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SEGURANÇA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE 
 
 
 
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Faculdade de Minas 
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SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................. 4 
2. ASPECTOS RELEVANTES .......................................................................... 6 
2.1 EVENTO: UM POUCO DE HISTÓRIA ........................................................ 9 
2.2 DEFINIÇÃO DE EVENTOS ...................................................................... 10 
2.3 AS ETAPAS DE UM EVENTO .................................................................. 11 
2.4 TIPOS DE EVENTOS ............................................................................... 12 
3. NÍVEL ESTRATÉGICO ............................................................................... 13 
3.1 ÁREAS DE SEGURANÇA ESTRATÉGICA ........................................... 14 
3.2 ÁREAS DE IMPACTO ........................................................................... 14 
3.3 PROTEÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS ............................................. 14 
3.4 MEDIDAS DE SEGURANÇA ................................................................. 16 
3.5 AVALIAÇÃO DE RISCOS ......................................................................... 18 
4. PLANEJAMENTO OPERACIONAL ............................................................ 20 
5. GRANDES EVENTOS E A SEGURANÇA PÚBLICA ................................. 22 
6. GRANDES EVENTOS E A SEGURANÇA PRIVADA ................................. 27 
6.1 ANÁLISE E DIAGNÓSTICO ..................................................................... 29 
6.2 ELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS ......................................................... 30 
6.3 MONITORAMENTO .................................................................................. 31 
7. OBRIGATORIEDADES DEFINIDAS PELA LEI SOBRE SEGURANÇA EM 
EVENTOS ................................................................................................................. 32 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 34 
9. REFERENCIAS .......................................................................................... 36 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
Quando pesquisámos o significado da palavra “Evento”, entendemos que não 
é suficiente o que dicionário, Priberam da Lingua Portuguesa, define como; 
“acontecimento”, “sucesso”, “êxito”, ou até mesmo como uma celebração de um 
acontecimento especial, uma vez que estamos a falar de algo propositado, planeado 
e organizado. No entanto e indo mais longe no entendimento de “Evento” como um 
acontecimento especial, no entender de José Rolim Valença (cit. In Giácomo, 1993) 
“evento em relações públicas é um acontecimento especial, antecipadamente 
planeado, no conjunto de atividades de um programa de comunicações”. Segundo 
este autor, o evento especial é uma das linguagens que as relações-públicas utilizam. 
No mesmo sentido, Cristina Giácomo (1993, p. 47) afirma que “…O evento é um 
instrumento de comunicação e um dos elementos mais poderosos na estratégia 
comunicacional e promocional...”. Dentro deste conceito Allen [et al.] (1999) afirma 
que: 
O termo “eventos especiais” foi criado para descrever rituais, 
apresentações ou celebrações específicas que tenham sido 
deliberadamente planeados e criados para marcar ocasiões especiais ou 
para atingir metas ou objetivos específicos de cunho social, cultural ou 
corporativo. 
Um grande evento acarreta, pela sua dimensão, uma operação de preparação 
que acarreta vários meses ou anos de preparação, além de envolver também a 
prestação política e econômica. Assim, é um evento que, para além de obrigar à 
criação de infra-estruturas próprias para o efeito, provoca consequentemente efeitos 
profundos na comunidade, quer sejam sociais ou mesmo culturais. 
O planejamento estratégico apresenta uma parte fundamental geral das 
principais medidas e atividades a serem implementadas pelas autoridades e entidades 
envolvidas, patente em todos os níveis para a organização dos eventos. As ações 
terão de ser orientadas antes, durante e após os respectivos eventos, de modo a 
garantir uma realização pacífica e segura. O cenário do planejamento centra-se na 
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descrição das situações que exigem a concentração de esforços e as medidas a 
serem aplicadas. 
Segundo Tarlow (2002, p.79), para a realização de um grande evento, é 
necessária uma operação de segurança a diversos níveis. Os preparativos exigem um 
planejamento atempado, em parceria com todas as forças de segurança e entidades 
envolvidas, como também a incorporação gradual de novas práticas e a utilização de 
tecnologias avançadas. 
É, portanto, essencial, reunir todos os meios necessários para corresponder ao 
grande desafio e da mesma forma, prestar à sociedade um serviço de segurança 
pública com base na eficiência, demarcada por padrões de qualidade. 
Dessa forma, o sucesso destas ações durante o evento está intimamente ligado 
às políticas de segurança. Assim, para que as estratégias durante os grandes eventos 
sejam coordenadas uniformemente, é necessário planear, definir, implementar, 
coordenar, acompanhar e avaliar ações de segurança pública para cumprir o seu 
objetivo. 
O tema reveste-se de enorme interesse porque a sociedade actual, cada vez 
mais globalizada e interdependente, constitui um campo fértil para a acção de 
organizações criminosas, para além de ser frequentemente assolada por desastres 
naturais, o que levanta graves problemas de segurança, nomeadamente nas 
valências de security e safety, principalmente no que respeita ao vasto sistema de 
segurança do qual depende em grande medida. 
Assim, o propósito desta disciplina é identificar os níveis de responsabilidade e 
as melhores práticas em função das ameaças, riscos e vulnerabilidades que possam 
ocorrer nos grandes eventos, a fim de contribuir para a definição de uma verdadeira 
política de segurança em eventos de grande dimensão. 
 
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2. ASPECTOS RELEVANTES 
Todo e qualquer tipo de evento prossupõe três grandes fases: 
 
Em todas as fases devem ser considerados alguns fatores que poderão alterar 
significativamente o enquadramento dos participantes, dos colaboradores e do 
público, envolvendo-os activamente na participação da iniciativa. Evidentemente que, 
como em qualquer missão, devemos considerar as respectivas fases de definição e o 
verdadeiro conceito que se pretende criar, perspectivando a fase da montagem (pré-
evento),duração (evento) e desmobilização (pós-evento). 
A garantia do bem-estar das populações locais onde o evento irá decorrer, 
obriga a um planejamento efectivo de um conjunto de ações que possam afectar 
directa e indirectamente o quotidiano dos mesmos. Na fase do pré-evento, deverão 
ser acauteladas as questões do trânsito, aumento de população volante, atividades 
ilícitas e paralelas. As condições de segurança decorrentes das montagens e 
prováveis obras estruturais são impreteríveis para que o incremento destas ações não 
dificultem nem promovam o descontentamento dos cidadãos. 
Na fase do evento, o aumento da população poderá criar constrangimentos 
diversos, devendo-se prever todas as questões subjacentes à natureza e 
especificidade do evento. Na fase pós-evento, considerando igualmente as ações 
decorridas na fase do pré-evento, acrescem as de desmobilização, com especial 
atenção no rescaldo do evento. 
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Numa perspectiva de desenvolver a concepção inerente ao evento, a 
organização deve ser capaz de responder a cinco questões fundamentais. Estas 
questões, no entender de Goldblatt (cit. In Hoyle Jr. 2002, p. 53), auxiliam a 
determinação, exequibilidade, viabilidade e sustentabilidade do projecto. Podemos, 
assim, apontar cinco questões fulcrais. 
Devemos responder à questão do “Porquê”, quais as razões porque o evento 
deverá ocorrer e a sua sustentabilidade como projecto. Deve existir um verdadeiro 
sentido para todos os esforços dos indivíduos envolvidos. 
À questão do “Quem”, devemos procurar saber quem será o público-alvo e 
quais as expectativas, para que possamos orientar a comunicação adequada para 
essa audiência. É igualmente importante considerar os restantes parceiros do evento, 
uma vez que estes são essenciais à organização, sejam parte da estrutura 
organizacional (comissões, equipes técnicas, etc) ou parceiros externos 
(comunicação social, patrocinadores etc). 
“Quando” é que o evento deverá ser realizado é uma questão crucial para o 
seu sucesso, uma vez que fatores, como as condições climatéricas, os horários, a 
sazonalidade e as datas de outros eventos, podem determinar o sucesso ou fracasso 
do acontecimento. Se houver um interesse na utilização de uma cobertura mediática 
alargada, há que ter em conta o momento para a realização de um evento, uma vez 
que a coincidência com um acontecimento mais mediático pode malograr as 
expectativas da organização. A altura de realização de um evento deve ter em 
consideração tais fatores numa fase de planejamento, de modo a confirmar a sua 
exequibilidade. Da mesma forma que o momento é importante também o local se 
reveste de enorme impacto na realização do evento. 
Para responder à questão “Onde”, não podemos descurar um pormenor que 
pode afectar todo o processo. Sem considerarmos que um determinado local pode 
afastar o público que pretendemos activar, seja pela sua segurança, a localização ou 
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a falta de condições estruturais, devemos optar por outro local que satisfaça as 
necessidades do nosso público-alvo. Neste contexto devemos, encontrar um local que 
possa conciliar perfeitamente as necessidades organizacionais do evento, do público, 
das acessibilidades e dos custos. 
Por fim, devemos procurar responder à questão “O quê?”, ou seja, é 
fundamental definir explicitamente o que deve ser organizado. A natureza do evento 
deve estar sempre presente em toda a organização, devendo existir uma percepção 
clara daquilo que se pretende realizar, uma vez que qualquer falha na definição do 
“produto” poderá comprometer, reduzir ou enfraquecer o seu potencial. 
No entanto, para Watt (2004, p. 19), a própria concepção de um evento está 
dependente das respostas a certas perguntas, sem as quais não será aconselhável 
iniciar o projecto. Para além das 5 questões apresentadas, Watt considera que se 
deverá responder a duas perguntas igualmente fundamentais, o que permitirá 
responder à adequação do método que iremos utilizar. Isto é, necessitamos de possuir 
todos os recursos certos produzir o evento, no que concerne a pessoas, estruturas, 
serviços de apoio, segurança e compromisso geral. 
O funcionamento e forma de implementação são fundamentais para a obtenção 
do sucesso na realização do evento. Para se obter esse sucesso são importantes os 
recursos financeiros disponíveis, sendo que, para tal, é necessário saber quais os 
custos inerentes à realização do evento. O início de qualquer projecto deve ter 
associado um orçamento detalhado e o mais exacto possível (havendo sempre a 
considerar os fatores imponderáveis) e que possa envolver todas as áreas existentes 
e apresentar uma estimativa de receitas e despesas, numa tentativa constante de se 
aproximar o mais fielmente possível do resultado final. 
No plano operacional, à semelhança de outros itens, o organizador assume a 
segurança, cujo protagonismo é bastante importante, mas por vezes esquecido e 
pouco apoiado pelos organizadores de eventos. E quando falamos em segurança, 
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referimo-nos transversalmente a todos os serviços desde as empresas de segurança 
contratadas, à afectação de equipes médicas, Bombeiros e Polícias. 
2.1 EVENTO: UM POUCO DE HISTÓRIA 
De acordo com Giacomo (1993) é de impressionar a rapidez e o grande 
desenvolvimento do setor de eventos relacionado a negócios no Brasil. Foi por 
meados de 1950, que de forma ainda tímida, surgiu o destaque de eventos ainda na 
área de promoções e vendas. A primeira feira de negócios que aconteceu no Brasil 
foi a Feira Nacional da Indústria Têxtil (FENIT), realizada em 1958. 
Em 1970, o complexo Anhembi foi inaugurado com o Salão do Automóvel. 
Nessa época, não havia venda de produtos no local da sua realização, ou seja, os 
eventos só tinham finalidade de promoção ou de comercialização de produtos ou 
serviços. 
Ao se observar a evolução de número e a importância que os eventos de 
negócios adquiriram em apenas 50 anos tais eventos foram passando por várias 
transformações. Por exemplo, a soberania dessas grandes feiras foi cedendo lugar a 
outras modalidades, surgindo uma diversidade enorme de eventos e exigindo cada 
vez mais uma especialização profissional para atender às necessidades desse 
mercado. 
Conforme Melo Neto (2007), no entanto, a qualidade dos profissionais de 
organização de eventos não acompanhou essa evolução. A repetição e a falta de 
criatividade fez com que muitos eventos tornassem banalizados e o grande número 
dos mesmos gerou problemas inclusive na captação de recursos, visto que ficou mais 
complicado para o patrocinador definir quais eventos deveriam ser selecionados para 
atender suas verbas de marketing. 
O autor acima ainda afirma que, assim que surgiram para os profissionais de 
eventos, a oportunidade de especialização, visto que antes os requisitos não eram tão 
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observados e atualmente passaram a ser imprescindíveis, alargaram-se as ideias 
criativas, com uma melhor estruturação de projetos e proposta, capacidade de 
comunicação e facilidade na captação de patrocínios; características essas mais 
difíceis para leigos, que muitas vezes se propõem a organizar eventos. 
Segundo Melo Neto (2007) as pessoas precisam participar de eventos para 
enfrentarem a realidade do seu cotidiano, se a vida real é difícil, árdua, estável, 
rotineira. O evento deve proporcionar uma experiência prazerosa, emoções e um 
desfecho imprevisível paratodos aqueles que dele participam. Um evento vale pelo 
seu conteúdo de emoções e fantasias, participações e realizações, para que o 
espetáculo seja único. 
2.2 DEFINIÇÃO DE EVENTOS 
Segundo Mcdonnell et al. (2007), evento é um acontecimento que se leva em 
conta a necessidade do ser humano de se relacionar com a finalidade de ampliar a 
esfera de seus relacionamentos na escola, no convívio com família, no lazer ou até 
mesmo como forma de quebrar a rotina. O homem cria, organiza, participa de 
reuniões, que geralmente são chamadas de eventos. Portanto, evento tem como 
característica principal, proporcionar encontro de pessoas com a finalidade específica 
a qual consiste o tema do evento e a justificativa de sua realização. 
Conforme Zanella (2006), evento é uma concentração ou reunião formal e 
solene de pessoas ou entidades, realizada em data e local especial, com o objetivo 
de celebrar acontecimentos importantes e significativos, estabelecer contatos de 
natureza comercial, cultural, esportiva, social, familiar, religiosa, científica, dentre 
outras. 
Um evento ainda segundo Zanella (2006) deve ser bem organizado, dirigido, 
planejado, coordenado e controlado, para que consiga chamar a atenção e despertar 
o interesse dos meios de comunicação de massa, como: emissoras de televisão, 
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rádio, revista, jornais e outros meios disponíveis. Este evento sem dúvida 
proporcionará ao público, resultados satisfatórios. 
2.3 AS ETAPAS DE UM EVENTO 
Segundo Cesca (2008) organização de eventos é trabalhosa e exige grande 
responsabilidade, acontece “ao vivo”, e qualquer falha comprometerá o 
conceito/imagem da organização para a qual é realizado e do seu organizador. Para 
ter os objetivos plenamente atingidos, é fundamental que se faça um criterioso 
planejamento, que envolve: objetivos, públicos, estratégias, recursos, implantação, 
fatores condicionantes, acompanhamento, controle, avaliação e orçamento. 
 Objetivos: “Devem ser considerados como gerais e específicos e, é o que 
determina o que se pretende com o evento, de forma ampla e especifica”. 
(CESCA, 2008, p. 48). 
 Públicos: “É quem se destina o evento, determinado se externo, interno ou 
misto, e quem dentro dessa classificação”. (CESCA, 2008, p. 48) 
 Estratégias: “Consiste naquilo que serve de atração para o público de interesse 
do evento”. (CESCA, 2008, p. 49). 
 Recursos: “São todos os fatores humanos, materiais e físicos que serão 
utilizados no evento”. (CESCA, 2008, p. 50). 
 Implantação: “É a descrição dos procedimentos desde a aprovação do projeto 
até seu término”. (CESCA, 2008, p. 50). 
 Fatores condicionantes: “São fatos, decisões e acontecimentos aos quais os 
projetos ficam condicionados para a sua realização”. (CESCA, 2008, p. 50). 
 Acompanhamento e controle: “É a determinação de quem fará a coordenação 
de todo o processo da organização do evento e de como ela será feita”. 
(CESCA, 2008, p. 50). 
 Avaliação: “É feita após o término do evento em forma de relatório para ser 
entregue a quem solicitou a organização. É uma espécie de prestação de 
contas”. (CESCA, 2008, p. 50). 
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 Orçamento previsto: “Deve ser feito detalhadamente, pois é dele que virão os 
recursos financeiros necessários para o pagamento dos recursos humanos e 
materiais, caso se busque patrocínio, apoio ou permuta. Deverá ser dividido 
em cotas para serem negociadas com os interessados. O modelo a seguir 
exemplifica esse planejamento”. (CESCA, 2008, p. 50). 
De acordo com Watt (2007) afirma que embora os eventos possam variar, a 
maioria deles segue as mesmas etapas fundamentais em sua organização, as quais 
são progressivas. É importante que esteja claro, pois qualquer deficiência na definição 
da natureza da empresa poderá acarretar problemas mais tarde, na identificação do 
que ser feito e onde deve ser desenvolvido. 
2.4 TIPOS DE EVENTOS 
Atualmente, existem várias possibilidades e tipos de eventos que podem 
atender aos objetivos mais específicos e complexos de qualquer organização, 
independente de seu porte, do produto ou serviço comercializado, da verba disponível, 
de sua estrutura de comunicação e outras características. A profissionalização das 
atividades de planejamento e organização de eventos é meta que não deve ser 
adiada. 
Segundo Giacaglia (2003) as estratégias de comunicação e Marketing, 
quantitativas e qualitativas, e as disponibilidades financeiras, técnica, de infraestrutura 
e de prazo de implantação constituem os principais critérios para a escolha. Para que 
uma empresa participe ou promova um evento, é necessário que ela adote certos 
critérios e procedimentos, tais como: verificar se o evento se enquadra nos objetivos 
e, em que categoria (promocional ou institucional) ele pode ser utilizado. 
Também é importante lembrar que a opção por um tipo de evento deve estar 
em consonância com a elaboração de outros planos de comunicação, para que a 
mesma imagem gerada nos eventos seja perceptível quando utilizados os demais 
meios de comunicação. 
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Conforme Freund (2011) a realização de um evento requer não apenas talento 
e trabalho duro nas áreas de planejamento e organização. Pressupõe, certo toque de 
business e exatamente por esse motivo, a realização ou promoção do evento, precisa 
ser tratada com a negociação de um produto e diga-se de passagem, um produto 
atraente, é possivelmente o mais vendável. 
Segundo Freund (2011) é importante que a empresa ou o profissional 
responsável pela realização de congressos, reuniões, jantares, chás, banquetes, 
formaturas dentre outras, leve em conta atributos imprescindível ao êxito comercial: 
como o padrão de excelência do produto que está sendo vendido e para o qual 
concorrem desde a escolha de fornecedores até a decoração e o permanente ajuste 
desse produto às necessidades e expectativas do mercado, que vive em constante 
mudança. 
3. NÍVEL ESTRATÉGICO 
O nível estratégico da preparação da segurança para os grandes eventos deve 
exigir um planejamento profundo que considere a prevenção e a resposta imediata, 
mas também o retorno imediato à normalidade do funcionamento do aparelho urbano 
e da programação dos eventos, caso algum incidente faça interromper o respectivo 
evento. 
A nível estratégico, deve apresentar uma visão global, onde os planos 
operacionais locais deverão ser construídos. Deverão particularizar a atuação de cada 
órgão envolvido na Segurança Pública durante o evento. 
Como é óbvio, não pretendemos criar modelos novos, mas integrar todos os 
ativos de operacionalidade e tecnologia existentes no país, além de aprimorar os 
canais de comunicação e o fluxo de informações para que os órgãos actuem rápida e 
coordenadamente. 
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3.1 ÁREAS DE SEGURANÇA ESTRATÉGICA 
As áreas de segurança estratégica estão relacionadas à segurança interna e 
ligadas directamente à realização do evento. 
Outro importante conceito da segurança estratégica envolverá a segurança do 
espaço e a proteção das infraestruturas críticas. Ao agregarmos a proteção das 
infraestruturas e a segurança do espaço, obtemos a segurança estratégica num todo. 
3.2 ÁREAS DE IMPACTO 
As áreas de impacto dos eventos são os espaços urbanos e as respectivas 
infraestruturas de transporte e logística, além dos pontos de interesse turístico que 
receberão um intenso fluxode pessoas aquando a realização dos grandes eventos, 
como aqui demonstrado. 
 
3.3 PROTEÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS 
A proteção das infraestruturas críticas inquirirá ações de segurança nas áreas 
adiante descritas pela análise de riscos: 
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Ao abordar a segurança do perímetro, há que identificar certas áreas críticas 
dentro do local do evento. Estas áreas requerem atenção especial, devido ao efeito 
que uma ruptura poderia incidir sobre o evento. As áreas críticas no local incluem, 
mas não estão limitados a: 
 
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Estas áreas exigem mais restrições de acesso, patente no aumento de vistoria, 
aumento da iluminação e do monitoramento de segurança, um método para detectar 
qualquer tipo de alteração ou uma combinação de todos estes itens, além de outras 
medidas específicas no local. Os estacionamentos, especialmente aqueles sob o local 
do evento, são vulneráveis e locais prováveis para ataques pessoais. As salas do 
evento são alvos ideais para os indivíduos que pretendem interromper o evento, 
enquanto as salas VIP e áreas dos mass media também são atraentes para potenciais 
ataques. As salas VIP são duplamente apetecíveis porque abrigam o convidado 
especial. Desta forma, os planos de segurança devem abordar a evacuação de 
emergência de contenção dentro dessas áreas. 
Os recentes desenvolvimentos aumentaram o nível de preocupação em torno 
da segurança dos sistemas de ventilação e de climatização, bem como as áreas de 
refeição. O problema pode ser resumido em duas palavras: introdução e distribuição. 
Fluxo de ar, alimentos e bebidas representam oportunidades para uma substância 
estranha perigosa introduzida e distribuídas no local. Estes cenários, embora 
improvável na maioria dos eventos, não devem ser desvalorizados. 
3.4 MEDIDAS DE SEGURANÇA 
Além da recolha de informação e no controle de acesso, os procedimentos de 
inspeção e as questões críticas de proteção na área, é necessário considerar outras 
medidas de segurança específicas para todos os cenários. As seguintes 
considerações gerais devem ser avaliadas: 
 Efetuar uma inspeção com cães treinados para a detecção de engenhos 
explosivos, antes e durante um evento, permitirá à equipe de segurança avaliar 
a situação com confiança, em caso de uma ameaça de bomba; 
 Áreas e equipementos específicos podem ser monitorizados com câmaras de 
segurança adicionais e protegidos com fechaduras invioláveis. Pode incluir 
entradas de ventilação, unidades de climatização, controle de serviços públicos 
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e equipementos especiais de apresentação; 
 Planos de evacuação e áreas de reagrupamento devem ser designados para a 
evacuação da população em geral e evacuação da área-chave; 
 Podem ser exigidas a todas as pessoas associadas à organização do evento, 
desde os empregados aos fornecedores, identificações registadas. No mínimo, 
os organizadores do evento devem obter listas completas de todos os 
funcionários da equipe; 
 Devem ser estabelecidas áreas seguras designados para VIP’s e convidados, 
de modo a fornecer um local seguro de emergência, em caso de algum 
incidente; 
 Áreas específicas que permitam que os meios de comunicação elaborar o seu 
trabalho, o que irá reduzir a probabilidade de se tornarem perturbadores. Exigir 
credenciais de imprensa e identificar membros dos mass media, é um primeiro 
passo; 
 Assegurar que a equipe de segurança é informada quanto à coordenação 
necessária entre si e as esquipas de emergência, em caso de algum incidente; 
 
Para efetuar a avaliação das ameaças, seriam elaborados relatórios de risco a 
nível municipal, distrital e nacional pelos organizadores e posteriormente enviados ao 
responsável pela aegurança do evento para respectiva análise. Para a realização de 
um estudo aprofundado da situação, devem ser considerados quatro níveis de risco e 
ameaças: 
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3.5 AVALIAÇÃO DE RISCOS 
Avaliando o ambiente do Evento para cenários de incidentes específicos, 
devem-se incluir as seguintes possibilidades: 
 Crime Organizado: normalmente, as organizações criminosas aproveitam-se 
de condições específicas para actuarem, sendo uma delas a realização de 
grandes Eventos, visto reunirem em certos locais, um grande volume de 
pessoas e quantias avultadas de dinheiro, pelos turistas e pelo próprio 
Governo; 
 Distúrbios: em qualquer local onde existe um determinado aglomerado de 
pessoas, ocorre sempre a possibilidade de haver distúrbios civis, 
especialmente com grande movimentação de público em função do Grande 
Evento e perante a presença de diferentes tipos de público. A violência entre 
os espectadores/público é uma das preocupações da segurança, por possuir 
um índice de possibilidade elevada; 
 Assaltos e roubos: no decorrer de um Grande Evento, atendendo à 
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concentração de inúmeros espectadores, a possibilidade de assalto e roubos é 
ainda é maior. As condições são propícias e o aglomerado de pessoas facilitam 
os indivíduos a cometerem tais actos; 
 Perigos ou Ameaças Naturais: torna-se cada vez mais evidente que as 
mudanças ambientais, principalmente as relacionadas com as alterações 
climáticas, vão exacerbar os perigos ou ameaças atmosféricas. A possibilidade 
de ocorrência de catástrofes, em especial os desastres naturais, podem ser um 
ponto crucial que deve ser avaliado, monitorizado e reduzido, de modo a mitigar 
os seus efeitos e preservar a vida, a incolumidade das pessoas e o seu 
património. Todos os órgãos responsáveis na organização do evento deverão 
estar completamente envolvidos no período do Evento, contar com ferramentas 
e os conhecimentos necessários para a prevenção e contingência, caso algum 
fenómeno natural aconteça; 
 Terrorismo e ameaças de bomba: o pior cenário para qualquer Grande Evento 
é a ocorrência de um atentado terrorista. Tal modalidade de risco deve ser 
seriamente considerada, pois uma das suas características é a visibilidade 
fomentada pelos grupos extremistas. Assim, a realização de um «Grande 
Evento» é um acontecimento altamente atractivo para os grupos terroristas. Os 
cuidados com o terrorismo devem abranger o período do Evento e a sua fase 
preparatória, visto que toda a acção terrorista necessita de providências 
preliminares, as quais podem ser detectadas e neutralizadas; 
 Outros Crimes: os restantes crimes poderão ocorrer, compreendendo as 
fraudes, a pirataria ou até mesmo falsificações de ingressos/bilhetes, etc. 
 
 Outras possibilidades a serem exploradas: um ataque específico a um 
convidado especial; um ataque químico ou biológico; um problema relativo à falta de 
energia; ou incêndios; ou até uma corrida dos mass media descoordenada ou 
inesperada no meio da multidão. 
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4. PLANEJAMENTO OPERACIONAL 
Segundo Shuster (2003): 
O planejamento de segurança para um evento requer uma 
abordagem personalizada, com medidas de segurança equilibradas e 
eficazes, de modo a que seja possível fazer uma avaliação realista das 
ameaças prováveis no evento. Uma solução padronizada não se aplica nem 
ao evento, nem ao planejamento de segurança e comunicação do mesmo, 
uma vez que deixa de considerar os aspectos do evento que o tornam único 
(Shuster, 2003, p. 12). 
O Plano de Segurança, integrando o processo da gestão do risco, deve ser 
delineado com base nos riscos identificados e nos recursos necessários para os 
combater,tendo em conta que as medidas de segurança devem ser examinadas e 
empregues durante o processo de planejamento do evento (incluindo impedimentos 
físicos e de procedimentos, assim como as regras de comunicação, regulamentos e 
avisos) (Silvers, 2008, p. 64). 
O objetivo do plano de segurança é defender os bens de um desastre 
intencional (sabotagem, vandalismo ou terrorismo), tecnológico ou natural, 
concentrando-se na proteção das pessoas, instalações, conteúdos, informações e 
propriedade intelectual. Os elementos de um plano de segurança devem incluir 
políticas e procedimentos de segurança, o controle do acesso a edifícios ou recintos, 
o controle do acesso através dos edifícios ou recintos, assim como assegurar um 
perímetro de segurança à volta dos edifícios ou recintos (Devlin, 2007, p. 49). 
Para que seja possível avaliar as ameaças prováveis no decorrer do evento, o 
planejamento de segurança exige competências adquiridas através da experiência em 
trabalhos de organização de eventos e equipes de emergência, assim como 
experiência no desenvolvimento de um plano de segurança. O plano de segurança 
deve obrigatoriamente estabelecer as medidas de segurança mínimas e necessárias 
para atingir um equilíbrio entre segurança e conveniência, enquanto se combate 
efectivamente as ameaças potenciais. Ao serem avaliadas todas as medidas de 
segurança, deve-se ponderar cuidadosamente o efeito dissuasor e o valor preventivo 
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que estas oferecem contra o nível de ameaça, bem como a preparação da equipe de 
segurança. O plano deve ser concebido e executado por uma equipe qualificada e 
experiente, de maneira a que o organizador do evento e as equipes de emergência 
locais depositem total confiança, o que possibilitará um plano de segurança 
personalizado. Esta relação de confiança irá fazer com que o gestor do evento e o 
coordenador de segurança tenham a certeza unânime de que as medidas de 
segurança são necessárias, razoáveis e podem ser implementadas com o mínimo 
inconveniente para os participantes e o staff (Shuster, 2003, p. 23). 
Um plano de segurança eficaz tranquiliza o público, sem depreciar a imagem 
do evento ou prejudicar os participantes. Para alcançar este equilíbrio, o organizador 
do evento, ou a entidade organizadora, deve seleccionar um Coordenador de 
Segurança de eventos com experiência diversificada, assim como uma equipe 
adequada para executar um plano de segurança profissional. No que diz respeito aos 
critérios de escolha de uma equipe de segurança, podemo-nos basear em Natasha 
Garber (2004, p. 11), na convicção de que, tendo em conta o nosso quotidiano, existe 
uma nova visão da segurança salientado um dos fatores principais do evento. Tal 
como existe uma maior diversidade na escolha de recintos para um evento, também 
os desafios relacionados com a segurança e bem-estar agregam resultados 
crescentes, de tal modo que até os especialistas sublinham que a segurança no local 
e o controle dos acessos do evento são assuntos cada vez mais preocupantes para o 
gestor do evento. 
Por tudo isto, para além de oferecerem controle do local, as equipes de 
segurança devem manter os gestores do evento actualizados sobre as novidades de 
produtos de segurança. Com a preocupação crescente com os assuntos de 
segurança, há um maior cuidado em conhecer-se o mercado dos eventos: para 
conseguir separar o que é “bom” do “razoável”, os gestores devem ser proativos na 
procura de equipes qualificadas (Natasha Garber, 2004, p. 13). 
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Uma equipe de segurança deve realizar meticulosamente o seu serviço, como 
se do seu próprio evento se tratasse. Deve ter em conta que, caso o evento falhe, a 
equipe de segurança fará parte do esforço gerado. A equipe contratada deve ter este 
tipo de atitude, mas sem ser demasiado condescendente. Por outro lado, se o gestor 
de evento conseguir contratar uma equipe com estes atributos, deve respeitá-la e 
permitir que façam o seu trabalho: assegurar a segurança e bem-estar da equipe de 
staff e dos seus convidados para que possam desfrutar do evento (Jerry Heying, n.d., 
citado por Natasha Garber, 2004, p. 31). 
5. GRANDES EVENTOS E A SEGURANÇA PÚBLICA 
A realização de grandes eventos no Brasil sempre foi uma questão que esteve 
em evidência, independentemente dos eventos mais recentes de repercussão 
internacional ocorridos no país, a exemplo da Copa das Confederações FIFA Brasil 
2013, da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, e dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os 
eventos considerados de grandes proporções em que pese o caráter eventual estão 
no cotidiano da vida dos brasileiros e, sobretudo, na rotina das forças de segurança 
pública nas mais diversas cidades do país. 
O Brasil entrou definitivamente para a elite dos realizadores de grandes eventos 
não apenas esportivos, mas também de negócios, de entretenimento, corporativos, 
técnico-científicos, artísticos e sociais. Segundo o levantamento da International 
Congress and Convention Association, divulgado em maio de 2013, o Brasil foi o país 
com o 5o maior crescimento na realização de eventos em 2012, obtendo como 
resultado a 7a posição no ranking (PÍPOLO, 2013). O planejamento da segurança 
pública para a realização de um grande evento é uma tarefa complexa que requer um 
conjunto de medidas que vão além das ações de segurança convencionais. Deste 
modo, a realização de grandes eventos exige das forças de segurança pública uma 
resposta peremptoriamente episódica, que deve ser planejada e executada por meio 
de um modelo de gestão que valorize, principalmente, a integração interinstitucional 
como dinamizadora dos processos existentes. 
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Assim, o que se pretende com este capítulo é estudar um modelo de gestão 
das ações de segurança pública relacionadas à tipologia dos grandes eventos que 
facilite o processo de tomada de decisão e contemple a integração multi-institucional 
como fator catalisador e potencializador da almejada sensação de segurança durante 
os grandes eventos. Destarte, o Comando e Controle se apresenta como um modelo 
de gestão em que a estratificação do comando em cadeia é capaz de concentrar e 
articular esforços, promover a integração, a organização e a interoperabilidade de 
recursos humanos e materiais das estruturas organizacionais e direcionar a aplicação 
de fundos públicos com razoabilidade, eficiência e eficácia. 
Diante do cenário apresentado, esta pesquisa buscou responder a seguinte 
pergunta: o Comando e Controle é uma alternativa de emprego eficiente e viável a ser 
aplicada em operações de segurança pública, de modo a proporcionar ao cidadão a 
devida sensação de segurança quando da realização de grandes eventos? O objetivo 
geral deste trabalho foi avaliar a aplicabilidade do Comando e Controle no contexto 
das operações de segurança pública, a fim de verificar se é um modelo de gestão 
adequado para assegurar a preservação da ordem pública e a incolumidade das 
pessoas e do patrimônio, quando da ocorrência de grandes eventos. 
Prover a segurança em grandes eventos é uma tarefa transversal, pois exige 
uma combinação das diferentes temáticas e formas de atuar das instituições 
integrantes de uma operação de segurança pública. Assim, o modelo mais adequado 
a ser utilizado deve contemplar alguns aspectos próprios que facilitem as ações 
integradas, o processo decisório e o exercício da coordenação e do controle, a fim de 
maximizar os efeitos operacionais desejados. 
Daí decorre a relevância do estudo do tema e a consequente contribuição da 
pesquisa para a sociedade, poisforam aprofundados estudos em um modelo de 
gestão que vislumbra a atuação independente e harmônica de diferentes instituições 
envolvidas numa operação de segurança pública em grandes eventos. Além disso, a 
produção científica acerca do tema proposto, por abranger uma área que faz parte do 
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cotidiano das forças de segurança pública em todo o país, servirá de base para futuros 
estudos nessa área. 
A identificação e a caracterização de um evento como grande evento requer 
atributos específicos que o façam ser destaque e referência regional, nacional ou 
global, tais como: dimensão, duração, número de participantes, grau de importância 
dos participantes, atuação de estruturas governamentais e outras variáveis 
específicas. Os grandes eventos, infelizmente, proporcionam uma grande visibilidade, 
que despertam o interesse do crime organizado, criminosos comuns, terroristas e 
ativistas radicais. Segundo o Ministério da Justiça (2014, p. 31), “historicamente, há 
registro de vários incidentes de segurança em grandes eventos que resultaram em 
vítimas fatais e não fatais, especialmente, em eventos esportivos”. 
Devido à sua complexidade, os grandes eventos demandam uma resposta 
extraordinária das forças de segurança pública. As estruturas e procedimentos 
existentes devem contemplar um conjunto de opções para resolver questões que 
possam afetar sua realização, tais como: o envolvimento de pessoal capacitado, a 
utilização de logística específica e a coordenação de diferentes organizações 
(MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2012). Dada a ausência de uma definição universalmente 
aceita, a UNICRI (2006) recorreu à assistência da Coordinating Research 
Programmes on Security during Major Events in Europe que considerou enquadrar um 
grande evento como um evento organizado e previsível que deve ter, pelo menos, 
uma das características do Quadro 1. 
Portanto, nota-se que para enquadrar um evento como grande evento não se 
deve levar em consideração simplesmente questões quantitativas, mas questões 
qualitativas relacionadas à sua natureza ou dinâmica. Tais eventos, geralmente, 
tendem a ter caráter urbano, podem ser regulares ou não regulares, e demandam 
requisitos adicionais de segurança (UNICRI, 2006). 
Apesar da origem militar, é possível estabelecermos o emprego do termo 
Comando e Controle em outras áreas, em que não mais a figura de um comandante 
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militar, mas a de um gestor que de igual modo também tem a função de coordenar e 
controlar. Vasconcelos (2007, p. 19), considera que “sem sombra de dúvidas, ações 
de Comando e Controle extrapolam a área militar e hoje podem ser observadas em 
segmentos como o governo, a indústria, a economia etc.”. 
Para corroborar a validade de tal assertiva, Campos (2011) cita o exemplo da 
obra de Sun Tzu (544 - 496 a.C.), importante estrategista militar da antiguidade. Em 
seu livro “A Arte da Guerra”, Sun Tzu relata manobras estratégicas militares que foram 
estudadas por autores das mais diversas áreas. Portanto, a atividade de Comando e 
Controle não está adstrita apenas aos conflitos militares armados, mas, aos desastres, 
operações, crises e afins, pois tais situações correspondem a eventos cujas 
características marcantes são a incerteza, a complexidade e a ausência de tempo 
para tomar decisões (UNITED STATES OF AMERICA, 1995). 
Neste sentido, a principal função do Comando e Controle é prover as condições 
necessárias para que os objetivos de uma determinada operação sejam devidamente 
alcançados, a tempo e com o menor risco possível, o que se dá por intermédio da 
congregação de recursos humanos e materiais, gestão das informações e dos 
esforços dos atores e das organizações participantes (ALBERTS; HAYES, 2006). 
Segundo United States of America (1995), o principal desafio do Comando e 
Controle é encontrar a medida certa entre a redução da incerteza, que envolve tempo 
para a coleta e processamento das informações, e a oportunidade das tomadas de 
decisões. Em razão disso, este modelo de gestão guarda plena aplicabilidade na 
segurança para grandes eventos, em que as operações são desencadeadas num 
contexto singularizado pela incerteza e alta complexidade, havendo necessidade, 
portanto, do gerenciamento adequado das informações, a fim de superar as 
adversidades que podem resultar em perdas de vidas humanas (ALBERTS; HAYES, 
2006). 
Após a Segunda Guerra Mundial foram consolidados, basicamente, dois 
conceitos de comando e planejamento para operações tipicamente militares, a saber: 
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as operações conjuntas, que ocorrem com a convergência de duas ou mais forças 
singulares, em que o planejamento e a execução das ações são realizados por 
coordenação, sem a existência de um comando único por uma determinada 
instituição; e as operações combinadas, nas quais o planejamento e a execução das 
ações, ainda que de modo integrado com outras forças singulares, são dirigidas por 
um único comando, servido por um Estado-Maior Combinado (BITTENCOURT, 2009). 
Tanto as operações militares conjuntas quanto as operações militares 
combinadas priorizam a integração como catalisadora dos processos existentes; 
contudo as operações militares conjuntas aproximam-se mais do modelo utilizado nas 
operações de segurança pública em grandes eventos, pois nessas as instituições 
envolvidas por não possuírem vínculo de hierarquia e subordinação entre si, atuam 
em regime de coordenação (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2013). 
O fato de as operações de segurança pública em grandes eventos se 
desencadearem por coordenação indica que não há sobreposição de uma instituição 
a outra, o comando não é único, e sim compartilhado. Neste tipo de operação o 
estabelecimento do comando ou liderança é situacional, ou seja, assumirá a condução 
de determinada situação a instituição que tem atribuição legal para tal, podendo ser 
apoiada por outras forças envolvidas, que disponibilizarão recursos para a solução do 
problema. Dessa forma, o Comando e Controle aplicável na segurança para grandes 
eventos tem como premissa a integração, sobretudo, com respeito a autonomia das 
instituições (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2014). 
A segurança para grandes eventos se constitui na convergência de interesses 
e esforços no planejamento, execução, acompanhamento e avaliação de ações com 
a cooperação de diversas instituições que tenham relação, direta ou indireta, na 
realização de um grande evento de forma integrada na consecução de um objetivo 
comum. Esta atividade é um exercício complexo e desafiador, e se constitui em um 
fator chave para o sucesso de tais eventos. O Comando e Controle, a despeito do seu 
uso em operações militares, é uma ferramenta de gerenciamento multi-institucional 
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que pode ser adotada para prover o comando integrado de esforços, na gestão de 
respostas a incidentes críticos capazes de causar graves impactos. Além disso, seu 
emprego é viável em qualquer cenário que necessite de um processo de tomada de 
decisão estruturado e que seja caracterizado pela incerteza, riscos e escassez de 
tempo. 
Destarte, diante do arcabouço das principais características apresentadas, o 
Comando e Controle se constitui para as forças de segurança pública como uma 
ferramenta de gestão que proporciona a adequada condução de operações de 
segurança pública em grandes eventos, pois os elementos que compõem essa teoria 
propiciam a superação das adversidades encontradas, contribuindo decisivamente 
para a aplicação racional dos meios existentesproporcionando ao cidadão, 
consequentemente, um ambiente seguro e pacífico. 
6. GRANDES EVENTOS E A SEGURANÇA PRIVADA 
A maioria das pessoas nem imagina o quanto é importante e essencial à 
presença do profissional de segurança, por acharem que não correm nenhuns riscos, 
seja ele material, físico, ou até mesmo moral. É por isso que normalmente não ficam 
atentas para providenciarem os cuidados necessários para evitarem esse tipo de 
surpresa. 
O serviço de segurança contempla várias categorias de eventos, casamentos 
e aniversários. A pessoa contrata o melhor espaço, o melhor Buffet, o fotógrafo mais 
conhecido, manda fazer o convite mais bonito, escolhe a melhor decoração, entre 
outros detalhes da festa e esquece a segurança. Isso é comum, mas é preciso ter em 
mente que esses profissionais, trarão equilíbrio desde a chegada dos convidados até 
o término do evento. 
Atualmente, as empresas procuram profissionais qualificados, uma vez que 
estas são responsáveis não só pela segurança do evento, mas podem também 
oferecer serviços para recepcionar seus convidados, ajudando-os desde a posicionar 
 
 
 
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os carros no estacionamento até fornecendo informações para as pessoas que 
chegam ao local. Em alguns casos, o segurança pode até mesmo ajudar nos primeiros 
socorros. 
Na maioria das vezes, a organização do evento ignora o detalhe da segurança 
por não querer arcar com mais este gasto e acaba deixando de contratar esse tipo de 
serviço, que por um pequeno valor trará a segurança e tranquilidade a todos os seus 
convidados e aos seus veículos. 
Em se tratando de eventos corporativos, a maioria das empresas conta com 
profissionais na área de eventos, cientes da grande importância desta etapa dentro 
da criação de qualquer festa. Hoje, os grandes espaços para eventos da cidade, 
incluem em seus contratos de locação uma quantidade de seguranças, baseado no 
número de convidados da recepção. 
Um problema a ser abordado e que particularmente preocupa bastante, são os 
shows e eventos onde o público é enorme. Em muitos casos, a empresa organizadora 
destes eventos, acaba por contratar apenas a figura ilustrativa de um segurança, ou 
seja, um homem grande, forte e com cara de mal, porém, sem nenhum preparo ou 
postura para lidar com qualquer imprevisto. 
Os seguranças devem ser treinados para orientar as pessoas para as saídas 
de emergências, caso ocorra algum imprevisto. Além disso, deve ter treinamento de 
defesa pessoal, sempre focado em ações de imobilização, nunca em agressão. Isso 
quer dizer que, um bom segurança não é o sujeito mais forte que briga melhor, mas o 
que é mais preparado, emocionalmente, para separar brigas, minimizar confusões e 
orientar as pessoas. 
A necessidade de aprimorar a segurança em eventos se torna cada vez mais 
evidente, não podendo ser relegada e deixada em segundo plano. A segurança é tida 
como um fator fundamental na hora da organização e do planejamento de eventos, já 
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que deve considerar os convidados, colaboradores, fornecedores, localização, 
capacidade, tipo de evento, fatores de riscos e mais uma infinidade de variáveis. 
Por isso as empresas que atuam com este tipo de segurança devem se atentar 
aos mais variados detalhes, com um planejamento estratégico que lhe permita agir da 
maneira mais assertiva, minimizando ou extinguindo eventuais riscos, e planejamento 
é a chave para este sucesso. 
6.1 ANÁLISE E DIAGNÓSTICO 
 Sendo sua empresa a responsável pela segurança de um evento, estes 
são os primeiros passos: 
a) Reunião com os organizadores para a coleta de informações; 
b) Visita ao local do evento, de preferência no mesmo horário em que este será 
realizado. 
 Um checklist com informações importantes a serem levantadas: 
• Qual o tipo de evento e perfil do público? Quais as atrações? 
• Quantos convidados previstos, tamanho e capacidade do local? 
• Onde será realizado? Como é o local ao redor, ruas iluminadas? 
• O ambiente é interno ou externo? Casa de show, balada, salão de festas, 
residência, sala comercial, edifício? 
• Índice de furto, roubo ou vandalismo na região? 
• Quantos profissionais irão trabalhar no local e quem são, incluindo prestadores 
de serviço e fornecedores (buffet, limpeza, organização, recepção, etc.)? 
• Como será o controle de entrada e saída? 
• Como será a locomoção das pessoas dentro do ambiente? 
• Quais são e serão as barreiras físicas que o ambiente tem? 
• Haverá algum tipo de segurança eletrônica? Catracas, portões automáticos, 
cerca elétrica, câmeras? 
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• O local tem alvará de funcionamento? Como está a situação das instalações? 
Tem áreas que não devem ser acessadas? 
• E as saídas de emergência, existem e estão devidamente liberadas e 
sinalizadas? 
• Os organizadores querem detecção de metal, revista na entrada ou não? 
• O ambiente contém proteção contra incêndios? Terá uma equipe de brigada de 
incêndio? 
• Haverá bebidas alcoólicas? Serão servidas em recipientes plásticos ou vidro? 
6.2 ELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS 
No cronograma, descreva as ações que serão tomadas para minimizar os 
riscos no local do evento e estipule um prazo para a conclusão de cada etapa. Esses 
riscos são os atuais problemas que a estrutura tem ou que pode oferecer ao evento 
se não forem tomadas ações corretivas, como por exemplo um local com pouca ou 
nenhuma iluminação, instalações precárias ou precisando de algum reparo, etc. 
Já na Política de Segurança inclua as normas que devem ser seguidas para a 
manutenção da segurança. Além disso também inclua a forma como todos os 
recursos envolvidos no evento serão alocados, já que isso facilita o discernimento das 
atividades necessárias ao andamento do evento das falhas. Esse documento deve 
ser do conhecimento de todos, principalmente dos profissionais que trabalharão no 
evento e claro, dos seguranças e vigilantes. 
Ainda depois do Cronograma e da Política de Segurança, devemos definir as 
ações que devem ser adotadas em casos extremos ou de sérios problemas: Plano de 
Contingência e o Plano de Evacuação. Nestes planos deverá constar as medidas que 
serão aplicadas caso algo saia do controle, como em casos de tumultos, furtos e 
brigas, etc. A Política de Segurança servirá como base para esse plano, que deve ser 
mais detalhado e específico. Preveja possíveis problemas que possam ocorrer no 
evento e para cada um deles estabeleça uma medida corretiva, definindo como se 
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dará a contenção de tal problema. Faça perguntas como: “Em caso de furto, o que 
deverá ser feito?”. Com a resposta em mãos, estruture o Plano de Contingência. 
O Plano de Evacuação se difere do Plano de Contingência pelo risco que 
considera, já que uma falha pode representar um grande risco à vida das pessoas. 
Por isso, como prevenção, devemos incluir nesse plano todas as ações que devem 
ser tomadas em casos de perigo iminente (como incêndios e desmoronamentos), 
constando as rotas de saídas de emergência, o espaço mínimo reservado para a 
evacuação; a localização dos extintores e da equipe de brigadistas ou seguranças, e 
todas as demais premissas que forem necessárias adotar em caso de emergência. 
6.3 MONITORAMENTO 
Após as etapas anteriores, elabore um Checklist para verificar se as medidas 
determinadas entre a sua empresa e os organizadores estão dentro do planejado, 
tanto em aplicação quanto em prazo. Para isso, faça uma lista com as tarefas feitas 
para corrigir problemas no local e as ações que foram tomadas para a efetiva 
aplicação dos procedimentos de segurança, e veja se o prazo estabelecido foi 
cumprido. 
A contratação de uma equipe especializada em segurança de grandes eventos 
é um fatoressencial no planejamento. E essa escolha deve se basear nas referências 
dessa empresa, com análise da execução dos seus serviços em outros eventos, pois 
é ideal que tenha experiência consolidada na área e que tenha certificado expedido 
pela Polícia Federal. 
Deve-se verificar se a empresa tem condições de lidar com o público-alvo do 
evento e a quantidade de profissionais que serão necessários, já que não se deve 
contratar um número inferior. Caso isso ocorra, o andamento do evento pode ser 
prejudicado, principalmente se ocorrer tumultos e desentendimentos que levem a 
brigas generalizadas ou até mesmo isoladas. 
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Além disso, a necessidade de equipementos como detectores de metal, 
câmeras, alarmes, detectores de fumaça, rádios de comunicação etc, deve ser 
verificada com a empresa. 
Desse modo, para organizar um grande evento, vale a pena estar atento à 
elaboração de um plano de segurança. Esse planejamento deve atender a todas as 
exigências necessárias para evitar a ocorrência de situações que coloquem em risco 
a vida das pessoas e, na eventualidade de algo acontecer, estar preparado para 
solucionar o problema. Assim, utilizar as novas tecnologias para detecção de objetos 
indesejados ou fiscalizar o que vai entrar no evento é primordial. 
7. OBRIGATORIEDADES DEFINIDAS PELA LEI SOBRE SEGURANÇA EM 
EVENTOS 
A Portaria da Polícia Federal define grandes eventos aqueles ondem 3 mil ou 
mais pessoas se reúnem. Nessa situação é obrigatório a contratação de vigilantes 
especializados na segurança de eventos. 
Em alguns estados brasileiros existem legislações especificas que determinam 
uma quantidade de vigilantes para cada X número de pessoas. Em Ribeirão Preto 
(cidade de São Paulo), uma lei municipal determina que num grande evento, a cada 
200 pessoas será necessário 1 segurança. Então, num evento que tenha 3000 
participantes, trabalharão 15 vigilantes. 
Então é importante conhecer o que a legislação local diz sobre essa disposição 
de profissionais, na etapa do planejamento da segurança em eventos. 
 Para fazer a segurança em eventos é preciso repartir tarefas entre os 
profissionais destacados. Elas se dividem em controlar a entrada e saída de pessoas, 
gerenciar o público e manter o ambiente seguro. Na prática esse trabalho se 
materializa em atividades como: 
• Fazer revistas pessoais; 
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• Coibir a entrada de objetos proibidos (armas, garrafas de vidro, etc.); 
• Ajudar pessoas que estejam com problemas durante o evento; 
• Apaziguar participantes que estejam em conflitos; 
• Combater comportamentos criminosos como racismo, agressão a mulheres e 
crianças, etc; 
• Montar muralha humana para deter multidões; 
• Realizar primeiros socorros; 
• Evacuação de áreas que apresentam tumultos; 
• Ajudar no combate e prevenção de incêndios. 
 Essas são atividades básicas de um profissional que trabalha para manter um 
evento seguro. Por sua complexidade, é de máxima importância que somente 
vigilantes treinados participem desse tipo de serviço. 
 De acordo com a PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO 
DE 2012, que dispõe sobre as normas relacionadas às atividades de Segurança 
Privada. A segurança de grandes eventos com público superior a três mil pessoas 
deverão ser realizadas por vigilantes habilitados em curso de extensão em segurança 
para grandes eventos. 
Art. 19. A atividade de vigilância patrimonial em grandes eventos, assim 
considerados aqueles realizados em estádios, ginásios ou outros eventos 
com público superior a três mil pessoas deverão ser prestadas por vigilantes 
especialmente habilitados. 
Parágrafo único. A habilitação especial referida no caput corresponderá ao 
curso de extensão em segurança para grandes eventos, ministrado por 
empresas de cursos de formação de vigilantes, em conformidade ao disposto 
nesta Portaria. 
 Dica: 
 Para saber mais, assista a palestra tem como objetivo dar um overview 
dos desafios da segurança em grandes eventos, tendo como visão estratégicas a 
atuação dos stawards e do gestor de segurança. Além disso, o vídeo apresenta a 
https://gestaodesegurancaprivada.com.br/profissao-de-vigilante/
https://gestaodesegurancaprivada.com.br/vigilancia-patrimonial-seguranca/
https://gestaodesegurancaprivada.com.br/curso-de-extensao-em-seguranca-para-grandes-eventos-sge/
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classificação dos eventos, baseadas na complexidade, comentar sobre produção de 
documentos e o legado dos grandes eventos na segurança privada. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XMXIskXQ5Hs 
 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Na sua condição de receptor de vários grandes eventos enquanto defensor dos 
primados da democracia, dos Direitos Humanos e do Direito Internacional, 
empenhado na “defesa da estabilidade e da segurança”, está sujeito a múltiplas 
ameaças de natureza humana e tecnológica que condicionam a segurança e 
estabilidade da nação no seu conjunto e no que concerne aos grandes Eventos, em 
particular. A estas questões juntam-se ainda as ameaças ambientais, cada vez mais 
frequentes e com maior amplitude. 
Incumbe, assim, ao Estado um papel fundamental segurança, complementada 
pela segurança privada, nos eventos em geral e dos grandes eventos em específico, 
garantindo o nível mínimo necessário, que passe essencialmente pela regulação, 
 
 
 
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conscientização e criação de incentivos que mobilizem a cooperação, a coordenação 
e o envolvimento de todos os actores no planejamento de segurança. 
Considera-se que, além da legislação em vigor e em execução, assim como 
dos planos de segurança previstos, seria fundamental a dedicação à gestão de 
segurança de grandes eventos; a definição de eventos segundo os quantitativos 
humanos; a criação de um mecanismo de partilha de informação mais activa; a 
articulação conjunta das forças e serviços de segurança, Bombeiros, Emergência e 
Socorro; desenvolver um programa de formação e consciencialização dirigido aos 
stakeholders públicos e privados para o desenvolvimento de uma cultura de 
segurança em grandes eventos; a elaboração de uma estratégia nacional para a 
gestão de Grandes Eventos, nomeadamente ao nível da segurança; a elaboração de 
um plano nacional; e a elaboração de planos sectoriais de segurança em eventos. 
Existe claramente um trabalho de consciencialização importante a desenvolver, 
o que apenas será possível com base na implementação de uma estrutura coerente 
e de instrumentos reguladores, de planificação e operacionalização que credibilizem 
toda a ação. Somente dessa forma será possível conduzir uma verdadeira política 
pública de segurança em eventos capaz de elevar os níveis gerais de conscientização, 
o país para o patamar de uma cultura mundial de Segurança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9. REFERENCIAS 
 
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milênio. Boston: Thomson Publishing Inc, 1996. 
 
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execução. 9. ed. São Paulo: Summus, 2008. 
 
DAFT, R. L. Administração. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010. 
 
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Rio de Janeiro: LTC, 2000. 
 
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turismo. São Paulo: Aleph, 2002 
 
FREUND, F. T. Festas e recepções. 2. ed. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2011. 
 
GIACAGLIA, M. C. Organização de eventos: teoria e prática. São Paulo: Pioneira 
Thomson Leraning, 2003. 
 
GIACOMO, C. Tudo acaba em festa: evento,líder de opinião, motivação e público. 
São Paulo: Editora Página Aberta, 1993. 
 
MCDONNELL, E. J. et al. Organização e planejamento de eventos. 2. ed. São 
Paulo: Atlas, 2007. 
 
MEIRELLES, G. F. Eventos seu negócio seu sucesso. 2 ed. Santana de Parnaiba: 
Ibradep, 2003. 
 
MELO NETO, F.P. Marketing de eventos, 5 ed. Rio de Janeiro, 2007. 
 
PHILLIPS, J. J.; MYHILL, M.; MACDONOUGH, J. B. O valor estratégico dos 
eventos: como e porque medir ROI. São Paulo: Aleph, 2008 
 
SIMÕES, R. P. Relações Públicas: função política. São Paulo: Summus, 1995. 
 
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São Paulo: Atlas, 2012. 
 
 
 
 
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ZANELLA, L. C. Manual de organização de eventos: planejamento e 
operacionalização. São Paulo: Atlas, 2006. 
 
WATT, D. C. Gestão de eventos em lazer e turismo. Porto Alegre: Bookman, 
2007.

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