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SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE Prof. Me. Anderson de Jesus Lima UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Aula 5: Sistemas de Abastecimento de Água ÁGUA NA TERRA Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 2 - Total de água na terra Total de água doce (2,5%) Água doce acessível (≈1,0%) ÁGUA NO BRASIL Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 3 - Oferta de recursos hídricos no Brasil Participação relativa do consumo total de água no Brasil HISTÓRICO ❖ 1500 a.c ➢ Primeira tubulação de distribuição de água ➔ Cidade de Knossos, na ilha de Creta. ❖ 4 a 14 D.C ➢ Distribuição de água por tubos; ➢ Cidade de Ephesus, Turquia. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 4 Mundo HISTÓRICO ❖ 100 d.C ➢ Aquedutos romanos; ➢ Tubulações de chumbo e ferro. ❖ Queda do Império Romano ➢ Transição de 1000 anos; ➢ Regressão nos conhecimentos sobre R.H; ➢ Condições de saneamento e saúde pública eram deploráveis na Europa ➔ muitas epidemias. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 5 Mundo HISTÓRICO ❖ 1237 – Primeiro sistema de abastecimento de água encanada de Londres, Inglaterra ➔ utilizava tubos de chumbo; ❖ 1455 – Primeira tubulação de ferro fundido no Castelo de Dillenburg, Alemanha; ❖ 1652 – Adutora de ferro fundido em Boston, Estados Unidos; ❖ 1664 – Palácio de Versailles na França – Adutora em ferro fundido com mais de 22 km. 6 Mundo HISTÓRICO ❖ 1754 – Pensilvânia – Primeiro sistema de abastecimento de água nos Estados Unidos; ➢ Bombas movidas a cavalos e distribuição da água com tubos de ferro fundido. ❖ 1764 – Popularização dos sistemas de abastecimento com a invenção de elevatórias de águas com bombas a vapor; 7 Mundo HISTÓRICO ❖ Rio de Janeiro: primeira cidade ➢ 1561 – Primeiro sistema de abastecimento de água no Brasil ➔ escavação de um poço; ➢ 1673 – Início das obras de adução na cidade; ➢ 1723 – Construção do primeiro aqueduto ➔ construção de arcos até chafariz público; ➢ 1750 – Aqueduto Carioca, com 13 km; ➢ 1810 – mais de 20 chafarizes públicos; ➢ 1860 – Distribuição de 8 milhões de litros por dia; ➢ 1876 – Primeiro sistema de abastecimento de água encanada. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 8 Brasil HISTÓRICO ❖ São Paulo ➢ 1744 – Primeiro chafariz público; ➢ 1746 – Adutoras para abastecer conventos de Santa Teresa e da Luz; ➢ 1842 – Primeiro projeto de adução e distribuição de água. ❖ Implantação de sistemas em outras cidades: ➢ 1861 – Porto Alegre, RS; ➢ 1870 – Santos, SP; ➢ 1891 – Campinas, SP; ➢ 1897 – Belo Horizonte, MG. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 9 Brasil HISTÓRICO ❖ A produção açucareira induziu também a incorporação tecnológica aplicada à engenharia de construção de canais, uma vez que em 1825, o deputado Eusébio Vanério, representante de Sergipe, solicitou ao Imperador Pedro I autorização para que se construísse um canal que ligasse os rios Pomonga e Japaratuba, beneficiando o comércio do açúcar. A canalização dos rios e a interligação de todas as bacias foram ideais cultivados em Sergipe durante todo o século XIX; ❖ Em 14 de maio de 1849 a lei provincial 258 autorizou a abertura de um canal que ligasse todas as bacias da Província de Sergipe, do rio São Francisco ao rio Real Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 10 Sergipe HISTÓRICO ❖ Em 1890, os comerciantes João Victor de Matos e José Alves Costa criaram a Companhia de Abastecimento de Água para canalizar as águas do rio Pitanga; ❖ Em 1909, ocorre a implantação do serviço de distribuição de água encanada em Aracaju, captada no rio Pitanga e fornecida in natura; ❖ Apenas 14 anos depois: Problemas! ➢ falta de manutenção; ➢ falta de tratamento da água; ➢ problemas de filtragem; ➢ tubulações desniveladas e estreitas; ➢ expansão da malha urbana. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 11 Sergipe HISTÓRICO ❖ Graccho Cardoso contratou, em 1923, o escritório do engenheiro Francisco Saturnino de Brito para a realização de um diagnóstico da situação do abastecimento de água da capital ❖ No mesmo ano a empresa que fez o diagnóstico iniciou as obras de reconstrução da rede de abastecimento de água de Aracaju: ➢ rede de tubos foi reconstruída; ➢ reservatório foi duplicado; ➢ foi instalado um sistema de pré-filtração no rio Pitanga, no qual era feita a captação. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 12 Sergipe HISTÓRICO ❖ O abastecimento de água em Aracaju iria apresentar sintomas de graves dificuldades nas décadas de 60 e 70, em face do crescimento populacional e da demanda industrial. ❖ A Lei nº 1195 cria o Departamento de Saneamento de Sergipe (DESO) em 13 de Agosto de 1963. ❖ Na década de 80, contudo, a inauguração da Adutora do São Francisco resolveu tal problema, captando água no rio São Francisco, e transportando-a por mais de 100 quilômetros para a capital do Estado de Sergipe. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 13 Sergipe SISTEMAS ANTIGOS ❖ Primeiro estudo sobre perdas: 1881 – Na Escócia ➔ índice de perda de 77%; ❖ No Brasil (2018): 38,5% ❖ No Japão: < 2% Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 14 Problemas SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Promoção da qualidade de vida ➔ Prevenção de doenças ➔ Promoção da Saúde. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 15 Importância SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Sistema de Abastecimento de Água (SAA): é a infraestrutura que visa fornecer ao usuário de boa qualidade para seu uso, quantidade adequada e pressão suficiente; ❖ Concepção: conjunto de estudos e conclusões referentes ao estabelecimento de todas as diretrizes, os parâmetros e as definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema de abastecimento de água que se pretende projetar. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 16 Conceitos SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Objetivos da Concepção ➢ Identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes; ➢ Diagnóstico do sistema existente; ➢ Estabelecimento de parâmetros básicos de projeto; ➢ Pré-dimensionamento das unidades dos sistemas para estudo de alternativas; ➢ Escolha da alternativa mais adequada mediante comparação técnica, econômica e ambiental; ➢ Estabelecimento das diretrizes gerais de projeto e quantidades de serviços a serem executados. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 17 Conceitos SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 18 Partes Constituintes SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Captação: é o conjunto de estruturas e dispositivos, construídos ou montados junto a um manancial, para a retirada de água destinada a um sistema de abastecimento. ❖ Manancial: fonte para suprimento de água. ➢ Manancial superficial: rios, lagos, açudes. ➢ Manancial subterrâneo: surgências naturais, poços rasos ou profundo, drenos filtrantes. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 19 Captação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Estação elevatória é um componente essencial dos sistemas de abastecimento de água, podendo ser utilizada na captação, adução, tratamento e distribuição de água. ❖ Equipamento eletromecânico: ➢ Motor, bomba; ❖ Tubulações: ➢ Sucção, barrilete, recalque. ❖ Construção civil: ➢ Poço de sucção, casa de bomba. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 20 Estação Elevatória SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 21 Estação Elevatória SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Adutora consiste em um conjunto de tubulações, peças especiais e obras de arte, destinado a conduzir a água entre as unidades que antecedem a rede de distribuição. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 22 Adução SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação das adutoras Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 23 Adução C la ss if ic aç ão Quanto à natureza da água transportada Adutoras de água bruta Adutoras de água tratada Quanto à energia para movimentação da água Adutora por gravidade Conduto livre Conduto forçado Adutora por recalque Adutoras mistas SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Adutoras por gravidade Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 24 AduçãoConduto forçado Conduto livre Conduto livre e forçado SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Adutoras por recalque Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 25 Adução Recalque simples Recalque duplo SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Água como solvente universal ❖ Poluição dos corpos hídricos ❖ Doenças de veiculação hídrica ❖ O tratamento de água consiste em melhorar suas características organolépticas, físicas, químicas e microbiológicas, a fim de que se torne adequada ao consumo humano; ❖ ETA Convencional – Tratamento por ciclo completo: ➢ Coagulação ➔ Floculação ➔ Decantação ou Flotação ➔ Filtração ➔ Correção de pH ➔ Flouretação ➔ Desinfecção. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 26 Estações de Tratamento de Água (ETA) Necessidade de tratamento SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ ETA – Ciclo Completo Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 27 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Mistura Rápida/Coagulação ➢ Calha Parshall: unidade de mistura rápida (dispersão de coagulante); medidor de vazão; ➢ Coagulante: produtos químicos que alteram a distribuição de cargas das impurezas de modo a quebrar a energia de repulsão existentes entre eles, facilitando a formação de flocos. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 28 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Mistura Rápida/Coagulação Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 29 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Mistura Lenta/Floculação ➢ Processo de juntar as partículas coaguladas ou desestabilizadas para formar massas maiores ou flocos, permitindo sua separação por sedimentação ou filtração; ➢ Os floculadores poderão ser hidráulicos, com utilização de chicanas, ou mecanizados. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 30 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Mistura Lenta/Floculação Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 31 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Decantação ou Sedimentação ➢ É um processo dinâmico e físico de separação de partículas sólidas suspensas nas águas; ➢ Utiliza força gravitacional ➔ separa partículas com densidade superior a da água ➔ depositando em uma superfície. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 32 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Decantação ou Sedimentação Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 33 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Filtração ➢ Destina-se a remover partículas em suspensão não retidas no decantador ou no flotador; ➢ Passagem da água em um meio granular (cascalho, areia, antracito); ➢ Correção de erros das etapas anteriores; ➢ Tipos: Pré-filtros, Filtros lentos, Filtros rápidos. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 34 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Filtração Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 35 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Filtração Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 36 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Desinfecção ➢ Consiste na inativação dos micro-organismos patogênicos, realizada por intermédio de agentes físicos e/ou químicos; ➢ Esterilização x Desinfecção; ➢ Principais agentes desinfetantes: ▪ Cloraminas; ▪ Dióxido de cloro; ▪ Ozônio; ▪ Radiação Ultravioleta; ▪ Cloro (cloro gasoso, hipoclorito de sódio e Hipoclorito de cálcio). Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 37 Estações de Tratamento de Água (ETA) Físicos Temperatura Filtração Radiação Químicos Fenóis Halogênios Álcoois Metais pesados Ácidos Bases SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Desinfecção ➢ Requisitos de um bom desinfetante: ▪ Destruir em tempo rápido ao agentes patogênicos ▪ Atividade antimicrobiana; ▪ Solubilidade e estabilidade na fase líquida; ▪ Inocuidade para seres humanos e animais; ▪ Ausência de combinação com materiais estranhos; ▪ Toxidade para microrganismos em temperatura ambiente; ▪ Ausência de poderes corrosivos e tintoriais; ▪ Disponibilidade Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 38 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Desinfecção Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 39 Estações de Tratamento de Água (ETA) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Atendimento às variações de consumo: ➢ o reservatório permite adotar uma vazão constante para projeto da captação, estação elevatória, adutora de água bruta e ETA ➔ reduz custos e facilita operação (Q=constante); ❖ Atendimento às demandas de emergência: ➢ quando ocorrem problemas à montante do reservatório, a unidade pode suprir temporariamente os consumidores. Quando for previsto o armazenamento de água para incêndio, o reservatório contribui para a segurança da comunidade. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 40 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Manutenção da rede de distribuição Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 41 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 42 Reservação Quanto à localização no sistema De montante De Jusante Quanto à localização no terreno Enterrado Semienterrado Apoiado Elevado Quanto à sua forma Circular Retangular Quanto ao tipo de material Concreto Aço Poliéster armado com fibras Outros (madeira, alvenaria...) SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Localização no sistema: ➢ Reservatório de montante Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 43 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Localização no sistema: ➢ Reservatório de jusante: ▪ Recebe água durante as horas de menor consumo e auxilia o abastecimento durante as horas de maior consumo; ▪ Este reservatório possibilita uma menor oscilação de pressão nas zonas à jusante da rede. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 44 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Localização no sistema: ➢ Reservatório de jusante: Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 45 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Localização no terreno: Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 46 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Localização no terreno: Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 47 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Forma: ➢ Deve proporcionar máxima economia em fundação, estrutura, área, equipamentos, etc. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 48 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Forma: Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 49 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Classificação dos reservatórios – Tipo de Material: ➢ Seleção do material: estudo econômico e técnico, disponibilidade do material e de mão-de-obra, condições da fundação, agressividade do solo, água e ar. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 50 Reservação SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ É o conjunto de tubulações, conexões, registros e peças especiais do sistema de abastecimento de água, destinados a distribuir a água de forma contínua e como pressão adequada aos consumidores; ❖ De acordo com a disposição das canalizações principais e o sentido de escoamento nas tubulações secundárias, as redes são classificadas em: ramificadas, malhadas ou mistas. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 51 Redes de Distribuição SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Redes Ramificadas ➢ O abastecimento é feito a partir de uma tubulação tronco (alimentada por um reservatório ou através de uma EE). ➢ A distribuição de água é feita diretamente para os condutos secundários, sendo conhecido o sentido da vazão em qualquer trecho. ➢ Um acidente que interrompa o escoamento em uma tubulação, compromete o abastecimento nas tubulações a jusante. ➢ É usual somente quando a topografia e os pontos a seremabastecidos não permitem o traçado da rede malhada ➢ Exemplo: cidades ou bairros com desenvolvimento linear pronunciado ➔ comum no litoral. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 52 Redes de Distribuição SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Redes Ramificadas Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 53 Redes de Distribuição SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Redes Malhada ➢ Constituídas por tubulações principais que formam anéis ou blocos. ➢ Permitem abastecer qualquer ponto do sistema por mais de um caminho, impondo maior flexibilidade em satisfazer as demanda e manutenção da rede, com o mínimo de interrupção no fornecimento de água. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 54 Redes de Distribuição SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ❖ Redes Malhada Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 55 Redes de Distribuição VIGILÂNCIA E POTABILIDADE DA ÁGUA ❖ Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde: ➢ Capítulo V: Controle e da Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano e seu Padrão de Potabilidade; ▪ Padrão de potabilidade: Anexo XX. ➢ Capítulo VI: Planos de amostragem Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 56 PRC n° 5/2017 do Ministério da Saúde VIGILÂNCIA E POTABILIDADE DA ÁGUA ❖ Padrão de Potabilidade Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 57 PRC n° 5/2017 do Ministério da Saúde Parâmetro Valores pH 6,0 – 9,5 Turbidez (uT) 5 Cor aparente (uH) 15 Dureza total CaCO3 (mg/L) 500 Sódio (Na+) 200 Sólidos totais dissolvidos – STD (mg/L) 1000 Cloro residual livre (mg/L) 0,2-2,0 (VMP=5,0) Coliformes (NMP/100mL) Ausência/100mL Bactérias heterotróficas (UFC/100mL) Ausência/100mL CONSUMO DE ÁGUA ❖ O dimensionamento das tubulações, estruturas e equipamentos que compõem o sistema de abastecimento de água são função das vazões de água. ❖ As vazões dependem de: ➢ Consumo per capita; ➢ Número de habitantes; ➢ Variações das demandas; ➢ Consumos especiais Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 58 - CONSUMO DE ÁGUA ❖ Doméstico; ❖ Comercial; ❖ Industrial; ❖ Público; ❖ Classificação ➔ Cobrança Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 59 Classificação dos consumidores CONSUMO DE ÁGUA ❖ Definição: quantidade de água usada em um dia, em média, por um habitante, normalmente expresso em litro/habitante por dia (L/hab.d). ❖ O consumo de água de um setor de abastecimento pode ser determinado por: ➢ Leitura de hidrômetros: ▪ Consumo efetivo per capita (qe). ➢ Leitura do macromedidor instalado na saída do reservatório: ▪ Consumo per capita (q) ➢ Estimado (quando não existe medição): ▪ Adota-se valores de consumo médio per capita de água e os coeficientes de variação da vazão de comunidades com características semelhantes. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 60 Consumo per capita CONSUMO DE ÁGUA ❖ Perdas na distribuição (IN049): Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 61 Consumo per capita Manutenção Bombeiros CONSUMO DE ÁGUA ❖ Consumo doméstico ➔ grade variação ❖ Consumo público e comercial ➔ variação intermediária ❖ Consumo industrial ➔ menor variação Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 62 Variações no consumo CONSUMO DE ÁGUA ❖ Tipos de variações: ➢ Variação anual: o consumo tende a crescer com o decorrer do tempo, devido ao aumento da população. Melhores condições de vida e aumento das industrias ➔ maior consumo; ➢ Variação mensal: maior consumo no verão (oposto no inverno); ➢ Variação diária: maior consumo em datas especiais e dias mais quentes; ➢ Variação horária: maior consumo das 10 às 14h ➢ Variação instantânea: geralmente ocorre na ponta da rede, quando atende edificações desprovidas de reservatório. Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 63 Variações no consumo CONSUMO DE ÁGUA ❖ Tipos de variações: ➢ Variações diárias: Coeficiente do dia de maior consumo (K1) Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 64 Variações no consumo • Para cálculo devem ser excluídos os consumos dos dias que ocorreram acidentes! • NBR 12211/92 ➔ cálculo de K1 ➔ 5 anos, no mínimo, de dados consecutivos! Importante CONSUMO DE ÁGUA ❖ Tipos de variações: ➢ Variações diárias: Coeficiente do dia de maior consumo (K1) Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 65 Variações no consumo CONSUMO DE ÁGUA ❖ Tipos de variações: ➢ Variações horárias: Coeficiente da hora de maior consumo (K2) Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 66 Variações no consumo CONSUMO DE ÁGUA ❖ Tipos de variações: ➢ Variações horárias: Coeficiente da hora de maior consumo (K2) Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 67 Variações no consumo VAZÕES DE DIMENSIONAMENTO ❖ O dimensionamento das diversas partes de um sistema de abastecimento deve ser feitos para as condições de demanda máxima, para que o sistema não funcione deficientemente durante algumas horas do dia ou dias do ano; Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 68 - ➢ Obras a montante do reservatório: dimensionadas para atender a vazão média do dia de maior consumo do ano. ➢ Obras a jusante do reservatório: dimensionadas para a maior vazão demandada no dia de maior consumo e na hora de maior consumo. ➢ Reservatório: permite suportar as oscilações da rede! VAZÕES DE DIMENSIONAMENTO Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 69 - • P: população a ser atendida (hab); • q: consumo médio per capita incluindo as perdas de água (l/hab.dia); • K1: coeficiente de dia de maior consumo; • K2: coeficiente de hora de maior consumo; • Qe: Vazão de consumo específica (l/s); • CETA: Consumo na ETA (1/(1-Consumo(%)). 𝐐𝐚 = 𝐤𝟏𝐏𝐪 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 + 𝐐𝐞 𝐂𝐄𝐓𝐀 𝐐𝐛 = 𝐤𝟏𝐏𝐪 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 + 𝐐𝐞 𝐐𝐜 = 𝐤𝟏𝐤𝟐𝐏𝐪 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 + 𝐐𝐞 Exercício 1 ❖ Utilizando as leituras de um medidor de vazão instalado na saída de um reservatório, da leitura de hidrômetros domiciliares apresentados na Tabela 1; e população atendida de 20.000 habitantes, calcular: (a) Consumo per capita (b) Consumo efetivo per capita (c) Índice de perdas do sistema Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 70 - Exercício 1 Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 71 - Exercício 1 ❖ Baseando-se nos dados fornecidos referentes ao dia de maior consumo e à hora de maior consumo, foram obtidos os seguintes coeficientes: ❖ Além desses dados, verificou-se que na região haveria a instalação de alguns empreendimentos que demandavam um consumo de água especial. O levantamento feito pelo engenheiro levou às seguintes vazões para os respectivos empreendimentos: Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 72 - • População: 250.000 hab • K1 (coeficiente do dia de maior consumo): 1,2 • K2 (coeficiente da hora de maior consumo): 1,6 • Consumo de água na ETA: ≅ 7% da vazão total captada • Consumo per capita: 200 L/(hab.dia). Dados Exercício 1 (a) Adução de água bruta (b) Adução de água tratada (c) Vazão de distribuição Prof. Me. Anderson de Jesus Lima 73 -