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Infecções do Trato Urinário Cistite A cistite é uma inflamação da bexiga, geralmente causada por uma infecção bacteriana, sendo a Escherichia coli o agente mais comum. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais frequente em mulheres devido à anatomia da uretra mais curta, facilitando a ascensão bacteriana. Sintomas • Disúria (dor ou ardência ao urinar) • Polaciúria (aumento da frequência urinária) • Urgência miccional (necessidade súbita de urinar) • Hematúria (presença de sangue na urina) • Dor suprapúbica • Urina turva e com odor forte • Febre (mais comum em infecções complicadas ou pielonefrite) Diagnóstico • Anamnese e exame físico • EAS (Urina tipo 1) – presença de leucócitos, nitritos positivos, hematúria • Urocultura – confirma o agente infeccioso e sua sensibilidade a antibióticos Tratamento • Antibióticos (ex.: nitrofurantoína, fosfomicina, ciprofloxacino, dependendo do caso) • Analgésicos urinários (ex.: fenazopiridina) • Aumento da ingestão de líquidos • Evitar irritantes urinários (cafeína, álcool, alimentos muito condimentados) Causas e Fatores de Risco • Infecção ascendente da bexiga (complicação de uma cistite não tratada) • Uso de cateter urinário prolongado • Diabetes mellitus (aumento da susceptibilidade a infecções) • Imunossupressão (uso de corticosteroides, quimioterapia, HIV) Sintomas • Febre alta e calafrios • Dor lombar intensa, geralmente unilateral • Disúria, polaciúria e urgência miccional (se houver infecção urinária associada) • Náuseas e vômitos • Hematúria (sangue na urina) • Mal-estar geral e fadiga Diagnóstico 1. Anamnese e exame físico (dor à palpação do ângulo costovertebral – sinal de Giordano positivo) 2. Exames laboratoriais: • EAS (Urina tipo 1) → leucocitúria, piúria, hematúria, nitritos positivos • Urocultura → identifica o agente infeccioso e o antibiograma orienta o tratamento • Hemograma → leucocitose com desvio à esquerda (sugere infecção bacteriana) • PCR e VHS → indicam inflamação/infeção sistêmica 3. Exames de imagem (em casos graves ou recorrentes): • Ultrassonografia renal → pode detectar abscessos, hidronefrose ou cálculos • Tomografia computadorizada → usada em casos complexos para avaliar complicações Prevenção • Tratar infecções urinárias precocemente • Boa ingestão de líquidos • Evitar segurar a urina por longos períodos • Higiene íntima adequada • Evitar o uso desnecessário de cateteres urinários Pielonefrite A pielonefrite é uma infecção bacteriana que acomete o trato urinário superior, atingindo os rins. Geralmente, ocorre devido à ascensão de bactérias da bexiga para os rins, sendo a Escherichia coli o agente mais comum. Se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves, como sepse e disfunção renal. Luiza Becegatto Glomerulonefrite A glomerulonefrite é um grupo de doenças que afetam os glomérulos renais, levando a inflamação e comprometimento da filtração renal. Pode ser aguda ou crônica e ter diversas causas, incluindo infecções, doenças autoimunes e condições metabólicas. Classificação 1. Glomerulonefrite Aguda (GNA) – instalação súbita, geralmente pós-infecciosa. 2. Glomerulonefrite Crônica – progressiva, podendo levar à insuficiência renal. 3. Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva (GNRP) – forma grave, com deterioração rápida da função renal. Causas Pós-infecciosas • Glomerulonefrite pós-estreptocócica (após infecção por Streptococcus do grupo A, como faringite ou impetigo) • Infecções virais (hepatite B/C, HIV) Doenças autoimunes • Lúpus eritematoso sistêmico (LES) • Síndrome de Goodpasture (autoanticorpos contra a membrana basal glomerular e alveolar) • Vasculites (ex.: granulomatose com poliangiíte) Outras causas • Diabetes mellitus (glomeruloesclerose diabética) • Hipertensão arterial crônica • Doenças genéticas (ex.: síndrome de Alport) Manifestações Clínicas • Hematúria macroscópica ou microscópica (urina cor de “coca-cola”) • Edema (principalmente em face e pernas) • Hipertensão arterial • Oligúria (redução do volume urinário) • Proteinúria (pode evoluir para síndrome nefrótica) • Sintomas constitucionais (febre, mal-estar, fadiga) Diagnóstico 1. Exames laboratoriais: • EAS (Urina tipo 1): hematúria, proteinúria, cilindros hemáticos • Ureia e creatinina: para avaliar função renal • Complemento sérico (C3, C4): reduzido em algumas formas (ex.: pós-estreptocócica) • Sorologia para estreptococos: anti-estreptolisina O (ASLO) • Pesquisa de autoanticorpos: FAN (LES), ANCA (vasculites), anti-MBG (Goodpasture) 2. Biópsia renal (indicada em casos atípicos ou progressivos). Tratamento Casos leves/moderados • Controle da pressão arterial e edema: diuréticos, restrição de sódio • Tratamento da infecção subjacente (se houver) • Corticosteroides e imunossupressores (em doenças autoimunes) Casos graves • Plasmaférese (síndrome de Goodpasture, vasculites severas) • Diálise (se houver insuficiência renal aguda grave) • Tratamento imunossupressor intensivo (ciclofosfamida, rituximabe, corticoides) Prognóstico e Complicações • A glomerulonefrite aguda pós-infecciosa tem bom prognóstico na maioria dos casos. • Formas rapidamente progressivas podem evoluir para doença renal crônica terminal, necessitando de hemodiálise ou transplante renal. Luiza Becegatto Doença Renal Crônica A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e perda progressiva e irreversível das funções dos rins (regulatórias, excretórias e endócrinas). Em sua fase mais avançada (chamada de Insuficiência Renal Crônica - IRC), os rins não conseguem mais manter a homeostase do meio interno do corpo humano. Independentemente da causa, a DRC é classificada em estágios com base no nível da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Todo paciente pertencente ao grupo de risco, mesmo que assintomático deve ser avaliado anualmente com exame de: . Proteína na Urina (fita reagente) – realizado no exame . Parcial de Urina; . Creatinina sérica; . Depuração estimada de creatinina (TFG); . Microalbuminúria; Proteinúria de 24 hs. Sinais e Sintomas da Doença Renal Crônica Neurológicos: Irritabilidade, tremores, sonolência, soluço, câimbra, fraqueza muscular, parestesia, coma. Gastrintestinais: Náusea, vômito, gastrite, anorexia, hemorragia, diarreia, hálito urêmico. Cardiovascular e Pulmonar: Hipertensão arterial, dispneia, tosse, arritmia, edema agudo de pulmão, pericardite, tamponamento cardíaco. Dermatológicos: Prurido, equimose, pele seca, palidez, calcificações distróficas. Metabólicas: Perda de peso, acidose metabólica, hiperuricemia, hipercalemia, hipoglicemia (nos diabéticos). Endócrinas: Diminuição da libido, amenorreia/menorragia, impotência, galactorréia. Hematológicas e Renais: Anemia, sangramentos, noctúria, oligúria. Classificação DRC- grupos de risco •Hipertensão arterial; •Diabetes mellitus; •História familiar de DRC; •Obesos; •Obstruções: tumores e cálculos; •Rins Policísticos. Outras: •Doenças imunológicas (Glomerulonefrite); •Rejeição crônica do transplante renal; •Infecção urinária de repetição; Uso crônico de anti-inflamatórios (AINES) Testes simples de SANGUE e URINA podem detectar a DRC, e tratamentos de baixo custo podem retardar a progressão da doença. Quando encaminhar para o nefrologista? 1- Depuração de creatinina abaixo de 60 ml/min; 2- Depuração de creatinina abaixo de 30 ml/min – prioritário; 3- Proteinúria de qualquer nível na ausência de retinopatia diabética e hipertensão; 4- Hipertensão arterial de difícil controle; 5- Hematúria com dismorfismo eritrocitário (sangramento de origem glomerular). Luiza Becegatto A alcalose é um distúrbio ácido-base caracterizado pelo aumento do pH sanguíneo (>7,45), podendo ser classificada em alcalose respiratória e alcalose metabólica, dependendo da causa primária. Causada por uma hiperventilação, que leva à eliminação excessiva de CO₂ e, consequentemente, à redução da PaCO₂ (por salicilatos (fase inicial) Hipoxemia: • Altitudes elevadas • Pneumonia • Embolia pulmonar • Insuficiência cardíaca Manifestações Clínicas: • Tontura, cefaleia • Parestesias (formigamento em mãos e ao redor da boca) • Tetania (espasmos musculares) • Confusão, ansiedade • Arritmias cardíacas (hipocalemia associada) Diagnóstico: • Gasometria arterial: pH >7,45, PaCO₂ 26 mEq/L) ou à perda excessiva de ácidos, resultando em pH >7,45. Causas: Perda de ácidos (H⁺): • Vômitos persistentes • Aspiração gástrica prolongada • Uso excessivo de diuréticos (ex.: furosemida, tiazídicos) Aumento do bicarbonato: • Ingestão excessiva de bicarbonato de sódio • Pós-hipercapnia (compensação após acidose respiratória crônica) Distúrbios hormonais: • Hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn) • Síndrome de Cushing Manifestações Clínicas: • Fraqueza muscular • Hiporreflexia • Hipotensão (se houver hipovolemia associada) • Arritmias cardíacas (hipocalemia e hipocalcemia associadas) • Confusão mental Diagnóstico: • Gasometria arterial: pH >7,45, HCO₃⁻ >26 mEq/L • PaCO₂ aumentado (se for uma compensação respiratória) • Dosagem de cloro urinário: • Baixo (20 mEq/L): hiperaldosteronismo, hipocalemia crônica Tratamento: • Corrigir a causa subjacente • Reposição de volume (NaCl 0,9%) se hipovolêmica • Reposição de potássio se hipocalemia • Acetazolamida (inibidor da anidrase carbônica, promove excreção de bicarbonato) Alcalose Metabólica Luiza Becegatto equilíbrio ácido-base A acidose é uma condição caracterizada por uma redução do pH sanguíneo (12): Cetoacidose, acidose láctica, intoxicações • AG normal: Diarreia, fístulas Acidose Acidose metabólica Tratamento: • Corrigir a causa primária • Hidratação venosa • Insulina (se cetoacidose diabética) • Bicarbonato de sódio (somente em acidose grave com pH 45 mmHg) devido à hipoventilação, levando à diminuição do pH. Causas: Depressão do centro respiratório: • Intoxicação por sedativos (opioides, benzodiazepínicos) • Trauma craniano • AVC afetando o tronco cerebral Comprometimento da musculatura respiratória: • Síndrome de Guillain-Barré • Miastenia gravis • Esclerose lateral amiotrófica Alterações pulmonares: • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) • Pneumonia grave • Edema pulmonar agudo • Asma grave Manifestações Clínicas: • Sonolência, confusão • Dispneia e cianose • Taquicardia • Hipertensão arterial (estágios iniciais) Diagnóstico: • Gasometria arterial: pH 45 mmHg • Bicarbonato (HCO₃⁻) aumentado se for uma acidose crônica compensada Tratamento: • Melhorar a ventilação (oxigênio, ventilação mecânica se necessário) • Tratar a causa subjacente (ex.: broncodilatadores para DPOC, reversão de opioides com naloxona) Acidose Respiratória Luiza Becegatto Prova Prática LMF Anatomia Sistema Renal Filtração Ocorre no corpúsculo renal Filtrado glomerúlar: composição e igúal a do plasma menos a maioria das proteínas plasmaticas. As celúlas sangúíneas permanecem no capilar, de modo qúe o filtrado e composto apenas de agúa e de solútos dissolvidos 1/5 do plasma qúe flúi nos rins e filtrado, o restante (4/5) passa para os capilares peritúbúlares Membrana glomerúlar: • Endotélio capilar: capilares fenestrados com grandes poros, qúe permitem qúe a maioria dos componentes plasma ticos sejam filtrados. Os poros, contúdo, sa o peqúenos o bastante para impedir qúe ce lúlas do sangúe deixem o capilar. Proteí nas carregadas negativamente, presentes na súperfí cie dos poros, tambe m ajúdam repelir as proteín as carregadas negativamente. • Membrana ou lâmina basal: camada acelúlar da matriz extracelúlar qúe separa o endote lio do epite lio da ca psúla de Bowman. Constitúí da por glicoproteí nas carregadas negativamente. Atúa como úma peneira grossa, exclúindo a maioria das proteí nas. Epitélio: formado por celúlas especializadas, chamadas podo citos, qúe possúem longas extenso es citoplasma Mesênquima intermediário derivado da parede dorsal do embriao. Luiza Becegatto Fisiologia Sistema Renal Tecido de Origem Formação da crista urogenital 1°) Mesoderma intermediario se desloca para a porçao central ate o celoma (que vai virar a cav. Peritonial) se separando dos somitos (coluna vertebral futuramente - MESODERMA PARAXIAL) 2°) Com a elevação, ha a formação da crista urogenital (tem esse nome porque vai dar origem ao sistema urinário e genital) 3°) A parte da crista que vai dar origem ao sistema urinário e chamado de corda o nefrogênico e a que vai dar origem as genitálias e chamado de crista genital. 5°) O corda o nefrogênico fica vazio formando o tubo nefrogênico Crista urogenital -> cordão nefrogênico -> tubo nefrogênico Pronefro • Início da quarta semana • Os ductos pro-nefricos dirigem-se caudalmente e se abrem na cloaca • O pronefro logo se degenera; entretanto, a maioria das partes dos ductos prone fricos persiste e e utilizada pelo segundo conjunto de rins. • Não são funcionais em humanos. Mesonefro • final da quarta semana, caudalmente ao pronefro • Funciona brevemente como rim provisório, contribuindo para a produção de urina durante o desenvolvimento embrionário. - não é chamado de urina, mas ja faz a filtração - desemboca na cloaca • Os rins mesonefricos consistem em aproximadamente 40 glomérulos com túbulos mesonéfricos • Os ductos mesonefricos se abrem na cloaca • O mesonefro se degenera no final do primeiro trimestre (3 meses); entretanto, seus túbulos tornam-se os ductulos eferentes dos testículos. Os ductos mesonefricos apresentam vários derivados adultos nos homens Desenvolvimento dos Rins Metanefro • início da quinta semana • se torna funcional aproximadamente 4 semanas mais tarde. • A produçao da urina continua durante toda a vida fetal. A urina e excretada na cavidade amniotica e forma uma parte do líquido amniotico. • A brotaça o ureteral da origem ao ureter, pelve renal, calices e tubulos coletores. • O mesenquima metanefrico se diferencia em Nefrons, que são as unidades funcionais do rim. Desenvolvimento dos Néfrons Os nefrons se desenvolvem a partir de duas estruturas principais, através de indução recíproca: Broto Uretérico: É uma evaginação (protuberância) do ducto mesonéfrico, que mais tarde forma os túbulos coletores, ureter, pelve renal e cálices maiores e menores. Emite sinais moleculares que estimulam o blastema metanefrogênico a se diferenciar em vesículas renais, que darão origem aos néfrons. • Blastema Metanefrogênico: Uma massa de células derivadas do cordão nefrogênico, que se diferencia para formar as estruturas do néfron. Envia sinais que induzem a ramificação do broto uretérico, essencial para a formaçãodos tubulos coletores. Luiza Becegatto Sistema Nervoso Embriologia do SN A embriologia do sistema nervoso (SN) envolve a formação e o desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP) a partir da ectoderme. O processo pode ser resumido em algumas etapas principais: 1. Neurulação (3ª-4ª semana): A notocorda induz a diferenciação da placa neural, que se dobra e forma o tubo neural (origem do SNC) e as cristas neurais (origem do SNP). 2. Fechamento do tubo neural (4ª semana): Ocorre primeiro no centro e se estende para as extremidades cefálica e caudal. Defeitos nesse processo podem causar anencefalia ou espinha bífida. 3. Desenvolvimento encefálico: O tubo neural forma três vesículas primárias (prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo), que se diferenciam em cinco vesículas secundárias e dão origem às estruturas encefálicas. 4. Mielinização: As células da glia (oligodendrócitos no SNC e células de Schwann no SNP) começam a mielinizar os neurônios, otimizando a condução nervosa. Esse desenvolvimento é influenciado por fatores genéticos e ambientais, sendo crucial para a formação adequada do SN. Formação das Vesículas Encefálicas (4ª semana gestacional) A porção craniana do tubo neural sofre dilatações, originando as vesículas primárias: • Prosencéfalo → Desenvolve o telencéfalo (hemisférios cerebrais) e o diencéfalo (tálamo e hipotálamo). • Mesencéfalo → Permanece como mesencéfalo (estrutura intermediária do tronco encefálico). • Rombencéfalo → Se divide em metencéfalo (ponte e cerebelo) e mielencéfalo (bulbo). Diferenciação do Sistema Nervoso Periférico As células da crista neural, que se originam das bordas do tubo neural, migram e formam diversas estruturas, incluindo: • Gânglios sensoriais e autonômicos. • Células de Schwann (responsáveis pela mielinização no SNP). • Células da medula suprarrenal. • Estruturas faciais e cardíacas Formação dos Nervos e Sinapses Após a diferenciação do tubo neural e das cristas neurais, os neurônios começam a se especializar e estabelecer conexões sinápticas. O processo ocorre da seguinte forma: • Neurogênese: As células neuroepiteliais proliferam e dão origem aos neuroblastos, que se diferenciam em neurônios e células da glia. • Crescimento axonal e dendrítico: Os axônios dos neurônios em desenvolvimento se estendem em direção aos seus alvos, guiados por fatores químicos e células da glia. • Sinaptogênese: Formação de sinapses entre neurônios, essencial para a comunicação neural. • Aptose neuronal: Neurônios que não estabelecem conexões eficientes passam por morte celular programada, otimizando as redes neurais. Mielinização (A partir do 5º mês gestacional até a infância) A mielinização é o processo de formação da bainha de mielina, que acelera a condução do impulso nervoso. Esse processo ocorre de forma diferente no SNC e no SNP: • No SNC, os oligodendrócitos mielinizam vários axônios ao mesmo tempo. • No SNP, as células de Schwann envolvem um único axônio por vez. Esse processo continua após o nascimento, sendo essencial para o desenvolvimento motor e cognitivo na infância. Luiza Becegatto Organização e Camadas do Tubo Neural Durante o desenvolvimento, o tubo neural se diferencia em três camadas: • Zona ventricular: Origem das células precursoras de neurônios e glia. • Zona intermediária (manto): Forma a substância cinzenta (corpos celulares dos neurônios). • Zona marginal: Forma a substância branca (fibras mielinizadas). No SNC, essas camadas formam diferentes estruturas: • No cérebro, a substância cinzenta fica na periferia e a branca no interior. • Na medula espinhal, a organização se inverte, com a substância branca ao redor e a cinzenta no centro. Proteção do Sistema Nervoso As meninges situam-se entre os ossos e os tecidos do sistema nervoso central; ajudam a estabilizar o tecido neural e a protegê-lo do impacto contra os ossos. Dura-máter: é a mais grossa das três membranas (pense em durável). Ela está associada a veias que drenam o sangue do encéfalo através de vasos ou cavidades, chamadas de seios. Aracnóide: camada do meio, é frouxamente ligada à membrana mais interna, deixando um espaço subaracnóideo entre as duas camadas. Pia-máter: membrana interna, uma membrana fina que adere à superfície do cérebro e da medula espinal. As artérias que suprem o encéfalo estão associadas a essa camada. Líquido cerebrospinal (LCS): é uma solução salina secretada continuamente pelo plexo coroide, uma região especializada nas paredes dos ventrículos. 0 líquido cerebrospinal flui dos ventrículos para dentro do espaço subaracnóideo, entre a pia-máter e a aracnoide, envolvendo todo o encéfalo e a medula espinal com o líquido. Ele flui ao redor do tecido neural e, por fim, é absorvido de volta para o sangue por vilosidades especializadas na membrana aracnóide, dentro do crânio. Barreira hematencefálica: é uma barreira funcional entre o líquido intersticial e o sangue. Essa barreira é necessária para isolar o principal centro de controle corporal de substâncias potencialmente nocivas do sangue e de patógenos circulantes, como bactérias. Sistema Nervoso Autônomo Involuntário ^ Se divide em simpático e parassimpático Controla e modula as funções, principalmente, dos órgãos viscerais -Cada via é composta por 2 neurônios: pré-ganglionar e pós- ganglionar Luiza Becegatto TBL resumo PA1 Nervos Cranianos Os nervos cranianos são 12 pares de nervos que emergem diretamente do encéfalo e são responsáveis por funções sensoriais, motoras e autonômicas da cabeça e pescoço (com exceção do nervo vago, que também inerva estruturas torácicas e abdominais). Luiza Becegatto Sensitivos: Olfatório (I), Óptico (II) e Vestibulococlear (VIII). • Motores: Oculomotor (III), Troclear (IV), Abducente (VI), Acessório (XI) e Hipoglosso (XII). • Mistos (Sensitivos e Motores): Trigêmeo (V), Facial (VII), Glossofaríngeo (IX) e Vago (X). Contração Muscular do Coração (Miocárdio) A contração do coração ocorre de forma rítmica e automática devido à presença de um sistema especializado de condução elétrica e às características próprias do músculo cardíaco. O processo é controlado por impulsos elétricos que garantem um batimento coordenado, essencial para o bombeamento do sangue. Características do Músculo Cardíaco O músculo do coração, ou miocárdio, apresenta diferenças em relação ao músculo esquelético: • Contração involuntária e rítmica. • Células interconectadas por discos intercalares, permitindo rápida transmissão do estímulo. • Presença de automatismo, graças ao nó sinoatrial (SA), que gera impulsos elétricos espontaneamente. • Dependência do cálcio extracelular para a contração. Sistema de Condução do Coração O coração possui um marcapasso natural, que gera e conduz o impulso elétrico: 1. Nó sinoatrial (SA) → Localizado no átrio direito, inicia o impulso elétrico (frequência média de 60-100 bpm). 2. Nó atrioventricular (AV) → Atraso do impulso para garantir que os átrios completem a contração antes dos ventrículos. 3. Feixe de His → Transporta o impulso para os ventrículos. 4. Fibras de Purkinje → Distribuem o impulso rapidamente pelos ventrículos, coordenando a contração ventricular. Esse sistema permite a contração sincronizada dos átrios e ventrículos. Mecanismo da Contração Cardíaca (Acoplamento Excitação- Contração) A contração do músculo cardíaco ocorre por um mecanismo semelhante ao dos músculos esqueléticos, mas com algumas diferenças importantes: 1. Estímulo Elétrico e Entrada de Cálcio • O potencial de ação gerado no nó SA se propaga pelas células musculares do coração. • Esse estímulo abre canais de cálcio dependentes de voltagem, permitindo a entrada de Ca²⁺ extracelular no citoplasma da célula muscular. 2. Liberação de Cálcio pelo Retículo Sarcoplasmático • O cálcio que entra ativa receptores de rianodina no retículo sarcoplasmático, liberando ainda mais cálcio no citoplasma. • Esse cálcio se liga à troponina C, deslocando a tropomiosina e expondo os sítios de ligação da actina, permitindoa interação com a miosina. 3. Ciclo de Contração (Pontes Cruzadas Actina-Miosina) • A miosina hidrolisa ATP e desliza sobre a actina, gerando a contração do miocárdio. • O processo continua enquanto houver cálcio disponível. 4. Relaxamento Muscular • O cálcio é reabsorvido pelo retículo sarcoplasmático e expulso da célula por trocadores de cálcio na membrana. • Sem cálcio livre, a tropomiosina retorna à sua posição inicial, impedindo a interação actina-miosina, e o músculo relaxa. Papel do Cálcio no Coração Diferente do músculo esquelético, o músculo cardíaco depende da entrada de cálcio extracelular para iniciar a contração. • Bloqueadores dos canais de cálcio (ex: nifedipina, verapamil) reduzem a força da contração cardíaca, sendo usados para tratar hipertensão e arritmias. Ciclo Cardíaco e Contração A contração do coração ocorre em duas fases principais: 1. Sístole (Contração) → Os ventrículos se contraem, ejetando sangue para a artéria aorta e a artéria pulmonar. 2. Diástole (Relaxamento) → Os ventrículos relaxam e se enchem de sangue novamente. Esse ciclo garante a circulação sanguínea contínua pelo corpo. Resumo da Contração Cardíaca 1. Nó sinoatrial gera impulso elétrico → Estímulo se espalha pelo coração. 2. Entrada de cálcio extracelular → Ativação do retículo sarcoplasmático. 3. Cálcio se liga à troponina → Exposição dos sítios de actina. 4. Ciclo actina-miosina usando ATP → Contração do coração. 5. Remoção do cálcio → Relaxamento e reinício do ciclo. Luiza Becegatto Hormônios Relacionados a Digestão Resumo das Funções 1. Estímulo da digestão → Gastrina, CCK, Secretina. 2. Inibição da digestão → Somatostatina, GIP. 3. Controle do apetite → Grelina (estimula fome), Leptina (reduz fome). 4. Regulação da motilidade → Motilina. Saciedade (Sinal de Excesso Energético) 1. Leptina (tecido adiposo), insulina (pâncreas), PYY e CCK (intestino) são liberados após a refeição. 2. Ativam neurônios anorexigênicos no núcleo arqueado. 3. Estimulam o centro da saciedade (hipotálamo ventromedial). 4. Redução da fome e aumento do gasto energético. Controle Neuroendócrino da Fome e Saciedade A regulação da fome e da saciedade ocorre por meio da interação entre o sistema nervoso central (SNC) e hormônios gastrointestinais e metabólicos. O hipotálamo é a principal estrutura responsável pelo controle da ingestão alimentar, recebendo sinais de hormônios periféricos e de neurotransmissores para ajustar a sensação de fome ou saciedade. 1. Principais Áreas Hipotalâmicas • Núcleo Arqueado → Integra sinais periféricos e regula os centros da fome e saciedade. • Centro da Fome (Hipotálamo Lateral) → Estimulado pela grelina e inibido pela leptina. • Centro da Saciedade (Hipotálamo Ventromedial) → Estimulado pela leptina e inibido pela grelina. Regulação da Fome e Saciedade Fome (Sinal de Déficit Energético) 1. Grelina é liberada pelo estômago antes das refeições. 2. Ativa neurônios orexigênicos no núcleo arqueado do hipotálamo. 3. Estimula o centro da fome (hipotálamo lateral). 4. Aumento da ingestão alimentar e redução do gasto energético. Luiza Becegatto Núcleo arqueado Dois tipos de neurônios, cada qual respectivamente relacionado com a: -Fome: Neurônios produtores de substâncias orexígenas, proteína relacionada ao agouti (AgPR) e neuropeptídio Y (NPY) -Saciedade: Neurônios pró-opiomelanocortina (POMC), que secretam o hormônio a-melanócito estimulante (α-MSH) juntamente com o transcrito relacionado à cocaína e à anfetamina (CART) Ativação dos neurônios AgRP/NPY: ↑ ingestão alimentos e ↓ gasto energético Ativação dos neurônios POMC/CART:↓ ingestão alimentos e ↑ gasto Histologia PA1 Rins Néfron (Nefrónio) O néfron (nefrónio) é a unidade funcional do rim. Produz urina concentrada, criando um ultrafiltrado a partir do sangue. Um néfron (nefrónio) consiste em duas partes principais: um corpúsculo renal e o seu sistema tubular renal associado. Os corpúsculos renais estão localizados no córtex renal, enquanto que os seus sistemas tubulares se estendem até a medula. Dependendo da sua distribuição e morfologia, existem dois tipos principais de néfrons (nefrónios) no rim: corticais e justamedulares. Os néfrons (nefrónios) corticais têm os seus corpúsculos próximos à cápsula do rim. Os seus túbulos são muito curtos, estendendo-se apenas até à medula superior. Os corpúsculos dos néfrons (nefrónios) justamedulares estão localizados junto ao limite corticomedular. Os seus sistemas tubulares são muito mais longos, estendendo-se profundamente na medula. Cada néfron (nefrónio) é cercado por uma rede de capilares. Os ramos das artérias interlobulares renais entram num néfron (nefrónio) como arteríola aferente, formam um tufo capilar (glomérulo) e depois saem do néfron (nefrónio) na forma de arteríola eferente. A rede capilar continua a circundar o sistema tubular renal dos néfrons (nefrónios) na forma de capilares peritubulares, formando os vasos retos (vasa recta) ao redor da alça (ansa) de Henle. Você sabia que esses capilares peritubulares secretam eritropoietina (EPO), um hormônio (hormona) que regula a produção de glóbulos vermelhos? Corpúsculo renal O corpúsculo renal é o aparelho de filtração do néfron (nefrónio). Cada corpúsculo é composto por dois elementos principais: o glomérulo e a cápsula glomerular (de Bowman). O glomérulo é uma rede de capilares formados por ramos da artéria renal (arteríolas aferente e eferente). Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/capilares-pt https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/glomerulo-pt A cápsula glomerular envolve o glomérulo. Ela consiste em duas camadas (parietal e visceral), que limitam uma cavidade chamada espaço capsular glomerular (espaço de Bowman/urinário). A camada visceral interna é formada por células especiais, chamadas podócitos. Os podócitos recobrem as paredes dos capilares glomerulares, interdigitando-se entre si e formando fendas estreitas entre as suas projeções. A camada parietal externa é formada por epitélio pavimentoso (escamoso) simples e é contínua com os túbulos dos néfrons (nefrónios). As arteríolas aferente e eferente entram no corpúsculo renal no polo vascular, enquanto que o local onde a cápsula glomerular se estreita e continua como segmento espesso proximal do néfron (nefrónio) é chamado de polo urinário. Filtração glomerular O corpúsculo renal é o ponto de partida da formação de urina. O sangue sistêmico passa pelo sistema capilar glomerular e é filtrado para formar a urina primária (ultrafiltrado). Ele faz isso através de uma barreira especial de filtração que filtra seletivamente a água e os solutos do sangue que passa pelos capilares glomerulares. O ultrafiltrado glomerular é coletado pelo espaço glomerular e passa para os túbulos renais. O aparelho de filtração renal é formado por três camadas de tecido: o endotélio dos capilares glomerulares, a membrana basal glomerular (MBG) e os podócitos (camada visceral da cápsula renal). Os capilares glomerulares são compostos por endotélio fenestrado. As fenestrações funcionam como poros. A MBG é mais complexa do que as outras membranas basais epiteliais. Consiste em três camadas: uma lâmina densa central espessa e duas camadas mais finas (lâmina rara interna e lâmina rara externa). Os podócitos recobrem as paredes dos capilares glomerulares. As suas projeções semelhantes a dedos (pedículos) interdigitam-se, formando estreitas fendas de filtração (diafragmas de filtração) entre as projeções. Em conjunto, essas três camadas funcionam como um filtro seletivo, permitindo que apenas moléculas abaixo de um certo tamanho, e de certa carga, passem a partir do sangue e entrem no sistema tubular renal. Por exemplo, as células do sangue, as plaquetas, algumas proteínas e alguns ânions (aniões) são impedidos de deixar os capilares glomerulares, enquanto que a água e os solutos passam. O restante sangue não filtrado é levado para fora do glomérulo pela arteríola eferente e volta para o sistema venoso. Sistema tubular renal O sistema tubular é a partedo néfron (nefrónio) que processa o ultrafiltrado glomerular em urina, reabsorvendo moléculas necessárias e secretando substâncias desnecessárias e residuais. Consiste em três partes: Túbulo proximal: túbulos contorcidos (contornados) proximais contorcidos e túbulos retos proximais reto Alça (ansa) de Henle: poções ascendente e descente Túbulo distal: Túbulo reto distal e túbulo contorcido (contornado) distal Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plaquetas O túbulo proximal é a primeira parte do sistema tubular. Consiste em partes contorcidas (contornadas) e retas. O túbulo contornado proximal está localizado dentro do córtex renal e é contínuo com o espaço capsular. O túbulo reto proximal (ou ramo descendente espesso) estende-se até à medula. Ambas as partes são compostas por epitélio cúbico simples, rico em mitocôndrias e microvilosidades (bordadura em escova). Esta morfologia encontra-se adaptada à função de absorção e secreção do túbulo proximal. Mais de metade da água e das moléculas previamente filtradas são devolvidas ao sangue (reabsorvidas) pelos túbulos proximais. Alça de Henle A alça (ansa) de Henle é a curva em forma de U de um néfron (nefrónio), que se estende através da medula do rim. Histologicamente, consiste em dois ramos: ramo descendente fino e ascendente fino. Ambos os ramos são compostos por epitélio pavimentoso (escamoso) simples. As células têm poucas organelas, poucas ou nenhumas microvilosidades, e baixa capacidade de secreção. Os dois segmentos trabalham em paralelo com os capilares dos vasos retos (vasa recta) circundantes para ajustar o nível de sais no filtrado (por exemplo, sódio, cloreto, potássio) e os níveis de água. Mais especificamente, o ramo descendente é altamente permeável à água e menos permeável aos solutos, enquanto que o ramo ascendente é o oposto. Alguns autores consideram a alça (ansa) de Henle como sendo sinônimo de alça (ansa) do néfron (nefrónio), enquanto que outros autores consideram que a alça (ansa) de Henle engloba o túbulo reto proximal, a alça (ansa) do néfron (nefrónio) e o túbulo reto distal. O túbulo distal também consiste em segmentos retos e convolutos. O túbulo reto distal (ramo ascendente espesso) é a continuação do fino ramo ascendente da alça (ansa) de Henle a partir do nível entre a medula interna e externa. O túbulo contorcido (contornado) distal projeta-se para o córtex. Ambas as partes do túbulo distal são compostas por epitélio cúbico simples, semelhante em morfologia ao túbulo proximal. A principal diferença entre eles é que o epitélio do túbulo distal tem microvilosidades menos desenvolvidas. Ocorrem aqui reabsorção e secreção, embora em menor grau do que no túbulo proximal. Dado o número elevado de mitocôndrias, os túbulos retos distais podem reabsorver substâncias úteis (eletrólitos) e secretar resíduos remanescentes por transporte ativo. De particular interesse é a reabsorção de sódio, sob regulação da aldosterona. Sistema coletor O sistema coletor do rim é uma série de tubos que move a urina dos néfrons (nefrónios) para os cálices menores. Vários túbulos contorcidos (contornados) distais de néfrons (nefrónios) vizinhos drenam para um ducto coletor através dos túbulos coletores. Os ductos coletores percorrem então a medula renal, convergindo para o ápice de cada pirâmide renal. Aqui, vários ductos se fundem para formar um único grande ducto papilar (de Bellini), que se abre para o cálice menor através da área crivosa. Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/organelos-celulares Os ductos coletores são denominados corticais ou medulares, dependendo da parte do parênquima renal em que se localiza essa parte do ducto. Eles são constituídos por células epiteliais, que ficam progressivamente mais altas à medida que os ductos se tornam maiores. Ductos coletores corticais - epitélio cúbico simples Ductos coletores medulares - epitélio cilíndrico (colunar) simples Ductos papilares - epitélio cilíndrico (colunar) simples São distinguíveis dois tipos adicionais de células nesses ductos. As células principais, que são pálidas quando coradas, desempenham um papel no transporte de íons (iões). As células intercaladas, com coloração mais escura, estão espalhadas entre as células principais e são responsáveis pelo equilíbrio ácido-base. Os ductos coletores são a última oportunidade para reabsorção de água e eletrólitos do filtrado, concentrando ainda mais a urina, particularmente sob a influência do hormônio antidiurético (ADH), também conhecido como vasopressina. Não ocorre mais reabsorção para além dos ductos coletores medulares. Aparelho justaglomerular Aninhado no polo vascular do néfron (nefrónio), encontra-se um grupo de células chamada de aparelho justaglomerular (AJG). É formado por 3 tipos de células: mácula densa, células granulares justaglomerulares (GJ) e células mesangiais extraglomerulares (de Lacis). A mácula densa está localizada na parede do túbulo distal, no ponto onde o túbulo entra em contato com o glomérulo. Aqui, o epitélio cúbico regular do túbulo distal aglomera-se e adquire uma forma cilíndrica. As células granulares justaglomerulares (GJ) são células musculares lisas modificadas encontradas em torno da arteríola aferente e, às vezes, em torno da eferente. O terceiro tipo de célula do AJG são as células mesangiais extraglomerulares (de Lacis). Estas células estão localizadas no espaço triangular entre as arteríolas aferente e eferente. O aparelho justaglomerular tem duas funções principais: regular o fluxo sanguíneo glomerular e a taxa de filtração regular a pressão sanguínea sistêmica O fluxo sanguíneo glomerular é regulado por um mecanismo de feedback, em que a mácula densa responde aos altos níveis de cloreto de sódio no filtrado, libertando substâncias químicas vasoconstritoras. Estes produtos químicos causam a vasoconstrição da arteríola aferente, diminuindo assim a pressão glomerular e, por sua vez, a taxa de filtração. Este sistema mantém uma pressão quase constante dentro dos néfrons (nefrónios). A pressão arterial sistêmica é regulada pelo sistema renina- angiotensina-aldosterona. Uma baixa pressão sanguínea sistêmica, reconhecida pelos barorreceptores, faz com que as células granulares justaglomerulares secretem uma enzima chamada renina. A renina, por sua vez, ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a pressão arterial sistêmica através das ações da angiotensina e da aldosterona. Secreção e reabsorção A função do néfron (nefrónio) é manter a homeostasia dos fluidos corporais, excretando produtos indesejados na urina. A anatomia de néfron (nefrónio) é especializada em criar urina a partir do sangue através de 4 atividades principais: filtração, reabsorção, secreção e excreção. A filtração ocorre no corpúsculo renal do néfron (nefrónio) e foi descrita acima. A reabsorção e a secreção são atividades que ocorrem no sistema tubular renal dos néfrons (nefrónios). Esses processos ajustam com precisão as substâncias que são excretadas e mantidas no corpo. A reabsorção é o processo pelo qual a água e as moléculas, saídas do sangue durante a filtração, são reabsorvidas de volta para capilares que circundam o néfron (nefrónio). A secreção é quando a água e as moléculas deixam os capilares peritubulares e entram (ou reentram) no filtrado de urina. O produto restante, a urina, é então excretado do rim através dos ureteres. Luiza Becegatto Sistema Nervoso Córtex cerebral O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e consiste principalmente em substância cinzenta. Essa região do cérebro é responsável por várias funções cognitivas superiores, incluindo a memória, a atenção, a percepção e a consciência. O córtex cerebral é formado por duas camadas: uma evolutivamente mais antiga, o alocórtex, e uma mais nova, o isocórtex, que representa a maior parte da estrutura. O alocórtex consistem em 3 a 4 camadas, e o isocórtex é formado por 6 camadas. Cada uma das seis camadas (lâminas horizontais) do isocórtex possui uma populaçãocelular única, e uma função específica. As camadas são, de superficial para profundo, a camada molecular, a camada granular externa, a camada piramidal externa, a camada granular interna, a camada piramidal internae a camada multiforme. Os neurônios são as células dominantes no córtex, e podem ser divididos em dois tipos principais: células piramidais e células não piramidais(interneurônios). Córtex cerebral Substância branca Substancia cinzenta Neurônios Células piramidais Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e consiste principalmente em substância cinzenta. Essa região do cérebro é responsável por várias funções cognitivas superiores, incluindo a memória, a atenção, a percepção e a consciência. O córtex cerebral é formado por duas camadas: uma evolutivamente mais antiga, o alocórtex, e uma mais nova, o isocórtex, que representa a maior parte da estrutura. O alocórtex consistem em 3 a 4 camadas, e o isocórtex é formado por 6 camadas. Cada uma das seis camadas (lâminas horizontais) do isocórtex possui uma população celular única, e uma função específica. As camadas são, de superficial para profundo, a camada molecular, a camada granular externa, a camada piramidal externa, a camada granular interna, a camada piramidal interna e a camada multiforme. Os neurônios são as células dominantes no córtex, e podem ser divididos em dois tipos principais: células piramidais e células não piramidais (interneurônios). Cerebelo O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e consiste principalmente em substância cinzenta. Essa região do cérebro é responsável por várias funções cognitivas superiores, incluindo a memória, a atenção, a percepção e a consciência. O córtex cerebral é formado por duas camadas: uma evolutivamente mais antiga, o alocórtex, e uma mais nova, o isocórtex, que representa a maior parte da estrutura. O alocórtex consistem em 3 a 4 camadas, e o isocórtex é formado por 6 camadas. Cada uma das seis camadas (lâminas horizontais) do isocórtex possui uma população celular única, e uma função específica. As camadas são, de superficial para profundo, a camada molecular, a camada granular externa, a camada piramidal externa, a camada granular interna, a camada piramidal interna e a camada multiforme. Os neurônios são as células dominantes no córtex, e podem ser divididos em dois tipos principais: células piramidais e células não piramidais (interneurônios). Bulbo O bulbo representa a parte mais inferior do tronco encefálico, encontrando-se entre a ponte e a medula espinal. Ele é repsonsável por numerosas funções vitais, incluindo o controle da respiração, da frequência cardíaca e da pressão sanguínea. Além disso, o bulbo abriga várias áreas vitais que são importantes no processamento das informações sensitivas e motoras. O bulbo consiste em substância cinzenta e substância branca. A substância cinzenta contém núcleos, que são responsáveis por funções reflexas específicas, como a tosse, o espirro e a deglutição. Algumas estruturas relevantes nesse contexto são o núcleo espinal do trigêmeo, o complexo do núcleo olivar inferior e os núcleos da coluna dorsal (núcleos grácil e cuneiforme), que processam informações sensitivas e motoras. A substânca branca, por outro lado, contém tratos ascendentes e descendentes que transmitem informações entre o encéfalo e a medula espinal. O bulbo também é o ponto de decussação das fibras sensitivas da medula espinal, e contém a junção bulbo- espinal, onde as fibras do trato corticospinal cruzam quase todas em direção ao lado oposto. Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/bulbo https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tronco-encefalico-2 https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tronco-encefalico-2 https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal Medula espinal A medula espinal se estende no interior do canal vertebral desde o forame magno do crânio até a região lombar. Ela é revestida por três meninges, a dura-máter, a aracnoide e a pia-máter. A medula é responsável por transmitir informações sensitivas ao encéfalo e transportar comandos motores do encéfalo para os músculos. A medula espinal é dividida em uma região central de substância branca e uma área periférica de substância cinzenta. A substância cinzenta possui o formato de uma borboleta, e é formada por neurônios e sinapses. Ela é dividida nos cornos anterior, lateral e posterior. O corno anterior abriga os neurônios motores, enquanto o corno posterior recebe informações sensitivas. A substância branca consiste principalmente de fibras nervosas mielínicas, e está organizada em tratos ascendentes(sensitivos) e descendentes (motores). Os tratos de substância branca são organizados nos funículos anterior, lateral e posterior. Luiza Becegatto Lu iz a B ec eg at to https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/forame-magno https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/dura-mater-pt https://www.kenhub.com/pt/library/fisiologia-pt/sinapse Sistema Cardiovascular Cerca de 45% do sangue é formado por células, como as hemácias, os leucócitos e as plaquetas, e 55% por plasma sanguíneo. O plasma sanguíneo é formado principalmente por água, e contém proteínas, anticorpos, eletrólitos e outras substâncias. As hemácias, também conhecidas como eritrócitos ou células sanguíneas vermelhas, transportam o oxigênio pelo corpo. Os leucócitos, ou células sanguíneas brancas, possuem um papel no sistema imunológico, enquanto as plaqeutas, também conhecidas como trombócitos, são responsáveis pela coagulação sanguínea. Outras tarefas do sangue são o transporte de nutrientes, hormônios e calor, bem como a manutenção do equilíbrio ácido-base. Medula óssea A medula óssea é um dos órgãos linfáticos primários, e está localizada nas cavidades internas dos ossos. Ela é dividida em medula óssea vermelha e amarela. A formação do sangue ocorre na medula óssea vermelha, que tem essa coloração devido à abudnância de eritrócitos. Além de células hematopoiéticas e macrófagos, há ainda células reticulares que sintetizam tecido o conjuntivo reticular da matriz extracelular. Em adultos, a medula óssea amarela predomina. Ela consiste em células adiposas, e por isso tem uma aparência amarelada. Não há formação ativa de sangue ocorrendo na medula óssea amarela. Vasos sanguíneos Os vasos sanguíneos são órgãos ocos que transportam sangue pelo corpo, oferecendo oxigênio e nutrientes. A cavidade através da qual o sangue viaja é chamada de lúmen, e é tipicamente envolvida por uma ou mais camadas, dependendo do tipo de vaso sanguíneo. A parede de grandes vasos, como as artérias e veias é formada por três camadas. A camada mais interna é a túnica íntima, que é formada por células endoteliais e tecido conjuntivo subendotelial. A camada média, ou túnica média, consiste em células musculares lisas e tecido conjuntivocolágeno parcialmente elástico. As artérias possuem uma túnica média mais pronunciada, o que dá a elas uma complacência menor do que a das veias. A túnica externa, mais externa, também conhecida como adventícia, é uma camada de tecido conjuntivo que ancora o vaso aos tecidos adjacentes. Pequenos vasos como arteríolas, vênulas e capilares formam a microcirculação. Esses vasos possuem camadas parietais mais finas. Os capilares, por exemplo, consistem em apenas uma camada de células endoteliais, uma lâmina basal e pericitos. Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/hemacias https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plaquetas https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/histologia-medula-osseahttps://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-linftico https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-linftico https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/macrofago https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/visao-geral-e-tipos-de-tecido-conjuntivo https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/visao-geral-e-tipos-de-tecido-conjuntivo https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/venula https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/capilares-pt Coração O coração é um órgão muscular oco com três camadas. O endocárdio encontra-se internamente, e forma também as valvas cardíacas. Ele consiste em uma única camada de epitélio escamoso (endotélio). O miocárdio, a musculatura cardíaca, é a camada mais espessa da parede do coração. Ela consiste em músculos estriados, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e fibras nervosas. As células musculares do coração (cardiomiócitos) são conectadas por junções comunicantes e formam um sincício funcional. O miocárdio também contém cardiomiócitos especializados que formam o sistema de condução do coração. O epicárdio envolve o coração e corresponde à lâmina visceral da bainha serosa do pericárdio. Luiza Becegatto https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/valvas-valvulas-cardiacas https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/miocardio-pt https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/pericardio Resumo LMF PA1 Sistema Urinário Embriologia: O início da formação do sistema urinário começa por volta da 4ª semana de gestação e o termino ocorre por volta da 38ª semana quando todos os néfrons já estão formados. Na quarta semana de desenvolvimento as células mesenquimais presentes no saco vitelínico migram para dentro do embrião (parte posterior), através do ducto onfalomesentérico. As células mesenquimais (que vêm do mesoderma intermediário) que migraram e se depositaram na parte posterior do celoma, começam empurrá-lo, formando a crista urogenital. Essa crista ficará mais densa no meio, formando o cordão nefrogênico (formará a parte dos néfrons). O cordão nefrogênico vai formar o prónefro (cefálico/cranial), mesonefro (medial) e metanefro (caudal)- são todas porções do mesmo cordão. Esse cordão vai diminuindo/ degenerando de cima para baixo (cranial para caudal) - a formação começa pela parte cranial porque o embrião ainda não possui vasos para levar o sangue até a parte caudal para ser filtrado. As células mesenquimais do saco vitelínico migram pelo ducto onfalomesentérico, passam pelo intestino primitivo e se depositam na porção posterior do celoma (cavidade envolta por mesoderma), na região dorsal (costas) do embrião. Cristas Urogenitais: As células mesenquimais (são pluripotentes - células capazes de originar qualquer tipo de tecido sem, no entanto, originar um organismo completo), vão se depositar (viram mesênquima intermediário) começam a se dividir e empurrar o celoma para dentro, formando duas protuberâncias (chamadas de cristas urogenitais) primórdios dos sistemas urinário e gonadal. • As cristas urogenitais são produzidas pelas divisões celulares do mesênquima intermediário. E estão localizadas uma em cada lado. Cordão Nefrogênico: O cordão nefrogenico quando forma um buraco vira o ducto néfrico ou de Wolfian. A parte de cima é chamada de pronefro, o meio é mesonefro e a porção final é o metanefro. • O sistema urinário se desenvolve a partir do cordão neurogênico, que é parte da crista urogenital; O cordão vai virar: pronefro, mesonefro e metanefro →Após esse processo, o desenvolvimento do sistema urinário se dá em três processos distintos: · Pronefro: 4 semanas, ductos desembocam na cloaca, pronefro se degenera, mas parte dos ductos é usado na constituição do mesonefro. • rudimentar, temporário, região cervical. Desenvolvimento: O propensofros é a primeira estrutura renal a se formar durante o desenvolvimento embrionário. Começa a se desenvolver na região cervical do embrião por volta do dia 20-22 de gestação. Luiza Becegatto Estrutura: O propensofro consiste em pequenos túbulos, conhecidos como túbulos pronéfricos, que são cegos e não se conectam ao sistema de dutos coletores. Função: O propensophros não é funcional em humanos e, eventualmente, sofre regressão. No entanto, é considerada uma estrutura vestigial, representando um resquício evolutivo do desenvolvimento primitivo do rim. Destino: Por volta da semana 4-5 do desenvolvimento embrionário, o propensofros regride e seu papel no desenvolvimento do rim é assumido pelo mesonefros. · Mesonefro: após 4 semanas, possui uma filtração prévia. • funcionam por curto período, caudais ao pronefro, possuem glomérulos e túbulos mesonefrico. Desenvolvimento: O mesonefro começa a se desenvolver nas regiões torácica e lombar superior do embrião por volta da 4ª semana de gestação. Estrutura: O mesonefro consiste em túbulos chamados túbulos mesonéfricos, que são mais complexosque os túbulos pronéfricos. Eles se conectam ao ducto mesonéfrico (Wolffiano), uma estrutura que eventualmente forma o sistema de ductos do sistema reprodutor masculino. Função: O mesonefro torna-se funcional e começa a produzir urina por volta das semanas 5-10 do desenvolvimento embrionário. Ele serve como o principal órgão excretor duranteeste período. Metanefro: são os primórdios dos rins permanentes, o desenvolvimento estrutural começa por volta da 5ª semana e aproximadamente no final da 9ª semana. A urina produzida na vida fetal é excretada no líquido amniótico - esses rins serão formados pelo broto uretérico e pelo blastema metanefrogênico. - Em cada tubo nefrogênico há a formação de um broto uretérico, ao redor desse tubo há o blastema metanefrogênico (oriundo da crista urogenital). Essas células do blastema se unem e se multiplicam, formando uma massa renal ao redor do broto uretérico. Nessa massa renal haverão subdivisões que se tornarão vesículas, essas vesículas vão se alongando, se transformam em formato de vírgula e formato de ‘s’, enquanto o broto uretérico se ramifica e se alonga também. O broto uretérico vai se unir com as vesículas, formando os néfrons. • Blastema: surge glomérulo, cápsula de Bowman, túbulo proximal, alça de Henle e túbulo distal; • Broto uretérico: dá origem ao ducto coletor. rins permanentes, se desenvolvem pelo broto uretérico (dará origem aos ureteres e aos túbulos coletores) e blastema metanefrogênico (dará origem aos nefrons). Desenvolvimento dos nefrons: A vesícula mesentérica se funde com o ducto mesentérico e se alonga. Vai se alongando cada vez mais e se funde com o prolongamento do broto uretérico. Luiza Becegatto O desenvolvimento dos néfrons ocorre durante o período metanéfrico, que se estende aproximadamente da 5ª à 10ª semana de gestação. Durante este tempo, o blastema metanéfrico, uma massa de células indiferenciadas dentro da regiãometanéfrica, interage com o broto uretérico, uma excrescência do ducto mesonéfrico (Wolffiano).Essas interações desempenham um papel crucialna indução da diferenciação do blastema metanéfrico em néfrons. O broto ureteral continua a se ramificar e se alongar, dando origem ao sistema de ductos coletores. Como os ramos do broto ureteral interagem com o blastema metanéfrico, a indução e a diferenciação dos néfrons ocorrem em um processo denominado nefrogênese. O processo de nefrogênese leva à formação de milhões de néfrons em cada rim, que eventualmente serão responsáveis pela filtragem do sangue e produção da urina. No final do período embrionário, por volta da 10ª semana, a formação estrutural básica dos néfrons está estabelecida. Passo a Passo – Desenvolvimento Embriológico do Nefron: O desenvolvimento embriológico do néfron envolve várias etapas, desde a formação do cordão nefrogênico do mesoderma intermediário até a diferenciação do blastema metanéfrico em néfrons funcionais. Esses estágios levam ao estabelecimento dos néfrons como unidades funcionais dos rins. Formação do Cordão Nefrogênico: • O cordão nefrogênico é a estrutura inicial a partir da qual começa o desenvolvimento do néfron. • Durante o desenvolvimentoembrionário inicial, o mesoderma intermediário se diferenciano cordão nefrogênico, que é um grupo longitudinal de células localizadas em ambos oslados da aorta dorsal. O cordão nefrogênico é o precursor do blastema metanéfrico, que eventualmente dará origem aos néfrons. Luiza Becegatto Formação do Cordão Nefrogênico: • O cordão nefrogênico é a estrutura inicial a partir da qual começa o desenvolvimento do néfron. • Durante o desenvolvimento embrionário inicial, o mesoderma intermediário se diferencia no cordão nefrogênico, que é um grupo longitudinal de células localizadas em ambos oslados da aorta dorsal. O cordão nefrogênico é o precursor do blastema metanéfrico, que eventualmente dará origem aos néfrons. Indução do broto ureteral: • O próximo estágio envolve a interação entre o cordão nefrogênico e o broto ureteral, uma excrescência do ducto mesonéfrico (Wolffiano). O broto uretérico cresce no mesênquima metanéfrico, que faz parte do cordão nefrogênico. Essa interação desempenha um papel crucial na indução da formação de néfrons. Formação do Blastema Metanéfrico: • O blastema metanéfrico se forma a partir do cordão nefrogênico como resultado dainfluência do broto ureteral. • A interação entre o broto ureteral e o mesênquima metanéfrico induz as célulasmesenquimais a se agregarem e condensarem, formando o blastema metanéfrico. • O blastema metanéfrico é o precursor para o desenvolvimento dos néfrons. Condensação e Diferenciação O Blastema metanefrico sofre condensação, levando à formação de aglomerados decélulas. Esses aglomerados se diferenciam nos vários componentes do néfron, incluindo oscorpúsculos renais (glomérulo e cápsula de Bowman) e os túbulos renais. Ascensão renal: Embora os rins metanéfricos se formem na pelve, eles ascendem para o seu destino final no abdome. Ao fazê- lo, recebem vasos sanguíneos renais. Embora os vasos sanguíneos inferiores geralmente degenerem conforme aparecem os superiores, às vezes os vasos inferiores não degeneram. Consequentemente, algumas pessoas (~ 30%) têm múltiplos vasos renais. Histologia Sistema Reanal Túbulo proximal: possui células epiteliais cúbicas simples (apenas uma camada de tecido) - possuem esse tipo de célula porque precisam ter vesículas/receptores/microvilosidades para aumentar a superfície de contato e consequentemente aumentar a absorção- túbulo proximal absorve aproximadamente 90% dos íons, proteínas e glicose. Alça de Henle (descendente): células pavimentosas simples- não possui microvilosidades Alça de Henle (ascendente): células epiteliais cúbicas baixas (meio termo entre cúbicas e pavimentosas); Túbulo distal: células cúbicas simples - possuem esse tipo de célula porque precisam ter vesículas/receptores/microvilosidades para aumentar a superfície de contato e consequentemente aumentar a absorção. É importante o túbulo distal estar próximo às arteríolas aferentes e eferentes por causa da macula densa que é o que vai regular a quantidade de filtração glomerular. Túbulo coletor: células cúbicas simples - possuem esse tipo de célula porque precisam ter vesículas/receptores/microvilosidades para aumentar a superfície de contato e consequentemente aumentar a absorção- final do túbulo coletor quase não tem microvilosidades; Cápsula glomerular: Camada visceral e camada parietal; - Camada visceral: Epitélio pavimentoso simples modificado (podócitos); envolvem acamada de células endoteliais dos capilares glomerulares; - Camada parietal: Epitélio pavimentoso simples; formando a parede externa da cápsula; Pavimentosa pois é muito justaposta (muito grudada); - Células que estão ao redor dessas arteríolas (podócitos) impedem que grandes substânciaspassem para o filtrado glomerular; possuem pezinhos (fenestrações) que se grudam; Córtex/ Parênquima Renal (borda do rim): serão encontrados glomérulos, túbulos proximais, cápsulas renais e túbulos distais; Medula: será encontrado nela os ductos coletores; Mácula densa: é sensível a sódio e a cloro, tem a função de ativas as células justaglomerulares substâncias vasoconstritoras ou vasodilatadoras- essas células estão entre as arteríolas aferentes e eferentes, controlando quem sai e quem entra através do sistema renina-angiotensina-aldosterona (células justaglomerulares secretam renina). A renina vai aumentar a pressão arterial, que pode ativa a aldosterona na supra renal para controlar a pressão do aparato justaglomerular (quem entra mais e quem sai mais-filtração glomerular); Glomérulo: possuem arteríolas e nas paredes delas há podócitos que fazem com que proteínas, células sanguíneas e componentes que não podem estar na urina não passem para a cápsula de Bowman. A diferença entre os túbulos distais e proximais são vistas pelo diâmetro de dentro- túbulos proximais são menores enquanto os distais são maiores. As células cúbicas do túbulo proximal precisam ser muito maiores por causa da absorção que precisa ser bem maior, enquanto as células cúbicas do túbulo distal são bem menores; Ao redor do rim pode ser encontrado uma cápsula de tecido conjuntivo denso que pode variar de modelado e não modelado. Urotélio – ureter e uretra: epitéliopseudoestratificado e classificado como epitélio de transição; - 3 camadas de tecido: túnica mucosa (camada mais profunda); epitélio de transição (capazde se distender e lâmina própria (subjacente de tecido conjuntivo areolar); - Muco secretado pelas células caliciformes da túnica mucosa impede que as célulasentrem em contato com a urina; - Túnica muscular (intermediária) constituída por camadas longitudinais internas ecirculares externas de fibras musculares lisas (invertido ao canal digestivo) - Túnica adventícia: camada de tecido conjuntivo areolar que contém vasos sanguíneos,vasos linfáticos e nervos que suprem a túnica muscular e a túnica mucosa. Luiza Becegatto Anatomia Sistema Renal O sistema urinário é composto por: 2 rins localizados no retroperitônio (posterior ao peritônio, estando o rim direito localizado mais inferior, devido a presença do fígado), 2 ureteres, bexiga urinária e uretra. • LOCALIZAÇÃO em relação a diferença de posição dois 2 rins: As 2 últimas costelas flutuantes vão ter uma relação mais importante com o rim esquerdo, a última costelas flutuante vai ter uma relação mais importante com o rim direito. Vertebras toráxicas T11 e T12 vão ter uma relação de localização mais interessantes com o rim esquerdo do que com o rim direito; L3 vai ser uma relação muito mais importante com o rim direito. Os rins possuem um polo superior, um inferior, uma margem medial (concava) e uma margem lateral (convexa); Margem medial faz uma comunicação importante com o músculo Psoas maior. M. Psoas maior= pega as últimas vértebras toráxicas e vertebras lombares e vai em direção ao trocanter menor do femor. Esse músculo tem uma relação importante com o ureter; Ureter passa anteriormente em relação ao Psoas maior E o Psoas maior passa posteriormente em relação ao ureter. 3 músculos que formam a parte muscular da parede do abdome: -M. diafragma -M. transverso do abdome -M. quadrado do lombo Passam posterior ao rim e fazem essa parede posterior do abdome. MÚSCULOS ESSENCIAIS Músculo psoas maior: medial ao rim Músculo quadrado do lombo: posterior ao rim Músculo transverso do abdome: posterior ao rim- nas laterais Músculo diafragma: posterior ao rim- mais superior Ureter caminha com o músculo Psoas maior; Ureter passa anterior a veia e artéria ilíaca para chegar até a bexiga. Em cima do rim temos a glândula suprarrenal. 📌 No diafragma temos a entrada da veia cava inferior, passando por ele pelo forame da veia cava inferior. 📌 Chegando na veia cava inferior, temos as veias renais 📌 Veia drena- sai do órgão em direção ao coração 📌 Artéria irriga- sai do coração em direção ao órgão 📌 Veias renais vão em direção à veia cava inferior que leva o sangue ao coração. 📌 Artéria aorta- sai do coração, passa pelo diafragma- pela estrutura formada pelo diafragma- Hiato aórtico. 📌 Da artéria aorta abdominal vaisair as artérias renais que vão irrigar os rins. 📌 Quando a veia cava inferior e artéria aorta estão no nível ilíaco vai ocorrer ramificações delas= formando os vasos ilíacos- artérias e veias ilíacas. 📌 Ureter caminha anterior ao Psoas maior e anteriormente aos vasos ilíacos e chega na bexiga. Estruturas que mantem os rins na sua devida localização: Externamente ao rim: Cápsula Adiposa ou Gordura Perirrenal= gordura em volta do rim. (mais interna) Fáscia renal: “cápsula em azul na imagem” Gordura Pararrenal: está fora- em volta da fáscia renal - mais externa. Circundando o rim- Última porção interna dom rim= a cápsula fibrosa= cápsula renal. Luiza Becegatto Fisiologia Renal As funções renais mantêm o ambiente interno estável, necessário às células para a realização de suas várias funções. Órgãos Excretores; Órgãos Reguladores; Órgãos Endócrinos. Órgãos excretores: excretam substâncias tóxicas, ureia, creatinina, produtos da degradação da hemoglobina, metabólitos de vários hormônios, fármacos (teste antidoping), pesticidas e aditivos alimentícios. Órgãos reguladores: manter a homeostasia: a excreção de água e eletrólitos deve ser cuidadosamente combinado com os respectivos ganhos. Menor ganho e maior excreção: quantidade de água e eletrólitos no corpo aumentará. Menor excreção e maior ganho: quantidade de água e eletrólitos no corpo diminuirá. • REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL A regulação ocorre pelo processo “Renina angiotensina aldosterona”. Obs.: Células justaglomerulares possuem a pró- renina (esperando um estímulo para ser ativada, por isso possui o “pró”). ESTÍMULOS PARA LIBERAÇÃO DE RENINA 1. Quando há DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL, a célula justaglomerular não sente uma pressão sobre ela, e, então, essa célula é estimulada e libera a renina (ela é uma célula mecanicamente sensível); 2. DIMINUIÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE NACL no filtrado (túbulo contorcido distal), estimula a mácula densa a liberar a PROSTAGLANDINA, que vai até a célula justaglomerular e estimula a liberação de renina. Obs.: pouco Na+ no organismo, o filtrado glomerular vai ter pouca quantidade de Na+, ativando o SRAA. 3. LIBERAÇÃO DE ADRENALINA: também estimula as células justaglomerulares a liberar renina. Luiza Becegatto SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA ALDOSTERONA 📌 Fígado produz uma globulina chamada angiotensinogênio; 📌 A renina liberada pelas células justaglmerulares no rim, age enzimaticamente sobre o angiotensinogênio (na corrente sanguínea) - retirando frações de aa→ Formação do hormônio angiotensina I- função de produzir ligeiras vasoconstrição pelo corpo. 📌 Essa angiotensina I anda pelo corpo e vai até o pulmão (capilares pulmonares), onde com a ação da ECA (Enzima Conversora de Angiotensina) se transforma em Angiotensina II Angiotensina II- muito vasconstritor Angiotensina II vai até a neuro hipófise (SNC) e promove a liberação de ADH (hormônio antidiurético); 📌 ADH- faz com que ocorra maior absorção de água pelo rim, pelos néfrons- aumentando o volemia do sangue- aumentando pressão arterial. 📌 Angiotensina II vai na glândula suprarrenal- fazendo com que ocorra liberação de aldosterona 📌 Aldosterona- aumenta a absorção de sódio no rim- aonde o sódio vai, a água vai atrás, aumentando o volume do sangue e, consequentemente, AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL. 📌 Angiotensina II vai diretamente até o néfron e aumenta também a absorção de sódio, e, consequentemente, AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL 📌 Angiotensina II é degradada no sangue. Luiza Becegatto