROSADO 
 
 
Cariótipo masculino com fenótipo feminino, pois não há produção do hormônio anti-
Mulleriano. Ou seja, há útero, trompa e 2/3 superiores da vagina. O 1/3 inferior 
também é feminino, pois não há a produção de androgênios por esse testículo. 
 
 
- GENITÁLIA EXTERNA E INTERNA FEMININA (PRÉ-PÚBERES) 
- AMENORREIA PRIMÁRIA SEM CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS 
- Conduta: TRH + RETIRAR A GÔNADA (risco de evolução cancerígena) 
 
 
 
 
Uterovaginais 
 
SÍNDROME DE MRKH (MAYER-ROKTANSKY). Mais detalhes a seguir! 
▪ 46 XX 
▪ Amenorreia primária + vagina curta e sem útero 
 
SÍNDROME DE ASHERMAN 
▪ Lesão endometrial pós procedimento. 
▪ Clínica: dor pélvica, disfunção 
menstrual, infertilidade, abortos de 
repetição 
▪ Dosagens hormonais normais 
▪ Tratar com histeroscopia para 
desfazer as sinéquias. 
 
HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA 
▪ Principal causa de genitália ambígua na mulher 
▪ Masculinização da genitália (pseudo-hermafroditismo feminino). 
▪ Principal causa: deficiência de 21-hidroxilase, cursando com ↑17-OH 
progesterona e ↑androgênios 
 
Clássico em prova... 
 
(*) SÍNDROME DE MAYER-ROKTANSKY-KUSTER-HAUSER (MRKH) 
- AGENESIA MULLERIANA. Cariótipo 46XX (feminino) 
- CLÍNICA: amenorreia primária COM CARACTERES SEXUAIS 
SECUNDÁRIOS, sem útero, vagina curta (“vagina em fundo cego”) e PELOS 
NORMAIS 
- Tem ovários normais e funcionantes (não é necessário reposição hormonal) 
- É frequente a associação com anomalias renais e esqueléticas 
- TRATAMENTO POSSÍVEL: reconstrução da vagina (“neovagina”) 
 
(*) SÍNDROME DA INSENSIBILIDADE ANDROGÊNICA COMPLETA (MORRIS) 
- DEFEITO DE RECEPTORES ANDROGÊNICOS. Cariótipo: 46XY 
(masculino). Doença recessiva ligada ao cromossomo X → mutação que resulta em 
receptores androgênicos não funcionantes. As gônadas são os testículos, que 
produzem hormônio anti-mulleriano e consequente regressão dos ductos de Muller, 
resultando em vagina curta e ausência de útero. Também ocorre produção de 
testosterona, mas que não tem ação plena, por defeito em seus receptores. 
- CLÍNICA: amenorreia primária, MAMA PEQUENA, sem útero, vagina curta, 
mas SEM PELOS 
- Tem testículo (pode simular hérnia), mas a GENITÁLIA EXTERNA É 
FEMININA (se essa insensibilidade for parcial, a aparência genital pode ser 
variável, podendo haver micropênis e escroto bífido). 
- TRATAMENTO POSSÍVEL: reposição hormonal, reconstrução da vagina. Na 
presença de cromossomo Y, gonadectomia (risco de malignização). 
 
SÍNDROME DE MRKH SIAC (Morris) 
Agenesia Mulleriana Defeito no receptor androgênico 
46, XX (feminino) 46, XY (masculino) 
Gônadas: ovários normais Gônadas: testículos 
Clínica: amenorreia primária, com 
caracteres sexuais secundários, sem 
útero, vagina curta e pelo normal 
Clínica: amenorreia primária, mama 
hipodesenvolvida, sem útero, vagina 
curta, mas sem pelos 
Tratamento: “neovagina” 
Tratamento: terapia hormonal, 
“neovagina”, gonadectomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
cirurgiareproductiva/blog 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
2. SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP) 
Também chamada de anovulação crônica hiperandrogênica 
Introdução: 
- ENDOCRINOPATIA MAIS COMUM DA MULHER: 5-10% 
- PRINCIPAL CAUSA DE HIPERANDROGENISMO DAS MULHERES: 80% 
- 90% das pacientes que tem ciclos irregulares tem SOP 
- 30-40% das mulheres inférteis tem SOP 
- Associa-se com resistência insulínica em +/- 50% dos casos 
 
Fisiopatologia: 
HETEROGENEIDADE DE MECANISMOS! 
▪ AUMENTO DA AMPLITUDE DOS PULSOS DE LH 
▪ HIPERINSULINEMIA E RESISTÊNCIA INSULÍNICA 
▪ DESREGULAÇÃO NO CITOCROMO P450C17: aumento de 
androstenediona e testosterona 
▪ ↓SHBG E ↓IGFBP-I: aumento de testosterona livre, estrogênios e IGFI 
 
 
SHBG (proteína transportadora de hormônio sexual) está DIMINUÍDA, 
permitindo que a fração livre desses hormônios aja de forma exacerbada! 
 
 
↑LH, HIPERINSULINEMIA, ↑ANDROGÊNIOS = ESTEROIDOGÊNESE ANÔMALA 
▪ ↑Produção ovariana de androgênios 
▪ Ambiente HIPERANDROGÊNICO 
▪ Ausência de folículo dominante > atresia folicular > OVÁRIOS 
POLICÍSTICOS > ANOVULAÇÃO 
 
Quadro Clínico: 
- Pela resistência insulínica: ACANTOSE NIGRICANS, OBESIDADE 
- Pelo hiperandrogenismo: ACNE, ALOPECIA, HIRSUTISMO (“pelo grosso de 
distribuição masculina” diagnosticado com Ferriman > 8 ou > 4 em orientais e > em 
algumas outras etnias), PELE OLEOSA 
- Pela anovulação: PROLIFERAÇÃO ENDOMETRIAL, ALTERAÇÕES 
GONADOTRÓFICAS, IRREGULARIDADE MENSTRUAL E INFERTILIDADE 
 
 
 
Fenótipos: 
A: tem os 3 critérios 
B: sem alterações USG 
C: s/anovulação 
D: s/hiperandrogenismo 
 
 
Laboratório: 
- Diante de tantas causas de anovulação hiperandrogênica, é importante EXCLUIR OUTRAS 
DOENÇAS: TSH, PROLACTINA, SDHEA, 17-OH PROGESTERONA ( 200: avaliar tumor virilizante) 
▪ ↑Androstenediona 
▪ ↑S-DHEA (se > 700: avaliar tumor de adrenal) 
▪ ↑Resistência insulínica 
▪ ↑LH, estrogênio 
▪ ↑Prolactina (às vezes) 
▪ ↓SHBG e FSH ↓ ou normal 
 
“TUDO SOBE, EXCETO FSH E SHBG” 
E progesterona, se for fenótipo C (sem anovulação) 
 
Obs: SDHEA é um hormônio exclusivo da adrenal! Não é problema de ovário! Se 
estiver > 700, é importante pedir TC/RNM para descartar neoplasia de adrenal. 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico: 
 
→ Critérios de Rotterdam (se 2 dos 3 seguintes: SOP) 
(1) OVÁRIOS POLICÍSTICOS À USG: 
▪ > 12 folículos de 2-9mm ou ovário com volume > 10cm3 
 
O diagnóstico ultrassonográfico é MATEMÁTICO! 
- Baseia-se em números e medidas! 
- O aspecto subjetivo do ovário NÃO é importante. 
 
 
 
Obs: existe taxa de 20% de falso positivo na USG. 
 
(2) OLIGO OU ANOVULAÇÃO 
(3) HIPERANDROGENISMO CLÍNICO OU BIOQUÍMICO 
 
CRÍTICAS AOS CRITÉRIOS: não leva em conta a resistência insulínica! 
 
GUIDELINE 2023 (INTERNATIONAL EVIDENCE-BASED GUIDELINE FOR THE 
ASSESSEMENT AND MANAGEMENT OF POLYCYSTIC OVARY SYNDROME 
(1) OLIGO OU ANOVULAÇÃO 
(2) HIPERANDROGENISMO 
(3) OVÁRIO POLICÍSTICO À USG (> 20 folículos 2-9mm por ovário ou > 10cm³ no 
ovário ou > 10 folículos 2-9mm por corte transversal) OU DOSAGEM DO 
HORMÔNIO ANTIMULLERIANO (!) 
 
Detalhes: 
- Não usar hormônio anti-mulleriano e nem USG em adolescentes 
- Solicitar sempre TOTG75g e perfil lipídico 
 
Fluxograma Diagnóstico: 
 
 
LEMBRE QUE É MUITO IMPORTANTE EXCLUIR OUTRAS CAUSAS! 
 
 
Repercussões Clínicas: 
- Pela resistência insulínica: DM (10%), HAS (40%), DISLIPIDEMIA, OBESIDADE, 
DOENÇA CARDIOVASCULAR (↑risco IAM 7x) 
- Pelo hiperandrogenismo: ANOVULAÇÃO, ESTÉTICA... 
- Pela anovulação e efeito estrogênico: INFERTILIDADE, HIPERPLASIA/CA DE 
ENDOMÉTRIO, CA DE OVÁRIO 
 
 
 
 
 
Imagem: FEBRASGO 
Imagens: Clínica Ultra D – Diagnósticos Médicos 
Diagnóstico Diferencial: 
 
CAUSAS ESPECÍFICAS DE ANOVULAÇÃO 
HIPERANDROGÊNICA: tireoidopatias, disfunção 
hipotalâmica, Cushing, HAC de início tardio, 
insuficiência ovariana prematura, tumores 
secretores, hiperprolactinemia, androgenioterapia 
 
SEM CAUSA ESPECÍFICA: SOP! 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
Avaliação Clínica: 
 
Diante de tantas repercussões, é fundamental: 
▪ Aferição da PA 
▪ Medida da circunferência abdominal 
▪ Glicemia de jejum 
▪ TOTG 
▪ Lipidograma 
 
Tratamento: 
 
É INDIVIDUALIZADO! 
 
- Todos os casos: ATIVIDADE FÍSICA + DIETA FRACIONADA + PERDER 
PESO. Se não perder peso com MEV,com medidas de higiene, modificação de vestuário, 
banhos de assento, tratamento das verminoses 
- Se corrimento vaginal de repetição na infância que não responde ao 
tratamento citado acima, pensar em CORPO ESTRANHO. 
 
Vaginite Descamativa 
- Corrimento purulento 
- pH alcalino 
- Predomínio de células profundas, basais e parabasais, 
- ↑PNM 
- Flora vaginal tipo 3 (cocos gram positivos). 
- Tratamento com clindamicina creme local a 2% 5g 7 dias. 
 
Vaginose Citolítica 
- Leucorreia 
- Prurido 
- pH 5 
- Sem patógenos à microscopia 
- ↑PNM (!) e de células basais/parabasais. 
- Tratamento com estrogênio tópico. 
 
2. CERVICITES 
 
ABAIXO DO ORIFÍCIO EXTERNO: CERVICITE 
ACIMA DO ORIFÍCIO INTERNO: DIP 
 
Agentes: 
- GONOCOCO E CLAMÍDIA 
 
Fatores de Risco: 
- Transmissão sexual (DST clássica) 
- Coitarca precoce 
- IST/DIP prévias 
- Parceiro com IST 
 
Clínica/Diagnóstico: 
- CORRIMENTO CERVICAL PURULENTO, COLO HIPEREMIADO, FRIÁVEL, 
SINUSORRAGIA E DISPAREUNIA. 
 
Tratamento: 
- CEFTRIAXONE 500MG IM DU + 
- AZITRO 500MG, 2CP VO DU OU 
- DOXICICLINA 100MG VO, 2X/DIA, 7 DIAS 
 
Complicação: 
- DIP 
 
Candidíase Tricomoníase Vaginose 
Imagem: sanarmed.com 
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SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
3. CERVICITE E URETRITE 
“URETRITE É ‘TUDO’ IGUAL A CERVICITE!” 
 
Principais Agentes: 
- GONOCOCO E CLAMÍDIA 
- Outros: cândida albicans, trichomonas, mycoplasma genitualium, múltiplos 
agentes 
 
Pesquisa do Agente (Gonococo e Clamídia): 
- PACIENTES ASSINTOMÁTICOS COM VIDA SEXUAL ATIVA E FATORES DE RISCO: PCR 
6/6 MESES. 
- PACIENTES SINTOMÁTICOS: PCR CLAMÍDIA E GONOCOCO + 
GRAM/CULTURA. 
 
Clínica: 
- CORRIMENTO URETRAL/CERVICAL PURULENTO 
- Colo hiperemiado, friável, sinusiorragia, dispareunia 
 
Tratamento: 
 
GRAM DISPONÍVEL? DIPLOCOCO GRAM NEGATIVO INTRACELULAR 
 
- Negativo: trata clamídia 
- Positivo: trata gonococo e clamídia 
 
GRAM NÃO DISPONÍVEL? TRATA GONOCOCO E CLAMÍDIA! 
CONDIÇÃO 1ª OPÇÃO COMENTÁRIO 
Uretrite sem 
identificação do agente 
etiológico 
Ceftriaxone 500mg IM 
MAIS 
Azitromicina 1g VO 
Opção para 
clamídia: 
Doxicilina 
100mg VO 
2d/d por 7 
dias 
Uretrite gonocócica e 
demais infecções 
gonocócicas NÃO 
complicadas (uretra, colo 
do útero, reto e faringe) 
Ceftriaxone 500mg IM 
MAIS 
Azitromicina 1g VO 
 
Uretrite não gonocócica Azitromicina 1g VO 
A resolução 
dos sintomas 
pode levar até 
7 dias após a 
conclusão da 
terapia 
Uretrite por clamídia Azitromicina 1g VO 
Retratamento de 
infecções gonocócicas 
Ceftriaxone 500mg IM 
MAIS 
Azitromicina 1g VO 
Para casos de 
falha de 
tratamento. 
Possíveis 
reinfecções 
devem ser 
tratadas com 
as doses 
habituais. 
 
Perceba que em casos de RETRATAMENTO, são 4 COMPRIMIDOS DE AZITROMICINA, 
totalizando 2000mg. Só não confunda retratamento (tratamento instituído por falha de 
tratamento). com reinfecção (tratamento instituído por nova infecção → para estes 
casos, as doses devem ser as habituais). 
 
Complicação: 
- DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA 
 
E A BARTOLINITE? Já foi questão da USP! 
 
Conceito: INFECÇÃO NA GLÂNDUA DE 
BARTOLIN 
Agentes: GONOCOCO, CLAMÍDIA E OUTROS 
Clínica: DOR IMPORTANTE 
Conduta: DRENAGEM (↑recorrência), 
MARSUPIALIZAÇÃO ou BARTOLINECTOMIA. 
 
 
 
 
 
4. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP) 
Qualquer espectro clínico que se manifeste acima do orifício interno, é considerado 
como DIP! Ex: endometrite, salpingite... 
Agentes: 
- GONOCOCO E CLAMÍDIA 
(agentes primários) e depois 
POLIMICROBIANA 
- Em usuárias de DIU: 
pensar em ACTINOMYCES 
ISRAELLI 
 
Fatores de Risco: 
- IST prévia, coitarca precoce, tampão, ducha, múltiplos parceiros 
 
Diagnóstico: 
 
3 MAIORES + 1 MENOR OU 1 ELABORADO 
 
(3) Critérios Maiores → “as 3 dores” 
- Dor hipogástrica 
- Dor anexial 
- Dor à mobilização do colo 
 
(1) Critérios Menores → “sinal de infecção clínica ou laboratorial” 
- Febre, leucocitose, VHS/PCR↑, cervicite... 
- Comprovação de gonococo, clamídia ou micoplasma 
 
(1) Critérios Elaborados → “vejo a doença” 
- Endometrite na biópsia/histopatológico 
- Abscesso tubo-ovariano ou no fundo de saco (USGTV/RNM) 
- DIP na laparoscopia 
 
Tratamento: 
 
CLASSIFICAÇÃO DE MONIF: 
Estágio 1: sem peritonite 
Estágio 2: com peritonite 
Estágio 3: oclusão de trompa/abscesso tubo-ovariano 
Estágio 4: abscesso > 10cm ou roto 
 
Tratando... 
Ambulatorial: estágio 1 (sempre reavaliar em 48-72h) 
Hospitalar: estágios 2, 3 e 4. 
Hospitalar: gravidez, ausência de melhora após 72h, intolerância ou baixa adesão ao 
tratamento, estado geral grave (febre, vômitos), dificuldade na exclusão de emergência 
cirúrgica (apendicite, ectópica), imunocomprometidos 
 
ATENÇÃO! No estágio 4, o tratamento, além de hospitalar, é cirúrgico. 
 
Pacientes especiais → NÃO ESQUEÇA! 
 
- Gestantes 
- Imunocomprometidos 
- Sem melhora após 72h 
 
Esquemas: 
 
Tratamento Ambulatorial: 
- CEFTRIAXONE 500MG IM DU + 
- METRONIDAZOL 400-500MG 12/12H VO 14 DIAS + 
- DOXICICLINA 100MG VO 12/12H 14 DIAS 
 
Tratamento Hospitalar: 
- CEFTRIAXONE 1G IV 14 DIAS + 
- METRONIDAZOL 400MG IV 12/12H 14 DIAS + 
- DOXICICLINA 100MG 12/12H VO 14 DIAS OU 
 
- CLINDAMICINA 900MG 8/8H IV + 
- GENTAMICINA 2MG/KG IV (ataque) + 1,5MG/KG 8/8H (manutenção) 
 
NÃO SE ESQUECER DE CONVOCAR, TRATAR PARCEIRO E RASTREAR DST (!) 
 
Imagem: Netter 
SEMPRE HOSPITALAR! 
 
777
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Tratamento Cirúrgico → Quando? 
- FALHA DO TRATAMENTO CLÍNICO 
- MASSA PÉLVICA QUE PERSISTE OU AUMENTA, APESAR DO TRATAMENTO 
- SUSPEITA DE ROTURA DE ABSCESSO TUBO-OVARIANO 
- ABSCESSO DE FUNDO DE SACO DE DOUGLAS 
- HEMOPERITÔNIO 
 
Tratamento/Situações Especiais: 
 
- Parceiros dos últimos 2 meses: TRATAR com CEFTRIAXONE 500mg IM + 
AZITROMICINA 1G VO DU 
- Adolescentes: NÃO REQUEREM INTERNAÇÃO DE ROTINA 
- Gestantes: INTERNAÇÃO COM ATBTERAPIA IV 
 
- Usuárias de DIU: NÃO HÁ NECESSIDADE DE REMOÇÃO IMEDIATA. Se 
ausência de melhora com o tratamento, retira, caso já tenham sido feitas 2 
doses de ATB (para evitar translocação bacteriana na retirada). 
Complicações: 
PRECOCES 
- ABSCESSO TUBO-OVARIANO 
- FASE AGUDA DA SÍNDROME DE FITZ HUGH CURTIS: exsudato purulento na 
cápsula de Glisson (fígado) 
- MORTE 
 
TARDIAS 
- DISPAREUNIA 
- DOR PÉLVICA CRÔNICA 
- INFERTILIDADE 
- PRENHEZ ECTÓPICA 
- FASE CRÔNICA DA SFHC: aderências em corda de violino na cápsula de Glisson 
 
 
 
Considerações Finais: 
 
Valorizar a clínica e o exame físico 
Correlacionar com o B-HCG quantitativo 
Lembre que gravidez ectópica é diagnóstico diferencial! 
Se tratamento ambulatorial: SEMPRE REAVALIAR em 48-72h 
Se dúvida: internar e fazer avaliação evolutiva comparativa 
USGTV: é peça-chave no diagnóstico de complicações 
LAPAROSCOPIA: é diagnóstica e terapêutica nos casos de massa pélvica que 
permanecem ou aumentam de tamanho apesar de ATBterapia. 
 
5. ÚLCERAS GENITAIS 
TRÊS PERGUNTAS PRÁTICAS PARA O DIAGNÓSTICO! 
 
Múltiplas? 
- Sim: herpes, cancro mole, donovanose 
- Não: sífilis, linfogranuloma 
Dolorosas? 
- Sim: herpes (base limpa), cancro mole 
(base suja) 
- Não: sífilis, linfogranuloma, 
donovanose 
Adenopatia com fistulização? 
- Sim: cancro mole (único orifício), 
linfogranuloma (múltiplos orifícios) 
- Não: herpes, sífilis, donovanose* 
 
(*) Não configura adenopatia, na verdade. São os 
corpúsculos de Donovan. 
 
 
 
 
 
Sífilis 
 
 
Agente: 
- TREPONEMA PALLIDUM 
 
 
 
Contágio: 
- Todo e qualquer CONTATO SEXUAL 
- VERTICAL (mãe → filho) 
- TRANSFUSÕES sanguíneas 
- A sífilis não se adquire com acidente por objetos perfuro-cortantes! 
 
Formas Clínicas:avaliar Metformina. 
- Controle de resistência insulínica: METFORMINA 
- Hiperandrogenismo: ACO, DROSPERINONA/CIPROTERONA 
(progesteronas com ação anti-androgênica/maior risco de trombose), 
TRATAMENTO ESTÉTICO (ex: laser, clareamento), ESPIRONOLACTONA 
(possui ação anti-androgênica) 
- Regularização + controle do ciclo e proteção endometrial: ACO ou 
PROGESTERONA ISOLADA (oral ou DIU de levonorgestrel) 
- Restauração da fertilidade: DIETA + ATIVIDADE FÍSICA > CLOMIFENO 
(literatura brasileira/associada ou não com metformina) ou LETROZOL (inibidor 
de aromatase também de 1ª linha atualmente) > CLOMIFENO + METFORMINA 
> GONADOTROFINA ou FIV. Tem que saber essa sequência para a prova! 
 
(*) INOSITOL: SENSIBILIZADOR DA AÇÃO INSULÍNICA (ainda carece de mais 
trabalhos como indutor de ovulação) 
 
3. INFERTILIDADE 
 
Conceitos: 
- AUSÊNCIA DE GRAVIDEZ APÓS 1 ANO DE COITO DESPROTEGIDO 
- Não confunda com esterilidade (incapacidade permanente) 
 
Causas: 
- Fator masculino: 35% 
- Fator tuboperitoneal: 35% 
- Anovulação: 15% 
 
Investigação: 
→ Idade da mulher: 
- 35 anos: imediatamente ou esperar 6 meses 
 
→ Frequência das relações: 2-3x por semana 
 
→ Não se esquecer de sempre convocar o parceiro! 
 
Cuidado: Filhos anteriores não excluem o (a) paciente da investigação! 
 
Avaliação Básica 
 
- HORMÔNIOS: 
▪ FSH 
▪ TSH 
▪ Prolactina 
▪ Hormônio anti-mulleriano 
 
- USGTV + HISTEROSSALPINGOGRAFIA* + ESPERMOGRAMA 
 
MELHOR MOMENTO PARA COLETA DOS EXAMES 
 
- 3º dia: FSH 
- 5º dia: USGTV 
- 7º dia: HSG 
- 22º dia: progesterona 
- Qualquer momento: TSH, prolactina, anti-mulleriano, 
espermograma 
 
 
 
Avaliação Avançada 
Pedir se a avaliação básica estiver alterada! 
 
- “VIDEO” 
▪ VideoLAPAROSCOPIA: padrão-ouro para fator tuboperitoneal 
▪ VideoHISTEROSCOPIA: padrão-ouro para cavidade endometrial e 
fator uterino 
 
Na infertilidade masculina... 
 
ESPERMOGRAMA 
▪ Normal: não repetir. 
▪ Anormal: repetir após 3 meses/12 semanas 
▪ Se azoospermia: biópsia testicular (não produz ou não “sai”?) 
✓ Pode ser não obstrutiva (+ comum) ou obstrutiva 
✓ Além da biópsia, é importante solicitar cariótipo e FSH 
✓ Avaliar tamanho do testículo 
✓ Causas possíveis: falência testicular, hipogonadismo 
hipogonadotrófico, cromossomopatias... 
 
 
(*) Morfologia de Kruger: um dos parâmetros avaliados no espermograma = 
leva em consideração a qualidade e o formato dos gametas. 
 
 
 
Na infertilidade feminina... 
 
Para anovulação... 
 
DOSAGEM DE PROGESTERONA 
▪ Na fase lútea (21º-24º dia): valores > 3ng/ml indicam que houve 
ovulação 
 
DOSAGEM DE FSH 
▪ Na fase folicular precoce (idealmente 3º dia) 
▪ FSH 15 no 3º dia do ciclo 
 
DOSAGEM DE HORMÔNIO ANTI-MULLERIANO 
▪ Não sofre interferência com a fase do ciclo (pode ser dosada a 
qualquer momento). 
▪ Avaliação mais quantitativa do folílculo. 
▪ Tem relação com reserva ovariana 
▪ É caro, não tem no SUS. 
 
CUIDADO COM PEGADINHA DE PROVA! O PRINCIPAL PREDITOR DE RESERVA 
OVARIANA É A IDADE! 
 
 
 
 
454545
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
AMENORREIA, SOP E INFERTILIDADE 
USGTV SERIADA: 
▪ Documentar a ovulação 
▪ Programar coito ou intervenção (FIV) 
▪ Contagem de folículos no 3º dia de ciclo (avalia sucesso/prognóstico 
da reprodução assistida) 
 
Para o fator tuboperitoneal... 
 
HISTEROSSALPINGOGRAFIA: 
▪ Exame INICIAL para fator tuboperitoneal. 
▪ Trompa pérvia = prova de Cotte positiva. 
▪ Trombo obstruída = prova de Cotte negativa 
 
 
 
VIDEOLAPAROSCOPIA 
▪ Exame PADRÃO-OURO para fator tuboperitoneal. 
▪ Solicitar se prova de Cotte negativa. 
 
Para o fator uterino... 
 
HISTEROSCOPIA: 
▪ Exame PADRÃO-OURO para cavidade endometrial. 
▪ USGTV e histerossalpingografia já fazem uma avaliação inicial. 
 
Para o fator cervical... 
 
TESTE PÓS-COITO OU TESTE DE SIMS 
▪ Em desuso 
▪ Avalia a interação do espermatozoide com o muco 
 
Tratamento: 
 
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
 
▪ Cessar tabagismo 
▪ Cessar etilismo 
▪ Diminuir consumo de cafeína. 
▪ Perder peso se IMC > 27 
▪ Ganhar peso se IMC 5 x 106/ml + morfologia e 
motilidade normais 
 
- FIV COM ICSI (micromanipulação de gametas): se 
concentração de espermatozoides 35 anos 
 
FATOR OVARIANO 
 
TRATAMENTO INDICAÇÕES 
CORREÇÃO 
DA ENDOCRINOPATIA 
 
CIRURGIA/DOL 
(Drilling Ovariano) 
 
SOP 
- Se falha na indução da ovulação: DOL 
(Drilling Ovariano) é uma alternativa em casos 
em que a laparoscopia será realizada por 
outro motivo 
 
INDUÇÃO DA OVULAÇÃO 
COM CLOMIFENO 
 
 
- Anovulação 
 
INDUÇÃO DA OVULAÇÃO 
COM GONADOTROFINAS 
 
 
- Se resistência ao clomifeno 
 
TERAPIA DE REPRODUÇÃO 
ASSISTIDA 
Baixa reserva! 
- Concentração de FSH > 15 e/ou CFA 
(contagem de folículos) 37 anos: até 3 
 * Embriões euploides ao diagnóstico genético: até 2, independente de idade 
- Doação de gametas não pode ter caráter lucrativo 
- Idade limite de doação: 37 anos para mulher e 45 anos para homem 
- Mantido, obrigatoriamente, sigilo sobre a identidade dos doadores 
- Doadora de óvulos não pode ser a cedente temporária do útero 
- Cessão temporária do útero: não precisa mais obrigatoriamente ser parente do casal 
- Cessão temporária de útero: não pode ter caráter lucrativo 
- Sexagem: continua proibida (exceto para evitar doenças) 
- Descarte de embriões não precisa de autorização judicial 
 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
AMENORREIA 
Teste da progesterona 
Sangra: compartimento II 
Não sangra: teste E + P 
 
Teste do estrogênio + progesterona 
Não sangra: compartimento I 
Sangra: compartimento II, III e IV 
(dosagem FSH, neuroimagem ou teste 
GnRH 
Principal causa deamenorreia 
primária 
 
Disgenesia gonadal 
Principal causa de amenorreia 
secundária 
 
Gravidez 
Principal causa de disgenesia 
gonadal 
 
Turner (45, X) 
Amenorreia primária + 46, XX + 
caracteres secundários normais 
 
Agenesia mulleriana 
Principal tumor hipofisário causador 
de amenorreia 
 
Prolactinoma 
Principal causa ovariana de 
amenorreia 
 
SOP 
SOP 
 
Sinonímia 
Anovulação crônica hiperandrogênica 
 
Suspeita clínica 
Ciclos irregulares e 
hiperandrogenismo 
Sinal cutâneo de resistência 
insulínica 
 
Acantose nigricans 
O que diminui no perfil laboratorial 
 
SHBG/FSH 
Número de critérios de Rotterdam 
para diagnóstico de SOP 
 
2 dos 3 critérios 
Primeira escolha para regularização 
dos ciclos menstruais 
 
ACO ou progestagenioterapia 
Primeira escolha para resistência 
insulínica 
 
Metformina 
Primeira escolha para indução de 
ovulação 
 
MEV > clomifeno ou letrozol 
INFERTILIDADE 
 
Avaliação Básica 
Hormônios, USGTV, HSG, 
progesterona (fim do ciclo), 
espermograma 
 
 
4. INCONGRUÊNCIA DE GÊNERO 
 
(1) SEXO BIOLÓGICO 
 
- DESIGNADO AO NASCER: MENINA (XX)/MENINO (XY) 
 
(2) GÊNERO 
 
- Relação com PAPÉIS SOCIAIS: MASCULINO/FEMININO 
- NÃO BINÁRIO: não se sente pertencente a nenhum dos gêneros (“não se 
identifica com o papel social masculino ou feminino”) 
 
Interpretando a IDENTIDADE DE GÊNERO 
 
- CIS-GÊNERO: sexo biológico = gênero 
- TRANS-GÊNERO: sexo biológico ≠ gênero = a isso chamamos de 
“incongruência de gênero” 
 
Entendendo os termos... 
- MULHER-TRANS: GÊNERO FEMININO + SEXO 
MASCULINO AO NASCER (nasceu com sexo biológico 
masculino, mas se enxerga com papel social 
feminino) 
- HOMEM-TRANS: GÊNERO MASCULINO + SEXO 
FEMININO AO NASCER (nasceu com sexo biológico 
feminino, mas se enxerga com papel social 
masculino) 
 
- NOME SOCIAL: é o nome de escolha da pessoa trans 
 
(3) ORIENTAÇÃO SEXUAL 
 
- Relacionada a ATRAÇÃO SEXUAL/ROMÂNTICA 
- HETEROSSEXUAL, HOMOSSEXUAL, BISSEXUAL 
- Está relacionada ao GÊNERO do qual a pessoa se identifica 
 
Manifestações Clínicas: 
- Início típico: INFÂNCIA OU ADOLESCÊNCIA 
- Forte desejo de PERTENCER A OUTRO GÊNERO 
- Não se identifica com roupas e brincadeiras do gênero 
- Não se identifica com a sua anatomia sexual 
- DURAÇÃO MAIOR QUE 6 MESES 
 
Não confundir incongruência com DISFORIA DE GÊNERO, que está relacionada ao 
estresse psíquico, cultural e social gerado pela incongruência. 
 
Tratamento: 
- HORMÔNIOTERAPIA A PARTIR DOS 16 ANOS! 
▪ MULHER TRANS: ESTRADIOL + ESPIRONOLACTONA (para 
redução dos feitos androgênicos) 
▪ HOMEM TRANS: TESTOSTERONA 
 
- TRATAMENTO CIRÚRGICO A PARTIR DOS 18 ANOS! 
▪ MULHER TRANS: VAGINOPLASTIA, AUMENTO DE MAMAS, 
REDUÇÃO CIRÚRGICA DA CARTILAGEM TIREOIDE 
▪ HOMEM TRANS: MASTECTOMIA, HISTERECTOMIA, 
SALPINGO-OOFORECTOMIA, NEOFALOPLASTIA 
▪ SÃO PROCEDIMENTOS IRREVERSÍVEIS! 
Rastreamentos: 
EXAME MULHER TRANS HOMEM TRANS 
CA 
Mama 
A partir dos 50 anos se 
fatores de risco adicionais 
(terapia hormonal > 5 anos, 
história familiar, IMC > 35) 
- Mamas intactas: igual 
mulher-cis 
- Pós-mastectomia: exame 
anual axilar e da parede 
torácica 
CA 
Colo 
Útero 
- 
- Colo intacto: igual 
mulheres-cis 
- Sem colo: sem rastreio 
CA 
Próstata 
Igual homem-cis - 
 
474747
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
1. SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL 
 
Definições: 
- MUDANÇA NO PADRÃO DE SANGRAMENTO MENSTRUAL com alteração nos 
ÚLTIMOS 6 MESES 
 
 
O que é normal? 
▪ FREQUÊNCIA: 21-35 dias (média: 28 dias) 
▪ DURAÇÃO: 2-6 dias 
▪ VOLUME: 20-60ml 
 
 
 
Conceitos Importantes: 
- Prevalência de 3-30% em idade reprodutiva 
- Correspondem a 30% das consultas ambulatoriais 
- Maior prevalência nos extremos da vida reprodutiva 
 
Terminologia: 
 
MENORRAGIA 
 
Intervalos regulares 
Duração prolongada 
Fluxo excessivo 
 
METRORRAGIA 
 
Intervalos regulares 
Duração +/- prolongada 
Fluxo normal 
 
MENOMETRORRAGIA 
 
Intervalos regulares 
Duração prolongada 
Fluxo excessivo 
 
HIPER/HIPOMENORREIA 
 
Relação com fluxo/volume 
Hipermenorreia: fluxo excessivo e duração normal 
Hipomenorreia: fluxo reduzido e duração normal ou reduzida 
 
POLI/OLIGOMENORREIA 
 
Relação com frequência 
Polimenorreia: frequência 35 dias 
 
OPSOMENORREIA 
 
Sangramento que ocorre em intervalo de 35-45 dias 
 
ESPANIOMENORREIA 
 
Sangramento que ocorre em intervalo de 45-60 dias 
 
PROIOMENORREIA 
 
Sangramento que ocorre em intervalo de 18-25 dias ou encurtamento do ciclo 
de 3-5 dias 
 
ATENÇÃO! Esses termos variam MUITO na literatura! 
 
Classificação: 
 
SUA AGUDO 
▪ Necessita intervenção imediata para cessar o sangramento 
 
SUA CRÔNICO 
▪ Sangramento anormal em volume, duração ou frequência presente 
por pelo menos 6 meses 
 
Etiologia: 
“SUA É UM DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO E NÃO CAUSAL” 
 
SISTEMA PALM-COEIN 
 
 
Disfuncional (SUD) ou “Não Estrutural por Disfunção Ovulatória” 
Conceitos: 
- Sangramento DIFERENTE DO HABITUAL (normal da paciente), com alteração 
na duração e/ou frequência e/ou volume → o termo “disfuncional” tem sido 
abandonado, mas ainda podemos ver questões de prova usando-o. 
- NENHUMA CAUSA ORGÂNICA É IDENTIFICADA 
- É diagnóstico de EXCLUSÃO 
Epidemiologia: 
- Geralmente mulheres no EXTREMO DE VIDA REPRODUTIVA 
- Aproximadamente 20% são ADOLESCENTES 
- Em 50% dos casos são mulheres de 40-50 anos 
 
Orgânico 
 
- Possui CAUSA ORGÂNICA 
▪ Pólipos, adenomiose, mioma, câncer... 
 
Investigação Diagnóstica: 
 
(1) ANAMNESE + EXAME FÍSICO/EXAME ESPECULAR 
 
- ANAMNESE: história menstrual (atraso/ciclicidade), uso de medicações, doenças 
associadas (coagulopatias), última colpocitologia, idade (existem causas específicas 
por faixa etária → ver adiante), questionar se é sexualmente ativa (gestação, 
abortamento, IST); momento do sangramento → sangramento pós-coito 
sugere trauma, IST ou CA de colo. 
 
 
- EXAME FÍSICO: galactorreia, úlceras, lacerações vaginais, corpo estranho, lesões 
em colo de útero, lesões em ânus, toque bimanual para avaliar volume uterino e 
anexos, inspeção geral para avaliar obesidade, sinais de hiperandrogenismo, etc. 
 
- PESQUISAR/QUESTIONAR PRESENÇA DE DOENÇAS SISTÊMICAS: 
tireoidopatias, hiperprolactinemia, hepatopatia, insuficiência renal... 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Individualizar cada caso e solicitar somente o necessário de acordo com os achados 
de anamnese e exame físico! 
 
- Hemograma, beta-HCG, USGTV*, colpocitologia, histeroscopia com biópsia (se 
fatores de risco), coagulograma, TSH, prolactina, função renal/hepática, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
484848
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
(*) RELEMBRANDO... 
ENDOMÉTRIO SUSPEITO NA PÓS-MENOPAUSA 
 
- Menor que 4-5mm, mas com fatores de risco ou SUA persistente 
- Maior que 4-5mm sem terapia hormonal 
- Maior que 8mm com terapia hormonal 
- Realizar avaliação endometrial + biópsia (histeroscopia é o padrão-ouro) 
 
ETIOLOGIA PROVÁVEL DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA 
 
→ NEONATAL 
- Privação de estrogênio materno 
 
→ INFÂNCIA 
- Corpo estranho/infecção inespecífica 
- Importante excluir: trama/abuso sexual (incomum lesão himenal) 
- Importante excluir câncer 
▪ Vagina: sarcoma botrioide 
▪ Ovário: puberdade precoce 
 
→ ADOLESCÊNCIA 
- Disfuncional (2 primeiros anos após menarca → “imaturidade do eixo”) 
- Importante excluir: gravidez, infecção específica, SOP, coagulopatias (doença de 
Von Willebrand, PTI...) 
 
→ ADULTA 
- Disfuncional por anovulação/anormalidades da gravidez 
- Importante excluir: infecção específica, neoplasias hormônio-dependentes 
benignas (mioma, adenomiose, pólipo), neoplasias malignas 
 
→ PÓS-MENOPAUSA 
- Atrofia endometrial (30%)/terapia hormonal (30%) 
- Importante excluir: câncer de endométrio 
 
DICAS DA PROVÁVEL ETIOLOGIA 
 
- PÓS-COITO:pensar em cervicite, CA de colo, laceração vaginal 
 
- MENACME: se sexualmente ativa e sem contraceptivo eficaz, pedir beta-HCG 
para descartar gravidez 
 
- USO DE MEDICAMENTOS: escape pelo contraceptivo, terapia hormonal na pós-
menopausa, sulpirida, metoclopramida, etc. 
 
Conduta e Manejo Terapêutico: 
- Se causa orgânica: TRATAR A CONDIÇÃO DE BASE! 
 
- Excluídas as causas orgânicas... Deve ser sangramento DISFUNCIONAL 
 
✓ Causa: anovulatórios em 80-85% dos casos 
✓ Ocorre especialmente nos extremos da vida reprodutiva 
 
▪ Puberdade: pensar em IMATURIDADE DO EIXO 
HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-OVÁRIO 
▪ Menacme: mecanismo de feedback inapropriado (pensar em 
SOP) 
▪ Climatério: pensar em INSUFICIÊNCIA PROGRESSIVA DA 
FUNÇÃO OVARIANA 
 
Entendendo a participação de estrogênio e progesterona no controle do 
sangramento... 
 
ESTROGENIOTERAPIA 
- Promove a rápida reepitelização (fortalece a malha reticular do estroma de 
sustentação) e INTERROMPE O SANGRAMENTO, gerando maior 
crescimento/proliferação da espessura endometrial. 
 
PROGESTOGENIOTERAPIA 
- Interrompe o efeito proliferativo do estrogênio sobre o endométrio 
- Não promove a reepitelização do epitélio e NÃO PROMOVE A INTERRUPÇÃO 
DO SANGRAMENTO 
 
 
 
 
 
 
Como tratar? 
Existem diversos esquemas possíveis (segue tabela da FEBRASGO). Como sugestão, 
podemos usar: 
- HORMONAIS: 
▪ ESTROGÊNIO CONJUGADO (EEC) 1,25mg VO 6/6h 3 semanas + AMP 
(PROGESTERONA) 10 dias ou 
▪ ACO (30-35mcg EE) 8/8h até parar sangramento (mínimo de 48h) e 
após 1cp/dia por 3-6 meses. 
- NÃO HORMONAIS: AINES, ANTIFIBRINOLÍTICO 
- Se não houver resposta: métodos cirúrgicos, tais como ablação endometrial 
(por balão térmico ou histeroscopia) ou mesmo a histerectomia. 
 
2. PÓLIPOS UTERINOS 
 
Definições: 
- PROJEÇÕES GLANDULARES E ESTROMAIS (lesões em 
relevo) na cavidade uterina 
- Características BENIGNAS e BAIXO POTENCIAL DE 
MALIGNIZAÇÃO (0,5-3%) 
Quadro Clínico: 
- SINUSIORRAGIA/SUA + DISMENORREIA SECUNDÁRIA LEVE 
 
Na verdade... 
- CERVICAL: ou não causa nada, ou causa SINUSIORRAGIA 
- ENDOMETRIAL: maioria ASSINTOMÁTICOS 
 
Diagnóstico: 
- Exame especular 
- Suspeita: USGTV (IMAGEM HIPERECOGÊNICA) 
- Confirmação: histeroscopia 
 Conduta: 
- POLIPECTOMIA POR 
HISTEROSCOPIA 
Se menacme, sem fator de 
risco para câncer e menor que 
1,5cm: CONDUTA 
EXPECTANTE É ACEITÁVEL 
 
 
 
FEBRASGO 
494949
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
PÓLIPO NO USG: HIPERECOICO 
MIOMA NO USG: HIPOECOICO 
3. LEIOMIOMATOSE UTERINA 
 
Conceitos: 
- Tumores BENIGNOS: fibras musculares lisas do útero + estroma do tecido conjuntivo 
em proporções variáveis. 
- Origem MONOCLONAL 
 
- Localização clássica: CORPO E 
CÉRVICE UTERINOS 
- PSEUDOCÁPSULA: estrutura 
muscular que circunda os miomas e 
facilita sua ressecção cirúrgica 
 
 
Fatores Associados: 
- HERANÇA GENÉTICA 
- RAÇA NEGRA > branca 
- Condições aterogênicas (HAS) 
- Possui RECEPTORES DE ESTROGÊNIO, PROGESTERONA E AROMATASE. Portanto: 
 
RISCO 
▪ Menarca precoce 
▪ Nuliparidade 
▪ Obesidade 
 
PROTEÇÃO 
▪ Tabagismo 
▪ Primiparidade precoce 
▪ ACO 
 
Quadro Clínico: 
▪ MAIORIA É ASSINTOMÁTICO 
▪ Subseroso: efeito compressivo/dor pélvica 
▪ Intramural: SUA/dismenorreia 
▪ Submucoso: SUA/infertilidade 
✓ O submucoso pode ser pediculado (ñ pode embolização) ou séssil 
 
 
ATENÇÃO! Duas coisas podem sair pelo colo: MIOMA e PÓLIPO! O mioma parido gera 
muita cólica menstrual! Se não houver nada (ou apenas sangramento pós-coito), 
pensar em pólipo! 
 
Diagnóstico: 
SÃO SUFICIENTES: EXAME FÍSICO + USGTV 
 
EXAME FÍSICO 
▪ Matriz uterina aumentada, irregularidade uterina no toque 
 
USGTV: 
▪ NÓDULOS HIPOECOICOS 
 
 
 
 
 
 
 
RESSONÂNCIA 
▪ Maior precisão 
▪ Boa indicação quando mais de 4 miomas 
▪ Boa indicação se miométrio até a serosa 
▪ Complementa a classificação 
▪ Controle de tratamento 
▪ Auxilia na programação terapêutica 
 
Na prática... Quando pedir RNM? 
(1) Antes de algumas cirurgias 
(2) Antes de embolização: avalia distância da serosa (risco de perfuração) 
 
HISTEROSCOPIA 
▪ Também auxilia na decisão terapêutica 
▪ Permite visão direta do mioma submucoso 
▪ Confirmação diagnóstica/Avalia doenças associadas 
▪ Permite a classificação do mioma 
▪ Permite o estudo histopatológico com biópsia 
▪ Controle de tratamento e complicações 
 
Classificação (FIGO): 
 
 
 
 
 
 
 
 
2-5: TRANSMURAL 
▪ SUBMUCOSO: 0 (pediculado) > 1 > 2 
▪ INTRAMURAL: 3 > 4 (só intramural) 
▪ SUBSEROSO: 5 > 6 > 7 (pediculado) 
 
Classificação (Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica | ESGE): 
 
 
▪ FIGO 0 = NÍVEL 0 ESGE 
▪ FIGO 1 = NÍVEL 1 ESGE 
▪ FIGO 2 = NÍVEL 2 ESGE 
 
Classificação de Lasmar/Step-W: 
 
Size: tamanho do nódulo em centímetros 
Topography: topografia do mioma 
Extension: extensão da base em relação à parede uterina 
Penetration: penetração do nódulo no miométrio 
Lateral Wall: acometimento da parede lateral 
505050
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
 
 
Tratamento: 
 
SEMPRE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: SINTOMA X DESEJO DE GESTAÇÃO 
 
- Assintomática: NÃO TRATAR 
 
 
- Sintomática com sangramento leve/moderado: EXPECTANTE/CLÍNICO (ACO 
para redução do sangramento, apesar do risco de crescer o mioma) 
 
- Sintomática com sangramento intenso e nulípara: MIOMECTOMIA (preferir 
vídeo à laparotomia) 
 
- Sintomática com sangramento intenso e multípara: HISTERECTOMIA ou 
HISTEROSCOPIA + MIOMECTOMIA se SUBMUCOSO nível 0 e 1 ESGE/FIGO ou 0-
4 LASMAR (miomectomia de baixa complexidade) e 5-6 LASMAR (miomectomia de 
alta complexidade com preparo e/ou em 2 tempos) 
Medicação no Preparo Cirúrgico: 
ANÁLOGO DO GNRH (geralmente 3 meses é suficiente) 
▪ Reduz tumor e a anemia (por cessar o sangramento) 
▪ Pode dificultar a retirada cirúrgica por reduzir a hidratação da 
pseudocápsula 
▪ Evitar uso por mais de 6 meses (risco de osteoporose) 
 
IMPORTANTE! 
- Se poucos miomas submucosos em multíparas, pode realizar a miomectomia 
histeroscópica, poupando a retirada do útero. 
- REMÉDIO NÃO TRATA MIOMA! 
 
Quando usar EMBOLIZAÇÃO DE ARTÉRIA UTERINA? 
- Miomas múltiplos, não pediculados, com desejo de gestação 
- Esse conceito não vale para nulíparas! Um êmbolo pode soltar e ir para o ovário 
levando a insuficiência ovariana! É polêmico... 
 
MIÓLISE POR USG FOCALIZADO DE ALTA INTENSIDADE GUIADA POR 
RESSONÂNCIA 
- Raios de alta intensidade concentrados no mioma é uma alternativa terapêutica para 
evitar histerectomia. 
- Limitação no longo prazo (procedimento novo), pois não se sabe o quanto pode haver 
comprometimento na estrutura uterina e função reprodutora. Também há ressalvas 
com nulíparas. 
 
Quais os tipos de degeneração dos miomas? 
- Hialina: mais comum 
- Rubra/vermelha/carnosa/necrose asséptica: gestante 
- Causa dor na gestação: necrose asséptica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. ADENOMIOSE 
Conceitos: 
- TECIDO ENDOMETRIAL NO MIOMÉTRIO → tecido heterotópico endometrial 
(glândula e estroma) na intimidade do miométrio 
- Sequência: hipertrofia > hiperplasia > INFLAMAÇÃO 
 
Classificação: 
FOCAL 
▪ Conjunto focal circunscrito 
▪ Adenomioma → diagnóstico diferencial importante com leiomioma. 
Aqui, não há cápsula circundando! 
 
DIFUSA 
▪ Distribuição por todo o miométrio 
▪ Mais comum 
▪ Parede posterior é a mais acometida 
 
Clínica: 
- SUA (50%), DISMENORREIA SECUNDÁRIA E PROGRESSIVA (30%) e 
AUMENTO/AMOLECIMENTO GLOBAL UTERINO (“útero em bala de canhão”) 
- DISPAREUNIA e DOR PÉLVICA CRÔNICA podem ocorrer 
- Mais comum em MULTÍPARAS EM TORNO DE 40 ANOS 
 
Diagnóstico: 
USGTV: 
▪ Evidencia MIOMÉTRIO 
HETEROGÊNEO (aspecto em “queijo 
suíço”, “raios solares”). 
▪ Um USGTV normal não exclui o 
diagnóstico! Baixa sensibilidade. 
 
RESSONÂNCIA PÉLVICA: 
▪ ZONA JUNCIONAL 
MIOENDOMETRIAL > 12MM É 
ALTAMENTE SUGESTIVOe já permite 
início do tratamento. 
 
 
BIÓPSIA: 
▪ Padrão-ouro 
▪ Diagnóstico de certeza 
 
 
Tratamento: 
- Definitivo: HISTERECTOMIA 
- Pré-menopausa: CLÍNICO (DIU progesterona, ablação endométrio*...) 
 
Sem desejo de gestação atual: 
▪ DIU de progesterona 
Inférteis: 
▪ Análogo do GNRH ou DIU de progesterona (uso por 6 meses) 
Na FIV: 
▪ Protocolos longos com análogo do GNRH (por 6 meses antes do 
procedimento) 
Prole constituída: 
▪ Histerectomia 
 
(*) Ablação: opção para quem quiser preservar o útero, mas não tem interesse em 
função reprodutiva. Não tem sido recomendado segundo as evidências mais atuais. 
 
 
 
 
 
515151
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
5. ENDOMETRIOSE 
 
 
Conceitos: 
- ENDOMÉTRIO (glândulas e estroma) FORA DO ÚTERO, o que induz uma reação 
INFLAMATÓRIA CRÔNICA. 
▪ Se penetrar o espaço retroperitoneal ou órgãos pélvicos em > 5mm, é 
chamada de endometriose INFILTRATIVA PROFUNDA. 
 
- Acomete 5-10% das mulheres na menacme 
- Corresponde a 50% das causas de dor pélvica crônica 
- Costuma ser diagnosticada com atraso de 7-10 anos 
- Localização mais comum: OVÁRIO 
 
Fatores de Risco: 
- EXPOSIÇÃO AOS ESTRÓGENOS 
▪ Menacme longo (menarca precoce/menopausa tardia) 
▪ Nuliparidade 
▪ Primigravidez tardia 
- REFLUXO MENSTRUAL 
▪ Ciclos curtos 
▪ Fluxo aumentado 
▪ Malformações mullerianas 
▪ Estenoses iatrogênicas 
- HISTÓRIA FAMILIAR POSITIVA 
 
Fatores de Proteção: 
- MULTIPARIDADE 
- INTERVALOS DE LACTAÇÃO PROLONGADA 
- MENARCA TARDIA 
 
Fisiopatologia: 
- Em 75-90% dos casos ocorre REGURGITAÇÃO TRANSTUBÁRIA (fisiológica na maioria das 
mulheres) 
- Mecanismo não é totalmente esclarecido, mas sabe-se que há envolvimento de efluente 
menstrual, sistema imune e liberação de toxinas. 
 
Clínica: 
- Dor pélvica crônica 
- Dismenorreia secundária 
- Dispareunia de profundidade 
- Disúria 
- Disquezia 
- Dor lombar 
- Dificuldade para gestar (possível causa de infertilidade) 
 
 
 
Marcadores Biológicos: 
- CA-125, TNF-alfa, IL-8, VEGF, Glicodelina A = não existe marcador específico! 
 
Marcador Clínico: 
- DISMENORREIA SECUNDÁRIA! 
 
Diagnóstico: 
- Clínico: HISTÓRIA CLÍNICA 
 
- Exame físico: NÓDULO AO TOQUE 
VAGINAL/RETAL, ÚTERO FIXO, DOLOROSO 
E MASSA ANEXIAL 
 
- USGTV com preparo: ENDOMETRIOMA (“cisto com pús/sangue dentro”, 
aspecto de vidro fosco) 
▪ Mais útil para doença “mais central” (ex: intestino, bexiga) 
 
- Ressonância com preparo: ruim para implantes pequenos e peritoneais 
▪ Mais útil para “doença mais lateral e em andar superior” 
 
USTVG E RNM COM PREPARO = atualmente os exames de escolha para 
mapeamento/estadiamento! A laparoscopia é reservada para situações mais 
específicas! 
 
- Laparoscopia + biópsia: padrão-ouro, mas não tem sido mais recomendada 
de rotina para o diagnóstico! Quando indicar? 
▪ Exames normais e falha terapêutica 
▪ Suspeita de estádios avançados 
▪ Infertilidade 
❖ Utilizar para fins diagnóstico E TERAPÊUTICO nesses casos! 
 
 
✓ Atividade das lesões: VERMELHA > PRETA > BRANCA 
✓ Não existe correlação direta entre a extensão das lesões e a dor 
 
 
CA-125: não define doença, pouco sensível e específico, mas pode ser usado 
para avaliar gravidade e acompanhar o pós-tratamento. Pode estar alterado em 
casos de gestação, adenomiose, DIP, tumor ovariano, etc. O melhor momento 
para coleta é entre o 1°-3º dia do ciclo. 
 
 
 
525252
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
Tratamento: 
 
CONDUTA EXPECTANTE 
▪ Sem sintomas ou sintomas mínimos 
▪ Mulheres na perimenopausa 
 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
▪ AINE: controle sintomático/evitar uso prolongado 
 
▪ (1) PROGESTOGÊNIOS/ACO: primeira linha, uso contínuo, levam ao 
estado de “pseudogravidez” 
 
▪ (2) DANAZOL, INIBIDORES DA AROMATASE E ANÁLOGOS DO 
GNRH: outras opções, mas com risco de efeitos adversos: 
“pseudomenopausa”, hiperandrogenismo, osteoporose... O análogo 
do GNRH geralmente só é utilizado em casos de preparo pré-
operatório. 
 
Então... 
Dor: INICIALMENTE CLÍNICO 
▪ ACO combinado, progesterona (ex: dienogeste), análogo de GnRH (por 
pouco tempo), inibidor de aromatase. 
▪ Se não der certo: tratamento cirúrgico* 
▪ Se endometrioma > 4-6cm, lesão em ureter, íleo, apêndice ou 
retossigmoide (sinais de suboclusão): tratamento cirúrgico* 
 
Endometrioma: 
- A melhor conduta é a CISTECTOMIA LAPAROSCÓPICA (retirar o tumor com toda 
a sua cápsula). Não é para tirar o ovário! 
Intestinal: 
- Técnicas possíveis para o tratamento cirúrgico: 
▪ SHAVING: se lesão mais superficial 
▪ RESSECÇÃO DISCOIDE (se penetração em todas as camadas e lesão 3cm ou 
múltiplas lesões) 
 
 
(*) Tratamento Cirúrgico 
- Preferencialmente por via minimamente invasiva: laparoscopia ou robótica 
- Preservar o útero e tecido ovariano sadios: cirurgia “tecido-redutora” 
- O sucesso terapêutico é cirurgião-dependente 
 
→ Infertilidade: 
- O tratamento clínico não resolve! 
- Infertilidade sem dor: REPRODUÇÃO ASSISTIDA (baixa complexidade ou FIV) 
- Infertilidade + dor: LAPAROSCOPIA (se bom prognóstico) OU FIV (se mau 
prognóstico). (*) Prognóstico: idade, reserva ovariana, outros fatores de infertilidade 
 
 
 
 
 
 
Resumão para a prova... 
- MIOMA: SUA 
 
Obs: SUA ao coito: pensar em POLIPOSE 
 
- ADENOMIOSE: SUA + dismenorreia secundária 
 
- ENDOMETRIOSE: dismenorreia secundária + infertilidade 
 
6. DISMENORREIA 
 
Conceitos Iniciais: 
- “MENSTRUAÇÃO DIFÍCIL” ou “DOR PÉLVICA” associada ao período menstrual. 
Realizado o diagnóstico clínico, é importante realizar a diferenciação entre a 
dismenorreia primária e secundária. 
- PRIMÁRIA: 
▪ Também chamada de “intrínseca”, “funcional” ou “idiopática” 
▪ Ausência de doença pélvica detectável 
- SECUNDÁRIA: 
▪ Também chamada de “extrínseca”, “adquirida” ou “orgânica” 
▪ Presença de ginecopatias ou outras causas (ex: endometriose, 
adenomiose) 
 
Fisiopatologia: 
- A dismenorreia secundária é decorrente da sua doença de base. A dismenorreia 
primária tem como ponto-chave o ↑ÁCIDO ARACDÔNICO, que resulta na 
liberação de mediadores inflamatórios (leucotrieno, prostaglandinas e tromboxano), 
resultando em vasoconstrição e contração miometrial, que causam DOR, MAL-
ESTAR, NÁUSEA, LOMBALGIA, etc. 
 
Classificação: 
 
CARACTERÍSTICAS PRIMÁRIA SECUNDÁRIA 
INÍCIO 2 anos pós-menarca 
Independe da 
menarca 
 
MANIFESTAÇÃO 
 
Imediatamente antes 
ou no início do fluxo 
Antes e durante o 
fluxo + com piora dos 
sintomas ao longo do 
tempo 
 
 
CLÍNICA 
Dor em hipogastro 
Náusea ou vômito 
Cefaleia 
Dor lombar e em 
MMII 
 
Dor pélvica crônica + 
Dispareunia (na maioria 
das vezes “profunda”) 
EXAME CLÍNICO 
(TOQUE VAGINAL) 
Não há achados 
significativos 
Dor, nódulos, massas 
pélvicas 
EXAMES 
SUBSIDIÁRIOS 
 
Normais 
CA-125 
USGTV 
RNM 
 
Causas Secundárias: 
 
INTRAUTERINAS EXTRAUTERINAS NÃO-GINECOLÓGICAS 
- Adenomiose 
- Leiomioma 
- DIU 
- Abortamento 
- Anom. mullerianas 
- Est. cervical 
 
- Endometriose 
- DIP 
- Aderências 
- Grav. ectópica 
- Psicossomáticas (depressão) 
- Sínd. do cólon irritável 
- Constipação crônica 
- DII 
- Dor miofascial 
- Infecção urinária 
- Litíase renal 
 
 
 
 
FEBRASGO 
535353
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
SANGRAMENTOS GINECOLÓGICOS BENIGNOS 
Investigação e Tratamento: 
 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
SUA/SUD 
Definição SUD SUA sem causas orgânicas 
Diagnóstico de exclusão 
Maior prevalência SUD Extremos da vida reprodutiva 
SUD na adolescência Imaturidade do eixo H-H-O 
SUD na perimenopausa Insuficiência ovariana gradativa 
Tratamento do SUD Hormonioterapia 
Tratamento do SUD grave Estrogenioterapia 
Tratamento do SUA Tratar a condição de base 
Principal causa orgânica de SUA Leiomioma 
SUA/PALM 
Sinusiorragia +SUA + dismenorreia 
leve 
Pólipos 
Dismenorreia + sangramento Adenomiose 
SUA sem dismenorreia Miomatose 
Tratamento dos pólipos 
endocervicais ou endometriais 
Histeroscopia + polipectomia 
Tratamento da adenomiose 
Com desejo de gestação 
DIU progesterona 
Análogos GNRH 
Tratamento da adenomiose 
Com infertilidade 
DIU de progesterona 
Análogos GNRH + 
FIV ou ressecção 
Tratamento da adenomiose 
Com prole completa 
Histerectomia 
Tratamento da miomatose 
Sem sintomas 
Expectante 
Tratamento da miomatose 
Sem desejo de gravidez 
Histerectomia 
Tratamento da miomatose 
Com desejo de gravidez 
Miomectomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENDOMETRIOSE 
Conceito Tecido endometrial fora do útero 
Clínica Dismenorreia, dispareunia, dor 
pélvica crônica, infertilidade 
USGTV – Avaliação Endometrioma ovariano 
RM – Limitação Implantes diminutos e peritoneais 
Laparoscopia Não há correlação direta entre a 
extensão das lesões a intensidade 
da dor 
Diagnóstico definitivo Histopatológico 
Escolha no tratamento clínico ACO e progesterona 
Tratamento do endometrioma Cistectomia laparoscópica 
Tipo de abordagem cirúrgica Tecido-Redutora ou “tissue” 
redutora 
DISMENORREIA 
 
Clínica 
1ª: dor em hipogastro, cefaleia, 
náusea, lombalgia 
2ª: dor pélvica crônica + 
dispareunia 
 
 
 
 
FEBRASGO 
545454
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
ANTICONCEPÇÃO 
Crédito: Dr. Alberto Freitas 
1. ANTICONCEPÇÃO 
 
Conceito: 
 
- Maneira pela qual uma ou mais AÇÕES, DISPOSITIVOS 
OU MEDICAMENTOS são utilizados para EVITAR OU 
REDUZIR A CHANCE DE GRAVIDEZ. 
 
 
 
Escolha do Método: 
 
LEVAR EM CONSIDERAÇÃO 
Eficácia 
Inocuidade 
Aceitabilidade e preferência 
Facilidade de uso 
Reversibilidade 
Custo 
Risco, efeitos colaterais, efeitos benéficos adicionais 
 
Índice de Pearl: 
 
 
▪ Quanto menor, mais efetivo 
▪ Quanto maior, menos efetivo 
 
Ilustrando... 
 
 
 
 
Critérios de Elegibilidade dos Métodos: 
 
▪ Categoria 1: pode usar 
▪ Categoria 2: pode usar com cautela (benefício > risco) 
▪ Categoria 3: contraindicação relativa (risco > benefício) 
▪ Categoria 4: contraindicação absoluta 
 
Métodos Hormonais 
 
COMBINADOS SÓ PROGESTERONA 
ORAL ORAL 
INJETÁVEL MENSAL INJETÁVEL TRIMESTRAL 
ANEL IMPLANTE 
ADESIVO SIU 
 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 
1º Inibe ovulação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º Espessamento do muco 
cervical 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3º Altera motilidade da tuba 
 
4º Torna o endométrio inóspito 
(descidualização) 
 
 
 
 
QUEM PROMOVE ANOVULAÇÃO? 
- Pílula: depende 
- Injetável trimestral: sim 
- Implante: sim 
- SIU: não 
 
PÍLULA 
- DESOGESTREL: 
✓ Promove ANOVULAÇÃO + eficaz 
 
- LEVONORGESTREL e 
NORETISTERONA (minipílulas): 
✓ Anovulação menos eficaz. 
 
- Todas indicadas no ALEITAMENTO e 
PERIMENOPAUSA 
 
INJETÁVEL TRIMESTRAL 
- ACETATO DE 
MEDROXIPROGESTERONA 
Repercussões: 
✓ Amenorreia 
✓ Androgenismo 
✓ Aumento de peso 
✓ Absorção de cálcio reduzida 
+ osteopenia (reversível após 
a suspensão do uso) 
 
IMPLANTE SUBDÉRMICO 
- ETONORGESTREL 
Mecanismo: 
✓ Inibe a ovulação por 
bloqueio de LH 
✓ Altera o muco cervical 
✓ Atrofia o endométrio 
 
- Causa AMENORREIA POR 3 ANOS 
- Causa REDUÇÃO DAS CÓLICAS 
MENSTRUAIS 
- Efeitos colaterais: irregularidade 
menstrual (spotting), retenção hídrica e 
ganho de peso, acne, cefaleia, mastalgia 
 
QUEM NÃO PODE USAR? 
 
- ALEITAMENTO 15 CIGARROS 
APÓS 35 ANOS, DM COM 
VASCULOPATIA, HAS 
GRAVE, ENXAQUECA COM 
AURA (!!!) 
QUEM NÃO PODE USAR? 
 
- TROMBOSE ATUAL 
- ALEITAMENTO 15 cigarros/dia) após 35 anos, IAM, TVP, TEP e AVE atual ou prévio, enxaqueca 
com aura 
- Progesterona mais trombogênica: ciproterona 
 
DIU 
 
LARC 
L LONG 
A ACTING 
R REVERSIBLE 
C CONTRACEPTION 
 
→ DIU DE LEVONORGESTREL 52mg de levonorgestrel (20mcg/dia) 
- Dura 5-7 ANOS 
- Atrofia endométrio e torna o muco hostil 
- Função, motilidade e capacitação espermática são alterados 
- NÃO PROMOVE ANOVULAÇÃO 
- Vantagens: amenorreia, reduz cólicas 
- Efeitos colaterais: spotting, cefaleia, mastalgia, cistos funcionais 
 
→ DIU DE COBRE OU PRATA 
- Dura 5 ANOS (prata) ou 10 ANOS (cobre) 
- Ação irritativa, inflamatória e espermicida 
- Reduz sobrevida do óvulo 
- Evitar se dismenorreia/sangramento 
- NÃO PROMOVE ANOVULAÇÃO 
- Vantagens: não interfere na libido, nas relações sexuais, não interage com outras 
medicações, útil nas contraindicações aos métodos hormonais 
- Efeitos colaterais: spotting, cólicas (DIU de cobre), ↑fluxo 
 
Contraindicações: 
“ALTERAÇÕES INTRAUTERINAS” 
 
▪ SUSPEITA DE GRAVIDEZ 
 
▪ DISTORÇÃO DA CAVIDADE 
✓ Anomalias útero-cervicais 
✓ Mioma 
✓ Pós-parto entre 3-28 dias) 
 
▪ SANGRAMENTO INEXPLICADO 
 
▪ CA GINECOLÓGICO 
✓ Colo uterino/Endométrio/Ovário/Mama 
✓ Doença trofoblástica gestacional 
▪ INFECÇÃO PÉLVICA 
✓ AIDS sem TARV e/ou HIV avançado 
✓ Risco elevado para IST/Pós-abortamento séptico 
✓ Cervicite purulenta/Infeção por clamídia ou gonococo 
✓ BK pélvica 
✓ DIP atual (passado de DIP não é contraindicação!) 
 
ATENÇÃO! 
(1) DIU + DIP = ATB + avaliar em 48h. Se melhorar: deixa; se piorar: tira 
(2) pode QUALQUER DIU antes de 48h pós-parto (!), independente de 
amamentação. Caso contrário, esperar 4 semanas. 
 
Métodos Comportamentais 
 
TABELINHA, CURVA TÉRMICA, MUCO CERVICAL 
- Desaconselhar o uso isolado 
 
Métodos de Barreira 
 
CONDOM E DIAFRAGMA 
- Alta taxa de falha 
- Úteis para proteção para DST (parcial para HPV e herpes) 
- Condom feminino confere área maior de proteção que o masculino 
 
Métodos Cirúrgicos/Esterilização Definitiva 
 
PROJETO APROVADO 2022 
- Critérios: idade > 21 anos ou > 2 filhos (mudou) 
- Cônjuge NÃO precisa assinar (mudou) 
- Pode fazer no parto (mudou) 
- > 60 dias entre a vontade e a cirurgia 
- Em prova prática: sempre oferecer outros métodos, mesmo que a paciente 
preencha os critérios. 
 
Contracepção de Emergência 
 
- Mecanismo de ação: ALTERA OVULAÇÃO E ATROFIA ENDOMÉTRIO = o 
mecanismo exato depende do momento em que é administrado!1ª Fase (antes do pico do LH) 2ª fase 
Altera o desenvolvimento dos 
folículos, impedindo ou retardando a 
ovulação. Se usado muito próximo a 
rotura folicular, pode haver falha. 
Modifica a viscosidade do muco 
cervical e impede ou dificulta a 
movimentação dos 
espermatozoides 
 
Alternativas: 
- LEVONORGESTREL 1cp 1,5mg DU (!) 
- Método Yuspe: maiores taxas de falha 
- DIU de cobre: risco aumentado de IST. Não é recomendado em vítimas de violência 
sexual. 
 
Considerações: 
- Eficaz até 5 dias (quanto mais precoce, mais eficaz) 
- O uso repetitivo ou frequente da anticoncepção de emergência compromete 
a eficácia! 
- Efeitos colaterais: *náusea e vômitos (40-50%), cefaleia, mastalgia, tontura 
(*) Se vomitar em até 2h da tomada = tomar novamente! 
 
Contraindicações: 
- A única contraindicação absoluta é a gravidez 
- Categoria 2 da OMS (usar com cautela): AVC, tromboembolismo, enxaqueca 
grave, diabetes com complicações vasculares. Não são contraindicações (nem 
relativas, nem absolutas)! 
 
Não há registro de efeitos teratogênicos 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO! 
 
ANTICONCEPÇÃO 
Tipos de orais Combinados (E + P) 
Só P 
Efeitos do ACO Anovulação, muco espesso, 
endométrio decidualizado, 
redução da motilidade tubária 
Progesterona com efeito 
anovulatório 
Desogestrel, injetável, implante 
Candidatas à laqueadura > 21 anos ou 2 filhos vivos 
Anticoncepção de emergência mais 
eficaz 
Levonorgestrel 
Anticoncepção de emergência 
contraindicada na violência 
DIU de cobre 
 
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Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
CLIMATÉRIO E OSTEOPOROSE 
RISCOS DA TRH 
CA de mama 
AVE 
Doença cardiovascular 
Tromboembolismo 
1. CLIMATÉRIO 
 
Conceitos: 
- PRIMEIROS INDÍCIOS DE FALHA OVARIANA ATÉ 65 ANOS (senilidade) 
- PRÉ-MENOPAUSA: ↓Folículos e folículos envelhecidos: ↓Inibina > ↑FSH 
- MENOPAUSA E PÓS-MENOPAUSA: Ovário não produz E e P > E circulante 
(aromatização) > estrona 
 
Diagnóstico: 
- MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DO CLIMATÉRIO: ALTERAÇÃO MENSTRUAL (primeira), 
FOGACHOS, alteração de sono, síndrome genitourinária (ATROFIA), dispareunia, 
aumento do risco de OSTEOPOROSE 
- O DIAGNÓSTICO DE MENOPAUSA é CLÍNICO: > 1 ano da última menstruação 
 
 
Laboratório: 
- FSH > 40 e estradiol 50 ANOS 
- Maior incidência de fraturas onde há PREDOMÍNIO DE OSSO TRABECULAR 
▪ CORPOS VERTEBRAIS 
▪ COLO DO FÊMUR/FÊMUR PROXIMAL 
▪ ANTEBRAÇO 
A massa óssea é composta 
por 80% de osso CORTICAL 
(mais “dura”) e 20% de osso 
TRABECULAR (“mais 
porosa, aspecto de favo de 
mel’), que é a parte 
metabolicamente mais ativa 
e também a mais suscetível 
a fraturas 
 
 
Fatores de Risco: 
- Atenção para IDADE (mais importante), HISTÓRIA FAMLIAR, RAÇA BRANCA E 
HIPOESTROGENISMO 
- OUTROS: uso de corticoide, tabagismo, quedas recentes, baixa ingesta de 
cálcio, alta ingesta de fósforo, diabetes, sedentarismo, heparina, 
hiperparatireoidismo, doença renal crônica, uso de acetato de 
medroxiprogesterona, déficit de visão, demência, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem: alamy.com 
575757
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
CLIMATÉRIO E OSTEOPOROSE 
Diagnóstico: 
(1) FRATURA DE FRAGILIDADE OU 
(2) DENSITOMETRIA ÓSSEA (DMO) COM T-SCORE - 1 
OSTEOPENIA T-SCORE entre – 1 e – 2,5 
OSTEOPOROSE T-SCORE 65 anos ou homens > 70 anos 
▪ Mulheres pós-menopausa 65 anos 
- Homens: > 70 anos 
 
COM FATOR DE RISCO*: 
- Mulheres: pós-menopausa 
- Homens: 50-69 anos 
 
(*) FATORES DE RISCO: baixo peso corporal, doença crônica (AR, PAGET, DRC, 
outra doença óssea), uso de corticoide por > 3 meses) 
 
COM FRATURA: 
- > 50 anos 
 
É IMPORTANTE PESQUISAR CAUSAS SECUNDÁRIAS 
- Correspondem a 20% das causas 
- Solicitar calciúria 24h, cálcio sérico, PTH, vitamina D e TSH (se uso de tiroxina) 
 
Marcadores de Formação e Reabsorção Óssea: 
Utilização na prática para diagnóstico não é consagrada, mas têm sido utilizados 
para avaliar RESPOSTA TERAPÊUTICA. 
 
 
Tratamento Não-Medicamentoso: 
- EXERCÍCIOS FÍSICOS RESISTIDOS: treinamento de resistência apropriado para a 
idade e capacidade funcional → reforço do quadríceps e exercícios sob ação da 
gravidade são os mais indicados. 
- EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO: dança,tai-chi, fisioterapia 
- PREVENÇÃO DE QUEDAS: revisão de medicamentos psicoativos e outros 
associados ao risco de queda; avaliação de problemas neurológicos; correção de 
distúrbios visuais e auditivos e medidas de segurança ambiental. 
- ABANDONO DO TABAGISMO E INGESTA ETÍLICA EXCESSIVA 
- DIETA RICA EM CÁLCIO (leite e derivados, peixe e verduras: espinafre, brócolis e 
folhas escuras) COM INGESTA DIÁRIA DE 1000-1200mg 
- DIETA RICA EM VITAMINA D (salmão, sardinha, ovos, cogumelos) 
- EXPOSIÇÃO SOLAR ANTES DAS 10H OU APÓS AS 16H 
 
FRATURA POR FRAGILIDADE é definida pela OMS como "UMA 
FRATURA CAUSADA POR UM TRAUMA QUE SERIA INSUFICIENTE PARA 
FRATURAR UM OSSO NORMAL, RESULTADO DE UMA REDUÇÃO DA 
RESISTÊNCIA COMPRESSIVA OU TORSIONAL" 
585858
 
 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
CLIMATÉRIO E OSTEOPOROSE 
E a SUPLEMENTAÇÃO DE CÁLCIO E VITAMINA D? 
- SUPLEMENTAÇÃO DE CÁLCIO: recomendada para pacientes com restrições 
alimentares que dificultem atingir a ingestão mínima diária de 1.200mg/dia 
para mulheres com mais de 50 anos 
- SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D: após determinação dos níveis séricos de 
25-OH-vitamina D. 
 
▪ MENOR QUE 20: 50.000UI 1X/SEMANA POR 8 SEMANAS + NOVA 
REAVALIAÇÃO 
▪ MAIOR QUE 30: 600-2.000UI 1X/DIA (diverge em literatura) 
▪ Doses mais elevadas poderão ser utilizadas em casos especiais: 
cirurgia bariátrica, doença inflamatória intestinal, doenças crônicas 
ou quando níveis de vitamina D não são mantidos com as doses 
habitualmente preconizadas. 
 
Tratamento Medicamentoso: 
INDICAÇÕES DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO: 
▪ Fratura VERTEBRAL (clínica ou assintomática) 
▪ Fratura de QUADRIL (clínica ou assintomática) 
▪ Densitometria óssea com T-SCORE 65 anos 
- Homens: > 70 anos 
 
Com fator de risco: 
- Mulheres: pós-menopausa 
- Homens: 50-69 anos 
 
 
 
Bifosfonatos 
Não se deitar por 30 minutos 
após a ingesta 
Contraindicações: esofagopatia, 
clcrPrimária: CANCRO DURO (ÚNICA, INDOLOR, QUE SOME SOZINHA) 
 
 
Alguns detalhes importantes a mais... 
- Período de incubação: 2 a 6 semanas. A lesão inicia no local de inoculação – podendo 
não ser visível, principalmente em mulheres. 
- São lesões de características ulceradas, bordas infiltradas (elevadas), fundo limpo e 
indolor. 
- Autolimitada: resolução em 1 - 8 semanas (média entre 2 – 3 semanas); 
- Linfadenite satélite, unilateral, sem supuração. 
- O diagnóstico é clínico! 
- Na sífilis primária, os testes diagnósticos não são positivos! 
- Sorologia (teste rápido) somente após 30 dias. 
- Microscopia de campo escuro: operacionalmente difícil e pouco disponível. 
 
Secundária: CONDILOMA PLANO (principalmente mãos/pés), ROSÉOLA, 
SÍFILIDES, MADAROSE 
 
 
Alguns detalhes importantes a mais... 
- Na sífilis secundária há uma disseminação hematogênica e alta treponemia, com 
maiores títulos de VDRL! 
- Rash maculopapular, descamativo nas bordas. 
- Atinge região palmar e plantar (atenção para farmacodermia, arboviroses e doenças 
monolikes = também atingem essas regiões) 
- Nas formas atípicas pode haver (1) condiloma lata (plano), conforme imagens abaixo: 
placas esbranquiçadas, por vezes algo verrucosas, confluentes, em áreas de umidade; 
(2) lues maligna (ulcerações com muitos sintomas sistêmicos (não se esquecer da 
comorbidade com HIV); (3) e até mesmo alopecia. 
 
 
 
 
 
 
 
- Toda erupção cutânea sem causa determinada deve ser investigada como teste para 
sífilis! 
- Pode, ainda, existir SINTOMAS SISTÊMICOS devido a treponemia por via 
hematogênica, como MIALGIA, CEFALEIA, LINFONODOMEGALIA GENERALIZADA (deve 
ser considerada a possibilidade de doenças monolike e HIV), TOSSE SECA E FARINGITE 
(com placas acinzentadas em mucosas). 
 
Síndrome de Fitz Hugh Curtis 
Imagem: extranet.hgf.ce.gov.br 
NUMA ABORDAGEM 
SINDRÔMICA... 
ÚLCERA GENITAL 4 SEMANAS: 
avaliar linfogranuloma e 
donovanose. 
Imagens: mdsaude.com e MSD Manuals | Google 
Imagem: Jan R. Mekkes 
888
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Terciária: GOMAS, TABES DORSALIS, ANEURISMA AÓRTICO, ARTROPATIA DE 
CHARCOT 
 
Alguns detalhes importantes a mais... 
- O “estudo da sífilis não tratada de Tuskegee” mostrou que: 1/3 evolui “rápido”; 1/3 evolui 
“devagar” e 1/3 “nunca vai ter nada” 
- A sífilis terciária AFETA QUALQUER ÓRGÃO E SISTEMA! 
- Principais acometimentos: 
 • Cardiovascular: ANEURISMA DE AORTA; 
 • Pele e tecidos derivados do ectoderma: GOMA SIFILÍTICA; 
 • Neurossífilis: SINAL NEUROLÓGICO FOCAL, TABES DORSALIS, DEMÊNCIA. 
- OS TESTES TREPONÊMICOS SÃO POSITIVOS EM ALTOS TÍTULOS 
- OS TESTES NÃO TREPONÊMICOS SÃO POSITIVOS EM BAIXOS TÍTULOS ( 1/4. 
- Em gestantes, idosos e pacientes 
reumatológicos o VDRL pode ser falso positivo 
(até 1/8). Por isso, confirmar com teste 
treponêmico sempre! 
- “O VD é o que o examinador vê” → é um 
teste examinador dependente. Por isso, 
sempre considerar valorizar/dar mais 
importância para o AUMENTO DE 2 
DILUIÇÕES OU DE 4X TÍTULOS. 
 
História Natural: 
 
 
 
Curso dos Testes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E A SÍFILIS LATENTE? 
A forma latente (assintomática) divide-se em dois tipos: 
(1) PRECOCE 
✓ Até 1 ano do contato 
✓ VDRLs razoavelmente altos 
✓ Recorrência de sintomas da sífilis secundária 
✓ Tratar como forma precoce. 
(2) TARDIA 
✓ Após 1 ano (ou quando não se sabe) 
✓ VDRLs baixos ou negativos. 
✓ Tratar como forma tardia! 
Imagem: WeMeds 
TREPONÊMICOS 
(FTA-ABS, TPHA, SOROLOGIA, 
TESTE RÁPIDO, CMIA) 
CICATRIZ SOROLÓGICA 
NÃO 
TREPONÊMICOS 
(VDRL, RPR) 
CONTROLE DE 
CURA 
999
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Tratamento: 
 
Primária, Secundária, Latente Recente ( 1 ano): PB 3x 2,4M UI IM 
- Alternativa: Doxicilina 30 dias 
- Cura: ↓2 diluições em 12 meses 
- Respondem menos (podem não negativar → “serofast”) 
- Intervalo semanal entre as doses, com tolerância de até 9 dias (mudança 
MS 2023)! Se passar desse período, reiniciar o esquema! 
- TRATAR PARCEIRO E RASTREAR OUTRAS DST! 
 
Controle de Cura: 
- VDRL TRIMESTRAL 3, 6, 9 e 12 meses (GERAL E PVHIV) 
- VDRL MENSAL até 12 meses (GESTANTES) 
 
Critérios de Cura: 
(1) FORMAS PRECOCES 
- Maiores treponemias (reagem mais ao tratamento) 
- QUEDA DE 2 DILUIÇÕES EM 6 MESES (não importa o quanto fique o 
valor no final) 
- NEGATIVA EM 1-2 ANOS. 
 
(2) FORMAS TARDIAS 
- Menores treponemias. 
- QUEDA DE 2 DILUIÇÕES EM 12 MESES 
- PODEM NÃO NEGATIVAR (SEROFAST) 
- VDRL PERSISTENTEMENTE POSITIVO EM TÍTULOS BAIXOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento Inadequado na Gestação: 
Quando? 
- Incompleto ou com outra medicação que não a penicilina 
- Iniciado há menos de 30 dias do parto 
Se gestante alérgica a penicilina? 
- DESSENSIBILIZAÇÃO! 
 
Falha Terapêutica: 
- NÃO EXISTE RESISTÊNCIA DO TREPONEMA À PENICILINA! 
- Suspeita de reinfecção: sempre considerar em todos os pacientes 
sexualmente ativos. 
 
Critérios para RETRATAMENTO: 
- AUSÊNCIA DE QUEDA DE VDRL EM 2 DILUIÇÕES EM 6-12 MESES. 
- ELEVAÇÃO DE DOIS TÍTULOS OU MAIS (1/4 > 1/16). 
- PERSISTÊNCIA OU RECORRÊNCIA DE SINAIS OU SINTOMAS SEM 
HISTÓRIA DE REEXPOSIÇÃO. 
- Fazer sempre com 3 DOSES DE PENICILINA G BENZATINA, 
independente do que tenha feito na primeira vez. 
 
 
 
 
 
- Sempre PESQUISAR NEUROSSÍFILIS (COLETA DE LCR) EM PACIENTE 
ASSINTOMÁTICO nas seguintes situações: 
** População geral: sem critérios de cura (queda de 2 diluições) após retratamento e 
ausência de reexposição. 
**PVHIV: sem critérios de cura após retratamento ou se necessidade de retratamento, 
mesmo se houver reexposição (tem que ser mais atencioso/criterioso, visto que a 
Penicilina G Benzatina não atravessa a barreira hematoencefálica.Aprofundando o conhecimento em NEUROSSÍFILIS 
 
Conceitos Iniciais: 
- A neurossífilis se comporta de forma específica dentro da doença, inclusive com 
tratamentos diferentes. 
- Após a infecção inicial já ocorre invasão do SNC nas primeiras semanas. 
 
Particularidades sobre o LCR: 
- VDRL é uma molécula grande, que não ultrapassa barreira hemato- encefálica (BHE). 
Ou seja, se estiver presente no líquor, cabe deduzir que a cardiolipina foi produzida 
naquele local. Por isso, se torna MAIS ESPECÍFICO E MENOS SENSÍVEL. 
- Já o FTA-ABS é MAIS SENSÍVEL – em virtude de ser uma molécula menor, que 
ultrapassa BHE (contudo, é MENOS ESPECÍFICO). 
- Todavia, O LCR PODE SER NORMAL, PRINCIPALMENTE NA FORMA 
OCULAR. 
- Pacientes vivendo com HIV podem possuir LCR basalmente alterado por um efeito 
imunomodulador do HIV, mesmo com carga viral indetectável. 
 
QUAIS AS INDICAÇÕES DE COLETA DE LCR (PESQUISA DE NEUROSSÍFILIS) EM PVHIV? 
(1) Presença de sintomas neurológicos ou oftalmológicos. 
(2) Evidência de sífilis terciária ativa. 
(3) Falha ao tratamento clínico, independente da história sexual. 
 
Perceba... Para PVHIV, a punção lombar está indicada após falha do tratamento, 
independentemente da história sexual. 
 
Quadro Clínico: 
“Qualquer sintoma neurológico, frente a um diagnóstico sorológico de sífilis, deve ser 
investigado para neurossífilis!” 
 
PRECOCE ( 10 ANOS); 
- TABES DORSALLIS (perda da propriocepção profunda, levando a marcha alargada); 
- DEMÊNCIA (uma das causas tratáveis de demência); 
- EPILEPSIA. 
- PUPILA DE AGRYLL-ROBERTSON* 
 
(*) Pupilas de Argyll Robertson são pupilas bilateralmente pequenas que se contraem 
quando o paciente foca em um objeto próximo, mas não se contraem quando expostas 
ao brilho da luz (não reagindo à luz). Ou seja, a pupila perde o reflexo fotomotor, mas 
mantém o reflexo de acomodação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico: 
REAÇÃO DE JARISCH-
HERXHEIMER 
- Ocorre em formas com alta carga de 
treponemas, podendo estar presente em até 
50% das primárias e 90% das formas 
secundárias. São características: 
- Piora clínica geralmente 24-48HS APÓS A 
PENICILINA + FEBRE, RASH, 
MIALGIA, CEFALÉIA + PIORA DAS 
LESÕES + AUMENTO DE VDRL. Não é 
alergia! A piora é transitória e autolimitada e o 
tratamento é sintomático! 
Imagem: Márcio L. F. Balthazar 
101010
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
(1) Pessoas SORONEGATIVAS: 
- PUNÇÃO LOMBAR – VDRL POSITIVO: tratar neurossífilis 
- PUNÇÃO LOMBAR – VDRL NEGATIVO: avaliar celularidade 
** Celularidade > 5: tratar neurossífilis 
** Celularidade 4,5: tratar neurossífilis 
 ***Proteínas 5: tratar neurossífilis 
 ** Celularidade 200 ou CV > 50 ou uso irregular de TARV: está indicado o tratamento para 
neurossífilis (o aumento da celularidade deve ser por neurossífilis). 
 
De qualquer forma... GUARDE DA SEGUINTE MANEIRA (questão USP 2024): 
- LCR + Celularidade > 5: TRATAR NEUROSSÍFILIS 
- LCR + Celularidade 4,5: TRATAR NEUROSSÍFILIS 
 
Tratamento: 
- PENICILINA G CRISTALINA ou CEFTRIAXONA, ambos por 14 DIAS. 
- Alergia à penicilina? Proceder com DESSENSIBILIZAÇÃO. 
- Cura: punção de LCR em 6 meses, com observação da melhora dos parâmetros de glicose, 
proteínas e celularidade. 
 
Herpes 
 
 
Agente: 
- HERPES SIMPLEX TIPO 2 (GENITAIS) 
- HERPES SIMPLEX TIPO 1 (ORAIS) 
 
 
Clínica/Diagnóstico: 
 
- VESÍCULAS (!) E ÚLCERAS DOLOROSAS E LIMPAS; ADENOPATIA DOLOROSA 
QUE NÃO FISTULIZA. 
- Geralmente lesões em MÚLTIPLOS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS! 
- Se PRIMOINFECÇÃO: MIALGIA, ARTRALGIA, SINAIS SISTÊMICOS... Podem 
estar associados! 
 
 
Métodos Diagnósticos Possíveis: 
- Citologia: citodiagnóstico de TZANCK (multinucleação e balonização celular) 
- Papanicolau: inclusões virais 
- Sorologia: elevação dos títulos em 4 semanas 
- Imunofluorescência direta: anticorpos monoclonais 
 
Tratamento: 
PRIMOINFECÇÃO/RECORRÊNCIA: 
- ACICLOVIR 200MG 2CP 3X/DIA POR 7-10 DIAS + SINTOMÁTICOS 
- Se recorrência: 5 dias 
 
SUPRESSÃO (se > 6 episódios/ano): 
- ACICLOVIR 200MG 2CP 2X/DIA POR 6 MESES 
 
E NA GESTANTE? 
- IGUAL, mas avaliar aciclovir em tratamento supressivo a partir de IG > 36 
semanas para reduzir o risco de lesão ativa próximo do parto 
 
LESÃO HERPÉTICA ATIVA CONTRAINDICA O PARTO 
NORMAL (indicação absoluta de cesariana). É questão 
clássica de prova! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cancro Mole ou Cancroide 
 
 
Agente: 
- HAEMOPHILUS DUCREYI 
 
 
Clínica/Diagnóstico: 
- MÚLTIPLAS ÚLCERAS DOLOROSAS, COM FUNDO SUJO; ADENOPATIA QUE 
FISTULIZA PARA UM ÚNICO ORIFÍCIO. 
 
 
 
Métodos Diagnósticos Possíveis: 
- Bacterioscopia (GRAM ou GIEMSA): cocobacilos gram-negativos em 
paliçada ou impressão digital ou disposição “em cardume de peixe” ou em 
cadeias isoladas. 
 
Tratamento: 
- AZITROMICINA 500mg 2CP VO DU OU CEFTRIAXONE 250MG IM DU 
 
- CONVOCAR, TRATAR PARCEIRO E RASTREAR OUTRAS DST! 
 
Linfogranuloma Venéreo 
 
 
Agente: 
- CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
sorotipos L1, L2 E L3 
 
Atenção: uretrite, cervicite e DIP = 
sorotipos D a K 
 
Clínica/Diagnóstico: 
- PÁPULA/ÚLCERA INDOLOR, ADENOPATIA DOLOROSA QUE FISTULIZA 
(MÚLTIPLOS ORIFÍCIOS/“BICO DE REGADOR”). Também pode cursar com 
PROCTITE/PROCTOCOLITE. 
 
 
 
Métodos Diagnósticos Possíveis: 
- Bacterioscopia (GRAM): inclusões intracelulares 
- Teste de Frei 
- Fixação de Complemento: reação cruzada com outras infecções por 
clamídia. Se altos títulos (> 1:64) ou elevação em 4x em 2 semanas = doença 
atual 
- Imunofluorescência: IgG > 1:64 ou IgM > 6 
- Cultura: células McCoy ou HeLa 
 
Tratamento: 
- DOXICICLINA 100MG VO 12/12H 21 DIAS 
- 2ª opção: AZITROMICINA 500MG 2CP 1X/SEMANA 21 DIAS 
 
- TRATAR PARCEIRO SINTOMÁTICO COM O MESMO ESQUEMA! 
- Parceiro assintomático: AZITRO 500MG 2CP VO DU OU DOXICILINA 100MG 
VO 12/12H 7 DIAS 
E na gestação? 
- AZITROMICINA 500mg 2cp VO 1x/semana por 21 DIAS 
 
Imagem: Carlos Alberto Medeiros Neto e colaboradores 
Imagem: drakeillafreitas.com.br 
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SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Mnemônico para Clamídia 
 
C cervicite 
L linfogranuloma 
A adenite 
M múltiplas fistulizações 
I imunofluorescência 
Di doxiciclina 
A azitromicina 
 
Donovanose 
 
Agente: 
- KLEBSIELLA (CALYMMATOBACTERIUM) 
GRANULOMATIS 
 
 
Clínica/Diagnóstico: 
- ÚLCERA PROFUNDA, INDOLOR E CRÔNICA (geralmente > 4 semanas); 
BIÓPSIA COM CORPÚSCULOS DE DONOVAN. 
 
- “QUADRO ARRASTADO QUE PARECE CÂNCER” 
 
- LESÕES EM ESPELHO 
 
 
 
Métodos Diagnósticos Possíveis: 
- Esfregaço com coloração de Wright, Giemsa ou Leishman ou 
Histopatológico: corpúsculos de Donovan (corpos intracelulares com largas 
células mononucleares) 
 
Tratamento: 
- AZITROMICINA 500mg 2P VO 1X/SEMAMA 21 DIAS OU ATÉ CICATRIZAÇÃO 
- Segunda opção: DOXICICLINA 100MG VO 12/12H 21 DIAS OU ATÉ 
CICATRIZAÇÃO 
 
RESUMO PARA A PROVA... 
 
Sífilis → sem dor → sem fistulização → some 
Cancro mole → com dor na úlcera → com fistulização no linfonodo 
Linfogranuloma → linfonodo fistuliza (bico de regador)Herpes → úlcera dói, mas é limpa; tem vesícula 
Donovanose → úlcera crônica e indolor 
 
ABORDAGEM SINDRÔMICA PELO MS 
Em casos de escassez de métodos diagnósticos, podemos seguir o seguinte algoritmo 
de acordo com o MS: 
 
ÚLCERA > 4 SEMANAS? 
NÃO SIM 
VESÍCULAS? Tratar: 
- Linfogranuloma 
- Sífilis 
- Donovanose 
- Cancroide 
SIM! 
Tratar: 
- Herpes 
NÃO! 
Tratar: 
- Sífilis 
- Cancroide 
 
 
 
6. VIOLÊNCIA SEXUAL 
CONDUTAS BUROCRÁTICAS 
 
- ACOLHIMENTO à vítima. NÃO EXIGIR BO OU PERÍCIA PARA ATENDER. 
 
- PACIENTE: tem o direito a lavrar um BO e de se submeter ao exame de corpo 
de delito 
 
- PROFISSIONAL DE SAÚDE: comunicar à autoridade policial em caso de 
indícios ou confirmação do crime de estupro (Portaria 2.561 de 
Setembro/2020 → REVOGADA). Atualmente, NÃO HÁ OBRIGAÇÃO DE 
COMUNICAR A AUTORIDADE POLICIAL! 
 
- NOTIFICAÇÃO compulsória IMEDIATA ao SINAN ( 15 anos (somente particular): 3 DOSES (0-2-6 
meses) 
- Se PHIV/neoplasia/transplante/imunossuprimidos* 
9-45 anos: 3 DOSES (0-2-6 meses) 
- Usuários de PREP 15-45 anos: 3 DOSES (0-2-6 meses) 
- Vítimas de violência sexual: 2 DOSES (até 14 anos) ou 
3 DOSES (15-45 anos) 
- Papilomatose respiratória recorrente: 3 DOSES 
 
(*) Se imunossuprimido: requer prescrição médica 
(*) Transplante de órgãos sólidos, transplantes MO, 
oncológicos, PVHIV 
NONAVALENTE 
HPV: 6/11/16/18 + 31/33/45/52/58 → disponível somente na rede 
PARTICULAR! 
 
Meninos e Meninas 9-14 anos: 2 doses 
Meninos e Meninas > 15 anos: 3 doses 
Após os 45 anos: somente com prescrição médica 
 
 
Diagnóstico: 
 
CLÍNICO: lesões típicas (CONDILOMA ACUMINADO, lesões “EXOFÍTICAS”, 
semelhantes a “crista de galo”) 
 
BIÓPSIA. Quando? 
- Dúvida 
- Lesões atípicas 
- Sem resposta ao tratamento 
- Lesões suspeitas em paciente com imunodeficiência (PVHIV, CA, uso de 
imunossupressores...) 
- Suspeita de CA 
Como proceder em gestantes? 
 
PRÉ-NATAL 
 
Objetivo: 
- Remoção das lesões 
Opções: 
- ÁCIDO TRICLOACÉTICO (ATA) concentração 80-90% para pele ou 30-50% 
para mucosa 
- EXÉRESE CIRÚRGICA COM ELETROCAUTÉRIO OU TANGENCIAL (SHAVING): 
grande número de lesões e/ou extensa área acometida 
Contraindicados pela TERATOGENICIDADE: PODOFILINA, 5-FLURACIL e 
IMIQUIMODE 
 
PARTO 
- Via OBSTÉTRICA. Cesariana: em casos de OBSTRUÇÃO DO CANAL DE 
PARTO. A conduta em não gestantes veremos com mais detalhes no resumo de CA de 
colo uterino! 
 
 
13
 
 
SÍNDROMES DE TRANSMISSÃO SEXUAL 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 
 
VULVOVAGINITES 
pHFistuliza em bico de regador Linfogranuloma venéreo 
Úlceras dolorosas com fistulização 
em orifício único 
 
Cancro mole 
Úlcera crônica, indolor, em espelho, 
sem fistulização, diagnóstico por 
biópsia 
 
Donovanose 
VIOLÊNCIA SEXUAL 
Primeira escolha nas ISTs não virais 
ABC + M 
Tempo ideal para profilaxia 
antiretroviral do HIV 
Primeiras 24h: ideal 
Até 72h: máximo 
Primeira escolha na profilaxia 
antiretroviral do HIV 
 
TDF + 3TC + DTG 
Tempo ideal para imunoprofilaxia 
contra a hepatite B em não 
imunizadas ou que desconhecem o 
status vacinal 
Vacina 0, 1, 6 
 
Imunoglobulina 48h (ideal) até 
14 dias (máximo) 
Método de escolha e tempo ideal 
para anticoncepção de emergência 
Levonorgestrel 
Ideal: até 72h 
Máximo: 5 dias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem: Adobe Stock 
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NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
1. AFECÇÕES BENIGNAS DAS MAMAS 
 
✓ Mastalgia 
✓ Adensamento e cisto 
✓ Derrame Papilar 
 
✓ Nódulo mamário 
 
✓ Processos inflamatórios 
 
 
 
Derrame Papilar 
Saída de secreção pela papila 
CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICA PATOLÓGICA 
Descarga Provocada Espontânea 
Ductos Multiductal Uniductal 
Lateralidade Bilateral Unilateral 
Cor Multicolorida Aquosa/Sanguínea 
Frequência/Intensidade Esporádica Profusa/Persistente 
 
GALACTORREIA 
- Láctea, bilateral 
 
PSEUDODERRAMES 
- Papilas invertidas, erosões traumáticas, lesões eczematoides 
 
AFBM 
- Seroesverdeado (verde/amarelo/marrom) 
 
ECTASIA DUCTAL 
- Amarelo-esverdeado 
- Espesso 
 
PAPILOMA INTRADUCTAL 
- Sanguinolento (50%) 
- Serossanguinolento (50%) 
 
CARCINOMA 
- Água de rocha ou sanguinolento 
 
GRAVIDEZ 
- Sanguinolento/Láctea 
 
MASTITE 
- Purulento 
 
ATENÇÃO! 
Principal causa de derrame papilar sanguíneo/serossanguíneo: PAPILOMA 
INTRADUCTAL. Segunda principal causa: CARCINOMA 
 
Diagnóstico: 
 
 
 
ANAMNESE 
Uso de fármacos? 
(ex: plasil, ranitidina, neurolépticos, ACO, etc) 
 
Risco para CA de mama? 
 
 
 
 
EXAME FÍSICO 
É realmente um derrame? 
É espontâneo ou provocado? 
Qual a coloração? 
Pesquisar características 
Identificar o ponto de gatilho 
Há nódulo palpável? 
 
 
CITOPATOLOGIA 
Se negativa, NÃO EXCLUI CÂNCER 
 
 
MAMOGRAFIA 
Excluir nódulos e microcalcificações 
 
 
USG DAS MAMAS 
Complementar à MMG 
Indicada em jovens ( vertical 
▪ REFORÇO acústico posterior 
▪ Cápsula ecogênica 
▪ Sombra lateral 
 
 
 
 
 
Mastite Puerperal 
Fibroadenoma 
Afec. Funcionais 
Benignas das 
Mamas 
(AFBM) 
Imagem: drpixel.fcm.unicamp.br 
151515
 
 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Tratamento: 
 
MASTALGIA CÍCLICA 
- ORIENTAR/TRANQUILIZAR: excluir câncer, medicar o mínimo, sustentação adequada 
 
ADENSAMENTO 
- ACOMPANHAR: excluir câncer (exame de imagem, normalmente USG), não requer 
tratamento 
 
CISTOS 
- EXPECTANTE! 
- PAAF TERAPÊUTICA: se dor associada, macrocistos 
- CIRURGIA: se > 2 recidivas, PAAF com saída de material sanguinolento, massa 
residual após PAAF, nódulo sólido 
 
Nódulos Mamários 
 
Definição/Classificação: 
- Lesões identificadas em 3 dimensões: C x L x P 
 
CARACTERÍSTICAS BENIGNIDADE MALIGNIDADE 
MOBILIDADE Móveis Aderidos 
CONSISTÊNCIA Firme e elástica Endurecida/pétrea 
CONTORNO/MARGENS 
Regulares 
Definidas 
Irregulares 
Indefinidas 
DERRAME PAPILAR - 
Sanguinolento ou 
água de rocha 
OUTROS - 
Retração da pele 
e/ou papilar 
Invasão de pele ou 
da parede torácica 
 
Diagnóstico: 
 
ANAMNESE Identificar fatores de risco 
 
EXAME FÍSICO 
É realmente um nódulo? 
Móvel ou aderido? 
Regular ou irregular? 
Fibroelástico ou pétreo? 
 
 
 
PAAF 
(pode ser 
diagnóstica ou 
terapêutica) 
Se DP + líquido amarelo-esverdeado e sem lesão 
residual → fazer USG/MMG de acordo com idade 
 
Se > 2 recidivas, derrame papilar sanguinolento, 
massa residual ou nódulo sólido → USG/MMG de 
acordo com idade + BIÓPSIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
USG MAMAS 
DIFERENCIA nódulo sólido x cístico 
Útil nos casos de MMG INCONCLUSIVA (BIRADS 0) 
Avaliação em JOVEM e GESTANTE 
 
NÓDULO SUSPEITO 
▪ Misto, heterogêneo, mal delimitado 
▪ Ecos irregulares 
▪ Contornos irregulares 
▪ Vertical > lateral 
▪ SOMBRA acústica posterior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESSONÂNCIA 
 
Indicações: complementar a investigação em 
pacientes com prótese mamária, múltiplas cirurgias 
prévias, BIRADS 0, jovens com alto risco de câncer... 
Possui alta sensibilidade! 
 
Desvantagens: não mostra lesõesCore biopsy é mais fácil de se realizar e mais disponível. A mamotomia é mais cara, menos 
disponível, tem risco de complicação de pneumotórax, mas tem a vantagem de obter um 
fragmento maior da lesão. 
 
CIRÚRGICA (padrão-ouro) 
 
 
Se ausência de Core Biopsy/Mamotomia ou biópsia ambulatorial negativa 
com alta suspeita de câncer... 
 
INCISIONAL: 
- Retira PARTE do tumor 
- Útil para lesões MAIORES 
 
EXCISIONAL: 
- Retira TODO o tumor 
- Útil para lesões MENORES 
- Também é o método de escolha para CISTO SUSPEITO 
 
E como funciona a biópsia de lesões 
não palpáveis na ausência de 
mamotomia? 
- Utiliza-se o FIO DE KOPANS para 
MARCAÇÃO PRÉ-CIRÚRGICA POR 
ESTEROTAXIA. Pode ser útil nos casos 
de microcalcificações em que a 
mamotomia não está disponível. 
 
 
 
 
RECAPITULANDO A CONDUTA NOS NÓDULOS MAMÁRIOS 
 
PRIMEIRO: EXAME CLÍNICO 
 
Sugere benignidade: móvel, regular, fibroelástico, sem retração 
Sugere malignidade: aderido, irregular, duro, com retração de pele 
 
Atenção: metade dos CA de mama são encontrados no QUADRANTE SUPERIOR EXTERNO (onde 
tem mais glândula). 
 
SEGUNDO: PAAF (diz se é sólido ou cístico) OU EXAME DE IMAGEM (direto, sem 
PAAF, para evitar “agulhada”, também é conduta possível) 
 
Se líquido amarelo-esverdeado: não deve ser CA (pode descartar, não precisa 
análise citológica) = MMG OU USG DE ACORDO COM A IDADE (se > 40 anos, 
optar por MMG). 
 
Se líquido sanguinolento, > 2 recidivas (mesmo se 2x multicolor), massa 
residual ou nódulo sólido: BIÓPSIA (antes da biópsia, tem que fazer exame de 
imagem) 
 
Nódulos Mamários Benignos 
 
FIBROADENOMA 
- ASSINTOMÁTICO (maioria) 
- FIBROELÁSTICO, BEM DELIMITADO, NÃO ADERIDO A PLANO PROFUNDO 
- JOVENS: 20-35 ANOS 
- EXÉRESE SE: > 35 anos, aumento de tamanho 
- Histopatológico: ESTROMA HIPOCELULAR 
 
 
 
TUMOR FILOIDES 
- Pacientes 30-50 anos 
- CRESCIMENTO RÁPIDO 
- RECORRÊNCIA LOCAL 
- Parece fibroadenoma que cresce rápido: tem que fazer biópsia para confirmar 
que é tumor filoides! 
- Conduta: RESSECÇÃO COM MARGEM CIRÚRGICA 
- Histopatológico: ESTREOMA HIPERCELULAR 
 
ESTEATONECROSE 
- Nódulo APÓS TRAUMA (trauma recente e em mulher jovem!). Desaparece 
sozinho 
- Mais comum em MAMAS VOLUMOSAS 
 
PAPILOMA INTRADUCTAL 
- Paciente 30-50 anos 
- Derrame papilar 
sanguinolento (50%) ou 
serossanguinolento (50%) 
- Nódulo ÚNICO 
- Incisão justa ou peri-areolar 
- Conduta: EXÉRESE DO 
DUCTO ACOMETIDO 
 
Imagem: American Câncer Society 
Imagem: UNIFESP 
Imagem: FEBRASGO 
Imagens: Dr. Renato | Ultrassom Lifeson 
171717
 
 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Mastalgia 
 
 
 
Tipos: 
 
CÍCLICA 
- VARIA COM O CICLO → fase lútea tardia 
- Bilateral → principalmente em quadrante superior lateral 
 
ACÍCLICA 
- SEM ASSOCIAÇÃO COM O CICLO 
 
EXTRA-MAMÁRIA 
- PAREDE TORÁCICA/OUTROS SÍTIOS (angina pectoris, zooster...) 
 
CARACTERÍSTICAS DOR CÍCLICA DOR ACÍCLICA 
INÍCIO 3ª década 4ª década 
VARIAÇÃO C/CICLO Sim Não 
 
LOCALIZAÇÃO 
 
Bilateral 
Difusa 
Unilateral 
Localizada 
Pode ser bilateral (ex: 
atletas) 
 
TIP 
Peso 
Hipersensibilidade 
Queimação 
Pontada 
 
 
EXAME FÍSICO 
 
Inespecífico 
Pobre 
Pode apresentar 
alterações 
 
Causas: 
 
CÍCLICA AFBM 
 
 
 
ACÍCLICA 
 
ECTASIA DUCTAL 
MASTITE 
ADENOSE ESCLEROSANTE 
 
 
 
 
 
 
EXTRAMAMÁRIA 
 
SÍNDROME DE TIETZE: inflamação da articulação 
costocondral 
 
DOENÇA DE MONDOR: tromboflebite de veias 
superficiais do tórax e da parte superior do abdome 
 
NEVRALGIA INTERCOSTAL 
 
CONTRATURA MUSCULAR 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico: 
 
- ANAMNESE + EXAME FÍSICO: avaliar a necessidade de exames complementares de 
acordo com os achados 
 
- RX DE TÓRAX: pode ser importante para excluir causas não-mamárias 
 
- MMG ou USG: podem ser importantes para excluir câncer 
 
Conduta: 
 
EXPECTANTE (!) 
 
- ORIENTAÇÃO: esclarecimento, sustentação mecânica da mama 
 
- AVALIAR TRATAMENTO SOMENTE SE: 
 
▪ Sintomas > 6 meses ou 
▪ Alterações das atividades diárias e/ou de qualidade de vida 
 
MEDICAMENTOSO 
 
- NÃO É CURATIVO! 
 
- TAMOXIFENO: mais eficaz (10mg/dia por 3-6 meses). Usar apenas em casos 
excepcionais para a mastalgia benigna! 
 
- DANAZOL: única droga liberada pelo FDA! Efeito colateral: hiperandrogenismo. 
 
- ANALGÉSICOS + AINE: se dor extramamária 
 
Mastite Puerperal Aguda 
2ª a 5ª semana do puerpério 
Causas: 
- Pega incorreta, fissura mamária, estase láctea, má higiene 
 
 
 
Agente Etiológico: 
- S. AUREUS (principal pela maioria 
das referências) 
- S. EPIDERMIDIS 
 
Diagnóstico: 
- Clínico: SINAIS FLOGÍSTICOS + 
FEBRE 
 
Tratamento: 
- MANTER ALEITAMENTO 
- MELHORAR SUSTENTAÇÃO DA MAMA 
- ATB: CEFALEXINA 
 
Complicação: 
- ABSCESSO MAMÁRIO 
 
181818
 
 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
2. AFECÇÕES MALIGNAS DAS MAMAS 
 
Câncer de Mama 
 
Definição: 
- Proliferação maligna das 
células epiteliais que 
margeiam os ductos ou 
lóbulos mamários 
 
História Natural: 
- A MAIORIA obedece a seguinte sequência: 
 
▪ Epitélio normal → Hiperplasia epitelial típica → Hiperplasia epitelial 
atípica → Carcinoma intraductal (ou ductal in situ) ou intralobular (ou 
lobular in situ) → Carcinoma invasor 
 
Segundo a maioria das fontes, a lesão PRECURSORA do câncer de mama é o carcinoma 
INTRADUCTAL/DUCTAL in situ. A lesão INTRALOBULAR/LOBULAR IN SITU, seria um 
MARCADOR DE RISCO. Entretanto, algumas fontes também consideram o intralobular 
como lesão precursora. 
 
Fatores de Risco: 
MUITO IMPORTANTE SABER EM ONCOLOGIA GINECOLÓGICA! 
 
 
SEXO FEMININO 
IDADE > 40 ANOS 
HISTÓRIA DE CA DE MAMA 
HISTÓRIA FAMILIAR POSITIVA 
 
 
EXPOSIÇÃO AOS ESTRÓGENOS 
✓ Menarca precoce 
✓ Menopausa tardia 
✓ Nuliparidade 
✓ Primiparidade idosa 
✓ Dieta rica em gordura e obesidade 
✓ Terapia hormonal/ACO (*polêmica na literatura) 
 
 
MUTAÇÕES BRCA1/2 
 
 
LESÕES DE RISCO 
✓ Hiperplasia ductal atípica 
✓ Hiperplasia lobular atípica 
✓ Carcinoma lobular in situ 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Todos (exceto CA in situ, hiperplasia atípica e sexo feminino) também valem 
para CA de ovário! 
 
NÃO CONSTITUEM FATORES DE RISCO → PEGADINHAS DE PROVA! 
Ectasia ductal Hamartoma 
Fibroadenoma Adenoma não esclerosante 
AFBM/Cistos Metaplasia apócrina/escamosa 
Fibrose Mastite 
 
Tipos Histológicos: 
- Lesões precursoras: ductal e lobular in situ 
- Ductal infiltrante: tipo invasor + comum (prognóstico melhor). 
- Lobular infiltrante: bilateral e multicêntrico (prognóstico pior). 
- CA inflamatório: pior prognóstico, metastização precoce, localmente 
avançado (‘invade pele’ → ‘casca de laranja’). 
- Doença de Paget: unilateral, evolução lenta, destrói papila, ausência de 
prurido, não responde a CTC, evolução centrífuga. Diagnóstico com biópsia 
(glândula mamária + PELE). É importante diferenciar com eczema! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rastreamento: 
 
Antes de começar... 
 
POPULAÇÃO DE ALTO RISCO 
 
- Parente de 1º grau com história de CA de mama antes dos 50 anos 
- Parente de 1º grau com história de CA de ovário ou CA de mama bilateral 
- Parente masculino com história de CA de mama 
- Lesões atípicas ou CA lobular in situ 
- Mutações BRCA1 e BRCA2 
- Radioterapia entre 10-30 anos de idade 
 
Ministério da Saúde 
 
- População de risco habitual: MMG BIENAL 50-69 ANOS 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
 
- Desde 2015, o MS NÃO RECOMENDA O ENSINO DO AUTOEXAME DAS 
MAMAS e o PRÓPRIO EXAME CLÍNICO PELO MÉDICO como método de 
rastreamento. 
 
 
- População de alto risco: NÃO FOI ABORDADO pelo MS pelas 
Diretrizes de 2015. 
 
SBM/FEBRASGO 
 
- População de risco habitual: MMG ANUAL 40-74 ANOS** 
 
** Se > 75 anos: pode prolongar o rastreamento, mas deve-se levar em 
consideração APENAS pacientes com expectativa de vida maior que 7 anos 
que podem ser submetidas a tratamentode câncer, considerando suas 
comorbidades. 
 
 
Para as pacientes com alto risco para câncer de mama, recomenda-se estratégia 
de rastreamento individualizada para cada uma em consulta com seu 
especialista. O benefício esperado deve sempre ser pesado contra os riscos 
envolvidos, lembrando que a mama jovem pode ser mais sensível ao efeito 
carcinogênico da radiação. Lembrar também que em mamas densas, mais comuns 
nessa faixa etária, não só a sensibilidade da mamografia está diminuída, como a dose 
de radiação dispensada pelo mamógrafo é maior. 
 
Panorama Geral 
 
 
 
Eczema Doença de Paget 
- Uni ou bilateral (geralmente bi) 
- Não destrói papila 
- Responde ao corticoide 
- Unilateral 
- Destrói papila 
- Ñ responde ao corticoide 
DOENÇA DE PAGET 
191919
 
 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
Tratamento: 
 
Tipos de Cirurgia 
 
Conservadora 
 
- Quando? IN SITU, idealmente com relação tumor/mama 20%, MULTICÊNTRICO 
OU CONTRAINDICAÇÃO A CG CONSERVADORA 
▪ SIMPLES: sem esvaziamento axilar (só tira mama e pele) 
▪ HALSTED: tira os 2 peitorais (“radical”) +/- esvaziamento axilar 
▪ PATEY: tira o peitoral menor (“pai = tira o irmão caçula da briga”) +/- 
esvaziamento axilar 
▪ MADDEN: deixa os 2 peitorais (“mãe = boazinha”) +/- esvaziamento 
axilar 
 
Se Tumor Infiltrante = AVALIAR AXILA! 
 
 
 
BIÓPSIA DE LINFONODO SENTINELA 
▪ Primeiro linfonodo a drenar a região tumoral 
 
▪ SE NEGATIVO: EVITA DISSECÇÃO AXILAR RADICAL 
 
▪ NÃO PRECISA FAZER SE LINFONODO PALPÁVEL OU TUMOR 
LOCALMENTE AVANÇADO 
 
ATENÇÃO! 
SE LINFONODO SENTINELA POSITIVO, MAS SOMENTE COM 2 LINFONODOS, EXISTE 
UMA TENDÊNCIA A EVITAR O ESVAZIAMENTO CLÁSSICO. 
 
ESVAZIAMENTO AXILAR RADICAL 
 
- Complicação clássica: ESCÁPULA ALADA 
(lesão do NERVO TORÁCICO LONGO = INERVA 
O MÚSCULO SERRÁTIL ANTERIOR). 
 
 
- Outra complicação possível: ALTERAÇÕES 
SENSITIVAS NA FACE MEDIAL DO BRAÇO (lesão do NERVO 
INTERCOSTOBRAQUIAL) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pausa antes de prosseguir... 
TIPOS DE CÂNCER DE ACORDO COM A IMUNOHISTOQUÍMICA 
 LUMINAL 
A 
LUMINAL 
B 
TRIPLO 
NEGATIVO 
HER-2 
Receptor 
Estrogênio 
+ + - 
Receptor 
Progesterona 
+ + - 
Superexpressão 
HER-2 
- - - + 
Ki67 14% 
Ter receptor hormonal é bom, pois favorece algumas modalidades terapêuticas! 
 
OBS: ATUALMENTE EXISTEM TESTES DE EXPRESSÃO GÊNICA (ONCOTYPE E 
MAMMAGENE) = avaliam PROGNÓSTICO para DECIDIR SOBRE QT! São caros e ainda não 
muito disponíveis! 
 
QT Adjuvante 
 
Quando? 
- TUMORES > 1CM 
- LINFONODO POSITIVO (> N1) 
- METÁSTASE HEMATOGÊNICA (M1) 
- SUPEREXPRESSÃO DO HER-2 
- RECEPTOR HORMONAL NEGATIVO 
 
DETALHES! 
- Total de 6-8 ciclos 
- Iniciar em torno de 4-6 semanas após a cirurgia (ou em até 20 dias após, se 
receptor hormonal negativo) 
 
QT Neoadjuvante 
Quando? 
- FEITA ANTES DA CIRURGIA PARA REDUZIR O TUMOR (> 5-6CM) 
- TUMOR LOCALMENTE AVANÇADO 
- TUMOR COM PROGNÓSTICO RUIM (ex: receptor hormonal negativo) 
- SE FIZER, NÃO PRECISA QT ADJUVANTE DEPOIS. 
 
ATENÇÃO! NA NEOPLASIA DE MAMA, GERALMENTE NÃO SE FAZ QT 
NEOADJUVANTE + QT ADJUVANTE. OU É UMA, OU É OUTRA! 
 
 
RT Adjuvante 
Quando? 
- SE FIZER, FAZER APÓS A QT! 
- APÓS CIRURGIA CONSERVADORA 
- TUMORES > 4CM 
 
Hormonioterapia 
- SE FIZER, FAZER APÓS A QT! Se fizer antes, é deletério! 
- NÃO TER RECEPTOR HORMONAL = MAU PROGNÓSTICO! 
- SE RECEPTOR ESTROGÊNIO POSITIVO 
✓ TAMOXIFENO NA PRÉ-MENOPAUSA (antagonista para mama, mas agonista 
para endométrio) OU 
✓ INIBIDORES DE AROMATASE NA PÓS-MENOPAUSA 
✓ POR 5 ANOS. 
 
Terapia Alvo Dirigida 
- TRASTUZUMABE SE SUPEREXPRESSÃO DE HER2 (relação com pior 
prognóstico e agressividade). 
- LAPATINIBE SE FALHA OU DOENÇA METASTÁTICA 
 
 
CA DE MAMA NA GESTAÇÃO 
- Considerada durante a gestação ou até 1 ano do parto. 
- Pesquisa de linfonodo sentinela pode ser feita, mas com 
TECNÉCIO. O QUE NÃO PODE É CORANTE! 
- Limitação para cirurgia conservadora, pois NÃO DEVEMOS 
EVITAR RADIOTERAPIA na gestação, principalmente no 1º 
trimestre! 
- PODE SER FEITA QUIMIOTERAPIA! 
 
Imagem: A.D.A.M 
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NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
3. CÂNCER DE OVÁRIO 
Fatores de Risco: 
 
HISTÓRIA FAMILIAR (↑3x) Menacme longa 
Idade (+/- 60 anos) Nuliparidade (↑30-60%) 
Mutação BRCA (síndrome CA 
mama-ovário hereditária) 
Indutores de ovulação 
Síndrome de Lynch II Tabagismo (subtipo mucinoso) 
Dieta rica em gordura Obesidade 
 
Fatores de Proteção: 
 
- AMAMENTAÇÃO: inibe a função ovariana 
 
- USO DE ANOVULATÓRIOS: quimioprevenção (reduz 50% do risco) 
 
- SALPINGO-OOFORECTOMIA PROFILÁTICA: considerar em casos de mutação BRCA 
 
- LAQUEADURA TUBÁRIA: ↓vascularização p/ o ovário (reduz 30% do isco) 
 
Rastreamento: 
 
- A MAIORIA DAS FONTES NÃO RECOMENDA PARA AS POPULAÇÕES DE BAIXO 
RISCO! Em síndromes genéticas, existem algumas recomendações! 
 
 
RASTREIO 
(não há consenso!) 
 
 
SÍNDROMES 
GENÉTICAS 
 
RISCO 
HABITUAL 
 
 
Semestral a Anual 
 
Dosar CA-125 
USGTV 
 
 
- 
 
Anual 
 
 
Exame pélvico 
Dopplerfluxometria 
 
Exame pélvico 
USGTV 
 
 
Diagnóstico: 
CLÍNICA E USG = SUSPEITA! 
 
CARACTERÍSTICAS BENIGNO MALIGNO 
IDADE Menacme Pré e pós-menacme 
ASCITE Não Sim 
MOBILIDADE Móvel Fixo 
CONSISTÊNCIA Cístico Endurecido/Sólido 
SEPTOS Ausentes ou finos Espessos: > 3mm 
PAPILAS Ausentes Presentes: > 4 
ACOMETIMENTO Unilateral Bilateral 
FUNDO DE SACO Liso Nodular 
DOPPLER – IR 
(índice de resistência) 
Alto 8-10cm 
A antes/após menacme (criança e mulher após menopausa) 
 
FIQUE DE OLHO NOS EXTREMOS! 
 
Se essa lesão apareceu em uma pré-púbere, a chance de ser maligna é de 50%. Tumor de ovário 
em criança: metade é câncer! Se mulher no menacme, geralmente é folículo, corpo lúteo que não 
involuiu... A conduta é expectante! Essa é a questão que mais cai de tumor de ovário. E a mulher 
menopausada? Volte a pensar em malignidade. 
 
E o CA 125? PRINCIPAL MARCADOR! 
 
PONTOS NEGATIVOS: 
▪ PODE ESTAR NORMAL NAS FASES INICIAIS DO CÂNCER (por isso não 
serve como rastreio) 
▪ É INESPECÍFICO (também aumenta em DIP, mioma, gravidez, adenomiose, 
etc) 
 
PONTOS POSITIVOS: 
▪ COMPLEMENTA a avaliação tumoral 
▪ Útil para o ACOMPANHAMENTO PÓS-TRATAMENTO 
 
Panorama Geral dos Marcadores: 
 
 
CA-125 
Epitélio celômico 
Tumores epiteliais 
VRCORPO LÚTEO HEMORRÁGICO 
- É o 2º cisto funcional mais comum (o 1º é o folicular) 
- Pode haver DOR ABDOMINAL, MASSA ANEXIAL, ATRASO MENSTRUAL (diagnóstico 
diferencial com gravidez ectópica) 
- USG evidencia SANGUE DENTRO DO FOLÍCULO (aspecto HETEROGÊNEO/RETICULAR) 
- Doppler evidencia ANEL DE FOGO 
- A maioria REGRIDE ESPONTANEAMENTE → a conduta é analgesia e observar 
- Se hemorragia intensa e instabilidade hemodinâmica: cirurgia 
 
 
SÍNDROME DE MEIGS 
TU DE OVÁRIO BENIGNO (geralmente fibroma) + ASCITE + DERRAME PLEURAL 
 
 
 
 
 
 
 
A cirurgia nos tumores benignos é CONSERVADORA (ex: 
OOFOROPLASTIA) 
 
 
Imagens: Research Gate | drdanielpaulino.com.br 
CORPO LÚTEO HEMORRÁGICO + ANEL DE FOGO TERATOMA 
212121
 
 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA E OVÁRIO 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
UMA COMPLICAÇÃO DOS CISTOS FUNCIONAIS É A TORÇÃO OVARIANA 
 
- Pode ocorrer com FOLÍCULOS DE GRANDES 
DIMENSÕES (> 8CM), que acabam gerando maior 
risco de torção, ruptura e hemorragia. 
- É causa de ABDOME AGUDO EM MULHERES (dor 
pélvica aguda, relacionada a posição, esforço e 
relação sexual + massa anexial palpável dolorosa 
ao toque vaginal + leucocitose). 
 
 
 
- A conduta é LAPAROSCOPIA (“tempo é parênquima ovariano”) 
- Se menacme = TENTAR PRESERVAR OVÁRIO 
- Se necrose intensa = OOFORECTOMIA 
 
3.2. TUMORES MALIGNOS DOS OVÁRIOS 
 
EPITELIAIS 
- ADENOCARCINOMA SEROSO: mais comum 
- ADENOCARCINOMA MUCINOSO: pseudomixoma peritoneal 
- CÉLULAS CLARAS: pior prognóstico 
 
Pseudomixoma = adenocarcinoma mucinoso ou tumor de apêndice. 
 
GERMINATIVO 
- DISGERMINOMA: germinativo maligno + comum 
- TERATOMA IMATURO: pseudopuberdade precoce 
 
CORDÃO SEXUAL 
- ANDROBLASTOMA: secreta androgênio (questão USP 2016) 
 
TUMOR DE KRUKENBERG 
- METÁSTASE ADVINDA DO TGI: células em anel de sinete 
 
Não existe células em anel de sinete no ovário! Se encontrar, só pode ser 
metástase... 
 
Estadiamento/Tratamento dos Tumores de Ovários 
 
Estadiamento: 
 
▪ IA: Apenas em um ovário 
▪ IB: Bilateral 
▪ IC: Cápsula rota ou Citologia positiva 
 
▪ II: pelve 
▪ III: abdome 
▪ IV: metástase for a do abdome 
 
Já adiantando... Em casos de tumores bem diferenciados (IA/IB/G1/G2) e idade 
fértil, podemos avaliar salpingooforectomia unilateral, preservando outro o outro 
ovário para reprodução! 
 
Disseminação: 
- TRANSCELÔMICA (principal) e LINFÁTICA 
 
Disseminação em ginecologia é principalmente LINFÁTICA, exceto o ovário, que 
tem disseminação principalmente transcelômica! 
 
Tratamento: 
 
CISTO FUNCIONAL 
- A MAIORIA REGRIDE, COM OU SEM ANTICONCEPCIONAL. 
 
O ACO previne a formação de novos cistos funcionais, mas não promove a 
regressão do já existente. 
 
- Se persistir após 6-8 semanas, podemos optar por manter observação ou por 
fazer LAPAROSCOPIA + BIÓPSIA DE CONGELAÇÃO DA PEÇA EM SALA 
CIRÚRGICA. 
 
PROVAVELMENTE BENIGNA (TERATOMA/ADENOMA...) 
- Parte direto para LAPAROSCOPIA + BIÓPSIA DE CONGELAÇÃO. 
 
 
 
 
 
SE “SUSPEITA”/MALIGNO: 
▪ LAPAROSCOPIA + BIÓPSIA DE CONGELAÇÃO + REFERENCIAR PARA 
ONCOGINECO 
 
E depois da biópsia de congelação? 
 
- SE NEGATIVA PARA MALIGNIDADE: TRATAMENTO LAPAROSCÓPICO 
(CISTECTOMIA, OOFOROPLASTIA) 
 
- SE POSITIVA PARA MALIGNIDADE: LAPAROTOMIA/LAPAROSCOPIA + 
completar estadiamento com BIÓPSIAS PERITONEAIS + HISTERECTOMIA 
TOTAL + SALPINGO-OOFORECTOMIA BILATERAL + OMENTECTOMIA 
INFRACÓLICA + RESSECAR IMPLANTES E LINFONODOS PÉLVICOS E PARA-
AÓRTICOS 
 
Se jovem com tumor epitelial IA/ ou germinativos malignos estádio I (bem 
diferenciado) + desejo de gestação: avaliar salpingo-ooforectomia UNILATERAL 
para preservar função reprodutiva! 
 
E os tumores BODERLINE? 
 
- COM pretensão reprodutiva: CONSERVADOR (salpingooforectomia unilateral 
ou cistectomia em ovário único ou tumor bilateral) 
 
- SEM pretensão reprodutiva: RADICAL (histerectomia total e 
salpingooforectomia bilateral) 
 
- Fazer em AMBAS AS SITUAÇÕES: 
▪ Lavado peritoneal 
▪ Omentectomia 
▪ Múltiplas biópsias 
▪ Apendicectomia: a depender da histologia do tumor 
 
QT ADJUVANTE 
 
Quando? 
 > IC ou tumor indiferenciado (G3) 
 
É para quase todo mundo... Geralmente descobrimos em fase mais tardia, visto 
que não há rastreamento para a população geral! Você só não faria para IA e IB; 
e G2 (moderadamente diferenciado) e G1 (bem diferenciado). Difícil acontecer! 
 
Organizando o tratamento... 
 
(1) CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA (VLSC/ROBÓTICA) OU 
LAPAROTOMIA EXPLORADORA 
 
(2) CITOLOGIA PERITONEAL (de lavado ou líquido ascítico) 
 
(3) AVALIAÇÃO DA PELVE 
- Se radical: histerectomia total e salpingooforectomia bilateral 
- Se conservador: salpingooforectomia unilateral 
 
(4) AVALIAÇÃO DO ABDOME 
- Biópsias peritoneais e exérese de implantes 
- Omentectomia infracólica 
 
(5) AVALIAÇÃO DE LINFONODOS PÉLVICOS E PARA-AÓRTICOS 
- Linfadenectomia pélvica: rotina 
- Linfadenectomia paraórtica: somente se biópsia de congelação de 
linfonodos pélvicos for positiva. Alguns serviços, entretanto, também 
recomendam de rotina. Polêmico na literatura. 
 
(6) QT ADJUVANTE: 
- Se > IC ou tumor indiferenciado (G3) 
 
 
LEMBRE! 
Se jovem com tumor epitelial IA/ ou germinativos malignos estádio I (bem 
diferenciado) + desejo de gestação: avaliar salpingo-ooforectomia UNILATERAL 
para preservar função reprodutiva! 
 
 
institutobuenorj.com.br 
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 Resumos – Abordagem Sindrômica (2025) 
NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS II – ENDOMÉTRIO, COLO E VULVA 
Resumos - Abordagem Sindrômica (2025) 
1. HIPERPLASIA E CÂNCER DE ENDOMÉTRIO 
Fatores de Risco: 
- Obesidade (principal), idade > 60 anos, 
nuliparidade, raça branca, anovulação 
crônica, menacme longo (menarca 
precoce e menopausa tardia), DM, 
hiperplasia atípica, HAS (polêmica na 
literatura) 
 
Fatores de Proteção: 
- Multiparidade, tabagismo (cuidado) (!), ACO, qualquer AC com progesterona, 
DIU de progesterona 
 
“PROGESTERONA = PROTEÇÃO” 
 
PAUSA! Perceba que O TABAGISMO É FATOR PROTETOR EM VÁRIAS 
DOENÇAS HIPERESTROGÊNICAS: câncer de endométrio, miomatose uterina, 
endometriose... 
 
Para iniciar... 
Sangramento uterino anormal + mulher menopausada = pensar em? 
▪ Atrofia (30%) 
▪ Terapia hormonal (30%) 
▪ CA de endométrio (15%) 
▪ Hiperplasia de endométrio (5%) 
 
Suspeita Ultrassonográfica: 
- Menopausa + Endométrio: 
▪ > 4-5mm sem TH 
▪ > 8mm com TH 
Suspeita Colpocitológica: 
- CÉLULA ENDOMETRIAL APÓS 
MENOPAUSA 
 
 
 
Diagnóstico: 
- Se clínica (SUA persistente), fatores de risco (história familiar, etc) e/ou USG 
suspeitos (espessura > 4-5mm): realizar INVESTIGAÇÃO ENDOMETRIAL com 
BIÓPSIA PARA ESTUDO HISTOPATOLÓGICO. Como? 
 
▪ Cureta de Novak 
▪ Curetagem uterina 
▪ Histeroscopia com biópsia dirigida (sob visualização direta) = padrão ouro 
 
Quais os possíveis achados? 
 
1. PÓLIPOS 
Tipos: 
- Cervical (10%): ou não causa nada, ou causa SINUSIORRAGIA 
- Endometrial: maioria ASSINTOMÁTICOS 
Diagnóstico: 
- Suspeita: USG 
- Confirmação: histeroscopia 
Conduta: 
- Polipectomia por histeroscopia 
 
 
2. LESÕES PRECURSORAS/CÂNCER 
- Hiperplasias (precedem 80% dos CA de endométrio) 
- Hiperplasia é laudo histopatológico! 
- Tipos de hiperplasia (OMS): SIMPLES SEM ATIPIA (1% vira câncer); COMPLEXA 
SEM ATIPIA (3%); simples com atipia (8%); COMPLEXA COM ATIPIA (29%). 
 
 
 
 
 
 
Pelo International Endometrial Group... 
“Dividiram apenas como “com ou sem atipia” 
1. BENIGNA OU SEM ATIPIA 
2. NEOPLASIA INTRAEPITELIAL ENDOMETRIAL (NIE) OU ATÍPICA 
 
 
Tratamento das Hiperplasias 
 
BENIGNA OU SEM ATIPIA 
- Abordar fatores de risco, terapia medicamentosa e observar 
- Biópsia endometrial a cada 6 meses 
- Padrão: PROGESTERONA 
- Histerectomia: se falha no tratamento clínico ou progressão para atipia 
(exceção) 
 
NIE OU COM ATIPIA 
- Biópsia endometrial a cada 3 meses 
- Padrão: HISTERECTOMIA TOTAL + SOB* + COLETA DE LAVADO PERITONEAL 
(*) salpingooforectomia