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CONTA HOSPITALAR:
ANÁLISE CRíTICA DAS DEFINiÇÕES DE
DIÁRIA E TAXA DE SALA CIRÚRGICA
Banca Examinadora:
Prota. Orientadora Ora. Ana Maria Malik
Prot. Or. Hélio de Paula Leite
Prot. Or. Ojair Picchiai
~I
ii
JULIO CESAR FURLAN
CONTA HOSPITALAR:
ANÁLISE CRíTICA DAS DEFINiÇÕES DE
DIÁRIA E TAXA DE SALA CIRÚRGICA
Dissertação apresentada ao Curso de Pós-
Graduação da FGV/EAESP.
Área de concentração: Administração
Hospitalar e Sistemas de Saúde como
requisito para a obtenção de título de mestre
em Administração.
Orientadora: Profa. Ora.Ana Maria Malik
São Paulo
~ Fundação Getulio Vargas"-.FGV Escola de Administraçao .
de Emp reaas de Silo PaUlo
Bihlioteca
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1999
Escola de Administração de
moresas de São Paulo
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Tombo
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FURLAN, Julio Cesar. Conta Hospitalar: análise crítica das definições de
diária e taxa de sala cirúrgica. São Paulo: EAESP/FGV, 1999. 149p.
(Dissertação de Mestrado apresentada ao Curso de Pós-Graduação da
EAESP/FGV, Área de concentração: Hospitais e Sistemas de Saúde).
Resumo: Trata do problema da imprecisão nas definições de diária
hospitalar e de taxa de sala cirúrgica praticadas pelos hospitais no
Brasil. Aponta a necessidade de se definir, uniforme e
interinstitucionalmente, tais termos, em razão de aspectos
administrativos, econômicos e jurídicos. Infere a possibilidade de
melhoria da competitividade e da eficiência no setor saúde.
Palavras-Chaves: Hospitais - Custos Hospitalares - Conta Hospitalar -
Diária Hospitalar - Taxa de Sala Cirúrgica
iii
Mas onde se achará a sabedoria?
E onde está o lugar do entendimento? (...)
Está encoberta aos olhos de todo vivente e oculta às aves do,
•...
Df:us lhe entende o caminho, e ele é quem sabe o seu lugar.
céu. (. ..)
porque ele perscruta até as extremidades da terra, vê tudo o
?f
~
~ que há debaixo dos céus.
11
QiJ,andoregulou o peso do vento etixoue medida das águas;
quando determinou leis para a chuva e caminho para o
relâmpago dos trovões, então, viu ele a sabedoria ea
manifestou; estabeleceu-a e também a esquadrinhou.
E disse ao homem: Eis que o temor do senhor é a sabedoria.
(...)
Jó 28: 12-28
•
On/y when we know /ítt/e do we know anything;
doubt grows with know/edge.
GOETHE
iv
.>:
.\
v
•
DEDICATÓRIA
Aos meus queridos pais, JOÃO e CLEIDE FURLAN, que,
pelo exemplo de dedicação e zelo carinhoso com os filhos,
contribuíram para minha formação em valores e princípios.
À minha amada esposa RITA, que, por meio de sua
paciência, amor e incentivo, tomou-se cúmplice de meu
desenvolvimento profissional e como indivíduo.
vi
AGRADECIMENTOS
•
À DEUS, autor da vida, por ter nos criado à Sua imagem e
semelhança, dando ao homem o poder da razão e o dom do
discernimento científico.
À Profa. Ora. ANA MARIA MAlIK, minha amiga e orientadora nesta
tese, pela postura crítica que permitiu o aperfeiçoamento deste trabalho e
de futuros.
Ao Prof. AFONSOJOSÉDEMATOS,meu mestre e amigo, pelo auxílio
sempre prestativo e valoroso, mais uma vez aqui demonstrado.
Ao Sr. FERNANDOCAVALHERI,encarregado de Serviço Médico do
\
Instituto Municipal de Previdência de São Bernardo do Campo, pela sua
inestimável colaboração, sem a qual certamente este trabalho não teria
brilho algum.
Ao Sr. EDUARDOAPARECIDODEALMEIDAe ao Dr. LUIZ FRANCISCO
DE SOUZA, respectivamente, presidente no biênio 1997/98 e chefe de
Seção Médica do Instituto Municipal de Previdência de São Bernardo do
Campo, pelo incentivo e pela cooperação.
Derradeiro é meu agradecimento àqueles que, por meu lapso de
recordação, deixei de citar mas que colaboraram para a realização deste
trabalho.
vii
SUMÁRIO
•
Lista de abreviaturas
Lista de gráficos
Lista de quadros
Resumo
1. INTRODUÇÃO 01
2. OBJETIVOS 07
3. METODOLOGIA 10
4. O QUE É DEFINiÇÃO 18
5. ASPECTOS JURíDICOS 27
6. ASPECTOS DO MERCADO EM SAÚDE 38
7. A ORGANIZAÇÃO HOSPITAL 52
8. CUSTOS HOSPITALARES 56
9. ANÁLISE DE CONTAS HOSPITALARES:
AS PROPOSTAS ATUAIS PARA MUDANÇAS
10. ANÁLISE DE CONTAS HOSPITALARES:
RESULTADOS 70
11. DISCUSSÃO 85
63
12. CONCLUSOES E INFERÊNCIAS 95
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 96
Apêndice I
Apêndice 11
viii
RESUMO
• FURLAN,J.C. Conta Hospitalar: análise crítica das definições de
diária e taxa de sala cirúrgica. São Paulo, 1998. 149p.
Monografia(Mestrado)- Escolade Administraçãode Empresasde
São Paulo,FundaçãoGetúlioVargas.
o sistema de repasse financeiro a unidades assistenciais mais
utilizado pelo setor privado de saúde no Brasil é a conta itemizada.
Apesar de historicamente consagrado, o pagamento através da
conta itemizada é bastante criticado por vários autores. No Brasil,
em especial, esta forma de pagamento resultou na prática de tabelas
de preços de serviços médico-hospitalares, extensas e
pormenorizadas, contendo imprecisões, como no caso das
definições de diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica. Tal condição
indica um empirismo administrativo dos hospitais, que favorece a
sua ineficiência. Deste modo, o presente estudo conclui que, além
de necessárias devido a aspectos jurídicos, administrativos e
econômicos, as definições de diária hospitalar e taxa de sala
cirúrgica poderiam também aumentar a competitividade
inter-hospitalar e estimular o ganho de eficiência no setor, desde que
houvesse sua uniformização interinstitucional. Finalmente,
sugerem-se uma definição para diária hospitalar e outra para taxa de
sala cirúrgica, baseadas nas pesquisas realizadas, incluindo a
análise de 250 contas hospitalares.
•
1. INTRODUÇÃO
Na prática da atividade econômica na área de saúde,
encontra-se uma variedade de sistemas de repasses financeiros a
unidades assistenciais (UGÁ, 1994A, p.10-13). Embora não
compreendido no objeto deste estudo, é conveniente fazer menção a
alguns aspectos de eficiência e qualidade envolvidos nos dois' mais
comuns sistemas de repasses financeiros utilizados no Brasil: o
pagamento por procedimento e o pagamento via conta itemizada,
ambas formas de remuneração por serviços previamente prestados.
A primeira forma de pagamento, por procedimento,
considera na sua essência um "sistema de classificação do produto
médico-hospitalar que o agrupe em classes homogêneas" (UGÁ,
19948, p.80) e exige um método de cálculo dos valores que serão
repassados a cada unidade assistencial por cada procedimento
(tratamento) reaüzado, compondo vários fatores envolvidos que
diferenciam as unidades como, por exemplo, o seu nível tecnológico
e o perfil de sua clientela. Enfim, este sistema de repasse tem por
diretriz "identificar na assistência médico-hospitalar a agudos, uma
2
série de tipos de casos, cada um dos quais, representantes de um
grupo de pacientes com processos de tratamento similar e um
" pacote previsível de serviços (ou produtos) provido por uma
instituição" (FETTER et aI. apud UGÁ, 1994B, p.75).
No Brasil, este modelo de repasse financeiro foi
introduzido pelo Sistema de Assistência Médico-Hospitalar da
Previdência Social (SAMHPS) em 1983. Inicialmente, restringiu-se
ao pagamento dos serviços prestados pelo setor privado contratado
pelo Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social
(INAMPS), resultando de medidas de racionalização dos seus
gastos, conforme estudo e orientação do Conselho Consultivo da
Administração de Saúde Previdenciária (CONASP) através do Plano
de Reorientação da Assistência à Saúde da Previdência Social de
1982.
Baseados no Projeto Curitiba, os dados de cerca de 8,3
milhões de internações realizadas em 1980 foram compilados até a
formação de 260 grupos de procedimentos constituídos a partir do
critério de homogeneidade de custos. Tal projeto correspondeu à
fase experimental do Sistema de Guias de Internação Hospitalar
(GIH), implantado no estado do Paraná em 1981 (UGÁ, 19948,
p.85-85).
Desde 1990 o sistema de repasse por procedimento foi
ampliado atodas as unidades assistenciais (hospitalares e
ambulatoriais) que integram o Sistema Único de Saúde (SUS),
sejam públicas ou privadas. Além do Sistema GIH, embrião do atual
Sistema AIH (Autorização de Internação Hospitalar), foram utilizados
dados dos Sistema de Informações Ambulatoriais e Hospitalares do
3
fi
Sistema Único de Saúde, respectivamente SIAlSUS e SIH/SUS,
objetivando-se uma padronização dos dados no âmbito nacional.
Apesar das vantagens preconizadas, como a
simplificação do repasse financeiro e do seu controle (COSTA, 1986,
p.68) e a possível redução de gastos por internação, a experiência
brasileira trouxe resultados negativos.
Em toda a rede de credenciados do SUS, principalmente,
nas áreas de maior concentração de hospitais com fins lucrativos,
verificou-se o aumento da hospitalização e uma preferência por
casos de tratamento mais simples e mais barato (RODRIGUES,
1989, p.3). Ora, na medida que é pago um valor constante para um
dado procedimento, aqueles hospitais cujo interesse principal é o
lucro, preocuparam-se em atender os casos menos graves que
implicam em menores gastos para uma mesma receita.
Ademais, uma particularidade na formulação do Sistema
GIH tem sido foco de críticas à classificação do produto hospitalar;
as críticas declaram a classificação extremamente frágil porque os
grupos foram formados "fundamentalmente na experiência médica e
administrativa de uma equipe de médicos que participaram
ativamente da implantação e operação do sistema no Estado do
Paraná, dispensando-se a utilização de sofisticados recursos
estatísticos e computacionais nos moldes do Sistema DRG" da
experiência norte-americana (CHIYOSI, MOURA apud UGÁ, 19948,
p.85).
Na quase totalidade do sistema privado de saúde
brasileiro, o modelo de repasse financeiro às unidades assistenciais
4
•
é constituído pelo pagamento itemizado, ou seja, o "método consiste
na remuneração discriminada de cada um dos serviços
intermediários que compõem os serviços finais (isto é, os
tratamentos completos) previamente executados por cada unidade
médico-assistencial" (UGÁ, 19948, p.80).
Este método traz uma tendência à sobreprestação de
serviços, produzindo elevação de markup sem favorecer melhoria de
qualidade ou de eficiência. Pelo contrário, parece induzir a criação
de demanda para recursos que implicam em maior risco de
iatrogenias e elevação desnecessária do custo, assim os
mecanismos de controle devem ser bem elaborados e constantes.
Além disso, por parte dos órgãos financiadores permite uma menor
previsibilidade de gastos, uma vez que se trata de um sistema de
transferência ex-post, isto é, o pagamento é efetuado em razão de
serviços previamente realizados.
Apesar das críticas, o pagamento itemizado ou por ato
médico é o método atualmente consagrado para o repasse
financeiro no setor privado com a aprovação de muitos dos órgãos
financiadores no Brasil. Estes compreendem cinco modelos no setor
privado de saúde, ou assistência supletiva à saúde: as medicinas de
grupo, as seguradoras, as cooperativas médicas, as auto-gestões e
as administradoras de planos de saúde. Algumas empresas deste
ramo negociai possuem experiências com os custos de serviços
assistenciais ambulatoriais e hospitalares, já que são proprietárias,
direta ou indiretamente, de hospitais e ambulatórios médicos, como
é o caso de empresas de medicina de grupo, de cooperativas e
algumas auto-gestões. Ora, existe uma relação compreensível entre
5
o crescimento dos gastos em saúde e o mercado, isto é, do
"encontro entre os que querem adquirir os bens e serviços de saúde
e aqueles que os oferecem" (ZUCCHI, 1995, p.43), que no caso dos
financiadores e proprietários de serviços próprios poderia ser uma
vantagem estratégica, fato que não vem sendo necessariamente
verdadeiro.
Numa percepção simplista do mercado acima esboçado
estabelecer-se-ia que as dificuldades e particularidades da
administração hospitalar implicariam no pagamento de itens
pormenorizadamente cobrados na conta hospitalar. Entretanto, é
fundamental compreender porque as contas hospitalares têm se
tornado tão extensivamente detalhadas em tópicos que-muitas vezes
aparecem em todas as cobranças sem se aglutinarem num único
item.
Destarte, há uma exigência para se compreender os
fenômenos políticos, administrativos e econômicos contidos numa
conta hospitalar que refletem para todo o sistema de saúde
conseqüências importantes no resultado final da saúde no Brasil.
"Sejam quais forem as formas de prestação, os
serviços de saúde terão que ser pagos. As configurações de
mercado e estrutura de preços prevalescentes terão
conseqüências sobre o sistema de saúde. Existe um mercado
distribuindo renda, gerando incentivos e até mesmo distorcendo
as intenções dos planejadores e administradores.
6
•
As forças do mercado podem prevalecer sobre as
intenções dos administradores, gerando padrões de serviços e
níveis de oferta/demanda discrepantes dos planos iniciais. [...].
O corporativismo e a cartelização podem restringir o
livre jogo das forças de mercado, surgindo outras formas de
ajustamentos de preços em decorrência das novas formas de
organização dos serviços médicos." (ZUCCHI, 1995, p.68).
Neste cenário político-econômico deve-se salientar, além
do papel dos representantes daqueles financiadores do setor privado
de saúde, a função e efeitos de outras organizações que exercem
influência sobre o sistema de pagamento dos serviços
médico-hospitalares: as Associações de Hospitais do Estado de São
Paulo (AHESP) e a Federação Nacional de Estabelecimentos de
Serviços de Saúde (FENAESS), a Associação Médica Brasileira
(AMB) e a Associação Paulistade Medicina (APM), entre outras.
O resultado deste conjunto de forças políticas tem sido
uma enorme variedade de taxas cobradas, além da diária hospitalar
e da taxa de sala de cirurgia. Historicamente, com os planos
governamentais de congelamento de preços, buscando a
estabilização econômica e redução da taxa de inflação, houve maior
propagação a criação de novas taxas que, na verdade, retratam
serviços antes compreendidos pelas cobranças antigas. Por isso,
percebe-se ser impróprio dizer que existe uma definição de diária
hospitalar e de taxa de sala cirúrgica, o que insitou a elaboração
deste estudo.
7
2. OBJETIVOS
Das noções iniciais sobre o tema, depreendem-se
elementos que carecem de um estudo mais abrangente dada a
freqüência em que se discutem as contas hospitalares e os gastos
implicados na sua formulação pelos prestadores, revisão pelos
financiadores dos serviços médico-hospitalares e a negociação em
busca de um ponto consensual para cada pagamento.
Deste modo, o presente estudo monográfico busca
analisar a situação das contas itemizadas, dissecando seus
componentes e propondo uma definição do que venha a ser diária
hospitalar e taxa de sala cirúrgica.
As definições deverão conter um aspecto racional bem
claro que explique sua essência e um aspecto flexibilizador que
permita incorporar novas tecnologias e seus respectivos custos, sem
causar distorções das definições. Isto porque, a proposta é trazer
definições que tenham um caráter duradouro, ou seja, novas
tecnologias não venham a servir de motivo para a criação de outro
item de cobrança, mas tão-somente alterem o preço da diária
8
hospitalar ou da taxa de sala cirúrgica, se houver modificação dos
custos.
Além das definições em si, o trabalho objetiva
estabelecer seus fundamentos administrativos, contábil-financeiros e
até mesmo implicações jurídicas para com o consumidor, em
decorrência da Lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990 (BRASIL,
1990, p.1045-1067), entre outras normas legais, a doutrina jurídica
hodierna e histórica, e o Direito comparado. Com tal fundamentação
tentar-se-á determinar uma condição ideal para o estàbelecimento
das definições e seus efeitos sobre o mercado de saúde.
Não se espera trazer à tona de discussão de qual o
melhor sistema de repassefinanceiro às unidades de assistência à
saúde, todavia no que se refere ao paradigma de pagamento por ato
médico, mais especificamente em relação à conta itemizada, este
estudo busca possíveis vantagens que seriam obtidas com a
institucionalização das definições nele estabelecidas.
Também não é pretensão deste trabalho debater as
políticas de saúde no país, ou no estrangeiro, nem estabelecer
soluções para os problemas de financiamento no setor, mas
necessariamente deve ser realizada a abordagem da historicidade
destes elementos, principalmente referentes ao Brasil.
Esta análise justifica-se porque acredita-se que a
formulação atual de cobranças em contas hospitalares no setor
privado da saúde, resultam destas políticas vistas num cenário
histórico, onde partiparam, e ainda participam, atores com interesses
e poderes divesificados.
9
.Finalmente, invocar-se-ão métodos de verificação de
custos e preços objetivando uma visão micro-econômica, ou
hospitalar propriamente dita, para proporcionar uma diária hospitalar
e uma taxa de sala cirúrgica. De outra sorte, não há como entender
que uma conta hospitalar contenha produtos ou serviços, mas
tão-somente continuará a corresponder a processos, ostentando a
imprevisibilidade dos custos para os órgãos financiadores e
consumidores em geral.
Isto posto, considera-se o tema como de elevada
importância para os gerenciadores de hospitais, que devem assumir
seu papel na efetiva administração dos recursos que vende, e para
todos aqueles direta ou indiretamente envolvidos com o
financiamento em saúde.
10
3. METODOLOGIA
A natureza do tema não encontra precedentes, o que
torna a pesquisa bibliográfica mais ampla e menos específica. Na
literatura específica sobre Administração Hospitalar nada se
encontrou sobre as definições de diária hospitalar e taxa de sala
cirúrgica, nem mesmo sobre sua importância e conseqüências da
falta delas.
Deste modo, a pesquisa teórica baseou-se em temas
correlacionados dentro das disciplinas de Administração Geral, da
Administração Hospitalar, da Economia da Saúde, da Contabilidade
de Custos e até mesmo dos direitos do consumidor.
Ademais, fez-se o levantamento da evolução histórica de
tabelas dos vários hospitais da região do ABCDMR (Santo André,
São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá e
Ribeirão Pires), considerando os eventos passados que
influenciaram as mudanças como, por exemplo, políticas de saúde,
planos econômicos, alterações tributárias etc.
Escolheu-se a região do ABCDMR por uma facilidade de
levantamento de dados, por ser uma unidade regional da AHESP (o
que caracteriza um pólo de atuação política dos hospitais), e por ser
11
representativa dentro dos objetivos do estudo que não incluiu a
análise de valores monetários, mas tão-somente preocupa-se em
definir diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica.
No plano de pesquisa de campo foram verificadas as
opiniões de representantes das entidades privadas interessadas no
assunto e que poderiam ser afetadas por alterações da conta
hospitalar: AHESP, FENAESS, FBH (Federação Brasileira de
Hospitais) e SINDHOSP; FENASEG (Federação Nacíonat de
Empresas de Seguros), ABRAMGE (Associação Brasileira de
Medicina de Grupo) , ABRASPE (Associação Brasileira dos Serviços
Assistenciais de Saúde Próprios de Empresas) e UNIMED BRASIL
(esta representando apenas as cooperativas a ela confederadas).
A pesquisa de campo foi realizada através de entrevistas
abertas em que o entrevistador, estimulando a discussão sobre as
origens da atual heterogeneidade das definições, inquiriu qual a
solução possível para a situação atual e qual a opinião do
entrevistado a respeito da uniformização das definições e suas
consequências. Ademais, utilizaram-se informações de debates ~
publicações relacionadas à temática, com as opiniões daqueles que
estão engajados na discussão entre hospitais e órgãos
financiadores.
O estudo incluiu um levantamento estatístico dos
diagnósticos, cuja natureza do tratamento era clínica, e
procedimentos cirúrgicos mais freqüentes numa população média de
19.222 usuários, em 1996, de um plano de saúde. Deste modo,
todas as internações realizadas naquele ano foram avaliadas e
12
separadas, estabelecendo-se os diagnósticos e procedimentos mais
freqüentes.
A distribuição etária e por sexo da população analisada
é apresentada no Quadro 1 e no Gráfico 1 expostos nas páginas 14
e 15, respectivamente. Este exemplo de plano de saúde foi
escolhido por apresentar como característica marcante a
inexistência de restrições contratuais, o que implica em um universo
considerado adequado para a pesquisa executada.
Na verdade, a entidade escolhida, denominada de
Instituto Municipal de Previdência de São Bernardo do Campo, é
uma autarquia municipal fundada em 1966, classificada como um
plano de auto-gestão de saúde, cujos usuários são servidores das
instituições municipais de São Bernardo do Campo, e seus
familiares.
Tomou-se o ano de 1996 para levantamento de dados
porque anualmente existem renegociações entre os órgãos
financiadores e os serviços médico-hospitalares, com reajustes de
preços de tabelas e, geralmente, alterações no conteúdo das
mesmas tabelas. Além disso, a partir de 1997 foram formulados
padrões de pagamento por procedimento com alguns serviços
hospitalares, o que interfere no comparativo de contas hospitalares
entre os vários hospitais.
Deste levantamento, foram escolhidos os cinco
procedimentos cirúrgicos mais freqüentes (em destaque no Quadro
2, visto na página 16) e os cinco diagnósticos clínicos mais
prevalentes naquela população (realçados no Quadro 3,
apresentado na página 17). Com isso, foram levantadas todas as
13
contas hospitalares do ano de 1996, referentes a tais diagnósticos
clínicos e procedimentos cirúrgicos, separando-as pelos hospitais.
Foram consideradas apenas aquelas amostras que alcançaram uma
quantidade de trinta elementos, pois este é o mínimo para se realizar
uma verificação estatística.
A partir da análise das contas hospitalares selecionadas,
foram identificados itens que constantemente foram cobrados
naqueles grupos ou cujo preço de venda-fosse pequeno em relação
ao valor da diária hospitalar e da taxa de sala cirúrgica.
Ademais, os itens das contas hospitalares. foram
agrupados para o estudo comparativo com parâmetros de custos
hospitalares.
Assim, com as informações obtidas nas pesquisas foi
possível chegar a uma conclusão definindo diária hospitalar e taxa
de sala, com uma fundamentação que permita sua explicação e
justificativa, uma vez que busca ter aceitação dos setores envolvidos
para lograr fins práticos.
14
Quadro 1 - Distribuição etária e por sexo da população média (19.222
usuários), no ano de 1996, do Plano de Saúde do IMPSBC.
FAIXAS ETARIAS HOMENS MULHERES TOTAIS
Oa 10 1482 1437 2919
11 a 20 2185 2248 4433
21 a 30 849 1283 . 2132
31 a40 1291 1751 3042
41 a 50 1468 2083 3551
51a 60 968 1090 2058
61 a 70 374 401 775
71 a80 88 159 247
81 a90 21 38 59
acima de 90 1 5 6
TOTAIS 8727 104'95 19222
FONTE: Dados do Plano de Saúde do Instituto Municipal de Previdência de São
Bernardo do Campo, 1996.
15
Gráfico 1 - Distribuição etária e por sexo da população média (19.222
usuários), no ano de 1996,' do Plano de Saúde do IMPSBC.
TOTAIS
81 a
90
acima
de 90
FONTE: Dados do Plano de Saúde 'do Instituto Municipal de Previdência de São
Bernardo do Campo, 1996.
16
Quadro 2 - Levantamento de todas as internações cujo tratamento fora clínico,
em ordem decrescente, para a população média de 19.222 usuários do Plano
de Saúde do IMPSBC, no ano de 1996.
DIAGNÓSTICOS NÚMERO DE CASOS
BRONCOPNEUMONIA 111
HIPERTENSÃO ARTERIAL 67
INSUFICIÊNCIA CORONARIANA 65
GASTROENTEROCOLlTE AGUDA 60
BRONQUITE I ASMA 40
CÓLICA NEFRÉTICA 39
TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO 39
DOR ABDOMINAL DE CAUSA INDETERMINADA 38
PIELONEFRITE 35
NEOPLASIAS MALIGNAS (QUIMIOTERAPIA) 29
ARRITMIAS CARDíACAS 22
DIABETES MELLlTUS 21
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA21
INSUFICIÊNCIA CARDíACA CONGESTIVA 17
GASTRITE 15
OUTROS DIAGNÓSTICOS 481
TOTAL 1100
FONTE: Dados do Plano de Saúde do Instituto Municipal de Previdência de São
Bernardo do Campo, 1996.
17
•
Quadro 3 - Levantamento de todas as internações para procedimentos
cirúrgicos, em ordem decrescente, para a população média de 19.222 usuários
do Plano de Saúde do IMPSBC, no ano de 1996.
DIAGNÓSTICOS NÚMERODECASOS
PARTO CESÁREA 156
TRATAMENTO CIRÚRGICO DE VARIZES 85
HISTERECTOMIA TOTAL ABDOMINAL 55
PARTO NORMAL 52
ARTROSCOPIA DE JOELHO 42
CURETAGEM UTERINA 41
CORRECÃO DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA 39
ADENO-AMIGDALECTOMIA 34
COLECISTECTOMIA POR VIDEOLAPAROSCOPIA 30
MASTECTOMIA 30
FACECTOMIA COM IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR 25
HEMORROIDECTOMIA 25
POSTECTOMIA 24
HERNIORRAFIA INGUINAL 22
APENDICECTOMIA 20
COLECISTECTOMIA CONVENCIONAL 17
REVASCULARIZACÃO DO MIOCÁRDIO 17
CATETERISMO CARDÁICO 17
MAMOPLASTIA REDUTORA 15
OUTROS PROCEDIMENTOS 495
TOTAL 1241
FONTE: Dados do Plano de Saúde do Instituto Municipal de Previdência de São
Bernardo do Campo, 1996.
18
4. O QUE É DEFINiÇÃO
o entendimento do que é definição assim como sua
composição, seus efeitos e limites, é primordial para um trabalho
que objetiva tratar de uma definição, em qualquer ramo do
pensamento. "Mesmo fora do âmbito da ciência a única forma
possível de entendimento entre os homens é a aplicação de uma
palavra por meio de outras" (ARISTÓTELES apud NASCIMENTO,
1991, p.29).
Para tanto, neste capítulo procurar-se-á dar as noções
necessárias para que mais tarde se estabeleçam as definições de
diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica.
Oriunda do latim (definitione), a palavra definição,
sucintamente, significa "explicação precisa, designação,
determinação, delimitação" ou, pela análise lógica, "enunciado de
uma identidade cujo primeiro termo é o termo a definir e o outro se
compõe unicamente de termos ou sinais conhecidos" (FERREIRA,
1986, p.528). Ainda, por definição entende-se "proposição que
expõe com clareza e exatidão os carecteres genéricos e diferenciais
de uma coisa" (FOLHA DA TARDE, 1994, p.256).
19
Muito embora praticamente todo livro de Lógica tenha um
capítulo sobre definição e suas regras, Paul Edwards (1972, p.314),
entre outros autores, alerta que problemas sobre definição são
constantemente objeto de discussão filosófica. E acrescenta que,
paradoxalmente, nenhum outro problema do conhecimento é menos
resolvido que os da definição, carecendo em muito de novas
abordagens. Diverge, assim, do conceito que "para a Lógica, não é
um saber flutuante, desorganizado, variável para cada indivíduo,
mas sim um saber estável, organizado, idêntico para todos os
indivíduos" (BERSANELLI, 1995, p.80). Para Victor Bersanelli (1995,
p.79), do ponto de vista lógico, "o conceito é um conjunto
sistematizado e coerente de relações de identidade e de oposição
entre a extensão e a compreensão relativas das classes".
No campo da Lógica, a definição poderá ser nominal,
quando empregam-se palavras diferentes para fixar uma
determinada palavra, ou real, quando se utilizam comparações entre
coisas para definir, isto é, limitar a idéia.
A definição nominal pode ser semântica ou etimológica.
A primeira estabelece-se pelo uso de palavras mais claras para
explicar a palavra que se deseja definir. E, a definição nominal
etimológica baseia-se na origem (étimo) da palavra.
No caso da definição real, esta "divide-se em essencial
e descritiva. Essencial quando se faz pelo gênero próximo e
diferença específica" (NASCIMENTO, 1991, p.31). Assim, segundo
Aristóteles, "a definição é a forma de exprimir a essência de uma
coisa pelo seu gênero e diferença", ou "dito de outro modo, a tarefa
de definir consiste em examinar preliminarmente os elementos
20
compositivos de uma idéia, dela colhendo o componente mais
próximo daquilo que se pretende definir, sobre haurir o elemento que
a idéia distinta das demais, donde resultará, então, identificação do
gênero próximo e a diferença específica" (JARDIM, 1994, p.2-3). No
caso de faltarem os elementos essenciais (gênero e diferença
específica), enumeram-se as características exteriores da coisa que
são mais marcantes, deste modo tem-se a definição real descritiva.
Outra classificação, destacada por José Ferrater Mora
(1958, p.324-327), descreve dez tipos de definição, a saber:
1. Definição real, entendida por alguns como "a
expressão que indica o que é uma coisa (sua natureza ou essência);
para outros, é uma expressão que indica um conceito objetivo; e,
para outros, é uma igualdade através da qual definiendum
(expressão que se busca definir) e definiens (expressão que define
aquela) não se leêm do mesmo modo".
2. Definição nominal, na compreensão de alguns autores
é uma expressão através da qual se indica o significado de um
nome; outros, principalmente os escolásticos, entendem-na como
uma extensão da definição real; enquanto, outros, classificam-na
como definição real na qual a realidade é representada por uma
palavra, mas isto somente é possível quando se aceitam os nomes
como puras incrições.
3. Definição verbal, vista por alguns como o mesmo que
a definição nominal; porém, para outros, "enquanto na definição
nominal uma expressão é abreviada por outra, na definição verbal
não há necessariamente abreviatura, senão sinonímia entre duas
21
00"
expressões cujos significados são conhecidos". Trata-se, pois, das
definições encontradas em dicionários.
4. Definição causal, "é aquela na qual o definiens é
expressão que designa a causa que produz a realidade designada
pelo definiendum". Em relação aos outros tipos de definição citados,
as definições causais, especialmente as chamadas definições
genéticas (como são as matemáticas, por exemplo), são
consideradas criadoras ou sintéticas.
5. Definição explícita, "é aquela que define o definiendum
fora de um contexto".
6. Definição contextual, "é a que define o definiendum
dentro de um contexto.
7. Definição ostensiva, considerada por muitos autores
como uma definição autêntica, recebendo a sinonímia de denotativa,
"é a que consiste em exibir um exemplo do tipo de ente designado
pelo definiendum".
8. Definição intrínseca, "é, segundo os escolásticos, a
que explica o objeto a definir mediante indicação de princípios
inerentes ao mesmo". Alguns autores, divindem-na em essencial e
descritiva.
9. Definição extrínseca, "é a que procede mediante
princípios não inerentes ao objeto que se trata de definir".
10. Definição por abstração, "é a que define o significado
de um símbolo como propriedade comum de vários entes".
Mora adverte que, atualmente, alguns lógicos tendem a
reduzir toda definição em uma definição nominal, e desta para uma
definição de caráter sintético, sendo esta última redução negada por
22
muitos autores. A maioria admite dois aspectos na definição: "o
sintético (próprio de um sistema não interpretado) e um semântico
(no qual se introduz um novo símbolo fixando um significado)".
Além dos esforços na busca de se aclarar a noção de
definição e de se enumerar diferentes tipos de definições, existe
também uma procura objetivando o agrupamento destes tipos de
definição. Deste modo surgem as classificações das doutrinas a
respeito da definição, destacando-se duas delas.
Uma é a de W. Dubislav (1931 apud MORA, 1958,
p.324-327), segundo qual há quatro as doutrinas principais acerca
da definição: (a) A doutrina que considera a definição uma
determinação da sua essência. É a doutrina aristotélica, também
interpretada por Ueberweg e Bolzano, entre outros; dentro dela cabe
a classificação de definicões em reais e nominais. (b) "A doutrina
segunda a qual definição é determinação (construção ou
decomposição) do conceito, principalmente representada por Kant e
Fichte". (c) A doutrina que converte a definição em aclaração do
significado que um signo possui ou da aplicação a que se destina;
traz uma mescla da definição real com a nominal. (d) "A doutrina da
definição como determinação(não aclaração) do significado de um
signo (introduzido) ou da sua aplicação", vinculando as teorias de
Pascal, de Leibniz e da nova lógica.
A outra classificação é a de Paul Edwards (1972, p.314-
324). Destarte, segundo este, as abordagens sobre definição podem
ser sintetizadas em três correntes gerais, que congregam diversas
variações de pensamento sobre o tema. Os três posicionamentos
podem ser denominados de essencialista, prescritivo e linguístico.
23
o tipo essencialista é encontrado nas obras de Sócrates,
Platão, Aristóteles, Kant e Husserl. De acordo com a visão
essencialista, "as definições transmitem a informação de maneira
mais exata e certa do que as declarações descritivas. Tal informação
adquire um modo infalível variavelmente chamado de visão
intelectual, reflexão ou análise conceituai". Enquanto Sócrates
perguntaria: O que significa X?, sem deixar claro que tipo de
resposta procura, Platão aprofunda-se na questão criando a Teoria
das Formas e a Metafísica e Epistemologia Platônicas. Destas
resultam no pensamento segundo o qual "definições descrevem
formas, e depois as formas são aperfeiçoadas e tornam-se
imutáveis, as definições, quando alcançam a celebridade por seu
próprio ato, são verdades precisas e rigorosamente certas".
Aristóteles, como Platão, enfatiza a semelhança entre definições e
declarações de fatos, e assume que "definições transmitem a
informação certa e precisa".
Enquanto o essencialismo considera que "definições são
afirmações que fazem proposições que podem ser pronunciadas
como verdadeiras ou falsas", e tem dificuldade em explicar como e
porque as definições diferem de uma declaração ordinária, na visão
prescritiva, tal preocupação é evitada pois nega-se que definições
sejam afirmações de qualquer natureza.
Para a corrente prescritiva, as definições são "sentenças
imperativas ao contrário das sentenças descritivas, e as dotou com
função de regras sintática e semântiva para prescrever as operacões
linguísticas". Portanto, autores precritivistas como Pascal, Hobbes,
Russel, W.V. Quine, Nelson Goodman, Rudolf Carnap, C. G.
24
Hempel, concordam com os essencialistas que as definições são
incorrigíveis, mas advertêm que sua infalibilidade existe por conta de
negarem que elas comuniquem informação, e por explicá-Ias como
"convenções simbólicas".
Finalmente, para os teóricos linguísticos (John Stuart
Mill, Richard Robinson , entre outros), as definições são registros
empíricos do comportamento linguístico e, portanto, corrigíveis.
Assim, as definições podem comunicar informação, ou não.
Resumidamente, as regras linguísticas que governam o uso das
palavras, compõem três grupos: (a) regras de referência, que nos
auxiliam na identificação de coisas e situações para as quais uma
palavra pode ser aplicada; (b) regras sintáticas, que orientam a
colocação e combinação de palavras quando da formação de frases
e sentenças; e, (c) regras discursivas, que indicam quando se pode
usar uma linguagem metafórica (como em poesia) ou quando se
deve usar uma linguagem literária (como na ciência), assim como
indicam diferenças de categoria ou tipo lógico, e indica quando uma
palavra deveria ser usada em um sentido em lugar de outro; "as
regras discursivas são genuinamente regras filosóficas".
Contudo, o valor prático de qualquer discussão sobre a
natureza da definição está em se encontrar padrões claros que
permitam julgar quando uma definição é boa ou ruim.
Tais regras adquiriram um caráter canônico na literatura
e podem ser encontradas em vários livros sobre Lógica. Elas foram
inicialmente propostas por Aristóteles em sua obra Tópicos,
perpetuando-se ao longo dos anos. As regras aristotélicas são:
25
"1. A definição deve dar a essência e natureza da
coisa definida, muito mais que suas propriedades acidentais;
2. A definição deve dar a categoria e as diferenças
da coisa definida;
3. Não se deve definir por sinônimos;
4. Uma definição deve ser concisa;
5. Não se deve definir por metáforas;
6. Não se deve definir por termos negativos ou
termos correlativos (por exemplo, não se deve definir norte como
contrário de sul, ou pais como pessoas com filho ou filhos)".
Baseando-se em Aristóteles, Gredt (apud
NASCIMENTO, 1991, p.31-33) descreveu as chamadas leis de
definição, que são citadas a seguir:
"1. Defínitio sit convertibilis cum defínitio - A definição
deve ser convertida ao definido. É o princípio de Aristóteles: Todo
predicado de um sujeito deve necessariamente ser ou não ser
conversível com ele; se conversível é sua definição. [...].
2. Defínitio sit clarior definito - A definição deve ser
mais clara que o definido. É extraído de Aristóteles: A linguagem
usada numa definição deve ser mais clara possível, pois todo o
objetivo de sua formulação consiste em dar a conhecer alguma
coisa. [...].
3. Definitio non debet ingredi definitionem - O que se
define não deve entrar na definição. [...].
26
4. Definitio non sit negativa - A definição não deve
ser negativa. [...]. É a lição de Aristóteles: É possível que em
alguns casos o definidor seja forçado a empregar também uma
negação; por exemplo, ao definir privações, porquanto cego
designa uma cousa que é incapaz de ver. [...].
5. Definitio sit brevis - A definição deve ser breve."
Para efeito deste estudo monográfico, consideraram-se
estas últimas regras como norteadoras das definições que serão
declaradas mais adiante. Trata-se tão-somente de uma escolha por
critério pragmático, haja vista que as abordagens filosóficas são
diversificadas e não consensuais.
27
5. ASPECTOS JURíDICOS
Quando um paciente é internado em um hospital privado,
tem-se aperfeiçoada uma relação jurídica com natureza contratual.
Na sociedade moderna, o contrato tem papel primordial
enquanto instrumento jurídico diretamente relacionado à
transferência de riquezas, devendo ser considerado como critério de
elevada relevância na diferenciação entre a sociedade moderna e as
sociedades antigas (ROCHA, 1997, p.17). Neste sentido afirma
Henry Summer Maine (1874,288) que a sociedade de nosso tempo
se distingue principalmente das gerações precedentes pelo grande
lugar que ocupa o contrato.
O conceito de contrato sofreu um longo processo de
modificações desde o direito romano, em que havia a controvérsia
em torno da real importância do acordo de vontades na
caracterização dos contratos, atingindo a concepção do início do
século, baseada no Código Civil francês de 1804, que "consolidou o
paradigma da vontade como expressão suprema e não derrogável
do indivíduo e de sua liberdade, surgindo o contrato como fonte
primordial das obrigações" (ROCHA, 1997, p.27). Esta última
atendia às aspirações do ideal liberal que condizia com um Estado
28
cujas princípios básicos eram a autonomia da vontade e a liberdade
contratual, ao lado do equilíbrio entre os poderes e a representação
política, entendendo as instituições jurídicas como mediadoras de
antagonismos e conciliadoras de interesses, por acreditar num
processo econômico centrado no equilíbrio natural da produção e
circulação de riquezas (ROCHA, 1997, p.30).
Entretanto, as revoluções industrial e tecnológica vieram
transformar o mercado tornando-o destinatário de grande quantidade
de produtos fabricados em série, tipificados e unificados. Assim,
possibilitou-se o aparecimento de oligopólios e inviabilizou-se o
processo de acumulação capitalista ao desmistificar aquela idéia de
processo econômico acima citada.
Por isso, conforme José Eduardo Faria (p. 46 apud
ROCHA, 1997, p.63):
"A ortodoxa suposição liberal de que o aparelho estatal deveria
manter-se .tão distante quanto possível das atividades
econômicas, limitando-se a produzir bens públicos indivisíveis e a
impedir que o sistema competitivo se degenerasse,
gradativamente veio perdendo relevância prática. De fato, ao
longo das quatro ou cinco últimas décadas, o Estado
intervencionista consolidou seus papéis de controlador,
.
estimulador e planejadorda economia, agindo nos campos
monetário e fiscal, interferindo no sistema de preços, financiando
atividades de pesquisa científica e tecnológica e até mesmo
participando diretamente da produção de bens de mercado. No
âmbito específico das nações que passaram a programar um
29
processo acelerado de modernização, tais transformações
tornaram-se ainda mais evidentes, em muitos casos levando à
substituição do capitalismo monopolista privado por um
capitalismo de Estado".
No plano jurídico, a autonomia da vontade e a liberdade
de contratar não puderam disciplinar e eliminar os conflitos sociais
emergentes. "A autonomia da vontade operacionalizou a igualdade
formal dos contratantes, mas não aplacou a desigualdade real dos
contratantes" (ROCHA, 1997, p.64).
Para Orlando Gomes (1983, p.33):
"O princípio da igualdade de todos perante a lei resultou na
indiferença da ordem jurídica pela situação das partes de
qualquer contrato. Partes iguais e livres não precisavam da
interferência legislativa para impedir a estipulação de
obrigaçõpes onerosas e vexatórias ... mas de tal modo se abusou
dessa liberdade que o pensamento jurídico modificou-se
radicalmente, convencendo-se os juristas que entre o forte e o
fraco é a liberdade que escraviza e a lei que liberta".
Da mesma opinião é Caio Mario da Silva Pereira (1997,
p.18), para quem "medrou no direito moderno a convicção de que o
Estado tem de intervir na vida do contrato com a adoção de uma
intervenção judicial na economia do contrato, instituindo a contenção
dos seus efeitos, alterando-os ou mesmo libertando o contratante
lesado".
30
Na escolha de um contrato há três facetas que se
imbricam com a autonomia privada: (a) contratar ou não contratar;
(b) escolher a parte do contrato, isto é, com quem se pretende
celebrar o acordo; (c) estabelecer o conteúdo das obrigações
assumidas. Assim, é neste último elemento em que o Estado passou
a intervir, objetivando disciplinar e limitar o princípio da autonomia da
vontade, principalmente, no que diz respeito ao conteúdo do
contrato. Tal intervenção estatal foi denominada de dirigismo
contratual.
Na medida destas transformações econômicas, sociais e
da tutela, percebe-se um novo direito: o do consumidor; muito
embora o direito tradicional, anteriormente, em diversos países,
possuísse leis aplicáveis às relações de consumo. Todavia, estas
normas iniciais correspondiam a um modelo formal de direito do
consumidor, como classifica Thierry Bourgoignie (1988, p.155 apud
ROCHA, 1997, p.67), composto basicamente da individualidade e da
autonomia. Assim, o modelo apresentava sintonia com os "princípios
tradicionais da liberdade das convenções, da igualdade dos direitos,
das obrigações dos cidadãos e da livre concorrência"(ROCHA, 1997,
p.67).
Para Thierry Bourgoignie (1988, p.155 apud ROCHA,
1997, p.67), na passagem da sociedade liberal para a pós-industrial,
o direito do consumidor assumiu um novo paradigma denominado
de adaptador, seguindo um processo evolutivo em decorrência da
ineficiência do modelo anterior. Nesta visão mais contemporânea, o
consumidor é reconhecido como sujeito de direitos específicos,
31
adquirindo direitos fundamentais como o direito à segurança, à
informação, à escolha e o direito de ser ouvido.
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 previu nos
artigos 5°, XXXII e 170, V, a legitimação da intervenção do Estado no
sentido de assegurar a proteção do consumidor. Logo a seguir, em
11.09.1990, foi promulgado o Código de Defesa do Consumidor (Lei
n° 8.078), cujo modelo adaptador é marcado pela ativa intevenção
do Estado em várias situações, buscando a proteção do consumidor.
Assim, como escreveu Silvio Luís Ferreira da Rocha
(1997, p.68-69):
"O Código de Defesa do Consumidor é um microssistema regido
por princípios próprios e específicos, entre eles, o da
vulnerabilidade do consumidor e a harmonização com base na
boa-fé, com a finalidade de disciplinar as relações de consumo a
partir de uma política nacional, cujos objetivos, entre outros, são
de atender as necessidades do consumidor, respeitar-lhe a
dignidade, a saúde, a segurança e proteger-lhe os interesses
econômicos".
Numa concepção clássica, a formação do contrato
verifica-se pela aceitação de uma oferta, dando lugar ao consenso
contratual. Como o objeto deste estudo é a conta hospitalar, ou mais
especificamente, as definições de diária hospitalar e taxa de sala
cirúrgica, portanto, é primordial entender o conceito, os elementos
que a compõe e as principais características da oferta.
32
Para Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (1939,
p.27 apud ROCHA, 1997, p.35), a oferta "com sua característica
temporal, que é a de ser anterior a aceitação, dá a conhecer o que
seria o conteúdo do negócio jurídico bilateral ou plurilateral. Quem
oferece, supõe que nada tivesse antecedido a manifestação de
vontade que lança a determinada pessoa, a determinadas pessoas
ou ao público".
Deste modo, a oferta apresenta dois aspectos: (a) a
proposição que ela constitui, ou seja, é um ato volitivo inicial e
unilateral; (b) o contrato que vislumbra, pois o ofertante considera
apenas seu interesse na fase de prefiguração do contrato que busca
(LUC-AUBERT, 1970, p.27).
A concepção de oferta para outros autores é semelhante.
Para José Puig Bruteau (p.172 apud ROCHA, 1997,
p.35), a oferta é entendida como "proposição unilateral que uma das
partes dirige à outra para celebrar com ela um contrato".
Alberto G. Spota (1984, p.265) define-a como
"exteriorização ou declaração de vontade unilateral e receptícia, que
tem por destinatário o aceitante".
Maria Helena Diniz (1992, p.39) entende a oferta como
"declaração receptícia de vontade, dirigida por uma pessoa à outra,
por força da qual a primeira manifesta sua intenção de se considerar
vinculada se a outra aceitar".
Entendida como uma das duas declarações de vontade
necessárias à formação dos contratos, a oferta, sob o prisma dos
sistemas legislativos, deve atender alguns requisitos. Assim, a oferta
deve conter os elementos essenciais do futuro contrato, ou seja,
33
estar revestido da qualidade de precisão. Isto não implica na
obrigatoriedade da oferta em apresentar todos os elementos do
contrato.
Deste pensamento com pactuam autores como Giovanni
Carrara (1915, p.137) e Jacques Ghestin e Bernard Desché (1990,
p.110), salientando que ao ofertante cabe deixar para o aceitante a
possibilidade de escolha de um ou mais elementos. Portanto, é
suficiente, mas indispensável, que a oferta estabeleça os elementos
essenciais do contrato oferecido, como também esclarece, por
exemplo, o artigo 14-1 da Convenção de Viena: "uma proposta é
suficientemente precisa quando ela designa as mercadorias e,
expressamente ou implicitamente, fixa a quantidade e o preço ou dá
indicações que permitem determiná-los" (GHESTIN e DESCHÉ,
1990, p.110).
Outro requisito que a oferta deve conter é a firmeza, ou
como adverte Washington de Barros Monteiro (1980, p.14), "o
interesse social exige que a oferta seja séria, consistente e estável".
Embora outros autores apontem a autonomia e a
obrigatoriedade também como elementos necessários à
configuração da oferta, a doutrina diverge neste ponto,
reconhecendo como elementos essenciais, de modo incontroverso,
a precisão e a firmeza.
Tal discussão não corresponde ao objeto deste estudo e,
portanto, enfocar-se-á no elemento precisão que se relaciona à
questão da definição de diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica, no
que se refere a sua necessidade e clareza de apresentação.
34
Na concepção clássica, a formação do contrato
compreendida como o encontro da oferta e da aceitação, eliminava a
exigência de um debate pré-contratual cuja função seria informar o
consumidor das qualidades e características dos produtos ou
serviços propostos. Previamente à promulgação do Código de
Defesa do Consumidor, Pontes de Miranda (1939, p.135 apud
ROCHA, 1997, p.86) já alertava para o fatode a oferta dispensar
qualquer debate anterior: "Nota-se que, via de regra, nenhuma
tratativa ou negociação antecede a oferta, o que, numa sociedade
de massas, impõe que a oferta seja minuciosa e precisa, a fim de
não enganar o consumidor porque nas ofertas ao público o conteúdo
da manifestação de vontade do consumidor já se encontra
preestabelecida".
Portanto, a desigualdade de informações entre
fornecedores e consumidores foi reconhecida como uma das
principais causas do desequilíbrio das relações entre as partes.
Disto resultou uma preocupação especial para os legisladores no
desenvolvimento do modelo adaptador e participativo de proteção ao
consumidor. Por isso, a informação do consumidor é vista como um
direito do consumidor e um dever do fornecedor, sendo eleita como
objetivo a ser alcançado pela política nacional de relações de
consumo, já que "na formação dos contratos entre consumidores e
fornecedores o princípio básico norteador seria o da transparência,
cuja idéia principal seria proporcionar uma relação contratual mais
sincera e menos danosa entre consumidor e fornecedor,
possibilitando ao consumidor informações claras e corretas sobre o
produto a ser vendido" (MARQUES, 1992, p.104).
35
Neste sentido também caminhou o legislador pátrio que
descreveu como direitos básicos do consumidor, entre outros: "a
informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e
serviços, com a especificação correta de quantidade, características,
composição, qualidade e preço [...]", como consta no Artigo 6°,
inciso 111, do Código de Defesa do Consumidor (LAZZARINI, 1997,
p.95). Ademais, na Seção referente à Oferta, o Código de Defesa do
Consumidor (Artigo 31) afirma que: "a oferta e a apresentação de
produtos e serviços devem assegurar informações corretas, claras,
precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas
características, qualidade, quantidade, composição, preço, garantia,
prazos de validade e origem, entre outros dados [...]" (LAZZARINI,
1997, p.102).
No Direito Comparado, concernente a matéria sobre
oferta, salienta-se o Código do Consumidor francês, criado pela Lei
de 26 de julho de 1993, que traz em seu artigo 111-1, a confirmação
do dever de informar para todo o fornecedor de bens ou prestador de
serviços. De acordo com Jean Pierre Pizzio (1995, p.72), "esse
dever apresenta duas características: de um lado, é geral, e objetiva
permitir a comparação entre os bens e serviços colocados no
mercado; de outro lado, é um dever mínimo que pode ser reforçado
por leis especiais sobre a qualidade dos produtos ou por iniciativas
privadas resultantes de acordos entre os fornecedores e as
associações de consumidores".
Desta maneira, é possível verificar que a questão da
definição de diária hospitalar e de taxa de sala cirúrgica imbrica-se
também com o Direito. Ora, a concretude do Direito esta na
36
realização daquilo que é entendido como justo por uma sociedade.
Assim, também nos atos de consumo de serviços
médico-hospitalares, existe o dever de melhor informar aquele que é
a parte vulnerável na relação de consumo, até mesmo para permitir
uma comparação entre os serviços apresentados no mercado.
Finalmente, resta entender quem é a parte denominada
consumidor. Para a legislação brasileira, o "consumidor é toda
pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final" (Artigo 2° do Código de Defesa do
Consumidor) (LAZZARINI, 1997, p.94), compreendendo serviço
como "qualquer atividade fornecida no mercado de consumo
mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária,
financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das
relações de caráter trabalhista" (Artigo 3°, parágrafo 2°, do Código
de Defesa do Consumidor) (BRASIL, 1990, 1045). Portanto:
liA definição de consumidor como aquele que realiza o ato de
consumo, isto é, aquele que adquire o produto ou serviço como
destinatário final corresponde a uma abordagem extremamente
objetiva, pois desconsidera qualquer outro dado que não seja o
ato de consumo. Tal abordagem possibilita a inclusão no âmbito
de proteção do direito do consumidor dos industriais, dos
comerciantes, dos prestadores de serviço, que venham a adquirir
bens para satisfazer as necessidades de suas empresas e de
seus negócios, já que objetivamente eles praticaram ato de
consumo" (ROCHA, 1997, p.123).
37
Fica claro, pois, que as relações entre pacientes e
hospitais, ou entre fínanciadores de serviços de saúde e hospitais,
são atos de consumo, devendo ser revestidos com aquelas
características já descritas, especialmente, o dever de informar que
é fundamental regra a ser perseguida pelos fornecedores, neste
caso, os hospitais.
38
6. ASPECTOS DO MERCADO EM SAÚDE
Além de se conhecerem os princípios para a elaboração
de definições, é fundamental discutir outros elementos envolvidos na
questão das definições de diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica,
como as características do mercado de saúde, particularmente no
Brasil.
Pelo próprio aspecto de abrangência mundial que têm
certos mercados, considerar-se-á, para escopo deste estudo, o
mercado "como a organização de ofertas e demandas,
determinando, após troca de informações, a formação do preço do
bem ou serviço - (acréscimo nosso) - e a determinação das
quantidades trocadas" (ZUCCHI, 1995, p.43). Obviamente, quando
se fala em mercado em saúde é necessário entender que o produto
ou serviço possui características muito diferentes de outros bens de
mercado (apud KLEIN, 1985, p.58).
"O mercado em saúde não é diferente apenas por
causa do desequilíbrio do conhecimento e da autoridade entre
produtores e consumidores. [...] Mas, o consumidor de serviços
de saúde frustrado poderá não ter a oportunidade de comportar-
se como um comprador racional [...]. No caso da saúde, um erro
39
poderá ser irreversível. [...] Adicionado o fato que um grande
grupo de consumidores individuais - os idosos - são os mais
vulneráveis, e é claro que a satisfação do consumidor é na
melhor das hipóteses somente um critério parcial do desempenho
do gerenciamento em saúde" (KLEIN, 1985, p.58).
De acordo com Queiroz (1993, p. 273):
"Num mercado capitalista, o consumo em saúde decorre de um
complexo conjunto de decisões, valores, representações, padrões
culturais e práticas individuais, familiares e de classe social. As
estratégias de consumo utilizam-se de elementos de diferentes
sistemas de cura e de diferentes agentes e situações dentro de
cada sistema, que, por sua vez, são influenciados pelo padrão de
desenvolvimento econômico e social vigente na sociedade.
Fatores gerais, tais como as condições de produção da oferta, o
padrão de distribuição de renda, as políticas governamentais e a
pertinência a classes e extratos sociais, imprimem influência
fundamental na organização de consumo".
Não apenas o consumo, mas outras caracterfsticas do
setor de saúde lhe são peculiares em relação ao mercado de bens
em geral. Assim, identificado como fenômeno mundial, o aumento
dos gastos com a saúde vem superando os índices de inflação
medidos para o consumo em geral.
Diversas são as razões apontadas para esta
característica do mercado de saúde. Para Thorpe (1992 apud
40
MIGUEL e COSTA, 1997, p.5), o mercado norte-americano tem o
crescimento justificado em 45% pelo crescimento populacional e
pela inflação em geral, e em 550/0pela inflação específica do setor.
Com relação à inflação específica do setor saúde, 65% dar-se-iam
pela inflação em saúde acima do índice de preços de consumo, 23%
seriam resultantes do aumento do volume e intensidade dos
serviços e apenas 12% justificar-se-iam pelo envelhecimento
populacional.
Outros autores, como Kilbreth e Cohen (1997, p.5),
afirmam que os dois maiores fatores responsáveis pela inflação
específica da saúde têm sido a falta de competição no setor e às
inovações tecnológicas. Entretanto, de um modo geral, podem ser
identificadas quatro razões principaispara o aumento dos gastos
com a saúde, conforme citação de Abel-Smith (1990 apud MIGUEL
e COSTA, 1997, p.5-6): "(a) a inflação específica do setor; (b) o
desenvolvimento tecnológico; (c) as características demográficas e
de morbidade dos consumidores de saúde; (d) as suas expectativas
e comportamentos".
Baseado na realidade norte-americana, Rice (1992,
p.19), fundamentado na necessidade de se aumentar a eficiência no
setor saúde para mudar o panorama desfavorável, como foi
anteriormente citado, agrupou as estratégias utilizadas enfocando os
utilizadores do sistema, os prestadores, e estratégias mistas.
Às primeiras foram incorporadas a técnica de
co-pagamento, as taxas moderadoras e o tributo sobre os seguros
de saúde.
41
Quanto aos prestadores, podem ser utilizados os
seguintes métodos: restrição da oferta (leitos, tecnologia etc.),
redução de custos, pagamento prospectivo por ato, orçamento
global prospectivo - para os serviços de saúde; formas de
pagamento, oferta de médicos, gastos médicos e perfil do médico -
obviamente para os médicos; despesas com medicamentos,
promoção de vendas e preços de referência - para as farmácias.
Finalmente, como forma mista englobam-se as
estratégias de competição entre planos de saúde, gestão de
utilização de cuidados, organizações de manutenção de saúde e de
prestadores preferenciais, orientações para médicos e para
consumidores e reforma do sistema de indenizações. Como não
compreende os objetivos deste estudo, não serão discutidos os
tópicos mais minuciosamente, porém é importante salientar que, nos
anos 70 e 80, diversos Estados norte-americanos "implementaram
programas que fixavam os preços a cobrar pelos hospitais
(sobretudo diárias - grifo nosso) com incentivos a diminuição dos
componentes do tratamento e, conseqüentemente, a redução do
custo de produção" (MIGUEL e COSTA, 1997, p.10).
Todavia, como lembra Rudolf Klein (1985, p.60-62), o
gerenciamento no setor saúde guarda uma característica
fundamental, ou seja, "a arena da saúde é marcada por um
pluralismo de valores e conflito de valores". Ora, "o sistema de
valores do médico não é o mesmo que o do gerenciador nem,
alguém argumentaria, poderia sê-lo. Porém, o conflito não é apenas
inerente mas essencial: ele preenche um papel construtivo, e
necessário, tornando públicas algumas tensões básicas e escolhas
42
(políticas num senso mais amplo) em qualquer sistema de saúde". E
acrescenta: "é claro que realizando eficiência - tanto no senso
econômico de apertar o máximo possível a saída além de uma dada
quantidade de recursos; como no senso técnico de dispor da mais
alta qualidade possível - pode não ser aceito, em geral, como o valor
dominante em saúde. Portanto, o fechamento de pequenos hospitais
- que podem ser bem mais caros e oferecer (relativamente) serviços
de qualidade inferior às instituições de alta tecnologia - pode
encontrar bastante resistência em razão de valores alternativos".
Além disso, como citado por Rosalie S. Abrams (1987,
p.257), "a América não tem plena consciência da política de saúde"
uma vez que o sistema vigente privilegia a atividade curativa dos
médicos, em especial aquela realizada em regime hospitalar,
deixando pouca ou nenhuma ênfase para a responsabilidade
pessoal de cada indivíduo para com sua própria saúde. Desta sorte,
tomando como semelhante a nossa sociedade, guardadas as
devidas diferenças sócio-econômico-culturais, compreender-se-á a
dificuldade em perceber os valores envolvidos e gerenciar
eficientemente os recursos financeiros causando o menor
desconforto social.
No Brasil, quanto à sua estrutura, o mercado de saúde é
constituído pelo setor público e pelo setor privado.
Os serviços de saúde do setor privado compreendem: o
segmento do setor privado contratado pelo Sistema Único de Saúde;
o segmento médico assistencial das empresas (formado por:
serviços próprios e/ou credenciados; sistemas de pós-pagamento;
43
medicinas de grupo; cooperativas médicas; administradoras de
planos de saúde; seguro-saúde; e, auto-gestões); o segmento
médico assistencial das famílias (que inclui o desembolso direto,
além dos planos de saúde de pré-pagamento e de pós-pagamento);
o segmento beneficente e filantrópico (cuja clientela pode ser
fechada ou aberta, parcial ou universal); o segmento de empresas
farmacêuticas e de aparelhos médico-hospitalares (de tecnologia em
saúde); entre outros.
No setor público encontram-se os seguintes elementos:
serviços públicos de saúde de administração direta (municipais,
estaduais e federais); o segmento médico assistencial do serviço
público (municipal, estadual e federal); o segmento dos hospitais
universitários; o segmento médico assistencial das Forças Armadas;
segmento paraestatal (fundações, autarquias, empresas públicas
etc.); entre outros.
Na verdade, quando se analisam historicamente as
políticas de saúde e a evolução da assistência médica previdenciária
no Brasil, percebem-se forças que influenciam os processos
decisórios do Governo sobre as necessidades e prioridades do
mercado em saúde. De tal sorte que: "o Programa de Ação 1977 -
INPS enfatiza (e portanto reconhece) a existência de quatro grandes
setores influentes nas decisões em relação à assistência médica: as
empresas de prestação de serviços de saúde, a indústria
farmacêutica, a indústria de equipamentos, e o pessoal das equipes
de saúde" (NICZ" 1985, p.23).
Para Jayme Landmann (1982, p.30), o denominado
"complexo médico-industrial" está subdividido em:
44
"médico-industrial indireto" (indústrias farmacêuticas e de
equipamentos) e "médico-industrial direto" (empresas de prestação
de serviços de saúde, e pessoal das equipes de saúde). Este último
pode ter exercido maior influência sobre as políticas de saúde da
Previdência Social e, portanto, merece uma análise mais minuciosa
(NICZ, 1985, p.23).
No que se refere ao pessoal das equipes de saúde, o
profissional de destaque é o médico. Este pode exercer pressões
numa posição externa à Previdência Social, por meio de vínculos
diversos com a mesma, ou efetuar atividade dentro da
tecnoburocracia previdenciária de onde emanam suas influências.
Da influência externa à Previdência pelo médico, além da
Associação Médica Brasileira (AMB) que apoiou a contratação de
serviços de terceiros pela Previdência Social nas décadas de 50 e
60, havia e, em alguns casos ainda há, outras formas de relação do
profissional médico com o sistema previdenciário (atualmente com o
SUS): é seu empregado em postos ou hospitais; é empregado da
Secretaria Estadual ou Municipal de Saúde; era seu credenciado em
consultório e/ou hospital; é empregado de empresa de medicina de
grupo; é membro de cooperativa médica. "Esta conformação atual
do trabalho médico, [...], explica a heterogeneidade dos interesses e
das reivindicações da categoria médica [...]." (NICZ, 1985, p.23).
liA criação do INAMPS, em 1978, dá oportunidade
aos médicos de assumirem integralmente a administração da
assistência médica previdenciária, até então subordinada, de
45
alguma forma e em maior ou menor grau, à tecnoburocracia não
médica do então INPS.
[...] Assim, o perfil dos médicos que compõem a
tecnoburocracia previdenciária pode ser descrito: formado há
pelo menos 20 anos em faculdade tradicional, especialista,
trabalhando tempo parcial no INAMPS ('com sacrifício') pois seu
interesse maior continua em seu consultório particular ou no
trabalho hospitalar, geralmente mantém vínvulo com o próprio
INAMPS como credenciado. Com este perfil, coerentemente, a
tecnoburocracia médica previdenciária é defensora do sistema de
credenciamento de serviços particulares, pagos por serviços
realizados, que acredita ser a modalidade de assistência médica
previdenciária mais condizente com seus arraigados ideais de
prática médica liberal. É este perfil que explica a aliança explícita
ou não que se estabelece entre a tecnoburocracia médica
previdenciária e os órgãos representativosdos serviços
credenciados pela Previdência Social, em especial com o mais
expressivo destes, a Federação Brasileira de Hospitais (FBH)."
(NICZ, 1985, p.26-28).
Ora, esta tecnoburocracia médica da Previdência Social
foi herdada pelo atual Sistema Único de Saúde, e nada caracteriza
mudanças no seu perfil e sua influência sobre as políticas de saúde.
Ainda dentro do "complexo médico-industrial direto",
assim denominado por Jayme Landmann, encontram-se as
empresas de prestação de serviços de saúde que se subdividem
em:- "empresas hospitalares (além de clínicas, laboratórios de
análises clínicas, serviços de radiologia, e outros, todos ou quase
todos particulares com fins lucrativos); a relação característica
com a Previdência Social se faz através de credenciamento, com
pagamento por serviços prestados, de acordo com Tabela; e
empresas que atuam no sistema de pré-pagamento, com a
participação financeira da Previdência Social através de um valor
per capita segurado: medicina de grupo, e cooperativas médicas."
(NICZ, 1985, p.29-30).
Ademais, quanto às empresas hospitalares é de
considerar sua evolução histórica, contexto em que surge a
Federação Brasileira de Hospitais, e a consolidação de seu poder,
visto que influenciaram de modo marcante o atual modelo de
pagamento.
.Quando os primeiros Institutos de Aposentadorias e
Pensões surgiram, sucedendo as Caixas de Aposentadorias e
Pensões, o atendimento hospitalar era realizado pelas Santas Casas
de Misericórdia, que tiveram origem em Portugal. Apenas a partir de
meados da década de 50, as instituições hospitalares sofreram
impulso no sentido de crescimento e mudanças, motivadas também
pelas mOdificaçõesdas condições econômicas gerais do país.
Os novos hospitais, então recém criados, passaram a ser
contratados para prestar atendimento médico aos previdenciários.
46
47
Como descrevem técnicos da Previdência Social na década de 70
(1975, p.196 apud NICZ, 1985, p.32-33):•..
"As contratações de hospitais nos antigos IAP's já foram feitas
por concorrência pública. O IAP fazia edital anunciando os
serviços hospitalares que pretendiam para seus beneficiários, os
hospitais interessados inscreviam-se propondo seus preços e a
concorrência era julgada, concluindo em geral pelos menores
preços oferecidos. Na prática, isto levou a um baixo padrão de
atendimento, porque para aumentar os lucros com o preço baixo,
diminuíam-se os gastos na alimentação, nos medicamentos e nos
recursos técnicos. Posteriormente, surgiu o primeiro contrato-
padrão com preços fixos para as taxas hospitalares, pelo qual os
hospitais eram contratados desde que aceitassem e oferecessem
as condições técnicas que eram exigidas pelos Institutos. Esse
contrato evoluiu até o contrato-padrão vigente [...l".
Destarte, a distribuição de leitos hospitalares existentes
confirma a tendência histórica a partir da década de 50, fortalecendo
um predomínio do setor privado lucrativo, característica esta, pouco
comum na maioria dos países ocidentais (BRAGA e GOES DE
PAULA, 1981, p.75).
Em 1966, época do ensaio da unificação dos Institutos,
num contexto altamente favorável, surge a Federação Brasileira de
Hospitais (FBH), objetivando a defesa dos interesses da rede de
hospitais privados com fins lucrativos já em expansão. Entende-se,
. daí, que lia importância da FBH como fator de pressão junto à
...
Previdência Social é diretamente proporcional à importância da
assistência médica previdenciária" (NICZ, 1985, p.34).
Contribuindo para os interesses da FBH e seus
representados, como afirma Jayme Landmann (1978, p.198): "a
expansão dos serviços do INPS refletiu-se por abandono progressivo
da política de construção de hospitais próprios e pela adoção de
uma outra de contratação de serviços a terceiros. O INPS procurou
atender à demanda oferecendo a bandeja da internação à empresa
privada, que passou a multiplicar a criação de hospitais e casas de
saúde, em condições de flagrante violação no que concerne a
instalações, funcionamento e faturamento".
Organizando-se em Associações Estaduais de Hospitais
(AHESP, por exemplo, em São Paulo), a FBH estabelece
mecanismos regionalizados de pressão. Ademais, constrói um
sistema de informações junto a setores internos da burocracia
previdenciária, assegurando às Associações Estaduais o
conhecimento rápido de portarias, normas e ordens de serviços
baixadas pela Previdência Social.
Também, como cita Luiz Fernando Nicz (1985, p.35-36),
a FBH:
"cria um eficiente mecanismo de influência junto à grande
imprensa [...]; passa a representar os interesses deste subsetor
privado da economia junto às grandes entidades patronais
brasileiras, em cujas diretorias por vezes até mantém
representantes; passa a abrigar sob sua representatividade os
hospitais privados sem fins lucrativos (Santa Casas, na maioria),
que, por não receberem tratamento diferenciado e apoio da
48
I
I
I
I ',
\
I
, I
I
49
Previdência Social, desviam-se de sua tradição histórica de
hospitais comunitários e passam a atuar de modo muito
semelhante aos privados com fins lucrativos; coopta elementos
do próprio organismo previdenciário, onde cargos de chefia (ou
de fiscalização de serviços credenciados) são muitas vezes
ocupados por sócios-cotistas ou proprietários de hospitais
privados, em que pesem todas as determinações legais em
contrário; monta lobby junto ao Congresso Nacional".
A consolidação do poder das empresas hospitalares dá-
se a partir da criação do Instituto Nacional de Previdência Social
(INPS), em 1967. Este processo histórico pode ser dividido em três
fases:
(1) De 1967 a 1973, quando a expansão dos hospitais
não é tão marcante, embora houvesse predominância das entidades
lucrativas.
(2) De 1974 a 1976, quando se verificou um crescimento
"de fato" dos hospitais particulares, sobretudo aqueles com
finalidade lucrativa, conseqüência de vários fatos: criação do
Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), relevando as
políticas sociais pretendidas na estratégia governamental vigente;
aplicação do Plano de Pronta Ação (PPA), favorecendo a rede
hospitalar privada; criação do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento
Social (FAS), gerido pela Caixa Econômica Federal (BRAGA e
GOES DE PAULA, 1981, p.125-132), dando impulso ao crescimento
físico da rede hospitalar sem, contudo, estipular um planejamento do
setor saúde; a formação e ingresso no mercado de trabalho de
50
...
quase 9.000 médicos por ano, implicando num excedente de oferta
e, por conseguinte, cooperando como fator de pressão para a
ampliação da rede hospitalar privada.
(3) Finalmente, a terceira fase, iniciada em 1977, traz,
com a consolidação do poder das empresas hospitalares, a
necessidade de se controlar os gastos da assistência médica; assim,
criou-se o sistema Nacional de Controle de Pagamento de Contas
Hospitalares, e a Direção Geral do Instituto Nacional de Assistência
Médica e Previdência Social (INAMPS), que assumiu em 1978,
tentou restringir a expansão exagerada de leitos hospitalares. Hoje,
isto tudo faz parte de uma história próxima, mas passada.
Atualmente, a crise financeira prolongada da Previdência
Social seguida de mecanismos de contenção de custos, tem
obrigado a FBH a rever suas estratégias de manutenção da
hegemonia no setor. Além disso, com a expansão dos sistemas de
financiamento privado no país, muitos hospitais privados
encontraram meios de sobrevivência sem depender dos contratos
com o atual Sistema Único de Saúde.
Também compondo este panorama político-econômico
estão as empresas de pré-pagamento e pós-pagamento que
realizam operações de financiamento dos serviços assistencias no
setor privado da economia. Organizadas em instituições
representativas, as empresas financiadoras apresentam interesses
por vezes comuns às empresas hospitalares, por exemplo, manter
pressão pela ampliação das atividades privadas na saúde, mas em
outros momentos é notório o conflito de interesses delas.51
Os programas de seguro, ou seja, políticas que
privilegiam o pagamento de serviços prestados por ato médico,
sabidamente são um fator que apenas aumenta a disponibilidade de
recursos para o setor saúde, sem contudo, aliviar a crise financeira
(KUTZIN e BARNUM, 1992, p.51-72).
Os problemas de eficiência e eqüidade são observados
como decorrência de incentivos financeiros que encontram
fornecedores com poderosa influência sobre a oferta e demanda de
serviços de saúde. Ademais, a experiência - como os casos do
Brasil, China, Corea e Zaire - sugere que tais problemas se agravam
quando há o órgão de financiamento (segurador) que simplesmente
repassa os recursos financeiros aos fornecedores.
É necessário o efetivo envolvimento de qualquer órgão
financiador, objetivando metas de eficiência e eqüidade, e buscando
identificar e remover os fatores que incentivam os fornecedores a
aumentar o volume e o custo dos serviços no setor saúde.
Neste sentido de confronto de interesses situa-se a
questão dos custos de assistência médico-hospitalar, incluindo o
impacto da tecnologia, os efeitos das contas hospitalares
extensamente itemizadas e as indicações de tratamentos e exames
subsidiários, que parecem ser a camuflagem para a ineficiência
administrativa de muitos hospitais (como será discutido no próximo
capítulo).
52
7. A ORGANIZAÇÃO HOSPITAL
Como bastante explicitado por Robert N. Wilson (apud
KAST e ROSENZWEI~, 1976):
"Os hospitais colocam-se entre as mais complexas organizações
da sociedade e se caracterizam por uma divisão de trabalho
extremamente acurada, bem como por uma refinada gama de
aptidões técnicas. O grande hospital procura preencher um
conjunto de finalidades, principalmente o tratamento de doentes,
o ensino e a pesquisa. A um só tempo, ele faz o papel de hotel,
de centro de tratamento, de laboratório e de universidade"
Além disso, a organização hospitalar vem absorvendo
uma tecnologia crescente e sendo alvo de investimentos
progressivos graças às políticas de extensão de cobertura.
Entretanto:
"as breves considerações acima nos remetem a pensar uma
organização de alta complexidade, com custos e inversões
53
...
nacionais crescentes porém, pelo menos em nosso meio e
dentro de nossa experiência, mal administrada .
O caos nacional da assistência médico-hospitalar
está suficientemente analisado, pelo menos ao nível de
diagnóstico, e para citar apenas uma destas análises, lembramos
o Plano do Conselho Consultivo de Administração de Saúde
Previdenciária - CONASP.
Já a nível da unidade - o hospital -, embora tais
análises reconheçam a ineficiência destas organizações (e,
provavelmente, sua ineficiência e pouca efetividade), estas não
têm sido profundas. É fato que o setor se ressente de uma
orientação política nacional, porém, para que esta ocorra haverá
ainda necessidade de se tentar um diagnóstico mais acurado de
seus determinantes." (VECINA NETO, 1985, p.3)
A organização hospitalar mais se caracteriza pelo
empirismo e a falta de profissionalização, segundo Gonzalo Vecina
Neto. Ainda, ela:
"se estrutura em setores estanques onde as tarefas são
departamentalizadas por especialidade de ação (a ação técnica,
a ação administrativa, a ação de apoio) e não tem, no entanto,
correspondência gerencial - a gerência não se especializa, ou se
o faz, o faz de maneira tão intra-setorial que cria dentro da
organização uma ilha de pseudocompetência. Eventualmente,
uma instituição chega a ter muitas ilhas competentes, mas que
não a torna necessariamente competente - competem entre sie . \.......0
54
aumentam a entropia da organização." (VECINA NETO, 1985,
p.3) ...•
Em que pese a opinião de Gonzalo Vecina Neto,
compartilhada por outros profissionais da administração hospitalar,
existe uma complexidade na estrutura administrativa que dificulta as
ações integradas em favor da maior eficiência.
A necessidade de uma coordenação institucional e a sua
profissionalização são os fatores mais importantes. "Devido o alto
grau de especialização e interdependência funcional que existe no
hospital, é indispensável a coordenação das capacidades, tarefas e
atividades a fim de se obter um funcionamento efetivo da
organização e poder prever seu rendimento" (Basil S. Georgopoulos
& Floyd C. Mann apud OPAS, 1987, p.24-25).
Outro fator é a ausência de uma linha única de
autoridade. Essencialmente, podem ser relacionadas três esferas
dentro da autoridade organizacional: os membros do conselho
diretivo ou "junta de governo", os médicos e o administrador. Isto
"cria vários problemas operacionais e administrativos assim como
psicológicos relacionados com o poder e influência dos médicos,
membros da junta, administradores e outros, sobre o funcionamento
da organização. Por um lado isto dificulta a coordenação das ações
da organização, e por outro lado surgem situações onde não está
claro sobre quem recai a autoridade e a responsabilidade" (Basil S.
Georgopoulos & Floyd C. Mann apud OPAS, 1987, p.26-27).
Ademais, obter um equilíbrio do poder numa organização
com conflito de interesses e com autoridade multifacetada não é
55
tarefa fácil, porém, é necessário também para a eficiência e
economia do serviço. A vista do que o público vem aspirando por
uma melhoria da eficiência e redução dos custos, uma vez que o
acesso ao atendimento médico-hospitalar foi ampliado para a
universalidade da população.
"O público está disposto a pagar [...], os custos básicos
da atenção hospitalar e pelo mesmo espera a melhor atenção
possível a um custo razoável e, se possível, a um menor custo"
(Basil S. Georgopoulos & Floyd C. Mann apud OPAS, 1987,
p.24).
Entretanto, David S. Salkever (1980, p.63) atenta que a
interposição de um terceiro financiador da - assistência médico-
hospitalar pode prejudicar a competição de preços entre hospitais.
Mas, a discussão da competitividade no mercado de
serviços hospitalares será objeto do próximo capítulo.
Além disso, é valioso salientar a relação da organização
hospitalar e sua administração com a conta itemizada. Assim,
admitindo a hipótese que existe um grau não desprezível de
ineficiência na grande maioria dos hospitais do Brasil, sejam
lucrativos ou não lucrativos, é coerente pensar que os custos do
desperdício, da negligência, de uma administração inadequada,
entre outros, estejam inseridos na conta hospitalar.
Ainda, é razoável supor que a diversidade de definições
de diária hospitalar e de taxa de sala cirúrgica, que mais parece uma
indefinição das mesmas, contribui com a manutenção do status quo
da administração em hospitais e suas consequências.
56
8. CUSTOS HOSPITALARES
Uma das funções cruciais da administração é a análise
contábil-financeira para se determinar o preço de um produto ou
serviço. Dada a complexidade envolvida na relação ambiente interno
e externo, o processo de valoração de preços é tarefa árdua do
administrador.
Internamente, devem ser considerados os custos de
produção, distribuição e administração, a expectativa de rendimento
do capital (lucro) pelo investidor ou acionista, a qualidade do produto
ou serviço, a eficiência da assistência técnica, a política de
distribuição, a publicidade, a política de recursos humanos, a política
de pesquisa e desenvolvimento, entre outros tantos elementos.
Externamente, verificam-se: aspectos da concorrência,
dimensões e estrutura do mercado, grau de consciência e
preferência do consumidor, a oferta de produtos ou serviços no
mercado, o poder aquisitivo da população, as pressões dadas pelas
novas tecnologias, as políticas governamentais, as influências de
sindicatos etc.
57
•..
"Genericamente, o preço de venda de um bem ou de
determinado serviço deve ser suficiente para cobrir os custos de
fabricação, de administração e de venda (inclusive tributos) e
conter um lucro suficiente para remunerar o capital investido, sem
desconsiderar o objetivo maior, a longo prazo, de maximizar a
riqueza dos acionistas.
Portanto,do ponto de vista econômico-financeiro, a
base para a fixação de preços está na identificação, a mais
correta possível, dos custos e na definição da margem de lucro
desejada." (SOUSA, 1988, p.122-123).
Por isso, qualquer sistema de formulação de preços
depende da contabilidade de custos para não se remeter aos
intempéries do empirismo administrativo que resulta de princípio um
risco elevado para o investimento do capital.
O sistema de contabilidade de custos pode ser encarado
como um detalhamento do sistema contábil básico das empresas,
que se integra a este último, cumprindo um outro objetivo: o controle
sobre os recursos da empresa. Deste modo, "a contabilidade de
custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição
dos custos" (BACKER e JACOBSEN, 1978, p.2).
Para tanto, existem requisitos necessários à elaboração
de um sistema de contabilidade de custos: (a) deve haver um mapa
financeiro organizacional e um mapa relacionando os custos; (b) há
de se identificarem todos os centros de custos, assim como distribuí- E
los em centros de custos de serviços gerais e centros de custos
finais; (c) é preciso estabelecer um cuidadoso sistema de custos
58
.•.
capaz de acumular os dados financeiros dos centros de custos; (d) a
análise de custos deve prever um sistema de informação capaz de
coletar dados não financeiros dos centros de custos e dos
suprimentos globais do hospital, considerando uma base de
distribuição dos gastos dos centros de custos de serviços gerais e
centros de custos finais, e a base para o cálculo do custo unitário por
centro de custo final; e, (e) escolher a metodologia de análise de
custos mais apropriada para a organização (BACKER e
JACOBSEN, 1978, p.83).
Como escreveu John G. Blocker (1954): "o mais
importante avanço na contabilidade de custos é o uso de padrões
para assistir o gerenciamento na alocação de responsabilidade e
autoridade, para auxiliar a execução de estimativas e planos futuros,
e para desenvolver bases de mensuração com as quais se possam
avaliar a eficiência das operações. O julgamento do executivo é
naturalmente difícil na ausência de padrões de desempenho contra
os quais possam ser comparados os resultados atuais."
Em administração hospitalar, a questão da análise de
custos poderá ter a dimensão da própria sobrevivência da
organização. Todavia, o controle de custos hospitalares pode ser
visto como na sua infância, mas como característico desta fase, há
sinais de crescimento.
Do ponto de vista microeconômico, a literatura apresenta
seis critérios elementares para se estabelecer o rendimento
hospitalar: (a) paciente-dias; (b) serviços hospitalares; (c) eventos de
doença; (d) resultados finais e níveis de saúde; (e) estágios
intermediários de produção; (f) composições de itens anteriores.
59
..
Diretamente relacionado ao tema em questão, o método
de análise do rendimento enfocando os estágios intermediários
sugere a produção hospitalar como resultado de produtos
intermediários.
"A análise das diferenças inter-hospitalar ou interregional
da extensão da estadia para diagnósticos similares, dependendo de
como é definida a estadia referente especificamente aos serviços de
hotelaria, pode-se concluir que a maior extensão da estadia
corresponde a uma produção de maior rendimento ou,
contrariamente, a uma produção ineficiente de mesmo rendimento
com mais recursos" (BACKER)
Assim sendo, é esperado que a uniformização das
definições de diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica possa
beneficiar a comparabilidade entre hospitais, trazendo efeitos
benéficos para o setor saúde.
A título de exemplo, embora com características diversas
do tema proposto nesta dissertação, nos Estados Unidos da
América, durante a década de 80, foram significativas as mudanças
ocorridas no setor saúde devido a competitividade. O movimento, na
verdade, ocorreu quando hospitais e outras instituições modificaram
o enfoque da orientação para o produto, introduzindo a orientação
para o marketing. Esta, por definição, caracteriza-se quando a
organização volta-se para determinar as necessidades e desejos
dentro do seu mercado-alvo, buscando sua satisfação através do
remodelamento, melhoria da comunicação, da distribuição e dos
preços dos programas e serviços oferecidos (PEGELS e SEKAR,
1987, p.15-16).
60
Em seu livro, Bruce R. Neumann, James D. Suver e
William N. Zelman (1993, p.377-407) dedicaram um capítulo sobre o
mecanismo de estabelecimento de preços, no qual alerta para a
importância vital de se obter os recursos financeiros em quantidades
suficientes, capazes de assegurar suprir o total das necessidades
financeiras (TNF).
A TNF deve ser entendida como os recursos exigidos
não apenas pelas necessidades correntes da comunidade atendida
pela organização, mas também aquelas projetadas para o futuro,
através de um planejamento estratégico.
Neste paradigma, não há uma fórmula de TNF a ser
aplicada a todos os hospitais, mas cada um deles deve ter uma
percepção do mercado em relação ao valor e a utilidade dos
serviços de sua instituição. Infelizmente, a maioria das organizações
hospitalares correspondem a "tomadores de preços", ou seja,
estabelecem o preço de seus serviços com base exclusivamente no
mercado. O apropriado são os "formadores de preços" que
estabelecem os preços dos serviços a partir de um TNF, oferecendo
serviços diferenciados com qualidade.
Na composição do TN F devem ser integrados cinco
elementos principais, a seguir expostos:
(1) Custos de se fazer o negócio, isto é, os gastos
relacionados ao paciente diretamente, a educação continuada das
equipes médicas, a pesquisa científica, a atenção médico-hospitalar,
as despesas contratuais e a beneficiência, quando houver.
61
.•.
(2) Custos de se manter o negócio, tais como: o capital, a
reposição de ativos e a aquisição de novas tecnologias .
(3) Custos de se mudar o negócio, quando ocorrerem
modificações nos serviços prestados ou mesmo a criação de outros.
(4) Retorno do capital investido.
(5) Custos da incerteza, geralmente, relacionados às
decisões legais, às decisões administrativas, às alocações políticas
e às contingências.
Deste modo, fica claro que todo prestador de serviços
deveria assumir uma estratégia de determinação de preço. No setor
saúde, em geral, há três abordagens para o estabelecimento de
preços de serviços: a abordagem baseada no custo, a negociação e
a abordagem do mercado.
Na verdade, a abordagem baseada no custo é o ponto
inicial para as três estratégias, consistindo na divisão do custo total
pelo volume de serviços que resulta no preço por unidade de serviço
prestado. Na negociação esta envolvida capacidade e poder de
negociar o preço dos serviços prestados. Na abordagem do mercado
deve-se salientar um fator fundamental na determinação dos preços,
isto é, a competição entre os prestadores de serviços.
Finalmente, como os preços sempre relacionam-se a
alguma unidade de serviço ou produto, então, cabe ao prestador e
ao mercado definir a unidade de serviço ou produto que servirá de
base para a determinação do preço.
No setor saúde, no modelo predominante, do ponto de
vista do cálculo de preços, são conhecidas como unidades de
62
serviços, a diária hospitalar e a taxa de sala cirúrgica. Entretanto, a
análise interinstitucional revela uma grande distinção do
entendimento de cada uma delas, como pode ser observado no
próximo capítulo.
Identifica-se, portanto, a necessidade da transformação
na formulação de preços pelas instituições de saúde, passando de
um modelo onde existem tabelas muito detalhadas e sem relação
entre produtos ou serviços e custos, para a simplicação de tabelas
com análise de custos na elaboração dos preços de seus elementos.
63
9. ANÁLISE DE CONTAS HOSPITALARES:
PROPOSTAS ATUAIS PARA MUDANÇAS
A pesquisa de campo sobre o tema revelou um aspecto
importante: o atual modelo pode e deve ser modificado. Entretanto,
existem dificuldades no modo e no graudestas mudanças.
Para os representantes dos prestadores de serviços, a
simplificação da conta hospitalar parece soar como uma abolição
pura e simples de algumas cobranças que hoje são realizadas, sem
haver a,compensação nos valores remanescentes.
Em contrapartida, os financiadores de serviços de saúde,
através de entidades representativas, não aceitam a mera
transposição dos custos para as taxas e diárias sem o
comprometimento quanto ao seu gerenciamento.
Apesar do embate político, no ano de 1992 as partes
envolvidas, lideradas pela Associação de Medicina de Grupo do
Estado de São Paulo (ABRAMGE-SP) e pela Associação dos
Hospitais do Estado de São Paulo (AHESP), iniciaram estudo
pioneiro objetivando a padronização e codificação de procedimentos
e serviços hospitalares.
64
Em 1994, a comissão concluiu seu estudo resultando na
publicação da chamada "Padronização de Sistemas de Informação
na Área de Saúde". A primeira edição foi revista em 1995 após
várias sugestões, mas também centrada na expectativa de se obter
uma uniformização da informação na área de saúde.
Hodiernamente, a "Padronização de Sistemas de
Informação na Área de Saúde" (1997, p.3) está na sua terceira
edição (atingindo âmbito nacional, característica esta, já percebida
na formação da comissão revisora, composta por: Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE); Federação Brasileira
de Hospitais (FBH); Associação Brasileira dos Serviços Assistenciais
de Saúde Próprios de Empresas (ABRASPE); Comitê de Integração
de Entidades Fechadas de Assistência a Saúde (CIEFAS);
Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de
Capitalização (FENASEG); e, Confederação das Misericórdias do
Brasil (CMB).
Publicada em 1997, a última edição trouxe a inovação da
proposta de definição dos procedimentos e serviços hospitalares.
Todavia, o material publicado tem servido apenas como referencial
sem concretizar, até o momento, o objetivo de padronizar e
uniformizar os sistemas de informação na área de saúde.
Assim, de maneira pioneira, estabeleceu-se uma
definição interinstitucional tanto para diária hospitalar como para
taxa de sala cirúrgica.
Por diária hospitalar enteder-se-ia "a permanência de um
paciente por um período indivisível de até vinte e quatro horas em
uma instituição hospitalar" ("Padronização de Sistemas de
65
Informação na Área de Saúde", devendo cada instituição hospitalar
determinar a hora de início/fim do período ("Padronização de
Sistemas de Informação na Área de Saúde", 1997, p.16).
Ademais, o trabalho estipulou a composição da diária
nas unidades de internação e nas unidades de terapia intensiva
(UTI) e semi-intensiva (UTSI).
Para as unidades de internação, a diária hospitalar
compreenderia:
"1..Leito próprio (cama, berço);
2. Troca de roupa de cama e banho do paciente e
acompanhante quando em apartamento;
3. Cuidados e materiais de uso na higiene e
desinfecção ambiental;
4. Dieta do paciente de acordo com a prescrição
médica, exceto dietas especiais (enterais, por sonda
nasogástrica, gastrostomia, jejunostomia ou ileostomia);
5. Cuidados de enfermagem:
5.1. Administração de medicamentos por todas as
vias;
5.2. Preparo, instalação e manutenção de venoclise
e aparelhos;
5.3. Controle de sinais vitais;
5.4. Controle de diurese;
5.5. Curativos;
5.6. Sondagens;
5.7. Aspirações e inalações;
66
5.8. Locomoção interna do paciente;
5.9. Preparo do paciente para procedimentos
médicos (enteroclisma, lavagem gástrica, tricotomia etc.);
5.10. Cuidados e higiene pessoal do paciente;
5.11. Preparo do corpo em caso de óbito;
5.12. Orientação nutricional no momento da alta;
5.13. ,Transporte de equipamentos (Raio X,
eletrocardiógrafo, ultrassom etc.);
6. Taxa administrativa." ("Padronização de Sistemas
de Informação na Área de Saúde", 1997, p.17-18).
No caso da diária hospitalar para as unidades de terapia
intensiva e semi-intensiva, além dos elementos acima elencados, a
definição incluiria:
1. Uso do monitor cardíaco;
2. Uso do oxímetro de pulso;
3. Uso do desfibrilador ou cardioversor;
4. Uso do nebulizador; .
5. Uso do aspirador a vácuo (exceto o de aspiração
contínua).
6. Uso de incubadora ou berço aquecido, quando tratar-
se de UTI ou UTSI neonatal;
7. Uso de bomba de infusão, também apenas para UTI e
UTS I neonatal.
67
Por fim, a publicação ainda alerta para os
elementos não incluídos nas diárias, a saber:
"1. Materiais e medicamentos dos cuidados de
enfermagem;
2. Utilização de equipamentos e instrumental
cirúrgico exceto aqueles incluídos na composição das diárias
especiais (UTI e UTSI);
3. Honorários médicos;
4. SADT (Serviços de Apoio Diagnóstico e
Terapêutico - explicação nossa)."("Padronização de Sistemas de
Informação na Área de Saúde", 1997, p.18).
A respeito da taxa de sala cirúrgica, o estudo também
concluiu uma definição para a mesma, cuja variabilidade decorrida
da complexidade do ato operatório seria diferenciada pelo porte
anestésico qualificado na tabela de honorários médicos, publicada
pela Associação Médica Brasileira, atualmente, na sua edição de
1996.
Assim, considerar-se-iam componentes da taxa de sala
cirúrgica, independentemente do porte da sala, todos os custos
relativos a:
"local; mesa operatória; rouparia; serviço de enfermagem do
procedimento; assepsia e antissepsia (para a equipe e para o
doente); iluminação (focos); controle de sinais vitais; instrumental
e equipamento de anestesia; respirador; monitor cardíaco;
aspirador elétrico ou a vácuo; cardioversor (quando necessário
68
não será cobrado); instrumental básico para cirurgia; hamper;
taxa de instalação de oxigênio; locomoção do
paciente".("Padronização de Sistemas de Informação na Área de
Saúde", 1997, p.19).
Especificamente para o Centro Obstrético, o trabalho
incluiu na taxa de sala o "kit mesa de reanimação" e os "cuidados de
higiene e limpeza do recém-nascido".
Além disso, foi mantida a proposta de cobrança
separada, como é comum hoje em dia, da taxa de recuperação
pós-anestésica. Esta, conforme orientação do estudo, deveria
comportar os custos referentes a.. "local; teíto: rouparia; e
monitorização dos sinais vitais".
Finalmente, a comissão que definiu as taxas hospitalares
acima citadas, excluiu dos seus custos os elementos a seguir
elencados:
"1. Roupas descartáveis;
2. Materiais de consumo (descartáveis ou não);
3. Gases anestésicos e oxigênio;
4. Equipamentos ou aparelhos de uso eventual não
inclusos acima;
5. Honorários médicos;
6. SADT (Serviços de Apoio Diagnóstico e
Terapêutico -explicação nossa)."("Padronização de Sistemas de
Informação na Área de Saúde", 1997, p.20).
69
Portanto, apesar de suscitar críticas, até mesmo nesta
monografia como poderão ser observadas adiante, a iniciativa da
comissão, não apenas de buscar uma padronização de sistemas de
informação na área de saúde, mas também de elaborar definições,
vem mostrar que o setor carece de transformações.
70
10. ANÁLISE DE CONTAS HOSPITALARES:
RESULTADOS
Conforme os critérios descritos na Metodologia, foram
analisadas as contas hospitalares de quatro hospitais gerais,
denominados A, 8, C e D, que atingiram uma quantidade mínima de
29 contas. Assim, obteve-se amostra demonstrada no Quadro 4 a
seguir.
As empresas de plano de saúde onde foram requeridas
informações sobre as contas hospitalares, mostraram-se relutantes
em torná-Ias públicas. Portanto, além dos dados fornecidos pelo
Instituto Municipal de Previdência de São Bernardo do Campo,
apenas uma amostra de contas de tratamento cirúrgico de varizes foi
obtida de outra organização que, como desejado, não será
declarada. Trata-se de uma empresa de seguro-saúde com
significativa atuação na região estudada.
Pelas razões expostas e para uma análise
interinstitucional, optou-se pelo estudo do mesmo procedimento
(tratamento cirúrgico de varizes) no hospital C também a partir dos
dados do Instituto Municipal de Previdência de São Bernardo do
71
Campo, muito emboraa amostra não tivesse a quantidade mínima
desejada, segundo a Metodologia.
Quadro 4 - Distribuição das contas hospitalares 250 analisadas segundo
o diagnóstico ou procedimento.
DIAGNÓSTICO I HOSPITAL A HOSPITAL B HOSPITAL C HOSPITAL o
PROCEDIMENTO
Broncopneumonia n=30 - - -
Hipertensão Arterial n=29 - - -
Parto Cesareana - n=30 - -
Tratamento Cirúrgico de - n=30 n=11 -
Varizes n=30 *
Histerectomia Total - n=30 - -
Parto Normal - n=30 - -
Artroscooía de Joelho - - - n=30
FONTE: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC e de uma empresa de seguro-saúde (*) mantida no
anonimato, 1996
As contas hospitalares foram estudadas sob dois
prismas: (a) distribuição dos itens das contas (diária, taxa de sala,
outras taxas e alguns materiais elencados segundo critérios
descritos mais adiante), com respectivos preços; (b) análise
comparativa entre os componentes das contas hospitalares e os
elementos do custo hospitalar.
A seguir, então, observar-se-ão os resultados obtidos
para cada uma destas duas análises.
72
9.1. Distribuição de itens da conta hospitalar
Além. das denominadas diárias e taxas, cobradas
conforme os costumes atuais, também foram eleitos alguns
materiais, cuja freqüência de aparecimento nas contas ou cujo preço
pequeno em relação ao montante final da cobrança, resultaram na
sua indicação para inclusão no preço da diária e taxa de sala
cirúrgica.
Ademais, nas contas hospitalares selecionadas
pesquisaram-se: a média de quantidade cobrada de cada item na
internação (ou no ato operatório) e seu respectivo desvio-padrão; a
média da freqüência de cada item por dia de internação (ou por ato
operatório); o preço correspondente a cada item por dia de
internação (ou por ato operatório); e a soma dos preços de todos os
itens por dia de internação (ou por ato operatório) bem como sua
relação percentual com o valor da diária (ou taxa de sala cirúrgica).
Os quadros 5 a 38, encontrados no Apêndice I, trazem
os resultados observados nesta análise tendo os itens separados em
diárias e taxas de internação, materiais cobrados na unidade de
internação, taxa de sala cirúrgica e outras taxas cobradas na
unidade do Centro Cirúrgico (ou Centro Obstétrico), e materiais
correspondentes à unidade do Centro Cirúrgico (ou Centro
Obstétrico) .
A partir dos dados daqueles quadros, construiu-se o
Quadro 39, a seguir exposto, resumindo as informações referentes à
unidade de internação; além disso, para uma melhor visualização e
73
análise da definição de diária hospitalar os dados do Quadro 39
foram representados no Gráfico 2, visto adiante.
Quadro 39 - Resumo dos dados referentes aos itens de unidade de
internação das 250 contas hospitalares estudadas.
Hospital Diagnósticol Diária Taxas Materiais Taxas e materiais Taxas e materiais
Drodedimento (em reais) (em reais) (em reais) (em reais) (Ofo em relacão à diária)
A BCP 108,71 9,82 19,68 29,50 27,1%
A HAS 108,71 2,53 3,78 6,31 5,8%
A (UTI)* 304,69 13,36 24,25 37,61 12,3%
B Cesárea 152,17 11,78 6,63 18,41 12,1%
B Varizes 152,17 26,90 1,91 28,81 18,9%
B Histerectomia 152,17 16,97 4,20 21,17 13,9%
B Parto Normal 152,17 17,77 4,27 22,04 14,5%
C Varizes 199,20 35,61 6,04 41,65 20,9%
c- Varizes 177,66 29,43 5,39 34,82 19,6%
D Artroscooia 156,23 15,13 15,86 30,99 19,8%- . ..
Obs.: (*) Internações clínicas em UTI (broncopneumonia, hipertensão arterial slstêrnica e insutíciêncía
coronariana); .
FONTE: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC e de uma empresa de seguro-saúde (**) mantida no
anonimato, 1996
Hospital
A
350
300
250 V
:i VOI 200f
E.!.
••o /.•. 150f11.
/,6.' A
100
r-
50 V
BCP- HAS-
Hospital
A
GRÁFICO 2 • Distribuição dos gastos por tipo de internação
Tipo de intamação
L L L ~
J l'â!;.v
VAR- VAR- VAR- ACJ-
Hospital Hospital Hospital Hospital
B C C· D
UTI-
Hospital
A
HTA-
Hospital
B
PC -
Hospital
B
ice
PN -
Hospital
B
75
Do mesmo modo, estabeleceram-se o Quadro 40 e o
Gráfico 3, mostrados adiante, contendo as informações
concernentes às unidades de centro cirúrgico e centro
obstétrico,para a finalidade de observar a definição de taxa de sala
cirúrgica sob uma ótica diferente daquela atualmente abordada.
Quadro 40 - Resumo dos dados referentes aos itens de unidades de
centro cirúrgico e centro obstétrico das 250 contas hospitalares
estudadas.
Hospital Prodedimento Taxa de Sala Outras taxas Materiais Taxas e materiais Taxas e materiais
(em reais) (em reais) (em reais) (em reais) (0/0 em relação ã taxa de sala)
B Cesárea 322,91 147,80 55,72 203,52 63,0%
B Varizes 325,60 127,40 98,74 226,14 69,4%
B Histerectomia 322,91 109,29 89,15 198,44 .61,4%
B Parto Normal 322,91 131,62 52,91 184,53 57,1%
C Varizes 388,44 176,64 85,55 262,19 67,5%
c· Varizes 856,01 182,85 90,23 273,08 31,9%
D Artroscopia 181,83 167,70 226,35 394,05 216,7%
FONTE: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC e de uma empresa de seguro-saúde (*) mantida no
anonimato, 1996
9.2. Comparação entre os preços dos componentes das contas
hospitalares e os custos hospitalares
Habitualmente, mesmo nas cobranças, as contas
hospitalares são divididas em componentes. Assim, para o efeito
desejado neste estudo, buscou-se uma formulação bastante comum.
.•
GRÁFICO 3 - Distribuição dos gastos por tipo de ato operatório
PN - Hospital B VAR - Hospital B
Tipos de ato operatório
V AR - Hospital C V AR - Hospital C'HTA ~ Hospital B PC - Hospital B ACJ - Hospital D
77
Então, os elementos das contas hospitalares foram
agrupados em sete componentes, a saber: diárias; taxas; materiais;
medicamentos; gasoterapia; honorários médicos (HM); e, Serviços
de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT).
Todavia, convém salientar que tal divisão suscitou
críticas, pois os agrupamentos não consideraram a origem dos
gastos, não sendo relevada de qual unidade hospitalar surgiu este
ou aquele gasto.
Ademais, o componente honorários médicos
compreenderam apenas os gastos com serviços médicos pagos aos
profissionais através da cobrança hospitalar. Na amostra estudada a
ressalva citada não se aplicou, haja vista que em todas as
observações ocorrera a cobrança dos honorários médicos
correspondentes.
Como interessava a comparação entre as contas
hospitalares e destas com um modelo de custos hospitalares, os
componentes foram fixados em percentuais do total da respectiva
conta hospitalar.
Deste modo, os mesmos elementos amostrais
anteriormente analisados, agora, foram estudados em sua
distribuição por componentes das contas hospitalares, como se
observa nos Quadros 41 a 49, no Apêndice 11.
A partir destes quadros, foi possível construir um quadro
resumindo as várias distribuições de componentes hospitalares
obtidas para cada diagnóstico ou procedimento em seu respectivo
hospital. Assim, obteve-se o Quadro 50 observado adiante:
78
Quadro 50 - Distribuição percentual dos componentes hospitalares nas
250 contas hospitalares analisadas.
INTERNACÃO olARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT
BCP - Hospital A 42,32% 4,52% 7,97% 17,95% 2,6% 15,6% 9,04%
HAS - Hospital A 51,53% 1,20% 3,25% 4,55% 3,280/0 15,49% 20,70%
HTA - HosDital B 21,79% 20,37% 9,80% 6,30% 0,48% 37,70% 3,56%
PC - HosDital B 24,40% 20,61% 5,14% 4,28% 0,19% 44,74% 0,64%
PN - HosDital B 23,76% 24,64% 4,56% 3,86% 0,69% 41,34% 1,15%
. VAR - HosDital B 11,28% 26,24% 7,43% 4,06% 0,54% 50,45% °
VAR - HosDital C 6,53% 35,68% 5,19% 5,85% 0,55% 44,95% 1,25%
VAR - HosDital CO 5,67% 42,67% 5,83% 6,78% 0,74% 36,99% 1,32%
ACJ - Hosaltal O 11,28% 24,71% 18,28% 6,71% 0,83% 38,01% 0,18%
FONTE: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC e de uma empresa de seguro-saúde (*) mantida no
anonimato, 1996
o parâmetro de custos hospitalares utilizado no presente
trabalho, constava do estudo da Associação dos Hospitais do Estado
de São Paulo (AHESP) (Boletim de Indicadores do PROAHSA,
1998, p.1), realizado nos anos de 1995 e 1996 pela Federação
Brasileira de Hospitais (FBH) através de uma consultoria contratada,
que serviu para o cálculo da inflação do setor saúde e pode ser vistoQuadro 51, a seguir:
79
Quadro 51 - Distribuição dos custos hospitalares por grupos.
CUSTOS HOSPITALARES FRAÇÕES (em %)
Salários e encarqos 60,4%
Custos e despesas qerais 14,0%
Consumo de materiais e medicamentos 11,9%
Honorários médicos 13,7%
Total 100,0%
Fonte: Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo (AHESP), 1997.
Finalmente, integrando as informações dos dois quadros
anteriores, foi possível realizar a comparação entre os componentes
das contas hospitalares (preços) e os respectivos custos
hospitalares.
Para tanto, foi necessário a reestruturação dos
componentes hospitalares e dos custos hospitalares em três grupos
de custos: (a) salários, encargos, custos e despesas gerais; (b)
consumo de materiais e medicamentos; (c) honorários médicos.
Assim, a correspodência para cada grupo deu-se na
seguinte forma:
(a) Para os salários, encargos, custos e despesas
gerais foram somados os preços referentes às diárias e taxas
integralmente, mais a parcela dos materiais e medicamentos
concernente à taxa de comercialização dos mesmos (nos casos,
esta taxa era de 30%). O cálculo desta parcela citada fixou-se no
produto dos valores de materiais e medicamentos (somados) pela
80
fração que tinha como denominador o valor 1,3 e como numerador o
valor 0,3. Portanto, tem-se:
(a) = (Diárias) + (Taxas) + [(Materiais)+(Medicamentos)] X (0,3 + 1,3)
(b) Para o chamado consumo de materiais e
medicamentos, o cálculo baseou-se no restante dos preços
cobrados para materiais e medicamentos, isto é, deduzida a parcela
referente à taxa de comercialização, somado aos valores pagos a
gasoterapia. Deste modo, obteve-se:
(b) = {[(Materiais)+(Medicamentos)] X (1,0 + 1,3)} + (Gasoterapia)
(c) Para a obtenção dos denominados honorários
médicos na planilha de custos hospitalares, somaram-se os gastos
com honorários médicos e com SADT relacionados nas contas
hospitalares, ou seja:
(c) = (Honorários Médicos) + (SADT)
Lembrando que SADT correspondem aos gastos com
serviços de apoio diagnóstico (Radiologia, Exames de Análises
Clínicas, Anatomia Patológica etc.) e terapêutico (incluindo a
fisioterapia e fonoterapia, entre outros).
81
Com isso, estabeleu-se o perfil das contas hospitalares
analisadas comparativamente ao padrão de custos hospitalares,
como mostra o Quadro 52 a seguir:
Quadro 52 - Relação entre percentuais de preços e de custos
hospitalares, por grupos de custos, nas 250 contas analisadas.
CONTAS SALÁRIOS, ENCARGOS, CONSUMODE HONORÁRIOS MÉDICOS
CUSTOS E DESPESAS MATERIAIS E
GERAIS MEDICAMENTOS
Custos 74,40% 11,90% 13,70%
Preços(BCP,hospHaIA) 52,82% 22,54% 24,64%
Preços lHAS, hosnital AI 54,53% 9,28% 36,19%
PrE!Ços(HTA, hosDltal BI 45,88% 12,86% 41,26%
Preços(PC,hospHaIBl 47,18% 7,44% 45,38%
Preços(PN,hospHaIBI 50,34% 7,17% 42,49%
PreçosrvAR,hosDHalBI 40,17% 9,38% 50,45%
PreçosrvAR,hosDHaIC) 44,76% 9,04% 46,20%
Preços rvAR, hosDHal C*I 51,25% 10,44% 38,31%
Pr~os (ACJ, hospital DI 41,76% 20,05% 38,19%
FONTE: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC e de uma empresa de seguro-saúde (*) mantida no
anonimato, 1996
A distribuição dos percentuais de custos e preços do
Quadro 52 foi representada nos Gráficos 4, 5 e 6, observados
adiante, facilitando a análise comparativa entre eles.
80.00%
70.00%
60.00%
lO
~
'"coo 50.00%.<::..•
Eo
U
lO-e
Oi 40.00%g
o-e
e.,
'" 30.00%E.,
!!:.
20.00%
10.00%
0.00%
GRÁFICO 4 • Comparativo dos custos versus preços em relação a salários, encargos, custos e despesas gerais
Custos Preços (BCP; A) Preços (HT A; B)Preços (HAS; A) Preços (PC; B) . Preços (PN; B) Preços (VAR; B) Preços (VAR; C) Preços (VAR; C") Preços (ACJ; D)
Custo e preços por tipo de Internação
GRÁFICO 5 - ComparatIvo custos versus preços referentes a materiais e medicamentos em diferentes internações
..
]i0c,
~.c..
E
o
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~
o."
I
c
~:.
CUstos Preços (BCP; A) Preços (HTA; B) Preços (VAR; C") Preços (ACJ; D)Preços (PC; B) Preços (PN; B)Preços (HAS; A) Preços (VAR; B) Preços (VAR; C)
Custos e preços por internações
s
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84
85
11. DISCUSSÃO
No setor privado da Saúde no Brasil, a realidade é a
cobrança na forma da conta itemizada, ou seja, através da relação
pormenorizada dos insumos utilizados durante uma internação.
A análise interinstitucional das contas hospitalares,
pareadas por diagnóstico ou procedimento, mostra uma variedade
de taxas e materiais que ora são cobrados separadamente, ora são
aglutinados em outros itens da cobrança. Na amostra estudada, por
exemplo, os tratamentos cirúrgicos de varizes realizados nos
hospitais B e C apresentaram elementos cobrados diferentemente
(Quadros 15 a 18 e 27 a 30, respectivamente; do Apêndice I).
Deste modo, quando são comparadas as contas de
unidade de internacão no tratamento cirúrgico de varizes do hospital
B e do hospital C,encontram-se, "alémda chamada diária, as taxas
de: aplicação intramuscular ou endovenosa, instalação de soro,
·curativo, tricotomia e taxa administrativa, no hospital B; e, taxas de
admissão, instalação de soro, sondagem vesical e aplicação
intramuscular ou endovenosa, no hospital C. Ora, o procedimento
tecnicamente é semelhante e, por vezes, as mesmas equipes
86
médicas trabalham nos dois hospitais, então como se explicam as
diferenças das cobranças?
Quando a mesma comparação é feita entre as contas
referentes ao Centro Cirúrgico, as diversidades ficam maiores. Além
da taxa de sala cirúrgica, o hospital B cobra taxa de anestesia, taxa
de uso do aparelho de PA não invasiva, taxa de uso do oxímetro,
taxa de uso do monitor cardíaco, taxa de uso do bisturi elétrico, taxa
de aspiração de tórax, taxa de recuperação pós-anestésica e taxa de
sondagem gástrica ou vesical. Por outro lado, o hospital C inclui para
a unidade de Centro Cirúrgico, além da taxa de sala cirúrgica, a taxa
de anestesia geral, a taxa de uso do aparelho de PA não invasiva, a
taxa de uso do oxímetro e a taxa do uso de monitor cardíaco. Ora,
enquanto o hospital B soma até oito taxas além da taxa de sala
cirúrgica, o hospital C sempre cobra quatro taxas extraordinárias.
Ademais, na euforia da utilização do arsenal de itens da
tabela de preços, houve o equívoco da cobrança de uma taxa de
sala de pré-parto para o tratamento cirúrgico de varizes no hospital B
(caso 27 do Quadro 17, Apêndice I).
•
: .
Outro aspecto que reforça a idéia dê empirismo das
tabelas hospitalares de preços, é o resultado da análise comparativa
entre o padrão de distribuição de custos estabelecido pela própria
Federação Brasileira de Hospitais e os resultados pareados de
distribuição de seus preços cobrados nas contas hospitalares.
Assim, os dados são melhor visualizados e comparados
nos Gráficos 4, 5 e 6 (páginas 82 a 84), mas também podem ser
encontrados no Quadro 52 (página 81). Observa-se, então, que dos
87
~
I
i
preços referentes aos custos de salários, encargos, custos e
despesas gerais, variaram de 40,17% a 54,53%)do total das contas
hospitalares, enquanto que os custos concernentes àqueles gastos
foram calculados em 74,40%. Como pode, pois, haver um custo
maior que o preço? Certamemente, como trabalhou-se com
percentuais teríamos um valor bastante maior dos preços em
relação aos custos para não ocorrer este aparente e inviável
desequilíbrio. Além disso, também pode-se considerar que o
desequilíbrio deficitário deste grupo de componentes de custos seria
compensado pelo maior lucro dos outros dois. Mas, a verdade é que
tal condição espelha um empirismo administrativo.
Da mesma maneira, os preços cobrados para o consumo
de materiais e medicamentos variaram de 7,17% a 22,540/0do total
das contas hospitalares, sendo seu respectivo custo de 11,90% da
somatóriados custos hospitalares.
Mais conflitante foi o paralelo entre os gastos com
honorários médicos nas contas hospitalares, variando de 24,64% a
50,45% do seu total, enquanto que o percentual dos custos
destinado a este item foi de apenas 13,70%•
Em que pesem as críticas à esta metodologia por
tratarem-se de percentuais, os outros dois grupos de custos acima
reforçam a percepção de desvinculação entre o que é cobrado e o
que efetivamente custou aos hospitais.
I
r
I
'I
<,
~i
Depreende-se, pois, que apesar dos esforços na busca
da "Padronização de Sistemas de Informação na Área de Saúde",
praticamente nada se modificou do cenário criado nas últimas
88
décadas. Assim, cada hospital utiliza seus próprios critérios e
tabelas para venda dos serviços e produtos, não demonstrando
anseio em definí-Ios ou mesmo tornar mais clara a comparação com
seus concorrentes.
Esta postura de letargia assumida pelos hospitais
brasileiros gerou a imprecisão nas informações aos consumidores,
que têm seus direitos básicos da relação de consumo simplesmente
apartados da realidade. Tal assertiva pode ser comprovada pelo
mero confronto das tabelas de preços dos hospitais com a legislação
pátria, como o texto do Artigo 31 do Código de Defesa do
Consumidor que afirma: lia oferta e a apresentação de produtos e
serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas,
ostensivas e em língua portuguesa sobre as características,
qualidade, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de
validade e origem, entre outros dados...".
Alguns dirigentes de hospitais poderiam justificar os
questionamentos acima pela complexidade administrativa que
impera na organização hospitalar, resultando na dificuldade de se
promoverem ações integradas em favor da maior eficiência.
Contudo, é necessária a transformação da condição
atual de gerenciamento hospitalar para modelos onde o custo tem
uma responsabilidade atribuída, orientada pela origem, e um destino
apropriado a determinado centro de custo. Assim, também fica clara
a necessidade de se defenir os serviços e produtos permitindo a
alocação criteriosa dos custos.
Isto simplesmente é a aplicação da administração de
custos no gerenciamento hospitalar.
89
Portanto, partindo da premissa que é necessária a
definição explícita do que vem a ser diária hospitalar e taxa de sala
cirúrgica, desenvolveu-se uma sugestão com base nos dados
levantados no presente estudo.
Configurado em centros de custo, o hospital apresenta,
por exemplo, as unidades de internação e a unidade de Centro
Cirúrgico e Centro Obstétrico, cada qual compreendendo custos
próprios e custos alocados, mas sempre realizados ou pelo menos
relacionados às atividades executadas em sua respectiva área
física.
No caso das unidades de internação, calculam-se os
custos fixos que são divididos pela quantidade de leitos hospitalares,
e cada parcela referente a um leito deve ser somada aos custos
unitários variáveis e semi-variáveis. Assim, estabelece-se o custo de
cada leito hospitalar, incluídos os custos alocados de outros centros
de custos administrativos, de apoio ou mesmo de outros centros de
custos produtivos (Serviço de Nutrição e Dietética, Lavanderia etc.).
Somando-se os tributos e o lucro desejado, obtém-se o
preço de venda do serviço ou produto. Este é o ponto chave para as
definições pretendidas: quais são os serviços ou produtos
oferecidos?
Quando é enfocada a unidade de Centro Cirúrgico e
Centro Obstétrico, utilizando o mesmo processo de análise de
custos é possível chegar a uma fração de custo. Esta fração poderá
ser um valor fixo de taxa de sala cirúrgica dependente apenas do
porte anestésico (determinado pela Tabela de Honorários da
Associação Médica Brasileira), como é rotineiramente usado pela
90
maioria dos hospitais, ou definir um outro tipo de fração dependente
de outras variáveis como: tempo de uso da sala, complexidade de
recursos habitualmente utilizados etc.
Além da divisão do hospital por centros de custos,
entende-se que a simplificação das cobranças deva ser a postura
mais adequada na medida que corresponde aos anseios dos
consumidores e facilita o processo de determinação de preços. Isto
porque, do ponto de vista da administração de custos, é mais
complicado estabelecer o custo de uma taxa de aplicação
endovenosa, por exemplo, do que deixar este custo como integrante
da diária.
Assim, também se infere outro príncipio assumido nas
definições pretendidas, ou seja, deve-se dar preferência .pela
manutenção da unidade de custo nos centros produtivos. Então, é
preferível não fragmentar os custos dos serviços executados pela
enfermagem em taxas extraordinárias.
Um aspecto muito polêmico é a inclusão ou não dos
custos de materiais descartáveis nos preços da diária e taxa de sala.
Habitualmente, verifica-se que nenhum material esta incluído nos
preços de serviços, entretanto, o aumento do número de materiais
que passaram a ser descartáveis não se refletiu necessariamente na
redução dos preços dos serviços (diária e taxas), mesmo sabendo-
se que há um custo para o processo de reaproveitamento dos
materiais não descartáveis.
Analisando a amostra estudada, observa-se que os
preços dos materiais descartáveis representam um percentual
pequeno dos respectivos valores das diárias e taxas de sala
91
cirúrgicas, salvo apenas as artroscopias cirurqicas de joelho
realizadas no hospital O, onde os materiais representaram 124,480/0
do valor da taxa de sala cirúrgica.
Deste modo, considera-se mais apropriada a associação
de dois fatores para se estabelecerem os preços da taxa de sala
cirúrgica: o tempo de uso da sala, em geral calculado por frações de
15 minutos; e a complexidade do ato operatório, definida, por
exemplo, por especialidade cirúrgica, pois cada qual utiliza técnicas,
materiais e equipamentos aproximadamente semelhantes.
Com isso, calcular-se-ia o custo de 15 minutos de uso de
uma sala cirúrgica utilizada para neurocirurgia, por exemplo. Neste
custo estariam embutidos os custos fixos de pessoal, de
equipamentos, da área física etc., e os custos variáveis e semi-
variáveis de materiais, de pessoal entre outros.
Portanto, entendemos mais adequado incluir todos
custos referentes a salários e encargos, equipamentos existentes
nas unidades hospitalares, bem como os materiais descartáveis de
uso corriqueiro, na diária e na taxa de sala cirúrgica. Tal abordagem
no mínimo implicaria na preocupação de gerenciamento, otimizando
os recursos disponíveis, por parte de quem efetivamente exerce
alguma força capaz de modificar hábitos que se observam nas
atividades médico-hospitalares, fontes de desperdícios.
Como observado nos Quadros 39 e 40 (páginas 73 e 74,
respectivamente), esta proposta de simplificação das contas
hospitalares implicaria num acréscimo aos valores amostrais da
diária de 5,80/0 a 27,10/0, e aumentaria os valores das taxas de sala
92
cirúrgica de 31,90/0 a 216,70/0 (ou de 31,90/0 a 69,40/0, desconsiderado
hospital D).
Outro aspecto interessante verificado no Quadro 50
(página 78) são as diferenças encontradas para o mesmo
procedimento (tratamento cirúrgico de varizes) realizado no hospital
C, financiado pelo Instituto Municipal de Previdência de São
Bernardo do Campo e pela empresa de seguro-saúde (mantida no
anonimato). Provavelmente, tais diferenças refletem distorções
causadas por diferentes tempos de contrato com o hospital, pelas
diferenças de habilidade e poder de negociação entre as partes, pelo
empirismo na administração daquele hospital, entre outras
hipóteses.
Assim sendo, sugerimos uma definição para diária
hospitalar e outra para taxa de sala cirúrgica, baseadas nos
princípios e critérios anteriormente expostos.
Entender-se-á por diária hospitalar como o componente
da conta hospitalar correspondente ao conjunto de insumos
necessários numa unidade de internação para a permanência de um
paciente durante no mínimo 12 horas e o máximo 24 horas.
Consideram-se insumospróprios da diária hospitalar:
(a) mão-de-obra, exceto os honorários médicos;
(b) área física: manutenção, conservação e
funcionamento;
(c) consumo de materiais descartáveis de uso corriqueiro
e pequeno preço unitário;
93
(d) custos e despesas gerais com equipamentos
necessários na unidade de internação;
(e) custos e despesas alocados por rateio de serviços
administrativos e de apoio;
(f) tributos relacionados aos insumos acima e margem de
lucro esperada.
Assim, caberia apenas os diferenciais de preços
conforme o grau de complexidade' da unidade de internação
(enfermaria, Unidade de Terapia Semi-intensiva, Unidade de Terapia
Intensiva etc.) e o diferencial de acomodação da mesma
(enfermarias, apartamento, suite etc.).
Por outro lado, a taxa de sala cirúrgica é definida como o
componente da conta hospitalar que compreende os insumos
requeridos numa unidade de Centro Cirúrgico (ou Centro Obstétrico)
para o tratamento cirúrgico e recuperação imediata de um paciente,
devendo considerar uma fração de tempo para seu cálculo.
Reputam-se como insumos pertencentes a taxa de sala
cirúrgica:
!
(a) mão-de-obra, exceto os honorários médicos;
(b) área física: manutenção, conservação e
funcionamento;
(c) consumo de materiais descartáveis de uso corriqueiro
e pequeno preço unitário;
(d) custos e despesas gerais com equipamentos
necessários na unidade de internação;
(e) custos e despesas alocados por rateio de serviços
administrativos e de apoio;
/
94
(f) tributos relacionados aos insumos acima e margem de
lucro esperada.
Como já comentado anteriormente, sugere-se a
classificação da taxa de sala cirúrgica de acordo com a
especialidade cirúrgica, seguindo sua complexidade em relação aos
equipamentos e pessoal necessários. Também foi mencionado que
no cálculo dos preços da taxa de sala de cirúrgica deve-se mensurar
frações de tempo, por exemplo, de 15 minutos.
95
12. CONCLUSÕES E INFERÊNCIAS
Com base nas pesquisas e sua análise, é possível
concluir que:
(1) Existe a necessidade de se definir o que são diária
hospitalar e taxa de sala cirúrgica em razão da imprecisão destas
nas atuais tabelas de preços hospitalares e de aspectos
administrativos, econômicos e jurídicos que justificam esta
exigência.
(2) Pode-se esperar uma maior competitividade entre os •.
hospitais, e ganho de eficiência no setor, se fossem uniformizadas
as definições de diária hospitalar e taxa de sala cirúrgica.
(3) As tabelas de preços dos serviços praticadas pela
maioria dos hospitais não guarda relação com seus respectivos
custos, indicando um empirismo administrativo que favorece a
ineficiência no setor.
96
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APÊNDICE I
Quadro 5 - Distribuição das diárias e taxas em internações clínicas por BCP no hospital A.
CASO OlARIA IMlEV SORO
1 7 57 11
2 3 13 5
3 3 13 4
4 3 21 5
5 2 12 3
6 4 33 7
7 3 5 6
8 5 24 15
9 5 35 8
10 4 23 3
11 4 14 5
12 5 37 3
13 4 17 2
14 3 36 2
15 4 24 4
16 3 8 8
17 3 6 4
18 2 9 4
19 3 18 1
20 4 19 7
21 4 18 10
22 4 13 5
23 4 25 4
24 4 18 5
25 3 26 4
26 5 34 7
27 6 27 4
28 4 22 6
29 3 20 8
30 4 22 6
Desvio-padrao 1.005431214 11.04686984 2.921186973
Média por intemaçao 3.833333333 21.63333333 5.533333333
Média por dia de ínternação 5.643882 1.4434821
Preço unitário (apartamento) 108.71 1.27 1.84
Preço por dia de intemaçao 7.16773014 2.66&Xl7064
Somat6ria das taxas 9.823737204
% em relação à Diária 9.04%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 6 - Distribuição dos materiais nas internações clínicas por BCP no hospital A.
CASO AGULHAS SERINGAS EQUIPOS SCALP ESPARADRAPO ALCOOL ALGODAO RESPIRON LUVAS BUCAL
1 107 68 11 12 360 680 68 1 o o
2 35 24 5 6 180 250 25 1 o o
3 28 15 4 6 120 200 20 1 o o
4 39 28 5 6 180 270 27 1 o o
5 21 13 3 4 120 160 16 1 o o
6 59 40 7 8 240 410 41 1 1 o
7 12 10 5 5 150 130 13 1 O O
8 63 37 11 11 330 400 40 1 O O
9 64 42 8 10 300 450 45 1 O O
10 45 25 3 3 150 280 28 1 O O
11 26 16 5 5 150 190 19 1 O O
12 60 40 5 8 240 400 40 1 O O
13 35 20 2 5 150 220 22 1 O O
14 62 38 2 4 120 400 40 O O O
15 41 26 4 6 180 300 30 1 O O
16 10 10 8 8 240 180 18 1 O O
17 10 10 4 5 150 110 11 1 O O
18 19 10 4 5 150 140 14 1 O O
19 35 23 4 5 150 230 23 1 O O
20 38 20 7 8 240 270 27 1 O O
21 38 22 10 10 300 280 28 1 O O
22 32 20 4 5 150 200 20 1 O O
23 46 31 4 6 180 310 31 1 O O
24 38 24 5 6 180 240 24 1 O 1
25 57 32 4 6 180 320 32 O O O
26 60 39 7 10 300 440 44 1 O O
27 48 37 4 8 240 370 37 O O O
28 55 29 6 7 210 290 29 1 O O
29 36 24 8 8 240 290 29 1 O O
30 40 24 6 8 240 300 30 1 O O
Desvio-padrão 20.04904905 12.58812613 2.388911164 2.219039867 65.63220404 118.6267206 11.86267206 0.305128577 0.182574186 0.182574186
Média por internação 41.96666667 26.56666667 5.310344828 6.8 204 290.3333333 29.03333333 0.9 0.033333333 0.033333333
Média por dia de internação 10.947922 6.9305037 1.3853193 1.7739284 53.217854 75.73978 7.573978 0.2368421 0.0086955 0.0086955
Preço unitário 0.9 0.36 1.98 0.26 0.01 0.01 0.01 11.6 1.35 0.4
Preço por dia de internação 9.8531298 2.494981332 2.742932214 0.461221384 0.53217854 0.7573978 0.07573978 2.74736836 0.011738925 0.0034782
Somatória 19.68016634
% em relação à Diária 18.10%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC. 1996.
Quadro 7 - Distribuição das diárias e taxas em internações clínicas por HAS no hospital A.
CASO OlARIA IMlEV SORO
1 3 5 2
2 3 o 2
3 1 o o
4 2 2 1
5 2 3 o
6 2 o 4
7 2 o 2
8 2 4 4
9 2 1 4
10 1 o 1
11 2 o 2
12 2 5 2
13 2 14 5
14 2 3 o
15 3 1 2
16 3 12 o
17 2 1 1
18 2 o 2
19 4 3 o
20 3 o 2
21 2 o o
22 2 1 2
23 3 4 2
24 5 9 o
25 3 4 2
26 2 o o
27 5 o o
28 3 10 1
29 3 o 1
Desvio-padrão 0.949461865 3.882828181 1.404001867
Média por lnternação 2.517241379 2.827586207 1.517241379
Média por dia de lntemação 1.1232937 0.0026441
Preço unitário (apartamento) 108.71 1.27 1.84
Preço por dia de internação 1.426582999 1.108865144
Somatória 2.535448143
% em relaçâo Diária 2.33%
<
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 8 - Distribuição dos materiais em internações clínicas por HAS no hospital A.
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO ESPARADRAPO ALCOOL ALGODAO LUVAS PASTA
1 8 8 4 2 120 70 7 o o
2 o o 2 2 €O 20 2 2 o
3 o o o o o o o o o
4 2 2 1 1 30 30 o o o
5 o 1 o o o 30 3 o o
6 3 3 2 2 €O 40 4 o o
7 o o 2 2 €O 40 4 o o
8 4 4 4 4 120 80 8 o o
9 4 4 4 4 120 50 5 o o
10 o o 1 1 30 10 1 o o
11 o o 2 2 €O 20 2 o o
12 5 5 2 2 €O 70 7 o o
13 23 19 5 5 150 190 19 o o
14 o 3 o o o 30 3 o o
15 1 1 2 2 €O 30 3 o o
16 17 17 3 o 90 150 15 o 10
17 2 2 1 1 30 20 2 O O
18 O O 2 2 €O 20 2 o O
19 3 3 O O O 30 3 O 10
20 O 2 2 2 €O 20 2 O O
21 O o O o O O o O O
22 1 1 2 2 €O 30 3 o 10
23 3 54 3 120 80 8 O O
24 14 14 3 O 90 140 14 O 10
25 6 6 2 2 €O €O 6 O 10
26 O O O O O O O O O
27 O O 2 2 €O 20 2 O 30
28 10 10 1 1 30 110 10 O 20
29 O O 1 1 30 10 1 O 20
Desvie-padrão 5.7338336 5.1850011 1.40723 1.325201 42.21689247 47.288549 4.75922749 0.37139 7.79984
Média por internação 3.6551724 3.79310345 1.86207 1.5517241 55.86206897 48.275862 4.68965517 0.06897 4.13793
Média por dia de internação 1.4520784 1.5068739 0.73972 0.6164468 22.1922157 19.178412 1.8630443 0.02741 1.64384
Preço unitário 0.9 0.36 0.26 1.98 0.01 0.01 0.01 1.35 0.03
Preço por dia de internação 1.3068706 0.5424746 0.19233 1.2205647 0.221922157 0.1917841 0.0186:»14 0.03701 0.04932
Somatória 3.7808946
% em relaão à Diária 3.48%
~.
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 9 - Distribuição das diárias e taxas em internações clínicas de Unidade de Terapia Intensiva no hospital A.
CASO DIAGNÓSTICO olARIA IMIEV SORO SONDAGEMV.
1 HAS 1 13 4 o
2 ICo 2 8 3 o
3 HAS 3 o o o
4 ICo 3 13 15 o
5 HAS 4 17 10 o
6 ICo 1 o o o
7 DPOC 10 132 39 1
8 HAS 1 2 3 o
9 ICo 5 29 35 o
10 ICo 2 23 8 o
11 HAS 4 17 10 o
12 HAS 3 16 8 o
13 HAS 6 , o 4 o
Desvio-padrao 2.503843 34.6726 12.459 0.277350098
Média por lnternação 3.461538 20.7692 10.692 0.07W2.3077
Média por dia de internação 5.90099 3.0888 0.022222222
Preço unitário 304.69 1.27 1.84 2.54
Preço por dia de internaçao 7.61999 5.6834 0.056444444
Somatória das taxas 13.35982616
% em relação à Diária 4.38%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
Quadro 10 - Distribuição de materiais em internações clínicas de Unidade de Terapia Intensiva no hospital A.
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO ALGODÃO ESPARADRAPO ALCOOL LUVAS RESPIRON PASTA ELETRODO
1 13 13 4 4 17 o o 4 o o o
2 3 3 3 3 o 00 110 6 o o o
3 3 3 3 3 6 00 60 6 o o o
4 19 23 15 15 28 450 280 8 o o o
5 12 27 10 10 27 eoo 270 10 1 o o
6 17 20 6 7 20 180 200 5 1 o o
7 172 158 38 38 186 1140 1860 25 1 o o
8 3 3 2 2 5 60 50 2 o o o
9 43 29 24 24 49 720 400 o o o o
10 17 28 5 5 31 150 310 o 1 o o
11 12 27 10 10 27 eco 270 10 1 00 25
12 24 28 8 8 24 240 240 8 o 40 20
13 o o 4 4 4 120 40 12 o 35 00
Desvio-padrão 45.31~ 40.0077603 10.3428 10.313049 48.0564572 317.9259711 482.47359 6.48766 0.506369684 27.1274 25.36007061
Média por internação 26 27.8461538 10.1538 10.230700 32.6153846 295.3846154 348.33333 7.38462 0.384615385 12.6923 10.38461538
Média por dia de internação 7.5144508 8.048021 2.93462 2.g)68006 9.4264115 85.371271 100.67437 2.13428 0.1111604 3.66829 3.0013338
Preço unitário 0.9 0.36 0.26 1.98 0.01 0.01 0.01 1.35 11.6 0.48 0.03
Preço por dia de Internaç!o 6.7etY:rJ57 2.89728756 0.763 5.8546018 0.00426412 0.85371271 1.0067437 2.88128 1.28946064 1.76078 0.000040014
Somatória 24.25418
% em relação à Diária 7.96%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 11 - Distribuição das diárias e taxas em internações para parto cesárea no hospital B.
CASO OlARIA IMlEV SORO CURATIVO TRICOTOMIA ENTEROCLISMA TX. SONO. V.-G. TX.AOM.
1 2 3 1 2 1 o o 1
2 2 15 1 2 1 o o 1
3 2 5 1 2 1 o o 1
4 2 1 1 2 1 o o 1
5 2 13 1 2 1 o o 1
6 2 1 o 2 1 1 o 1
7 2 2 1 2 1 o o 1
8 3 1 o 3 1 o o 1
9 2 4 1 2 o o o 1
10 2 5 o 2 1 o o 1
11 3 o 1 3 1 o 1 1
12 3 11 1 3 1 o o 1
13 2 18 1 2 1 o 1 1
14 3 1 o 3 1 o 1 1
15 3 8 1 3 o o o 1
16 3 3 o 3 1 o o 1
17 2 9 1 1 o o o 1
18 2 5 1 2 1 o o 1
19 2 1 o 2 1 o o 1
20 3 1 o o 1 o o 1
21 2 o o 2 o o o 1
22 3 7 1 3 1 o o 1
23 2 5 1 2 1 o o 1
24 3 21 1 3 o o 1 1
25 3 14 1 3 o o o 1
26 3 14 o 3 1 o 1 1
27 2 9 1 2 o o o 1
28 2 2 1 3 1 o o 1
29 3 13 1 4 1 o o 1
30 3 5 1 4 1 o o 1
Desvlo-padrão 0.504007 5.85858 0.4661 0.813676204 0.430183067 0.182574186 0.37r049022 o
Média por mtemação 2.433333 6.56667 0.7 2.4 0.766666667 0.033333333 0.166666667 1
Média por dia de ínternaçãc 2.70235 0.2881 0.9876543 0.3154979 0.0137174 0.068587 0.4115226
Preç_ounitário 152.17 0.81 1.54 7.23 4.43 7.66 7.41 29.89
Preço por dia de internaçãc 2.1889 0.4436 7.140740589 1.397~7 0.1a5075284 0.50022967 12.:D:l41051
Somat6ria das taxas 24.08462
% em relação à Diária 7.74%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 12 - Distribuição de materiais em internações para parto cesárea no hospital B.
CASO AGULHA SERINGA SCALP ABBOCATH EQUIPO CORTADOR ALGODÃO ÃLCOOL ANTISSÉPTICO LUVAS GILETE GAZE PULSEIRA
1 8 8 1 o 1 1 10 10 10 2 1 30 2
2 8 6 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
3 5 5 1 o 1 1 10 10 10 2 1 30 2
4 10 10 1 O 1 1 10 10 10 2 1 45 2
5 13 13 1 O O 1 10 10 10 2 1 30 2
6 1 1 O O O O 10 10 10 4 1 ·30 2
7 2 2 1 O 1 1 10 10 10 2 1 45 2
8 1 1 O O O O 10 10 10 2 1 45 2
9 4 4 1 O 1 1 10 10 O O 1 45 2
10 5 5 O O O O 10 10 10 2 1 30 2
11 1 1 1 O 1 1 10 10 10 3 1 30 2
12 13 13 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
13 18 18 1 O 1 1 10 10 10 4 1 30 2
14 1 1 O O O O O O 10 4 1 30 2
15 10 10 1 O 1 1 10 10 O O 1 30 2
16 6 6 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
17 9 9 1 O 1 1 10 10 10 3 1 45 2
18 5 5 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
19 1 1 O O O O O O 10 2 1 30 2
20 6 6 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
21 9 2 1 1 1 1 30 30 O O 1 30 2
22 8 8 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
23 6 6 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
24 7 7 1 O 1 1 10 10 O O 1 30 2
25 14 14 1 O 1 1 10 10 O O 1 45 2
26 14 14 O O O O 30 30 10 6 1 45 2
27 11 11 1 O 1 1 10 10 10 2 1 45 2
28 2 3 1 O 1 1 10 10 10 2 1 45 2
29 13 13 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
30 5 5 1 O 1 1 10 10 10 2 1 30 2
Desvio-padrão 4.6564749 4.70460767 0.40684 0.182574186 0.430183 0.406838102 5.83292281 5.832923 3.790490218 1.31131 O 6.9914 O
Média por intemação 7.2 6.93333333 0.8 0.033333333 0.766667 0.8 10.6666667 10.66667 8.333333333 2.06667 1 34.5 2
Média por dia de intemação 2.6929629 2.8532234 0.32922 0.0137172 0.3155 0.3292181 4.389572 4.389572 3.4293551 0.85048 0.411523 14.198 0.8230452
Preço unitário 0.15 0.36 1.44 4.12 3.91 0.75 0.02 0.02 0.01 0.17 0.46 0.04 2.52
Preço por dia de intemação 0.4039444 1.02716042 0.47407 0.056514864 1.233607 0.246913575 0.08779144 0.087791 0.034293551 0.14458 0.1893 0.5679 2.074073904
Somatória 6.627947
% em relação à Diária 4.35%
Fonte: Dados do Plano de Saúdedo IMPSBC, 1996.
x
Quadro 13 - Distribuição de taxas para parto cesárea no Centro Obstétrico do hospital B..
CASO PORTE TX. SALA TX.ANEST. TX.PA TX. OXIMETRO TX.MONITOR PRE-PARTO SOND.G.-V. TX.RPA OXIGENIO ASP. TORAX TX.SONAR REC.RN
1 3 1 1 1 1 o 1 1 1 o o 1
2 3 1 1 1 1 o 1 1 1 o o 1
3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 o o 1
4 3 1 1 1 o o 1 1 1 1 o 1
5 3 1 1 1 1 1 1 1 1 o o 1
6 3 1 1 1 o 1 1 1 1 o o 1
7 3 1 1 1 1 1 1 1 1 o o 1
8 3 1 1 1 1 1 1 1 1 o o 1
9 3 1 1 1 1 o 1 1 1 1 1 1
10 3 1 1 1 1 1 o 1 1 o o 1
11 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 o 1
12 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 o 1
13 3 1 1 1 o o 1 1 1 1 o 1
14 3 1 1 1 1 1 o 1 1 1 o 1
15 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 o 1
16 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1
17 3 1 1 1 o 1 o 1 1 1 o 1
18 3 1 o 1 o 1 o 1 1 1 o 1
19 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1
20 3 1 1 1 o 1 o 1 1 1 o 1
21 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1
22 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1
23 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 1 1
24 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
25 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 o 1
26 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1
27 3 1 1 1 o 1 1 1 1 1 o 1
28 3 1 1 1 o o 1 1 1 o o 1
29 3 1 1 1 1 1 1 1 1 o o 1
30 3 1 1 1 o o 1 1 1 1 o 1
Oesvio-padrão o o 0.182574 o 0.507416263 0.430183067 0.379049022 o o 0.479463301 0.305128577 o
Média por ato operatório 3 1 0.966667 1 0.533333333 0.766666667 0.833333333 1 1 0.666666667 0.1 1
Preço unitário 322.91 39.46 5.65' 1.55 5.65 29.67 7.41 29.52 5.79 6.86 7.41 22.1
Preço por ato operatório 39.46 5.461667 1.55 3.013333333 22:747 6.175 29.52 5.79 4.573333333 7.41 22.1
Somatória das taxas extras 147.8003333
% em relação à Taxa de Sala 45.77%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
Quadro 14 - Distribuição de materiais para parto cesárea no Centro Obstétrico do hospital B.
CASO EQUIPO ABBOCATH SERINGA AGULHA ALGODAO COMPRESSA ESPARADRAPO ALCOOL ANTISSEPTICO LUVAS GAZES ELETRODOS ETER AGUAOXIG.
1 1 1 4 4 50 12 250 100 200 1 60 5 100 100
2 1 1 6 6 50 12 50 100 200 9 60 5 100 100
3 1 1 6 6 50 12 250 100 100 5 60 5 100 100
4 1 1 6 5 20 12 120 100 300 5 60 5 100 100
5 1 1 5 5 10 12 120 100 50 1 60 5 100 100
6 1 1 7 5 50 16 250 100 100 3 60 5 100 100
7 1 1 6 8 50 8 160 250 100 5 60 5 100 100
8 1 1 5 6 30 8 130 10080 2 60 5 100 100
9 1 1 4 4 50 8 150 100 80 2 60 5 100 100
10 1 1 5 3 20 8 180 100 o 3 60 3 100 100
11 1 1 5 5 20 12 120 100 100 1 60 3 100 100
12 2 1 6 4 o 12 130 100 o o 60 o 100 100
13 1 1 4 3 20 8 180 100 30 3 60 o 100 100
14 1 1 4 3 30 8 30 100 200 4 60 o 100 100
15 1 1 6 5 50 12 150 100 100 6 60 o 100 100
16 1 1 4 4 20 8 120 100 200 4 60 3 100 100
17 1 1 6 4 30 12 130 100 o 2 60 o 100 100
18 1 1 6 6 50 12 250 100 100 3 60 5 100 100
19 1 1 5 5 20 8 130 o 300 3 60 5 100 100
20 1 1 5 5 20 8 120 100 o 3 60 o 100 100
21 1 1 5 6 20 8 120 100 100 2 60 o 100 100
22 1 1 7 7 20 12 120 100 o 4 60 3 100 100
23 1 1 4 4 30 8 130 100 80 2 60 o 100 100
24 1 1 4 4 30 8 130 100 80 2 60 o 100 100
25 1 1 5 5 50 o 130 150 100 6 60 o 100 100
26 1 1 5 6 20 8 120 100 100 2 60 o 100 100
27 1 1 6 6 20 8 120 200 200 3 60 5 100 100
28 1 1 3 4 30 o o 100 50 2 60 o 100 100
29 1 1 5 3 10 8 150 100 100 4 60 5 100 100
30 1 1 5 5 30 12 230 250 150 3 60 o 100 100
Desvio-padrão 0.182574 o 0.9732042 1.2242755 14.8556271 3.376729016 59.98179801 46.76304 81.50876125 1.83985 o 2.373464416 o o
Média por ato operatório 1.033333 1 5.1333333 4.8666667 30 9.333333333 142.3333333 111.6667 106.6666667 3.16667 60 2.566666667 100 100
Preço unitário 3.91 4.12 0.56 0.15 0.02 2.58 0.01 0.02 0.01 1.77 0.04 1.77 0.01 0.01
Preço por ato operatório 4.040333 4.12 2.8746667 0.73 0.6 24.08 1.423333333 2.233333 1.066666667 5.605 2.4 4.543 1 1
Somatória 55.71633
% em relação à Taxa de Sala 17.25%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~:
Quadro 15 - Distribuição de diárias e taxas em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital B.
CASO DIÁRIA IMIEV SORO CURATIVO TRICOTOMIA TX.ADM.
1 1 o o o o 1
2 1 o o o o 1
3 1 o o o o 1
4 1 o o o o 1
5 2 5 o o o 1
6 2 o 1 o 1 1
7 1 o 1 o o 1
8 1 7 1 o o 1
9 1 3 o o 1 1
10 1 o o 1 o 1
11 1 1 o o o 1
12 1 o o 1 o 1
13 1 1 o 1 o 1
14 1 o o 1 o 1
15 1 o o 1 o 1
16 1 1 o o o 1
17 1 o o o o 1
18 2 5 o o o 1
19 1 6 1 o o 1
20 2 5 o o o 1
21 1 2 1 o 1 1
22 1 9 1 o 1 1
23 1 4 1 o o 1
24 1 2 o o o o
25 1 o o o o 1
26 2 o o 2 o 1
27 1 o o o o 1
28 2 o o 2 o 1
29 1 2 o o o 1
3J 1 o o o o o
Desvío-padrão 0.406838 2.54183 0.43)2 0.595963433 0.345745004 0.25370813
Média por intemaçao 1.2 1.76667 0.2333 0.3 0.133333333 0.93333333
Média por dia de intemaçao 1.47222 0.1944 0.2307692 0.1111108 O.77m75
Preço unitário 152.17 0.81 1.54 7.23 4.43 29.89
Preço por dia de ínternacão 1.1925 0.2994 1.668461316 0.492220844 23.2477695
Somatória das taxas 26.90036
% em relação à Diária 17.68%
~.
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 16 - Distribuição de materiais em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital B.
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO CORTADOR ALGODAO ALCOOL ESPARADRAPO LUVAS GILETE GAZE ANTISSEPTICO
1 o o o o o o o o o o o o
2 o o o o o o o o o o o o
3 o o o o o o o o o o o o
4 o o o o o o o o o o o o
5 5 5 1 1 o o o o o o o o
6 o o o o 1 10 10 eo o o o o
7 o o o o o o o o o o o o
8 7 6 1 1 1 10 10 30 o o o o
9 3 3 o o o 10 10 o 2 1 30 o
10 o o o o o o o o o o o o
11 2 2 o o o 10 10 o o o o o
12 o o o o o o o o o o, o o
13 1 1 o o o 10 10 o o o o o
14 o o o o o o o o o o o o
15 o o o o o o o o o o o o
16 1 1 o o o o o o o o o o
17 6 7 1 1 o o o o o o o o
18 5 5 o o o o o o o o o o
19 6 6 1 o 1 10 10 10 o o o o
20 5 5 o o o o o o o o o o
21 2 2 1 1 1 10 10 30. o o o o
22 o o o o o o o o 2 1 30 10
23 5 5 1 1 1 10 10 so o o o o
24 2 2 o o o o o o o o o o
25 o o o o o o o o o o o o
26 o o o o o o o o o o o o
27 o o o o o o o o o o o o
28 o o o o o o o o o o o o
29 o 4 o o o o o o o o o o
eo o o o o o o o o o o 30 o
Desvio-padrao 2.3637693 2.36934445 0.40684 0.379049 0.379049022 4.49776445 4.4977645 10.40004421 0.50742 0.253708 9.1539 1.825741858
Média por internaçao 1.6666667 1.8 0.2 0.1666667 0.166666667 2.66666667 2.6666667 4.333333333 0.13333 0.066667 3 0.333333333
Média por dia de lnternação 1.388333 1.5 0.16666 0.1388833 0.13888 2.2216666 2.221666 3.08333 0.11083 0.CS5555 2.5 0.277775
Preço unitário 0.15 0.36 1.44 3.91 0.75 0.02 0.02 0.01 0.17 0.46 0.04 0.03
Preço por dia de lnternação 0.20825 0.54 0.23999 0.54:n337 0.10416 0.04443333 0.0444333 0.0300333 0.Q1884 0.025556 0.1 0.00833325
Somatória 1.9078642
% em relação à Diária 1.26%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 17 - Distribuição das taxas para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital B.
CASO PORTETX.SALA TX.ANEST. TX.PA TX.OXIMETRO TX.MONITOR TX. BIST.EL ASP. TORAX TX.RPA OXIGENIO SOND.G.-V. PRE·PARTO
1 3 1 1 1 o o o 1 1 o o
2 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
3 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
4 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
5 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
6 3 1 1 1 o o o 1 2 o o
7 3 1 1 1 o o o 1 2 o o
8 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
9 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
10 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
11 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
12 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
13 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
14 3 1 1 1 1 o o 1 •• o o
15 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
16 3 1 1 1 1 o o 1 1 o o
17 3 1 1 1 1 1 o 1 3 o o
18 3 1 1 o 1 o o 1 1 o o
19 3 1 1 1 1 o 1 1 1 o o
20 3 1 1 1 o o o 1 2 o o
21 3 1 2 2 2 o o 1 2 1 o
22 3 1 2 2 2 o o 1 2 1 o
23 3 1 4 4 4 o o 1 4 o o
24 3 1 1 1 1 o o 1 o o o
25 3 1 1 1 1 o o 1 o o o
26 3 1 1 1 1 o o 1 1 1 o
27 3 1 1 1 1 o o 1 1 o 1
28 3 1 2 2 2 o o 1 2 o o
29 3 1 2 2 2 o o 1 1 o o
30 3 1 1 1 1 1 o 1 3 o o
Desvio-padrão o 0.626062316 0.664363839 0.758855763 0.253708132 0.182574186 o 0.850287308 0.305128577 0.182574186
Média por ato operatório 3 1 1.233333333 1.2 1.1 0.066666667 0.033333333 1 1.366666667 0.1 0.033333333
Preço unitário 325.6 38.02 12.43 14.66 12.43 19.1 6.86 32.64 5.79 7.41
Preço por ato operatório . 38.02 15.33033333 17.592 13.673 1.273333333 0.228666667 32.64 7.913 0.741
Somatória das taxas extras 127.4113333
% em relação à Taxa de Sala 39.13%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 18 - Distribuição de materiais para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital B.
UR ALo.
20 12C 200 1C 100
50 25C 100
15C 100 101
15C 100 101
20 23C 200 101
30 23C 200
30 2E 180 100 Tal
3lI 160 100 20
5<4 150 100 20
10 200 100 20
50 5C 100 100
10 310 100 200 100
20 20 100 1C 100
50 2C 250 200
100 100 300 8C
10 10 " 310 100 203 100
50 2~ 150 100 300 200 24 100
10 2/ 170 100 400 100
50 56 250 100 200 24 100
3C 130 80 1C 20
5C 16 200 200 135 . 20
5C 16 370 10C 100 20
5C 12 30 100 2C 20
100
25 10 100
20
28 100
29 100
3C
1.36514837 0.49C 13252 .3896166 2.08C 1088 2' . i.19' 91, 52.083 113.78' 2.476 25. 1.855 I 48.1484' i.2242· 19. 0.36514837 ).56832078 .095445' 36.51 0.1825741 ).5209 4' Of8,. 0.18257~ ~33333 1. 133: 6.8666666 2! 18.3333 1189.667 12E.66666· 7333 86.61 15.466 15 ~ o: 8.666 O. 33333 ).9333 O. O.C
lprecc ••••• rio 3.9' 4 O. -o: 2.S! O. 0.02 0.03 1. 23. ).44 0.6: O. 58. o 098 2."~ 3.649333" ..25' 4' 1.8966: 2.5: 5.26! 6.606 1.468 106 o 1591 ~ O. O. 333 1.9496666 1.36 O. O. 0.074:
ISomat6ria '98.744
I"'" .m relaeâc • Taxa "'" Sala 30.13%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996. ~.
Quadro 19 - Distribuição de diárias e taxas em internações para histerectomia total no hospital B.
CASO OlARIA IM/EV SORO CURATIVO TRICOTOMIA ENTEROCLlSMA TX.AOM.
1 2 10 1 2 o o 1
2 2 11 1 o o o 1
3 2 5 1 o o o 1
4 3 16 1 o 1 1 1
5 2 8 1 2 1 1 1
6 3 12 1 o o o 1
7 3 9 1 o o o 1
8 3 10 1 o o o 1
9 3 15 1 o o o 1
10 3 1 o o o o 1
11 3 7 1 o 1 o 1
12 3 10 1 3 1 o 1
13 3 11 1 3 1 1 1
14 3 11 1 o o o 1
15 4 16 1 4 o 1 1
16 2 2 o o o o 1
17 3 11 1 o o o 1
18 3 16 1 o 1 1 1
19 2 7 1 o o o 1
20 3 9 1 o o o 1
21 3 10 1 o o o 1
22 I 3 9 1 o 1 1 1
23 3 15 1 o o o 1
24 3 12 1 o o o 1
25 , 2 4 o o o o 1
26 3 6 o o 1 1 1
27 3 9 1 2 1 1 1
28 3 6 1 3 1 1 1
29 3 7 1 o o 1 1
30 3 12 o o o o 1
Desvio-padrão 0.484234 3.90122 0.379 1.217213702 0.479463301 0.479463301 O
Média por internação 2.8 9.56667 0.8333 0.633333333 0.333333333 0.333333333 1
Média por dia de internação 3.41668 0.2976 0.2261904 0.1190476 0.1190476 0.3571428
Preço unitário 152.17 0.81 1.54 7.23 4.43 7.66 29.89
Preço por dia de internação 2.76751 0.4583 1.635356592 0.527380868 0.911904616 10.6749983
Somatória das taxas 16.97546
% emrelação à Diária 11.15%
x
~.
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 20 - Distribuição de materiais em internações para histerectomia total no hospital B.
CASO AGULHAS SERINGAS EQUIPOS SCALP ESPARADRAPO CORTADOR ALGODAO POVIDINE ALCOOL LUVAS GILETE GAZE
1 10 14 1 1 10 1 10 10 10 4 1 10
2 11 11 1 o 10 1 10 10 10 4 1 o
3 5 5 1 1 10 1 10 o 10 o o o
4 16 16 1 1 30 1 10 10 10 4 1 o
5 11 11 1 1 30 1 10 10 10 4 1 10
6 12 12 1 1 10 1 10 10 10 4 1 o
7 9 5 1 1 10 1 10 10 10 2 1 45
8 10 10 1 1 10 1 10 o 10 o o 10
9 15 15 1 1 10 1 10 10 10 4 1 o
10 o 1 o o o 1 o 10 o 1 1 o
11 7 8 1 1 10 1 10 10 10 2 1 10
12 10 10 1 o 30 1 10 10 10 2 1 o
13 11 11 1 1 30 1 10 10 10 4 1 o
14 11 11 1 1 30 1 10 10 10 4 1 o
15 16 16 1 1 30 1 10 o 10 2 o 10
16 2 2 o o o o o 10 o 2 1 10
17 11 11 1 o 10 1 10 10 10 4 1 10
18 16 16 1 1 30 1 10 10 10 4 1 10
19 7 7 1 1 10 1 10 o 10 o o 10
20 9 9 1 1 10 1 10 10 10 2 1 o
21 10 10 1 1 10 1 10 o 10 o o 45
22 9 9 1 1 10 1 10 10 10 4 1 10
23 15 15 1 1 10 1 10 10 10 4 1 10
24 12 12 1 1 10 1 10 10 10 4 1 o
25 4 4 o o o o o o o o o 45
26 6 6 o o o o 10 o 10 o o o
27 9 9 1 1 10 o 10 o 10 2 o 10
28 6 6 1 1 30 1 10 10 10 4 1 40
29 7 7 1 1 30 1 10 o 10 2 o 10
30 13 12 1 1 30 1 10 o 10 2 o 10
Desvío-padrão 4.00287253 4.052670469 0.3457459 0.42018 11.05888107 0.345745004 3.05128577 4.794633015 3.0512858 1.59201 0.479463 14.102
Média por lnternação 9.66666667 9.7 0.86666667 0.76667 15. 33333333 0.866666667 9 6.666666667 9 2.5 0.666667 5.5833
Média por dia de internação 3.4523785 3.4642857 0.3005235 0.27381 5.4761003 0.3005235 3.21429 2.3800 3.2142857 0.89286 0.238003 1.9939
Preço unitário 0.15 0.36 3.91 1.44 0.01 0.75 0.02 0.03 0.02 0.17 0.46 0.04
Preço por dia de internaçao 0.51785678 1.247142852 1.21023689 0.39428 0.054761003 0.232142625 0.0642858 0.071427 0.0642857 0.15179 0.100523 0.0798
Somat6ria 4.19748617
% em relação à Diária 2.76%
~:
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 21 - Distribuição das taxas para histerectomia total no Centro Cirúrgico do hospital B.
CASO PORTE DE TAXA DE SALA TX.ANEST. TX.PA TX. OXIMETRO TX.MONITOR TX. BISTURI EL. TX. SONO. G.·V. TX.RPA OXIGENIO
1 3 1 1 1 1 1 1 1 1
2 3 1 o 1 1 o 1 1 1
3 3 1 1 1 1 1 1 1 2
4 3 1 1 1 1 1 1 1 3
5 3 1 1 1 1 1 1 1 3
6 3 1 1 1 1 1 o 1 1
7 3 1 1 1 1 o 1 1 2
8 3 1 1 1 1 1 1 1 1
9 3 1 1 1 1 1 1 1 1
10 3 1 1 1 1 1 1 1 2
11 3 1 1 1 1 1 1 1 2
12 3 1 1 1 1 o 1 1 3
13 3 1 1 1 1 1 1 1 1
14 3 1 1 1 1 1 1 1 2
15 3 1 1 1 1 1 1 1 1
16 3 1 1 1 1 o o 1 1
17 3 1 o 1 1 o 1 1 1
18 3 1 1 1 1 1 1 1 3
19 3 1 1 1 1 1 1 1 1
20 3 1 1 1 1 o 1 1 2
21 3 1 1 1 1 1 1 1 1
22 3 1 1 1 1 1 1 1 2
23 3 1 1 1 1 1 1 1 1
24 3 1 1 1 1 1 o 1 1
25 3 1 1 1 1 1 1 1 1
26 3 1 1 1 1 o 1 1 1
27 3 o 2 2 2 o 1 1 2
28 3 1 2 2 2 o 1 1 2
29 3 1 3 3 3 1 1 1 3
30 3 1 2 2 2 o 1 1 2
Desvio-padrão o 0.182574186 0.547722558 0.461133037 0.461133037 0.479463301 0.479463301 o 0.758008044
Média por ato operatório 3 0.966666667 1.1 1.166666667 1.166666667 0.666666667 0.9 1 1.666666667
Preço unitário 322.91 39.46 5.65 1.55 5.65 17.36 7.41 29.52 5.26
Preço por ato operatório 322.91 38.14466667 6.215 1.808333333 6.591666667 11.57333333 6.669 29.52 8.766666667
Somatória das taxas extras 100.2886667
% em relação à Taxa de Sala 33.85%
xx·
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 22 - Distribuição de materiais para histerectomia total no Centro Cirúrgico do hospital B.
120 20 20
220 100 .200
250 100 200 10
130 100 10
200 100 10
110 200 .100 10 10
170 100 100 10 10
150 100 50 50 10 10
150 100 100 50
10 170 100 100 12 90 50
150 100 ICO 90 10
10 100 50 10
10 100 90 50
10 10 ic
15 10 10 to
16 12 10 io
10 20 to
130 10C ro
110 20 10 10
20 18 270 20 10
20 200 1C
150 10 eo 1C
10 20 ao 500 1C 10C 1C
24 110 io 170 500 1C 10C 10
25 150 io 45 100 100 .,00
26 150 io 10 45 100 100
20 250 20 75 200 100 100
28 1: 20 10 io 45 100
29 50 10C io 45 100 100
30 50 16 150 100 .-"-00 90 .100
1.525225731 0.5149479 1.58451' 17.7983597 5.533596449 55.96: 179: 44.97754 !.55559015 151.5574 205.10 18. 1.8051558 '.1571967:
IMéda por ato ooeratório 5.6333333 5.: !.666666' 14 179.666866. 106.6667 18.333333: 79.3333 30 96.1 100 4.
IPreço unitário 3.91 4. 0.56 0.15 O.' !.58 0.01 1.02 0.01 0.04 0.01 0.01 0.01 1. 1.01 0.4-4 12.
IPreço por ato operatórto 1.91 4. 3.154666, 0.795 1.653333: 36.12 .795655667 2.133333 .18: 5 . '33, 0.9551 8.496 13333333 0.4-4
ISomatóna c2S taxas extras 89.1556,
I%em I deSata i.61%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 23 - Distribuição das diárias e taxas em internações para parto normal no hospital B.
CASO OlARIA IMlEV SORO TRICOTaM IA ENTEROCLISMA CURATIVOS TX.AOM. SaNAR
1 2 1 1 1 O 3 O O
2 2 1 O 1 O 3 O O
3 2 1 O 1 O 3 O O
4 2 4 1 1 O 2 O O
5 1 1 O 1 O 2 O O
6 2 3 1 1 O 2 O O
7 2 3 1 1 1 2 O O
8 3 1 O 1 1 3 O O
9 2 1 O 1 O 3 O O
10 2 3 O O O 3 O O
11 2 1 O 1 1 3 O O
12 2 17 1 O O 2 O O
13 2 O O 1 O 2 O O
14 3 7 1 1 O 3 O O
15 3 4 1 1 O 4 O O
16 2 O O O O 2 O O
17 2 7 1 1 1 2 O O
18 2 2 O 1 1 2 O O
19 2 2 1 1 O O O O
20 2 3 O O 1 2 1 O
21 2 O 1 1 1 2 1 O
22 2 6 1 1 O 3 1 O
23 3 O O 1 O 3 1 O
24 2 10 1 1 O 2 1 O
25 2 5 2 1 O 2 1 1
26 2 1 1 1 1 2 1 O
27 3 1 1 1 1 3 1 O
28 3 O 1 1 O 3 1 O
29 1 O O 1 O 1 1 O
eo 2 9 1 1 O 2 1 O
Desvlo-padrão 0.507416 3.803205 0.5632 0.345745904 0.460C916 0.764890496 0.49013252 0.18257
Média por ínternação 2.133333 3.133333 0.6 0.866666667 0.3 2.366666667 0.36666667 0.03333
Média por dia de internaçao 1.468617 0.2813 0.4062532 0.1406252 1.1003892 0.1718745 0.01562
Preço unitário 152.17 0.81 1.54 4.43 7.66 7.23 29.89 7.41
Preço por dia de internação 1.189579 0.4331 1.799701676 1.077189032 8.020883916 5.13732881 0.11577
Somalória das taxas 17.77359
% em relação à Diária 11.68%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
Quadro 24 - Distribuição de materiais em internações para parto normal no hospital B.
CASO AGULHA SERINGA ABBOCATH EQUIPO SCALP ESPAR. GILETE GAZE ALGOoAo ANTIS. ÁLCOOL LUVAS CORTADOR MICROFIX sucçAo
1 1 1 o o o 30 1 30 o 10 o 2 o o o
2 1 1 o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
3 1 1 o o o o 1 40 o 10 o 4 o o o
4 4 4 1 1 1 40 1 70 20 10 10 2 1 o o
5 1 1 o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
6 5 3 o 1 1 30 1 30 10 10 10 2 1 o o
7 3 3 1 1 1 40 2 80 20 10 20 4 1 o o
8 1 1 o o o o 1 40 o 10 o 4 o o o
9 1 1 o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
10 3 3 o o o o o o o o o o o o o
11 1 1 o o o o 1 40 o 10 o 4 o o o
12 17 17 o o o 30 o 10 10 o 10 1 1 o o
13 o o o 1 1 o 1 30 o 10 o 2 o o o
14 7 7 o 1 1 30 1 30 10 10 10 2 1 o o
15 4 4 o 1 1 10 1 30 10 10 10 2 1 o o
16 o o o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
17 7 7 o 1 1 30 1 40 10 10 10 4 1 o o
18 2 2 o o o o 1 40 10 10 10 4 o o o
19 2 1 o 1 1 10 1 30 10 10 10 2 1 o o
20 3 3 o o o o o 10 10 o 10 2 o o o
21 5 1 1 1 o o 1 40 o 10 o 4 o o o
22 6 6 o 1 1 10 1 30 10 10 10 2 o o o
23 o o o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
24 10 10 o 1, 1 o 1 30 10 10 10 2 1 o o
25 4 4 o 1 1 o 1 30 o 10 o 2 o 1 1
26 1 1 o 1 1 10 1 40 10 10 10 4 1 o o
27 1 1 o 1 1 10 1 40 10 10 10 4 o o o
28 2 2 o 1 1 30 1 30 10 10 10 2 1 o o
29 o o o o o o 1 30 o 10 o 2 o o o
30 9 9 o 1 1 10 1 40 10 10 10 2 o o o
Desvio-padrão 3.7287328 3.7424253 0.305128577 0.507416 0.50855 14.1259 0.36515 14.74 6.2145547 3.0513 5.683208 1.07479 0.490132518 0.182574186 0.1825742
Média por internação 3.4 3.16666667 0.1 0.533333 0.5 10.6667 0.93333 33.67 6 9 5.666667 2.5 0.366666667 0.033333333 0.0333333
Média por dia de internação 1.5937749 1.4843669 0.0468757 0.250038 0.23438 5 0.43749 15.79 2.8129395 4.2188 2.655979 1.17206 0.1718706 0.0156118 0.0156118
Preço unitário 0.15 0.52 4.12 3.91 1.44 0.01 0.46 0.04 0.02 0.03 0.02 0.17 0.75 15.48 4.29
Preço por dia de internação 0.2390662 0.77187079 0.193127884 0.977647 0.33751 0.05 0.20125 0.631 0.0562588 0.1266 0.05312 0.19925 0.12890295 0.241670664 0.0669746
Somatória 4.2746147
% em relação á Diária 2.81%
~:
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 25 - Distribuição das taxas para parto normal no Centro Obstétrico do hospital B.
CASO TX. SALA TX.ANEST. TX. PA OXMETRO TX.MONITOR PRÉ:PARTO SOND.G.-V. TX. RPA OXIGENIO ASP. T RAX TX.SONAR RECUP. RN TX.IMlEVTX.SORO
1 3 1 1 1 1 o o 1 1 1 o 1 o o
2 3 1 1 1 o o o 1 1 o o 1 o o
3 3 1 1 1 o 1· o 1 1 o o 1 o o
4 3 1 1 1 o o o 1 1 o o 1 o o
5 3 1 1 1 o 1 o 1 1 o o 1 o o
6 3 o 1 o o 1 o 1 1 o o 1 o o
7 3 1 1 1 1 1 1 1 o 1 1 1 o o
8 3 1 1 1 o 1 o 1 1 1 o 1 o o
9 3 1 1 1 o o 1 1 1 o o 1 o o
10 3 1 1 1 o 1 1 1 1 O O 1 O O
11 3 1 1 1 O 1 O 1 1 O O 1 O O
12 3 1 1 1 O 1 1 1 O 1 1 1 O o
13 3 1 1 1 O 1 O 1 1 O 1 1 O O
14 3 1 O 1 1 1 1 1 1 1 O 1 O O
15 3 1 1 1 O 1 o 1 1 O O 1 O O
16 3 1 1 1 1 1 o 1 1 1 O 1 O O
17 3 1 1 1 1 1 O 1 1 O o 1 6 1
18 3 1 1 1 1 1 1 1 1 O O 1 6 1
19 3 1 1 1 O 1 O 1 1 O O 1 O O
20 3 1 o 1 O O O 1 1 1 O 1 5 1
21 3 1 1 O O 1 O 1 1 O O 1 O O
22 3 1 1 1 O 1 1 1 1 1 O 1 O O
23 3 1 1 1 O 1 1 1 1 1 1 1 7 1
24 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 O 1 4 1
25 3 1 1 1 O 1 1 1 1 O O 1 6 2
26 3 1 1 1 O 1 o O 1 O O O O O
27 3 1 1 1 O 1 1 1 1 1 O 1 O O
28 3 1 O 1 O 1 O 1 1 1 1 1 O O
29 3 1 1 1 O 1 O 1 1 1 O 1 O O
30 3 1 1 t o O O 1 1 1 O O O O
Desvio-padrão 0.182574186 0.30513 0.253708132 0.430183067 0.406838102 0.490132518 0.1825742 0.253708132 0.507416263 0.379049022 0.253708132 2.344962809 0.50400693
Média por ato operatório 0.966666667 0.9 0.933333333 0.233333333 0.8 0.366666667 0.9666667 0.933333333 0.466666667 0.166666667 0.933333333 1.133333333 0.23333333
Preço unitário 322.91 39.46 5.65 1.55 5.65 29.67 7.41 29.67 5.26 5.24 7.41 22.1 0.81 1.54
Preço por ato operatório 38. 14466667 5.085 1.446666667 1.318333333 23.736 2.717 28.681 4.909333333 2.445333333 1.235 20.62666667 0.918 0.35933333
Somatória das taxas extras 131.622333
% em relação à Taxa de Sala 40.76%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC. 1996.
Quadro 26 - Distribuição de materiais para parto normal no Centro Obstétrico do hospital B.
CASO EQUIPO ABBOCATH SERINGA AGULHA ALG. COMPRo ESPAR. ALCOOL ANTIS. LUVAS GAZES ELETRODOS ETER AGUAOXIG. BISTURI AMINOHOOK SONDAUR.
1 1 1 4 4 50 12 50 100 300 6 45 5 100 100 1 o o
2 1 1 3 3 30 4 100 50 o 1 45 5 100 100 1 o o
3 1 1 6 4 50 8 50 100 o 3 45 5 100 100 o o o
4 1 1 6 4 50 12 50 100 200 4 60 5 100 100 1 o o
5 1 1 5 6 30 o 30 80 150 2 30 5 100 100 1 o o
6 1 1 5 5 50 4 50 o 100 4 45 5 100 100 1 o o
7 1 1 3 5 50 4 20 100 100 o 30 5 100 100 1 o o
li 1 1 4 3 30 li 30 100 200 4 60 5 100 100 o o o
9 1 1 3 3 30 4 100 50 o 1 45 5 100 100 o o o
10 1 1 5 5 50 4 100 50 250 1 45 5 100 100 1 o o
11 1 1 6 4 50 8 50 100 100 5 45 5 100 100 1 o o
12 1 1 3 4 50 4 20 o o o 15 5 100 100 1 o o
13 1 1 3 4 10 li 10 100 300 4 75 5 100 100 1 o o
14 o o 5 li o 12 140 100 140 8 45 5 100 100 1 o o
15 1 1 6 5 50 16 150 100 150 8 75 5 100 100 1 o o
16 1 1 6 4 50 8 50 o 100 1 30 3 o o 1 o o
17 2 1 6 6 20 4 20 o 100 7 90 5 100 100 o 1 o
18 1 4 5 5 30 4 30 o o 2 15 o o o 1 o o
19 1 1 5 5 30 12 30 o 350 6 60 o o 100 1 1 o
20 1 1 5 5 30 4 30 o o 2 15 o o o 1 o o
21 1 1 3 3 50 8 50 100 150 5 45 o o o o o o
22 1 o 4 4 30 12 30 o 250 6 60 o o 100 1 1 o
23 1 1 3 3 50 8 50 50 200 4 45 o o 80 1 o o
24 1 1 4 4 20 8 20 100 200 4 45 o o o 1 o o
25 2 2 6 7 60 12 40 o 350 li 60 o o 100 1 1 1
26 1 1 6 6 50 4 50 100 100 1 60 o o 100 1 o o
27 1 1 3 3 50 8 50 50 200 4 45 o o 80 1 o o
28 1 1 6 4 50 36 50 100 100 1 45 o 50 o 1 o o
29 1 1 3 5 50 4 50 50 200 4 60 o o 50 1 o o
30 1 1 5 7 50 12 50 o 200 4 60 o o o 1 o o
Desvio-padrão 0.31984 0.63968383 1.2228664 1.302517 14.62 6.419797 33.8438 44.45843 104.24 2.3973 17.35 2.486977578 49.74 42.54679641 0.379049 0.345745904 0.182574186
Média por ato operatório 1.03333 1.066666667 4.5666667 4.6 40 8.4 51.6667 56 149.67 3.6667 48 2.766666667 64.33 73.66666667 0.833333 0.133333333 0.033333333
Preço unitário 3.91 4.12 0.56 0.15 0.02 2.58 0.01 0.02 0.01 1.77 0.04 1.77 0.01 0.01 0.39 4.51 0.44
Preço por ato operatório 4.04033 4.394666667 2.5573333 0.69 0.8 21.672 0.51667 1.12 1.4967 6.49 1.92 4.897 0.643 0.736666667 0.325 0.601333333 0.014666667
Somatória 52.9157
% em relação à Taxa de Sala 16.38%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 27 - Distribuição das diárias e taxas em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
CASO OlARIA ADMISSAo TX.SORO SONDAGEM VES. TX.IM/EV
1 1 1 1 o o
2 1 1 1· 1 o
3 1 1 1 o 1
4 1 1 2 o o
5 1 1 1 o o
6 1 1 1 o o
7 1 1 1. o o
8 1 1 1 o o
9 1 1 1 o O
10 1 1 1 O O
11 1 1 1 O O
Desvio-pad rão O O 0.301511 0.301511345 0.301511
Média por internação 1 1 1.090909 0.090909091 0.090909
Média por dia de internação 1 1.025126 0.108459279 0.108459
Preço unitário 199.2 33.2 4.98 7.47 2.49
Preço por dia de internação 33.2 5.105127 0.810190812 0.270064
Somat6ria das taxas 39.385
% em relação à Diária 19.77%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC. 1996.
Quadro 28 - Distribuição dos materiais em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO LUVAS COPO PULSEIRA ANTISSÉPTICO SONDA CORTADOR
1 o 1 1 1 2 o 1 o o o
2 1 1 o 1 1 o 1 150 1 o
3 9 6 2 3 o 3 1 o o o
4 O' 1 O 2 O O 1 O O 2
5 O O O O O O 1 O O O
6 O 1 O O 3 1 1 O O 1
7 O 1 O O 1 3 1 50 O O
8 1 1 O 1 5 4 1 O 1 O
9 O 1 O O O 3 1 O O O
10 O 1 O O 3 O 1 O O 1
11 3 4 O O O O 1 O O O
Desvio-padrão 2.723633936 1.747725795 0.646669791 1.009049958 1.689540013 1.61807967 O 46.22081389 0.404519917 0.6742
Média por internação 1.272727273 1.636363636 0.272727273 . 0.727272727 1.363636364 1.272727273 1 18.18181818 0.181818182 0.363636
Média por dia de internação 1.393636161 1.645643816 0.303889149 0.750754163 1.390795001 1.301506639 1 20.51840116 0.20037666 0.389517
Preço unitário 0.09 0.31 1.08 3.46 0.25 0.01 1.54 0.0164 0.52 0.36
Preço por dia de internação 0.125427255 0.510149583 0.328200281 2.597609405 0.34769875 0.013015066 1.54 0.336501779 0.104195863 0.140226
Somatória 6.043023978
% em relação à Diária 3.40%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
Quadro 29 - Distribuição das taxas para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital C
CASO TX.SALA TX. ANEST. G. TX.PA TX. OXIMETRO TX.MONITOR OXIGENIO
1 3 1 1 1 1 2
2 3 1 1 1 1 2
3 3 1 1 1 1 2
4 3 1 1 1 1 2
5 3 1 1 1 1 2
6 3 1 1 1 2 2
7 3 1 1 1 2 2
8 3 1 1 1 2 2
9 3 1 1 1 2 2
10 3 1 1 1 2 2
11 3 1 1 1 2 2
Desvio-pad rão o o o 0.522232968 o
Média por ato operatório 1 1 1 1.545454545 2
Preço unitário 587.64 58.1 19.09 38.18 33.2 4.98
Preço por ato operatório 587.64 58.1 19.09 38.18 51 :30909091 9.96
Somatória das taxas extras 176.63909
% em relação à taxa de Sala 30.06%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~:
Quadro 30 - Distribuição dos materiais para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital C
EQijfpcf I JELCO SERlNOA I AGULHA ALO.ORT. COM~R. ADESIVO ATADURA AN1 .UVAS OAZES CANETA ESCOVA ELETRODOS I SONO' TEOADERM !TER FORMOL BIS1VRI OXIOENAD'
16 100 6 se 10e
10 6 5 4( 100
3 6 4( ic
4 6 lC lC
5 -5 4( 10e
6 6 100 4( 100
50 100 5 6 Ice 4C 3 10ea 16 Ice 350 100 O 6 100 4C 3 Ice
9 16 350 100 5 1 6 10e Ice
10 16 100 350 100 5 6 100 4C 3 10e
16 35C 100 5 6 100 4C 3 10e
O 0.30151 ).46' O O 46.7099 59.544 0.3015 O o 1.19087 _lc5075567Z o 0.30' 0.3015 1.50755' ).3015 O 41.0099766 16.8954001 o
IMédia DOr ato ooeratório 0.9' 4.0909' 4.7273 6 16 72.727 313.64 1.909 100 2.27273 0.9091 6.0909 5.454545 6.0909 72.727272~ 33.6363636 3 10e
[PreÇo Uii!ti!rio l.46 3.09 1.31 0.09 0.27 1.27 ).0023 0.019 1.88 .021 7.5 0.52 22. 0.07 0.18 018 2.4 0.0088 0.0026 0.28 .001
IPreço Dor ato ooeratório 3.46 2.8' 1.268' -6.4255 1.62 ·20.32 0.16727 7.02 5.9591 1.68 2.09 7.5 2.27273 1.36363636 0.52 20.455 ).4264 0.981818 1.0964 2.4 ).64 0.08745455 0.84 o.ie
ISomatória 85:552
I % em relacâo à taxa de Sala
~.
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 31 - Distribuição das diárias e taxas em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
CASO olARIA AOMISsAo
1 1 1
2 1 1
3 1 1
4 1 1
5 1 1
6 1 1
7 1 1
8 1 1
9 1 1
10 1 1
11 1 1
12 1 1
13 1 1
14 1 1
15 1 1
16 1 1
17 1 1
18 1 1
19 1 1
20 1 1
21 1 1
22 1 1
23 1 1
24 1 1
25 1 1
26 1 1
27 1 1
28 1 1
29 1 1
3) 1 1
Desvio-padrão O O
Média por internação 1 1
Média por dia de internaçao 1
Preço unitário 177.66 29.43
Preço por dia de internação 29.43
Somat6rla 29.43
% em relacão à Diária 16.56%
Fonte:Dados de uma emp~esa de seguro-saúde (anônima)
Quadro 32 - Distribuição dos materiais em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO LUVAS COPO PULSEIRA ANTISSÉPTICO BISTURI
1 6 6 o 1 3 3 1 o o
2 o 1 O O 2 O 1 O O
3 3 4 O O 2 O 1 O O
4 3 4 O O 2 O 1 O O
5 3 5 O O 3 O 1 O O
6 O 1 O O 3 1 1 O O
7 O 1 O o 1 3 1 50 o
8 1 1 O 1 5 4 1 O O
9 O 1 O O O 3 1 O O
10 O 1 O O 3 O 1 O O
11 3 4 O O O O 1 O O
12 1 2 O O O O 1 O O
13 1 1 O 1 2 O 1 O O
14 O O O 1 5 1 1 O O
15 O O O O 2 4 1 O O
16 1 1 1 1 5 3 1 O O
17 3 4 O 1 O O 1 O O
18 1 1 O O 2 1 1 o O
19 O O O O 2 3 1 o O
20 O O O O O O 1 50 O
21 O 1 O O 3 2 1 O O
22 1 1 O O 2 3 1 O O
23 O 1 O 1 3 O 1 O o
24 1 2 O O 3 O 1 O 1
25 1 1 O O 1 2 1 O O
26 19 7 1 1 3 O O O O
27 O O O O 3 6 1 O O
28 1 1 O O O 2 1 O O
29 O 1 O O O O 1 50 O
so 4 4 O O 2 O 1 50 O
Desvlo-padrâo 3.588134981 1.9I:XXro742 0.253700132 O.449n6445 1.507071454 1.670914128 0.182574186 17.28729518 0.182574186
Média_!=lorinternação 1.766666667 1.9 0.066666667 0.266666667 2.066666667 1.366666667 0.966666667 6.666666667 0.Cl33333333
Média por dia de ínternação 1.766666667 1.9 0.066666667 0.266666667 2.066666667 1.366666667 0.966666667 6.666666667 0.Cl33333333
Preço unitário 0.45 0.21 1.17 3.46 0.75 0.01 1.54 0.02 0.3
Preço por dia de ínternação 0.7S6 0.399 0.078 0.922666667 1.55 0.013666667 1.488666667 0.133333333 0.01
Somat6ria 5.300333333
% em relação à Diária 3.03%
Fonte: Dados de uma empresa de seguro-saúde (anônima)
Quadro 33 - Distribuição das taxas para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital C
CASO TX.SALA TX. ANEST. G. TX.PA TX. OXiMETRO TX.MONITOR OXIG~NIO CAPNÓGRAFO
1 5 1 1 1 2 2 o
2 5 1 1 1 2 2 o
3 5 1 1 1 2 2 o
4 5 1 1 1 2 2 1
5 5 1 1 1 2 2 o
6 5 1 1 1 2 2 O
7 5 1 1 1 2 2 O
8 5 1 1 1 2 2 O
9 5 . 1 1 1 2 2 O
10 5 1 1 1 2 2 o
11 5 1 1 1 2 2 O
12 5 1 1 1 2 2 o
13 5 1 1 1 2 2 o
14 5 1 1 1 2 2 o
15 5 1 1 1 2 2 o
16 5 1 1 1 2 2 O
17 5 1 1 1 2 2 o
18 5 1 1 1 2 2 O
19 5 1 1 1 2 2 O
20 5 1 1 1 2 2 O
21 5 1 1 1 2 2 O
22 5 1 1 1 2 2 O
23 5 1 1 ., 1 2 2 O
24 5 1 1 1 2 2 O
25 3 1 1 1 1 1 O
26 5 1 1 1 2 2 O
27 5 1 1 1 2 2 O
28 5 1 1 1 2 2 O
29 5 1 1 1 2 2 O
30 5 1 1 1 2 2 O
Desvio-padrão O O O 0.182574186 0.991489207 0.182574186
Média por ato operatório 1 1 1 1.966666667 1.966666667 0.033333333
Preço unitário 103.14 17.01 33.75 5.13 9.1 28.89
Preço por ato operatório 856.01 103.14 17.01 33.75 10.089 17.89666667 0.963
Somatória das taxas extras 182.848667
% em relação à Taxa de Sala 21.36%
Fonte: Dados de uma empresa de seguro-saúde (anônima)
.
~.
Quadro 34 - Distribuição dos materiais para tratamento cirúrgico de varizes no Centro Cirúrgico do hospital C
CASO EQUIPO JELCO SERINGA AGUlHA. ALG.ORT. COMPRo ADESIVO ATADURA ANTI5. LUVAS GAZES CANETA ESCOVA ELETRODOS SONDA FLEBO. GORRO 'MlSl:ARA PRO.p~ TEGAOERM • FORMal BlsnJRI
1 1 1 4 5 6 16 100 6 450 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
2 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 10 6 1 100 40 3
3 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
4 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 o 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
5 1 1 5 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 7 5 7 1 100 40 3
6 1 1 4 5 6 16 100 6 350 1 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
7 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 o 6 5 e 1 100 40 3
8 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 o 1 1 6 5 6 1 100 40 3
9 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 o 3
10 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
11 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
12 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
13 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
14 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 2
15 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
16 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
17 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
18 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
19 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
20 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
21 1 1 4 5 6 16 o 6 200 2 100 1 o 5 1 1 6 5 6 o 100 40 3
22 1 1 4 5 6 16 30 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 o 40 3
23 1 1 4 5 6 16 o 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 50 2
24 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 2 6 5 2 1 100 40 3
25 1 1 4 5 6 10 100 3 200 O 80 1 2 5 1 1 5 4 5 1 40 40 2
26 1 1 4 5 6 16 100 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 O 40 3
27 1 1 4 5 6 16 200 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 60 3
28 1 1 4 5 6 16 300 6 350 2 100 1 3 5 1 1 6 5 6 1 100 40 3
29 1 1 4 5 3 16 o 3 200 o 100 1 2 5 1 1 5 4 5 1 100 40 2
30 1 1 4 5 8 16 100 6 500 2 O 1 6 5 1 1 e 5 6 1 100 40 2
Desvio:pad'io O O 0.1825742 O 0.54772256 1.095445 71.132869 0.7611244 58.3292 0.53067 25.4522 O 0.827682 0.912870929 O 0.26261 0.31984 0.95952574 0.791478 0.182574186 27.131 8.502873 0.379049
Méda DOr ato ooerat6rio 1 1 4.0333333 5 5.9 15.8 64.333333 5.8 343.333 1.83333 92.6667 1 2.933333 4.833333333 1 1 5.96667 5.1 5.833333 0.966666667 91.333 39.66667 2.833333Preco unitário 1.8 3.09 0.21 0.09 0.28 1.27 0.0012 1.17 0.016 0.88 0.0244 1.5 1 0.3 0.52 33 0.09 0.18 0.21 2.4 0.0088 0.0025 0.28
IPrece cor ato ooerat6rio 1.8 3.09 0.847 0.45 1.652 20.066 0.0772 6.786 5.49333 1.61333 2.26107 1.5 2.933333 1.45 0.52 33 0.537 0.918 1.225 2.32 0.8037 0.099167 0.793333
Scmatória 90.2355
% em relacâc à Taxa de Sala 10.54%
Fonte: Dados de uma empresa de seguro-saúde (anônima) ~:
Quadro 35 - Distribuição das diária e taxas em internações para artroscopia cirúrgica do joelho no hospital D
CASO OlARIA IM/EV SORO TRICOTOMIA CURATIVO
1 1 1 1 1 1
2 1 1 1 1 1
3 1 1 1 1 1
4 1 1 1 1 1
5 1 1 1 1 1
6 1 1 1 1 1
7 1 1 1 o 1
8 1 2 1 1 1
9 1 3 1 1 1
10 1 1 1 1 1
11 1 1 o 1 1
12 1 1 o 1 1
13 1 2 1 1 1
14 1 1 1 1 1
15 1 1 1 1 1
16 1 2 1 o 1
17 1 o o o 1
18 1 3 1 1 o
19 1 1 1 1 1
20 1 o 1 1 1
21 1 o 1 1 1
22 1 o 1 1 1
23 1 o 1 1 1
24 1 o 1 1 1
25 1 o 1 1 1
26 1 o o o 1
27 2 4 2 1 1
28 1 1 o 1 1
29 1 1 1 1 1
30 1 o 1 1 1
Desvio-padrão 0.182574 0.99943 0.4342 0.345745904 0.182574186
Média por internação 1.033333 1.03333 0.8667 0.866666667 0.966666667
Média por dia de internação 1 0.839 0.838736 0.9355134
Preço unitário 156.23 1.82 2.66 3.81 8.43
Preço por dia de internação 156.23 1.82 2.2317 3.19558416 7.886377962
Somatória das taxas 15.1337
% em relação à Diária 9.67% ~.
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 36 - Distribuição dos materiais em internações para artroscopia cirúrgica de joelho no hospital D
CASO AGULHA SERINGA SCALP EQUIPO ESPARADRAPO ANTISSÉPTICO GAZE GILETE ATADURA LUVAS
1 3 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
2 4 3 1 2 0.4 20 3) 1 1 1
3 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
4 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
5 3 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
6 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
7 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
8 5 2 1 1 0.3 20 20 1 1 1
9 6 3 1 2 0.3 20 20 1 1 1
10 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
11 2 1 o o o 20 20 1 1 1
12 2 1 o o o 20 20 1 1 1
13 4 2 1 2 0.3 20 20 1 1 1
14 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
15 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
16 4 2 1 1 0.3 20 20 1 1 1
17 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
18 9 3 1 2 0.3 20 20 1 1 1
19 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
20 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
21 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
22 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
23 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
24 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
25 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
26 o o o o 0.2 20 20 o o 1
27 6 3 1 2 0.3 20 20 1 1 1
28 2 1 o o 0.4 20 20 1 1 1
29 2 1 1 1 0.3 20 20 1 1 1
30 o o 1 1 0.3 20 20 1 1 1
Desvío-padrão 2.180372213 0.980265036 0.345745004 0.56&S3417 0.083390785 o 1.825741858 0.182574186 0.182574186 o
Média por internaçao 2.266666667 1.066666667 0.866666667 1.033333333 0.283333333 20 20.33333333 0.966666667 0.966666667 1
Média por dia de internação 2.19355 1.03222 0.8387 1 0.2741991 19.55463 19.6777 0.9354862 0.9354862 0.9677
Preço unitário 0.3 1 5.93 4.43 0.8 0.0715 0.0255 0.34 1.07 1.37
Preço por dia de ínternação 0.658065 1.03222 4.973491 4.43 0.21935928 1.398156'J45 0.50178136 0.318065308 1.cxm70234 1.325749
Somat6ria 15.85785722
% em relação à Diária 10.15%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 37 - Distribuição das taxas para artroscopia cirúrgica de joelho no Centro Cirúrgico do hospitalD
CASO PORTE TX. SALA TX.ANEST. TX.RPA TX. ASPIRADOR TX.MONITOR ARTROSCÓPIO OXIGÊNIO
1 2 1 1 1 1.5 1 2
2 2 1 1 1 1.5 1 2
3 2 1 1 1 1.5 1 2
4 2 1 1 1 1 1 1
5 2 1 1 o 1 1 2
6 2 1 1 1 1 1 o
7 2 1 1 1 1 1 o
8 2 1 1 1 1.5 1 2
9 2 1 1 1 1 1 1
10 2 1 1 1 1.5 1 2
11 2 1 1 o 1.5 1 2
12 2 1 1 o 1 1 o
13 2 1 1 1 1 1 o
14 2 1 1 1 1 1 1
15 2 1 1 1 1 1 1
16 2 1 1 1 1 1 1
17 2 1 1 1 1 1 1
18 2 1 1 1 o 1 1
19 2 1 1 1 1.5 1 2
20 2 1 1 1 1 1 1
21 2 1 1 1 1.5 1 2
22 2 1 1 o 1.5 1 2
23 2 1 1 o 1.5 1 2
24 2 1 1 o 1.5 1 2
25 2 1 1 o 1.5 1 2
26 2 1 1 1 1 1 o
27 2 1 1 1 1.5 1 o
28 2 1 1 o 1 1 o
29 2 1 1 o 1 1 o
30 2 1 1 o 1 1 1
Desvio-padrão O O 0.479463301 0.334337568 O 0.833907848
Média por ato operatório 1 1 0.666666667 1.183333333 1 1.166666667
Preço unitário 181.83 42.6 39.05 11.6 25 37.5 9.63
Preço por ato operatório 181.83 42.6 39.05 7.733333333 29.58333333 37.5 11.235
Somatória das taxas extras 167.7016667
% em relacão à taxa de Sala 92.23%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
•
Quadro 38 - Distribuição dos materiais para artroscopia cirúrgica do joelho no Centro Cirúrgico do hospital D
CASO EQUIPO JELCO SER. AGULHA ALG. aRT. ESPAR. GAZES ANTIS. ESCOVA GORRO ESMARCH MÁLHA ATA0. SHAVER CAT. NASAL CAN. MlCR. FLUXOR CORTo ELETR. BlST.1 1 1 6 6 5 1.4 55 130 3 6 2 1 3 1 1 1 1 1 3 12 1 1 3 3 5 1.6 75 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 13 1 1 6 6 5 1.4 75 130 3 5 2 1 4 1 1 1 1 1 3 14 1 1 6 6 5 1.7 115 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 15 1 1 4 3 3 0.9 75 130 3 6 2 1 3 1 1 1 1 1 3 16 1 1 6 6 3 1.1 120 130 3 6 O 1 4 1 1 1 1 1 3 17 1 1 3 3 5 1.6 115 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 18 1 1 6 6 5 1.6 85 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 19 1 1 2 3 3 0.9 75 130 3 6 2 1 3 1 1 1 1 1 3 110 1 1 6 6 3 1.4 75 130 3 5 2 1 4 1 1 1 1 1 3 111 1 1 4 4 3 0.9 75 130 3 6 2 1 3 1 1 1 1 1 3 112 1 1 3 3 5 1.6 125 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
13 1 1 4 4 3 1.4 75 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
14 1 1 4 3 3 0.9 75 130 3 6 2 1 3 1 1 1 1 1 3 1
15 1 1 6 6 5 1.4 75 130 3 5 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
16 1 1 3 3 5 1.6 85 130 3 5 2 1 4 1 1 1 1 1 3 117 1 1 6 6 5 1.8 80 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
18 1 1 7 6 5 1.4 85 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
19 1 1 5 6 5 1.6 115 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
20 1 1 5 5 5 1.6 115 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 121 1 1 6 6 5 1.4 95 130 3 5 2 1 5 1 1 1 1 1 3 122 1 1 3 3 3 0.9 75 130 3 5 2 1 2' 1 1 1 1 1 3 1
23 1 1 6 6 5 1.8 85 130 3 6 2 1 4 1 1 1 1 1 3 1
24 1 1 4 3 3 0.9 75 130 3 5 2 1 3 O 1 O O 1 3 1
25 1 1 6 6 3 1.3 55 130 3 6 2 1 3 O 1 1 1 1 3 1
26 1 1 4 3 3 0.9 55 130 3 5 2 1 3 1 O 1 1 1 3 127 1 1 5 6 3 1.6 55 130 3 6 2 1 3 1 O 1 1 1 3 1
28 1 1 4 3 3 1.3 85 120 3 6 2 1 5 O O 1 1 1 3 129 1 1 3 3 3 1.1 75 150 3 6 2 1 4 O O 1 1 1 3 1
30 1 1 6 6 5 1.5 75 150 3 5 2 1 5 1 O 1 1 1 3 1Desvio-padrão O O 1.363 1.449931 1.014832527 0.300287 19.7978 5.47723 O 0.46609 0.36514837 O 0.69149 0.3457459 0.379049022 0.182574186 0.182574 O O OMédia por ato operatório 1 1 4.733 4.633333 4.066666667 1.35 83.3333 131 3 5.7 1.93333333 1 3.73333 0.8666667 0.833333333 0.966666667 0.966667 1 3 1Preço unitário 4.43 7.03 1 0.3 0.46 0.82 0.024 0.0715 3.6 0.51 19.9 0.42 1.23 73.87 2.03 2.28 67.38 0.71 1.03 0.38
Preço por ato operatório 4.43 7.03 4.733 1.39 1.870666667 1.107 2 9.3665 10.8 2.907 38.4733333 0.42 4.592 64.020667 1.691666667 2.204 65.134 0.71 3.09 0.38
Somatória 226.3498
% em relação à taxa de Sala 124.48%
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
xxxvii
APÊNDICE 11
Quadro 41 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações por broncopneumonia no hospital A
CASO olARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SAOT TOTAIS
1 239.2 28.3 75.59 173.91 26.25 87.5 129.18 759.93
2 717.42 42.3 88.23 458.32 61.25 315 180.75 1863.27
3 358.71 44.48 94.64 163.46 42 140 66.93 910.22
4 597.85 61.74 134.83 211.82 29.75 210 129.4 1375.39
5 717.42 45.88 80.27 451.59 54.25 245 128.7 1723.11
6 521.76 45.32 77.04 152.12 28 175 99.49 1098.73
7 521.76 41.59 79.86 182.86 39.25 175 81.75 1122.07
8 521.76 32.33 55.58 123.46 22.75 210 90.35 1056.23
9 652.2 62.87 114.68 274.56 35 210 124 1473.31
10 521.76 30.26 63.89 133.52 36.75 175 96.5 1057.68
11 391.32 59.14 95.42 213.73 21 140 36 956.61
12 326.13 25.14 48.21 105.38 18.2 112 32.8 667.86
13 434.84 38.98 66.54 170.23 32.2 140 81.48 964.27
14 869.68 91.88 216.62 382.44 44.8 280 73.88 1959.3
15 239.14 20.68 46.47 93.38 15.75 105 43.05 563.47
16 391.32 36.2 71.07 142.27 29.75 175 73.75 919.36
17 521.76 44.35 72.38 151.14 31.5 175 149.4 1145.53
18 391.32 38.23 57.51 142.06 19.25 140 80.25 868.62
19 913.08 110.95 218.18 388.44 38.5 315 228.09 2212.24
20 391.32 28.6 48.16 120.93 22.75 140 73.75 825.51
21 391.32 42.97 68.99 130.99 17.5 175 102.41 . 929.18
22 260.88 24.87 47.57 94.18 12.25 140 107.25 687
23 521.76 65.63 102.71 232.41 O 210 86.96 1219.47
24 391.32 20.86 48.43 72.39 10.5 175 87.1 805.6
25 652.2 69.63 131.76 273.62 36.75 245 103.25 1512.21
26 195.69 48.08 74.47 138.2 24.5 70 83.2 634.14
27 260.92 46.7 97.03 193.74 17 87.5 113.4 816.29
28 326.15 70.88 130.19 247.05 38.5 122.5 150.71 1085.98
29 260.88 30.26 47.67 125.57 21 105 66.95 657.33
30 434.84 140 71.83 167.89 30.8 140 74.68 1060.04
Desvio-padrão 184.0906638 26.7439583 43.53414601 102.92652 13.01997195 63.22321567 41. 44640324 413.5745129
Média 464.5236667 49.63666667 87.52733333 197.0553333 28.59166667 171.15 99.18033333 1097.665
%CCH 42.32 4.52 7.97 17.95 2.6 15.6 9.04 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 42 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações por hipertensão arterial sistêmica no hospital A
CASO DIÁRIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 217.42 3.68 3.16 11.36 o 56 9 300.62
2 434.84 3.81 3.3 30.42 o 112 278.3 862.67
3 217.42 o 0.3 2.56 O 56 117.68 393.96
4 326.13 3.68 3.16 20.96 O 84 34.6 472.53
5 108.72 4.95 3.96 18.14 O 19.6 84.6 239.97
6 326.13 10.6 12.53 30.5 O 84 57.72 521.48
7 260.88 8.84 17.49 12.95 7 105 11.25 423.41
8 260.88 14.92 18.4 30.4 O 70 11.25 405.85
9 260.88 10.36 15.78 24.59 O 70 158.7 540.31
10 1227.33 O 51.16 62.11 483 315 327.25 2465.85
11 260.88 5.25 6.98 10.49 O 70 95 448.6
12 1723.4 2.19 123.16 87.63 O 560 698.45 3194.83
13 652.2 86.5 134.84 204.53 O 175 57.5 1310.57
14 130.46 13.54 21.38 50.89 O 35 62.5 313.77
15 543.55 11.43 33.14 35.83 O 140 68 831.95
16 326.13 8.76 13.97 12.79 O 84 190.48 636.13
17 2045.56 7.36 85.94 91.98 O 589.4 1646.14 4466.38
18 543.55 O 5.76 25.64 O 140 132.6 847.55
19 326.13 14.54 18.08 42.89 O 140 191 732.64
20 326.13 1.84 3.03 8.2 O 84 183.68 606.88
21 326.13 4.95 6.02 17.21 O 84 164.03 602.34
22 326.13 15.24 41.2 37.03 O 140 213.2 772.8
23 1131.49 O 109.07 134.26 416.07 448 488.26 2727.15
24 260.88 4.42 5.54 11.22 O 70 11.25 363.31
25 260.88 12.02 16.14 43.93 O 70 43.5 446.47
26 260.88 32.33 49.52 108.4 O 140 146 737.13
27 626.51 33.02 63.45 61.78 O 210 226.25 1221.01
28 365.63 11.19 26.18 21.71 O 52.5 40 517.21
29 260.88 8.84 12.95 17.49 7 105 11.25 423.41
Desvio-padrão 462.7563512 16.54838413 37.60324814 44.58455414 116.1515449 146.2078245 317.4299091 993.920956
Média 494.4148276 11.5262069 31.22724138 43.72034483 31.48517241 148.5689655 198.6013793 959.5441379
%CCH 51.53 1.2 3.25 4.55 3.28 15.49 20.7 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
~.
Quadro 43 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações para parto cesárea no hospital B
CASO olARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 890.28 608.31 189.44 153.13 6.32 1235 10 3092.48
2 593.32 609.12 158.19 226.73 o 1235 10 2832.36
3 593.32 608.71 173.81 189.93 6.32 1235 10 2817.09
4 593.32 601.8 82.69 116.04 6.32 1574 29.75 3003.92
5 890.28 597.02 191.25 72.73 6.32 1235 57.5 3050.1
6 684.84 654.09 168.78 113.5 6.32 787 148.75 2563.28
7 903.09 597.4 123.83 127.99 6.32 1235 10 3003.63
8 593.32 617.54 132.07 196.48 , o 1235 10 2784.41
9 890.28 626.99 169.47 106.75 6.32 1574 10 3383.81
10 890.28 627.45 166.95 100.08 6.32 1235 10 3036.08
11 593.32 595.07 116.95 93.27 o 1574 13.75 2986.36
12 702.47 457.87 202.62 111.59 6.32 1235 10 2725.87
13 890.28 611.22 122.04 112.27 6.32 1235 21.25 2998.38
14 593.32583.85 163.15 214.22 6.32 1574 10 3144.86
15 617.06 642.4 189.22 160.3 6.32 1574 10 3199.3
16 593.32 594.1 153.07 118.89 6.32 1574 10 3049.7
17 821.8 651.82 196.54 113.87 6.32 1235 20 3045.35
18 593.32 624.31 149.6 108.89 6.32 1574 10 3066.44
19 593.32 606.47 150.17 94.22 6.32 1235 10 2695.5
20 903.09 615 140.41 102.79 6.32 1379 10 3156.61
21 593.32 590.11 105.61 116.34 6.32 1235 10 2656.7
22 593.32 612.03 128.43 67.89 6.32 1235 10 2652.99
23 890.28 640.14 162.55 127.02 6.32 1574 10 3410.31
24 593.32 619.36 112.48 106.72 6.32 1235 10 2683.2
25 593.32 592.97 121.4 103.26 6.32 1235 10 2662.27
26 903.09 627.24 256.09 76.57 6.32 1235 31.5 3135.81
27 890.28 654.29 106.74 116.59 6.32 1235 25.5 3034.72
28 593.32 622.6 150.17 134.22 6.32 1574 10 3090.63
29 816.03 569.27 135.64 124.77 5.79 1574 13.75 3239.25
30 816.03 683.55 154.74 204.93 5.79 904.5 10 2779.54
Desvio-padrão 140.0461906 37.80713729 35.74810706 41.39761242 1.921107679 205.6769793 26.51834786 222.8989793
Média 723.5313333 611.4033333 152.47 127.066 ·5.652666667 1326.85 19.05833333 2966.031667
%CCH 24.4 20.61 5.14 4.28 0.19 44.74 0.64 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
Quadro 44 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internação para tratamento cirúrgico de varizes no hospital B
CASO DIÁRIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 182.62 481.75 99 60.12 6.32 870 o 1699.81
2 365.24 464.29 122.44 88.61 6.32 870 o 1916.9
3 182.62 490.57 316.99 93.16 6.32 870 o 1959.66
4 182.62 461.87 80.38 12.01 6.32 870 o 1613.2
5 182.62 475.43 129.47 48.28 6.32 870 o 1712.12
6 182.62 475.43 134.99 41.68 6.32 870 o 1711.04
7 182.62 475.43 104.27 55.5 6.32 870 o 1694.14
8 362.24 481.66 98.33 68.48 6.32 870 o 1887.03
9 182.62 484.06 183.53 88.86 6.32 870 o 1815.39
10 167.39 443.32 218.07 115.2 5.79 870 o 1819.77
11 167.39 443.73 112.02 46.43 5.79 870 o 1645.36
12 182.62 476.4 97.57 92.07 6.32 870 o 1724.98
13 182.62 484.1 92.85 76.04 6.32 870 o 1711.93
14 167.39 444.62 76.35 37.29 5.79 870 o 1601.44
15 182.62 484.1 108.9 71.07 6.32 870 o 1723.01
16 182.62 484.1 107.27 63.72 6.32 870 o 1714.03
17 182.62 475.43 103.58 41.24 6.32 870 o 1679.19
18 365.24 466.32 58.64 77.63 12.64 870 o 1850.47
19 122.07 210.33 118.12 84.6 22.2 870 o 1427.32
20 122.07 204.76 104.12 63.29 22.2 870 o 1386.44
21 122.07 208.3 110.77 90.58 14.8 870 o 1416.52
22 152.17 479.23 104.23 49.97 21.04 870 o 1676.64
23 152.17 501.94 180.39 74.77 10.52 870 o 1789.79
24 103.78 342.75 110.96 72.81 o 435 o 1065.3
25 152.17 434.63 128.75 31.72 o 870 o 1617.27
26 304.34 461.76 116.74 79.53 5.26 870 o 1837.63
27 152.17 469.56 83.59 57.68 5.26 870 o 1638.26
28 152.16 391.7 111.02 61.8 10.52 435 o 1162.2
29 152.17 477.96 116.94 85.76 21.04 870 o 1723.87
30 167.39 454.88 187.15 102.8 17.37 870 o 1799.59
Desvio-padrão 68.63339525 83.82642643 50.1400517 23.01817847 6.106399319 110.3630373 O 202.0601725
Média 188.0353333 437.6803333 123.9143333 67.75666667 8.956666667 841 O 1667.343333
%CCH 11.28 26.24 7.43 4.06 0.54 50.45 O 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC. 1996.
Quadro 45 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações para histerectomia no hospital B
CASO OlARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 365.24 534.04 193.14 152.87 6.32 867.5 90 2209.11
2 547.86 483.27 202.41 133.6 6.32 867.5 120 2360.96
3 365.24 559.25 257.45 127.94 6.32 867.5 120 2303.7
4 502.17 475.82 301.66 241.95 11.58 850 30 2413.18
5 502.17 483.24 311.17 291.3 17.37 850 60 2515.25
6 547.86 558.19 193.83 145.28 6.32 850 60 2361.48
7 547.86 496.83 250.95 164.11 12.64 867.5 90 2429.89
8 730.48 572.72 266.27 151.85 6.32 867.5 60 2655.14
9 730.48 569.36 290.74 350.17 6.32 867.5 30 2844.57
10 365.24 511.85 171.44 80.55 12.64 867.5 120 2129.22
11 547.86 537.03 245.61 126.25 18.96 640 30 2145.71
12 547.86 521.55 217.09 135.46 6.32 867.5 90 2385.78
13 547.86 536.93 214.5 104.71 12.64 867.5 90 2374.14
14 547.86 516.7 222.86 148.93 6.32 867.5 150 2460.17
15 547.86 494.89 213.38 130.11 12.64 867.5 150 2416.38
16 365.24 513.79 210.71 91.66 6.32 867.5 150 2205.22
17 547.86 509.75 208.67 187.76 6.32 867.5 120 2447.86
18 547.86 506.13 152.69 103.82 12.64 867.5 60 2250.64
19 488.28 ·181.6 201.54 69.12 14.8 771 48 1774.34
20 488.28 182.74 190.52 75.04 14.8 771 120 1842.38
21 366.21 213.64 255.9 141.44 16.28 962.5 30 1985.97
22 366.21 211.79 224.47 140.05 24.42 962.5 157.5 2086.94
23 366.21 179.19 184.07 98.83 22.2 962.5 24 1837
24 456.51 463.77 165.68 88.28 5.26 850 56 2085.5
25 456.51 450.81 297.7 188.41 10.52 680 24 2107.95
26 456.51 495.07 175.96 128.29 10.52 680 94 2040.35
27 456.51 499.97 175.54 118.84 15.78 680 28 1974.64
28 502.17 429.8 110.87 120.8 O 850 35 2048.64
29 456.51 464.61 309.89 104.23 10.52 850 48 2243.76
30 304.34 467.42 139.3 72.34 O 850 96 1929.4
Desvio-pad rão 101.2555466 123.3128283 51.59618467 62.26082509 5.853942468 79.35680554 43.45849189 249.4713492
Média 485.637 454.0583333 218.5336667 140.4663333 10.647 840.15 79.35 2228.842333
% CCH 21.79 20.37 9.8 6.3 0.48 37.7 3.56 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC,1996.
Quadro 46 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internação para parto normal no hospital B
CASO olARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 593.52 649.75 95.27 41.06 6.32 650 10 2045.92
2 537.85 341.79 65.38 163.34 6.32 650 10 1774.68
3 593.52 601.05 80.4 91.26 6.32 1359 10 2741.55
4 593.52 587.45 125.55 122.07 6.32 787 10 2231.91
5 593.52 758.45 ·61.27 83.09 6.32 650 10 2162.65
6 593.52 609.5 134.28 92.28 6.32 1359 10 2804.9
7 593.52 626.62 88.94 69.68 o 1359 10 2747.76
8 890.28 737.58 107.66 51.21 6.32 1359 18.75 3170.8
9 593.52 677.63 125 159.65 o 1359 36 2950.8
10 593.52 611.75 66.09 72.18 6.32 1065 10 2424.86
11 199.12 233.07 96.3 74.69 14.8 258 31 906.98
12 355.82 266.26 64.86 72.67 16.28 1058 38.75 1872.64
13 544.02 556.83 71.23 55.32 5.79 1066.5 93.75 2393.44
14 544.02 586.86 95.88 106.41 5.79 787 10 2135.96
15 544.02 576.44 95.95 116.55 5.79 650 13.75 2002.5
16 544.02 496.17 69.54 79.04 5.26 787 8 1989.03
17 779.42 582.72 139.06 91.18 5.26 650 11 2258.64
18 247.28 528.18 71.5 45.8 5.26 787 8 1693.02
19 494.56 515.92 83.53 54.8 5.26 787 8 1949.07
20 947.88 751.29 346.08 159.31 13.36 845 45.4 3108.32
21 494.56 521.66 70.31 57.11 5.26 1690 8 2846.9
22 494.56 565.61 117.08 45.39 5.26 1690 8 2925.9
23 741.84 586.87 96.9 112.93 5.26 1690 46.4 3280.2
24 1044.66 1083.63 293.79 223.21 5.26 1300 140.8 4091.35
25 494.56 547.64 73.16 103.18 5.26 1690 8 2921.8
26 533.8 647.35 173.72 97.34 331.38 1690 124 3597.59
27 494.56 567.47 81.43 99.71 5.26 466 8 1722.43
28 1056.13 1520.14 188.88 150.26 10.52 478 97 3500.93
29 494.56 571.1 91.08 84.07 5.26 1300 8 2554.07
30 546.02 523.59 144.48 115.76 5.79 650 10 1995.64
Desvio-pad rão 194.5027523 228.1636086 65.00823688 42.16424904 59.42324842 426.8162479 36.60472207 680.8777166
Média 592.39 614.3456667 113.82 96.35166667 17.264 1030.55 28.68666667 2493.408
%CCH 23.76 24.64 4.56 3.86 0.69 41.34 1.15 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.
••••••••••••................... --------------------~~
Quadro 47 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
'f
CASO olARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 199.2 774.39 141.28 123.02 9.96 1425 35 2707.85
2 199.2 781.86 141.31 152.41 9.96 1425 35 2744.74
3 199.2 781.86 166.15 162.25 9.96 1425 35 2779.42
4 101.26 779.37 126.24 123.34 9.96 1087.5 30 2257.67
5 199.2 774.39 116.71 99.22 9.96 1087.5 30 2316.98
6 177.66 1059.21 128.06 172.54 18.2 1174.5 32.4 2762.57
7 90.18 1059.21 110.65 167.99 18.2 587.25 32.4 2065.88
8 177.66 1059.21 145.99 172.11 18.2 1174.5 32.4 2780.07
9 177.66 1059.21 142.35 167.99 18.2 1174.5 32.4 2772.31
10 177.66 1059.21 129.02 171.44 18.2 1174.5 32.4 2762.43
11 177.66 1059.21 143.08 166.55 18.2 1174.5 32.4 2771.6
Desvio-pad rão 38.46617953 146.6812629 15.40997628 25.44640811 4.303199655 234.1458243 1.760165281 262.7507748
Média 170.5945455 931.5572727135.5309091 152.6236364 14.45454545 1173.613636 32.67272727 2611.047273
%CCH 6.53 35.68 5.19 5.85 0.55 44.95 1.25 100
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC. 1996.
Quadro 48 - Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações para tratamento cirúrgico de varizes no hospital C
CASO OlARIAS TAXAS MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SAOT TOTAIS
1 177.66 1059.21 143.74 161.99 18.2 1174.5 32.4 2767.7
2 90.18 1059.21 158.27 189.48 18.2 587.25 32.4 2134.99
3 90.18 1059.21 143.68 166.55 18.2 587.25 32.4 2097.47
4 90.18 1088.1 138.47 166.55 18.2 587.25 32.4 2121.15
5 177.66 1059.21 141.63 164.1 18.2 1174.5 32.4 2767.7
6 177.66 1059.21 128.06 172.54 18.2 1174.5 32.4 2762.57
7 90.18 1059.21 110.65 167.99 18.2 587.25 32.4 2065.88
8 177.66 1059.21 145.99 172.11 18.2 1174.5 32.4 2780.07
9 177.66 1059.21 142.35 167.99 18.2 1174.5 32.4 2772.31
10 177.66 1059.21 129.02 171.44 18.2 1174.5 32.4 2762.43
11 177.66 1059.21 143.08 166.55 18.2 1174.5 32.4 2771.6
12 177.66 1059.21 142.87 163.74 18.2 1174.5 32.4 2768.58
13 177.66 1059.21 146.57 162.58 18.2 1174.5 32.4 2771.12
14 177.66 1059.21 172.68 163.58 18.2 1174.5 32.4 2798.23
15 90.18 1059.21 142.45 164.68 18.2 587.25 32.4 2094.37
16 90.18 1059.21 145.45 169.77 18.2 587.25 32.4 2102.46
17 177.66 1059.21 146.69 166.24 18.2 1174.5 32.4 2774.9
18 90.18 1059.21 143.02 170.31 18.2 587.25 32.4 2100.57
19 177.66 1059.21 142.74 173.2 18.2 1174.5 32.4 2777.91
20 90.18 1059.21 137.76 146.24 18.2 587.25 32.4 2071.24
21 177.66 1059.21 135.84 169.77 18.2 1174.5 32.4 2767.58
22 90.18 1059.21 164.62 181.42 18.2 587.25 32.4 2133.28
23 90.18 1059.21 166.73 170.77 18.2 587.25 32.4 2124.74
24 177.66 1059.21 114.29 144.49 18.2 1174.5 32.4 2720.75
25 177.66 1059.21 143.04 165.82 18.2 1174.5 32.4 2770.83
26 90.18 1059.21 147.18 127.57 18.2 587.25 32.4 2061.99
27 177.66 1059.21 162.59 212.71 18.2 1174.5 32.4 2837.27
28 90.18 765.72 106.22 134.42 18.2 292.95 32.4 1440.09
29 90.18 1059.21 175.85 194.86 18.2 587.25 32.4 2157.95
30 177.66 1059.21 146.73 166.92 18.2 1174.5 32.4 2775.62
Desvio-pad rão 44.0905 54.0234 15.98946393 15.94402038 o 311.84 o 382.1545205
Média 139.752 1050.39 143.6086667 167.2126667 18.2 910.215 32.4 2461.778333
%CCH 5.67 42.67 5.83 6.78 0.74 36.99 1.32 100
Fonte: Dados do uma empresa de seguro-saúde (anônima), 1996.
Quadro 49 ~Distribuição dos componentes da conta hospitalar em internações para artroscopia cirúrgica do joelho no hospital D
CASO olARIAS TAXAS, MATERIAIS MEDICAMENTOS GASOTERAPIA HM SADT TOTAIS
1 312.46 376.74 310.19 107.19 o 525 o 1631.58
2 156.23 349.95 119.73 103.54 '19.26 560 o 1308.71
3 156.23 353.38 206.52 104.8 "19.26 560 o 1400.19
4 156.23 342.58 245.91 77.95 O 560 o 1382.67
5 156.23 315.04 232.94 74.17 o 525 o 1303.38
6 156.23 356.12 282.47 79.45 O 560 o 1434.27
7 156.23 350.81 236.62 96.2 9.63 560 o 1409.49
8 156.23 354.3 262.09 83.46 o 560 o 1416.08
9 312.46 356.12 288.44 72.74 9.63 560 o 1599.39
10 156.23 366.8 252.72 99.11 19.26 560 o 1454.12
11 156.23 349.11 182.12 99.11 19.26 560 o 1365.83
12 78.12 368.62 284.07 107.53 19.26 525 o 1382.6
13 156.23 354.51 258.15 91.48 9.63 ·560 o 1430
14 156.23 339.27 198.73 109.94 19.26 560 o 1383.43
15 156.23 354.3 246.93 83.52 o 560 o 1400.98
16 78.12 354.3 285.68 83.52 o 262.5 o 1064.12
17 156.23 366.8 282.86 108.72 19.26 560 o 1493.87
18 156.23 368.62 295.08 85.45 24.74 560 o 1490.12
19 156.23 366.8 280.12 106.07 26.58 560 16:4 1512.2
20 156.23 354.3 291.04 94.95 11.46 560 o 1467.98
21 156.23 346.01 280.39 86.8 13.29 560 O 1442.72
22 156.23 324.51 361.28 119.13 1.83 560 O 1522.98
23 156.23 366.8 290.32 105.37 26.58 560 o 1505.3
24 156.23 364.98 288.61 104.8 26.58 560 30 1531.2
25 156.23 368.97 279.76 99.94 26.58 560 o 1491.48
26 130.18 280.62 187.49 74.57 o 448 O . 1120.86
27 130.18 281.27 179.09 79.5 o . 420 - 13.65 1103.69
28 130.18 281.97 271.28 96.37 8.03 . 420 o 1207.83
29 143.2 337.64 237.61 94.58 17.66 • 525 16.4 1372.09
30 143.2 328.48 262.76 87.79 o 560 O 1382.23
Desvio-pad râo 46.72114708 26.03771031 48.0757757 12.54029361 10.1471917 64.91760693 7.02071422 134.262943
Média 157.9643333 345.9906667 256.0333333 93.925 11.568 532.35 2.54833333 1400.37967
%CCH 11.28 24.71 18.28 6.71 0.83 38.01 0.18 100. .-,
, .
Fonte: Dados do Plano de Saúde do IMPSBC, 1996.