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UPEM Núcleo de Pesquisa em Mecatrônica CEFET/RJ campus Nova Iguaçu Sistemas Digitais (GELE1631-GELE1622) Caṕıtulo 5 Flip-flops e Dispositivos Correlatos Rene Cruz Freire rene.freire@cefet-rj.br Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca Campus Nova Iguaçu 8/2023 Sumário Latch com portas NAND Latch com portas NOR Pulsos digitais Sinais de clock e flip-flops com clock Flip-flop S-R com clock Flip-flop J-K com clock Flip-flop D com clock Latch D (latch transparente) Entradas asśıncronas Sincronização de flip-flops Detectando uma sequência de entrada Armazenamento e transferência de dados Transferência serial de dados: registradores de deslocamento Divisão de frequência e contagem Dispositivos Schmitt-trigger Multivibrador monoestável Introdução ▶ Até agora estudamos circuitos combinacionais ▶ Boa parte dos circuitos práticos são constitúıdos de circuitos combinacionais e de elementos de memória ▶ Elemento de memória mais importante é o flip-flop (FF) ▶ Composição de portas lógicas com realimentação Introdução ▶ Estado SET: estado ALTO do FF, i.e., Q = 1/Q = 0 ▶ Estado RESET ou CLEAR: estado BAIXO do FF, i.e., Q = 0/Q = 1 ▶ Outras denominações para flip-flop: ▶ Latch ou multivibrador biestável Latch com portas NAND ▶ SET e RESET geralmente estão no estado ALTO e uma delas é pulsada para ńıvel BAIXO Setando o latch com portas NAND ▶ Pulso de ńıvel BAIXO em SET sempre leva o latch para o estado Q = 1 Resetando o latch com portas NAND ▶ Pulso de ńıvel BAIXO em RESET sempre leva o latch para o estado Q = 0 Resumo do latch com portas NAND ▶ SET = RESET = 1 ▶ Estado normal de repouso ▶ Q e Q permanecem nos mesmos estados ▶ SET = 0 e RESET = 1 ▶ Operação de setar o latch ▶ Q = 1 e Q = 0 ▶ SET = 1 e RESET = 0 ▶ Operação de resetar o latch ▶ Q = 0 e Q = 1 ▶ SET = RESET = 0 ▶ Condição que não deve ser utilizada Resumo do latch com portas NAND Representações alternativas ▶ O latch NAND e o latch NOR (que será apresentado a seguir) são conhecidos como latches S-R Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do latch mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 0, determine a forma de onda na sáıda Q Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do latch mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 0, determine a forma de onda na sáıda Q Exemplo É praticamente imposśıvel obter uma transição “limpa” de tensão a partir de uma chave mecânica devido ao fenômeno de trepidação do contato (contact bounce). Um latch NAND pode ser usado para evitar problemas com isso. Resumo do latch com portas NOR ▶ SET = RESET = 0 ▶ Estado normal de repouso ▶ Q e Q permanecem nos mesmos estados ▶ SET = 1 e RESET = 0 ▶ Operação de setar o latch ▶ Q = 1 e Q = 0 ▶ SET = 0 e RESET = 1 ▶ Operação de resetar o latch ▶ Q = 0 e Q = 1 ▶ SET = RESET = 1 ▶ Condição que não deve ser utilizada Resumo do latch com portas NAND Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do latch mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 0, determine a forma de onda na sáıda Q Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do latch mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 0, determine a forma de onda na sáıda Q Exemplo Detecção de interrupção de um feixe de luz utilizando fototransistor e latch com portas NOR Pulsos digitais ▶ Largura de pulso: tw ▶ Tempos de subida e descida: tr Sinais de clock ▶ Modo de operação de sistemas digitais ▶ Śıncrono: sáıdas só podem mudar de estado em momentos predefinidos ▶ Um sinal chamado clock define estes momentos ▶ Sistemas śıncronos são mais simples para projeto e análise ▶ Asśıncrono: sáıdas podem mudar de estado a qualquer momento Sinais de clock ▶ Sincronização de eventos é obtida com flip-flops com clock ▶ A velocidade do sistema acaba sendo limitada pela velocidade do clock Flip-flops com clock ▶ Entrada adicional chamada CLK , ou CK , ou CP (clock pulse) ▶ A entrada é disparada por borda, ou seja, é ativada em uma transição ▶ As demais entradas de controle (śıncronas) não possuem efeito na sáıda até que haja uma transição do sinal de clock Tempos de setup e hold ▶ Tempo de setup: na faixa de 5 a 50 ns ▶ Tempo de hold: na faixa de 0 a 10 ns Flip-flop S-R com clock Flip-flop S-R com clock Flip-flop S-R com clock Circuito interno de um flip-flop S-R com clock ▶ Composto por três partes: ▶ Latch NAND básico ▶ Circuito direcionador de pulsos ▶ Circuito detector de borda Exemplo de detector de borda Exemplo de detector de borda Flip-flop J-K ▶ Similar ao flip-flop S − R, com a seguinte exceção: ▶ A condição J = K = 1 não gera ambiguidade ▶ É denominado modo de comutação ▶ É mais utilizado que o S-R Flip-flop J-K Flip-flop J-K Circuito interno de um flip-flop J-K disparado por borda Flip-flop D Flip-flop D Implementação de um flip-flop D Transferência de dados em paralelo Latch D ▶ É um flip-flop D sem detector de pulsos Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do latch D mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 0, determine a forma de onda na sáıda Q Entradas asśıncronas ▶ As entradas que estudamos até agora (S ,R, J ,K ,D) são denominadas entradas śıncronas ▶ A maioria dos FFs com clock também possuem entradas asśıncronas ▶ Operação independente das demais entradas e do clock ▶ Podem ser utilizadas para colocar o FF no estado 1 ou 0 em qualquer instante ▶ São também chamadas de entrada de sobreposição Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do FF mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 1, determine a forma de onda na sáıda Q Exemplo As formas de onda da figura abaixo são aplicadas nas entradas do FF mostrado na figura do slide anterior. Considerando que inicialmente Q = 1, determine a forma de onda na sáıda Q Problemas com pulsos parciais Sincronização de entradas asśıncronas Detectando sequenciamento de entradas ▶ Em várias situações, a ordem em que as entradas são ativas pode ser importante ▶ Como devemos proceder se queremos uma sequencia com 4 Entradas? Armazenamento e transferência de dados ▶ Uso mais comum do flip-flop: armazenamento de dados ▶ Grupos de flip-flops são denominados registradores ▶ A operação mais comum com os dados armazenados é a transferência ▶ Existem transferências śıncronas e asśıncronas Transferência śıncrona Transferência asśıncrona Transferência paralela de dados Transferência serial de dados: registradores de deslocamento Transferência serial entre registradores Divisão de frequência e contagem Divisão de frequência e contagem Diagrama de transição de estados ▶ Módulo de um contador = número de estados Dispositivos Schmitt-trigger ▶ Permite trabalhar com entradas com transições lentas sem fazer com que a sáıda fique oscilando Dispositivos Schmitt-trigger Monoestável não redisparável Monoestável redisparável Exerćıcios - Caṕıtulo 5 ▶ Latches com portas NAND e NOR e Análise de Defeitos - 5.2, 5.3; ▶ Pulsos Digitais, Sinais de Clock e Flip-Flops S-R com Clock - 5.7, 5.8, 5.10; ▶ Flip-Flop J-K com Clock - 5.12, 5.13; ▶ Flip-Flop D com Clock - 5.15, 5.16; ▶ Entradas Asśıncronas - 5.20; ▶ Sincronização de Flip-Flops e Detecção de uma Sequência de Entrada - 5.26; ▶ Armazenamento e Transferência de Dados e Registradores de Deslocamento - 5.27, 5.28; ▶ Divisão de Frequência e Contagem - 5.30, 5.31, 5.32, 5.33. Sumário Latch com portas NAND Latch com portas NOR Pulsos digitais Sinais de clock e flip-flops com clock Flip-flopS-R com clock Flip-flop J-K com clock Flip-flop D com clock Latch D (latch transparente) Entradas assíncronas Sincronização de flip-flops Detectando uma sequência de entrada Armazenamento e transferência de dados Transferência serial de dados: registradores de deslocamento Divisão de frequência e contagem Dispositivos Schmitt-trigger Multivibrador monoestável