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Introdução
O sistema nervoso tem as funções de detectar, transmitir, analizar e utilizar informações geradas por estímulos sensoriais,
organizar e coordenar as funções motoras, viscerais, endócrinas e psíquicas.
Suas funções são dividas em:
Sensibilidade: recepção do sinal -
Integração: processamento do sinal-
Habilidade motora: saída do sinal -
Ele funciona em diferentes locais
Pele, órgãos dos sentidos, músculoesquelético - Sistema nervoso somático-
Órgãos internos, glândulas, vasos sanguíneos - Sistema nervoso autônomo/visceral-
O sistema nervoso pode ser dividido em Central e Periférico
Central: encéfalo e medula espinal --> sensibilidade e integração-
Periférico: nervos e gânglios --> realiza alterações-
Sistema nervoso central
Éo centro integrador e regulador, que recebe impulso do Sistema nervoso periférico e gera uma resposta adequada. 
_______________Estruturas de proteção e nutrição_______________
Neurocrânio 
primeira estrutura
Meninges 
dura máter, aracnoide 
máter e pia máter
Dura máter
Dura máter é a mais superficial e resistente. Está associada aos ossos, por isso não há espaço epidural naturalmente. 
Formada por duas camadas de 
tecido fibroso denso
Camada periosteal externa
se adere ao periósteo do 
crânio
-
Camada interna é a meninge 
interna
Camada de 
sustentação
○
Divide a cavidade do 
crânio, formando 
septos durais, que são 
as regiões onde as 
camadas internas e 
externas se separam.
○
-
Suprimento arterial da dura máter: feito pelo periósteo
drenagem venosa: feita pelos seios venosos, que são formados em regiões de septos durais. 
Sistema nervoso - Anatomia e histologia
sexta-feira, 21 de junho de 2024 16:01
Aracnóide Máter
Esta meninge é delgada e avascular, formada por uma membrana delicada em forma de rede (trabéculas aracnóideas)
Formação: rica em fibroblastos e fibras colágenas. -
Espaço subdural: não é natural -
Espaço subaracnóide: natural, preenchido pelo líquido cerebrospinal, mantido por filamentos que conectam a aracnóide e a 
pia máter, absorvendo a energia decorrente de impacto.
-
Pia Máter
Esta meninge se adere aos contornos do encéfalo. Tem a função de suporte nutricional ao encéfalo
Formação: células pavimentosas + fibras de colágeno + fibras elásticas. -
Altamente vascularizada-
Hematomas Epidural Subdural
Local Entre dura máter e periósteo Entre dura-máter e aracnóide máter
Natural? Não Não
Possíveis causas Origem arterial: sangue acumulado entre a camada 
periosteal externa e a calvária
Extravasamento de sangue: pode surgir na camada de 
células da margem dural
Traumatismo, lacerações cerebrais, aneurisma...
________________Encéfalo + Tronco Encefálico_________________
Telencéfalo
O telencéfalo é divido em dois hemisférios de forma ovóide, os quais são separados de maneira incompleta devido à presença da
fissura longitudinal e do corpo caloso. 
Hemisférios
Esquerdo: Racional, lógico e matemático○
Direito: Intuitivo, criativo, artístico○
Há no telencéfalo, ainda, o córtex, que é a parte externa, e a medula, a parte interna. 
Córtex: substância cinzenta-
Medula: substância branca-
Substância cinzenta nada mais é que corpos celulares neuronais, enquanto a substância branca consiste em axônios (É dita como 
"branca" porque a presença da bainha de mielina dá a impressão de ela ser branca).
Giros Aumento rápido da substância cinzenta. Região cortical forma pregas que se dobram
Lobos Lobo occipital: visão, equiíbrio, percepção de formas, cores e contornos
Lobo parietal: motricidade, percepção sensorial, percepção espacial, leitura
Lobo frontal: atividades motoras, escrita, fala, articulação da linguagem
Lobo temporal: memória (auditiva, gustativa e olfativa), audição e linguagem
Tratos Tratos de associação (arqueado): conectam córtex com outras partes do córtex
Tratos comissurais: conectam áreas correspondentes de dois hemisférios
Tratos de projeção: conectam o córtex cerebral com a substância cinzenta de partes internas do encéfalo e com a medula 
espinal
Diencéfalo
Consiste no tálamo, epitálamo, amígdala, hipotálamo e hipocampo.
Tálamo:
Integração 
motora e 
sensorial 
Epitálamo:
Glândula Pineal: 
Melatonina -
estimulador do 
sono
Amigdala:
Receptor 
emotivo, 
Geração de 
medo
Hipotálamo:
Homeostasia, 
Comportament
o motivado e 
Dependência 
química
Hipocampo: Memória, Estado afetivo, Comportamento 
consciente, Emoções, Instintos, Controle automático dos 
sistemas e processos do corpo, Equilíbrio entre as funções 
internas corporais em ajustamento ao ambiente, Controle de 
temperatura
Tronco encefálico: Mesencéfalo
É a parte do tronco encefálico responsável pelas funções de visão, audição, movimento dos olhos e do corpo. Nele, encontramos os 
corpos quadrigêmeos
Corpos quadrigêmeos (indicado na imagem)
Colículos superiores: reflexos que regulam os movimentos dos olhos-
Colículos inferiores: fibras auditivas, reflexos das pupilas-
Tronco encefálico: Ponte
A ponte é a parte do tronco encefálico responsável pela conexão entre os níveis altos e baixos do sistema nervoso central.
Recebe neurônios que passam pelo tronco encefálico e cerebelo, e neurônios que passam pelos hemisférios cerebelares. -
Além disso, controla o padrão respiratório.-
Tronco encefálico: bulbo (medulla oblonga)
O bulbo tem diversas estruturas relevantes
Pirâmides função de levar impulsos motores para as áreas do córtex cerebral
Centros bulbares controle de funções vitais (freq cardíaca, respiração, vasoconstrição e vasodilatação, tosse, deglutição, vômito)
Centro cardíaco: Fibras inibidoras e aceleradoras se originam do centro cardíaco
Impulsos inibidores passam através do nervo vago --> diminuir os batimentos cardíacos○
Impulsos aceleradores passam através da medula espinal --> inervam o coração através de fibras no 
interior dos nervos espinais T1-T5
○
Centro vasomotor: Enviam impulsos via medula e nervos espinais para os músculos lisos das paredes das 
arteríolas --> vaso constrição e elevando a pressão
Centro respiratório: Controla a frequência e a profundidade da respiração, Atua em conjunto com os núcleos 
respiratórios da ponte para produzir respirações rítmicas
Núcleo gustativo via que vai da língua até o encéfalo - paladar
Núcleos 
cocleares
via que vai da orelha interna até o encéfalo - audição
Núcleos 
vestibulares
via que vai da orelha interna até o encéfalo - equilíbrio
Cerebelo
O cerebelo recebe informações sensoriais através dos pedúnculos cerebelares (que fazem ligação com a ponte), e faz a 
coordenação e triagem dessas informações (estímulos), modulando-os. Assim, ele tem a função de:
Manter equilíbrio estático e em movimento-
Manter tônus muscular-
Movimentos suaves e precisos-
Líquido cerebrospinal
Ele é um fluido que circula no interior dos ventrículos e no espaço subaracnóideo 
O cérebro e a medula espinal não tem contato direto com os vasos sanguíneos (barreira hematoencefálica)
Sendo assim, o líquido cerebrospinal é o meio de troca de nutrientes e metabólitos do sistema nervoso central com o
sangue. 
Além dessa nutrição, ele também:
mantém a umidade das estruturas-
regula a respiração (pois banha a superfície do bulbo onde se encontram os quimiorreceptores centrais).-
Suporte e proteção mecânica ao encéfalo e a medula espinal (mantém a pressão a amortece choques ou pressões entre 
encéfalo e caixa craniana)
-
Torna o encéfalo mais leve: diminui a pressão-
Promove homeostase no SN: trocas bioquímicas-
Comunica regiões do SNC: hormônios hipotalâmicos podem alcançar regiões do SNC por meio da circulação liquórica-
Nomes que ele tem: líquor, líquido cefalorraquidiano, líquido cerebrospinal
Correlações anatomoclínicas:
Aspecto: translúcido e incolor (normal)
Infecção (meningite p. ex.): amarelado e turvo○
Estudo microscópico: essencial para hipóteses diagnósticas. ○
Punção: na região lombar abaixo da L3 (sem risco de lesão medular)○
Ventrículos encefálicos
São regiões sem neurônios, com uma rede de capilares e com o plexo coroide, onde ocorre a produção do líquor. 
formados a partir de expansõesda luz do tubo neural primitivo.
Caminhos:
Ventrículos laterais 
(cerebelo)
Terceiro ventrículo 
(diencéfalo)
Arqueduto cerebral 
(mesencéfalo)
Quarto ventrículo (posterior à 
ponte)
____________________Medula Espinal_____________________
É a parte do sistema nervoso central que se estende ao longo do canal vertebral, tendo as funções de conduzir impulsos nervosos 
"de" e "Para" o encéfalo, e integração de reflexos (reflexos são circuitos neurais que controlam reações rápidas à mudanças no 
ambiente)
Anatomia - sintropia
Limites: 
Superior: forame magno-
Inferior: vértebra L2 (em crianças, L4 porque a medula para de crescer mas o corpo continua)-
Estrutura transversal
Dura-máter1.
Medula cervical2.
Espaço subaracnóide3.
Artéria vertebral4.
Ligamento denticulado5.
Ligamento longitudinal posterior6.
Processo espinhoso7.
Face articular8.
Corpo vertebral9.
Proteção
Feita primeiramente pelas vértebras, e depois pelas meninges, que são as mesmas do encéfalo, com algumas diferenças:
O espaço epidural é natural-
A dura-máter se estende até a S2 e é contínua com o epineuro-
Entre as vértebras LII e SII, existem meninges espinais mas não a medula espinal
Nesta região o acesso ao espaço subaracnóideo é seguro, sem risco de lesar a medula espinal
-
Radículas: feixes menores de axônio que ligam a raiz nervosa à medula
Ligamentos denticulados: prolongamentos da dura máter, que suspendem a medula no canal vertebral e estabilizam-na durante 
movimentos
Anatomia externa
Nervos espinais fazem a comunicação da medula com outras partes do corpo
São 31 pares de nervos
Cada par sai do forame intervertebral, surgindo de um segmento espinal
Quanto mais caudal, maior o desalinhamento entre segmento da medula e nível vertebral
-
Intumescência cervical (C4-T1) deriva nervos dos MMSS-
Intumescência lombar (T9-T12) deriva nervos dos MMII-
Cone medular é uma região que varia de L1 a L2, onde a medula espinal é mais curta que a coluna. 
Nesta região, as raízes dos nervos sacrais e coccígeos se alinham com o filamento terminal
Ancora a medula do cóccix, sendo uma extensão da pia máter que se funde com as duas outras meninges
-
é aqui que é formada a cauda equina-
Anatomia interna
Canal central
Preenchido pelo líquido 
cerebrospinal
a.
Se comunica com o 
quarto ventrículo
b.
1.
Sulco mediano posterior2.
Fissura mediana anterior3.
Substância cinzenta4.
Substância branca5.
A substância cinzenta, na medula, fica na região medular, enquanto o córtex é composto de substância branca (ao contrário do 
encéfalo)
Na substância cinzenta, existem núcleos e cornos
Núcleos
Núcleo sensitivo: recebem aferências de receptores através de neurônios sensitivos○
Núcleo motor: enviam eferências para tecidos e órgãos efetores através de neurônios motores○
•
Cornos
Cornos posteriores:
Corpos celulares e axônios de interneurônios
Axônios de nervos sensitivos (os seus corpos celulares estão nos gânglios dos nervos espinais)
○
Cornos laterais
Presente apenas no segmento torácico e lombar
Neurônios motores autônomos
○
Cornos anteriores
Núcleos motores e somáticos
○
•
Na substância branca, onde ficam axônios mielinizados, há uma divisão em funículos
Dentro dos funículos, existem os tratos
Tratos são feixes de axônios com uma origem ou destino comuns que transmitem informações semelhantes○
Tratos sensitivos - ascendentes○
Tratos motores - descendentes○
-
Raiz posterior do nervo 
espinal: Apenas axônios 
sensitivos, os quais 
Conduzem impulsos 
nervosos do receptor 
sensitivo
1.
Gânglio espinal: Corpos 
celulares de neurônios 
sensitivos
2.
Raiz anterior do nervo 
espinal: Axônios de 
neurônios motores que 
Conduzem os impulsos 
para os efetores
3.
Nervo Espinal: Misto --> 
axônio sensitivo + axônio 
motor
4.
Alterações na anatomia interna da medula
Substância cinzenta
Maior quantidade nos segmentos cervical e lombar○
Maior concentração de tratos sensitivos e motores
(inervação sensitiva e motora dos nervos)
○
-
Quantidades relativamente maiores de substância branca
O corno posterior é maior e o anterior é pequeno○
-
Quantidade muito pequena de substância cinzenta
Cornos posteriores e superiores bem evidentes○
Corno lateral pequenos○
Menor quantidade de substância branca○
-
Embora pequeno possui grande quantidade de substância cinzenta
Cornos anteriores e posteriores largos○
-
IMPULSO
Impulso chega pela raiz posterior entrando no corno posterior1.
Projeta pela substância branca e ascende para o encéfalo via funículo anterior
Via ascendente - trato sensitivoa.
2.
Retorna via funículo lateral ou posterior
Via descendente - trato motora.
3.
Saem pelo corno anterior (motor somático) ou lateral (motor autônomo)4.
Sistema nervoso periférico
Na divisão sensorial Na divisão motora
O SNP é aferente (transmite impulsos dos receptores 
sensoriais para o SNC)
Sensorial somático: recebe informações sensoriais da 
pele, fáscia, articulações, músculos esqueléticos, visão, 
audição, equilíbrio, olfato e paladar (sentidos)
Autonômico: quimiorreceptores, barorreceptores e 
osmorreceptores - monitora o ambiente interno
O SNP é eferente (transmite impulsos do SNC para órgaos efetores)
Somático: músculos esqueléticos
Autonômico: músculos lisos, cardíacos e glândulas.
Estruturas
Gânglios: corpos neuronais localizados fora do SNC, ajudam na propagação do sinal (substância cinzenta)
Nervos: axônio do neurônio (feixe com milhares), podendo ser sensitivos, motores ou mistos
Parte entérica do SN: é involuntária, tendo um plexo no intestino delgado com mais de 100 milhões de neurônios, o "cérebro do
intestino".
Nervos cranianos
São 12 pares de nervos que, apesar de serem parte do SNP, estão localizados no crânio.
Características: podem ser sensoriais, motores ou mistos.
Funções: em geral, relacionadas com a cabeça e pescoço
Numeração: de acordo com a ordem em que estão conectados com o encéfalo (É em algarismos romanos, mas aqui no resumo está 
em número normal pra ficar mais fácil)
Olfatório = sensorial1.
Cavidade Nasala.
Ótico = sensorial
Olhoa.
2.
Oculomotor = motor
Músculo ciliar, Músculo esfíncter da pupila e Todos os músculos extrínsecos do bulbo do olho, exceto os abaixoa.
3.
Troclear = motor
Músculo oblíquo superiora.
4.
Trigeminal = misto
Sensitivo = Face, Seios paranasais, Dentes, Órbita, Cavidades Oral e Nasal, Dura-mátera.
Motor = Músculos da mastigação, Músculo tensor do tímpano, Múscuo tensor do véu palatino, Músculo milo-hióideo, 
Ventre anterior do músculo digástrico
b.
5.
Abducente = motor
Músculo reto laterala.
6.
Facial = misto
Músculos da face, Estapédio,Ventre posterior do digástrico, Estilo-hióideo,Ventre occipital e auriculara.
Nervo intermédio = Secretor (Glândualas submandibular, sublingual e lacrimal)b.
Gustação (2/3 anteriores da língua e sensitivo do palato mole)c.
7.
Vestibulococlear (auditivo) = sensorial
Nervo coclear e Nervo vestibulara.
8.
Glossofaríngeo = misto
Gustação = 1/3 posterior da línguaa.
Sensitivo: Tonsila palatina, Faringe e Orelha médiab.
Motor: Músculo estilofaríngeo e Glândula parótidac.
9.
Vago = misto
Motor e secretor: Coração, Pulmões, Palato, Faringe, Laringe, Traqueia, Brônquios, Trato GIa.
Sensitivo: Tudo acima + Orelha externab.
10.
Acessório = motor
Músculos Esternocleidomastóideo e Trapézioa.
11.
Hipoglosso = motor
Músculos da língua e Músculos infra-hióideos (fibras de C1, C2, C3)a.
12.
Destaques nesses nervos
Anosmia: 
Perda do olfato•
Causas
Infecções da túnica mucosa do nariz○
Lesões nas quais ocorre fratura da lâmina cribriforme do etmoide○
Lesões na via olfatória ou no encéfalo○
Meningite○
tabagismo ou uso de cocaína○
•
Neuralgia do trigêmeo
Pessoas com mais 60 anos•
Primeiro sinal de doenças que provocam lesões em nervos, como:
Diabetes○
Esclerose múltipla○
Deficiência de vitamina B12○
•
Acarreta
Paralisia dos músculos da mastigação ○
Perda da sensibilidade tátil, térmica dolorosa e proprioceptiva da parte inferior da face○
•
Lesões direta ou indiretamente ligada à infeccções, traumas ou tumores noglossofaríngeo
Disfagia•
Aptialia•
Ageusia•
Neuropatia vagal (lesão do nervo vago)
Interrupção no envio das sensações de vários órgãos das cavidades torácica e abdominal•
Disfagia •
Taquicardia•
Nervos Espinais
São 31 pares de nervos espinais deixam o canal vertebral pelos forames intervertebrais, 
Nomeados e agrupados conforme a vértebra à 
qual estão associados
8 cervicais•
12 torácicos•
5 lombares•
5 sacrais•
1 coccígeo•
Ramo posterior
Dorsal•
Região posterior -> tronco profundo•
Pele e músculos•
Ramo anterior
Ventral•
Músculos, estruturas dos membros 
superiores e inferiores
•
Pele --> face lateral e anterior do tronco•
Ramo meníngeo
Entram no canal vertebral•
Vértebras, ligamento vertebral, vasos da 
medula e meninges
•
Ramos comunicantes
Divisão autônoma•
Plexos
Os ramos anteriores não chegam diretamente às estruturas corporais e, por isso, as fibras nervosas dos diferentes nervos são 
ordenadas e recombinadas em um único nervo
Plexo Cervical - C1-C4
Cabeça, pescoço e ombro○
Nervo frênico (C3-C5) -- diafragma
Nas lesões do nervo frênico, a respiração para porque este nervo não consegue mais enviar impulsos nervosos para o 
diafragma

○
Plexo braquial - C5-C8
É o maior e mais complexo, com muitas interconexões○
Tórax, ombro, braço, antebraço e mãos○
Plexo lombar - L1-L4
Poucas interconexões○
Costas abdômen, coxa, virilha, panturrilha○
Lesões do nervo femoral
Incapacidade de estender a perna e pela perda de sensibilidade na pele da parte anteromedial da coxa
○
Lesões do nervo obturatório
Paralisia dos músculos adutores da coxa e perda de sensibilidade da face medial da coxa
○
Plexo sacral e coccígeo - L4-L5 --> sacral
Glúteo, períneo, membros inferiores○
Isquiático
Dois nervos (tibial e fibular comum) unidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo
Se divide em dois, normalmente na altura do joelho
○
S1-S4 --> Coccígeo○
Área cutânea○
Os nervos emergem dos plexos e são denominados de acordo com as estruturas que eles inervam ou o trajeto que eles seguem
Apenas os nervos torácicos (T2 a T12) não formam plexos
Anatomia do Sistema Nervoso Autônomo
O sistema nervoso autônomo é responsável pelo controle involuntário do corpo. Ele é dividido anatomicamente e funcionalmente 
em simpático e parassimpático, sendo que os dois agm de maneira integrada para garantir a homeostase, possuindo efeitos 
opostos.
Impulso
Cada divisão tem dois neurônios entre o SNC e os órgãos efetores: o pré-ganglionar (localizado no SNC) e o pós-ganglionar (conduz 
o impulso para o órgão efetor)
Sistema nervoso autônomo simpático
neurônios pré-ganglionares:
Corpo celular: cornos laterais da substância cinzenta dos segmentos torácicos e dos primeiros lombares-
Axônios: efluxo toracolombar-
Os gânglios
Cadeia vertebral/gânglios paravertebrais-
Fileira vertical ao lado da coluna vertebral-
Extensão: base do crânio até cóccix-
Axônios pós-ganglionares
Terminam no efetor-
Sistema nervoso autônomo parassimpático
Neurônios pré-ganglionares
Corpo celular: nervos cranianos III, IV, IX, X + cornos laterais da substância cinzenta de S2, S3 e S4 -
Axônios: efluxo craniossacral-
Os gânglios
Intramurais -
Próximo ou dentro da parede do órgão visceral-
Axônios pós-ganglionares
Faz sinapse com 4 ou 5 neurônios pós-simpáticos que suprem um único efetor visceral-
Respostas parassimpáticas são restritas a apenas um efetor-
Histologia do Sistema Nervoso 
Componentes celulares
Neurônios
Corpo celular (pericário)
Citoplasma
Rico em RER○
Manchas basófilas = corpúsculo de Nissl○
-
Citoesqueleto
Neurofibrina 
Formato e sustentação - MO
○
Microtúbulos
Trânsito de substâncias entre axônio e corpo celular
○
Lipofuscina
Pigmento de envelhecimento (lisossomas)
○
-
Dendritos
Parte receptora dos neurônios aferentes-
Ramificados (parecem galhos de árvore)-
Citplasma dos dendritos é semelhante ao do corpo celular mas sem CG-
Espinhas dendríticas: recebem a maioria dos impulsos nervosos - muitos receptores-
Axônio
Transporte de impulso nervoso
Para outro axônio○
Para fibra muscular○
Para célula glandular○
-
Proeminência axônica
Cone de implantação (poucos corpos de nissl)○
Não tem mielina○
Origem do segmento inicial - rico em canais de sódio - estímulo elétrico○
-
Axoplasma
Citoplasma do axônio○
Pobre em organelas (pouca mitocôndria e nada de RER)○
-
Fluxo anterógrado e retrógrado
Movimento de moléculas e organelas ao longo do axônio○
Anterógrado
Proteínas do pericário para o axônio
○
Retrógrado○
-
Volta de substâncias para o pericário (reutilização)
Tipos de neurônio
Célula piramidal= córtex cerebrall
Célula de Purkinje = córtex cerebelar
Células da Glia
São células menores que neurônios que mantém o tecido coeso, auxiliam a função do tecido nervoso, e não geram ou propagam 
potencial de ação. São muito numerosas (10 glia para 1 neurônio) e se multiplicam no SN maduro. Fazem papel do MEC do Sistema 
Nervoso
Corpo celular + prolongamentos-
Presentes no SNC
Astrócitos: Maiores e mais numerosos, Estrelados e com prolongamentos
Protoplasmáticos: Muitos prolongamentos ramificados e curtos - substância cinzenta-
Fibrosos: Prolongamentos longos e não ramificados - substância branca-
Função: Barreira hematoencefálica, ambiente químico adequado, aprendizagem de memória
Controle da permeabilidade da barreira hematoencefálica
Prolongamentos se ligam nos capilares (base da BHE) e induzem modificações nas células endoteliais que regulam 
a permeabilidade às proteínas do plasma

A sinalização cruzada entre os pés terminais e as terminações neuronais regula a circulação sanguínea no encéfalo
○
Mantém o ambiente químico adequado para impulso nervoso
Regulação da concentração de íons no meio
Captação de NT em excesso
Condução de nutrientes dos capilares para neurônios
○
Participação da aprendizagem de memória
Influenciam na formação de sinapses neuronais por interação com outras células (oligodendrócitos)
○
-
Oligodendrócitos: Parecem com os atrócitos, mas são menores e têm menos prolongamentos
Função: Bainha de mielina, sendo que 1 único oligodendrócito mieliniza vários axônios•
Micróglia: Estrutura Pequena, Alongada, Prolongamentos finos com projeções (espinhos), Origem na medula óssea vermelha
Função: Fagocitária•
Ativadas = macrófagos e APC○
Inflamação e reparo do SNC - Removem restos de tecido nervoso danificado○
Células Ependimárias - Epêndima
Estrutura: Cubóides, Colunares, Microvilosidades, Cílios•
Função: Revestir ventrículos encefálicos e canal central da medula espinhal, Monitorização e auxílio da circulação do LCR, 
Formam BHE
•
Presentes no SNP
Células de Schwann: Célula plana, Citoplasma com poucas organelas mas contém RE, Presença de gene da mielina, Núcleo grande
Função: Formar bainha de mielina (mielina + proteína), Regeneração do axônio
DIFERENÇA ENTRE SCHWAN E OLIGODENDROCITO
Neurolema: camada mais externa da célula de schwan com citoplasma e núcleo (oligo n tem)-
Camadas em torno do axônio: schwann - mais de 100 camadas/ oligodendrócitos - 15 camadas/ -
nós de ranvier - espaço entre bainha de mielina, mais numerosos na de schwan-
Nucleo do oligo não esta na mielina, e pra ter mais mielina tem que ir outro oligodendrocito, no caso da de 
schwann a propria célula já sintetiza mais mielina
-
•
Célula satélite: planas e circundam corpo celular dos gânglios no SNP, além de regular as trocas de substâncias entre o corpo celular 
do neurônio e o LEC
ORGANIZAÇÃO HISTOLÓGICA DO NERVO (FIBRAS)
Fibra = axônio + tecido conjuntivo frouxo (endoneuro) + célula da glia + MEC
Endoneuro: Tec conjuntivo frouxo
Envolve cada fibra-
Líquido endoneural: extracelular, nutrição e 
ambiente para propagar sinais
Perineuro: Tecido conjuntivo denso
Une várias fibras - fascículos-
Barreira de difusão + barreira 
hematoneural (zônulas de oclusão nos 
capilares) - manter ambiente osmótico e 
pressão do líquido endoneural
-
Epineuro: Tecido conjuntivo denso - contínuo 
com Dura máter
Une todos os fascículos - forma o nervo 
individual
○
Vasos sanguíneos e linfáticospara nervo○
Garante resistência ao nervo○
Histologia do sistema nervoso - organização histológica
Substância branca = axônio com 
mielina + núcleos de células da glia
Substância cinzenta = corpos celulares dos neurônios, dendritos, porções iniciais não 
mielinizadas dos axônios e células da glia. Local de sinapses
Córtex Cerebral
Célula piramidal
Comum no córtex cerebral-
Referência histológica para localização do córtex-
Cerebelo
Substância cinzenta: Local de sinapses
3 camadas: molecular, central e 
granulosa
Molecular
Mais externa○
Poucas células (neurônios)○
Predomínio de neurópilo 
(dendritos, axônios e sinapses)
○
Cor rósea com aspecto homogêneo○
Central (com células de purkinje)
Neurônios grandes (purkinje)○
Atrócitos de bergman 
(especializados para auxílio da 
célula de purkinje)
○
Granulosa
Menores neurônios do organismo○
Numerosos núcleos○
Substância Branca: 
Mais pro centro-
Eixo das folhas do 
cerebelo
-
Medula Espinal
Células ependimárias
Dura Mater: 
Tec. Conjuntivo Denso -
Abundantes fibras colágenas -
Espaço Epidural na medula espinal: adiposo + tec. conjuntivo frouxo-
Parte interna da Dura e superfície externa: tecido epitelial simples pavimentoso-
Aracnóide Mater: 
Tec. Conjuntivo Denso -
Revestimento: tecido epitelial simples pavimentoso-
Pia Mater: 
Tec. Conjuntivo Fibroso Fino -
Superfície externa: células achatadas-
LCR
Produção: células ependimárias
Leucócitos: presentes, sendo 70% linfócitos e 30 a 50% monócitos
Quantidade: 5 leucócitos/mm³
Contagem: por citometria○
-
Se quantidade anormal de células no líquor:
Predomínio de neutrófilos (polimorfonucleares): meningite bacteriana○
Predomínio de eosinófilos: parasitas (neurocisticercose ou neuroesquistossomose p. ex.)○
Presença de blastos: infiltração de células neoplásicas○
-
Hemácias: não presentes normalmente
Se presentes: indica hemorragia, geralmente com alteração na coloração do líquor-
ANATOMIA
Sintropia Localizado no mediastino
Mediastino: compartimento central da cavidade torácica, estrutura flexível e dinâmica, 
deslocada por estruturas contidas no seu interior
Revestido pelo pericárdio
Saco fibrosseroso invaginado pelo coração e pelas raízes dos grandes vasos
Parte fibrosa: mantém o coração em sua posição mediastinal média e limita sua 
expansão
○
Parte serosa: face ligada no pericárdio seroso (epicárdio), recobre o miocárdio e as 
partes dos grandes vasos que estão próximas ao coração, permitindo que o coração 
tenha movimento livre
○
Inervado pelo nervo frênico○
Funções Fornece nutrientes vitais aos tecidos, distribui mais de 6000 litros de sangue para o corpo todo, 
e facilita a excreção de resíduos
Camadas Epicárdio, endocárdio e miocárdio
Epicárdio: reveste diretamente o coração, altamento vascularizado-
Miocárdio: camada muscular, composta de tecido muscular cardíaco, inervado pelo nervo 
vago, com ação involuntária, tem a função de bombeamento
-
Endocárdio: reveste internamente o coração, é liso para evitar atrito das câmaras com o 
sangue, e abrange as valvas cardíacas.
-
Coração e Grandes vasos - Anatomia e histologia
quinta-feira, 20 de junho de 2024 17:01
Coração direito e 
esquerdo
Direito: recebe sangue pouco oxigenado (venoso) do corpo, composto pelo átrio direito e 
ventrículo direito
Esquerdo: recebe sangue bem oxigenado (arterial) dos pulmões, composto pelo átrio esquerdo 
e ventrículo esquerdo
Átrio direito
Recebe sangue das veias cavas (inferior e superior) e bombeia para o ventrículo direito-
Tem uma parede delgada (fina), e por isso baixa pressão-
Posterior: parede lisa, óstio das veias cavas-
Anterior: com aurícula, músculos pectíneos (seta azul)-
Ventrículo direito
Parede relativamente delgada (baixa pressão)-
Recebe sangue do átrio direito para ejetá-lo-
Na camada de recepção, ele tem músculos papilares unidos à valva atrioventricular pelas 
cordas tendíneas (setas pretas)
-
Na camada de ejeção, ele tem parede lisa, que se liga à valva pulmonar (valva do tronco 
pulmonar - setas azuis)
-
Tem duas especificações: a crista supraventricular, e a trabécula septomarginal (setas 
vermelhas)
-
Átrio esquerdo
Menor que o direito-
Parede delgada (fina) e por isso baixa pressão-
Músculos pectíneos na região da aurícula-
Recebe sangue das 4 veias pulmonares (seta azul)-
Ventrículo esquerdo
Parede espessa, causando alta pressão-
Recebe sangue do átrio esquerdo pela valva atrioventricular esquerda (seta azul)-
Camada de recepção
Músculos papilares sustentam as válvulas da valva (seta vermelha)○
-
Camada de ejeção
Parede lisa próxima ao septo interventricular, valva aorta ejeta o sangue para a 
artéria aorta descendente (seta preta)
○
-
Há ainda o esqueleto fibroso cardíaco
consiste numa camada de tecido conjuntivo fibroso que separa o miocárdio dos 
ventrículos do miocárdio dos átrios, propiciando estabilidade mecânica. Confere um local 
de fixação mecânica para todas as valvas cardíacas e isolamento elétrico durante a 
atividade cardíaca
Plano valvar Todas as valvas estão num mesmo plano e são unidirecionais, e permitem um fluxo entre os 
átrios e os ventrículos, impedindo refluxo de sangue para os átrios durante a sístole ventricular. 
São revestidas por endocárdio. 
Valvas atrioventriculares:
Tricúspide (coração direito)-
Mitral (coração esquerdo)-
Valvas semilunares
Pulmonar (direito --> artéria pulmonar)-
Aórtica (esquerdo --> artéria aorta)-
Inervação cardíaca Sistema nervoso autônomo simpático
Fibras de gânglios cervicais e torácicos superiores-
Aceleram a frequência, dilatam a artéria coronária, atendem aumento da demanada 
metabólica
-
Sistema nervoso autônomo parassimpático
Fibras pré-ganglionares de ramos do nervo vago-
Diminuem a frequência cardíaca e a força de contração, constringem as artérias 
coronárias, e poupam energia entre períodos de maior demanda
-
Vascularização 
cardíaca
Artérias coronárias
Entregam oxigênio e nutrientes para o endocárdio por difusão e microvascularização-
Primeira ramificação da aorta-
Imediatamente superior à valva semilunar aórtica-
Segue por lados opostos do tronco tronco pulmonar-
Suprem átrios e ventrículos-
Direita
Seio direito da aorta: supre átrio direito, maior parte do ventrículo direito, face 
diafragmática do ventrículo esquerdo, parte do septo interventricular, e os nós 
sinoatrial e atrioventricular (essa parte varia entre as populações)
○
-
Esquerda
Supre o átrio esquerdo, maior parte do ventrículo esquerdo, parte do ventrículo 
direito, feixe atrioventricular do comlexo estimulante do coração e o nó sinoatrial 
em algumas pessoas
○
-
Veias cardíacas
Seio coronário: drena o sangue venoso do miocárdio para o átrio direito-
Veia cardíaca magna: drena as áreas irrigadas pela coronária esquerda-
Veia interventricular posterior: drena as áreas irrigadas pelo ramo interventricular 
posterior a coronária direita
-
Veia cardíaca parva: drena átrio direito e ventrículo direito-
Veias anteriores do ventrículo direito: drenam o ventrículo direito diretamenteo para o 
átrio direito
-
Vias condutoras Veia cava superior: sangue pobre em Oxigênio da cabeça, pescoço e membros inferiores, além 
de receber drenagem da veia ázigo, a qual drena o tórax pelo trajeto à direita
Veia cava inferior: drena o sangue pobre em oxigênio do abdome, pelve e membros inferiores, 
trato digestório pelas veias hepáticas,
Veias pulmonares: sangue rico em oxigênio dos pulmões
Artérias pulmonares (tronco pulmonar): sangue pobre em oxigênio para os pulmões
Artéria aorta: envia sangue do coração para o corpo
Ascendente: se ramifica em tronco braquicefálico, carótida comum e subclávia direita-
Descendente: se ramifica-
Abdominal: irrigação abdominal, vísceras, etc-
Final: artérias ilíacas (aorta se divida em duas)-
Histologia 
Coração em rosa, valvas em amarelo e vasos em azul
Endocárdio Endotélio 1.
Tecido conjuntivo frouxo (fibras elásticas e colágenas) com Algumas células musculares lisas2.
Subendocárdio Conecta miocárdio à camada subendotelial
tecido conjuntivo + veias + nervos e ramos do sistemade condução do impulso do coração1.
Miocárdio Músculo estriado cardíaco1.
Involuntário1.
Rítmico2.
Vigoroso3.
Estrias4.
Núcleo celular central5.
Células alongadas e interligadas6.
Discos intercalados (círculo roxinho)
Junções de adesãoa.
Junções comunicantes
Passagem de íons facilmente no citosol das células, facilitação a propagação 
da despolarização de membrana e contração do músculo
i.
b.
7.
Epicárdio Camada visceral do pericárdio
Tecido epitelial pavimentoso simples1.
Fina camada de tecido conjuntivo2.
Camada 
subepicardial
Tecido conjuntivo frouxo + veias + nervos + gânglios + tecido adiposo que envolve o coração1.
Pericárdio Camada parietal do pericárdio
Tecido conjuntivo fibroso (denso)1.
Valvas cardíacas Tecido conjuntivo denso não modelado
Fibras colágenas tipo I (74%) e do tipo II (24%) densamente acondicionadas1.
Fibras elásticas2.
1.
Artérias CAMADAS:
Túnica íntima (mais interna)
Endotélio (epitélio simples pavimentoso)
Superfície luminal (moléculas de adesão e receptotres)i.
Células alinhadas com seus eixos longos na direção do fluxo sanguíneoii.
Barreira semipermeável entre o plasma sanguíneo e o líquido intersticialiii.
a.
Lâmina basal: tecido conjuntivo frouxo (camada subendotelial)b.
1.
Túnica média 
Células musculares lisas organizadas helicoidalmentea.
MEC entre as células
Fibras elásticasi.
Fibras reticulares (colágeno tipo III)ii.
Proteoglicanosiii.
Glicoproteínasiv.
Espessura depende do vasov.
b.
2.
Túnica adventícia (mais externa)
Colágeno tipo I e fibras elásticasa.
Gradualmente contínua com o tecido conjuntivo do órgão pelo qual o vaso passab.
Variável, depende do vasoc.
Nos grandes vasos, possui vaso vasorum e nervos dos vasosd.
3.
CLASSIFICAÇÃO DAS ARTÉRIAS 
Artérias
Grandes artérias elásticas○
Aorta e pulmonares○
Túnica íntima com fibra elástica (mais espessa que a muscular)○
Túnica média com muita elastina (cor amarelada)○
Túnica adventícia pouco desenvolvida○
-
Artérias de diâmetro médio/musculares
Maioria do corpo
Túnica íntima = mais espessa que as arteríolas (pouco)
Lâmina elástica interna (componente mais externo da íntima) é 
proeminente
◊

Túnica média = essencialmente células musculares lisas
Entre células musculares: fibras reticulares e proteoglicanos◊
Lâmina elástica externa (último componente da túnica média) - apenas 
nas artérias musculares maiores 
◊

Túnica adventícia: tecido conjuntivo frouxo, vasos capilares linfáticos, vasa 
vasorum e nervos da adventícia

○
-
Artérias de pequeno calibre e arteríolas
Pequenas artérias do corpo□
Diâmetro menor que 0,5mm e lúmen estreito□
Camada subendotelial muito delgada□
Arteríolas muito pequenas:
Sem lâmina elástica interna
Lâmina média composta por uma ou duas camadas de músculo liso circular
Sem lâmina elástica externa
Regulam desvio de sangue
□
-
Capilares
Exercem troca metabólica □
Composição
Uma camada de endotélio
Diâmetro de 8 a 12 μm
extensão de 50 a 100 mm - comprimento total do conjunto dos capilares do 
corpo humano é 96.000 km

Corte transversal: parede dos capilares formada por uma a três células sobre 
uma lâmina basal 

□
Tipos: contínuos, fenestrados e descontínuos (sinusoidais)□
-
Veias Maioria das veias é pequeno ou médio calibre
Contém algumas células musculares
T. íntima: uma camada subendotelial fina composta por tecido conjuntivo - pode estar 
muitas vezes ausente
○
T. média: pacotes de pequenas células musculares lisas entremeadas com fibras 
reticulares e uma rede delicada de fibras reticulares
○
T. adventícia: mais espessa e bem desenvolvida das túnicas○
•
Introdução
As glândulas endócrinas não apresentam conexão anatômica na maioria dos sistemas
Se comunicam por liberação de hormônios ou neurotransmissores-
Regulação da secreção: ajuda a manter homeostasia
Liberação de Hormônios
Ocorre diretamente no líquido intersticial
Líquido intersticial1.
Difusão para capilares2.
Sangue (alta dependência do sistema circulatório, por isso são altamente vascularizadas)3.
Célula alvo4.
Eixo Hipotálamo-Hipófise
Este eixo, que envolve o hipotálamo e a hipófise, mantém o controle do feedback.
Hipotálamo
Ele detecta alterações das secreções. 
Localização: acima do quiasma óptico, ele sintetiza hormônios hipotalâmicosos 
Hormônios hipotalâmicos
São inibidores ou estimuladores da adenohipófise, sendo carregados pelo sistema porta 
hipofisário. 
Hipófise
É a glândula mestra, liberando diversos hormônios que controlam a atividade de outras glândulas 
Glândulas endócrinas - Anatomia
sábado, 22 de junho de 2024 15:16
endócrinas. 
A secreção da hipófise e controlada pelo hipotálamo
Localização: sela turca do osso esfenoide, fixada ao hipotálamo pelo infundíbulo
Anatomia: adeno-hipófise (anterior) e neuro-hipófise (posterior)
Adeno-hipófise
Tecido epitelial-
Hormônios da adeno-hipófise 
passam para os capilares do plexo secundário (veias porta-hipofisárias)○
até alcançar a circulação geral○
-
Seus hormônios liberados são as trofinas, que atuam em glândulas endócrinas-
Neuro-hipófise
É responsável por armazenar e liberar os hormônios•
Compota por axônios e terminais axônicos das células neurossecretoras hipotalâmicas•
Corpo-celular
Núcleo paraventricular e supraóptico○
Sintetizam apenas dois hormônios: ocitocina e hormônio anti-diurético (ADH -
vasopressina)
○
•
Axônios
Trato hipotalâmico - hipofisal○
Armazenados até que gaja impulso nervoso para a liberação hormonal○
•
Introdução
O sistema respiratório funciona para aquecer, transportar e filtrar o ar que será usado para troca 
gasosa.
Pode ser dividido em vias aéreas superiores e inferiores
Nariz e cavidade nasal
Nariz e a Cavidade Nasal tem início nas narinas, e o fim no coano (que se comunica com a faringe)
Nariz
Via condutora de ar-
Sustentado por osso e cartilagem 
para manter as vias desobstruídas
-
Aquece, umedece e filtra o ar inalado-
Detecta estímulos olfatórios (odor)-
Muda as vibrações da fala-
Cavidade nasal
Parte intracraniana do nariz-
Câmaras assimétricas separadas por septo 
ósseo e cartilaginoso
-
Paredes laterais-
Sistema Respiratório - Anatomia e Histologia
sábado, 22 de junho de 2024 15:30
Conchas nasais (setas pretas)○
meatos (setas verdes)
Aumentam a área de superfície da 
cavidade nasal

Evitam desidratação
Permitem aquecimento do ar 
pelos capilares

Secreção de muco pelos seios 
paranasais = retenção de poeira

○
Teto 
etmoide (seta azul)○
-
Assoalho (seta vermelha)
Palatino ○
Processo palatino da maxila○
-
Seios paranasais
Aumentam o contato do ar com o meio 
interno e reduzem o peso (*)
○
-
Bulbo Ofatório
Neurônios olfativos fazem sinapse com neurônios receptores olfativos presentes na mucosa 
olfatória
Apoiado do etmoide-
Anosmia - perda de olfato-
Faringe
É o local onde ocorre a passagem 
de ar e alimento, além de fornecer 
câmara de ressonãncia para os 
sons da fala. Além disso, é o 
alojamento das tonsilas
(amígdalas - reações imunes)
Nasofaringe-
Orofaringe-
Laringofaringe-
Laringe
A laringe conecta a faringe com a traqueia. Funciona como uma caixa de ressonância, além de ter 
muitas estruturas importantes, como a epiglote, as cartilagens, e as pregas vocais.
Inervação: Nervo laríngeo (ramo do vago) - reflexo da tosse
Epiglote: arcabouço de cartilagem hialina
Margem inferior: ligada à margem anterior da cartilagem tireóidea, presa ao hióide-
Margem superior: livre para mover-se para cima e para baixo-
Função: seu fechamento na deglutição impede que o alimento entre nos pulmões, e garante 
que chegue no esôfago
-
Cartilgens
Cricoidea
Parte inferior da laringe○
Presa ao primeiro anel da cartilagem da traqueia (ligamento cricotraqueal)○
Ponto de referência para traqueotomia○
-
Aritenóideas
Influenciam as posições e as tensões das pregas vocais○
-
Tireóidea
Maior nos homens que nas mulheres (puberdade + hormônios)○
-
Traqueia
A traqueia se inicia no fim da laringe, e se estende até a vértebra T5, onde se divide em brônquio 
primário direito e esquerdo
Protege contra partículas de poeira no ar(histologia)
Formada por
Anéis cartilaginosos em 
forma de C unidos por 
ligamentos (impedem o 
-
colabamento da 
parede)
Membrana 
fibromuscular na parte 
aberta do anel contém 
o músculo traqueal, que 
permite mudança de 
diâmetro da traqueia 
(durante a inspiração e 
expiração) e mantém a 
eficiência do fluxo de ar
-
Brônquios
Surgem da bifurcação inferior da traqueia. Formados por anéis cartilaginosos. Se ramifica na árvore 
bronquial.
Brônquios principais: Porção inicial (antes de entrar no pulmão)-
Brônquios lobares: após entrada no pulmão, sendo 3 do lado direito, e 2 do lado esquerdo-
Brônquios segmentares: irrigam pontos específicos dentro do lobo pulmonar --> bronquíolos 
e bronquíolos terminais
-
Vascularização: artérias e veias bronquiais, que suprem também o tecido pulmonar
Pleuras
A pleura é uma túnica serosa que envolve e protege cada pulmão. 
São duas pleuras, sendo uma parietal (mais superficial) e uma visceral (mais profunda), entre elas, 
a cavidade pleural, que possui líquido lubrificante. 
Pleura parietal: reveste a parede da cavidade torácica-
Pleura visceral: está presa ao próprio pulmão-
Cavidade pleural: cavidade entre as pleuras, onde fica o líquido lubrificante, o qual reduz 
atrito, fazendo com que as pleuras deslizem facilmente sobre a outra durante a respiração
-
Inervação das pleuras
Nervos intercostais (fibras sensitivas somáticas)-
Nervo frênico-
Gânglios sensitivos (nervos espinais, região torácica, parte simpática)-
Pulmões
Pulmões são duas câmaras independentes separadas pelo mediastino e protegidos pela caixa 
torácica, as quais se estendem do diafragma até a região discretamente superior às clavículas. 
Características gerais:
Cor: entre cinza e azul-rosado, podendo ter partículas cinza-escuras devido à carvão e poeira 
depositados após inspiração
-
Aspecto: esponjoso-
Anatomia externa
Estrutura segmentar, que segue á ramificação da árvore bronquial-
Segmento broncopulmonar: região de tecido pulmonar suprido por um brônquio segmentar-
Hilo pulmonar: estruturas que formam a raiz do pulmão (brônquios, artérias pulmonares, 
plecos pulmonares, vasos linfáticos)
-
Vascularização: Artérias e veias pulmonares, as quais participam da troca gasosa nos alvéolos-
Inervação: plexos pulmonares (contribuição do SNAS e SNAP) acompanham as artérias 
pulmonares e brônquios até os pulmões e no seu interior. O controle nervoso é feito pela 
ponte e bulbo
-
Mecânica respiratória:
Músculos da respiração: Intercostais externos e internos, esternocleidomastóideo, escalenos, 
diafragma, oblíquo externo e interno, transverso do abdome, reto do abdome
-
Ossos: caixa torácica inteira-
Histologia do sistema respiratório
Porção condutora: até os brônquios
Umidifica, umedece e aquece o ar, dá suporte 
estrutural, flexibilidade e extensibilidade. A defesa 
consiste em muco das células caliciformes, cílios, 
plasmócitos e macrófagos na mucosa, BALT, 
linfonodos ao longo da porção condutora
Porção respiratória: a partir 
dos bronquíolos respiratórios
Troca de gases entre o sangue e o ar
Principais tipos celulares encontrados
Células califormes: produtoras de muco com gotículas de muco de glicoproteína na região apical
Células em escova: microvilos apicais, receptores sensoriais (terminações nervosas livres)
Células basais: pequenas e arredondadas, consistindo em células-tronco
Células granulares (Kulchitsky): semelhantes às basais, mas com muitos grânulos, sendo parte de 
um sistema neuroendócrino difuso
Mucosa respiratória: epitélio pseudoestratificado com células caliciformes
Fossas nasais
Vestíbulo Continuação da pele que entra nas narinas
Epitélio estratificado pavimentoso
Vibrissas (aprisionar materiais para purificação)○
Glândulas sebáceas (aprisionar materiais para purificação)○
Transiciona para epitélio pseuoestratificado○
-
Área 
respiratória
Maior parte do tecido da cavidade nasal
Mucosa respiratória-
Lâmina própria aderida ao periósteo e ao pericôndrio adjacentes-
Superfície irregular (conchas nasais)-
Área olfatória Neuroepitélio colunas pseudoestratificado
Células de sustentação: prismáticas, microvilos, pigmento acastanhado-
Basais-
Olfatórias: neurônios bipolares cujos dendritos ficam voltados para a 
cavidade nasal, com cílios que ampliam a recepção do odor
-
Glândula de Bowman: criam corrente líquida contínua que limpa os cílios das 
células olfatórias, facilitando o acesso de novas substâncias odoríferas
-
Faringe
Nasofaringe Mucosa respiratória
Orofaringe Epitélio estratificado pavimentoso (pele)
Laringe
Epitélio Epitélio
Mucosa + cílios que batem em direção à faringe-
Lâmina própria
Tecido conjuntivo fibroelástico-
Epitélio-
Músculo-
Cartilagem
Cartilagem hialina-
Epiglote Cartilagem elástica revestida por tecido conjuntivo e epitélio
Pregas vestibulares (falsas 
cordas vocais)
A lâmina própria dessa região é formada por tecido conjuntivo frouxo 
+ glândulas
Pregas vocais (cordas vocais 
verdadeiras)
Eixo de tecido conjuntivo muito elástico, revestida de epitélio 
estratificado pavimentoso não queratinizado
Dois conjuntos de músculos: estriado esquelético extrínseco e 
músculos intrínsecos
Extrínsecos: uma das inserções na laringe e outra em outras 
estruturas
-
Intrínsecos: somente na laringe para modificar a abertura das 
cordas vocais
-
Traqueia
Mucosa: mucosa respiratória + lâmina própria rica em fibras elásticas
Submucosa: tecido conjuntivo ligeiramente mais denso que o da lâmina própria
Cartilaginosa: cartilagens hialinas em formato de C
Adventícia: tecido conjuntivo que liga a traqueia às estruturas adjacentes, adventícia da traqueia se 
continua com a adventícia do esôfago
Brônquios
Ramos maiores: mucosa semelhante à da traqueia - revestida por epitélio respiratório
Ramos menores: revestimento de epitélio cilíndrico simples ciliado
Lâmina própria: rica em fibras elásticas
Externamente à mucosa: camada de músculo liso (feizes musculares em espiral)
Em torno à camada de músculo: glândulas seromucosas (ductos se abrem no lúmen brônquico)
Esternamente à camada muscular: peças cartilaginosas dos brônquios (circunda o tubo 
inteiramente)
Peças cartilaginosas: envolvidas por tecido conjuntivo rico em fibras elásticas (camada adventícia)
BALT: Tecido linfático associado à mucosa, presente tanto na adventícia como na mucosa, 
consistindo num acúmulo de linfócitos, mostrado como nódulos linfáticos
Bronquíolos
Segmentos intralobulares○
Sem cartilagem ou glândulas○
Porções iniciais: Epitélio cilíndrico simples ciliado nas, passando ○
Porção final: simples inicialmente ciliado e finalmente sem cílios ○
Células caliciformes diminuem em número 
ausentes no final dos bronquíolos 
○
Epitélio dos bronquíolos com regiões especializadas: 
corpos neuroepiteliais - recebem terminações nervosas colinérgicas -
quimiorreceptores que reagem às alterações na composição dos gases que 
penetram o pulmão

○
-
Bronquíolos terminais
Últimas partes da porção condutora ○
Estrutura semelhante à dos bronquíolos ○
Parede mais delgada
epitélio colunar baixo ou cúbico, com células ciliadas e não ciliadas 
Células em clava (claviformes) 
não ciliadas □
superfície apical em forma de abóbada □
região apical com grânulos secretores (RER) □
Função: 
1) atuação como células-tronco de células epiteliais; 
2) secreção de substâncias antimicrobianas e citocinas; 
3) secreção de mucinas – CC16 
4) Secreção de agente tensoativo impede colapso das paredes das vias 
respiratórias durante a expiração 

5) detoxificação de algumas substâncias presentes no ar inspirado. 
□

○
-
Pulmões - porção respiratória
Bronquíolos respiratórios
Bronquíolo terminal → dois ou mais bronquíolos respiratórios 
tubo curto, às vezes ramificado 
estrutura semelhante à do bronquíolo terminal 
existência de várias descontinuidades na parede do bronquíolo respiratório - lúmen se 
comunica diretamente com os alvéolos pulmonares

Superfície interna (botões)
epitélio simples - varia de colunar baixo a cuboide □
Pode apresentar cílios na porção inicial□
Sem células caliciformes □
Pode conter células em clava (células de Clara) □
Músculo liso e as fibras elásticas de sua parede - camada mais delgada do que a do 
bronquíolo terminal 
□

Ductos alveolares 
Ducto alveolar: bronquílio respiratórico com parede constituída quase só de saídas de alvéolos 
Ductos alveolares: revestidos por epitélio simples cúbico (epitélio simples pavimentoso pode 
ser observado em suas extremidades) – perdem músculo na parede

Ducto alveolar termina em um alvéolo único, ou mais comumente em sacos alveolares
Sacos Alveolares:□

espaços nos quais se abrem diversos alvéolos 
últimas porções da árvore brônquica 
Ocupam a maior parte do volume dos pulmões - estrutura esponjosa do 
parênquima pulmonar.

Alvéolos
pequenas bolsas semelhantes aos favos de uma colmeia
Septo interalveolar ou parede alveolar
parede de um alvéolo comum a dois alvéolos adjacentes □
duas camadas de células epiteliais separadas por uma delgada lâmina de tecido 
conjuntivo formado de fibras reticulares e elásticas, substância fundamental e células do 
conjuntivo 
□
Interior dos septos: tecido conjuntivo com extensa rede de capilares sanguíneos□
Pneumócito tipo I
Celula pavimentosa
Citoplasma delgado e núcleo achatado e separado de outros núcleos (ME)
Adjacentes são unidos por desmossomos e por zônulas de oclusão (impedir 
passagem de fluidos do espaço tecidual para o interior dos alvéolos)

Função: barreira hematoaéreia
□
Pneumócito tipo II
Superfície alveolar intercalado entre os tipo I
Desmossomos e junções oclusivas
Arredondadas
Núcleo esférico é maior e mais claro
Citoplasma com vacúolos
ME: RER e microvilos na sua superfície livre
Função: produzir surfactante pulmonar (fosfolipídios, proteínas e 
glicosaminoglicanos), reduzir a rensão superficial da parede alveolar, mantendo-a 
estruturalmente e vitando seu colapso durante a inspiração e o colabamento do 
alvéolo. Renovada constantemente


□

Barreira hematoaérea
Função: Separar o ar alveolar do sangue capilar 
Componentes da barreira: 
1. citoplasma do pneumócito tipo I □
2. lâmina basal pneumócito tipo I □
3. lâmina basal do capilar sanguíneo (interior do septo interalveolar) 
As duas lâminas basais se fundem, formando uma (4) membrana basal única -
diminuir a distância na qual os gases devem se difundir 

□
5. citoplasma da célula endotelial do capilar □
Septos interalveolares apresentam poros de 10 a 15 mm de diâmetro, comunicando dois 
alvéolos adjacentes Função: Equalizar a pressão do ar nos alvéolos e possibilitar a 
circulação colateral do ar, quando um bronquíolo é obstruído
□

RESUMO
Introdução
O sistema urinário contém estruturas retroperitoneais (atrás do peritôneo) abaixo do diafragma, 
que estão entre as vértebras T12 e L3, protegidos pelas costelas XI e XII. 
O rim direito, contido neste sistema, é deslocado para baixo devido ao fígado. 
No geral, a posição destes órgãos pode mudar de acordo com a respiração e as mudanças 
posturais, como quando há uma respiração diafragmática profunda, fazendo com que aconteça um 
deslocamento de 2-3cm na vertical. 
Anatomia
Rim
O rim tem funções diversas, como:
Regular o nível sanguíneo de íons -
Regular o pH do sangue: excreção de H+ e preservação do Bicarbonato-
Regular a volumia: eliminação ou manutenção de água-
Regular a pressão arterial: secreção de renina ativa o sistema Renina-angiotensina-
Manutenção da osmolaridade: regular a perda de água e solutos pela urina-
Produção de hormônios: calciterol (forma ativa da vitamina D) e eritropoetina-
Excreção de restos metabólicos e substâncias nocivas-
Sua anatomia externa inclui as regiões do rim, importantes para identficar as estruturas:
Faces Anterior e posterior
Margem Lateral (convexa) e medial (côncava)
Polos Superior e inferior
Posição Oblíqua
Sistema Urinário - Anatomia e Histologia
segunda-feira, 24 de junho de 2024 13:26
O hilo renal está localizado na margem medial, assim como o 
seio renal. 
A cápsula adiposa é intermediária, e circunda a cápsula 
fibrosa, protegendo o rim contra traumas, e ancorando-o em 
sua posição na cavidade abdominal. 
A cápsula fibrosa, por sua vez, é uma lâmina lisa e 
transparente, contínua com o revestimento do ureter, que 
funciona como uma barreira contra o traumatismo e mantém 
a forma do rim.
Já a fáscia renal serve para ancorar os rins às estruturas 
adjacentes
Sua anatomia interna envolve algumas particularidades, como o córtex, a medula e as papilas.
Córtex (azul) Camada imediatamente 
abaixo da cápsula e entre 
as pirâmides renais, 
contém glomérulos e 
segmentos iniciais e 
terminais dos túbulos 
renais 
Medula renal 
(vermelho)
Formada pelas pirâmides 
renais, segmentos 
ascendentes e 
descendentes dos 
túbulos renais
Papilas renais 
(verde) 
Ápice das pirâmides, 
recoberto pelos cálices 
menores
Cálices menores --> 
cálices maiores --> pelve 
renal
Ureter
Os ureteres são ductos musculares que conduzem a urina dos rins à bexiga. 
Clinicamente, ele é formado por três segmentos: renal (diretamente do rim), lombar (entre rins e 
bexiga) e vesical (na parede da bexiga). 
A parte abdominal do ureter se adere ao peritôneo, tendo um trajeto retroperitoneal. 
Bexiga
É um orgão muscular oco e distensível presente na cavidade pélvica, posterior à sínfise púbica. 
Chamamos de trígono da bexiga a combinação de óstios dos dois ureteres com o óstio da uretra. 
Na mulher, é situada anteriormente ao útero, no homem, anteriormente ao reto.
Uretra
É a porção que conduz a urina da bexiga ao exterior do corpo. Em seu óstio interno, há ligação com 
o assoalho da bexiga e, no externo, a abertura para o exterior. Nos homens, é maior que nas 
mulheres. 
Vascularização
A artérias renais, ramos da aorta abdominal, são duas, sendo uma para cada rim. Cada uma se 
divide, perto do hilo renal, em cinco artérias segmentares que se distribuem pelos segmentos renais. 
A veia renal drena para a veia cava inferior. 
Suprarrenal
As glândulas suprarrenais estão localizadas na face superomedial dos rins, e inferior do diafragma, 
sendo inseridas nos pilares deste. 
São circundadas por cápsula adiposa, e tem algumas particularidades.
Formato: a direita é piramidal, a esquerda tem formado crescente medial. A direita faz 
contato com a veia cava inferior anteriomedialmente. 
Hilo: contém vasos linfáticos e veias que saem da glândula, e artérias e nervos que entram.
Córtex: secreta corticosteroides e androgênios, faz a retenção renal de sódio e água em 
resposta ao estresse, aumentando o volume sanguíneo e a pressão arterial
Medula: massa de tecido nervoso relacionada com os neurônios dos gânglios simpáticos pós-
ganglionares. Secretam epinefrina em resposta a sinais de neurônios pré-ganglionares, 
aumentando a FC e a PA, dilatando brônquios e modificando os padrões de fluxo sanguíneo
(preparação para exercício físico)
Histologia
Rim
Estroma (cápsula): tecido conjuntivo denso
Parênquima (parte funcional): zona cortical contém os néfrons, que são as unidades funcionais dos 
rins (600 a 800mil) e a zona medular é dividida em interna e externa (na externa tem vasos de maior 
calibre).
Zona cortical - néfrons
Os néfrons tem estruturas específicas que devem ser estudadas individualmente, como os 
corpúsculos renais, a sequência de túbulos e as células justaglomerulares.
Corpúsculos 
renais
Glomérulo Alças de capilares sanguíneos do tipo fenestrado (entram pelo polo 
vascular)
Espaço de 
Bowman
Espaço em que o filtrado glomerular primeiramente se aloca antes de 
passar para os túbulos
Cápsula de 
Bowman
Epitélio simples pavimentoso, apoiado na membrana basal
Sequência de 
túbulos
Túbulo contorcido 
proximal
Microvilosidades para reabsorção, lúmens amplos e circundados por 
muitos capilares.
Formado de epitélio cuboide
Superfíciel apical das células P tem muitos microvilos (orla em escova)
Alça de henle É onde ocorre retenção de água. Tem parede delgada e uma espessa. 
Delgada: epitélio simples pavimentoso-
Espessa: epitélio simplescuboide-
Túbulo contorcido Lúmens amplos e circundados por muitos capilares, formado por 
distal epitélio cuboide. Nesta região, há a mácula densa
Mácula densa: núcleos próximos e células muito estreitas, por 
estarem próximas ao polo vascular
-
Túbulo coletor Conecta o túbulo contorcido distal aos segmentos corticais ou 
medulares dos ductos coletores
Células 
justaglomerulares
São células musculares da arteríola próxima ao corpúsculo renal modificadas (porque não 
tem membrana elástica interna).
Núcleos esféricos e citoplasma com grânulos de secreção-
Máscula densa + células justaglomerulares = aparelho justaglomerular-
Células mesangiais extraglomerulares = função pouco conhecida, talvez produção de 
matriz mesangial extracelular, que proporciona sustentação para os capilares 
glomerulares
-
P = túbulo contorcido proximal
D = túbulo contorcido distal
MD = mácula densa 
C = corpúsculo renal
PV = Polo vascular
Bexiga
Na bexiga, encontramos o epitélio de transição (ET), o qual pode ter conformação alterada 
dependendo da bexiga esvaziada ou cheia. Este está apoiado na lâmina própria (LP), formada por 
tecido conjuntivo frouxo, e tem feixes de músculo liso (ML)
Ureter
O ureter tem o epitélio de transição, a lâmina própria, e em seguida uma camada de músculo liso 
(ML), e depois disso tem a camada externa (adventícia - AD), formada de teciso conjuntivo e tecido 
adiposo.
Uretra
A uretra masculina é responsável por carregar urina e ejaculado, sendo dividida em algumas 
porções, a prostática, a membranosa e a cavernosa/peniana.
Prostática: epitélio de transição-
Membranosa: epitélio pseudoestratificado colunar-
Cavernosa/peniana: epitélio pseudoestratificado colunar com áreas de estratificado 
pavimentoso
-
Além disso, há glândulas de Littré em toda a extensão, principalmente na peniana, a qual libera um 
produto de secreção que lubrifica o revestimento epitelial
A feminina, por sua vez, carrega apenas urina e é menor, consistindo num tubo de 4 a 5cm formado 
de epitélio estratificado pavimentoso com áreas de pseudoestratificado colunar até o esfíncter de 
músculo estriado esquelético (esfíncter externo da uretra).
Introdução e conceitos iniciais
Um locus eletrogênico é um local que concentra muitos canais em uma região. 
Um potencial de ação (PA) permite a comunicação por grandes distâncias no corpo, sendo exclusivo 
de células excitáveis, ou seja, neurônios e células musculares.
O potencial de membrana é um potencial que existe em todas as células.
O potencial graduado diz respeito à alterações locais e rápidas que variam com a intensidade do 
estímulo, permitindo a comunicação em curtas distâncias
Potencial de membrana
É importante lembrar que Potencial de membrana, Potencial de repouso e diferença de potencial 
(DDP) dizem respeito a conceitos iguais.
O potencial de membrana é definido pelas diferenças naturais de carga de uma célula. Todas as 
células são mais negativas por dentro e positivas por fora.
Dentro da célula, há uma grande concentração de K+ (potássio), o qual é acompanhado de Cl-
(cloreto), enquanto fora dela há uma baixa concentração de potássio e alta concentração de Na+ 
(sódio), o qual é mais eletropositivo que o potássio.
Dentro da célula (intracelular) Fora da célula (extracelular)
Altas concentrações: Potássio (K+) e 
Cloreto (Cl-)
Baixas concentrações: Sódio (Na+)
Altas concentrações: Sódio (Na+)
Baixas concentrações: Potássio (K+)
Mais negativo Mais positivo
Proteínas de membrana (Canais iônicos)
Os canais iônicos permitem a passagem de íons específicos ao longo de seus gradientes 
eletroquímicos. 
Existem tipos de canais iônicos, sendo eles:
Canal de vazamento para K+: presente em quase todas as células em grande número, se 
abrindo aleatoriamente
-
Canal ativado por ligante: Dependem de estímulo químico (como neurotransmissores), 
presentes em dendritos de neurônios sensitivos e motores, e também no corpo celular.
-
Canal mecanoativado: Receptores táteis da pele, auditivos, etc.. Abertos por estímulo 
mecânico
-
Canal de K+ dependente de voltagem: presente no axônio de todos os neurônios, serve para 
conduzir e gerar potencial de ação em células excitáveis. A mudança na DDP abre o canal.
-
Hiperpolarização: um processo que permite a saída de K+/entrada de Cl-, aumentando a diferença 
de potencial, pois o lado interno fica mais negativo, ou seja, com voltagem menor.
Potencial Graduado e de ação
sexta-feira, 28 de junho de 2024 23:17
Despolarização: um processo que permite a entrada de Na+/Ca2+, diminuindo a diferença de 
potencial, pois o lado interno fica mais positivo, ou seja, com voltagem maior
Potencial graduado
É um desvio de potencial de membrana, consistindo numa alteração rápida e localizada que varia 
de acordo com a intensidade do estímulo. 
Estímulo → Abertura e fechamento dos canais iônicos → alteração do fluxo de íons específicos →
fluxo de corrente localizado → dissemina reações adjacentes → dissipa gradualmente → cargas 
perdidas pelos canais de vazamento
Potencial graduado leva ao potencial de ação
Potencial de ação
É a sequência de eventos que altera a carga da membrana, podendo ser despolarização ou 
hiperpolarização. 
Ultrapassagem do limiar devido às flutuações do potencial graduado-
Potencial pós sináptico excitatório (PPE): entrada de sódio (Na+ é despolarizante)
Potencial pós sináptico inibitório (PPI): entrada de Cloro (Cl-) ou saída de potássio (Cl- e K+ são 
hiperpolarizantes)
Isso só é possível graças aos canais dependentes de voltagem presentes na membrana do axônio e 
dos terminais axônicos. 
Fases do potencial de ação
Fase 0: engatilhamento ou pré-disparo
Variação do potencial graduado
Fase 1: disparo
Limiar é alcançado, e o potencial de ação ocorre inevitavelmente.
Fase 2: despolarização
Abertura dos maciça dos canais de Na+ voltagem dependentes, aumento da permeabilidade da 
membrana ao Na+, e inversão da polaridade: de -55mV para +30mV
Fase 3: repolarização
Fechamento dos canais de Na+, e abertura dos canais de K+, fazendo com que mais cargas negativas 
se concentram na face interna da membrana devido ao efluxo de K+. Quando se ative -70mV, canais 
de K+ se fecham.
Fase 4: hiperpolarização pós-potencial
Há um efluxo intenso de K+ devido aos canais de vazamento, levando a voltagem de -70mV 
para -90mV
Fase 5: Restauração
Fechamento dos canais de K+ voltagem dependente, e os de Na+ continuam fechados. 
Reestabelecimento da concentração de Na+ no meio externo e de K+ no meio interno.
Período refratário
Quando uma célula não consegue gerar potencial de ação em resposta ao estímulo.
Potencial refratário absoluto (PRA)
Canais de Na+ voltagem dependente fechados, impedindo influxo de Na+, um novo potencial de 
ação não é produzido até que o anterior tenha terminado
Potencial refratário relativo (PRR)
Abertura dos canais de Na+ de forma gradual, fazendo com que um novo PA possa ser gerado desde 
que o estímulo seja superior ao que deu início ao primeiro PA
Condução saltatória e contínua
Condução contínua: Ocorre em axônio não mielinizado e fibras musculares, e consiste num processo 
de despolarização e repolarização graduais no segmento de membrana, sendo uma condução 
possível em distâncias menores, e mais lenta.
Condução saltatória: Ocorre em axônios mielinizados, sendo uma distribuição heterogênea dos 
canais voltagem dependente, fazendo distâncias maiores mais rapidamente.
Correlação clínica
Anestésicos locais interrompem a condução do estímulo nervoso ao bloquear a condutância dos 
canais de Na+, impedindo que o PA seja deflagrado.
Temperatura: axônios propagam potencial de ação em velocidade menor, bloqueando o potencial 
de ação, por isso que o uso do gelo auxilia na redução da dor.
Introdução e conceitos
A sinapse é a comunicação celular entre um neurônio e outra célula
Tipos de sinapse
As sinapses podem ser classificadas por:
Elétricas ou químicas: Se for desencadeada por potencial de ação, é elétrica, se for 
intermediada por neurotransmissor, é química. Nas duastem potencial de ação, mas na 
elétrica, apenas a voltagem causa a sinapse, enquanto na química, é o neurotransmissor.
-
Por local:
Axodendríticas: Entre um axônio e um dendrito○
Axossomáticas: Entre um axônio e uma célula○
Axoaxônicas: Entre dois axônios○
-
Excitatórias ou inibitórias: se causam ou impedem um estímulo de acontecer
Potencial pós sináptico excitatórios (PPE)
Entrada de sódio
Na+ é despolarizante
Potencial pós sináptico inibitório (PPI)
Entra de cloro ou saída de potássio
Hiperpolarizante
-
Sinapse elétrica
A sinapse elétrica é muito rápida, e se propaga por um potencial de ação de uma célula para outra 
(ex: junções comunicantes permitem troca de íons e propagação de potencial de ação).
Estas são sempre excitatórias, e ocorrem na retina, no cérebro, no tronco encefálico, no músculo 
esquelético e no coração.
Sinapse química
Esta sinapse ocorre na fenda sináptica (espaço preenchido por líquido intersticial), por mediação de 
neurotransmissores, sendo mais lenta que a elétrica. O neurônio pré-sináptico libera o 
neurotransmissor, e a célula pós-sináptica tem um receptor para ele. 
Nesta sinapse, o potencial graduado ocorre na célula pós sináptica, da seguinte forma:
Sinapse
sábado, 29 de junho de 2024 02:29
Neurônio pré-sináptico
Chegada do impulso nervoso via botão sináptico (varicosidade) a.
Abertura de canais de cálcio dependentes de voltagem (membrana dos botões 
sinápticos) - despolarização
b.
Aumento de Ca2+ no pré: sinal para disparar a exocitose das vesículas sinápticasc.
1)
Fusão vesicular com membrana do pré
Liberação de NT na fenda (milhares de moléculas de NT)a.
2)
A NT se liga ao receptor do pós
Abertura de canais ativados por ligantea.
Mudança de voltagem ==> potencial pós-sinápticob.
3)
Despolarizante atinge o limiar
PA no pósa.
4)
Receptores de neurotransmissores
Ionotrópico Estrutura: Sítio de ligação para um neurotransmissor + canal iônico
Velocidade: Rápido
Exemplo de funcionamento excitatório: Acetilcolina (Ach) se liga ao sítio, 
fazendo com que a estrutura da proteína (receptor) seja alterada, abrindo o 
canal iônico, permitindo a entrada de Sódio e saída de potássio da célula, 
causando despolarização no neurônio pós-sináptico
Exemplo de funcionamento inibitório: GABA se liga ao sítio, fazendo com que a 
estrutura da proteína (receptor) seja alterada, abrindo o canal iônico, 
permitindo a entrada de Cloro na célula, causando hiperpolarização no 
neurônio pós-sináptico
Metabotrópico Estrutura: Sítio de ligação para um neurotransmissor
Velocidade: lento
Segundos mensageiros: Proteína G abre e fecha canais independentes do 
receptor e faz ativação de canais por fosforilação
Efeitos intracelulares: Adenil ciclase, Fosfolipase C (PLC), GMPc fosfodiesterase 
(PDE), Mensageiro intracelular (AMP cíclico), Abertura de canal iônico
Mecanismo de ação excitatório: 
NT + Receptor (pós)
Ativação da proteína G
Subunidade alfa da Ptn G se dissocia, e se associa com o efetor, o qual 
produz 2º mensageiro

2º mensageiro se liga ao canal de íon, que é aberto, gerando Potencial Pós 
Sináptico

Mecanismo de ação inibitório
NT + Receptor (pós)
Ativação da proteína G
Subunidade alfa da Ptn G se dissocia, e se associa com o efetor, o qual 
produz 2º mensageiro

2º mensageiro se liga ao canal de íon, que é fechado, gerando Potencial 
Pós Sináptico

Neurotransmissor
Conceito
É um sinal químico entre uma célula nervosa e outra célula. O que classifica um Neurotransmissor 
é:
Síntese: no interior de neurônios-
Armazenamento: em vesículas na terminação nervosa -
Liberação: pela terminação pré-sináptica após estímulo (potencial de ação)-
Recepção: receptor de neurotransmissor na célula alvo (membrana pós-sináptica)-
Inativação: Existência de mecanismos de inativação da atividade do neurotransmissor-
Exemplos de neurotransmissores
Regulação dos neurotransmissores
A ação no neurotransmissor deve ser interrompida por sua remoção da fenda sináptica, e para isso, 
tem alguns mecanismos:
Difusão simples: princial mecanismo de remoção dos neuropeptídeos-
Degradação enzimática: acetilcolinesterase-
Recaptação pelo pré ou captação pela neuroglia: catecolaminas e aminoácidos
Deficiências na recaptação: trata-se usando drogas terapêuticas○
-
A concentração de NT pode ser manipulada por:
Mudança na velocidade da síntese-
Alteração na velocidade de liberação na sinapse-
Bloqueio na captação-
Bloqueio na degradação-
Introdução e conceitos
A bioeletrogênese cardíaca é o processo de condução de impulso elétrico pelas células do coração a 
fim de realizar os batimentos cardíacos, e permitir o bombeamento de sangue.
Células marcapasso: definem o ritmo e provocam contração elétrica
Células musculares cardíacas que se tornam autorrítmicas-
Fibras especializadas: oferecem via de propagação da excitação cardíaca e garantem o estímulo 
para a contração coordenada das câmaras cardíacas
Participantes
Os impulsos do sistema nervoso autônomo + hormônios (epinefrina) modificam a sincronização e a 
força de contração, mas não estabelecem ritmo ou base. A acetilcolina disparada pelo SNAP atrasa e 
estmiulação do nó sinoatrial
Como ocorre
O potencial de ação inicia no Nó sinoatrial, e se propaga pelas fibras contráteis atriais e 
ventriculares até que volte o potencial de repouso (-90mV)
Bioeletrogênese cardíaca
sábado, 29 de junho de 2024 11:42
Fases
Fase ascendente rápida
Entrada rápida de Na⁺ na célula, despolarizando-a 
Fibras contráteis atingem o limiar i.
Abertura dos canais rápidos de Na+ voltagem dependente = ↑↑↑↑ii.
Influxo de Na+ → chega em +30mV muito rápidoiii.
a.
1.
Repolarização precoce
Diminuição abrupta da permeabilidade à entrada do Na⁺, saída de K⁺ e entrada de Cl
Canais de Na+ se fecham i.
↓ Influxo de Na+ii.
a.
2.
Repolarização lenta
Saída de K⁺ e entrada de íons Ca2⁺ a.
Sustenta a fase de platô 
Platôi.
Abertura lenta dos canais de Ca+2 ii.
↑influxo de Ca+2 do liquido intersticial iii.
b.
3.
INICIO DA CONTRAÇÃO 
O aumento do Ca+2 no citosol estimula a abertura dos canas de Ca+2 do sarcolema 
Potencial de membrana fica 
FIM DA CONTRAÇÃO 
Em paralelo está ocorrendo a abertura dos canais de K+ 
↑ efluxo de K+
Repolarização rápida
Grande efluxo de K⁺ da célula pelos canais de vazamentoa.
Potencial de membrana volta para -90mV. 
Canais de Ca+2 se fechami.
b.
4.
Repouso elétrico
Fase diastólica a.
Ativação da bomba Na+/K+ ATPase para reestabelecer a carga elétrica da membrana 
Saída de Na⁺ e entrada de K⁺ com gasto de energia, além da saída de Ca2+. i.
b.
A linha continua estável em -90mV.
Período refratário 
Intervalo durante o qual uma nova contração não pode ocorrer 1)
Dura quase o mesmo tempo da contração2)
i.
c.
5.
ELETROCARDIOGRAMA
É um registro da atividade elétrica que inicia em cada batimento cardíaco, amplificando sinais 
elétricos do coração.
Componentes do ECG
Onda P: despolarização atrial (contração atrial)
se grande, aumento do tamanho do átrio-
Complexo QRS: Despolarização ventricular rápida (contração ventricular), propagação do sinal pelas 
fibras contráteis. 
Se onda Q alargada, IAM-
se onda R alargada, aumento do tamanho ventricular-
se segmento ST alterado no IAM, não há O2 suficiente.-
Onda T: Repolarização ventricular (ventrículo relaxa)
Se onda T elevada, hiperpotassemia (hiperpolariza)-
Se onda T plana, ventrículo não está recebendo O2 suficiente-
Intervalo PQ: Tempo necessário para que o potencial passe do átrio para o ventrículo
Se alongado: potencial de ação desviando do tecido cicatricional-
Intervalo QT: Complexo QRS + Onda T, representa a despolarização ventricular durante o platô.
Se prolongado: dano miocárdico, isquemia, anormalidade na condução-
Introdução e conceitos
O ciclo cardíaco é a sequência completa de contração (sístole) e relaxamento (diástole). Existes três 
componentes que fazem parte do ciclo, sendo eles: Bioeletrogênese, diferença de volume e pressão 
nas câmaras cardíacas, e eventos mecânicos de contração
As valvas tem um papel muito importante no ciclocardíaco, visto que elas possibilitam que o fluxo 
no coração seja unidirecional. Além disso, o fechamento ventricular (feito pelas valvas) garante a 
geração de pressão necessária para a contração. O gradiente de pressão faz com que o sangue 
sempre flua numa área de alta pressão para uma de baixa pressão. 
Valvas no ciclo cardíaco
Diástole: as valvas atrioventriculares se abrem passivamente, pois a pressão dos átrios fica maior 
que a dos ventrículos, e os músculos papilares estão relaxados. As valvas semilunares estão fechadas 
neste momento.
Sístole: As cúspides das semilunares são empurradas para cima, e o sangue flui nos ventrículos (onde 
a pressão está alta) em direção às artérias pulmonares e aorta (onde a pressão está baixa), as valvas 
atrioventriculares estão fechadas
Contração isovolumétrica: Neste momento, não ocorre alteração no volume de sangue dentro da 
cavidade, mesmo que ela já esteja contraída. A diminuição no volume interno resulta no aumento da 
pressão interna.
Fases do ciclo cardíaco
Diástase
Esta fase diz respeito ao final da diástole, momento em que átrios e ventrículos estão com uma 
pressão semelhante. As valvas atrioventriculares estão abertas, e as valvas semilunares estão 
fechadas. Aqui, o sangue começa a chegar nos átrios
Sístole atrial
Neste momento, ocorre a despolarização do nó sinoatrial. Os átrios estão cheios de sangue, 
promovendo o aumento da pressão. 
A passagem de sangue dos átrios para os ventrículos é passiva nesta fase. -
Com a chegada de sangue no ventrículo, obtém-se o volume diastólico final (VDF), que diz 
respeito ao enchimento dos ventrículos durante a diástole ventricular. 
-
As valvas atrioventriculares estão abertas, e as valvas semilunares estão fechadas. -
Quando o sangue chega nos ventrículos, há um aumento da pressão e volume ventricular. A medida 
que o átrio contrai, ocorre um aumento de pressão, que força a passagem do sangue para o 
ventrículo.
Contração ventricular isométrica
Essa parte é representada no eletrocardiograma como "complexo QRS". É o momento em que há 
um aumento da pressão ventricular, que supera a atrial. Há também o fechamento das valvas 
atrioventriculares. 
A pressão das artérias pulmonares e aórtica ainda é baixa, então as valvas semilunares 
permanecem fechadas.
Contração ventricular
Quando a pressão ventricular é maior que a pressão arterial. Aqui, as valvas semilunares estão 
abertas, e as valvas atrioventriculares estão fechadas, e ocorre uma ejeção rápida da maior parte do 
Ciclo cardíaco
sábado, 29 de junho de 2024 15:23
sangue ventricular. 
Quando se inicia a repolarização ventricular, a ejeção é reduzida, e se inicia a "onda T" no 
eletrocardiograma. 
Os átrios, que estão relaxados, já começam a receber sangue. A pressão ventricular começa a 
reduzir, mas ainda é maior do que a arterial
Início da diástole
Com a redução da pressão ventricular, não há mais ejeção, e aqui é onde encontramos o volume 
ventricular mínimo ou volume diastólico final (VDF). Há o fechamento das valvas semilunares, e um 
relaxamento isovolumétrico do ventrículo.
Função ventricular: Volume sistólico (VS) = VDF - VSF
Indica a função ventricular, e se menor que 55%, indica prejuíxo de função
Débito cardíaco
Consiste no volume ejetado do coração ao final de 1 minuto, se ajutando ao consumo de O2
Cálculo do débito cardíaco: VS x FC
Regulação do volume sistólico
Pré-carga (Lei de Frank-Starling)
estiramento máximo antes da ejeção → tensão na parede
aumento do sangue enchendo o ventrículo durante a diástole → aumento da força de 
contração

Aumento da frequência cardíaca durante a Diástole → diminui o tempo de enchimento →
menor duração da sístole

Aumento do retorno venoso →Maior volume de sangue flua para os ventrículos →
aumentando a contração seguinte

Compatibilidade do miocárdio = Força de contração de uma dada pré carga
Agentes ionotrópicos positivos aumentam a contratilidade, promovem influxo de Ca+2
Ex: SNAP, Epinefrina e norepinefrina, Aumento de Ca+2 no LEC
Agentes ionotrópicos negativos diminuem a contratilidade, reduzindo o influxo de Ca+2
Ex: Inibição do SNAP, Anóxia, acidose, aumento do Efluxo de K+
Pós-carga
Pressão que precisa ser superada antes das válvulas semilunares se abrirem.
Aumento da pós carga → diminuição do VS →Mais sangue permanece no ventrículo no final 
da sístole

Situações que aumentam a pós-carga: Hipertenção, estreitamento por aterosclerose
Regulação da frequência cardíaca
Esta pode ser anatômica ou química. 
Regulação anatômica da frequência cardíaca
Aferências para o centro cardiovascular no tronco encefálico podem vir dos centros superior do 
encéfalo
Córtex-
Sistema límbico-
Hipotálamo-
Ou dos receptores sensitivos
Proprioceptores: monitoram movimentos-
Quimiorreceptores: monitoram a composição química do sangue-
Barorreceptores: monitoram a pressão arterial-
Eferências para o coração podem ir através de: 
Nervos aceleradores cardíacos - simpático
Elevam a taxa de despolarização espontânea do nó sinoatrial e atrioventricular, aumentando a 
frequência cardíaca
-
Aumentam a contratilidade dos átrios e ventrículos, elevando o volume sistólico
SNAS, noroepinefrina, receptor Beta 1 (aumento da FC)○
-
Nervo vago (NC X) - parassimpático
A diminuição da velocidade da despolarização espontânea do nó sinoatrial e atrioventricular 
reduz a frequência cardíaca
SNAP, predomina no repouso, acetilcolina (diminuição da FC)○
-
Regulação química da frequência cardíaca
Hormônios: epinefrina e noroepinefrina
Aumento da efetividade do ciclo cardíaco-
Aumento da FC e da contratilidade-
Cátions: desequilíbrio iônico
↑ [K+] e ↑[Na+] plasmáticos → ↓FC e contratilidade -
↑[Na+] → bloqueia o influxo de Ca+2 → ↓reduz força de contração -
↑[Ca+2] lec → ↑FC e força de contração -
↑[K+] → bloqueia a produção de potencial de ação -
A pressão arterial deve ser regulada a fim de obter uma perfusão adequada dos tecidos, e para isso, 
há um conjunto de ações integradas.
Regulação neural: ativação de receptores periféricos - barorreceptores e quimiorreceptores
(curto prazo)
-
Regulação hormonal: liberação de peptídeos e hormônios (longo prazo)-
Existem ainda alguns fatores que interferem na pressão arterial:
Pressão arterial (PA) = Débito cardíaco (DC) * RVP (vasoconstrição)-
Débito cardíaco (DC) = Frequência cardíaca (FC) * Volume sistólico (VS)-
Estes fatores são controlados pelo sistema nervoso autônomo simpático, principalmente pelas 
glândulas suprarrenais.
Regulação neural
O Bulbo regula a FC e o VS, Além de controlar a força de contração ventricular e o diâmetro dos 
vasos. Ele faz isso através do centro cardiovascular (inibidor/estimulatório) e do centro vasomotor
(vasoconstrição/dilatação)
Via eferente
Via aferente
Barorreceptores
Seio aórtico
Monitora PA sistêmica-
Impulsos levados pelo Nervo Vago (NC X) para o centro cardiovascular no bulbo-
Seio carotídeo
Monitora PA encefálica-
Impulsos levados pelo Nervo glossofaríngeo (NC IX) para o centro cardiovascular no bulbo-
Pressão Arterial
sábado, 29 de junho de 2024 16:13
↓PA --> SNAS
Receptores menos distendidos-
Impulso chega ao Centro Cardio Vascular (CV) mais lento-
↑FC; ↑ Força de constrição; -
↑ RV Sistêmica; ↑ DC -
↑PA até a normalidade-
↑PA → SNAP 
Receptores mais distendidos -
Impulso chegam mais rápido ao centro CV -
↓ FC; ↓ Força de contração; ↓ DC; -
Promove vasodilatação → ↓ RV Sistêmica -
↓PA até a normalidade-
Quimiorreceptores
Monitoram a composição química do sangue - Glomos
Estimulados por condições como:
Hipóxia (O2 baixo)○
Acidose (muito H+)○
Hipercapnia (CO2 baixo)○
Impulsos para o centro CV
Estímulo do SNAS --> vasoconstrição○
Aumento da PA○
Regulação hormonal da pressão arterial
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
A renina é liberada pelas células justaglomerulares, a angiotensina, pelo fígado, e a aldosterona, 
pela zona glomerular (suprarrenal)
Estímulos como desidratação, deficiência de Na+ (hiponatremia), hemorragia, e outros que 
diminuem o volume sanguíneo e/ou fluxo sanguíneolevam a uma queda na pressão arterial, 
estimulando a liberação de renina.
A renina, por sua vez, quando sua concentração está aumentada no sangue, ela causa um aumento 
na pressão arterial.
Epinefrina e norepinefrina (adrenalina e noradrenalina)
O estresse e o exercício físico, ao serem reconhecidos, fazem com que o hipotálamo estimule 
neuronios pré-ganglionares simpáticos, os quais estimulam as células cromafins, que liberam 
epinefrina para o coração, e norepinefrina para os vasos.
Isso vai gerar: ↑FC; ↑ Força de constrição; diltação dos vasos sanguíneos do coração, pulmões, 
encéfalo e músculos esqueléticos, contração do baço, conversão de glicogênio em glicose no fígado, 
sudorese, dilatação das vias respiratórias, redução das atividades digestórias, constrição das 
arteríolas da pele e das vísceras, retenção de água e aumento da pressão arterial.
Introdução
O sistema respiratório torna possível a troca gasosa, é suporte metabólico para todas as funções 
metabólicas, e serve para a entrada de O2 e saída de CO2.
O ato mecânico da ventilação pulmonar envolve 2 fases: a inspiração e a expiração.
As duas fases envolvem uma contração coordenada dos músculos respiratórios que ocorre devido 
ao gradiente de pressão entre o pulmão e o ambiente
Músculos respiratórios
Primários 
O diafragma, músculo que separa a caixa torácica da cavidade abdominal, tem fibras dispotas para 
apresentar maior eficiência contrátil
Os músculos intercostais externos elevam as costelas na inspiração, e os músculos intercostais 
internos tracionam as costelas na inspiração. 
Acessórios 
Utilizados quando a demanda excede a capacidade dos músculos primários, os músculos escalenos
e o esternocleidomastoide auxiliam na inspiração, e os abdominais na expiração
Inervação dos músculos
O nervo acessório (NC XI) garante os movimentos respiratórios dos músculos escalenos e 
esternocleidomastóideo em casos de lesões medulares. 
O nervo frênico inerva o diafragma, fornecendo suprimento motor, nocicepção e propriocepção.
Os nervos intercostais motores anteriores (T1-T12) fornecem suprimento motor aos músculos 
Respiração
segunda-feira, 1 de julho de 2024 13:53
intercostais externos e internos
Os nervos lombares motores, por sua vez, fazem inervação dos músculos abdominais
Gradiente de pressão
Gerado por meio da contração e relaxamento dos músculos respiratórios, promovendo 
modificações do volume da caixa torácica e dos pulmões
Mecânica respiratória 
São duas fases: inspiração e expiração
Inspiração = entrada de ar nos pulmões
Contração do diafragma e dos músculos intercostais externos1.
Aumento da dimensão da caixa torácica2.
Entrada de ar para os pulmões3.
Pressão interna do pulmão < pressão atmosférica
Parênquima pulmonar rico em fibras elásticas permite o estiramento durante a inspiração e o Grau 
de estiramento define o volume pulmonar
Expiração = saída do ar dos pulmões
Saída de ar dos pulmões é impulsionada de modo passivo1.
Diafragma relaxa e se eleva2.
Músculos intercostais internos tracionam as costelas para baixo3.
Auxílio dos músculos abdominais geram um aumento da pressão intra-abdominal4.
Pressão interna pulmonar > pressão atmosférica
Redução das dimensões da caixa torácica, e fibras elásticas voltam à posição normal
Quando a cavidade torácica está aberta, a pressão intrapleural aumenta para se igualar com a 
pressão atmosférica
O ar que respiramos é uma mistura gasosa
Lei de Dalton Lei de Henry
Pressão total de uma mistura gasosa é 
igual à soma da pressão parcial de seus 
gases
Volume de um gás que se dissolve em um líquido é 
proporcional à pressão parcial do gás e à sua 
solubilidade
𝑷𝒂𝒕𝒎 = 𝑷𝑶𝟐 + 𝑷𝑪𝑶𝟐 + 𝑷𝑵𝟐
PressãoÊatmosférica:Ê760mmHgÊaoÊnívelÊdoÊmar
PressãoÊdeÊgásÊoxigênio: 21%,ÊsendoÊ159mmHgÊnaÊatmosfera,ÊeÊ149mmHgÊnaÊtraqueia
PressãoÊdeÊgásÊcarbônico: 1%,ÊsendoÊ0,04mmHg.ÊEleÊtemÊmaiorÊsolubilidadeÊnoÊplasmaÊqueÊoÊ
oxigênio.Ê
PressãoÊdeÊnitrogênio: 78%
Troca gasosa
Cascata de transporte de gases
Primeira troca: entre alvéolos e capilares-
Segunda troca: entre capilares e tecidos-
Primeira troca: entre alvéolos e capilares
Alvéolos pulmonares têm paredes finas como uma rede de capilares pulmonares, facilitando a troca 
de gases porque o ar alveolar e o sangue ficam muito próximos.
Para que isso aconteça:
A pressão do O2 alveolar deve ser maior que a pressão do O2 capilar (afetada pela ventilação e 
altitude).
-
Peso molecular e solubilidade dos gases afetam a troca; quanto maior a solubilidade, maior a 
taxa de difusão.
-
Pouca distância de difusão; a membrana dos capilares deve ser fina e estes devem ser 
estreitos para a difusão rápida.
-
A área de superfície de troca deve ser grande, característica presente nos alvéolos.-
Segunda troca: entre capilares e tecidos
O sangue rico em O2 (arterial) sai dos pulmões pela veia pulmonar e segue o seguinte caminho:
Ventrículo esquerdo-
Aorta-
Artérias sistêmicas-
Capilares sistêmicos-
As células pegam o O2 dos capilares sistêmicos e entregam o CO2.
Controle dos Movimentos Respiratórios
Centro Respiratório Bulbar
Na respiração involuntária:
Grupo respiratório dorsal:
Envia impulsos para o diafragma e nervos intercostais.○
Contração > inspiração e expiração > retração passiva.○
-
Grupo respiratório ventral:
Complexo pré-Bötzinger > células marcapasso.○
-
Na respiração forçada:
Inspiração forçada: Grupo respiratório dorsal
Estímulos para a contração do diafragma e dos nervos intercostais.○
Estímulo para os músculos acessórios.○
•
Expiração forçada: Grupo respiratório ventral
Envia impulsos para os músculos da expiração.○
•
Centro Respiratório Pontino
Transmite impulsos para a GRD do bulbo.•
Centro Pneumotáxico
Envia sinais inibitórios para o GRD.•
Modula a atividade.•
Novo ciclo se inicia precocemente, aumentando a frequência respiratória.•
Modifica o ritmo em situações específicas (como exercício).•
Controle Respiratório
O córtex cerebral pode alterar voluntariamente o padrão respiratório para proteger contra a 
entrada de substâncias nocivas no pulmão.
A alteração é limitada pelo aumento da pressão de CO2 e da concentração de H+.•
Quimiorreceptores no bulbo respondem a mudanças de pressão de CO2 e concentração de H+ 
no líquido cerebroespinhal.
•
Quimiorreceptores periféricos, como os glomos aórticos e carotídeos, e neurônios do nervo •
vago e faríngeo, percebem alterações na composição química do sangue.
Reflexo de Insuflação
Também conhecido como reflexo de Hering-Breuer, é um mecanismo importante de regulação da 
ventilação pulmonar. É desencadeado pelos estímulos de distensão dos pulmões e atua para evitar 
a sobredistensão dos alvéolos.
Mediado por 
receptores de estiramento pulmonar ---> enviam sinais ao centro respiratório no tronco 
encefálico.
•
Exerce sua função assim:
Promove inibição do estímulo inspiratório, prevenindo a sobredistensão dos pulmões e danos 
pulmonares.
•
Importante durante a ventilação em volumes pulmonares elevados, como em exercícios físicos 
ou ventilação mecânica.
•
Em condições patológicas, o reflexo pode ser prejudicado, levando a problemas respiratórios como 
hipoventilação e hiperinsuflação dos pulmões.
Espirometria Diagnóstica
Exame não invasivo utilizado para avaliar a função pulmonar, realizado com um espirômetro que 
mede o volume e o fluxo de ar durante a respiração. Paciente realiza manobras respiratórias para 
obter dados sobre a capacidade pulmonar e a velocidade do fluxo de ar.
Parâmetros Avaliados
Capacidade Vital (CV): Volume máximo de ar que o paciente pode expirar após uma inspiração 
máxima.
•
Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1): Volume máximo de ar que o 
paciente pode expirar nos primeiros segundos após uma inspiração máxima forçada.
•
Relação VEF1/CV: Avalia a obstrução das vias aéreas.•
Fluxo Expiratório Forçado (FEF): Velocidade máxima do fluxo de ar durante a expiração.•
Legenda
Capacidade vital (CV): Volume máximo de ar que o paciente pode expirar após uma inspiração 
máxima (CV=VRI+Vc+VRE).
•
Volumeinspiratório de reserva (VRI): Volume movido durante inspiração máxima voluntária.•
Volume de ar corrente (Vc): Volume de uma respiração.•
Volume expiratório de reserva (VRE): Volume movido durante expiração máxima voluntária.•
Volume residual (Vr): Volume de ar que permanece nos pulmões após expiração máxima 
voluntária.
•
Capacidade inspiratória (CI): Volume inspirado máximo a partir de expiração espontânea (CI= 
Vc+VRI).
•
Capacidade pulmonar total (CPT): Quantidade de ar total presente nos pulmões após 
inspiração máxima (CPT = Vc+VRI+VRE+Vr).
•
Capacidade residual funcional (CRF): Volume de ar existente nos pulmões após expiração 
espontânea (CRF = VRE+VRI).
•
Introdução
O sistema nervoso autônomo tem papel central na manutenção da homeostasia, e inerva a maior 
parte das estruturas, sendo divido em simpático e parassimpático. Os dois tem efeitos antagônicos
O tônus autônomo, ou seja, o estado basal de atividade do SNA que mantém os órgãos e sistemas 
do corpo em um estado de prontidão ou resposta contínua mesmo na ausência de estímulos 
específicos, é regulado pelo hipotálamo
Somático vs Autônomo
Somático: neurônio único 
Autônomo: neurônio pré-ganglionar e pós ganglionar 
Como funciona isso de pré-ganglionar e pós-ganglionar?
1 Neurônio pré-ganglionar
Sai do SNC e faz sinapse com o gânglio autônomo
2 Gânglio autônomo do neurônio pós-ganglionar
3 Neurônio pós-ganglionar
Recebe sinal do pré-ganglionar levando-o até o efetor
4 Efetor 
Elementos do sistema nervoso autônomo (SNA)
Neurotransmissores
Sistema colinérgico Acetilcolina (Ach)
Liberado por
Neurônios pré-ganglionares
Simpáticos (todos)○
Parassimpáticos (todos)○
Sistema nervoso autônomo fisiologia
segunda-feira, 22 de julho de 2024 22:43
Neurônios pós-ganglionares 
Simpáticos (glândulas sudoríferas apenas)○
Parassimpáticos (todos) ○
Receptores
Muscarínicos
Metabotrópicos (acoplados à proteína G)
por terem segundos mensageiros são mais lentos
Segundos mensageiros: IP3 (inositol trifosfato) e DAG 
(diacilglicerol)

○
Presentes nas membranas dos efetores ○
Nicotínicos
Ionotrópicos○
Presentes nas membranas dos neurônios pós-ganglionares○
Rápido aumento na permeabilidade celular ao Na+ e ao K+
Desporlarização e excitação
○
Características gerais
Formada por: Colina + Acetil CoA
Degradada por: acetilcolinesterase na fenda sináptica
Recaptação: colina é levada de volta para o axônio terminal 
Reutilização: colina recaptada é reutilizada
Efeitos
Cérebro: memória e aprendizado
Cardiovascular: vasodilatação, diminuição da FC e da força de contração
Vias aéreas: aumento do volume da mucosa e vasodilatação
Bexiga: relaxamento do esfíncter
Reprodutor masculino: ereção
Íris: contração
Glândulas salivares e lacrimais: secreções ralas e aquosas
Sistema 
Adrenérgico
Noradrenalina
Liberado por
Neurônios pós-ganglionares
Simpáticos (maior parte) ○
Receptores
Alfa-Adrenérgicos (1 e 2)
Metabotrópicos
Segundos mensageiros (IP3 e DAG - enzima KPC)
Hiperpolarização
Entrada de Ca2+ e saída de K+ cálcio dependente□

Beta-adrenérgicos (1, 2 e 3)
Segundos mensageiros (cAMP e PKA - enzima adenilatociclase com 
ação distinta em cada órgão alvo)

Características gerais
Síntese: a partir da tirosina-
Degradação na fenda sináptica: enzima catecol-o-metiltransferase-
Recapação-
Degradação no citosol: enzima monoaminozidase (MAO) -
Ação do SNA em órgãos efetores
Órgão efetor Simpático Parassimpático
Globo ocular Midríase Miose
Glândulas lacrimais Secreção
Glândulas salivares Secreção viscosa e espessa Secreção aquosa e abundante
Traqueia e brônquios Dilatação Contração e aumento de 
secreções
Coração Aumento da FC e da contratilidade Diminuição da FC e da 
contratilidade
TGI Diminuição da motilidade, do 
tônus muscular, contração de 
esfíncteres
Aumento da motilidade e do 
tônus muscular
Ureteres e bexiga urinária Relaxamento do músculo detrusor, 
contração do trígono e do esfíncter
Contração do detrusor, 
relaxamento do trígono e do 
esfíncter
Genitália masculina Estimula a ejaculação Estimula a ereção
Genitália feminina Relaxamento uterino
Vasos sanguíneos da 
musculatura esquelética
Dilatação
Vasos sanguíneos pele, das 
mucosas e área esplâncnica
constrição
Sistema nervoso simpático
Luta e fuga
Resposta rápida e involuntária, um reflexo autônomo visceral que envolve a liberação de hormônios 
pela medula de glândulas suprarrenais
Neurônio pré-ganglionar (curto)
Corpo neuronal: toracolombar (SNC)
Axônios: emergem da raiz ventral
Final: gânglio paravertebral (forma uma cadeia paravetebral)
Neurotransmissor que libera: acetilcolina no gânglio
Neurônio pós-ganglionar (longo)
Corpo neuronal: gânglio paravertebral 
Neurotransmissor que recebe: acetilcolina
Axônios: axônios terminam no órgão efetor 
Neurotransmissor que libera: noradrenalina no órgão efetor
Efeitos prolongados
Colaterais: respostas simultâneas em diferentes efetores
Destruição dos neurotransmissores: primeiro acetilcolina pela Ache, depois a noradrenalina, que 
até então continua agindo
Intensificação das respostas: epinefrina e norepinefrina da suprarrenal intensificam as respostas 
desencadeadas pela norepinefrina pós-ganglionar
Sistema nervoso parassimpático
Digestão e repouso 
Funções corporais que conservam energia e refazem as reservas energética, isso através de um 
reflexo autônomo visceral rápido e involuntário,
É importante, pois regula funções corporais como: PA, defecação, micção (ajusta os esfíncteres). 
Funções corporais favorecem atitudes físicas vigorosas e produção rápida de ATP
Neurônio pré-ganglionar (longo)
Corpo neuronal: distante do SNC, craniossacral
Final do axônio: gânglio parassimpático perto do efetor
Neurotransmissor que libera: acetilcolina
A maioria das fibras parassimpáticas não percorre os nervos espinais, como os nervos cranianos 
oculomotor (NC III), glossofaríngeo (NC IX) e vago (NC X)
Neurônio pós-ganglionar (curto)
Corpo neuronal: perto do efetor
Axônios: próximos ao efetor
Neurotransmissor que libera: acetilcolina nos receptores muscarínicos dos órgãos efetores
Introdução
O controle hídrico do corpo se baseia num equilíbrio entre e ingesta e excreção hídrica (sede) e 
manutenção da osmolaridade (apetite ao sódio), visando a homeostasia dos líquidos corporais
Líquidos corporais
Intersticial: Linfa, LCR, líquido sinovial, humor aquoso e vítreo, líquido pleural, pericárdico e 
peritoneal
Massa corporal total: mulheres de 55% de líquidos, e homens, 60%. 
Intracelular: 2/3 -
Extracelular: 1/3, sendo 80% líquido intersticial e 20% plasma-
Regulação do ganho corporal de água
Hipotálamo: centro da sede
Situações de predisposição à desidratação: sudorese abundante, diarréia, vômitos, idosos, Recém-
nascidos, lactentes, indivíduos confusos
Estratégia para esses casos: repor líquidos antes de a sensação de sede aparecer
Mas o que é a sede?
É um reflexo da desidratação gerado no centro da sede do hipotálamo que leva à:
Boca e faringe secas: diminuição do fluxo de saliva-
Aumento da osmolaridade sanguínea: osmorreceptores no hipotálamo estimulados-
Diminuição da pressão arterial: volume sanguíneo diminuindo leva a um aumento da 
liberação de renina pelas células justaglomerulares renais, levando a um aumento da 
formação de angiotensina II
-
É importante pois leva à ingesta de água.
Regulação das perdas de água e de solutos
Osmorreceptores
O que são: Neurônios especializados capazes de detectar variações da pressão osmótica no líquido 
extracelular
O que fazem: promovem sinais elétricos que ativam área do SNC envolvidas no controle da ingestão 
e da excreção de sódio e água
Onde estão localizados: parte superiores do TGI, regioes orofaríngea, mesentérica e esplâncnica, 
veia porta, fígado, vasos sanguíneos renais e intesticiais
Apetite ao sódio
Aldosterona: aumenta absorção renal de Na+ pelo túbulo contorcido distal
Peptídeo natriurético: aumenta excreção renal de Na+
Antidiurético: equilibra Na+ por controle da diurese
Hipernatremia: aumento da contração de sódio
Hiponatremia: diminuição da concentraçãode sódio
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
Aumento da pressão arterial
Aumento da reabsorção de Na+-
Aumento da reabsorção de água-
Aumento da eliminação de K+ e H+ pela urina-
Funcionamento
Controle Hídrico
segunda-feira, 22 de julho de 2024 23:37
Queda na pressão ───────►liberação de renina pelo rim ───────►Êrenina ativa o 
angiotensinogênio, que é liberado no fígado, virando angiotensina I ───────►Êenzima conversora 
de angiotensina (ECA) transforma a angiotensina I em angiotensina II ───────► o aumento de 
angiotensina II no sangue:
Vasos sanguíneos ───────►Efeito vasoconstritor-
Suprarrenais ───────► liberação de aldosterona-
Hipófise ───────► Liberação de ADH (vasopressina)-
Efeito vasconstritor da angiotensina
Ação direta no enfotélio, permeando-o e indo até a musculatura lisa, onde está o receptor de 
angiotensina II (AT1) acoplado à proteína Gq
-
AT1 aumenta o IP3, aumenta DAG e faz com que aumente Ca2+-
Aldosterona
Angiotensina age na suprarrenal, que libera aldosterona-
Aldosterona age no receptor mineralocorticoide (MR) no rim-
Isso causa um efeito de aumento da volemia através de
Reabsorção aumentada de sódio○
-
Hormônio antidiurético (ADH) e vasopressina
Como ocorre sua liberação?
Hemorragias, diarreia, desidratação, sudorese excessiva ───────►↑ Pressão osmótica ↓ VS
───────►ÊEstimula osmorreceptores (neurônios hipotalâmicos)───────► Ativam células 
hipotalâmicas neurossecretoras ───────►Êexocitose de vesículas pela neuro-hipófise (ADH para 
musculatura lisa dos vasos, gl sudorípara e rim)
Quais seus efeitos?
Aumento da reabsorção de sódio e água
Ativação dos receptores V2○
Aumento da permeabilidade das céluals do ducto coletor no néfrom à água○
-
Eliminação de K+ e H+ pela urina-
Diminuição do volume urinário-
Diminuição da perda de água por sudorese-
Constrição de arteríolas: aumento da PA-
Equilíbrio ácido-básico
Variações do pH sanguíneo
Acidose: pH menor que 7.35
Alcalose: pH maior que 7.45
Entre 6.8 e 8.0: compatível com a vida
Quando há falta de H+, o corpo obtém H+ da seguinte forma: 
CO2 + H2O ⇄ H2CO3 ⇄HCO3
- + H+
Quando há excesso de H+, o corpo utiliza os íons em excesso da seguinte forma: 
HCO3
- + H+ ⇄ H2CO3 ⇄ CO2 + H2O
Ou seja:
pH baixo (excesso de H+): células intercaladas excretam H+ e produzem HCO3-
pH alto (escassez de H+): células intercaladas excretam HCO3 e produzem H+-
Causas de alterações no pH
As possíveis causas de pH alto (básico) são: 
Ingestão de alimentos básicos-
Metabolismo de aspartato, glutamato e citrato-
Estas levam à perda fecal de HCO3
As possíveis causas de pH baixo (ácido) são:
Ingestão (H3PO4)-
Produção de CO2-
Ácidos produzidos no metabolismo
H2SO4 (aminoácidos com S: cisteína, metionina)○
HCl (lisina, arginina, histidina)○
H3PO4 (fosfolipídeos)○
-
Estas levam à perda renal de ácido e perda pulmonar de CO2
Regulação do pH
Mecanismo renal de regulação
Síntese de HCO3
Local: Células intercaladas dos túbulos contorcidos proximais e distais do rim
Processo de excreção do H+: Estas células secretam H+ no líquido tubular através de troca com Na+ 
e bomba de prótons (H+ ATPase). 
Processo de tamponamento do H+ na urina: 
O H+ se combina com o HPO42-, formando H2PO42- (íon di-hidrogeno fosfato) e NH4+ (íon 
amônio) 
1.
Estes produtos não conseguem se difundir de volta para as células tubulares, portanto são 
excretados na urina
2.
Urina: pode ser até mil vezes mais ácida que o sangue devido à bombas de prótons nos ductos 
coletores renais. H+ dos ácidos não voláteis (ex. sulfúrico) são excretados na urina 
Objetivo: sangue recebe o produto, sendo este o principal mecanismo regulador de HCO3 no sangue.
HCO3  não é perdido na urina 
Introdução
Aprender a se proteger do frio e do calor garantiu a sobrevivência da humanidade, e estes 
mecanismos termorreguladores comportamentais dependem da percepção da temperatura. 
Se curvar de frio é um mecanismo que diminui a superfície de troca e, consequentemente, diminui a 
perda de calor, pois a esfera é um formato de pouca área geométrica. 
Se esparramar no calor aumenta a superfície de troca, aumentando a perda de calor. 
Mas como funciona essa percepção da temperatura?
Estímulo ───────► sistema nervoso central
O receptor de temperatura age como um sensor, percebendo variações de temperatura. Ele 
reconhece um estímulo dentro de seu campo receptivo
1.
Ele faz a transdução deste estímulo, convertendo energia em potencial graduado2.
Um impulso nervoso é gerado, sendo levado do SNP para o SNC3.
Integração
Córtex cerebral interpreta as sensações4.
Há uma comparação com o padrão hipotalâmico, o ponto de ajuste.5.
Respota
Vias efetoras são ativadas: mecanismos de troca de calor entre o corpo e o ambiente, 
mecanismos fisiológicos e termogêneses
6.
Manutenção da temperatura7.
Receptores de temperatura
Exteroceptores
São termorreceptores periféricos 
Local onde ficam: próximos ou na superfície do corpo
Estímulos: informações sobre o ambiente externo
Terminações nervosas livres
São termorreceptores centrais que consistem em Dendritos sem revestimento
Estímulos: fornecem informações sobre a temperatura interna
Adaptabilidade dos termorreceptores
Receptores sensitivos de tempertura ───────► Adaptação ───────► Potencial gerador diminui 
de amplitude quando o estímulo é mantido constante ───────► diminui a percepção da sensação
Receptores de frio
Localizados no estrato basal da epiderme-
Ligados à fibras mielinizadas-
Ativados por temperatura entre 10 graus positivos e 40 graus negativos-
Receptores de calor
Localizados na derme-
Ligados à fibras não mielinizadas-
Ativados por temperaturas entre 32 e 48 graus positivos-
Nociceptores
Sinalizam condições nocivas-
Percebem temperaturas abaixo de 10 graus e acima de 48 graus-
Regulação da temperatura corporal
A temperatura corporal interna deve ser mantida entre 36,7 - 37ºC. Para isso, existem mecanismos 
Termorregulação
terça-feira, 23 de julho de 2024 02:50
de geração de calor:
Tecidos internos: subproduto do metabolismo-
Contração muscular: geração em curto prazo-
Temperatura corporal pode ser indicativo de condição patológica 
E mecanismos de perda de calor
Água é um bom condutor de calor, por isso o suor (Sensação de frio aumenta quando a 
umidade do ar está alta)
-
Mecanismos de troca
Condutividade: troca de energia de acordo com o ambiente e a superfície de troca
Radiação: diferença de temperatura entre superfície que emite e absorve calor
Convecção: troca de calor pelo ar
Evaporação: água da superfície corpórea é convertida em calor
Controle fisiológico da temperatura
Hipotálamo
É o centro integrador, que percebe variações de temperatura no sangue
Região anterior desprovida de barreira hematoencefálica-
Núcleos hipotalâmicos
Anterior
Neurônios sensíveis ao calor○
Centro de perda de calor○
Induz vasodilatação e sudorese○
-
Posterior
Neurônios sensíveis ao frio○
Centro de conservação do calor○
Induz vasoconstrição periférica, tremores, aumento da taxa metabólica○
-
Resposta ao aumento de temperatura
Objetivo: perder calor
SNAS───────► Ach nas glândulas sudoríferas ───────► sudorese (perda de calor por evaporação)
Parede dos túbulos secretam Na+ ───────► Atração iônica, então o Cl- é mobilizado 
───────► Água é atraída por osmose para a luz do túbulo
1.
Reabsorção de Na+ e Cl- (células do túbulo são impermeáveis à água)2.
Resultado: Saída de água e calor sem perda de íons
Alterações neste processo: Em ambientes muito quentes, há perda de água e íons, pois o ritmo de 
absorção é alterado, não havendo reabsorção de íons
Neurônios simpáticos colinérgicos  ───────► Vasodilatação periférica  ───────► chegada 
de mais sangue no leito capilar  ───────► liberação de calor para o meio
Resposta à diminuição da temperatura
Neurônio simpático adrenérgico
Este sistema faz termogênese através de piloereção, e através de tecido adiposo marrom 
(termogênese independente de tremor)
Piloereção
SNAS───────► Noradrenalina ───────► músculos piloeretores contraem levando à piloereção
Tecido adiposo marromLocais: depósito perineal, paravertebral e ao redor do coração.
Mecanismos: proteínas desacopladora 2 
UCP1 (proteína desacopladora 1) está presente nas mitocôndrias e desempenha um papel crucial na 
termogênese.
UCP1 desacopla a fosforilação oxidativa, permitindo que a energia dos ácidos graxos seja 
liberada como calor em vez de ser armazenada como ATP.
•
Neurônio simpático motor
Essa parte do sistema nervoso simpático que controla a contração muscular voluntária faz 
termogênese através de Tremor
Centro motor primário (núcleo dorsomedial do hipotálamo posterior) ───────► Aumento 
generalizado do tônus muscular (exceto na face) ───────► Tremor ───────► Metabolismo do 
corpo aumenta, produzindo mais calor
Inverno e infarto
As pessoas infartam mais no inverno, isso porque o frio excessivo causa um feedback negativo de 
vasoconstrição e aumento do tônus muscular. Tudo isso resulta num aumento da demanda do 
músculo cardíaco, da demanda energética e demando por O2, gerando uma sobrecarga alostática
Envelhecimento
Redução da atividade simpática ───────► redução do processamento encefálico ───────►
dificuldade na percepção de alterações da temperatura ambiente ───────►diminuição do 
metabolismo pelo envelhecimento ───────►dificuldade em manter o corpo aquecido
Febre vs hipertermia
A febre é induzida por mediadores pirogênicos endógenos, resultando no aumento de 
prostaglandina. Nela, temos a atuação de:
Neurônios termossensíveis-
Núcleo hipotalâmico anterior-
Causando um aumento na conservação de calor a fim de obter a morte do patógeno.
Para isso, deve-se inibir as vias de perda de calor
Temperaturainterna alta-
Ativação dos mecanismos de resposta a baixas temperaturas
Tremor, vasoconstrição e inibição da sudorese○
-
Procedimento terapêutico: manter aquecido
A hipertermia é uma sobrecarga de calor ambiental que excede a capacidade do organismo em 
dissipar energia térmica. Nela, termos a atuação de:
Processos de perda de calor-
No entanto, com o esgotamento das reservas de água e o gasto energético elevado, não há 
sucesso.
Procedimento terapêutico: resfriar o corpo

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