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Introdução à Instrumentação Industrial José Rodrigues de Oliveira Neto joserodrigues.oliveiraneto@ufpe.br Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Engenharia Mecânica ME565 - Automação Industrial 2020.3 José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 1 / 45 joserodrigues.oliveiraneto@ufpe.br Introdução à Instrumentação Industrial 1 Introdução à Instrumentação Industrial 2 Classificação dos Sensores Industriais 3 Sensores Discretos Sensores de Contato José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 2 / 45 Introdução à Instrumentação Industrial 1 Introdução à Instrumentação Industrial 2 Classificação dos Sensores Industriais 3 Sensores Discretos Sensores de Contato José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 3 / 45 Introdução à Instrumentação Industrial Definição A instrumentação é relativa aos equipamentos que obtém informações acerca do estado de um determinado processo industrial. Os chamados sensores, transdutores e instrumentos de medição. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 4 / 45 Pirâmide de Automação José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 5 / 45 Pirâmide de Automação Nível 0 - Instrumentação Camada onde se encontram os sensores e os atuadores; Consiste nos equipamentos do chamado “chão de fábrica”. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 6 / 45 Diagrama de Blocos da Automação de um Processo José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 7 / 45 Instrumentação Industrial Definições SENSOR: é um elemento que gera um sinal padronizado (normalmente elétrico) a partir de uma grandeza física (temperatura, vazão, luz, som, pressão, etc.). TRANSDUTOR: é um dispositivo que converte um sinal de uma grandeza em outra. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 8 / 45 Introdução à Instrumentação Industrial 1 Introdução à Instrumentação Industrial 2 Classificação dos Sensores Industriais 3 Sensores Discretos Sensores de Contato José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 9 / 45 Classificação dos Sensores Quanto ao fluxo de energia: Sensores Ativos: Geram um sinal de saída sem a necessidade de alimentação externa. Ex: Termopar, célula fotoelétrica. Sensores Passivos: Requerem uma entrada de energia para gerar um sinal de saída. Ex: Termoresistências, sensor capacitivo. A maioria dos sensores industriais são passivos. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 10 / 45 Classificação dos Sensores Quanto ao tipo de saída: Sensores Contínuos: Gera uma saída que varia continuamente em função da entrada. Podem ser compostos por um único transdutor ou diferentes transdutores (sensores analógicos). Sensores Digitais: Gera uma saída discreta, normalmente binária: 0 ou 1, aberto ou fechado, acionado ou desligado, etc (sensores discretos). José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 11 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Sinais Analógicos Estes são sinais contínuos cuja variação em relação ao tempo é a representação proporcional de outra variável temporal. As grandezas tais como temperatura, vazão, comprimento e pressão tem natureza analógica. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 12 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Sinais Digitais Um sinal digital é uma sequência discreta (descontínua) no tempo e em amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo (tempo discreto), e que o conjunto de valores que pode assumir é finito (sinal quantizado). José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 13 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Diagrama de Blocos de um Sistema Digital José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 14 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Porque Instrumentação Eletrônica? Pela facilidade de tratamento dos sinais elétricos; Pela existência de transdutores sensores e atuadores de natureza elétrica; Pela confiabilidade de operação de um sistema instrumentado com recursos eletro-eletrônicos; Pela capacidade de controlar um processo em tempo real; Pela possibilidade de realização de operações multivariáveis de alta complexidade. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 15 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Porque utilizar sistemas digitais se o mundo é analógico? Fácil de ser projetado: os circuitos utilizados são circuitos de chaveamento, nos quais não importam os valores exatos de tensão ou corrente, mas apenas a faixa – Alta (High) ou Baixa (Low) – na qual eles se encontram. Fácil armazenamento de informação: Técnicas de armazenamento digitais podem armazenar bilhões de bits em um espaço físico relativamente pequeno. Já a capacidade de armazenamento de um sistema analógico é extremamente limitada. Maior precisão e exatidão: Nos sistemas analógicos, a precisão é limitada porque os valores de tensão e corrente são diretamente dependentes dos valores dos componentes do circuito, além de serem muito afetados por ruídos. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 16 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Porque utilizar sistemas digitais se o mundo é analógico? As operações podem ser programadas: É relativamente fácil e conveniente desenvolver sistemas digitais cuja operação possa ser controlada por um conjunto de instruções previamente armazenadas, denominado programa. Os sistemas analógicos também podem ser programados, mas a variedade e a complexidade das operações envolvidas são bastante limitadas. Menos afetados por ruídos: Flutuações espúrias na tensão (ruído) não são tão críticas em sistemas digitais, desde que o ruído não tenha amplitude suficiente que dificulte a distinção entre um nível Alto e um nível Baixo. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 17 / 45 Sinais Analógicos e Sinais Digitais Porque utilizar sistemas digitais se o mundo é analógico? Maior grau de integração: O desenvolvimento da tecnologia de integração (CIs) também beneficiou os circuitos analógicos, mas a sua relativa complexidade e o uso de dispositivos que não podem ser economicamente integrados (capacitores de grande capacitância, resistores de precisão, indutores, transformadores) não permitiram que os circuitos analógicos atingissem o mesmo grau de integração dos circuitos digitais. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 18 / 45 Introdução à Instrumentação Industrial 1 Introdução à Instrumentação Industrial 2 Classificação dos Sensores Industriais 3 Sensores Discretos Sensores de Contato José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 19 / 45 Sensores Discretos A maioria dos sensores discretos industriais são chaves elétricas. Os sensores discretos se diferenciam em : 1 Sensores de contato: chaves eletromecânicas e chaves de processo; 2 Sensores de proximidade: detectam a presença de algum objeto sem tocá-lo; José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 20 / 45 Sensores de Contato Tipos de Sensores de Contato 1 Chaves Eletromecânicas: 1 Chaves manipuladas pelo operador do processo; 2 Chaves-limite ou e Fim de curso; 2 Chaves de Nível; 3 Chaves de Fluxo; 4 Chaves de Pressão; 5 Chaves de Temperatura; José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 21 / 45 Sensores de Contato Chaves Eletromecânicas Chaves eletromecânicas são dispositivos primários para comunicar uma detecção de evento, seja uma intervenção do operador, seja um aviso de que um certo estado foi atingido por alguma variável física do processo. O sinal decorrente do fechamento de uma chave está sujeito ao ruído provocado pela vibração da parte mecânica (chatter). Para que essa sucessão rápida de sinais 0 e 1 não cause erros lógicos na automação, os CLPs devem possuir rotinas de filtragem em seus programas aplicativos (debounce). José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 22 / 45 Sensores de Contato Debounce JoséNeto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 23 / 45 Sensores de Contato Chaves Manipuladas pelo Operador do Processo A botoeira, ou chave push-button, é uma das formas mais simples usadas para comando pelos operador. As chaves de pé são usadas quando o operador necessita das mãos para exercer outra atividade enquanto opera o equipamento; Chaves seletoras são as incorporam uma operação e um mecanismos de chaveamento que apresenta várias posições. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 24 / 45 Sensores de Contato Botoeiras e Chaves Seletoras José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 25 / 45 Sensores de Contato Esses dispositivos têm corpo reforçado para suportar forças mecânicas decorrentes do contato com objetos. Apresentam rodas e amortecedores para diminuir o desgaste do ponto de contato. Podem ser agrupados pelos seguintes critérios: Chaves de contato elétrico normalmente aberto (NA) ou normalmente fechado (NF); Contatos que após acionados podem ser momentâneos ou permanentes; Dois ou quatro pares de contatos elétricos. Atuação por pressão; Abertura e fechamento lento de contatos; José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 26 / 45 Sensores de Contato Tipos de contato: José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 27 / 45 Sensores de Contato Segurança: existem chaves e botoeiras que podem ser travadas para evitar que sejam acionadas indevidamente José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 28 / 45 Sensores de Contato Chaves-limite ou de Fim de Curso São usadas para detectar a posição de objetos ou materiais. Os transportadores, portas, elevadores, válvulas, etc. usam as chaves de fim de curso para fornecer informações sobre a posição física do equipamento. Micro-switch: um movimento de pequena amplitude do pino central provoca um salto irreversível de uma mola interna e o fechamento firme de contado elétrico. A vida média dos micro-switches é de 10 milhões de operações. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 29 / 45 Sensores de Contato Chaves de fim de curso: sensores acionados mecanicamente pelo processo José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 30 / 45 Sensores de Contato Chave fim de curso por dentro: José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 31 / 45 Sensores de Contato Chaves de Nível As chaves de nível têm a função de monitorar o nível de líquido em um reservatório. São usadas normalmente em tanques, depósitos e, à medida que se altera o nível do líquido, o dispositivo de flutuação se desloca, abrindo ou fechando um contato elétrico. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 32 / 45 Sensores de Contato Chaves de Nível: boia de nível José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 33 / 45 Sensores de Contato Chaves de Nível: boia eletronível José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 34 / 45 Sensores de Contato Chaves de Nível: boia eletronível José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 35 / 45 Sensores de Contato Chave de Fluxo Uma chave de fluxo é utilizada para detectar vazão de um fluido tal como ar, água, óleo ou gás. O rotor se movimenta com a vazão do fluido e ativa um contato. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 36 / 45 Sensores de Contato Chave de Fluxo José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 37 / 45 Sensores de Contato Chave de Fluxo José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 38 / 45 Sensores de Contato Chave de Fluxo José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 39 / 45 Sensores de Contato Chaves de Pressão As chaves de pressão são utilizadas para detectar o nível de pressão de um fluido em um recipiente. As chaves de pressão usam um fole para acionar contatos elétricos. Quando a pressão no fole ultrapassa a tensão mecânica predeterminada em mola, o contato é ativado. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 40 / 45 Sensores de Contato Chaves de Pressão José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 41 / 45 Sensores de Contato Chaves de Temperatura As chaves de temperatura são normalmente dos tipos bimetálico e bulbo-capilar. Em qualquer caso, quando a temperatura do processo ultrapassar um valor específico, um contato se movimenta, transmitindo o evento. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 42 / 45 Sensores de Contato Chaves de Temperatura José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 43 / 45 Sensores de Contato Vantagens 1 Capacidade de corrente; 2 Imunidade à interferência eletromagnética; 3 Baixo custo; 4 Tecnologia conhecida. Desvantagens 1 Requer contato físico com o alvo; 2 Resposta lenta; 3 Contatos apresentam bounce; 4 Baixa vida útil; José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 44 / 45 Bibliografia CAJUEIRO, J. P. C., Apostila de automação industrial, Notas de Aula, 2018, disponível em: https://sites.google.com/view/automacaoindustrial. MORAES, C. C., CASTRUCCI, P. L., Engenharia de Automação Industrial, 2a Ed., LTC, 2015. BEGA, E. A. et all, Instrumentação industrial, 3a Ed., Editora Internciência, 2011. GEORGINE, M. Automação aplicada, 9a Ed., Érica, 2007. José Neto (DEMEC-UFPE) ME565 - Automação Industrial 2020.3 45 / 45 https://sites.google.com/view/automacaoindustrial Introdução à Instrumentação Industrial Classificação dos Sensores Industriais Sensores Discretos Sensores de Contato