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Despertando o Interesse 2 lista de abreviaturas e siglas AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ARV – Antirretrovíral CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento HIV – Vírus da Imunodeficiência Adquirida HSH – Homens que fazem sexo com homens HV – Hepatites Virais IST – Infecção Sexualmente Transmissível MS – Ministério da Saúde OSC – Organizações da Sociedade Civíl PC – Prevenção Combinada PCDT – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas PDR – Plano Diretor Regional PE – Pernambuco PEP – Profilaxia Pós- Exposição PNI – Programa Municipal de Imunização PrEP – Profilaxia Pré-Exposição SAE – Serviço de Atenção Especializada SES – Secretaria Estadual de Saúde SICLOM – Sistema de Controle Logístico de Medicamentos SUS – Sistema Único de Saúde TARV – Terapia Antirretroviral TR – Teste Rápido UBS – Unidade Básica de Saúde UDM – Unidade Dispensadora de Medicamentos MÓDULO 2 Profilaxia Pós- Exposição (PEP) Conteúdo programático Introdução a PEP Critérios para indicação e elegibilidade da PEP Utilização dos testes rápidos Esquema antirretroviral para PEP HIV Esquemas de profilaxias das demais IST; Acompanhamento clínico-laboratorial dos usuários em uso da PEP; Avaliação da toxicidade dos ARV Principais fatores associados à adesão da PEP Critérios operacionais para oferta da PEP Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) Objetivos de aprendizagem - Conhecer as questões orientadoras para a avaliação do risco, as populações e critérios de elegibilidade da PEP; - Conhecer as ações do fluxo de atendimento para a prescrição e seguimento da PEP; - Conhecer as avaliações e monitoramentos clínicos e laboratoriais necessários para a prescrição da PEP; - Conhecer o fluxo de atendimento para a prescrição e seguimento da PEP; - Conhecer as avaliações e monitoramentos clínicos e laboratoriais necessários para o acompanhamento do usuário de PEP; - Identificar os principais fatores associados à adesão da PEP; - Orientar o usuário visando a melhor adesão à PEP; - Orientar o usuário para o caso de descontinuidade da PEP. introdução A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), é uma medida de prevenção de urgência contra o HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), e envolve o uso de medicamentos que servem para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1999, a PEP faz parte do conjunto de tecnologias que formam as estratégias da Prevenção Combinada. Em 2015, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a PEP (PCDT-PEP), simplificou o esquema antirretroviral (ARV) da PEP, recomendando que a profilaxia seja pela avaliação de risco da situação de exposição e não mais por categoria de exposição, esse esquema ainda é vigente atualmente, estando presente no último PCDT-PEP publicado em 2021. A PEP é considerada uma forma de prevenção de urgência, por esse motivo deve ser realizada o mais rápido possível, dando preferência às duas primeiras horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A utilização da profilaxia é de 28 dias, havendo a necessidade de o usuário ser acompanhado pela equipe de saúde. A pessoa que chegar a um serviço à procura da PEP, deve antes ser atendido por um profissional de saúde que irá entender o caso, identificando qual a melhor forma de intervenção adequada à situação do usuário. De acordo com os dados disponíveis no relatório de monitoramento clínico do HIV, houve um grande aumento da oferta de PEP para o HIV, mas ainda segue como um desafio a busca pelo crescimento dessa oferta para além de situações clássicas em que a PEP é recomendada, como acidentes ocupacionais, violência sexual e sexo sem o uso da camisinha, objetivando ampliar a oferta dessa tecnologia para casos de exposição sexual consentida. Além disso, ainda é preciso aumentar a oferta de PEP em serviços de 24h e em conjunto aumentar a divulgação dessa forma de prevenção para os usuários, profissionais e gestores de saúde. A discussão em torno da implantação da PEP vai além do juízo de valor e a formação dos recursos humanos no acolhimento e acesso dos usuários a esta tecnologia. Principalmente nos casos de exposição consentida, os usuários são expostos a pré julgamentos, constrangimento moral, riscofobia e barreiras de acesso (FILGUEIRAS; MAKSUD, 2018). Diante o exposto, torna-se clara a necessidade do aumento do acesso à PEP, o que inclui a prescrição efetiva nos serviços de urgência/emergência, unidades básicas de saúde e hospitais da rede pública e privada, incluindo um atendimento que acolha os usuários em toda categoria de exposição e vulnerabilidade. Para esse atendimento inicial, o profissional também precisa estar entendido a respeito do uso do algoritmo que irá definir a indicação da PEP. Esse algoritmo abrange os seguintes aspectos: tipo de material biológico, tipo de exposição e também da pessoa-fonte. O PCDT-PEP disponibiliza um fluxograma que organiza estes aspectos do algoritmo, conforme adaptação na Tabela 1. No atendimento inicial, após a exposição ao HIV, é necessário que o (a) profissional avalie como, quando e com quem ocorreu a exposição. O PCDT-PEP em suas publicações, organiza quatro passos da avaliação da PEP, sendo eles baseados em quatro perguntas que direcionam se a PEP está ou não indicada para determinado caso, são elas: 1- O tipo de material biológico é de risco para transmissão do HIV? 2- O tipo de exposição é de risco para transmissão do HIV? 3- O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento é menor que 72 horas? 4- A pessoa exposta é não reagente para o HIV no momento do atendimento? PEP PEP Se todas as respostas para essas perguntas forem "SIM", a PEP está indicada (BRASIL, 2021). inDICAÇÃO E ELEGIBILIDADE DA PEP para o hiv Figura 1- Recomendação da PEP conforme pré-requisitos A realização do teste rápido (TR) é um procedimento considerado simples e que não depende de infraestrutura laboratorial, com resultado saindo com tempo igual ou menor que 30 minutos. Sendo assim, todo serviço que oferece a PEP, deve estar preparado para também ofertar o TR. Para identificar o status sorológico da pessoa exposta ao HIV, devem sempre ser utilizados os TR. Se na primeira amostra do TR, a amostra for não reagente (TR1 não reagente), a PEP está indicada. Nas situações em que a primeira amostra for reagente (TR1 reagente), há a necessidade da realização de uma segunda testagem, caso ambas as amostras resultem em reagente (TR1 e TR2 reagentes), a PEP não está indicada. As situações de amostras com resultados discordantes (TR1 reagente e TR2 não reagente) não é possível confirmar o status sorológico da pessoa exposta e decisão de iniciar ou não a profilaxia deve ser avaliada através do critério clínico e em consonância com o usuário. A testagem da pessoa-fonte é o único aspecto que não é obrigatório, pois são poucos os casos em que a pessoa-fonte está presente no atendimento ou está disponível para a realização da testagem. É muito importante que nos casos do comparecimento da pessoa-fonte, haja o acolhimento, assim como a pessoa-exposta, oferecendo a testagem rápida e informações pertinentes à situação. Quando a PEP é recomendada ao caso, independentemente do tipo de exposição ou do material biológico envolvido, o esquema antirretroviral preferencial indicado para adultos e para crianças acima de 6 anos (com mais de 20 kg) deve ser: Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG) por 28 dias O Tenofovir (TDF)/Lamivudina (3TC): comprimido de 300 mg/300 mg (TDF e 3TC estão disponíveis na apresentação de dose fixa combinada): 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia. Já o Dolutegravir (DTG): comprimido de 50 mg: 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia. O esquema preferencial de PEP deve sempre incluir combinações de três ARV, sendo dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (ITRN) associadosa outra classe (inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeo – ITRNN, inibidores da protease com ritonavir – IP + RTV ou inibidores da integrase – INI). Recomenda-se que os serviços de emergência dispensem um quantitativo de doses suficiente até que a pessoa seja atendida no serviço que realizará o seu acompanhamento clínico. Apesar da profilaxia durar 28 dias, as embalagens contém 30 comprimidos. O descarte das medicações que sobrarem é definido de acordo com o local e a rotina do estado. O acompanhamento do usuário será realizado no serviço de atendimento especializado (SAE) próximo de sua casa ou de sua escolha. UTILIZAÇÃO DOS TESTES RÁPIDOS ESQUEMA DE ANTIRRETROVIRAL (ARV) DA PEP AO HIV O TFD apesar de possuir alta tolerabilidade, está associado a casos de toxicidade renal, na maioria das vezes em pessoas que vivem com doenças renais, mas também em pessoas que vivem com diabetes há muito tempo, que tenham hipertensão arterial sem controle ou insuficiência renal. Nos casos em que o TDF não é tolerado ou é contraindicado, recomenda-se a seguinte combinação: Em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B, existe um risco de exacerbação (flares hepáticos) com a finalização de um esquema de PEP com TFD, nesses casos o recomendado é que as pessoas coinfectadas pelo HBV façam o esquema preferencial da PEP e sejam acompanhadas pelos serviços de referência (BRASIL, 2021). Esquema alternativo: Zidovudina(AZT) + Lamivudina (3TC) MEDICAMENTO APRESENTAÇÃO POSOLOGIA AZT/3TC Comprimido coformulado (AZT 300mg + 3TC 150mg) 1 comprimido VO 2x ao dia TDF Comprimido 300mg 1 comprimido VO por dia ATV + RTV Comprimido 30mg 1 comprimido VO por dia DRV + RTV DRV: comprimido 600mg RTV: comprimido 100mg 1 comprimido VO 2x/dia 1 comprimido VO 2x/dia FAIXA ETÁREA ESQUEMAS TERAPÊUTICOS POSOLOGIAS 0 a 4 semanas (1 mês de vida) Zidovudina (AZT) Lamivudina (3TC) Raltegravir (RAL) mL de sol. oral 10mg/mL/dia mL de sol. oral 10mg/mL/dia mL de suspensão oral 10mg/mL/dia (granulado) Acima de 4 semanas a 6 anos Zidovudina (AZT) Lamivudina (3TC) Dolutegravir (DTG) mL de sol. oral 10mg/mL/dia mL de sol. oral 10mg/mL/dia comp. para suspensão 5mg (≥ 3kg) Pessoas em uso de rifampicina, carbamazepina, fenitoína ou fenobarbital Tenofovir/Lamivudina + Dolutegravir TDF/3TC (1 comp./dia) + DTG (1 comp. 12/12 horas) Esse esquema é chamado de preferencial devendo ao fato de possuir menor número de efeitos adversos e baixa interação medicamentosa, o que propicia melhor adesão e manejo clínico, além de apresentar alta barreira genética, aumentando a segurança para evitar a resistência transmitida. Há também os esquemas alternativos para a PEP, em casos em que não se foi possível aplicar o esquema preferencial, as apresentações e posologias dos medicamentos estão estão resumidas na Tabela 1. Tabela 1- Esquema Alternativos para PEP As IST se apresentam como um problema de saúde pública que têm elevados custos sociais e econômicos. Tendo em vista que a presença de uma IST está associada à aquisição e transmissão do HIV, toda pessoa exposta ao HIV, deve ser avaliada como risco para outras IST. Recomenda-se a investigação de sinais/sintomas de IST em todas as pessoas com exposição sexual de risco e avaliação de tratamento imediato. Essa investigação ativa dos sinais/sintomas das IST, devem incluir as manifestações clínicas mais comuns, como corrimento vaginal, corrimento uretral, úlceras genitais e verrugas anogenitais. Porém, deve-se atentar que muitas pessoas com IST não apresentam sintomatologia ou apresentam sinais e sintomas leves, que acabam não percebendo. A profilaxia para IST como tratamento preemptivo é recomendado apenas para vítimas de violência sexual, por muitas vezes haver a perda do seguimento, dificultando o tratamento baseado no diagnóstico etiológico. No caso de pessoas com exposição consentida, o procedimento mais recomendado é a investigação laboratorial e seguimento clínico, pelo risco de resistência bacteriana com o tratamento preemptivo. As IST se apresentam como um problema de saúde pública que têm elevados custos sociais e econômicos. Tendo em vista que a presença de uma IST está associada à aquisição e transmissão do HIV, toda pessoa exposta ao HIV, deve ser avaliada como risco para outras IST. Recomenda-se a investigação de sinais/sintomas de IST em todas as pessoas com exposição sexual de risco e avaliação de tratamento imediato. Essa investigação ativa dos sinais/sintomas das IST, devem incluir as manifestações clínicas mais comuns, como corrimento vaginal, corrimento uretral, úlceras genitais e verrugas anogenitais. Porém, deve-se atentar que muitas pessoas com IST não apresentam sintomatologia ou apresentam sinais e sintomas leves, que acabam não percebendo. A profilaxia para IST como tratamento preemptivo é recomendado apenas para vítimas de violência sexual, por muitas vezes haver a perda do seguimento, dificultando o tratamento baseado no diagnóstico etiológico. No caso de pessoas com exposição consentida, o procedimento mais recomendado é a investigação laboratorial e seguimento clínico, pelo risco de resistência bacteriana com o tratamento preemptivo. Esquemas de profilaxias das demais IST Tabela 2- Esquema de PEP às outras IST O acompanhamento clínico-laboratorial da pessoa exposta em uso de PEP deve levar em consideração: Avaliação de medos e expectativas pós-exposição de risco ao HIV; Toxicidade dos ARV; Testagem para HIV; Avaliação laboratorial; Manutenção de medidas de Prevenção Combinada do HIV. Como antes descrito neste material, os esquemas atuais de tratamentos com ARV apresentam baixa toxicidade e pouco efeitos adversos, e quando presentes, os sintomas em geral são leves e autolimitados, tais como efeitos gastrintestinais, cefaleia e fadiga, pode haver também algumas alterações laboratoriais, porém pouco frequentes e discretas. Um caso que se deve mais atenção e monitoração dos sinais e sintomas é a infecção aguda pelo HIV. Na presença dos seguintes sinais e sintomas de infecção aguda pelo HIV, recomenda-se uma investigação laboratorial: Febre Exantema Artralgias Linfadenopatias Ulcerações mucocutâneas Fadiga Faringite Mialgias Hepatoesplenomegalia Apesar de haver casos específicos como os citados, todas as pessoas expostas que iniciam a PEP precisam ser orientadas a procurar atendimento caso surja algum sinal e sintoma que possam ser consequência de toxicidade medicamentosa grave. ACOMPANHAMENTO CLÍNICO-LABORATORIAL DOS USUÁRIOS EM USO DA PEP AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DOS ARV A adesão à PEP, com a administração de um comprimido diário, durante 28 dias, é essencial para a maior efetividade da profilaxia. O que não tem acontecido de maneira eficiente. Estudos publicados mostram uma baixa adesão de pessoas que completam a PEP (OLDENBURG et al., 2014), principalmente entre adolescentes e pessoas que sofreram violência sexual (CHACKO et al., 2012; FORD et al., 2014). Durante o atendimento é importante informar a pessoa exposta sobre a menor toxicidade dos atuais esquemas de ARV, bem como deve-se orientar quanto a necessidade do uso diário, observando rigorosamente as doses, os intervalos de uso e a duração da profilaxia antirretroviral. Podem ser usadas estratégias para facilitar o acompanhamento como: mensagens pelo celular, uso de aplicativos, alarmes, diários, porta-pílulas, tabelas, mapas de doses e ligações telefônicas. Recomenda-se a dispensação do esquema completo de PEP (28 dias), uma vez que essa estratégia tem um impacto positivo na adesão (IRVINE et al., 2015). Ter Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) própria ou vinculada: a dispensação dos antirretrovirais é feita pelo Ministério da Saúde (MS) aos estados e aos municípios e depois para suas UDM. Profissionais treinados pelas Coordenações Municipais de IST, Aids e Hepatites Virais em parceria com o Programa Estadual: Os profissionais deverão ser treinados para o acolhimento, oferta eacompanhamento de usuários em PEP pelas Coordenações Municipais correspondentes, em parceria com o Programa Estadual. Realização de teste rápido de HIV, sífilis e hepatites B e C: a testagem rápida deve ser obrigatória para identificação de uma possível sorologia positiva, onde o caso deve ser encaminhado para os serviços especializados. Articulação com o Programa Municipal de Imunização para o encaminhamento e/ou oferta da profilaxia de hepatite B (vacina e IGHAHB): a articulação com os municípios deve ser necessária para a oferta da dose inicial da vacina contra a hepatite B e o encaminhamento para as próximas doses. Deve-se também conhecer a situação sorológica do usuário para uma possível indicação do Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAHB). Oferta e acompanhamento clínico-laboratorial por meio dos exames Creatinina, Ureia, ALT, AST, Amilase, Glicemia e Hemograma: Os exames laboratoriais só podem ser indicados considerando as condições de saúde do usuário e a toxicidade dos antirretrovirais utilizados nos esquemas da PEP. O acompanhamento laboratorial se dá por um período de três meses compreendendo o retorno na 2ª semana pós-disponibilização da profilaxia para repetição dos exames de ureia, creatinina e outros. Na 4ª e 12ª semanas são realizadas, respectivamente, nova testagem de HIV. A conclusão do seguimento na 12ª semana constata se houve ou não a soroconversão ao HIV (BRASIL, 2017b). O quadro abaixo resume as recomendações para exames laboratoriais. PRINCIPAIS FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO DA PEP CRITÉRIOS OPERACIONAIS PARA OFERTA DA PEP OBS: Não se recomenda a utilização de teste de fluído oral. Para pacientes com suspeita de anemia, o exame não deve atrasar o início da PEP. O cadastro de novos serviços para a dispensação de PEP pode ser feito por meio da vinculação do serviço a uma Unidade Dispensadora de Medicamentos Antirretrovirais (UDM) ou pela habilitação da unidade como uma nova UDM. Em ambos os casos, a UDM deverá estar cadastrada no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos Antirretrovirais (SICLOM) e realizará a dispensação online por meio do sistema. Para o devido controle dos estoques e da distribuição dos ARV, é necessário o uso do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM), que tem como objetivo o gerenciamento logístico dos medicamentos antirretrovirais. O Ministério da Saúde (MS) atualizou os formulários de dispensação de antirretrovirais. O Formulário de Dispensação da ARV agora é dividido em dois formulários distintos, um para dispensação de ARV para tratamento e outro para profilaxia. Com a última atualização do PCDT, foi elaborado um novo formulário para a prescrição e dispensa da PEP de Risco à Infecção pelo HIV, o mesmo encontra-se disponível em ( http://azt.aids.gov.br/). É importante que seja realizado o treinamento de uso do SICLOM e o reforço de orientações tais como: • Registro no SICLOM das ocorrências de PEP no serviço; • Preenchimento mensal do Boletim para Avaliação do Uso de Medicamentos/Aids e do Mapa de Movimento dos Medicamentos/Aids, conforme prazos estabelecidos pela coordenação. LOGÍSTICA DE ANTIRRETROVIRAIS Tabela 3- Acompanhamento clínico-laboratorial para usuários de PEP REFERÊNCIAS BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/ Aids e das Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais. Brasília (PCDT PEP), Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Filgueiras SL, Maksud I. Da política à prática da profilaxia pós-exposição sexual ao HIV no SUS: sobre risco, comportamentos e vulnerabilidades. Sex. Salud Soc (Rio J). 2018;30:282-304. doi: 10.1590/1984- 6487.sess.2018.30.14.a Oldenburg CE, Bärnighausen T, Harling G, Mimiaga MJ, Mayer KH. Adherence to post-exposure prophylaxis for non-forcible sexual exposure to HIV: a systematic review and meta-analysis. AIDS Behav 2014; 18:217-25. Chacko L, Ford N, Sbaiti M, Siddiqui R. Adherence to HIV post-exposure prophylaxis in victims of sexual assault: a systematic review and meta-analysis. Sexually transmitted infections. 2012 Aug;88(5):335- 41. PubMed PMID: 22332148. Irvine C, Egan KJ, Shubber Z, Van Rompay KK, Beanland RL, Ford N. Efficacy of HIV postexposure prophylaxis: systematic review and meta-analysis of nonhuman primate studies. Clin Infect Dis 2015; 60 Suppl 3:S165-9. Ministério da Saúde. Prevenção Combinada do HIV: Bases conceituais para profissionais, trabalhadores (as) e gestores (as) de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2017b.