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E-book da unidade 1 - Cosmovisão

E-book (Adolfo S. Suárez, 1ª ed. 2023) sobre cosmovisão bíblico-cristã: define cosmovisão, campos e importância, apresenta a Bíblia como revelação e inspiração, divisão dos livros, confiança nas Escrituras, benefícios do estudo e informações/editoriais.

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Prévia do material em texto

COSMOVISÃO 
BIBLICO CRISTÃ
Adolfo S. Suárez
EAD
Editora Universitária Adventista
Presidente da Divisão Sul-Americana: Stanley Arco
Diretor do Departamento de Educação para a Divisão Sul-Americana: Antônio Marcos da Silva Alves
Presidente do Instituto Adventista de Ensino (IAE), mantenedora do Unasp: Maurício Lima
Reitor: Martin Kuhn 
Vice-reitor para a Educação Básica e Diretor do Campus Hortolândia: Henrique Karru Romaneli
Vice-reitor para a Educação Superior e Diretor do Campus São Paulo: Afonso Ligório Cardoso
Vice-reitor administrativo: Telson Bombassaro Vargas 
Pró-reitor de pesquisa e desenvolvimento institucional: Allan Macedo de Novaes 
Pró-reitor de graduação: Edilei Rodrigues de Lames
Pró-reitor de pós-graduação lato sensu e Pró-reitor da educação à distância: Fabiano Leichsenring Silva 
Pró-reitor de desenvolvimento espiritual e comunitário: Wendel Tomas Lima
Pró-reitor de Desenvolvimento Estudantil e Diretor do Campus Engenheiro Coelho: Carlos Alberto Ferri
Pró-reitor de Gestão Integrada: Claudio Valdir Knoener 
Conselho editorial e artístico: Dr. Adolfo Suárez; Dr. Afonso Cardoso; Dr. Allan Novaes; 
Me. Diogo Cavalcanti; Dr. Douglas Menslin; Pr. Eber Liesse; Me. Edilson Valiante;
Dr. Fabiano Leichsenring, Dr. Fabio Alfieri; Pr. Gilberto Damasceno; Dra. Gildene Silva;
Pr. Henrique Gonçalves; Pr. José Prudêncio Júnior; Pr. Luis Strumiello; Dr. Martin Kuhn; 
Dr. Reinaldo Siqueira; Dr. Rodrigo Follis; Me. Telson Vargas
Editor-chefe: Allan Macedo de Novaes
Supervisora Administrativa: Rhayane Storch
Responsável editorial pelo EaD: Jéssica Lisboa Pereira
COSMOVISÃO 
BIBLICO CRISTÃ
1ª Edição, 2023
Editora Universitária Adventista 
Engenheiro Coelho, SP
Adolfo S. Suárez
Doutor em Ciências da Religião pela 
Universidade Metodista 
de São Paulo, Pós-doutor pela 
Andrews University
Marques, Pâmela Caroline Costa
Ferramentas de produtividade e gestão do tempo [livro eletrônico] / Pâmela Caroline Costa 
Marques. -- 1. ed. -- Engenheiro Coelho, SP : Unaspress, 2022.
PDF
Bibliografia.
ISBN 978-65-5405-041-8
1. Administração 2. Gestão de negócios
3. Produtividade 4. Tempo - Administração I. Título.
22-134421 CDD-650.1
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
1. Tempo : Produtividade : Administração 650.1
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Cosmovisão bíblico cristã
1ª edição – 2023
e-book (pdf)
OP 00123
Coordenação editorial: Simone Regina dias
Preparação: Eloisa M. Seeman, Simone Regina Dias
Projeto gráfico: Ana Paula Pirani e Kenny Zukowski
Diagramação: Kenny Zukowski
Caixa Postal 88 – Reitoria Unasp
Engenheiro Coelho, SP – CEP 13448-900
Tel.: (19) 3858-5171 / 3858-5172 
www.unaspress.com.br
Editora Universitária Adventista
Validação editorial científica ad hoc:
Felipe de Souza Oliveira
Metre me Letras pela Universidade Federal de São João del-Rei
Editora associada:
Todos os direitos reservados à Unaspress - Editora Universitária Adventista. 
Proibida a reprodução por quaisquer meios, sem prévia autorização escrita da 
editora, salvo em breves citações, com indicação da fonte.
SUMÁRIO
COMPREENDENDO O MUNDO: A BÍBLIA COMO 
FONTE DE INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE .......7
Introdução ............................................................................8
Cosmovisões: compreendendo 
a realidade que nos cerca ......................................................8
O que é uma cosmovisão?..............................................9
Campos de atuação de uma cosmovisão .......................10
Identificando as cosmovisões .......................................11
Por que precisamos de uma cosmovisão? .............................12
 A cosmovisão é importante 
demais para ser ignorada .............................................12
Todos nós acreditamos em alguma coisa ......................12
A importância da cosmovisão .......................................13
Quadro panorâmico ......................................................14
A importância da cosmovisão bíblico-cristã .................15
A bíblia como revelação de Deus ..........................................15
Um livro “soprado” por Deus .........................................16
Os três fatores da inspiração das escrituras ...................16
A mensagem da Bíblia ..................................................17
Divisão e conteúdo geral dos livros da Bíblia ................18
Fique tranquilo: podemos confiar na bíblia! .........................22
Benefícios intelectuais do estudo da Bíblia ...................23
Um livro singular ..........................................................24
Considerações finais .............................................................25
Referências ..........................................................................26
EMENTA
Reflexão sobre a existência de Deus e Sua 
revelação através da Escritura, de Jesus Cristo 
e da Natureza. Apresentação introdutória do 
problema filosófico- religioso de Deus, Sua 
natureza, amor e atuação na história deste 
mundo. Descrição da historicidade de Cristo
UNIDADE 1
COMPREENDENDO O MUNDO: 
A BÍBLIA COMO FONTE DE 
INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE
8
comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
INTRODUÇÃO
Neste capítulo, você conhecerá e compreenderá as principais cosmovisões que nos ajudam a inter-
pretar a realidade que nos cerca. Este conhecimento é importante para entender nosso próprio modo de 
viver e as consequências de fazer escolhas, influenciado por esta ou aquela ideologia.
Além disso, o outro aspecto importante de nosso estudo consistirá em refletir sobre a necessidade e 
utilidade dessas cosmovisões. Responderemos a perguntas do tipo:
• De que modo as cosmovisões são imprescindíveis na minha vida? 
• Qual a utilidade delas pessoalmente? 
• Faz diferença adotar uma ou outra cosmovisão? 
• Não é melhor ficar neutro, não adotando nenhuma delas?
Você vai compreender também porque a Bíblia é a revelação de Deus; isto quer dizer que a Escritura 
(outro nome dado à Bíblia) é o meio pelo qual podemos conhecer nosso Criador, dentro dos limites daquilo 
que é revelado. Esta revelação, ao mesmo tempo que nos possibilita conhecer melhor a Deus, permite que 
conheçamos melhor a nós mesmos.
Por último, estudaremos também a confiabilidade da Bíblia: podemos confiar naquilo que está escri-
to nela? O que ela diz se cumpre? Estas e outras perguntas serão respondidas ao longo de nosso estudo. 
Ao final das considerações, deverá ficar claro que as Escrituras Sagradas, tanto o Antigo quanto o Novo 
Testamento, são a Palavra divina escrita, oferecida por inspiração divina mediante homens que falaram e 
escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Esta Palavra é o instrumento que Deus usou para trans-
mitir aos seres humanos o conhecimento necessário para a salvação.
COSMOVISÕES: COMPREENDENDO 
A REALIDADE QUE NOS CERCA
O filósofo Norman Geisler e o escritor Peter Bocchino (2003, p. 85-86) contam a seguinte história.
Dois homens caminhavam por uma floresta quando subitamente se depararam com uma esfera de vidro 
sobre um tapete de limo verde. Não havia nenhum outro som além do barulho dos passos deles, e certa-
mente não havia sinal da presença de outras pessoas. Mas ambos percebiam que a dedução mais óbvia da 
evidência da esfera era que alguém a colocara ali. Um desses homens era um cientista cético, treinado na 
concepção moderna das origens, e o outro era um leigo. O leigo questionou:
- E se essa esfera fosse maior, talvez de três metros de diâmetro, você ainda diria que alguém a colocou 
aqui?
Naturalmente, o cientista concordou que uma esfera maior não afetaria seu julgamento. Ele continuaria 
acreditando que alguém a colocara ali.
- Bem, o que aconteceria se a esfera fosse enorme– uns dois quilômetros de diâmetro? – indagou o leigo.
O amigo cientista cético respondeu não somente que alguém a teria posto ali, mas também que se faria 
uma investigação para descobrir o que levou esse alguém a fazer isso. O leigo então se aventurou a mais 
uma pergunta:
9
comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
- O que aconteceria se a esfera fosse tão grande quanto o universo? Ainda assim ela precisaria de uma 
causa? Alguém a teria colocado ali?
- Claro que não – retrucou o cético – O universo simplesmente está aí!
O QUE É UMA COSMOVISÃO?
O que fez a diferença entre a suspeita do leigo e a certeza do cientista cético não foi necessariamente 
o título acadêmico; a diferença está na cosmovisão de cada um. Mas, afinal, o que é uma cosmovisão? É 
uma espécie de “lente” intelectual através da qual nós vemos a realidade. É um sistema filosófico que pro-
cura explicar como os fatos da realidade se relacionam e se ajustam uns aos outros. É um conjunto detalha-
do de crenças combinadas de forma consistente ou coerente (EVANS, 2004).
Para James Sire (1988), cosmovisão é um conjunto de pressuposições que temos sobre a constitui-
ção básica do nosso mundo. Estas pressuposições podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou 
totalmente falsas; enquanto que nossa percepção delas pode ser consciente ou inconsciente, e podemos 
sustentá-las de forma consistente ou inconsistente.
A cosmovisão encontra-se tão enraizada nas pessoas que é possível que dois ou mais grupos che-
guem a conclusões diferentes observando o mesmo fenômeno. Vamos a um exemplo: os cosmólogos que 
não acreditam na existência de Deus afirmam que ou o cosmos veio do nada por meio do nada, ou sempre 
existiu. Entretanto – acreditando-se ou não em Deus – não é preciso ser gênio para qualquer pessoa con-
cluir que é impossível ao nada produzir algo. Portanto, a única alternativa plausível para cosmólogos que 
não acreditam em Deus é crer que o universo deve ter existido sempre. Todavia, como já afirmamos, não é 
razoável crer que a matéria é eterna.
Logo, considerando que o princípio científico da causalidade afirma que tudo que tem um começo 
deve ter uma causa, seria razoável procurar fora da natureza o Real Originador deste Universo? Um cos-
mólogo que não acredita em Deus responderia: “Não!”; um cosmólogo que acredita em Deus responderia: 
“Sim!”. Mas o que fez a diferença nestas respostas antagônicas a um mesmo fenômeno? Um cosmólogo não 
crê em Deus (cosmovisão ateísta), enquanto o outro crê em Deus (cosmovisão bíblico-cristã). Neste caso, 
como você percebeu, o embate não é entre a fé e a razão ou entre a ciência e a religião, e sim entre crer ou 
não crer em Deus. E na base das crenças está uma cosmovisão.
A fim de facilitar a compreensão, mencionaremos inicialmente as principais cosmovisões, tendo 
como referência os tipos de discursos acerca de Deus (SILVA, 2004, p. 18). Mais à frente, esta compreensão 
será ampliada. Em síntese, temos:
• Teísmo – Existe um Deus e este se comunica com os homens através de uma autorrevelação de 
si mesmo;
• Ateísmo – Negação absoluta da existência de Deus;
• Panteísmo – Deus fez tudo, logo, as coisas que existem são “pedaços” de si que assumiram 
outras formas e características. Portanto, tudo é Deus;
• Panenteísmo – Deus, por sua onipresença, está em todas as coisas, mas não se identifica pes-
soalmente com nada do que criou. Embora esteja presente na flor, Deus não é a flor;
• Deísmo – Existe um ser supremo. Sua natureza, porém, fica bem indeterminada e Ele nada tem 
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
a ver com a pessoa descrita nas grandes religiões ocidentais. Ele está numa outra dimensão e 
nada tem a ver atualmente com as coisas que ocorrem neste nosso mundo físico material;
• Politeísmo – Crença em vários deuses.
Atribui-se ao filósofo Sócrates a seguinte frase: “Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”. 
De fato, a vida não consiste apenas em alimentar-se, trabalhar e divertir-se. É necessário reflexão para cer-
tificar-nos de que tudo que fazemos é adequado, e não corrermos o risco de passarmos por esta vida como 
seres que apenas existem, mas que não vivem com responsabilidade.
SAIBA MAIS
Agora, convidamos você a refletir: Em quais áreas de sua vida você preci-
sa repensar sua maneira de agir? Por quê? Qual é a sua cosmovisão? Tem 
você vivido de modo coerente com ela? Por que essa é sua cosmovisão, 
e não outra?
CAMPOS DE ATUAÇÃO DE UMA COSMOVISÃO
Considerando – como já vimos – que a cosmovisão é uma espécie de “lente” intelectual através da 
qual nós vemos a realidade, e considerando que a realidade tem diversos componentes, então a cosmovi-
são é uma plataforma a partir da qual entendemos tudo o que nos rodeia, sejam situações concretas (como 
educação de filhos, alimentação, postura ética etc.) ou aspectos de natureza abstrata (existência de Deus, 
liberdade humana, vida após a morte etc.). Ou seja, uma cosmovisão não se limita a elaborar um discurso 
sobre Deus; ela fornece, acima de tudo, sentido a tudo o que pensamos e vivenciamos.
De acordo com o professor Mark Blocher (2014, p. 3-4), as cosmovisões opinam e tomam partido 
sobre os seguintes temas fundamentais, apresentando detalhes e justificativas para cada um deles:
• Teologia – tem a ver com uma posição sobre a existência e a natureza de Deus;
• Cosmologia – toda cosmovisão precisa explicar a origem e a natureza do universo;
• Antropologia – a cosmovisão deve esclarecer a identidade e o valor dos seres humanos;
• Epistemologia – a natureza e a justificativa para o conhecimento e a verdade também devem 
ser explicados pela cosmovisão;
• Axiologia – a identidade e a natureza dos valores é outro campo de atuação da cosmovisão;
• História – a cosmovisão precisa explicar o padrão e a importância dos eventos históricos;
• Destino – finalmente, a cosmovisão deve esclarecer o que acontece às pessoas após a morte.
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
IDENTIFICANDO AS COSMOVISÕES
Para identificar uma cosmovisão, é necessário fazer algumas perguntas fundamentais (SIRE, 2004, p. 
22-23). Vejamos.
• Qual é a realidade primordial ou o que é realmente verdadeiro? A resposta pode ser: Deus, ou 
deus, ou deuses, ou o cosmo natural, ou eu mesmo.
• Qual é a natureza da realidade externa, isto é, do mundo ao nosso redor? Esta pergunta revela 
se entendemos o mundo como criado e dependente, ou não criado e autônomo; como matéria 
ou como espírito; como obra de Deus ou como sendo o próprio Deus etc.
• O que é o ser humano? O ser humano pode ser uma máquina complexa, um deus adormecido, 
uma criatura como as outras, um gorila evoluído ou um filho de Deus.
• O que acontece quando uma pessoa morre? A pessoa reencarna, o espírito fica vagando, a pes-
soa passa para uma existência obscura num mundo desconhecido, ou a pessoa simplesmente 
dorme.
• Como é possível conhecer alguma coisa? Conhecemos e pensamos porque nosso cérebro evo-
luiu ao longo de bilhões de anos, ou porque fomos criados com a capacidade de raciocínio.
• Como sabemos o que é certo e errado? O certo e errado são determinados pela escolha huma-
na, não há certo e errado; a noção de certo e errado é imposta pela cultura, ou o certo e errado 
estão baseados numa noção de verdade absoluta.
• Qual o significado da história humana? É compreender o propósito dos deuses, é preparar um 
paraíso aqui na Terra via comunismo ou socialismo, ou é preparar um povo para habitar numa 
Nova Terra.
• Quem está no comando deste mundo? Deus, ou os seres humanos, ou a natureza, ou ninguém.
• Somos livres ou determinados? Somos plenamente livres para fazer o que queremos e não 
daremos conta disso a ninguém; ou não somos livres; ou temos uma liberdade relativa.
As respostas às perguntas citadas são condicionadas pela cosmovisão que cada pessoa adota.AGORA É COM VOCÊ
Cosmovisão é um assunto amplo, e que merece um estudo amplo, de diversas perspectivas. 
Aprofunde seu conhecimento com esta ênfase: 
Cosmovisão da perspectiva histórico-teológica: “Introdução à Cosmovisão reformada: anotações 
quase aleatórias”. Disponível em: https://teologiabrasileira.com.br/introducao-a-cosmovisao-
reformada-anotacoes-quase-aleatorias-2/. Acesso em: 31 jan. 2023.
Assista a um pequeno vídeo (apenas quatro minutos) que responde pergunta “O que é 
Cosmovisão?”; com explicação do psicólogo e teólogo Walter McAlister. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=O1nQ533D1J4. Acesso em: 31 jan. 2023.
https://teologiabrasileira.com.br/introducao-a-cosmovisao-reformada-anotacoes-quase-aleatorias-2/
https://teologiabrasileira.com.br/introducao-a-cosmovisao-reformada-anotacoes-quase-aleatorias-2/
https://www.youtube.com/watch?v=O1nQ533D1J4
https://www.youtube.com/watch?v=O1nQ533D1J4
https://teologiabrasileira.com.br/introducao-a-cosmovisao-reformada-anotacoes-quase-aleatorias-2/
https://www.youtube.com/watch?v=O1nQ533D1J4
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
POR QUE PRECISAMOS DE UMA COSMOVISÃO?
 A COSMOVISÃO É IMPORTANTE DEMAIS PARA SER IGNORADA
Norman Geisler e Frank Turek (2006, p. 13) sintetizam as cinco perguntas mais importantes com as 
quais nos deparamos ao longo de nossa existência, sintetizadas abaixo na Figura 01:
figura 01 – perguntas sobre a existência humana
Pergunta A que se refere a pergunta?
De onde viemos? Origem da vida
Quem somos? Nossa identidade
Por que estamos aqui? Propósito de vida
Como devemos viver? Moralidade a ser adotada
Para onde vamos? Nosso destino
fonte: Geisler e turek (2006, p. 13)
Como você já deve ter notado, a resposta a essas perguntas depende exclusivamente da cosmovisão 
que adotamos. Por isso, podemos afirmar com convicção: uma vida inteligente requer uma cosmovisão 
consciente e coerente, que nos conduza a uma vida, na medida do possível, realizada e feliz.
TODOS NÓS ACREDITAMOS EM ALGUMA COISA
Além do mais, precisamos de uma cosmovisão porque todos nós acreditamos em alguma coisa; to-
dos nós tomamos partido em relação a tudo o que ocorre conosco e ao nosso redor. A esta altura, é opor-
tuno perguntar: por que as pessoas acreditam naquilo em que acreditam? Essa é uma pergunta importante 
e intrigante.
O escritor James Sire (2000) demonstra que, embora haja uma significativa diversidade de respostas, 
todas elas se enquadram numa das seguintes categorias ou razões, conforme a Figura 02 a seguir.
figura 02 - razões
Razões sociológicas Razões psicológicas Razões filosóficas Razões religiosas
Fatores que 
influenciam
Pais;
Amigos;
Sociedade;
Cultura.
Conforto;
Tranquilidade;
Significado;
Propósito;
Esperança;
Identidade.
Uniformidade;
Coerência;
Inteireza (melhor 
explicação de todas as 
provas).
Escrituras;
Pastor / Padre;
Guru;
Rabino;
Líder religioso;
Igreja.
fonte: Sire (2000, p. 93-101)
O quadro apresentado evidencia que todos temos fundamentos específicos para as nossas crenças. 
Podemos não ter consciência de qual seja esse fundamento (cosmovisão), mas, mesmo assim, ele existe. 
Sua identificação tornará nossa vida mais segura e feliz. Afinal, é bom saber por que vivemos da forma que 
vivemos.
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
A IMPORTÂNCIA DA COSMOVISÃO
A cosmovisão é importante porque influencia a existência como um todo, determinando os valores 
que cada um adota na vida. Na prática, nós usamos a nossa cosmovisão – a nossa visão de mundo e os 
nossos paradigmas – a toda hora e em todos os dias. À propósito, considere estas perguntas: 
• É correto mentir para salvar uma pessoa?
• Contar a verdade é mais importante do que salvar vidas?
• Pode-se roubar para ajudar outros?
• Tudo o que há neste universo é apenas o que enxergamos com os nossos olhos?
• O que acontece com o ser humano após a morte?
Obviamente, suas respostas a essas perguntas dependerão da sua cosmovisão.
Como se pode perceber, a adoção de uma cosmovisão é decisiva para o estilo de vida que vamos 
assumir. Entretanto, saiba também que a cosmovisão que nós adotamos influencia não apenas nossa vida 
espiritual; sua influência não se limita apenas ao que cremos ou não cremos no sentido de crenças religio-
sas. Todos os aspectos de nossa vida são afetados por ela. Por exemplo, considere o que acontece com a 
questão da adoração: os teístas acreditam que o ser humano foi criado por Deus com o propósito de ter 
comunhão eternamente com Ele e adorá-lo. Os panteístas creem que se as pessoas tiverem comunhão 
intensa com Deus, podem perder toda a sua identidade individual. Os ateus nem cogitam viver uma vida 
de comunhão com Deus.
Considere outro exemplo no que se refere aos estudos: os teístas creem que estudar e aprender faz 
parte do processo de se tornar útil à sociedade, à Igreja, a Deus; estudar é também uma maneira de entender 
melhor os desígnios de Deus para a vida. O panteísta pode encarar o estudo como uma maneira de fortalecer 
a divindade que existe em cada pessoa. O ateu pode ou não encarar os estudos como a melhor maneira de 
superar os outros, já que não é necessário amar a ninguém com amor fraternal. Além do impacto intelectual, 
afetando nossos pressupostos científicos e tudo o que se refere ao conhecimento, a cosmovisão afeta nossos 
princípios morais, nossos valores e nossa ética. Creio eu que aqui reside a maior bênção ou desgraça de uma 
cosmovisão. Aqui é onde você deve tomar o máximo cuidado, como ser inteligente que é, questionando-se 
periodicamente como sua cosmovisão e a cosmovisão de seus amigos, livros que você lê, filmes que você 
assiste e músicas que escuta estão impactando em sua maneira de encarar os valores morais.
SAIBA MAIS
Agora, vamos refletir: vale a pena acreditar em Deus? Por quê? O que “ga-
nho” acreditando em Deus? Nos últimos vinte anos, o número de pessoas 
que se considera sem religião aumentou 70%, passando de 4,7% para 8%. 
É verdade que entre os anos 2000 e 2010 esse aumento foi bem menos 
expressivo: de 7,4% para 8%. De qualquer maneira, de acordo com o Censo 
de 2010 do IBGE, são 15,3 milhões de brasileiros que se consideram sem 
religião. O que esses números revelam? Você acha que religião e religiosi-
dade caminham para o fim? Por quê?
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
QUADRO PANORÂMICO
A seguir, observe e analise um quadro panorâmico na Figura 03 com as seis mais importantes cos-
movisões e seu impacto em diferentes aspectos da vida, adaptado a partir das informações fornecidas por 
Geisler (2002) e Geisler e Bocchino (2003).
figura 03 – cosmovisões
Teísmo Ateísmo Deísmo Panenteísmo Panteísmo Politeísmo
Deus
Um, infinito e 
pessoal
Nenhum
Um, infinito e 
pessoal
Um, 
potencialmente 
infinito, realmente 
finito
Um, infinito, 
impessoal ou 
pessoal
Múltiplo finito 
e pessoal
Mundo
Criado ex nihilo, 
finito
Eterno 
(material)
Finito ou eterno
Criado ex materia e 
ex Deo, eterno
Criado ex Deo, 
imaterial
Criado ex 
materia, eterno
Milagre Possível e real Impossível
Pode ser 
possível, mas 
não real
Impossível Impossível Possível e real
Natureza 
humana
Corpo mortal e 
espírito imortal
Corpo mortal, 
não há espírito
Corpo mortal, 
“alma” imortal
Corpo mortal, 
“alma” imortal 
(alguns)
Corpo mortal, 
“alma” imortal
Corpo mortal, 
“alma imortal”
Destino 
humano
Ressurreição 
para 
recompensa ou 
julgamento
Aniquilação
Recompensa ou 
julgamento da 
alma
Na memória de 
Deus
Reencarnação 
unindo-se a Deus
Recompensa 
e julgamento 
divinos
Origem do 
mal
Livre-arbítrio
Ignorância 
humana
Livre-arbítrio e 
/ ou ignorância
Aspecto necessário 
de Deus
Ilusão
Em lutas entre 
deuses
Verdade Absoluta
Relativa; não 
há absolutos
Absoluta Relativa
Relativa a este 
mundo
Relativa
Ética
Absoluta; 
baseada em 
Deus
Relativa; 
baseada na 
humanidadeAbsoluta; 
baseada na 
natureza
Relativa; baseada 
num Deus mutável
Relativa; 
baseada em 
manifestações 
menores de Deus
Relativa; 
baseada em 
deuses
História: 
natureza e 
objetivo
Linear, 
proposital, 
determinada 
por Deus
Caótica, sem 
objetivo, 
eterna
Linear, 
proposital, 
eterna
Linear, proposital, 
eterna
Circular, ilusória, 
eterna
Linear ou 
circular, 
proposital, 
eterna
fonte: Geisler (2002, p. 193); Geisler e bocchino (2003, p. 68)
15
comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
SAIBA MAIS
Para complementar e aprofundar a temática deste capítulo, sugerimos 
que, além de conferir os materiais citados nas Referências, você leia os se-
guintes artigos: 
“Jerusalém e Atenas: duas Cosmovisões, duas escolas de pensamento”, de 
Fernando Aranda Fraga. O autor analisa a cosmovisão grega e cristã, e diz 
porque a cristã é superior. 
Disponível em: https://dialogue.adventist.org/pt/1727/jerusalem-e-ate-
nas-duas-cosmovisoes-duas-escolas-de-pensamento. Acesso em: 31 jan. 
2023.
- “Quem é você? O senso de identidade em uma perspectiva cristã”, da au-
toria de John Wesley Taylor VI e John Wesley Taylor V. Os autores descre-
vem as características da identidade que se fundamenta na Cosmovisão 
Bíblico-Cristã. 
Disponível em: https://dialogue.adventist.org/pt/1740/quem-e-voce-o-sen-
so-de-identidade-em-uma-perspectiva-crista. Acesso em: 31 jan. 2023.
A IMPORTÂNCIA DA COSMOVISÃO BÍBLICO-CRISTÃ
É importante destacar também que, embora demonstremos respeito por toda e qualquer cosmovi-
são, nossa abordagem aqui utilizada é a da perspectiva teísta, especificamente a cosmovisão bíblico-cristã. 
Por quê? Blocher (2014, p. 5) explica que há três fortes razões para isso. 
A cosmovisão bíblico-cristã reúne numa única proposta elementos de valorização do ser humano 
que não são observados em outra cosmovisão. Mediante esses elementos, abre-se uma espécie 
de estrada ampla, marcada pela coerência e consistência, que dá pleno sentido ao nosso viver;
A cosmovisão bíblico-cristã tem propostas práticas, e não apenas teóricas, que dizem respeito ao 
nosso dia a dia. Essas propostas são “testadas” há mais de dois mil anos e têm dado certo. O 
“quadro teórico” desta cosmovisão contempla a história da criação, queda e redenção, o que 
nos leva a ter um olhar diferenciado a tudo o que acontece conosco;
A partir do “quadro teórico” mencionado anteriormente - criação, queda e redenção – a cosmovi-
são bíblico-cristã fornece ferramentas adequadas para discernir a verdade do erro. Essas ferra-
mentas ficam evidentes na autorrevelação de Deus, a Bíblia Sagrada.
A BÍBLIA COMO REVELAÇÃO DE DEUS
Alberto, um jovem cristão, estava se preparando para uma viagem de férias. Seu amigo Gustavo veio 
buscá-lo, e perguntou-lhe:
- Já arrumou suas coisas? Está tudo pronto?
https://dialogue.adventist.org/pt/1727/jerusalem-e-atenas-duas-cosmovisoes-duas-escolas-de-pensamento
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https://dialogue.adventist.org/pt/1740/quem-e-voce-o-senso-de-identidade-em-uma-perspectiva-crista
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
- “Quase” – respondeu Alberto. “Só falta pôr mais umas coisinhas na mala”, e começou a ler uma lista: 
um mapa, uma lâmpada, uma bússola, um espelho, uma cesta de comida, alguns livros de poesia, algumas 
biografias, uma coletânea de cartas antigas, um livro de cânticos, um livro de histórias, um metro, um pru-
mo, um martelo, uma espada, um capacete...
A essa altura, o amigo já estava apavorado:
- Mas, meu amigo, o carro já está cheio, não vai dar para você levar tudo isso! 
- “Acalme-se” – disse Alberto; “está tudo aqui!”, e mostrou-lhe sua Bíblia.
De fato, a Bíblia é a concentração de diversos elementos necessários à vida humana: esperança, guia, 
verdade, luz, reflexão etc., sendo por isso um livro extraordinário! Para falar a verdade, dificilmente con-
seguiríamos imaginar a história humana sem esse tesouro imensurável. Fica a pergunta, afinal: por que a 
Bíblia se tornou tão imprescindível para nós? O que a torna tão especial?
UM LIVRO “SOPRADO” POR DEUS
Diferentemente de qualquer outro livro na história da humanidade, a Bíblia passou por um impres-
sionante processo de elaboração. Para começar, como atesta Lessa (2008, p. 14), “[...] a singularidade das 
Escrituras baseia-se em sua origem e fonte”. De fato, os autores bíblicos mencionam com frequência que 
eles próprios não são os originadores das mensagens que falam ou escrevem. “Eles as recebiam das fontes 
divinas. Através da revelação divina, eles haviam sido habilitados a ‘ver’ estas verdades” (LESSA, 2008, p. 14). 
Isso pode ser comprovado em textos bíblicos como estes:
• “Mas se não quiseres sair, esta é a palavra que me revelou o Senhor” (Jeremias 38:21, Bíblia 
Almeida Revista e Atualizada, ARA);
• “Palavra do Senhor que em visão veio a Miquéias...” (Miquéias 1:1, ARA).
Um dos textos mais esclarecedores a respeito da origem da Bíblia foi escrito pelo apóstolo Paulo, em 
2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus...”. A palavra “inspirada” foi traduzida do grego theop-
neustos, e significa literalmente “proveniente do fôlego de Deus” (LESSA, 2008, p. 15), como se Deus tivesse 
“soprado” as ideias que formaram a Palavra. Assim, “Deus ‘inspirou’ a verdade nas mentes dos homens, os 
quais expressaram estas mesmas verdades em suas próprias palavras, que foram consolidadas nas Escrituras. 
Portanto, inspiração é o processo através do qual Deus comunica Sua verdade eterna” (LESSA, 2008, p. 15).
OS TRÊS FATORES DA INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
O apóstolo Pedro afirma também algo fundamental a respeito da inspiração das Escrituras: “Antes de 
mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a pro-
fecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos [movidos] pelo 
Espírito Santo” (2 Pedro 1:20-21, Bíblia Nova Versão Internacional, NVI).
A partir das palavras de Pedro, podemos falar de três fatores ou componentes da inspiração das Es-
crituras (GEISLER; NIX, 1996, p. 12-13), conforme lemos a seguir:
1.Deus é a causa. O próprio Deus é a Fonte Primordial da inspiração da Bíblia. Foi Ele quem esco-
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
lheu e estimulou os escritores. Primeiro, falou aos profetas e, a seguir, falou aos seres humanos 
através desses profetas escolhidos. As verdades reveladas por Deus foram registradas pelos 
profetas escritores. De modo que o primeiro e mais importante fator fundamental da doutrina 
da inspiração bíblica é que Deus é a fonte principal e a causa primeira da verdade bíblica;
2. Os profetas são mediadores. Os profetas que escreveram a Bíblia não eram meros robôs ou 
autômatos. Eram mais do que apenas secretários que anotaram o que Deus lhes ditava. Eles 
escreveram de acordo com a consciência que os movia para esta tarefa, mas o fizeram com seus 
estilos literários e seus vocabulários individuais. As personalidades dos escritores bíblicos não 
foram violentadas por uma intrusão divina. É verdade que a Escritura que eles produziram é a 
Palavra de Deus, mas – em certo sentido – também é verdade que é a palavra do homem. Afi-
nal, Deus usou a personalidade de cada um deles para comunicar verdades e conceitos divinos. 
Podemos dizer, então, que os profetas foram a causa imediata dos textos escritos, mas Deus foi 
a causa principal.
3. A Escritura é autoridade. Somos informados que a Escritura é “[...] útil para o ensino, para a cor-
reçãoe para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente prepara-
do para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16, 17). Isto significa que a Bíblia é a última palavra no que 
diz respeito a assuntos doutrinários e éticos. Essa autoridade é decorrente da autoridade do 
próprio Deus, que se expressa na Bíblia através dos escritos proféticos.
Em síntese, a inspiração bíblica consta de três fatores essenciais: (1) Deus, como a causa; (2) os ho-
mens de Deus, como mediadores; e (3) as Sagradas Escrituras, como o produto final da revelação, a autori-
dade de Deus registrada pelos homens.
A MENSAGEM DA BÍBLIA
A Bíblia é o livro mais conhecido do mundo. Está nas casas mais simples e nos mais belos palácios, 
nas pequenas igrejas e nos mais suntuosos templos, nas bibliotecas de cidades do interior e nas mais 
famosas universidades. Está à disposição de qualquer pessoa. É possível comprá-la por poucos reais, ou 
pagar uma fortuna por exemplares antigos e raros. Numa boa livraria, você consegue desde as Bíblias mais 
sofisticadas até as de linguagem mais simples. Se preferir, pode até comprar uma em forma de aplicativo 
para smartphone, ou mesmo lê-la online pela internet. Que chique, não acha? (SUÁREZ, 2001).
Entretanto, mais do que sua versatilidade, o que realmente impressiona nela é sua mensagem, a qual, 
como diz Philip Comfort (1998, p. 23), lhe confere uma “missão civilizadora”. E qual é a mensagem da Bíblia? 
“É a história da salvação e, ao longo de ambos os Testamentos, podem ser distinguidos três elementos co-
muns nessa história reveladora: aquele que traz a salvação, o meio de salvação e os herdeiros da salvação” 
(COMFORT, 1998, p. 23). De acordo com a mensagem bíblica, quem traz a salvação é Deus Pai; o meio da 
salvação é Deus Filho – Jesus Cristo; e os herdeiros da salvação são os seres humanos, impressionados por 
Deus Espírito Santo. É sua mensagem central que atribui poder à Bíblia. Por causa disso,
[...] suas palavras são entesouradas nos corações de multidões como nenhuma outra. Todos aqueles que 
recebem seus dons de sabedoria e promessas de nova vida e poder eram, em princípio, estranhos à sua 
mensagem de redenção, sendo que muitos eram hostis aos seus ensinamentos e exigências espirituais. Em 
todas as gerações, evidencia-se seu poder de desafiar as pessoas de todas as raças e nações. Aqueles que 
apreciam a Bíblia — porque sustenta a esperança futura, dá sentido e poder para o presente e correlaciona 
um passado mal vivido com a graça perdoadora de Deus — não estariam experimentando tais recom-
pensas interiores se as Escrituras não fossem aceitas por eles como a verdade autoritária e divinamente 
revelada. Para o crente, a Escritura é a Palavra de Deus dada na forma objetiva das verdades proposicionais 
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
por meio de profetas e apóstolos divinamente inspirados, e o Espírito Santo é o Doador da fé mediante 
essa Palavra (COMFORT, 1998, p. 45-46).
SAIBA MAIS
Ao longo da história, a Bíblia tem sido um dos livros mais perseguidos de 
todos! Contudo, ela resiste a tudo e a todos, e atualmente é o livro mais 
traduzido e vendido do mundo inteiro! Por que você acha que a Escritura 
tem sido preservada da destruição por parte daqueles que sempre se colo-
caram contra ela? Haveria uma proteção divina sobre ela? Como?
DIVISÃO E CONTEÚDO GERAL DOS LIVROS DA BÍBLIA
Você sabia que a palavra “Bíblia” significa livro? Pois é, o vocábulo Bíblia
[...] entrou para as línguas modernas por intermédio do francês, passando primeiro pelo latim biblia, com 
origem no grego biblos. Originariamente, era o nome que se dava à casca de um papiro do século XI a.C. 
Por volta do século II d.C., os cristãos usavam a palavra para designar seus escritos sagrados (GEISLER; NIX, 
1996, p. 6).
Você deve ter notado que geralmente nos referimos à Bíblia como tendo duas partes ou Testamen-
tos: Antigo e Novo.
A palavra testamento, que seria mais bem traduzida por ‘aliança’, é tradução de palavras hebraicas e gregas 
que significam ‘pacto’ ou ‘acordo’ celebrado entre duas partes (‘aliança’). Portanto, no caso da Bíblia, temos 
o contrato antigo, celebrado entre Deus e seu povo, os judeus, e o pacto novo, celebrado entre Deus e os 
cristãos (GEISLER; NIX, 1996, p. 6).
Os quadros seguintes, nas Figuras 04 a 13, adaptadas de Merkh e França (2008), apresentam uma 
visão panorâmica dos livros da Bíblia. São muito úteis para a compreensão geral da Palavra de Deus. Inicie-
mos pelo Antigo Testamento:
figura 04 - livros da lei (ou pentateuco)
Livro Resumo em verso
Gênesis Em gênesis tudo começou, e a Abraão Deus abençoou
Êxodo Com Êxodo vem redenção e leis para santificação
Levítico Como viver na presença de Deus? Levítico dá leis aos judeus
Números Em Números o povo anda, por não crer no que Deus manda
Deuteronômio
Deuteronômio diz aos judeus: “Lembrem-se da aliança com 
Deus”.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
figura 05 - livros históricos
Livro Resumo em verso
Josué Em Josué a vitória vem, cada tribo sua terra tem
Juízes Em Juízes o povo esqueceu a lei e o homem se tornou seu próprio rei
Rute Rute mostra uma história bonita: amor fiel de uma moabita
I e II Samuel Aqui temos o início da monarquia, descobrimos como somos 
infelizes quando Deus não guia
I e II Reis Reis descrevem o reino dividido e, cada país, no exílio, cativo
I e II Crônicas Crônicas conta a mesma história, enfatizando o templo e a sua glória
Esdras Esdras fala em restauração: primeiro do templo, depois da nação
Neemias O muro Neemias edificou. O pacto do povo com Deus ele renovou
Ester Ester revela o Protetor que guarda o Seu povo como Salvador
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
figura 06 - livros poéticos
Livro Resumo em verso
Jó A dor em Jó dúvida produz, até que de Deus surge a luz
Salmos Os Salmos cantam meditações, gratidão, louvor e lamentações
Provérbios
Provérbios dá o segredo da alegria: o temor do Senhor é a 
sabedoria
Eclesiastes
“Somente Deus transforma a vaidade”, é a grande afirmação que 
nos leva à verdade
Cantares O amor real descrito em Cantares deve estar em todos os lares
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
figura 07 - livros dos profetas maiores
Livro Resumo em verso
Isaías Depois, enfim, de dura condenação, Isaías vê grande salvação
Jeremias Em Jeremias rendição e o recado de Deus à nação
Lamentações Lamentações é o choro pela cidade, destruída por sua iniquidade
Ezequiel Em Ezequiel, um povo exilado. Algum dia, enfim, será restaurado
Daniel
Daniel aponta ao Deus soberano, controlando reis e tempo no Seu 
grande plano
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
figura 08 - livros dos profetas menores
Livro Resumo em verso
Oseias Oséias demonstra amor real, assim como a Israel Deus é leal
Joel
Como grilos e secas causam temor, Joel vê castigo 
no Dia do Senhor
Amós
Amós previne a calamidade, mandada por Deus contra a 
falsidade
Obadias Em Obadias o julgamento é dado: o fim de Edom está declarado
Jonas
Depois da primeira e segunda comissão, Jonas se curva à divina 
compaixão
Miqueias Miquéias exorta a sua comunidade à troca do mal por equidade
Naum Naum proclama a execução, Nínive morre sem compaixão
Habacuque
Habacuque ora em submissão, e prova pela fé 
que Deus tem razão
Sofonias Em Sofonias, condenação termina em restauração
Ageu
A obra do Templo começa de novo, quando Ageu 
reprova seu povo
Zacarias “Completem o Templo para o Messias” é a mensagem de Zacarias
Malaquias De Malaquias vem interrogação, pois culpa de novo tem a nação
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
E a seguir, a visão sobre o Novo Testamento.
figura 09 - os Evangelhos
Livro Resumo em verso
Mateus
O Messias em Mateus é rejeitado, Rei sem o reino, como foi 
profetizado.Marcos
Marcos Cristo em Marcos é o Servo humilhado, que deu a vida 
para eu ser libertado.
Lucas
Lucas Em Lucas Jesus é o Filho nascido, que busca e salva o 
homem perdido.
João
João João aponta o Cordeiro de Deus, que tira o pecado de 
gentios e judeus.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
figura 10 - livro histórico
Livro Resumo em verso
Atos
Em Atos o Espírito espalha salvação, dos judeus aos 
povos de toda nação.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
figura 11 - cartas de paulo
Livro Resumo em verso
Romanos
Estando eu perdido no pecado, Romanos me mostra como ser 
justificado.
I Coríntios
1 Coríntios A primeira aos Coríntios traz admoestação contra 
impureza, desordem e divisão.
II Coríntios
2 Coríntios A segunda aos Coríntios defende a posição do 
apóstolo escolhido após a
Gálatas ressurreição.
Efésios
Gálatas Gálatas proclama liberdade do pecado pela graça, nunca 
lei, como outros têm
Filipenses pensado.
Colossenses
Efésios “Andar de modo digno da vossa vocação”: Efésios exalta 
nossa alta posição.
I Tessalonicenses
Os Tessalonicenses, na epístola primeira, são motivados a mostrar 
santidade verdadeira.
II Tessalonicenses
Tessalonicenses, a segunda carta escrita, o Dia do Senhor e 
consequências explica.
I Timóteo
1 Timóteo A primeira a Timóteo exige ordem boa, na Igreja e nos 
Ministros, para nada ser à toa.
II Timóteo
2 Timóteo A segunda a Timóteo dá o grito da guerra: “Proclama o 
Cristo em toda a terra”.
Tito
Tito Tito foi escrito para dar às igrejas novas um padrão de bons 
pastores, doutrina e obras.
Filemom
Filemom Filemom perdeu um inútil escravo, mas todos ganharam 
quando ele foi salvo.
Hebreus
Cristo é supremo no livro de Hebreus, como Rei, Sacerdote e Filho 
de Deus.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
figura 12 - cartas gerais
Livro Resumo em verso
Tiago
Tiago descreve uma fé genuína, que ouve e age, não fica na 
surdina.
I Pedro
1 Pedro A primeira de Pedro consola os crentes que sofrem por 
Cristo mesmo inocentes.
II Pedro
2 Pedro A segunda de Pedro chama a atenção: Os falsos mestres 
merecem perdição.
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
Livro Resumo em verso
I João
1 João Amor, segurança e comunhão, são os temas da primeira 
carta de João.
II João
2 João O amor verdadeiro, na segunda de João, rejeita a mentira, 
abraça o irmão.
III João
3 João A terceira de João condena o egoísmo, e louva a bondade 
e o altruísmo.
Judas
Judas Em Judas a batalha pela fé preciosa é dos crentes com 
doutrina valiosa.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
figura 13 - livro profético
Livro Resumo em verso
Apocalipse
Apocalipse traz julgamento e salvação, e tudo renovado numa 
nova criação.
fonte: adaptado de merkh e frança (2008)
AGORA É COM VOCÊ
A Bíblia é um livro singular, único, e diversas características ressaltam isso! Leia sobre isso no artigo 
“A Bíblia: Como pode ela ser única?”, escrito pelo teólogo Peter van Bemmelen. 
Disponível em: https://esperanca.com.br/espiritualidade/a-biblia-como-pode-ela-ser-unica/. 
Acesso em: 31 jan. 2023.
FIQUE TRANQUILO: PODEMOS CONFIAR NA BÍBLIA!
Embora algumas pessoas possam duvidar da veracidade da Palavra de Deus, ela é suficientemente 
confiável a ponto de satisfazer a curiosidade de qualquer pesquisador sincero. Saiba que duas obras téc-
nicas que atestam a confiabilidade da Bíblia são: ARCHER JR., Gleason L. Merece confiança o Antigo Testa-
mento? São Paulo: Vida Nova, 2000; e Merece confiança o Novo Testamento?, do mesmo autor e editora. 
Veja a seguir alguns testes nos quais a Bíblia passa tranquilamente (BENEDICTO, 2000, p. 47-48):
• Teste da autenticidade: a Bíblia reivindica ser a Palavra de Deus. Isso é facilmente comprovado 
quando notamos que os profetas do AT empregam 130 vezes a expressão “veio a mim a Palavra 
do Senhor” e centenas de vezes a expressão “assim diz o Senhor”. Acima de tudo, é Deus quem 
dá à Bíblia o status de “Palavra de Deus”;
• Teste da relevância: a mensagem da Bíblia é indispensável, necessária. Mostra nossa origem e 
nosso destino. Apresenta a resposta para os nossos anseios;
• Teste da coerência: a Bíblia é coerente em suas páginas. É harmoniosa mesmo tendo sido 
escrita por cerca de 40 escritores num espaço de 1.600 anos. Assim sendo, temos de admitir a 
existência de um único Autor dirigindo seus muitos escritores;
https://esperanca.com.br/espiritualidade/a-biblia-como-pode-ela-ser-unica/
https://esperanca.com.br/espiritualidade/a-biblia-como-pode-ela-ser-unica/
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
• Teste da veracidade: a Bíblia não mente quando apresenta fatos históricos ou doutrinários, ou 
mesmo quando relata um milagre ou parábola. Ela é sempre verdadeira, conforme têm de-
monstrado os últimos achados arqueológicos. Para estudos a respeito, consulte SILVA, Rodrigo 
P. Um desconhecido Galileu. Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2001; e 
McDOWELL, Josh. Ele andou entre nós. São Paulo: Candeia, 1998;
• Teste da sobrevivência: devemos convir que a Bíblia tem uma proteção especial, pois nenhum 
livro foi tão analisado, discutido, ridicularizado, maltratado e perseguido quanto ela. Todavia, 
ela está intacta em pleno século 21;
• Teste do conhecimento: a Bíblia prediz o futuro sem errar, pois Seu Autor conhece o passado, 
o presente e o futuro;
• Teste do reconhecimento: Jesus, os apóstolos e os pais da Igreja validaram a Bíblia, aceitando-
-a como a Palavra de Deus;
• Teste do poder: a Bíblia tem o poder de operar mudanças. Outros livros informam, mas ela 
transforma. Nela, as pessoas encontram ajuda do Céu para vencer uma vida de pecado e 
derrota. A melhor prova da confiabilidade da Bíblia é o fato de ela ter transformado milhões de 
pessoas.
SAIBA MAIS
Considerando que a Bíblia é um livro que foi escrito dentro de um con-
texto, e que guarda um significado específico, você considera correto uma 
pessoa interpretar a Bíblia com um simples “eu acho”? Por quê? Por que, 
algumas vezes, se dá tanto crédito ao conhecimento científico e tão pouco 
crédito à Bíblia?
BENEFÍCIOS INTELECTUAIS DO ESTUDO DA BÍBLIA
Como afirma James Braga (1989, p. 7), “[...] um dos maiores privilégios que Deus concedeu a Seus 
filhos é a oportunidade de estudar a Sua Palavra”, justamente porque nela encontramos as orientações que 
Ele nos oferece para um viver seguro, correto e de acordo com a Sua vontade. Acima de tudo, a Bíblia é o 
mapa que nos mostra o caminho que conduz à vida eterna.
Todavia, o benefício do estudo da Bíblia não se limita ao âmbito religioso ou espiritual. A escritora Ellen 
White (2003, p. 124) afirma que “[...] como meio para o preparo intelectual, a Bíblia é mais eficiente do que 
qualquer outro livro, ou todos os livros reunidos”. Esta afirmação é surpreendente! É possível que alguém pen-
se: “Não tenho dúvida da importância da Bíblia para a minha vida espiritual. Mas, como ela pode me ajudar na 
minha cognição, na minha inteligência?”. De acordo com Ellen White (2003, p. 124), a contribuição intelectual 
da Bíblia se fundamenta em três características da Escritura: “[...] a grandeza de seus temas, a nobre simplici-
dade de suas declarações, a beleza de suas imagens”. Vamos pensar em cada um desses itens.
Quanto à grandeza dos temas da Bíblia, podemos afirmar que se exige esforço intelectual complexo 
na sistematização de seus assuntos: conhecimento (informação), compreensão (entendimento), aplicação 
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
(prática), análise (diferenciação das partes), síntese (esquematização) e avaliação (juízo de valor). Como 
exemplo, podemos citar o esforço necessário para a compreensão de temas amplos e grandiosos, como a 
luta entre o bem e o mal; neste caso, não basta apenas dominar ainformação do que significa a luta entre 
o bem e o mal, pois sua compreensão exige síntese e, inclusive, avaliação.
Além disso, nossa mente se expande diante da variedade dos temas bíblicos – polifonia - enquanto 
que livros “acadêmicos” abordam apenas um tópico - monofonia (MARKS, 1998). Mais ainda: em livros co-
muns, as ideias são encontradas entre o texto; na Bíblia, somos levados a um contexto mais amplo e este 
exercício, por ser complexo e desafiador, se torna um estimulador da inteligência.
No que diz respeito à simplicidade das declarações bíblicas, imagine a singeleza e ao mesmo tempo 
a profundidade escondida em versos como “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, ou “o reino dos céus 
é semelhante ao fermento”. Ou, ainda, “posso todas as coisas naquEle que me fortalece”. Ao mesmo tempo 
em que essas afirmações sugerem coisas facilmente compreensíveis, como o cuidado de Deus por nós ou 
a maneira como Deus trabalha em nossa vida, é também verdade que elas nos colocam diante de temas 
profundos: por que às vezes, aparentemente, Deus cuida de uns e não de outros? Por que Deus alcança 
rapidamente o coração de uns, enquanto outros demoram tanto a se entregar a Ele? 
Finalmente, outra característica da Escritura que contribui para o desenvolvimento de nosso intelec-
to é a beleza das suas imagens. Não há dúvidas de que as diversas metáforas e parábolas da Bíblia de certo 
modo nos levam ao mundo do “faz de conta”, do imaginário, possibilitando criatividade, liberdade e maior 
aplicabilidade. Por outro lado, os temas profundos e espirituais ficam mais compreensíveis e concretos 
pelas imagens que a Bíblia apresenta, assim como ajudam a fixar o conhecimento.
UM LIVRO SINGULAR
A Bíblia é um livro singular, e essa unicidade aponta para a sua origem divina. A singularidade da 
Escritura pode ser verificada em pelo menos quatro aspectos (WILKINSON; BOA, 2000, p. VIII-V), abordados 
a seguir.
• Primeiro, ela é singular em sua produção. Sendo um só livro, é, contudo, formada de vários 
livros. Além disso, não é meramente uma coleção de histórias, cartas ou poesias. É uma perfeita 
unidade, progressiva e harmoniosa, girando sempre em torno de um assunto e uma pessoa: sal-
vação em Jesus. E, diferenciando--se abismalmente de qualquer outro livro, a Bíblia foi escrita 
em aproximadamente 1500 anos, em três idiomas diferentes, em três continentes diferentes 
e por autores fantasticamente diversos, dentre os quais um construtor de tendas, um médico, 
dois carpinteiros, dois pescadores, alguns reis, um oficial da nobreza etc.;
• Segundo, ela é singular em sua preservação. Provavelmente ela foi o livro mais perseguido de 
toda a história do mundo. De fato, muitos tentaram proibi-la e destruí-la; mas seus esforços 
foram vãos. Ela é uma bigorna que tem esmiuçado muitos martelos;
• Terceiro, ela é singular em suas proclamações. Na época de sua escrita, mais de um quarto de 
seu conteúdo era profético, a maior parte tendo já se cumprido com espantosa precisão. Seus 
temas abrangem desde o Céu até o inferno, do bem ao mal, do Criador à criatura, do passado 
ao futuro, passando pelo presente;
• Finalmente, ela é singular pelo seu resultado. Como nenhum outro livro, a Bíblia influenciou e 
influencia profundamente a cultura, o pensamento e a história do mundo, modelando a arte, 
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comprEENDENDo o mUNDo: A bíblIA como foNtE DE INtErprEtAção DA rEAlIDADE
COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
a música, a moralidade, a oratória, a lei, a política, a filosofia e a literatura. Além de influenciar 
pessoas, é claro. 
Diante de um livro tão especial – dádiva do Céu à Terra –, o que podemos fazer? Temos apenas uma 
alternativa adequada: estudá-la, amá-la e seguir seus preceitos.
SAIBA MAIS
A respeito da importância da leitura diária da Bíblia, sugerimos que consul-
te o artigo “Experimente o poder da Palavra de Deus” do teólogo adventis-
ta Ulrich Frikart. 
Disponível em: https://dialogue.adventist.org/pt/516/experimente-o-po-
der-da-palavra-de-deus. Acesso em: 31 jan. 2023.
Em seu valioso livro Bible Study Methods, Richard Warren (2006) apresenta doze métodos bastante 
práticos para o estudo da Bíblia, os quais podem servir de mapas para tornar a “viagem” pela Bíblia mais 
significativa e prazerosa. Confira, a seguir, uma síntese de três deles, que você pode usar em sua leitura 
pessoal da Bíblia.
1. Método devocional. Consiste em selecionar uma porção pequena da Bíblia, e depois meditar 
em oração até que Deus nos mostre a maneira correta de aplicar a verdade nela contida à nossa 
própria vida. A seguir, essa aplicação pessoal deve ser escrita a fim de se tornar clara e concreta. 
Finalmente, é importante memorizar um verso-chave que sintetize o estudo feito.
2. Método temático. O leitor deve selecionar um tema bíblico, e então pensar em quatro ou cinco 
perguntas que gostaria de ter respondidas sobre o tema, as quais podem incluir: O quê? Por 
quê? Quando? Como? Onde? Quem? Por exemplo: O que significa a expressão “até duas mil e 
trezentas tardes e manhãs e o Santuário será purificado”? Por que a maioria dos mandamen-
tos começa com a expressão “não”? Quando os pais devem começar a educar seus filhos nos 
caminhos do Senhor? Como podemos desenvolver o hábito de estudar a Bíblia? Onde começou 
a conversão de Saulo? Quem escreveu o livro de Hebreus? A seguir, estudam-se todas as refe-
rências bíblicas que podem ser encontradas, sumarizando e registrando as respostas. Para este 
método, as ferramentas necessárias são uma Bíblia de estudo e uma boa concordância bíblica.
3. Método de estudo de palavras. Este é um método fascinante e requer diversas ferramentas 
específicas para sua realização, como uma boa Bíblia de estudos, diversas traduções da Bíblia, 
concordância, dicionário e enciclopédia da Bíblia. Tendo na mão algumas palavras fundamen-
tais da Bíblia, o leitor precisa descobrir quantas vezes ela aparece nas Escrituras e como ela é 
usada. O objetivo principal é compreender o significado original para então determinar qual o 
sentido na passagem onde se encontra.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo das últimas páginas, descobrimos e relembramos elementos que fazem parte do mais 
íntimo do seu ser. As decisões que você tomará a partir daquilo que crê consciente ou inconscientemen-
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COSMOVISÃO BÍBLICO CRISTÃ
te agora devem ser dotadas de uma compreensão mais específica daquilo que há de mais profundo em 
suas concepções. A cosmovisão é uma espécie de “lente” intelectual através da qual nós vemos e explica-
mos a realidade e tudo o que nos rodeia. Você tem uma e, inevitavelmente, eu também tenho, visto ser 
ela a visão de mundo concernente a todos os indivíduos, pessoal e praticamente intransferível, podendo 
ocupar espaço comum em um ambiente coletivo, mas ainda assim sempre carregando conotações ínti-
mas e individuais.
A cosmovisão determina nossa maneira de encarar tudo na vida. Na prática, nós a utilizamos a todo 
instante em todos os dias. As principais cosmovisões, como vimos, são: teísmo, ateísmo, panteísmo, panen-
teísmo, deísmo e politeísmo. Inevitavelmente, cada uma dessas formas coletivas de cosmovisão opinará 
e tomará partido nos seguintes temas fundamentais: teologia, cosmologia, antropologia, epistemologia, 
axiologia, história e destino.
Sua importância está no ato de reunir numa única proposta elementos de valorização do ser humano, 
possuindo propostas teórico-práticas e fornecendo ferramentas adequadas para discernir a verdade do erro. 
Deus inspirou a verdade na mente dos homens, os quais expressaram estas mesmas verdades em 
suas próprias palavras, que foram consolidadas nas Escrituras. Portanto, inspiração é o processo através 
do qual Deus comunica Sua verdade eterna.A inspiração bíblica consta de três fatores essenciais: Deus, 
como a Causa; os homens de Deus, como mediadores; e as Sagradas Escrituras, como o produto final da 
revelação, a autoridade de Deus registrada pelos homens. A mensagem da Bíblia é a história da salvação, 
sendo confiável pois passa em diversos “testes”: autenticidade, relevância, coerência, veracidade, sobrevi-
vência, conhecimento, reconhecimento e poder. Já a contribuição intelectual da Bíblia se fundamenta em 
três características: a grandeza de seus temas, a nobre simplicidade de suas declarações e a beleza de suas 
imagens; a Bíblia é um livro singular em sua produção, preservação, proclamação e resultado.
Sendo assim, estude-a! Com tantos detalhes ricos em sua literatura e composição, ela deveria ganhar 
seu respeito e apreço como livro inspirado que contém, sob um aparato cultural e social de diversos au-
tores, textos que nos permitem vislumbrar a relação de homens com Deus refletindo até os dias de hoje. 
Aproveite o privilégio que muitos não tiveram! 
Bons estudos!
REFERÊNCIAS
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	compreendendo o mundo: 
a bíblia como fonte de interpretação da realidade
	Introdução
	Cosmovisões: compreendendo 
a realidade que nos cerca
	O que é uma cosmovisão?
	Campos de atuação de uma cosmovisão
	Identificando as cosmovisões
	Por que precisamos de uma cosmovisão?
	 A cosmovisão é importante demais para ser ignorada
	Todos nós acreditamos em alguma coisa
	A importância da cosmovisão
	Quadro panorâmico
	A importância da cosmovisão bíblico-cristã
	A bíblia como revelação de Deus
	Um livro “soprado” por Deus
	Os três fatores da inspiração das escrituras
	A mensagem da Bíblia
	Divisão e conteúdo geral dos livros da Bíblia
	Fique tranquilo: podemos confiar na bíblia!
	Benefícios intelectuais do estudo da Bíblia
	Um livro singular
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