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PPP das políticas públicas: POLITY – instituições; POLITICS – processos políticos; POLICY – política pública; Política pública: equilíbrios e desequilíbrios para alterar a realidade; ação ou inação do governo; resposta a um problema público; resultado das atividades/processos políticos; macrodiretriz; o PPA é também comporto por políticas públicas; Dimensões: 1. Estratégica – política pública (policy) e plano; 2. Tática-gerencial – programa; 3. Operacional – projeto e processo; Elementos que compõem as políticas públicas: comportamental, decisório, institucional e causal; Os processos políticos são permeados por debates, lutas, negociações, coalizões; a racionalidade e a lógica nem sempre estão presentes; Tipologias de Políticas Públicas de LOWI: Redistributivas – conflituosa, universais, democráticas e de equidade; custos concentrados em um grupo X e benefícios concentrados em um grupo Y; Distributivas – menos conflituosa, transação, troca, “toma lá da cá”; custos para toda a sociedade (difusos) e benefícios para grupo X; em geral são assistencialistas; dificuldade de definição dos beneficiários; Regulatórias – pluralista, depende de relações de forças; atores públicos e privados; padrões de comportamento, serviço ou produto; Constitutivas – para todos; regras sobre poderes e sobre regras (metapolicies); conflito entre entes e atores interessados (alteram equilíbrio de poder); em geral quem não é interessado não tem conhecimento sobre ela; Intersetorialidade: superação da fragmentação com ações conjuntas; incorpora ideia de equidade, integração e territorialidade nas diferentes políticas setoriais; novo modelo articulado de políticas públicas; a CF/88 promoveu vários avanços na direção da intersetorialidade, porém o aprofundamento do neoliberalismo e as mudanças no consumo capitalista dificultaram esse caminho; Transversalidade: se sobrepõe (é maior) do que a intersetorialidade; é um conceito que permeia do PPA 2024-2027; diversas áreas tomando decisões próprias acerca do mesmo tema; Ações afirmativas: são políticas focalizadas para reduzir assimetrias e desigualdades; são políticas discriminatórias positivas; Políticas antidiscriminatórias: são aquelas que objetivam punir e coibir atos de discriminação; para conscientizar e educar; Teoria do Equilíbrio Pontuado – desenvolvida primeiramente, por Frank Baumgartner e Bryan Jones ao longo dos anos 80 e 90 (mais precisamente 1993), tendo como base a política norte- americana; surgiu com o intuito de explicar mudanças na agenda; forma de explicar mudanças na agenda, partindo do pressuposto de que as políticas públicas passam por longos períodos de estabilidade, nos quais as mudanças ocorrem de forma lenta, incremental e linear, e também por períodos de rápidas e significativas mudanças; o modelo é uma ferramenta teórica capaz de analisar tanto períodos de estabilidade, quanto de momentos de rápida mudança no processo de formulação de políticas públicas; Análise ex ante – análise prévia, preliminar da política pública; realizada sempre que se cria, expande ou aprimora uma política pública; checar se há um objetivo claro de atuação do Estado e se a política pública propõe um desenho que efetivamente possa ser alcançado; sendo bem- feita, essa análise evita a detecção posterior de erros de formulação e de desenho, que, com maior racionalidade no processo inicial de implantação da política, poderiam ter sido previstos e eliminados; pode contribuir para que as decisões dos agentes públicos de como alocar os recursos sejam orientadas por critérios mais claros e transparentes, baseados em análises técnicas mais robustas; poderá e deverá ser realizada em todos os órgãos, fundos, autarquias e fundações do governo federal, a fim de garantir uma maior eficiência e eficácias das políticas a serem implementadas. Ações que requerem análise ex ante: Criação de Políticas Públicas: instituição de política pública que não faça parte da programação governamental vigente ou agregação e desagregação de políticas públicas já existentes, não tendo recebido dotação orçamentária anteriormente; Expansão de Políticas Públicas: ação que acarrete o aumento no valor da programação orçamentária da renúncia de receitas e de benefícios de natureza financeira e creditícia para ampliar política pública já existente; Aperfeiçoamento de Políticas Públicas: alteração no desenho de política pública já existente na programação governamental em execução, podendo ou NÃO ocasionar aumento orçamentário; exemplos de alterações para aperfeiçoamento – Nos critérios de seleção dos beneficiários; Nos parâmetros técnicos da política; Nas definições de prioridade de pagamentos; e Nos procedimentos de atendimento; Tipos de avaliação ex post de Políticas Públicas: Avaliação de impacto – mostra se de fato a política está gerando os resultados e impactos esperados. Avaliação de governança – permite verificar como a liderança, a estratégia e o controle da política contribuem para a produção dos resultados esperados e para o alcance dos seus objetivos. Análise de retorno econômico e social – mostra se a política vale a pena ser implementada. Análise de eficiência – mostra quem ou quais são as melhores referências na forma de se executar determinada ação pública ou alguma função da política setorial. Avaliação executiva – permite estabelecer o panorama geral acerca de determinada política pública, o que possibilita que, ao final do processo, haja a identificação clara de pontos de aprimoramento na execução da política, bem como a necessidade de eventual avaliação mais aprofundada de tópicos específicos. Tipologias de erros no desenho da política (no contexto da avaliação ex post): Peso Morto – quando a política simplesmente serviu apenas como uma perda de recursos, visto que os resultados já ocorreriam de qualquer forma; Substituição – Ocorre quando o efeito da política favorece um grupo em prejuízo de outro; Vazamento – Ocorre quando os benefícios da política são recebidos por outros agentes, e não pelo público-alvo; Fundamentação das Políticas Públicas propostas – tem como objetivo apresentar a fundamentação para o desenho de política proposto; aqui serão apresentadas: Evidências que justifiquem o desenho da política; Simulações e outras evidências do tamanho do impacto esperado do programa; Relação com outras políticas públicas; e Análise SWOT do programa. Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP) – avalia políticas públicas por meio dos Comitê de Monitoramento e Avaliação dos Subsídios da União - CMAS (objetivo de acompanhar ou promover suporte técnico para as avaliações das políticas públicas financiadas por subsídios da União) e Comitê de Monitoramento e Avaliação de Gastos Diretos - CMAG (objetivo de acompanhar ou promover suporte técnico para as avaliações das políticas públicas financiadas por gastos diretos). Além disso, monitora a implementação das alterações em políticas públicas que são recomendadas pelo Conselho. As políticas avaliadas são selecionadas anualmente por critérios previamente determinados, a partir de Programas Finalísticos do Plano Plurianual. Conselho é composto pelos Secretários-Executivos dos seguintes órgãos: Ministério do Planejamento e Orçamento, que o coordenará; Casa Civil da Presidência da República; Controladoria-Geral da União; Ministério da Fazenda; e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos Diretrizes do CMAP: A promoção da eficácia, da efetividade e da eficiência das políticas públicas para que obtenham melhores resultados e impactos aos usuários da política e à sociedade; A prática e a promoção da avaliação e do monitoramento como processos de aprendizagem institucional; A busca pelo aprimoramento das políticas públicas em apoio e colaboração com os respectivos órgãos gestores; A articulação entre a avaliação de políticas públicas e o processo de planejamento e orçamento federal; e A ampliação da capacidade da administração pública federal, por meio da produção de subsídios; Objetivos do CMAP: Avaliar as políticas públicas selecionadas; Acompanhar a implementação das propostas de aprimoramento das políticas públicas avaliadas; e Apoiar o monitoramento da implementação de políticas públicas. Impacto das Políticas Públicas no orçamento público – em que pese a rigidez do orçamento (excesso de vinculação das receitas a áreas predeterminadas de despesas, associadas com as despesas obrigatórias - entendidas como aquelas em que o governo não pode deixar de pagar), avaliações indicando ajustes administrativos, como em critérios de elegibilidade para certos programas, podem ser implementadas com relativa facilidade; A avaliação de implementação, também denominada de avaliação de processos, tem como objetivo avaliar se a política é executada conforme o seu desenho, identificando se os elos entre os insumos, os processos e os produtos estão condizentes com o esperado, ou mesmo se podem ser aprimorados. A avaliação de desenho na etapa ex post consiste em revisitar o desenho estabelecido na formulação da política, analisando os pressupostos assumidos anteriormente, as evidências mais recentes – tanto para a performance do desenho atual quanto para desenhos alternativos experimentados em políticas similares –, os incentivos gerados, a população a ser focalizada e priorizada, entre outros elementos. A avaliação de resultados ajuda a responder se, primeiro, há variáveis de resultados e de impactos da política definidas, mensuráveis e disponíveis; segundo, se há evidências de que esses resultados estão sendo alcançados ao longo do tempo e se estão em linha com os planejamentos anteriormente estabelecidos pela política e pelos instrumentos de planejamento macro e setoriais. Essa avaliação se debruça sobre os indicadores que foram utilizados para a construção das metas – se foram indicadores com relevância (a relação entre o indicador e o objetivo da política), comparabilidade (se o indicador utiliza dados padronizados), periodicidade (se podem ser construídas séries históricas) e desagregabilidade (se podem ser extraídos do indicador microdados que podem ser tabulados conforme o que o avaliador deseja saber), ou se foram outros indicadores que podem ser incluídos no escopo do monitoramento da política pública. A análise de eficiência adiciona um novo elemento à avaliação de uma dada política, que é o total de recursos despendidos na sua oferta. Naturalmente, em um mundo onde há escassez de recursos, com políticas e entes federativos que eventualmente apresentem o mesmo nível de eficácia, ou seja, obtenham os mesmos níveis de produtos, uma análise de eficiência pode ser muito útil para o gestor. Isso permite a ele escolher opções mais econômicas ou obter insights sobre os fatores que geram mais ineficiências à oferta do serviço público. As avaliações econômicas são recomendadas quando for necessário comparar diferentes projetos entre si e avaliar se um deles gerou um retorno suficiente que apoie sua execução. Elas, quando executadas de forma correta, permitem que o analista possa de fato identificá-los com retornos significativos. Modelo lógico - forma de imprimir racionalidade ao processo de formulação e viabilizar a posterior avaliação das políticas públicas; importante ferramenta para identificar e descrever os componentes do desenho, da operação e dos resultados esperados de uma política pública durante sua elaboração; é formado por cinco componentes (cada componente do modelo é logicamente conectado ao seguinte – são interdependentes): Insumos – são os recursos necessários para a sua execução, sejam financeiros, físicos (equipamentos, materiais, instalações), humanos (número, tipo, qualificação) ou outros. Por exemplo, a sensibilização de atores, a mudança de marcos normativos, o diagnóstico de situação, as pesquisas de opinião, entre outros, podem ser considerados, a depender do problema, insumos para a política; Atividades – são as ações e os serviços realizados sob o escopo da política. Tais atividades podem e devem ser desenhadas na forma de processos, ou seja, atividades encadeadas por um passo a passo. A cada atividade devem corresponder os insumos necessários à sua consecução. Divididas em: Atividades diretas, aquelas que recaem sobre os beneficiários da política em si (treinamentos, distribuições de renda etc.); e Atividades indiretas, aquelas necessárias para garantir a realização da política (treinamento de funcionários, tarefas de gerenciamento, provisão de instalações etc.). Produtos – são os frutos diretos e quantificáveis das atividades da política, entregues imediatamente pela realização de suas atividades. Trata-se, por exemplo, do número de beneficiários servidos, do número de horas de duração de uma intervenção, do número de funcionários treinados, da quantidade de benefício entregue, entre outros. Por norma, cada atividade deve contribuir para, no mínimo, um produto. Resultados – são mudanças observadas no curto prazo sobre indivíduos, grupos ou instituições, como resultado da intervenção realizada. Alterações sobre conhecimento, habilidades, atitudes, motivação e comportamento de indivíduos são alguns exemplos. Resultados devem ser observáveis e mensuráveis, por serem os efeitos diretos da intervenção sobre os beneficiários. Os resultados esperados, bem como as metas previstas no desenho da política, representam referências iniciais, que precisam ser calibradas durante e após o processo de implantação da ação pública, afetando os instrumentos disponíveis utilizados. A definição de resultados preliminares e, especialmente, de metas quantitativas da ação pública é essencial para a avaliação da eficácia, eficiência e efetividade da política. O uso de indicadores quantitativos e/ou qualitativos apropriados faz parte, então, do seu desenho. Após a implantação da ação pública, esses parâmetros iniciais podem ser comparados com os resultados efetivos e as metas alcançadas, no âmbito de avaliações ex post. Impactos – são mudanças promovidas de mais longo prazo sobre o aspecto ou a perspectiva futura de seus beneficiários ou grupo no qual se inserem (por exemplo, um aumento de bem-estar da população em relação ao tema da intervenção). Trata-se, grosso modo, “dos resultados dos resultados” de uma política, ou seja, das consequências geradas em um momento mais distante a partir dos resultados diretamente atribuídos a uma intervenção. Assim como na etapa precedente, impactos devem ser mensuráveis e a constatação de sua causalidade também requererá comparação a um contrafactual. Podem ser divididos em: Impactos Individuais – trata-se de efeitos de longo prazo sobre os beneficiários, sejam estes indivíduos ou organizações; incluem alterações em rendimentos, acesso a empregos, obtenção de assistência social, comportamentos criminais, em níveis de saúde, entre outras. Impactos Coletivos – referem-se aos efeitos combinados de impactos individuais sobre a comunidade ou sociedade em que estejam inseridos; nesse caso, incluem mudanças sociais, econômicas, civis, ambientais, políticas etc; Quando se desenvolve um programa para atender a uma política pública, é fundamental que o objetivo do programa seja compreensível, conciso e essencial. Isso significa que o propósito do programa deve ser claro e facilmente compreendido por todos os envolvidos, incluindo os beneficiários da política. Além disso, o conjunto de objetivos das ações que compõem o programa deve ser hierarquizado em função da essencialidade. Isso implica que as metas mais importantes e prioritárias devem ser definidas e tratadas com prioridade em relação às metas secundárias ou menos urgentes. Essa hierarquização ajuda a garantir que os recursos disponíveis sejam alocados de maneira eficiente e direcionados para as áreas mais críticas ou que demandam maior atenção. Questão 41 (2379409697) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Conselhos Gestores são órgãos de caráter deliberativo, são competentes para planejar, supervisionar e monitorar a implementação de políticas governamentais. Os conselhos de direitos do cidadão, podem ser divididos em várias especialidades, como por exemplo, segurança, justiça e direitos humanos. No caso dos conselhos de direitos humanos eles podem ter caráter mais abrangente, em âmbito nacional e nos Estados. Conselhos Gestores – A estes estão afetos a condução de diferentes áreas de atuação do governo, como a da Saúde, a da Assistência Social e a da Criança e do Adolescente. Os conselhos desses setores da administração foram criados por leis federais e foram instalados, em nível nacional, em todos os Estados e em quase todos os municípios. Conselhos de Defesa e Promoção de Direitos – A maioria destes são dotados apenas do poder de fiscalização, sendo, portanto, de natureza consultiva, propositiva e educativa; enquanto os conselhos gestores têm, também, poder de decisão. Nessa categoria se enquadram vários conselhos, entre eles, os de Direitos Humanos, os da Mulher, os da Comunidade Negra etc. Conselhos de controle administrativo-financeiro e funcional – Por analogia com os demais, inclui-se aos demais conselhos o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, a despeito da representação da sociedade ser pouco expressiva no CNJ, este órgão tem tido uma atuação destacada no controle do Poder Judiciário, tendo, entre outros, conseguido resultados importantes no combate ao nepotismo naquele poder. Conselhos de Programas – Criados para operacionalizar ações de governo, de caráter específico, como os de Segurança Alimentar, da Merenda Escolar, do Aleitamento Materno, do Desenvolvimento Rural etc. Não dizem respeito, à promoção de direitos ou à efetivação de conquistas sociais contempladas em lei. Conselhos Consultivos de Governo – Existem basicamente duas modalidades desses conselhos: Os que articulam políticas públicas: Eles coordenam ações de vários órgãos da administração, no que diz respeito à segurança preventiva (prevenção da violência e da criminalidade), propondo normas e expedindo recomendações sobre a matéria. Mas suas propostas estão sujeitas à livre apreciação do Chefe do Executivo Municipal. Ex.: Conselhos Municipais de Segurança. Os meramente consultivos: Esses conselhos, tem apenas, como atribuição, formular recomendações ao Governo. Assim, são compatíveis com uma composição majoritariamente emanada da sociedade civil. Ex.: Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES). Conselhos de Eventos – Estes conselhos são mais localizados e alguns mais raros, como o Conselho de Carnaval da Cidade de Salvador, que tem como função coordenar a organização dessa festa popular (HERBER, 2000). xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx