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Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 1 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 2 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Sumário Proposta do Material de Revisão .................................................................. 8 Ementa Políticas Públicas (Conhecimentos Gerais) ................................ 9 TOP 3 Assuntos mais relevantes da matéria .............................................. 9 Introdução a Políticas Públicas .................................................................. 10 Conceito de Políticas Públicas ........................................................................... 10 Elementos Fundamentais ................................................................................... 10 Características ..................................................................................................... 10 Dimensões da Política .......................................................................................... 12 Tipos de Demandas .............................................................................................. 13 Política Pública x Decisão Política ..................................................................... 14 Tipos de Políticas Públicas (Classificações) ..................................................... 15 Classificação quanto aos Impactos Gerados/Esperados na Sociedade ............................ 15 Classificação quanto ao papel nas relações sociais ou impactos que podem causar .... 16 Classificação quanto à Natureza ou Grau de Intervenção .................................................... 16 Classificação quanto à Abrangência dos Possíveis Benefícios ........................................... 17 Setorializada x Territorializada .................................................................................................... 17 Vertical x Horizontal ....................................................................................................................... 18 Sociais x Macroeconômicas x Administrativas x Específicas ............................................... 18 Ciclo de Políticas Públicas .................................................................................. 19 Construção da agenda (Formação da Agenda) ...................................................................... 20 Tipos de Agenda ............................................................................................................................. 21 Formulação das políticas públicas (Formulação de Alternativas) ...................................... 22 Tomada de decisões etapa .......................................................................................................... 23 Implementação .............................................................................................................................. 23 Avaliação x Monitoramento ......................................................................................................... 24 Tipos de Avaliação ......................................................................................................................... 26 Critérios, Indicadores e Padrões ................................................................................................ 27 Tipos de Análises ........................................................................................................................... 29 Métodos de Coleta de Dados ...................................................................................................... 30 Técnicas de Coleta de Dados ...................................................................................................... 32 Métodos de Análise de Dados ..................................................................................................... 33 Processo de Políticas Públicas .......................................................................... 34 Modelo Lógico ...................................................................................................... 34 Políticas Públicas no Estado Brasileiro Contemporâneo ....................... 37 Descentralização e Democracia ......................................................................... 37 Atores Sociais ...................................................................................................... 38 Controle Social .................................................................................................... 38 Gestão Local, Cidadania e Equidade social ...................................................... 39 Gestão Local ................................................................................................................................... 39 Cidadania .............................................................................................................. 40 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 3 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Direitos Políticos .................................................................................................. 41 Direitos Sociais .................................................................................................... 42 Direitos do Cidadão ............................................................................................. 43 Equidade Social .............................................................................................................................. 44 Corrupção e Políticas Públicas .......................................................................... 45 Tipos de Corrupção ............................................................................................. 46 Fatores que Influenciam a Corrupção e a Qualidade das Políticas Públicas .................... 47 Triângulo da Fraude ............................................................................................ 48 Diamante da Fraude ............................................................................................ 48 Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) ............................................................... 49 Sanções ........................................................................................................................................... 49 Inovações ........................................................................................................................................ 50 Responsabilização ......................................................................................................................... 50 Processos Participativos de Gestão Pública ............................................ 51 Conselhos de Gestão ........................................................................................... 51 Tipos de Participação .................................................................................................................... 51 Princípio da Gestão Participativa ............................................................................................... 52 Processos Participativos de Gestão Pública ........................................................................... 52 Conselho de Gestão Fiscal (CGF) ............................................................................................... 52 Orçamento participativo .................................................................................... 52 Conferências de Políticas Públicas................................................................... 54 Definição e Propósito ................................................................................................................... 54 Características Principais ............................................................................................................55 Audiências Públicas ............................................................................................ 55 Participação e Impacto ................................................................................................................ 56 Desafios e Limitações ................................................................................................................... 56 Saúde Coletiva .............................................................................................. 57 Promoção da Saúde e Prevenção de Agravos .................................................. 57 Política Nacional de Promoção da Saúde ......................................................... 58 Conceitos Relacionados a Doenças Infecciosas .................................................................... 58 Atributos do Hospedeiro em Doenças Infecciosas ................................................................ 59 Processo de Adoecimento e Períodos ...................................................................................... 59 Medidas de Profilaxia e Controle ................................................................................................ 59 Notificação Compulsória .................................................................................... 60 Vigilância Epidemiológica ............................................................................................................ 60 Notificação ...................................................................................................................................... 60 Objetivo ............................................................................................................................................ 60 Principais Doenças e Agravos - Imediata ................................................................................. 61 Principais Doenças e Agravos - Semanal: ............................................................................... 61 Lei 8.080/90 .................................................................................................. 62 Objetivos do SUS ................................................................................................. 62 Áreas de Atuação do SUS ................................................................................... 62 Direções do SUS .................................................................................................. 63 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 4 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Comissões ............................................................................................................ 63 Competências ...................................................................................................... 64 Serviços Públicos ................................................................................................ 64 Atendimento e Internação Domiciliar ....................................................................................... 64 Acompanhamento de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto ............................................................. 65 Assistência Terapêutica Integral ............................................................................................... 65 Serviços Privados ............................................................................................... 65 Financiamento ............................................................................................................................... 66 Planejamento ................................................................................................................................. 66 Processo Decisório ....................................................................................... 67 Elementos do Processo Decisório ...................................................................... 67 Etapas do Processo Decisório (Fases do Processo Decisório) ...................... 68 Chiavenato 2ª Obra (7 Etapas) .................................................................................................... 68 Chiavenato 3ª Obra (4 Etapas) ................................................................................................... 69 Simon ............................................................................................................................................... 69 Classificações das Decisões .............................................................................. 70 Tipos de decisão ............................................................................................................................ 70 Técnicas para Tomada de Decisões Programadas ................................................................ 70 Técnicas para Tomada de Decisões Não Programadas ......................................................... 71 Níveis de decisão .................................................................................................. 71 Decisões Centralizadas x Decisões Descentralizadas .......................................................... 72 Outras Classificações .......................................................................................... 72 Ambientes de decisão ......................................................................................... 74 Classificações das decisões de acordo com as condições ambientais ............................. 75 Pensamento Linear .............................................................................................. 75 Pensamento Sistêmico ........................................................................................ 76 Modelos de Tomada de Decisão .......................................................................... 76 Modelo Racional (Modelo Clássico) ............................................................................................ 76 Modelo da Racionalidade Limitada ............................................................................................. 77 Modelo Intuitivo .............................................................................................................................. 77 Estilos de Tomada de Decisão ............................................................................ 78 Estilos Decisórios de Robbins ..................................................................................................... 78 Estilos Decisórios de Driver ......................................................................................................... 79 Processos Heurísticas ......................................................................................... 81 Principais Processos Heurísticos ................................................................................................ 81 Vieses que Interferem na Tomada de Decisão ................................................. 82 Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) ....................................... 83 Ferramentas de Auxílio ao Processo Decisório ............................................... 84 Ferramentas de Identificação da Situação e Diagnóstico .................................................... 84 Ferramentas de Avaliação e Escolha de Alternativas ........................................................... 89 Outras Ferramentas de Auxílio ao Processo de Tomada de Decisão .................................. 91 Controle .......................................................................................................... 93 Tipos de Controle (Classificações) ................................................................... 96 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 5 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Quanto ao Nível Organizacional ..................................................................................................96 Controle Preventivo ...................................................................................................................... 98 Controle Simultâneo ..................................................................................................................... 98 Níveis de Controle de Perrow............................................................................. 99 Classificação de Controle .................................................................................. 99 Indicadores de Desempenho ..................................................................... 101 Componentes .................................................................................................... 102 Critérios ............................................................................................................. 102 Propriedades Essenciais .................................................................................. 103 Propriedade Complementares ........................................................................ 103 Aspectos Adicionais ......................................................................................... 104 Construção de indicadores .............................................................................. 104 Comunicação ................................................................................................................................ 104 Mitos da Medição ............................................................................................... 105 Cadeia de Valor .................................................................................................. 106 Dimensões da Cadeia de Valor .................................................................................................. 107 Indicadores ........................................................................................................ 109 Quanto ao nível hierárquico ....................................................................................................... 110 Quanto ao enfoque ....................................................................................................................... 111 Indicadores Lag (de resultado) ................................................................................................... 111 Indicadores Lead (de tendência) ................................................................................................ 111 Participação ........................................................................................................ 112 Tipos de Participação .................................................................................................................. 112 Princípio da Gestão Participativa .............................................................................................. 112 Processos Participativos ............................................................................................................ 113 Modelos de atenção à saúde ..................................................................... 114 Objetivos ......................................................................................................................................... 114 Modelos de Atenção à Saúde ............................................................................ 115 Modelo de História Natural da Doença ..................................................................................... 116 Modelo Sistêmico ......................................................................................................................... 116 Modelo da Pirâmide de Riscos ................................................................................................... 117 Modelo de Atenção Crônica ....................................................................................................... 117 Modelo de Determinação Social da Saúde .............................................................................. 119 Lei 8.142/90 ................................................................................................. 120 Conferência de Saúde ....................................................................................... 120 Conselho de Saúde ............................................................................................ 120 Fundo Nacional de Saúde .................................................................................. 122 Alocação de Recursos ................................................................................................................ 123 Condições para Recebimento de Recursos ........................................................................... 123 Decreto 7.508/11 ........................................................................................ 124 Região de Saúde ................................................................................................ 124 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 6 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) ........................... 124 Mapa da Saúde ................................................................................................... 124 Rede de Atenção à Saúde (RAS) ...................................................................... 124 Serviços de Portas de Entrada do SUS ............................................................ 125 Princípios de acesso universal e igualitário ................................................... 125 Comissões Intergestores .................................................................................. 126 Planejamento da saúde ..................................................................................... 126 RENASES (Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde) ........................ 126 RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) ........................... 126 Assistência Farmacêutica ................................................................................ 126 Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) ............................ 127 Componentes Principais ............................................................................................................. 127 Princípios ........................................................................................................................................ 127 Programa Nacional de Imunização .......................................................... 128 Responsabilização ............................................................................................ 128 Sala de Vacinação .............................................................................................. 129 Infraestrutura mínima ................................................................................................................ 129 Conservação de Imunobiológicos ................................................................... 130 Tipos de Agentes Imunizantes ........................................................................ 130 Contraindicações dos Imunobiológicos .......................................................... 131 Falsas Contraindicações ................................................................................... 131 Situações Especiais ........................................................................................... 132 Calendário de Vacinação ................................................................................... 132 Política Nacional de Promoção a Saúde .................................................. 136 Prevenção de Agravos ....................................................................................... 136 Promoção da Saúde ...........................................................................................136 Carta de Ottawa (1986) ..................................................................................... 136 Pré-requisitos para a Saúde ............................................................................. 137 Capacitação ........................................................................................................ 137 Mediação ............................................................................................................. 137 Campos de Ação ................................................................................................ 138 Objetivo .............................................................................................................. 138 Valores Fundantes no processo de efetivação da PNPS ............................... 139 Princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) .................... 139 Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) ................... 140 Objetivos Gerais da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) ......... 141 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 7 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Objetivos Específicos da PNPS ......................................................................... 141 Temas Transversais da PNPS .......................................................................... 143 Territorialização ................................................................................................ 143 Temas Prioritários da PNPS ............................................................................. 144 Competências .................................................................................................... 144 Compete a todos os entes ......................................................................................................... 144 Competências do Ministério da Saúde.................................................................................... 145 Competências das Secretarias Estaduais de Saúde ........................................................... 145 Competências das Secretarias Municipais de Saúde .......................................................... 146 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 8 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Proposta do Material de Revisão Meu objetivo é oferecer o melhor material esquematizado para o Concurso Nacional Unificado, com uma qualidade incomparável, garantindo assim, que todos possam ter um material de apoio e revisão para encarar essa reta final. Meu Resumo é projetado para substituir a necessidade de ler PDFs extensos com centenas de páginas. Dessa forma, a proposta é entregar um Material Completo, Didático e Objetivo, no Resumo Esquematizado você encontrará tudo que é mais importante para o Concurso Nacional Unificado. Cada informação foi cuidadosamente organizada para proporcionar uma experiência de aprendizado eficiente da matéria. Para preparar esse resumo, utilizamos a base dos Pdfs dos principais e maiores cursos preparatórios para concursos, além de contar com a colaboração dos principais professores de cada matéria, sempre solicitando orientação e dicas, buscando sempre o melhor caminho. Além de avaliar milhares de questões, de diversas bancas, mas com o foco nas cobranças da banca do concurso, a CESGRANRIO. Além do excelente Resumo Esquematizado, em paralelo, temos Flashcards e o RETA FINAL (um Pacote de Questões Selecionadas), assim você terá todas as ferramentas para se preparar de forma otimizada para esse grande concurso. Certamente com todo esse material, você fará revisões muito mais rápidas e eficiente, assim estará um passo à frente da concorrência. https://linktr.ee/auditorfaixapreta https://faixapretaconcursos.com/combo-aft/ Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 9 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Ementa Políticas Públicas (Conhecimentos Específicos) 1 Política Nacional de Saúde (Lei nº 8.080/1990 e suas alterações e atualizações). 2 O processo de elaboração de políticas; o papel do Estado; a burocracia e o Estado; poder, racionalidade e tomada de decisões. 3 Implementação de políticas públicas: problemas, dilemas e desafios. Arranjos institucionais para implementação de políticas públicas. 4 A diversidade e a inclusão nas políticas públicas. Ações afirmativas. 5 Instrumentos e alternativas de implementação, como fundos, consórcios e transferências obrigatórias. 6 Mobilização, organização e participação social nos processos de gestão das instituições estatais: 6.1 Conselhos, conferências e outros fóruns. 6.2 Mecanismos legais e institucionais de ampliação, diversificação e garantia de direitos individuais, coletivos e difusos. Controle social. 7 Avaliação de políticas públicas; principais componentes do processo de avaliação; custo-benefício, escala, efetividade, impacto das políticas públicas. 8 Participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), Lei nº 8142/1990 e alterações; 8.1 Organização do Sistema Único de Saúde (SUS), Decreto 7.508/2011 e alterações. 8.2 Programa Nacional de Imunização (PNI). 8.3 Política Nacional de Promoção da Saúde. 8.4 Políticas Públicas de vigilância em saúde; a vigilância em saúde no âmbito do SUS. TOP 3 Assuntos mais relevantes da matéria Políticas Públicas II @auditorfaixapreta Tópico % TOP3 Avaliação de políticas públicas 24% 🔺🔺 O processo de elaboração de políticas 19% Política Nacional de Saúde (Lei nº 8.080/1990) 16% Mobilização, organização e participação social nos processos de gestão das instituições estatais 13% 🔻🔻 Implementação de políticas públicas 11% A diversidade e a inclusão nas políticas públicas. 9% Programa Nacional de Imunização (PNI) 3% Política Nacional de Promoção da Saúde 2% Políticas Públicas de vigilância em saúde 2% Decreto 7.508/2011 1% Tabela 1 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 10 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS POLÍTICAS PÚBLICAS II POLÍTICAS PÚBLICAS II Introdução a Políticas Públicas Conceito de Políticas Públicas Políticas públicas são diretrizes elaboradas para abordar problemas públicos, com o objetivo de melhorar a vida dos cidadãos e promover o bem-estar social. Elementos Fundamentais Esquema 1 Características A interconexão entre problemas públicos muitas vezes desafia definições claras de fronteiras, tornando a delimitação de responsabilidades complexa e sujeita a interpretações variadas. A natureza dos problemas públicos frequentemente envolve a gestão de bens públicos, onde a alocação de recursos e o acesso equitativo são fundamentais para o bem- estar coletivo. A resolução eficaz de problemas públicos muitas vezes requer ações coordenadas e colaborativas entre múltiplos atores e setores da sociedade. A complexidade técnica e política inerente aos problemas públicos torna sua resolução desafiadora, com potencial para gerar novos dilemas e impasses. A presença de incerteza e risco em questões públicas amplia a necessidade de abordagens adaptativas e medidas cautelares na tomada de decisões. As escolhas trágicas inerentes aos Elementos Fundamentais Intencionalidade pública Refere-se à intenção deliberada do governo em resolver um problema coletivamente relevante. Resposta a um problema público Significa que as políticas públicas são desenvolvidas em resposta a uma situação considerada inadequada, com a expectativa de alcançar uma situação melhor. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 11 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS problemaspúblicos implicam trade-offs entre diferentes grupos e interesses, destacando a necessidade de equilibrar benefícios e perdas de maneira ética e transparente. A redistribuição de riqueza através de mecanismos como subsídios, empréstimos e pensões reflete a tentativa de mitigar desigualdades e promover a justiça social em contextos de problemas públicos. Esquema 2 Esquema 3 Características dos Problemas Públicos Ausência de fronteiras claras Relacionamento com bens públicos Necessidade de ações conjuntas Dificuldade de resolução e possibilidade de criar novos problemas Complexidade técnica e política Incerteza e risco "Escolhas trágicas" que envolvem benefícios e perdas para diferentes grupos Redistribuição de riqueza através de subsídios, empréstimos, pensões, etc Abordagens Estatista (Estado-cêntrica) Enfatiza que a gestão das políticas públicas é primariamente uma responsabilidade dos atores governamentais. Considera que uma política é pública quando é conduzida pelo governo. Multicêntrica Reconhece que além dos atores governamentais, organizações privadas, ONGs e organizações multilaterais também desempenham um papel significativo na implementação das políticas públicas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 12 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Participação dos Diferentes Setores: Embora os órgãos governamentais sejam os principais responsáveis pela formulação, implementação e avaliação das políticas públicas, isso pode ocorrer em colaboração com a sociedade civil e o setor paraestatal. Dimensões da Política Polity (Dimensão Institucional): Expressão utilizada para denominar as instituições políticas. Essa dimensão se refere à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo. Politics (Dimensão Processual): Expressão utilizada para denominar os processos políticos (atividade política). Ou seja, consiste no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. Policy (Dimensão Material): Expressão utilizada para denominar os conteúdos “concretos” (conteúdo “material”) da política. Ou seja, são os conteúdos concretos, isto é, se refere à configuração dos programas políticos, aos problemas técnicos e ao conteúdo material das decisões políticas. São as decisões tomadas e as ações concretas para realizá-las. Esquema 4 Politica Polity (Dimensão Institucional) Refere-se às instituições políticas e à ordem do sistema político delineada pelo sistema jurídico. Envolve a estrutura institucional do sistema político-administrativo. Consiste em estruturas institucionais baseadas em normas do sistema jurídico. Politics (Dimensão Processual) Diz respeito aos processos políticos e à atividade política em si. Inclui o processo político, muitas vezes conflituoso, relacionado à imposição de objetivos, conteúdos e decisões de distribuição. Envolve relações de influência e poder no processo político. Policy (Dimensão Material) Refere-se aos conteúdos concretos da política. Inclui a configuração dos programas políticos, problemas técnicos e o conteúdo material das decisões políticas. Consiste nas decisões tomadas e nas ações concretas para implementá-las, ou seja, as políticas públicas em si. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 13 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Tipos de Demandas Esquema 5 Esquema 6 Sociedade Demandas Sociais Polity (Instituições) Politics (Processos Políticos) Policy (Políticas Públicas) Demandas Novas Resultam do surgimento de novos atores políticos ou de novos problemas. Novos Atores: Organizações que anteriormente não estavam estruturadas politicamente e agora pressionam o sistema político. Novos Problemas: Situações que não existiam previamente ou não eram reconhecidas como problemas, como a COVID-19 ou questões ambientais. Demandas Recorrentes Expressam problemas que permanecem sem solução ou são mal resolvidos. São temas que frequentemente reaparecem no debate político e na agenda governamental. Demandas Reprimidas Consistem em situações que não são reconhecidas como problemas pelos políticos. Podem ser "estados de coisas" que não são considerados como problemas ou decisões políticas que são adiadas ou evitadas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 14 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Política Pública x Decisão Política Política pública envolve uma série de decisões estrategicamente selecionadas e coordenadas para resolver problemas ou alcançar objetivos de interesse público, indo além de uma única escolha. Decisão política refere-se à seleção entre alternativas disponíveis, considerando as preferências dos atores envolvidos e a relação entre os objetivos e os recursos disponíveis. Aspecto Política Pública Decisão Política Natureza Conjunto coordenado de medidas Escolha entre alternativas Abrangência Envolve múltiplas ações e decisões Uma única decisão Objetivo Resolver um problema ou alcançar um objetivo de interesse público Reflete preferências dos atores envolvidos e a adequação entre fins pretendidos e meios disponíveis Implementação Requer várias ações estrategicamente selecionadas Pode ser parte do processo de formação de uma política pública, mas não é necessariamente uma ação coordenada Relação com o interesse público Direcionada explicitamente para atender a um interesse público Pode ou não estar alinhada com o interesse público, dependendo das preferências e objetivos dos atores envolvidos Resultados e Impactos Busca alcançar resultados específicos e mensuráveis, muitas vezes de longo prazo Pode ter impactos imediatos ou de curto prazo, e nem sempre visa resultados mensuráveis Tabela 2 Embora uma decisão política possa ser parte do processo de formação de uma política pública, nem toda decisão política resulta diretamente em uma política pública. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 15 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 7 Tipos de Políticas Públicas (Classificações) Classificação quanto aos Impactos Gerados/Esperados na Sociedade Esquema 8 Uma política pública é geralmente o resultado de decisões políticas. Nem toda decisão política se transforma em uma política pública. As políticas públicas são mais abrangentes e envolvem a implementação de decisões políticas em um conjunto de ações coordenadas. Ti p os d e P ol ít ic as P ú b lic as (C la ss if ic aç õe s) Políticas Regulatórias Objetivo Regular a atuação e o comportamento de pessoas, grupos e organizações. Características Utilizam regulamentações simples. Buscam equilibrar custos e benefícios de forma igualitária entre os diversos grupos da sociedade. Políticas Distributivas Objetivo Concentrar benefícios para alguns grupos específicos enquanto os custos são divididos por toda a coletividade. Características Benefícios são direcionados a grupos específicos. Custos são difusos e compartilhados pela sociedade como um todo. Políticas Redistributivas Objetivo Redistribuir renda, transferindo recursos de um grupo para outro. Características Benefícios são concentrados em um grupo restrito de pessoas. Custos são suportados por outro grupo restrito. Políticas Constitutivas (ou Políticas Estruturadoras) Objetivo Definir as regras do jogo político, incluindo competências, jurisdições e regras da elaboração de políticas públicas.Características São conhecidas como "meta-policies" e moldam a dinâmica política. Estruturam as regras de formulação e implementação dos outros tipos de políticas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 16 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Classificação quanto ao papel nas relações sociais ou impactos que podem causar Esquema 9 Classificação quanto à Natureza ou Grau de Intervenção Esquema 10 Ti p os d e P ol ít ic as P ú b lic as (C la ss if ic aç õe s) Regulatória Objetivo Definir regras e procedimentos para regular o comportamento dos atores visando atender aos interesses gerais da sociedade. Características Não visam benefícios imediatos para qualquer grupo. Distributivas Objetivo Distribuir benefícios individuais relacionados à alocação de recursos. Características Instrumentalizadas pelo clientelismo. Podem envolver favorecimento de grupos específicos. Redistributivas Objetivo Redistribuir recursos entre grupos sociais distintos em busca de certa equidade, mesmo que isso provoque conflitos. Características Retiram recursos de um grupo para beneficiar outros. Ti p os d e P ol ít ic as P ú b lic as (C la ss if ic aç õe s) Estrutural Objetivo Interferir em relações estruturais como renda, emprego, propriedade, etc. Características Busca mudanças duradouras e significativas nas estruturas sociais. Conjuntural (Emergencial) Objetivo Intervir sobre uma situação temporária e imediata. Características Destinadas a lidar com crises ou situações emergenciais de curto prazo. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 17 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Classificação quanto à Abrangência dos Possíveis Benefícios Esquema 11 Setorializada x Territorializada Aspecto Políticas Públicas Setorializadas Políticas Públicas Territorializadas Delimitação Temática Geográfica Base de Definição Definidas com base em temas específicos Definidas com base em áreas geográficas ou circunscrições territoriais Objetivos e Foco Resolver problemas ou alcançar objetivos dentro de um tema específico Resolver problemas ou alcançar objetivos em uma área geográfica ou território específico Exemplos Políticas de combate às drogas, conscientização ambiental, promoção de direitos do cidadão Políticas de desenvolvimento do semiárido, combate ao contrabando em fronteiras Implementação Requer abordagens e estratégias específicas ao tema tratado, envolvendo especialistas e intervenções focadas Demanda conhecimento do contexto local, abordagens adaptadas à geografia e à população do território, e colaboração intergovernamental Impactos Esperados Impactos direcionados a mudanças ou melhorias dentro do tema abordado Impactos visando melhorias socioeconômicas, ambientais, de infraestrutura ou culturais na região delimitada Desafios Específicos Necessidade de atualização constante com base em novas pesquisas e tendências do tema Desafios relacionados à diversidade territorial, como diferenças culturais, econômicas e sociais entre as regiões Tabela 3 Tipos de Políticas Públicas (Classificações) Universais Destinadas a todos os cidadãos, sem distinção. Segmentais Destinadas a um segmento específico da população, caracterizado por um fator determinado como idade, condição física, gênero, etc. Fragmentadas Destinadas a grupos sociais específicos dentro de determinado segmento, sendo mais focalizadas e específicas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 18 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Vertical x Horizontal Aspecto Políticas Públicas Verticais Políticas Públicas Horizontais Estrutura Organizacional Simples e hierárquica Integrada e colaborativa entre partes ou unidades no mesmo nível Base para Decisões Baseadas em diretrizes amplas disseminadas de cima para baixo Desenvolvimento e implementação em colaboração entre diferentes partes ou unidades organizacionais Execução Os níveis inferiores executam ações com base nas diretrizes superiores Integração e cooperação entre diferentes partes ou unidades para execução de políticas Características Tradicionais e comuns Mutuamente integradas, promovendo coordenação e colaboração Impactos e Desafios Pode enfrentar desafios de flexibilidade e adaptação às mudanças locais ou específicas Requer esforços significativos de coordenação e comunicação, além de potencialmente enfrentar desafios de alinhamento e consenso Tabela 4 Sociais x Macroeconômicas x Administrativas x Específicas Esquema 12 Sociais Voltadas para a promoção do bem-estar e desenvolvimento social, abrangem educação, saúde, habitação e previdência social. Macroeconômicas Englobam medidas fiscais, monetárias e comerciais para estimular o crescimento econômico e garantir estabilidade financeira. Administrativas Focadas em aprimorar a gestão pública e promover a democracia, envolvem descentralização e participação social. Específicas (Setoriais) Direcionadas a resolver problemas em áreas como meio ambiente e direitos humanos, atendem demandas setoriais da sociedade. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 19 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Ciclo de Políticas Públicas Esquema 13 A etapa de Construção da Agenda no ciclo de políticas públicas refere-se ao processo de identificação e priorização de questões ou problemas que demandam a atenção do governo e da sociedade. A Formulação da Política envolve o desenvolvimento de propostas e soluções para resolver os problemas identificados durante a construção da agenda, incluindo a elaboração de planos, programas e legislações. A Tomada de Decisão é o momento em que as autoridades responsáveis analisam as opções disponíveis e escolhem a melhor abordagem para implementar a política pública, levando em consideração diversos fatores políticos, econômicos e sociais. A Implementação refere-se à execução prática da política pública, envolvendo a alocação de recursos, a mobilização de atores relevantes e a realização das atividades planejadas para alcançar os objetivos estabelecidos. A Avaliação é a fase em que se realiza a análise sistemática dos resultados e impactos da política pública implementada, permitindo avaliar sua eficácia, eficiência, equidade e sustentabilidade, e identificar possíveis ajustes ou melhorias necessárias. Ciclo de Políticas Públicas Construção da agenda Formulação da política Tomada de decisão Implementação Avaliação Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 20 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 14 Construção da agenda (Formação da Agenda) Esquema 15 1. Na Construção da Agenda, a Definição da Agenda compreende um conjunto de problemas ou temas considerados importantes e que requerem intervenção do governo, podendo se manifestar como programas de governo, planejamento orçamentário ou uma lista de assuntos relevantes determinada por um comitê editorial de jornal. 2. A Identificação de Problemas Públicos é o ponto de partida na formação da agenda, envolvendo a percepção, definição e delimitação de problemas que podem ser resolvidos por meio de políticas públicas, além da avaliação de sua possibilidade de resolução. Ambientes Organizacionais Geral Macro ambiente indireto (economia, política, tecnologia, demografia). Operacional Ambiente competitivo direto (clientes, fornecedores, concorrentes). Interno:= Elementos internos da organização (funcionários,estrutura física). Construção da agenda Definição da Agenda Identificação de Problemas Públicos Diferenciação entre Situações e Problemas Priorização de Problemas Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 21 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS 3. A Diferenciação entre Situações e Problemas destaca a importância de distinguir entre situações cotidianas toleráveis e problemas que exigem intervenção governamental, sendo que uma situação se transforma em um problema quando é percebida como algo que necessita de mudança ou correção. 4. A Priorização de Problemas estabelece que os problemas públicos identificados e considerados prioritários têm maior probabilidade de serem incluídos na agenda política e receberem atenção governamental, influenciando a alocação de recursos e o desenvolvimento de políticas públicas. Tipos de Agenda Esquema 16 Um problema é considerado para inclusão na agenda política quando atende a critérios específicos: deve ser reconhecido por diversos atores relevantes como importante e necessitando de intervenção, soluções viáveis e práticas devem existir, e deve estar diretamente relacionado às responsabilidades e competências do setor público. A percepção unânime da necessidade de intervenção entre diferentes atores e a identificação de soluções realizáveis são fundamentais para sua inclusão. Tipos de Agenda Agenda Política (Agenda Sistêmica) Conjunto de problemas ou temas percebidos pela comunidade política como merecedores de intervenção pública. Agenda Formal (Agenda Institucional) Lista de problemas ou temas que o poder público já decidiu enfrentar. Agenda da Mídia Lista de problemas ou temas que recebem atenção especial dos meios de comunicação. Pode condicionar a agenda política e institucional devido ao seu poder sobre a opinião pública. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 22 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Formulação das políticas públicas (Formulação de Alternativas) Abordagem Características Institucional Ênfase no papel do Estado na concepção e implementação das políticas públicas. Foco na definição da estrutura e organização, distribuição de deveres e funções das instituições governamentais específicas. Instituições governamentais são padrões estruturados de comportamento de indivíduos e grupos, influenciando a formulação da política pública. Neoinstitucionalista Contraponto ao modelo Institucional Clássico. Instituições políticas não são apenas reflexos de forças sociais; estruturas institucionais vão além de serem uma "arena de competição" entre interesses rivais. Instituições definem quem pode participar em determinada arena política, estruturam estratégias políticas dos atores e influenciam suas preferências. Atuação dos atores políticos é guiada por deveres e papéis institucionais, não apenas por interesse próprio. Processual Foco no processo político, que é estruturado logicamente em fases como identificação de situação-problema, formulação de agenda, legitimação, implementação e avaliação. Grupos de Interesse Políticas públicas são resultado da articulação organizada de indivíduos ou organizações com interesses convergentes, pressionando o Estado para adotar medidas que os beneficiem. Existem grupos de interesse e grupos de pressão, ambos buscando defender ou modificar o status quo em seu favor. Racional Política pública resulta do cumprimento eficiente de metas pré- definidas de forma metodológica e racional. A eficiência é alcançada através do cálculo de custo-benefício para atender demandas sociais, políticas e econômicas. Tomadores de decisão são conscientes das preferências e valores da sociedade e têm controle sobre as alternativas políticas e suas consequências. Sistêmica Política pública é resultado da interação entre o sistema político e as demandas e forças da sociedade. Demandas e forças externas são inputs; o sistema político processa essas demandas para atendê-las, resultando em políticas públicas como output. O sistema político alocada autoritariamente valores e recursos para a sociedade, transformando demandas em decisões impositivas legitimadas. Tabela 5 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 23 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Tomada de decisões etapa Esquema 17 Implementação No modelo top-down, a separação entre tomada de decisão e implementação pode levar a uma desconexão entre as necessidades reais no terreno e as políticas implementadas. O modelo bottom-up permite uma maior adaptabilidade às nuances locais, uma vez que os implementadores têm liberdade para ajustar a implementação conforme necessário. No modelo top-down, a lentidão na implementação pode ocorrer devido à rigidez na hierarquia de decisão, o que pode resultar em atrasos na resposta a problemas emergentes. To m ad a d e d ec is õe sa e ta p a Modelo Racional (Racional- compreensivo) O tomador de decisões possui informações completas e capacidade para processá-las. Busca-se escolher políticas em que os benefícios superem os custos. Foco na eficiência e busca das alternativas mais eficientes. Modelo Incremental Solução gradual dos problemas, sem introduzir grandes modificações ou rupturas. Reconhece limitações no conhecimento da realidade e considera conflitos de poder. Define e redefine o problema ao longo do processo. Mixed-scanning (Sondagem mista) Modelo misto que combina elementos do modelo racional-compreensivo e incremental. Ampla revisão do campo de decisão sem análise detalhada de cada alternativa. Decisões estruturantes e incrementais são tomadas conforme necessário. Garbage can (Lata de lixo) As soluções procuram os problemas, e não o contrário. Decisões são tomadas de forma oportunista e não necessariamente em resposta a problemas identificados anteriormente. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 24 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 18 Avaliação x Monitoramento A avaliação é um processo deliberado que busca julgar a eficácia e eficiência das propostas de ação pública, oferecendo insights para melhorias e tomada de decisões estratégicas. O monitoramento, por sua vez, é um processo contínuo que acompanha a execução das ações da política pública, identificando problemas e permitindo correções ao longo do caminho para garantir o alcance dos objetivos. Implementação Modelo Top-down (de cima para baixo) Caracterizado pela separação entre tomada de decisão (agentes políticos) e implementação (burocracia). Decisões são tomadas por escalões superiores e burocratas apenas executam. Processo linear que pode resultar em lentidão na implementação. Modelo Bottom-up (de baixo para cima) Maior liberdade dos implementadores (burocratas) para organizar e modelar a implementação. Implementadores têm influência sobre o processo e podem tomar decisões durante a execução. Formato da política pública não é definitivo e pode ser modificado pelos implementadores no dia a dia. Modelo Híbrido Combinação dos modelos top-down e bottom-up. Implementação é realizada com participação ativa tanto dos escalões superiores quanto dos implementadores. Surgiu principalmente após a Reforma do Estado nos anos 90. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 25 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Aspecto Avaliação Monitoramento Definição Processo deliberado para julgar a validade de ações públicas e o sucesso ou falha dosprojetos implementados. Processo contínuo para controlar a entrega de insumos e verificar a conformidade com as metas durante a implementação. Foco Analisa o desempenho global e o impacto na solução do problema. Acompanha a execução das ações, identificando problemas e falhas. Objetivo Fornecer insights para melhorias e aprimoramento das políticas. Identificar problemas durante a execução para permitir correções. Frequência Realizada em momentos-chave para avaliar eficácia e eficiência. Realizado rotineiramente para garantir o andamento das atividades e fornecer feedback contínuo. Tabela 6 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 26 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Tipos de Avaliação Esquema 19 Quanto ao Momento de Realização (Perspectiva Temporal): • Avaliação Ex ante (Diagnóstica / Controle Prévio): Avaliação inicial antes da implementação para avaliar a viabilidade e evitar erros no desenho e formulação de programas/políticas públicas. • Avaliação In itinere (Formativa / Controle Concomitante / Intermediária): Avaliação durante a implementação para adquirir conhecimento sobre o processo e corrigir desvios que ocorrem durante a execução das atividades. • Avaliação Ex post (Somativa / Controle Posterior): Avaliação final após a implementação para avaliar os resultados e a eficácia do programa/política pública. Quanto à Função (Natureza): • Avaliação Somativa (avaliação de conteúdo): Busca informações para basear a tomada de decisão sobre a continuidade do programa/política pública, focando nos resultados. Ti p os d e A va lia çã o Quanto ao Momento Controle Prévio Controle Concomitante Controle Posterior Quanto à Função Avaliação Somativa Avaliação Formativa Quanto ao Avaliador Avaliação Interna Avaliação Externa Avaliação Mista Avaliação Participativa Quanto à Metodologia Avaliação de Metas Avaliação de Impacto Avaliação de Processos Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 27 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS • Avaliação Formativa: Busca informações para melhorar o funcionamento do programa durante o processo de implementação, focando no processo e nas estratégias utilizadas. Quanto ao Agente Avaliador: • Avaliação Interna: Realizada por indivíduos da instituição responsável pelo programa/política pública, com maior proximidade do objeto avaliado, mas podendo perder imparcialidade. • Avaliação Externa: Realizada por indivíduos externos à instituição responsável, com maior imparcialidade, mas menor acesso aos dados. • Avaliação Mista: Combinação de avaliação interna e externa para obter vantagens de ambos os tipos. • Avaliação Participativa: Envolvimento dos usuários e gestores no processo avaliativo para minimizar a distância entre avaliadores e beneficiários. Quanto à Metodologia: • Avaliação de Metas: Analisa o sucesso da política pública em relação ao alcance das metas propostas, focando na eficácia. • Avaliação de Impacto: Identifica os efeitos sobre os beneficiários da política pública, focando na efetividade. • Avaliação de Processos: Investiga o alcance, cobertura e eficiência de um programa/política pública, acompanhando seus processos internos. Critérios, Indicadores e Padrões Esquema 20 A economicidade avalia a eficiência na gestão dos recursos financeiros, humanos e materiais empregados na política pública, garantindo o uso eficaz dos inputs disponíveis. Critérios para Avaliação de Políticas Públicas Economicidade Produtividade Eficiência Econômica Eficiência Administrativa Eficácia Equidade Efetividade Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 28 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A produtividade mede a quantidade ou qualidade dos produtos ou serviços resultantes da política pública, refletindo o nível de saídas do processo produtivo. A eficiência econômica analisa se os recursos foram utilizados de maneira otimizada para alcançar os resultados desejados, estabelecendo uma relação entre a produtividade e os inputs empregados. A eficiência administrativa avalia o grau de conformidade da execução da política pública com os procedimentos e diretrizes estabelecidos, garantindo a consistência e a qualidade na implementação. A eficácia mensura o alcance dos objetivos preestabelecidos pela política pública, verificando se ela foi capaz de gerar os resultados esperados e impactar positivamente na resolução do problema em questão. A equidade assegura a distribuição justa e igualitária de recursos e benefícios entre os destinatários da política pública, promovendo a inclusão e a justiça social. A efetividade avalia o impacto das ações da política pública na transformação da realidade e no atendimento satisfatório das necessidades do público-alvo, garantindo que as políticas produzam resultados tangíveis e positivos. Cada critério de avaliação é essencial para uma análise abrangente e holística do desempenho de uma política pública, fornecendo insights valiosos para aprimorar sua eficácia e eficiência. A combinação desses critérios permite uma avaliação completa da performance das políticas públicas, considerando tanto seus aspectos financeiros e administrativos quanto seu impacto social e sua capacidade de transformação. Esquema 21 Indicadores de Avaliação Indicadores de Input Relacionados a gastos financeiros, recursos humanos empregados ou recursos materiais utilizados na implementação da política pública. Indicadores de Output Relacionados à produtividade de serviços ou produtos resultantes da política pública, medindo a quantidade ou qualidade das saídas do processo produtivo. Indicadores de Resultado Relacionados aos efeitos da política pública sobre os beneficiários (policytakers) e à capacidade de resolução ou mitigação do problema para o qual a política foi elaborada, medindo o impacto alcançado e a satisfação dos usuários/cidadãos, entre outros aspectos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 29 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A combinação de indicadores de input, output e resultado oferece uma visão abrangente do desempenho da política pública, permitindo uma avaliação holística de sua eficiência, eficácia e impacto. O controle censitário é uma abordagem completa e exaustiva que envolve a análise de todos os itens envolvidos no processo, garantindo que todas as informações da população sejam coletadas e analisadas individualmente. Por outro lado, o controle por amostragem envolve a análise de apenas uma parte, ou amostra, dos itens envolvidos em um processo, utilizando métodos probabilísticos para extrapolar os resultados para toda a população, oferecendo uma visão geral com base em uma seleção representativa. Os métodos quantitativos são capazes de medir resultados de forma objetiva, utilizando dados numéricos que podem ser analisados estatisticamente, fornecendo resultados quantificados como números absolutos, taxas e percentuais. Por outro lado, os métodos qualitativos são mais subjetivos e dependem do julgamento individual, buscando compreender fenômenos complexos e avaliar mudanças ou percepções por meio da exploração de significados, interpretações e experiências. Tipos de Análises Esquema 22 Controle Censitário Controle por Amostragem Métodos Quantitativos (Objetivos) Métodos Qualitativos (Subjetivos) Análise Custo- Benefício (ACB) Análise Custo- Efetividade (ACE) Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 30 AFT – Resumo Esquematizado– POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 23 Métodos de Coleta de Dados A pesquisa documental é uma técnica que envolve o exame minucioso de registros administrativos, como balanços, relatórios e estatísticas oficiais, proporcionando uma fonte rica de dados históricos e contextuais para análise. O estudo de caso é um método utilizado para compreender uma situação complexa, analisando o contexto e a situação como um todo, permitindo uma investigação detalhada e aprofundada de fenômenos específicos em seu ambiente natural. A pesquisa é uma técnica de coleta de dados que pode ser utilizada para obter informações tanto quantitativas quanto qualitativas, sendo frequentemente empregada em estudos de caso para análises mais abrangentes e holísticas. A pesquisa experimental é um método que verifica se um programa é a causa de determinado efeito, analisando a relação de causa e efeito entre o programa e uma situação específica por meio de um delineamento experimental controlado. A pesquisa quase-experimental, por sua vez, é uma alternativa à pesquisa experimental que enfrenta dificuldades na seleção de grupos de controle, buscando estabelecer relações causais em situações onde não é possível aplicar um experimento puro. A pesquisa não-experimental é utilizada quando não é viável ou ético realizar experimentos ou quando não há grupos de controle disponíveis, fornecendo informações valiosas sobre programas e fenômenos, embora não seja capaz de atribuir causas aos resultados de forma satisfatória. Tipos de Análises Análise Custo- Benefício (ACB) Custos e resultados podem ser traduzidos em unidades monetárias. Utilizado, normalmente, para políticas econômicas. Análise quantitativa. Análise Custo- Efetividade (ACE) Resultados não podem ser traduzidos em unidades monetárias. Utilizado, normalmente, para políticas sociais. Análise qualitativa. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 31 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 24 Cada método de coleta de dados apresenta vantagens e limitações específicas, e a escolha do método mais adequado depende dos objetivos da pesquisa, das questões de pesquisa e das características do fenômeno estudado. A combinação de diferentes métodos de coleta de dados, como pesquisa documental, estudo de caso e pesquisa experimental, pode fornecer uma compreensão mais abrangente e robusta do fenômeno em questão, permitindo uma análise mais completa e rigorosa. Métodos de Coleta de Dados Pesquisa Documental Exame de registros administrativos, como balanços, relatórios e estatísticas oficiais. Estudo de Caso Método para compreender uma situação complexa, analisando contexto e situação como um todo. Pesquisa Obtém informações quantitativas e qualitativas, frequentemente usada com estudos de caso para análises qualitativas. Pesquisa Experimental Verifica se um programa é a causa de determinado efeito, analisando a relação de causa e efeito entre um programa e uma situação. Pesquisa Quase- Experimental Alternativa à pesquisa experimental, enfrentando dificuldades na seleção de grupos. Pesquisa Não- Experimental Quando não é possível utilizar métodos quase-experimentais, fornece informações valiosas sobre programas, mas não pode atribuir causas aos resultados de forma satisfatória. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 32 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Técnicas de Coleta de Dados Esquema 25 Esquema 26 Tipos de entrevistas • Estruturadas: Utilizam questões fechadas, pré-definidas. • Não-estruturadas: Utilizam questões abertas, formuladas durante a entrevista. • Semi-estruturadas: Combinam questões fechadas e abertas. Questionários Formulários estruturados com perguntas padronizadas. Permitem quantificar informações sobre um grande número de unidades de pesquisa. As respostas podem ser comparadas e generalizadas através de análises estatísticas. Entrevistas Técnica presencial de obtenção de informações por meio de perguntas e respostas. Pode ser realizada de forma individual ou coletiva. Tipos de entrevistas Estruturadas Não-estruturadas Semi-estruturadas Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 33 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 27 Métodos de Análise de Dados Esquema 28 Análise Qualitativa A análise qualitativa é enriquecida pela expertise de especialistas que interpretam os dados de maneira significativa. Dependência da habilidade dos avaliadores para identificar padrões, nuances e insights. Importância da comparação de informações de diversas fontes para uma visão abrangente. Explora aspectos subjetivos e complexos, indo além dos números. A interpretação dos dados fornece uma compreensão profunda e contextualizada. Flexibilidade e adaptabilidade na exploração de novas questões e padrões emergentes. Valoriza a diversidade das informações para uma compreensão holística. Prioriza a qualidade da informação sobre a quantidade. Permite a identificação de tendências, temas e padrões subjacentes. Essencial para explorar a complexidade dos fenômenos sociais, culturais e comportamentais. Uso de Dados Existentes Utilização de dados já disponíveis. Benefício em termos de custo (tempo e dinheiro) por não requerer nova coleta de dados. Os dados pré- existentes são utilizados no processo de avaliação. Análise Qualitativa Baseada no julgamento profissional de especialistas. Depende do julgamento dos avaliadores. Envolve a comparação de informações provenientes de diversas fontes. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 34 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Processo de Políticas Públicas Esquema 29 Modelo Lógico Representação gráfica da teoria de funcionamento de um programa, benefício, serviço ou política pública. Retrata as relações entre os componentes necessários à sua implementação e os efeitos esperados sobre a população. Iniciação: •Pensamento criativo sobre o problema. •Definição de objetivos. •Criação de opções. •Tentativas e exploração preliminar de conceitos, demandas e possibilidades. Estimação: • Investigação de conceitos e demandas. •Estimativas de impactos. •Exame normativo das consequências prováveis. •Delineamento de um programa. •Estabelecimento de critérios de desempenho esperado e de indicadores. Seleção: •Debates sobre as possíveis opções. •Compromissos, negociações e ajustes de interesses. •Redução de incertezas sobre as opções. • Integração de elementos de decisão não racionais e questões ideológicas. •Decisão entre as opções. •Atribuição de responsabilidades para a execução. Implementação: •Desenvolvimento de regras, estruturas de regulação e linhas gerais para execução das decisões. •Mudança nas decisões para se ajustarem às restrições operacionais. •Transformação das decisões em termos operacionais. •Elaboração de um programa com objetivos e padrões de desempenho, incluindo cronogramas de operações. Avaliação: •Comparação entre o desempenho real e o desempenho esperado em termos dos critérios estabelecidos previamente. •Atribuição de responsabilidades em relação às discrepâncias observadas no desempenho. Conclusão: •Determinação dos custos, consequências e benefícios decorrentes das ações adotadas na política. •Comparação entre o necessário e o requisitado. •Especificação dos problemas detectados no momento da conclusão. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 35 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICASPÚBLICAS A avaliação é uma ferramenta crítica no gerenciamento de projetos e políticas, permitindo a comparação entre os resultados esperados e os efetivamente alcançados ao longo da execução. Esta abordagem facilita a identificação precoce de desvios do plano original, graças à definição de indicadores específicos para cada componente do projeto desde seu início. Esses indicadores servem como referências claras para medir progresso, eficácia e eficiência, contribuindo significativamente para ajustes e melhorias contínuas no decorrer da execução. Esquema 30 O objetivo central deste estudo é entender o processo de construção de uma ação pública, enfocando mais em sua natureza analítica do que na precisão factual da realidade. A intenção não é criar um retrato exato do que acontece, mas sim utilizar o processo como um instrumento para análise e reflexão sobre como as ações públicas são formuladas e implementadas, reconhecendo as complexidades e nuances envolvidas nesse processo. Esquema 31 Insumos Recursos financeiros são insumos essenciais para garantir a continuidade das operações de uma empresa. Inputs de matéria-prima de qualidade influenciam diretamente na eficiência e na qualidade dos produtos finais. Recursos humanos qualificados são insumos fundamentais para o sucesso de qualquer projeto ou empreendimento. Insumos Processos Produtos Resultados Impactos Componentes Insumos Recursos e inputs necessários. Processos Atividades e procedimentos. Produtos Resultados imediatos. Resultados Impactos de curto e médio prazo. Impactos Efeitos de longo prazo. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 36 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Processos A documentação adequada e a comunicação eficaz são processos cruciais para garantir a execução eficiente de qualquer projeto. A implementação de metodologias ágeis pode otimizar os processos de desenvolvimento de software, permitindo entregas mais rápidas e adaptáveis. A análise de dados é um processo contínuo que permite identificar tendências, padrões e insights valiosos para a tomada de decisões informadas. Produtos O lançamento de um novo produto no mercado pode resultar em um aumento significativo nas receitas da empresa. A conclusão bem-sucedida de um projeto pode gerar um produto final que atenda plenamente às expectativas do cliente. A implementação de novos processos de produção pode resultar em produtos finais com maior qualidade e eficiência. Resultados A introdução de uma nova tecnologia pode aumentar a produtividade da empresa a curto prazo. A implementação de um programa de treinamento para funcionários pode melhorar a qualidade do trabalho e a satisfação do cliente a médio prazo. A diversificação do portfólio de produtos pode abrir novos mercados e aumentar a competitividade da empresa a médio prazo. Impactos A adoção de práticas sustentáveis de produção pode reduzir o impacto ambiental da empresa a longo prazo. O investimento em pesquisa e desenvolvimento pode resultar em inovações que impulsionam o crescimento da empresa a longo prazo. A construção de uma marca sólida e uma reputação positiva podem garantir a sustentabilidade e o sucesso contínuo da empresa a longo prazo. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 37 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Políticas Públicas no Estado Brasileiro Contemporâneo 1930 - 1980: Desenvolvimento Industrial e Centralização: • Período de desenvolvimento industrial. • Estado centralizador, conservador e desenvolvimentista. • Políticas públicas voltadas para promover o crescimento econômico. • Pouca autonomia decisória para Estados, Municípios e DF. • Decisões centralizadas no Governo Federal. Constituição Federal de 1988 (CF/88): • Garantia de direitos sociais ao cidadão. • Distribuição de competências entre União, Estados, DF e Municípios. • Descentralização política. Década de 1990: Implementação do Modelo Gerencial: • Ampliação da agenda de políticas públicas para temas regionais, sociais e ambientais. • Participação popular. • Equidade social. • Maior descentralização. • Transparência e accountability. • Maior eficiência, eficácia e efetividade na gestão pública. O impacto do Modelo Gerencial O impacto do modelo gerencial na administração pública é multifacetado e significativo, marcando uma evolução na maneira como as políticas são formuladas e executadas. Este modelo contribui para a inclusão de novos temas na agenda pública, refletindo as preocupações contemporâneas da sociedade e garantindo que questões emergentes recebam a devida atenção. Além disso, fortalece a participação da sociedade civil no processo decisório, promovendo uma governança mais inclusiva e democrática. Contribui para uma distribuição mais equitativa de recursos e responsabilidades, favorecendo um equilíbrio entre os diferentes níveis de governo e assegurando que as políticas públicas sejam adaptadas e relevantes às diversas realidades locais. A transparência e a prestação de contas são princípios-chave, resultando em uma gestão pública mais aberta e responsável, o que, por sua vez, fomenta a confiança dos cidadãos. Por fim, o modelo gerencial impulsiona a eficiência e a eficácia na implementação das políticas públicas, otimizando recursos e maximizando os benefícios para a população. Descentralização e Democracia Descentralização Política • Maior autonomia para Estados, Municípios e DF na formulação e implementação de políticas públicas. • Transferência de competências constitucionais conferidas pela CF/88. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 38 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Redemocratização e Horizontalização das Relações • Substituição das relações "verticais" entre Estado e Sociedade por relações mais "horizontalizadas". • Participação cidadã, diálogo e negociação (descentralização social). Descentralização Social na Administração Pública Gerencial • Transferência de responsabilidade aos cidadãos na tomada de decisões e fiscalização dos serviços públicos. • Transferência de serviços sociais para Estados e Municípios. Descentralização Administrativa • Transferência de atividades não exclusivas do Estado para organizações públicas não-estatais (terceiro setor). Objetivos da Descentralização • Maior flexibilidade na formulação e implementação das políticas públicas. • Aumento da eficiência, eficácia e efetividade na prestação de serviços. Desestatização e Democracia • Desestatização envolve privatização, terceirização e desregulamentação. • Foco do Estado na formulação e implementação de políticas públicas. Relação com Democracia • Governos autoritários tendem a centralizar decisões e controlar a vida social. • Descentralização está relacionada à ampliação da democracia ao permitir maior participação e controle dos cidadãos. Atores Sociais Esquema 32 Controle Social A participação social e o controle social são componentes essenciais no processo de políticas públicas, atuando em todas as suas etapas, desde a formulação até a avaliação e ajuste das políticas. Esses mecanismos contribuem significativamente para uma distribuição mais justa e equitativa dos recursos e das responsabilidades, garantindo que as políticas públicas reflitam as necessidades e as expectativas da população. Atores Governamentais • Agentes políticos, burocratas, juízes. Atores Não Governamentais • Grupos de interesse, partidos políticos, meios de comunicação, grupos de pressão, destinatários das políticas públicas, think tanks, empresários, sociedade civil organizada, organizações do terceiro setor,outros stakeholders. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 39 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O controle social, especificamente, envolve a ativa participação dos cidadãos na gestão pública, permitindo que acompanhem, fiscalizem, monitorizem e controlem as ações implementadas pela Administração Pública. Esse envolvimento direto do cidadão na governança não apenas fortalece a cidadania, ao assegurar que as vozes dos cidadãos sejam ouvidas e consideradas nas decisões que afetam suas vidas, mas também atua como um mecanismo eficaz na prevenção da corrupção. A transparência e a responsabilização, pilares do controle social, ajudam a construir uma administração pública mais íntegra e confiável, onde o uso dos recursos públicos é feito de maneira mais criteriosa e alinhada ao bem comum. Esquema 33 • Monitoramento legal: instrumentos previstos na lei para controlar o desempenho público. • Monitoramento autônomo: surgem da própria necessidade social e funcionam como instrumento de controle. Gestão Local, Cidadania e Equidade social Gestão Local Esquema 34 Controle Social Objetivo Fomentar o poder público com novas ideias e caminhos através da participação dos cidadãos. G es tã o Lo ca l Vantagens da Gestão Local Melhor conhecimento da realidade local. Proximidade com os atores envolvidos e impactados pelas políticas públicas. Melhor capacidade de enfrentar os problemas reais da população. Benefícios da Proximidade Permite enfrentar melhor os problemas da população. Facilita a identificação e compreensão das necessidades locais. Agiliza a resposta e a adaptação das políticas às demandas locais. Facilidade para o Controle Social Aproximação entre gestores e cidadãos facilita o acompanhamento e fiscalização das ações. Maior transparência e acesso às informações para os cidadãos. Potencializa a participação e envolvimento da comunidade nas decisões públicas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 40 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Cidadania Esquema 35 A liberdade de expressão é fundamental para o funcionamento democrático de uma sociedade, garantindo o direito dos indivíduos de expressar suas opiniões e ideias sem medo de retaliação ou censura. O direito de ir e vir assegura a liberdade de locomoção dos cidadãos, garantindo que eles possam se deslocar livremente dentro do território nacional, exceto em casos específicos previstos por lei. A liberdade associativa permite que os indivíduos se reúnam livremente para formar associações, sindicatos e grupos sociais, fortalecendo a participação cívica e a construção de uma sociedade plural e diversificada. A liberdade religiosa protege o direito dos indivíduos de professar e praticar sua religião ou crença, sem discriminação ou coerção por parte do Estado ou de terceiros. O direito de igualdade perante a lei garante que todas as pessoas sejam tratadas de forma igualitária diante da justiça, independentemente de sua origem, raça, sexo, religião ou qualquer outra característica pessoal. O direito à vida é um dos mais fundamentais direitos civis, garantindo a proteção da vida humana contra qualquer forma de violência, abuso ou negligência. O direito à vida privada protege a intimidade e a privacidade dos indivíduos, garantindo que suas informações pessoais sejam respeitadas e protegidas contra invasões indevidas. Direitos Civis Liberdade de expressão Liberdade de ir e vir Liberdade associativa Liberdade religiosa Direito de igualdade perante a lei Direito à vida Direito à vida privada Direito à propriedade Direito à justiça Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 41 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O direito à propriedade assegura o direito dos indivíduos de possuir, usar e dispor de seus bens de acordo com a lei, protegendo contra a expropriação arbitrária ou ilegal. O direito à justiça garante o acesso de todos os cidadãos a um sistema judicial justo e imparcial, onde possam ter seus direitos protegidos e litígios resolvidos de forma equitativa e eficiente. Direitos Políticos Esquema 36 O direito à prática política garante aos cidadãos o direito de participar ativamente da vida política de seu país, seja por meio do engajamento em atividades políticas, filiação partidária ou outros meios legítimos de participação. O direito ao voto direto e secreto é fundamental para a democracia, permitindo que os cidadãos escolham livremente seus representantes políticos sem pressões externas ou interferências, garantindo assim a expressão da vontade popular de forma transparente e igualitária. O direito de se candidatar para cargos públicos amplia a participação política, permitindo que os cidadãos elegíveis possam concorrer a cargos eletivos, contribuindo para a diversidade de ideias e representatividade no governo. O direito à participação em plebiscitos, referendos e iniciativas populares fortalece a democracia direta, possibilitando que os cidadãos participem ativamente da tomada de decisões sobre questões importantes para a sociedade, além de ser uma forma de controle democrático sobre o poder político. O direito à filiação partidária garante aos cidadãos o acesso às organizações políticas, possibilitando que possam se associar a partidos políticos de acordo com suas convicções e interesses, participando assim do processo político e contribuindo para a formação de políticas públicas. Direitos Políticos Direito à prática política Direito ao voto direto e secreto Direito de se candidatar para cargos públicos Direito à participação em plebiscitos, referendos e iniciativas populares Direito à filiação partidária Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 42 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Direitos Sociais Esquema 37 O direito à segurança é essencial para garantir a proteção dos cidadãos contra ameaças à sua integridade física e patrimonial, promovendo um ambiente seguro e pacífico para o desenvolvimento individual e coletivo. O direito à saúde assegura o acesso universal a serviços de saúde de qualidade, visando a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, garantindo assim o bem- estar físico, mental e social de todos os membros da sociedade. O direito à educação é fundamental para o desenvolvimento humano e o progresso social, proporcionando oportunidades iguais de acesso ao conhecimento, desenvolvimento de habilidades e formação cidadã, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. O direito ao trabalho garante a todos os cidadãos o acesso a oportunidades de emprego digno e remunerado, bem como condições de trabalho justas e seguras, promovendo a realização pessoal e a estabilidade econômica. O direito à moradia assegura a todos o acesso a habitação adequada, segura e digna, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento urbano sustentável. O direito à alimentação garante a todos o acesso regular e permanente a alimentos nutritivos e suficientes para uma vida saudável e ativa, promovendo a segurança alimentar e o combate à fome. O direito à previdência social garante a proteção social aos cidadãos em situações de vulnerabilidade, proporcionando benefícios e serviços que assegurem o sustento e a dignidade na velhice, em casos de invalidez ou outras contingências. Direitos Sociais Direito à segurança Direito à saúde Direito à educação Direito ao trabalho Direito à moradia Direito à alimentação Direito à previdência social Direito ao Transporte Direito ao lazer Direito de proteção à maternidade e à infânciaDireito de Assistência aos desamparados Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 43 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O direito ao transporte assegura a mobilidade urbana e o acesso aos meios de transporte público, contribuindo para a integração social, o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida. O direito ao lazer garante o acesso a atividades recreativas, culturais e esportivas, promovendo o bem-estar físico, mental e emocional dos indivíduos, além de fortalecer os laços sociais e comunitários. O direito de proteção à maternidade e à infância visa garantir condições adequadas de saúde, segurança e desenvolvimento integral para gestantes, mães, bebês e crianças, promovendo assim o bem-estar familiar e o futuro sustentável da sociedade. O direito de assistência aos desamparados visa proteger os indivíduos em situação de vulnerabilidade social, proporcionando apoio e recursos para superar dificuldades e promover a inclusão social e a dignidade humana. Direitos do Cidadão É dever do cidadão respeitar os direitos dos outros cidadãos, garantindo um convívio harmonioso e respeitoso na sociedade. O voto em eleições é um dever cívico fundamental, contribuindo para o fortalecimento da democracia e a representatividade política. Cumprir as leis do país é essencial para a manutenção da ordem e da justiça na sociedade, promovendo o respeito às normas e instituições democráticas. Proteger o meio ambiente é um dever de todos, visando a preservação dos recursos naturais e a promoção da sustentabilidade para as gerações futuras. Colaborar com as autoridades é importante para o funcionamento eficiente das instituições públicas e para a garantia da segurança e do bem-estar coletivo. Deveres do cidadão Respeitar os direitos dos outros cidadãos Votar em eleições Cumprir as leis do país Proteger o meio ambiente Colaborar com as autoridades Proteger o patrimônio público e social Promover educação, sustento e saúde aos filhos Pagar impostos Esquema 38 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 44 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Proteger o patrimônio público e social contribui para o desenvolvimento e a qualidade de vida da comunidade, preservando os recursos e serviços disponíveis para todos. Promover a educação, sustento e saúde dos filhos é um dever dos pais, assegurando o desenvolvimento integral e o bem-estar das futuras gerações. Pagar impostos é uma obrigação fiscal que viabiliza a prestação de serviços públicos essenciais e o investimento em políticas sociais, contribuindo para o funcionamento do Estado e o bem comum. Equidade Social Tipos de Equidade Esquema 39 •Igualdade fundamental entre as pessoas, relacionada a aspectos morais e religiosos. Equidade Ontológica •Garantia de que todos tenham as mesmas chances de alcançar objetivos. •Estrutura ocupacional baseada no mérito pessoal, com igualdade de oportunidades. Equidade de Oportunidades •Pressupõe que apenas pessoas expostas às mesmas condições de vida estão em igualdade para competir com base em mérito. •Relacionada à igualdade de oportunidades, pois o ponto de partida igual é crucial. Equidade de Condições •Compensação dos efeitos das desigualdades sociais através de medidas políticas. •Mecanismos como ações afirmativas visam aumentar as oportunidades para grupos menos privilegiados, garantindo equidade nos resultados. Equidade de Efeitos ou Resultados Igualdade Tratar todas as pessoas da mesma forma, independentemente de suas circunstâncias. Equidade Busca garantir justiça distributiva, oferecendo tratamento igual para situações iguais e tratamento diferenciado para situações diferentes. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 45 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 40 Corrupção e Políticas Públicas Corrupção Ativa ocorre quando alguém oferece ou promete vantagem indevida a um funcionário público, com o objetivo de induzi-lo a praticar ações ilícitas em benefício próprio ou de terceiros. Este crime está previsto no artigo 333 do Código Penal, visando coibir práticas que comprometam a integridade e a imparcialidade dos agentes públicos. Corrupção Passiva se configura quando um funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida em razão de sua função, ou aceita a promessa de tal vantagem. O crime está previsto no artigo 317 do Código Penal e visa proteger a probidade administrativa, impedindo que agentes públicos se beneficiem de forma ilegal em detrimento do interesse público. Esquema 41 Equidade Horizontal: Distribuição igualitária entre pessoas em igualdade de condições. • Exemplo: Acesso equitativo aos serviços de saúde para necessidades semelhantes. Equidade Vertical: Distribuição desigual entre pessoas em condições diferentes. • Exemplo: Imposto progressivo, onde os mais abastados pagam uma proporção maior de impostos. Corrupção Corrupção Ativa Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público. Objetivo induzir a prática de ações ilícitas. Corrupção Passiva Solicitar ou receber vantagem indevida como funcionário público. Aceitar promessa de vantagem ilegítima. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 46 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Tipos de Corrupção Esquema 42 Corrupção Política envolve o abuso de poder por parte de decisores políticos, que manipulam políticas, instituições ou regras para manter ou aumentar seu poder, status ou riquezas, muitas vezes em detrimento do interesse público e da integridade do sistema democrático. Corrupção Sistêmica é aquela que é criada ou incentivada pelo próprio sistema, devido a ineficiências, falta de rigor ou excesso de informalidade e burocracia, tornando-se parte integrante da cultura organizacional e dificultando sua erradicação. Grande Corrupção ocorre no mais alto nível do governo, envolvendo líderes políticos e distorcendo políticas ou o funcionamento central do Estado para benefício pessoal ou financiamento político. Grandes somas de recursos estão em jogo, e os impactos são significativos para a sociedade como um todo. Pequena Corrupção envolve valores menores e ocorre de forma mais isolada, frequentemente no abuso diário do poder por servidores de nível baixo ou médio. Isso é observado principalmente em interações com cidadãos comuns que buscam serviços básicos do governo, prejudicando a eficiência e a confiança nas instituições públicas. Tipos de Corrupção Corrupção Política Abuso de poder por decisores políticos. Manipulação de políticas, instituições ou regras para manter poder, status ou riquezas. Corrupção Sistêmica Criada ou estimulada pelo próprio sistema. Devido a ineficiências, falta de rigor ou excesso de informalidade/burocracia. Grande Corrupção Atos no alto nível do governo distorcendo políticas ou funcionamento central do Estado. Envolvendo líderes para benefício pessoal ou financiamento político. Grandes somas de recursos estão em jogo. Pequena Corrupção Envolve valores menores e ocorre de forma isolada. Abuso diário do poder por servidores de nível baixo ou médio. Principalmente em interações com cidadãos comuns em busca de serviços básicos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 47 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Fatores que Influenciam a Corrupção e a Qualidade das Políticas Públicas Pobreza e Desigualdade: A pobreza e a desigualdade social contribuem para aumentar a incidência de corrupção. Baixo Desenvolvimento Econômico:Países com baixo desenvolvimento econômico são mais propensos à corrupção. Elevada Participação do Estado na Economia: Uma presença significativa do Estado na economia pode aumentar as oportunidades de corrupção para os agentes políticos. Fraqueza Institucional: Instituições legais e financeiras fracas dificultam a fiscalização do poder público e favorecem a corrupção. Cultura Política: Valores, atitudes e normas sociais influenciam o comportamento político e podem afetar os níveis de corrupção. Capital Social: Redes de relações, confiança e ações colaborativas influenciam na redução da corrupção. Abundância de Recursos Naturais: A disponibilidade de recursos naturais pode aumentar as oportunidades de corrupção para os agentes políticos. Deficiências na Relação Principal-Agente: Funcionários públicos que priorizam seus próprios interesses em detrimento dos interesses da sociedade contribuem para a corrupção. Grau de Democracia: Regimes autoritários tendem a ter maior incidência de corrupção devido à falta de transparência e controle social sobre a gestão pública. Esquema 43 Custos da Corrupção para o Setor Público (Orth, 2002) Prejuízos à Arrecadação Fiscal Aumento dos Gastos Governamentais Mudanças Predatórias na Composição dos Gastos Piora na Qualidade dos Serviços Públicos Impactos sobre a Legitimidade do Governo Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 48 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Triângulo da Fraude O Triângulo da Fraude consiste em três fatores principais: pressão, oportunidade e racionalização. Esquema 44 A pressão para realizar um ato fraudulento pode surgir de incentivos financeiros ou de motivações pessoais. A presença de uma oportunidade facilita a ocorrência de fraude, especialmente quando os controles são fracos ou inexistentes. A racionalização é um mecanismo comum utilizado por fraudadores para justificar suas ações, muitas vezes minimizando as consequências éticas ou legais. Diamante da Fraude O Diamante da Fraude acrescenta um quarto fator, a capacidade, que é a habilidade pessoal e técnica necessária para cometer a fraude. Esquema 45 Triangulo da Fraude Pressão Racionalização Oportunidade Pressão (Incentivo / Motivação) Oportunidade Racionalização Capacidade Diamante da Fraude Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 49 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A capacidade de cometer fraude pode ser influenciada pela posição, conhecimento e habilidades do indivíduo dentro da organização ou contexto específico. A causa-raiz da fraude é frequentemente identificada como a pressão enfrentada pelo indivíduo, que pode levar a racionalizações e à busca por oportunidades para cometer atos fraudulentos. Esta pressão pode originar-se de diversas fontes, como problemas financeiros, expectativas de desempenho ou outras demandas pessoais ou profissionais. Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) A Lei Anticorrupção marca um ponto de virada significativo no combate à corrupção no Brasil. Esta legislação inovadora estabelece responsabilidades administrativas e civis para empresas envolvidas em atos contra a administração pública, tanto nacional quanto estrangeira. Desenhada para reforçar as medidas de prevenção e punição à corrupção, a lei não apenas foca nas empresas, como também incentiva a adoção de programas de integridade (compliance), auditorias e incentivos à denúncia de irregularidades. A Lei Anticorrupção reflete o compromisso do Brasil em combater a corrupção de maneira efetiva, promovendo um ambiente de negócios mais ético e transparente. Sanções Esquema 46 Sanções Multa Administrativa Varia de 0,1% a 20% do faturamento bruto do último exercício, excluindo tributos. Nunca será inferior à vantagem auferida, quando possível estimar. Se não for possível usar o critério do faturamento, a multa varia de R$ 6.000,00 a R$ 60.000.000,00. Publicação Extraordinária da Decisão Condenatória Em meios de comunicação de grande circulação na área da infração e atuação da pessoa jurídica. Afixação de edital no próprio estabelecimento ou local de exercício da atividade, visível ao público. Publicação no sítio eletrônico na rede mundial de computadores. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 50 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Inovações A responsabilidade objetiva implica que as empresas podem ser responsabilizadas independentemente da comprovação de culpa, tornando mais efetiva a punição por infrações. O acordo de leniência oferece às empresas a oportunidade de cooperar com as investigações, possibilitando a redução das penalidades, incentivando a autorregulação e a colaboração com as autoridades. A abrangência da lei é ampla, aplicável não apenas pela União, mas também pelos estados e municípios, e inclui empresas brasileiras atuando no exterior, visando a garantir a integridade e a transparência nas atividades empresariais em diversos contextos. Responsabilização Esquema 47 Responsabilização Responsabilização objetiva, tanto no âmbito administrativo quanto civil. Empresas podem ser responsabilizadas pelos atos lesivos praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não. A responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de dirigentes, administradores ou qualquer pessoa natural envolvida nos atos ilícitos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 51 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Processos Participativos de Gestão Pública Conselhos de Gestão Esquema 48 Tipos de Participação Esquema 49 Democracia Representativa •Os cidadãos participam da vida política através das eleições. •Elegem representantes por meio do voto. Democracia Participativa (Democracia Direta) •O povo participa diretamente da gestão pública e das decisões do Estado. •Não depende apenas de representantes eleitos para participar da gestão pública e das decisões. Pseudoparticipação Os indivíduos são consultados sobre algum assunto, mas não têm influência real nas decisões. Estratégia para persuadir os indivíduos a aceitar decisões já tomadas pela autoridade. Participação Parcial Muitos participam do processo decisório, mas o poder final de decidir pertence a apenas uma das partes. Os indivíduos podem influenciar, mas não decidem. Participação Plena Cada membro tem igual poder de determinar o resultado final das decisões. Os indivíduos tomam suas próprias decisões e participam efetivamente do resultado final. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 52 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Princípio da Gestão Participativa Ênfase na participação dos funcionários do nível operacional. Busca mudança na forma de gestão e na cultura das organizações públicas. Introduz conceitos e técnicas de gestão baseados em desempenho, redução de erros e participação dos funcionários na definição dos processos de trabalho. Processos Participativos de Gestão Pública Os processos participativos de gestão pública representam uma abordagem inovadora na administração dos assuntos públicos, priorizando parcerias entre o governo e a sociedade civil. Essa estratégia busca envolver ativamente os cidadãos na gestão pública, permitindo que participem não apenas em discussões e decisões, mas também na fiscalização das ações governamentais. Esse modelo transcende a noção tradicional de democracia, que muitas vezes se limita ao ato de votar em eleições, eabraça uma forma mais ampla de participação democrática, onde a cidadania é exercida de maneira contínua e ativa durante todo o processo de gestão. Assim, os processos participativos fortalecem a democracia, aumentam a transparência e a responsabilidade do governo, e promovem uma gestão mais inclusiva e eficaz, refletindo de forma mais precisa as necessidades e desejos da população. Conselho de Gestão Fiscal (CGF) O Conselho de Gestão Fiscal (CGF) é uma entidade proposta na LRF, visando fortalecer os mecanismos de fiscalização e responsabilidade nas finanças públicas. Apesar de sua previsão legal, até o momento, o CGF não foi efetivamente criado, deixando uma lacuna importante na estrutura de governança fiscal do país. Este conselho tem como finalidade reunir representantes de todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e esferas de governo (federal, estadual e municipal), além de membros do Ministério Público e de entidades técnicas representativas da sociedade, com o objetivo de acompanhar e avaliar permanentemente a política e a operacionalidade da gestão fiscal no Brasil. A implementação do CGF é vista como um passo crucial para aumentar a transparência, a eficiência e a responsabilidade na administração dos recursos públicos, assegurando o cumprimento dos princípios e limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Orçamento participativo Esquema 50 Base Legal e Institucional Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Constituição Federal e Estatuto das Cidades Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 53 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) assegura a transparência nos processos orçamentários ao incentivar a participação popular, exigindo a realização de audiências públicas durante a elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos, promovendo uma gestão mais democrática e transparente. A Constituição Federal e o Estatuto das Cidades garantem a participação ativa da comunidade, especialmente no âmbito municipal, ao estabelecerem a obrigação de cooperação das associações representativas no planejamento municipal, bem como ao exigirem a implementação de processos de gestão orçamentária participativa, fortalecendo assim a governança local e a democracia participativa. Esquema 51 Esquema 52 Características do Orçamento Participativo Espaço de Debate e Decisão O orçamento participativo proporciona um ambiente para debate, discussão e decisão sobre a alocação de recursos públicos. Instrumento de Gestão Pública É um importante instrumento de gestão pública, no qual a população define anualmente as prioridades de investimento do governo. Exercício da Cidadania Permite que os cidadãos exerçam sua cidadania ao participar ativamente na definição das prioridades de investimento e ao conhecer os problemas enfrentados pela cidade. Fortalecimento da Democracia Estimula a participação cívica e fortalece a democracia ao envolver os cidadãos no processo de tomada de decisão. Características Principais Pacto e Metas Governo e Sociedade Civil Processo Amplo de Diálogo Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 54 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS No orçamento participativo, há um pacto entre os segmentos envolvidos para alcançar metas e prioridades, além de compartilhar experiências, promovendo uma abordagem colaborativa na gestão dos recursos públicos. O orçamento participativo reúne o governo e a sociedade civil organizada para debater e decidir sobre as prioridades nas políticas públicas, promovendo uma governança mais inclusiva e responsável. Este processo faz parte de um amplo diálogo de democratização da gestão pública, não sendo um evento isolado, mas sim integrado a um movimento mais amplo de participação cívica e transparência na administração dos recursos públicos. Esquema 53 No orçamento participativo, a autonomia da população é promovida, permitindo que ela decida autonomamente sobre seus interesses, com o objetivo de promover a transformação social e combater a exclusão social, fortalecendo assim a participação cidadã na gestão pública. O orçamento participativo busca criar uma sociedade mais democrática, justa e solidária, onde todos os membros da comunidade tenham voz ativa na definição das prioridades de investimento e na construção de políticas públicas mais inclusivas e equitativas. A finalidade do orçamento participativo é conferir e avaliar o que está sendo realizado pelo governo, permitindo que a população proponha novas medidas para atender às suas necessidades e direitos, promovendo uma gestão mais transparente, responsável e voltada para o bem-estar comum. Conferências de Políticas Públicas Definição e Propósito As Conferências de Políticas Públicas são espaços amplos e democráticos criados com o propósito de promover a discussão e articulação coletivas sobre propostas e estratégias relativas à organização e implementação de políticas públicas em diversas áreas. Estes eventos representam um mecanismo institucionalizado de participação e deliberação, onde cidadãos, representantes da sociedade civil, especialistas, gestores e políticos se reúnem para debater e definir as diretrizes gerais de políticas públicas específicas. O objetivo dessas Finalidade e Impacto Autonomia da População Democracia, Justiça e Solidariedade Conferir, Avaliar e Propor Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 55 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS conferências é garantir que a formulação e execução das políticas públicas sejam influenciadas diretamente pelas necessidades, experiências e expectativas da população, promovendo uma gestão governamental mais responsiva, inclusiva e transparente. Características Principais Esquema 54 Audiências Públicas Instrumento de diálogo estabelecido com a sociedade para buscar soluções para demandas sociais. Esquema 55 Pacto e Metas Segmentos envolvidos estabelecem pacto para alcançar metas e prioridades, além de compartilhar experiências. Governo e Sociedade Civil Reúnem governo e sociedade civil organizada para debater e decidir prioridades nas políticas públicas. Processo Amplo de Diálogo Parte de um processo amplo de democratização da gestão pública, não isolado. Propósito Diálogo com a Sociedade Instrumento de diálogo estabelecido com a sociedade para buscar soluções para demandas sociais. Co-construção de Soluções Espaço aberto para a co- construção de soluções para questões apresentadas pela comunidade. Exercício da Cidadania Proporciona troca de informações entre o particular e o administrador, permitindo o exercício da cidadania e o respeito ao princípio do devido processo legal. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 56 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Participação e Impacto Esquema 56 Desafios e Limitações As audiências públicas são fundamentais para a democracia participativa, oferecendo uma plataforma para a sociedade discutir questões de interesse público. Contudo, enfrentam desafios como a natureza expositiva e a complexidade das informações, que podem limitar a compreensão e a participação efetiva dos cidadãos. Apesar dessas dificuldades, representam uma oportunidade valiosa para a inclusão social e a fiscalização cidadã no processo de formulação de políticas, ressaltando a importância de aprimorar esses espaços para assegurar uma participação mais ativa e informada. Impacto Discussões Legislativas Possibilitam que segmentos da sociedade participemdas discussões legislativas, apresentando pontos de vista técnicos ou interesses específicos. Estreitamento da Relação Avanço no sentido de estreitar a relação entre representantes e representados. Espaço Democrático de Debate Propõem-se a ser um espaço democrático para o debate e a troca de ideias entre os diferentes setores da sociedade. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 57 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Saúde Coletiva A Saúde Coletiva emerge como um campo de conhecimento e prática, resultado direto do movimento sanitarista latino-americano e da reforma sanitária brasileira, caracterizando-se por sua natureza multidisciplinar. Este campo se dedica a investigar os determinantes sociais que influenciam o estado de saúde das populações, com o objetivo de planejar e organizar os serviços de saúde de forma mais eficaz. A Saúde Coletiva busca, portanto, entender como fatores sociais, econômicos, ambientais e culturais impactam a saúde, para desenvolver estratégias que promovam a saúde e o bem-estar em uma escala coletiva. Esquema 57 Promoção da Saúde e Prevenção de Agravos Esquema 58 Saúde Coletiva Visa melhoria na qualidade de vida Promoção da saúde Prevenção de doenças e agravos. Prevenção em Saúde Ato que reduz mortalidade e morbidade, antecipado com base no conhecimento da história natural da doença. Prevenção Primária Reduz incidência de doenças, removendo causas e fatores de risco. Prevenção Secundária Identifica problemas de saúde em estágio inicial, permitindo tratamento precoce. Prevenção Terciária Reduz incapacidades crônicas e facilita reintegração na sociedade após doença. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 58 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 59 Política Nacional de Promoção da Saúde Esquema 60 Conceitos Relacionados a Doenças Infecciosas Infectividade: Capacidade do organismo de penetrar, se desenvolver e/ou se multiplicar em outro, ocasionando uma infecção. Patogenicidade: Capacidade do agente de produzir sintomas e sinais da doença. Virulência: Capacidade do agente de produzir efeitos graves ou fatais. Imunogenicidade: Capacidade do agente de induzir imunidade no hospedeiro após a infecção. Dose Infectante: Quantidade do agente necessária para iniciar uma infecção. Poder Invasivo: Capacidade do agente de se difundir através dos tecidos e órgãos do hospedeiro. Evolução Conceitual Na década de 70: Promoção da saúde era concebida como parte da prevenção primária, focada em aspectos educativos individuais. A partir da década de 80: Promoção da saúde revalorizada após a Carta de Otawa, tornando-se objeto de políticas públicas globais. Promoção da saúde vai além da prevenção, focando no aumento geral de saúde e bem-estar, relacionando-se à transformação das condições de vida e trabalho. Ações Específicas Alimentação saudável Prática corporal, atividade física Prevenção e controle do tabagismo Redução da morbimortalidade em decorrência do uso abusivo de álcool e outras drogas Redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito Prevenção da violência e estímulo à cultura de paz Promoção do desenvolvimento sustentável Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 59 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Atributos do Hospedeiro em Doenças Infecciosas Resistência: Conjunto de mecanismos de defesa contra agentes infecciosos. Resistência Natural: Independente de anticorpos, resultante de fatores anatômicos e fisiológicos. Imunidade: Resistência específica associada à presença de anticorpos. Suscetibilidade: Medida de fragilidade, possibilidade de adoecimento por determinado agente. Portadores: Indivíduos que têm o agente infeccioso e podem transmiti-lo sem apresentar sintomas. Reservatório de Agentes Infecciosos: Ambiente onde o agente infeccioso vive, se multiplica e pode ser transmitido. Processo de Adoecimento e Períodos Esquema 61 Medidas de Profilaxia e Controle Esquema 62 Período de Incubação: Intervalo entre a penetração do agente no hospedeiro e o aparecimento dos sintomas. Período de Transmissibilidade: Capacidade do indivíduo de transmitir a doença. Período Prodrômico: Intervalo entre os primeiros sintomas e o início dos sinais característicos da doença. Imunidade de Rebanho Resistência de um grupo à disseminação de um agente infeccioso. Isolamento Segregação de um caso clínico para evitar a transmissão da doença. Quarentena Isolamento de indivíduos sadios pelo período máximo de incubação da doença. Quimioprofilaxia Administração de drogas para prevenir uma infecção. Tratamento Profilático Tratamento para reduzir o período de transmissibilidade de uma doença. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 60 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Notificação Compulsória Conjunto de ações para: Proporcionar conhecimento, detecção ou prevenção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva. E recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Vigilância Epidemiológica Integra diversas áreas de conhecimento, como: Esquema 63 Funciona como indicador de ações prioritárias no atendimento à saúde, pois identifica principais doenças de notificação compulsória e atua no controle das mesmas. Notificação A notificação compulsória é um mecanismo essencial no controle de doenças e agravos à saúde pública, consistindo na comunicação obrigatória à autoridade sanitária sobre a ocorrência de casos individuais, agregados de casos ou surtos de doenças específicas, sejam eles suspeitos ou confirmados, que constam em uma lista predeterminada de agravos de notificação compulsória. Essa comunicação pode ser realizada por profissionais de saúde e, em algumas jurisdições, por qualquer cidadão que tome conhecimento de tais casos. Objetivo O principal objetivo da notificação compulsória é permitir que as autoridades sanitárias tomem medidas de controle e prevenção adequadas de forma tempestiva, visando reduzir a propagação de doenças e proteger a saúde coletiva. Esquema 64 Política e planejamento Epidemiologia Processo saúde-doença Notificação Imediata Realizada em até 24 horas a partir do conhecimento da ocorrência. Semanal Realizada em até 7 dias a partir do conhecimento da ocorrência. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 61 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Principais Doenças e Agravos - Imediata Acidente de trabalho (SMS) Botulismo Dengue – Óbitos (MS/SES/SMS) Doença de Chagas Aguda (SES/SMS) Doença aguda pelo vírus Zika em gestante (SES/SMS) Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika (MS/SES/SMS) Doenças Exantemáticas: Sarampo, Rubéola (MS/SES/SMS) Violência sexual e tentativa de suicídio (SMS) Tétano Principais Doenças e Agravos - Semanal: Acidente de trabalho com exposição a material biológico Dengue – Casos Doença de Chagas Crônica Doença aguda pelo vírus Zika Hepatites virais Hanseníase Tuberculose Esquistossomose HIV Sífilis Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 62 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Lei 8.080/90 A saúde é direito do indivíduo e dever do Estado, que o exerce pela formulação e execução de políticas econômicas e sociais visando à redução de riscos de doenças e outros agravos. O dever do Estado nãoexclui o das pessoas, famílias, empresas e da sociedade em geral. São considerados determinantes e condicionantes da saúde: alimentação, moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, renda, educação, atividade física, transporte, lazer e acesso aos bens e serviços essenciais. Objetivos do SUS Esquema 65 Áreas de Atuação do SUS Esquema 66 O SUS atua na área de Vigilância Sanitária, monitorando e fiscalizando estabelecimentos, produtos e serviços que possam representar riscos à saúde da população, garantindo a segurança sanitária em diversos setores. Objetivos do SUS Identificar e divulgar fatores determinantes e condicionantes da saúde. Formular política de saúde para promover observância do disposto na lei. Prestar assistência às pessoas por meio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde. Áreas de Atuação do SUS Vigilância Sanitária Vigilância Epidemiológica Saúde do Trabalhador Assistência Terapêutica Integral (inclusive farmacêutica) Saúde Bucal Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 63 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Na área de Vigilância Epidemiológica, o SUS trabalha na identificação, monitoramento e controle de doenças transmissíveis e não transmissíveis, contribuindo para o planejamento e execução de ações de prevenção e controle de epidemias. O SUS também se dedica à Saúde do Trabalhador, promovendo ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, além de realizar vigilância e assistência à saúde dos trabalhadores em diversos ambientes laborais. Uma das áreas de atuação do SUS é a Assistência Terapêutica Integral, que inclui o acesso a medicamentos e tratamentos necessários para o cuidado integral da saúde, garantindo o acesso equitativo a serviços farmacêuticos e terapêuticos. Além disso, o SUS é responsável pela Saúde Bucal, oferecendo serviços de prevenção, promoção e tratamento odontológico à população, visando garantir a saúde e qualidade de vida bucal de forma acessível e integral. Direções do SUS Esquema 67 Comissões Esquema 68 Direções do SUS Governo Federal Representado pelo Ministério da Saúde. Estadual Representado pelas Secretarias Estaduais. Municipal Representado pelas Secretarias Municipais. Comissões Intersetoriais •Articulam políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolve áreas não compreendidas no âmbito do SUS, como alimentação, saneamento, meio ambiente, entre outros. Comissões Intergestores •Bipartite e Tripartite: Foros de negociação e pactuação entre gestores para aspectos operacionais do SUS. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 64 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Competências Esquema 69 A Lei 8.080/90 estabelece as bases do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo direito à saúde e definindo responsabilidades e competências dos entes federativos na sua operacionalização. O SUS busca promover a universalidade, integralidade, igualdade e participação da comunidade na gestão da saúde pública. Serviços Públicos Atendimento e Internação Domiciliar O atendimento e internação domiciliar representam uma modalidade de assistência à saúde que se destaca pela abordagem multiprofissional, garantindo uma cobertura ampla e integrada das necessidades do paciente no conforto de seu lar. Esta forma de atendimento é indicada exclusivamente por um médico, requerendo a concordância tanto do paciente quanto de sua família. Esse modelo visa não apenas a comodidade, mas também a personalização do tratamento, adaptando-se às particularidades de cada caso para promover uma recuperação mais eficiente e confortável. União • Formulação e avaliação de políticas de saúde, participação na execução de políticas de controle ambiental e de saneamento básico, coordenação de sistemas de saúde, entre outras. Municipal • Planejamento, organização, controle e execução das ações e serviços de saúde, participação na execução de políticas de vigilância epidemiológica e sanitária, entre outras. Competências Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 65 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Acompanhamento de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto O acompanhamento de pré-parto, parto e pós-parto, a legislação assegura o direito da mulher em ser acompanhada por uma pessoa de sua escolha durante todo o processo, enfatizando a importância do suporte emocional e físico neste momento crítico. Este direito é mantido em qualquer circunstância, assegurando a presença de um acompanhante, salvo em situações de urgência e emergência, onde os profissionais de saúde têm autonomia para proceder conforme a necessidade, visando sempre a segurança e o bem-estar da mãe e do bebê. Assistência Terapêutica Integral A assistência terapêutica integral abrange desde a dispensação de medicamentos, seguindo as diretrizes terapêuticas de protocolos clínicos específicos, até a oferta de procedimentos terapêuticos que podem ser realizados em diferentes ambientes - domiciliar, ambulatorial ou hospitalar. Esta abordagem integral e adaptativa é fundamental para assegurar que o tratamento seja o mais eficaz possível, levando em consideração as necessidades e condições específicas de cada paciente. Serviços Privados Esquema 70 A assistência à saúde é assegurada como livre à iniciativa privada, de acordo com o disposto na Constituição Federal de 1988, permitindo que empresas privadas atuem no setor da saúde, oferecendo serviços e produtos conforme suas competências e capacidades. A participação complementar dos serviços privados na assistência à saúde ocorre mediante formalização por meio de contrato ou convênio, respeitando as normas estabelecidas pelo direito público, o que garante uma integração harmoniosa entre os setores público e privado na oferta de serviços de saúde. Existem casos específicos em que a participação direta ou indireta de empresas privadas na assistência à saúde é permitida, como em situações de doações de Serviços Privados Livre Iniciativa Privada Participação Complementar dos Serviços Privados Casos Específicos de Participação Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 66 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS organismos internacionais ou quando empresas mantêm serviços sem finalidade lucrativa, conforme previsto na legislação específica, o que contribui para ampliar o acesso aos cuidados de saúde. Financiamento Esquema 71 Planejamento Esquema 72 Financiamento Fonte de Recursos Orçamento da seguridade social destinado ao SUS. Elaboração Orçamentária Proposta elaborada pelo Ministério da Saúde, com participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência Social. Considera as metas e prioridades da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Gestão Financeira Recursos financeiros do SUS são depositados em conta especial em cada esfera de atuação. Movimentados sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde. Planejamento Natureza do Planejamento Ascendente, do nível local ao federal. Participação dos Órgãos Deliberativos Planos de saúde dos Municípios, Estados, Distrito Federal e União são compatibilizados com as necessidades da política de saúde. Diretrizes Estabelecidas Conselho Nacional de Saúde estabelece diretrizes considerando características epidemiológicas e organização dos serviços em cada jurisdição administrativa. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 67 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Processo DecisórioNo processo decisório, decidir implica escolher entre diversas alternativas existentes, o que demanda análise e avaliação das opções disponíveis para alcançar um determinado objetivo ou resolver um problema específico. Sempre há a necessidade de escolher um caminho entre duas ou mais alternativas diferentes durante o processo decisório, pois raramente existe apenas uma opção viável para resolver uma questão ou alcançar um objetivo. É crucial considerar o "custo de oportunidade" ao selecionar uma alternativa no processo decisório, ou seja, avaliar o que está sendo sacrificado ao optar por uma determinada escolha em detrimento de outras possíveis, garantindo uma análise abrangente e consciente das consequências de cada decisão. Esquema 73 Elementos do Processo Decisório No processo decisório, o tomador de decisão é a pessoa responsável por escolher entre diversas alternativas futuras de ação, assumindo a responsabilidade pela direção das escolhas e suas consequências. Os objetivos representam as metas que o tomador de decisão deseja alcançar por meio de suas ações, orientando suas escolhas em direção aos resultados desejados. As preferências são os critérios utilizados pelo tomador de decisão para fazer sua escolha, refletindo suas prioridades, valores e interesses na tomada de decisão. A estratégia é o curso de ação selecionado pelo tomador de decisão para alcançar seus objetivos, levando em consideração os recursos disponíveis e as restrições enfrentadas. A situação engloba os aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão e influenciam sua escolha, podendo incluir fatores externos que estão além do controle, conhecimento ou compreensão do tomador de decisão. O resultado é a consequência ou o resultado decorrente de uma determinada estratégia adotada pelo tomador de decisão, refletindo o impacto de suas escolhas sobre os objetivos e as circunstâncias específicas. Processo Decisório Decidir envolve escolher entre diversas alternativas existentes. Sempre há a escolha de um caminho entre duas ou mais alternativas diferentes. É crucial considerar o "custo de oportunidade" ao selecionar uma alternativa. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 68 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 74 Etapas do Processo Decisório (Fases do Processo Decisório) • Identificação do Problema ou Oportunidade: Reconhecimento da existência de uma oportunidade a ser aproveitada ou de um problema que requer uma decisão. • Diagnóstico da Situação: Compreensão da oportunidade ou problema, identificando suas causas e consequências. • Geração de Alternativas: Desenvolvimento de ideias para aproveitar a oportunidade ou resolver o problema após o diagnóstico. • Avaliação e Escolha da Alternativa: Comparação e julgamento das alternativas para selecionar aquela que oferece as maiores vantagens. • Avaliação da Decisão: Implementação da decisão e avaliação de seus efeitos, reiniciando o ciclo do processo de resolução de problemas ou aproveitamento de oportunidades. Chiavenato 2ª Obra (7 Etapas) Chiavenato defende que o processo decisório é composto por 07 etapas: Esquema 75 Elementos do Processo Decisório Tomador de Decisão Objetivos Preferências Estratégia Situação Resultado 07 etapas Chiavenato Percepção da situação que envolve algum problema Análise e definição do problema Definição dos objetivos Procura de alternativas de solução ou de cursos de ação Avaliação e comparação dessas alternativas Escolha (seleção) da alternativa mais adequada (satisfatória) ao alcance dos objetivos Implementação da alternativa escolhida Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 69 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Chiavenato 3ª Obra (4 Etapas) Em outra obra, Chiavenato destaca que o processo decisório é composto por 04 etapas: Esquema 76 Simon Esquema 77 04 etapas: Definição e diagnóstico do problema. Procura de soluções alternativas mais promissoras. Análise e comparação dessas alternativas de solução. Seleção e escolha da melhor alternativa como um plano de ação. Intelecção (Prospecção) •Identificação e análise da situação que requer uma solução. •Fase de diagnóstico e compreensão do problema ou oportunidade. Concepção •Criação de alternativas para resolver o problema ou aproveitar a oportunidade identificada na fase anterior. •Fase de desenvolvimento de ideias e cursos de ação. Decisão •Avaliação das alternativas geradas na fase de concepção. •Seleção e escolha de uma alternativa para implementação. •Fase de tomada de decisão com base na análise das alternativas disponíveis. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 70 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Classificações das Decisões Tipos de decisão Característica Decisões Programadas (Estruturadas) Decisões Não Programadas (Não Estruturadas) Natureza Rotineiras, repetitivas e padronizadas Novas, não repetitivas e complexas Base Acervo de soluções existentes na organização Criatividade, inovação e improvisação Dados Adequados e repetitivos Inadequados, únicos e novos Condições Estáticas e imutáveis Dinâmicas e mutáveis Previsibilidade Alta, com certeza Baixa, com risco e incerteza Fundamento Regras e métodos pré- estabelecidos Julgamento pessoal e profissional Execução Podem ser automatizadas (computacionais) Dependem do julgamento profissional Localização da Decisão Descentralizadas, nível operacional Centralizadas, nível estratégico Velocidade e Uniformidade Rápidas e uniformes Mais lentas Tabela 7 Técnicas para Tomada de Decisões Programadas Esquema 78 Técnicas Tradicionais: •Hábitos, costumes e rotinas. •Rotinas, regras e procedimentos padronizados. •Estrutura organizacional rígida com canais de comunicação bem definidos. •Objetivos e expectativas comuns. Técnicas Modernas: •Programas de computador. •Análises e modelos matemáticos. •Simulações computacionais. •Canais de comunicação livres. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 71 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Técnicas para Tomada de Decisões Não Programadas Esquema 79 Níveis de decisão Esquema 80 Decisões estratégicas são tomadas no nível estratégico pela alta cúpula da administração, como diretores, presidentes e CEO's, e envolvem questões que afetam a organização como um todo e suas relações com o ambiente externo, sendo cruciais para o direcionamento e o posicionamento da empresa a longo prazo. Decisões táticas, ou decisões administrativas, são tomadas no nível tático pelos gerentes e chefes de departamento/divisão, referindo-se a questões que envolvem uma unidade organizacional específica, como um departamento. Essas decisões têm impacto direto na implementação das estratégias definidas pela alta administração. Técnicas Tradicionais: •Julgamento, intuição e criatividade. •Divisão do trabalho organizacional. •Contratação de especialistas. Técnicas Modernas: •Técnicas heurísticas. •Criação de redes capazes de lidar com soluções inovadoras. •Sistemas computacionais de apoio à decisão. Níveis de Decisões 1. Decisões Estratégicas 2. Decisões Táticas 3. Decisões Operacionais Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 72 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Decisões operacionais são tomadas no nível operacional pelos supervisores e estão relacionadas à execução de tarefas ou atividades específicas no dia-a-dia da organização. Elas são essenciais para garantir a eficiência e a eficácia das operaçõesdiárias e contribuem para o alcance dos objetivos organizacionais de curto prazo. Decisões Centralizadas x Decisões Descentralizadas Esquema 81 Outras Classificações Esquema 82 Tomadas pela alta cúpula da empresa, com os níveis mais baixos não participando do processo decisório. A concentração das decisões nos níveis hierárquicos mais altos facilita o alinhamento com os objetivos organizacionais. Mais fácil de controlar os resultados organizacionais, pois apenas os chefes têm poder de decisão. Maior controle sobre o processo decisório, pois é feito mais de perto. Decisões distribuídas por todos os níveis da empresa. Transferência do poder decisório dos níveis mais elevados para os mais baixos. Melhora no tempo de tomada de decisão, sendo mais rápidas. Melhoria na qualidade da informação para a tomada de decisão, pois as decisões são mais próximas da realidade local. Decisões mais assertivas para a realidade local, porém menos uniformes devido à diversidade de decisores. Propicia maior autonomia e engajamento dos colaboradores, pois eles têm mais participação no processo decisório. D ec is õ es C en tr al iz ad as D ecisõ es D escen tralizad as Decisões Individuais •Tomadas de forma singular por uma única pessoa. Decisões Coletivas (Grupais) •Tomadas por um grupo de indivíduos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 73 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 83 Esquema 84 Decisões Autocráticas Tomadas pelo gestor sem interferência de outras pessoas. Decisões Consultivas O gestor consulta a opinião das pessoas impactadas pela decisão, mas decide sozinho. Decisões Consensuais O gestor busca o consenso do grupo, decidindo apenas quando todos concordam, mesmo que discordem da alternativa encontrada. Decisões Democráticas O grupo decide autonomamente por meio do voto da maioria. Decisões Lógicas •Baseadas na zona de conforto e em procedimentos conhecidos. Mais estáveis e aceitas pelos indivíduos. Decisões Criativas •Arriscadas, inovadoras e diferenciadas. Menos consensuais e com menor aceitação dos indivíduos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 74 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Ambientes de decisão Esquema 85 Certeza No ambiente de certeza, o tomador de decisões dispõe de informações confiáveis e suficientes, o que lhe permite conhecer com segurança os resultados das alternativas disponíveis, facilitando a escolha da melhor opção. O tomador de decisões tem confiança nos dados disponíveis e pode fazer previsões precisas sobre os resultados das diferentes alternativas, pois as informações são claras, objetivas e não deixam margem para interpretações ambíguas. Risco No ambiente de risco, o tomador de decisões conta com informações que permitem ter uma ideia dos resultados, porém as probabilidades dos resultados podem ser objetivas (baseadas em números) ou subjetivas (baseadas em crenças, intuição, etc.), tornando a análise mais complexa. Normalmente, os gestores do nível tático tomam decisões nesse ambiente, pois lidam com questões mais específicas e delimitadas, onde é possível calcular e avaliar os riscos envolvidos com maior precisão. Incerteza No ambiente de incerteza, há pouca ou nenhuma informação sobre as alternativas e os resultados esperados, o que torna difícil para o tomador de decisões avaliar as possibilidades e tomar uma decisão fundamentada. O tomador de decisões não consegue calcular as probabilidades dos resultados devido à falta de dados confiáveis e precisos, o que aumenta a incerteza e o risco associado às escolhas a serem feitas. Certeza • Informações confiáveis e suficientes. •O tomador de decisões sabe com segurança os resultados das alternativas. Risco • Informações que permitem apenas ter uma ideia dos resultados. •Probabilidades dos resultados podem ser objetivas ou subjetivas Incerteza •Pouca ou nenhuma informação sobre as alternativas e resultados. •O tomador de decisões não consegue calcular as probabilidades dos resultados. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 75 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Classificações das decisões de acordo com as condições ambientais - Computação Julgamento Compromisso Inspiração Ambiente Certeza Risco Incerteza Turbulência Alternativas Adequadas e Suficientes Incertas e Discutíveis Certas Incertas, desconhecidas e insuficientes Resultados Adequados e Suficientes Certos e Claros Incertos e Ambíguos Incertas, desconhecidas e insuficientes Decisões Decisões Programadas Decisões Não Programadas Decisões Não Programadas Inspiração e Intuição Tabela 8 Pensamento Linear Esquema 86 Pensamento Linear Pressupostos Cada problema tem uma solução única. A solução afeta apenas uma área da empresa. A solução permanece válida sem considerar mudanças ambientais. Características Problemas são vistos como únicos e simples. Soluções são consideradas independentes e estáticas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 76 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Pensamento Sistêmico Modelos de Tomada de Decisão A maximização dos resultados é alcançada por meio de escolhas coerentes e ótimas, seguindo um processo racional e sistemático. Modelo Racional (Modelo Clássico) O Modelo Racional tem como objetivo a maximização dos resultados através de escolhas coerentes e ótimas Esquema 87 Pensamento Sistêmico Princípios As soluções afetam toda a organização. Os efeitos das decisões devem ser monitorados com feedback constante. A solução implementada pode se tornar inválida devido a mudanças no ambiente. Características Considera a complexidade e inter- relacionamento dos problemas. Reconhece a dinâmica e a mutabilidade do ambiente. Modelo Racional (Modelo Clássico) Pressupostos Objetivo claro do tomador de decisões. Problema bem diagnosticado e definido. Informações confiáveis, precisas e mensuráveis. Identificação imparcial e racional de todas as opções relevantes. Escolha da opção que maximiza os resultados. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 77 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Etapas do Modelo Racional Esquema 88 Modelo da Racionalidade Limitada O modelo da racionalidade limitada reconhece que os indivíduos têm uma capacidade cognitiva restrita para processar todas as informações relevantes disponíveis. Devido a essa limitação, os tomadores de decisão podem não ser capazes de considerar todas as opções disponíveis ou analisar completamente todas as consequências de suas escolhas. Esquema 89 É importante considerar que, em vez de buscar a solução ótima, os tomadores de decisão muitas vezes optam por escolhas satisfatórias que atendam a critérios mínimos aceitáveis. A racionalidade limitada sugere que os tomadores de decisão frequentemente simplificam o processo de decisão, confiando em heurísticas, intuição ou experiência passada em vez de análises extensivas. A tomada de decisão sob racionalidade limitada muitas vezes envolve o uso de atalhos mentais para lidar com a complexidade das decisões e compensar as limitações cognitivas. Modelo Intuitivo O modelo intuitivo se caracteriza por ser menos racional e mais fundamentado na intuição do tomador de decisões. Confia-se na experiência e no aprendizado acumulado ao longo do tempo como base para a tomada de decisões intuitivas. Definir o problema Identificar critérios para a decisão Atribuir pesos específicosaos critérios Desenvolver alternativas Avaliar as alternativas Escolher a melhor alternativa Modelo da Racionalidade Limitada Capacidade cognitiva limitada do indivíduo para processar todas as informações necessárias para maximizar os resultados. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 78 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A intuição é uma forma complexa de raciocínio que se baseia em anos de experiência e conhecimento tácito. As decisões intuitivas são frequentemente baseadas no "feeling" ou na sensação do tomador de decisões, que pode ser uma resposta rápida e subconsciente a uma situação dada. Esquema 90 Estilos de Tomada de Decisão Estilos Decisórios de Robbins O perfil analítico é caracterizado por uma abordagem racional e cuidadosa na maneira de pensar, demonstrando alta tolerância à ambiguidade e uma capacidade de adaptação notável, lidando com muitas informações e alternativas, orientado para o desempenho das tarefas. O perfil diretivo evidencia uma mentalidade racional e eficiente, tomando decisões rapidamente e com pouca tolerância à ambiguidade, focando em poucas informações e alternativas, e orientado fortemente para o desempenho das tarefas. O perfil conceitual revela uma abordagem intuitiva e criativa na maneira de pensar, com uma visão ampla e uma alta tolerância à ambiguidade, lidando com muitas informações e alternativas, e orientado para o desempenho das tarefas. O perfil comportamental destaca uma mentalidade intuitiva e preocupada com as pessoas, evitando conflitos e buscando aceitação, com baixa tolerância à ambiguidade e desprezando muitas informações e alternativas, sendo orientado principalmente para as relações pessoais. Modelo Intuitivo Características Menos racional e mais baseado na intuição. Confia na experiência e aprendizado acumulado ao longo do tempo. Uso da "Intuição" Forma complexa de raciocínio baseada em anos de experiência. Decisões baseadas no "feeling" do tomador de decisões. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 79 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS - Analítico Diretivo Conceitual Comportamental Maneira de Pensar Racional Racional Intuitivo Intuitivo Tolerância à ambiguidade (capacidade cognitiva) Alta Baixa Alta Baixa Características Cuidadoso e Capacidade de adaptação Criativo e tem uma visão ampla Eficiente, lógico e toma decisões rapidamente Criativo e tem uma visão ampla Se preocupa com as pessoas, evita conflitos e busca aceitação Informações Muitas Poucas Muitas Despreza Alternativas Muitas Poucas Muitas Poucas Orientação Tarefas (desempenho) Tarefas (desempenho) Tarefas (desempenho) Pessoas (relações pessoais) Pessoas (relações pessoais) Tabela 9 Estilos Decisórios de Driver Esquema 91 Estilos Decisórios de Driver Maximizador Utiliza o máximo de informações possível para decidir. Disposto a gastar recursos para chegar a uma boa solução. Satisfaciente Filtra as informações mais importantes e relevantes. Objetivo de chegar a uma ou duas soluções possíveis. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 80 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 92 Esquema 93 O Estilo Hierárquico na tomada de decisões se destaca pelo uso extensivo de informações, seguindo a abordagem maximizadora, e tende a adotar uma perspectiva unifoco, buscando identificar a única "melhor" alternativa entre as opções disponíveis. Classificação quanto ao foco Unifoco Considera apenas uma alternativa como solução. Multifoco Considera várias alternativas como solução. Estilos Hierárquico Maximizador Unifoco Utiliza muitas informações para decidir e busca uma única "melhor" alternativa. Integrativo Maximizador Multifoco Utiliza muitas informações para decidir e busca diversas alternativas. Sistêmico Maximizador Combina as qualidades do estilo integrativo com as do estilo hierárquico. Utiliza muitas informações para decidir, podendo buscar diversas ou apenas uma alternativa para a situação enfrentada. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 81 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O Estilo Integrativo revela uma abordagem maximizadora e multifoco, onde o processo decisório envolve a análise de diversas alternativas, com base em uma quantidade substancial de informações, visando encontrar soluções que incorporem diferentes perspectivas e possibilidades. O Estilo Sistêmico combina as qualidades do estilo integrativo com as do estilo hierárquico, utilizando muitas informações para decidir e adaptando-se tanto a abordagens multifocais quanto unifocais, conforme a situação enfrentada, visando alcançar soluções abrangentes e eficazes. Processos Heurísticas Esquema 94 Principais Processos Heurísticos • Disponibilidade: Eventos frequentes, emocionais ou fáceis de imaginar são mais acessíveis na memória. • Representatividade: Decisões baseadas em estereótipos e modelos mentais de referência. • Âncora e Ajustamento: Tomada de decisão baseada em uma referência inicial (âncora). Os ajustes feitos a partir dessa âncora influenciam a decisão. P ro ce ss os H eu rí st ic o s Desafios na Tomada de Decisão Informações insuficientes e inadequadas. Falta de tempo e recursos para coletar informações. Percepções distorcidas. Incapacidade de processar muitas informações. Decisões "Satisfatórias" Gestores se contentam com a primeira decisão razoável encontrada. Avaliam apenas algumas alternativas, não todas. Processos Heurísticos Guias simplificados para reduzir demandas de processamento de informações. Facilitam e simplificam o processo decisório. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 82 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Vieses que Interferem na Tomada de Decisão Aversão ao Risco Preferência por resultados certos em detrimento de arriscados. Decisões baseadas na segurança em vez da inovação. Viés da Compreensão Tardia Tendência a acreditar que se sabia do resultado após sua ocorrência. Reduz a capacidade de aprender com erros passados. Erro de Aleatoriedade Busca dar sentido a eventos aleatórios. Criação de padrões imaginários e superstições. Escalada de Comprometimento Aumento do comprometimento após decisões malsucedidas. Esforço para recuperar prejuízos e evitar admitir erros. Viés de Confirmação Tendência a buscar informações que confirmem escolhas anteriores. Desconsidera informações que contradigam as escolhas. Excesso de Confiança Impacta a capacidade de julgamento. Indivíduos com habilidades fracas tendem a superestimar sua capacidade. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 83 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) O MASP é composto por 08 passos (etapas): Esquema 95 A identificação do problema é o primeiro passo crucial no processo de solução, envolvendo a definição clara do problema e sua importância, fornecendo uma base sólida para a resolução eficaz. A etapa de observação requer investigação das características do problema sob diferentes perspectivas, permitindo uma compreensão abrangente de sua natureza e impacto. Na análise, o foco está em descobrir as causas principais do problema, permitindo que sejam abordadas de forma eficaz e direcionada. O plano de ação envolve a concepção de um plano detalhado para bloquear as causas principais identificadas, delineando asmedidas específicas a serem tomadas. A ação consiste na implementação efetiva do plano de ação, colocando em prática as medidas planejadas para bloquear as causas principais do problema. A etapa de verificação envolve a avaliação cuidadosa para determinar se o bloqueio das causas principais foi efetivo, garantindo que o problema tenha sido resolvido de maneira satisfatória. A padronização visa prevenir contra o reaparecimento do problema, estabelecendo procedimentos e práticas para manter os resultados alcançados. A conclusão envolve recapitular todo o processo de solução do problema, destacando lições aprendidas e insights para trabalhos futuros, contribuindo para a melhoria contínua e aprimoramento dos processos organizacionais. Identificação do Problema: •Definir claramente o problema e sua importância. Observação: •Investigar as características do problema sob vários pontos de vista. Análise: •Descobrir as causas principais do problema. Plano de Ação: •Conceber um plano para bloquear as causas principais. Ação: •Implementar o plano para bloquear as causas principais. Verificação: •Avaliar se o bloqueio foi efetivo. Padronização: •Prevenir contra o reaparecimento do problema. Conclusão: •Recapitular o processo de solução do problema para trabalhos futuros. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 84 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Ferramentas de Auxílio ao Processo Decisório Ferramentas de Identificação da Situação e Diagnóstico Diagrama de Ishikawa (Diagrama de Causa-Efeito) O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa-Efeito ou Espinha de Peixe, é uma ferramenta eficaz para identificar e analisar as possíveis causas de um problema específico, dividindo-o em seis categorias principais: Mão de Obra, Método, Materiais, Máquinas, Mensuração e Meio Ambiente. Esquema 96 Diagrama de Pareto (Princípio de Pareto) O Princípio de Pareto, também chamado de regra 80/20, sugere que aproximadamente 80% dos resultados ou problemas em uma situação são causados por apenas 20% das causas subjacentes. Por outro lado, os restantes 80% das causas contribuem apenas para cerca de 20% dos resultados ou problemas observados, indicando uma distribuição desigual de impacto entre as diferentes causas envolvidas em uma situação. Esse princípio é frequentemente aplicado em áreas como gestão de projetos, qualidade e melhoria contínua, ajudando a priorizar esforços e recursos nas causas que têm o maior potencial de impacto nos resultados desejados. Diagrama de Ishikawa (Diagrama de Causa-Efeito) Mão de Obra Método Materiais Máquinas Mensuração Meio Ambiente Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 85 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 97 Ferramenta 5W2H Esquema 98 Esquema 99 80% dos resultados (problemas) provêm de 20% de causas Os outros 80% de causas geram apenas 20% de resultados (problemas) Ferramenta 5W2H Facilitar o planejamento das atividades. Auxiliar o gestor na definição de planos de ação para alcançar os objetivos. Auxiliar no processo de tomada de decisão. Componentes What? (O que?) O que deve ser feito? Why? (Por que?) Por que deve ser feito? Who? (Quem?) Quem deve fazer? Where? (Onde?) Onde deve ser realizado ? When? (Quando?) Quando deve ser realizado ? How? (Como?) Como deve ser realizado ? How much? (Quanto?) Quanto custará? Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 86 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O componente "What?" (O que?) da ferramenta 5W2H foca na definição clara do que deve ser feito, fornecendo uma descrição precisa das atividades ou tarefas a serem realizadas para alcançar os objetivos. O componente "Why?" (Por que?) concentra-se em explicar os motivos ou justificativas por trás das ações planejadas, destacando a importância e a relevância das atividades para os objetivos gerais do projeto ou iniciativa. O componente "Who?" (Quem?) identifica os responsáveis por executar as atividades, atribuindo claramente as tarefas às pessoas ou equipes adequadas para garantir uma implementação eficaz. O componente "Where?" (Onde?) especifica os locais ou contextos nos quais as atividades serão realizadas, fornecendo orientações sobre a localização física ou ambiente necessários para a execução das tarefas. O componente "When?" (Quando?) determina os prazos ou cronogramas para a conclusão das atividades, estabelecendo datas ou marcos temporais para garantir um progresso oportuno em direção aos objetivos. O componente "How?" (Como?) descreve os métodos, processos ou procedimentos a serem seguidos na execução das atividades, fornecendo orientações claras sobre os passos a serem tomados para alcançar os resultados desejados. O componente "How much?" (Quanto?) avalia os custos financeiros associados à implementação das atividades, estimando os recursos necessários e garantindo uma gestão eficiente dos recursos disponíveis. Matriz GUT A Matriz GUT tem como objetivo a priorização dos problemas para ações corretivas ou preventivas. Esquema 100 O fator de avaliação "Gravidade (G)" analisa o impacto do problema sobre os objetivos ou resultados da organização, permitindo uma compreensão clara da sua importância e consequências potenciais. O fator "Urgência (U)" avalia o prazo para agir sobre o problema, destacando a necessidade de tomar medidas imediatas para evitar danos maiores ou para aproveitar oportunidades que podem ser perdidas se a ação for adiada. A "Tendência (T)" avalia o padrão de desenvolvimento do problema ao longo do tempo, fornecendo insights sobre se o problema está se intensificando, diminuindo ou permanecendo estável, o que é essencial para a formulação de estratégias de intervenção apropriadas. Fatores de avaliação Gravidade (G) Urgência (U) Tendência (T) Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 87 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 101 Esquema 102 Brainstorming Reunião de um grupo de pessoas para expor ideias, opiniões ou sugestões sem crítica ou censura. Criar alternativas criativas para solução de problemas ou aproveitamento de oportunidades. Em duas etapas: Geração e Seleção. Na etapa de "Geração de Ideias", o foco está na coleta do maior número possível de ideias relacionadas ao problema ou objetivo em questão. Isso pode ser feito de forma livre, encorajando a criatividade e a participação de todos, ou de forma direcionada, utilizando técnicas específicas para estimular a geração de ideias relevantes. Na etapa de "Seleção de Ideias", as ideias coletadas são analisadas e discutidas para identificar aquelas que têm maior potencial de contribuir para a resolução do problema ou para alcançar o objetivo estabelecido. A seleção é feita com base em critérios pré-definidos, como viabilidade, eficácia e alinhamento com os objetivos estratégicos da organização. As ideias mais promissoras são então escolhidas para serem aplicadas na prática. Tendências do problema Estabilidade O problema permanece inalterado ao longo do tempo sem intervenção. Agravamento O problema piora se não for tratado. Atenuação O problema tende a diminuir com o tempo, mesmo sem intervenção. Priorização dos problemas Delta: o problema mais prioritário. Alpha: problema de menor prioridade. Beta: prioridade entre Alpha e Delta, considerando gravidade, urgência e tendência. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 88 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICASPÚBLICAS Esquema 103 O princípio da "Não crítica" estabelece que todas as ideias são aceitas sem julgamento durante o processo de geração de ideias, criando um ambiente seguro e inclusivo que encoraja a participação de todos os envolvidos. O princípio da "Quantidade" enfatiza a importância de gerar o maior número possível de ideias durante a sessão de brainstorming, reconhecendo que a diversidade e a quantidade de ideias aumentam as chances de encontrar soluções inovadoras e eficazes. O princípio da "Liberdade" incentiva os participantes a serem criativos e inovadores, encorajando a expressão de ideias não convencionais e o pensamento fora da caixa, sem restrições ou limitações autoimpostas. O princípio da "Associação livre" valoriza conexões inesperadas entre ideias, reconhecendo que soluções criativas muitas vezes surgem quando conceitos aparentemente não relacionados são combinados de maneiras novas e surpreendentes. O princípio da "Combinação e aperfeiçoamento" permite que as ideias sejam combinadas ou desenvolvidas durante o processo de seleção e refinamento, criando soluções mais robustas e abrangentes que aproveitam o melhor de várias propostas. Esquema 104 Etapas Geração de Ideias Coleta do maior número possível de ideias. Pode ser feita de forma livre ou direcionada. Seleção de Ideias Análise e discussão das ideias coletadas. Seleção das ideias mais promissoras para aplicação. Princípios Não crítica Quantidade Liberdade Associação livre Combinação e aperfeiçoamento Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 89 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Brainwriting Brainwriting é uma técnica colaborativa para geração de ideias, atuando como a versão escrita do brainstorming, onde os participantes anotam suas ideias e sugestões de forma anônima, promovendo um ambiente de contribuição livre de pressões sociais. Versão "escrita" do brainstorming. Participantes escrevem suas ideias e sugestões de forma anônima em papéis. • Participantes escrevem suas ideias em papéis individualmente. • Os papéis são coletados e as ideias são compartilhadas anonimamente para discussão ou seleção. Paradigma de Rubinstein (Método de Delineamento de Problemas Organizacionais - MDPO) O Paradigma de Rubinstein, ou Método de Delineamento de Problemas Organizacionais (MDPO), é uma abordagem que organiza as relações de causa e efeito em diagramas para facilitar a análise de problemas organizacionais, ajudando a visualizar complexidades e interações. • Organiza as relações de causa e efeito em um diagrama. • Permite formular alternativas para resolver problemas ou situações identificadas. Ferramentas de Avaliação e Escolha de Alternativas Diagrama de Árvore de Decisões Esquema 105 O Diagrama de Árvore de Decisões oferece uma visualização gráfica da sequência do processo decisório, permitindo que o tomador de decisões tenha uma compreensão clara das opções disponíveis e das decisões subsequentes que precisam ser tomadas. Ao desdobrar cada alternativa em um diagrama hierárquico, o Diagrama de Árvore de Decisões ajuda a identificar as diferentes ramificações e consequências de cada Diagrama de Árvore de Decisões Visualização gráfica da sequência do processo decisório. Permite ver o desdobramento de cada alternativa e as decisões subsequentes. Auxilia o tomador de decisões a analisar diversas alternativas e seus impactos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 90 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS escolha, facilitando a análise dos possíveis resultados e riscos associados a cada curso de ação. Através da representação visual das alternativas e de suas interconexões, o Diagrama de Árvore de Decisões auxilia o tomador de decisões a explorar e comparar diversas opções de maneira sistemática, permitindo uma avaliação mais completa e informada dos impactos de cada alternativa. Esquema 106 Esquema 107 A Análise do Ponto de Equilíbrio examina como as mudanças nos custos fixos e variáveis influenciam os custos totais de uma operação ou projeto, proporcionando uma compreensão clara dos fatores que impactam a rentabilidade. Modelo Multicriterial (Ponderação de Critérios) O tomador de decisões estabelece vários critérios importantes para a decisão. Cada critério recebe um peso, refletindo sua importância relativa. Auxilia na avaliação e comparação de alternativas, considerando múltiplos aspectos. Análise do Ponto de Equilíbrio Analisa como as mudanças nos custos fixos e variáveis afetam os custos totais. Ponto em que as receitas são iguais aos custos totais. As receitas superam os custos totais, gerando lucro. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 91 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Modelo Multicriterial (Ponderação de Critérios) O Modelo Multicriterial, com foco na Ponderação de Critérios, é uma abordagem estruturada para tomada de decisão que permite ao decisore considerar uma variedade de critérios importantes na avaliação de diferentes alternativas. Neste modelo, cada critério relevante para a decisão é identificado e então atribuído um peso específico, o qual reflete sua importância relativa no contexto da decisão. Essa metodologia facilita uma análise mais equilibrada e abrangente, assegurando que múltiplos aspectos sejam considerados simultaneamente na avaliação e comparação das opções disponíveis, contribuindo assim para uma escolha mais informada e alinhada com os objetivos globais da decisão. Outras Ferramentas de Auxílio ao Processo de Tomada de Decisão Técnica de Grupo Nominal (TGN) A Técnica de Grupo Nominal (TGN) é uma ferramenta eficaz de tomada de decisões em grupo que reúne especialistas na área específica da decisão a ser tomada, aproveitando o conhecimento e a experiência de diversos indivíduos para chegar a uma conclusão bem fundamentada. Esquema 108 Esquema 109 Técnica de Grupo Nominal (TGN) Ferramenta de tomada de decisões em grupo Reúne especialistas na área específica da decisão a ser tomada Proporciona um ambiente colaborativo para discussão e decisão Princípios Dúvida Sistemática (ou Evidência) Análise (ou Decomposição) Síntese (ou Composição) Enumeração (ou Verificação) Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 92 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O princípio da "Dúvida Sistemática (ou Evidência)" enfatiza a importância de não aceitar algo como verdadeiro sem evidências sólidas que o respaldem, promovendo uma abordagem crítica e cautelosa na tomada de decisões para evitar conclusões precipitadas baseadas em informações duvidosas. O princípio da "Análise (ou Decomposição)" incentiva a divisão do problema em partes mais simples e gerenciáveis, facilitando uma análise mais detalhada e a identificação das principais questões envolvidas, o que ajuda a compreender melhor a natureza do problema e a encontrar soluções mais eficazes. A "Síntese (ou Composição)" envolve o reagrupamento das partes do problema após a análise detalhada, começando pelas partes mais simples e avançando para as mais complexas, permitindo uma compreensão abrangente e uma abordagem integrada na resolução do problema. O princípio da "Enumeração (ou Verificação)" destaca a importância de fazer anotações e revisões completas durante o processo de tomada de decisões para garantir que nenhum elemento relevante tenha sido omitido e para evitar equívocos que possam comprometer a qualidade da decisão final. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9)93 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Controle O controle é uma das quatro funções administrativas que compõe o processo organizacional. Trata-se da função administrativa que tem por objetivo avaliar se os resultados obtidos estão de acordo com os objetivos anteriormente propostos. Esquema 110 Esquema 111 O processo de controle envolve o monitoramento contínuo das atividades em andamento, a comparação dos resultados alcançados com os objetivos definidos e a tomada de decisão para implementar correções ou reforços, garantindo o alinhamento das ações com os objetivos organizacionais. Esquema 112 Monitoramento das atividades Comparação dos resultados com os objetivos Tomada de decisão para correções ou reforços Controle Objetivo Comparar resultados obtidos com objetivos planejados Realizar correções necessárias para alcançar os objetivos Assegurar que os resultados estabelecidos sejam alcançados Autores Djalma Oliveira Comparação com padrões pré- estabelecidos Medição e avaliação do desempenho e resultados Chiavenato Medição e correção do desempenho Assegurar realização dos objetivos organizacionais e planos Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 94 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Djalma Oliveira destaca a importância da comparação com padrões pré- estabelecidos como parte do processo de controle, além de enfatizar a medição e avaliação do desempenho e resultados para garantir o alcance dos objetivos organizacionais. Chiavenato ressalta a necessidade de medição e correção do desempenho como aspectos essenciais do controle, visando assegurar a realização dos objetivos organizacionais e planos estabelecidos, promovendo uma gestão eficaz e orientada para resultados. Controle pode ser definido como o processo de execução das atividades conforme planejado, garantindo que as ações realizadas estejam alinhadas com os objetivos e planos estabelecidos pela organização. Outra definição alternativa de controle é a medição contínua do desempenho e a implementação de ações corretivas necessárias para alcançar os resultados desejados, garantindo que a organização permaneça no caminho certo em direção aos seus objetivos. • Orientação Estratégica para Resultados (Foco Estratégico): Focaliza nas atividades primordiais da organização. Dá ênfase às atividades mais significativas e que trazem maiores resultados. • Compreensão (Inteligibilidade): Utiliza uma linguagem simples e clara no processo de controle. Apresenta os dados de forma compreensível, evitando relatórios complicados e estatísticas enganosas. • Orientação Rápida para as Exceções (Foco nas Exceções): Identifica desvios rapidamente. Permite ao administrador identificar desvios e tomar ações corretivas rapidamente. • Flexibilidade: Proporciona julgamento individual e pode ser adaptado a novas circunstâncias e situações. • Autocontrole: Promove confiabilidade, participação e boa comunicação entre os envolvidos. • Natureza Positiva: Enfatiza o desenvolvimento, mudança e melhoria. Alavanca a iniciativa das pessoas, minimizando o papel de penalidades e punições. • Economia: Os benefícios do controle devem superar os custos. Deve haver eficiência nos recursos utilizados para o controle. • Clareza e Objetividade: Imparcialidade e precisão para todos os envolvidos. Utilização de uma comunicação direta e concisa. • Aceitação: Os sistemas de controle devem ser aceitos pelos controlados. • Rapidez: As informações do controle devem chegar rapidamente aos tomadores de decisão. • Precisão: A tomada de decisão depende de informações precisas obtidas pelo controle. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 95 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 113 Esquema 114 Monitoramento, medição e avaliação são etapas cruciais do processo de gestão, envolvendo a coleta sistemática de informações relevantes para a análise do desempenho atual e a verificação se os resultados esperados estão sendo alcançados. Durante o monitoramento, ocorre a observação contínua das atividades em andamento, garantindo que tudo esteja progredindo conforme o planejado e identificando eventuais desvios que necessitem de intervenção. A medição consiste na quantificação dos resultados e do desempenho das atividades, fornecendo dados concretos que permitem uma análise objetiva do progresso em relação aos objetivos estabelecidos. A avaliação envolve uma análise mais abrangente e crítica dos resultados e do desempenho, buscando compreender as causas de qualquer variação e identificar oportunidades de melhoria contínua para alcançar os objetivos organizacionais. Definição dos Objetivos Monitoramento / Medição / Avaliação Comparação Correção / Realimentação / Feedback Monitoramento Medição Avaliação Coleta de informações Medição, monitoramento e avaliação da atividade em curso (desempenho atual) Verificação se os resultados esperados estão sendo alcançados Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 96 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 115 Correção, realimentação e feedback são elementos essenciais do processo de gestão, envolvendo a análise e o ajuste contínuo das atividades com base nas informações obtidas durante o monitoramento e avaliação. A correção tem como objetivo principal a retificação de desvios negativos que possam surgir durante a execução das atividades, garantindo que a organização permaneça no caminho certo para alcançar seus resultados e objetivos estabelecidos. A realimentação do processo ocorre por meio do feedback, que fornece informações sobre o desempenho e resultados, permitindo que a organização tome medidas corretivas ou de reforço para manter ou aprimorar o desempenho. Além de corrigir desvios negativos, o feedback também pode ser usado para reforçar ou aprimorar desvios positivos, identificando boas práticas e oportunidades de melhoria contínua que contribuam para o sucesso organizacional. Tipos de Controle (Classificações) Quanto ao Nível Organizacional Esquema 116 Correção Realimentação Feedback Realimentação do processo com as informações obtidas Correção dos desvios negativos para alcançar os resultados e objetivos organizacionais Reforço ou aprimoramento dos desvios positivos Controle Estratégico Controle Tático Controle Operacional Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 97 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Aspecto Controle Estratégico Controle Tático Controle Operacional Nível Organizacional Estratégico Tático Operacional Relação com Planejamento Estratégico Tático Operacional Foco de Avaliação Objetivos estratégicos alcançados Planos e objetivos táticos alcançados Execução das operações diárias Preocupação Principal Direção e posicionamento no longo prazo Articulação interna e médio prazo Eficiência e eficácia das operações Âmbito de Atuação Toda a organização Unidades específicas (departamentos, áreas, divisões) Tarefas e atividades específicas Tabela 10 Esquema 117 Q u an to a o N ív el O rg an iz ac io n al Controle Estratégico Localizado no nível estratégico da organização. Relacionado ao Planejamento Estratégico. Avalia se os objetivos estratégicos estão sendo alcançados. Preocupa-se com a direção e o posicionamento da organização no longo prazo. Controle Tático Encontrado no nível tático da organização. Relacionado ao Planejamento Tático. Avalia se os planos e objetivos táticos estão sendo alcançados. Foca em unidades específicas da organização (departamentos, áreas, divisões).Preocupa-se com a articulação interna e o médio prazo. Controle Operacional Localizado no nível operacional da organização. Relacionado ao Planejamento Operacional. Avalia se as operações diárias estão sendo executadas conforme planejado. Foca em tarefas e atividades específicas. Preocupa-se com a eficiência e eficácia das operações. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 98 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Controle Preventivo O controle preventivo antecipa potenciais problemas antes da execução das atividades. Esquema 118 Controle Simultâneo O controle simultâneo ocorre em paralelo à execução da atividade, permitindo monitoramento contínuo e correção de problemas em tempo real. Esquema 119 Controle Preventivo Ocorre antes da atividade ser executada Objetivo Identificar e prevenir a ocorrência de problemas Características Proativo Baseado na inspeção e verificação dos insumos antes da execução das atividades Foco nos insumos Controle Simultâneo Ocorre durante a execução da atividade Objetivo Monitorar e corrigir problemas durante a execução Características Concomitante à execução da atividade Monitoramento e avaliação contínuos das atividades Busca detectar e corrigir desvios durante a execução Controle reativo Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 99 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Níveis de Controle de Perrow Esquema 120 • Controle de Primeira Ordem envolve supervisão direta e é comum em pequenas empresas, onde os chefes, como o dono da empresa, supervisionam pessoalmente as atividades dos funcionários. • Controle de Segunda Ordem é caracterizado pela padronização de processos, usando tecnologia e burocracia, como automação e conjuntos de regras racionais, respectivamente. • Controle de Terceira Ordem é implícito e baseado em premissas e cultura compartilhadas, onde valores e crenças são fundamentais, coordenando e orientando as atividades de forma natural entre os indivíduos. Classificação de Controle Quanto ao Tipo de Empresa • Controle Familiar é exercido por membros da mesma família que detêm o poder de decisão e supervisão sobre as operações da empresa. • Controle Burocrático é caracterizado pela implementação de procedimentos formais e regulamentos para garantir a conformidade com as políticas estabelecidas. • Controle por Resultado enfoca a avaliação e monitoramento dos resultados alcançados, priorizando o cumprimento de metas e objetivos pré-definidos. • Controle ad hoc é realizado de forma pontual e não sistemática, em resposta a necessidades ou eventos específicos. Quanto à Natureza do Controlador • Controle Judicial é exercido pelo sistema judiciário para garantir a legalidade das ações e decisões tomadas pelas partes envolvidas. • Controle Legislativo abrange tanto aspectos políticos quanto financeiros/técnicos, sendo exercido por órgãos legislativos para fiscalizar e regulamentar as atividades de outras instituições. • Controle Administrativo é realizado por autoridades administrativas para garantir a conformidade com as leis, regulamentos e políticas estabelecidas. Níveis de Controle de Perrow Controle de Primeira Ordem Supervisão direta Controle de Segunda Ordem Padronização de processos Controle de Terceira Ordem Controle por premissas e cultura Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 100 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Quanto à Origem que o Realiza • Controle Interno é conduzido por indivíduos ou órgãos dentro da própria organização, como departamentos de auditoria interna, visando monitorar e melhorar processos internos. • Controle Externo é conduzido por entidades externas à organização, como agências governamentais ou auditores independentes, para avaliar a conformidade e a eficácia das operações. • Controle Popular é realizado pela sociedade civil, envolvendo a participação e vigilância dos cidadãos sobre as ações e políticas governamentais. Quanto à Iniciativa • Controle de Ofício é iniciado e conduzido espontaneamente pelas autoridades responsáveis, sem necessidade de solicitação ou provocação externa. • Controle Provocado é desencadeado em resposta a uma demanda ou solicitação específica de partes interessadas, como denúncias ou solicitações de investigação. Esquema 121 C la ss if ic aç õe s d e C on tr ol e Quanto ao Tipo de Empresa Controle Familiar Controle Burocrático Controle por Resultado Controle ad hoc Quanto à Natureza do Controlador Controle Judicial Controle Legislativo Controle Administrativo Quanto à Origem que o Realiza Controle Interno Controle Externo Controle Popular Quanto à Iniciativa Controle de Ofício Controle Provocado Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 101 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Indicadores de Desempenho São medidas que representam ou quantificam um insumo, resultado, característica ou o desempenho de um processo, serviço, produto ou da organização como um todo. Esquema 122 • São utilizados para medir o desempenho e podem ser chamados simplesmente de indicadores. Desempenho = Esforços + Resultados As métricas de desempenho devem ser objetivas e mensuráveis para facilitar a avaliação precisa dos resultados alcançados. Os dados coletados para análise crítica devem ser confiáveis e baseados em fontes verificáveis para embasar decisões fundamentadas. A identificação de áreas de melhoria contínua deve ser um processo sistemático e contínuo, baseado em análises detalhadas dos resultados obtidos. O planejamento estratégico deve ser apoiado por indicadores de desempenho relevantes e atualizados para garantir um controle eficaz do progresso organizacional. A análise comparativa do desempenho organizacional deve considerar não apenas indicadores internos, mas também as melhores práticas e benchmarks de organizações similares para identificar oportunidades de melhoria. Finalidades Mensurar os resultados e gerir o desempenho Embasar a análise crítica dos resultados e o processo de tomada de decisão Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais Facilitar o planejamento e controle do desempenho Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização com outras em áreas ou ambientes semelhantes Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 102 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Componentes Esquema 123 Critérios Esquema 124 Componentes Básicos dos Indicadores Medida Grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e consequências dos produtos, processos ou sistemas. Fórmula Padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo para obtenção do indicador. Índice (Número) Valor do indicador em determinado momento, resultado da aplicação da fórmula à medida coletada. Padrão de Comparação Índice arbitrário e aceitável utilizado para avaliação comparativa do padrão de cumprimento do indicador. Meta Índice (Número) orientado pelo indicador em relação a um padrão de comparação a ser alcançado durante certo período, representando um objetivo a ser alcançado. C ri té ri os B ás ic os ( A tr ib u to s) d os In d ic ad or es Seletividade Fornecer informações sobre as principais variáveis estratégicas e prioridades definidas. Simplicidade, Clareza, Inteligibilidade e Comunicabilidade Indicadores devem ser simples e compreensíveis. Nomes e expressões devem ser facilmente entendidos por todos os públicos interessados. Representatividade,Confiabilidade e Sensibilidade Demonstrar etapas mais importantes e críticas de um processo. Captar dados precisos e tempestivos, refletindo os efeitos das intervenções. Investigativos Dados disponibilizados devem ser fáceis de analisar e permitir juízos de valor. Comparabilidade Indicadores devem ser facilmente comparáveis com referências internas ou externas e séries históricas. Estabilidade Procedimentos devem ser consistentes ao longo do tempo para manter a série histórica. Custo-Efetividade Indicadores devem ser factíveis e economicamente viáveis. Benefícios devem superar os custos para satisfazer os objetivos. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 103 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Propriedades Essenciais Esquema 125 Propriedade Complementares Esquema 126 Propriedades Essenciais Utilidade Deve apoiar decisões em níveis operacionais, táticos e estratégicos. Baseado nas necessidades dos decisores. Validade Deve representar com precisão a realidade que se deseja medir e modificar. Confiabilidade Origem em fontes confiáveis. Metodologias reconhecidas e transparentes. Disponibilidade Dados básicos de fácil obtenção. Propriedades Complementares Simplicidade Fácil obtenção, construção, manutenção, comunicação e entendimento. Clareza Deve ser claro, atendendo às necessidades dos decisores e adequadamente documentado. Sensibilidade Reflete tempestivamente mudanças decorrentes das intervenções. Desagregabilidade Representação regionalizada de grupos sociodemográficos. Economicidade Obtido a custos módicos com relação favorável entre custos e benefícios. Estabilidade Estabelecimento de séries históricas estáveis para monitoramento e comparações. Mensurabilidade Alcançável e mensurável com precisão e sem ambiguidade. Auditabilidade Verificação da aplicação adequada das regras de uso dos indicadores por qualquer pessoa. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 104 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Aspectos Adicionais Esquema 127 Construção de indicadores Esquema 128 Comunicação • Geração de sistemas de coleta de dados. • Ponderação e validação final dos indicadores com as partes interessadas. • Mensuração dos resultados. • Análise e interpretação dos indicadores. • Comunicação do desempenho e gerenciamento de mudança. Aspectos adicionais Publicidade Deve ser pública e acessível a todos os níveis da instituição e à sociedade. Temporalidade Considera o momento de início da medição, disponibilidade e acompanhamento periódico. Factibilidade Dados necessários fazem parte dos processos de gestão. Medição factível em momentos adequados e com periodicidade equilibrada. Etapas e Passos para a Construção (Formulação) de Indicadores O que mensurar? Identificação do nível, dimensão, subdimensão e objetos de mensuração. Como mensurar? Estabelecimento dos indicadores de desempenho. Coleta de Informações Validação preliminar dos indicadores com as partes interessadas. Mensuração Construção de fórmulas, estabelecimento de metas e notas. Análise Definição de responsáveis. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 105 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Mitos da Medição Esquema 129 Esquema 130 Mito da medição absoluta: preciso medir tudo Monitorar o desempenho é uma forma de controle, mas deve ser seletivo. Medir custa tempo e dinheiro. Um bom sistema de controle deve ter orientação estratégica, focando nas atividades primordiais. Adoção da alta seletividade: medir apenas o que é importante e significativo. Mito 2: Para medir o que importa, preciso gerar todas as informações, coletar dados de forma exaustiva e precisa Trabalhar com aproximações sempre que possível. Construir indicadores a partir de dados já existentes e tratados dentro de padrões aceitáveis de qualidade. Disponibilidade de dados e informações geralmente não é o problema fundamental. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 106 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 131 Esquema 132 Cadeia de Valor Definida como o levantamento de todas as ações ou processos necessários para gerar ou entregar produtos ou serviços a um beneficiário. Representa as atividades de uma organização, permitindo melhor visualização do valor agregado no processo. Mito 3: Primeiro vamos medir, depois vamos ver o que fazemos com as medidas As medidas devem fazer sentido e ter um propósito. A medição deve ser orientada para a melhoria do desempenho. As medições realizadas orientam a melhoria do desempenho. Mito 4: Preciso, sobretudo, do sistema informático perfeito para isto O essencial é um bom modelo de mensuração. Os sistemas informacionais devem estar a serviço de um modelo lógico de funcionamento. Prioridade na definição da sistemática antes da implementação do sistema informático. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 107 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Dimensões da Cadeia de Valor Esquema 133 • A economicidade na gestão do esforço é fundamental para otimizar recursos financeiros e garantir a sustentabilidade operacional. • A execução precisa ser meticulosa e alinhada com os objetivos estratégicos para evitar desperdícios e atrasos. • Buscar a excelência em cada etapa da cadeia de valor é essencial para manter a competitividade e a qualidade dos produtos ou serviços. • A eficiência na entrega de resultados permite maximizar o aproveitamento dos recursos disponíveis, reduzindo custos e prazos. • A eficácia é medida pela capacidade de alcançar os objetivos estabelecidos, demonstrando a adequação das estratégias e processos implementados. • A efetividade reflete o impacto real das ações realizadas, avaliando se estas contribuem efetivamente para os resultados globais da organização. Na cadeia de valor, cada dimensão está relacionada com determinados aspectos: • Eficiência: insumos e produtos. • Eficácia: apenas produtos. • Efetividade: impactos. • Execução: ações. • Economicidade: insumos. • Excelência: ações e insumos. Dimensões da Cadeia de Valor Esforço Economicidade Execução Excelência Resultado Eficiência Eficácia Efetividade Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 108 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 134 Descrição das Dimensões Eficiência Relação entre os produtos/serviços gerados e os insumos utilizados. Foco interno, relacionado aos meios e custos envolvidos. Eficácia Quantidade e qualidade dos produtos/serviços entregues ao usuário. Foco externo, relacionado aos fins e objetivos alcançados. Efetividade Impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos. Foco externo, relacionado aos benefícios gerados e transformações na realidade. Execução Realização dos processos, projetos e planos de ação conforme estabelecidos. Economicidade Obtém e utiliza recursos com o menor ônus possível. Relacionado à gestão adequada de recursos financeiros e físicos. Excelência Conformidade a critérios e padrões de qualidade/excelência. Busca pela melhor execução e economicidade. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 109 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Indicadores Indicadores Estratégicos • Relacionados ao planejamento estratégico. • Refletem o desempenho em relação aos objetivos estratégicos. Indicadoresde Projetos • Avaliam o desempenho dos projetos. • Projetos como conjuntos de atividades com início e fim definidos. Indicadores de Processo Qualidade • Medem a percepção do cliente e atendimento aos requisitos. • Divididos em indicadores da qualidade (acertos) e da não-qualidade (erros ou omissões). Produtividade • Relacionam o uso de recursos com a produção de bens e serviços. • Avaliam o esforço para produção e devem ser analisados junto aos indicadores de qualidade. Efetividade • Avaliam o impacto dos produtos/serviços nos clientes ou na sociedade. Capacidade • Medem a capacidade de resposta do processo (produção por unidade de tempo). Esquema 135 Indicadores Simples: • Decorrem de uma única medição. • Exemplos: taxa de natalidade, taxa de alfabetização, etc. Indicadores Compostos: • Resultam de mais de uma medição ou da relação entre dois ou mais indicadores simples. • Exemplo: IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que leva em consideração indicadores de educação, saúde e renda. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 110 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 136 Quanto ao nível hierárquico Esquema 137 Indicadores Quantitativos (objetivos): • Obtidos objetivamente, através de medições de "números exatos". • Capazes de medir um resultado de forma objetiva. • Exemplos: número de alunos aprovados, porcentagem de acertos nas provas, etc. Indicadores Qualitativos (subjetivos): • Mais subjetivos, dependem do julgamento individual de cada pessoa. • Podem variar de pessoa para pessoa. • Exemplos: entrevistas, pesquisas de satisfação, observação direta, etc. Quanto ao nível hierárquico Indicadores Estratégicos Ligados ao planejamento estratégico da organização. Monitoram a missão, visão e propósitos globais da organização. Indicadores Táticos Relacionados às áreas/departamentos da organização. Verificam se as ações de cada área/departamento contribuem para alcançar os objetivos estratégicos. Indicadores Operacionais Relacionados às atividades e processos operacionais da organização. Ligados aos procedimentos e operações. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 111 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Quanto ao enfoque Esquema 138 Indicadores Lag (de resultado) Esquema 139 Indicadores Lead (de tendência) Esquema 140 Indicadores de Processo Monitoram os processos organizacionais, relacionados à eficiência. Indicadores de Resultado Avaliam e medem os resultados obtidos, relacionados à eficácia. Indicadores de Impacto Orientados aos impactos gerados pelos produtos, relacionados à efetividade. Indicadores Lag (de resultado) Medem ações passadas e os resultados já obtidos. Permitem uma visão do desempenho até um determinado período. Avaliam se os resultados passados estão alinhados com os objetivos definidos. Exemplo: número de vendas do mês passado. Indicadores Lead (de tendência) Medem atividades que direcionam ou influenciam resultados futuros. Traçam um plano preditivo para a empresa, funcionando como uma tendência. Direcionam o desempenho futuro da organização. Avaliam as ações em andamento para influenciar as atividades a alcançar os resultados desejados no futuro. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 112 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Participação Tipos de Participação Esquema 141 Princípio da Gestão Participativa Esquema 142 Tipos de Participação Pseudoparticipação Os indivíduos são consultados sobre algum assunto, mas não têm influência real nas decisões. Estratégia para persuadir os indivíduos a aceitar decisões já tomadas pela autoridade. Participação Parcial Muitos participam do processo decisório, mas o poder final de decidir pertence a apenas uma das partes. Os indivíduos podem influenciar, mas não decidem. Participação Plena Cada membro tem igual poder de determinar o resultado final das decisões. Os indivíduos tomam suas próprias decisões e participam efetivamente do resultado final. Princípio da Gestão Participativa: Ênfase na participação dos funcionários do nível operacional Busca mudança na forma de gestão e na cultura das organizações públicas Introduz conceitos e técnicas de gestão baseados em desempenho, redução de erros e participação dos funcionários na definição dos processos de trabalho Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 113 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Processos Participativos Esquema 143 Processos Participativos de Gestão Pública Parcerias entre governo e sociedade Buscam aumentar a participação da sociedade na gestão pública, incluindo discussões, decisões e fiscalização Democracia exercida durante todo o processo de gestão pública, não apenas nas eleições Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 114 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Modelos de atenção à saúde Esquema 144 Objetivos 1. Alcançar um Nível Ótimo de Saúde de Forma Equitativa: Buscar a máxima saúde possível para toda a população, distribuindo os recursos de maneira justa para atender às necessidades de todos. Modelos de Sistemas de Atenção à Saúde Seguro Social Forte na Alemanha e França. Características: contribuições individualizadas compulsórias proporcionais à renda. No Brasil, exemplificado pela Lei Eloy Chaves e o INAMPS. Residual/Liberal Forte nos EUA. Característica: Serviço exclusivo de mercado, entregue ao setor privado. Acesso restrito a quem paga planos de saúde. Autorregulável e não universal. Seguridade Social Forte no Reino Unido, Suécia, Canadá e Brasil. Gestão democrática com forte presença do Estado nas funções de financiamento, regulação e execução. Atenção básica como principal referência. Característica: Acesso universal regido pela solidariedade, financiado pelos impostos. Exemplo: SUS (Sistema Único de Saúde). Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 115 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS 2. Garantir Proteção Adequada dos Riscos para Todos os Cidadãos: Assegurar que todos tenham acesso a meios de prevenção e cuidado contra riscos de saúde, independentemente de sua condição socioeconômica. 3. Acolhimento Humanizado: Promover um tratamento que respeite a dignidade e as necessidades individuais dos pacientes, oferecendo um ambiente acolhedor e empático. 4. Garantir a Prestação de Serviços com Eficiência: Assegurar que os serviços de saúde sejam entregues de maneira eficiente, maximizando a utilização dos recursos disponíveis e a satisfação do usuário. Esquema 145 Modelos de Atenção à Saúde Esquema 146 Objetivos Alcance de um nível ótimo de saúde, de forma equitativa. Garantia de proteção adequada dos riscos para todos os cidadãos. Acolhimento humanizado. Garantia da prestação de serviços com eficiência. Modelos de Atenção à Saúde Mágico Religioso Hipocrático Sanitarista ou Campanhista Atenção Gerenciada Assistencial Privatista Vigilância em Saúde Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 116 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS • Mágico: Este modelo baseia-se na crença de que forças sobrenaturais ou seres místicos são responsáveis pela saúde e doença. As práticas de cura envolvem rituais, encantamentos e uso de amuletos. • Religioso: Similar ao modelo mágico, mas centralizado nas práticas e crenças religiosas. Aqui,a saúde e a doença são vistas como manifestações da vontade divina, e as práticas de cura são conduzidas através de orações, peregrinações e intervenções espirituais. • Hipocrático: Fundamenta-se na observação clínica e no raciocínio lógico para explicar as doenças, afastando-se das explicações sobrenaturais. Este modelo introduziu a ideia de que os desequilíbrios dos fluidos corporais causam doenças, levando a práticas baseadas na dieta e no estilo de vida. • Sanitarista ou Campanhista: Focado na saúde pública e na prevenção de doenças através de campanhas de saneamento e educação sanitária. Esse modelo visa melhorar as condições de vida da população para prevenir a ocorrência de enfermidades. • Atenção Gerenciada: Este modelo organiza e coordena a prestação de serviços de saúde para garantir eficiência, qualidade e contenção de custos. Inclui o gerenciamento de cuidados para grupos específicos de pacientes, muitas vezes através de planos de saúde ou sistemas de saúde integrados. • Assistencial: Enfatiza a prestação de assistência direta ao indivíduo, com foco no tratamento de doenças e na recuperação da saúde. Este modelo prioriza a relação direta entre profissionais de saúde e pacientes. • Privatista: Caracteriza-se pela oferta de serviços de saúde por entidades privadas, operando sob lógicas de mercado. Neste modelo, o acesso aos serviços de saúde é frequentemente determinado pela capacidade de pagamento do indivíduo. • Vigilância em Saúde: Aborda a saúde de uma maneira ampla, integrando ações preventivas e de controle de doenças com a promoção da saúde. Inclui a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e a análise de risco, visando à proteção e ao bem-estar da população. Modelo de História Natural da Doença • Este modelo descreve a progressão de uma doença em um indivíduo ao longo do tempo, desde o estágio pré-patogênico (antes do início da doença) até o estágio patogênico (após o desenvolvimento da doença), culminando em recuperação, incapacidade ou morte. O modelo enfatiza a importância da prevenção primária e da intervenção precoce. Modelo Sistêmico • Aborda a saúde e a doença considerando o indivíduo como parte de um sistema maior, incluindo fatores biológicos, sociais, ambientais e psicológicos. Este modelo reconhece a complexidade das interações entre esses fatores na determinação dos estados de saúde e doença. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 117 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Modelo da Pirâmide de Riscos • Estrutura os fatores de risco para a saúde em diferentes níveis, da base (fatores de risco mais universais e de maior impacto populacional) ao topo (fatores de risco mais específicos e individuais). O modelo ajuda a priorizar intervenções de saúde pública com base no potencial de redução do risco. Esquema 147 Modelo de Atenção Crônica • Focado na gestão eficaz de doenças crônicas, este modelo promove uma abordagem integrada que combina a auto-gestão por parte do paciente, o apoio sistemático aos cuidados de saúde e a organização de sistemas de saúde para atender às necessidades de indivíduos com condições crônicas. Visa melhorar a qualidade de vida e minimizar os impactos da doença crônica através da coordenação de cuidados e do envolvimento ativo do paciente em seu próprio cuidado. Modelo da Pirâmide de Riscos População Total Intervenção nos determinantes sociais da saúde intermediários Subpopulações com Diferentes Fatores de Riscos Relacionados a comportamentos e estilos de vida Subpopulações com Riscos Individuais Biopsicológicos e/ou Condição Crônica Estabelecida Baixo e médio riscos Pessoas com Condição Crônica Estabelecida Alto e muito alto riscos Subpopulações de Condições de Saúde Muito Complexas Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 118 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 148 Nível 1: •Intervenções: Promoção da saúde para a população total. •Foco: Determinantes sociais intermediários. •Ações: Projetos intersetoriais abrangendo serviços de saúde, melhoria habitacional, geração de emprego, saneamento básico, educação e infraestrutura urbana. Nível 2: •Intervenções: Prevenção das condições de saúde. •Foco: Determinantes proximais da saúde, como comportamentos e estilos de vida. •Principais Fatores de Risco: Tabagismo, alimentação inadequada, inatividade física, excesso de peso, uso excessivo de álcool. Nível 3: •Intervenções: Estruturação das intervenções sobre fatores de risco biopsicológicos. •Foco: Idade, gênero, hereditariedade, hipertensão arterial, dislipidemias, depressão, pré-diabetes, entre outros. •Estratificação de Riscos: Realizada nas linhas-guia específicas para cada condição crônica. Nível 4: Controle de Riscos •Intervenções: Equilíbrio entre autocuidado apoiado e cuidado profissional. •Necessidade: Atenção cooperativa entre generalistas da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e especialistas. Nível 5: •Intervenções: Atenção às condições crônicas muito complexas. •Tecnologia de Gestão Clínica: Gestão de caso coordenada por profissionais de saúde (enfermeiros, assistentes sociais) para coordenar a atenção recebida ao longo do tempo. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 119 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Modelo de Determinação Social da Saúde • Enfatiza como as condições sociais, econômicas e políticas influenciam a saúde das populações. Reconhece que determinantes sociais, como educação, habitação, renda e acesso a serviços de saúde, desempenham um papel crucial na determinação dos níveis de saúde e na distribuição das doenças na sociedade. Esquema 149 Determinação Social da Saúde Fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais Integralidade Atuação em todos os níveis da saúde Intersetorialidade Importância de todos os setores ligados à saúde Análise da Situação de Saúde Evolução demográfica Estratificação socioeconômica Condições de vida, ambiente e trabalho Redes sociais e saúde Estilo de vida Saúde materno-infantil e indígena Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 120 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Lei 8.142/90 Conferência de Saúde As Conferências de Saúde são eventos organizados periodicamente com o objetivo de reunir representantes da sociedade civil, profissionais de saúde, gestores e outros stakeholders para discutir, avaliar e propor diretrizes para as políticas de saúde no âmbito municipal, estadual ou federal. Estas conferências são fóruns democráticos e participativos que permitem a ampla discussão de temas relevantes à saúde pública, contribuindo para a formulação de estratégias que visam melhorar a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde. Elas desempenham um papel crucial na inclusão da voz da comunidade nas decisões relacionadas à saúde. Esquema 150 Conselho de Saúde Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados, de caráter permanente e deliberativo, que atuam em todos os níveis da federação: municipal, estadual e federal. Composição paritária entre governo, profissionais de saúde, prestadores de serviço e usuários, eles são responsáveis pela fiscalização, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de saúde. Os conselhos têm a função de garantir a participação da comunidade na gestão da saúde, assegurando que as necessidades e demandas da população sejam consideradas no planejamento e na execução das políticas de saúde. Conferência de Saúde Periodicidade de Reunião A cada 4 anos, sempre no primeiro ano da gestão Composição Representação de vários segmentos sociaisObjetivo Avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde Nível de Atuação Municipal, Estadual e Federal Convocação Poder Executivo (geralmente) ou extraordinariamente pelo Poder Executivo ou pelo Conselho de Saúde Homologação das Decisões Não se aplica Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 121 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 151 Aspecto Conferência de Saúde Conselho de Saúde Periodicidade de reunião 4 em 4 anos (sempre no primeiro ano da gestão) Não se aplica Quem compõe Representação de vários segmentos sociais Representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários Objetivo Avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde Formulação de estratégias e controle da execução da política de saúde, inclusive aspectos econômicos e financeiros Em que nível Municipal, Estadual e Federal Municipal, Estadual e Federal Convocada por quem Poder Executivo (regra geral) ou extraordinariamente, por este (Poder Executivo) ou pelo Conselho de Saúde Não se aplica, atuação é contínua Homologação das decisões Não se aplica Chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo Tabela 11 Conselho de Saúde Composição 50% de entidades e movimentos representativos de usuários; 25% de entidades representativas dos trabalhadores da área de saúde; 25% de representação de governo e prestadores de serviços privados conveniados ou sem fins lucrativos. Critérios de Participação: Representatividade, abrangência e complementaridade do conjunto da sociedade. Renovação Recomenda-se a renovação de, no mínimo, 30% das entidades representativas de usuários, trabalhadores e prestadores de serviços a cada eleição. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 122 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Fundo Nacional de Saúde O Fundo Nacional de Saúde (FNS) é uma ferramenta fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, responsável por financiar e promover a distribuição de recursos para o desenvolvimento de ações e serviços de saúde em todo o país. Gerido pelo Ministério da Saúde, visa garantir a implementação de políticas de saúde que assegurem acesso universal, integral e equitativo à saúde para toda a população brasileira. Os recursos do FNS são utilizados em uma variedade de áreas, desde a construção de infraestruturas de saúde até o custeio de programas e ações de saúde pública, apoiando a descentralização da gestão da saúde e assegurando uma alocação equitativa de recursos conforme as necessidades de saúde de cada região. Esquema 152 Recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) Alocação de Recursos Despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da administração direta e indireta. Investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional. Investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde. Cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Condições para Recebimento de Recursos Fundo de Saúde Conselho de Saúde (com composição paritária) Plano de Saúde (principal instrumento de planejamento) Relatório de gestão (transparência) Contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 123 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Alocação de Recursos Custeio e Capital: Recursos destinados às despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, incluindo órgãos e entidades da administração direta e indireta. Investimentos Legislativos: Financiamento de investimentos previstos na lei orçamentária, iniciados pelo Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional. Plano Quinquenal: Aplicação em investimentos estabelecidos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde. Cobertura de Ações de Saúde: Financiamento das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Condições para Recebimento de Recursos Existência de Fundo de Saúde: Os entes federativos devem possuir um fundo de saúde para gerenciar os recursos. Conselho de Saúde com Composição Paritária: Necessidade de um conselho de saúde ativo, com representação igualitária dos diferentes segmentos da sociedade. Plano de Saúde: O recebimento de recursos exige um plano de saúde atualizado, servindo como o principal documento de planejamento. Relatório de Gestão: Apresentação de relatórios de gestão para garantir a transparência na utilização dos recursos. Contrapartida Orçamentária: É exigida uma contrapartida de recursos no orçamento dos entes para a saúde. Comissão do Plano de Carreira: Existência de uma comissão dedicada à elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) para os profissionais da saúde. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 124 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Decreto 7.508/11 Região de Saúde A Região de Saúde é definida como um espaço geográfico contínuo formado por municípios vizinhos, que são agrupados não apenas por sua proximidade, mas também por compartilharem identidades culturais, econômicas e sociais, além de redes de comunicação e infraestrutura de transportes. O principal objetivo dessa delimitação é promover a integração na organização, no planejamento e na execução de ações e serviços de saúde, facilitando assim uma gestão mais eficiente e coesa das políticas de saúde públicas, visando atender de maneira mais adequada às necessidades da população dentro dessa região específica. Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) O Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) representa um acordo de colaboração entre diferentes entes federativos (União, estados, municípios e o Distrito Federal) com o objetivo de organizar e integrar ações e serviços de saúde dentro de uma rede regionalizada e hierarquizada. Este instrumento detalha as responsabilidades de cada ente envolvido, estabelecendo indicadores e metas de saúde claras, além de definir critérios para a avaliação de desempenho. O COAP também especifica a distribuição de recursos financeiros e estabelece mecanismos de controle e fiscalização da execução das ações de saúde, visando garantir uma gestão eficiente e eficaz dos serviços de saúde, com foco na melhoria do acesso e na qualidade do atendimento à população. Mapa da Saúde O Mapa da Saúde é uma ferramenta que proporciona uma descrição geográfica detalhada da distribuição dos recursos humanos, assim como das ações e serviços de saúde disponibilizados tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelo setor privado. Ele leva em conta a capacidade instalada, os investimentos realizados e o desempenho do sistema de saúde, aferido a partir de indicadores específicos. Fundamental para o planejamento e a gestão em saúde, permitindo a identificação de áreas com excesso ou escassez de recursos, facilitando assim a tomada de decisões estratégicas para otimizar a alocação de recursos e melhorar a acessibilidade e qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população. Rede de Atenção à Saúde (RAS) A Rede de Atenção à Saúde (RAS) é uma estrutura organizada de ações e serviços de saúde que operam em diferentes níveis de complexidade, desde a atenção primária até a atenção terciária e quaternária, de forma articulada e integrada. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapretaNão fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 125 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS O principal objetivo da RAS é assegurar a integralidade da assistência à saúde, o que significa oferecer um cuidado contínuo e coordenado ao indivíduo em todas as etapas de sua vida e para todas as condições de saúde. A RAS busca promover: O acesso equitativo aos serviços de saúde, Melhorar a qualidade do atendimento, Otimizar o uso dos recursos, Serviços de Portas de Entrada do SUS Atenção Primária: Constitui a primeira camada do sistema de saúde e funciona como a principal porta de entrada no SUS. Centrada na saúde da família e na comunidade, a atenção primária oferece serviços de promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. Este nível de atenção prioriza a acessibilidade, a continuidade, a integralidade e a coordenação do cuidado. Urgência e Emergência: Serviços voltados para o atendimento de situações que requerem intervenções rápidas e efetivas para salvar vidas, prevenir sequelas ou sofrimentos intensos. Incluem o atendimento em prontos-socorros, unidades de pronto atendimento (UPAs), serviços de atendimento móvel de urgência (SAMU), entre outros. Atenção Psicossocial: Focado no atendimento às necessidades de saúde mental dos indivíduos, este serviço inclui ações de prevenção, tratamento e reabilitação para pessoas com transtornos mentais, dependência química, ou sofrimento psíquico. As ações são realizadas em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros espaços de suporte. Atenção Ambulatorial Especializada e Hospitalar: Oferece consultas e procedimentos de maior complexidade, realizados por especialistas. Abrange desde serviços de diagnóstico por imagem, terapias especializadas, até internações e cirurgias. Esse nível de atenção é essencial para o tratamento de condições que não podem ser solucionadas na atenção primária. Vigilância em Saúde: Abrange ações de monitoramento, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como a promoção da saúde da população. Inclui a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e do trabalhador, atuando na prevenção de epidemias, inspeção de alimentos, controle de vetores, entre outros. Princípios de acesso universal e igualitário Esquema 153 Princípios de acesso universal e igualitário Ordenado pela atenção primária Fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 126 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Comissões Intergestores Planejamento da saúde • Ascendente e integrado, do nível local até o federal. • Compatibiliza necessidades das políticas de saúde com disponibilidade de recursos financeiros. RENASES (Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde) A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (RENASES) é uma lista que compreende todas as ações e serviços que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece para garantir o atendimento integral à saúde da população. Esta relação é pactuada pelo Ministério da Saúde e serve como um instrumento de gestão para a organização, planejamento e implementação das políticas de saúde no Brasil. A RENASES detalha os procedimentos, serviços e ações de saúde que devem estar disponíveis aos cidadãos em todos os níveis de atenção à saúde, desde a atenção primária até os serviços de maior complexidade, incluindo urgência e emergência, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar, e vigilância em saúde. A pactuação da RENASES é fundamental para assegurar a universalidade, a integralidade e a equidade no acesso aos serviços de saúde, pilares fundamentais do SUS. RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) é uma lista oficial que identifica os medicamentos considerados essenciais para atender às necessidades de saúde mais importantes da população. Esta lista é atualizada e publicada a cada dois anos pelo Ministério da Saúde do Brasil. A RENAME serve como referência para a padronização dos medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando que o acesso a tratamentos eficazes, seguros e de qualidade seja garantido de maneira equitativa em todo o território nacional. A seleção dos medicamentos incluídos na RENAME é baseada em critérios de necessidade de saúde pública, evidência científica de eficácia e segurança, e análise de custo-efetividade, visando promover o uso racional de medicamentos no país. Assistência Farmacêutica A Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) é um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, que inclui a seleção, a prescrição, a dispensação, e o acompanhamento do uso de medicamentos. Ela é fundamentada nos princípios de universalidade de acesso e igualdade, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso aos medicamentos necessários para o tratamento de suas condições de saúde, independentemente de sua condição econômica ou localização geográfica. Garantem transparência, integralidade e equidade no acesso Orientam e ordenam fluxos de ações e serviços de saúde Monitoram o acesso Ofertam regionalmente ações e serviços de saúde Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 127 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS A dispensação dos medicamentos é realizada em unidades de saúde designadas pela direção do SUS, as quais estão preparadas para fornecer à população os medicamentos listados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), bem como aqueles específicos para tratamentos mais complexos, conforme as necessidades de saúde identificadas. A Assistência Farmacêutica busca assegurar que o uso de medicamentos seja realizado de maneira racional, eficaz e segura, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida da população. Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) O Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) é um instrumento de gestão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) que estabelece um pacto entre os diferentes entes federativos (União, estados, municípios e o Distrito Federal) para a organização, integração e operacionalização das ações e serviços de saúde. Componentes Principais Responsabilidades: Definição clara para os entes federativos. Indicadores: Parâmetros de saúde a serem monitorados. Metas: Objetivos específicos a serem alcançados. Recursos Financeiros: Distribuição e alocação. Controle e Fiscalização: Mecanismos para garantir a execução. Princípios Esquema 154 Gestão Participativa Inclusão de gestores, trabalhadores da saúde e população. Transparência e Publicidade Acesso a informações sobre direitos e deveres dos usuários. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 128 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Programa Nacional de Imunização Padronizar a imunização em nível nacional para prevenção e controle de doenças infectocontagiosas e imunopreviníveis. Responsabilização Esquema 155 R es p o n sa b ili d ad es p o r E sf er a d e G o ve rn o Federal Coordenação do PNI, definição das vacinas nos calendários e das campanhas nacionais de vacinação. Provimento dos imunobiológicos definidos pelo PNI. Gestão do sistema de informação do PNI. Estadual Coordenação do componente estadual do PNI. Provimento de seringas e agulhas. Gestão do sistema de informação do PNI. Municipal Coordenação e execução das ações de vacinação. Gerência do estoque municipal devacinas e outros insumos. Gestão do sistema de informação do PNI. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 129 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Sala de Vacinação A Sala de Vacinação é uma área semicrítica dentro de unidades de saúde, dedicada exclusivamente à administração de imunobiológicos, como vacinas, com o propósito de prevenir doenças. Este espaço é primordialmente gerido pela equipe de enfermagem, profissionais capacitados para realizar as atividades de vacinação de acordo com os protocolos de saúde. Infraestrutura mínima Área mínima: Deve possuir pelo menos 6m², permitindo uma organização adequada e movimentação segura dos profissionais e usuários. Piso e paredes: Devem ser lisos e laváveis para facilitar a limpeza e desinfecção, mantendo o ambiente higienizado. Bancada: Feita de material não poroso, para preparo e organização das vacinas sem risco de contaminação. Pia: Necessária para a lavagem de materiais utilizados na vacinação e para a higienização das mãos dos profissionais, elemento crucial para prevenção de infecções. Tomada exclusiva: Destinada aos equipamentos elétricos, evitando sobrecargas e garantindo o funcionamento adequado dos aparelhos. Equipamentos de refrigeração: Exclusivos para o armazenamento de vacinas, assegurando que sejam mantidas nas condições ideais de temperatura para preservar sua eficácia. Esquema 156 Sala de Vacinação Área semicrítica destinada exclusivamente à administração de imunobiológicos. Atividades realizadas pela equipe de enfermagem. Especificidades: área mínima de 6m², piso e paredes lisos e laváveis, bancada de material não poroso, pia para lavagem de materiais e para higienização das mãos, tomada exclusiva para equipamentos elétricos, equipamentos de refrigeração exclusivos para vacinas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 130 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Conservação de Imunobiológicos Esquema 157 Tipos de Agentes Imunizantes Esquema 158 Conservação de Imunobiológicos Armazenamento entre +2ºC e +8ºC, ideal +5ºC. Transporte em caixa térmica com termômetros externo e interno. Não colocar vacinas diretamente em contato com gelo ou gelox. Em refrigerador padronizado, não há necessidade de diferenciar prateleiras. Vacinas Atenuadas •Contêm bactérias ou vírus vivos, enfraquecidos. Vacinas Inativadas •Compostas por bactérias ou vírus mortos ou partículas. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 131 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Contraindicações dos Imunobiológicos Esquema 159 Falsas Contraindicações Esquema 160 Contraindicações dos Imunobiológicos Hipersensibilidade confirmada após dose anterior História de hipersensibilidade a qualquer componente dos imunobiológicos Febre acima de 38,5ºC após administração da vacina não é contraindicação Não utilizar paracetamol antes ou imediatamente após vacinação para não interferir na imunogenicidade Falsas Contraindicações Doença aguda benigna sem febre Prematuridade ou baixo peso ao nascer Ocorrência de evento adverso em dose anterior Diagnósticos clínicos prévios de doença Doença neurológica estável ou pregressa com sequela Antecedente familiar de convulsão ou morte súbita Alergias (exceto anafilaxia comprovada) História familiar de evento adverso à vacinação Uso de antibióticos ou corticosteroides em determinadas condições Mulheres em período de amamentação Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 132 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Situações Especiais Em situações especiais, o plano de vacinação requer considerações específicas para garantir a segurança e eficácia da imunização. • Pessoas em terapia com corticosteroides: Indivíduos que fazem uso de corticosteroides em doses elevadas (superior a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente para crianças e acima de 20 mg/kg/dia para adultos) por mais de 14 dias devem esperar pelo menos três meses após a suspensão do medicamento para serem vacinados. Essa precaução é necessária devido à potencial supressão do sistema imunológico pela medicação. • Pessoas infectadas pelo HIV: A vacinação deve ser avaliada caso a caso, considerando o estado imunológico e clínico do indivíduo. • Crianças filhas de mãe com HIV positivo, menores de 18 meses: Desde que não apresentem alterações imunológicas nem sinais/sintomas clínicos de imunodeficiência, essas crianças podem receber todas as vacinas previstas nos calendários de vacinação, incluindo as disponíveis no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), o mais cedo possível. • Pessoas com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave: A recomendação é que não recebam vacinas de agentes vivos atenuados, devido ao risco aumentado de complicações ou da própria doença que a vacina visa prevenir. • Pacientes pós-transplante de medula óssea: Devem ser encaminhados ao CRIE entre seis a doze meses após o transplante para uma avaliação e possível revacinação, conforme a indicação. Calendário de Vacinação • Vacinação BCG: Previne formas graves de tuberculose, principalmente em crianças. É administrada logo após o nascimento. Recomendada também para contatos prolongados de portadores de hanseníase e para crianças expostas ao HIV, desde que assintomáticas e sem sinais de imunodepressão. • Vacina Penta (DTP-HB-Hib): Combinada, protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b. Indicada para crianças nos primeiros meses de vida, conforme o calendário de vacinação. • Vacinas contra poliomielite (VIP e VOP): VIP (inativada) é aplicada via intramuscular, enquanto VOP (atenuada) é administrada oralmente. Ambas visam prevenir a poliomielite, seguindo o esquema vacinal recomendado. • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada) – Pneumo 10v: Previne infecções por Streptococcus pneumoniae, responsáveis por pneumonias, meningites e otites. Indicada para crianças, com doses nos primeiros meses de vida. • Vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) – VORH: Protege contra gastroenterites causadas por rotavírus. Administrada via oral em duas doses para crianças nos primeiros meses de vida. • Vacina meningocócica C (conjugada) – Meningo C: Protege contra doenças causadas pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C. Indicada para crianças, seguindo um esquema específico nos primeiros meses de vida. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 133 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS • Vacina sarampo, rubéola (atenuada) (dupla viral): Previne o sarampo e a rubéola. Administrada a partir dos 12 meses de idade, com reforço conforme orientação do programa de imunizações. • Vacina Varicela (atenuada): Previne a varicela (catapora). Indicada para crianças a partir de 1 ano de idade, geralmente como parte da vacina tetraviral que também inclui sarampo, caxumba e rubéola. • Vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT/Dupla Adulto): Indicada para proteção contra difteria e tétano em adultos e adolescentes, reforçando a imunização a cada dez anos. • Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto (dTpa): Indicada especialmente para gestantes, visando proteger o recém-nascido contra coqueluche, além de proteger a mãe contra difteria e tétano. A vacinação ocorre a partir da 20ª semana de gestação. Vacina Idade/Condição para Administração Vacinação BCG Ao nascer, preferencialmente nas primeiras 12 horas. Vacinação seletiva em contatos de portadores de hanseníase Conforme avaliação clínica. Vacinação de pessoasexpostas ao HIV Crianças expostas ao HIV podem ser vacinadas desde que assintomáticas e sem sinais de imunodepressão. Vacina Penta (DTP-HB-Hib) 2, 4 e 6 meses de idade. Vacinas contra poliomielite (VIP e VOP) VIP: 2, 4 e 6 meses (reforço aos 15 meses e 4 anos). VOP: Reforços conforme campanhas. Vacina pneumocócica 10-valente (Pneumo 10v) 2, 4 e 12 meses de idade. Vacina rotavírus humano (VORH) 2 e 4 meses de idade. Vacina meningocócica C (conjugada) 3 e 5 meses (reforço aos 12 meses). Vacina sarampo, rubéola (dupla viral) 12 meses e entre 4-5 anos (como parte do calendário ou campanhas). Vacina Varicela (atenuada) 15 meses de idade (pode ser parte da vacina tetraviral). Vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT/Dupla Adulto) Reforço a cada 10 anos após a série infantil. Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto (dTpa) Gestantes: uma dose a partir da 20ª semana de gestação em cada gravidez. Tabela 12 Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 134 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 161 Esquema 162 Vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT/Dupla Adulto) Esquema e Dose 0,5 mL via intramuscular para pessoas a partir de 7 anos. Uma dose a cada 10 anos após o esquema vacinal completo. Gestantes Administrar a partir da confirmação da gravidez, preferencialmente até 20 dias antes do parto. Completar o esquema vacinal antes do parto, preferencialmente. Ferimentos Graves e Comunicantes de Difteria Antecipar a dose se a última foi há mais de 5 anos. Surto de Varicela em Creche, Ambiente Hospitalar e Áreas Indígenas Menores de 9 meses, gestantes e imunodeprimidos Administrar imunoglobulina humana antivaricela até 96 horas após o contato com o caso De 9 meses até 11 meses e 29 dias Administrar dose zero da vacina varicela (atenuada), não considerada válida para a rotina Entre 12 e 14 meses de idade Antecipar a dose de tetra viral para aqueles já vacinados com a primeira dose da tríplice viral Administrar dose válida de tetra viral naqueles sem a primeira dose da tríplice viral, com agendamento da próxima dose aos 15 meses de idade Entre 15 meses e menores de 7 anos Vacinar conforme o Calendário Nacional de Vacinação De 7 a 12 anos Administrar 1 dose de vacina varicela (atenuada) A partir de 13 anos Administrar 1 dose da vacina varicela Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 135 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Esquema 163 Esquema 164 Vacina Varicela (atenuada) Composição Vírus vivo atenuado proveniente da cepa Oka. Esquema Uma dose aos 4 anos de idade, correspondendo à segunda dose da vacina varicela após a dose de tetra viral aos 15 meses de idade. Crianças não vacinadas oportunamente até 4 anos 11 meses e 29 dias podem ser vacinadas até 6 anos 11 meses e 29 dias, incluindo as crianças indígenas nessa faixa etária. Vacinação simultânea Pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do calendário, incluindo tríplice viral e febre amarela. Na impossibilidade de vacinação simultânea, adotar intervalo mínimo de 30 dias entre as doses, salvo em situações que impossibilitem manter esse intervalo, com um mínimo de 15 dias. Precauções Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até 1 mês após a vacinação. Contraindicações Gestantes, crianças menores de 9 meses e indivíduos imunodeprimidos. Gestantes vacinadas inadvertidamente não têm indicação para interromper a gravidez, mas devem ser acompanhadas no pré-natal. Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto (dTpa) Esquema e Dose 0,5 mL via intramuscular. Gestantes: uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana. Para aquelas que perderam a oportunidade durante a gestação, administrar no puerpério, o mais precocemente possível. Particularidades para Gestantes Não Vacinadas Administrar 3 doses de vacina contendo toxoide tetânico e diftérico, com intervalo de 60 dias entre as doses. Duas doses de dT em qualquer momento da gestação e uma dose de dTpa a partir da 20ª semana. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 136 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Política Nacional de Promoção a Saúde Prevenção de Agravos Envolve ações antecipadas baseadas no conhecimento da história natural das doenças, visando tornar improvável o processo de adoecer. Objetiva controlar a transmissão de doenças infecciosas e reduzir o risco de doenças degenerativas ou outros agravos específicos. Promoção da Saúde É mais abrangente do que a prevenção, focando em medidas que visam aumentar e melhorar a saúde e o bem-estar. As estratégias destacam a transformação da qualidade de vida e das condições de trabalho. Carta de Ottawa (1986) A Carta de Ottawa, resultado da 1ª Conferência Internacional de Promoção da Saúde, estabelece princípios fundamentais: Esquema 165 Esquema 166 Saúde como Recurso para a Vida Saúde é vista como um recurso para a vida, não apenas como um objetivo de viver. Promoção da saúde capacita a comunidade para melhorar sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Visão Positiva da Saúde Saúde é um conceito positivo que enfatiza os recursos sociais e pessoais, além das capacidades físicas. Promoção da saúde não é exclusiva do setor saúde e vai além de um estilo de vida saudável, abrangendo um bem-estar global. Defesa da Causa (Defesa da Saúde) A saúde é um recurso fundamental para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, além de ser uma dimensão importante da qualidade de vida. Diversos fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem influenciar positivamente ou negativamente a saúde. As ações de promoção da saúde visam tornar essas condições cada vez mais favoráveis através da defesa da saúde. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 137 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Pré-requisitos para a Saúde De acordo com a Carta de Ottawa, os pré-requisitos para a saúde incluem: Esquema 167 Capacitação A promoção da saúde busca alcançar a equidade em saúde, reduzindo as diferenças no estado de saúde da população e garantindo oportunidades e recursos igualitários para capacitar todas as pessoas a alcançarem seu potencial de saúde. Isso inclui proporcionar ambientes favoráveis, acesso à informação, experiências e habilidades na vida, bem como oportunidades para fazer escolhas saudáveis. Mediação Os pré-requisitos e perspectivas para a saúde não são garantidos apenas pelo setor da saúde, exigindo ações coordenadas entre todas as partes envolvidas, incluindo governo, setor saúde, outros setores sociais e econômicos, organizações voluntárias, autoridades locais, indústria e mídia. Profissionais de saúde e grupos sociais têm a responsabilidade de mediar entre os diferentes determinantes de saúde existentes na sociedade. Pré-requisitos para a Saúde Paz Ambiente livre de conflitos e violência. Habitação Condições adequadas de moradia. Educação Acesso à educação de qualidade para todos. Alimentação Disponibilidade de alimentos nutritivos. Renda Garantia de renda adequada para atender às necessidades básicas. Ecossistema Estável Conservação e proteção do meio ambiente. Justiça Social e Equidade Distribuição justa dos recursos e oportunidades na sociedade. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 138 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Campos de AçãoEsquema 168 Objetivo Esquema 169 Campos de Ação Elaboração e Implementação de Políticas Públicas Saudáveis Minimização das desigualdades através de ações sobre os determinantes dos problemas de saúde (equidade). Políticas públicas saudáveis podem ser estabelecidas por qualquer setor da sociedade e devem promover a saúde de forma socialmente sustentável. Criação de Ambientes Favoráveis à Saúde Reconhecendo que a saúde é socialmente produzida, é essencial que escolas, municípios, locais de trabalho e habitação sejam ambientes saudáveis. Reforço da Ação Comunitária Inclui a participação social na elaboração e controle das ações de promoção da saúde, visando ao empoderamento da comunidade. Desenvolvimento de Habilidades Pessoais e Coletivas Realizado através de estratégias educativas para criar ambientes de apoio à promoção da saúde e desenvolver habilidades pessoais relacionadas à adoção de estilos de vida saudáveis. Reorientação do Sistema de Saúde Esforços para ampliar o acesso, promover a equidade e adotar ações preventivas através da moderna abordagem da promoção da saúde. Objetivo Promover a qualidade de vida Reduzir a vulnerabilidade e os riscos à saúde relacionados aos determinantes e condicionantes Tais como modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura e acesso a bens e serviços essenciais Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 139 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Valores Fundantes no processo de efetivação da PNPS Esquema 170 Solidariedade: Nutrir solicitude para com o próximo, construindo visão e metas comuns e apoiando a resolução de diferenças. Felicidade: Autopercepção de satisfação construída nas relações entre sujeitos e coletivos, contribuindo para a qualidade de vida. Ética: Condutas, ações e intervenções sustentadas pela valorização e defesa da vida. Respeito à Diversidade: Abrange diversas características individuais e grupais, como étnicas, etárias, de gênero, entre outras, com foco na universalidade. Humanização: Valorização de práticas que promovam condições mais humanas, centradas na integralidade do cuidado e da saúde. Corresponsabilidade: Compartilhamento de obrigações e/ou compromissos entre pessoas ou coletivos, fundamental para a promoção da saúde. Justiça Social: Busca por uma distribuição equitativa dos bens sociais, com foco na equidade. Inclusão Social: Acesso equânime aos benefícios da vida em sociedade, visando a redução das desigualdades. Princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Esquema 171 Solidariedade Felicidade Ética Respeito à Diversidade Humanização Corresponsabilidade Justiça Social Inclusão Social Princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Equidade Participação Social Autonomia Empoderamento Intersetorialidade Intrassetorialidade Sustentabilidade Integralidade Territorialidade Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 140 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Equidade: Distribuição igualitária de oportunidades, considerando as especificidades individuais e grupais. Participação Social: Integração das visões de diferentes atores na identificação de problemas e solução de necessidades. Autonomia: Capacidade de escolha consciente por parte dos sujeitos e comunidades sobre suas ações e trajetórias. Empoderamento: Estímulo para que sujeitos e coletivos adquiram controle sobre suas decisões e escolhas de estilo de vida. Intersetorialidade: Articulação de saberes, potencialidades e experiências de diferentes setores na construção de intervenções compartilhadas. Intrassetorialidade: Desfragmentação das ações e serviços oferecidos por um setor, visando à construção de redes cooperativas e resolutivas. Sustentabilidade: Necessidade de continuidade das ações levando em conta dimensões política, econômica, social, cultural e ambiental. Integralidade: Reconhecimento da complexidade, potencialidade e singularidade de indivíduos, grupos e coletivos. Territorialidade: Consideração das especificidades dos diferentes territórios no planejamento e desenvolvimento de ações com impacto na saúde. Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Esquema 172 Cooperação e Articulação Intra e Intersetorial: Ampliar a atuação sobre os determinantes e condicionantes da saúde. Fomento ao Planejamento de Ações Territorializadas de Promoção da Saúde: Reconhecimento de contextos locais e respeito às diversidades para favorecer a construção de espaços de produção social. Incentivo à Gestão Democrática, Participativa e Transparente: Fortalecimento da participação, controle social e corresponsabilidade. Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Cooperação e Articulação Intra e Intersetorial Fomento ao Planejamento de Ações Territorializadas de Promoção da Saúde Incentivo à Gestão Democrática, Participativa e Transparente Ampliação da Governança no Desenvolvimento de Ações de Promoção da Saúde Estímulo à Pesquisa, Produção e Difusão de Experiências, Conhecimento e Evidências Apoio à Formação e à Educação Permanente em Promoção da Saúde Incorporação das Intervenções de Promoção da Saúde no Modelo de Atenção à Saúde Organização dos Processos de Gestão e Planejamento das Variadas Ações Intersetoriais Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 141 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Ampliação da Governança no Desenvolvimento de Ações de Promoção da Saúde: Garantir a sustentabilidade política, social, cultural, econômica e ambiental das ações. Estímulo à Pesquisa, Produção e Difusão de Experiências, Conhecimento e Evidências: Apoiar a tomada de decisão, autonomia, empoderamento coletivo e construção compartilhada de ações. Apoio à Formação e à Educação Permanente em Promoção da Saúde: Compromisso com o fortalecimento da capacidade crítica e reflexiva dos gestores e trabalhadores de saúde. Incorporação das Intervenções de Promoção da Saúde no Modelo de Atenção à Saúde: Integração das ações no cotidiano dos serviços de atenção básica, especialmente por meio de ações intersetoriais. Organização dos Processos de Gestão e Planejamento das Variadas Ações Intersetoriais: Fortalecimento e promoção da implantação da PNPS de forma transversal e integrada. Objetivos Gerais da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Esquema 173 Objetivos Específicos da PNPS Estimular a promoção da saúde como parte da integralidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde (RAS). Contribuir para a adoção de práticas sociais e de saúde centradas na equidade e na participação social, visando reduzir desigualdades. Favorecer a mobilidade humana, acessibilidade e desenvolvimento seguro, saudável e sustentável. Promover a cultura da paz em comunidades, territórios e municípios. Apoiar o desenvolvimento de ambientes saudáveis e favoráveis ao desenvolvimento humano. Valorizar saberes populares e práticas integrativas e complementares. Promover o empoderamento e a capacidade de tomada de decisão de sujeitos e coletividades. Fomentar processos de educação e formação profissional em promoção da saúde. Estabelecer estratégias de comunicação social e mídia direcionadas. Estimular a pesquisa, produção e difusão de conhecimentos e estratégias inovadoras. Objetivos Gerais da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Promover a equidade e a melhoria das condições e modos de viver Ampliar a potencialidade da saúde individual e coletiva Reduzir vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantessociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 142 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Promover a inclusão e qualificação do registro de atividades de promoção da saúde nos sistemas de informação. Fomentar discussões sobre modos de consumo e produção que estejam em conflito com os princípios da promoção da saúde. Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrassetoriais com agendas nacionais e internacionais. Esquema 174 Estimular a promoção da saúde como parte da integralidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde (RAS) Contribuir para a adoção de práticas sociais e de saúde centradas na equidade e na participação social, visando reduzir desigualdades Favorecer a mobilidade humana, acessibilidade e desenvolvimento seguro, saudável e sustentável Promover a cultura da paz em comunidades, territórios e municípios Apoiar o desenvolvimento de ambientes saudáveis e favoráveis ao desenvolvimento humano Valorizar saberes populares e práticas integrativas e complementares Promover o empoderamento e a capacidade de tomada de decisão de sujeitos e coletividades Fomentar processos de educação e formação profissional em promoção da saúde Estabelecer estratégias de comunicação social e mídia direcionadas. Estimular a pesquisa, produção e difusão de conhecimentos e estratégias inovadoras. Promover a inclusão e qualificação do registro de atividades de promoção da saúde nos sistemas de informação. Fomentar discussões sobre modos de consumo e produção que estejam em conflito com os princípios da promoção da saúde. Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrassetoriais com agendas nacionais e internacionais. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 143 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Temas Transversais da PNPS Esquema 175 Territorialização Esquema 176 Temas Transversais da PNPS Determinantes Sociais da Saúde (DSS), Equidade e Respeito à Diversidade Desenvolvimento Sustentável Produção de Saúde e Cuidado Ambientes e Territórios Saudáveis Vida no Trabalho Cultura da Paz e Direitos Humanos Territorialização Reconhecimento da regionalização como diretriz do SUS e orientação da descentralização das ações e serviços de saúde Consideração da abrangência das regiões de saúde e sua articulação com os equipamentos sociais nos territórios Observância das pactuações interfederativas e identificação de singularidades territoriais Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 144 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Temas Prioritários da PNPS Esquema 177 Competências Compete a todos os entes Divulgar a PNPS, fortalecendo seus valores e princípios. Estabelecer parcerias para promover a articulação intersetorial e intrassetorial. Contribuir para a reorientação do modelo de atenção à saúde com base nos valores, princípios e diretrizes da PNPS. Fomentar normas e regulamentos para o desenvolvimento seguro, saudável e sustentável. Fortalecer a participação e o controle social. Construir mecanismos de identificação das potencialidades e das vulnerabilidades. Definir prioridades, objetivos, estratégias e metas nas instâncias colegiadas e intergestores. Estabelecer instrumentos e indicadores de gestão, planejamento, monitoramento e avaliação. Temas Prioritários da PNPS Formação e Educação Permanente Alimentação Adequada e Saudável Práticas Corporais e Atividades Físicas Enfrentamento do Uso do Tabaco e Derivados Enfrentamento do Uso Abusivo de Álcool e Drogas Promoção da Mobilidade Segura Promoção da Cultura da Paz e Direitos Humanos Promoção do Desenvolvimento Sustentável Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 145 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Promover a alocação de recursos orçamentários e financeiros para a implementação da PNPS. Promover o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de estudos e pesquisas. Desenvolver estratégias e mecanismos organizacionais de qualificação e valorização da força de trabalho da saúde. Estimular iniciativas e ações de promoção de saúde, bem como a produção de dados e divulgação de informações. Incluir a promoção da saúde nos Planos de Saúde e nas Programações Anuais de Saúde. Articular a inserção das ações voltadas à promoção da saúde nos sistemas de informação do SUS e outros. Viabilizar parcerias com organismos internacionais e organizações governamentais e não governamentais. Competências do Ministério da Saúde Promover a articulação com Estados e Municípios para apoio à implantação e implementação da PNPS. Pactuar na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) os temas prioritários e o financiamento da PNPS. Apoiar a implementação da PNPS, considerando o perfil epidemiológico e as necessidades em saúde. Viabilizar mecanismos para cofinanciamento de planos, projetos e programas de promoção da saúde. Incorporar ações de Promoção da Saúde aos Planos Plurianual e Nacional de Saúde. Apresentar estratégias, programas, planos e projetos de promoção da saúde no Conselho Nacional de Saúde. Institucionalizar e manter em funcionamento o Comitê da PNPS. Realizar apoio institucional às Secretarias de Saúde Estaduais, do Distrito Federal e Municipais. Apoiar a elaboração de materiais de divulgação sobre promoção da saúde. Estimular, monitorar e avaliar os processos, programas, projetos e ações de promoção da saúde. Competências das Secretarias Estaduais de Saúde Competências similares às do Ministério da Saúde, mas focadas no âmbito estadual Promover a articulação com os Municípios para apoio à implantação e implementação da PNPS. Pactuar nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e Regionais (CIR) as estratégias, diretrizes, metas e financiamento das ações de promoção da saúde. Implantação e implementação da PNPS no âmbito do estado. Apresentar estratégias, programas, planos e projetos de promoção da saúde no Conselho Estadual de Saúde. Incorporar ações de Promoção da Saúde nos Planos Plurianual e Estadual de Saúde. Alocar recursos orçamentários e financeiros para a implantação e implementação da PNPS. Realizar apoio institucional às Secretarias Municipais e regiões de saúde. Realizar o monitoramento e avaliação de programas, projetos e ações de promoção da saúde no âmbito estadual e distrital. Auditor Faixa Preta @auditorfaixapreta Não fui eu que ordenei a você? Seja Forte e Corajoso. (Josué 1:9) 146 AFT – Resumo Esquematizado – POLÍTICAS PÚBLICAS Competências das Secretarias Municipais de Saúde Competências similares, mas focadas no âmbito municipal Promover a articulação intra e intersetorial para apoio à implantação e implementação da PNPS. Implantação e implementação da PNPS no âmbito do município. Pactuar nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e Regionais (CIR) as estratégias, diretrizes, metas e financiamento das ações de promoção da saúde. Apresentar estratégias, programas, planos e projetos de promoção da saúde no Conselho Municipal de Saúde. Incorporar ações de Promoção da Saúde nos Planos Plurianual e Municipal de Saúde. Destinar recursos orçamentários e financeiros para realização das ações de promoção da saúde. Prestar apoio institucional aos gestores e trabalhadores no processo de implantação, implementação, qualificação e consolidação da PNPS. Promover e realizar a educação permanente dos trabalhadores do sistema local de saúde. Identificar e promover canaisde participação no processo decisório para o desenvolvimento e a sustentabilidade das ações de promoção da saúde. Promover a participação e o controle social e reforçar as ações comunitárias de promoção da saúde nos territórios. Identificar, articular e apoiar a troca de experiências e conhecimentos referentes às ações de promoção da saúde. Participar do processo de monitoramento e avaliação de programas, planos, projetos e ações de promoção da saúde. Elaborar materiais educativos visando à socialização da informação e à divulgação de programas, planos, projetos e ações de promoção da saúde. Apoiar e promover, de forma privilegiada, a execução de programas, planos, projetos e ações diretamente relacionadas à promoção da saúde. Sumário Proposta do Material de Revisão Ementa Políticas Públicas (Conhecimentos Específicos) TOP 3 Assuntos mais relevantes da matéria Introdução a Políticas Públicas Conceito de Políticas Públicas Elementos Fundamentais Características Dimensões da Política Tipos de Demandas Política Pública x Decisão Política Tipos de Políticas Públicas (Classificações) Classificação quanto aos Impactos Gerados/Esperados na Sociedade Classificação quanto ao papel nas relações sociais ou impactos que podem causar Classificação quanto à Natureza ou Grau de Intervenção Classificação quanto à Abrangência dos Possíveis Benefícios Setorializada x Territorializada Vertical x Horizontal Sociais x Macroeconômicas x Administrativas x Específicas Ciclo de Políticas Públicas Construção da agenda (Formação da Agenda) Tipos de Agenda Formulação das políticas públicas (Formulação de Alternativas) Tomada de decisões etapa Implementação Avaliação x Monitoramento Tipos de Avaliação Critérios, Indicadores e Padrões Tipos de Análises Métodos de Coleta de Dados Técnicas de Coleta de Dados Métodos de Análise de Dados Processo de Políticas Públicas Modelo Lógico Políticas Públicas no Estado Brasileiro Contemporâneo Descentralização e Democracia Atores Sociais Controle Social Gestão Local, Cidadania e Equidade social Gestão Local Cidadania Direitos Políticos Direitos Sociais Direitos do Cidadão Equidade Social Corrupção e Políticas Públicas Tipos de Corrupção Fatores que Influenciam a Corrupção e a Qualidade das Políticas Públicas Triângulo da Fraude Diamante da Fraude Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) Sanções Inovações Responsabilização Processos Participativos de Gestão Pública Conselhos de Gestão Tipos de Participação Princípio da Gestão Participativa Processos Participativos de Gestão Pública Conselho de Gestão Fiscal (CGF) Orçamento participativo Conferências de Políticas Públicas Definição e Propósito Características Principais Audiências Públicas Participação e Impacto Desafios e Limitações Saúde Coletiva Promoção da Saúde e Prevenção de Agravos Política Nacional de Promoção da Saúde Conceitos Relacionados a Doenças Infecciosas Atributos do Hospedeiro em Doenças Infecciosas Processo de Adoecimento e Períodos Medidas de Profilaxia e Controle Notificação Compulsória Vigilância Epidemiológica Notificação Objetivo Principais Doenças e Agravos - Imediata Principais Doenças e Agravos - Semanal: Lei 8.080/90 Objetivos do SUS Áreas de Atuação do SUS Direções do SUS Comissões Competências Serviços Públicos Atendimento e Internação Domiciliar Acompanhamento de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto Assistência Terapêutica Integral Serviços Privados Financiamento Planejamento Processo Decisório Elementos do Processo Decisório Etapas do Processo Decisório (Fases do Processo Decisório) Chiavenato 2ª Obra (7 Etapas) Chiavenato 3ª Obra (4 Etapas) Simon Classificações das Decisões Tipos de decisão Técnicas para Tomada de Decisões Programadas Técnicas para Tomada de Decisões Não Programadas Níveis de decisão Decisões Centralizadas x Decisões Descentralizadas Outras Classificações Ambientes de decisão Classificações das decisões de acordo com as condições ambientais Pensamento Linear Pensamento Sistêmico Modelos de Tomada de Decisão Modelo Racional (Modelo Clássico) Modelo da Racionalidade Limitada Modelo Intuitivo Estilos de Tomada de Decisão Estilos Decisórios de Robbins Estilos Decisórios de Driver Processos Heurísticas Principais Processos Heurísticos Vieses que Interferem na Tomada de Decisão Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) Ferramentas de Auxílio ao Processo Decisório Ferramentas de Identificação da Situação e Diagnóstico Ferramentas de Avaliação e Escolha de Alternativas Outras Ferramentas de Auxílio ao Processo de Tomada de Decisão Controle Tipos de Controle (Classificações) Quanto ao Nível Organizacional Controle Preventivo Controle Simultâneo Níveis de Controle de Perrow Classificação de Controle Indicadores de Desempenho Componentes Critérios Propriedades Essenciais Propriedade Complementares Aspectos Adicionais Construção de indicadores Comunicação Mitos da Medição Cadeia de Valor Dimensões da Cadeia de Valor Indicadores Quanto ao nível hierárquico Quanto ao enfoque Indicadores Lag (de resultado) Indicadores Lead (de tendência) Participação Tipos de Participação Princípio da Gestão Participativa Processos Participativos Modelos de atenção à saúde Objetivos Modelos de Atenção à Saúde Modelo de História Natural da Doença Modelo Sistêmico Modelo da Pirâmide de Riscos Modelo de Atenção Crônica Modelo de Determinação Social da Saúde Lei 8.142/90 Conferência de Saúde Conselho de Saúde Fundo Nacional de Saúde Alocação de Recursos Condições para Recebimento de Recursos Decreto 7.508/11 Região de Saúde Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) Mapa da Saúde Rede de Atenção à Saúde (RAS) Serviços de Portas de Entrada do SUS Princípios de acesso universal e igualitário Comissões Intergestores Planejamento da saúde RENASES (Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde) RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) Assistência Farmacêutica Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) Componentes Principais Princípios Programa Nacional de Imunização Responsabilização Sala de Vacinação Infraestrutura mínima Conservação de Imunobiológicos Tipos de Agentes Imunizantes Contraindicações dos Imunobiológicos Falsas Contraindicações Situações Especiais Calendário de Vacinação Política Nacional de Promoção a Saúde Prevenção de Agravos Promoção da Saúde Carta de Ottawa (1986) Pré-requisitos para a Saúde Capacitação Mediação Campos de Ação Objetivo Valores Fundantes no processo de efetivação da PNPS Princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Objetivos Gerais da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Objetivos Específicos da PNPS Temas Transversais da PNPS Territorialização Temas Prioritários da PNPS Competências Compete a todos os entes Competências do Ministério da Saúde Competências das Secretarias Estaduais de Saúde Competências das Secretarias Municipais de Saúde