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Introdução O sistema nervoso tem as funções de detectar, transmitir, analizar e utilizar informações geradas por estímulos sensoriais, organizar e coordenar as funções motoras, viscerais, endócrinas e psíquicas. Suas funções são dividas em: Sensibilidade: recepção do sinal - Integração: processamento do sinal- Habilidade motora: saída do sinal - Ele funciona em diferentes locais Pele, órgãos dos sentidos, músculoesquelético - Sistema nervoso somático- Órgãos internos, glândulas, vasos sanguíneos - Sistema nervoso autônomo/visceral- O sistema nervoso pode ser dividido em Central e Periférico Central: encéfalo e medula espinal --> sensibilidade e integração- Periférico: nervos e gânglios --> realiza alterações- Sistema nervoso central Éo centro integrador e regulador, que recebe impulso do Sistema nervoso periférico e gera uma resposta adequada. _______________Estruturas de proteção e nutrição_______________ Neurocrânio primeira estrutura Meninges dura máter, aracnoide máter e pia máter Dura máter Dura máter é a mais superficial e resistente. Está associada aos ossos, por isso não há espaço epidural naturalmente. Formada por duas camadas de tecido fibroso denso Camada periosteal externa se adere ao periósteo do crânio - Camada interna é a meninge interna Camada de sustentação ○ Divide a cavidade do crânio, formando septos durais, que são as regiões onde as camadas internas e externas se separam. ○ - Suprimento arterial da dura máter: feito pelo periósteo drenagem venosa: feita pelos seios venosos, que são formados em regiões de septos durais. Sistema nervoso - Anatomia e histologia sexta-feira, 21 de junho de 2024 16:01 Aracnóide Máter Esta meninge é delgada e avascular, formada por uma membrana delicada em forma de rede (trabéculas aracnóideas) Formação: rica em fibroblastos e fibras colágenas. - Espaço subdural: não é natural - Espaço subaracnóide: natural, preenchido pelo líquido cerebrospinal, mantido por filamentos que conectam a aracnóide e a pia máter, absorvendo a energia decorrente de impacto. - Pia Máter Esta meninge se adere aos contornos do encéfalo. Tem a função de suporte nutricional ao encéfalo Formação: células pavimentosas + fibras de colágeno + fibras elásticas. - Altamente vascularizada- Hematomas Epidural Subdural Local Entre dura máter e periósteo Entre dura-máter e aracnóide máter Natural? Não Não Possíveis causas Origem arterial: sangue acumulado entre a camada periosteal externa e a calvária Extravasamento de sangue: pode surgir na camada de células da margem dural Traumatismo, lacerações cerebrais, aneurisma... ________________Encéfalo + Tronco Encefálico_________________ Telencéfalo O telencéfalo é divido em dois hemisférios de forma ovóide, os quais são separados de maneira incompleta devido à presença da fissura longitudinal e do corpo caloso. Hemisférios Esquerdo: Racional, lógico e matemático○ Direito: Intuitivo, criativo, artístico○ Há no telencéfalo, ainda, o córtex, que é a parte externa, e a medula, a parte interna. Córtex: substância cinzenta- Medula: substância branca- Substância cinzenta nada mais é que corpos celulares neuronais, enquanto a substância branca consiste em axônios (É dita como "branca" porque a presença da bainha de mielina dá a impressão de ela ser branca). Giros Aumento rápido da substância cinzenta. Região cortical forma pregas que se dobram Lobos Lobo occipital: visão, equiíbrio, percepção de formas, cores e contornos Lobo parietal: motricidade, percepção sensorial, percepção espacial, leitura Lobo frontal: atividades motoras, escrita, fala, articulação da linguagem Lobo temporal: memória (auditiva, gustativa e olfativa), audição e linguagem Tratos Tratos de associação (arqueado): conectam córtex com outras partes do córtex Tratos comissurais: conectam áreas correspondentes de dois hemisférios Tratos de projeção: conectam o córtex cerebral com a substância cinzenta de partes internas do encéfalo e com a medula espinal Diencéfalo Consiste no tálamo, epitálamo, amígdala, hipotálamo e hipocampo. Tálamo: Integração motora e sensorial Epitálamo: Glândula Pineal: Melatonina - estimulador do sono Amigdala: Receptor emotivo, Geração de medo Hipotálamo: Homeostasia, Comportament o motivado e Dependência química Hipocampo: Memória, Estado afetivo, Comportamento consciente, Emoções, Instintos, Controle automático dos sistemas e processos do corpo, Equilíbrio entre as funções internas corporais em ajustamento ao ambiente, Controle de temperatura Tronco encefálico: Mesencéfalo É a parte do tronco encefálico responsável pelas funções de visão, audição, movimento dos olhos e do corpo. Nele, encontramos os corpos quadrigêmeos Corpos quadrigêmeos (indicado na imagem) Colículos superiores: reflexos que regulam os movimentos dos olhos- Colículos inferiores: fibras auditivas, reflexos das pupilas- Tronco encefálico: Ponte A ponte é a parte do tronco encefálico responsável pela conexão entre os níveis altos e baixos do sistema nervoso central. Recebe neurônios que passam pelo tronco encefálico e cerebelo, e neurônios que passam pelos hemisférios cerebelares. - Além disso, controla o padrão respiratório.- Tronco encefálico: bulbo (medulla oblonga) O bulbo tem diversas estruturas relevantes Pirâmides função de levar impulsos motores para as áreas do córtex cerebral Centros bulbares controle de funções vitais (freq cardíaca, respiração, vasoconstrição e vasodilatação, tosse, deglutição, vômito) Centro cardíaco: Fibras inibidoras e aceleradoras se originam do centro cardíaco Impulsos inibidores passam através do nervo vago --> diminuir os batimentos cardíacos○ Impulsos aceleradores passam através da medula espinal --> inervam o coração através de fibras no interior dos nervos espinais T1-T5 ○ Centro vasomotor: Enviam impulsos via medula e nervos espinais para os músculos lisos das paredes das arteríolas --> vaso constrição e elevando a pressão Centro respiratório: Controla a frequência e a profundidade da respiração, Atua em conjunto com os núcleos respiratórios da ponte para produzir respirações rítmicas Núcleo gustativo via que vai da língua até o encéfalo - paladar Núcleos cocleares via que vai da orelha interna até o encéfalo - audição Núcleos vestibulares via que vai da orelha interna até o encéfalo - equilíbrio Cerebelo O cerebelo recebe informações sensoriais através dos pedúnculos cerebelares (que fazem ligação com a ponte), e faz a coordenação e triagem dessas informações (estímulos), modulando-os. Assim, ele tem a função de: Manter equilíbrio estático e em movimento- Manter tônus muscular- Movimentos suaves e precisos- Líquido cerebrospinal Ele é um fluido que circula no interior dos ventrículos e no espaço subaracnóideo O cérebro e a medula espinal não tem contato direto com os vasos sanguíneos (barreira hematoencefálica) Sendo assim, o líquido cerebrospinal é o meio de troca de nutrientes e metabólitos do sistema nervoso central com o sangue. Além dessa nutrição, ele também: mantém a umidade das estruturas- regula a respiração (pois banha a superfície do bulbo onde se encontram os quimiorreceptores centrais).- Suporte e proteção mecânica ao encéfalo e a medula espinal (mantém a pressão a amortece choques ou pressões entre encéfalo e caixa craniana) - Torna o encéfalo mais leve: diminui a pressão- Promove homeostase no SN: trocas bioquímicas- Comunica regiões do SNC: hormônios hipotalâmicos podem alcançar regiões do SNC por meio da circulação liquórica- Nomes que ele tem: líquor, líquido cefalorraquidiano, líquido cerebrospinal Correlações anatomoclínicas: Aspecto: translúcido e incolor (normal) Infecção (meningite p. ex.): amarelado e turvo○ Estudo microscópico: essencial para hipóteses diagnósticas. ○ Punção: na região lombar abaixo da L3 (sem risco de lesão medular)○ Ventrículos encefálicos São regiões sem neurônios, com uma rede de capilares e com o plexo coroide, onde ocorre a produção do líquor. formados a partir de expansõesda luz do tubo neural primitivo. Caminhos: Ventrículos laterais (cerebelo) Terceiro ventrículo (diencéfalo) Arqueduto cerebral (mesencéfalo) Quarto ventrículo (posterior à ponte) ____________________Medula Espinal_____________________ É a parte do sistema nervoso central que se estende ao longo do canal vertebral, tendo as funções de conduzir impulsos nervosos "de" e "Para" o encéfalo, e integração de reflexos (reflexos são circuitos neurais que controlam reações rápidas à mudanças no ambiente) Anatomia - sintropia Limites: Superior: forame magno- Inferior: vértebra L2 (em crianças, L4 porque a medula para de crescer mas o corpo continua)- Estrutura transversal Dura-máter1. Medula cervical2. Espaço subaracnóide3. Artéria vertebral4. Ligamento denticulado5. Ligamento longitudinal posterior6. Processo espinhoso7. Face articular8. Corpo vertebral9. Proteção Feita primeiramente pelas vértebras, e depois pelas meninges, que são as mesmas do encéfalo, com algumas diferenças: O espaço epidural é natural- A dura-máter se estende até a S2 e é contínua com o epineuro- Entre as vértebras LII e SII, existem meninges espinais mas não a medula espinal Nesta região o acesso ao espaço subaracnóideo é seguro, sem risco de lesar a medula espinal - Radículas: feixes menores de axônio que ligam a raiz nervosa à medula Ligamentos denticulados: prolongamentos da dura máter, que suspendem a medula no canal vertebral e estabilizam-na durante movimentos Anatomia externa Nervos espinais fazem a comunicação da medula com outras partes do corpo São 31 pares de nervos Cada par sai do forame intervertebral, surgindo de um segmento espinal Quanto mais caudal, maior o desalinhamento entre segmento da medula e nível vertebral - Intumescência cervical (C4-T1) deriva nervos dos MMSS- Intumescência lombar (T9-T12) deriva nervos dos MMII- Cone medular é uma região que varia de L1 a L2, onde a medula espinal é mais curta que a coluna. Nesta região, as raízes dos nervos sacrais e coccígeos se alinham com o filamento terminal Ancora a medula do cóccix, sendo uma extensão da pia máter que se funde com as duas outras meninges - é aqui que é formada a cauda equina- Anatomia interna Canal central Preenchido pelo líquido cerebrospinal a. Se comunica com o quarto ventrículo b. 1. Sulco mediano posterior2. Fissura mediana anterior3. Substância cinzenta4. Substância branca5. A substância cinzenta, na medula, fica na região medular, enquanto o córtex é composto de substância branca (ao contrário do encéfalo) Na substância cinzenta, existem núcleos e cornos Núcleos Núcleo sensitivo: recebem aferências de receptores através de neurônios sensitivos○ Núcleo motor: enviam eferências para tecidos e órgãos efetores através de neurônios motores○ • Cornos Cornos posteriores: Corpos celulares e axônios de interneurônios Axônios de nervos sensitivos (os seus corpos celulares estão nos gânglios dos nervos espinais) ○ Cornos laterais Presente apenas no segmento torácico e lombar Neurônios motores autônomos ○ Cornos anteriores Núcleos motores e somáticos ○ • Na substância branca, onde ficam axônios mielinizados, há uma divisão em funículos Dentro dos funículos, existem os tratos Tratos são feixes de axônios com uma origem ou destino comuns que transmitem informações semelhantes○ Tratos sensitivos - ascendentes○ Tratos motores - descendentes○ - Raiz posterior do nervo espinal: Apenas axônios sensitivos, os quais Conduzem impulsos nervosos do receptor sensitivo 1. Gânglio espinal: Corpos celulares de neurônios sensitivos 2. Raiz anterior do nervo espinal: Axônios de neurônios motores que Conduzem os impulsos para os efetores 3. Nervo Espinal: Misto --> axônio sensitivo + axônio motor 4. Alterações na anatomia interna da medula Substância cinzenta Maior quantidade nos segmentos cervical e lombar○ Maior concentração de tratos sensitivos e motores (inervação sensitiva e motora dos nervos) ○ - Quantidades relativamente maiores de substância branca O corno posterior é maior e o anterior é pequeno○ - Quantidade muito pequena de substância cinzenta Cornos posteriores e superiores bem evidentes○ Corno lateral pequenos○ Menor quantidade de substância branca○ - Embora pequeno possui grande quantidade de substância cinzenta Cornos anteriores e posteriores largos○ - IMPULSO Impulso chega pela raiz posterior entrando no corno posterior1. Projeta pela substância branca e ascende para o encéfalo via funículo anterior Via ascendente - trato sensitivoa. 2. Retorna via funículo lateral ou posterior Via descendente - trato motora. 3. Saem pelo corno anterior (motor somático) ou lateral (motor autônomo)4. Sistema nervoso periférico Na divisão sensorial Na divisão motora O SNP é aferente (transmite impulsos dos receptores sensoriais para o SNC) Sensorial somático: recebe informações sensoriais da pele, fáscia, articulações, músculos esqueléticos, visão, audição, equilíbrio, olfato e paladar (sentidos) Autonômico: quimiorreceptores, barorreceptores e osmorreceptores - monitora o ambiente interno O SNP é eferente (transmite impulsos do SNC para órgaos efetores) Somático: músculos esqueléticos Autonômico: músculos lisos, cardíacos e glândulas. Estruturas Gânglios: corpos neuronais localizados fora do SNC, ajudam na propagação do sinal (substância cinzenta) Nervos: axônio do neurônio (feixe com milhares), podendo ser sensitivos, motores ou mistos Parte entérica do SN: é involuntária, tendo um plexo no intestino delgado com mais de 100 milhões de neurônios, o "cérebro do intestino". Nervos cranianos São 12 pares de nervos que, apesar de serem parte do SNP, estão localizados no crânio. Características: podem ser sensoriais, motores ou mistos. Funções: em geral, relacionadas com a cabeça e pescoço Numeração: de acordo com a ordem em que estão conectados com o encéfalo (É em algarismos romanos, mas aqui no resumo está em número normal pra ficar mais fácil) Olfatório = sensorial1. Cavidade Nasala. Ótico = sensorial Olhoa. 2. Oculomotor = motor Músculo ciliar, Músculo esfíncter da pupila e Todos os músculos extrínsecos do bulbo do olho, exceto os abaixoa. 3. Troclear = motor Músculo oblíquo superiora. 4. Trigeminal = misto Sensitivo = Face, Seios paranasais, Dentes, Órbita, Cavidades Oral e Nasal, Dura-mátera. Motor = Músculos da mastigação, Músculo tensor do tímpano, Múscuo tensor do véu palatino, Músculo milo-hióideo, Ventre anterior do músculo digástrico b. 5. Abducente = motor Músculo reto laterala. 6. Facial = misto Músculos da face, Estapédio,Ventre posterior do digástrico, Estilo-hióideo,Ventre occipital e auriculara. Nervo intermédio = Secretor (Glândualas submandibular, sublingual e lacrimal)b. Gustação (2/3 anteriores da língua e sensitivo do palato mole)c. 7. Vestibulococlear (auditivo) = sensorial Nervo coclear e Nervo vestibulara. 8. Glossofaríngeo = misto Gustação = 1/3 posterior da línguaa. Sensitivo: Tonsila palatina, Faringe e Orelha médiab. Motor: Músculo estilofaríngeo e Glândula parótidac. 9. Vago = misto Motor e secretor: Coração, Pulmões, Palato, Faringe, Laringe, Traqueia, Brônquios, Trato GIa. Sensitivo: Tudo acima + Orelha externab. 10. Acessório = motor Músculos Esternocleidomastóideo e Trapézioa. 11. Hipoglosso = motor Músculos da língua e Músculos infra-hióideos (fibras de C1, C2, C3)a. 12. Destaques nesses nervos Anosmia: Perda do olfato• Causas Infecções da túnica mucosa do nariz○ Lesões nas quais ocorre fratura da lâmina cribriforme do etmoide○ Lesões na via olfatória ou no encéfalo○ Meningite○ tabagismo ou uso de cocaína○ • Neuralgia do trigêmeo Pessoas com mais 60 anos• Primeiro sinal de doenças que provocam lesões em nervos, como: Diabetes○ Esclerose múltipla○ Deficiência de vitamina B12○ • Acarreta Paralisia dos músculos da mastigação ○ Perda da sensibilidade tátil, térmica dolorosa e proprioceptiva da parte inferior da face○ • Lesões direta ou indiretamente ligada à infeccções, traumas ou tumores noglossofaríngeo Disfagia• Aptialia• Ageusia• Neuropatia vagal (lesão do nervo vago) Interrupção no envio das sensações de vários órgãos das cavidades torácica e abdominal• Disfagia • Taquicardia• Nervos Espinais São 31 pares de nervos espinais deixam o canal vertebral pelos forames intervertebrais, Nomeados e agrupados conforme a vértebra à qual estão associados 8 cervicais• 12 torácicos• 5 lombares• 5 sacrais• 1 coccígeo• Ramo posterior Dorsal• Região posterior -> tronco profundo• Pele e músculos• Ramo anterior Ventral• Músculos, estruturas dos membros superiores e inferiores • Pele --> face lateral e anterior do tronco• Ramo meníngeo Entram no canal vertebral• Vértebras, ligamento vertebral, vasos da medula e meninges • Ramos comunicantes Divisão autônoma• Plexos Os ramos anteriores não chegam diretamente às estruturas corporais e, por isso, as fibras nervosas dos diferentes nervos são ordenadas e recombinadas em um único nervo Plexo Cervical - C1-C4 Cabeça, pescoço e ombro○ Nervo frênico (C3-C5) -- diafragma Nas lesões do nervo frênico, a respiração para porque este nervo não consegue mais enviar impulsos nervosos para o diafragma ○ Plexo braquial - C5-C8 É o maior e mais complexo, com muitas interconexões○ Tórax, ombro, braço, antebraço e mãos○ Plexo lombar - L1-L4 Poucas interconexões○ Costas abdômen, coxa, virilha, panturrilha○ Lesões do nervo femoral Incapacidade de estender a perna e pela perda de sensibilidade na pele da parte anteromedial da coxa ○ Lesões do nervo obturatório Paralisia dos músculos adutores da coxa e perda de sensibilidade da face medial da coxa ○ Plexo sacral e coccígeo - L4-L5 --> sacral Glúteo, períneo, membros inferiores○ Isquiático Dois nervos (tibial e fibular comum) unidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo Se divide em dois, normalmente na altura do joelho ○ S1-S4 --> Coccígeo○ Área cutânea○ Os nervos emergem dos plexos e são denominados de acordo com as estruturas que eles inervam ou o trajeto que eles seguem Apenas os nervos torácicos (T2 a T12) não formam plexos Anatomia do Sistema Nervoso Autônomo O sistema nervoso autônomo é responsável pelo controle involuntário do corpo. Ele é dividido anatomicamente e funcionalmente em simpático e parassimpático, sendo que os dois agm de maneira integrada para garantir a homeostase, possuindo efeitos opostos. Impulso Cada divisão tem dois neurônios entre o SNC e os órgãos efetores: o pré-ganglionar (localizado no SNC) e o pós-ganglionar (conduz o impulso para o órgão efetor) Sistema nervoso autônomo simpático neurônios pré-ganglionares: Corpo celular: cornos laterais da substância cinzenta dos segmentos torácicos e dos primeiros lombares- Axônios: efluxo toracolombar- Os gânglios Cadeia vertebral/gânglios paravertebrais- Fileira vertical ao lado da coluna vertebral- Extensão: base do crânio até cóccix- Axônios pós-ganglionares Terminam no efetor- Sistema nervoso autônomo parassimpático Neurônios pré-ganglionares Corpo celular: nervos cranianos III, IV, IX, X + cornos laterais da substância cinzenta de S2, S3 e S4 - Axônios: efluxo craniossacral- Os gânglios Intramurais - Próximo ou dentro da parede do órgão visceral- Axônios pós-ganglionares Faz sinapse com 4 ou 5 neurônios pós-simpáticos que suprem um único efetor visceral- Respostas parassimpáticas são restritas a apenas um efetor- Histologia do Sistema Nervoso Componentes celulares Neurônios Corpo celular (pericário) Citoplasma Rico em RER○ Manchas basófilas = corpúsculo de Nissl○ - Citoesqueleto Neurofibrina Formato e sustentação - MO ○ Microtúbulos Trânsito de substâncias entre axônio e corpo celular ○ Lipofuscina Pigmento de envelhecimento (lisossomas) ○ - Dendritos Parte receptora dos neurônios aferentes- Ramificados (parecem galhos de árvore)- Citplasma dos dendritos é semelhante ao do corpo celular mas sem CG- Espinhas dendríticas: recebem a maioria dos impulsos nervosos - muitos receptores- Axônio Transporte de impulso nervoso Para outro axônio○ Para fibra muscular○ Para célula glandular○ - Proeminência axônica Cone de implantação (poucos corpos de nissl)○ Não tem mielina○ Origem do segmento inicial - rico em canais de sódio - estímulo elétrico○ - Axoplasma Citoplasma do axônio○ Pobre em organelas (pouca mitocôndria e nada de RER)○ - Fluxo anterógrado e retrógrado Movimento de moléculas e organelas ao longo do axônio○ Anterógrado Proteínas do pericário para o axônio ○ Retrógrado○ - Volta de substâncias para o pericário (reutilização) Tipos de neurônio Célula piramidal= córtex cerebrall Célula de Purkinje = córtex cerebelar Células da Glia São células menores que neurônios que mantém o tecido coeso, auxiliam a função do tecido nervoso, e não geram ou propagam potencial de ação. São muito numerosas (10 glia para 1 neurônio) e se multiplicam no SN maduro. Fazem papel do MEC do Sistema Nervoso Corpo celular + prolongamentos- Presentes no SNC Astrócitos: Maiores e mais numerosos, Estrelados e com prolongamentos Protoplasmáticos: Muitos prolongamentos ramificados e curtos - substância cinzenta- Fibrosos: Prolongamentos longos e não ramificados - substância branca- Função: Barreira hematoencefálica, ambiente químico adequado, aprendizagem de memória Controle da permeabilidade da barreira hematoencefálica Prolongamentos se ligam nos capilares (base da BHE) e induzem modificações nas células endoteliais que regulam a permeabilidade às proteínas do plasma A sinalização cruzada entre os pés terminais e as terminações neuronais regula a circulação sanguínea no encéfalo ○ Mantém o ambiente químico adequado para impulso nervoso Regulação da concentração de íons no meio Captação de NT em excesso Condução de nutrientes dos capilares para neurônios ○ Participação da aprendizagem de memória Influenciam na formação de sinapses neuronais por interação com outras células (oligodendrócitos) ○ - Oligodendrócitos: Parecem com os atrócitos, mas são menores e têm menos prolongamentos Função: Bainha de mielina, sendo que 1 único oligodendrócito mieliniza vários axônios• Micróglia: Estrutura Pequena, Alongada, Prolongamentos finos com projeções (espinhos), Origem na medula óssea vermelha Função: Fagocitária• Ativadas = macrófagos e APC○ Inflamação e reparo do SNC - Removem restos de tecido nervoso danificado○ Células Ependimárias - Epêndima Estrutura: Cubóides, Colunares, Microvilosidades, Cílios• Função: Revestir ventrículos encefálicos e canal central da medula espinhal, Monitorização e auxílio da circulação do LCR, Formam BHE • Presentes no SNP Células de Schwann: Célula plana, Citoplasma com poucas organelas mas contém RE, Presença de gene da mielina, Núcleo grande Função: Formar bainha de mielina (mielina + proteína), Regeneração do axônio DIFERENÇA ENTRE SCHWAN E OLIGODENDROCITO Neurolema: camada mais externa da célula de schwan com citoplasma e núcleo (oligo n tem)- Camadas em torno do axônio: schwann - mais de 100 camadas/ oligodendrócitos - 15 camadas/ - nós de ranvier - espaço entre bainha de mielina, mais numerosos na de schwan- Nucleo do oligo não esta na mielina, e pra ter mais mielina tem que ir outro oligodendrocito, no caso da de schwann a propria célula já sintetiza mais mielina - • Célula satélite: planas e circundam corpo celular dos gânglios no SNP, além de regular as trocas de substâncias entre o corpo celular do neurônio e o LEC ORGANIZAÇÃO HISTOLÓGICA DO NERVO (FIBRAS) Fibra = axônio + tecido conjuntivo frouxo (endoneuro) + célula da glia + MEC Endoneuro: Tec conjuntivo frouxo Envolve cada fibra- Líquido endoneural: extracelular, nutrição e ambiente para propagar sinais Perineuro: Tecido conjuntivo denso Une várias fibras - fascículos- Barreira de difusão + barreira hematoneural (zônulas de oclusão nos capilares) - manter ambiente osmótico e pressão do líquido endoneural - Epineuro: Tecido conjuntivo denso - contínuo com Dura máter Une todos os fascículos - forma o nervo individual ○ Vasos sanguíneos e linfáticospara nervo○ Garante resistência ao nervo○ Histologia do sistema nervoso - organização histológica Substância branca = axônio com mielina + núcleos de células da glia Substância cinzenta = corpos celulares dos neurônios, dendritos, porções iniciais não mielinizadas dos axônios e células da glia. Local de sinapses Córtex Cerebral Célula piramidal Comum no córtex cerebral- Referência histológica para localização do córtex- Cerebelo Substância cinzenta: Local de sinapses 3 camadas: molecular, central e granulosa Molecular Mais externa○ Poucas células (neurônios)○ Predomínio de neurópilo (dendritos, axônios e sinapses) ○ Cor rósea com aspecto homogêneo○ Central (com células de purkinje) Neurônios grandes (purkinje)○ Atrócitos de bergman (especializados para auxílio da célula de purkinje) ○ Granulosa Menores neurônios do organismo○ Numerosos núcleos○ Substância Branca: Mais pro centro- Eixo das folhas do cerebelo - Medula Espinal Células ependimárias Dura Mater: Tec. Conjuntivo Denso - Abundantes fibras colágenas - Espaço Epidural na medula espinal: adiposo + tec. conjuntivo frouxo- Parte interna da Dura e superfície externa: tecido epitelial simples pavimentoso- Aracnóide Mater: Tec. Conjuntivo Denso - Revestimento: tecido epitelial simples pavimentoso- Pia Mater: Tec. Conjuntivo Fibroso Fino - Superfície externa: células achatadas- LCR Produção: células ependimárias Leucócitos: presentes, sendo 70% linfócitos e 30 a 50% monócitos Quantidade: 5 leucócitos/mm³ Contagem: por citometria○ - Se quantidade anormal de células no líquor: Predomínio de neutrófilos (polimorfonucleares): meningite bacteriana○ Predomínio de eosinófilos: parasitas (neurocisticercose ou neuroesquistossomose p. ex.)○ Presença de blastos: infiltração de células neoplásicas○ - Hemácias: não presentes normalmente Se presentes: indica hemorragia, geralmente com alteração na coloração do líquor- ANATOMIA Sintropia Localizado no mediastino Mediastino: compartimento central da cavidade torácica, estrutura flexível e dinâmica, deslocada por estruturas contidas no seu interior Revestido pelo pericárdio Saco fibrosseroso invaginado pelo coração e pelas raízes dos grandes vasos Parte fibrosa: mantém o coração em sua posição mediastinal média e limita sua expansão ○ Parte serosa: face ligada no pericárdio seroso (epicárdio), recobre o miocárdio e as partes dos grandes vasos que estão próximas ao coração, permitindo que o coração tenha movimento livre ○ Inervado pelo nervo frênico○ Funções Fornece nutrientes vitais aos tecidos, distribui mais de 6000 litros de sangue para o corpo todo, e facilita a excreção de resíduos Camadas Epicárdio, endocárdio e miocárdio Epicárdio: reveste diretamente o coração, altamento vascularizado- Miocárdio: camada muscular, composta de tecido muscular cardíaco, inervado pelo nervo vago, com ação involuntária, tem a função de bombeamento - Endocárdio: reveste internamente o coração, é liso para evitar atrito das câmaras com o sangue, e abrange as valvas cardíacas. - Coração e Grandes vasos - Anatomia e histologia quinta-feira, 20 de junho de 2024 17:01 Coração direito e esquerdo Direito: recebe sangue pouco oxigenado (venoso) do corpo, composto pelo átrio direito e ventrículo direito Esquerdo: recebe sangue bem oxigenado (arterial) dos pulmões, composto pelo átrio esquerdo e ventrículo esquerdo Átrio direito Recebe sangue das veias cavas (inferior e superior) e bombeia para o ventrículo direito- Tem uma parede delgada (fina), e por isso baixa pressão- Posterior: parede lisa, óstio das veias cavas- Anterior: com aurícula, músculos pectíneos (seta azul)- Ventrículo direito Parede relativamente delgada (baixa pressão)- Recebe sangue do átrio direito para ejetá-lo- Na camada de recepção, ele tem músculos papilares unidos à valva atrioventricular pelas cordas tendíneas (setas pretas) - Na camada de ejeção, ele tem parede lisa, que se liga à valva pulmonar (valva do tronco pulmonar - setas azuis) - Tem duas especificações: a crista supraventricular, e a trabécula septomarginal (setas vermelhas) - Átrio esquerdo Menor que o direito- Parede delgada (fina) e por isso baixa pressão- Músculos pectíneos na região da aurícula- Recebe sangue das 4 veias pulmonares (seta azul)- Ventrículo esquerdo Parede espessa, causando alta pressão- Recebe sangue do átrio esquerdo pela valva atrioventricular esquerda (seta azul)- Camada de recepção Músculos papilares sustentam as válvulas da valva (seta vermelha)○ - Camada de ejeção Parede lisa próxima ao septo interventricular, valva aorta ejeta o sangue para a artéria aorta descendente (seta preta) ○ - Há ainda o esqueleto fibroso cardíaco consiste numa camada de tecido conjuntivo fibroso que separa o miocárdio dos ventrículos do miocárdio dos átrios, propiciando estabilidade mecânica. Confere um local de fixação mecânica para todas as valvas cardíacas e isolamento elétrico durante a atividade cardíaca Plano valvar Todas as valvas estão num mesmo plano e são unidirecionais, e permitem um fluxo entre os átrios e os ventrículos, impedindo refluxo de sangue para os átrios durante a sístole ventricular. São revestidas por endocárdio. Valvas atrioventriculares: Tricúspide (coração direito)- Mitral (coração esquerdo)- Valvas semilunares Pulmonar (direito --> artéria pulmonar)- Aórtica (esquerdo --> artéria aorta)- Inervação cardíaca Sistema nervoso autônomo simpático Fibras de gânglios cervicais e torácicos superiores- Aceleram a frequência, dilatam a artéria coronária, atendem aumento da demanada metabólica - Sistema nervoso autônomo parassimpático Fibras pré-ganglionares de ramos do nervo vago- Diminuem a frequência cardíaca e a força de contração, constringem as artérias coronárias, e poupam energia entre períodos de maior demanda - Vascularização cardíaca Artérias coronárias Entregam oxigênio e nutrientes para o endocárdio por difusão e microvascularização- Primeira ramificação da aorta- Imediatamente superior à valva semilunar aórtica- Segue por lados opostos do tronco tronco pulmonar- Suprem átrios e ventrículos- Direita Seio direito da aorta: supre átrio direito, maior parte do ventrículo direito, face diafragmática do ventrículo esquerdo, parte do septo interventricular, e os nós sinoatrial e atrioventricular (essa parte varia entre as populações) ○ - Esquerda Supre o átrio esquerdo, maior parte do ventrículo esquerdo, parte do ventrículo direito, feixe atrioventricular do comlexo estimulante do coração e o nó sinoatrial em algumas pessoas ○ - Veias cardíacas Seio coronário: drena o sangue venoso do miocárdio para o átrio direito- Veia cardíaca magna: drena as áreas irrigadas pela coronária esquerda- Veia interventricular posterior: drena as áreas irrigadas pelo ramo interventricular posterior a coronária direita - Veia cardíaca parva: drena átrio direito e ventrículo direito- Veias anteriores do ventrículo direito: drenam o ventrículo direito diretamenteo para o átrio direito - Vias condutoras Veia cava superior: sangue pobre em Oxigênio da cabeça, pescoço e membros inferiores, além de receber drenagem da veia ázigo, a qual drena o tórax pelo trajeto à direita Veia cava inferior: drena o sangue pobre em oxigênio do abdome, pelve e membros inferiores, trato digestório pelas veias hepáticas, Veias pulmonares: sangue rico em oxigênio dos pulmões Artérias pulmonares (tronco pulmonar): sangue pobre em oxigênio para os pulmões Artéria aorta: envia sangue do coração para o corpo Ascendente: se ramifica em tronco braquicefálico, carótida comum e subclávia direita- Descendente: se ramifica- Abdominal: irrigação abdominal, vísceras, etc- Final: artérias ilíacas (aorta se divida em duas)- Histologia Coração em rosa, valvas em amarelo e vasos em azul Endocárdio Endotélio 1. Tecido conjuntivo frouxo (fibras elásticas e colágenas) com Algumas células musculares lisas2. Subendocárdio Conecta miocárdio à camada subendotelial tecido conjuntivo + veias + nervos e ramos do sistemade condução do impulso do coração1. Miocárdio Músculo estriado cardíaco1. Involuntário1. Rítmico2. Vigoroso3. Estrias4. Núcleo celular central5. Células alongadas e interligadas6. Discos intercalados (círculo roxinho) Junções de adesãoa. Junções comunicantes Passagem de íons facilmente no citosol das células, facilitação a propagação da despolarização de membrana e contração do músculo i. b. 7. Epicárdio Camada visceral do pericárdio Tecido epitelial pavimentoso simples1. Fina camada de tecido conjuntivo2. Camada subepicardial Tecido conjuntivo frouxo + veias + nervos + gânglios + tecido adiposo que envolve o coração1. Pericárdio Camada parietal do pericárdio Tecido conjuntivo fibroso (denso)1. Valvas cardíacas Tecido conjuntivo denso não modelado Fibras colágenas tipo I (74%) e do tipo II (24%) densamente acondicionadas1. Fibras elásticas2. 1. Artérias CAMADAS: Túnica íntima (mais interna) Endotélio (epitélio simples pavimentoso) Superfície luminal (moléculas de adesão e receptotres)i. Células alinhadas com seus eixos longos na direção do fluxo sanguíneoii. Barreira semipermeável entre o plasma sanguíneo e o líquido intersticialiii. a. Lâmina basal: tecido conjuntivo frouxo (camada subendotelial)b. 1. Túnica média Células musculares lisas organizadas helicoidalmentea. MEC entre as células Fibras elásticasi. Fibras reticulares (colágeno tipo III)ii. Proteoglicanosiii. Glicoproteínasiv. Espessura depende do vasov. b. 2. Túnica adventícia (mais externa) Colágeno tipo I e fibras elásticasa. Gradualmente contínua com o tecido conjuntivo do órgão pelo qual o vaso passab. Variável, depende do vasoc. Nos grandes vasos, possui vaso vasorum e nervos dos vasosd. 3. CLASSIFICAÇÃO DAS ARTÉRIAS Artérias Grandes artérias elásticas○ Aorta e pulmonares○ Túnica íntima com fibra elástica (mais espessa que a muscular)○ Túnica média com muita elastina (cor amarelada)○ Túnica adventícia pouco desenvolvida○ - Artérias de diâmetro médio/musculares Maioria do corpo Túnica íntima = mais espessa que as arteríolas (pouco) Lâmina elástica interna (componente mais externo da íntima) é proeminente ◊ Túnica média = essencialmente células musculares lisas Entre células musculares: fibras reticulares e proteoglicanos◊ Lâmina elástica externa (último componente da túnica média) - apenas nas artérias musculares maiores ◊ Túnica adventícia: tecido conjuntivo frouxo, vasos capilares linfáticos, vasa vasorum e nervos da adventícia ○ - Artérias de pequeno calibre e arteríolas Pequenas artérias do corpo□ Diâmetro menor que 0,5mm e lúmen estreito□ Camada subendotelial muito delgada□ Arteríolas muito pequenas: Sem lâmina elástica interna Lâmina média composta por uma ou duas camadas de músculo liso circular Sem lâmina elástica externa Regulam desvio de sangue □ - Capilares Exercem troca metabólica □ Composição Uma camada de endotélio Diâmetro de 8 a 12 μm extensão de 50 a 100 mm - comprimento total do conjunto dos capilares do corpo humano é 96.000 km Corte transversal: parede dos capilares formada por uma a três células sobre uma lâmina basal □ Tipos: contínuos, fenestrados e descontínuos (sinusoidais)□ - Veias Maioria das veias é pequeno ou médio calibre Contém algumas células musculares T. íntima: uma camada subendotelial fina composta por tecido conjuntivo - pode estar muitas vezes ausente ○ T. média: pacotes de pequenas células musculares lisas entremeadas com fibras reticulares e uma rede delicada de fibras reticulares ○ T. adventícia: mais espessa e bem desenvolvida das túnicas○ • Introdução As glândulas endócrinas não apresentam conexão anatômica na maioria dos sistemas Se comunicam por liberação de hormônios ou neurotransmissores- Regulação da secreção: ajuda a manter homeostasia Liberação de Hormônios Ocorre diretamente no líquido intersticial Líquido intersticial1. Difusão para capilares2. Sangue (alta dependência do sistema circulatório, por isso são altamente vascularizadas)3. Célula alvo4. Eixo Hipotálamo-Hipófise Este eixo, que envolve o hipotálamo e a hipófise, mantém o controle do feedback. Hipotálamo Ele detecta alterações das secreções. Localização: acima do quiasma óptico, ele sintetiza hormônios hipotalâmicosos Hormônios hipotalâmicos São inibidores ou estimuladores da adenohipófise, sendo carregados pelo sistema porta hipofisário. Hipófise É a glândula mestra, liberando diversos hormônios que controlam a atividade de outras glândulas Glândulas endócrinas - Anatomia sábado, 22 de junho de 2024 15:16 endócrinas. A secreção da hipófise e controlada pelo hipotálamo Localização: sela turca do osso esfenoide, fixada ao hipotálamo pelo infundíbulo Anatomia: adeno-hipófise (anterior) e neuro-hipófise (posterior) Adeno-hipófise Tecido epitelial- Hormônios da adeno-hipófise passam para os capilares do plexo secundário (veias porta-hipofisárias)○ até alcançar a circulação geral○ - Seus hormônios liberados são as trofinas, que atuam em glândulas endócrinas- Neuro-hipófise É responsável por armazenar e liberar os hormônios• Compota por axônios e terminais axônicos das células neurossecretoras hipotalâmicas• Corpo-celular Núcleo paraventricular e supraóptico○ Sintetizam apenas dois hormônios: ocitocina e hormônio anti-diurético (ADH - vasopressina) ○ • Axônios Trato hipotalâmico - hipofisal○ Armazenados até que gaja impulso nervoso para a liberação hormonal○ • Introdução O sistema respiratório funciona para aquecer, transportar e filtrar o ar que será usado para troca gasosa. Pode ser dividido em vias aéreas superiores e inferiores Nariz e cavidade nasal Nariz e a Cavidade Nasal tem início nas narinas, e o fim no coano (que se comunica com a faringe) Nariz Via condutora de ar- Sustentado por osso e cartilagem para manter as vias desobstruídas - Aquece, umedece e filtra o ar inalado- Detecta estímulos olfatórios (odor)- Muda as vibrações da fala- Cavidade nasal Parte intracraniana do nariz- Câmaras assimétricas separadas por septo ósseo e cartilaginoso - Paredes laterais- Sistema Respiratório - Anatomia e Histologia sábado, 22 de junho de 2024 15:30 Conchas nasais (setas pretas)○ meatos (setas verdes) Aumentam a área de superfície da cavidade nasal Evitam desidratação Permitem aquecimento do ar pelos capilares Secreção de muco pelos seios paranasais = retenção de poeira ○ Teto etmoide (seta azul)○ - Assoalho (seta vermelha) Palatino ○ Processo palatino da maxila○ - Seios paranasais Aumentam o contato do ar com o meio interno e reduzem o peso (*) ○ - Bulbo Ofatório Neurônios olfativos fazem sinapse com neurônios receptores olfativos presentes na mucosa olfatória Apoiado do etmoide- Anosmia - perda de olfato- Faringe É o local onde ocorre a passagem de ar e alimento, além de fornecer câmara de ressonãncia para os sons da fala. Além disso, é o alojamento das tonsilas (amígdalas - reações imunes) Nasofaringe- Orofaringe- Laringofaringe- Laringe A laringe conecta a faringe com a traqueia. Funciona como uma caixa de ressonância, além de ter muitas estruturas importantes, como a epiglote, as cartilagens, e as pregas vocais. Inervação: Nervo laríngeo (ramo do vago) - reflexo da tosse Epiglote: arcabouço de cartilagem hialina Margem inferior: ligada à margem anterior da cartilagem tireóidea, presa ao hióide- Margem superior: livre para mover-se para cima e para baixo- Função: seu fechamento na deglutição impede que o alimento entre nos pulmões, e garante que chegue no esôfago - Cartilgens Cricoidea Parte inferior da laringe○ Presa ao primeiro anel da cartilagem da traqueia (ligamento cricotraqueal)○ Ponto de referência para traqueotomia○ - Aritenóideas Influenciam as posições e as tensões das pregas vocais○ - Tireóidea Maior nos homens que nas mulheres (puberdade + hormônios)○ - Traqueia A traqueia se inicia no fim da laringe, e se estende até a vértebra T5, onde se divide em brônquio primário direito e esquerdo Protege contra partículas de poeira no ar(histologia) Formada por Anéis cartilaginosos em forma de C unidos por ligamentos (impedem o - colabamento da parede) Membrana fibromuscular na parte aberta do anel contém o músculo traqueal, que permite mudança de diâmetro da traqueia (durante a inspiração e expiração) e mantém a eficiência do fluxo de ar - Brônquios Surgem da bifurcação inferior da traqueia. Formados por anéis cartilaginosos. Se ramifica na árvore bronquial. Brônquios principais: Porção inicial (antes de entrar no pulmão)- Brônquios lobares: após entrada no pulmão, sendo 3 do lado direito, e 2 do lado esquerdo- Brônquios segmentares: irrigam pontos específicos dentro do lobo pulmonar --> bronquíolos e bronquíolos terminais - Vascularização: artérias e veias bronquiais, que suprem também o tecido pulmonar Pleuras A pleura é uma túnica serosa que envolve e protege cada pulmão. São duas pleuras, sendo uma parietal (mais superficial) e uma visceral (mais profunda), entre elas, a cavidade pleural, que possui líquido lubrificante. Pleura parietal: reveste a parede da cavidade torácica- Pleura visceral: está presa ao próprio pulmão- Cavidade pleural: cavidade entre as pleuras, onde fica o líquido lubrificante, o qual reduz atrito, fazendo com que as pleuras deslizem facilmente sobre a outra durante a respiração - Inervação das pleuras Nervos intercostais (fibras sensitivas somáticas)- Nervo frênico- Gânglios sensitivos (nervos espinais, região torácica, parte simpática)- Pulmões Pulmões são duas câmaras independentes separadas pelo mediastino e protegidos pela caixa torácica, as quais se estendem do diafragma até a região discretamente superior às clavículas. Características gerais: Cor: entre cinza e azul-rosado, podendo ter partículas cinza-escuras devido à carvão e poeira depositados após inspiração - Aspecto: esponjoso- Anatomia externa Estrutura segmentar, que segue á ramificação da árvore bronquial- Segmento broncopulmonar: região de tecido pulmonar suprido por um brônquio segmentar- Hilo pulmonar: estruturas que formam a raiz do pulmão (brônquios, artérias pulmonares, plecos pulmonares, vasos linfáticos) - Vascularização: Artérias e veias pulmonares, as quais participam da troca gasosa nos alvéolos- Inervação: plexos pulmonares (contribuição do SNAS e SNAP) acompanham as artérias pulmonares e brônquios até os pulmões e no seu interior. O controle nervoso é feito pela ponte e bulbo - Mecânica respiratória: Músculos da respiração: Intercostais externos e internos, esternocleidomastóideo, escalenos, diafragma, oblíquo externo e interno, transverso do abdome, reto do abdome - Ossos: caixa torácica inteira- Histologia do sistema respiratório Porção condutora: até os brônquios Umidifica, umedece e aquece o ar, dá suporte estrutural, flexibilidade e extensibilidade. A defesa consiste em muco das células caliciformes, cílios, plasmócitos e macrófagos na mucosa, BALT, linfonodos ao longo da porção condutora Porção respiratória: a partir dos bronquíolos respiratórios Troca de gases entre o sangue e o ar Principais tipos celulares encontrados Células califormes: produtoras de muco com gotículas de muco de glicoproteína na região apical Células em escova: microvilos apicais, receptores sensoriais (terminações nervosas livres) Células basais: pequenas e arredondadas, consistindo em células-tronco Células granulares (Kulchitsky): semelhantes às basais, mas com muitos grânulos, sendo parte de um sistema neuroendócrino difuso Mucosa respiratória: epitélio pseudoestratificado com células caliciformes Fossas nasais Vestíbulo Continuação da pele que entra nas narinas Epitélio estratificado pavimentoso Vibrissas (aprisionar materiais para purificação)○ Glândulas sebáceas (aprisionar materiais para purificação)○ Transiciona para epitélio pseuoestratificado○ - Área respiratória Maior parte do tecido da cavidade nasal Mucosa respiratória- Lâmina própria aderida ao periósteo e ao pericôndrio adjacentes- Superfície irregular (conchas nasais)- Área olfatória Neuroepitélio colunas pseudoestratificado Células de sustentação: prismáticas, microvilos, pigmento acastanhado- Basais- Olfatórias: neurônios bipolares cujos dendritos ficam voltados para a cavidade nasal, com cílios que ampliam a recepção do odor - Glândula de Bowman: criam corrente líquida contínua que limpa os cílios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas substâncias odoríferas - Faringe Nasofaringe Mucosa respiratória Orofaringe Epitélio estratificado pavimentoso (pele) Laringe Epitélio Epitélio Mucosa + cílios que batem em direção à faringe- Lâmina própria Tecido conjuntivo fibroelástico- Epitélio- Músculo- Cartilagem Cartilagem hialina- Epiglote Cartilagem elástica revestida por tecido conjuntivo e epitélio Pregas vestibulares (falsas cordas vocais) A lâmina própria dessa região é formada por tecido conjuntivo frouxo + glândulas Pregas vocais (cordas vocais verdadeiras) Eixo de tecido conjuntivo muito elástico, revestida de epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado Dois conjuntos de músculos: estriado esquelético extrínseco e músculos intrínsecos Extrínsecos: uma das inserções na laringe e outra em outras estruturas - Intrínsecos: somente na laringe para modificar a abertura das cordas vocais - Traqueia Mucosa: mucosa respiratória + lâmina própria rica em fibras elásticas Submucosa: tecido conjuntivo ligeiramente mais denso que o da lâmina própria Cartilaginosa: cartilagens hialinas em formato de C Adventícia: tecido conjuntivo que liga a traqueia às estruturas adjacentes, adventícia da traqueia se continua com a adventícia do esôfago Brônquios Ramos maiores: mucosa semelhante à da traqueia - revestida por epitélio respiratório Ramos menores: revestimento de epitélio cilíndrico simples ciliado Lâmina própria: rica em fibras elásticas Externamente à mucosa: camada de músculo liso (feizes musculares em espiral) Em torno à camada de músculo: glândulas seromucosas (ductos se abrem no lúmen brônquico) Esternamente à camada muscular: peças cartilaginosas dos brônquios (circunda o tubo inteiramente) Peças cartilaginosas: envolvidas por tecido conjuntivo rico em fibras elásticas (camada adventícia) BALT: Tecido linfático associado à mucosa, presente tanto na adventícia como na mucosa, consistindo num acúmulo de linfócitos, mostrado como nódulos linfáticos Bronquíolos Segmentos intralobulares○ Sem cartilagem ou glândulas○ Porções iniciais: Epitélio cilíndrico simples ciliado nas, passando ○ Porção final: simples inicialmente ciliado e finalmente sem cílios ○ Células caliciformes diminuem em número ausentes no final dos bronquíolos ○ Epitélio dos bronquíolos com regiões especializadas: corpos neuroepiteliais - recebem terminações nervosas colinérgicas - quimiorreceptores que reagem às alterações na composição dos gases que penetram o pulmão ○ - Bronquíolos terminais Últimas partes da porção condutora ○ Estrutura semelhante à dos bronquíolos ○ Parede mais delgada epitélio colunar baixo ou cúbico, com células ciliadas e não ciliadas Células em clava (claviformes) não ciliadas □ superfície apical em forma de abóbada □ região apical com grânulos secretores (RER) □ Função: 1) atuação como células-tronco de células epiteliais; 2) secreção de substâncias antimicrobianas e citocinas; 3) secreção de mucinas – CC16 4) Secreção de agente tensoativo impede colapso das paredes das vias respiratórias durante a expiração 5) detoxificação de algumas substâncias presentes no ar inspirado. □ ○ - Pulmões - porção respiratória Bronquíolos respiratórios Bronquíolo terminal → dois ou mais bronquíolos respiratórios tubo curto, às vezes ramificado estrutura semelhante à do bronquíolo terminal existência de várias descontinuidades na parede do bronquíolo respiratório - lúmen se comunica diretamente com os alvéolos pulmonares Superfície interna (botões) epitélio simples - varia de colunar baixo a cuboide □ Pode apresentar cílios na porção inicial□ Sem células caliciformes □ Pode conter células em clava (células de Clara) □ Músculo liso e as fibras elásticas de sua parede - camada mais delgada do que a do bronquíolo terminal □ Ductos alveolares Ducto alveolar: bronquílio respiratórico com parede constituída quase só de saídas de alvéolos Ductos alveolares: revestidos por epitélio simples cúbico (epitélio simples pavimentoso pode ser observado em suas extremidades) – perdem músculo na parede Ducto alveolar termina em um alvéolo único, ou mais comumente em sacos alveolares Sacos Alveolares:□ espaços nos quais se abrem diversos alvéolos últimas porções da árvore brônquica Ocupam a maior parte do volume dos pulmões - estrutura esponjosa do parênquima pulmonar. Alvéolos pequenas bolsas semelhantes aos favos de uma colmeia Septo interalveolar ou parede alveolar parede de um alvéolo comum a dois alvéolos adjacentes □ duas camadas de células epiteliais separadas por uma delgada lâmina de tecido conjuntivo formado de fibras reticulares e elásticas, substância fundamental e células do conjuntivo □ Interior dos septos: tecido conjuntivo com extensa rede de capilares sanguíneos□ Pneumócito tipo I Celula pavimentosa Citoplasma delgado e núcleo achatado e separado de outros núcleos (ME) Adjacentes são unidos por desmossomos e por zônulas de oclusão (impedir passagem de fluidos do espaço tecidual para o interior dos alvéolos) Função: barreira hematoaéreia □ Pneumócito tipo II Superfície alveolar intercalado entre os tipo I Desmossomos e junções oclusivas Arredondadas Núcleo esférico é maior e mais claro Citoplasma com vacúolos ME: RER e microvilos na sua superfície livre Função: produzir surfactante pulmonar (fosfolipídios, proteínas e glicosaminoglicanos), reduzir a rensão superficial da parede alveolar, mantendo-a estruturalmente e vitando seu colapso durante a inspiração e o colabamento do alvéolo. Renovada constantemente □ Barreira hematoaérea Função: Separar o ar alveolar do sangue capilar Componentes da barreira: 1. citoplasma do pneumócito tipo I □ 2. lâmina basal pneumócito tipo I □ 3. lâmina basal do capilar sanguíneo (interior do septo interalveolar) As duas lâminas basais se fundem, formando uma (4) membrana basal única - diminuir a distância na qual os gases devem se difundir □ 5. citoplasma da célula endotelial do capilar □ Septos interalveolares apresentam poros de 10 a 15 mm de diâmetro, comunicando dois alvéolos adjacentes Função: Equalizar a pressão do ar nos alvéolos e possibilitar a circulação colateral do ar, quando um bronquíolo é obstruído □ RESUMO Introdução O sistema urinário contém estruturas retroperitoneais (atrás do peritôneo) abaixo do diafragma, que estão entre as vértebras T12 e L3, protegidos pelas costelas XI e XII. O rim direito, contido neste sistema, é deslocado para baixo devido ao fígado. No geral, a posição destes órgãos pode mudar de acordo com a respiração e as mudanças posturais, como quando há uma respiração diafragmática profunda, fazendo com que aconteça um deslocamento de 2-3cm na vertical. Anatomia Rim O rim tem funções diversas, como: Regular o nível sanguíneo de íons - Regular o pH do sangue: excreção de H+ e preservação do Bicarbonato- Regular a volumia: eliminação ou manutenção de água- Regular a pressão arterial: secreção de renina ativa o sistema Renina-angiotensina- Manutenção da osmolaridade: regular a perda de água e solutos pela urina- Produção de hormônios: calciterol (forma ativa da vitamina D) e eritropoetina- Excreção de restos metabólicos e substâncias nocivas- Sua anatomia externa inclui as regiões do rim, importantes para identficar as estruturas: Faces Anterior e posterior Margem Lateral (convexa) e medial (côncava) Polos Superior e inferior Posição Oblíqua Sistema Urinário - Anatomia e Histologia segunda-feira, 24 de junho de 2024 13:26 O hilo renal está localizado na margem medial, assim como o seio renal. A cápsula adiposa é intermediária, e circunda a cápsula fibrosa, protegendo o rim contra traumas, e ancorando-o em sua posição na cavidade abdominal. A cápsula fibrosa, por sua vez, é uma lâmina lisa e transparente, contínua com o revestimento do ureter, que funciona como uma barreira contra o traumatismo e mantém a forma do rim. Já a fáscia renal serve para ancorar os rins às estruturas adjacentes Sua anatomia interna envolve algumas particularidades, como o córtex, a medula e as papilas. Córtex (azul) Camada imediatamente abaixo da cápsula e entre as pirâmides renais, contém glomérulos e segmentos iniciais e terminais dos túbulos renais Medula renal (vermelho) Formada pelas pirâmides renais, segmentos ascendentes e descendentes dos túbulos renais Papilas renais (verde) Ápice das pirâmides, recoberto pelos cálices menores Cálices menores --> cálices maiores --> pelve renal Ureter Os ureteres são ductos musculares que conduzem a urina dos rins à bexiga. Clinicamente, ele é formado por três segmentos: renal (diretamente do rim), lombar (entre rins e bexiga) e vesical (na parede da bexiga). A parte abdominal do ureter se adere ao peritôneo, tendo um trajeto retroperitoneal. Bexiga É um orgão muscular oco e distensível presente na cavidade pélvica, posterior à sínfise púbica. Chamamos de trígono da bexiga a combinação de óstios dos dois ureteres com o óstio da uretra. Na mulher, é situada anteriormente ao útero, no homem, anteriormente ao reto. Uretra É a porção que conduz a urina da bexiga ao exterior do corpo. Em seu óstio interno, há ligação com o assoalho da bexiga e, no externo, a abertura para o exterior. Nos homens, é maior que nas mulheres. Vascularização A artérias renais, ramos da aorta abdominal, são duas, sendo uma para cada rim. Cada uma se divide, perto do hilo renal, em cinco artérias segmentares que se distribuem pelos segmentos renais. A veia renal drena para a veia cava inferior. Suprarrenal As glândulas suprarrenais estão localizadas na face superomedial dos rins, e inferior do diafragma, sendo inseridas nos pilares deste. São circundadas por cápsula adiposa, e tem algumas particularidades. Formato: a direita é piramidal, a esquerda tem formado crescente medial. A direita faz contato com a veia cava inferior anteriomedialmente. Hilo: contém vasos linfáticos e veias que saem da glândula, e artérias e nervos que entram. Córtex: secreta corticosteroides e androgênios, faz a retenção renal de sódio e água em resposta ao estresse, aumentando o volume sanguíneo e a pressão arterial Medula: massa de tecido nervoso relacionada com os neurônios dos gânglios simpáticos pós- ganglionares. Secretam epinefrina em resposta a sinais de neurônios pré-ganglionares, aumentando a FC e a PA, dilatando brônquios e modificando os padrões de fluxo sanguíneo (preparação para exercício físico) Histologia Rim Estroma (cápsula): tecido conjuntivo denso Parênquima (parte funcional): zona cortical contém os néfrons, que são as unidades funcionais dos rins (600 a 800mil) e a zona medular é dividida em interna e externa (na externa tem vasos de maior calibre). Zona cortical - néfrons Os néfrons tem estruturas específicas que devem ser estudadas individualmente, como os corpúsculos renais, a sequência de túbulos e as células justaglomerulares. Corpúsculos renais Glomérulo Alças de capilares sanguíneos do tipo fenestrado (entram pelo polo vascular) Espaço de Bowman Espaço em que o filtrado glomerular primeiramente se aloca antes de passar para os túbulos Cápsula de Bowman Epitélio simples pavimentoso, apoiado na membrana basal Sequência de túbulos Túbulo contorcido proximal Microvilosidades para reabsorção, lúmens amplos e circundados por muitos capilares. Formado de epitélio cuboide Superfíciel apical das células P tem muitos microvilos (orla em escova) Alça de henle É onde ocorre retenção de água. Tem parede delgada e uma espessa. Delgada: epitélio simples pavimentoso- Espessa: epitélio simplescuboide- Túbulo contorcido Lúmens amplos e circundados por muitos capilares, formado por distal epitélio cuboide. Nesta região, há a mácula densa Mácula densa: núcleos próximos e células muito estreitas, por estarem próximas ao polo vascular - Túbulo coletor Conecta o túbulo contorcido distal aos segmentos corticais ou medulares dos ductos coletores Células justaglomerulares São células musculares da arteríola próxima ao corpúsculo renal modificadas (porque não tem membrana elástica interna). Núcleos esféricos e citoplasma com grânulos de secreção- Máscula densa + células justaglomerulares = aparelho justaglomerular- Células mesangiais extraglomerulares = função pouco conhecida, talvez produção de matriz mesangial extracelular, que proporciona sustentação para os capilares glomerulares - P = túbulo contorcido proximal D = túbulo contorcido distal MD = mácula densa C = corpúsculo renal PV = Polo vascular Bexiga Na bexiga, encontramos o epitélio de transição (ET), o qual pode ter conformação alterada dependendo da bexiga esvaziada ou cheia. Este está apoiado na lâmina própria (LP), formada por tecido conjuntivo frouxo, e tem feixes de músculo liso (ML) Ureter O ureter tem o epitélio de transição, a lâmina própria, e em seguida uma camada de músculo liso (ML), e depois disso tem a camada externa (adventícia - AD), formada de teciso conjuntivo e tecido adiposo. Uretra A uretra masculina é responsável por carregar urina e ejaculado, sendo dividida em algumas porções, a prostática, a membranosa e a cavernosa/peniana. Prostática: epitélio de transição- Membranosa: epitélio pseudoestratificado colunar- Cavernosa/peniana: epitélio pseudoestratificado colunar com áreas de estratificado pavimentoso - Além disso, há glândulas de Littré em toda a extensão, principalmente na peniana, a qual libera um produto de secreção que lubrifica o revestimento epitelial A feminina, por sua vez, carrega apenas urina e é menor, consistindo num tubo de 4 a 5cm formado de epitélio estratificado pavimentoso com áreas de pseudoestratificado colunar até o esfíncter de músculo estriado esquelético (esfíncter externo da uretra). Introdução e conceitos iniciais Um locus eletrogênico é um local que concentra muitos canais em uma região. Um potencial de ação (PA) permite a comunicação por grandes distâncias no corpo, sendo exclusivo de células excitáveis, ou seja, neurônios e células musculares. O potencial de membrana é um potencial que existe em todas as células. O potencial graduado diz respeito à alterações locais e rápidas que variam com a intensidade do estímulo, permitindo a comunicação em curtas distâncias Potencial de membrana É importante lembrar que Potencial de membrana, Potencial de repouso e diferença de potencial (DDP) dizem respeito a conceitos iguais. O potencial de membrana é definido pelas diferenças naturais de carga de uma célula. Todas as células são mais negativas por dentro e positivas por fora. Dentro da célula, há uma grande concentração de K+ (potássio), o qual é acompanhado de Cl- (cloreto), enquanto fora dela há uma baixa concentração de potássio e alta concentração de Na+ (sódio), o qual é mais eletropositivo que o potássio. Dentro da célula (intracelular) Fora da célula (extracelular) Altas concentrações: Potássio (K+) e Cloreto (Cl-) Baixas concentrações: Sódio (Na+) Altas concentrações: Sódio (Na+) Baixas concentrações: Potássio (K+) Mais negativo Mais positivo Proteínas de membrana (Canais iônicos) Os canais iônicos permitem a passagem de íons específicos ao longo de seus gradientes eletroquímicos. Existem tipos de canais iônicos, sendo eles: Canal de vazamento para K+: presente em quase todas as células em grande número, se abrindo aleatoriamente - Canal ativado por ligante: Dependem de estímulo químico (como neurotransmissores), presentes em dendritos de neurônios sensitivos e motores, e também no corpo celular. - Canal mecanoativado: Receptores táteis da pele, auditivos, etc.. Abertos por estímulo mecânico - Canal de K+ dependente de voltagem: presente no axônio de todos os neurônios, serve para conduzir e gerar potencial de ação em células excitáveis. A mudança na DDP abre o canal. - Hiperpolarização: um processo que permite a saída de K+/entrada de Cl-, aumentando a diferença de potencial, pois o lado interno fica mais negativo, ou seja, com voltagem menor. Potencial Graduado e de ação sexta-feira, 28 de junho de 2024 23:17 Despolarização: um processo que permite a entrada de Na+/Ca2+, diminuindo a diferença de potencial, pois o lado interno fica mais positivo, ou seja, com voltagem maior Potencial graduado É um desvio de potencial de membrana, consistindo numa alteração rápida e localizada que varia de acordo com a intensidade do estímulo. Estímulo → Abertura e fechamento dos canais iônicos → alteração do fluxo de íons específicos → fluxo de corrente localizado → dissemina reações adjacentes → dissipa gradualmente → cargas perdidas pelos canais de vazamento Potencial graduado leva ao potencial de ação Potencial de ação É a sequência de eventos que altera a carga da membrana, podendo ser despolarização ou hiperpolarização. Ultrapassagem do limiar devido às flutuações do potencial graduado- Potencial pós sináptico excitatório (PPE): entrada de sódio (Na+ é despolarizante) Potencial pós sináptico inibitório (PPI): entrada de Cloro (Cl-) ou saída de potássio (Cl- e K+ são hiperpolarizantes) Isso só é possível graças aos canais dependentes de voltagem presentes na membrana do axônio e dos terminais axônicos. Fases do potencial de ação Fase 0: engatilhamento ou pré-disparo Variação do potencial graduado Fase 1: disparo Limiar é alcançado, e o potencial de ação ocorre inevitavelmente. Fase 2: despolarização Abertura dos maciça dos canais de Na+ voltagem dependentes, aumento da permeabilidade da membrana ao Na+, e inversão da polaridade: de -55mV para +30mV Fase 3: repolarização Fechamento dos canais de Na+, e abertura dos canais de K+, fazendo com que mais cargas negativas se concentram na face interna da membrana devido ao efluxo de K+. Quando se ative -70mV, canais de K+ se fecham. Fase 4: hiperpolarização pós-potencial Há um efluxo intenso de K+ devido aos canais de vazamento, levando a voltagem de -70mV para -90mV Fase 5: Restauração Fechamento dos canais de K+ voltagem dependente, e os de Na+ continuam fechados. Reestabelecimento da concentração de Na+ no meio externo e de K+ no meio interno. Período refratário Quando uma célula não consegue gerar potencial de ação em resposta ao estímulo. Potencial refratário absoluto (PRA) Canais de Na+ voltagem dependente fechados, impedindo influxo de Na+, um novo potencial de ação não é produzido até que o anterior tenha terminado Potencial refratário relativo (PRR) Abertura dos canais de Na+ de forma gradual, fazendo com que um novo PA possa ser gerado desde que o estímulo seja superior ao que deu início ao primeiro PA Condução saltatória e contínua Condução contínua: Ocorre em axônio não mielinizado e fibras musculares, e consiste num processo de despolarização e repolarização graduais no segmento de membrana, sendo uma condução possível em distâncias menores, e mais lenta. Condução saltatória: Ocorre em axônios mielinizados, sendo uma distribuição heterogênea dos canais voltagem dependente, fazendo distâncias maiores mais rapidamente. Correlação clínica Anestésicos locais interrompem a condução do estímulo nervoso ao bloquear a condutância dos canais de Na+, impedindo que o PA seja deflagrado. Temperatura: axônios propagam potencial de ação em velocidade menor, bloqueando o potencial de ação, por isso que o uso do gelo auxilia na redução da dor. Introdução e conceitos A sinapse é a comunicação celular entre um neurônio e outra célula Tipos de sinapse As sinapses podem ser classificadas por: Elétricas ou químicas: Se for desencadeada por potencial de ação, é elétrica, se for intermediada por neurotransmissor, é química. Nas duastem potencial de ação, mas na elétrica, apenas a voltagem causa a sinapse, enquanto na química, é o neurotransmissor. - Por local: Axodendríticas: Entre um axônio e um dendrito○ Axossomáticas: Entre um axônio e uma célula○ Axoaxônicas: Entre dois axônios○ - Excitatórias ou inibitórias: se causam ou impedem um estímulo de acontecer Potencial pós sináptico excitatórios (PPE) Entrada de sódio Na+ é despolarizante Potencial pós sináptico inibitório (PPI) Entra de cloro ou saída de potássio Hiperpolarizante - Sinapse elétrica A sinapse elétrica é muito rápida, e se propaga por um potencial de ação de uma célula para outra (ex: junções comunicantes permitem troca de íons e propagação de potencial de ação). Estas são sempre excitatórias, e ocorrem na retina, no cérebro, no tronco encefálico, no músculo esquelético e no coração. Sinapse química Esta sinapse ocorre na fenda sináptica (espaço preenchido por líquido intersticial), por mediação de neurotransmissores, sendo mais lenta que a elétrica. O neurônio pré-sináptico libera o neurotransmissor, e a célula pós-sináptica tem um receptor para ele. Nesta sinapse, o potencial graduado ocorre na célula pós sináptica, da seguinte forma: Sinapse sábado, 29 de junho de 2024 02:29 Neurônio pré-sináptico Chegada do impulso nervoso via botão sináptico (varicosidade) a. Abertura de canais de cálcio dependentes de voltagem (membrana dos botões sinápticos) - despolarização b. Aumento de Ca2+ no pré: sinal para disparar a exocitose das vesículas sinápticasc. 1) Fusão vesicular com membrana do pré Liberação de NT na fenda (milhares de moléculas de NT)a. 2) A NT se liga ao receptor do pós Abertura de canais ativados por ligantea. Mudança de voltagem ==> potencial pós-sinápticob. 3) Despolarizante atinge o limiar PA no pósa. 4) Receptores de neurotransmissores Ionotrópico Estrutura: Sítio de ligação para um neurotransmissor + canal iônico Velocidade: Rápido Exemplo de funcionamento excitatório: Acetilcolina (Ach) se liga ao sítio, fazendo com que a estrutura da proteína (receptor) seja alterada, abrindo o canal iônico, permitindo a entrada de Sódio e saída de potássio da célula, causando despolarização no neurônio pós-sináptico Exemplo de funcionamento inibitório: GABA se liga ao sítio, fazendo com que a estrutura da proteína (receptor) seja alterada, abrindo o canal iônico, permitindo a entrada de Cloro na célula, causando hiperpolarização no neurônio pós-sináptico Metabotrópico Estrutura: Sítio de ligação para um neurotransmissor Velocidade: lento Segundos mensageiros: Proteína G abre e fecha canais independentes do receptor e faz ativação de canais por fosforilação Efeitos intracelulares: Adenil ciclase, Fosfolipase C (PLC), GMPc fosfodiesterase (PDE), Mensageiro intracelular (AMP cíclico), Abertura de canal iônico Mecanismo de ação excitatório: NT + Receptor (pós) Ativação da proteína G Subunidade alfa da Ptn G se dissocia, e se associa com o efetor, o qual produz 2º mensageiro 2º mensageiro se liga ao canal de íon, que é aberto, gerando Potencial Pós Sináptico Mecanismo de ação inibitório NT + Receptor (pós) Ativação da proteína G Subunidade alfa da Ptn G se dissocia, e se associa com o efetor, o qual produz 2º mensageiro 2º mensageiro se liga ao canal de íon, que é fechado, gerando Potencial Pós Sináptico Neurotransmissor Conceito É um sinal químico entre uma célula nervosa e outra célula. O que classifica um Neurotransmissor é: Síntese: no interior de neurônios- Armazenamento: em vesículas na terminação nervosa - Liberação: pela terminação pré-sináptica após estímulo (potencial de ação)- Recepção: receptor de neurotransmissor na célula alvo (membrana pós-sináptica)- Inativação: Existência de mecanismos de inativação da atividade do neurotransmissor- Exemplos de neurotransmissores Regulação dos neurotransmissores A ação no neurotransmissor deve ser interrompida por sua remoção da fenda sináptica, e para isso, tem alguns mecanismos: Difusão simples: princial mecanismo de remoção dos neuropeptídeos- Degradação enzimática: acetilcolinesterase- Recaptação pelo pré ou captação pela neuroglia: catecolaminas e aminoácidos Deficiências na recaptação: trata-se usando drogas terapêuticas○ - A concentração de NT pode ser manipulada por: Mudança na velocidade da síntese- Alteração na velocidade de liberação na sinapse- Bloqueio na captação- Bloqueio na degradação- Introdução e conceitos A bioeletrogênese cardíaca é o processo de condução de impulso elétrico pelas células do coração a fim de realizar os batimentos cardíacos, e permitir o bombeamento de sangue. Células marcapasso: definem o ritmo e provocam contração elétrica Células musculares cardíacas que se tornam autorrítmicas- Fibras especializadas: oferecem via de propagação da excitação cardíaca e garantem o estímulo para a contração coordenada das câmaras cardíacas Participantes Os impulsos do sistema nervoso autônomo + hormônios (epinefrina) modificam a sincronização e a força de contração, mas não estabelecem ritmo ou base. A acetilcolina disparada pelo SNAP atrasa e estmiulação do nó sinoatrial Como ocorre O potencial de ação inicia no Nó sinoatrial, e se propaga pelas fibras contráteis atriais e ventriculares até que volte o potencial de repouso (-90mV) Bioeletrogênese cardíaca sábado, 29 de junho de 2024 11:42 Fases Fase ascendente rápida Entrada rápida de Na⁺ na célula, despolarizando-a Fibras contráteis atingem o limiar i. Abertura dos canais rápidos de Na+ voltagem dependente = ↑↑↑↑ii. Influxo de Na+ → chega em +30mV muito rápidoiii. a. 1. Repolarização precoce Diminuição abrupta da permeabilidade à entrada do Na⁺, saída de K⁺ e entrada de Cl Canais de Na+ se fecham i. ↓ Influxo de Na+ii. a. 2. Repolarização lenta Saída de K⁺ e entrada de íons Ca2⁺ a. Sustenta a fase de platô Platôi. Abertura lenta dos canais de Ca+2 ii. ↑influxo de Ca+2 do liquido intersticial iii. b. 3. INICIO DA CONTRAÇÃO O aumento do Ca+2 no citosol estimula a abertura dos canas de Ca+2 do sarcolema Potencial de membrana fica FIM DA CONTRAÇÃO Em paralelo está ocorrendo a abertura dos canais de K+ ↑ efluxo de K+ Repolarização rápida Grande efluxo de K⁺ da célula pelos canais de vazamentoa. Potencial de membrana volta para -90mV. Canais de Ca+2 se fechami. b. 4. Repouso elétrico Fase diastólica a. Ativação da bomba Na+/K+ ATPase para reestabelecer a carga elétrica da membrana Saída de Na⁺ e entrada de K⁺ com gasto de energia, além da saída de Ca2+. i. b. A linha continua estável em -90mV. Período refratário Intervalo durante o qual uma nova contração não pode ocorrer 1) Dura quase o mesmo tempo da contração2) i. c. 5. ELETROCARDIOGRAMA É um registro da atividade elétrica que inicia em cada batimento cardíaco, amplificando sinais elétricos do coração. Componentes do ECG Onda P: despolarização atrial (contração atrial) se grande, aumento do tamanho do átrio- Complexo QRS: Despolarização ventricular rápida (contração ventricular), propagação do sinal pelas fibras contráteis. Se onda Q alargada, IAM- se onda R alargada, aumento do tamanho ventricular- se segmento ST alterado no IAM, não há O2 suficiente.- Onda T: Repolarização ventricular (ventrículo relaxa) Se onda T elevada, hiperpotassemia (hiperpolariza)- Se onda T plana, ventrículo não está recebendo O2 suficiente- Intervalo PQ: Tempo necessário para que o potencial passe do átrio para o ventrículo Se alongado: potencial de ação desviando do tecido cicatricional- Intervalo QT: Complexo QRS + Onda T, representa a despolarização ventricular durante o platô. Se prolongado: dano miocárdico, isquemia, anormalidade na condução- Introdução e conceitos O ciclo cardíaco é a sequência completa de contração (sístole) e relaxamento (diástole). Existes três componentes que fazem parte do ciclo, sendo eles: Bioeletrogênese, diferença de volume e pressão nas câmaras cardíacas, e eventos mecânicos de contração As valvas tem um papel muito importante no ciclocardíaco, visto que elas possibilitam que o fluxo no coração seja unidirecional. Além disso, o fechamento ventricular (feito pelas valvas) garante a geração de pressão necessária para a contração. O gradiente de pressão faz com que o sangue sempre flua numa área de alta pressão para uma de baixa pressão. Valvas no ciclo cardíaco Diástole: as valvas atrioventriculares se abrem passivamente, pois a pressão dos átrios fica maior que a dos ventrículos, e os músculos papilares estão relaxados. As valvas semilunares estão fechadas neste momento. Sístole: As cúspides das semilunares são empurradas para cima, e o sangue flui nos ventrículos (onde a pressão está alta) em direção às artérias pulmonares e aorta (onde a pressão está baixa), as valvas atrioventriculares estão fechadas Contração isovolumétrica: Neste momento, não ocorre alteração no volume de sangue dentro da cavidade, mesmo que ela já esteja contraída. A diminuição no volume interno resulta no aumento da pressão interna. Fases do ciclo cardíaco Diástase Esta fase diz respeito ao final da diástole, momento em que átrios e ventrículos estão com uma pressão semelhante. As valvas atrioventriculares estão abertas, e as valvas semilunares estão fechadas. Aqui, o sangue começa a chegar nos átrios Sístole atrial Neste momento, ocorre a despolarização do nó sinoatrial. Os átrios estão cheios de sangue, promovendo o aumento da pressão. A passagem de sangue dos átrios para os ventrículos é passiva nesta fase. - Com a chegada de sangue no ventrículo, obtém-se o volume diastólico final (VDF), que diz respeito ao enchimento dos ventrículos durante a diástole ventricular. - As valvas atrioventriculares estão abertas, e as valvas semilunares estão fechadas. - Quando o sangue chega nos ventrículos, há um aumento da pressão e volume ventricular. A medida que o átrio contrai, ocorre um aumento de pressão, que força a passagem do sangue para o ventrículo. Contração ventricular isométrica Essa parte é representada no eletrocardiograma como "complexo QRS". É o momento em que há um aumento da pressão ventricular, que supera a atrial. Há também o fechamento das valvas atrioventriculares. A pressão das artérias pulmonares e aórtica ainda é baixa, então as valvas semilunares permanecem fechadas. Contração ventricular Quando a pressão ventricular é maior que a pressão arterial. Aqui, as valvas semilunares estão abertas, e as valvas atrioventriculares estão fechadas, e ocorre uma ejeção rápida da maior parte do Ciclo cardíaco sábado, 29 de junho de 2024 15:23 sangue ventricular. Quando se inicia a repolarização ventricular, a ejeção é reduzida, e se inicia a "onda T" no eletrocardiograma. Os átrios, que estão relaxados, já começam a receber sangue. A pressão ventricular começa a reduzir, mas ainda é maior do que a arterial Início da diástole Com a redução da pressão ventricular, não há mais ejeção, e aqui é onde encontramos o volume ventricular mínimo ou volume diastólico final (VDF). Há o fechamento das valvas semilunares, e um relaxamento isovolumétrico do ventrículo. Função ventricular: Volume sistólico (VS) = VDF - VSF Indica a função ventricular, e se menor que 55%, indica prejuíxo de função Débito cardíaco Consiste no volume ejetado do coração ao final de 1 minuto, se ajutando ao consumo de O2 Cálculo do débito cardíaco: VS x FC Regulação do volume sistólico Pré-carga (Lei de Frank-Starling) estiramento máximo antes da ejeção → tensão na parede aumento do sangue enchendo o ventrículo durante a diástole → aumento da força de contração Aumento da frequência cardíaca durante a Diástole → diminui o tempo de enchimento → menor duração da sístole Aumento do retorno venoso →Maior volume de sangue flua para os ventrículos → aumentando a contração seguinte Compatibilidade do miocárdio = Força de contração de uma dada pré carga Agentes ionotrópicos positivos aumentam a contratilidade, promovem influxo de Ca+2 Ex: SNAP, Epinefrina e norepinefrina, Aumento de Ca+2 no LEC Agentes ionotrópicos negativos diminuem a contratilidade, reduzindo o influxo de Ca+2 Ex: Inibição do SNAP, Anóxia, acidose, aumento do Efluxo de K+ Pós-carga Pressão que precisa ser superada antes das válvulas semilunares se abrirem. Aumento da pós carga → diminuição do VS →Mais sangue permanece no ventrículo no final da sístole Situações que aumentam a pós-carga: Hipertenção, estreitamento por aterosclerose Regulação da frequência cardíaca Esta pode ser anatômica ou química. Regulação anatômica da frequência cardíaca Aferências para o centro cardiovascular no tronco encefálico podem vir dos centros superior do encéfalo Córtex- Sistema límbico- Hipotálamo- Ou dos receptores sensitivos Proprioceptores: monitoram movimentos- Quimiorreceptores: monitoram a composição química do sangue- Barorreceptores: monitoram a pressão arterial- Eferências para o coração podem ir através de: Nervos aceleradores cardíacos - simpático Elevam a taxa de despolarização espontânea do nó sinoatrial e atrioventricular, aumentando a frequência cardíaca - Aumentam a contratilidade dos átrios e ventrículos, elevando o volume sistólico SNAS, noroepinefrina, receptor Beta 1 (aumento da FC)○ - Nervo vago (NC X) - parassimpático A diminuição da velocidade da despolarização espontânea do nó sinoatrial e atrioventricular reduz a frequência cardíaca SNAP, predomina no repouso, acetilcolina (diminuição da FC)○ - Regulação química da frequência cardíaca Hormônios: epinefrina e noroepinefrina Aumento da efetividade do ciclo cardíaco- Aumento da FC e da contratilidade- Cátions: desequilíbrio iônico ↑ [K+] e ↑[Na+] plasmáticos → ↓FC e contratilidade - ↑[Na+] → bloqueia o influxo de Ca+2 → ↓reduz força de contração - ↑[Ca+2] lec → ↑FC e força de contração - ↑[K+] → bloqueia a produção de potencial de ação - A pressão arterial deve ser regulada a fim de obter uma perfusão adequada dos tecidos, e para isso, há um conjunto de ações integradas. Regulação neural: ativação de receptores periféricos - barorreceptores e quimiorreceptores (curto prazo) - Regulação hormonal: liberação de peptídeos e hormônios (longo prazo)- Existem ainda alguns fatores que interferem na pressão arterial: Pressão arterial (PA) = Débito cardíaco (DC) * RVP (vasoconstrição)- Débito cardíaco (DC) = Frequência cardíaca (FC) * Volume sistólico (VS)- Estes fatores são controlados pelo sistema nervoso autônomo simpático, principalmente pelas glândulas suprarrenais. Regulação neural O Bulbo regula a FC e o VS, Além de controlar a força de contração ventricular e o diâmetro dos vasos. Ele faz isso através do centro cardiovascular (inibidor/estimulatório) e do centro vasomotor (vasoconstrição/dilatação) Via eferente Via aferente Barorreceptores Seio aórtico Monitora PA sistêmica- Impulsos levados pelo Nervo Vago (NC X) para o centro cardiovascular no bulbo- Seio carotídeo Monitora PA encefálica- Impulsos levados pelo Nervo glossofaríngeo (NC IX) para o centro cardiovascular no bulbo- Pressão Arterial sábado, 29 de junho de 2024 16:13 ↓PA --> SNAS Receptores menos distendidos- Impulso chega ao Centro Cardio Vascular (CV) mais lento- ↑FC; ↑ Força de constrição; - ↑ RV Sistêmica; ↑ DC - ↑PA até a normalidade- ↑PA → SNAP Receptores mais distendidos - Impulso chegam mais rápido ao centro CV - ↓ FC; ↓ Força de contração; ↓ DC; - Promove vasodilatação → ↓ RV Sistêmica - ↓PA até a normalidade- Quimiorreceptores Monitoram a composição química do sangue - Glomos Estimulados por condições como: Hipóxia (O2 baixo)○ Acidose (muito H+)○ Hipercapnia (CO2 baixo)○ Impulsos para o centro CV Estímulo do SNAS --> vasoconstrição○ Aumento da PA○ Regulação hormonal da pressão arterial Sistema renina-angiotensina-aldosterona A renina é liberada pelas células justaglomerulares, a angiotensina, pelo fígado, e a aldosterona, pela zona glomerular (suprarrenal) Estímulos como desidratação, deficiência de Na+ (hiponatremia), hemorragia, e outros que diminuem o volume sanguíneo e/ou fluxo sanguíneolevam a uma queda na pressão arterial, estimulando a liberação de renina. A renina, por sua vez, quando sua concentração está aumentada no sangue, ela causa um aumento na pressão arterial. Epinefrina e norepinefrina (adrenalina e noradrenalina) O estresse e o exercício físico, ao serem reconhecidos, fazem com que o hipotálamo estimule neuronios pré-ganglionares simpáticos, os quais estimulam as células cromafins, que liberam epinefrina para o coração, e norepinefrina para os vasos. Isso vai gerar: ↑FC; ↑ Força de constrição; diltação dos vasos sanguíneos do coração, pulmões, encéfalo e músculos esqueléticos, contração do baço, conversão de glicogênio em glicose no fígado, sudorese, dilatação das vias respiratórias, redução das atividades digestórias, constrição das arteríolas da pele e das vísceras, retenção de água e aumento da pressão arterial. Introdução O sistema respiratório torna possível a troca gasosa, é suporte metabólico para todas as funções metabólicas, e serve para a entrada de O2 e saída de CO2. O ato mecânico da ventilação pulmonar envolve 2 fases: a inspiração e a expiração. As duas fases envolvem uma contração coordenada dos músculos respiratórios que ocorre devido ao gradiente de pressão entre o pulmão e o ambiente Músculos respiratórios Primários O diafragma, músculo que separa a caixa torácica da cavidade abdominal, tem fibras dispotas para apresentar maior eficiência contrátil Os músculos intercostais externos elevam as costelas na inspiração, e os músculos intercostais internos tracionam as costelas na inspiração. Acessórios Utilizados quando a demanda excede a capacidade dos músculos primários, os músculos escalenos e o esternocleidomastoide auxiliam na inspiração, e os abdominais na expiração Inervação dos músculos O nervo acessório (NC XI) garante os movimentos respiratórios dos músculos escalenos e esternocleidomastóideo em casos de lesões medulares. O nervo frênico inerva o diafragma, fornecendo suprimento motor, nocicepção e propriocepção. Os nervos intercostais motores anteriores (T1-T12) fornecem suprimento motor aos músculos Respiração segunda-feira, 1 de julho de 2024 13:53 intercostais externos e internos Os nervos lombares motores, por sua vez, fazem inervação dos músculos abdominais Gradiente de pressão Gerado por meio da contração e relaxamento dos músculos respiratórios, promovendo modificações do volume da caixa torácica e dos pulmões Mecânica respiratória São duas fases: inspiração e expiração Inspiração = entrada de ar nos pulmões Contração do diafragma e dos músculos intercostais externos1. Aumento da dimensão da caixa torácica2. Entrada de ar para os pulmões3. Pressão interna do pulmão < pressão atmosférica Parênquima pulmonar rico em fibras elásticas permite o estiramento durante a inspiração e o Grau de estiramento define o volume pulmonar Expiração = saída do ar dos pulmões Saída de ar dos pulmões é impulsionada de modo passivo1. Diafragma relaxa e se eleva2. Músculos intercostais internos tracionam as costelas para baixo3. Auxílio dos músculos abdominais geram um aumento da pressão intra-abdominal4. Pressão interna pulmonar > pressão atmosférica Redução das dimensões da caixa torácica, e fibras elásticas voltam à posição normal Quando a cavidade torácica está aberta, a pressão intrapleural aumenta para se igualar com a pressão atmosférica O ar que respiramos é uma mistura gasosa Lei de Dalton Lei de Henry Pressão total de uma mistura gasosa é igual à soma da pressão parcial de seus gases Volume de um gás que se dissolve em um líquido é proporcional à pressão parcial do gás e à sua solubilidade 𝑷𝒂𝒕𝒎 = 𝑷𝑶𝟐 + 𝑷𝑪𝑶𝟐 + 𝑷𝑵𝟐 PressãoÊatmosférica:Ê760mmHgÊaoÊnívelÊdoÊmar PressãoÊdeÊgásÊoxigênio: 21%,ÊsendoÊ159mmHgÊnaÊatmosfera,ÊeÊ149mmHgÊnaÊtraqueia PressãoÊdeÊgásÊcarbônico: 1%,ÊsendoÊ0,04mmHg.ÊEleÊtemÊmaiorÊsolubilidadeÊnoÊplasmaÊqueÊoÊ oxigênio.Ê PressãoÊdeÊnitrogênio: 78% Troca gasosa Cascata de transporte de gases Primeira troca: entre alvéolos e capilares- Segunda troca: entre capilares e tecidos- Primeira troca: entre alvéolos e capilares Alvéolos pulmonares têm paredes finas como uma rede de capilares pulmonares, facilitando a troca de gases porque o ar alveolar e o sangue ficam muito próximos. Para que isso aconteça: A pressão do O2 alveolar deve ser maior que a pressão do O2 capilar (afetada pela ventilação e altitude). - Peso molecular e solubilidade dos gases afetam a troca; quanto maior a solubilidade, maior a taxa de difusão. - Pouca distância de difusão; a membrana dos capilares deve ser fina e estes devem ser estreitos para a difusão rápida. - A área de superfície de troca deve ser grande, característica presente nos alvéolos.- Segunda troca: entre capilares e tecidos O sangue rico em O2 (arterial) sai dos pulmões pela veia pulmonar e segue o seguinte caminho: Ventrículo esquerdo- Aorta- Artérias sistêmicas- Capilares sistêmicos- As células pegam o O2 dos capilares sistêmicos e entregam o CO2. Controle dos Movimentos Respiratórios Centro Respiratório Bulbar Na respiração involuntária: Grupo respiratório dorsal: Envia impulsos para o diafragma e nervos intercostais.○ Contração > inspiração e expiração > retração passiva.○ - Grupo respiratório ventral: Complexo pré-Bötzinger > células marcapasso.○ - Na respiração forçada: Inspiração forçada: Grupo respiratório dorsal Estímulos para a contração do diafragma e dos nervos intercostais.○ Estímulo para os músculos acessórios.○ • Expiração forçada: Grupo respiratório ventral Envia impulsos para os músculos da expiração.○ • Centro Respiratório Pontino Transmite impulsos para a GRD do bulbo.• Centro Pneumotáxico Envia sinais inibitórios para o GRD.• Modula a atividade.• Novo ciclo se inicia precocemente, aumentando a frequência respiratória.• Modifica o ritmo em situações específicas (como exercício).• Controle Respiratório O córtex cerebral pode alterar voluntariamente o padrão respiratório para proteger contra a entrada de substâncias nocivas no pulmão. A alteração é limitada pelo aumento da pressão de CO2 e da concentração de H+.• Quimiorreceptores no bulbo respondem a mudanças de pressão de CO2 e concentração de H+ no líquido cerebroespinhal. • Quimiorreceptores periféricos, como os glomos aórticos e carotídeos, e neurônios do nervo • vago e faríngeo, percebem alterações na composição química do sangue. Reflexo de Insuflação Também conhecido como reflexo de Hering-Breuer, é um mecanismo importante de regulação da ventilação pulmonar. É desencadeado pelos estímulos de distensão dos pulmões e atua para evitar a sobredistensão dos alvéolos. Mediado por receptores de estiramento pulmonar ---> enviam sinais ao centro respiratório no tronco encefálico. • Exerce sua função assim: Promove inibição do estímulo inspiratório, prevenindo a sobredistensão dos pulmões e danos pulmonares. • Importante durante a ventilação em volumes pulmonares elevados, como em exercícios físicos ou ventilação mecânica. • Em condições patológicas, o reflexo pode ser prejudicado, levando a problemas respiratórios como hipoventilação e hiperinsuflação dos pulmões. Espirometria Diagnóstica Exame não invasivo utilizado para avaliar a função pulmonar, realizado com um espirômetro que mede o volume e o fluxo de ar durante a respiração. Paciente realiza manobras respiratórias para obter dados sobre a capacidade pulmonar e a velocidade do fluxo de ar. Parâmetros Avaliados Capacidade Vital (CV): Volume máximo de ar que o paciente pode expirar após uma inspiração máxima. • Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1): Volume máximo de ar que o paciente pode expirar nos primeiros segundos após uma inspiração máxima forçada. • Relação VEF1/CV: Avalia a obstrução das vias aéreas.• Fluxo Expiratório Forçado (FEF): Velocidade máxima do fluxo de ar durante a expiração.• Legenda Capacidade vital (CV): Volume máximo de ar que o paciente pode expirar após uma inspiração máxima (CV=VRI+Vc+VRE). • Volumeinspiratório de reserva (VRI): Volume movido durante inspiração máxima voluntária.• Volume de ar corrente (Vc): Volume de uma respiração.• Volume expiratório de reserva (VRE): Volume movido durante expiração máxima voluntária.• Volume residual (Vr): Volume de ar que permanece nos pulmões após expiração máxima voluntária. • Capacidade inspiratória (CI): Volume inspirado máximo a partir de expiração espontânea (CI= Vc+VRI). • Capacidade pulmonar total (CPT): Quantidade de ar total presente nos pulmões após inspiração máxima (CPT = Vc+VRI+VRE+Vr). • Capacidade residual funcional (CRF): Volume de ar existente nos pulmões após expiração espontânea (CRF = VRE+VRI). • Introdução O sistema nervoso autônomo tem papel central na manutenção da homeostasia, e inerva a maior parte das estruturas, sendo divido em simpático e parassimpático. Os dois tem efeitos antagônicos O tônus autônomo, ou seja, o estado basal de atividade do SNA que mantém os órgãos e sistemas do corpo em um estado de prontidão ou resposta contínua mesmo na ausência de estímulos específicos, é regulado pelo hipotálamo Somático vs Autônomo Somático: neurônio único Autônomo: neurônio pré-ganglionar e pós ganglionar Como funciona isso de pré-ganglionar e pós-ganglionar? 1 Neurônio pré-ganglionar Sai do SNC e faz sinapse com o gânglio autônomo 2 Gânglio autônomo do neurônio pós-ganglionar 3 Neurônio pós-ganglionar Recebe sinal do pré-ganglionar levando-o até o efetor 4 Efetor Elementos do sistema nervoso autônomo (SNA) Neurotransmissores Sistema colinérgico Acetilcolina (Ach) Liberado por Neurônios pré-ganglionares Simpáticos (todos)○ Parassimpáticos (todos)○ Sistema nervoso autônomo fisiologia segunda-feira, 22 de julho de 2024 22:43 Neurônios pós-ganglionares Simpáticos (glândulas sudoríferas apenas)○ Parassimpáticos (todos) ○ Receptores Muscarínicos Metabotrópicos (acoplados à proteína G) por terem segundos mensageiros são mais lentos Segundos mensageiros: IP3 (inositol trifosfato) e DAG (diacilglicerol) ○ Presentes nas membranas dos efetores ○ Nicotínicos Ionotrópicos○ Presentes nas membranas dos neurônios pós-ganglionares○ Rápido aumento na permeabilidade celular ao Na+ e ao K+ Desporlarização e excitação ○ Características gerais Formada por: Colina + Acetil CoA Degradada por: acetilcolinesterase na fenda sináptica Recaptação: colina é levada de volta para o axônio terminal Reutilização: colina recaptada é reutilizada Efeitos Cérebro: memória e aprendizado Cardiovascular: vasodilatação, diminuição da FC e da força de contração Vias aéreas: aumento do volume da mucosa e vasodilatação Bexiga: relaxamento do esfíncter Reprodutor masculino: ereção Íris: contração Glândulas salivares e lacrimais: secreções ralas e aquosas Sistema Adrenérgico Noradrenalina Liberado por Neurônios pós-ganglionares Simpáticos (maior parte) ○ Receptores Alfa-Adrenérgicos (1 e 2) Metabotrópicos Segundos mensageiros (IP3 e DAG - enzima KPC) Hiperpolarização Entrada de Ca2+ e saída de K+ cálcio dependente□ Beta-adrenérgicos (1, 2 e 3) Segundos mensageiros (cAMP e PKA - enzima adenilatociclase com ação distinta em cada órgão alvo) Características gerais Síntese: a partir da tirosina- Degradação na fenda sináptica: enzima catecol-o-metiltransferase- Recapação- Degradação no citosol: enzima monoaminozidase (MAO) - Ação do SNA em órgãos efetores Órgão efetor Simpático Parassimpático Globo ocular Midríase Miose Glândulas lacrimais Secreção Glândulas salivares Secreção viscosa e espessa Secreção aquosa e abundante Traqueia e brônquios Dilatação Contração e aumento de secreções Coração Aumento da FC e da contratilidade Diminuição da FC e da contratilidade TGI Diminuição da motilidade, do tônus muscular, contração de esfíncteres Aumento da motilidade e do tônus muscular Ureteres e bexiga urinária Relaxamento do músculo detrusor, contração do trígono e do esfíncter Contração do detrusor, relaxamento do trígono e do esfíncter Genitália masculina Estimula a ejaculação Estimula a ereção Genitália feminina Relaxamento uterino Vasos sanguíneos da musculatura esquelética Dilatação Vasos sanguíneos pele, das mucosas e área esplâncnica constrição Sistema nervoso simpático Luta e fuga Resposta rápida e involuntária, um reflexo autônomo visceral que envolve a liberação de hormônios pela medula de glândulas suprarrenais Neurônio pré-ganglionar (curto) Corpo neuronal: toracolombar (SNC) Axônios: emergem da raiz ventral Final: gânglio paravertebral (forma uma cadeia paravetebral) Neurotransmissor que libera: acetilcolina no gânglio Neurônio pós-ganglionar (longo) Corpo neuronal: gânglio paravertebral Neurotransmissor que recebe: acetilcolina Axônios: axônios terminam no órgão efetor Neurotransmissor que libera: noradrenalina no órgão efetor Efeitos prolongados Colaterais: respostas simultâneas em diferentes efetores Destruição dos neurotransmissores: primeiro acetilcolina pela Ache, depois a noradrenalina, que até então continua agindo Intensificação das respostas: epinefrina e norepinefrina da suprarrenal intensificam as respostas desencadeadas pela norepinefrina pós-ganglionar Sistema nervoso parassimpático Digestão e repouso Funções corporais que conservam energia e refazem as reservas energética, isso através de um reflexo autônomo visceral rápido e involuntário, É importante, pois regula funções corporais como: PA, defecação, micção (ajusta os esfíncteres). Funções corporais favorecem atitudes físicas vigorosas e produção rápida de ATP Neurônio pré-ganglionar (longo) Corpo neuronal: distante do SNC, craniossacral Final do axônio: gânglio parassimpático perto do efetor Neurotransmissor que libera: acetilcolina A maioria das fibras parassimpáticas não percorre os nervos espinais, como os nervos cranianos oculomotor (NC III), glossofaríngeo (NC IX) e vago (NC X) Neurônio pós-ganglionar (curto) Corpo neuronal: perto do efetor Axônios: próximos ao efetor Neurotransmissor que libera: acetilcolina nos receptores muscarínicos dos órgãos efetores Introdução O controle hídrico do corpo se baseia num equilíbrio entre e ingesta e excreção hídrica (sede) e manutenção da osmolaridade (apetite ao sódio), visando a homeostasia dos líquidos corporais Líquidos corporais Intersticial: Linfa, LCR, líquido sinovial, humor aquoso e vítreo, líquido pleural, pericárdico e peritoneal Massa corporal total: mulheres de 55% de líquidos, e homens, 60%. Intracelular: 2/3 - Extracelular: 1/3, sendo 80% líquido intersticial e 20% plasma- Regulação do ganho corporal de água Hipotálamo: centro da sede Situações de predisposição à desidratação: sudorese abundante, diarréia, vômitos, idosos, Recém- nascidos, lactentes, indivíduos confusos Estratégia para esses casos: repor líquidos antes de a sensação de sede aparecer Mas o que é a sede? É um reflexo da desidratação gerado no centro da sede do hipotálamo que leva à: Boca e faringe secas: diminuição do fluxo de saliva- Aumento da osmolaridade sanguínea: osmorreceptores no hipotálamo estimulados- Diminuição da pressão arterial: volume sanguíneo diminuindo leva a um aumento da liberação de renina pelas células justaglomerulares renais, levando a um aumento da formação de angiotensina II - É importante pois leva à ingesta de água. Regulação das perdas de água e de solutos Osmorreceptores O que são: Neurônios especializados capazes de detectar variações da pressão osmótica no líquido extracelular O que fazem: promovem sinais elétricos que ativam área do SNC envolvidas no controle da ingestão e da excreção de sódio e água Onde estão localizados: parte superiores do TGI, regioes orofaríngea, mesentérica e esplâncnica, veia porta, fígado, vasos sanguíneos renais e intesticiais Apetite ao sódio Aldosterona: aumenta absorção renal de Na+ pelo túbulo contorcido distal Peptídeo natriurético: aumenta excreção renal de Na+ Antidiurético: equilibra Na+ por controle da diurese Hipernatremia: aumento da contração de sódio Hiponatremia: diminuição da concentraçãode sódio Sistema renina-angiotensina-aldosterona Aumento da pressão arterial Aumento da reabsorção de Na+- Aumento da reabsorção de água- Aumento da eliminação de K+ e H+ pela urina- Funcionamento Controle Hídrico segunda-feira, 22 de julho de 2024 23:37 Queda na pressão ───────►liberação de renina pelo rim ───────►Êrenina ativa o angiotensinogênio, que é liberado no fígado, virando angiotensina I ───────►Êenzima conversora de angiotensina (ECA) transforma a angiotensina I em angiotensina II ───────► o aumento de angiotensina II no sangue: Vasos sanguíneos ───────►Efeito vasoconstritor- Suprarrenais ───────► liberação de aldosterona- Hipófise ───────► Liberação de ADH (vasopressina)- Efeito vasconstritor da angiotensina Ação direta no enfotélio, permeando-o e indo até a musculatura lisa, onde está o receptor de angiotensina II (AT1) acoplado à proteína Gq - AT1 aumenta o IP3, aumenta DAG e faz com que aumente Ca2+- Aldosterona Angiotensina age na suprarrenal, que libera aldosterona- Aldosterona age no receptor mineralocorticoide (MR) no rim- Isso causa um efeito de aumento da volemia através de Reabsorção aumentada de sódio○ - Hormônio antidiurético (ADH) e vasopressina Como ocorre sua liberação? Hemorragias, diarreia, desidratação, sudorese excessiva ───────►↑ Pressão osmótica ↓ VS ───────►ÊEstimula osmorreceptores (neurônios hipotalâmicos)───────► Ativam células hipotalâmicas neurossecretoras ───────►Êexocitose de vesículas pela neuro-hipófise (ADH para musculatura lisa dos vasos, gl sudorípara e rim) Quais seus efeitos? Aumento da reabsorção de sódio e água Ativação dos receptores V2○ Aumento da permeabilidade das céluals do ducto coletor no néfrom à água○ - Eliminação de K+ e H+ pela urina- Diminuição do volume urinário- Diminuição da perda de água por sudorese- Constrição de arteríolas: aumento da PA- Equilíbrio ácido-básico Variações do pH sanguíneo Acidose: pH menor que 7.35 Alcalose: pH maior que 7.45 Entre 6.8 e 8.0: compatível com a vida Quando há falta de H+, o corpo obtém H+ da seguinte forma: CO2 + H2O ⇄ H2CO3 ⇄HCO3 - + H+ Quando há excesso de H+, o corpo utiliza os íons em excesso da seguinte forma: HCO3 - + H+ ⇄ H2CO3 ⇄ CO2 + H2O Ou seja: pH baixo (excesso de H+): células intercaladas excretam H+ e produzem HCO3- pH alto (escassez de H+): células intercaladas excretam HCO3 e produzem H+- Causas de alterações no pH As possíveis causas de pH alto (básico) são: Ingestão de alimentos básicos- Metabolismo de aspartato, glutamato e citrato- Estas levam à perda fecal de HCO3 As possíveis causas de pH baixo (ácido) são: Ingestão (H3PO4)- Produção de CO2- Ácidos produzidos no metabolismo H2SO4 (aminoácidos com S: cisteína, metionina)○ HCl (lisina, arginina, histidina)○ H3PO4 (fosfolipídeos)○ - Estas levam à perda renal de ácido e perda pulmonar de CO2 Regulação do pH Mecanismo renal de regulação Síntese de HCO3 Local: Células intercaladas dos túbulos contorcidos proximais e distais do rim Processo de excreção do H+: Estas células secretam H+ no líquido tubular através de troca com Na+ e bomba de prótons (H+ ATPase). Processo de tamponamento do H+ na urina: O H+ se combina com o HPO42-, formando H2PO42- (íon di-hidrogeno fosfato) e NH4+ (íon amônio) 1. Estes produtos não conseguem se difundir de volta para as células tubulares, portanto são excretados na urina 2. Urina: pode ser até mil vezes mais ácida que o sangue devido à bombas de prótons nos ductos coletores renais. H+ dos ácidos não voláteis (ex. sulfúrico) são excretados na urina Objetivo: sangue recebe o produto, sendo este o principal mecanismo regulador de HCO3 no sangue. HCO3 não é perdido na urina Introdução Aprender a se proteger do frio e do calor garantiu a sobrevivência da humanidade, e estes mecanismos termorreguladores comportamentais dependem da percepção da temperatura. Se curvar de frio é um mecanismo que diminui a superfície de troca e, consequentemente, diminui a perda de calor, pois a esfera é um formato de pouca área geométrica. Se esparramar no calor aumenta a superfície de troca, aumentando a perda de calor. Mas como funciona essa percepção da temperatura? Estímulo ───────► sistema nervoso central O receptor de temperatura age como um sensor, percebendo variações de temperatura. Ele reconhece um estímulo dentro de seu campo receptivo 1. Ele faz a transdução deste estímulo, convertendo energia em potencial graduado2. Um impulso nervoso é gerado, sendo levado do SNP para o SNC3. Integração Córtex cerebral interpreta as sensações4. Há uma comparação com o padrão hipotalâmico, o ponto de ajuste.5. Respota Vias efetoras são ativadas: mecanismos de troca de calor entre o corpo e o ambiente, mecanismos fisiológicos e termogêneses 6. Manutenção da temperatura7. Receptores de temperatura Exteroceptores São termorreceptores periféricos Local onde ficam: próximos ou na superfície do corpo Estímulos: informações sobre o ambiente externo Terminações nervosas livres São termorreceptores centrais que consistem em Dendritos sem revestimento Estímulos: fornecem informações sobre a temperatura interna Adaptabilidade dos termorreceptores Receptores sensitivos de tempertura ───────► Adaptação ───────► Potencial gerador diminui de amplitude quando o estímulo é mantido constante ───────► diminui a percepção da sensação Receptores de frio Localizados no estrato basal da epiderme- Ligados à fibras mielinizadas- Ativados por temperatura entre 10 graus positivos e 40 graus negativos- Receptores de calor Localizados na derme- Ligados à fibras não mielinizadas- Ativados por temperaturas entre 32 e 48 graus positivos- Nociceptores Sinalizam condições nocivas- Percebem temperaturas abaixo de 10 graus e acima de 48 graus- Regulação da temperatura corporal A temperatura corporal interna deve ser mantida entre 36,7 - 37ºC. Para isso, existem mecanismos Termorregulação terça-feira, 23 de julho de 2024 02:50 de geração de calor: Tecidos internos: subproduto do metabolismo- Contração muscular: geração em curto prazo- Temperatura corporal pode ser indicativo de condição patológica E mecanismos de perda de calor Água é um bom condutor de calor, por isso o suor (Sensação de frio aumenta quando a umidade do ar está alta) - Mecanismos de troca Condutividade: troca de energia de acordo com o ambiente e a superfície de troca Radiação: diferença de temperatura entre superfície que emite e absorve calor Convecção: troca de calor pelo ar Evaporação: água da superfície corpórea é convertida em calor Controle fisiológico da temperatura Hipotálamo É o centro integrador, que percebe variações de temperatura no sangue Região anterior desprovida de barreira hematoencefálica- Núcleos hipotalâmicos Anterior Neurônios sensíveis ao calor○ Centro de perda de calor○ Induz vasodilatação e sudorese○ - Posterior Neurônios sensíveis ao frio○ Centro de conservação do calor○ Induz vasoconstrição periférica, tremores, aumento da taxa metabólica○ - Resposta ao aumento de temperatura Objetivo: perder calor SNAS───────► Ach nas glândulas sudoríferas ───────► sudorese (perda de calor por evaporação) Parede dos túbulos secretam Na+ ───────► Atração iônica, então o Cl- é mobilizado ───────► Água é atraída por osmose para a luz do túbulo 1. Reabsorção de Na+ e Cl- (células do túbulo são impermeáveis à água)2. Resultado: Saída de água e calor sem perda de íons Alterações neste processo: Em ambientes muito quentes, há perda de água e íons, pois o ritmo de absorção é alterado, não havendo reabsorção de íons Neurônios simpáticos colinérgicos ───────► Vasodilatação periférica ───────► chegada de mais sangue no leito capilar ───────► liberação de calor para o meio Resposta à diminuição da temperatura Neurônio simpático adrenérgico Este sistema faz termogênese através de piloereção, e através de tecido adiposo marrom (termogênese independente de tremor) Piloereção SNAS───────► Noradrenalina ───────► músculos piloeretores contraem levando à piloereção Tecido adiposo marromLocais: depósito perineal, paravertebral e ao redor do coração. Mecanismos: proteínas desacopladora 2 UCP1 (proteína desacopladora 1) está presente nas mitocôndrias e desempenha um papel crucial na termogênese. UCP1 desacopla a fosforilação oxidativa, permitindo que a energia dos ácidos graxos seja liberada como calor em vez de ser armazenada como ATP. • Neurônio simpático motor Essa parte do sistema nervoso simpático que controla a contração muscular voluntária faz termogênese através de Tremor Centro motor primário (núcleo dorsomedial do hipotálamo posterior) ───────► Aumento generalizado do tônus muscular (exceto na face) ───────► Tremor ───────► Metabolismo do corpo aumenta, produzindo mais calor Inverno e infarto As pessoas infartam mais no inverno, isso porque o frio excessivo causa um feedback negativo de vasoconstrição e aumento do tônus muscular. Tudo isso resulta num aumento da demanda do músculo cardíaco, da demanda energética e demando por O2, gerando uma sobrecarga alostática Envelhecimento Redução da atividade simpática ───────► redução do processamento encefálico ───────► dificuldade na percepção de alterações da temperatura ambiente ───────►diminuição do metabolismo pelo envelhecimento ───────►dificuldade em manter o corpo aquecido Febre vs hipertermia A febre é induzida por mediadores pirogênicos endógenos, resultando no aumento de prostaglandina. Nela, temos a atuação de: Neurônios termossensíveis- Núcleo hipotalâmico anterior- Causando um aumento na conservação de calor a fim de obter a morte do patógeno. Para isso, deve-se inibir as vias de perda de calor Temperaturainterna alta- Ativação dos mecanismos de resposta a baixas temperaturas Tremor, vasoconstrição e inibição da sudorese○ - Procedimento terapêutico: manter aquecido A hipertermia é uma sobrecarga de calor ambiental que excede a capacidade do organismo em dissipar energia térmica. Nela, termos a atuação de: Processos de perda de calor- No entanto, com o esgotamento das reservas de água e o gasto energético elevado, não há sucesso. Procedimento terapêutico: resfriar o corpo