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Fraturas Abertas Fraturas Expostas Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Escola de Medicina e Cirurgia Disciplina Traumato Ortopedia Fratura Perda da continuidade óssea após trauma CONCEITO Fratura Perda da continuidade óssea após trauma CONCEITO Fratura aberta Lesões de partes moles que também envolve o osso CONCEITO Fratura Exposta Presença de solução de continuidade da pele permitindo o contato direto ou indireto entre o foco de fratura com o meio externo Há 150 anos a mortalidade era frequente em decorrência das fraturas expostas Com advento de novas terapias essa expectativa se inverteu de forma dramática Fratura exposta Tratamento = amputação Mortalidade >>> 75 O que existe de diferente na fratura exposta? Fratura exposta O que existe de diferente na fratura exposta? Perda do hematoma fraturário Contaminação bacteriana Perda óssea em potencial Fratura exposta Fratura Objetivos do tratamento Inclusão social do paciente Restaurar as funções CONCEITO Fratura Objetivos do tratamento Inclusão social do paciente Restaurar as funções Reabitar o mais cedo possível Consolidar a fratura evitando complicações CONCEITO Prevenir infecção Consolidar a fratura com alinhamento satisfatório e sem dismetria Fatores biológicos Fatores mecãnicos Evitar tecido necrótico Evitar espaço morto Evitar contaminação Manter os tecidos bem vascularizados Evitar cicatriz excessiva Cobertura precoce da ferida com tecido de qualidade Preservar tecidos nobres Nervos Tendões Grande vasos Mobilização precoce Fixação estável Cicatrização precoce Evitar complicações: Infecção Peudartrose Deformidade Edema residual Os tecidos moles são a chave para o sucesso no tratamento das fraturas expostas Resistência a infecção Potencial de consolidação Consequências da lesão de partes moles Complicações na consolidação com tecidos moles de boa qualidade são mais fáceis de serem resolvidas do que com tecidos moles ruins Reflete a quantidade de energia transmitida e consequentemente o prognóstico A classificação só pode ser realmente feita após o completo desbridamento Tamanho da ferida Nível de contaminação Extensão das lesões de partes moles e desenluvamento do periósteo Configuração da fratura Classificação Classificação RAMON GUSTILLO E ANDERSON 1976 Estimar o risco de infecção Ferida puntiforme ou menor que 01 cm. Ferida relativamente limpa Mínimas lesões de partes moles Geralmente são lesões de dentro para fora Fraturas de baixa energia Fraturas simples, geralmente transversas ou obliquas curtas, sem cominuição Classificação Gustilo-Anderson Grau I Ferida maior que 01 cm. Contaminação moderada Sem lesões extensas de partes moles mas com alguma lesão muscular Trauma mínimo ou moderado Fraturas simples, geralmente transversas ou obliquas curtas, pode haver moderada cominuição Gustilo-Anderson Grau II Classificação Classificação Ferida maior que 10 cm. (??) Contaminação severa Lesões extensas de partes moles Explosão Geralmente acompanhada de esmagamentos Desenluvamento do periósteo Trauma de alta energia Fraturas multifragmentares (cominuitivas) ou segmentares Gustilo-Anderson Grau III Gustilo-Anderson Grau III A Cobertura cutânea adequada Fraturas segmentares Fraturas negligenciadas > 8hs Perda óssea Classificação Gustilo-Anderson Grau III B Cobertura cutânea inadequada Fratura em solo contaminado Classificação Classificação Gustilo-Anderson Grau III B Classificação Gustilo-Anderson Grau III B Gustilo-Anderson Grau III C Lesões vasculares Lesões nervosas Amputações traumáticas Classificação Classificação Gustilo-Anderson Grau III C 30% dos pacientes são politraumatizados Procurem lesões associadas que coloquem em risco a vida do paciente Avaliem cuidadosamente e documente o status neurovascular Epidemiologia Mecanismo de lesão Trauma de alta energia Atropelamentos Colisões Queda de alturas Epidemiologia Diafisárias Tibia 21 % Femur 12 % Radio de ulna 9 % Umero 6 % Epidemiologia Diagnóstico Fratura RX No mínimo duas incidências Incluir as articulações proximal e distal Diagnóstico Aberta ou exposta Clínico Comunicação da fratura com o meio externo Presença de ferida cutânea ( ? ) Presença de sangramento com gotículas de gordura Fratura RX Diagnóstico 60 a 70 % apresentam crescimento bacteriano Gustilo Culturas positivas não são preditivas de infecção Lee 1997 Fratura exposta oculta Toque retal Toque vaginal Diagnóstico Da pelve Tratamento Medidas para preservar a vida Diagnosticar e tratar lesões que coloquem em risco a vida do paciente Diagnosticar e tratar as emergências ortopédicas Medidas para manter a vida ATLS A > Airway and cervical spine immobilization B > Breathing and ventilation C > Circulation ( control of extenal bleending ) D > Disability ( neurological status ) E > Exposure ( musculo-skeletal injury ) CONCEITO Controlar sangramento Compressão do local Imobilização Evita lesão de partes mole Diminui a dor Primeiro atendimento Sala de emergência Avaliar lesões associadas Remover sujeiras grosseiras Lavagem da ferida Curativo estéril Imobilização provisória Profilaxia do tétano Antibiótico Encaminhar o paciente para exame radiológico Tratamento Documente foto The Prevention of Infection in Open Fractures An Experimental Study of the Effect of Antibiotic Therapy Worlock, et al JBJS 1988 Sem antibiótico 1-4 hrs pos inoculação 1 hr. pre-inoculação 91% infecção 51% infecção 30% infecção Tratamento Recomendações atuais Tipo I e II Cefalosporina segunda geração 2 g. dose de ataque 1 g. De 08 / 08 horas Tipo III e feridas em solos contaminados Adicionar aminoglicosídeos Tratamento X X X Quanto tempo??? 24 horas após fechamento da ferida Tratamento Não esquecer do tetano Toxóide tetânico Imunoglobulina 75 UI < 5 anos 125 UI 5 – 10 anos 250 UI > 10 anos Tratamento A fratura exposta deve ser acessada e documentada apenas uma vez na emergência O antibiótico não compensa um tratamento cirúrgico inadequado Tratamento Toda fratura exposta é uma urgência Avaliar lesões associadas Desbridamento e irrigação adequados Estabilização da fratura Antibióticos adequados Profilaxia do tétano Cobertura cutânea Enxerto ósseo Princípios de tratamento Tratamento Tratamento Emergências ortopédicas ( dia 1 ) Monitorização das fraturas ( dias a semanas ) Reabilitação e tratamento das complicações ( semanas a meses ) Tratamento Limpeza mecânico cirúrgica Centro Cirúrgico Deve ocorrer nas primeiras 06 horas Trata-se de uma urgência, não uma emergência Lavagem Escovação Remoção grosseira da sujeira Irrigação Tratamento Tratamento Limpeza mecânico cirúrgica Centro Cirúrgico Pele Fascia e tendões Músculos Óssos Coloração Contratilidade Consistência Circulação Lavagem exaustiva Desbridamento agressivo Excissar as bordas das feridas Tratamento Ampliar a extensão da ferida Antecipar incisões para estabilização óssea e reconstrução de partes moles Evitar incisões que podem comprometer a viabilidade da pele Tratamento Camada por camada remova todo o tecido desvitalizado, incluindo osso Deixar a ferida sem com com mínima contaminação e bem vascularizada para cicatrizar e resistir a infecção Quando na dúvidas retire Tratamento Bactérias desenvolveram receptores específicos para proteínas humanas achadas em ossos e cartilagens Tirem as bactérias do osso !!!!!!! Lavagem Desbridamento Tratamento Melhora a visibilidade Retira tecido necrosado Retira sujeira Reduz população bacteriana Irrigação Tratamento Tratamento Centro Cirúrgico Estabilização da fratura Reduz o risco de infecção Worlock, et al Injury 1994 Tratamento Centro Cirúrgico Estabilização da fraturaReduz o risco de infecção Fixadores externos Hastes intramedulares Placas Gesso Tração Pode ser aplicado rapidamente no paciente politraumatizado Permite uma monitorização fácil das partes moles e compartimentos e subseqüente manejo de partes moles Minimiza traumas futuros Estabilidade suficiente para permitir reabilitação precoce Restaura a anatomia Fixadores externos Centro Cirúrgico Tratamento Haste intra medular Centro Cirúrgico Fraturas diafisárias Tratamento Centro Cirúrgico Placas Fraturas articulares Tratamento Frauras diafisárias Tratamento Fratura do tipo I , II , III A Fechamento da pele sem nenhuma tensão A ferida não apresenta evidencia de solo contaminado, águas estagnadas ou esmagamento Sem espaço morto sem esmagamento Tratamento em menos de 08 horas Fechamento primário da ferida Tratamento Fraturas do tipo I , II e III A que não puderam ser fechadas de imediato Sem a presença de infecção A ferida deve se apresentar sem problemas Fechamento sem tensão Fechamento tardio da ferida Cicatrização por granulação Tratamento Preço do fechamento primário da ferida GANGRENA GASOSA Deixe aberto Perda do membro Morte Tratamento ´´Cross leg`` Retalhos mio cutâneos fasciais Transplante muscular Tratamento Fraturas do tipo III B e III C Necessitam de cobertura cutânea Devem ser fechadas o mais cedo possível Devem ser manuseadas por uma equipe de especialista Imediato ?? Ótimo entre o terceiro e quarto dias Princípios: Cobertura definitiva Tecidos bem vascularizados envolvendo o osso Preencher espaços mortos Tratamento Pérolas de antibiótico 85 Open tibial shaft fractures Keating, et al Sem pérolas Bead Pouch Type II Type III TOTAL 16% 0% 11% 3% 15% 2% Tratamento Falhas ósseas Grande exposição óssea Lesões graves de partes moles Ausencia de infecção em atividade Presença de um bom tecido de granulação Fratura estabilizada No momento do fechamento tardio 06 a 12 semanas após a ferida estar completamente cicatrizada sem sinais de infecção Retarde de consolidação Enxerto ósseo Momento Condições Tratamento Fratura tipo III 10 litros ?? Garrote pneumático ?? Solução salina ?? Antibiótico ?? Pulso lavagem ?? Detergente ?? Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G02.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G03.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G06.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G07.jpeg Tratamento http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G08.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol89/issue4/images/large/JBJA0890408830G09.jpeg Complicações Infecção superficial ou profunda Choque hipovolêmico Síndrome do compartimento Embolia gordurosa Síndrome da angustia respiratória Imediatas e mediatas Complicações Retarde de consolidação Pseudartrose Consolidação viciosa Falência do material de síntese Fratura por fadiga Infecção Tardia Fraturas por projétil de arma de fogo 60.000 a 80.000 ferimentos não fatais produzidos por arma de fogo nos EUA Coluna vertebral 20.3% Fêmur 18,5% Tíbia / fíbula 10,4% Tipo de arma Tipo do projétil Distância entre a arma e a vítima E = M.V G 2 A lesão provocada é causada pela transferência de energia do projétil para os tecido Fraturas por projétil de arma de fogo Fraturas por projétil de arma de fogo Projétil de baixa energia Raramente requerem desbridamentos amplos e podem ser tratadas como lesões fechada Desbridamentos mínimos da entrada e saída do projétil Lavagem das feridas Antibiótico Profilaxia do tétano Imobilização Projétil de alta energia São tratadas como fraturas exposta. Grande lesão de partes moles independente das feridas cutâneas Desbridamentos amplos Antibiótico Profilaxia do tétano Estabilização das fraturas Fraturas por projétil de arma de fogo Fraturas por projétil de arma de fogo http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig6a.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig6b.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig7.jpeg Fraturas por projétil de arma de fogo http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig10a.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig10a.jpeg Fraturas por projétil de arma de fogo http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig2a.jpeg http://www.ejbjs.org/content/vol91/issue4/images/large/980fig2b.jpeg Reconstrução x Amputação A fratura exposta é um desafio até para os ortopedistas mais experientes Antibióticos devem ser administrados o mais cedo possível Desbridamento precoce e agressivo é essencial Lavagem exaustiva da ferida é fundamental A estabilização da fratura Reconstrução cedo das partes moles Movimento precoce Fratura exposta O tratamento inicial e determina o resultado final Fratura exposta Fratura exposta Pode chocar o médico Fratura exposta Pode chocar o médico A lesão do baço choca e mata o paciente Fratura exposta