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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB 
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO - ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM 
EM EMERGÊNCIA E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 
 
 
EUGENIA EMANUELLE RIBEIRO SIMAS 
 
 
 
 
RISCOS OCUPACIONAIS ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA 
UTI: UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Senhor do Bonfim-BA 
2018 
EUGENIA EMANUELLE RIBEIRO SIMAS 
 
 
 
 
 
 
 
RISCOS OCUPACIONAIS ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA 
UTI: UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
Trabalho de conclusão de curso de Pós-graduação 
apresentado ao componente curricular Metodologia da 
Pesquisa II, como requisito parcial para a obtenção do 
título de Especialista em Enfermagem em Emergência e 
Unidade de Terapia Intensiva. 
 Orientadora: Msc. Agnete Troelsen Pereira Nascimento 
 
 
 
 
 
Senhor do Bonfim-BA 
2018 
 
 
RISCOS OCUPACIONAIS ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA 
UTI: UMA REVISÃO DE LITERATURA 
OCCUPATIONAL RISK BETWEEN NURSING PROFESSIONALS IN ICU: A 
LITERATURE REVIEW 
Eugenia Emanuelle Ribeiro Simas¹ 
Agnete Troelsen Pereira² 
 
Autor para correspondência: 
Agnete Troelsen Pereira 
Universidade do Estado da Bahia - Campus VII 
Rodovia Lomanto Júnior, BR 407, Km 127 
Senhor do Bonfim - BA – Brasil - CEP: 48970-000 
Telefone: (071) 91276651 
E-mail: agnetetroelsen@hotmail.com 
 
RESUMO: 
Objetivo: analisar, através da coleta de dados bibliográficos, os inúmeros riscos ocupacionais 
que acometem os profissionais em enfermagem na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI). 
Material e Métodos: consistiu numa revisão de literatura, de natureza exploratória e abordagem 
qualitativa, com levantamento de dados bibliográficos, através da seleção, fichamento e 
utilização de informações relacionadas ao tema, contidos em artigos científicos indexados aos 
bancos de dados: SciELO, PuBMed, MEDLINE, BVS, SBU, LILACS, Redalyc, como também 
em livros acadêmicos e legislação vigente, compreendidos no período de 2000 a 2018. 
Resultados e Discussão: A abordagem integral da saúde da equipe de uma UTI deve levar em 
conta os riscos ambientais e ocupacionais aos quais os profissionais dessas unidades estão 
expostos diariamente. São esses riscos ambientais, os agentes físicos, químicos e biológicos 
existentes no ambiente de trabalho, que, dependendo da sua natureza, concentração ou 
intensidade, e tempos de exposição são capazes de causar lesões à saúde dos trabalhadores. 
Existe a necessidade do controle do ambiente de trabalho e dos trabalhadores que diariamente 
atuam nesse espaço. Nesse sentido, o profissional enfermeiro do trabalho, especialista em saúde 
ocupacional que presta assistência de enfermagem aos trabalhadores, promove e zela pela saúde, 
combatendo os riscos ocupacionais. Considerações finais: Observou-se que do ponto de vista 
de cada autor a classificação dos riscos ocorre de forma semelhante. A literatura apresenta 
sempre no contexto dos riscos, a que o profissional em enfermagem está exposto, à implantação 
da cultura preventivista, no sentido do cuidado aos profissionais da área de saúde, classe mais 
acometida, por estarem diretamente envolvida com o processo saúde e doença dos pacientes. 
Palavras chave: Profissionais de enfermagem. Riscos Ocupacionais. Unidade de Terapia 
Intensiva. 
 
1 Pós Graduanda de Enfermagem pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB – Campus VII – Senhor 
do Bonfim. E-mail:eugenia_emanuelle@hotmail.com. 
2 Mestre em Educação e Diversidade. Professora Auxiliar UNEB - Campus VII – Senhor do Bonfim. E-
mail: agnetetroelsen@hotmail.com (autor p/correspondência). 
 
mailto:eugenia_emanuelle@hotmail.com
ABSTRACT: 
Objective: to analyze, through the collection of bibliographic data, the innumerable 
occupational hazards that affect nursing professionals in the Intensive Care Unit (ICU). 
Material and Methods: consisted of a review of the literature, exploratory and qualitative 
approach, with bibliographical data collection, selection and use of information related to the 
topic, contained in scientific articles indexed to databases: SciELO, PuBMed, MEDLINE, VHL, 
SBU, LILACS, Redalyc, as well as in academic books and current legislation, comprised 
between 2000 and 2018. Results and Discussion: The integral approach to the health of an ICU 
team must take into account environmental and occupational risks to which the professionals of 
these units are exposed daily. It is these environmental hazards, the physical, chemical and 
biological agents that exist in the work environment that, depending on their nature, 
concentration or intensity, and times of exposure are capable of causing injury to workers' 
health. There is a need to control the work environment and the daily workers in this space. In 
this sense, the professional nurse practitioner, occupational health specialist who provides 
nursing assistance to workers, promotes and watches over health, combating occupational 
hazards. Final considerations: It was observed that from the point of view of each author the 
classification of risks occurs in a similar way. The literature always presents in the context of 
the risks, to which the nursing professional is exposed, to the implantation of the preventivist 
culture, in the sense of caring for the health professionals, the most affected class, because they 
are directly involved with the health and illness process of the patients. 
 
Key words: Nursing professionals. Occupational Risks. Intensive care unit. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Na sociedade moderna industrial existem várias doenças que surgiram com o 
estilo de vida e os meios de produção e/ou prestação de serviços. A maioria dos 
trabalhadores exercem profissões com diversos riscos à saúde, e em algumas áreas 
observa-se o adoecimento sendo produto do exercício de algumas funções (REZENDE, 
2003). 
Segundo Mauro (2004), a palavra trabalho e o qualitativo profissional são 
usados em psicologia para designar toda atividade elaborada tecnicamente com a 
finalidade de conseguir um rendimento econômico [...] quanto à Saúde do Trabalhador, 
ela é compreendida como um conjunto de práticas teóricas interdisciplinares - técnicas, 
sociais, humanas – e interinstitucionais. 
Segundo Porto (2000), riscos são definidos por toda e qualquer possibilidade de 
que algum elemento ou circunstância existente num dado processo ou ambiente de 
trabalho possa causar dano à saúde, seja por meio de acidentes, doenças ou do 
sofrimento dos trabalhadores, ou ainda por poluição ambiental. 
Dessa forma, entende-se por condições de risco as que, devidas à natureza das 
próprias funções e em resultado de ações ou fatores externos, aumentem a probabilidade 
de ocorrência de lesão física, psíquica ou patrimonial, sendo necessário que o 
enfermeiro conheça o processo de trabalho e os riscos potenciais a que está diariamente 
exposto (BESSA, 2010). 
 Nesse sentido o exercício da profissão de enfermagem requer esforço físico e 
psicológico que diz respeito ao cuidado humano e isso exige dedicação, com isso surge 
os obstáculos relacionados à execução das técnicas envolvidas na eficiência nos 
procedimentos realizados, e nas lesões causadas pelos procedimentos executados. O 
perfil desses profissionais está ligado ao tempo de prestação de serviço e se trabalham 
em mais de um local nos demais horários vagos. No campo dos cuidados da saúde, o 
trabalho de enfermagem, além de insalubre, é também penoso, árduo e repetitivo, o que 
acaba por provocar lesões físicas muitas vezes irreversíveis (ROSA, 2008). 
 Nishide, (2004, p. 408), afirma que “o ambiente de trabalho hospitalar tem sido 
considerado insalubre por agrupar pacientes portadores de diversas enfermidades 
infectocontagiosas”. Segundo o mesmo autor, no mesmo estudo, em um grupo de 
profissionais, encontrou na população estudada, em que, 30 trabalhadores de 
enfermagem foram acometidos por acidentes detrabalho no período de fevereiro de 
2000 a janeiro de 2001, o que representa um índice de 44%. Entre as categorias 
profissionais, foi o auxiliar de enfermagem quem mais sofreu acidentes (48%), seguido 
pelo enfermeiro (43%) e técnico de enfermagem (39%). 
 Em estudo descritivo em UTI de hospital universitário no Brasil, constatou-se 
uma prevalência de 59,4% de estresse ocupacional entre profissionais de Enfermagem, 
os quais mencionaram como causas: a gravidade dos pacientes a instabilidade do quadro 
clínico, o atendimento de parada cardiorrespiratória e das emergências, bem como os 
riscos por sistema hemodialítico e o risco biológico do contato com sangue e secreções 
(MIRANDA, 2008). 
 Neste interim, este estudo é considerado relevante do ponto de vista da 
correlação das atividades exercidas pela enfermagem e os riscos ocupacionais na 
Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), visando proporcionar um ambiente 
ocupacional seguro e livre dos riscos ocupacionais, que podem ser norteados pelas 
ações promoção e implantação da cultura preventivista frente às condições 
desfavoráveis do ambiente de trabalho. 
 A pesquisa tem como objetivos, por meio de uma revisão de literatura, analisar 
os riscos ocupacionais mais prevalentes entre os profissionais de enfermagem na 
Unidade de Tratamento Intensiva (UTI). Intenta também, proporcionar maior 
abordagem do tema, e enfatizar a atuação do Enfermeiro do Trabalho, e sua posição 
intervencionista na prevenção e implantação preventiva dos acidentes ocupacionais. 
MATERIAL E MÉTODOS 
 
A pesquisa foi desenvolvida através de uma revisão de literatura integrativa, de 
natureza exploratória e abordagem qualitativa. Piovesan (1995) define a pesquisa 
exploratória, na qualidade como parte integrante da pesquisa principal, como o estudo 
preliminar realizado com a finalidade de melhor adequar o instrumento de medida à 
realidade que se pretende conhecer. 
A abordagem qualitativa busca a compreensão das relações de crenças, 
percepções, opiniões e interpretações dos homens. Referentes à sua forma de se 
posicionar, pensar, sentir e viver, ou seja, é um universo de significados, que 
corresponde a processos e fenômenos mais complexos que não podem ser reduzidos 
(MINAYO, 2010). 
Foram utilizados os artigos das bases de dados digitais: Scientific Electronic 
Library Online (SciELO), PuBMed, Medical Literature Analysis and Retrieval System 
Online (MEDLINE), Biblioteca Virtual em Saúde – (BVS), Sistema de Biblioteca da 
Unicamp (SBU), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde 
(LILACS), Sistema de Información Científica (Redalyc) A busca de dados foi realizada 
no período de março a junho de 2018, utilizando-se as palavras chaves: “Riscos 
Ocupacionais”, “Profissionais de Enfermagem”, “Unidade de Terapia Intensiva”, 
retirados dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). 
Como critérios de inclusão foram escolhidos os artigos que se apresentarem em 
idioma Português, e que fossem publicados nos últimos dez anos (2000 – 2018), com 
títulos ou resumos que indicam aproximação com o tema deste estudo, e que foram 
considerados pertinentes. Enquanto critério de exclusão optou-se em eliminar os estudos 
que não se enquadrassem nos objetivos e na temática da proposta, em formato de 
monografias, teses ou estudos de caso, e que estivesse fora do tempo de publicação 
acima destacado. 
A seleção inicial nas bases de dados resultou no encontro do total de 45 
pesquisas, combinando os termos da pesquisa com os booleanos AND, OR e AND 
NOT. Após análise, resultou em 13 trabalhos, sendo 6 pertencente a SciELO, 4 
pertencentes ao SBU, 1 pertencente à LILACS, 1 à Redalyc, BVS. 
Todos os arquivos foram submetidos à leitura inicial dos títulos e resumos, e 
após semelhança com o objetivo do trabalho proposto, foram escolhidos 13 artigos no 
total. Estes foram estudados detalhadamente e utilizados para a construção dos 
resultados e discussões, fundamentando a elaboração de três categorias: Riscos 
Ocupacionais: classificações, Os riscos ocupacionais contextualizados na Unidade 
de Terapia Intensiva e Implantação da cultura preventivista. 
 
 Por se tratar de pesquisa de revisão de literatura, este estudo não necessitou ser 
submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, mas todos os preceitos 
éticos relativos a este tipo de pesquisa foram assegurados e os autores utilizados no 
estudo foram citados. 
 
RESULTADOS 
 
A pesquisa foi realizada a partir da busca nas bases de dados utilizando os 
descritores. Foram encontrados 45 artigos, após a análise dos títulos e resumos foram 
excluídos 16 (36,2%), por estarem fora do tempo de publicação destacado, levando em 
consideração a formação de conceitos e abordagens mais atuais sobre o tema, 16 
(36,2%) que não se adequavam aos objetivos da pesquisa, restando 13 (27,6%) que 
foram utilizados no estudo, publicados em português, durante os últimos dez anos, 
sendo 6 (46,1%) pertencente a SciELO, 4 (30,8%) pertencentes ao SBU, sendo 1 
(7,7%), pertencente à LILACS, 1 (7,7%) à Redalyc e 1 (7,7%) ao BVS. No total foram 
encontrados 45 estudos, e 13 (28,9%) foram selecionados para a presente revisão. Segue 
na Tabela 1 o detalhamento dos resultados encontrados. . 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1. Critérios de Exclusão dos artigos nas bases de dados pesquisadas 
Base de dados Artigos 
encontrados no 
total 
Artigos 
anteriores ao 
ano 2000 
Artigos com 
objetivos 
que não 
eram 
relevantes 
Total que restou 
Sistema de Biblioteca 
da Unicamp (SBU) 
13 5 4 4 
Biblioteca Virtual em 
Saúde – (BVS) 
11 4 6 1 
Literatura Latino-
americana e do Caribe 
em Ciências da Saúde 
LILACS 
5 2 2 1 
Sistema de 
Información Científica 
(Redalyc) 
2 0 1 1 
Scientific Electronic 
Library Online 
(SciELO) 
10 2 2 6 
Medical Literature 
Analysis and Retrieval 
System Online 
(MEDLINE) 
3 2 1 0 
Total 45 16 16 13 
Fonte: Próprio autor (2018). 
Em relação ao tipo de estudo, 7% das pesquisas apresentam uma abordagem 
qualitativa (exploratório-descritivo), 90% quantitativa e 3% quali-quantitativa; 10% são 
pesquisas de campo, 90% revisão bibliográfica. Todo material encontrado foi 
organizado em códigos, conforme os títulos, autores, fontes e anos de publicação, como 
mostra a Tabela 2. 
Tabela 2. Demonstração dos artigos quanto aos: autores, títulos, revistas, fontes e anos 
de publicação. 
 AUTOR TÍTULO ANO FONTE 
1. BENATTI, Maria 
Cecília Cardoso 
Elaboração e implantação do mapa de 
riscos ambientais para prevenção de 
acidentes do trabalho em uma unidade de 
terapia intensiva de um hospital 
universitário 
2000 SBU 
2. OLIVEIRA, Beatriz 
Rosana Gonçalves 
de; MUROFUSE, 
Neide Tiemi 
Acidentes de trabalho e doença 
ocupacional: estudo sobre o conhecimento 
do trabalhador hospitalar dos riscos à saúde 
de seu trabalho 
2001 SciELO 
3. MAURO, Maria 
Yvone Chaves et al 
Riscos ocupacionais em saúde 2004 SBU 
4. NISHIDE, Vera 
Médice; BENATTI, 
Maria Cecília 
Cardoso 
Riscos ocupacionais em saúde 2004 SBU 
5. CAVALCANTE, 
Cleonice Andréa 
Alves 
Riscos ocupacionais do trabalho em 
enfermagem: uma análise contextual. 
2006 SciELO 
6. ZAPPAROLI, dos 
Santos Amanda 
Risco ocupacional em unidades de Suporte 
Básico e Avançado de Vida em 
Emergências 
2006 SciELO 
7. BONAGAMBA 
Chiodi, Mônica; 
PALUCCI Marziale, 
Maria Helena 
Riscos ocupacionais para trabalhadores de 
Unidades Básicas de Saúde: revisão 
bibliográfica 
2006 Redalyc 
8. ALMEIDA, Clara 
Alice Franco de 
Exposições ocupacionais por fluidos 
corpóreos entre trabalhadores da saúde e 
sua adesão à quimioprofilaxia 
2007 SBU 
9. LEITÃO, Ilse Maria 
Tigre Arruda; 
FERNANDES, Aline 
Leite; RAMOS, 
Islane Costa. 
Saúde ocupacional: analisando os riscos 
relacionados à equipe de enfermagem numa 
unidade de terapia intensiva. 
2008 LILACS 
10. MIRANDA, Érique 
José Peixotode; 
STANCATO, Kátia 
Riscos à saúde de equipe de enfermagem 
em unidade de terapia intensiva: proposta 
de abordagem integral da saúde. 
2008 SciELO 
11. GIOMO, Denise 
Bergamaschi et al. 
Acidentes de trabalho, riscos ocupacionais 
e absenteísmo entre trabalhadores de 
enfermagem hospitalar 
2009 BVS 
12. DE CASTRO, 
Angélica Borges 
Souza; DE SOUSA, 
Josie Teixeira Costa; 
DOS SANTOS, 
Anselmo Amaro 
Atribuições do enfermeiro do trabalho na 
prevenção de riscos ocupacionais 
2010 SciELO 
13. SILVA, Everaldo 
José da 
O conceito de risco e os seus efeitos 
simbólicos nos acidentes com instrumentos 
perfurocortantes 
2012 SciELO 
Fonte: Próprio autor (2018). 
Através da leitura dos estudos, observou-se que o ponto de vista de cada autor 
classificam os riscos de forma semelhante embora alguns pontuem certos aspectos 
peculiares na interpretação desses riscos ocupacionais. 
Através da leitura detalhada e na íntegra dos textos observou-se que emergem 
conteúdos referentes às três categorias: Riscos Ocupacionais: classificações, Os riscos 
ocupacionais contextualizados na Unidade de Terapia Intensiva e Implantação da 
cultura preventivista. Dentre as categorias formuladas, percebe-se que a classificação 
dos riscos é a temática mais abordada sendo a mais enfatizada pelos autores. 
 
DISCUSSÃO 
RISCOS OCUPACIONAIS: CLASSIFICAÇÕES 
 
 Mauro (2004, p.339), em sua pesquisa, aborda as “modificações fisiológicas – 
alteração do processo metabólico, aumento do ritmo cardiorrespiratório e alterações no 
teor físico, químico do sangue e dos tecidos musculares, resultantes do esforço 
produzido”. 
Enquanto que Nishide e Benatti (2004) abordam o tema direcionado para a 
condição do profissional em enfermagem na unidade de tratamento intensivo, inclusive 
em virtude do perfil do trabalhador que acaba por torná-lo pré - disponível aos riscos 
ocupacionais. 
Leitão, Fernandes e Ramos (2008) adicionam a descrição que os profissionais 
relataram abordando de forma mais profunda e detalhada: Ruído, climatização, Poeira, 
gases, vapores, manipulação de drogas, fadiga e estresse, radiação, postura inadequada. 
Em todos esses estudos, os riscos variam conforme exposição do profissional, onde suas 
formas são descritos e classificados. Alguns autores consideram detalhar os riscos 
ocupacionais, embora os estudos com tema semelhante contribuem de forma diferente 
abordando com ponto de vista diverso. Pode-se inferir na tabela abaixo, 55% das 
classificações dos 13 autores escolhidos. 
 
Tabela 3 - Classificação dos riscos: diversas abordagens por vários autores. 
Benatti et al (2000) Ambientais: condições climáticas, radiação ionizantes. 
Oliveira, e Murofuse 
(2001) 
Agentes biológicos, fatores intrínsecos: carga horaria 
trabalhada, risco mecânicos e ambientais. 
Mauro et al (2004) Químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais. 
Nishide e Benatti (2004) Ambientais, agentes físicos, químicos e biológicos 
 
Banagamba e Marziale 
(2006) 
Ruído vibrações, pressões anormais, temperaturas, 
extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, 
como o infrassom e ultrassom. 
Almeida et al (2007). Químicos, físicos e ergonômicos e agentes biológicos 
LEITÃO, Ilse Maria Tigre 
Arruda; FERNANDES, 
Aline Leite; RAMOS, 
Islane Costa (2008) 
Ruído, climatização, Poeira, gases, vapores, manipulação 
de drogas, fadiga e estresse, radiação, postura inadequada 
e postura inadequada. 
Fonte: Benatti et al (2000); Oliveira, e Murofuse (2001); Mauro et al (2004); Nishide e 
Benatti (2004); Banagamba (2006); Almeida et al (2007). 
Nesse sentido, os riscos são classificados seguindo um padrão de categorias 
onde cada ação (risco) pode ser enquadrada. Os autores mencionados na tabela 3 fazem 
abordagens mais pessoais, e acabam por explanar sobre formas de riscos que não estão 
classificadas. Quando se fala de perfil profissional, sobrecarga de carga horária 
trabalhada permitida para esses profissionais é um exemplo geral que pode levar a um 
risco generalizado. Um fator antecessor desencadeador e base. 
 
Benatti et al (2000) utilizou a Norma regulamentadora número 5 da Comissão 
Interna de Prevenção de Acidente (CIPA), e distribuiu os riscos de acidentes de acordo 
com a escuta dos profissionais que trabalham em UTI. Observa-se a categorização 
através dos grupos de risco. Oliveira (2001, p.110) em sua abordagem sobre acidentes 
de trabalho, e riscos ocupacionais afirma que os profissionais “conhecem os riscos à sua 
saúde de uma forma genérica”. 
A abordagem integral da saúde da equipe de uma UTI deve levar em conta os 
riscos ambientais e ocupacionais aos quais os profissionais dessas unidades estão 
expostos diariamente. São esses riscos ambientais, os agentes físicos, químicos e 
biológicos existentes no ambiente de trabalho, que, dependendo da sua natureza, 
concentração ou intensidade e tempos de exposição são capazes de causar lesões à 
saúde dos trabalhadores (OLIVEIRA, 2001). 
Zapparoli (2006), em sua pesquisa conclui que os riscos ocupacionais mais 
comuns em serviço de atendimento emergencial são: 
Os fatores de riscos peculiares ao APH identificados 
pelos trabalhadores foram: [...] risco de adquirir infecções 
devido ao contato principalmente com sangue e fluidos 
corpóreos. [...] risco de adoecimento pelo trabalho, nível 
de ruído e temperatura ambiental elevados, grande carga 
mental e carga física despendida e falta de material para 
execução das tarefas. Dentre os fatores identificados pelo 
menor número de trabalhadores estão: risco de 
contaminação por substâncias químicas, problemas com a 
chefia e falta de treinamento dos profissionais (2006, p. 
42). 
 Bonagamba e Marziale (2006) discorrem sobre os riscos ocupacionais que 
acometem os trabalhadores das instituições de saúde, descrê que são oriundos de fatores 
físicos, químicos, psicossociais, ergométricos e biológicos. Consideram-se riscos físicos 
as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores tais como, 
ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas, extremas, radiações ionizantes, 
radiações não ionizantes, como o infrassom e ultrassom. 
Muitos dos acidentes ocupacionais podem não resultar em infecção pelos vírus 
(ALMEIDA, 2007). É reconhecido que os profissionais de saúde, [...], estão sujeitos aos 
riscos gerais e específicos relacionados às atividades laborais e, portanto, expostos aos 
acidentes de trabalho, às doenças profissionais e às doenças do trabalho 
(CAVALCANTE et al, 2006) 
 
 
 
OS RISCOS OCUPACIONAIS CONTEXTUALIZADOS NA UNIDADE DE 
TERAPIA INTENSIVA E A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM 
 
Segundo Oliveira (2002), as unidades de terapia intensiva constituem locais 
onde se internam pacientes graves, em situação limite entre a vida e a morte, que ainda 
têm um prognóstico favorável para viver, embora necessitem de recursos técnicos e 
humanos especializados para sua recuperação; um ambiente onde são utilizados técnicas 
e procedimentos sofisticados, para tratar doenças com risco potencial à vida. 
O exercício da enfermagem está associado à exposição contínua a riscos 
biológicos [...] devido à falta de medidas de proteção coletiva, tornando-se necessário o 
uso de equipamento de proteção individual, destinado a proteger a saúde e a integridade 
física do trabalhador (MIRANDA, 2008). 
 Contudo, “Para que a execução das atividades não acarrete danos à saúde dos 
trabalhadores, condições adequadas de trabalho são necessárias” assim afirma Zapparoli 
(2006, p.43) em sua pesquisa nesse campo. Observa-se a necessidade da prevenção 
através da conscientização do profissional enquanto cuidado e cuidador lembrando que 
todo cuidador é um paciente em potencial. 
 Silva (2012), apresenta uma base necessária para diminuir o risco e 
redimensionar o papel de cada um na situação de risco, é a criação do mapa de riscos 
estabelecida pela NR5. Para elaboração do mapa todos os funcionários deverão estar 
inclusos no processo de construção desse mapa. 
Cavalcante (2006) destaca outro questionamento sobre as leis que não são eficazes 
no amparo do profissional em enfermagem. Observa-se a carga horaria trabalhada muito 
extensa no que diz respeito ao acúmulo de trabalho, já que a remuneração por ser baixa, 
acaba por fazer com os profissionais tenham vários vínculos. 
 
IMPLANTAÇÃO DA CULTURA PREVENTIVISTA 
 
É relevante a implantação dos diversos sistemas de prevenção norteados pelas 
leis e protocolos. Nessa discussão, Mauro (2004) fala sobre a Política de Saúde do 
Trabalhador, e dos direitos constitucionais, e ainda considera que a qualidade de vida no 
trabalho se refere a um conjunto de fatores bem complexos em suas considerações 
finais. Enfatiza que a dignidade e segurança no trabalho é um direito. Para isso, Giogo 
et al (2009) afirma que o cumprimento rigoroso da Norma Regulamentadora n° 32, do 
Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, sanaria muitos dos acidentes de trabalho. 
O risco ocupacional não sanado gera o sinistro (acidente), que arremete para os 
custos na saúde pública. Segundo Giogo e colaboradores (2009), em seu estudo 
descritivo, abordam sobre os custos para o Instituto Nacional de Seguridade Social 
(INSS) dos acidentes laborais. Nesse sentido, Cavalcante (2006) enfatiza a 
subnotificação dessas ocorrências. 
Por sua vez, as notificações sinalizam para a ocorrência do acidente, sendo que 
o contexto da prevenção vem sendo abordado como principal resolução. Benatti et al 
(2000), enumeraram os riscos segundo a visão dos profissionais, enfatizando a cultura 
da prevenção. Mauro (2004) também reforça as subnotificações, e afirma que acaba por 
minimizar os riscos, e maquiar um cenário com números bem maiores que o conhecido. 
Existe a necessidade do controle do ambiente de trabalho e dos trabalhadores 
que diariamente atuam nesse espaço. Dois mecanismos de controle de risco foram 
apontados com recursos primordiais para a efetiva diminuição dos riscos: o mapa de 
riscos ambientais, e os equipamentos de proteção (individual e coletivos) (SILVA et al, 
2012). 
Benatti (2000) cita a Norma Regulamentadora 05 para prevenir, controlar e 
eliminar os riscos ocupacionais. Em contrapartida, Oliveira e Murofuse (2001) 
identificaram com sua pesquisa que o conhecimento dos profissionais sobre os riscos 
não caracteriza a prevenção necessária que requer ações eficientes. 
 Nesse sentido, o profissional enfermeiro do trabalho, especialista em saúde 
ocupacional que presta assistência de enfermagem aos trabalhadores, promove e zela 
pela saúde, combatendo os riscos ocupacionais, [...], visando bem-estar físico e mental, 
como também gerenciando a assistência, sendo o responsável técnico pelas ações e pela 
equipe de enfermagem (CASTRO, 2010). Leitão, Fernandes e Ramos (2008) inclusive 
reafirma a identificação precoce dos riscos ocupacionais exercendo assim caráter 
prevencionista sobre as doenças e acidentes relacionados ao trabalho. 
 
CONCLUSÕES 
 
A literatura apresenta sempre no contexto dos riscos a que o profissional em 
enfermagem está exposto o tema para sobre a implantação da cultura preventivista no 
sentido do cuidado aos profissionais da área de saúde, principalmente a enfermagem, 
que é a classe profissional mais acometida, por estarem diretamente envolvida com o 
processo saúde e doença dos pacientes. 
Existe todo o contexto em que esse profissional está inserido, e os riscos ao 
exercer sua profissão. Todos esses fatores devem ser levados em consideração quando 
se tem um olhar holístico no intuito de verificar e amenizar em todos os sentidos a 
insalubridade laboral. 
Todos os estudos observados, evidenciaram que o ambiente de UTI é insalubre. 
Contudo entre os fatores que contribuem para tal insalubridade estão, atitudes e hábitos 
dos profissionais de saúde da UTI, os quais são passíveis de mudança, razões pela qual 
uma abordagem de educação em saúde seria benéfica para diminuir o problema. 
A presença do Enfermeiro do Trabalho é indispensável na mudança do cenário 
para que seja eficaz a notificação e implantação do Sistema de Segurança do Trabalho 
(SST). Esse tema não pode ser extinto, deve ser difundido e reafirmado para que o 
ambiente hospitalar, mais precisamente a UTI se torne um local menos insalubre e com 
isso também contribuir para a execução do trabalho de forma eficiente, e sem danos aos 
profissionais de enfermagem. Relevante salientar que mais pesquisas devem ser 
conduzidas nesse sentido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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entre trabalhadores da saúde e sua adesão à quimioprofilaxia. Revista da Escola de 
Enfermagem da USP, 2007. 
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documentação – Referências – Elaboração, Rio de Janeiro, 2002. 
BENATTI, Maria Cecília Cardoso et al. Elaboração e implantação do mapa de riscos 
ambientais para prevenção de acidentes do trabalho em uma unidade de terapia 
intensiva de um hospital universitário. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 
2000. 
BESSA, Maria Eliana Peixoto et al. Riscos ocupacionais do enfermeiro atuante na 
estratégia saúde da família. Rev. enferm. UERJ, v. 18, n. 4, p. 644-649, 2010. 
BONAGAMBA, Mônica Chiodi; MARZIALE, Maria Helena Palucci. Riscos 
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bibliográfica. Acta Paulista de Enfermagem, v. 19, n. 2, 2006. 
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CASTRO, Angélica Borges Souza; DE SOUSA, Josie Teixeira Costa; DOS SANTOS, 
Anselmo Amaro. Atribuições do enfermeiro do trabalho na prevenção de riscos 
ocupacionais. 2010 
 
CAVALCANTE, Cleonice Andréa Alves et al. Riscos ocupacionais do trabalho em 
enfermagem: uma análise contextual. Ciência, cuidado e saúde, v. 5, n. 1, p. 088-097, 
2006. 
GIOMO, Denise Bergamaschi et al. Acidentes de trabalho, riscos ocupacionais e 
absenteísmo entre trabalhadores de enfermagem hospitalar. Rev. enferm. UERJ, v. 17, 
n. 1, p. 24-29, 2009. 
LEITÃO, Ilse Maria Tigre Arruda; FERNANDES, Aline Leite; RAMOS, Islane Costa. 
Saúde ocupacional: analisando os riscos relacionados à equipe de enfermagem numa 
unidade de terapia intensiva. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 7, n. 4, p. 476-484, 2008. 
MAURO, Maria Yvone Chaves et al. Riscos ocupacionais em saúde. Rev enferm 
UERJ, v. 12, n. 3, p. 338-45, 2004. 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11. ed. 
São Paulo: HUCITEC, 2010. 
MIRANDA, Érique José Peixoto de; STANCATO, Kátia. Riscos à saúde de equipe de 
enfermagem em unidade de terapia intensiva: proposta de abordagem integral da saúde. 
Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo , v. 20, n. 1, p. 68-76, Mar. 2008 . 
NISHIDE, Vera Médice; BENATTI, Maria Cecília Cardoso. Riscos ocupacionais entre 
trabalhadores de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva. Revista da Escola de 
Enfermagem da USP, v. 38, n. 4, p. 406-414, 2004. 
OLIVEIRA, Beatriz Rosana Gonçalves de; MUROFUSE, Neide Tiemi. Acidentes de 
trabalho e doença ocupacional: estudo sobre o conhecimento do trabalhador hospitalar 
dos riscos à saúde de seu trabalho. Rev. latinoam. enferm, v. 9, n. 1, p. 109-115, 2001. 
OLIVEIRA, Eliane Caldas do Nascimento. O psicólogo na UTI: reflexões sobre a 
saúde, vida e morte nossa de cada dia. Psicologia: ciência e profissão, v. 22, n. 2, p. 30-
41, 2002. 
PIOVESAN, Armando; TEMPORINI, Edméa Rita. Pesquisa exploratória: 
procedimento metodológico para o estudo de fatores humanos no campo da saúde 
pública. Revista de Saúde Pública, v. 29, p. 318-325, 1995. 
PORTO, MarceloFirmo de Souza. Análise de riscos nos locais de trabalho: conhecer 
para transformar. Cad Saúde Trab. São Paulo, p. 41, 2000. 
REZENDE, Marina Pereira. Agravos à saúde de auxiliares de enfermagem resultantes 
da exposição ocupacional aos riscos físicos. São Paulo: Atlas, 2003. 
ROSA, Aparecida de Faria Gil et al. Incidência de LER/DORT em trabalhadores de 
enfermagem. Acta Scientiarum. Health Sciences, v. 30, n. 1, 2008. 
SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 23.ed. Rev e atualizada. São 
Paulo: Cortez, 2007. 
SILVA, Everaldo José da et al. O conceito de risco e os seus efeitos simbólicos nos 
acidentes com instrumentos perfurocortantes. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 65, 
n. 5, p. 809-814, 2012. 
ZAPPAROLI, Amanda dos Santos. Risco ocupacional em unidades de Suporte Básico e 
Avançado de Vida em Emergências. Rev Bras Enferm, v. 59, n. 1, p. 41-6, 2006. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO 
 
 
Normas de Submissão na Revista 
 
 
 
 
 
DIRETRIZES PARA AUTORES 
 
Os manuscritos enviados à submissão deverão seguir as normas editoriais da RENOME, 
caso contrário, serão automaticamente recusados. 
 
Nas pesquisas envolvendo seres humanos, os autores deverão enviar uma cópia de 
aprovação emitida pelo Comitê de Ética, reconhecido pela Comissão Nacional de Ética 
em Pesquisa (CONEP), segundo as normas da Resolução do Conselho Nacional de 
Saúde nº 466, de 12 de Dezembro de 2012 ou órgão equivalente no país de origem da 
pesquisa. Além disso, deve-se mencionar, na metodologia, o número de aprovação do 
projeto. 
 
Relações que podem estabelecer conflito de interesse, ou mesmo nos casos em que não 
ocorra, devem ser esclarecidas. 
 
Os autores devem informar no manuscrito o apoio financeiro e outras conexões 
financeiras ou pessoais em relação ao seu trabalho, quando houver. As relações 
financeiras ou de qualquer outro tipo que possam levar a conflitos de interesse devem 
ser informadas por cada um dos autores em declarações individuais. 
 
 
FORMA E PREPARAÇÃO DE MANUSCRITOS 
 
Os manuscritos devem ser preparados de acordo com as normas editoriais da Revista, 
redigidos na ortografia oficial e devem ser digitados usando-se o processador MsWord 
com a seguinte configuração de página: papel tamanho A4, entrelinha 1,5, fonte Times 
New Roman, tamanho 12, margens inferior e laterais de 2cm e superior de 3cm. 
 
Página de identificação: deve conter o título do manuscrito (máximo de 16 palavras) 
em português e inglês, sem abreviaturas e siglas; nome completo de cada autor, 
indicando no rodapé da página a função que exerce(m), a instituição a qual pertence(m), 
títulos e formação profissional, endereço (cidade, estado e país) para troca de 
correspondência, incluindo e-mail e telefone. Deve ser indicado o autor para 
correspondência relacionada ao manuscrito. Se for baseado em tese ou dissertação, 
indicar o título, ano e instituição onde foi apresentada. 
 
Resumo: o resumo deve ser apresentado na primeira página, em português e inglês 
(abstract), com limite de 150 palavras. Deve-se explicitar o(s) objetivo(s) do estudo, o 
método, principais resultados e conclusões. 
 
Descritores: devem ser indicados de três a cinco descritores que permitam identificar o 
assunto do trabalho, acompanhando o idioma dos resumos: português (Descritores), 
inglês (Key words) e espanhol (Descriptores), extraídos do vocabulário DeCS 
(Descritores em Ciências da Saúde), elaborado pela BIREME e/ou (MeSH) Medical 
Subject Headings, elaborado pela NLM (National Library of Medicine). 
 
Citações: Para as citações indiretas deve ser utilizado o sistema numérico na 
identificação dos autores mencionados, de acordo com a ordem em que forem citados 
no texto. Os números que identificam os autores devem ser indicados sobrescritos e 
entre parênteses. Se forem sequenciais, deverão ser indicados o primeiro e o último, 
separados por hífen, ex.: (1-4); quando intercalados, os números deverão ser separados 
por vírgula, ex.: (1-2,4). 
 
As citações diretas (transcrição textual) devem ser apresentadas no corpo do texto entre 
aspas, indicando o número da referência e a página da citação, independente do número 
de linhas. 
 
Depoimentos: frases ou parágrafos ditos pelos sujeitos da pesquisa devem está em 
itálico, entre aspas e com recuo. A sua identificação codificada a critério do autor, entre 
parênteses. 
 
Tabelas: devem estar inseridas no texto, numeradas consecutivamente com algarismos 
arábicos, na ordem em que foram citadas no texto e não utilizar traços internos 
horizontais ou verticais. É recomendável que o título seja breve e inclua apenas os 
dados imprescindíveis, evitando-se que sejam muito longos, com dados dispersos e de 
valor não representativo. 
As notas explicativas devem ser colocadas no rodapé das tabelas e não no cabeçalho ou 
título. 
 
Figuras: compreendem os desenhos, gráficos, fotos etc. Devem ser desenhadas, 
elaboradas e/ou fotografadas por profissionais, em escala de cinza. Em caso de uso de 
fotos os sujeitos não podem ser identificados ou então possuir permissão, por escrito, 
para fins de divulgação científica. Devem ser numeradas consecutivamente com 
algarismos arábicos, na ordem em que foram citadas no texto. Serão aceitas desde que 
não repitam dados contidos em tabelas. Nas legendas das figuras, os símbolos, flechas, 
números, letras e outros sinais devem ser identificados e seu significado esclarecido. 
 
Ilustrações: devem ser claras para permitir sua reprodução em 7,2cm (largura da coluna 
do texto) ou 15cm (largura da página). Para ilustrações extraídas de outros trabalhos, 
previamente publicados, os autores devem providenciar permissão, por escrito, para a 
reprodução das mesmas. Essas autorizações devem acompanhar os manuscritos 
submetidos à publicação. 
 
Abreviações: devem ser utilizadas somente as padronizadas internacionalmente. 
 
Notas de rodapé: deverão ser indicadas por asteriscos, iniciadas a cada página e 
restritas ao mínimo indispensável. 
 
Referências: Limitadas a 25, exceto nos artigos de revisão. Devem ser normalizadas de 
acordo com Estilo "Vancouver", norma elaborada pelo International Committee of 
Medical Jounals Editors (http://www.icmje.org/), e o título do periódico deve ser 
abreviado de acordo com a List of Journals Indexed 
(http://www.nlm.gov/tsd/serials/lji.html). A lista apresentada no final do trabalho deve 
ser numerada de forma consecutiva e os autores mencionados de acordo com a 
seqüência em que foram citados no texto, sem necessidade do número entre parênteses. 
Ex: 1. Pereira A. 
 
Exemplos: 
 
Artigo padrão 
Galleguillos TGB, Oliveira MAC. A gênese e o desenvolvimento histórico do ensino de 
enfermagem no Brasil. Rev Esc Enferm USP. 2001;35(1):80-7. 
 
Artigo padrão com mais de seis autores: Fernandes JD, Guimarães A, Araújo FA, 
Reis LS, Gusmão MC, Margareth QB, et al. Construção do conhecimento de 
enfermagem em unidades de tratamento intensivo: contribuição de um curso de 
especialização. Acta Paul Enferm 2004;17(3): 325-32. 
 
Livros como um todo 
Polit DF, Hungler BP. Fundamentos de pesquisa em enfermagem. Trad. de Regina 
Machado Garcez. 3ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 1995. 
 
Artigo de revista em formato eletrônico 
Ito Elaine Emi, Peres Aida Maris, Takahashi Regina Toshie, Leite Maria Madalena 
Januário. O ensino de enfermagem e as diretrizes curriculares nacionais: utopia x 
realidade. Rev. esc. enferm. USP [serial on the Internet]. 2006 Dec [cited 2010 Oct 31]; 
40(4): 570-575. Available from: http://www.scielo.br. 
 
CONDIÇÕES PARA SUBMISSÃO 
 
Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a 
conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões 
que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores. 
 
1. A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação por 
outra revista;caso contrário, deve-se justificar em "Comentários ao editor". 
2. O arquivo da submissão está em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF. 
3. URLs para as referências foram informadas quando possível. 
4. O texto está em espaço simples; usa uma fonte de 12-pontos; emprega itálico em vez 
de sublinhado (exceto em endereços URL); as figuras e tabelas estão inseridas no texto, 
não no final do documento na forma de anexos. 
5. O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes 
para Autores, na página Sobre a Revista. 
6. Em caso de submissão a uma seção com avaliação pelos pares (ex.: artigos), as 
instruções disponíveis em Assegurando a avaliação pelos pares cega foram seguidas. 
 
DECLARAÇÃO DE DIREITO AUTORAL 
 
O(s) autor(es) dos textos são por eles inteiramente responsáveis, devendo assinar e 
encaminhar a Declaração de Responsabilidade e de Cessão de Direitos Autorais. 
Declaração de cessão de direitos autorais. Tais documentos devem ser inseridos como 
documentos suplementares no momento da submissão. 
 
POLÍTICA DE PRIVACIDADE 
 
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os 
serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras 
finalidades ou a terceiros.

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