Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Infecções do Trato Urinário 
Cistite 
A cistite é uma inflamação da bexiga, geralmente
causada por uma infecção bacteriana, sendo a
Escherichia coli o agente mais comum. Pode ocorrer em
qualquer pessoa, mas é mais frequente em mulheres
devido à anatomia da uretra mais curta, facilitando a
ascensão bacteriana.
Sintomas
• Disúria (dor ou ardência ao urinar)
• Polaciúria (aumento da frequência urinária)
• Urgência miccional (necessidade súbita de urinar)
• Hematúria (presença de sangue na urina)
• Dor suprapúbica
• Urina turva e com odor forte
• Febre (mais comum em infecções complicadas ou
pielonefrite)
Diagnóstico
• Anamnese e exame físico
• EAS (Urina tipo 1) – presença de leucócitos, nitritos
positivos, hematúria
• Urocultura – confirma o agente infeccioso e sua
sensibilidade a antibióticos
Tratamento
• Antibióticos (ex.: nitrofurantoína, fosfomicina,
ciprofloxacino, dependendo do caso)
• Analgésicos urinários (ex.: fenazopiridina)
• Aumento da ingestão de líquidos
• Evitar irritantes urinários (cafeína, álcool, alimentos
muito condimentados)
Causas e Fatores de Risco
• Infecção ascendente da bexiga (complicação de uma
cistite não tratada)
• Uso de cateter urinário prolongado
• Diabetes mellitus (aumento da susceptibilidade a
infecções)
• Imunossupressão (uso de corticosteroides,
quimioterapia, HIV)
Sintomas
• Febre alta e calafrios
• Dor lombar intensa, geralmente unilateral
• Disúria, polaciúria e urgência miccional (se houver
infecção urinária associada)
• Náuseas e vômitos
• Hematúria (sangue na urina)
• Mal-estar geral e fadiga
Diagnóstico
1. Anamnese e exame físico (dor à palpação do ângulo
costovertebral – sinal de Giordano positivo)
2. Exames laboratoriais:
• EAS (Urina tipo 1) → leucocitúria, piúria, hematúria,
nitritos positivos
• Urocultura → identifica o agente infeccioso e o
antibiograma orienta o tratamento
• Hemograma → leucocitose com desvio à esquerda
(sugere infecção bacteriana)
• PCR e VHS → indicam inflamação/infeção sistêmica
3. Exames de imagem (em casos graves ou recorrentes):
• Ultrassonografia renal → pode detectar abscessos,
hidronefrose ou cálculos
• Tomografia computadorizada → usada em casos
complexos para avaliar complicações
Prevenção
• Tratar infecções urinárias precocemente
• Boa ingestão de líquidos
• Evitar segurar a urina por longos períodos
• Higiene íntima adequada
• Evitar o uso desnecessário de cateteres urinários
Pielonefrite
A pielonefrite é uma infecção bacteriana que acomete o
trato urinário superior, atingindo os rins. Geralmente,
ocorre devido à ascensão de bactérias da bexiga para os
rins, sendo a Escherichia coli o agente mais comum. Se não
tratada adequadamente, pode levar a complicações graves,
como sepse e disfunção renal. Luiza Becegatto
Glomerulonefrite
A glomerulonefrite é um grupo de doenças que afetam os
glomérulos renais, levando a inflamação e
comprometimento da filtração renal. Pode ser aguda ou
crônica e ter diversas causas, incluindo infecções,
doenças autoimunes e condições metabólicas.
Classificação
 1. Glomerulonefrite Aguda (GNA) – instalação súbita,
geralmente pós-infecciosa.
 2. Glomerulonefrite Crônica – progressiva, podendo levar
à insuficiência renal.
 3. Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva (GNRP) –
forma grave, com deterioração rápida da função renal.
Causas
Pós-infecciosas
 • Glomerulonefrite pós-estreptocócica (após infecção
por Streptococcus do grupo A, como faringite ou
impetigo)
 • Infecções virais (hepatite B/C, HIV)
Doenças autoimunes
 • Lúpus eritematoso sistêmico (LES)
 • Síndrome de Goodpasture (autoanticorpos contra a
membrana basal glomerular e alveolar)
 • Vasculites (ex.: granulomatose com poliangiíte)
Outras causas
 • Diabetes mellitus (glomeruloesclerose diabética)
 • Hipertensão arterial crônica
 • Doenças genéticas (ex.: síndrome de Alport)
Manifestações Clínicas
 • Hematúria macroscópica ou microscópica (urina cor
de “coca-cola”)
 • Edema (principalmente em face e pernas)
 • Hipertensão arterial
 • Oligúria (redução do volume urinário)
 • Proteinúria (pode evoluir para síndrome nefrótica)
 • Sintomas constitucionais (febre, mal-estar, fadiga)
Diagnóstico
 1. Exames laboratoriais:
 • EAS (Urina tipo 1): hematúria, proteinúria, cilindros
hemáticos
 • Ureia e creatinina: para avaliar função renal
 • Complemento sérico (C3, C4): reduzido em algumas
formas (ex.: pós-estreptocócica)
 • Sorologia para estreptococos: anti-estreptolisina O
(ASLO)
 • Pesquisa de autoanticorpos: FAN (LES), ANCA
(vasculites), anti-MBG (Goodpasture)
 2. Biópsia renal (indicada em casos atípicos ou
progressivos).
Tratamento
Casos leves/moderados
 • Controle da pressão arterial e edema: diuréticos,
restrição de sódio
 • Tratamento da infecção subjacente (se houver)
 • Corticosteroides e imunossupressores (em doenças
autoimunes)
Casos graves
 • Plasmaférese (síndrome de Goodpasture, vasculites
severas)
 • Diálise (se houver insuficiência renal aguda grave)
 • Tratamento imunossupressor intensivo (ciclofosfamida,
rituximabe, corticoides)
Prognóstico e Complicações
 • A glomerulonefrite aguda pós-infecciosa tem bom
prognóstico na maioria dos casos.
 • Formas rapidamente progressivas podem evoluir para
doença renal crônica terminal, necessitando de
hemodiálise ou transplante renal.
Luiza Becegatto
Doença Renal Crônica
A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e
perda progressiva e irreversível das funções dos rins
(regulatórias, excretórias e endócrinas).
Em sua fase mais avançada (chamada de Insuficiência
Renal Crônica - IRC), os rins não conseguem mais
manter a homeostase do meio interno do corpo humano.
 Independentemente da causa, a DRC é classificada em
estágios com base no nível da Taxa de Filtração
Glomerular (TFG).
 Todo paciente pertencente ao grupo de risco, mesmo
que assintomático deve ser avaliado anualmente com
exame de:
 
. Proteína na Urina (fita reagente) – realizado no
exame 
. Parcial de Urina;
. Creatinina sérica;
. Depuração estimada de creatinina (TFG);
. Microalbuminúria;
 Proteinúria de 24 hs.
Sinais e Sintomas da Doença Renal Crônica
Neurológicos: Irritabilidade, tremores, sonolência, soluço,
câimbra, fraqueza muscular, parestesia, coma.
Gastrintestinais: Náusea, vômito, gastrite, anorexia,
hemorragia, diarreia, hálito urêmico.
Cardiovascular e Pulmonar: Hipertensão arterial,
dispneia, tosse, arritmia, edema agudo de pulmão,
pericardite, tamponamento cardíaco.
Dermatológicos: Prurido, equimose, pele seca, palidez,
calcificações distróficas.
Metabólicas: Perda de peso, acidose metabólica,
hiperuricemia, hipercalemia, hipoglicemia (nos diabéticos).
Endócrinas: Diminuição da libido, amenorreia/menorragia,
impotência, galactorréia.
Hematológicas e Renais: Anemia, sangramentos, noctúria,
oligúria.
Classificação
DRC- grupos de risco 
•Hipertensão arterial;
•Diabetes mellitus;
•História familiar de DRC;
•Obesos;
•Obstruções: tumores e cálculos;
•Rins Policísticos.
Outras:
•Doenças imunológicas (Glomerulonefrite);
•Rejeição crônica do transplante renal;
•Infecção urinária de repetição;
Uso crônico de anti-inflamatórios (AINES)
Testes simples de SANGUE e URINA podem detectar a DRC,
e tratamentos de baixo custo podem retardar a progressão
da doença.
Quando encaminhar para o nefrologista?
1- Depuração de creatinina abaixo de 60 ml/min;
2- Depuração de creatinina abaixo de 30 ml/min –
prioritário;
3- Proteinúria de qualquer nível na ausência de retinopatia
diabética e hipertensão;
4- Hipertensão arterial de difícil controle;
5- Hematúria com dismorfismo eritrocitário (sangramento
de origem glomerular).
Luiza Becegatto
A alcalose é um distúrbio ácido-base caracterizado pelo
aumento do pH sanguíneo (>7,45), podendo ser
classificada em alcalose respiratória e alcalose
metabólica, dependendo da causa primária.
Causada por uma hiperventilação, que leva à eliminação
excessiva de CO₂ e, consequentemente, à redução da
PaCO₂ (por salicilatos (fase inicial)
Hipoxemia:
• Altitudes elevadas
• Pneumonia
• Embolia pulmonar
• Insuficiência cardíaca
Manifestações Clínicas:
• Tontura, cefaleia
• Parestesias (formigamento em mãos e ao redor da
boca)
• Tetania (espasmos musculares)
• Confusão, ansiedade
• Arritmias cardíacas (hipocalemia associada)
Diagnóstico:
• Gasometria arterial: pH >7,45, PaCO₂ 26
mEq/L) ou à perda excessiva de ácidos, resultando em pH
>7,45.
Causas:
Perda de ácidos (H⁺):
• Vômitos persistentes
• Aspiração gástrica prolongada
• Uso excessivo de diuréticos (ex.: furosemida, tiazídicos)
Aumento do bicarbonato:
• Ingestão excessiva de bicarbonato de sódio
• Pós-hipercapnia (compensação após acidose respiratória
crônica)
Distúrbios hormonais:
• Hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn)
• Síndrome de Cushing
Manifestações Clínicas:
• Fraqueza muscular
• Hiporreflexia
• Hipotensão (se houver hipovolemia associada)
• Arritmias cardíacas (hipocalemia e hipocalcemia
associadas)
• Confusão mental
Diagnóstico:
• Gasometria arterial: pH >7,45, HCO₃⁻ >26 mEq/L
• PaCO₂ aumentado (se for uma compensação
respiratória)
• Dosagem de cloro urinário:
• Baixo (20 mEq/L): hiperaldosteronismo, hipocalemia
crônica
Tratamento:
• Corrigir a causa subjacente
• Reposição de volume (NaCl 0,9%) se hipovolêmica
• Reposição de potássio se hipocalemia
• Acetazolamida (inibidor da anidrase carbônica, promove
excreção de bicarbonato)
Alcalose Metabólica
Luiza Becegatto
equilíbrio ácido-base
A acidose é uma condição caracterizada por uma
redução do pH sanguíneo (12): Cetoacidose, acidose láctica,
intoxicações
• AG normal: Diarreia, fístulas
Acidose
Acidose metabólica 
Tratamento:
• Corrigir a causa primária
• Hidratação venosa
• Insulina (se cetoacidose diabética)
• Bicarbonato de sódio (somente em acidose grave com
pH 45 mmHg) devido à
hipoventilação, levando à diminuição do pH.
Causas:
Depressão do centro respiratório:
• Intoxicação por sedativos (opioides, benzodiazepínicos)
• Trauma craniano
• AVC afetando o tronco cerebral
Comprometimento da musculatura respiratória:
• Síndrome de Guillain-Barré
• Miastenia gravis
• Esclerose lateral amiotrófica
Alterações pulmonares:
• Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
• Pneumonia grave
• Edema pulmonar agudo
• Asma grave
Manifestações Clínicas:
• Sonolência, confusão
• Dispneia e cianose
• Taquicardia
• Hipertensão arterial (estágios iniciais)
Diagnóstico:
• Gasometria arterial: pH 45 mmHg
• Bicarbonato (HCO₃⁻) aumentado se for uma acidose
crônica compensada
Tratamento:
• Melhorar a ventilação (oxigênio, ventilação mecânica se
necessário)
• Tratar a causa subjacente (ex.: broncodilatadores para
DPOC, reversão de opioides com naloxona)
Acidose Respiratória 
Luiza Becegatto
Prova Prática LMF
Anatomia Sistema Renal 
Filtração
 Ocorre no corpúsculo renal
 Filtrado glomerúlar: 
composição e igúal a do plasma menos a maioria das
proteínas plasmaticas.
 As celúlas sangúíneas permanecem no capilar, de modo
qúe o filtrado e composto apenas de agúa e de solútos
dissolvidos
 1/5 do plasma qúe flúi nos rins e filtrado, o restante
(4/5) passa para os capilares peritúbúlares
Membrana glomerúlar:
• Endotélio capilar: capilares fenestrados com grandes
poros, qúe permitem qúe a maioria dos componentes
plasma ticos sejam filtrados. Os poros, contúdo, sa o
peqúenos o bastante para impedir qúe ce lúlas do sangúe
deixem o capilar. Proteí nas carregadas negativamente,
presentes na súperfí cie dos poros, tambe m ajúdam
repelir as proteín as carregadas negativamente.
• Membrana ou lâmina basal: 
camada acelúlar da matriz extracelúlar qúe separa o
endote lio do epite lio da ca psúla de Bowman. Constitúí
da por glicoproteí nas carregadas negativamente. Atúa
como úma peneira grossa, exclúindo a maioria das proteí
nas.
Epitélio: 
formado por celúlas especializadas, chamadas podo citos,
qúe possúem longas extenso es citoplasma
Mesênquima intermediário derivado da parede dorsal
do embriao.
Luiza Becegatto
Fisiologia Sistema Renal
Tecido de Origem
Formação da crista urogenital
1°) Mesoderma intermediario se desloca para a porçao
central ate o celoma (que vai virar a cav. Peritonial) se
separando dos somitos (coluna vertebral futuramente
- MESODERMA PARAXIAL)
2°) Com a elevação, ha a formação da crista urogenital
(tem esse nome porque vai dar origem ao sistema
urinário e genital)
3°) A parte da crista que vai dar origem ao sistema
urinário e chamado de corda o nefrogênico e a que vai
dar origem as genitálias e chamado de crista genital.
5°) O corda o nefrogênico fica vazio formando o tubo
nefrogênico
Crista urogenital -> cordão nefrogênico -> tubo
nefrogênico
Pronefro
• Início da quarta semana
• Os ductos pro-nefricos dirigem-se caudalmente e
se abrem na cloaca
• O pronefro logo se degenera; entretanto, a maioria
das partes dos ductos prone fricos persiste e e
utilizada pelo segundo conjunto de rins.
• Não são funcionais em humanos.
Mesonefro
• final da quarta semana, caudalmente ao pronefro
• Funciona brevemente como rim provisório,
contribuindo para a produção de urina durante o
desenvolvimento embrionário. - não é chamado de
urina, mas ja faz a filtração - desemboca na cloaca
• Os rins mesonefricos consistem em
aproximadamente 40 glomérulos com túbulos
mesonéfricos 
• Os ductos mesonefricos se abrem na cloaca
• O mesonefro se degenera no final do primeiro
trimestre (3 meses); entretanto, seus túbulos
tornam-se os ductulos eferentes dos testículos. Os
ductos mesonefricos apresentam vários derivados
adultos nos homens
Desenvolvimento dos Rins 
Metanefro
• início da quinta semana
• se torna funcional aproximadamente 4 semanas
mais tarde.
• A produçao da urina continua durante toda a vida
fetal. A urina e excretada na cavidade amniotica e
forma uma parte do líquido amniotico.
• A brotaça o ureteral da origem ao ureter, pelve
renal, calices e tubulos coletores.
• O mesenquima metanefrico se diferencia em
Nefrons, que são as unidades funcionais do rim.
Desenvolvimento dos Néfrons
Os nefrons se desenvolvem a partir de duas estruturas
principais, através de indução recíproca:
Broto Uretérico:
É uma evaginação (protuberância) do ducto mesonéfrico, que
mais tarde forma os túbulos coletores, ureter, pelve renal e
cálices maiores e menores. Emite sinais moleculares que
estimulam o blastema metanefrogênico a se diferenciar em
vesículas renais, que darão origem aos néfrons.
• Blastema Metanefrogênico: 
Uma massa de células derivadas do cordão nefrogênico, que
se diferencia para formar as estruturas do néfron. 
Envia sinais que induzem a ramificação do broto uretérico,
essencial para a formaçãodos tubulos coletores.
Luiza Becegatto
Sistema Nervoso
Embriologia do SN
A embriologia do sistema nervoso (SN) envolve a
formação e o desenvolvimento do sistema nervoso central
(SNC) e periférico (SNP) a partir da ectoderme. O
processo pode ser resumido em algumas etapas principais:
1. Neurulação (3ª-4ª semana): 
A notocorda induz a diferenciação da placa neural, que
se dobra e forma o tubo neural (origem do SNC) e as
cristas neurais (origem do SNP).
2. Fechamento do tubo neural (4ª semana):
 Ocorre primeiro no centro e se estende para as
extremidades cefálica e caudal. Defeitos nesse processo
podem causar anencefalia ou espinha bífida.
3. Desenvolvimento encefálico: 
O tubo neural forma três vesículas primárias
(prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo), que se
diferenciam em cinco vesículas secundárias e dão origem
às estruturas encefálicas.
4. Mielinização: 
As células da glia (oligodendrócitos no SNC e células de
Schwann no SNP) começam a mielinizar os neurônios,
otimizando a condução nervosa.
Esse desenvolvimento é influenciado por fatores genéticos
e ambientais, sendo crucial para a formação adequada
do SN.
Formação das Vesículas Encefálicas (4ª semana gestacional)
A porção craniana do tubo neural sofre dilatações,
originando as vesículas primárias:
• Prosencéfalo → Desenvolve o telencéfalo (hemisférios
cerebrais) e o diencéfalo (tálamo e hipotálamo).
• Mesencéfalo → Permanece como mesencéfalo
(estrutura intermediária do tronco encefálico).
• Rombencéfalo → Se divide em metencéfalo (ponte e
cerebelo) e mielencéfalo (bulbo).
Diferenciação do Sistema Nervoso Periférico
As células da crista neural, que se originam das bordas do
tubo neural, migram e formam diversas estruturas, incluindo:
• Gânglios sensoriais e autonômicos.
• Células de Schwann (responsáveis pela mielinização no SNP).
• Células da medula suprarrenal.
• Estruturas faciais e cardíacas
Formação dos Nervos e Sinapses
Após a diferenciação do tubo neural e das cristas neurais, os
neurônios começam a se especializar e estabelecer conexões
sinápticas. O processo ocorre da seguinte forma:
• Neurogênese: As células neuroepiteliais proliferam e dão
origem aos neuroblastos, que se diferenciam em neurônios e
células da glia.
• Crescimento axonal e dendrítico: Os axônios dos neurônios
em desenvolvimento se estendem em direção aos seus alvos,
guiados por fatores químicos e células da glia.
• Sinaptogênese: Formação de sinapses entre neurônios,
essencial para a comunicação neural.
• Aptose neuronal: Neurônios que não estabelecem conexões
eficientes passam por morte celular programada, otimizando
as redes neurais.
Mielinização (A partir do 5º mês gestacional até a infância)
A mielinização é o processo de formação da bainha de
mielina, que acelera a condução do impulso nervoso. Esse
processo ocorre de forma diferente no SNC e no SNP:
• No SNC, os oligodendrócitos mielinizam vários axônios ao
mesmo tempo.
• No SNP, as células de Schwann envolvem um único axônio
por vez.
Esse processo continua após o nascimento, sendo essencial
para o desenvolvimento motor e cognitivo na infância.
Luiza Becegatto
Organização e Camadas do Tubo Neural
Durante o desenvolvimento, o tubo neural se diferencia
em três camadas:
• Zona ventricular: Origem das células precursoras de
neurônios e glia.
• Zona intermediária (manto): Forma a substância
cinzenta (corpos celulares dos neurônios).
• Zona marginal: Forma a substância branca (fibras
mielinizadas).
No SNC, essas camadas formam diferentes estruturas:
• No cérebro, a substância cinzenta fica na periferia e a
branca no interior.
• Na medula espinhal, a organização se inverte, com a
substância branca ao redor e a cinzenta no centro.
Proteção do Sistema Nervoso
As meninges situam-se entre os ossos e os tecidos do
sistema nervoso central; ajudam a estabilizar o tecido
neural e a protegê-lo do impacto contra os ossos.
Dura-máter: 
é a mais grossa das três membranas (pense em durável). Ela
está associada a veias que drenam o sangue do encéfalo
através de vasos ou cavidades, chamadas de seios.
Aracnóide: 
camada do meio, é frouxamente ligada à membrana mais
interna, deixando um espaço subaracnóideo entre as duas
camadas.
Pia-máter: 
membrana interna, uma membrana fina que adere à
superfície do cérebro e da medula espinal. As artérias que
suprem o encéfalo estão associadas a essa camada.
Líquido cerebrospinal (LCS): 
é uma solução salina secretada continuamente pelo plexo
coroide, uma região especializada nas paredes dos
ventrículos. 0 líquido cerebrospinal flui dos ventrículos para
dentro do espaço subaracnóideo, entre a pia-máter e a
aracnoide, envolvendo todo o encéfalo e a medula espinal
com o líquido. Ele flui ao redor do tecido neural e, por fim,
é absorvido de volta para o sangue por vilosidades
especializadas na membrana aracnóide, dentro do crânio.
Barreira hematencefálica:
 é uma barreira funcional entre o líquido intersticial e o
sangue. Essa barreira é necessária para isolar o principal
centro de controle corporal de substâncias potencialmente
nocivas do sangue e de patógenos circulantes, como
bactérias.
Sistema Nervoso Autônomo 
Involuntário
^ Se divide em simpático e parassimpático
Controla e modula as funções, principalmente, dos órgãos
viscerais
-Cada via é composta por 2 neurônios: pré-ganglionar e pós-
ganglionar
Luiza Becegatto
TBL resumo PA1
Nervos Cranianos
Os nervos cranianos são 12 pares de nervos que emergem
diretamente do encéfalo e são responsáveis por funções
sensoriais, motoras e autonômicas da cabeça e pescoço
(com exceção do nervo vago, que também inerva
estruturas torácicas e abdominais).
Luiza Becegatto
Sensitivos: Olfatório (I), Óptico (II) e Vestibulococlear
(VIII).
• Motores: Oculomotor (III), Troclear (IV), Abducente
(VI), Acessório (XI) e Hipoglosso (XII).
• Mistos (Sensitivos e Motores): Trigêmeo (V), Facial
(VII), Glossofaríngeo (IX) e Vago (X).
Contração Muscular do Coração (Miocárdio)
A contração do coração ocorre de forma rítmica e
automática devido à presença de um sistema
especializado de condução elétrica e às características
próprias do músculo cardíaco. O processo é controlado
por impulsos elétricos que garantem um batimento
coordenado, essencial para o bombeamento do sangue.
Características do Músculo Cardíaco
O músculo do coração, ou miocárdio, apresenta
diferenças em relação ao músculo esquelético:
• Contração involuntária e rítmica.
• Células interconectadas por discos intercalares,
permitindo rápida transmissão do estímulo.
• Presença de automatismo, graças ao nó sinoatrial (SA),
que gera impulsos elétricos espontaneamente.
• Dependência do cálcio extracelular para a contração.
Sistema de Condução do Coração
O coração possui um marcapasso natural, que gera e
conduz o impulso elétrico:
1. Nó sinoatrial (SA) → Localizado no átrio direito,
inicia o impulso elétrico (frequência média de 60-100
bpm).
2. Nó atrioventricular (AV) → Atraso do impulso para
garantir que os átrios completem a contração antes dos
ventrículos.
3. Feixe de His → Transporta o impulso para os
ventrículos.
4. Fibras de Purkinje → Distribuem o impulso
rapidamente pelos ventrículos, coordenando a contração
ventricular.
Esse sistema permite a contração sincronizada dos átrios
e ventrículos.
Mecanismo da Contração Cardíaca (Acoplamento Excitação-
Contração)
A contração do músculo cardíaco ocorre por um
mecanismo semelhante ao dos músculos esqueléticos, mas
com algumas diferenças importantes:
1. Estímulo Elétrico e Entrada de Cálcio
• O potencial de ação gerado no nó SA se propaga pelas
células musculares do coração.
• Esse estímulo abre canais de cálcio dependentes de
voltagem, permitindo a entrada de Ca²⁺ extracelular no
citoplasma da célula muscular.
2. Liberação de Cálcio pelo Retículo Sarcoplasmático
• O cálcio que entra ativa receptores de rianodina no
retículo sarcoplasmático, liberando ainda mais cálcio no
citoplasma.
• Esse cálcio se liga à troponina C, deslocando a
tropomiosina e expondo os sítios de ligação da actina,
permitindoa interação com a miosina.
3. Ciclo de Contração (Pontes Cruzadas Actina-Miosina)
• A miosina hidrolisa ATP e desliza sobre a actina, gerando a
contração do miocárdio.
• O processo continua enquanto houver cálcio disponível.
4. Relaxamento Muscular
• O cálcio é reabsorvido pelo retículo sarcoplasmático e
expulso da célula por trocadores de cálcio na membrana.
• Sem cálcio livre, a tropomiosina retorna à sua posição
inicial, impedindo a interação actina-miosina, e o músculo
relaxa.
Papel do Cálcio no Coração
Diferente do músculo esquelético, o músculo cardíaco
depende da entrada de cálcio extracelular para iniciar a
contração.
• Bloqueadores dos canais de cálcio (ex: nifedipina,
verapamil) reduzem a força da contração cardíaca, sendo
usados para tratar hipertensão e arritmias.
Ciclo Cardíaco e Contração
A contração do coração ocorre em duas fases principais:
1. Sístole (Contração) → Os ventrículos se contraem,
ejetando sangue para a artéria aorta e a artéria pulmonar.
2. Diástole (Relaxamento) → Os ventrículos relaxam e se
enchem de sangue novamente.
Esse ciclo garante a circulação sanguínea contínua pelo
corpo.
Resumo da Contração Cardíaca
1. Nó sinoatrial gera impulso elétrico → Estímulo se espalha
pelo coração.
2. Entrada de cálcio extracelular → Ativação do retículo
sarcoplasmático.
3. Cálcio se liga à troponina → Exposição dos sítios de
actina.
4. Ciclo actina-miosina usando ATP → Contração do
coração.
5. Remoção do cálcio → Relaxamento e reinício do ciclo.
Luiza Becegatto
Hormônios Relacionados a Digestão
 
Resumo das Funções
1. Estímulo da digestão → Gastrina, CCK, Secretina.
2. Inibição da digestão → Somatostatina, GIP.
3. Controle do apetite → Grelina (estimula fome), Leptina
(reduz fome).
4. Regulação da motilidade → Motilina.
Saciedade (Sinal de Excesso Energético)
1. Leptina (tecido adiposo), insulina (pâncreas), PYY e CCK
(intestino) são liberados após a refeição.
2. Ativam neurônios anorexigênicos no núcleo arqueado.
3. Estimulam o centro da saciedade (hipotálamo
ventromedial).
4. Redução da fome e aumento do gasto energético.
Controle Neuroendócrino da Fome e Saciedade
A regulação da fome e da saciedade ocorre por meio da
interação entre o sistema nervoso central (SNC) e
hormônios gastrointestinais e metabólicos. O hipotálamo é
a principal estrutura responsável pelo controle da ingestão
alimentar, recebendo sinais de hormônios periféricos e de
neurotransmissores para ajustar a sensação de fome ou
saciedade.
1. Principais Áreas Hipotalâmicas
• Núcleo Arqueado → Integra sinais periféricos e regula os
centros da fome e saciedade.
• Centro da Fome (Hipotálamo Lateral) → Estimulado
pela grelina e inibido pela leptina.
• Centro da Saciedade (Hipotálamo Ventromedial) →
Estimulado pela leptina e inibido pela grelina.
Regulação da Fome e Saciedade
Fome (Sinal de Déficit Energético)
1. Grelina é liberada pelo estômago antes das refeições.
2. Ativa neurônios orexigênicos no núcleo arqueado do
hipotálamo.
3. Estimula o centro da fome (hipotálamo lateral).
4. Aumento da ingestão alimentar e redução do gasto
energético.
Luiza Becegatto
Núcleo arqueado
Dois tipos de neurônios, cada qual respectivamente
relacionado com a:
-Fome: Neurônios produtores de substâncias orexígenas,
proteína relacionada
ao agouti (AgPR) e neuropeptídio Y (NPY)
-Saciedade: Neurônios pró-opiomelanocortina (POMC), que
secretam o
hormônio a-melanócito estimulante (α-MSH) juntamente
com o transcrito
relacionado à cocaína e à anfetamina (CART)
Ativação dos neurônios AgRP/NPY: ↑ ingestão alimentos e
↓ gasto energético
Ativação dos neurônios POMC/CART:↓ ingestão alimentos e
↑ gasto
Histologia PA1
Rins 
Néfron (Nefrónio)
O néfron (nefrónio) é a unidade funcional do rim. Produz
urina concentrada, criando um ultrafiltrado a partir do
sangue. Um néfron (nefrónio) consiste em duas partes
principais: um corpúsculo renal e o seu sistema tubular
renal associado.
Os corpúsculos renais estão localizados no córtex renal,
enquanto que os seus sistemas tubulares se estendem até
a medula. Dependendo da sua distribuição e morfologia,
existem dois tipos principais de néfrons (nefrónios) no
rim: corticais e justamedulares.
Os néfrons (nefrónios) corticais têm os seus corpúsculos
próximos à cápsula do rim. Os seus túbulos são muito
curtos, estendendo-se apenas até à medula superior. Os
corpúsculos dos néfrons (nefrónios) justamedulares estão
localizados junto ao limite corticomedular. Os seus sistemas
tubulares são muito mais longos, estendendo-se
profundamente na medula.
Cada néfron (nefrónio) é cercado por uma rede de
capilares. Os ramos das artérias interlobulares renais
entram num néfron (nefrónio) como arteríola aferente,
formam um tufo capilar (glomérulo) e depois saem do
néfron (nefrónio) na forma de arteríola eferente. A rede
capilar continua a circundar o sistema tubular renal dos
néfrons (nefrónios) na forma de capilares peritubulares,
formando os vasos retos (vasa recta) ao redor da alça
(ansa) de Henle. Você sabia que esses capilares
peritubulares secretam eritropoietina (EPO), um hormônio
(hormona) que regula a produção de glóbulos vermelhos?
Corpúsculo renal
O corpúsculo renal é o aparelho de filtração do néfron
(nefrónio). Cada corpúsculo é composto por dois elementos
principais: o glomérulo e a cápsula glomerular (de
Bowman). O glomérulo é uma rede de capilares formados
por ramos da artéria renal (arteríolas aferente e eferente).
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/capilares-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/glomerulo-pt
A cápsula glomerular envolve o glomérulo. Ela consiste em duas
camadas (parietal e visceral), que limitam uma cavidade
chamada espaço capsular glomerular (espaço de
Bowman/urinário). A camada visceral interna é formada por
células especiais, chamadas podócitos. Os podócitos recobrem as
paredes dos capilares glomerulares, interdigitando-se entre si e
formando fendas estreitas entre as suas projeções. A camada
parietal externa é formada por epitélio pavimentoso (escamoso)
simples e é contínua com os túbulos dos néfrons (nefrónios). As
arteríolas aferente e eferente entram no corpúsculo renal no
polo vascular, enquanto que o local onde a cápsula glomerular
se estreita e continua como segmento espesso proximal do
néfron (nefrónio) é chamado de polo urinário.
Filtração glomerular
O corpúsculo renal é o ponto de partida da formação de urina.
O sangue sistêmico passa pelo sistema capilar glomerular e é
filtrado para formar a urina primária (ultrafiltrado). Ele faz
isso através de uma barreira especial de filtração que filtra
seletivamente a água e os solutos do sangue que passa pelos
capilares glomerulares. O ultrafiltrado glomerular é coletado
pelo espaço glomerular e passa para os túbulos renais. 
O aparelho de filtração renal é formado por três
camadas de tecido: o endotélio dos capilares glomerulares,
a membrana basal glomerular (MBG) e os podócitos
(camada visceral da cápsula renal). Os capilares
glomerulares são compostos por endotélio fenestrado. As
fenestrações funcionam como poros. A MBG é mais
complexa do que as outras membranas basais epiteliais.
Consiste em três camadas: uma lâmina densa central
espessa e duas camadas mais finas (lâmina rara interna e
lâmina rara externa).
Os podócitos recobrem as paredes dos capilares
glomerulares. As suas projeções semelhantes a dedos
(pedículos) interdigitam-se, formando estreitas fendas de
filtração (diafragmas de filtração) entre as projeções. Em
conjunto, essas três camadas funcionam como um filtro
seletivo, permitindo que apenas moléculas abaixo de um
certo tamanho, e de certa carga, passem a partir do
sangue e entrem no sistema tubular renal. Por exemplo, as
células do sangue, as plaquetas, algumas proteínas e
alguns ânions (aniões) são impedidos de deixar os
capilares glomerulares, enquanto que a água e os solutos
passam. O restante sangue não filtrado é levado para
fora do glomérulo pela arteríola eferente e volta para o
sistema venoso.
Sistema tubular renal
O sistema tubular é a partedo néfron (nefrónio) que
processa o ultrafiltrado glomerular em urina,
reabsorvendo moléculas necessárias e secretando
substâncias desnecessárias e residuais. Consiste em três
partes:
Túbulo proximal: túbulos contorcidos (contornados)
proximais contorcidos e túbulos retos proximais reto
Alça (ansa) de Henle: poções ascendente e descente
Túbulo distal: Túbulo reto distal e túbulo contorcido
(contornado) distal
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plaquetas
O túbulo proximal é a primeira parte do sistema tubular.
Consiste em partes contorcidas (contornadas) e retas. O
túbulo contornado proximal está localizado dentro do
córtex renal e é contínuo com o espaço capsular.
O túbulo reto proximal (ou ramo descendente espesso)
estende-se até à medula. Ambas as partes são compostas
por epitélio cúbico simples, rico em mitocôndrias e
microvilosidades (bordadura em escova). Esta morfologia
encontra-se adaptada à função de absorção e secreção
do túbulo proximal. Mais de metade da água e das
moléculas previamente filtradas são devolvidas ao sangue
(reabsorvidas) pelos túbulos proximais.
Alça de Henle 
A alça (ansa) de Henle é a curva em forma de U de um
néfron (nefrónio), que se estende através da medula do
rim. Histologicamente, consiste em dois ramos: ramo
descendente fino e ascendente fino.
Ambos os ramos são compostos por epitélio pavimentoso
(escamoso) simples. As células têm poucas organelas,
poucas ou nenhumas microvilosidades, e baixa capacidade
de secreção. Os dois segmentos trabalham em paralelo
com os capilares dos vasos retos (vasa recta) circundantes
para ajustar o nível de sais no filtrado (por exemplo,
sódio, cloreto, potássio) e os níveis de água. Mais
especificamente, o ramo descendente é altamente
permeável à água e menos permeável aos solutos, enquanto
que o ramo ascendente é o oposto. Alguns autores
consideram a alça (ansa) de Henle como sendo sinônimo
de alça (ansa) do néfron (nefrónio), enquanto que outros
autores consideram que a alça (ansa) de Henle engloba o
túbulo reto proximal, a alça (ansa) do néfron (nefrónio) e
o túbulo reto distal.
O túbulo distal também consiste em segmentos retos e
convolutos. O túbulo reto distal (ramo ascendente
espesso) é a continuação do fino ramo ascendente da alça
(ansa) de Henle a partir do nível entre a medula interna
e externa. O túbulo contorcido (contornado) distal
projeta-se para o córtex. Ambas as partes do túbulo
distal são compostas por epitélio cúbico simples,
semelhante em morfologia ao túbulo proximal.
A principal diferença entre eles é que o epitélio do túbulo
distal tem microvilosidades menos desenvolvidas. Ocorrem
aqui reabsorção e secreção, embora em menor grau do que
no túbulo proximal. Dado o número elevado de
mitocôndrias, os túbulos retos distais podem reabsorver
substâncias úteis (eletrólitos) e secretar resíduos
remanescentes por transporte ativo. De particular
interesse é a reabsorção de sódio, sob regulação da
aldosterona.
Sistema coletor
O sistema coletor do rim é uma série de tubos que move a
urina dos néfrons (nefrónios) para os cálices menores.
Vários túbulos contorcidos (contornados) distais de
néfrons (nefrónios) vizinhos drenam para um ducto
coletor através dos túbulos coletores. Os ductos coletores
percorrem então a medula renal, convergindo para o ápice
de cada pirâmide renal. Aqui, vários ductos se fundem
para formar um único grande ducto papilar (de Bellini),
que se abre para o cálice menor através da área crivosa.
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/organelos-celulares
Os ductos coletores são denominados corticais ou
medulares, dependendo da parte do parênquima renal em
que se localiza essa parte do ducto. Eles são constituídos
por células epiteliais, que ficam progressivamente mais
altas à medida que os ductos se tornam maiores.
Ductos coletores corticais - epitélio cúbico simples
Ductos coletores medulares - epitélio cilíndrico
(colunar) simples
Ductos papilares - epitélio cilíndrico (colunar) simples
São distinguíveis dois tipos adicionais de células nesses
ductos. As células principais, que são pálidas quando
coradas, desempenham um papel no transporte de íons
(iões). As células intercaladas, com coloração mais escura,
estão espalhadas entre as células principais e são
responsáveis pelo equilíbrio ácido-base. Os ductos
coletores são a última oportunidade para reabsorção de
água e eletrólitos do filtrado, concentrando ainda mais a
urina, particularmente sob a influência do hormônio
antidiurético (ADH), também conhecido como
vasopressina. Não ocorre mais reabsorção para além dos
ductos coletores medulares.
Aparelho justaglomerular
Aninhado no polo vascular do néfron (nefrónio),
encontra-se um grupo de células chamada de aparelho
justaglomerular (AJG). É formado por 3 tipos de células:
mácula densa, células granulares justaglomerulares (GJ) e
células mesangiais extraglomerulares (de Lacis).
 
A mácula densa está localizada na parede do túbulo
distal, no ponto onde o túbulo entra em contato com o
glomérulo. Aqui, o epitélio cúbico regular do túbulo distal
aglomera-se e adquire uma forma cilíndrica. As células
granulares justaglomerulares (GJ) são células musculares
lisas modificadas encontradas em torno da arteríola
aferente e, às vezes, em torno da eferente. O terceiro
tipo de célula do AJG são as células mesangiais
extraglomerulares (de Lacis). Estas células estão
localizadas no espaço triangular entre as arteríolas
aferente e eferente. 
O aparelho justaglomerular tem duas funções principais:
regular o fluxo sanguíneo glomerular e a taxa de
filtração
regular a pressão sanguínea sistêmica
O fluxo sanguíneo glomerular é regulado por um
mecanismo de feedback, em que a mácula densa responde
aos altos níveis de cloreto de sódio no filtrado,
libertando substâncias químicas vasoconstritoras. Estes
produtos químicos causam a vasoconstrição da arteríola
aferente, diminuindo assim a pressão glomerular e, por
sua vez, a taxa de filtração. Este sistema mantém uma
pressão quase constante dentro dos néfrons (nefrónios). A
pressão arterial sistêmica é regulada pelo sistema renina-
angiotensina-aldosterona. Uma baixa pressão sanguínea
sistêmica, reconhecida pelos barorreceptores, faz com que
as células granulares justaglomerulares secretem uma
enzima chamada renina. A renina, por sua vez, ativa o
sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a
pressão arterial sistêmica através das ações da
angiotensina e da aldosterona.
Secreção e reabsorção
A função do néfron (nefrónio) é manter a homeostasia
dos fluidos corporais, excretando produtos indesejados na
urina. A anatomia de néfron (nefrónio) é especializada em
criar urina a partir do sangue através de 4 atividades
principais: filtração, reabsorção, secreção e excreção.
A filtração ocorre no corpúsculo renal do néfron
(nefrónio) e foi descrita acima. A reabsorção e a secreção
são atividades que ocorrem no sistema tubular renal dos
néfrons (nefrónios). Esses processos ajustam com precisão
as substâncias que são excretadas e mantidas no corpo. A
reabsorção é o processo pelo qual a água e as moléculas,
saídas do sangue durante a filtração, são reabsorvidas de
volta para capilares que circundam o néfron (nefrónio). A
secreção é quando a água e as moléculas deixam os
capilares peritubulares e entram (ou reentram) no
filtrado de urina. O produto restante, a urina, é então
excretado do rim através dos ureteres.
 Luiza Becegatto
Sistema Nervoso
Córtex cerebral 
O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e
consiste principalmente em substância cinzenta. Essa região do
cérebro é responsável por várias funções cognitivas superiores,
incluindo a memória, a atenção, a percepção e a consciência. O
córtex cerebral é formado por duas camadas: uma
evolutivamente mais antiga, o alocórtex, e uma mais nova, o
isocórtex, que representa a maior parte da estrutura. O
alocórtex consistem em 3 a 4 camadas, e o isocórtex é
formado por 6 camadas. Cada uma das seis camadas (lâminas
horizontais) do isocórtex possui uma populaçãocelular única, e
uma função específica. As camadas são, de superficial para
profundo, a camada molecular, a camada granular externa, a
camada piramidal externa, a camada granular interna, a
camada piramidal internae a camada multiforme. Os neurônios
são as células dominantes no córtex, e podem ser divididos em
dois tipos principais: células piramidais e células não
piramidais(interneurônios).
Córtex cerebral
Substância branca
Substancia cinzenta
Neurônios 
Células piramidais
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro
O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e
consiste principalmente em substância cinzenta. Essa
região do cérebro é responsável por várias funções
cognitivas superiores, incluindo a memória, a atenção, a
percepção e a consciência. O córtex cerebral é formado
por duas camadas: uma evolutivamente mais antiga, o
alocórtex, e uma mais nova, o isocórtex, que representa a
maior parte da estrutura. O alocórtex consistem em 3 a 4
camadas, e o isocórtex é formado por 6 camadas.
Cada uma das seis camadas (lâminas horizontais) do
isocórtex possui uma população celular única, e uma
função específica. As camadas são, de superficial para
profundo, a camada molecular, a camada granular
externa, a camada piramidal externa, a camada granular
interna, a camada piramidal interna e a camada
multiforme. Os neurônios são as células dominantes no
córtex, e podem ser divididos em dois tipos principais:
células piramidais e células não piramidais
(interneurônios).
Cerebelo 
O córtex cerebral forma a camada externa do cérebro, e
consiste principalmente em substância cinzenta. Essa região do
cérebro é responsável por várias funções cognitivas superiores,
incluindo a memória, a atenção, a percepção e a consciência. O
córtex cerebral é formado por duas camadas: uma
evolutivamente mais antiga, o alocórtex, e uma mais nova, o
isocórtex, que representa a maior parte da estrutura. O
alocórtex consistem em 3 a 4 camadas, e o isocórtex é formado
por 6 camadas.
Cada uma das seis camadas (lâminas horizontais) do isocórtex
possui uma população celular única, e uma função específica. As
camadas são, de superficial para profundo, a camada molecular,
a camada granular externa, a camada piramidal externa, a
camada granular interna, a camada piramidal interna e a
camada multiforme. Os neurônios são as células dominantes no
córtex, e podem ser divididos em dois tipos principais: células
piramidais e células não piramidais (interneurônios).
Bulbo
O bulbo representa a parte mais inferior do tronco
encefálico, encontrando-se entre a ponte e a medula
espinal. Ele é repsonsável por numerosas funções vitais,
incluindo o controle da respiração, da frequência cardíaca
e da pressão sanguínea. Além disso, o bulbo abriga várias
áreas vitais que são importantes no processamento das
informações sensitivas e motoras.
O bulbo consiste em substância cinzenta e substância
branca. A substância cinzenta contém núcleos, que são
responsáveis por funções reflexas específicas, como a tosse,
o espirro e a deglutição. Algumas estruturas relevantes
nesse contexto são o núcleo espinal do trigêmeo, o
complexo do núcleo olivar inferior e os núcleos da coluna
dorsal (núcleos grácil e cuneiforme), que processam
informações sensitivas e motoras. A substânca branca, por
outro lado, contém tratos ascendentes e descendentes que
transmitem informações entre o encéfalo e a medula
espinal.
O bulbo também é o ponto de decussação das fibras
sensitivas da medula espinal, e contém a junção bulbo-
espinal, onde as fibras do trato corticospinal cruzam quase
todas em direção ao lado oposto.
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cerebro
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/bulbo
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tronco-encefalico-2
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tronco-encefalico-2
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal
Medula espinal
A medula espinal se estende no interior do canal vertebral
desde o forame magno do crânio até a região lombar. Ela
é revestida por três meninges, a dura-máter, a aracnoide e
a pia-máter. A medula é responsável por transmitir
informações sensitivas ao encéfalo e transportar comandos
motores do encéfalo para os músculos.
A medula espinal é dividida em uma região central de
substância branca e uma área periférica de substância
cinzenta. A substância cinzenta possui o formato de uma
borboleta, e é formada por neurônios e sinapses. Ela é
dividida nos cornos anterior, lateral e posterior. O corno
anterior abriga os neurônios motores, enquanto o corno
posterior recebe informações sensitivas. A substância
branca consiste principalmente de fibras nervosas
mielínicas, e está organizada em tratos
ascendentes(sensitivos) e descendentes (motores). Os tratos
de substância branca são organizados nos funículos
anterior, lateral e posterior.
Luiza Becegatto Lu
iz
a 
B
ec
eg
at
to
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/forame-magno
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/dura-mater-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/fisiologia-pt/sinapse
Sistema Cardiovascular
Cerca de 45% do sangue é formado por células, como as
hemácias, os leucócitos e as plaquetas, e 55% por plasma
sanguíneo. O plasma sanguíneo é formado principalmente
por água, e contém proteínas, anticorpos, eletrólitos e
outras substâncias.
As hemácias, também conhecidas como eritrócitos ou
células sanguíneas vermelhas, transportam o oxigênio pelo
corpo. Os leucócitos, ou células sanguíneas brancas,
possuem um papel no sistema imunológico, enquanto as
plaqeutas, também conhecidas como trombócitos, são
responsáveis pela coagulação sanguínea. Outras tarefas do
sangue são o transporte de nutrientes, hormônios e calor,
bem como a manutenção do equilíbrio ácido-base.
Medula óssea 
A medula óssea é um dos órgãos linfáticos
primários, e está localizada nas cavidades
internas dos ossos. Ela é dividida em medula
óssea vermelha e amarela. A formação do sangue
ocorre na medula óssea vermelha, que tem essa
coloração devido à abudnância de eritrócitos.
Além de células hematopoiéticas e macrófagos, há
ainda células reticulares que sintetizam tecido o
conjuntivo reticular da matriz extracelular.
Em adultos, a medula óssea amarela predomina.
Ela consiste em células adiposas, e por isso tem
uma aparência amarelada. Não há formação
ativa de sangue ocorrendo na medula óssea
amarela.
Vasos sanguíneos 
Os vasos sanguíneos são órgãos ocos que transportam
sangue pelo corpo, oferecendo oxigênio e nutrientes. A
cavidade através da qual o sangue viaja é chamada de
lúmen, e é tipicamente envolvida por uma ou mais
camadas, dependendo do tipo de vaso sanguíneo.
A parede de grandes vasos, como as artérias e veias é
formada por três camadas. A camada mais interna é a
túnica íntima, que é formada por células endoteliais e
tecido conjuntivo subendotelial. A camada média, ou
túnica média, consiste em células musculares lisas e tecido
conjuntivocolágeno parcialmente elástico. As artérias
possuem uma túnica média mais pronunciada, o que dá a
elas uma complacência menor do que a das veias. A túnica
externa, mais externa, também conhecida como adventícia,
é uma camada de tecido conjuntivo que ancora o vaso aos
tecidos adjacentes.
Pequenos vasos como arteríolas, vênulas e capilares
formam a microcirculação. Esses vasos possuem camadas
parietais mais finas. Os capilares, por exemplo, consistem
em apenas uma camada de células endoteliais, uma lâmina
basal e pericitos.
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/hemacias
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plaquetas
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/histologia-medula-osseahttps://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-linftico
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-linftico
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/macrofago
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/visao-geral-e-tipos-de-tecido-conjuntivo
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/visao-geral-e-tipos-de-tecido-conjuntivo
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/venula
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/capilares-pt
Coração 
O coração é um órgão muscular oco com três camadas. O
endocárdio encontra-se internamente, e forma também as
valvas cardíacas. Ele consiste em uma única camada de
epitélio escamoso (endotélio).
O miocárdio, a musculatura cardíaca, é a camada mais
espessa da parede do coração. Ela consiste em músculos
estriados, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e fibras
nervosas. As células musculares do coração
(cardiomiócitos) são conectadas por junções comunicantes
e formam um sincício funcional. O miocárdio também
contém cardiomiócitos especializados que formam o
sistema de condução do coração.
O epicárdio envolve o coração e corresponde à lâmina
visceral da bainha serosa do pericárdio.
Luiza Becegatto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/valvas-valvulas-cardiacas
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/miocardio-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/pericardio
Resumo LMF PA1
Sistema Urinário
Embriologia:
O início da formação do sistema urinário começa por volta da
4ª semana de gestação e o termino ocorre por volta da 38ª
semana quando todos os néfrons já estão formados.
Na quarta semana de desenvolvimento as células mesenquimais
presentes no saco vitelínico migram para dentro do embrião
(parte posterior), através do ducto
onfalomesentérico. As células mesenquimais (que vêm do
mesoderma intermediário) que migraram e se depositaram na
parte posterior do celoma, começam empurrá-lo, formando a
crista urogenital. Essa crista ficará mais densa no meio,
formando o cordão nefrogênico (formará a parte dos
néfrons).
O cordão nefrogênico vai formar o prónefro (cefálico/cranial),
mesonefro (medial) e metanefro (caudal)- são todas porções
do mesmo cordão. Esse cordão vai diminuindo/ degenerando de
cima para baixo (cranial para caudal) - a formação começa
pela parte cranial porque o embrião ainda não possui vasos
para levar o sangue até a parte caudal para ser filtrado.
As células mesenquimais do saco vitelínico migram pelo ducto
onfalomesentérico, passam pelo intestino primitivo e se
depositam na porção posterior do celoma (cavidade envolta
por mesoderma), na região dorsal (costas) do embrião.
Cristas Urogenitais:
As células mesenquimais (são pluripotentes - células
capazes de originar qualquer tipo de tecido sem, no
entanto, originar um organismo completo), vão se
depositar (viram mesênquima intermediário) começam a
se dividir e empurrar o celoma para dentro, formando
duas protuberâncias (chamadas de cristas urogenitais)
primórdios dos sistemas urinário e gonadal.
• As cristas urogenitais são produzidas pelas divisões
celulares do mesênquima intermediário. E estão
localizadas uma em cada lado.
Cordão Nefrogênico:
O cordão nefrogenico quando forma um buraco vira o
ducto néfrico ou de Wolfian. A parte de cima é chamada
de pronefro, o meio é mesonefro e a porção final é o
metanefro.
• O sistema urinário se desenvolve a partir do cordão
neurogênico, que é parte da crista urogenital; O cordão
vai virar: pronefro, mesonefro e metanefro
→Após esse processo, o desenvolvimento do sistema
urinário se dá em três processos distintos:
· Pronefro: 
4 semanas, ductos desembocam na cloaca, pronefro se
degenera, mas parte dos ductos é usado na constituição
do mesonefro.
• rudimentar, temporário, região cervical.
Desenvolvimento:
 O propensofros é a primeira estrutura renal a se formar
durante o desenvolvimento embrionário. Começa a se
desenvolver na região cervical do embrião por volta do
dia 20-22 de gestação.
Luiza Becegatto
Estrutura: 
O propensofro consiste em pequenos túbulos, conhecidos como
túbulos pronéfricos, que são cegos e não se conectam ao
sistema de dutos coletores.
Função: 
O propensophros não é funcional em humanos e,
eventualmente, sofre regressão. No entanto, é considerada
uma estrutura vestigial, representando um resquício evolutivo
do desenvolvimento primitivo do rim.
Destino:
Por volta da semana 4-5 do desenvolvimento embrionário, o
propensofros regride e seu papel no desenvolvimento do rim é
assumido pelo mesonefros.
· Mesonefro: 
após 4 semanas, possui uma
filtração prévia.
• funcionam por curto período, caudais ao
pronefro, possuem glomérulos e túbulos
mesonefrico.
Desenvolvimento:
O mesonefro começa a se desenvolver nas regiões torácica e
lombar superior do embrião por volta da
4ª semana de gestação.
Estrutura: 
O mesonefro consiste em túbulos chamados túbulos
mesonéfricos, que são mais complexosque os túbulos
pronéfricos. Eles se conectam ao ducto mesonéfrico
(Wolffiano), uma estrutura que eventualmente forma o
sistema de ductos do sistema reprodutor masculino.
Função: 
O mesonefro torna-se funcional e começa a produzir urina
por volta das semanas 5-10 do desenvolvimento embrionário.
Ele serve como o principal órgão excretor duranteeste período.
Metanefro: 
são os primórdios dos rins permanentes, o
desenvolvimento estrutural começa por volta da 5ª
semana e aproximadamente no final da 9ª semana. A
urina produzida na vida fetal é excretada no líquido
amniótico - esses rins serão formados pelo broto
uretérico e pelo blastema metanefrogênico.
- Em cada tubo nefrogênico há a formação de um broto
uretérico, ao redor desse tubo há o
blastema metanefrogênico (oriundo da crista
urogenital). 
Essas células do blastema se unem e se multiplicam,
formando uma massa renal ao redor do broto
uretérico. Nessa massa renal haverão subdivisões que se
tornarão vesículas, essas vesículas vão se alongando, se
transformam em formato de vírgula e formato de ‘s’,
enquanto o broto uretérico se ramifica e se alonga
também.
O broto uretérico vai se unir com as vesículas,
formando os néfrons.
• Blastema: 
surge glomérulo, cápsula de Bowman, túbulo proximal,
alça de Henle e túbulo distal;
• Broto uretérico:
 dá origem ao ducto coletor. rins permanentes, se
desenvolvem pelo broto uretérico (dará origem aos
ureteres e aos túbulos coletores) e blastema
metanefrogênico (dará origem aos nefrons).
Desenvolvimento dos nefrons:
A vesícula mesentérica se funde com o ducto
mesentérico e se alonga. Vai se alongando cada vez mais
e se funde com o prolongamento do broto uretérico.
Luiza Becegatto
O desenvolvimento dos néfrons ocorre durante o
período metanéfrico, que se estende aproximadamente da
5ª à 10ª semana de gestação. Durante este tempo, o
blastema metanéfrico, uma massa de células
indiferenciadas dentro da regiãometanéfrica, interage
com o broto uretérico, uma excrescência do ducto
mesonéfrico (Wolffiano).Essas interações desempenham
um papel crucialna indução da diferenciação do
blastema metanéfrico em néfrons.
O broto ureteral continua a se ramificar e se alongar,
dando origem ao sistema de ductos coletores. Como
os ramos do broto ureteral interagem com o blastema
metanéfrico, a indução e a diferenciação dos néfrons
ocorrem em um processo denominado nefrogênese.
O processo de nefrogênese leva à formação de milhões
de néfrons em cada rim, que eventualmente serão
responsáveis pela filtragem do sangue e produção da
urina.
No final do período embrionário, por volta da 10ª
semana, a formação estrutural básica dos néfrons está
estabelecida.
Passo a Passo – Desenvolvimento Embriológico do Nefron:
O desenvolvimento embriológico do néfron
envolve várias etapas, desde a formação do cordão
nefrogênico do mesoderma intermediário até a
diferenciação do blastema metanéfrico em néfrons
funcionais. Esses estágios levam ao estabelecimento dos
néfrons como unidades funcionais dos rins.
Formação do Cordão Nefrogênico:
• O cordão nefrogênico é a estrutura inicial a partir da
qual começa o desenvolvimento do néfron.
• Durante o desenvolvimentoembrionário inicial, o
mesoderma intermediário se diferenciano cordão
nefrogênico, que é um grupo longitudinal de células
localizadas em ambos oslados da aorta dorsal. O cordão
nefrogênico é o precursor do blastema metanéfrico, que
eventualmente dará origem aos néfrons. Luiza Becegatto
Formação do Cordão Nefrogênico:
• O cordão nefrogênico é a estrutura inicial a partir da
qual começa o desenvolvimento do néfron.
• Durante o desenvolvimento embrionário inicial, o
mesoderma intermediário se diferencia no cordão
nefrogênico, que é um grupo longitudinal de células
localizadas em ambos oslados da aorta dorsal. O cordão
nefrogênico é o precursor do blastema metanéfrico, que
eventualmente dará origem aos néfrons.
Indução do broto ureteral:
• O próximo estágio envolve a interação entre o cordão
nefrogênico e o broto ureteral, uma excrescência do
ducto mesonéfrico (Wolffiano). O broto uretérico cresce
no mesênquima metanéfrico, que faz parte do cordão
nefrogênico. Essa interação desempenha um papel
crucial na indução da formação de néfrons.
Formação do Blastema Metanéfrico:
• O blastema metanéfrico se forma a partir do cordão
nefrogênico como resultado dainfluência do broto
ureteral.
• A interação entre o broto ureteral e o mesênquima
metanéfrico induz as célulasmesenquimais a se agregarem
e condensarem, formando o blastema metanéfrico.
• O blastema metanéfrico é o precursor para o
desenvolvimento dos néfrons.
Condensação e Diferenciação
O Blastema metanefrico sofre condensação, levando à
formação de aglomerados decélulas. Esses aglomerados se
diferenciam nos vários componentes do néfron, incluindo
oscorpúsculos renais (glomérulo e cápsula de Bowman) e
os túbulos renais.
Ascensão renal:
Embora os rins metanéfricos se formem na pelve, eles
ascendem para o seu destino final no abdome. Ao fazê-
lo, recebem vasos sanguíneos renais. Embora os vasos
sanguíneos inferiores geralmente degenerem conforme
aparecem os superiores, às vezes os vasos inferiores não
degeneram. Consequentemente, algumas pessoas (~ 30%)
têm múltiplos vasos renais.
Histologia Sistema Reanal 
Túbulo proximal: 
possui células epiteliais cúbicas simples (apenas uma camada
de tecido) - possuem esse tipo de célula porque precisam ter
vesículas/receptores/microvilosidades para aumentar a
superfície de contato e consequentemente aumentar a
absorção- túbulo proximal absorve aproximadamente 90% dos
íons, proteínas e glicose.
Alça de Henle (descendente): 
células pavimentosas simples- não possui microvilosidades
Alça de Henle (ascendente): 
células epiteliais cúbicas baixas (meio termo entre cúbicas e
pavimentosas);
Túbulo distal: 
células cúbicas simples - possuem esse tipo de célula porque
precisam ter vesículas/receptores/microvilosidades para
aumentar a superfície de contato e consequentemente
aumentar a absorção. É importante o túbulo distal estar
próximo às arteríolas aferentes e eferentes por causa da
macula densa que é o que vai regular a quantidade de
filtração glomerular.
Túbulo coletor:
células cúbicas simples - possuem esse tipo de célula porque
precisam ter vesículas/receptores/microvilosidades para
aumentar a superfície de contato e consequentemente
aumentar a absorção- final do túbulo coletor quase não
tem microvilosidades;
Cápsula glomerular: Camada visceral e camada parietal;
- Camada visceral: Epitélio pavimentoso simples modificado
(podócitos); envolvem acamada de células endoteliais dos
capilares glomerulares;
- Camada parietal: Epitélio pavimentoso simples; formando a
parede externa da cápsula; Pavimentosa pois é muito
justaposta (muito grudada);
- Células que estão ao redor dessas arteríolas (podócitos)
impedem que grandes substânciaspassem para o filtrado
glomerular; possuem pezinhos (fenestrações) que se grudam;
Córtex/ Parênquima Renal (borda do rim):
serão encontrados glomérulos, túbulos proximais, cápsulas
renais e túbulos distais;
Medula: 
será encontrado nela os ductos coletores;
Mácula densa: 
é sensível a sódio e a cloro, tem a função de ativas as
células justaglomerulares substâncias vasoconstritoras ou
vasodilatadoras- essas células estão entre as arteríolas
aferentes e eferentes, controlando quem sai e quem entra
através do sistema renina-angiotensina-aldosterona (células
justaglomerulares secretam renina). A renina vai aumentar a
pressão arterial, que pode ativa a aldosterona na supra
renal para controlar a pressão do aparato justaglomerular
(quem entra mais e quem sai mais-filtração glomerular);
Glomérulo: 
possuem arteríolas e nas paredes delas há podócitos que
fazem com que proteínas, células sanguíneas e componentes
que não podem estar na urina não passem para a cápsula de
Bowman.
A diferença entre os túbulos distais e proximais são vistas
pelo diâmetro de dentro- túbulos proximais são menores
enquanto os distais são maiores. As células cúbicas do
túbulo proximal precisam ser muito maiores por causa
da absorção que precisa ser bem maior, enquanto as células
cúbicas do túbulo distal são bem menores;
Ao redor do rim pode ser encontrado uma cápsula de tecido
conjuntivo denso que pode variar de modelado e não
modelado.
Urotélio – ureter e uretra: 
epitéliopseudoestratificado e classificado como epitélio de
transição;
- 3 camadas de tecido: túnica mucosa (camada mais
profunda); epitélio de transição (capazde se distender e
lâmina própria (subjacente de tecido conjuntivo areolar);
- Muco secretado pelas células caliciformes da túnica
mucosa impede que as célulasentrem em contato com a
urina;
- Túnica muscular (intermediária) constituída por camadas
longitudinais internas ecirculares externas de fibras
musculares lisas (invertido ao canal digestivo)
- Túnica adventícia: camada de tecido conjuntivo areolar
que contém vasos sanguíneos,vasos linfáticos e nervos que
suprem a túnica muscular e a túnica mucosa.
Luiza Becegatto
Anatomia Sistema Renal 
O sistema urinário é composto por: 2 rins localizados no
retroperitônio (posterior ao peritônio, estando o rim direito
localizado mais inferior, devido a presença do fígado), 2
ureteres, bexiga urinária e uretra.
• LOCALIZAÇÃO em relação a diferença de posição dois 2
rins:
As 2 últimas costelas flutuantes vão ter uma relação mais
importante com o rim esquerdo, a última costelas flutuante
vai ter uma relação mais importante com o rim direito.
Vertebras toráxicas T11 e T12 vão ter uma relação de
localização mais interessantes com o rim esquerdo do que
com o rim direito; L3 vai ser uma relação muito mais
importante com o rim direito.
Os rins possuem um polo superior, um inferior, uma margem
medial (concava) e uma margem lateral (convexa);
Margem medial faz uma comunicação importante com o
músculo Psoas maior.
M. Psoas maior= pega as últimas vértebras toráxicas e
vertebras lombares e vai em direção ao trocanter menor do
femor. Esse músculo tem uma relação importante com o
ureter;
Ureter passa anteriormente em relação ao Psoas maior
E o Psoas maior passa posteriormente em
relação ao ureter.
3 músculos que formam a parte muscular da parede do
abdome:
-M. diafragma
-M. transverso do abdome
-M. quadrado do lombo
Passam posterior ao rim e fazem essa parede posterior do
abdome.
MÚSCULOS ESSENCIAIS
Músculo psoas maior: medial ao rim
Músculo quadrado do lombo: posterior ao rim
Músculo transverso do abdome: posterior ao rim- nas
laterais
Músculo diafragma: posterior ao rim- mais superior
Ureter caminha com o músculo Psoas maior;
Ureter passa anterior a veia e artéria ilíaca para
chegar até a bexiga.
Em cima do rim temos a glândula suprarrenal.
📌 No diafragma temos a entrada da veia cava inferior,
passando por ele pelo forame da veia cava inferior.
📌 Chegando na veia cava inferior, temos as veias renais
📌 Veia drena- sai do órgão em direção ao coração
📌 Artéria irriga- sai do coração em direção ao órgão
📌 Veias renais vão em direção à veia cava inferior que
leva o sangue ao coração.
📌 Artéria aorta- sai do coração, passa pelo diafragma-
pela estrutura formada pelo diafragma- Hiato aórtico.
📌 Da artéria aorta abdominal vaisair as artérias renais
que vão irrigar os rins.
📌 Quando a veia cava inferior e artéria aorta estão no
nível ilíaco vai ocorrer ramificações delas= formando os
vasos ilíacos- artérias e veias ilíacas.
📌 Ureter caminha anterior ao Psoas maior e
anteriormente aos vasos ilíacos e chega na bexiga.
Estruturas que mantem os rins na sua devida localização:
Externamente ao rim:
Cápsula Adiposa ou Gordura Perirrenal= gordura em volta
do rim. (mais interna)
Fáscia renal: “cápsula em azul na imagem”
Gordura Pararrenal: está fora- em volta da fáscia renal -
mais externa.
Circundando o rim- Última porção interna dom rim= a
cápsula fibrosa= cápsula renal.
Luiza Becegatto
Fisiologia Renal 
As funções renais mantêm o ambiente interno estável,
necessário às células para a realização de suas várias
funções.
Órgãos Excretores; Órgãos Reguladores; Órgãos Endócrinos.
Órgãos excretores: 
excretam substâncias tóxicas, ureia, creatinina, produtos
da degradação da hemoglobina, metabólitos de vários
hormônios, fármacos (teste antidoping), pesticidas e
aditivos alimentícios.
Órgãos reguladores:
manter a homeostasia: a excreção de água e eletrólitos
deve ser cuidadosamente combinado com os respectivos
ganhos.
Menor ganho e maior excreção: quantidade de
água e eletrólitos no corpo aumentará.
Menor excreção e maior ganho: quantidade de água e
eletrólitos no corpo diminuirá.
• REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
A regulação ocorre pelo processo “Renina angiotensina
aldosterona”.
Obs.: Células justaglomerulares possuem a pró- renina
(esperando um estímulo para ser ativada, por isso possui o
“pró”).
ESTÍMULOS PARA LIBERAÇÃO DE RENINA
1. Quando há DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL, a
célula justaglomerular não sente uma pressão sobre ela, e,
então, essa célula é estimulada e libera a renina (ela é
uma célula mecanicamente sensível);
2. DIMINUIÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE NACL no filtrado
(túbulo contorcido distal), estimula a mácula densa a
liberar a PROSTAGLANDINA, que vai até a célula
justaglomerular e estimula a liberação de renina.
Obs.: pouco Na+ no organismo, o filtrado glomerular vai
ter pouca quantidade de Na+, ativando o SRAA.
3. LIBERAÇÃO DE ADRENALINA: também estimula as
células justaglomerulares a liberar renina.
Luiza Becegatto
SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA ALDOSTERONA
📌 Fígado produz uma globulina chamada
angiotensinogênio;
📌 A renina liberada pelas células justaglmerulares no
rim, age enzimaticamente sobre o angiotensinogênio (na
corrente sanguínea) - retirando frações de aa→
Formação do hormônio angiotensina I- função de
produzir ligeiras vasoconstrição pelo corpo.
📌 Essa angiotensina I anda pelo corpo e vai até o
pulmão (capilares pulmonares), onde com a ação da ECA
(Enzima Conversora de Angiotensina) se transforma em
Angiotensina II
Angiotensina II- muito vasconstritor
Angiotensina II vai até a neuro hipófise (SNC) e promove
a liberação de ADH (hormônio antidiurético);
📌 ADH- faz com que ocorra maior absorção de água
pelo rim, pelos néfrons- aumentando o volemia do sangue-
aumentando pressão arterial.
📌 Angiotensina II vai na glândula suprarrenal- fazendo
com que ocorra liberação de aldosterona
📌 Aldosterona- aumenta a absorção de sódio no rim-
aonde o sódio vai, a água vai atrás, aumentando o volume
do sangue e, consequentemente, AUMENTO DA PRESSÃO
ARTERIAL.
📌 Angiotensina II vai diretamente até o néfron e
aumenta também a absorção de sódio, e,
consequentemente, AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL
📌 Angiotensina II é degradada no sangue.
Luiza Becegatto

Mais conteúdos dessa disciplina