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Farmacologia Veterinária 02 1. Apresentação 4 1.Noções Sobre Farmacologia 5 1.1. Definições 5 1.2. Origem dos medicamentos 8 1.3. Ação dos Medicamentos: 8 1.4. Formas de Apresentação dos Medicamentos 9 2. Farmacocinética 12 2.1.Absorção 12 2.2.Distribuição 13 2.3.Biotransformação 13 2.4.Excreção 13 3. Vias de Administração de Fármacos 15 4. Anti-Inflamatórios 19 5. Antimicrobianos 23 5.1. Sensibilidade Bacteriana 23 5.2.Penetração do Antibiótico no Tecido Infectado 25 5.3.Farmacocinética e Farmacodinâmica 25 5.4.Via de Aplicação 26 5.5.Duração do Tratamento 27 Materiais Complementares 27 6. Referências Bibliográficas 29 03 4 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 1. Apresentação Fonte: zolina.com.br1 rezado (a) aluno (a), Durante essa disciplina estuda- remos Farmacologia aplicada a vete- rinária. A medicina justaposta aos humanos é um conhecimento que tem evoluído a cada instante. Assim sendo, era de se esperar que a medi- cina evolucionasse ao ponto de abor- dar a farmacologia justaposta à me- dicina veterinária. Um dos progeni- tores erros que se possa incumbir administrando remédios apostos a farmacologia veterinária é crer que a dosagem animal é análoga a do ser humano. Os organismos são desse- melhantes, e mesmo que signifique 1 Retirado em zolina.com.br ser dosagem por peso, está comple- tamente errada. Um exemplar é o do frango, animal que possui uma alta taxa de biotransformação, porquanto neces- sita de doses maiores, visto que a maior parte da medicação será ex- cretada nesse processo. É indispensável que se estude largamente, por fim, é uma vida em suas mãos, e necessita ter a base mé- dica necessário e conhecimento so- bre farmacologia aposta a medicina veterinária profissional precisa ter. Informe-se ainda sobre a in- disposição exata do animal, e por P 5 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA meio do conhecimento quantitativo e do qualificativo, alcance a posolo- gia preconizada para melhor impli- cação no organismo. É importante que compreenda dosagem, para sa- ber a medida adequada que trará ao animal os resultados terapêuticos. A posologia dos medicamen- tos modifica de animal para animal e é plausível que cada espécie díspar tenha uma contraindicação para um remédio que competi impecavel- mente a um tipo específico de ani- mal. Têm-se diferentes modos de se aplicar a medicação: a) Por meio do Colutório: Versa em impedir a ingestão empregando- se do auxílio de uma espátula e dis- seminar o medicamento na língua. b) Provenda: Abrigar o medica- mento na comida do animal para que ele possa digerir. c) Barbotage: Cozinhar vegetais, logo frios, poderão servir para que se acrescente o medicamento, a exem- plo da Provenda. Mais recomendado para animais de grande porte. d) Gargarismo: Colocar o medi- camento de modo a impedir a inges- tão por meio da tração da língua. Conservar a cabeça do animal abai- xada. Assim, tendo alguma dúvida, não deixe de encaminhar as suas perguntas ao setor pedagógico por meio do protocolo ou atendimento aos alunos. Bons estudos! 1. Noções Sobre Farma- cologia 1.1. Definições Medicamento: É toda a substância que, adentrada no orga- nismo, vai exercer uma das conse- quentes finalidades: Preventiva ou Profilática: quando impede o apareci- mento de doenças ou diminui a gravidade da mesma. Diagnóstica: encontra o campo afetada. Terapêutica: quando é usada no tratamento da doença. Paliativa: quando diminui os sinais e sintomas da doença, todavia não promove a cura. Droga: Também é toda subs- tância derivada do reino animal e ve- getal que poderá ser decomposta em medicamento. Dose: É uma verificada quan- tidade de medicamento adentrada no organismo para produzir impli- cação terapêutico e requerer altera- ções ou mudanças das funções do organismo ou do metabolismo celu- lar. Fórmula farmacêutica: é o conjunto de substâncias que resul- 6 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA tam a forma pela qual os medica- mentos são proporcionados e possui os seguintes elementos: princípio ativo (agente químico), O corretivo (sabor, corantes, açúcares) E o veículo (dá volume, em forma de talco, pós). Fonte: farmaceuticodigital.com Forma farmacêutica: é a forma física pela qual o medica- mento se exibe. Ex: Lasix compri- mido, Binotal suspensão. Remédio: Todo meio empre- gado com fim de acautelar ou de cu- rar as doenças. Prescrição medicamento- sa: é documento no qual constará fonte de informações emitido pelo médico. Nela deve constar o nome do paciente, a data da prescrição, o registro e o nome do medica- mento, a dose, a frequência e horário da administração e a assinatura e carimbo do profis- sional. Só poderá ser verbal em situação de emergência (SOA- RES, 2014). Princípio Ativo: É a parte da composição química que há do me- dicamento, responsável pela sua im- plicação terapêutico. Além disso pode ser chamado fármaco. Sobre os tipos de medicamen- tos temos: Medicamentos Simples: Aqueles usados a partir de um único fármaco. Ex. Xarope de Vitamina C. Medicamento Composto: São aqueles preparados a partir de vários fármacos. Ex.: Com- primido de Ácido Salicílico+ Cafeína. Medicamento de Uso Ex- terno: São aqueles aplicáveis na superfície do corpo ou nas mucosas. Ex.: Cremes, Xam- pus... Medicamentos de Uso In- terno: São aqueles que se des- tinam à administração no inte- rior do organismo por via bucal e pelas cavidades naturais (va- gina, nariz, ânus, ouvidos, olhos etc.) Medicamentos de Manipu- lação: São aqueles preparados na própria farmácia, de acordo com normas e doses estabeleci- das por farmacopeia ou formu- lários e com uma designação uniforme (SOARES, 2014). Adição: Efeito ajustado de dois fármacos. Efeito Adverso ou Indese- jado: Ação díspar do efeito plane- jado. 7 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA Potencialização: Efeito que acontece quando um fármaco acresce ou prolonga a atuação de ou- tro fármaco. Efeito Colateral: Efeito ape- riódica que não está correlacionado à principal ação do fármaco. Medicamentos Placebos: São substâncias ou composições ina- tivas, administradas para agradar a precisão psicológica do paciente de tomar drogas. Medicamentos Homeopá- ticos: são compostos a partir de substâncias naturais derivados dos reinos animal, vegetal e mineral, e não somente plantas como muitos esperam. Medicamento Fitoterá- pico: São medicamentos contraídos a partir de plantas medicinais. Eles são adquiridos empregando-se tão- somente provenientes de droga ve- getal (extrato, tintura, óleo, cera, ex- sudato, suco e outros). Sobre o mercado Soares (2014), nos explica que: Medicamento de Referência ou de Marca: Os laboratórios far- macêuticos investem anos em pesquisas para desenvolver me- dicamentos e, por isso, pos- suem a exclusividade sobre a comercialização da fórmula du- rante um determinado período, que pode chegar a 20 anos. Es- tes medicamentos são denomi- nados de ―referência‖ ou ―de marca‖. Após a expiração da pa- tente, há a liberação para pro- dução de medicamentos genéri- cos e similares. Nome Fantasia ou Comercial: O nome de fanta- sia é aquele registrado e prote- gido internacionalmente e que identifica um medicamento como produto de uma determi- nada indústria. Um mesmo me- dicamento pode ser comerciali- zado sob muitos nomes de fan- tasia. A expressão "nome de fantasia" nada tem a ver com as características químicas ou far- macológicas dos medicamen- tos. São criados mais em função de uma identificação comercial dos produtos. Fonte: farmaceuticodigital.com Medicamento Genérico: É aquele que possui o mesmo fármaco (princípioativo), na mesma porção e forma farmacêutica, é conduzido pela mesma via e com a mesma re- comendação terapêutica do medica- mento de menção no país, proporci- onando a mesma segurança que o medicamento de menção no país. É mais barato porque os fabri- cantes de genéricos, ao produzi- rem medicamentos após ter ter- minado o período de proteção de patente dos originais, não precisam investir em pesquisas e refazer os estudos clínicos que 8 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA dão cobertura aos efeitos cola- terais, que são os custos ineren- tes à investigação e descoberta de novos medicamentos, visto que estes estudos já foram rea- lizados para a aprovação do me- dicamento pela indústria que primeiramente obtinha a pa- tente. Assim, podem vender medicamentos genéricos com a mesma qualidade do original que detinha a patente a um preço mais baixo. Na embala- gem dos genéricos deve estar escrito "Medicamento Gené- rico" dentro de uma tarja ama- rela. Como os genéricos não têm marca, o que você lê na em- balagem é o princípio ativo do medicamento (SOARES, 2014). Medicamento Similar: Có- pia do medicamento de referência. Determinados itens, entretanto, po- dem ser díspares, como dose ou re- comendação de administração, ta- manho e configuração do produto, prazo de validade, invólucro, rotula- gem, excipientes e veículo, necessi- tando sempre ser identificado por nome comercial ou marca. Um medicamento referência vendido somente sob a forma de comprimido pode possuir um similar na forma líquida. Representados por meio de uma marca comercial própria, esses medicamentos são uma opção ao medicamento de marca. Exemplo: Nome gené- rico: Paracetamol Nome quí- mico: 4-hidroxiacetanilida, p- acetilaminofenol, N-acetil-p- aminofenol (SOARES, 2014). 1.2. Origem dos medicamentos De acordo com a sua origem os medicamentos podem ser: Naturais: extraídos de ór- gãos, glândulas, plantas ou peçonhas de animais. Ex: Insulinas Sintéticos: preparados com o auxílio de matéria-prima natural, são resultados ex- clusivamente do trabalho de laboratórios. Ex: alguns an- tibióticos. Semissintéticos: resultam de alterações produzidas em substâncias naturais, com a finalidade de modificarem as características das ações por elas exercidas. (SOA- RES, 2014). 1.3. Ação dos Medicamentos: Os medicamentos operam no organismo vivo sob diversas manei- ras, produzindo resultado ou ação. Ação Local: Aquele que exerce seu efeito no local da aplica- ção, sem passar pela corrente san- guínea (pomadas e colírios). Modelos de ação local: Antisséptico: Impede o desen- volvimento de microrganis- mos. Ex: álcool iodado, clo- rexedina. Adstringente: Medicamento que contrai o tecido. Ex: loção para fechar os poros. Irritante: Medicamentos que irritam os tecidos. 9 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA Paliativo: Aplicado no local para alívio da dor. Emoliente: Lubrifica e amo- lece o tecido. Anestésico: Paralisa as termi- nações nervosas sensoriais. (SOARES, 2014). Ação Geral ou Sistêmica: A medicação é fundamentalmente ab- sorvida, em seguida entra na cor- rente sanguínea para operar no local de ação almejado. Para abrolhar um efeito geral, é indispensável que o medicamento caia na corrente san- guínea, porquanto por meio dela o medicamento chega o órgão ou te- cido sobre o qual possui ação especí- fica. Tipos de ação geral ou sistêmica a) Estimulante: aumentam a atividade de um órgão ou te- cido. Ex: Cafeína estimula o SNC. b) Depressor: diminuem as funções de um tecido ou ór- gão. Ex.: Morfina deprime o SNC. c) Cumulativo: medicamento cuja a eliminação é mais lenta do que sua absorção, e a concentração do mesmo vai aumentando no orga- nismo. Ex.. Digitalina. d) Anti-infeccioso: Capaz de destruir os microrganismos responsáveis por uma infec- ção. e) Antagônicos: Quando as duas ou mais substâncias administradas têm efeito contrário. (SOARES, 2014). Ação Remota: Acontece em diferentes partes do organismo. Uma droga pode excitar um órgão do mesmo modo estimula outro. Ex: digitalina = coração = adi- ciona a circulação = maior celeri- dade diurética. Ação Local Geral: Uma droga justaposta poderá produzir uma implicação local, ser absorvida e impacientar um efeito geral. Ex: Epinefrina justaposta na mucosa nasal = estanca a hemorra- gia = absorção da corrente circulató- ria = acrescente da pressão arterial. 1.4. Formas de Apresentação dos Medicamentos Os medicamentos são exibidos no mercado em diversos estados, sendo eles: sólido, líquido e gasoso. Sólido: a) Comprimidos: possuem con- sistência sólida e formato variável. São obtidos pela compreensão em moldes da substância medicamen- tosa. b) Pó: Deve ser tomado em colhe- radas ou é acondicionado em saches. (Fluimucil). c) Drágeas: O princípio ativo está no núcleo da drágea, contendo re- vestimento com goma-laca, açúcar e corante. São fabricados em drágeas os medicamentos que não devem ser 10 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA administrados em forma de compri- midos, por apresentarem: sabor de- sagradável, exigem absorção no in- testino, medicamentos que atacam a mucosa e/ou que devem ser degluti- dos com facilidade. d) Cápsulas: O medicamento está revestido por um invólucro de gela- tina para eliminar sabor desagradá- vel, facilitar a deglutição e/ou facili- tar a liberação do medicamento na cavidade gástrica. e) Pastilhas: É um preparado só- lido, de forma circular com o princí- pio ativo unido com açúcar e uma mucilagem para que a dissolução seja lenta na cavidade oral. f) Enema, clister, enteroclisma, lavagem ou irrigação: Sua composi- ção varia de acordo com a indicação. g) Supositórios: óvulos ou lápis - tem formato cônico ou oval, destina- se à aplicação retal, pode ter ação lo- cal ou sistêmica. h) Pomadas: Formas pastosas ou semissólidas constituídas de veícu- los oleosos, o princípio ativo é o pó. i) Cremes: São exclusivamente para uso tópicos, na epiderme (com ação epidérmica, endodérmica), va- ginais e retais (SOARES, 2014). Líquidos: a) Soluções: mistura homogênea de líquidos ou de um líquido e um sólido. b) Xarope: Solução que contém dois terços de açúcar. c) Elixir: São preparações líqui- das, hidroalcóolicas; açucaradas ou glicerinadas, destinadas ao uso oral, contendo substâncias aromáticas e medicamentosas. d) Emulsão: Preparação feita de dois líquidos, óleo e água. e) Colírios: Soluções aquosas para uso na mucosa ocular. (SOA- RES, 2012). Gasosos: a) Gás: O2, N2. b) Aerossol: Aerolin spray. 12 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 2. Farmacocinética Fonte: anda.jor.br2 ideia de cinética (movimento) é apropriada para elucidar essa área da farmacologia, porquanto re- comenda a movimentação dos fár- macos pelo organismo. 2.1. Absorção Versa na passagem da droga, do local que foi aplicada até a cor- rente sanguínea circulatória. Os Fár- macos inseridos por via intramuscu- lar são ligeiramente absorvidos, por causa da irrigação sanguínea do lo- cal. Pode-se do mesmo modo, acrescer a absorção de um fármaco 2 Retirado em anda.jor.br por estas vias através de massagens ou de aplicações quentes que agen- ceiam a vasodilatação no local, ou diminuí-la pelo emprego conjunto de um vasoconstritor. Fonte: Nunes (2018) Para um mesmo fármaco, há uma velocidade com a qual é possi- bilitado o P.A. das FF de emprego oral: solução, suspensão, pó, cáp- sula, comprimido, drágea. Assim, a A 13 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA solução é absorvida mais ligeira- mente. Sendo que a absorção de um PA estando nas formulações de uso oral pode ser contemporizadamedi- ante a incorporação de adequados agentes são as formulações de libe- ração lenta ou “retard”, torna a ab- sorção gradual e acresce a conserva- ção da droga no organismo. Seus principais benefícios são níveis sanguíneos sucessivos e redu- ção de efeitos colaterais e conforto do paciente. Não necessitam ser par- tidas. 2.2. Distribuição O caminho da droga da cor- rente sanguínea para os múltiplos tecidos. Os tecidos mais vasculariza- dos (Rins, Fígado, Coração) gran- jeiam maior parte da quantidade de droga. Os tecidos que possui menos vascularidades (Pele, Tecido Adi- poso, Cartilagem, Tecido ósseo), au- ferem menor quantidade de droga. 2.3. Biotransformação É a transformação química do medicamento, atuação do orga- nismo sobre a droga, transfor- mando-a em um combinado mais simplesmente excretado. O desígnio de tal método é acelerar a excreção da droga, porquanto os fármacos são reconhecidos como composições es- tranhas ao organismo. Sendo que principal órgão de biotransformação é o fígado. *** Qualquer patologia hepá- tica, compromete a eliminação da droga.(Ex: Etilista). *** Ex- tremos etários podem ter a bio- transformação alterada. Exem- plo: R.N- Sistema enzimático em amadurecimento Idoso-Sis- tema enzimático lento (Au- menta o tempo da droga no or- ganismo) (NUNES, 2018). 2.4. Excreção A excreção sugere na saída do fármaco do organismo. Consti- tuindo como o principal órgão de ex- creção são os rins (urina), entre- tanto pode acontecer em menor per- centagem pelo intestino (fezes), pul- mões (“bafo”), bem como nas glân- dulas mamarias (leite), glândula sa- livar (saliva), também na glândula lacrimal (lágrima) e glândula sudo- rípara (suor). 15 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 3. Vias de Administração de Fármacos Fonte: multisaude.com.br3 ote que a administração de um fármaco se pode realizada por diferentes vias, entretanto o sucesso de seu uso vai ser de acordo com a seleção cuidadosa da via de adminis- tração. Um fármaco pode ser admi- nistrado tanto por via oral bem como pela via parenteral quando se deseja implicações sistêmicos. Na administração parenteral o fármaco é administrado por injeção ou inalação. Já a aplicação tópica e infusão intramamária e intrauterina são usadas quando se ambicionam implicações locais. É necessário um equilíbrio entre a solubilidade aquosa (imprescindível para a droga diluísse em liquido intestinal e para 3 Retirado em multisaude.com.br a repartição nos líquidos extracelu- lares corpóreos) e a lipossolubili- dade indispensável para acrescer o trânsito pela membrana por meio do trato gastrointestinal (IG), assim como por outras membranas no or- ganismo. A escolha da via de administra- ção de um medicamento é nor- teada pelos seguintes fatores: tipo de ação desejada se é local ou geral, rapidez da ação dese- jada, esta orienta, por exemplo, se deve ser preferida a via intra- muscular ou a intravenosa em determinados casos, e a natu- reza do medicamento, os volá- teis pela via pulmonar (anesté- sicos inalatórios); os que resis- tem ao sulco gástrico podem ser dados pela via oral, os que não N 16 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA resistem ao sulco gástrico de- vem ser administrados por via parenteral, se cáustico, só deve ser dado por via intravenosa; os insolúveis não devem ser admi- nistrados por via parenteral. As vias de administração dos fár- macos podem ser a grupados da seguinte maneira (SILVA, 1998). A via oral é a administra- ção do fármaco através da cavi- dade bucal, sua principal finali- dade é conduzir o medicamento ao estomago e intestino, para ai ser absorvidos e levado por via sanguínea aos tecidos susceptí- veis (MAGALHÃES et al. 1985). Embora algumas soluções para uso oral, em forma aquosa ou de elixir, e suspensão estejam comercialmente disponíveis, a maioria das formas para a dosa- gem oral são sólidas (ADAMS, 2003). Como limitações desta via temos: inativação do medi- camento pelo suco digestivo, incerteza da quantidade absor- vida e possibilidade de ação ir- ritante sobre a mucosa (MON- TANHA E AZEVEDO, 2013). Assim, a via Sublingual possi- bilita a retenção do fármaco por um tempo mais longo. Possibilita uma rápida assimilação de pequenas do- ses de determinados fármacos, de- vido à vasta vascularização sanguí- nea e a precária espessura da mu- cosa sublingual, consentindo a ab- sorção direta na corrente sanguínea. Também, as vias transmuco- sas ou tópicas são aproveitadas ge- ralmente para a aquisição de efeitos terapêuticos não sistêmicos, ou seja, localizados, desse modo pode existir absorção de adequados medicamen- tos pela pele íntegra. O aproveita- mento “Pour on” é empregada para controle de ectoparasitas, também pequenos e grandes animais. O medicamento é aplicado so- bre o dorso do animal em gotí- culas na região cervical. Esta via é considerada via tópica, porem dependendo do princípio ativo utilizado e do veículo, o princí- pio ativo pode ser absorvido pelo organismo, apresentando efeitos sistêmicos (SPINOSA et al., 1999). A via intramamária é a via utilizada normalmente para o tratamento de patologias das glândulas mamarias (MA- GALHÃES et al. 1985). A via pa- renteral entende se por todas as vias de administração que exi- gem que se pratiquem uma abertura na pele ou nas muco- sas para se atingir os tecidos susceptíveis (MAGALHÃES et al. 1985). A administração pa- renteral das drogas implica evi- tar-se o trato gastrointestinal. As vias parenterais incluem in- jeções intravenosas (IV), intra- muscular (IM), e subcutânea (SC) (JONES, 1983). E as vias parenterais restantes são utili- zadas com menor frequência e com finalidades definidas, en- tre elas podemos citar as vias como Intradermal, Intraperito- neal, intracardíaca, intratectal, epidural e a via intra-articular (MONTANHA E AZEVEDO, 2013). A via intravenosa possui a van- tagem a aquisição rápida de efeitos, a probabilidade de administração de amplos volumes, em infusão lenta, e 17 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA além de substancias irritantes. To- davia, como desvantagem riscos de embolia, infecções por contágio, sendo inadequada para substancias oleosas ou insolúveis. Note que é preferível a via sub- cutânea quando se precisa quem medicamento seja absorvido de modo mais lento e continuo. Esta via ainda possui a desvan- tagem a absorção constante para so- luções e pausada para suspensões e “pellets”, apresenta como vantagem a facilidade em produzir sensibiliza- ção e, embora, dor e necrose, quando empregadas substancias ir- ritantes. A via intramuscular tem a van- tagem de absorção relativa- mente rápida, sendo adequada para administração de volumes moderados, de veículos aquo- sos, oleosos, suspensão ou pre- paração de depósitos. Suas des- vantagens são a dor e o apareci- mento de lesões musculares pela aplicação de substancias irritantes ou de pH distante da neutralidade, promovendo o aparecimento de processos in- famatórios (SPINOSA et al,. 1999). A Injeção Intradérmica (ID) é usada principalmente para fins de diagnóstico, tais como a prova de tuberculina e os testes de alergia (LIMA,2008). A via inalatória pode ser utilizada normalmente quando o agente terapêutico é um gás, tendo, em medicina veterinária, utilização restrita à anestesia inalatória (SPINOSA et al., 1999). Estes agentes anestésicos gasosos e líquidos voláteis, administra- dos por inalação, são rapida- mente absorvidos na circulação sistêmica através do epitélio al- veolar pulmonar (MONTANHA E AZEVEDO, 2013). Assim, a via retal é a adminis- tração de fármacos por meio do reto, para que sejam absorvidos pelo plexo hemorroidal.18 19 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 4. Anti-Inflamatórios Fonte: agroline.com.br4 ote que os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são fármacos frequentemente emprega- dos na medicina veterinária com o intuito de tornar mínimo as respostas inflamatórias indesejá- veis, impedindo a enzima cicloxi- genase, interrompendo o desenvol- vimento de tromboxanos, prostaci- clina e prostaglandina, o que 4 Retirado em agroline.com.br distorce ao bloqueio dos efeitos inflamatórios. Logo, a reação inflamatória consiste em uma resposta de prote- ção do organismo a um corpo ou le- são avaliada como nociva pelo mesmo. A resposta pode ser localizada ou generalizada e seu andamento ser agudo ou crônico. N 20 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA Os sinais clássicos de um pro- cesso inflamatório agudo são: calor, rubor, dor, edema, além de outras manifestações clíni- cas como mal-estar, inapetên- cia, febre, etc. Após dano ou le- são celular, de maneira geral, os principais fatores liberados são: citocinas (interleucina-1 e in- terleucina-2, fator de necrose tumoral, interferons, fatores es- timulantes de colônias, células inflamatórias, leucotrienos, prostaglandinas e tromboxa- nos. O mecanismo de ação dos AINEs consiste basicamente na inibição da cicloxigenase (COX), que acarretará na dimi- nuição de endoperóxidos cícli- cos, tais como prostaglandinas, prostaciclinas e troboxanos, importantes na mediação da dor e inflamação. Dividida em duas isoformas, a cicloxigenase – 1 (COX-1), é uma enzima constitutiva encontrada na maioria dos tecidos e relacio- nada com efeitos fisiológicos, a segunda isoforma, a cicloxige- nase – 2 (COX-2), é uma en- zima induzida e sintetizada pe- los macrófagos e células infla- matórias, com efeitos inflama- tórios importantes (KHAN et al., 2000). Recentemente foi descoberta uma variante do gene da COX-1, descrito como COX-3. Essa parece ser ex- pressa em altos níveis no sis- tema nervoso central e pode ser encontrada também no coração e na aorta (MOSQUINI, ZAPPA, MONTANHA, 2011). Assim, essa enzima é seletiva- mente bloqueada por drogas analgé- sicas e antipiréticas, assim como pa- racetamol e dipirona, e é virtual- mente bloqueada por determinados AINE. Logo, os AINEs formam um grupo heterogêneo de combinados, que versa de um ou mais anéis aro- máticos ligados a um ajuntamento ácido funcional. São ácidos orgânicos fracos que atuam principalmente nos teci- dos inflamados e se ligam, sig- nificativamente, à albumina plasmática. Os AINEs são con- vertidos em metabólitos inati- vos pelo fígado e são, predomi- nantemente, excretados pela urina. Sua absorção é rápida e completa, depois de adminis- tração oral, exceto as prepara- ções entéricas e de liberação lenta (MOSQUINI, ZAPPA, MONTANHA, 2011). Assim, o principal mecanismo de atuação dos AINEs ocorre por meio da inibição específica da COX e logicamente a redução da conversão do ácido araquidônico (AA) em prostaglandinas. Reações mediadas pelas COXs, a partir do AA produzem PGG2, que sob ação da peroxidase forma PGH2, sendo então con- vertidas às prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos (TXs) (JÚNIOR e BRENOL, 2007). Segundo Andrade (2000), a ação antipirética é por causa da inibição da PGE2 liberada após a ação fagocitária dos leucócitos sobre partículas estranhas, liberando pirógenos endógenos, que vão até o hipo- 21 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA tálamo aumentando a liberação de PGE2 e o limiar térmico. Possui também ação anticoagu- lante, por inibição da síntese de tromboxanos, que aumenta a agregação plaquetária, e ação antiespasmódica por diminui- ção da liberação de prostaglan- dinas em nível do endométrio (MOSQUINI, ZAPPA, MONTA- NHA, 2011). Muitas implicações colaterais acontecem em virtude da inibição de COX-1, que tem um extraordinário papel fisiológico no estômago, rins e endotélio. Na função renal, a prosta- glandina sustenta o fluxo sanguíneo e produção de urina habitual. Contém grande reforço na for- mação óssea normal, assim sendo o emprego de AINEs pode retardar o processo de materialização óssea das fraturas. Bem como no trato gas- trintestinal, é responsável pela moti- lidade, retenção da secreção de ácido gástrico e acresce a secreção de muco estomacal de proteção da mucosa. Os AINEs são divididos em dois grandes grupos, os dois ácidos carboxílicos (RCOOH) e o dos ácidos enólicos (R-COH). O pa- racetamol, apesar de pratica- mente não apresentar efeito anti-inflamatório, deve ser in- serido nesse grupo, porque o mecanismo de ação é o mesmo dos AINEs (ou seja, através da inibição da cicloxigenase) (SPI- NOSA et al., 1999) Os derivados do ácido carboxílico são: Salici- latos (Ácido acetilsalicílico), Ácidos acéticos (Diclofenaco, Nitrofenaco, Eltenaco, Felbi- naco, Indometacina, Sulindaco, Oxindanaco, Tolmetina), Áci- dos Propiônicos (Ibuprofeno, Flurbiprofeno, Suprofenp, Na- proxeno, Carprofeno, Cetopro- feno, Fenoprofeno), Ácidos Aminonicotínicos (Flunixina Meglumina), Fenamatos (Ácido Mefenâmico, Ácido Meclofenâ- mico, Floctadenina, Ácido Flu- fenâmico, Ácido Tolfenâmico, Etofenamato), Alcanonas (Na- bumetona). E os Derivados do Ácido Enólico são: Pirazolonas (Fenilbutazona, Metamizol, Isopirina, Oxifenbutazona, Apazone), Oxicans (Piroxicam, Meloxicam, Tenoxicam, Droxi- cam. Outros AINEs: Dimetil sulfóxido (DMSO), Superóxido dismutase, Glicosaminoglica- nos, Nimesulide, Tenidap, Ti- megadine, Zileuton (MOS- QUINI, ZAPPA, MONTANHA, 2011) Dessa forma, o paracetamol ainda conhecido como acetamino- fen, é qualificado como inibidor de cicloxigenase com mortiça ação anti-inflamatória. 22 23 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 5. Antimicrobianos Fonte: www.vetsmart.com.br5 5.1. Sensibilidade Bacteri- ana isto que já possuímos com as bactérias (Gram-positivas, Gram-negativas, aeróbias e anaeró- bias) que frequentemente causam infecções em díspares sistemas de órgãos é uma pré-condição para o sucesso da terapia empírica com an- tibiótico. A citologia diagnóstica ne- cessita ser feita sempre que plausí- vel, visto que a informação alcan- 5 Retirado em www.vetsmart.com.br çada pode ser empregada para iden- tificar os microrganismos envolvi- dos e, igualmente, guiar na escolha do antibiótico. Quando selecionada o prepa- rativo, o veterinário precisa estar fa- miliarizado com os padrões de sítios do antibiótico bacteriano, a aversão em animais de companhia e com a irritabilidade bacteriana caracterís- tica à antibióticos particulares, de acordo com o descrito na Tabela 1. Algumas bactérias, como por V https://loremipsum.io/ 24 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA exemplo a Pasteurella multo- cida e a Streptococcus canis, têm sensibilidades previsíveis e podem ser tratadas seletiva- mente com penicilinas de es- pectro estreito. Da mesma forma, a maioria dos patógenos intracelulares devem ser geren- ciados com tetraciclinas, e a grande maioria dos anaeróbios são sensíveis à penicilina e à clindamicina. O teste de sensi- bilidade é recomendado para bactérias patógenas cuja sensi- bilidade não pode ser predita. Variações na sensibilidade aos antibióticos em diário de popu- lações bacterianas tornam vital o conhecimento dos padrões de resistência locais. Este conheci- mento é necessário para manter a corrente por amostragem re- gular para a cultura e testes de sensibilidade (RIBEIRO, COR- TEZI, GOMES; 2018). Apresentaram os resultados de uma averiguação realizada na Di- namarca sobre a aversão aos anti- bióticos em estudo clínicos avulsos em cães e felinos (gatos) com casos de sensibilidade e padrões de aver- são para Escherichia coli, Pseudô- monas aeruginosa, Staphylococcuspseudintermedius, Streptococcus Canis, Proteus e Pasteurella em epi- sódios isolados ao longo do período de 2000 a 2005, indicados na Tabela 2, em que n satisfaze a quantidade de animais pesquisados. Fonte: MOTA (2005) As propriedades de resistência para todos os antibióticos são análo- gas assim como para cães bem como gatos, com exceção da Amicacina, que nos felinos exibiram uma resis- tência maior. Quase 30% dos isola- dos são resistentes para Ampicilina. Isto significa que 7 em cada 10 pacientes podem teoricamente ser tratados com Amoxicilina, enquanto que as preparações de espectro mais amplos Amo- xicilina/Clavulanato deve ser eleita em 9 de cada 10 pacien- tes. Deve-se acrescentar que a prevalência da resistência à Ce- fazolina e outros antibióticos é esperado para ser um pouco menor na prática. Isto se dá de- vido ao fato de que os veteriná- 25 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA rios tendem a submeter amos- tras de recorrentes de pioder- mas em casos mais frequentes do que nos casos descomplica- dos, que são repetidamente ge- ridos empiricamente sem cul- tura e teste de sensibilidade. Os autores demonstraram também que em um estudo de cães na Suécia mostrou que a prevalên- cia de resistência bacteriana, incluindo a resistência à clinda- micina, foi significativamente maior em estafilococos isolados de piodermas recorrentes em comparação não recorrentes (RIBEIRO, CORTEZI, GOMES; 2018). 5.2. Penetração do Antibió- tico no Tecido Infectado A perfusão apropriada do te- cido é imprescindível antes que a di- fusão do antibiótico no tecido conta- minado possa acontecer, por isso as concentrações de antibióticos efica- zes não podem, logo, ser afiançadas nas extremidades das patentes com choque hipovolêmico. Além disso pode ser complexo para abranger concentrações ativas de antibióticos em apostemas e tecido de granula- ção. Certos tipos de tecido não per- mitem a pronta difusão de anti- bióticos no sangue do tecido de- vido à presença de membranas lipídicas nas paredes capilares, assim como existem barreiras nos olhos, próstata e os brôn- quios (ADAMS, 2003). Um nú- mero limitado de antibióticos lipofílicos é capaz de penetrar nessas barreiras e, em alguns casos, podem ser concentrados nos tecidos por trás deles. Fato- res locais, como por exemplo, a presença de pus ou necrose no tecido, pode reduzir o efeito de um antibiótico inativando-o. A escolha de outros medicamen- tos administrados em conjunto deve levar em conta os antibió- ticos para assegurar a concen- tração efetiva da preparação no local da infecção (RIBEIRO, CORTEZI, GOMES; 2018). 5.3. Farmacocinética e Far- macodinâmica A farmacologia da terapia an- tibiótica pode ser desconectada em dois círculos principais: farmacoci- nética (Pk) e farmacodinâmica (Pd). Os aspectos farmacocinéticos são a dosagem, espaço entre dosagem, via de aproveitamento, absorção, distri- buição e excreção em relação ao tempo produzem a preparação e concentração de soro e, por conse- guinte, a sua concentração nos teci- dos, além dos nos fluidos extracelu- lares. Já os fatores farmacodinâmicos descrevem a relação entre as concentrações de soro e o far- macológico e a possível toxico- logia da preparação (BENNET, 2016). Os antibióticos podem ser divididos em três agrupa- mentos principais com base nos parâmetros que melhor pre- veem a sua capacidade clínica, conforme demonstrado na Ta- bela 3, onde Cmax = Concentra- ção máxima, MIC = Mínima 26 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA concentração inibidora, T = Tempo e AUC = Área da curva: 1) Aqueles com atividade de- pendente da concentração; 2) Aqueles com atividade de- pendente do tempo; 3) Aqueles com atividade de- pendente de concentração e de tempo (RIBEIRO, COR- TEZI, GOMES; 2018). Para antibióticos do grupo 1, como os fluoroquinolonas e aminoglicosídeos, um aumento no efeito é visto quanto maior for a concentração de antibióti- cos em relação aos patógenos com concentração mínima de inibição (CMax/MIC). Na prá- tica, isso significa que o antibió- tico deve ser dado em altas do- ses para maximizar o efeito. Para antibióticos no segundo grupo, como penicilinas e cefa- losporinas, é a duração do tempo no qual a concentração de antibióticos no local de in- fecção exceda: MIC (T > MIC) que determina o efeito da dosa- gem. Para estes antibióticos é importante que eles sejam pres- critos em intervalos regulares. O terceiro grupo de antibióti- cos, como por exemplo a clinda- micina, exibem uma combina- ção e de tempo dependente da concentração e do tempo, des- critas pela área da curva de con- centração (AUC) em relação ao MIC (AUC/MIC) (RIBEIRO, CORTEZI, GOMES; 2018). Nestes acontecimentos, tanto as doses tal como o intervalo entre as doses são importantes para elevar ao máximo o efeito. O leitor interes- sado necessita se encaminhar para textos farmacológicos regularizados para uma averiguação mais aprofun- dada destes temas. 5.4. Via de Aplicação A via de aplicação necessita as- segurar concentrações ativas de an- tibiótico onde se localiza a infecção e na medida do admissível, limitar a exposição de outros sistemas ao an- tibiótico, a fim de tornar mínimo o desenvolvimento da aversão da flora bacteriana normal. O tratamento local de pioderma superfial e da otite externa po- dem atingir altas concentrações do ingrediente ativo no local de infecção sem que afete a flora normal em outro local. Quando as concentrações elevadas são desejáveis, a intravenosa é o tratamento recomendado. O parenteral será necessário em doenças caracterizadas com vô- mitos ou regurgitação (RI- BEIRO, CORTEZI, GOMES; 2018). 27 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 5.5. Duração do Tratamento A maior parte das infecções em animais respondem apropriada- mente com 5 a 10 dias de terapia com antibióticos. Em geral, o tratamento antibió- tico deve continuar por 1ou 2 dias além da boa resposta com os sinais clínicos. Infecções crô- nicas, infecções cutâneas, oste- omielite, infecções em animais imunodeprimidos e infecções com patógenos intracelulares muitas vezes requerem perío- dos de tratamento acentuada- mente mais longos e como re- gra geral o tratamento deve continuar por 1 a 2 semanas além da resposta de sinais clíni- cos (RIBEIRO, CORTEZI, GO- MES; 2018). É importante que o trata- mento não constitua ser mais ex- tenso do que o necessário, por- quanto se o tratamento prolongado é utilizado, são ajuizadas reavalia- ções regulares do método da doença e sobre as extensões altivas de trata- mento. Materiais Complementares Links “gratuitos” a serem con- sultados para um acrescentamento no estudo do aluno de assuntos que não poderão ser abordados na apos- tila em questão: -FARMACOLOGIA-VETERINÁ- RIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL- E.pdf Farmacologia-veterinária FCCA Ações de extensão em farmacologia veterinária Anestesiologia e analgesia em vete- rinária https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf https://consultadogvet.files.wordpress.com/2017/02/apostila-de-farmacologia-veterinc3a1ria.pdf https://www.revistas.ufg.br/revistaufg/article/download/60811/34034 https://www.revistas.ufg.br/revistaufg/article/download/60811/34034 http://appcatnov.grupogen.com.br/public/uploads/4df8b4aa773088419839d99b9a6bd29b.pdf http://appcatnov.grupogen.com.br/public/uploads/4df8b4aa773088419839d99b9a6bd29b.pdf 28 29 FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 6. Referências Bibliográficas AHRENS, Franklin A. Farmacologia vete- rinária. 1997. BARROS,Ciro Moraes; DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. São Paulo, Ba- rueri, 2012. DE ARAÚJO, Ana Lucélia. Nome do Com- ponente Curricular: Farmacologia Veteri- nária. LÓPEZ, Sumano; CAMBEROS, HECTOR S. OCAMPO. FARMACOLOGIA VETERI- NARIA/HECTOR S. SUMANO LOPEZ, LUIS OCAMPO CAMBEROS. 2006. MAGALHÃES, Hilton M. Farmacologia Veterinária: Temas Escolhidos. Guaíba: Agropecuária, 1998. MAGALHAES, Hílton Machado; BOEL- TER, Ruben; DA SILVA, A. R. Elementos de farmacologia veterinária. Sulina, 1978. MONTANHA, Francisco Pizzolato & AZE- VEDO, Maria Gabriela Picelli de. Adminis- tração medicamentosa: vantagens e des- vantagens das diferentes vias. Revista ci- entífica eletrônica de medicina veterinária –Ano XI – Número 20 – Janeiro de 2013. MOSQUINI, Aline Fernanda, ZAPPA, Va- nessa, MONTANHA, Francisco Pizzo-lato. 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