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Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
1 
1 a 3 semana do desenvolvimento 
Fecundação
• O espermatozoide sobrevive no máximo 
48h depois da ejaculação. 
• O ovócito secundário é passível de ser 
fecundado por 24h depois de ser liberado. 
• A fecundação costuma acontecer na 
ampola da tuba uterina, pode ser que 
aconteça em outras regiões da tuba, mas ela 
nunca acontece no útero. 
 
 O inicio da fecundação se da com o 
contato entre o espermatozoide e o ovócito 
e termina com a mistura dos cromossomos 
maternos e paternos na metáfase da primeira 
divisão mitótica do zigoto. 
 ↪ zigoto é uma embrião unicelular. 
↪ a fecundação leva 24h para 
acontecer. 
 
Fases da Fecundação 
→ Passagem do espermatozoide através da 
corona radiata. 
 Quando o ovócito secundário é 
expelido na ovulação, ele é recoberto pela 
corona radiata (mais externamente), seguida 
pela zona pelúcida. 
 
 Para que haja fecundação, o 
espermatozoide então deve atravessar tanto 
a corona radiata quanto a zona pelúcida. 
Para dispersar a corona radiata o 
acrossoma do sptz libera a enzima 
hialuronidase 
↪ Hialuronidase: causa o 
desdobramento do ac hialuronico 
componente da matriz celular das 
células da granulosa que envolve o 
oócito, favorecendo a passagem de 
líquidos 
Os movimentos da cauda do 
espermatozoide também são importantes 
para sua penetração na corona radiata. 
 
→ Penetração na zona pelúcida 
 Para passar pela zona pelúcida, o 
acrossoma libera enzimas que causam a lise 
dessa estrutra. 
 As enzimas liberadas são esterases, 
acrosina e neuraminidase, com ênfase para as 
acrosinas que digere a zona pelúcida. 
 Logo que o espermatozoide entra na 
zona pelúcida acontece a reação zonal 
 ↪ uma mudança nas propriedades da 
zona pelúcida que a torna impermeável a 
outros espermatozoides. 
↪ A composição dessa cobertura de 
glicoproteína extracelular muda após a 
fecundação. 
↪ Acredita-se que a reação zonal seja 
o resultado da ação de enzimas 
lisossômicas liberadas pelos grânulos 
corticais situados logo abaixo da 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
2 
membrana plasmática do ovócito 
(abaixo da zona pelúcida). 
O conteúdo desses grânulos, que são 
liberados dentro do espaço perivitelino, 
também causa mudanças na membrana 
plasmática, tornando-a impermeável aos 
espermatozoides. 
 
 
→ Fusão das membranas plasmáticas do 
ovócito e do espermatozoide 
 Depois de atravessada a zona pelúcida, 
há o contato entre a membrana plasmática 
do espermatozoide e a membrana plasmática 
do ovócito. 
 Essas duas membranas se fusionam e 
se rompem na área de fusão. 
 A cabeça e a cauda do 
espermatozoide entram no citoplasma do 
ovócito, mas a membrana plasmática dele fica 
para trás. 
 
→ Termino da segundadivisão meiótica e 
formação do pronúcleo feminino 
 A penetração do ovócito pelo 
espermatozoide estimula o ovócito a 
completar a segunda divisão meiótica, 
formamndo um ovócito maduro e o segundo 
corpo polar. 
↪ O corpo polar (ou globo polar) é o 
produto da divisão assimétrica, que 
ocorre durante a meiose feminina. 
↪ Relativamente ao oócito, em ambas 
as partes da meiose, ocorre a extrusão 
de um corpo polar, o que resulta, no 
final da meiose, em dois corpos polares 
e um oócito haploide. 
↪ Os corpos polares possuem o DNA 
resultante da meiose, permitindo a 
redução do DNA do oócito. 
↪ Ainda assim, o oócito contém os 
componentes necessários para 
suportar a futura fertilização e o 
desenvolvimento embrionário. 
 Ou seja, o ovócito secundário que é 
liberado na ovulação ainda é uma célula 2n, e 
passa a ser haploide com a liberação do 
segundo corpo polar! 
 Os cromossomos maternos em 
seguida se descondensam, e o núcleo do 
ovócito maduro torna-se o pronúcleo 
feminino. 
 
→ Formação do pronúcleo masculino 
 Dentro do citoplasma do ovócito, o 
núcleo do espermatozoide aumenta para 
formar o pronúcleo masculino, e a cauda do 
espermatozoide degenera. 
Morfologicamente, os pronúcleos 
masculino e feminino são indistinguíveis. 
Durante o crescimento dos 
pronúcleos, eles replicam seu DNA-1 n 
(haploide), 2 c (duas cromátides). 
↪ O ovócito contendo dois pronúcleos 
haploides é chamado de oótide 
 
→ Fusão dos pronúcleos e formação do 
zigoto 
 Quando os pronúcleos feminino e 
masculinos se fundem, elas formam uma 
agregação de cromossomos única e diploide 
 ↪ a oótide torna-se o zigoto (2n) 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
3 
Os cromossomos no zigoto arranjam-
se em um fuso de clivagem, na preparação 
para a divisão do zigoto 
 
Clivagem do Zigoto 
 A clivagem consiste em divisões 
mitóticas repetidas do zigoto, resultando em 
rápido aumento do número de células. 
Essas células embrionárias — os 
blastômeros — tornam-se menores a cada 
divisão por clivagem. 
O zigoto ainda está recoberto pela 
zona pelúcida no momento da clivagem, e ela 
inicia cerca de 30h após a fecundação. 
Os blastômeros seguem se dividindo e 
cada vez ficando menores. 
Quando se atinge o estágio de 9 
células, o blastômero sofre compactação, que 
é necessário para que haja a segregação das 
células internas que formam a massa celular 
interna ou embrioblasto do blastocisto. 
↪ na compactação os blastômeros 
mudam sua forma e se agrupam 
firmemente uns aos outros e formam 
uma bola compacta de células. 
↪ esse processo é mediado por 
glicoproteínas de adesão de superfície 
celular. 
 
Quando já existem 12 a 32 
blastômeros, da-se o nome de mórula. 
As células internas da mórula (massa 
celular interna) estão circundadas por uma 
camada de células que formam a camada 
celular externa. 
↪ A mórula se forma cerca de 3 dias 
após a fecundação e alcança o útero. 
 
Formação do Blastocisto 
A mórula alcança o útero cerca de 4 dias 
após a fecundação. 
 Logo após, surge no interior da mórula 
um espaço preenchido por fluido, conhecido 
como cavidade blastocistica 
↪ esse espaço é decorrente da 
passagem do fluido da cavidade uterina 
através da zona pelúcida. 
O fluido aumenta em quantidade na 
cavidade uterina e separa os blastômeros 
(células internas) em duas partes: 
• Trofoblasto: camada celular externa 
que formará a parte embrionária da 
placenta. 
• Embrioblasto: grupo de blastômeros 
localizados centralmente, que dará 
origem ao embrião. 
Esse processo de divisão dos 
blastômeros é chamado de blastogênese e o 
concepto nessa fase é chamado de 
blastocisto. 
→ Zona pelúcida já está sofrendo 
degeneração; 
 
 
 O embrioblasto se projeta para a 
cavidade blastocistica e o trofoblasto forma a 
parede do blastocisto. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
4 
 O blastocisto fica livre e suspenso nas 
secreções uterinas por 2 dias, depois disso a 
zona pelúcida gradualmente se degenera e 
desaparece. 
 ↪ agora, sem a zona pelúcida, o 
blastocisto aumenta rapidamente em 
tamanho. 
 
→ enquanto está flutuando no útero, esse 
embrião inicial obtém nutrição das secreções 
das glândulas uterinas. 
 
Mudanças do estado de blastocisto inicial para 
blastocisto tardio: 
• desaparecimento do corpo polar 
• degeneração da zona pelúcida 
• aumento considerável da cavidade 
blastocistica 
• trofoblasto circunda o blastocisto 
• embrioblasto se envagina em direção à 
cavidade blastocistica. 
 
 
 Adesão do blastocisto ao epitélio 
endometrial 
Cerca de 6 dias após a fecundação 
(20° dia de um ciclo menstrual de 28 dias) o 
blastocisto adere ao epitélio endometrial 
 ↪ a parte do blastocisto que fica no 
epitélio edometrial é o polo embrionário (polo 
onde estão concentradas os embrioblastos – 
uma vez que eles que formarão o embrião). 
 Logo após a adesão, o trofoblasto 
sobre uma rápida proliferação e 
gradualmente se diferencia em duas camadas: 
• Citotrofoblasto: camada interna 
• Sinciciotrofoblasto: massa protoplasmática 
multinucleada externa, sem limites definidos. 
 
 
No fim da primeira semana, o 
blastocisto está superficialmente implantado 
na camada compacta do endométrio e obtem 
sua nutrição dos tecidosmaternos erodidos. 
 ↪ esses tecidos são erodidos atraves 
de enzimas liberadas pelo sinciciotrofoblasto. 
 
 Em torno de 7 dias, uma camada de 
células, o hipoblasto (endoderma primitivo), 
surge na superfície do embrioblasto voltada 
para a cavidade blastocística. 
Dados embriológicos comparativos 
sugerem que o hipoblasto surge por 
delaminação do embrioblasto. 
↪ delaminação processo em que uma 
única camada celular da origem a duas ou 
mais laminas paralelas. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
5 
 
 
Resumo da primeira semana: 
• O estágio 1 do desenvolvimento inicia-
se com a fecundação na tuba uterina e 
termina quando se forma o zigoto. 
• O estágio 2 (2º e 3º dias) 
compreende os estágios iniciais da clivagem 
(de 2 a cerca de 32 células, a mórula). 
• O estágio 3 (4º e 5º dias) consiste 
no blastocisto livre (não-aderido). 
• O estágio 4 (5º ao 6º dia) é 
representado pelo blastocisto aderindo à 
parede posterior do útero, local normal da 
implantação. 
 
 
 
2° Semana do desenvolvimento 
A implantação do blastocisto completa-
se durante a segunda semana do 
desenvolvimento. 
Ao mesmo tempo, acontece no 
embrioblasto, mudanças morfológicas que 
produzem um disco embrionário bilaminar 
composto de epiblasto e hipoblasto. 
O disco embrionário da origem as 
camadas germinativas que formam todos os 
tecidos e órgãos do embrião. 
As estruturas extraembrionárias que 
se formam durante a 2 semana são: 
• a cavidade amniótica 
• o âmnio 
• o saco vitelino 
• o pedículo de conexão 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
6 
• o saco coriônico 
 
Término da implantação e continuação 
do desenvolvimento embrionário 
A implantação completa do blastocisto 
acontece entre o 6 e o 10 dia após a ovulação. 
A medida que o blastocisto se implanta, o 
trofoblasto aumenta seu contato com o 
endométrio e se diferencia em: 
• Citotrofoblasto: uma camada de células 
mononucleadas mitoticamente ativa e que 
forma novas células que migram para a 
massa crescente de sinciciotrofoblasto, 
onde se fundem e perdem suas 
membranas celulares. 
 
• Sinciciotrofoblasto: uma massa 
multinucleada que se expande 
rapidamente onde nenhum limite celular é 
visível. 
 
As células do sinciciotrofoblasto são 
extremamente erosivas e as células do 
endométrio sofrem apoptose, o que facilita a 
invasão. 
↪ assim, o mecanismo molecular de 
implantação envolve a sincronização entre 
um blastocisto invasor e um endométrio 
receptor. 
 
 As células de tecido conjuntivo em 
torno do sítio de implantação acumulam 
glicogênio e lipídios 
 ↪ um exemplo dessas células, são as 
células deciduais que degeneram na região de 
penetração do sinciciotrofoblasto. 
 ↪ durante a degeneração, elas são 
englobadas pelo sinciciotrofoblasto e 
representam uma fonte rica de nutrição 
embrionária (decorrente do acumulo de 
lipídio e glicogênio) 
 
→ O sincíciotrofoblasto produz o hormônio 
gonadotrofina coriônica humana (hCG), que 
atinge o sangue humano presente nas 
lacunas do sinciciotrofoblasto. 
 ↪ o hCG é responsável por manter a 
atividade do corpo lúteo durante a gravidez 
 ↪ O corpo lúteo mantém a gestação 
através da secreção de estrogênio e de 
progesterona. 
 Esse hormônio é detectado na 
corrente sanguínea no fim da segunda 
semana de gestação e representa a base 
para os testes de gravidez. 
 
Formação da cavidade amniótica, 
disco embrionário e saco vitelino 
Com o avanço da implantação do 
blastocisto, aparece um pequeno espaço no 
embrioblasto, esse espaço é o primórdio da 
cavidade amniótica. 
Em seguida os amnioblastos, que são 
células formadoras de amnio, se separam do 
epiblasto e revestem o âminio. 
↪ o âmnio é uma estrutura que reveste 
a cavidade amniótica. 
Ao mesmo tempo, ocorrem mudanças 
morfológicas no embrioblasto que resultam 
na formação de uma placa bilaminar quase 
circular de células achatadas, o disco 
embrionário, que é formado por duas 
camadas: 
• Epiblasto: uma camada mais espessa, 
constituída por células colunares altas, 
relacionadas com a cavidade amniótica 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
7 
• Hipoblasto: composto de pequenas células 
cubóides adjacentes à cavidade exocelômica. 
 
 
 
O epiblasto forma o assoalho da 
cavidade amniótica e está perifericamente 
em continuidade com o âminio. 
 O hipoblasto forma o teto da cavidade 
exocelômica e está em continuidade com a 
membrana exocelômica. 
 
 A membrana exocelômica junto com 
o hipoblasto formam o saco vitelino primitivo. 
 O disco embrionário situa-se agora 
entre a cavidade amniótica e o saco vitelino 
primitivo 
 As células do endoderma do saco 
vitelino formam uma camada de tecido 
conjuntivo, o mesoderma extraembrionário, 
que circunda o âmnio e o saco vitelino 
primitivo. 
↪ mais tarde esse mesoderma é 
formado por células que surgem da 
linha primitiva 
 
 
 Assim que o âminio, o disco 
embrionário e o saco vitelino primitivo são 
formados, surge no sinciciotrofoblasto lacunas 
isoladas. 
 Essas lacunas são preenchidas com 
sangue materno vindo dos capilares 
endometriais (que foram rompidos durante a 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
8 
invasão do sinciciotrofoblasto) e de restos 
celulares das glândulas uterinas erodidas. 
↪ o fluído presente nas lacunas 
recebe o nome de embriotrofo 
↪ ele passa por difusão ate o disco 
embrionário e fornece nutrição ao 
embrião. 
 
→ A comunicação dos capilares endometriais 
rompidos com as lacunas estabelece a 
circulação uteroplacentária primitiva 
 
→ No 10 dia o concepto está completamente 
implantado 
↪ concepto= embrião + membranas 
extraembrionárias 
 
Com a implantação completa do 
blastocisto, fica uma abertura no epitélio 
endometrial, essa abertura é preenchida por 
um tampão até que o epitélio esteja 
completamente regenerado 
↪ uma regeneração quase completa 
é encontrada no 12 dia 
 
→ Reação decidual 
Com a implantação do concepto, as 
células do tecido conjuntivo endometrial 
sofrem uma transformação — a reação 
decidual. 
Com a acumulação de glicogênio e 
lipídios em seu citoplasma, as células ficam 
globulosas e são conhecidas como células 
deciduais. 
A principal função da reação decidual 
é fornecer ao concepto um sítio 
imunologicamente privilegiado. 
↪ as células do tecido conjuntivo do 
útero são células mais fibrosas, elas se tornam 
estoques de lipídio e de glicogênio para 
oferecer esse conteúdo ao concepto, 
garantindo sua sobrevivência. 
 
No 12° dia, as lacunas do 
sinciciotrofoblasto próximas se fundem e 
formam as redes lacunares. 
↪ as redes lacunares próximas do polo 
embrionário são os primórdios dos espações 
intervilosos da placenta. 
Os capilares que estão próximos ao 
embrião implantado tornam-se mais dilatados 
e são chamados de sinusoides. 
Os sinusoides são rompidos pelo 
sinciciotrofoblasto em expansão e o sangue 
materno flui livremente para o interior das 
redes lacunares. 
O trofoblasto absorve o fluido nutritivo 
das redes lacunares e o transfere ao embrião. 
O crescimento do disco embrionário 
bilaminar é lento comparado com o 
crescimento do trofoblasto. 
O embrião implantado no 12º dia 
produz na superfície endometrial uma 
pequena elevação que se projeta para a luz 
uterina 
 
Ao mesmo tempo que ocorrem 
mudanças no trofoblasto e no endométrio, o 
mesoderma extraembrionário cresce e surge 
em seu interior espaços celômicos 
extraembrionários isolados. 
Rapidamente esses espaços se 
fundem e formam uma grande cavidade 
isolada, o celoma extraembrionário 
↪ O celoma extraembrionário é 
preenchido por fluido. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
9 
↪ ela envolve o âmnio e o saco 
vitelino, exceto onde eles estão aderidos ao 
córion pelo pedículo do embrião. 
 
 
 
 
 Com a formação do celoma 
extraembrionário, o saco vitelino primitivo 
diminui de tamanho e se forma um pequeno 
saco vitelino secundário. 
O saco vitelino secundário é formado 
por células do endoderma extraembrionário 
que migramdo hipoblasto para o interior do 
saco vitelino primitivo. 
↪ durante a formação do saco vitelino 
secundário, uma grande parte do saco 
vitelino primitivo se desprende 
• o saco vitelino não contém vitelo, mas ele 
é o sítio de origem das células germinativas 
primordiais. 
• Ele desempenha papel na transferência 
seletiva de nutrientes para o embrião. 
 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
10 
 
Desenvolvimento do saco coriônico 
O celoma extraembrionário divide o 
mesoderma extraembrionário em duas 
camadas: 
• Mesoderma somático extraembrionário: 
que reveste o trofoblasto e cobre o âmnio. 
• Mesoderma esplâncnico extraembrionário: 
que envolve o saco vitelino. 
 
 
O mesoderma somático extraembrionário 
e as duas camadas de trofoblasto formam o 
córion. 
↪ o córion forma a parede do saco 
coriônico, que é onde estão suspensos 
pelo pedículo o embrião com os sacos 
vitelino e amniótico. 
→ O celoma extraembrionário é agora 
chamado de cavidade coriônica 
↪ O diâmetro do saco coriônico é 
medido atraves da ultrassom transvaginal 
para avaliar o desenvolvimento 
embrionário inicial e a progressão da 
gravidez 
 
Principal característica do fim da segunda 
semana: surgimento das vilosidades coriônicas 
primárias. 
O mesoderma somático 
extraembrionário, que fica embaixo do 
citotrofoblasto, induz o citotrofoblasto a 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
11 
proliferar e a formar extensões celulares que 
invadem a área já ocupada pelo 
sinciciotrofoblasto. 
↪ essas projeções formam as vilosidades 
coriônicas primárias, que são o primeiro 
estágio de desenvolvimento das 
vilosidades coriônicas da placenta. 
 
 
No 14° dia o embrião ainda tem a forma 
de um disco embrionário bilaminar, mas as 
células hipoblasticas em determinado local 
passam a ser colunares e formam uma área 
circular espessa, a placa precordal. 
↪ a placa precordal indica o futuro 
local da boca e um importante 
organizador da região da cabeça. 
 
 
Terceira Semana 
A terceira semana do desenvolvimento 
é caracterizada por: 
• Aparecimento da linha primitiva 
• Desenvolvimento da notocorda 
• Diferenciação das três camadas 
germinativas. 
 
A terceira semana do desenvolvimento 
embrionário acontece durante a semana que 
se segue à ausência do primeiro período 
menstrual, ou seja, 5 semanas depois do 
primeiro dia do último período menstrual 
normal. 
 
→ Ultrassom: detecta gravidez a partir de 3 
semanas da concepção, cerca de 5 semanas 
após o ultimo período menstrual normal. 
 
Gastrulação: formação das 
camadas germinativas 
A gastrulação é o processo no qual as 3 
camadas germinativas e a orientação axial são 
estabelecidos no embrião. 
Durante a gastrulação, o disco 
embrionário bilaminar é convertido em um 
disco trilaminar 
A gastrulação marca o início da 
morfogênese e é o evento mais significativo 
da 3° semana. 
↪ proteínas morfológicas do osso (BMP), 
FGFs e Wnts exercem papel essencial 
nesse processo. 
 
→ Durante esse período o embrião é 
denominado gástrula. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
12 
A gastrulação se inicia com a formação da 
linha primitiva na superfície do epiblasto do 
disco embrionário. 
 
Cada uma das três camadas germinativas 
(ectoderma, mesoderma e endoderma) dá 
origem a tecidos e órgãos específicos: 
 
• Ectoderma embrionário da origem à: 
↪ epiderme 
↪ ao sistema nervoso central e 
periférico 
↪ ao olho 
↪ à orelha interna e a muitos tecidos 
conjuntivos da cabeça. 
• Endoderma embrionário da origem à: 
↪ revestimentos epiteliais das vias 
respiratórias e do trato gastrointestinal 
↪ glândulas que se abrem no trato 
gastrointestinal 
↪ células glandulares dos órgãos 
associados, tais como o fígado e o 
pâncreas 
• mesoderma embrionário da origem a: 
 ↪ músculos esqueléticos 
↪ às células sanguíneas e seu 
revestimento 
↪ a todo músculo liso visceral 
↪ a todos os revestimentos serosos 
de todas as cavidades do corpo 
↪ aos ductos 
↪ órgãos dos sistemas reprodutivo e 
secretor 
↪ à maior parte do sistema 
cardiovascular. 
↪ No tronco, é a origem de todos os 
tecidos conjuntivos, incluindo a 
cartilagem, os ossos, os tendões, os 
ligamentos, a derme e o estroma dos 
órgãos internos. 
 
Linha primitiva 
 No inicio da 3 semana aparece uma 
opacidade formada por uma faixa linear mais 
espessada do epiblasto, é a linha primitiva. 
↪ ela se posiciona caudalmente no 
plano mediano 
A linha primitiva resulta da proliferação 
e migração das células do epiblasto para o 
plano mediano do disco embrionário. 
As células do epiblasto continuam 
sendo adicionadas à extremidade caudal da 
linha primitiva e então ela vai “crescendo em 
direção cranial” 
A extremidade cranial prolifera e forma 
o nó primitivo. 
 
 Na extremidade cranial da linha primitiva 
forma-se o sulco primitivo que é continúo 
com uma depressão no nó primitivo, a 
fosseta primitiva. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
13 
 ↪ sulco e fosseta resulta da 
invaginação (movimento para dentro) das 
células epiblasticas. 
 
→ A linha primitiva possibilita a identificação 
do eixo cefálico-caudal do embrião, as 
extremidades cefálica e caudal, as superfícies 
dorsal e ventral e os lados direito e esquerdo. 
 
 
 Depois do aparecimento da linha 
primitiva, as células formam o mesênquima. 
 ↪ as células mesenquimais são 
ameboides e ativamente fagocíticas. 
 O mesênquima forma os tecidos de 
sustentação do embrião, tais como a maior 
parte dos tecidos conjuntivos do corpo e a 
trama de tecido conjuntivo das glândulas. 
Parte do mesênquima forma o 
mesoblasto (mesoderma indiferenciado), que 
forma o mesoderma embrionário ou 
intraembrionário 
Células do epiblasto, assim como do nó 
primitivo e de outras partes da linha primitiva, 
deslocam o hipoblasto, formando o 
endoderma embrionário, no teto do saco 
vitelino. 
As células que permanecem no 
epiblasto formam o ectoderma embrionário 
ou intraembrionário 
Em resumo, através do processo de 
gastrulação, células do epiblasto dão origem a 
todas as três camadas germinativas do 
embrião, primórdios de todos os tecidos e 
órgãos 
 
A diferenciação é induzida por: 
• Mesoderma: fatores nodais da superfamília 
do fator de crescimento transformante β. 
• Endoderma: TGF -β ( nodal), o fator de 
transcrição T-box ( veg T) e a via de 
sinalização Wnt 
 
 
 
Destino da Linha Primitiva 
 A linha primitiva forma ativamente 
mesoderma até a 4 semana, depois disso a 
produção torna-se mais lenta. 
 A linha primitiva diminui de tamanho e 
se torna uma estrutura insignificante na 
região sacrococcígea do embrião. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
14 
→ Normalmente a linha primitiva degenera e 
desaparece no fim da 4 semana. 
 
 
Processo notocordal e notocorda 
 Algumas células mesenquimais migram, 
em direção cefálica, do nó e da fosseta 
primitivos e formam um cordão celular 
mediano, o processo notocordal. 
↪ a luz desse processo se chama 
canal notocordal 
 O processo notocordal cresce 
cefalicamente entre o ectoderma e o 
endoderma até alcançar a placa pré-cordal. 
• placa precordal: pequena área circular de 
células endodérmicas colunares, onde o 
ectoderma e o endoderma estão em contato. 
 O mesoderma pre-cordal é uma 
população mesenquimal anterior à notocorda 
e essecial para indução do cérebro anterior e 
do olho. 
 A placa pré-cordal é o primórdio da 
membrana bucofaríngea, localizada no futuro 
local da cavidade oral, podendo também ter 
um papel como um centro sinalizador para 
controlar o desenvolvimento de estruturas 
cranianas. 
 
Algumas células mesenquimais da linha 
primitiva migram cefalicamente de cada lado 
do processo notocordal e em torna da placa 
pré-cordal. 
↪ Na placa precordal elas se 
encontram (cefalicamente) formando o 
mesoderma cardiogênico na área 
cardiogênica, onde o primórdio do 
coração começa a se desenvolver no 
fim da terceira semana. 
Caudalmente à linha primitiva há uma 
área circular, a membranacloacal, que indica 
o local do futuro ânus. 
Na membrana cloacal e na membrana 
bucofaringea o disco embrionário permanece 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
15 
bilaminar porque nesses locais o ectoderma e 
o endoderma estão fundidos e impossibilitam 
a migração de células mesenquimais entre os 
folhetos. 
Na metade da terceira semana, o 
mesoderma intraembrionário separa o 
endoderma do ectoderma em todos os 
lugares, exceto: 
• Na membrana bucofaringea 
• Na membrana cloacal 
• No plano mediano, cefalicamente ao 
nó primitivo, onde se localiza o 
processo notocordal. 
 
A linha primitiva induz as células 
precursoras notocordais a formarem a 
notocorda, que é uma estrutura semelhante 
a uma haste. A Notocorda: 
• Define o eixo primitivo do embrião 
dando-lhe uma certa rigidez 
•Estimula o desenvolvimento do 
esqueleto axial (ossos da cabeça e da 
coluna vertebral) e do sistema nervoso 
central 
• Contribui na formação dos discos 
intervertebrais. 
 
A notocorda desenvolve-se da 
seguinte maneira: 
↪ O processo notocordal se alonga pela 
invaginação de células vindas da fosseta 
primitiva. 
↪ A fosseta primitiva se estende para dentro 
do processo notocordal, formando o canal 
notocordal 
↪ O processo notocordal é agora um tubo 
celular que se estende cefalicamente do nó 
primitivo até a placa pré-cordal. 
↪ a parte inferior (assoalho) do processo 
notocordal funde-se com o endoderma 
embrionário subjacente. 
• O assoalho do processo notocordal 
funde-se com o endoderma embrionário 
subjacente 
• As camadas fundidas sofrem uma 
degeneração gradual, resultando na 
formação de aberturas no assoalho do 
processo notocordal, permitindo a 
comunicação do canal notocordal com o saco 
vitelino. 
 
• As aberturas se juntam e o assoalho 
do processo notocordal desaparecem. 
 
• O remanescente do processo 
notocordal forma a placa notocordal, achatada 
e com um sulco. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
16 
• Iniciando pela extremidade cefálica do 
embrião, as células da notocorda proliferam e 
a placa notocordal se dobra, formando a 
notocorda 
 
 
 
• A parte proximal do canal notocordal 
persiste, temporariamente, como o canal 
neuroentérico, que forma uma comunicação 
transitória entre as cavidades dos sacos 
amniótico e vitelino. 
 
• Normalmente o canal neuroentérico se 
degenera ao fim do desenvolvimento da 
notocorda. 
• A notocorda separa-se do endoderma do 
saco vitelino, que novamente se torna uma 
camada contínua (visível na ultima imagem à 
esquerda). 
 
A notocorda se estende da membrana 
bucofaríngea ao nó primitivo. 
A notocorda degenera e desaparece 
quando os corpos vertebrais se formam, mas 
persiste como o núcleo pulposo de cada 
disco intervertebral. 
A notocorda funciona como o indutor 
primário (centro sinalizador) do embrião inicial 
A notocorda em desenvolvimento 
induz o ectoderma sobrejacente a espessar-
se e formar a placa neural, o primórdio do 
sistema nervoso central 
 
O Alantóide 
 O alantoide surge por volta do 16° dia 
como um pequeno divertículo (evaginação) 
em forma de salsicha da parede caudal do 
saco vitelino que se estende para o pedículo 
do embrião. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
17 
 
 
 
 
 Em embriões de outros animais, o 
alantoide se expande para ocupar a maior 
parte do espaço entre o córion e o âmnio e 
tem função respiratória e/ou reservatório de 
urina durante a vida embrionária. 
 Nos embriões humanos, o alantoide 
permanece muito pequeno, mas o 
mesoderma alantoide se expande abaixo do 
córion e forma os vasos sanguíneos que 
servirão à placenta. 
 A parte proximal do divertículo 
alantoide original persiste durante a maior 
parte do desenvolvimento como uma linha 
chamada úraco, que se estende da bexiga até 
a região umbilical. 
↪ O úraco torna-se nos adultos o 
ligamento umbilical mediano. 
 
 Os vasos sanguíneos do alantoide 
tornam-se as ARTÉRIAS UMBILICAIS 
↪ a parte imtraembrionária das veias 
umbilicais tem origem diferente 
 
Neurulação: Formação do Tubo 
Neural 
A neurulação é o processo envolvido na 
formação da placa neural, pregas neurais e 
fechamento dessas pregas que da origem ao 
tubo neural. 
Esses processos terminam na 4 semana, 
quando ocorre o fechamento do neuroporo 
caudal. 
Durante a neurulação, o embrião é 
denominado nêurula. 
 
Placa Neural e Tubo Neural 
 
 Com o desenvolvimento da notocorda, 
o ectoderma embrionário se espessa, 
formando uma placa longa de células epiteliais 
espessadas, a placa neural. 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
18 
 O ectoderma da placa neural 
(neuroectoderma) da origem ao SNC (medula 
espinhal e encéfalo). 
↪ a retina também se origina do 
neuroectoderma. 
 
Posição: inicialmente a placa neural 
alongada corresponde, em comprimento, à 
notocorda subjacente. 
↪ Ela aparece cefalicamente ao nó 
primitivo e dorsalmente à notocorda e 
ao mesoderma próxima a ela (minhas 
palavras: acima do nó primitivo e um 
pouco atrás da notocorda) 
↪ Enquanto a notocorda se alonga, a 
placa neural se alarga e se estende 
cefalicamente ate a membrana 
bucofaríngea. 
↪ A placa neural ultrapassa a 
notocorda. 
 
 Por volta do 18° dia, a placa neural se 
invagina ao longo do seu eixo central, 
formando um sulco neural mediano, com 
pregas neurais em ambos os lados. 
SS
 
 
 As pregas neurais proeminentes são o 
primeiro sinal de desenvolvimento do 
encéfalo 
 No fim da terceira semana, as pregas 
neurais já começaram a se aproximar e a se 
fundir, convertendo a placa neural em tubo 
neural, o primórdio do SNC. 
 O tubo neural logo se separa do 
ectoderma da superfície, assim que as pregas 
neurais se encontram. 
As células da crista neural sofrem uma 
transição, de epiteliais se tornam 
mesenquimais, e se afastam à medida que as 
pregas neurais se encontram, e as bordas 
livres do ectoderma se fundem, tornando 
essa camada contínua sobre o tubo neural e 
as costas do embrião 
 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
19 
 
 
 Subsequentemente, o ectoderma da 
superfície diferencia-se na epiderme. 
 A neurulação é completada na 4 
semana. 
A formação do tubo neural é um 
processo celular complexo e multifatorial que 
envolve uma cascata de mecanismos 
moleculares e fatores extrínsecos 
 
Formação da Crista Neural 
 Com a fusão das pregas neurais para 
formar o tubo neural, algumas células 
neuroectodérmicas perdem a afinidade com 
o epitélio e perdem a adesão com as células 
vizinhas, se juntam e formam a crista neural. 
 
 
 
Logo, crista neural se separa em 
partes direita e esquerda, que migram para 
os aspectos dorsolaterais do tubo neural 
↪ nessa região eles originam os 
gânglios sensitivos dos nervos 
cranianos e espinhais 
As células da crista neural depois se 
movem tanto para dentro quanto sobre a 
superfície dos somitos. 
As células da crista neural originam: 
• Ganglios espinhais 
• Ganglios dos nervos V, VII, IX e X 
(contribuição) 
• Ganglios do sistema nervoso 
autônomo 
• Bainha de neurilema 
• Leptomeninges (contribuição) 
• Células pigmentares (contribuição) 
• Células da medula da suprarrenal 
(contribuição) 
• Componentes musculares e 
esqueléticos da cabeça (contribuição). 
Crista Neural 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
20 
Desenvolvimento dos somitos 
 Nessa fase, acontece também a divisão 
do mesoderma em 3 regioes: 
• Mesoderma paraxial 
• Mesoderma intermediário 
• Mesoderma lateral 
 Alem da notocorda, as células 
derivadas do nó primitivo formam o 
mesoderma paraxial. 
↪ ficam próximo ao nó primitivo e são 
uma coluna grossa e longitudinal de 
células. 
 O mesoderma paraxial está em 
continuidade com o mesoderma 
intermediário 
 A camada mais delgada em 
continuidade com o mesoderma 
intermediário é o mesoderma lateral 
 O mesoderma lateral está em 
continuidade com o mesoderma 
extraembrionário que cobre o saco vitelino e 
o âmino. 
 
Próximo ao fim da terceira semana, o 
mesodermaparaxial diferencia-se e começa 
a dividir-se em pares de corpos cuboides, os 
somitos, que se formam em uma sequência 
cefalocaudal. 
Esses blocos de mesoderma estão 
localizados em cada lado do tubo neural em 
desenvolvimento 
 
Cerca de 38 pares de somitos são 
formados durante o período somítico do 
desenvolvimento humano (20º ao 30º dia). 
No fim da quinta semana, 42 a 44 
pares de somitos estão presentes. 
Como os somitos são bem 
proeminentes durante a quarta e quinta 
semanas, eles são usados como um dos 
vários critérios para determinar a idade do 
embrião. 
Os somitos aparecem primeiro na 
futura região occipital do embrião. 
Logo avançam cefalocaudalmente, 
dando origem à maior parte do esqueleto 
axial e aos músculos associados, assim como 
à derme da pele adjacente. 
O primeiro par de somitos aparece no 
fim da terceira semana a uma pequena 
distância caudal ao local em que o placoide 
ótico se forma.. 
Os pares subsequentes se formam em 
uma sequencia cefalocaudal. 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
21 
 
 
Desenvolvimento do celoma 
intraembrionário 
 O celoma intraembrionário é a 
cavidade do corpo do embrião. 
 Ele começa a surgir como espaços 
celômicos que aparecem isolados no 
mesoderma lateral e no mesoderma 
cardiogênico (formador do coração). 
 Esses espaços se juntam e formam 
uma única cavidade em forma de ferradura, 
o celoma intraembrionário. 
 
 
 
 O celoma intraembrionário divide o 
mesoderma lateral em duas camadas: 
• A camada parietal, ou somática, do 
mesoderma lateral, localizada sob o epitélio 
ectodérmico e contínua ao mesoderma 
extraembrionário, que cobre o âmnio. 
• A camada visceral, ou esplâncnica, do 
mesoderma lateral, adjacente ao endoderma 
e contínua ao mesoderma extraembrionário 
que cobre o saco vitelino 
 
O mesoderma somático e o 
ectoderma do embrião formam a 
somatopleura., que é a parede do corpo do 
embrião. 
O mesoderma esplâncnico e o 
endoderma do embrião formam a 
esolancnopleura, que é o intestino do 
embrião. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
22 
 
 Durante o segundo mês, o celoma 
intraembrionário está dividido em três 
cavidades corporais: 
• Cavidade pericárdica. 
• Cavidades pleurais. 
• Cavidade peritoneal 
 
Desenvolvimento Inicial do 
sistema cardiovascular 
 
 No fim da segunda semana, a nutrição 
do embrião é obtida do sangue materno, por 
difusão através do celoma extraembrionário 
e do saco vitelino. 
No inicio da terceira semana, iniciam-se 
a vasculogênese e a angiogênese, ou seja, a 
formação de vasos sanguíneos no 
mesoderma extraembrionário do saco 
vitelino, do pedículo do embrião e do córion. 
Dois dias mais tarde os vasos 
sanguíneos começam a se desenvolver. 
 Durante a terceira semana, 
desenvolve-se o primórdio de uma circulação 
útero-placentária. 
 
Vasculogênese e Angiogênese 
• Vasculogênese: formação dos vasos 
• Angiogenese: ramificação dos vasos 
 
 A formação dos vasos sanguíneos no 
embrião e nas membranas extraembrionárias 
durante a terceira semana pode ser resumida 
assim: 
 
 As células mesenquimais, que são 
derivadas do mesoderma, se diferencial em 
angioblastos, que são precursores de células 
endoteliais. 
 Os angioblastos se agrupam e formam 
as ilhotas sanguíneas, essas são associadas ao 
saco vitelino ou cordões endoteliais do 
embrião. 
 Dentro das ilhotas surgem pequenas 
cavidades resultantes da junção de fendas 
intercelulares 
 Os angioblastos se achatam e se 
tornam as células endoteliais. As células 
endoteliais se dispõem em torno das 
cavidades e formam o endotélio. 
 Essas cavidades revestidas por 
endotélio se fundem e formam redes de 
canais endoteliais, originando o vaso 
(vasculogênese) 
 Os vasos avançam para áreas 
adjacentes por brotamento endotelial e se 
fundem com outros vasos (angiogênese). 
 
No fim da terceira semana, as células 
sanguíneas desenvolvem-se a partir de 
células endoteliais dos vasos à medida que 
eles se desenvolvem nas paredes do saco 
vitelino e do alantoide. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
23 
 
 
 
 
 
A formação do SANGUE só começa 
na quinta semana. 
Ela ocorre primeiro em várias partes 
do mesênquima do embrião, principalmente 
no fígado, e, mais tarde, no baço, na medula 
óssea e nos linfonodos. 
Os eritrócitos fetais e adultos derivam 
de diferentes células progenitoras 
hematopoiéticas (hemangioblastos). As células 
mesenquimais que circundam os vasos 
sanguíneos endoteliais primitivos diferenciam-
se nos elementos musculares e conjuntivos 
dos vasos. 
 
Sistema Cardiovascular Primitivo 
 O coração e os grandes vasos 
formam-se de células mesenquimais da área 
cardiogênica 
↪ a área cardiogênica é uma região 
no mesoderma extraembrionário 
onde, futuramente, desenvolverá o 
coração. 
Durante a terceira semana, formam-se 
um par de canais longitudinais revestidos por 
endotélio, são os tubos cardíacos 
endocárdicos. 
↪ Eles se fundem e formam o tubo 
cardíaco primitivo 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
24 
O coração tubular une-se a vasos 
sanguíneos do embrião, do pedículo, do 
córion e do saco vitelino, para formar o 
sistema cardiovascular primitivo. 
No fim da terceira semana, o sangue 
circula e o coração começa a bater no 21º ou 
22º dia. 
O sistema cardiovascular é o primeiro 
sistema de órgãos que alcança um estado 
funcional. 
Os batimentos cardíacos embrionários 
podem ser detectados por ultrassonografia 
usando a tecnologia de Doppler, durante a 
quinta semana, cerca de 7 semanas depois 
do último período menstrual normal. 
 
 
Desenvolvimento das vilosidades 
coriônicas 
 No fim da segunda semana há a 
formação das vilosidades coriônicas primárias, 
que começam a se ramificar. 
↪ inicialmente, elas são compostas 
pelo sinciciotrofoblasto e pelo 
citotrofoblasto. 
 
 
No inicio da terceira semana, o 
mesenquima penetra as vilosidades primárias 
formando um eixo central de tecido 
mesenquimal. 
 Nesse estágio, elas são chamadas de 
vilosidades coriônicas secundárias e recobrem 
toda a superfície do saco coriônico. 
↪ vilosidade coriônica secundária é 
composta pelo sinciciotrofoblasto, 
citotrofoblasto e mesoderma 
extraembrionário. 
 
 
Algumas células mesenquimais da 
vilosidade se diferenciam em capilares e 
células sanguíneas. 
Quando os vasos sanguíneos se 
tornam visíveis nas vilosidades, elas são 
chamadas de vilosidades coriônicas terciárias. 
 
 Os capilares das vilosidades coriônicas 
fundem-se, formando redes arteriocapilares 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
25 
que se conectam com o coração do embrião 
através de vasos que se diferenciam no 
mesenquima do córion e no pedículo do 
embrião. 
 
 
 No fim da terceira semana, o sangue 
do embrião começa a fluir lentamente 
através dos capilares das vilosidades 
coriônicas. 
↪ Oxigênio e nutrientes do sangue 
materno presentes no espaço 
interviloso difundem-se através das 
paredes das vilosidades e penetram o 
sangue do embrião 
↪ Dióxido de carbono e resíduos 
difundem-se do sangue nos capilares 
fetais para o sangue materno, através 
da parede das vilosidades 
 
As células do citotrofoblasto das 
vilosidades coriônicas proliferam e se 
estendem através do sinciciotrofoblasto, 
formando uma capa citotrofobástica 
↪ a capa citotrofoblastica 
gradualmente envolve o saco coriônico 
e o prende ao endométrio 
 
 
 As vilosidades que se prendem aos 
tecidos maternos através da capa 
citotrofoblástica constituem as vilosidades 
tronco (vilosidades de ancoragem). 
 As vilosidades que crescem dos lados 
das vilosidades tronco constituem as 
vilosidades terminais. 
↪ É através das paredes das 
vilosidades terminais que se dá a maior 
parte das trocas de material entre o 
sangue da mãe e do embrião. 
↪ As vilosidades terminais são 
banhadas por sangue materno do 
espaço interviloso, que é trocado 
continuamente. 
 
 
Período Organogênese: da 4 à 8 Semana 
Todas as principais estruturas internas 
e externasse estabelecem da 4 à 8 semana. 
No final desse período os principais 
sistemas e órgãos já começaram a se 
desenvolver, mas seu funcionamento é 
mínimo, com a exceção do sistema 
cardiovascular. 
No final da 8 semana, o embrião 
apresenta um aspecto nitidamente humano. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
26 
Como os tecidos e órgãos estão 
diferenciando-se, a exposição de embriões a 
teratógenos durante este período pode 
causar grandes anomalias congênitas. 
↪ Teratógenos são agentes, como 
drogas e vírus, que produzem ou 
aumentam a incidência de anomalias 
congênitas 
 
Portando esse período é marcado por: 
• Crescimento – divisão celular 
• Morfogênese - desenvolvimento da 
forma, tamanho e outras 
características 
• Diferenciação – as células assumem 
suas funções no tecido. 
 
Dobramento do embrião 
 Acontece o dobramento do disco 
embrionário trilaminar plano em um embrião 
mais ou menos cilíndrico. 
 O dobramento se dá nos planos 
mediano e horizontal e é decorrente do 
rápido crescimento do embrião 
 A velocidade de crescimento nas 
laterais do disco embrionário não acompanha 
o ritmo de crescimento do eixo maior 
enquanto o embrião aumenta rapidamente 
de tamanho. 
 O dobramento das extremidades 
cefálica e caudal o dobramento lateral do 
embrião acontecem ao mesmo tempo. 
 Assim, há uma constrição na junção 
entre o embrião e o saco vitelino. 
 
Dobramento do embrião no plano 
mediano 
 O dobramento ventral das 
extremidades do embrião produz as pregas 
cefálicas e caudal. 
 ↪ isso leva as regiões cefálica e caudal 
a se deslocarem ventralmente, enquanto o 
embrião se alonga cefálica e caudalmente. 
 
 
 
 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
27 
 
 
 
 
 
a) Prega Cefálica 
 No inicio da 4 semana, as pregas 
neurais da região cefálica tornam-se mais 
espessas, formando um primórdio do 
encéfalo. 
 Inicialmente, o encéfalo em 
desenvolvimento se projeta dorsalmente na 
cavidade amniótica. 
 Depois, o encéfalo anterior em 
desenvolvimento cresce em direção cefálica, 
além da membrana bucofaríngea e coloca-se 
sobre o coração em desenvolvimento. 
 Ao mesmo tempo, o septo transverso, 
o coração primitivo, o celoma pericárdico e a 
membrana bucofaríngea se deslocam na 
superfície ventral do embrião 
 
 
 
 Durante o dobramento longitudinal 
forma-se o intestino anterior (primórdio da 
faringe, do esôfago, etc), resultante da 
incorporação do endoderma do saco vitelino 
no embrião. 
↪ o intestino anterior situa-se entre o 
encéfalo e o coração, e a membrana 
orofaríngea separa o intestino anterior 
do estomedeu 
 
 Depois do dobramento, o septo 
transverso situa-se caudalmente ao coração, 
onde, depois, se desenvolve em tendão 
central do diafragma. 
A prega cefálica também influencia a 
formação do celoma embrionário (primórdio 
das cavidades do corpo). 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
28 
Antes do dobramento, o celoma é 
uma cavidade achatada, em forma de 
ferradura 
 
 
Depois do dobramento, o celoma 
pericárdico localiza-se ventralmente ao 
coração e é cefálico ao septo transverso. 
 
 
 Neste estágio, o celoma 
intraembrionário comunica-se livremente, por 
ambos os lados, com o celoma 
extraembrionário 
 
 
 
 
b) Prega Caudal 
 O dobramento da extremidade caudal 
do embrião resulta do crescimento da parte 
distal do tubo neural (primórdio da medula 
espinhal). 
 Com o crescimento do embrião, a 
eminencia caudal (região da cauda) se projeta 
sobre a membrana cloacal (futura região do 
anus) 
Durante o dobramento, parte da 
camada germinativa endodérmica é 
incorporada ao embrião, formando o intestino 
posterior (primórdio do cólon descendente). 
A porção terminal do intestino anterior 
logo se dilata levemente e forma a cloaca 
(primórdio da bexiga e do reto). 
Antes do dobramento, a linha primitiva 
situa-se cranialmente à membrana cloacal; 
depois do dobramento, ela assume uma 
posição caudal. 
O pedículo do embrião (primórdio do 
cordão umbilical) prende-se à superfície 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
29 
ventral do embrião, e a alantoide — um 
divertículo do saco vitelino — é parcialmente 
incorporado ao embrião 
 
 
 
 
Dobramento do Embrião no Plano 
Horizontal 
 O dobramento lateral do embrião leva 
à formação das pregas laterais direita e 
esquerda. 
 
 
O dobramento lateral é resultado do 
rápido crescimento da medula espinhal e dos 
somitos. 
Com a formação das paredes 
abdominais, parte da camada germinativa 
endodérmica é incorporada ao embrião, 
formando o intestino médio (primórdio do 
intestino delgado etc). 
Entretanto, inicialmente há uma ampla 
comunicação entre o intestino médio e o 
saco vitelino, mas, depois do dobramento 
lateral, esta comunicação é reduzida, 
formando o pedículo vitelino 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
30 
A região de ligação do âmnio com a 
superfície ventral do embrião fica, também, 
reduzida a uma região umbilical relativamente 
estreita 
 
 
 
 Com a transformação do pedículo do 
embrião no cordão umbilical, a fusão ventral 
das pregas laterais reduz a região de 
comunicação entre as cavidades celômicas 
intraembrionárias e extraembrionárias a uma 
comunicação estreita 
 
Obs: O espaço do celoma intraembrionário 
dará origem à cavidade torácica e abdominal 
futuramente. 
À medida que a cavidade amniótica se 
expande e oblitera (desaparece) a maior 
parte do celoma extraembrionário, o âmnio 
passa a formar o revestimento epitelial do 
cordão umbilical. 
 
Derivados das camadas 
germinativas 
 As três camadas germinativas 
formadas durante a gastrulação dão origem 
aos primórdios de todos os tecidos e órgãos. 
 A especificidade das camadas 
germinativas não é rigidamente fixa 
 As células de cada camada germinativa 
se dividem, migram, se agregam e se 
diferenciam seguindo padrões bastante 
precisos ao formar os vários sistemas de 
órgãos. 
 
→ Ectoderma da origem ao: 
• SNC 
• SNP 
• epitélios sensoriais do olho, orelha e nariz 
• Epiderme e seus anexos (pelos e unhas) 
• Glandulas mamárias 
• Hipófise 
• Glandulas subcutâneas 
• Esmalte dos dentes 
• Celulas da crista neural (derivadas do 
neuroectoderma) dão origem: 
 ↪ células dos gânglios espinhais 
 ↪ nervos V,VII, IX e X 
 ↪ gânglios autônomos 
 ↪ bainha do SNP 
 ↪ Células pigmentares da epiderme 
 ↪ tecidos musculares 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
31 
↪tecidos conjuntivos e ossos que se 
originam dos arcos faríngeos 
↪ medula suprarrenal 
↪ meninges do encéfalo e da medula 
espinhal 
 
→ Mesoderma 
• tecido conjuntivo 
• Cartilagem 
• Osso 
• Músculos estriados e lisos 
• Coração 
• Vasos sanguíneos e linfáticos 
• Rins 
• Ovários e testículos 
• ductos genitais 
• membrana pericárdica, pleuras, peritônio 
• Baço 
• Cortex das suprarrenais 
 
→ Endoderma 
• Revestimento epitelial dos tratos 
gastrointestinal e respiratório 
• Parênquima das tonsilas, da tireoide e 
paratireoide, do Timo, do Fígado e do 
pâncreas 
• revestimento epitelial da bexiga 
• Maior parte da uretra 
• Revestimento epitelial da cavidade timpânica, 
do antro do tímpano e da tuba 
faringotimpânica (auditiva) 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
32 
Controle do desenvolvimento 
embrionário 
 Cada sistema do corpo possui um 
próprio padrão de desenvolvimento. 
 O desenvolvimento embrionário é um 
processo de de crescimento (através de 
mitoses) e de aumento crescente da 
complexidade estrutural e funcional 
(morfogênese e diferenciação). 
 As células iniciais do embrião são 
pluripotentes, capazes de seguir por uma ou 
mais via de desenvolvimento. 
 O desenvolvimento torna-se cada vez 
mais restrito quando os tecidos adquirem as 
características especializadas necessárias para 
aumentar sua sofisticação estrutural e 
funcional. 
 Um tecido é capaz de influenciar no 
desenvolvimento de outro e de induzir sua 
diferenciação. 
↪ ex: a presença da vesícula optica 
induza diferenciação do cristalino 
 
Principais eventos da 4° a 8° 
Semana 
Quarta Semana 
 No começo o embrião é quase reto e 
tem de 4 a 12 somitos 
 O tubo neural forma-se, mas é aberto 
nas duas extremidades, formando o 
neuroporo rostral (anterior) e neuropo caudal 
(posterior). 
 Com 24 dias os arcos faríngeos são 
visíveis 
↪ o primeiro arco (mandibular) e o 
segundo (hioideo) são individualizados. 
↪ A principal parte do primeiro arco 
dá origem à mandíbula, e uma 
extensão rostral do arco, a 
proeminência maxilar, contribui para a 
formação da maxila. 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
33 
O embrião está, agora, levemente 
encurvado por causa das pregas cefálica e 
caudal . 
O coração forma uma grande saliência 
ventral e bombeia sangue. 
 
 Aos 26 dias três pares de arcos 
faríngeos são visíveis e o neuroporo rostral 
já se fechou. 
 
 
 O encéfalo anterior representa uma 
elevação saliente na cabeça, enquanto o 
dobramento do embrião lhe confere uma 
curvatura em C. 
Os brotos dos membros superiores 
tornam-se reconhecíveis aos 26 ou 27 dias 
como pequenas intumescências na parede 
ventrolateral do corpo. 
As fossetas óticas, primórdio das 
orelhas internas, também são visíveis. 
São visíveis os placoides do cristalino, 
espessamentos ectodérmicos que indicam os 
futuros cristalinos dos olhos. 
No fim da 4 semana, são visíveis o 
quarto par de arcos faríngeos e os brotos 
dos membros inferiores. 
Próximo ao fim da quarta semana, uma 
longa eminência caudal é uma característica 
típica 
 
 
No fim da quarta semana, geralmente 
o neuroporo caudal está fechado. 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
34 
Quinta semana 
 São pequenas as mudanças na forma 
do corpo em comparação com as que 
ocorrem durante a 4 semana, mas o 
crescimento da cabeça excede o 
crescimento das outras regiões. 
↪ O aumento da cabeça é causado 
principalmente pelo rápido 
desenvolvimento do encéfalo e das 
proeminências faciais 
 
A face entra em contato com a 
proeminência cardíaca. 
O segundo arco faríngeo, de 
crescimento rápido, cresce sobre o terceiro 
e quarto arcos, formando uma depressão 
ectodérmica lateral em ambos os lados — o 
seio cervical. 
As cristas mesonéfricas indicam o local 
dos rins mesonéfricos, que, nos seres 
humanos, são órgãos provisórios 
 
 
 
 
Sexta Semana 
 Durante a sexta semana os embriões 
apresentam respostas reflexas ao toque. 
 Os membros superiores começam a 
apresentar uma diferenciação regional: 
desenvolvimento dos cotovelos e das 
grandes placas das mãos. 
↪ Há o aparecimento dos raios digitais, 
que são primórdios dos dedos 
 
 Já mostram movimentos espontâneos, 
como contrações musculares dos membros 
e do tronco. 
 
 O desenvolvimento dos membros 
inferiores ocorre 4 a 5 dias depois do 
desenvolvimento dos membros superiores. 
 
 Entre os dois primeiros arcos faríngeos 
desenvolvem-se pequenas intrumescências, 
as saliências auriculares, ao redor do sulco 
faríngeo. 
↪ Este sulco torna-se o meato 
acústico externo (canal auditivo 
externo) 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
35 
↪ As saliências se fundem, formando 
o pavilhão auricular, a parte da orelha 
externa em forma de concha. 
 
 Há a formação do pigmento da retina, 
o que deixa o olho bem evidente 
 
 A cabeça é muito maior com relação 
ao tronco e está encurvada sobre a grande 
proeminência cardíaca 
 
Os intestinos penetram no celoma 
extraembrionário na parte proximal do 
cordão umbilical. 
↪ Esta herniação umbilical é um 
evento normal do embrião. 
↪ A herniação ocorre porque, nesta 
idade, a cavidade abdominal é muito 
pequena para acomodar o rápido 
crescimento do intestino. 
 
 
 
Sétima Semana 
Durante a sétima semana, os membros 
sofrem modificações consideráveis. 
• Aparecem chanfraduras entre os raios 
digitais das placas das mãos, indicando os 
futuros dedos. 
A comunicação entre o intestino primitivo 
e o saco vitelino está agora reduzida a um 
ducto relativamente estreito, o pedículo 
vitelino. 
 
No fim da sétima semana, a ossificação 
dos ossos dos membros superiores já se 
iniciou. 
 
 
Oitava Semana 
No início desta última semana do período 
embrionário, os dedos das mãos estão 
separados, mas ainda estão claramente 
unidos por membranas (chanfraduras) 
As chanfraduras são visíveis entre os raios 
digitais dos pés. 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
36 
A eminência em forma de cauda curta 
está ainda presente. 
 
O plexo vascular do couro cabeludo já 
apareceu e forma faixa característica que 
envolve a cabeça. 
 
No fim da oitava semana, todas as regiões 
dos membros são evidentes, os dedos 
ficaram mais compridos e estão totalmente 
separados 
 
 
 
 Durante esta semana, ocorrem os 
primeiros movimentos voluntários dos 
membros. 
A ossificação começa no fêmur. 
Todos os sinais da eminência caudal já 
desapareceram no fim da oitava semana. 
 
As mãos e os pés aproximam-se 
ventralmente uns dos outros. 
 
No fim da oitava semana, o embrião 
apresenta características nitidamente 
humanas, mas a cabeça ainda é 
desproporcionalmente grande, constituindo 
quase metade do embrião. 
A região do pescoço já está definida e 
as pálpebras são mais evidentes. 
↪ As pálpebras estão se fechando e, 
no fim da oitava semana, começam a 
unir-se por fusão epitelial. 
 
Os intestinos estão ainda na porção 
proximal do cordão umbilical. 
 
Os pavilhões auriculares começam a 
assumir sua forma final. 
 
Apesar de já existirem diferenças 
entre os sexos na aparência da genitália 
externa, elas não são suficientemente 
distintas para possibilitar uma identificação 
precisa do sexo 
 
Obs: a idade gestacional por ultrassom 
é dada pela avaliação do tamanho da cavidade 
coriônica (gestacional) e de seu conteúdo 
embrionário. 
 
Obs: PERÍODO CRITICO do 
desenvolvimento dos membros → 24 a 36 
dias após a fecundação 
 
Período Fetal: da 9 semana ao nascimento 
 A transformação de embrião em feto 
é gradual, porem, o uso do termo indica que 
o embrião tornou-se um ser humano 
reconhecível e que já se formaram todos os 
sistemas importantes. 
 O desenvolvimento durante o período 
fetal está basicamente relacionado com o 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
37 
rápido crescimento do corpo e com a 
diferenciação dos tecidos, órgãos e sistemas. 
 Uma notável mudança que ocorre 
durante o período fetal é a diminuição relativa 
do crescimento da cabeça em comparação 
com o do resto do corpo. 
A taxa de crescimento do corpo 
durante o período fetal é muito grande, e, 
durante as últimas semanas, o ganho de peso 
pelo feto é fenomenal. 
Períodos de crescimento contínuo se 
alternam com intervalos prolongados de 
ausência de crescimento. 
 
Da 9° a 12° Semana 
 No inicio da 9 semana, a cabeça 
constitui quase metade do comprimento 
cauda-nádegas (CR). 
 Há então um rápido crescimento do 
corpo e no final da 12° semana, o CR já é mais 
que o dobro. 
 Apesar do crescimento da cabeça 
diminuir consideravelmente no final da 12° 
semana, ela ainda é desproporcionalmente 
grande em comparação com o restante do 
corpo. 
 
 Com 9 semanas a: 
•Face é larga 
• Os olhos estão muito separados 
• As orelhas têm implantação baixa 
• As pálpebras estão fundidas. 
 
 No fim das 12 semanas, centros de 
ossificação primária aparecem no esqueleto, 
especialmente no crânio e nos ossos longos. 
 
 No início da nona semana, as pernas 
são curtas e as coxas relativamente 
pequenas. 
No fim de 12 semanas, os membros 
superiores quase alcançaram seu 
comprimento final relativo, mas os membros 
inferiores ainda não estão tão bem 
desenvolvidos e são um pouco mais curtos 
do que seu comprimento relativo final. 
 
A GENITÁLIA EXTERNA DE HOMENS 
E MULHERES PARECE SEMELHANTE ATÉ 
O FINAL DA 9° SEMANA. 
↪ A sua forma fetal madura não está 
estabelecida até a 12 semana. 
 
As alças intestinais são claramente 
visíveis na extremidade proximal do cordão 
umbilical nametade da 10 semana. 
Na 11ª semana, o intestino já retornou 
para o abdome. 
 
Com 9 semanas o fígado é o principal 
local da eritropoese. 
No final da 12 semana essa atividade 
diminui no fígado e começa no baço. 
 
A formação de urina começa entre 9 
e 12 semanas, e a urina é lançada no líquido 
aminiótico. 
↪ o feto reabsorve parte deste fluído 
depois de degluti-lo. 
 
Os produtos de excreção fetal são 
transferidos para a circulação materna 
cruzando a membrana placentária. 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
38 
Da 13° à 16° Semana 
 O crescimento é muito rápido durante 
este período. 
 
 Com 16° semanas a cabeça é 
relativamente pequena em comparação com 
a de um feto de 12 semanas. 
 Os membros inferiores ficam mais 
compridos. 
 
 Os movimentos dos membros, que 
começam a ocorrer no fim do período 
embrionário, tornam-se coordenados na 14ª 
semana, mas ainda são muito discretos para 
serem percebidos pela mãe. 
↪ Estes movimentos são visíveis ao 
ultrassom 
 
A ossificação do esqueleto do feto é 
ativa e os ossos são claramente visíveis nas 
imagens de ultrassom obtidas no início da 16ª 
semana. 
 
Movimentos lentos dos olhos ocorrem 
com 14 semanas. 
 
O padrão dos cabelos do couro 
cabeludo também é determinado durante 
este período. 
 
Com 16 semanas, os ovários já se 
diferenciaram e contêm folículos primordiais 
com ovogônias. 
A genitália externa pode ser 
reconhecida entre 12 e 14 semanas na maioria 
dos casos. 
 
Com 16 semanas, os olhos ocupam 
uma posição anterior na face, e não mais 
ântero-lateral. 
Além disso, as orelhas externas estão 
próximas de sua posição definitiva de ambos 
os lados da cabeça. 
 
Da 17° a 20° Semana 
 O crescimento fica mais lento, mas o 
feto ainda aumenta o CR. 
 Os movimentos fetais são percebidos 
com maior frequência pela mãe. 
 
Nesta época, a pele está coberta por 
um material gorduroso, com aspecto de 
queijo — verniz caseosa. 
↪ Esta é constituída por um material 
gorduroso secretado pelas glândulas 
sebáceas do feto e por células mortas 
da epiderme. 
↪ A verniz caseosa protege a delicada 
pele do feto contra abrasões, 
rachaduras e endurecimento, que 
poderiam resultar da exposição ao 
líquido amniótico. 
 
Com 20 semanas, também são visíveis 
as sobrancelhas e os cabelos. 
 
Geralmente, o corpo de um feto de 20 
semanas está totalmente coberto por uma 
penugem muito delicada — o lanugo — que 
ajuda a manter a verniz caseosa presa à pele. 
 
A gordura parda forma-se durante 
este período e é o local da produção de calor, 
particularmente pelo recém-nascido. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
39 
↪ Este tecido adiposo especializado 
produz calor pela oxidação de ácidos 
graxos. 
 A gordura parda encontra-se 
principalmente na base do pescoço, posterior 
ao esterno, e na área perirrenal. 
 
Com 18 semanas, o útero está formado 
e a canalização da vagina já começou. 
Nesta época, já se formaram muitos 
folículos ovarianos primordiais contendo 
ovogônias. 
Com 20 semanas, os testículos 
começaram a descer, mas ainda estão 
localizados na parede abdominal posterior, do 
mesmo modo que os ovários nos fetos 
femininos 
 
Da 21° à 25° Semana 
 Há um ganho substancial de peso 
durante este período e o feto já está mais 
bem proporcionado. 
 
Geralmente, a pele está enrugada e é 
mais translúcida, em especial durante a parte 
inicial deste período. 
A cor da pele é de rosa a vermelha 
em espécimes frescos, pois o sangue é 
visível nos capilares. 
 
Com 21 semanas, começam os 
movimentos rápidos dos olhos, e foram 
relatadas respostas de piscar por sobressalto, 
com 22 a 23 semanas. 
 
Com 24 semanas, as células epiteliais 
secretoras (PNEUMÓCITOS TIPO ii ) dos 
septos interalveolares do pulmão começam a 
secretar o surfactante, um lipídio tensoativo 
que mantém abertos os alvéolos pulmonares 
em desenvolvimento. 
 
As unhas dos dedos das mãos também 
estão presentes com 24 semanas. 
Embora um feto de 22 a 25 semanas 
nascido prematuramente possa sobreviver 
caso receba cuidados intensivos, ele pode 
morrer, pois seu sistema respiratório ainda é 
imaturo. 
 
Da 26° à 29° Semana 
 
Nesta idade, um feto nascido 
prematuramente costuma viver caso receba 
cuidados intensivos, pois os pulmões já são 
capazes de respirar o ar. 
Os pulmões e os vasos pulmonares já 
alcançaram um desenvolvimento suficiente 
para realizar trocas gasosas adequadas. 
 
Além disso, o sistema nervoso central já 
amadureceu a ponto de dirigir os 
movimentos respiratórios rítmicos e de 
controlar a temperatura do corpo. 
As maiores perdas neonatais ocorrem em 
crianças que nascem com peso baixo (2.500 
g ou menos) ou muito baixo (1.500 g ou 
menos). 
 
Com 26 semanas, as pálpebras estão 
abertas e o lanugo e os cabelos estão bem 
desenvolvidos . 
 
As unhas dos dedos dos pés tornam-se 
visíveis, e uma quantidade considerável de 
gordura subcutânea já está presente, 
eliminando muitas rugas. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
40 
Durante este período, a quantidade de 
gordura amarela aumenta para cerca de 
3,5% do peso corporal. 
 
O baço fetal torna-se um local importante 
de hematopoese — processo de formação 
e desenvolvimento dos vários tipos de células 
sanguíneas. 
A eritropoese no baço termina com 28 
semanas, época na qual a medula óssea 
torna-se o principal local deste processo. 
 
Da 30° à 34° Semana 
O reflexo pupilar dos olhos à luz pode ser 
induzido com 30 semanas. 
 
Geralmente, no fim deste período, a pele 
é rosada e lisa, e os membros superiores e 
inferiores parecem gordos. 
Nesta idade, a quantidade de gordura 
amarela é de cerca de 8% do peso corporal. 
 
Fetos com 32 semanas e mais velhos 
geralmente sobrevivem quando nascem 
prematuramente. 
Quando um feto com peso normal nasce 
durante este período, ele é considerado 
prematuro pela data, em oposição aos que 
são prematuros pelo peso. 
 
Da 35° a 38° Semana 
 Fetos com 35 semanas seguram-se 
com firmeza e se orientam 
espontaneamente à luz. 
Quando quase a termo, o sistema 
nervoso está suficientemente maduro para 
efetuar algumas funções integrativas. 
Durante este “período de 
acabamento”, a maioria dos fetos são gordos 
Com 36 semanas, as circunferências 
da cabeça e do abdome são quase iguais. 
Depois disto, a circunferência do 
abdome pode ser maior do que a da cabeça. 
 
Com 37 semanas, geralmente o 
tamanho do pé do feto é um pouco maior do 
que o comprimento do fêmur e constitui um 
parâmetro alternativo para a confirmação da 
idade fetal. 
Com a aproximação do momento do 
nascimento, o crescimento torna-se mais 
lento. 
 
→ Caracteristicas do feto a termo: 
• Pesam cerca de 3400g 
• CR de 360mm 
• Gordura amarela representa 16% do peso 
corporal 
• Fetos masc são mais compridos e pesam 
mais 
 
Fatores que influenciam no 
crescimento fetal 
A glicose da mae passa livremente pela 
barreira placentária 
 O pâncreas fetal já secreta insulina 
porque a barreira placentária é impermeável 
a esse hormônio. 
 Fatores que atuam no primeiro 
trimestre de gestação fazem com que o 
bebe nasça menor (tabagismo, consumo de 
alcool). 
 Fatores que atuam no 3 trimestre de 
gestação fazem com que o bebe nasça 
pesando menos (desnutrição materna etc) 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
41 
Procedimentos da Avaliação do 
estado do feto 
Ultrassonografia 
 Avalia-se o saco coriônico e seu conteúdo 
durante o período embrionário e fetal. 
Podem ser detectados, também, o 
tamanho da placenta e do feto, gravidez 
múltipla, anormalidades na forma da placenta 
e apresentações anormais. 
A varredura por ultrassom permite 
obter medidas precisas do diâmetro biparietal 
(DBP) do crânio do feto, o que possibilita uma 
estimativa bastante segura da idade e do 
comprimento do feto 
Rápidos avanços na ultrassonografia 
tornam esta técnica a principal ferramenta 
para o diagnóstico pré-natal de anormalidades 
fetais. 
 
AmniocenteseDiagnóstica 
Este é um procedimento diagnóstico 
invasivo pré-natal comum, realizado, em geral, 
entre a 15ª e a 18ª semanas de gestação. 
Para fazer o diagnóstico pré-natal, retira-
se uma amostra do líquido amniótico 
inserindo-se uma agulha oca através das 
paredes abdominal anterior e uterina da mãe 
até a cavidade amniótica depois de atravessar 
o córion e o âmnio. 
Fixa-se uma seringa à agulha e se retira o 
líquido amniótico. 
Como antes da 14ª semana após o último 
período menstrual normal (UPMN) há 
relativamente pouco líquido amniótico, é difícil 
efetuar a amniocentese antes desta época. 
O volume do líquido amniótico é de 
aproximadamente 200 mL e 15 a 20 mL 
podem ser retirados com segurança. 
O procedimento é relativamente isento de 
riscos. 
 
 
A amniocentese é uma técnica 
comum para detectar distúrbios genéticos (p. 
ex., síndrome de Down). 
As indicações comuns para a 
realização de amniocentese são: 
• Idade materna avançada (38 anos ou mais). 
• Parto anterior de uma criança com trissomia 
(p. ex., síndrome de Down). 
• Anormalidade cromossômica em um dos 
genitores (p. ex., translocação cromossômica). 
• Mulheres portadoras de distúrbios 
recessivos ligados ao X (p. ex., hemofilia). 
• História de defeitos do tubo neural na família 
(p. ex., espinha bífida cística). 
• Portadores de erros inatos do metabolismo. 
 
Dosagem de Alfafetoproteína 
A alfafetoproteína (AFP) é uma 
glicoproteína sintetizada pelo fígado fetal, pelo 
saco vitelino e pelo intestino. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
42 
A AFP está presente em alta 
concentração no soro do feto, onde atinge 
seu máximo 14 semanas após o UPMN. 
Normalmente, pequenas quantidades de 
AFP entram no líquido amniótico 
 A dosagem de AFP é alta no líquido 
amniótico quando o feto tem defeitos que 
envolvem o tubo neural aberto ou defeitos 
da parede abdominal. 
↪ a concentração de AFP vai estar 
mais elevada inclusive no soro materno. 
 A dosagem de AFP é baixa no soro 
materno quando o feto tem síndrome de 
Down, trissomia do 18 e outros defeitos 
cromossômicos. 
 
Estudos Espectrofotométricos 
 O exame do líquido amniótico por este 
método pode ser usado para avaliar o grau 
de eritroblastose fetal. 
 
 Amostragem de Vilosidade Coriônica 
Biópsias de vilosidades coriônicas (5-20 
mg) podem ser feitas inserindo-se uma agulha 
dirigida por ultrassonografia através das 
paredes abdominal e uterina (transabdominal) 
da mãe até a cavidade uterina. 
A amostragem de vilosidade coriônica 
(AVC) também é realizada 
transcervicalmente por meio de um tubo de 
polietileno com orientação por ultrassom em 
tempo real. 
Comparado com a amniocentese, o 
cariótipo fetal pode ser obtido, e um 
diagnóstico, feito semanas antes quando a 
amostragem de vilosidade coriônica é feita 
para avaliar as condições de um feto em risco. 
O risco de aborto após AVC é de 1% 
aproximadamente, maior que o da 
amniocentese 
As biópsias de vilosidades coriônicas são 
usadas para detectar anormalidades 
cromossômicas, erros inatos do metabolismo 
e distúrbios ligados ao X. 
A AVC pode ser feita entre a 10ª e a 12ª 
semana de gestação. 
A percentagem de perda de fetos é de 
cerca de 1%, um pouco maior do que o risco 
de uma amniocentese. 
Os relatos de maior risco de defeitos de 
membros após AVC são conflitantes. 
A principal vantagem da AVC sobre a 
amniocentese é permitir obter resultados de 
análise cromossômica várias semanas antes 
da amniocentese 
 
Amostra Percutânea de Sangue do 
Cordão Umbilical 
Amostras do sangue fetal podem ser 
obtidas diretamente da veia umbilical através 
de amostra percutânea de sangue do cordão 
umbilical (APSCU) ou cordocentese para o 
diagnóstico de várias condições fetais, 
incluindo aneuploidia, restrição do 
crescimento fetal, infecção fetal e anemia 
fetal . 
A APSCU geralmente é feita depois da 18ª 
semana de gestação com o uso contínuo de 
orientação por ultrassom, que é usado para 
localizar o cordão umbilical e seus vasos. 
Além disso, o procedimento permite o 
tratamento direto do feto, incluindo a 
transfusão de hemácias para o tratamento de 
anemia fetal resultante de isoimunização. 
 
 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
43 
A Placenta e Membranas Fetais 
 A parte fetal da placenta e as 
membranas fetais separam o feto do 
endométrio. 
 As membranas fetais são: o córion, 
âmnio, o saco vitelino e o alantoide. 
 
A Placenta 
 A placenta é o local násico de trocas 
de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. 
 A placenta é um órgãos maternofetal 
constituído por: 
• uma porção fetal originária do saco 
coriônico 
• Uma porção materna derivado do 
endométrio 
 
A placenta e as membranas fetais 
executam as seguintes funções e atividades: 
proteção, nutrição, respiração, excreção e 
produção de hormônios. 
Pouco depois do nascimento, a 
placenta e as membranas fetais são expelidas 
do útero. 
 
A decídua 
A decídua refere-se ao endométrio 
gravídico, a camada funcional do endométrio 
de uma mulher grávida que se separa do 
restante do útero após o parto (nascimento). 
As três regiões da decídua recebem 
nomes de acordo com sua relação com o 
local da implantação 
• A decídua basal é a parte da decídua 
abaixo do concepto, que forma o 
componente materno da placenta. 
• A decídua capsular é a parte superficial 
da decídua que cobre o concepto. 
• A decídua parietal é toda a parte 
restante da decídua. 
 
 Em resposta ao aumento de 
progesterona no sangue materno, as células 
do estroma da decídua aumentam de 
tamanho, formando as células deciduais. 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
44 
↪ essas células crescem com o acúmulo 
de glicogênio e lipídio no citoplasma. 
 
As mudanças celulares e vasculares que 
ocorrem no endométrio quando o blastocisto 
se implanta constituem a reação decidual. 
Na região do sinciciotrofoblasto, perto do 
saco coriônico, muitas células deciduais 
degeneram e, juntamente com sangue 
materno e secreções do útero, 
proporcionam uma rica fonte de nutrição 
para o embrião. 
Não se conhece o significado total das 
células deciduais, mas foi sugerido que elas 
protegem o tecido materno de uma invasão 
descontrolada pelo sinciciotrofoblasto e que 
podem estar envolvidas na produção de 
hormônios 
 
Desenvolvimento da placenta 
 No fim da terceira semana, já está 
estabelecido o arranjo anatômico necessário 
para as trocas fisiológicas entre a mãe e o 
seu embrião. 
 No final da quarta semana, uma rede 
vascular complexa já se estabeleceu na 
placenta, facilitando as trocas materno-
embrionárias de gases, nutrientes e produtor 
de excreção. 
 As vilosidades coriônicas cobrem todo 
o saco coriônico até o inicio da oitava semana 
 Com o crescimento do saco coriônico 
há a compressão das vilosidades associadas à 
decídua capsular e consequente redução do 
suprimento sanguíneo. 
 Essas vilosidades degeneram 
rapidamente, levando à formação de uma 
área relativamente avascular, o córion liso. 
 Do outro lado, as vilosidades associadas 
à decídua basal aumentam rapidamente de 
número, ramificam-se profusamente e 
crescem, recebendo o nome de córion viloso. 
 
 Com o crescimento do feto, o útero, 
o saco coriônico e a placenta aumentam de 
tamanho. 
↪ a placenta continua a crescer em 
tamanho e espessura até o feto ter 
cerca de 18 semanas. 
 
A placenta tem duas partes: 
• O componente fetal da placenta é formado 
pelo córion viloso 
• O componente materno da placenta é 
formado pela decídua basal, a parte da 
decídua relacionada com o componente fetal 
da placenta. 
↪ no final do quarto mês, a decídua 
basal está quase completamente 
substituída pelo componente fetal da 
placenta. 
 
A parte fetal da placenta (córion viloso) 
prende-se à parte materna (decídua basal) 
pela capa citotrofoblástica — a camada 
externa de células trofoblásticas da superfície 
materna da placenta 
 
A decídua capsular, a camada da 
decídua superposta ao saco coriônico 
implantado, formauma cápsula sobre a 
superfície externa do saco. 
Com o crescimento do concepto, a 
decídua capsular faz saliência na cavidade 
uterina e fica muito adelgaçada. 
Finalmente, a decídua capsular entra 
em contato e se funde com a decídua 
Resumo de Embriologia | Maria Clara Clemente 
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parietal, acabando por obliterar a cavidade 
uterina 
Com 22 a 24 semanas, o reduzido 
suprimento sanguíneo da decídua capsular 
causa sua degeneração e desaparecimento. 
Depois do desaparecimento da decídua 
capsular, a parte lisa do saco coriônico se 
funde com a decídua parietal. 
 
O saco amniótico cresce mais 
rapidamente do que o saco coriônico. 
O âmnio e o córion liso se fundem, 
formando a membrana amniocoriônica. 
Essa membrana composta se funde 
com a decídua capsular e se adere à decídua 
parietal depois do desaparecimento da parte 
capsular da decídua. 
É a membrana amniocoriônica que se 
rompe durante o trabalho de parto (a 
expulsão do útero do feto e da placenta). 
A ruptura dessa membrana antes de o 
feto chegar a termo é a ocorrência mais 
comum que leva ao parto prematuro. 
Quando a membrana amniocoriônica 
se rompe, o líquido amniótico escapa para o 
exterior através do colo e da vagina

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