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Docente: Thiago Góes CONFORTO AMBIENTAL II Conforto acústico entre unidades habitacionais em edifícios residenciais em São Paulo, Brasil Discente: Amanda Peregrine MARIA DE FATIMA FERREIRA NETO Doutora em Engenharia Civil pela Unicamp (2009) Mestre em Engenharia Civil pela Unicamp (2002) Bacharel em Engenharia Civil pela Universidade de Santo Amaro (2020) Licenciada em Física pela USP (2001) Bacharel em Física pela USP (1999) Atuou como docente de 2010 até 2020 na Universidade Paulista (UNIP) Consultora e pesquisadora nas áreas de desempenho e conforto acústico de edifícios, barreiras acústicas, ruído ambiental, desempenho e conforto térmico e arquitetura bioclimática. Atualmente é responsável técnica da empresa Apoio Acústico e Estudos em Ciências Exatas. Pós-Doutora pela UFSC (1992) Doutora em Engenharia Civil pela Unicamp (1989) Mestre em Engenharia Civil pela Unicamp (1984) Bacharel em Física pela Unicamp (1980) Licenciada em Física pela Unicamp (1981) Professora colaboradora do Departamento de Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FECFAU) da UNICAMP. Conselheira da Sociedade Brasileira de Acustica. Participa do Comite Brasileiro de Acustica CB 196 da Associação Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). É instrutora de cursos da ABNT referente a norma ABNT NBR 10151. STELAMARIS ROLLA BERTOLI RESUMO01 INTRODUÇÃO02 A ANÁLISE03 CONSIDERAÇÕES FINAIS04 SUMÁRIO Conforto ambiental é, de maneira geral, um conceito ainda pouco estudado dentro das normas arquitetônicas residenciais. O equívoco em tentar implementar diretrizes de conforto após a finalização da obra é comum, pois, estas questões muitas vezes só aparecem quando o usuário nota sua ausência ao habitar o local. De acordo com as autoras Neto e Bertoli, apesar da gama de normas de desempenho de edifícios habitacionais, o Brasil possui aspectos a melhorar e, dentre estes aspectos, a capacidade de traduzir em termos mensuráveis a subjetividade do conforto acústico se faz presente. RESUMO1. A NBR 15575 é uma norma que trata do desempenho de edificações habitacionais e apresenta características indispensáveis de uma obra para o consumidor, com o objetivo de prezar pelo conforto, acessibilidade, higiene, estabilidade, vida útil da construção, segurança estrutural entre outros. 2. INTRODUÇÃO - A NBR 15575 NBR 15575 - 2013 Apesar dos parâmetros da Norma, há uma imprecisão na forma como são avaliados. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5660736/mod_folder/content/0/NBR%2015575/NBR15575-1.pdf?forcedownload=1ad=1 https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5660736/mod_folder/content/0/NBR%2015575/NBR15575-1.pdf?forcedownload=1ad=1 ISO 140-3 ISO 140-4 ISO 140-5 Índice de redução sonora aparente - R’ Diferença normalizada de nível - Dn Diferença padronizada de nível - DnT 3. A ANÁLISE Foram analisadas as taxas de conforto acústico entre unidades habitacionais em São Paulo e, para estas análises, foram utilizadas abordagens objetivas e subjetivas. A necessidade de uma análise subjetiva se deu por tratar-se de um critério inerente ao conforto do usuário que, portanto, pode absorver ruídos de maneiras diferentes, a depender de sua vontade. NORMAS DE AVALIAÇÃO OBJETIVA PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO SUBJETIVA Speech Transmission Index (STI) - O valor de STI varia entre 0 e 1, onde o primeiro valor corresponde a péssima inteligibilidade e, o segundo, a excelente inteligibilidade. Péssimo - Pobre - Razoável - Boa - Excelente *Quanto mais perto de 0, maior privacidade 3.1. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A Tabela 1 apresenta os níveis critérios para isolamento de ruído aéreo em campo e em laboratório, para as partições entre unidades habitacionais, recomendados pela norma brasileira e que foram alvo de estudo deste trabalho; 3.2. TABELAS INFORMATIVAS EM LABORATÓRIO: o comportamento do índice de redução sonora em função da frequência em bandas de 1/3 de oitava e o respectivo valor do índice de redução sonora ponderado. EM LABORATÓRIO EM CAMPO EM CAMPO: o comportamento da diferença padronizada de nível em função da frequência em bandas de 1/3 de oitava e a respectiva ponderação. A partir das tabelas ao lado, pode-se concluir que as taxas STI são baixas, portanto, pode se tratar de um ambiente com uma boa perspectiva de privacidade. Entretanto, o resultado da avaliação do juri demonstra que ainda sim é possível ouvir- se as vozes da habitação adjacente. O que prejudica o conforto acústico neste ponto de vista. 3.2. ANÁLISE SUBJETIVA Os critérios de avaliação utilizados em laboratório, além dos resultados obtidos através do júri subjetivo, indicam que os métodos construtivos brasileiros não seriam aceitos em outros países que utilizam o mesmo parâmetro de avaliação, entretanto, critérios mais elevados. É indeclinável que as referências de taxas de conforto acústico que são apresentadas em obras e projetos de habitação, não necessariamente indicam que o projeto está, seguramente, confortável. Este obstáculo, é ainda, um problema exclusivamente do usuário, que muitas vezes só o percebe quando já não é mais possível de transpassá-lo e, retirando ainda a responsabilidade de quem deveria auxiliar e explicitar estes condicionantes. Indubitavelmente, este problema se correlaciona, ainda, com a falta de acesso à informação, visto que os critérios, parâmetros e resultados se demonstram distantes do entendimento descomplicado para o público. 3.2. CONSIDERAÇÕES FINAIS