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Intoxicação por Rodenticidas
Toxicologia Veterinária (Universidade Estadual do Ceará)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Intoxicação por Rodenticidas
Toxicologia Veterinária (Universidade Estadual do Ceará)
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Baixado por Amanda Aguiar (amanda18carolina@gmail.com)
lOMoARcPSD|44712745
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Intoxicação por Rodenticidas
Legislação Brasileira sobre
Raticidas
Os raticidas, também denominados
rodenticidas, são considerados
saneantes domissanitários. Segundo a
ANVISA, os raticidas são preparações
destinadas ao combate contra ratos,
camundongos e outros roedores em
domicílios, embarcações, recintos e
lugares de uso público, contendo
substâncias ativas, isoladas ou em
associação, que não oferecem risco à
vida ou à saúde do homem e dos
animais úteis de sangue quente quando
aplicados em conformidade com as
recomendações contidas em sua
apresentação.
Segundo a legislação brasileira,
atualmente todos os raticidas devem,
obrigatoriamente, estar registrados na
DISAD (Divisão de Saneamento de
Domissanitários), um órgão vinculado à
ANVISA. Dessa forma, nenhum raticida
pode ser produzido, comercializado e/ou
utilizado em território brasileiro sem
estar registrado e liberado por esse
órgão oficial.
Raticidas de Uso Legal
 Anticoagulantes
As formas de apresentação desse tipo
de raticida podem ser: pós de contato
(uso exclusivamente profissional), íscas
(capacidade de atrair o roedor, tanto
pelo olfato quanto pelo paladar) e
premix (são utilizados em situações
quando a oferta de alimento é tão
grande e de tão boa qualidade que
dificilmente o rato vai deixar de ingerir
esse alimento para ingerir as iscas). 
Os rodenticidas anticoagulantes podem
pertencer a dois grandes grupos: os
derivados de cumarina (chamados de
cumarínicos ou warfarínicos) e
derivados da idantiona. Esses
compostos podem, ainda, ser divididos
em rodenticidas de primeira (dose
múltipla e de excreção rápida) ou de
segunda geração (dose única e de
excreção mais lenta). 
Os rodenticidas anticoagulantes são
bem absorvidos por via oral. Após sua
absorção, eles têm alta porcentagem de
ligação com proteínas plasmáticas. A
meia-vida varia bastante, dependendo
da espécie animal. 
Mecanismo de Ação
Os raticidas anticoagulantes competem
com a vitamina K pelas enzimas epóxi-
redutase e vitamina K redutase
(responsável pela reativação da
vitamina K). Deve ser salientado que a
inibição da epóxi-redutase tem maior
importância no quadro de intoxicação,
uma vez que a vitamina K proveniente
da alimentação (fonte exógena) não é
suficiente para reverter esse quadro.
Sinais Clínicos
Os sinais clínicos normalmente surgem
um a três dias após a ingestão do
raticida, sendo observados
Por razões humanitárias, o
rodenticida não deve causar morte
Baixado por Amanda Aguiar (amanda18carolina@gmail.com)
lOMoARcPSD|44712745
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principalmente depressão, palidez,
dispneia, tosse, hematomas
subcutâneos e epistaxe (sangramento
nasal). Podem ser observados também
hematêmese, fezes melênicas, ataxia,
paresia, convulsão e morte súbita. As
alterações macroscópicas e
microscópicas consistem de
hemorragias disseminadas em diversos
órgãos.
Tratamento
Antídoto (Vitamina K) com tratamento
sintomático. 
Diagnóstico
Diagnóstico diferencial, teste do tempo
de protombrina, teste do tempo de
tromboplastina parcial ativado,
radiografia e toracocentese. Análise
post mortem é feita observando-se a
presença de raticidas no fígado.
Baixado por Amanda Aguiar (amanda18carolina@gmail.com)
lOMoARcPSD|44712745

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