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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS DISCIPLINA DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE III Segunda Avaliação de Fenômenos de Transporte III – 2021/02 1 – Desengraxantes a vapor, como o mostrado na figura, são amplamente usados para a limpeza de peças de metal. Um solvente líquido repousa no fundo do tanque desengordurante. Um sistema de aquecimento imerso no solvente vaporiza uma pequena porção do solvente e mantém uma temperatura constante, de forma que o solvente exerça uma pressão de vapor constante. As peças previamente resfriadas a serem limpas são suspensas na zona de vapor do solvente onde a concentração de vapor do solvente é mais alta. O solvente condensa nestas partes, dissolve a graxa, e então pinga de volta para o tanque, e assim limpa as partes da peça. Desengraxantes a vapor são muitas vezes deixados abertos para a atmosfera para facilitar o mergulho e a remoção das peças e porque cobri-los pode resultar na formação de uma atmosfera explosiva. Quando o desengraxante não é usado, difusão molecular do vapor do solvente através do ar estagnante dentro do espaço acima da superfície do líquido pode resultar em significante emissão do solvente, porque a atmosfera a seu redor serve como um reservatório infinito para o processo de transferência de massa. Quando a quantidade de solvente no tanque desengraxante é grande relativamente à quantidade de vapor emitido, um processo de difusão em estado estacionário com um fluxo de difusão constante se mantém desde a superfície líquida até a extremidade superior. Um tanque desengordurante cilíndrico com um diâmetro de 2 m e uma altura total de 5 m está em operação, e a altura do nível do solvente é mantida constante a 0,2 m. A temperatura do solvente e da parte interior do desengraxante é mantida constante em 35oC. O solvente utilizado é o tricloroetano (TCE). As normas de operação de desengraxantes requerem que o equipamento não libere mais do que 1 kg do solvente por dia. A taxa de emissão estimada do desengraxante excede este limite? O TCE tem uma massa molecular de 131,4 g/mol e uma pressão de vapor de 115,5 mmHg a 35oC. O coeficiente de difusão binário do TCE no ar é de 0,088 cm2/s determinado a 350C. 2 - Considere o problema da transferência de oxigênio da cavidade interior do pulmão, atravessando o tecido pulmonar, para a rede de vasos sanguíneos no lado oposto. O tecido pulmonar (espécie B) pode ser aproximado por uma parede plana com espessura L. Pode- se considerar que o processo de inalação é capaz de manter uma concentração molar constante (CA0) de oxigênio (espécie A) na superfície interna do tecido (x = 0) e que a assimilação do oxigênio pelo sangue é capaz de manter uma concentração molar constante CAL de oxigênio na superfície externa do tecido (x = L). Há consumo de oxigênio no tecido devido aos processos metabólicos e a reação é de ordem zero, com RA = -k0. Obtenha uma expressão para a distribuição das concentrações de oxigênio ao longo da espessura do tecido. Para isso, liste todas as hipóteses simplificadoras pertinentes. Determine também uma expressão para a taxa de assimilação do oxigênio (consumo de oxigênio) pelo sangue por unidade de área superficial do tecido. 3 - Considere um organismo cilíndrico de raio r0 no interior do qual ocorre respiração a uma taxa volumétrica uniforme RA = -k0. Isto é, o consumo de oxigênio (espécie A) é governado por uma reação química homogênea de ordem zero. a) Se uma concentração molar de CA(r0) = CA0 for mantida na superfície do organismo, obtenha uma expressão para a distribuição radial do oxigênio, CA(r), no interior do organismo; b) Obtenha uma expressão para a taxa de consumo de oxigênio no interior do organismo; c) Considere um organismo de raio r0 = 0,10mm e um coeficiente de difusão para a transferência do oxigênio de DAB = 10-8 m2/s. Sendo CA,0 = 5 x 10-5 kmol/m3 e k0 = 1,2 x 10-4 kmol/(s m3), qual é a concentração molar do O2 no centro do organismo?.