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Farmacologia 
Veterinária 
 
 02 
 
 
 
1. Apresentação 4 
1.Noções Sobre Farmacologia 5 
1.1. Definições 5 
1.2. Origem dos medicamentos 8 
1.3. Ação dos Medicamentos: 8 
1.4. Formas de Apresentação dos Medicamentos 9 
 
2. Farmacocinética 12 
2.1.Absorção 12 
2.2.Distribuição 13 
2.3.Biotransformação 13 
2.4.Excreção 13 
 
3. Vias de Administração de Fármacos 15 
 
4. Anti-Inflamatórios 19 
 
5. Antimicrobianos 23 
5.1. Sensibilidade Bacteriana 23 
5.2.Penetração do Antibiótico no Tecido Infectado 25 
5.3.Farmacocinética e Farmacodinâmica 25 
5.4.Via de Aplicação 26 
5.5.Duração do Tratamento 27 
Materiais Complementares 27 
 
6. Referências Bibliográficas 29 
 
 
 03 
 
 
 
 
 
 4 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
1. Apresentação 
 
 
Fonte: zolina.com.br1 
 
rezado (a) aluno (a), 
Durante essa disciplina estuda-
remos Farmacologia aplicada a vete-
rinária. A medicina justaposta aos 
humanos é um conhecimento que 
tem evoluído a cada instante. Assim 
sendo, era de se esperar que a medi-
cina evolucionasse ao ponto de abor-
dar a farmacologia justaposta à me-
dicina veterinária. Um dos progeni-
tores erros que se possa incumbir 
administrando remédios apostos a 
farmacologia veterinária é crer que a 
dosagem animal é análoga a do ser 
humano. Os organismos são desse-
melhantes, e mesmo que signifique 
 
1 Retirado em zolina.com.br 
ser dosagem por peso, está comple-
tamente errada. 
Um exemplar é o do frango, 
animal que possui uma alta taxa de 
biotransformação, porquanto neces-
sita de doses maiores, visto que a 
maior parte da medicação será ex-
cretada nesse processo. 
É indispensável que se estude 
largamente, por fim, é uma vida em 
suas mãos, e necessita ter a base mé-
dica necessário e conhecimento so-
bre farmacologia aposta a medicina 
veterinária profissional precisa ter. 
Informe-se ainda sobre a in-
disposição exata do animal, e por 
P 
 
 
5 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
meio do conhecimento quantitativo 
e do qualificativo, alcance a posolo-
gia preconizada para melhor impli-
cação no organismo. É importante 
que compreenda dosagem, para sa-
ber a medida adequada que trará ao 
animal os resultados terapêuticos. 
A posologia dos medicamen-
tos modifica de animal para animal 
e é plausível que cada espécie díspar 
tenha uma contraindicação para um 
remédio que competi impecavel-
mente a um tipo específico de ani-
mal. 
Têm-se diferentes modos de se 
aplicar a medicação: 
a) Por meio do Colutório: Versa 
em impedir a ingestão empregando-
se do auxílio de uma espátula e dis-
seminar o medicamento na língua. 
b) Provenda: Abrigar o medica-
mento na comida do animal para 
que ele possa digerir. 
c) Barbotage: Cozinhar vegetais, 
logo frios, poderão servir para que se 
acrescente o medicamento, a exem-
plo da Provenda. Mais recomendado 
para animais de grande porte. 
d) Gargarismo: Colocar o medi-
camento de modo a impedir a inges-
tão por meio da tração da língua. 
Conservar a cabeça do animal abai-
xada. 
 
Assim, tendo alguma dúvida, 
não deixe de encaminhar as suas 
perguntas ao setor pedagógico por 
meio do protocolo ou atendimento 
aos alunos. Bons estudos! 
 
1. Noções Sobre Farma-
cologia 
 
1.1. Definições 
 
Medicamento: É toda a 
substância que, adentrada no orga-
nismo, vai exercer uma das conse-
quentes finalidades: 
 Preventiva ou Profilática: 
quando impede o apareci-
mento de doenças ou diminui 
a gravidade da mesma. 
 Diagnóstica: encontra o 
campo afetada. 
 Terapêutica: quando é usada 
no tratamento da doença. 
 Paliativa: quando diminui os 
sinais e sintomas da doença, 
todavia não promove a cura. 
 
Droga: Também é toda subs-
tância derivada do reino animal e ve-
getal que poderá ser decomposta em 
medicamento. 
Dose: É uma verificada quan-
tidade de medicamento adentrada 
no organismo para produzir impli-
cação terapêutico e requerer altera-
ções ou mudanças das funções do 
organismo ou do metabolismo celu-
lar. 
Fórmula farmacêutica: é o 
conjunto de substâncias que resul-
 
 
6 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
tam a forma pela qual os medica-
mentos são proporcionados e possui 
os seguintes elementos: 
 
 princípio ativo (agente 
químico), 
 O corretivo (sabor, corantes, 
açúcares) 
 E o veículo (dá volume, em 
forma de talco, pós). 
 
 
Fonte: farmaceuticodigital.com 
 
Forma farmacêutica: é a 
forma física pela qual o medica-
mento se exibe. Ex: Lasix compri-
mido, Binotal suspensão. 
Remédio: Todo meio empre-
gado com fim de acautelar ou de cu-
rar as doenças. 
Prescrição medicamento-
sa: é documento no qual constará 
fonte de informações emitido pelo 
médico. 
 
Nela deve constar o nome do 
paciente, a data da prescrição, o 
registro e o nome do medica-
mento, a dose, a frequência e 
horário da administração e a 
assinatura e carimbo do profis-
sional. Só poderá ser verbal em 
situação de emergência (SOA-
RES, 2014). 
 
Princípio Ativo: É a parte da 
composição química que há do me-
dicamento, responsável pela sua im-
plicação terapêutico. Além disso 
pode ser chamado fármaco. 
Sobre os tipos de medicamen-
tos temos: 
 
Medicamentos Simples: 
Aqueles usados a partir de um 
único fármaco. Ex. Xarope de 
Vitamina C. 
Medicamento Composto: 
São aqueles preparados a partir 
de vários fármacos. Ex.: Com-
primido de Ácido Salicílico+ 
Cafeína. 
Medicamento de Uso Ex-
terno: São aqueles aplicáveis 
na superfície do corpo ou nas 
mucosas. Ex.: Cremes, Xam-
pus... 
Medicamentos de Uso In-
terno: São aqueles que se des-
tinam à administração no inte-
rior do organismo por via bucal 
e pelas cavidades naturais (va-
gina, nariz, ânus, ouvidos, olhos 
etc.) 
 Medicamentos de Manipu-
lação: São aqueles preparados 
na própria farmácia, de acordo 
com normas e doses estabeleci-
das por farmacopeia ou formu-
lários e com uma designação 
uniforme (SOARES, 2014). 
 
Adição: Efeito ajustado de 
dois fármacos. 
Efeito Adverso ou Indese-
jado: Ação díspar do efeito plane-
jado. 
 
 
7 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
Potencialização: Efeito que 
acontece quando um fármaco 
acresce ou prolonga a atuação de ou-
tro fármaco. 
Efeito Colateral: Efeito ape-
riódica que não está correlacionado 
à principal ação do fármaco. 
Medicamentos Placebos: 
São substâncias ou composições ina-
tivas, administradas para agradar a 
precisão psicológica do paciente de 
tomar drogas. 
Medicamentos Homeopá-
ticos: são compostos a partir de 
substâncias naturais derivados dos 
reinos animal, vegetal e mineral, e 
não somente plantas como muitos 
esperam. 
Medicamento Fitoterá-
pico: São medicamentos contraídos 
a partir de plantas medicinais. Eles 
são adquiridos empregando-se tão-
somente provenientes de droga ve-
getal (extrato, tintura, óleo, cera, ex-
sudato, suco e outros). 
Sobre o mercado Soares 
(2014), nos explica que: 
 
Medicamento de Referência ou 
de Marca: Os laboratórios far-
macêuticos investem anos em 
pesquisas para desenvolver me-
dicamentos e, por isso, pos-
suem a exclusividade sobre a 
comercialização da fórmula du-
rante um determinado período, 
que pode chegar a 20 anos. Es-
tes medicamentos são denomi-
nados de ―referência‖ ou ―de 
marca‖. Após a expiração da pa-
tente, há a liberação para pro-
dução de medicamentos genéri-
cos e similares. Nome Fantasia 
ou Comercial: O nome de fanta-
sia é aquele registrado e prote-
gido internacionalmente e que 
identifica um medicamento 
como produto de uma determi-
nada indústria. Um mesmo me-
dicamento pode ser comerciali-
zado sob muitos nomes de fan-
tasia. A expressão "nome de 
fantasia" nada tem a ver com as 
características químicas ou far-
macológicas dos medicamen-
tos. São criados mais em função 
de uma identificação comercial 
dos produtos. 
 
 
Fonte: farmaceuticodigital.com 
 
Medicamento Genérico: É 
aquele que possui o mesmo fármaco 
(princípioativo), na mesma porção e 
forma farmacêutica, é conduzido 
pela mesma via e com a mesma re-
comendação terapêutica do medica-
mento de menção no país, proporci-
onando a mesma segurança que o 
medicamento de menção no país. 
 
É mais barato porque os fabri-
cantes de genéricos, ao produzi-
rem medicamentos após ter ter-
minado o período de proteção 
de patente dos originais, não 
precisam investir em pesquisas 
e refazer os estudos clínicos que 
 
 
8 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
dão cobertura aos efeitos cola-
terais, que são os custos ineren-
tes à investigação e descoberta 
de novos medicamentos, visto 
que estes estudos já foram rea-
lizados para a aprovação do me-
dicamento pela indústria que 
primeiramente obtinha a pa-
tente. Assim, podem vender 
medicamentos genéricos com a 
mesma qualidade do original 
que detinha a patente a um 
preço mais baixo. Na embala-
gem dos genéricos deve estar 
escrito "Medicamento Gené-
rico" dentro de uma tarja ama-
rela. Como os genéricos não 
têm marca, o que você lê na em-
balagem é o princípio ativo do 
medicamento (SOARES, 2014). 
 
Medicamento Similar: Có-
pia do medicamento de referência. 
Determinados itens, entretanto, po-
dem ser díspares, como dose ou re-
comendação de administração, ta-
manho e configuração do produto, 
prazo de validade, invólucro, rotula-
gem, excipientes e veículo, necessi-
tando sempre ser identificado por 
nome comercial ou marca. 
 
Um medicamento referência 
vendido somente sob a forma 
de comprimido pode possuir 
um similar na forma líquida. 
Representados por meio de 
uma marca comercial própria, 
esses medicamentos são uma 
opção ao medicamento de 
marca. Exemplo: Nome gené-
rico: Paracetamol Nome quí-
mico: 4-hidroxiacetanilida, p-
acetilaminofenol, N-acetil-p-
aminofenol (SOARES, 2014). 
 
1.2. Origem dos medicamentos 
 
De acordo com a sua origem os 
medicamentos podem ser: 
 
 Naturais: extraídos de ór-
gãos, glândulas, plantas ou 
peçonhas de animais. Ex: 
Insulinas 
 Sintéticos: preparados com 
o auxílio de matéria-prima 
natural, são resultados ex-
clusivamente do trabalho de 
laboratórios. Ex: alguns an-
tibióticos. 
 Semissintéticos: resultam 
de alterações produzidas em 
substâncias naturais, com a 
finalidade de modificarem 
as características das ações 
por elas exercidas. (SOA-
RES, 2014). 
 
1.3. Ação dos Medicamentos: 
 
Os medicamentos operam no 
organismo vivo sob diversas manei-
ras, produzindo resultado ou ação. 
Ação Local: Aquele que 
exerce seu efeito no local da aplica-
ção, sem passar pela corrente san-
guínea (pomadas e colírios). 
Modelos de ação local: 
 Antisséptico: Impede o desen-
volvimento de microrganis-
mos. Ex: álcool iodado, clo-
rexedina. 
 Adstringente: Medicamento 
que contrai o tecido. Ex: loção 
para fechar os poros. 
 Irritante: Medicamentos que 
irritam os tecidos. 
 
 
 
9 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
 Paliativo: Aplicado no local 
para alívio da dor. 
 Emoliente: Lubrifica e amo-
lece o tecido. 
 Anestésico: Paralisa as termi-
nações nervosas sensoriais. 
(SOARES, 2014). 
 
Ação Geral ou Sistêmica: A 
medicação é fundamentalmente ab-
sorvida, em seguida entra na cor-
rente sanguínea para operar no local 
de ação almejado. Para abrolhar um 
efeito geral, é indispensável que o 
medicamento caia na corrente san-
guínea, porquanto por meio dela o 
medicamento chega o órgão ou te-
cido sobre o qual possui ação especí-
fica. 
Tipos de ação geral ou sistêmica 
a) Estimulante: aumentam a 
atividade de um órgão ou te-
cido. Ex: Cafeína estimula o 
SNC. 
b) Depressor: diminuem as 
funções de um tecido ou ór-
gão. Ex.: Morfina deprime o 
SNC. 
c) Cumulativo: medicamento 
cuja a eliminação é mais 
lenta do que sua absorção, e 
a concentração do mesmo 
vai aumentando no orga-
nismo. Ex.. Digitalina. 
d) Anti-infeccioso: Capaz de 
destruir os microrganismos 
responsáveis por uma infec-
ção. 
e) Antagônicos: Quando as 
duas ou mais substâncias 
administradas têm efeito 
contrário. (SOARES, 2014). 
 
Ação Remota: Acontece em 
diferentes partes do organismo. 
Uma droga pode excitar um órgão 
do mesmo modo estimula outro. 
Ex: digitalina = coração = adi-
ciona a circulação = maior celeri-
dade diurética. 
Ação Local Geral: Uma 
droga justaposta poderá produzir 
uma implicação local, ser absorvida 
e impacientar um efeito geral. 
Ex: Epinefrina justaposta na 
mucosa nasal = estanca a hemorra-
gia = absorção da corrente circulató-
ria = acrescente da pressão arterial. 
 
1.4. Formas de Apresentação 
dos Medicamentos 
 
Os medicamentos são exibidos 
no mercado em diversos estados, 
sendo eles: sólido, líquido e gasoso. 
Sólido: 
a) Comprimidos: possuem con-
sistência sólida e formato variável. 
São obtidos pela compreensão em 
moldes da substância medicamen-
tosa. 
b) Pó: Deve ser tomado em colhe-
radas ou é acondicionado em saches. 
(Fluimucil). 
c) Drágeas: O princípio ativo está 
no núcleo da drágea, contendo re-
vestimento com goma-laca, açúcar e 
corante. São fabricados em drágeas 
os medicamentos que não devem ser 
 
 
10 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
administrados em forma de compri-
midos, por apresentarem: sabor de-
sagradável, exigem absorção no in-
testino, medicamentos que atacam a 
mucosa e/ou que devem ser degluti-
dos com facilidade. 
d) Cápsulas: O medicamento está 
revestido por um invólucro de gela-
tina para eliminar sabor desagradá-
vel, facilitar a deglutição e/ou facili-
tar a liberação do medicamento na 
cavidade gástrica. 
e) Pastilhas: É um preparado só-
lido, de forma circular com o princí-
pio ativo unido com açúcar e uma 
mucilagem para que a dissolução 
seja lenta na cavidade oral. 
f) Enema, clister, enteroclisma, 
lavagem ou irrigação: Sua composi-
ção varia de acordo com a indicação. 
g) Supositórios: óvulos ou lápis - 
tem formato cônico ou oval, destina-
se à aplicação retal, pode ter ação lo-
cal ou sistêmica. 
h) Pomadas: Formas pastosas ou 
semissólidas constituídas de veícu-
los oleosos, o princípio ativo é o pó. 
i) Cremes: São exclusivamente 
para uso tópicos, na epiderme (com 
ação epidérmica, endodérmica), va-
ginais e retais (SOARES, 2014). 
 
Líquidos: 
a) Soluções: mistura homogênea 
de líquidos ou de um líquido e um 
sólido. 
b) Xarope: Solução que contém 
dois terços de açúcar. 
c) Elixir: São preparações líqui-
das, hidroalcóolicas; açucaradas ou 
glicerinadas, destinadas ao uso oral, 
contendo substâncias aromáticas e 
medicamentosas. 
d) Emulsão: Preparação feita de 
dois líquidos, óleo e água. 
e) Colírios: Soluções aquosas 
para uso na mucosa ocular. (SOA-
RES, 2012). 
 
Gasosos: 
a) Gás: O2, N2. 
b) Aerossol: Aerolin spray. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
2. Farmacocinética 
 
 
Fonte: anda.jor.br2 
 
 ideia de cinética (movimento) 
é apropriada para elucidar essa 
área da farmacologia, porquanto re-
comenda a movimentação dos fár-
macos pelo organismo. 
 
2.1. Absorção 
 
Versa na passagem da droga, 
do local que foi aplicada até a cor-
rente sanguínea circulatória. Os Fár-
macos inseridos por via intramuscu-
lar são ligeiramente absorvidos, por 
causa da irrigação sanguínea do lo-
cal. 
Pode-se do mesmo modo, 
acrescer a absorção de um fármaco 
 
2 Retirado em anda.jor.br 
por estas vias através de massagens 
ou de aplicações quentes que agen-
ceiam a vasodilatação no local, ou 
diminuí-la pelo emprego conjunto 
de um vasoconstritor. 
 
 
Fonte: Nunes (2018) 
 
Para um mesmo fármaco, há 
uma velocidade com a qual é possi-
bilitado o P.A. das FF de emprego 
oral: solução, suspensão, pó, cáp-
sula, comprimido, drágea. Assim, a 
A 
 
 13 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
solução é absorvida mais ligeira-
mente. 
Sendo que a absorção de um 
PA estando nas formulações de uso 
oral pode ser contemporizadamedi-
ante a incorporação de adequados 
agentes são as formulações de libe-
ração lenta ou “retard”, torna a ab-
sorção gradual e acresce a conserva-
ção da droga no organismo. 
Seus principais benefícios são 
níveis sanguíneos sucessivos e redu-
ção de efeitos colaterais e conforto 
do paciente. Não necessitam ser par-
tidas. 
 
2.2. Distribuição 
 
O caminho da droga da cor-
rente sanguínea para os múltiplos 
tecidos. Os tecidos mais vasculariza-
dos (Rins, Fígado, Coração) gran-
jeiam maior parte da quantidade de 
droga. Os tecidos que possui menos 
vascularidades (Pele, Tecido Adi-
poso, Cartilagem, Tecido ósseo), au-
ferem menor quantidade de droga. 
 
2.3. Biotransformação 
 
É a transformação química do 
medicamento, atuação do orga-
nismo sobre a droga, transfor-
mando-a em um combinado mais 
simplesmente excretado. O desígnio 
de tal método é acelerar a excreção 
da droga, porquanto os fármacos são 
reconhecidos como composições es-
tranhas ao organismo. Sendo que 
principal órgão de biotransformação 
é o fígado. 
 
*** Qualquer patologia hepá-
tica, compromete a eliminação 
da droga.(Ex: Etilista). *** Ex-
tremos etários podem ter a bio-
transformação alterada. Exem-
plo: R.N- Sistema enzimático 
em amadurecimento Idoso-Sis-
tema enzimático lento (Au-
menta o tempo da droga no or-
ganismo) (NUNES, 2018). 
 
 
2.4. Excreção 
 
A excreção sugere na saída do 
fármaco do organismo. Consti-
tuindo como o principal órgão de ex-
creção são os rins (urina), entre-
tanto pode acontecer em menor per-
centagem pelo intestino (fezes), pul-
mões (“bafo”), bem como nas glân-
dulas mamarias (leite), glândula sa-
livar (saliva), também na glândula 
lacrimal (lágrima) e glândula sudo-
rípara (suor). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 15 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
3. Vias de Administração de Fármacos 
 
 
Fonte: multisaude.com.br3 
 
ote que a administração de um 
fármaco se pode realizada por 
diferentes vias, entretanto o sucesso 
de seu uso vai ser de acordo com a 
seleção cuidadosa da via de adminis-
tração. Um fármaco pode ser admi-
nistrado tanto por via oral bem 
como pela via parenteral quando se 
deseja implicações sistêmicos. 
Na administração parenteral o 
fármaco é administrado por injeção 
ou inalação. Já a aplicação tópica e 
infusão intramamária e intrauterina 
são usadas quando se ambicionam 
implicações locais. É necessário um 
equilíbrio entre a solubilidade 
aquosa (imprescindível para a droga 
diluísse em liquido intestinal e para 
 
3 Retirado em multisaude.com.br 
a repartição nos líquidos extracelu-
lares corpóreos) e a lipossolubili-
dade indispensável para acrescer o 
trânsito pela membrana por meio do 
trato gastrointestinal (IG), assim 
como por outras membranas no or-
ganismo. 
 
A escolha da via de administra-
ção de um medicamento é nor-
teada pelos seguintes fatores: 
tipo de ação desejada se é local 
ou geral, rapidez da ação dese-
jada, esta orienta, por exemplo, 
se deve ser preferida a via intra-
muscular ou a intravenosa em 
determinados casos, e a natu-
reza do medicamento, os volá-
teis pela via pulmonar (anesté-
sicos inalatórios); os que resis-
tem ao sulco gástrico podem ser 
dados pela via oral, os que não 
N 
 
 16 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
resistem ao sulco gástrico de-
vem ser administrados por via 
parenteral, se cáustico, só deve 
ser dado por via intravenosa; os 
insolúveis não devem ser admi-
nistrados por via parenteral. As 
vias de administração dos fár-
macos podem ser a grupados da 
seguinte maneira (SILVA, 
1998). A via oral é a administra-
ção do fármaco através da cavi-
dade bucal, sua principal finali-
dade é conduzir o medicamento 
ao estomago e intestino, para ai 
ser absorvidos e levado por via 
sanguínea aos tecidos susceptí-
veis (MAGALHÃES et al. 1985). 
Embora algumas soluções para 
uso oral, em forma aquosa ou 
de elixir, e suspensão estejam 
comercialmente disponíveis, a 
maioria das formas para a dosa-
gem oral são sólidas (ADAMS, 
2003). Como limitações desta 
via temos: inativação do medi-
camento pelo suco digestivo, 
incerteza da quantidade absor-
vida e possibilidade de ação ir-
ritante sobre a mucosa (MON-
TANHA E AZEVEDO, 2013). 
 
Assim, a via Sublingual possi-
bilita a retenção do fármaco por um 
tempo mais longo. Possibilita uma 
rápida assimilação de pequenas do-
ses de determinados fármacos, de-
vido à vasta vascularização sanguí-
nea e a precária espessura da mu-
cosa sublingual, consentindo a ab-
sorção direta na corrente sanguínea. 
Também, as vias transmuco-
sas ou tópicas são aproveitadas ge-
ralmente para a aquisição de efeitos 
terapêuticos não sistêmicos, ou seja, 
localizados, desse modo pode existir 
absorção de adequados medicamen-
tos pela pele íntegra. O aproveita-
mento “Pour on” é empregada para 
controle de ectoparasitas, também 
pequenos e grandes animais. 
 
O medicamento é aplicado so-
bre o dorso do animal em gotí-
culas na região cervical. Esta via 
é considerada via tópica, porem 
dependendo do princípio ativo 
utilizado e do veículo, o princí-
pio ativo pode ser absorvido 
pelo organismo, apresentando 
efeitos sistêmicos (SPINOSA et 
al., 1999). A via intramamária é 
a via utilizada normalmente 
para o tratamento de patologias 
das glândulas mamarias (MA-
GALHÃES et al. 1985). A via pa-
renteral entende se por todas as 
vias de administração que exi-
gem que se pratiquem uma 
abertura na pele ou nas muco-
sas para se atingir os tecidos 
susceptíveis (MAGALHÃES et 
al. 1985). A administração pa-
renteral das drogas implica evi-
tar-se o trato gastrointestinal. 
As vias parenterais incluem in-
jeções intravenosas (IV), intra-
muscular (IM), e subcutânea 
(SC) (JONES, 1983). E as vias 
parenterais restantes são utili-
zadas com menor frequência e 
com finalidades definidas, en-
tre elas podemos citar as vias 
como Intradermal, Intraperito-
neal, intracardíaca, intratectal, 
epidural e a via intra-articular 
(MONTANHA E AZEVEDO, 
2013). 
 
A via intravenosa possui a van-
tagem a aquisição rápida de efeitos, 
a probabilidade de administração de 
amplos volumes, em infusão lenta, e 
 
 17 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
além de substancias irritantes. To-
davia, como desvantagem riscos de 
embolia, infecções por contágio, 
sendo inadequada para substancias 
oleosas ou insolúveis. 
Note que é preferível a via sub-
cutânea quando se precisa quem 
medicamento seja absorvido de 
modo mais lento e continuo. 
Esta via ainda possui a desvan-
tagem a absorção constante para so-
luções e pausada para suspensões e 
“pellets”, apresenta como vantagem 
a facilidade em produzir sensibiliza-
ção e, embora, dor e necrose, 
quando empregadas substancias ir-
ritantes. 
 
A via intramuscular tem a van-
tagem de absorção relativa-
mente rápida, sendo adequada 
para administração de volumes 
moderados, de veículos aquo-
sos, oleosos, suspensão ou pre-
paração de depósitos. Suas des-
vantagens são a dor e o apareci-
mento de lesões musculares 
pela aplicação de substancias 
irritantes ou de pH distante da 
neutralidade, promovendo o 
aparecimento de processos in-
famatórios (SPINOSA et al,. 
1999). 
A Injeção Intradérmica (ID) é 
usada principalmente para fins 
de diagnóstico, tais como a 
prova de tuberculina e os testes 
de alergia (LIMA,2008). A via 
inalatória pode ser utilizada 
normalmente quando o agente 
terapêutico é um gás, tendo, em 
medicina veterinária, utilização 
restrita à anestesia inalatória 
(SPINOSA et al., 1999). Estes 
agentes anestésicos gasosos e 
líquidos voláteis, administra-
dos por inalação, são rapida-
mente absorvidos na circulação 
sistêmica através do epitélio al-
veolar pulmonar (MONTANHA 
E AZEVEDO, 2013). 
 
Assim, a via retal é a adminis-
tração de fármacos por meio do reto, 
para que sejam absorvidos pelo 
plexo hemorroidal.18 
 
 
 
 19 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
4. Anti-Inflamatórios 
 
 
Fonte: agroline.com.br4 
 
ote que os anti-inflamatórios 
não esteroidais (AINEs) são 
fármacos frequentemente emprega-
dos na medicina veterinária com o 
intuito de tornar mínimo as 
respostas inflamatórias indesejá-
veis, impedindo a enzima cicloxi-
genase, interrompendo o desenvol-
vimento de tromboxanos, prostaci-
clina e prostaglandina, o que 
 
4 Retirado em agroline.com.br 
distorce ao bloqueio dos efeitos 
inflamatórios. 
Logo, a reação inflamatória 
consiste em uma resposta de prote-
ção do organismo a um corpo ou le-
são avaliada como nociva pelo 
mesmo. 
A resposta pode ser localizada 
ou generalizada e seu andamento ser 
agudo ou crônico. 
 
N 
 
 20 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
Os sinais clássicos de um pro-
cesso inflamatório agudo são: 
calor, rubor, dor, edema, além 
de outras manifestações clíni-
cas como mal-estar, inapetên-
cia, febre, etc. Após dano ou le-
são celular, de maneira geral, os 
principais fatores liberados são: 
citocinas (interleucina-1 e in-
terleucina-2, fator de necrose 
tumoral, interferons, fatores es-
timulantes de colônias, células 
inflamatórias, leucotrienos, 
prostaglandinas e tromboxa-
nos. O mecanismo de ação dos 
AINEs consiste basicamente na 
inibição da cicloxigenase 
(COX), que acarretará na dimi-
nuição de endoperóxidos cícli-
cos, tais como prostaglandinas, 
prostaciclinas e troboxanos, 
importantes na mediação da 
dor e inflamação. Dividida em 
duas isoformas, a cicloxigenase 
– 1 (COX-1), é uma enzima 
constitutiva encontrada na 
maioria dos tecidos e relacio-
nada com efeitos fisiológicos, a 
segunda isoforma, a cicloxige-
nase – 2 (COX-2), é uma en-
zima induzida e sintetizada pe-
los macrófagos e células infla-
matórias, com efeitos inflama-
tórios importantes (KHAN et 
al., 2000). Recentemente foi 
descoberta uma variante do 
gene da COX-1, descrito como 
COX-3. Essa parece ser ex-
pressa em altos níveis no sis-
tema nervoso central e pode ser 
encontrada também no coração 
e na aorta (MOSQUINI, 
ZAPPA, MONTANHA, 2011). 
 
Assim, essa enzima é seletiva-
mente bloqueada por drogas analgé-
sicas e antipiréticas, assim como pa-
racetamol e dipirona, e é virtual-
mente bloqueada por determinados 
AINE. Logo, os AINEs formam um 
grupo heterogêneo de combinados, 
que versa de um ou mais anéis aro-
máticos ligados a um ajuntamento 
ácido funcional. 
 
São ácidos orgânicos fracos que 
atuam principalmente nos teci-
dos inflamados e se ligam, sig-
nificativamente, à albumina 
plasmática. Os AINEs são con-
vertidos em metabólitos inati-
vos pelo fígado e são, predomi-
nantemente, excretados pela 
urina. Sua absorção é rápida e 
completa, depois de adminis-
tração oral, exceto as prepara-
ções entéricas e de liberação 
lenta (MOSQUINI, ZAPPA, 
MONTANHA, 2011). 
 
Assim, o principal mecanismo 
de atuação dos AINEs ocorre por 
meio da inibição específica da COX e 
logicamente a redução da conversão 
do ácido araquidônico (AA) em 
prostaglandinas. 
 
Reações mediadas pelas COXs, 
a partir do AA produzem PGG2, 
que sob ação da peroxidase 
forma PGH2, sendo então con-
vertidas às prostaglandinas, 
prostaciclinas e tromboxanos 
(TXs) (JÚNIOR e BRENOL, 
2007). Segundo Andrade 
(2000), a ação antipirética é 
por causa da inibição da PGE2 
liberada após a ação fagocitária 
dos leucócitos sobre partículas 
estranhas, liberando pirógenos 
endógenos, que vão até o hipo- 
 
 
 21 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
tálamo aumentando a liberação 
de PGE2 e o limiar térmico. 
Possui também ação anticoagu-
lante, por inibição da síntese de 
tromboxanos, que aumenta a 
agregação plaquetária, e ação 
antiespasmódica por diminui-
ção da liberação de prostaglan-
dinas em nível do endométrio 
(MOSQUINI, ZAPPA, MONTA-
NHA, 2011). 
 
Muitas implicações colaterais 
acontecem em virtude da inibição de 
COX-1, que tem um extraordinário 
papel fisiológico no estômago, rins e 
endotélio. Na função renal, a prosta-
glandina sustenta o fluxo sanguíneo 
e produção de urina habitual. 
Contém grande reforço na for-
mação óssea normal, assim sendo o 
emprego de AINEs pode retardar o 
processo de materialização óssea 
das fraturas. Bem como no trato gas-
trintestinal, é responsável pela moti-
lidade, retenção da secreção de 
ácido gástrico e acresce a secreção 
de muco estomacal de proteção da 
mucosa. 
 
Os AINEs são divididos em dois 
grandes grupos, os dois ácidos 
carboxílicos (RCOOH) e o dos 
ácidos enólicos (R-COH). O pa-
racetamol, apesar de pratica-
mente não apresentar efeito 
anti-inflamatório, deve ser in-
serido nesse grupo, porque o 
mecanismo de ação é o mesmo 
dos AINEs (ou seja, através da 
inibição da cicloxigenase) (SPI-
NOSA et al., 1999) Os derivados 
do ácido carboxílico são: Salici-
latos (Ácido acetilsalicílico), 
Ácidos acéticos (Diclofenaco, 
Nitrofenaco, Eltenaco, Felbi-
naco, Indometacina, Sulindaco, 
Oxindanaco, Tolmetina), Áci-
dos Propiônicos (Ibuprofeno, 
Flurbiprofeno, Suprofenp, Na-
proxeno, Carprofeno, Cetopro-
feno, Fenoprofeno), Ácidos 
Aminonicotínicos (Flunixina 
Meglumina), Fenamatos (Ácido 
Mefenâmico, Ácido Meclofenâ-
mico, Floctadenina, Ácido Flu-
fenâmico, Ácido Tolfenâmico, 
Etofenamato), Alcanonas (Na-
bumetona). E os Derivados do 
Ácido Enólico são: Pirazolonas 
(Fenilbutazona, Metamizol, 
Isopirina, Oxifenbutazona, 
Apazone), Oxicans (Piroxicam, 
Meloxicam, Tenoxicam, Droxi-
cam. Outros AINEs: Dimetil 
sulfóxido (DMSO), Superóxido 
dismutase, Glicosaminoglica-
nos, Nimesulide, Tenidap, Ti-
megadine, Zileuton (MOS-
QUINI, ZAPPA, MONTANHA, 
2011) 
 
Dessa forma, o paracetamol 
ainda conhecido como acetamino-
fen, é qualificado como inibidor de 
cicloxigenase com mortiça ação 
anti-inflamatória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 23 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
5. Antimicrobianos 
 
Fonte: www.vetsmart.com.br5 
 
5.1. Sensibilidade Bacteri-
ana 
 
isto que já possuímos com as 
bactérias (Gram-positivas, 
Gram-negativas, aeróbias e anaeró-
bias) que frequentemente causam 
infecções em díspares sistemas de 
órgãos é uma pré-condição para o 
sucesso da terapia empírica com an-
tibiótico. A citologia diagnóstica ne-
cessita ser feita sempre que plausí-
vel, visto que a informação alcan-
 
5 Retirado em www.vetsmart.com.br 
çada pode ser empregada para iden-
tificar os microrganismos envolvi-
dos e, igualmente, guiar na escolha 
do antibiótico. 
Quando selecionada o prepa-
rativo, o veterinário precisa estar fa-
miliarizado com os padrões de sítios 
do antibiótico bacteriano, a aversão 
em animais de companhia e com a 
irritabilidade bacteriana caracterís-
tica à antibióticos particulares, de 
acordo com o descrito na Tabela 1. 
 
Algumas bactérias, como por 
V 
https://loremipsum.io/
 
 24 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
exemplo a Pasteurella multo-
cida e a Streptococcus canis, 
têm sensibilidades previsíveis e 
podem ser tratadas seletiva-
mente com penicilinas de es-
pectro estreito. Da mesma 
forma, a maioria dos patógenos 
intracelulares devem ser geren-
ciados com tetraciclinas, e a 
grande maioria dos anaeróbios 
são sensíveis à penicilina e à 
clindamicina. O teste de sensi-
bilidade é recomendado para 
bactérias patógenas cuja sensi-
bilidade não pode ser predita. 
Variações na sensibilidade aos 
antibióticos em diário de popu-
lações bacterianas tornam vital 
o conhecimento dos padrões de 
resistência locais. Este conheci-
mento é necessário para manter 
a corrente por amostragem re-
gular para a cultura e testes de 
sensibilidade (RIBEIRO, COR-
TEZI, GOMES; 2018). 
 
 
 
 
Apresentaram os resultados 
de uma averiguação realizada na Di-
namarca sobre a aversão aos anti-
bióticos em estudo clínicos avulsos 
em cães e felinos (gatos) com casos 
de sensibilidade e padrões de aver-
são para Escherichia coli, Pseudô-
monas aeruginosa, Staphylococcuspseudintermedius, Streptococcus 
Canis, Proteus e Pasteurella em epi-
sódios isolados ao longo do período 
de 2000 a 2005, indicados na Tabela 
2, em que n satisfaze a quantidade 
de animais pesquisados. 
 
 
Fonte: MOTA (2005) 
 
As propriedades de resistência 
para todos os antibióticos são análo-
gas assim como para cães bem como 
gatos, com exceção da Amicacina, 
que nos felinos exibiram uma resis-
tência maior. Quase 30% dos isola-
dos são resistentes para Ampicilina. 
 
Isto significa que 7 em cada 10 
pacientes podem teoricamente 
ser tratados com Amoxicilina, 
enquanto que as preparações 
de espectro mais amplos Amo-
xicilina/Clavulanato deve ser 
eleita em 9 de cada 10 pacien-
tes. Deve-se acrescentar que a 
prevalência da resistência à Ce-
fazolina e outros antibióticos é 
esperado para ser um pouco 
menor na prática. Isto se dá de-
vido ao fato de que os veteriná-
 
 25 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
rios tendem a submeter amos-
tras de recorrentes de pioder-
mas em casos mais frequentes 
do que nos casos descomplica-
dos, que são repetidamente ge-
ridos empiricamente sem cul-
tura e teste de sensibilidade. Os 
autores demonstraram também 
que em um estudo de cães na 
Suécia mostrou que a prevalên-
cia de resistência bacteriana, 
incluindo a resistência à clinda-
micina, foi significativamente 
maior em estafilococos isolados 
de piodermas recorrentes em 
comparação não recorrentes 
(RIBEIRO, CORTEZI, GOMES; 
2018). 
 
5.2. Penetração do Antibió-
tico no Tecido Infectado 
 
A perfusão apropriada do te-
cido é imprescindível antes que a di-
fusão do antibiótico no tecido conta-
minado possa acontecer, por isso as 
concentrações de antibióticos efica-
zes não podem, logo, ser afiançadas 
nas extremidades das patentes com 
choque hipovolêmico. Além disso 
pode ser complexo para abranger 
concentrações ativas de antibióticos 
em apostemas e tecido de granula-
ção. 
 
Certos tipos de tecido não per-
mitem a pronta difusão de anti-
bióticos no sangue do tecido de-
vido à presença de membranas 
lipídicas nas paredes capilares, 
assim como existem barreiras 
nos olhos, próstata e os brôn-
quios (ADAMS, 2003). Um nú-
mero limitado de antibióticos 
lipofílicos é capaz de penetrar 
nessas barreiras e, em alguns 
casos, podem ser concentrados 
nos tecidos por trás deles. Fato-
res locais, como por exemplo, a 
presença de pus ou necrose no 
tecido, pode reduzir o efeito de 
um antibiótico inativando-o. A 
escolha de outros medicamen-
tos administrados em conjunto 
deve levar em conta os antibió-
ticos para assegurar a concen-
tração efetiva da preparação no 
local da infecção (RIBEIRO, 
CORTEZI, GOMES; 2018). 
 
5.3. Farmacocinética e Far-
macodinâmica 
 
A farmacologia da terapia an-
tibiótica pode ser desconectada em 
dois círculos principais: farmacoci-
nética (Pk) e farmacodinâmica (Pd). 
Os aspectos farmacocinéticos são a 
dosagem, espaço entre dosagem, via 
de aproveitamento, absorção, distri-
buição e excreção em relação ao 
tempo produzem a preparação e 
concentração de soro e, por conse-
guinte, a sua concentração nos teci-
dos, além dos nos fluidos extracelu-
lares. 
 
Já os fatores farmacodinâmicos 
descrevem a relação entre as 
concentrações de soro e o far-
macológico e a possível toxico-
logia da preparação (BENNET, 
2016). Os antibióticos podem 
ser divididos em três agrupa-
mentos principais com base nos 
parâmetros que melhor pre-
veem a sua capacidade clínica, 
conforme demonstrado na Ta-
bela 3, onde Cmax = Concentra-
ção máxima, MIC = Mínima 
 
 26 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
concentração inibidora, T = 
Tempo e AUC = Área da curva: 
1) Aqueles com atividade de-
pendente da concentração; 
2) Aqueles com atividade de-
pendente do tempo; 
3) Aqueles com atividade de-
pendente de concentração e 
de tempo (RIBEIRO, COR-
TEZI, GOMES; 2018). 
 
 
 
 
Para antibióticos do grupo 1, 
como os fluoroquinolonas e 
aminoglicosídeos, um aumento 
no efeito é visto quanto maior 
for a concentração de antibióti-
cos em relação aos patógenos 
com concentração mínima de 
inibição (CMax/MIC). Na prá-
tica, isso significa que o antibió-
tico deve ser dado em altas do-
ses para maximizar o efeito. 
Para antibióticos no segundo 
grupo, como penicilinas e cefa-
losporinas, é a duração do 
tempo no qual a concentração 
de antibióticos no local de in-
fecção exceda: MIC (T > MIC) 
que determina o efeito da dosa-
gem. Para estes antibióticos é 
importante que eles sejam pres-
critos em intervalos regulares. 
O terceiro grupo de antibióti-
cos, como por exemplo a clinda- 
 
micina, exibem uma combina- 
ção e de tempo dependente da 
concentração e do tempo, des-
critas pela área da curva de con-
centração (AUC) em relação ao 
MIC (AUC/MIC) (RIBEIRO, 
CORTEZI, GOMES; 2018). 
 
Nestes acontecimentos, tanto 
as doses tal como o intervalo entre 
as doses são importantes para elevar 
ao máximo o efeito. O leitor interes-
sado necessita se encaminhar para 
textos farmacológicos regularizados 
para uma averiguação mais aprofun-
dada destes temas. 
 
5.4. Via de Aplicação 
 
A via de aplicação necessita as-
segurar concentrações ativas de an-
tibiótico onde se localiza a infecção e 
na medida do admissível, limitar a 
exposição de outros sistemas ao an-
tibiótico, a fim de tornar mínimo o 
desenvolvimento da aversão da flora 
bacteriana normal. 
 
O tratamento local de pioderma 
superfial e da otite externa po-
dem atingir altas concentrações 
do ingrediente ativo no local de 
infecção sem que afete a flora 
normal em outro local. Quando 
as concentrações elevadas são 
desejáveis, a intravenosa é o 
tratamento recomendado. O 
parenteral será necessário em 
doenças caracterizadas com vô-
mitos ou regurgitação (RI-
BEIRO, CORTEZI, GOMES; 
2018). 
 
 
 27 
FARMACOLOGIA VETERINÁRIA 
5.5. Duração do Tratamento 
 
A maior parte das infecções 
em animais respondem apropriada-
mente com 5 a 10 dias de terapia 
com antibióticos. 
 
Em geral, o tratamento antibió-
tico deve continuar por 1ou 2 
dias além da boa resposta com 
os sinais clínicos. Infecções crô-
nicas, infecções cutâneas, oste-
omielite, infecções em animais 
imunodeprimidos e infecções 
com patógenos intracelulares 
muitas vezes requerem perío-
dos de tratamento acentuada-
mente mais longos e como re-
gra geral o tratamento deve 
continuar por 1 a 2 semanas 
além da resposta de sinais clíni-
cos (RIBEIRO, CORTEZI, GO-
MES; 2018). 
 
É importante que o trata-
mento não constitua ser mais ex-
tenso do que o necessário, por-
quanto se o tratamento prolongado 
é utilizado, são ajuizadas reavalia-
ções regulares do método da doença 
e sobre as extensões altivas de trata-
mento. 
 
Materiais Complementares 
 
Links “gratuitos” a serem con-
sultados para um acrescentamento 
no estudo do aluno de assuntos que 
não poderão ser abordados na apos-
tila em questão: 
 
-FARMACOLOGIA-VETERINÁ-
RIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-
E.pdf 
Farmacologia-veterinária FCCA 
Ações de extensão em farmacologia 
veterinária 
Anestesiologia e analgesia em vete-
rinária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf
https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf
https://wp.ufpel.edu.br/nupeec/files/2018/01/16-FARMACOLOGIA-VETERINÁRIA-HISTÓRIA-ESTADO-ATUAL-E.pdf
https://consultadogvet.files.wordpress.com/2017/02/apostila-de-farmacologia-veterinc3a1ria.pdf
https://www.revistas.ufg.br/revistaufg/article/download/60811/34034
https://www.revistas.ufg.br/revistaufg/article/download/60811/34034
http://appcatnov.grupogen.com.br/public/uploads/4df8b4aa773088419839d99b9a6bd29b.pdf
http://appcatnov.grupogen.com.br/public/uploads/4df8b4aa773088419839d99b9a6bd29b.pdf
 
 28 
 
 29 
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