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Infraestrutura de Transporte 
ALUNOS: Geovanna Devoti, Maisa, Leandra, Ana Laura Joventino, Ana Luíza, Anna Laura Ribeiro, Gabrielly, Giovana Rezende, Maria Tereza, Nicolly, Pedro, Heloisa e Isadora
TURMA: 2° Agroindústria 
Ferrovias
As ferrovias surgiram no mundo na primeira metade do século XIX como parte da Revolução Industrial. O primeiro trem a vapor foi construído na Inglaterra em 1804 e, desde então, as ferrovias se espalharam pelo mundo, estimulando a industrialização e o comércio.
Mapa das ferrovias do Mundo.
As ferrovias desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no século XIX. Esses países foram pioneiros em extensas redes ferroviárias, trazendo muitos benefícios significativos. Nos Estados Unidos, a expansão das ferrovias foi fundamental para fortalecer a fronteira e abrir o oeste americano. As ferrovias conectavam áreas rurais remotas a cidades e centros industriais, permitindo o movimento eficiente de mercadorias e pessoas. A construção de ferrovias estimulou o comércio e a industrialização, contribuindo para o crescimento econômico do país. 
Além disso, as ferrovias foram cruciais para a colonização e o desenvolvimento agrícola, permitindo que a produção em massa fluísse para os mercados. Na Grã-Bretanha, a introdução de ferrovias durante a Revolução Industrial trouxe melhorias significativas no sistema de transporte e facilitou o crescimento das indústrias têxtil, siderúrgica e de carvão. As ferrovias permitiram a rápida expansão das cidades industriais, ligando-as a recursos naturais como minas de carvão e portos. Isso permitiu que os produtos britânicos fossem exportados para todo o mundo, consolidando a posição do país como uma grande potência industrial da época. 
Além do aspecto econômico, as ferrovias também tiveram um papel importante na transformação social. Além de facilitar o fluxo de informações e ideias, proporcionam maior mobilidade para as pessoas, permitindo deslocamentos mais rápidos e convenientes. Os caminhos-de-ferro tiveram também um grande impacto no desenvolvimento urbano, influenciando a expansão das cidades e a organização dos espaços urbanos.
Em conclusão, as ferrovias foram cruciais para o desenvolvimento e modernização da sociedade do século XIX, tanto nos Estados Unidos quanto na Grã-Bretanha. Eles impulsionam o crescimento econômico, facilitam o comércio e a industrialização, proporcionam maior mobilidade e contribuem para a transformação social.
No Brasil, as ferrovias também foram introduzidas na segunda metade do século XIX. A primeira linha férrea do país foi inaugurada em 1854, ligando Puerto Mauá, na Baía de Guanabara, ao bairro de Raiz da Serra, no Rio de Janeiro. A principal rede ferroviária desenvolveu-se principalmente no século XX, com destaque para a Rede Ferroviária Federal (RFFSA). 
Algumas das principais ferrovias do país incluem a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a Estrada de Ferro Vitória-Minas, a Estrada de Ferro Carajás e a Ferrovia Norte-Sul. As ferrovias são economicamente importantes no Brasil, utilizadas principalmente para o transporte de mercadorias como minério, grãos e produtos industriais. Representam uma alternativa ao transporte rodoviário mais eficiente e menos onerosa em termos de custo e impacto ambiental.
No Brasil, algumas das principais ferrovias que existem atualmente são: Ferrovia Norte-Sul considerada uma das principais ferrovias do país, atravessando os estados de Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Ela se liga ao Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo, e possui conexões com outras ferrovias, facilitando o transporte de cargas em diferentes regiões; ferrovia Centro-Atlântica é operada pela VLI Logística, ela conecta o estado de Minas Gerais a estados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Ela possui ligações com a Ferrovia Norte-Sul e com o Porto de Tubarão, no Espírito Santo; estrada de Ferro Carajá pertencente à mineradora Vale, a Ferrovia Carajás liga a região produtora de minério de ferro de Carajás, no Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís. A linha tem conexão com a Ferrovia Norte-Sul, estrada de Ferro Vitória a Minas também operada pela Vale liga as cidades de Vitória, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ela é conhecida principalmente pelo transporte de minério de ferro, mas também transporta outros tipos de carga.
Ferrovia Norte Sul.
Ferrovia Centro-Atlântica 
Ferrovia Carajás 
Em 1990, ocorreu a conhecida Lei de Licitações e Contratos, no Brasil. Essa lei estabeleceu as normas gerais sobre licitações e contratos administrativos, e foi justamente essa legislação que permitiu a privatização das ferrovias no país. A partir da aprovação da Lei de Licitações, o governo brasileiro passou a ter o respaldo jurídico necessário para realizar processos licitatórios e conceder à iniciativa privada a administração, operação e manutenção das ferrovias. Ou seja, a lei estabeleceu as regras para que a gestão das ferrovias deixasse de ser exclusivamente estatal e fosse transferida para empresas privadas. A privatização das ferrovias no Brasil teve início nos anos 1990, seguindo um modelo de concessões. A ideia era atrair investimentos privados para modernizar e melhorar a infraestrutura ferroviária do país, visando aumentar a eficiência do transporte de cargas e promover o desenvolvimento econômico do setor. O processo de privatização das ferrovias continuou nas décadas seguintes, com diversas concessões e leilões de trechos e malhas ferroviárias.
Atualmente, muitas empresas que operam ferrovias no Brasil foram privatizadas desde a década de 1990. As principais empresas que operam ferrovias privatizadas incluem Rumo Logística, MRS Logística, VLI Logística e América Latina Logística (ALL).
No governo de JK (Jucelino Kubitschek), entre 1956 e 1961, várias ferrovias foram construídas no Brasil para impulsionar a economia do país. Principais ferrovias nesse período:
1 - Ferrovia Centro-Atlântica (FCA): Conhecida como "Ferrovia da Integração Nacional", foi inaugurada em 1959 e ligava os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Rio de Janeiro. Sua maior importância era a conexão entre as regiões que produziam minério de ferro e de café com os portos de exportação, além disso, estimulava o turismo, indústria e o comércio ao longo do seu traçado.
2 - Estrada de Ferro Carajás (EFC): Foi durante o governo de Juscelino Kubitschek (em 1984) que a construção da EFC começou a ser planejada. A ferrovia liga a região produtora de minério de ferro de Carajás ao porto de São Luís. A ferrovia é uma das mais importantes para o transporte de cargas no país, assim possibilitando a exportação de grandes volumes de minério de ferro.
3 - Ferrovia Noroeste do Brasil (FNOB): Essa ferrovia fazia parte do Plano de Metas de JK e tinha como objetivo integrar o território brasileiro, ligando a região central do país à região Amazônica. a FNOB chegou até Porto Velho (iniciado em 1954) e teve um impacto significativo no desenvolvimento econômico da região, proporcionando a integração às áreas isoladas e o transporte de mercadorias e pessoas. Todas essas ferrovias foram muito importante para a integração e para o desenvolvimento econômico no Brasil. Elas possibilitaram o transporte mais eficiente de mercadorias, como o minério de ferro e café, para os portos de exportação. As ferrovias contribuíram para a expansão de áreas isoladas e a integração do território brasileiro, promovendo o crescimento econômico e social do país.
Atualmente, as ferrovias têm voltado a ganhar importância no Brasil. Nos últimos anos, houve um aumento nos investimentos e na modernização da infraestrutura ferroviária do país. Isso se deve a alguns fatores, como a busca por alternativas mais sustentáveis e eficientes para o transporte de cargas, o aumento da demanda por transporte ferroviário e a necessidade de reduzir os congestionamentos nas estradas. Além disso, o governo brasileirotem incentivado a expansão e o desenvolvimento das ferrovias, principalmente por meio de parcerias público-privadas (PPPs) e da concessão de trechos ferroviários para a iniciativa privada. Essas medidas têm fomentado a construção de novas linhas e a modernização das existentes, visando uma maior integração logística e o aumento da competitividade do país.
Existem várias diferenças e custos benefícios entre os transportes ferroviários e rodoviários, alguns a considerar são a capacidade de carga. O transporte ferroviário tem uma capacidade de carga maior em comparação com o transporte rodoviário. Os trens têm a capacidade de transportar grandes volumes de mercadorias em um único carregamento, enquanto os caminhões têm uma capacidade de carga limitada. 
Eficiência energética, os trens são geralmente mais eficientes em termos de consumo de combustível por tonelada transportada do que os caminhões. Isso ocorre porque os trens utilizam energia elétrica ou diesel em grandes motores, enquanto os caminhões possuem motores menores e menos eficientes, custo de transporte, os custos de transporte ferroviário tendem a ser inferiores aos custos de transporte rodoviário em longas distâncias. Isso ocorre porque os trens podem transportar grandes quantidades de carga de uma só vez, reduzindo os custos operacionais por tonelada transportada. Impacto ambiental, o transporte ferroviário é geralmente considerado mais amigável ao meio ambiente do que o transporte rodoviário. Os trens emitem menos gases de efeito estufa por tonelada transportada e também geram menos poluição do ar em comparação com caminhões, além de flexibilidade e alcance e velocidade de entrega, o transporte rodoviário é geralmente mais rápido que o transporte ferroviário em distâncias curtas.
 Caminhões podem ser mais ágeis e mais rápidos nas estradas, permitindo entregas rápidas e diretas. No entanto, em longas distâncias, os trens podem ser mais rápidos, pois não estão sujeitos a congestionamentos e controles de fronteira. Em termos de custos benefícios, os custos operacionais mais baixos, maior capacidade de carga e menor impacto ambiental do transporte ferroviário podem torná-lo uma opção mais vantajosa em situações em que grandes volumes de carga precisam ser transportados em longas distâncias. O transporte rodoviário é geralmente mais adequado para entregas urgentes, acesso a áreas remotas e para transportar cargas menores em distâncias curtas. A escolha entre os dois modos de transporte depende das necessidades específicas de cada situação.
Existe uma rodovia atualmente em construção e que tem ligação com o Pacífico, essa rodovia, é a rodovia Interoceânica. Ela faz parte de um projeto de integração regional e conecta o Brasil ao Peru, atravessando a parte ocidental da América do Sul. A rodovia começa na cidade brasileira de Rio Branco, no estado do Acre, e segue até a cidade peruana de Puerto Maldonado, na região de Madre de Dios. Ela tem como objetivo facilitar o comércio e a integração econômica entre os países da região, proporcionando uma rota terrestre direta entre o Brasil e o Oceano Pacífico.
Impactos Ambientais:
Os impactos ambientais das ferrovias incluem fragmentação do habitat, poluição sonora e contaminação do solo e da água por produtos químicos usados no transporte de carga. É importante ressaltar que esses impactos variam de acordo com a localização e operação de cada ferrovia. 
Rodovias
Rodovias são vias de trânsito terrestre que foram construídas, a partir do século XIX, para substituir as estradas antes utilizadas por carruagens. As rodovias, diferente das estradas, consistem em vias rurais pavimentadas. Elas são utilizadas para ligar pontos mais distantes e também para transportes de passageiros e cargas. O Brasil possui 1.720.700 quilômetros de estradas e rodovias, isso faz do país o dono da 4ª maior malha rodoviária do mundo. A primeira rodovia pavimentada ligava o Rio de Janeiro a Petrópolis e foi inaugurada em 1928, quando Washington Luís já era presidente. 
O transporte rodoviário aquece a economia do país. Isso porque ele é o principal meio da atividade logística, viabilizando a distribuição de cerca de 65% das cargas brasileiras. A maioria das cargas são transportadas por carretas e caminhões. 
Imagem mostra a evolução dos caminhões 
As rodovias são muitos má conservadas e muito precárias, e isso faz com que aumente o risco de acidente nas rodovias. A distribuição do número de acidentes com vítimas em rodovias federais policiadas por região indica que o Sudeste, Sul e Nordeste são as mais críticas. Especificamente, Minas Gerais, Santa Catarina, e Paraná concentram o maior número de acidentes com vítimas. Ao mesmo tempo São Paulo é o estado que apresentam as 10 melhores rodovias do país e Minas Gerais é o estado com a maior malha rodoviária, conforme dados disponíveis na Pesquisa CNT de Rodovias 2017. 
Em 2017, os principais tipos de veículos envolvidos nos acidentes que causaram morte foram o automóvel, a motocicleta e o caminhão, com 49%, 27% e 12%, respectivamente. E os principais tipos de acidentes dos veículos foram a colisão (58%), saída da pista (14%), capotamento / tombamento (12%) e atropelamento (7%).
 
O transporte intermodal é aquele feito por meio da utilização de mais de um modal. Nesse caso, os documentos de transporte são expedidos de forma individual para cada operação, além da responsabilidade entre os transportadores serem divididas de acordo com o trajeto de transporte.
Alguns dos impactos ambientais gerados por rodovias são: alteração da superfície geomorfológica, erosão, assoreamento e inundação: as obras modificam a superfície topográfica local. Além disso, a movimentação do solo e a perda da cobertura vegetal, a impermeabilização e a compactação do solo podem gerar impactos como erosão, assoreamento e inundação
As rodovias funcionam como um obstáculo que impede o animal de atravessar. Não é raro ver animais mortos nas pistas das rodovias. por atropelamento nas rodovias do país. 
Hidrovias/ Portos 
O transporte marítimo e hidroviário surgiu no mundo Desde 8.000 a.c., já existem relatos na sociedade da utilização de pequenas embarcações e navios no mar. Assim, só Foi no início desse século que países como Inglaterra, Portugal, Espanha e Holanda passaram a contar com navios cada vez mais engenhosos e capazes de cruzar o oceano sem naufragarem. Como fruto desse avanço, os países europeus viveram o período das Grandes Navegações, que teve como principal objetivo de conquistar terras bem distantes e povos que ainda não dominavam os mares. 
Mapa das hidrovias do mundo
No caso do Brasil, as construções das hidrovias no país iniciaram a partir da década de 80, sendo que a concentração das hidrovias mais utilizadas está na região sudeste e sul do país, por exemplo nos trechos das hidrovias Tietê-Paraná e Taguari-Guaíba. Contudo, grande parte dos rios do Brasil apresentam dificuldade de navegação (Rio Grande, Tietê, Paraná, São Francisco, etc.), por serem rios de planaltos, e os rios de planícies, por exemplo, o rio Paraná e o rio Amazonas estão longe dos maiores centros industriais. Mesmo assim, alguns deles são capazes de possibilitar o transporte por navios e barcas sem nenhum tipo de correção, com destaque para boa parte das bacias do Amazonas e do Paraguai. Alguns outros são navegáveis, mas necessitam de obras, como a construção de eclusas e dragagens. Outro fator, é que as hidrovias do Brasil não desembocam no oceano, o que encarece o custo do transporte, uma vez que a carga passa por outros portos antes, demorando para chegar ao destino final.
Mapa mostra as Hidrovias do Brasil
Mapa mostra os portos do Brasil
Aspectos históricos do transporte marítimo:
 Os barcos surgiram quase que ao mesmo tempo que a existência do homem racional, assim como ele criou ferramentas como a roda, machados, potes e outros, criou também um meio de transporte que o levasse para locais que antesnão eram desbravados por ele. 
O transporte marítimo aparece na história dos Vikings e outras civilizações, como na era das navegações, que permitiu que países europeus descobrissem outras terras e as dominassem para seu próprio benefício. 
Inicialmente os navios eram fabricados em madeira e, mais tarde, com materiais mais avançados, à medida que iam sendo descobertos. Outros fatores também contribuíram para melhorar o transporte marítimo de mercadorias. 
 Entretanto, os avanços significativos nessa área só foram notados a partir do século XVI
Principais empresas que atuam no transporte marítimo
 As 10 maiores companhias marítimas do mundo em 2022, de acordo com a Alphaliner, foram MSC, MAERSK, CMA CGM , COSCO GROUP , HAPAG-LLOYD , EVERGREEN, ONE, HMM , YANG MING MARINE E ZIM.
MSC
COSCO SHIPPING
YANG MING 
Modernização e precariedade:
As hidrovias e portos veem se modernizando ao longo dos anos, e a muitas precariedade juntos a essa modernização, como por exemplo, as nossas hidrovias não desembocam no oceano e isso aumenta muito os custos com o transporte e logística, outras das precariedade é a lentidão ao longo do tempo para realização dos deslocamentos. Já em relação aos portos, os principais fatores que limitam a logística portuária no país são: Baixo investimento em obras de infraestrutura; Alto volume de burocracia; Transporte rodoviário deficiente e pouco pavimentado; Malha ferroviária com trilhos inutilizáveis; Infraestrutura deficiente para cabotagem.
As metas principais da reestruturação do sistema portuário eram: aumentar a produtividade; racionalizar o ambiente de trabalho; estimular a participação do setor empresarial na exploração de terminais privados; incentivar a participação direta dos usuários do porto, particularmente exportadores e importadores.
 Existe uma lei, que é a Lei de Modernização dos Portos, Lei n° 8.630/93, que fez com que os portos brasileiros fossem explorados de maneira mais ampla pela iniciativa privada, estimulando investimentos em tecnologia e capacitação profissional, necessários para o crescimento do setor portuário.
O transporte intermodal é caracterizado pela utilização de dois ou mais modais de transporte (marítimo, rodoviário, aéreo e ferroviário) em uma mesma solução logística. Quando utilizada de forma racional, a intermodalidade pode reduzir os custos. 
O crescimento da intermodalidade é fundamental para a melhor utilização da Infraestrutura no Brasil. Valendo-se da diversidade de modais (rodovia, ferrovia, hidrovia, aéreo), é possível aprimorar a eficiência e a produtividade da economia nacional, reduzindo o chamado “Custo-Brasil” neste segmento. 
A grande vantagem do modelo intermodal é a integração entre os modais, ou seja, quando um meio de transporte não puder suprir uma entrega até o destino final, é possível utilizar outro modal de transporte para finalizar a entrega.
Importância econômica 
 Os portos são fundamentais na economia brasileira, pois movimentam grande parte das mercadorias que entram e saem do país. Eles também geram empregos diretos e indiretos, contribuindo para o crescimento da economia. Nos dias atuais, o porto representa cerca de 95% da corrente de comércio exterior que passa pelo País e movimenta, em média, 293 bilhões anualmente, o que representa 14,2% do PIB brasileiro. As hidrovias proporcionam menores investimentos, baixo preço de frete, grandes capacidade de transporte de cargas, menor degradação ambiental, redução dos congestionamentos e dos atrasos na entrega das mercadorias.
Porto dos Santos.
Porto de Paranaguá
Porto de Itapoá
Hidrovia Tocantins-Araguaia
Hidrovia Solimões-Amazonas 
Impactos Ambientais 
Um porto pode causar diversos tipos de impactos ambientais, alguns já em sua implantação como: a alteração da linha de costa, alteração do padrão hidrológico e da dinâmica sedimentar, destruição ou alteração de áreas naturais costeiras (habitats, ecossistemas), supressão de vegetação, etc. além de diversos riscos de acidentes que podem causar uma contaminação grave das águas, como o vazamento de combustível marítimo, e lixo produzido pelos tripulantes descartado de forma irregular.
 Já os principais impactos ambientais causados pelo transporte marítimo (Hidrovias) são: esgoto, águas residuais, águas pluviais (as mesmas ao lavar o deck do navio poderá contaminar-se com borras de óleo ou outros tipos de resíduos), resíduos sólidos, gases de efeito estufa (GEE) e gases de escape dos motores (poluentes locais). Um porto também gera poluição sonora e atmosférica diária. Comunidades indígenas, tradicionais e a população, especialmente a local, seriam diretamente afetadas, já que a construção do empreendimento provoca uma mudança completa na dinâmica da comunidade e o aumento do tráfego pesado, como caminhões, na região. “Muitas vezes, também ocorre um crescimento urbano desordenado que altera a região e a vida de todas as pessoas que moram na localidade”
Aeroportos 
Os aeroportos são considerados peças fundamentais no desenvolvimento econômico e social de um país, uma vez que permitem a conexão entre pessoas e regiões. No Brasil e no mundo, a história da aviação comercial e, por consequência, dos aeroportos, é marcada por uma série de marcos históricos que contribuíram para a evolução do transporte aéreo.
 
No mundo, o primeiro aeroporto comercial foi inaugurado em 1911, em Bournemouth, na Inglaterra. De lá para cá, o transporte aéreo sofreu muitas mudanças e evoluções, tornando-se um dos principais meios de locomoção para pessoas e bens ao redor do globo. Com a evolução tecnológica, também se tornou possível a construção de um número cada vez maior de aeroportos, que atualmente se espalham por todas as regiões do mundo.
 
Mapa dos Aeroportos do mundo.
No Brasil, a história da aviação comercial se iniciou em 1906, quando o brasileiro Santos Dumont realizou o primeiro voo de um avião mais pesado do que o ar. No entanto, somente em 1936 foi inaugurado o primeiro aeroporto comercial brasileiro, o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Desde então, a rede de aeroportos do país vem se expandindo de forma crescente, passando por grandes reformas e modernizações.
 
Primeiro aeroporto comercial brasileiro.
Entre os principais marcos históricos da aviação comercial e dos aeroportos no mundo, podemos destacar:
A criação em 1944 da Organização Internacional de Aviação Civil (que hoje se chama Organização Internacional da Aviação Civil – OACI), que tinha como objetivo regulamentar o transporte aéreo em nível mundial;
A "era do jato": em 1952, o primeiro jato comercial do mundo, o Comet, realizou seu primeiro voo, inaugurando uma nova fase na aviação comercial. Em 1966 foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, trazendo para o Brasil a possibilidade de receber aviões comerciais de grande porte;
A globalização dos aeroportos: a partir dos anos 1990, com o aumento significativo do fluxo de passageiros e cargas aéreas, a construção de aeroportos se tornou ainda mais importante. Grandes projetos foram desenvolvidos em várias partes do mundo, incluindo o Aeroporto de Pequim e o Aeroporto Internacional de Dubai;
A privatização dos aeroportos no Brasil: o programa de concessões iniciado em 2012 pelo governo federal trouxe uma nova era para a infraestrutura aeroportuária brasileira, com a participação de empresas privadas na gestão dos principais aeroportos do país.
As principais empresas que operam privatização: 
Diversas empresas ao redor do mundo estão envolvidas na privatização de aeroportos. Algumas das principais empresas que operam esse tipo de serviço incluem:
Vinci Airports: A Vinci Airports é uma empresa francesa líder no setor de concessões aeroportuárias. Ela administra mais de 40 aeroportos em todo o mundo.
Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR): ASUR é uma empresa mexicana especializada na operação e desenvolvimento de aeroportos. 
Aeroports de Paris (ADP): ADP é uma empresa francesa que opera e desenvolve aeroportos, incluindo o Aeroporto Charles de Gaullee o Aeroporto de Orly, em Paris. A ADP também está envolvida em projetos de privatização e parcerias público-privadas em outros países.
Fraport AG: Fraport é uma empresa alemã especializada em gestão de aeroportos. Ela opera o Aeroporto de Frankfurt, um dos maiores da Europa, bem como outros aeroportos na Alemanha e em todo o mundo.
É importante destacar que a participação de empresas específicas na privatização de aeroportos pode variar de acordo com o país e o projeto em questão. Essas são apenas algumas das principais empresas envolvidas nesse setor, mas existem outras empresas ao redor do mundo que também desempenham um papel importante na privatização de aeroportos.
Flughafen Zürich AG: é uma empresa suíça que opera o Aeroporto de Zurique, um dos aeroportos mais movimentados da Europa. 
 Importância econômica:
Os aeroportos têm grande importância econômica, impulsionando o comércio, o turismo, o emprego e a conectividade global. Eles são fundamentais para o transporte de passageiros e carga, facilitando o comércio internacional e a acessibilidade a mercados distantes. Além disso, os aeroportos geram empregos diretos e indiretos, impulsionam o desenvolvimento de infraestrutura e são vitais para a indústria da aviação. Em resumo, os aeroportos são motores econômicos essenciais, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento econômico das regiões e países onde estão localizados.
Impactos ambientais: Um dos principais impactos ambientais provocados pela atividade aeroportuária é o ruído proveniente dos equipamentos no pátio dos aeroportos e das operações de aeronaves, como os procedimentos de aproximação, pouso, decolagem, taxiamento e testes de motores e que afeta o maior número de pessoas, a aviação é um dos setores que mais emitem gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, óxido nitroso e metano, na atmosfera. 
Referências 
https://www.google.com/mymaps/viewer?mid=1vlDxKBQh5BfYbHXMGNHcbnHcCCU&hl=pt_BR
https://www.camara.leg.br/radio/programas/260157-especial-rodovias-as-primeiras-estradas-brasileiras-05-49/ 
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/rodovias.htm 
https://www.ctbdigital.com.br/comentario/comentario60#:~:text=J%C3%A1%20as%20vias%20rurais%20se,ou%20pedregulhos%2C%20por%20exemplo 
https://www.proauto.org.br/blog/qual-o-tamanho-da-malha-viaria-no-brasil-e-no-mundo/#:~:text=Conhecida%20por%20BR%2C%20a%20nossa,apenas%20105.814%20quil%C3%B4metros%20s%C3%A3o%20pavimentados
https://www.todamateria.com.br/hidrovias/#:~:text=No%20caso%20do%20Brasil%2C%20as,%2DParan%C3%A1%20e%20Taguari%2DGua%C3%ADba 
https://www.unicesumar.edu.br/epcc-2011/wp-content/uploads/sites/86/2016/07/zedequias_vieira_cavalcante2.pdf 
https://www.resumoescolar.com.br/geografia/transporte-maritimo/ 
http://fnttaa.org.br/website/mais/noticias/8384-transporte-maritimo-tres-empresas-sobem-no-ranking-das-companhias-de-navegacao-em-2022#:~:text=As%2010%20maiores%20companhias%20mar%C3%ADtimas,Yang%20Ming%20Marine%20e%20ZIM 
https://portodecabedelo.pb.gov.br/2016/10/15/conheca-um-pouco-sobre-transporte-aquaviario-hidrovias-e-portos/ 
https://www.guiamaritimo.com.br/especiais/cenario/a-4a-revolucao-industrial-e-o-transporte-maritimo#:~:text=Um%20segundo%20impacto%20dessa%204a,Mar%C3%ADtimo%20(Leia%20no%20Guia) 
https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2714/1/TD_1931.pdf 
https://verumpartners.com.br/a-modernizacao-do-setor-portuario-brasileiro/ 
https://cargox.com.br/blog/transporte-rodoviario/#:~:text=O%20transporte%20rodovi%C3%A1rio%20aquece%20a,de%2065%25%20das%20cargas%20brasileiras 
https://blog.praxio.com.br/condicoes-estradas-impactos-no-transporte-rodoviario/ 
https://blog.bsoft.com.br/transporte-intermodal-tudo-que-voce-precisa-saber#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20o%20transporte,com%20o%20trajeto%20de%20transporte 
http://vibracom.com.br/2018/07/23/quais-sao-os-impactos-ambientais-gerados-por-rodovias/#:~:text=%E2%80%93%20Altera%C3%A7%C3%A3o%20da%20superf%C3%ADcie%20geomorfol%C3%B3gica%2C%20eros%C3%A3o,como%20eros%C3%A3o%2C%20assoreamento%20e%20inunda%C3%A7%C3%A3o 
História dos Transportes no Brasil" de Roberto Porto Simões Passos
"Evolução dos Transportes no Brasil" de Lúcio Martins Meirelles
"Ferrovias e Modernização no Brasil: Aspectos da História Ferroviária Brasileira" de Abbot Low Moffat
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