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31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 1/14 INTRODUÇÃO Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. Para você, que vai trabalhar com radiação ionizante, conhecer o funcionamento dos dispositivos de detecção de radiação, os tipos existentes e sua aplicação é de grande importância para a vida pro�ssional, assim como saber como se calcula a e�ciência dos detectores – pois para cada tipo de radiação há um detector preciso. Esses conceitos colaborarão para sua segurança e a de todos do setor em que você vai trabalhar. Bons estudos! MONITORAÇÃO INDIVIDUAL E CALIBRAÇÃO Aula 1 DETECTORES DE RADIAÇÃO Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. 32 minutos DOSIMETRIA UTILIZANDO DETECTORES DE PULSOS 126 minutos Aula 1 - Detectores de radiação Aula 2 - Radioproteção Aula 3 - Limites de exposição Aula 4 - Diferentes aplicabilidades dos detectores de radiação Referências 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 2/14 Os dispositivos utilizados para detectar a radiação precisam apresentar determinadas características para serem aprovados pelos órgãos de vigilância, permitindo, assim, o uso em radioproteção e metrologia. Logo, além de apresentar as propriedades de repetitividade, reprodutibilidade, exatidão, e�ciência, sensibilidade e precisão, esses dispositivos devem também seguir características normativas. Um monitor de radiação, por exemplo, é um dispositivo desenvolvido e adaptado para noti�car a presença de radiações e �nalidades especí�cas (atividade, dose absorvida, kerma, exposição), e deve apresentar as seguintes propriedades: limite de detecção adequado; precisão e exatidão; reprodutibilidade e repetitividade; linearidade; estabilidade a curto e longo prazo, baixa dependência energética; baixa dependência direcional e rotacional; baixa dependência dos fatores ambientais; baixa dependência com a taxa de exposição. São vários requisitos a serem seguidos, e percebe-se que di�cilmente um detector consegue satisfazer a todas essas exigências. Portanto, para cada tipo de �nalidade há características de extrema importância, algumas com a possibilidade de introdução de fatores de correção e outras farão parte do elenco de de�ciências. A de�nição de cada grupo de propriedades depende do tipo de grandeza ou medição proposta. As de�ciências podem ser corrigidas com a padronização do uso e do processamento dos dados obtidos experimentalmente. Existem diversos tipos de monitores, porém as classes que de�nem esses detectores são: os individuais, os monitores de área e os monitores ambientais. Entre os monitores individuais, os mais utilizados na área médica são os �lmes dosimétricos, o dosímetro TLD (termoluminescentes), o de silício e o de albedo. Esses dosímetros, além de serem armazenadores de radiação – para quanti�car a dose acumulada –, também têm uma facilidade maior de leitura direta. Outra vantagem é a possibilidade de transmitir dados para um sistema. Os monitores de áreas podem ser classi�cados como �xos ou portáteis. Em relação aos monitores �xos, há o tipo portal, de mãos e pés, e o de medição constante da dose em determinada localidade. Os monitores ambientais são utilizados em diversos detectores de radiação em uma área, como �ltros, TLD, detectores ativos e detectores de traço. Dosímetro é um tipo de monitor que mede uma grandeza radiológica ou operacional. Os resultados obtidos por esse dispositivo consideram referência o corpo todo, órgão ou tecido. Outras características de um monitor são: ● Apresentação dos resultados deve ser em dose absorvida ou dose efetiva (ou taxa). ● Constituição em material tecido-equivalente. ● Fator de calibração bem estabelecido. ● Leituras e calibrações são rastreadas, e os dados, enviados a um laboratório nacional e à rede do BIPM. ● Incertezas bem estabelecidas e adequadas para sua aplicação. ● Modelo adequado para cada aplicação. ● Modelo adequado para cada tipo e intensidade de feixe. Os dosímetros podem ser usados para medições absolutas, como câmara de ar livre, câmara cavitária de gra�te ou câmara de extrapolação. Na classe de dispositivos que realizam medições relativas, em que é necessário conhecer o fator de calibração (rastreamento de metrologia), são normalmente utilizadas câmaras do tipo dedal para fótons e elétrons, câmaras placas paralelas para raios X de baixa energia e elétrons de alta energia, câmaras tubo esférico de alta capacidade para proteção contra radiação. Esses modelos descritos podem ser utilizados como padrão laboratorial, utilizados em clínicas de radioterapia e dosimetria de feixes ou de indivíduos. CALIBRAÇÃO E MEDIÇÃO DE UMA GRANDEZA Quando se fala em calibração dos equipamentos, devemos pensar em um conjunto de unidades e detectores que possibilitarão a medida de uma grandeza radiológica de modo relativo ou absoluto. O sistema de calibração deve seguir as características citadas no monitor de radiação, além das seguintes características: ● Fator de calibração rastreado aos sistemas absolutos. ● Aprovação em testes de qualidade (comparações interlaboratoriais, protocolos e sistemas já consagrados internacionalmente). ● Incertezas bem estabelecidas e pequenas. ● Resultados rastreados ao BIPM e acompanhados de certi�cados registrados. ● Fatores de in�uência sob controle. ● Fatores de interferência conhecidos. 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 3/14 ● Integração dos sistemas de um laboratório de calibração. Entre os sistemas de calibração por radionuclídeos mais usados em metrologia, destacam-se: sistema de ângulo sólido de�nido, cintilação líquida e sistemas relativos, câmara de ionização e espectroscopia gama. Na dosimetria e medição do feixe de radiação ionizante, há diferentes testes que são padronizados para toda a calibração dos equipamentos de proteção contra a radiação (radioterapia e radiodiagnóstico). Quando se fala em metrologia, as grandezas são bem-de�nidas e, portanto, são dependentes de grandezas fundamentais da física, com uma padronização bem-estabelecida. As grandezas que dependem de um certo parâmetro adicional, ou que dependem de modelos teóricos para serem determinadas, não podem ser adotadas genuinamente como grandezas. Por exemplo, a dose efetiva prometida, que não pode ser quanti�cada por equipamento algum, não apresenta padrão estabelecido, e seu valor depende do modelo computacional, que calcula a dosimetria interna para, então, obtê-lo. Da mesma forma, a dose equivalente ou a dose efetiva no tecido depende do fator de ponderação da radiação e do fator de ponderação do tecido. Esses fatores estão em constante melhoria para aumentar a precisão dos resultados mensurados. Os detectores que medem grandezas, por de�nição devem ter os princípios básicos de interação e detecção, além das quantidades básicas que envolvem sua de�nição. Emulsões fotográ�cas Esses detectores são compostos de cristais ou grãos de haletos de prata, distribuídos em uma matriz gelatinosa. A composição de cada grão é dada por 1010 átomos de prata. A existência da prata metálica após o processo de leitura da imagem está relacionada com a dose de radiação que foiaplicada na emulsão. A interação da radiação com as emulsões fotográ�cas é parecida com a que ocorre com a luz visível quando interage com chapas fotográ�cas comuns. Quando há a interação da radiação com os elétrons do orbital do átomo de brometo de prata, ela faz com que uma parcela de átomos no grão �que sensibilizada pela sua passagem, transformando, assim, os íons de prata (Ag+) em prata metálica (Ag). Essa imagem, antes de ser lida por meio do aprisionamento dos íons pela passagem da radiação é chamada de imagem latente. A imagem latente não é �xa; se não for lida pelo digitalizador de imagem se perde em algumas horas ou dias. Detectores termoluminescentes (TLD) Esse tipo de dispositivo consiste em uma massa pequena, de algum material cristalino e dielétrico, contendo em seu interior ativadores convenientes. Esses ativadores são responsáveis por criar dois tipos de imperfeições na rede cristalina, as denominadas armadilhas dos elétrons, os quais são capturados e armazenados (os portadores de carga). Esse processo ocorre pela transferência de energia da radiação para os elétrons do material irradiado. DETECTORES E SUA EFICIÊNCIA Detectores a gás Esse tipo de detector é o mais utilizado e difundido no mundo da proteção radiológica. Detectores a gás estão presentes desde o início das experiências com a radiação ionizante. Seu princípio consiste na interação que as radiações provocam em um gás, por excitação e ionização de seus átomos. Pelo processo de ionização do gás são gerados íons com cargas positivas e negativas, que dependem da característica dos gases utilizados. Esses íons são capturados por um volume sensível do detector, que contém eletrodos que criam campos elétricos para que, nesse momento, as cargas sejam contabilizadas e, assim, seja mostrado o valor quantitativo de radiação presente no ambiente. Câmaras de ionização Operam na região de saturação de íons. Quando uma molécula é quebrada pela radiação, temos 2 partes: o íon positivo e o íon negativo, portanto um par é gerado a cada ionização. Nesse processo, as partículas dentro do volume sensível do detector são contabilizadas. No entanto, a corrente lida é muito baixa, e deve ser usado um ampli�cador de sinal para que a sensibilidade do detector quanti�que de forma precisa a radiação presente. A câmara de ionização geralmente trabalha em um modo de corrente, utilizando o ar como elemento gasoso. Esse dispositivo é capaz de medir a grandeza da exposição. Além da câmara de ionização ser um tipo de detector de fácil manuseio e trabalho, um dos grandes atrativos é o fato de que ela mantém sua estabilidade por um longo período. É utilizada para sistema de calibração, pois elimina a necessidade de calibração frequente. Detectores proporcionais 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 4/14 Esses detectores começaram a ser utilizados no início dos anos 1940. O modo de operação normalmente é o pulso, baseado na multiplicação de íons no gás, para que assim seja ampli�cado o número original de íons criados pela radiação incidente. Comparando com a câmara de ionização, os pulsos originados nos detectores proporcionais são muitas vezes maiores. Portanto, os detectores proporcionais são convenientes para medição de radiação em locais onde o número de par de íons obtidos é muito pequeno, permitindo uma operação satisfatória dos resultados obtidos. Uma das aplicações dos detectores proporcionais é na detecção de espectroscopia de raios X, elétrons de baixa energia, radiação alfa e nêutrons. Os detectores proporcionais são frequentemente construídos em um formato cilíndrico, pois na mesma tensão, um �o �no usado como ânodo pode gerar campos elétricos maiores do que formas usando ânodos no formato de placas. E�ciência dos detectores A e�ciência intrínseca do detector é determinada por meio do tipo e da energia da radiação ionizante. É calculada a razão entre o número de sinais que detector registra pelo número de radiações incidentes no detector, ou seja, é uma porcentagem que analisa a parte pelo todo, como mostra a equação a seguir: εint = a ÷ b Onde é o número de sinais registrados, e é o número total de radiação incidente. A e�ciência absoluta do detector está relacionada não apenas com a característica de construção do dispositivo, mas também com a fonte de radiação que está sendo mensurada, com o meio e a geometria de medição. Portanto, a e�ciência absoluta é a razão entre o número de sinais registrados pelo detector e o número de radiações emitidas pela fonte. A equação que descreve a e�ciência absoluta é dada abaixo: Onde é o número de sinais registrados, e é o número de radiações emitidas pela fonte. VIDEOAULA Nesta videoaula abordaremos assuntos importantes para a sua formação. Conhecer os diferentes tipos de detectores, o princípio de funcionamento de cada tipo e saber como se calcula a e�ciência dos detectores é extremamente importante para a sua formação. Para trabalhar com radiação ionizante, esses assuntos são básicos para a segurança de todos os trabalhadores do setor de radiologia. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. a b εabs = c ÷ d c Saiba mais Os detectores de radiação não servem apenas para detectar a radiação no ambiente, eles estão nos equipamentos de imagem e são os responsáveis pela formação da imagem. Detectores de radiação são uma classe de dispositivos que tem inúmeras aplicabilidades, principalmente na área médica. Conforme abordado nesta aula, os detectores de radiação a gás são constituídos por câmaras de ionização e contadores proporcionais. A respeito desses dispositivos, qual é o mais efetivo para a monitoração de uma fonte de radiação X ou gama? Re�ita a respeito da diferença entre os detectores de radiação para monitoramento e detectores de radiação responsáveis pela formação da imagem médica. Para esta aula, cabe a leitura do Capítulo 6 da obra de Tauhata et al. (2013), que trata de radioproteção e dosimetria, como complemento ao estudo do tema. INTRODUÇÃO Aula 2 RADIOPROTEÇÃO Um dos meios de proteção radiológica para os IOEs (indivíduos ocupacionalmente expostos), além do uso dos bloqueadores de radiação, é o dosímetro. 29 minutos https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 5/14 Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. Para você, que vai trabalhar com radiação ionizante, conhecer os equipamentos que trarão segurança à sua saúde é de extrema importância. São eles: os dosímetros individuais, que vão mensurar a dose recebida em um período de trabalho, os bloqueadores de radiação e os EPIs e EPCs utilizados na radiologia. Esses conceitos colaborarão para sua segurança e a de todos do setor em que você vai trabalhar. Bons estudos! DOSÍMETRO INDIVIDUAL E RADIOPROTEÇÃO Dosímetro Um dos meios de proteção radiológica para os IOEs (indivíduos ocupacionalmente expostos), além do uso dos bloqueadores de radiação, é o dosímetro. Esse dispositivo é um detector de radiação que faz o somatório da dose recebida durante o trabalho em um determinado período, por exemplo, um mês. O trabalhador do setor de radiologia utiliza o dosímetro na altura do peitoral durante todo o tempo em que esteja trabalhando e efetuando os exames de radiologia. A dosimetria individual (ou pessoal) é o processo de monitoração individual externa de dose absorvida durante a jornada de trabalho, por indivíduos ocupacionalmenteexpostos à radiação ionizante. Esse monitoramento fornece ao hospital, clínica radiológica, laboratórios, indústrias e clínicas odontológicas um controle mensal das doses recebidas pelos trabalhadores, por meio do relatório de doses mensais e do relatório de doses anuais. Esses valores são utilizados tanto para o controle interno quanto para os órgãos de vigilância, em caso de problema ou denúncia. Todos os limites de dose devem estar de acordo com as normas vigentes de monitoração individual externa, composta pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). A motivação do monitoramento é a radiação ionizante absorvida: se essa exposição ocorrer além dos limites aceitáveis, pode acarretar prejuízos e danos biológicos. Portanto, essa radiação deve ser monitorada de forma precisa. A escolha do detector deve seguir algumas características que dependem do tipo de fonte radioativa a ser analisada, do tempo de resposta, de que tipo de resposta você deseja (dose absorvida, atividade, dose efetiva, exposição etc.) e das condições de trabalho, entre outros fatores. O dosímetro individual é um dispositivo de detecção da radiação ionizante com tempo de resposta longo, os resultados são referentes ao corpo todo – órgão ou tecido de interesse –, e fornece o parâmetro físico de dose absorvida. Embora o detector de radiação ionizante seja utilizado para a monitoração individual e, consequentemente, para proteger o operador de limites excessivos da radiação, ele não é considerado um EPI ou EPC (equipamento de proteção individual e coletivo, respectivamente). Blindagem da radiação Sabemos que a radiação ionizante utilizada sem controle pode causar inúmeros danos biológicos, e uma das formas mais comuns para se evitar a radiação de fuga é a blindagem contra a radiação. O que é blindagem radiológica e por que é tão importante A blindagem é de�nida como qualquer proteção ou barreira física, logo, a blindagem contra radiação ionizante segue o mesmo princípio, e é feita para barrar os raios que contêm níveis de energia bastante altos. Essa blindagem é uma medida de segurança obrigatória, que é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), de acordo com a Portaria nº 453/98, substituída recentemente pela RDC nº 330. As radiações ionizantes são aplicadas nos exames de diagnóstico e para tratamento, como raios-X, tomogra�a computadorizada, mamogra�a, densitometria óssea, e para tratamento, como no caso da radioterapia. São utilizadas em muitos procedimentos, tanto na medicina humana quanto para veterinária, com o intuito de facilitar o diagnóstico e tratar inúmeros problemas, de tumores a fraturas. Porém, como se trata de algo que pode ocasionar danos teciduais, é necessário atentar-se à dosagem, ao tempo de exposição, ao tipo de radiação e às blindagens, para não colocar os pacientes em risco, submetendo- os a doses desnecessárias. DIFERENTES FORMAS DE BLINDAGENS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 6/14 A radiação arti�cial é proveniente da corrente elétrica. Os aceleradores lineares e reatores nucleares são ferramentas usadas para chegar aos mesmos efeitos das radiações naturais. A radiação arti�cial – como uma ampola de raios-X – não oferece risco se não estiver sendo alimentada por uma fonte de eletricidade. O descarte desse material é mais simples do que quando utilizamos equipamentos com elemento natural selado. As chances de erro por manuseio e de ocorrer um acidente com o elemento radioativo é zero, ou seja, a radiação arti�cial foi uma forma de otimizar o procedimento, diminuindo possíveis danos. A interação da radiação com a matéria é um assunto bastante explorado na área do radiodiagnóstico, pois os efeitos fotoelétrico, Compton e formação de pares ocorrem em níveis de energia diferentes. O efeito fotoelétrico é predominante para baixas energias e para elementos de número atômico alto. O efeito Compton tem maior predominância em baixas energias e número atômico baixo, e energia intermediária com alto número atômico. Já a formação de pares ocorre em energia alta, acima de 1,022 MeV. Você sabe como o tempo, a distância e a blindagem interferem na dose? Tempo: a dose recebida é proporcional ao tempo de exposição e a taxa de dose. Por exemplo, se temos uma fonte emitindo 1mSv/h, signi�ca que em 1 hora você receberá 1mSv; em meia hora, 0,5 mSv; em 6 minutos, 0,1 mSv e assim sucessivamente. A intensidade da radiação diminui com o quadrado da distância. A espessura da blindagem depende do tipo de radiação da atividade da fonte e da taxa de dose aceitável após a blindagem. Há níveis de dose aceitáveis que acabam ultrapassando a barreira. Não somente a espessura é importante, mas também com que tipo de fonte radioativa você está lidando. Por exemplo, se você estiver sendo bombardeado com partículas alfa, não precisará de um colete de chumbo, uma simples folha de papel já bloqueia. É importante conhecer que tipos de blindagem é aplicada para as diferentes radiações, corpusculares e eletromagnéticas. Veja a Figura 1: Figura 1 | Poder de penetração das radiações ionizantes Fonte: adaptada de Pixabay. Como mostra a �gura, vemos que as partículas alfa são facilmente bloqueadas por uma simples folha de papel. Já a partícula beta necessita de uma lâmina de alumínio, e a radiação gama é bloqueada por um bloco de chumbo ou concreto. O poder de ionização não é diretamente proporcional ao alcance da partícula. Partículas carregadas, como as partículas alfa e beta, ionizam muito o meio que atravessam – por isso o alcance é mínimo: a interação é alta. Já a radiação gama ou a radiação X não têm carga nem massa, elas ionizam indiretamente a matéria do meio que atravessam. O alcance dessas ondas eletromagnéticas é bastante alto. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO EM RADIOLOGIA A aplicação da radiação ionizante pode trazer inúmeros malefícios para a saúde como os efeitos estocásticos e determinísticos. Esses efeitos são classi�cados conforme o nível de dose recebida. Há estudos que dizem que em baixos níveis de energia os pacientes que se expõem à radiação de forma esporádica não irão sofrer riscos de danos causados pela radiação. Contudo, a proteção radiológica não reconhece essa proposta e diz que nenhum limite de dose é considerado como não danoso ou que traga apenas benefícios aos seres humanos. Portanto, em qualquer energia, as regras e diretrizes da proteção radiológica devem ser seguidos. Portanto, os equipamentos devem estar sempre calibrados, os pro�ssionais devem sempre estar atentos a quaisquer problemas nas máquinas e atentos a novos protocolos de aquisição de imagem. Dessa forma, a chance de ocorrer possíveis acidentes é ainda mais minimizada, protegendo os pro�ssionais, pacientes e público em geral. Para a proteção individual, os pro�ssionais e pacientes contam com os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva). EPIs e EPCs utilizados: • Protetores de tireoide: a tireoide é uma glândula sensível à radiação; é essencial que pro�ssionais da área de radiologia usem os protetores em seu dia a dia. É colocado em volta do pescoço. 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 7/14 • Aventais de chumbo: é o EPI mais conhecido e tem como objetivo proteger toda a região do tórax e abdômen. Pode ser usado tanto pelos pro�ssionais quanto pelo paciente, dependendo do exame de imagem a ser feito. Pesa cerca de 5 kg. • Óculos plumbíferos: são óculos que têm chumbo em sua composição. As lentes recebem uma mistura de vidro e chumbo que consegue garantir a visibilidade e proteger o pro�ssional ao mesmo tempo.• Protetor de gônadas: esses órgãos tão sensíveis, responsáveis pela produção das células germinativas, devem ser bem protegidos. A exposição desses órgãos à radiação ionizante pode causar esterilidade. Porém não é qualquer colete ou qualquer empresa que diga que o artefato bloqueia a radiação que é adotado. Apenas aqueles materiais registrados e liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que assegura a veracidade de proteção do equipamento, são utilizados. Desde a entrada do paciente até a saída da área de imagens do hospital, o paciente é de total responsabilidade do técnico em radiologia. Logo, esse pro�ssional deve ter o suporte da instituição em que trabalha, tanto na qualidade dos equipamentos para a aquisição da imagem quanto na infraestrutura do local, contando com os equipamentos de proteção adequados para ambos (pro�ssional e paciente). A identi�cação do paciente é importante, pois, caso esteja errada, poderá resultar em uma aquisição de imagem inadequada, submetendo assim o paciente a uma dose desnecessária. Além disso, o posicionamento correto do paciente evitará novas exposições desnecessárias e a calibração dos equipamentos dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos de vigilância também evitará o excesso de dose no paciente. A aplicação da radiação ionizante, sempre trará benefícios e riscos para a sociedade, independentemente se for aplicada na indústria, na pesquisa ou na área hospitalar. Portanto, devido a essa severidade dos danos, a proteção radiológica está em constante atenção e avanços para se obter o máximo de benefícios, minimizando sempre os riscos. Os três princípios básicos da proteção radiológica são: • Justi�cativa da prática: os benefícios gerados pelo uso da radiação devem ser maiores que os danos causados na sua aplicação. No radiodiagnóstico, essa justi�cação é feita para cada indivíduo, considerando a sua necessidade. • Otimização da proteção radiológica: o intuito é preservar a segurança e a saúde dos indivíduos expostos à radiação ionizante. Isso é valido para pro�ssionais, pacientes e público geral. • Limitação de doses individuais: esse conceito é aplicado aos IOEs (indivíduos ocupacionalmente expostos) e para o público em geral, não para os pacientes. Esses limites são calculados anualmente. Considera-se proteção radiológica a prevenção de acidentes nos locais de trabalho. Todos os riscos devem ser considerados e analisados tanto no projeto das instalações quanto nas aplicações, de modo a minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes. VIDEOAULA Nesta videoaula, veremos o funcionamento do dosímetro individual e sua função no ambiente hospitalar. Também conheceremos os bloqueadores de radiação e os equipamentos de segurança necessários para se trabalhar em um setor de radiologia, conteúdo de grande valia para sua formação. Esses assuntos são básicos para a segurança de todos que trabalham no setor de radiologia. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Saiba mais Se você �cou entusiasmado com essa aula, aprofunde seus conhecimentos buscando assuntos relacionados a proteção radiológica. Essa área é ampla e está sempre avançando tecnologicamente. O assunto abordado nessa aula trará um conhecimento para a sua segurança no seu trabalho. Além disso, as suas atitudes irão minimizar acidentes e danos a outras pessoas. Com base no assunto abordado nesta aula, imagine que um trabalhador do setor de radiologia por descuido não utiliza o dosímetro individual durante o trabalho. O que você acha que aconteceria com ele a longo prazo? Se o setor de radiodiagnóstico utilizasse fonte de radiação natural em vez de arti�cial, você acha que os equipamentos de proteção e dosímetro seriam os mesmos? 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 8/14 Um site que aborda o conceito de proteção radiológica é o “Radioproteção na prática”. O tema desta aula pode ser aprofundado com a leitura do artigo Radioproteção – Tudo que você precisa saber! INTRODUÇÃO Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. Para você, que vai trabalhar com radiação ionizante, saber como é feita a proteção radiológica dos pacientes, dos pro�ssionais de radiologia e conhecer os EPIs e EPCs utilizados é de grande importância para o seu aprendizado. Esses conceitos colaborarão para sua segurança e a de todos do setor em que você vai trabalhar. Bons estudos! RADIOPROTEÇÃO A radiação ionizante, quando utilizada sem controle, pode causar danos biológicos irreversíveis. Portanto, uma das formas mais comuns para evitar esse tipo de dano em hospitais, clínicas e laboratórios, é o uso de materiais que blindam a radiação ionizante. Por que as blindagens contra a radiação são tão importantes para a radioproteção? Blindagem Blindagem é qualquer barreira física ou proteção, e a blindagem da radiação ionizante segue o mesmo princípio: é qualquer barreira física que possa bloquear a radiação incidente. O objetivo é o mesmo (bloquear), porém, com materiais de alto número atômico para barrar algo que é invisível, incolor, inodoro e imaterial – a radiação ionizante é ondulatória ou corpuscular. A blindagem é uma medida de segurança cuja utilização em qualquer serviço que tenha a aplicação de radiação ionizante é obrigatória, de acordo com os órgãos de vigilância. Essa medida é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), referente à Portaria nº 453/98, substituída recentemente pela RDC nº 330. A radiação classi�cada como não ionizante é a que não tem energia su�ciente para retirar elétrons dos átomos e, portanto, não oferece riscos aos seres humanos. Temos como exemplos as ondas de rádio, calor e som. As radiações ionizantes já têm energia su�ciente para ionizar o meio que atravessa, gerando íons e radicais livres. É utilizada nos exames de diagnóstico e tratamento, como raios-X, tomogra�a computadorizada, mamogra�a, densitometria óssea, e para tratamento, como no caso da radioterapia. Esse tipo de radiação é usada não somente nos procedimentos da medicina humana, mas na veterinária também, com o intuito de facilitar o diagnóstico e tratar inúmeros problemas, de tumores a fraturas. Contudo, é algo que pode causar prejuízos aos indivíduos irradiados ou contaminados, com os danos teciduais. Logo, como pro�ssionais, devemos estar atentos à dosagem, ao tempo de exposição e ao tipo de radiação, para não colocar os pacientes em risco, submetendo-os a doses desnecessárias. Quando não utilizamos as blindagens adequadas, estamos não somente colocando a nossa saúde em risco, mas também o paciente, pois estamos aumentando a dose empregada, de uma forma desnecessária. As blindagens no equipamento podem ser classi�cadas como inerentes, aquelas que blindam a saída dos feixes de raios X que não vão contribuir para a imagem ou tratamento; e as blindagens adicionais, adicionadas a cada tipo de exame. Tudo para que o paciente receba apenas a dose necessária para o exame ou tratamento, sem submetê-lo a doses desnecessárias. O sistema correto de blindagem é essencial em um serviço de radiologia, pois protege os acompanhantes, pacientes e principalmente os pro�ssionais que lidam com esse tipo de radiação no cotidiano. Aula 3 LIMITES DE EXPOSIÇÃO A radiação ionizante, quando utilizada sem controle, pode causar danos biológicos irreversíveis. 27 minutos https://radioprotecaonapratica.com.br/radioprotecao-protecao-radiologica/ 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ…9/14 Quando se trata de radiação eletromagnética (que não tem carga nem massa), os materiais mais utilizados são o chumbo e o concreto. A radiação gama e a radiação X têm alto poder de penetrabilidade, logo, alto poder de propagação. Esse material é encontrado em placas de chumbo, coletes de proteção, paredes, portas, biombos, visores das centrais de comando e vários outros equipamentos de proteção contra radiação. Ferro e concreto também ajudam a bloquear a passagem da radiação, mas, para uso pessoal é impossível fazer aventais com esses materiais, pois o peso seria inviável. Contudo, nas paredes da sala de exame esse material é necessário. DIFERENTES FORMAS DE BLINDAGENS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES A blindagem contra a radiação ionizante se faz necessária para colocar pro�ssionais de radiologia e pacientes em segurança no ambiente hospitalar. O uso da radiação ionizante oferece uma série de riscos para a saúde causados pela exposição indevida, como desenvolvimento de câncer, danos imunológicos, morte de tecidos e morte de órgãos, podendo levar até a morte do indivíduo. Contudo, se aplicada de forma correta, a radiação pode trazer benefícios para a vida humana. Logo, a proteção radiológica é muito importante na aplicação da radiação ionizante. Devido aos estudos e avanços tecnológicos na proteção radiológica, é possível minimizar ao máximo os danos causados nos tecidos através de equipamentos que fazem a blindagem da radiação. Esta é justamente a �nalidade dos EPIs e EPCs (Equipamentos de Proteção Individual e Equipamentos de Proteção Coletiva, respectivamente). O uso deles é obrigatório por técnicos, enfermeiros, médicos, pacientes, acompanhantes e público em geral. Esses equipamentos também são utilizados durante o levantamento radiométrico, que é a medição do nível de radiação dentro da sala de exame e fora dela. Os níveis de radiações internas e de radiações de fuga nas áreas externas devem ser comparados com as normas aceitáveis de dose, impostas pelos órgãos de vigilância. Os fatores que in�uenciam na dose recebida são: • Tempo: quanto maior o tempo de exposição, maior será a probabilidade de ocorrer os danos. Devido a isso, a jornada de trabalho de um pro�ssional que trabalha na área de radiologia é reduzida e a duração da exposição deve ser extremamente controlada. • Distância: à medida que você se afasta da fonte radioativa, a dose da radiação diminui de forma quadrática. Logo, quanto mais longe da fonte, menor os danos causados e, portanto, quanto mais perto da fonte, maiores os danos biológicos causados pela radiação. • Blindagem: diz respeito aos equipamentos de proteção individual e coletiva (EPIs e EPCs). Barreiras de concreto ou chumbo fornecem a proteção contra a radiação com energias altas e alto poder de penetrabilidade, como os raios X e gama. A blindagem contra esse tipo de radiação é importante, pois minimiza os danos causados nas células humanas. Equipamentos de radioproteção Embora a área da radiologia utilize feixes de energia em níveis baixos e a dose empregada seja indolor, com danos relativamente demorados, os riscos continuam sendo reais e devem ser contabilizados e evitados. Atualmente há no mercado diversas opções de EPIs de radiologia, que visam à proteção dos pacientes e pro�ssionais, são eles: • Avental de chumbo: como se fosse um avental revestido com chumbo, este equipamento faz a proteção da área torácica e abdominal dos indivíduos, durante a aquisição da imagem em exames radiográ�cos. • Óculos plumbíferos: são feitos com materiais que contemplam o chumbo, bloqueando assim a passagem da radiação e protegendo os olhos do operador. • Protetor de gônadas: a radiação pode causar esterilidade temporária ou permanente dependendo da dose empregada. Portanto esse material protege um órgão tão radio sensível, como os órgãos genitais. • Protetor de tireoide: a tireoide é um órgão radio sensível e é afetada pela radiação, causando danos de forma rápida. Para evitar esses riscos, o uso do protetor de tireoide se faz necessário. Esse material contempla em sua composição o chumbo. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO EM RADIOLOGIA O que é um IOE? 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 10/14 IOE signi�ca “Indivíduo Ocupacionalmente Exposto”. A prática de IOE envolve a exposição normal ou potencial de indivíduos a quaisquer atividades humanas que introduzam fontes de exposição, vias de exposição adicionais ou estendam a exposição a mais pessoas. O índice de exposição deve ser medido e o indivíduo, receber um adicional de 40% sobre dois salários mínimos, o que corresponde à periculosidade, segundo a Lei nº 7.394/1985. Qual é o limite de exposição à radiação tolerável? De acordo com o artigo 45 da nova RDC nº 611, as exposições ocupacionais normais de cada indivíduo, decorrentes de todas as suas práticas, devem ser controladas de modo que não excedam os limites de dose estabelecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. A dose efetiva para corpo inteiro tolerada para IOE é de 20 mSv e para o público em geral é de 1 mSv. Lembrando que esses 20 mSv é uma média ponderada em 5 anos consecutivos e o limite de 1 mSv não deve ser excedido em um ano, esse valor deve-se ao fato de os exames de radiologia serem esporádicos. Cada tecido tem seus próprios limites de�nidos, portanto, para o cálculo da estimativa, cada tecido ou órgão tem um fator de ponderação para determinar a dose efetiva, ou para o cálculo de todo o corpo, de acordo com a Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP). Os fatores da ICRP nº 60 estão estabelecidos também na norma NN 3.01 (BRASIL, 2005), que são as Diretrizes Básicas de Proteção Radiológicas da CNEN, promulgada no ano de 2011. Os valores dos limites variam com o tempo. Eles dependem do estado de desenvolvimento da prática de radioproteção no mundo ou em um determinado país, dos limites de detecção dos equipamentos que medem as grandezas operacionais vinculadas às grandezas primárias estabelecidas em norma, e das prioridades estabelecidas pelos grupos humanos em determinada época. A lei deve ser estritamente observada. Dessa forma, você evita acidentes de trabalho que podem causar danos a pessoas, materiais e meio ambiente. É importante saber que a radiação, especialmente a radiação ionizante, pode ter diferentes efeitos biológicos nas pessoas a ela expostas, dependendo da dose de exposição. Se você deseja evitar todos os efeitos da radiação ionizante no local de trabalho, precisa de serviços de proteção radiológica cuidadosamente preparados. Um plano de proteção radiológica detalhado e e�caz é essencial quando você trabalha em uma indústria ou hospital que utiliza tal radiação. No processo, de acordo com a regulamentação da CNEN, todos os pro�ssionais expostos à radiação devem estar totalmente protegidos. ANVISA, CNEN, ICRP têm protocolos de proteção radiológica bem detalhados. Além de conhecer os danos causados pela radiação, a interação da radiação com a matéria, e os tipos de blindagens para os diferentes tipos de radiações ionizantes, você deve conhecer os órgãos de vigilância que �scalizam esse tipo de trabalho e as normativas e diretrizes propostas por eles. Biossegurança em radiologia Refere-se a um conjunto de medidas desenvolvidas para garantir que pro�ssionais e pacientes �quem seguros em relação aos possíveis riscos da radiação ionizante. Já sabemos que a exposição à radiação ionizante sem proteção adequada pode causar inúmeros danos biológicos, como eritema, infertilidade, catarata e até mesmo o desenvolvimento de neoplasias malignas. Porém, o maior desa�o é quanto a pessoas que continuamente �cam expostas aos riscos oferecidos pelas radiações ionizantes, como os pro�ssionais em radiologia. Como a radiação é silenciosa, inodora, incolor e indolor, muitos pro�ssionaisacabam negligenciando os cuidados durante o cotidiano. Logo, é importante agir com cautela, pois atentar-se à biossegurança é a única maneira de garantir que os benefícios do uso da radiação ionizante superem os riscos por ela causados. VIDEOAULA Nesta videoaula abordaremos tópicos importantes para sua formação. Saber como funcionam a blindagem e os diferentes tipos de EPIs (equipamentos de proteção individuais), compreender o papel do técnico em radiologia no setor de imagens médicas e conhecer os conceitos de biossegurança tornará você um pro�ssional diferenciado. Esses assuntos são de conhecimento básico para a segurança de todos no setor de radiologia. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Saiba mais Se você �cou entusiasmado com o conteúdo desta aula e quer aprofundar seus conhecimentos, aconselho a leitura do estudo Comparação entre a norma brasileira de radioproteção e a recomendação da Comissão Internacional de Proteção Radiológica. http://www.bjrs.org.br/revista/index.php/REVISTA/article/view/3/56 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 11/14 Nesta aula também cabe a leitura da norma CNEN NN 3.01 sobre as diretrizes básicas de proteção radiológica. Leia ainda o Capítulo 7 da obra de Tauhata et al. (2013), que trata de radioproteção e dosimetria, a �m de complementar seu conhecimento a respeito do assunto. INTRODUÇÃO Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. Para você, que vai trabalhar com radiação ionizante, conhecer os tipos de detectores aplicados na medicina é muito importante. Temos os detectores de radiação para levantamento radiométrico, os detectores utilizados para a calibração dos equipamentos e os detectores utilizados nos equipamentos para a formação da imagem médica. Bons estudos! DETECTORES DE RADIAÇÃO IONIZANTE NA MEDICINA Os dispositivos de detecção da radiação ionizante podem ser aplicados de diferentes maneiras na utilização da radiação ionizante. A escolha de um detector depende de vários fatores, como: • O tipo de fonte radioativa que o operador deseja mensurar: Como a radiação interage com a matéria de formas diferentes, dependendo diretamente de suas características (radiação eletromagnética, partículas carregadas leves, partículas carregadas pesadas e nêutrons), a escolha do tipo de detector vai depender do tipo de radiação a ser medida. Normalmente, um detector de radiação pode medir com e�ciência um certo tipo de radiação (como fótons de alta energia), e pode ser completamente inadequado para mensurar e quanti�car outro tipo (por exemplo, radiação alfa). • Intervalo de interesse: dependendo do que você esteja analisando, a resposta do dispositivo pode ser imediata ou mais demorada, portanto, o tempo de resposta do detector deve ser analisado antes da escolha. Temos como exemplo a quanti�cação da radiação em um local antes de qualquer procedimento ser feito. Esse fator também pode quanti�car a radiação acumulada durante um intervalo de tempo determinado, como no caso do dosímetro individual, que mensura a dose absorvida durante um mês de trabalho. Temos os detectores de leitura direta, ou ativos, e os detectores passivos. Cabe ressaltar que a denominação “leitura direta” não se refere à e�ciência do detector em ler a radiação de forma direta, mas ao tempo em que ele dará a resposta. Não existe detector de leitura direta da radiação; todos recebem a radiação na área ou volume sensível e convertem esse sinal, para então quanti�carem a radiação. A denominação “leitura direta” remete ao tempo de leitura e à exposição dos resultados. • Precisão, exatidão e resolução: a utilização de um detector de radiação pode variar na questão do grau de precisão, da exatidão e da resolução dos resultados a serem quanti�cados. Por exemplo, para uma mensuração ambiental externa, os níveis de incerteza aceitáveis para os resultados são de até 20%. Já para padrões de mensuração da grandeza atividade, em um local de trabalho, uma variação de 0,5% pode não ser aceitável. • Condições de trabalho: dependendo do local onde será utilizado o detector, a escolha pode ser por outro dispositivo. Se for realizado um trabalho de campo, em um ambiente externo, condições como robustez, facilidade de carregar o equipamento e autonomia, são considerados para um dispositivo de radiação em campo. Já locais com variáveis controladas (temperatura, pressão, umidade) podem ser trabalhados com detectores mais sensíveis, ou que não apresentem facilidade de transporte. • O resultado/informação desejada: esse fator depende do que se deseja analisar, ou seja, do tipo de informação que o operador deseja extrair: número de contagens, atividade, dose absorvida ou exposição, entre outras. Aula 4 DIFERENTES APLICABILIDADES DOS DETECTORES DE RADIAÇÃO Estudante, nesta aula você aprenderá não somente conceitos novos de dosimetria radiológica de forma teórica, mas também aqueles que você usará no cotidiano em um setor que utiliza a aplicação de radiações ionizantes. 31 minutos http://appasp.cnen.gov.br/seguranca/normas/pdf/Nrm301.pdf https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 12/14 • Características operacionais e o custo: esse fator está relacionado com a facilidade do manuseio do dispositivo e o custo envolvido para comprar e manter um tipo de detector de radiação. Portanto, na medicina todas essas informações são levadas em consideração. Temos detectores para a realização de testes e controles de qualidade, detectores de radiação nos equipamentos para a formação da imagem médica e outros detectores para monitorar o ambiente e as salas de exames. DETECTORES UTILIZADOS PARA CALIBRAÇÃO Na medicina, para realizar o controle de qualidade nos equipamentos de radiologia em geral, são comumente utilizados os detectores a gás, mais precisamente, a câmara de ionização. Os dispositivos a gás são usados por décadas, desde os experimentos iniciais com radiação ionizante, por volta de 1913. A interação da radiação com o gás causa a ionização e a excitação dos átomos contidos nesse gás. Na parte da ionização, os pares de íons (positivos e negativos) são originados dependendo das características do gás e, consequentemente, da fonte radioativa. Após a ionização, há uma coleta desses íons gerados realizada através dos eletrodos da parede do material, que estabelecem a diferença de potencial interior. Após essa contagem dos íons o sinal é convertido e mensurado. A câmara de ionização é o exemplo de um detector a gás utilizado em larga escala no controle de qualidade dos equipamentos de radiologia. A grandeza física por meio da qual esse material expressa seus resultados é de exposição. A câmara de ionização opera em uma região de energia denominada saturação dos íons, e para cada par de íons originados na parte interior do equipamento, um sinal é contabilizado. Como a corrente elétrica gerada é extremamente baixa, esses materiais contam com ampli�cadores de sinal, para que assim os sinais convertidos sejam lidos e quanti�cados. Outro fator da escolha desse equipamento para esse tipo de operação é a capacidade do dispositivo de manter as suas condições de calibração por um longo período, e são utilizados também para calibrar até mesmo outros equipamentos. Além do controle de qualidade dos equipamentos, podem ser utilizados para o levantamento radiométrico das salas de exames, e na análise da radiação defuga. O detector Geiger Muller é um detector a gás, que foi criado por volta de 1928. Trata-se de um equipamento de fácil manuseio, facilidade de operação e baixo custo. É utilizado atualmente para monitoração de área. Ele funciona como um contador, logo, não é capaz de distinguir energias. Outro detector utilizado na medicina é o tipo termoluminescente (TLD), que é o dosímetro. Esse dispositivo não tem como princípio a ionização dos gases em seu interior, mas sim a cintilação. São detectores passivos, ou seja, não são utilizados para medir a radiação exata no momento, e sim a radiação acumulada em um determinado período. Os dosímetros são utilizados para a monitoração e controle do hospital de todos os pro�ssionais da área da radiologia. Todo mês os dosímetros são recolhidos e lidos, para que a proteção radiológica tenha ciência de como está a relação de dose em seus pro�ssionais. Lembrando que embora esse dispositivo faça parte de um conjunto de proteção individual para os pro�ssionais de radiologia, ele não é de�nido como um EPI (equipamento de proteção individual). Temos também os detectores de estado sólido, que são utilizados, por exemplo, nos equipamentos de tomogra�a computadorizada para a formação da imagem médica. Os detectores de estado sólido oferecem uma alta resolução espacial. DETECTORES DE AMBIENTES EXTERNOS Os detectores utilizados para a quanti�cação da radiação em um ambiente externo precisam ser robustos e fáceis para transportar, a leitura da radiação deve ser ativa e as condições externas (umidade, altitude, temperatura e luminosidade) e choques mecânicos não podem interferir em seus resultados. Além disso, é preciso manter suas características de calibração de forma prolongada. No caso de acidentes ocorridos em áreas ambientais externas, como o de Chernobyl e o acidente ocorrido em Goiânia, os melhores detectores para noti�car a presença da radiação ionizante são os a gás, mais precisamente os contadores de radiação. Um dos detectores utilizados em Chernobyl foi o contador Geiger- Muller, que não é capaz de distinguir energias, porém noti�ca a presença da radiação existente em um determinado local. Contudo, embora esse dispositivo não consiga distinguir as energias nem uma grandeza radiológica, são amplamente utilizados para estimar grandezas como dose e exposição, ou taxas de dose e taxas de exposição, utilizando alguns instrumentos e a metrologia. Esses detectores também são denominados detectores proporcionais, que operam no modo pulso, e seus resultados são provenientes da multiplicação dos íons no gás, para que o sinal seja aumentando e quanti�cado. São aplicados para fontes de raios X, elétrons de baixa energia e radiação alfa. 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 13/14 Os medidores nucleares são um tipo de dispositivo de grande importância para a indústria, pois são um conjunto de equipamentos que mensuram a interação da radiação com a matéria e geram um sinal, que pode ser programado para iniciar uma série de funções. Existem dois tipos de detectores nucleares: os de fácil transporte e os �xos. Os medidores �xos de radiação são utilizados, por exemplo, em minas, fábricas e instalações de produção, com o intuito de monitorar todo o processo de produção, a �m de evitar possíveis acidentes e manter um controle de qualidade local. Temos como exemplo de utilização desse tipo de detector �xo sua aplicação em uma fábrica de papel: com esse dispositivo é possível mensurar a espessura das folhas. Em uma fábrica de cerveja o dispositivo é utilizado para garantir que cada lata ou garrafa contenha a quantidade correta de líquidos. Logo, independentemente da aplicação desses detectores, eles estão diretamente relacionados com o controle de qualidade do processo como um todo. Lembrando que nenhuma lata, garrafa, líquido ou papel se torna radioativo nesse processo, pois o procedimento ocorre pela irradiação desses produtos, e não há contato com fontes radioativas. A irradiação é diferente da contaminação. Os dispositivos portáteis são utilizados em grande escala na agricultura, na engenharia civil e em construções, para mensurar, por exemplo, a umidade local, a compactação do solo e a densidade de materiais. Existem dois tipos de metodologia básicas para esses detectores: o retroespalhamento e a transmissão direta. VIDEOAULA Nesta videoaula vamos saber como funcionam os detectores utilizado na medicina, e conhecer os controles de qualidade, a segurança do trabalhador e a formação de imagens médicas. Além disso, veremos outras aplicabilidades dos detectores, na indústria e na agronomia. Esses assuntos são de conhecimentos básicos para a segurança de todos que trabalham na área de radiologia. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Saiba mais Com base no assunto abordado nesta aula, imagine que houve um acidente nuclear em uma cidade brasileira, e que os órgãos relacionados à proteção radiológica vão ao local contaminado para medir a atividade da fonte, que é o Césio-137. Que tipo de detector deve ser utilizado nesse caso? A câmara de ionização e o Geiger-Muller são detectores a gás, e o processo de ionização do gás ocorre em seu interior. Em um acidente na área de medicina nuclear, o detector Geiger-Muller pode ser utilizado de forma con�ável? Para esta aula, cabe a leitura de estudo feito por Wiclif Francisco Torohate no Instituto de Radioproteção e Dosimetria – IRD, intitulado Avaliação da integridade de fontes radioativas de medidores nucleares. Aula 1 BRASIL. Resolução RDC nº 611, de 9 de março de 2022. Diário O�cial da União: seção 1, Brasília, DF, ed. 51, p. 107, 16 mar. 2022. Disponível em: https://in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-611-de-9-de-marco-de-2022- 386107075. Acesso em: 9 maio 2022. BUSHONG, S. C. Ciência Radiológica para Tecnólogos: curso de física, biologia e proteção. Houston, Texas: Professor of Radiology Center, 2008. 1580 p. OKUNO, E.; YOSHIMURA, E. Física das Radiações. São Paulo: O�cina e Textos, 2010. 296 p. TAUHATA, L., SALATI, I. P. A., DI PRINZIO, R., DI PRINZIO, M. A. R. R. Radioproteção e Dosimetria: Fundamentos. 9. rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 2013. Disponível em: https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf. Acesso em: 4 maio 2022. Aula 2 REFERÊNCIAS 7 minutos http://moodle.ird.gov.br/ensino/images/TCCs/TCCs2016/ird-aiea%20-%20wiclif%20francisco%20torohate.pdf https://in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-611-de-9-de-marco-de-2022-386107075 https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf 31/07/2022 13:35 wlldd_222_u4_dos_rad https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=wagner-sousa1%40hotmail.com&usuarioNome=WAGNER+DE+SOUSA+RODRIGUES&disciplinaDescricao=DOSIMETRIA+DAS+RADIAÇ… 14/14 BRASIL. Resolução RDC nº 611, de 9 de março de 2022. Diário O�cial da União: seção 1, Brasília, DF, ed. 51, p. 107, 16 mar. 2022. Disponível em: https://in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-611-de-9-de-marco-de-2022- 386107075. Acesso em: 9 maio 2022. BUSHONG, S. C. Ciência Radiológica para Tecnólogos: curso de física, biologia e proteção. Houston, Texas: Professor of Radiology Center, 2008. 1580 p. OKUNO, E.; YOSHIMURA, E. Física das Radiações. São Paulo: O�cina e Textos, 2010. 296 p. TAUHATA, L., SALATI, I. P. A., DI PRINZIO, R., DI PRINZIO, M. A. R. R. Radioproteção e Dosimetria: Fundamentos. 9. rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 2013. Disponível em: https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf. Acesso em: 4 maio 2022. Aula 3 BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Norma CNEN NN 3.01. Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica. Diário O�cial da União, Brasília, DF, 6 jan. 2005. Disponível em: https://www.gov.br/cnen/pt-br/acesso-rapido/normas/grupo-3/grupo3-nrm301.pdf. Acesso em: 9 maio 2022. BUSHONG, S. C. Ciência Radiológica para Tecnólogos: curso de física, biologia e proteção. Houston, Texas: Professor of Radiology Center, 2008. 1580 p. OKUNO, E.; YOSHIMURA, E. Física das Radiações. São Paulo: O�cina e Textos, 2010. 296 p. TAUHATA, L., SALATI, I. P. A., DI PRINZIO, R., DI PRINZIO, M. A. R. R. Radioproteção e Dosimetria: Fundamentos. 9. rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 2013. Disponível em: https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf. Acesso em: 4 maio 2022. Aula 4 BUSHONG, S. C. Ciência Radiológica para Tecnólogos: curso de física, biologia e proteção. Houston, Texas: Professor of Radiology Center, 2008. 1580 p. OKUNO, E.; YOSHIMURA, E. Física das Radiações. São Paulo: O�cina e Textos, 2010. 296 p. TAUHATA, L., SALATI, I. P. A., DI PRINZIO, R., DI PRINZIO, M. A. R. R. Radioproteção e Dosimetria: Fundamentos. 9. rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 2013. Disponível em: https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf. Acesso em: 4 maio 2022. https://in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-611-de-9-de-marco-de-2022-386107075 https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf https://www.gov.br/cnen/pt-br/acesso-rapido/normas/grupo-3/grupo3-nrm301.pdf https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf https://inis.iaea.org/collection/NCLCollectionStore/_Public/45/073/45073465.pdf