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VET 107 P1 Planos e eixos anatômicos: Todo o animal em posição anatômica tem os 4 membros tocando o solo, alinhados e paralelos entre si, e a cabeça erguida, mirando o horizonte. O lado direito e esquerdo é referente ao lado direito e esquerdo DO ANIMAL (olhando na mesma direção que ele). Planos de delimitação: superfícies que tangenciam o corpo do animal → plano dorsal (parte de cima/tangencia o dorso) e plano ventral (parte de baixo/tangencia o ventre). Membros: pata→ dorsal e palmar (mão), dorsal e plantar (pés). Planos verticais: plano lateral direito e plano lateral esquerdo. Plano cranial (tangencia a cabeça) e plano caudal (tangencia a cauda). Focinho: mais perto do focinho → rostral (os olhos estão rostrais as suas orelhas). Planos de secção: sagital mediano → linha imaginária que corta o animal ao meio (2 metades idênticas – antímeros direito e esquerdo). Transversal→ “separação da cabeça e cauda” (metâmero cranial e caudal). Frontal/longitudinal/dorsal→ parte de baixo e parte de cima (paquímero dorsal e paquímero ventral). Sagital→ divide em qualquer outra parte que não seja o mediano, mas sim paralela a ele (divide o corpo em duas partes mas que não são idênticas). Eixos: Longitudinal→ une o centro do plano cranial com o centro do plano caudal. Sagital→ une o centro do plano dorsal com o centro do plano ventral. Transversal→ une o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. Osteologia: A principal função do esqueleto é dar sustentação ao corpo e proteger os órgãos internos. Ele também vai servir para armazenar cálcio (ossos e cartilagens = ESQUELETO). Endoesqueleto: esqueleto interno dos animais vertebrados. Articulação = locomoção do animal. Exoesqueleto: camada externa muito resiste, porém flexível, encontrada nos animais invertebrados (proteção mecânica, química e biológica. Evitar perda excessiva de água. Sustentação dos músculos e ligação para os apêndices do animal). Esqueleto axial: composto pelos ossos do crânio, coluna vertebral, costelas e esterno. Função: proteção dos órgãos e auxilia no equilíbrio, sustentação e movimento do corpo devido a ação da coluna vertebral. Esqueleto apendicular: composto pelos ossos dos membros pélvicos e torácicos. Função: responsável pela movimentação e sustentação do corpo. Esqueleto visceral: que se desenvolve no parênquima de determinadas vísceras como, por exemplo, o osso peniano do cão e o osso cardíaco bovino. Função: proteção das partes moles (intimidade dos órgãos). Local de hematopoese: medula óssea; sendo este o processo responsável pela formação das células do sangue. Metabolismo cálcio/fósforo: os íons cálcio e fósforo são abundantes no esqueleto humano, tendo um metabolismo em cumum e associado a fatores como a vitamina D e o paratormônio. Por meio destes fatores se processa a homeostase destes íons, havendo participação de órgãos como o rim, o intestino e o próprio ESQUELETO. Os ossos longos possuem a função de proteger os órgãos vitais sobre a largura e a espessura. As extremidades são chamadas de epífises e distal e o corpo do osso é chamado de diáfise. Os ossos planos possuem a função de proteger os órgãos internos, como cérebro, coração e os órgãos pélvicos. Os ossos curtos têm dimensões similares no comprimento, largura e espessura. Sua principal função é a difusão da concussão. Eles diminuem a fricção ou mudam a direção dos tendões ou aumentam a força de alavanca para os músculos e tendões. Os ossos irregulares devido a sua forma complexa, permitem proteger estruturas internas. Os ossos pneumáticos possuem a função de dar leveza à cabeça e aumentar a área de inserção dos músculos. Arquitetura macroscópica dos ossos: Arquiteturas microscópicas dos ossos: Crescimento ósseo: A ossificação endocondral inicia-se sobre uma peça de cartilagem hialina do esqueleto que formará tecido ósseo. Esse tipo de ossificação é o responsável básico pela constituição dos ossos curtos e longos. Forma-se um centro primário no decorrer da ossificação endocondral. A ossificação intramembranosa forma os ossos frontal e parietal e partes do occipital, do temporal e dos maxilares superior e inferior. Contribui também para o crescimento dos ossos curtos e para o aumento em espessura dos ossos longos. Aparelho respiratório: O aparelho respiratório fornece oxigênio para sustentar o metabolismo tecidual e remove o dióxido de carbono. O consumo de oxigênio e a produção de dióxido de carbono variam com a taxa metabólica, que depende principalmente da atividade física. A hematose é um mecanismo de trocas gasosas que ocorrem nos alvéolos pulmonares. Esse processo é fundamental para garantir o transporte de oxigênio pelo corpo e a remoção do gás carbônico. O olfato é o sentido associado à capacidade de captar cheiros. O sistema olfatório principal origina- se na mucosa olfatória, de aspecto amarelado, onde estão as células receptoras do olfato, aquelas que reagem às substâncias químicas odoríferas. Em cães essa mucosa repousa sobre as conchas ósseas do nariz, no prolongamento das narinas. Os animais podem se comunicar através da emissão de odores. Narina, nariz e focinho: Os suínos apresentam um osso denominado osso rostral, logo abaixo da pele, pois alimentam-se de raízes e para isso utilizam a ponta do nariz como escavadeira. Os bovinos possuem um plano nasolabial queratinizado: As cartilagens alares são as principais estruturas responsáveis pela manutenção da forma e da função do terço nasal inferior. Cada uma delas é um bloco único em forma de C, que pode ser didaticamente dividido em ramo medial, junção do ramo medial e ramo lateral e ramo lateral. A cavidade nasal, na realidade, é formada por duas cavidades paralelas que se estendem das narinas até a faringe e estão separadas entre si por uma parede cartilaginosa. Em seu interior, existem dobras chamadas conchas nasais, que têm a finalidade de fazer o ar rotacionar, ou seja, girar. As conchas nasais ocupam um grande espaço em cada cavidade nasal. A projeção dessas conchas dentro da cavidade nasal produz quatro passagens para o ar, chamadas meatos. O meato dorsal leva ao fundo da cavidade do nariz e leva o ar ao contato da mucosa olfatória. O meato médio se liga ao sistema de seios paranasais. O meato ventral leva o ar até a faringe. Os seios paranasais são divertículos da cavidade do nariz que adentram os ossos do crânio. Os ossos do rosto, localizados ao redor do nariz, contêm espaços ocos denominados seios paranasais. Oferecem proteção térmica e mecânica às órbitas nasal e cranial. A função primordial da faringe é o controle da passagem de ar e de alimento do animal. Essa estrutura se divide em duas cavidades através do palato mole: orofaringe, que é a porção responsável pela conexão com a parte oral, e nasofaringe, porção vinculada à parte nasal. A laringofaringe faz a comunicação com a laringe, que pertence ao sistema respiratório, em seguida se comunica com a abertura do esôfago. Posições da epiglote: No momento em que o animal está respirando, a epiglote fica relaxada, com abertura total para a passagem de ar, assim como o palato mole, deixando a nasofaringe maior que a orofaringe. A epiglote é ventral ao palato mole em todas as espécies domésticas, exceto aos equinos que a epiglote é dorsal ao palato mole (por isso eles não respiram com a boca). A laringe é um tubo presente no sistema respiratório que promove a ligação entre faringe e traqueia. Ela exerce função respiratória, fonatória (som) e prevenir a inalação de alimentos. Traqueia: em condições normais é constituída por uma estrutura tubular condutora flexível, com anéis de cartilagem que permanecem abertos durante todo o processo de respiração, sendo indispensável para o fluxo de ar até os pulmões. Árvore brônquica: leva o ar sugado pelas narinas até os pulmões. Pulmão: realiza as trocas gasosas (processo de hematose). Hematose pulmonar: ocorre ao nível dos alvéolospulmonares e garante a transformação de sangue com elevada concentração de gás carbônico em um sangue rico em oxigênio. O sistema respiratório funciona garantindo a entrada e saída de ar do nosso corpo. O ar inicialmente entra pelas fossas nasais onde é umedecido, aquecido e filtrado. Ele então segue para a faringe, posteriormente para a laringe e para a traqueia. A traqueia ramifica-se em dois brônquios dando acessos aos pulmões. Ao atingir os alvéolos, o oxigênio do ar passa para o interior dos capilares, e o gás carbônico presente nos capilares passa para o interior dos alvéolos. O gás carbônico é então lançado para fora do corpo pelas cavidades nasais ou boca, e o oxigênio é levado para os tecidos do corpo. Sistema cardiovascular e órgão hematopoéticos: Aparelho cardiovascular: este é o aparelho responsável pela circulação do sangue e consequentemente transporte dessas substâncias no corpo do animal. Os constituintes principais desse aparelho são o coração, responsável pelo bombeamento do sangue e os vasos sanguíneos que promovem a irrigação e drenagem sanguínea. Os vasos linfáticos são tubos que auxiliam o sistema cardiovascular na remoção do líquido tecidual dos espaços intersticiais do corpo, os vasos então retornam o líquido ao sangue. O sistema linfático é essencialmente um sistema de drenagem e não há nenhuma circulação. A circulação sistêmica transporta sangue oxigenado a partir do ventrículo esquerdo do coração, fluindo através das artérias até os vasos capilares espalhados em todo o corpo. Nos mesmos capilares do tecido, o sangue “impuro” retorna através de um sistema de veias para o átrio direito do coração (o sangue é levado do coração para os tecidos e, depois, é levado novamente para o coração. Nos mamíferos e aves a circulação sistêmica inicia-se no ventrículo direito. Quando o ventrículo direito contrai, o sangue venoso sai do coração, através da artéria pulmonar, dirigindo-se aos pulmões. Sangue venoso: é o sangue rico em gás carbônico. Sangue arterial: é o sangue rico em oxigênio. Os vasos linfáticos drenam o líquido, chamado de linfa, dos tecidos por todo o corpo e devolvem o líquido para o sistema venoso através de dois dutos coletores. O sistema linfático é essencialmente um sistema de drenagem e não há nenhuma circulação. Vasos sanguíneos são tubos ocos, como canos, que transportam sangue pelo corpo. O sangue distribui oxigênio e nutrientes para todas as partes do corpo e remove resíduos, como dióxido de carbono. As artérias têm paredes espessas revestidas com músculo. Os capilares são vasos minúsculos, com paredes extremamente finas, que funcionam como pontes entre as artérias (que levam o sangue que sai do coração) e as veias (que levam o sangue de volta ao coração). São onde ocorrem as trocas metabólicas entre o sangue e os tecidos. São muito delgados e com a parede extremamente fina, não têm contratilidade e o débito sanguíneo é regulado pelos esfíncteres pré-capilares. Estrutura básica do coração: no animal adulto o coração é constituído por – átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo esquerdo, ventrículo direito. O coração é constituído por duas “bombas” em cada lado dentro de um único órgão. Pericárdio: é um saco fibrosseroso que envolve o coração e as raízes dos grandes vasos, protegendo o coração e auxiliando os movimentos de contração. O coração está localizado no compartimento central da cavidade torácica, espaço conhecido como mediastino. A posição do coração é oblíqua, estando posicionado mais à esquerda (dois terços) do que à direita (um terço). Repousa sobre o diafragma, próximo a cavidade torácica. É cônico, com sua base dirigida dorsalmente e o ápice voltado para o esterno, situando-se assimetricamente no tórax, com sua maior parte à esquerda do plano mediano. Vista lateral direita e esquerda: Os lados direitos e esquerdos do coração são separados pelos septos interatrial e interventricular. Átrios e ventrículos: estrutura geral: Os átrios estão separados pelo septo interatrial, e os ventrículos separam- se pelo septo interventricular. Os átrios apresentam como função principal receber o sangue que vem de diversas partes do corpo, funcionando como câmaras coletoras. Os ventrículos possuem a função de bombear sangue para a circulação sistêmica, através da artéria aorta, no caso do ventrículo esquerdo, e para a circulação pulmonar, através da artéria pulmonar, no caso do ventrículo direito. Válvulas atrioventriculares: têm como função de impedir o refluxo (retorno) sanguíneo (fecha ou abre de acordo com os batimentos do coração). As cordas tendíneas são responsáveis pela determinação da posição e a tensão de ambos os folhetos durante o final da sístole ventricular. São extensões fibrosas que se originam dos músculos papilares, mas também, de forma menos frequente, podem ter origem na parede inferolateral do ventrículo. Os músculos papilares estão dispostos nas paredes internas das cavidades ventriculares, sendo três no ventrículo direito (anterior, posterior e septal) e dois no ventrículo esquerdo (anterior e posterior), os quais aumentam de tamanho acentuadamente durante os dois meses finais de gestação. As válvulas semilunares também designada sigmoide, é uma válvula que se encontra na base das artérias aorta e pulmonar e impede que o sangue flua de volta para os ventrículos após deixar o coração em direção aos pulmões ou aos demais órgãos do corpo. As válvulas pulmonar e aórtica são válvulas semilunares. Vascularização do coração: as artérias coronárias; As coronárias, direita e esquerda, são os primeiros ramos da artéria aorta. Elas suprem tanto átrios, quanto ventrículos. As células do coração recebem sangue arterial das artérias coronárias, que são as primeiras ramificações da aorta, contornando o coração como uma coroa (daí a sua denominação). Estas artérias voltam para o coração, dividindo-se em vasos cada vez menores que penetram fundo no músculo do coração. Ciclo cardíaco: Existem dois tipos de circulação, a primeira é a pulmonar ou pequena circulação, que ocorre do lado direito do coração onde o sangue é bombeado para os pulmões e voltam ricos de oxigênio para o lado esquerdo. A segunda é a circulação sistêmica ou grande circulação, que ocorre do lado esquerdo do coração, onde o sangue que veio dos pulmões é bombeado para todo o corpo por intermédio inicial da artéria aorta. O ciclo cardíaco abrange o período de diástole (relaxamento), no qual o coração se enche de sangue, e o período de sístole que é de contração, onde o sangue é ejetado. Sístole dos ventrículos: a elevação da pressão ventricular resulta na abertura das válvulas semilunares e no início da etapa de ejeção rápida. Nessa ejeção há o envio veloz de sangue para a artéria aorta, responsável por distribuir o sangue para os vasos menores. Em seguida, a queda de volume nos ventrículos perde velocidade, caracterizando a ejeção lenta. O fechamento das válvulas semilunares encerra a ejeção ventricular, fazendo a pressão cair dentro dessas câmaras (sem alterar o volume) → relaxamento isovolumétrico. O próximo passo vem com a abertura das válvulas atrioventriculares para que o sangue que chegou aos átrios passe aos ventrículos através do enchimento rápido. Depois, vem o enchimento lento dos ventrículos e a sístole atrial para completar a passagem de sangue dos átrios aos ventrículos. O sistema de condução do coração é uma rede de células musculares especializadas que iniciam e transmitem os impulsos elétricos responsáveis pelas contrações coordenadas em cada ciclo cardíaco. O impulso elétrico é gerado pelo nó sinoatrial, que atua como o marca-passo natural do coração, localizado no átrio direito. Ele dispara regularmente impulsos elétricos que se propagam pelos átrios, causando a contração atrial e o bombeamento de sangue para os ventrículos. Circulação fetal: através dos vasos sanguíneos do cordão umbilical,o feto recebe todo o apoio de oxigênio, nutrição e vida necessário da mãe por meio da placenta. Resíduos de produtos e dióxido de carbono do feto são enviados de volta, através do cordão umbilical e da placenta, para a circulação da mãe – para ser eliminado. O sangue da mãe entra no feto através da veia do cordão umbilical. Ele vai para o fígado e se divide em três ramos. O sangue, então, chega à veia cava inferior, veia principal ligada ao coração. Vasos sanguíneos: ** Adaptações da túnica média das artérias: membranas fibroelásticas; Músculo liso em camadas espirais sobrepostas; redução e irradiação da musculatura lisa. Artérias e o controle da pressão sanguínea: o controle da pressão sanguínea feita no aparelho circulatório, é dado por uma membrana chamada Túnica média presente especificamente nas artérias (também presente nas veias, só que nas artérias ela assume esse papel de controle da pressão). O sangue corre com a mesma quantidade nas artérias e veias, só que a pressão pode ser diferente. A pressão que sai da artéria aorta tem que ser maior do que a pressão que chega pela veia cava, pois a artéria aorta irriga todo o corpo, então a pressão deve ser maior, mesmo com quantidades iguais de sangue transportado. Sendo assim, a Túnica média é a responsável pelo controle da pressão arterial nas artérias. Vasos capilares e sinusoides: (já tem texto dos capilares) No tipo capilar sinusoide observa-se a presença de intervalos entre as células, ou seja, verifica-se uma camada descontínua. O trajeto desses capilares é tortuoso, e seu diâmetro é relativamente maior do que o observado em outros capilares. Podem ser observados na medula óssea, no baço e no fígado. Artéria: são vasos sanguíneos que garantem o transporte de sangue sob alta pressão do coração para todos os tecidos e órgãos do corpo (transporte do sangue do coração para os tecidos). Veia: vasos de paredes delgadas através do qual se dá o retorno do sangue para o coração (as veias transportam sangue com baixo teor de oxigênio, a única exceção é a veia pulmonar). Os linfonodos são pequenas estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas. Eles contêm células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções atacando e destruindo germes que são transportados pelo líquido linfático. As tonsilas são órgãos linfoides que atuam na defesa do organismo, desencadeando um processo inflamatório a qualquer ataque microbiológico que o animal sofra. Baço: é um órgão que auxilia no bom funcionamento da linfa e do sistema imunológico. Além disso ele atua como reservatório de sangue, participa da resposta imune desempenhando funções na maturação e armazenamento de linfócitos, e participa da destruição de eritrócitos.