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Professora: Natália Salamoni
QUALIDADE DA ESTRUTURA QUALIDADE DO PROJETO
DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PROJETO
o Capacidade resistente
O projeto deve ser consistente de modo a assegurar a segurança à ruptura; 
o Desempenho em serviço 
A estrutura não pode apresentar danos que comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi 
projetada e deve ter capacidade de manter-se em condições plenas de utilização durante sua vida útil; 
o Durabilidade da estrutura
A estrutura deve ter capacidade de resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto 
pelo projetista estrutural e seu contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto. 
o Sistema estrutural adequado à função desejada para a edificação; 
o Ações compatíveis e representativas; 
o Dimensionamento e verificação de todos os elementos estruturais presentes; 
o Especificação de materiais e componentes apropriados e de acordo com os 
dimensionamentos efetuados; 
o Procedimentos de controle para projeto;
o O projeto de estrutura de alvenaria deve ser constituído por desenhos técnicos e especificações;
o Estes documentos devem conter todas as informações necessárias à execução da estrutura. 
o Especificações
Resistências características à compressão dos 
prismas ocos e cheios, e dos grautes;
Faixas de resistência média à compressão das 
argamassas;
Categoria, classe e diâmetro dos aços;
Resistência sugerida para os blocos ou tijolos
o Desenhos técnicos
Detalhamento das fiadas diferenciadas e elevações 
das paredes;
Posicionamento dos blocos ou tijolos especiais;
Detalhes de amarração das paredes;
Localização dos pontos grauteados e das armaduras;
Posicionamento das juntas de controle e de dilatação.
Verificação e análise crítica do projeto, realizadas com o objetivo de 
avaliar se o projeto atende aos requisitos aplicáveis
o Verificar se as premissas adotadas para o projeto estão de acordo com o previsto na NBR 16868-1 e 
se todos os seus requisitos foram considerados; 
o Analisar as considerações de cálculo e verificar os resultados dos cálculos; 
o Analisar os desenhos que compõem o projeto, inclusive os detalhes construtivos.
“A avaliação da conformidade do projeto é obrigatória e deve ser realizada antes da fase de 
construção e, de preferência, simultaneamente com a fase de projeto. Recomenda-se ao projetista 
da estrutura alertar o seu contratante sobre a obrigatoriedade da avaliação da conformidade do 
seu projeto nos termos previstos nesta subseção. Cabe ao contratante informar ao projetista da 
estrutura quem é o profissional responsável pela avaliação da conformidade do projeto.”
Em um sistema construtivo racionalizado, é inconcebível a 
hipótese de se rasgar paredes estruturais para a passagem das 
instalações. Essas práticas aplicadas às alvenarias de vedação 
devem ser eliminadas.
Rasgos reduzem a espessura da parede, que, no caso da 
alvenaria estrutural, constitui a própria estrutura resistente.
Com a racionalização serão evitados:
o Desperdício de mão de obra
o Desperdício de material
o Insegurança estrutural
o Retrabalho
Toda e qualquer instalação somente pode 
ser embutida na alvenaria verticalmente, 
ou seja, nos furos existentes nos blocos.
Assim, a instalação elétrica deve ser 
distribuída pela laje, sendo os pontos de 
consumo alimentados por descidas (ou 
subidas) sempre na vertical.
Instalações elétricas
Para a instalação dos pontos 
elétricos (tomadas e interruptores), 
existem blocos especiais que já 
apresentam o recorte necessário. 
Contudo, em razão do custo do 
bloco especial ser maior, muitas 
vezes opta-se por utilizar um bloco 
convencional, realizando-se, 
posteriormente, o corte na obra.
Instalações elétricas
Nos projetos, devem ser detalhadas todas 
as descidas de instalações por meio da 
paginação das paredes, deixando os 
espaços necessários para a passagem das 
tubulações.
Instalações hidráulicas
A maior dificuldade reside, 
geralmente, nas tubulações 
de água e esgoto, porém 
algumas medidas simples 
podem facilitar o percurso 
vertical das instalações, 
como a adoção de shafts e 
o agrupamento das 
instalações hidrossanitárias 
nas mesmas paredes.
Instalações hidráulicas
Pontos de água distribuídos em uma parede hidráulica 
compartilhada sem função estrutural
A criação de uma região única para 
áreas úmidas, como lavanderia, 
cozinha, banheiro e lavabo, não 
apenas diminui o número de shafts
para tubulações, mas também 
permite o compartilhamento das 
paredes hidráulicas (paredes que 
não podem ter função estrutural).
Instalações hidráulicas
Planta baixa humanizada com áreas úmidas concentradas
A fim de possibilitar a distribuição horizontal das tubulações, algumas soluções racionais podem ser adotadas:
Instalações hidráulicas
Tubulação no pisoBlocos estreitos
A laje, calculada para tal, é responsável por acomodar 
toda a passagem da tubulação. Essas instalações são, por 
fim, ocultadas pelo forro de gesso do pavimento inferior.
É possível usar blocos mais estreitos nas 
paredes de vedação, formando reentrâncias 
que permitem embutir tubulações.
O shaft pode ser 
independente da 
alvenaria, sendo 
fechado com placas 
de gesso ou 
cimentícias e 
permitindo fácil 
inspeção.
Instalações hidráulicas
A adoção de shafts (passagem vertical ou inclinada) também é uma boa alternativa para 
evitar o rasgo de paredes ou o embutimento de dutos e canos em paredes estruturais.
Ele também pode 
ter esperas em 
alvenaria e apenas 
o fechamento 
removível, 
permitindo a 
inspeção do 
espaço.
Instalações hidráulicas
A adoção de shafts (passagem vertical ou inclinada) também é uma boa alternativa para 
evitar o rasgo de paredes ou o embutimento de dutos e canos em paredes estruturais.
Dependendo do 
projeto, o shaft
pode ser 
aproveitado pelos 
dois lados da 
parede, sendo 
visitável em um ou 
ambos os lados.
Há igualmente 
shafts não 
visitáveis, em que 
o fechamento 
feito com a 
própria alvenaria, 
tornando o acesso 
mais difícil.
O responsável pelo projeto deve detalhar as 
alvenarias gerando plantas de primeira e segunda 
fiadas, bem como uma elevação de cada parede. 
Nas elevações, devem constar:
• posição de cada bloco; 
• existência de pontos elétricos e hidráulicos;
• vergas; 
• contravergas; 
• pontos de graute; 
• armaduras.
Edificação modulada demonstrando o encaixe entre os sistemas 
envolvidos para a concepção de um projeto em Alvenaria Estrutural
Esses detalhamentos visam ao incremento 
da racionalização do edifício, evitando os 
improvisos no canteiro de obras.
Portanto, a escolha do tipo de bloco e a 
modulação são responsáveis pela maior 
parte da racionalização obtida nas obras 
em alvenaria estrutural, tendo como 
referência a coordenação modular em 
ambas as direções (vertical e horizontal).
Edificação modulada demonstrando o encaixe entre os sistemas 
envolvidos para a concepção de um projeto em Alvenaria Estrutural
Recorte dos blocos para instalações 
elétricas e hidráulicas
Execução das escadas internas
Retirada da parede de sustentação
Preenchimento com graute
Tipo e execução da fundação
Execução de vergas e contravergas
Possíveis causas
Fundações – recalque diferencial
Configuração típica
Falta de homogeneidade do solo, cisalhamento da alvenaria devido ao assentamento 
sob corte e aterro, consolidação distinta do aterro carregado e rebaixamento do 
lençol freático devido ao recalque diferencial provocado pelo corte do terreno
Fissuras diagonais (próximo dos 45°) na direção do ponto de maior recalque com 
espessura variável. Se concentra nos pavimentos inferiores, mas dependendo da 
intensidade pode chegar aos pavimentos superiores
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Juntas de assentamento
Configuração típica
Problema nos materiais utilizados na composição da 
argamassa que comprometeram sua resistência
Fissuras escalonadas
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Encontro de paredesou mudança de espessura
Configuração típica
Causado pela chamada movimentação higroscópica, onde os 
materiais sofrem variações de dimensões devido a absorção de 
umidade e acabam se movimentando em uma intensidade muito 
diferente devido à inversão de sentido na alvenaria
Fissuras verticais no canto dos edifícios ou próximo as regiões de 
diferentes espessuras
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Expansão da argamassa de assentamento
Configuração típica
A expansão da argamassa é provocada por reações 
químicas dos elementos que a constituem
Fissuras horizontais (fissuras mapeadas) 
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Sobrecarga em aberturas
Configuração típica
Causadas pela concentração de tensões devido à abertura na alvenaria
Fissuras inclinadas que partem dos cantos das aberturas
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Expansão da laje
Configuração típica
Predominante nas lajes de cobertura que estão mais expostas a 
absorção de calor. Essa absorção de calor gera a expansão térmica da 
laje que provoca tração e cisalhamento nas paredes
Fissuras horizontais próximo a laje
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Retração da laje
Configuração típica
Está diretamente relacionado com a relação água/cimento. 
É gerada a rotação dos tijolos das fiadas próximas a laje devido ao 
encurtamento dos materiais nas reações de perda de água
Fissuras horizontais próximo a laje
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Ausência de juntas de dilatação
Configuração típica
Em painéis longos, a ausência de juntas de controle levam ao surgimento 
de concentrações de tensões ocasionando a aberturas de fissuras
Fissuras verticais
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Problemas na resistência à tração
Configuração típica
Resistência a tração do bloco de concreto é igual ou inferior a 
resistência a tração da argamassa
Fissuras no sentido do carregamento
Oliveira et al., 2016
Possíveis causas
Aberturas nos blocos
Configuração típica
As aberturas feitas nos blocos diminuem a resistência da unidade e, 
consequentemente, a resistência da alvenaria 
Fissuras percorrendo o caminho da tubulação ou nas regiões 
próximas a abertura no bloco
Oliveira et al., 2016
ABNT — ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13281: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos: requisitos. 
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ABNT. NBR 14974-1: Bloco sílico-calcário para alvenaria: parte 1: requisitos, dimensões e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2003.
ABNT. NBR 15270-2: Componentes cerâmicos: parte 2: blocos cerâmicos para alvenaria estrutural: terminologia e requisitos. Rio de Janeiro, 2005.
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ABNT. NBR 16868-3: Alvenaria Estrutural, Parte 3: Métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2020.
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PARSEKIAN, G. A.; MEDEIROS, W. A. Parâmetros de projeto de alvenaria estrutura com blocos de concreto. São Carlos: EdUFSCar, 2ª ed. 2021. 
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