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Primeiro Bimestre 1 – Ocupação e povoamento dos vales do Guaporé, Mamoré e Madeira 2 – A exploração do Látex – o 1° e o 2° ciclo Aula 01 POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ Entre as fases de desenvolvimento do estado de Rondônia podemos destacar · A descoberta de ouro no rio Corumbiara, no século XVIII; · A conquista e o povoamento dos vales do Guaporé, Mamoré e Madeira; · A construção do Real Forte do Príncipe da Beira, no período colonial; · O Primeiro e o Segundo Ciclos da Extração de Látex; · A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e a descoberta de minério de estanho (cassiterita) em 1952. O período mais expressivo do desenvolvimento regional ocorreu a partir da abertura da BR 364, e com implantação de projetos de colonização, pelo Governo Federal, através do INCRA. Buscamos, de forma simples, apresentar como ocorreu a ocupação do espaço regional, que tem início no século XVIII, com a fundação da aldeia de Santo Antônio, pelo padre jesuíta João Sampaio, na primeira cachoeira do rio Madeira, sentido foz-nascente. Posteriormente as descobertas de ouro nos afluentes da margem direita do rio Guaporé despertaram interesses na Coroa Portuguesa pela posse da terra, portanto, em 1748, funda a capitania de Mato Grosso, cujos limites abrangiam a maior parte das terras do atual estado de Rondônia. Dom Antônio Rolim de Moura Tavares, considerado o primeiro governador da capitania de Mato Grosso (1751-1764), iniciou uma política de povoamento e fundação de feitorias ao longo dos rios Guaporé e Madeira e construiu o Forte de Conceição que foi substituído pelo Real Forte do Príncipe da Beira. Nesse mesmo período, iniciou-se a exploração fluvial do rio Madeira e seus afluentes Mamoré e Guaporé, pela Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, que utilizava essa rota fluvial com exclusividade para o abastecimento das minas de ouro dos afluentes do rio Guaporé e da capital da capitania de Mato Grosso (Vila Bela da Santíssima Trindade). Com a decadência da mineração, no vale guaporeano, no final do século XVIII, a região foi abandonada por um período aproximado de 100 anos. A partir de 1877, com o desenvolvimento da indústria de produtos derivados de látex o vale do Madeira e seus afluentes foram ocupados pelos seringueiros que, na sua maioria, eram retirantes que fugiam da seca que assolava o nordeste Brasileiro. A construção da Ferrovia Madeira Mamoré (1887), marcou um importante ponto nas relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia. Constitui-se também num elemento definidor da ação Imperialista de potências estrangeiras na região amazônica. A Madeira Mamoré representa um dos marcos da modernidade capitalista liberal nos confins da selva do Madeira. ATIVIDADES 1- Descreva sobre o período que Rondônia mais cresceu explicando o que levou essa proeza: 2- Descreva sobre Dom Rolim de Moura, explicando quais contribuições ele trouxe para Rondônia: 3- Descreva como foi a ocupação desse espaço no século XVIII: 4- Comente sobre o papel do padre João Sampaio nessa região: 5- Descreva sobre a mineração no período de ocupação, explicando seu auge e decadência: 6- Explique por que a coroa portuguesa resolveu explorar a área do Mamoré, Guaporé e Madeira: ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Aula 02 Continuação: POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ A construção da EFMM objetivava atender as necessidades de transporte de mercadorias e cargas pelo trecho encachoeirado do Madeira e Mamoré. Deveria facilitar o escoamento da produção de borracha e das exportações bolivianas. A construção da ferrovia atende também ao que foi previsto pelo Tratado de Petrópolis e constituiu-se em um dos elementos decisivos para o impulso do recente processo de migração para a região desencadeada a partir do século XX. Ao longo da ferrovia surgiram diversos núcleos de povoamento e dois municípios; Porto Velho e Guaiará-Mirim. ‘Trabalharam em suas obras mais de 20.000 operários de diversas nacionalidades. Calcula-se que 6.500 trabalhadores tenham morrido vítimas das doenças tropicais. A obra custou o equivalente a vinte e oito toneladas de ouro pelo câmbio de 1912. A construção da ferrovia deu a Companhia Madeira Mamoré o direito de exploração das terras que lhe eram adjacentes. Com a crise da borracha e a retração da economia amazônica EFMM entrou em decadência. Foi nacionalizada em 1931 e desativada pelo 5° BEC por ordem do Ministério do Interior, em 10 de julho de 1972. Alguns pequenos trechos, no entanto, foram reativados no início da década de 80 para fins turísticos em Porto Velho e Guajará-Mirim durante o governo do Coronel Jorge Teixeira. Entre 1877 e 1915, surgiram os povoados de Urupá (origem da atual cidade de Ji-Paraná), Pimenta Bueno, Jaru, Papagaios (atual cidade de Ariquemes) e diversos outros que surgiram e desapareceram como Santo Antônio do Rio Madeira, que chegou a ser uma cidade e o povoado de Samuel, no rio Jamari. Com a desvalorização do preço do látex no mercado internacional a região ficou estagnada, a partir de 1912, por um período de aproximadamente 30 anos, e ocorreu o retorno de seringueiros a suas regiões de origem. Em 13 de setembro de 1943, no auge do Segundo Ciclo da Borracha, o presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei 5.812, criando o Território Federal do Guaporé, com áreas desmembradas dos estados de Mato Grosso e Amazonas. Em 1956, o Território passa a ser denominado de Território Federal de Rondônia. Desta época data a última grande leva de migrantes para a região, composta quase que exclusivamente de nordestinos vinculados á exploração de seringueira, e denominados “Soldados da Borracha”. Atividades 1- O que a companhia que construiu a ferrovia teve de vantagens? Explique: 2- Conforme explicações e os informes do texto, explique por que a ferrovia foi desativada: 3- Explique a ligação da borracha com a construção da ferrovia: 4- Que ligação teve a ferrovia e o surgimento dos primeiros povoados? Descreva: 5- Explique sobre a mão de obra utilizada na construção da ferrovia: 6- Entre 1877 e 1915, surgiram os povoados, cite-os: ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Aula 03 Continuação: POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ Em 1945 foram criados os municípios de Guajará-Mirim, que ocupava toda a região do Vale do Guaporé, e, Porto Velho, abrangendo toda a região de influências da atual BR - 364. Contudo, apesar do desaquecimento do mercado internacional da borracha, a região não se despovoou como no Primeiro Ciclo, mantendo alguns seringais ativos e prosseguindo o extrativismo da castanha e de algumas outras essências para atender o mercado europeu. Parte dos ex-soldados da borracha deixaram os seringais e fixaram-se na Colônia Agrícola IATA, em Guajará- Mirim, criada em 1945, e na Colônia Agrícola do Candeias, em Porto Velho, criada em 1948. Tanto assim que os primeiros dados demográficos disponíveis registram no final da década de 40 uma população de 36.935 habitantes em Rondônia, sendo 13.816 na área urbana e 23.119 na área rural, tendo a cidade de Porto Velho cerca de 60% da população total da época. Além disso, o traçado telegráfico estabelecido por Rondon deu início, a partir de 1943, os primeiros passos para a construção da BR-29, posteriormente denominada BR-364. Na década de 50 do século XX é descoberta a existência do minério de estanho (cassiterita), na região de Ariquemes. No início dos anos de 1960, foi aberta a BR 364, e partir de 1970, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA deu início à implantação de projetos integrados de colonização, gerando um intenso fluxo migratório de colonos, procedentes, principalmente, das regiões Sul e Sudeste do país. O fruto do processo de colonização foi o desenvolvimento das vilas e povoados remanescentes do período dos seringueiros e o surgimento de todas as cidades do estado de Rondônia, exceto Porto Velho e Guajará-Mirim. Porém, o desmatamento para deixar o homem no campo gerou o desaparecimento de várias espécies vegetais, principalmente de madeiras nobres, além da destruição da fauna. Pela Lei Complementar n° 41, de 22 de dezembro de 1981, sancionada pelo presidente João Baptista de Figueiredo, foi criado o estado de Rondônia, e, no dia 4 de janeiro de 1982, ocorreu a cerimônia de sua instalação. Na década de setenta e início da década de oitenta do século XX o fluxo migratório era intenso e os órgãos governamentais, na época, pouco se preocupavam com a preservação do meio ambiente, gerando como consequência um desmatamento desordenado. Atividades: 1. Descreva sobre o surgimento de Guajará-Mirim: 2. Descreva sobre a importância do telégrafo na ocupação dos vales do Mamoré, Guaporé é Madeira: 3. Descreva sobre o surgimento e papel do INCRA: 4. Cite de onde os onde vales do Mamoré, Guaporé é Madeira receberam os maiores fluxos de migrantes: 5. Quem sancionou a Lei para o surgimento de Rondônia e em que ano isso ocorreu? ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________________________ Aula 04 Continuação: POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ Durante as últimas décadas, a ação humana transformou as condições naturais da região e modernizou a economia regional, sem observar as questões ambientais e as disparidades regionais dos vales e da região ao longo da BR 364, onde ocorreu a maior transformação regional. Assim como a alteração da qualidade de vida da população ribeirinha que vive às margens dos rios e sobrevive da extração vegetal. Atualmente essas contradições, cada vez mais evidentes, fazem parte do espaço rondoniense e devem ser observadas. Os órgãos públicos a partir da implantação do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia, iniciado em 1988, no governo de Jerônimo Santana, tem se preocupado com as questões ambientais. Através do PLANAFLORO ocorreu um delineamento efetivado pelo Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, foi envolvido pela crença de que a divulgação de um estudo sério viesse contribuir para uma mudança de cultura das nossas futuras gerações. Os primeiros contatos com os europeus com o rio Madeira ocorreram a partir de 1542 quando Francisco Orellana, vindo dos Andes (Peru), descendo o rio Amazonas, passou em sua foz denominando-o rio Grande. Nuflo do Chavez saindo de Santa Cruz de La Sierra dos Moxos (atual republica da Bolívia) em 1560, percorreu todo o curso do rio Madeira desde o local se sua formação (na confluência dos rios Beni e Mamoré), até a sua foz na margem direita do rio Amazonas palmilhando o seguinte roteiro: desceu o rio Baurés alcançando o rio Mamoré, por esse prosseguindo atingindo sua confluência com o rio Beni, penetrando no rio Cayarí (Madeira) descendo seu curso até encontrar o rio Amazonas, prosseguindo por esse até a sua foz no Oceano Atlântico no litoral do atual estado do Pará, na época possessão espanhola, de conformidade com o Tratado de Tordesilhas. Os holandeses com colônios do norte da Amazônia tinham conhecimento do rio Madeira, desde 1615, mantendo transações comerciais com os indígenas do baixo curso desse rio, trocando ferramentas e outros produtos por especiarias nativas. Pedro Teixeira em 1637 chefiando uma expedição portuguesa com destino a Quito, Vice-Reino do Peru, partiu da Vila de Cametá no Grão-Pará, subiu o rio Amazonas, ao passar pela foz do rio Madeira, foi informado pelos indígenas habitantes da ilha de Tupinambara, que aquele era o rio Cayaria em cujas margens habitavam várias nações indígenas, e que provinha de elevadas montanhas nas quais vivia um povo rico e muito poderoso. Em vista a grande quantidade de troncos de madeiras flutuando em suas águas, Pedro Teixeira o registrou em seu diário de viagem com o nome de rio Madeira. Atividades Leia o texto acima e, a cada parágrafo escreva com suas palavras o que você entendeu: __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Aula 05 Continuação: POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ Antônio Raposo Tavares em 1650 com sua bandeira composta por mamelucos paulistas e indígenas, percorreu desde o local de sua formação até a sua foz na margem direita do rio Amazonas, por esse prosseguindo descendo o seu curso até alcançar em 1651, o Forte de Gurupá nas proximidades da foz desse rio no Oceano Atlântico litoral do Grão-Pará. Esta bandeira constituída por duzentos paulistas e um mil duzentos e sessenta índios saiu de São Paulo em 1647, margeando os rios Tietê, Paraná e Paraguai, tomando o rumo do Oeste atingindo as possessões espanholas nos Andes, retrocedendo na direção do Leste encontrando as nascentes do rio Grande La Plata ou Mamoré, tomou seu curso navegando-o em balsas rústicas ao sabor da correnteza, vencendo suas corredeiras, saltos e cachoeiras chegando a sua foz, desta prosseguindo pelo rio Cayari (Madeira) até sua desembocadura no rio Amazonas. O rio Madeira era pela primeira vez percorrido por luso-brasileiros e dado conhecimento à metrópole (Lisboa) de sua extensão, dos habitantes de suas margens e de seu provável potencial econômico. (Raposo Tavares cumpria determinações políticas secretas pessoalmente de D. João IV, em Lisboa). Consolidada a ocupação portuguesa na foz do rio Amazonas com a expulsão dos franceses, ingleses e holandeses e a dominação dos tupinambás e outros indígenas seus aliados, os lusos iniciaram a colonização do Vale Amazônico subindo o rio Amazonas e os seus afluentes, em bandeiras fluviais assentando fortificações militares*, núcleos agropecuários e missões religiosas *(Presépio, Gurupá, Macapá, Santarém, Óbidos, São José do Rio Branco, São Joaquim, São José das Marabitanas, São Gabriel das Cachoeiras, São Xavier de Tabatinga e Forte do Príncipe da Beira); Os padres jesuítas de 1640 iniciaram contatos com as nações indígenas do vale baixo do rio Madeira. Em 1669 tendo à frente do Padre Manoel Pires e padre Grazoni fundaram a missão de Tupinambara na ilha com essa mesma denominação, situação próximo a foz do rio Madeira com a finalidade de centralizar a catequese dos indígenas, apoiar a conquista do vale do rio Madeira e impedir que os índios continuasse a comercializar com os holandeses assentados no rio Negro, conforme constatou o padre Serafin Leite e posteriormente o padre Jódoco Peres, em viagem de exploração pelo baixo rio Madeira. Em 1687, os padres Jesuítas apoiados na missão Tupinambarana instalaram várias missões no rio Madeira nas aldeias dos indígenas dos quais conseguiram conquistar a amizade e fazer alianças. A partir de sua foz rumo as nascentes encontravam-se instaladas missões em Abacaxis, Paranaparixaria, Canumã, Onicoré e Tarerise. Os padres José Barreiros e João Ângelo Bononi, em 1689, seis anos após a visita do superior dos jesuítas da Missão de Tupinambara padre Jódoco Peres, aos índios Iruris, instalaram uma missão na aldeia desses indígenas. A ação missionária expandia-se proporcionalmente ao aumento das atividades coletoras de especiarias (drogas do sertão) e sua comercialização pelos padres e índios com os comerciantes das bandeiras fluviais do Grão-Pará, pelo processo de escambo. As missões do rio Madeira além se suas atividades catequéticas exerciam também as de empórios comerciais. As atividades missionárias encontravam obstáculos à sua expansão impostos pela resistência das nações indígenas, principalmente a dos Tora, Mura, Mundurukos, Parintintin, intensificado-se as hostilidades a partir de 1715, após o capitão João de Barros Guerra por ordem do governador o Grão Pará, Crhistóvão de Costa Freire, haver atacado os Toras, expulsando-os da foz do rio Madeira, perseguindo-os até acima os Manicoré. Essa repressão deu-se em decorrência desses índios terem expulsados os colonos do rio Madeira, em represálias por esses colonos terem aprisionados indígenas dessa nação vendendo-os como escravos. Os muras foram atacados por tropas de resgates comandadas pelo capitão Diogo Pinto Gaya (1718/1722) em Maicy, sendo aprisionados mais de quarenta indígenas, levando-os para Santa Maria do Grão-Pará. Tais ações bélicas geraram não só o permanente estado de guerra dos Muras, Toras, Parintintins, como também a desconfiança das outras nações em relações aos bons propósitos dos padres e dos colonos. Apesar da resistência dos indígenas a invasão de seus territórios, as atividades missionárias e comercias se expandiam, os padres assentando missões agregando os indígenas e os comerciantes com suas bandeiras fluviais cada vez em maior número, percorrendo os baixos cursos do rio Madeira, penetrando em seus afluentes entre os quais o rio Jamari abundante em cacau, trocando ferramentas e outros produtos manufaturados por especiarias da floresta (drogas do sertão) com os índios e com os padres, estes mantinham o controle desse rendoso comércio. O padre Jódoco Peres superior dos jesuítas de Tupinambarana, em 1683 subiu o rio Madeira durante nove dias até alcançar a aldeia dos índios, Iruris, na qual pretendia instalar uma missão, não obteve êxito. Essa missão só foi instalada em 1689. Em 1712 o padre jesuíta João Sam Payo, entrou no rio Madeira se estabelecendo na aldeia indígena de Canumã, erigindo igreja e casas iniciando o seu trabalho missionário no vale desse rio. Atividades 1. Descreva sobre a expedição de Raposo Tavares, evidenciando o motivo: 2. Descreva sobre os jesuítas e os nativos, explicitando o papel que os jesuítas tinham para contribuírem com a ocupação e exploração dessa área: 3. Explique como foi o contato dos nativos com os exploradores na Região do Mamoré, Guaporé e Madeira: 4. Qual foi o objetivo da missão tubinambara e onde a mesmo foi instalada? 5. Descreva sobre as ações do padre Jódoco com os nativos: 6. A convivência entre nativos e exploradores eram pacíficas? Justifique exemplificando: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Aula 06 Continuação: POVOAMENTO E OCUPAÇÃO DOS VALES DO MADEIRA, MAMORÉ E GUAPORÉ A intensa ação missionário e a rendosa atividade de coleta e comercialização de especiarias no rio Madeira, estimularam a organização no Grão-Pará, de uma bandeira fluvial sendo designado para comandá-la o sargento-Mor Francisco de Melo Palheta, foi composta por trinta soldados e noventa e oito índios flecheiros embarcados em sete canoas com a incumbência de proceder minucioso levantamento da fisiografia do vale do rio Madeira, percorrer todo seu curso, descobrir suas vertentes, contatar pacificamente com seus habitantes nativos, proceder o levantamento das atividades econômicas e políticas dos colonos e padre lusos, bem como de concorrentes estrangeiros, saiu de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, em 11 de novembro de 1722, chegou a foz do rio Madeira no 02 de fevereiro de 1723, prosseguindo rio acima, estacionando no dia 19 desse mesmo mês e ano, em Jumas, instalando um arraial mandando construir uma igreja (dedicada á Santa Cruz de Inlumar), armazém, quartel, casas e seis canoas menores para travessia das cachoeiras. Aí permaneceu aguardando os mantimento solicitados à Belém-do-Pará, os quais chegam em 04 de Junho de 1723, acompanhados pelo padre João Sam Payo – Dia 10 de Junho nomeou Lourenço de Melo, Governador do arraial de Junas e reiniciou a subida ao rio. Dia 22 de Junho chegou a primeira cachoeira a do Aroyo, prosseguindo atingiu as missões espanholas de Santa Cruz no rio Mamoré. Retornando a Belém-do-Pará, a qual alcançou no dia 12 de Setembro de 1723.5 Em 1723 o padre João Sam Payo, fundou a missão de Santo Antônio próximo a foz do rio Jamari, dentro da área, atualmente limitada pelo Estado de Rondônia, mudando-a posterior mente para o lago Cuniã a fim de proteger os índios dos ataques dos indígenas adversários e dos aventureiros que trafegavam pelo rio Madeira. Os Muras, Parintintins e Caripunas detiveram a expansão das missões jesuíticas na cachoeira de Santo Antônio obrigando os padres, colonos e indígenas aliados destes, a recuarem até o próximo a foz do rio Jamari nas vizinhanças do rio Beata; daí se deslocando até a foz do rio Jí-Paraná, na qual instalaram a missão de Camuam, sendo dessa desalojados em decorrência dos constantes ataques dos indígenas, bem como surto de doenças debilitando-os. Abandonaram o local deslocando-se rio abaixo até a missão de Trocano (atual cidade de Borba), na qual os padres dispunham de recursos bélicos para se defenderem, inclusive dois pequenos canhões. Enfrentando a hostilidade dos indígenas os padres prosseguiram o trabalho catequético de aldeando, e pacificação das nações aborígines, com vista a consolidar a ocupação lusa no vale do rio Madeira, em observação à política de expansão territorial no continente americano, disposta pelo governo metropolitano português. Consoante ao alcance desse objetivo, o padre João Sam Payo em 1728 explorou os baixos e médio cursos do Jamari. Organizou uma expedição qual subiu o rio Madeira alcançando a cachoeira Aroya (Santo Antônio), daí prosseguindo vencendo as cachoeiras, saltos e corredeiras dos Macacos, Laguerites (Teotônio), Morrinhos, Calderao do Inferno, Jirau, Três Irmãos, Paredão e Perdeira, atingindo a foz do rio Ferreiro por esse subindo até próximo a sua nascente, onde encontraram uma missão de padres jesuítas espanhóis. Retornando ao Madeira, penetrou no rio Abunã, afluente desse pela margem esquerda, retrocedendo da cachoeira de Fortaleza, prosseguindo sua rota Madeira acima, atravessando cachoeiras e saltos de Araras, Periquitos, Ribeirão, Misericórdia, Chocolatal, Madeira, passando pela foz do rio Beni e penetrando no rio Mamoré atravessando neste as cachoeiras de Lages, Pau Grande Bananeiras, Guajará-Açu e Guajará Mirim, seguindo até a foz do rio Guaporé por este prosseguindo até alcançar os arraias de cata de ouro do bandeirantes paulistas no alto curso desse rio, onde retornou à sua missão no médio Madeira. Tanto no percurso de ida como no de retorno os expedicionários mantiveram os possíveis contatos com os indígenas na tentativa de captar sua mensagem e os convencer a se tornarem aliados e súditos do rei de Portugal, bem como a aceitarem habitar em missões e a seguirem os procedimentos da santa igreja católica apostólica romana. No ano de 1727, anterior a citada expedição, o padre João Sam Payo, estabeleceu na margem direita do rio Madeira em frente à cachoeira do Aroya, a missão de Santo Antônio das Cachoeiras a qual teve curta duração sendo arrasada pelos indígenas. Em face permanente estado de beligerância do Muras atacando e destruindo aldeamentos jesuíticos, povoamentos coloniais e embarcações dos comerciantes droguistas do sertão, o padre provincial da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, solicitou ao rei de Portugal que fosse declarada "guerra justa" à nação Mura, a qual ocorreu entre 1738/1739.Porém em Carta Régia de 10 de março de 1739, Dom João V. Monarca Português determinou a suspensão das hostilidades por considera-las injustas e desnecessárias, tendo em vista que essa guerra tinha como finalidade deixar livre de quaisquer empecilhos a redondeza comercialização de cacau e outras especiarias, exercidas pelos padres jesuítas no vale do rio Madeira e nos dos seus afluentes principalmente dos rios Jamari e Ji-Paraná. Os Muras permaneceram oferecendo resistência à ocupação lusa no vale do rio Madeira. Mesmo assim no decorrer dos séculos XVII e XVIII, foram fundadas várias missões e povoados tais como: Tupinambarana (1669), Abacaxis, Paranaparixana, Onícoré, Tarerise, Tocano, Canumã e Iruris (missões no baixo Madeira), o núcleo colonial de Jumas fundado pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1723), Santo Antônio, Cuniã, Beata, Santo Antônio das Cachoeiras e Camuan (missões no médio Madeira, de efêmera duração, destruídas pelos indígenas). O governo criou núcleos coloniais com destacamento militar, estes para protegerem os colonos, evitarem o contrabando de ouro, cobrarem os quintos devidos ao rei e auxiliarem os navegantes nas travessias das cachoeiras sendo eles: São João do Crato presídios de degredados portugueses (atual São Carlos); Nossa Senhora da Boa Viagem do Salto Grande (ch* de Teotônio); Balsemão (ch Jirau); São José de Monte Negro (ch de Ribeirão). As missões e os povoados no médio e alto curso do rio Madeira, situavam-se em espaço atualmente delimitado pelo estado de Rondônia. O rio Madeira era via natural de transporte entre a Vila Bela Santíssima Trindade a capital do ouro, vale do alto rio Guaporé e Santa Maria de Belém-Grão-Pará, na foz do rio Amazonas, o ponto mais próximo à Lisboa na Europa. A ligação entre esses dois núcleos urbanos era feita pela Companhia de Navegação do Maranhão e Grão Pará (estatal) detentora do monopólio da navegação na rota fluvial Amazonas/Madeira/Mamoré/Guaporé, rota oficializada pela Carta Régia de 14 de novembro de 1752, competindo-lhe com exclusividade o abastecimento com os produtos importados e o escoamento da produção de ouro das minas de Vila Bela de Mato Grosso, no Vale do rio Guaporé. Anterior à supracitada Carta Régia, a rota que oficializou, havia sido percorrida em 1724 pelo sargento-mor João Azevedo, de Belém-do-Grão-Pará à Vila Bela Trindade em Mato Grosso; por Felix de Lima em 1742, em sentido contrario Vila Bela /MT - Belém/PA e por Luís Fagundes Machado em 1749, realizando o levantamento cartográfico da Amazônia Ocidental (Belém/PA – Vila Bela/MT). Esta expedição teve a maior relevância etnográfica e política, visto Ter proporcionado o encontro no vale do alto Guaporé, dos mamelucos lusos-paraenses vindos do Norte, com mamelucos lusos-paulistas vindos do Sudeste, fechando o circulo geográfico que estabelecia a Oeste, as pretensões territoriais portuguesa na América do Sul. Em 1779 vindos de Belém-do-Grão-Pará, Luiz Fagundes Machado e José Gonçalves Fonseca, sobem o rio Madeira rumo a Vila Bela/MT,demorando-se cinquenta e três dias na travessia das cachoeiras. Entre 1781 e 1782, esteve percorrendo o rio Madeira até alcançar Vila Bela/MT, A Comissão de demarcação de limites entre as colônias portuguesas e espanholas, da qual participavam o Capitão Ricardo Lacerda Franco de Almeida Serra e o engenheiro João Lacerda e Almeida. Chefiando a expedição filosófica, Alexandre Rodrigues Ferreira de Gusmão, em 1788 esteve no rio Madeira a caminho de Vila Bela/MT O termino do século XVIII o curso e o seu vale já eram bastante conhecidos, o primeiro por ser integrante da rota fluvial de abastecimento dos arraias auríferos do alto Guaporé e Vila Bela/MT e de exportação do ouro desses para Portugal via Belém-do-Grão-Para e o segundo por ser área rica em especiarias vegetais (as drogas do sertão) de alto valor comercial, principalmente o cacau nativo. Fonte: Abnael Machado de Lima/Gentedeopinião Atividades 1. Explique o levou a organização da bandeira no Grão Pará: 2. Descreva sobre a missão de Santo Antônio: 3. Cite as missões fundadas no Vale do Rio Madeira, mesmo ocorrendo resistência por parte dos nativos: 4. O Capitão Ricardo Lacerda Franco de Almeida Serra e o engenheiro João Lacerda e Almeida participaram de que missão, em que ano e com qual objetivo? Descreva: 5. O rio Madeira era via natural de transporte entre quais locais no período de povoamento e ocupação dos vales do Madeira, Mamoré e Guaporé? Explique: 6. O termino do século XVIII o curso e o vale do Rio Madeira já era muito conhecido, isso aconteceu devido a que? Explique: 7. Que motivo levou o governo criar núcleos coloniais? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Aula 07 A EXPLORAÇÃO DO LÁTEX – 1° E 2° CICLO BORRACHA – atrai nordestinos A Amazônia é novamente descoberta como fonte de imensa riqueza na metade do século XIX. Encerrado o Ciclo do Ouro, tem início o Ciclo da Borracha que representa um dos maiores processos migratórios da região. Através dele vieram para região milhares de nordestino expulsos pela seca de 1877. O Primeiro ciclo que resultaria mais tarde na Guerra do Acre (1903) e possibilitaria no segundo ciclo, a criação do Território de Guaporé (1943). Em sua primeira fase (1911-14), o Brasil ocuparia a posição de maior produtor de borracha silvestre do mundo tendo como concorrente seu vizinho, a Bolívia. Esta república tinha uma grande desvantagem em relação ao Brasil, seus seringais ficavam na parte oriental dificultando o escoamento do produto para o Oceano Atlântico. Em 20 de abril de 1867, Brasil e Bolívia assinam o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição; assim começa o processo que desencadearia mais tarde a construção de uma estrada de ferro ligando o Madeira ao Mamoré, um projeto boliviano. Mesmo assim, a proximidade destas duas potências produtoras de látex – matéria-prima da borracha – na mesma região, onde futuramente seria o Acre, daria origem a Guerra do Acre, liderada pelo ex-major do Exército Plácido de Castro. Com a vitória do Brasil, nessa luta, a região passa a fazer parte do nosso território e novamente é assinado um tratado com a Bolívia, o Tratado de Petrópolis (1903), e o Brasil assume a responsabilidade de continuar a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Primeiro Ciclo A Bolívia, em 1846, necessitava da abertura de uma rota para exportar a borracha produzida, na parte oriental de seus seringais, ao Oceano Atlântico. Dois projetos são elaborados para solucionar este problema: · A primeira opção seria uma rota fluvial entre os rios Madeira e Mamoré; · A segunda uma ferrovia que seria construída na margem direita do Madeira até a localidade de Santo Antônio. O governo boliviano prefere a primeira alternativa e o engenheiro-militar, inglês, George Earl Church, recebe o encargo de fundar uma empresa de navegação entre os rios. Surge então a National Bolivian Navigation Company que não chega a ser finalizada. Os bancos da Inglaterra, financiadores do projeto, não aceitam financia-lo, eles tinham maior interesse na construção da ferrovia, um interesse profundamente financeiro, pois, a Inglaterra era nesse período a produtora mundial de vagões e locomotivas, controlando também toda a importação da borracha produzida na Amazônia. Têm início os projetos de construção da ferrovia que ligaria o Rio Madeira ao Mamoré. Esta primeira empreita seria feita ainda pelo Earl Church. As notícias sobre as riquezas da borracha já haviam atraído, para a região, centenas de nordestinos que invadiam até os seringais do território boliviano e não era somente esses trabalhadores que ocupavam a área, prisioneiros e exilados políticos do Brasil começavam a desbravar o local, explorando às seringueiras. Devido à procura crescente pela preciosa matéria prima, os seringalistas passaram a exigir sempre maior produção dos seringueiros, fato que os obrigavam a trabalhar mais tempo na extração, e não podiam plantar lavouras de subsistência. O seringueiro ficou dependente do sistema de barracão, isto é, estava forçado a abastecer-se no barracão do seringalista. Este manipulava o valor pago ao extrator do látex e superfaturava os preços das mercadorias do barracão, com duplo resultado: lucros sempre maiores e endividamento dos seringueiros, que garantia a produção e ficava preso ao patrão por não conseguir nunca pagar suas dívidas. Os seringalistas tinham suas fontes de abastecimento em Manaus e Belém, e os alimentos eram importados. Assim, com o fim do Ciclo da Borracha, toda essa imensa multidão de trabalhadores foi entregue à própria sorte. Atividades: 1. Quais foram os primeiros imigrantes que chegaram para o surto extrativo da borracha? 2. Como ficou a situação do Brasil no 1º Ciclo, quanto a produção da borracha? 3. Que tratado e assinado entre Brasil e Bolívia onde o Brasil assume a responsabilidade de continuar a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré? 4. O que era o Sistema de Barracão? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Aula 08 O SEGUNDO CICLO DA BORRACHA 1942 -1945 - 2ª Guerra Mundial O Brasil perdeu sua supremacia como produtora de borracha para as colônias inglesas na Ásia, terminando assim o primeiro Ciclo da Borracha. Em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, inicia o segundo Ciclo da Borracha. Os Estados Unidos impossibilitados de alcançar os seringais asiáticos, redescobrem a Amazônia. Eles necessitavam desse produto para a produção dos pneus utilizados nos veículos na frente de combate. Brasileiros, principalmente, os do Nordeste, são atraídos para lutar na “Guerra Verde”, na Amazônia. O inimigo armado não existia, na verdade a luta era contra as doenças tropicais e os maus tratos do governo. O Brasil volta a posição de maior produtor de borracha do mundo, com a assinatura do tratado de Washington (1941), firmado entre o Brasil e Estados Unidos, durante o Governo de Getúlio Vargas. Este fato proporcionou o retorno populacional e um grande impulso econômico, esse pedaço da Amazônia voltava a despertar interesses internacionais. O presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt e o presidente do Brasil Getúlio Dorneles Vargas, assinaram os Acordos de Washington ( 1942), pelo qual o Brasil comprometia-se a reativar os seringais amazônicos, através de uma operação conjunta com os EUA. O Brasil entrou com os seringais, mão-de-obra e 58% de capital para a criação do Banco de Crédito da Borracha. Os EUA entraram com 42% de capital para o Banco de Crédito da Borracha e, forneciam meios para a produção, transporte e escoamento. Inicialmente, os norte-americanos investiram 5 milhões de dólares para serem aplicados pelo Instituto Agronômico do Norte, nas pesquisas científicas para a melhoria e fomento da produção e mais 5 milhões de dólares para o saneamento a ser feito pela Fundação Rockfeller. Esses acordos proporcionaram à região, a montagem de um esquema logístico institucional do qual participou ativamente o governo brasileiro com o apoio norte-americano, abrindo-se muitas frentes operacionais e estratégicas na área. Os objetivos, no entanto, de um e de outro governo, eram em certo ponto conflitante, os norte-americanos tinham seus interesses marcado pela urgência e pelo prazo curto, enquanto o governo brasileiro tinha o interesse voltado para o permanente e o duradouro desejo de manter na Amazônia uma política de desenvolvimento. Com o apoio financeiro dos EUA, o governo brasileiro montou uma infraestrutura que possibilitou aos seringais uma expressiva produção. A infraestrutura criada foi a seguinte: SEMTA ( Serviço de Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia) e CAETA ( Comissão Administrativa de Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia) com o objetivo de recrutar, encaminhar e colocar trabalhadores, principalmente nordestinos, nos seringais, sob a supervisão do Departamento Nacional de Imigração. SAVA ( Superintendência de Abastecimento da Vale Amazônico) que fazia o abastecimento direto dos seringais com gêneros de primeira necessidade. RRC ( Rubber Reserve Company) que passou a posteriormente a denominar-se RDC ( Rubber Devenlopment Company) encarregada de transporte de passageiros e de suprimentos através da SAVA. SESP ( Serviço Especial de Saúde Pública): foi criado para promover o melhoramento urbano, o combate a Malária e o saneamento Banco da Borracha-1942 : Que realizava operações de crédito, fomento à produção e financiamento aos seringalistas. O Banco exercia o monopólio da compra e venda da borracha. Criação de Territórios : Território do Guaporé ( hoje Rondônia), Rio Branco ( hoje Roraima) e Amapá, em 1943, iniciando-se assim o processo de reorganização do espaço político amazônico. O movimento migratório da Batalha da Borracha, que se desenvolveu no decorrer dos anos de 1941 e início de 1943, adquiriu um novo colorido com a chegada a partir de 1943 e durante os anos de 1944/1945, de novos contingentes humanos, os nordestinos que ficaram sendo conhecidos como soldados da borracha. A diferença entre essas duas correntes de migrantes era flagrante, enquanto a primeira se constituía na sua maioria de cearenses que se deslocavam do interior. A partir de 1943 até 1945, provinha dos centros urbanos, geralmente composta de homens solteiros ou desgarrados de sua parentela, muito deles desempregados ou sem profissão definida, vinham para a Amazônia pelo simples sabor da aventura e para fugir à convocação para a FEB (Força Expedicionária Brasileira) que lutava na Itália. Com o término da Guerra em 1945, foram liberadas as plantações de borracha da região asiática, cessando o interesse norte-americano pela borracha produzida na Amazônia, que passou a acumular em estoques crescentes, já que o mercado interno não tinha capacidade de absorver toda a produção. A tentativa de produzir borracha ainda permaneceu até os idos de 1960. A partir desta data, paulatinamente a produção de borracha cai, ocasionando o fim desse ciclo. 2º Ciclo da Borracha- Nº de Migrantes Nordestinos Ano Homens Mulheres Total 1941 13.910 8.267 22.177 1942 17.928 9.023 26.951 1943 24.399 9.419 33.818 1944 27.139 10.287 37.426 1945 21.807 9.959 31.766 Total 105.183 46.955 152.138 Fonte: Benchimol, Samuel.Amazônia: um pouco antes-além depois. **1858: Entrada de nordestinos para os seringais do rio madeira e Purus: 5000 pessoas. Atividades 1. O segundo ciclo da borracha se deu em decorrência de que? 2. Quais eram os objetivos de um e do outro no acordo feito? 3. Como ficaram conhecidos os nordestinos que vieram para retirada da borracha? 4. Em que ano mais vieram migrantes nordestinos para o 2º ciclo da borracha? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ AULA 09 – Revisão; Aula 10 - Avaliação Comment by aparecida conceição: sim Comment by aparecida conceição: . AVALIAÇÃO BIMESTRAL 2° BIMESTRE Aula 01 O Tratado de Petrópolis e a questão do Acre x Estrada de F.M.M Ao estudarmos o Primeiro Ciclo da Borracha, dois tratados destacam-se: Tratado de Ayacucho, assinado em 1867, e o Tratado de Petrópolis 1903. Ambos surgem como iniciativasdiplomáticas que objetivavam contornar os litígios existentes entre Brasil e Bolívia nesta longínqua região que se tornara alvo dos interesses internacionais em função de seus ricos e vastos seringais. O Tratado de Ayacucho de 1867, conhecido também como Munhoz Neto, foi promovido dentro do contexto da Guerra do Paraguai 1864-1870. O Brasil, em função da conjuntura da guerra, precisava se aproximar da Bolívia, o que ocorreu quando da aprovação deste tratado que também ficou conhecido como: tratado de navegação, amizade, limites, fronteiras e extradição. A Bolívia, por sua vez, concedia um vasto território que percorria a margem esquerda do rio Madeira entre Calama, a jusante do rio Madeira um povoado de Humaitá, a montante do rio Madeira em Vila Murtinho, hoje Vila Nova do Mamoré. Antes do tratado a margem esquerda, referente ao trecho citado no rio Madeira, era então boliviana. Outra questão importante também no tratado era que já se negociava a construção de uma ferrovia superando as cachoeiras e corredeiras do Madeira, para o transporte e posterior comércio da borracha. A questão da ferrovia será ratificada pelo Tratado de Petrópolis em 1903. Com o advento da borracha, milhares de nordestinos foram aliciados com o objetivo de resolver o problema da falta de mão de obra nos seringais. Problemas relacionados à seca que historicamente assolam a região nordestina, aliada à falta de emprego e renda, tornaram esses pobres trabalhadores um alvo fácil para os aliciadores pagos pelos Coronéis de Barranco, nome dado aos grandes latifundiários proprietários dos seringais na Amazônia. Os pobres coitados chegavam acabados, esfarrapados, famintos, doentes e mal vistos, rapidamente distribuídos para as colocações, nome dado às localidades onde eram assentadas as famílias. Os novos visitantes logo percebiam a realidade cruel da nova vida em meio à imensidão verde. Lentamente aprendiam a lidar com a floresta e seu universo, a vida difícil seguia o ritmo moroso das águas desses rios preguiçosos, onde remo e canoa eram como que uma extensão de seus braços e pernas, os rios eram as estradas, principais caminhos amazônicos. As terras que um dia se chamariam Rondônia começaram receber pessoas, as margens dos rios foram ocupadas, Guaporé, Mamoré, Madeira, Cabixi, Piolho, Corumbiara, Jamari, Jacy, Machado, Pimenta etc. Todas as localidades dessa terra receberam as marcas dessa nova atividade econômica. Os novos homens aprendiam também a utilizar a faca de cortar seringa, manipular as ervas, a poronga e todo o processo de defumação da borracha na montagem das pelas. Os homens e mulheres eram inseridos em um mundo diferente onde as normas eram impostas pelos Coronéis de Barranco, seus jagunços a floresta equatorial e seus profundos mistérios. O ponto de encontro era o barracão, uma espécie de bodega onde os seringueiros comercializavam a borracha e onde os preços favoreciam sempre ao Coronel de Barranco, causando uma eterna dependência econômica. Foi nesse contexto, que os trabalhadores dos seringais, acabaram por invadir a Bolívia, gerando um grave problema diplomático, envolvendo as fronteiras de cada país. Com a incapacidade de promover seus seringais e deles extrair lucros, a Bolívia decidiu arrendar a região do “Aquiri”, como era conhecido o Acre, para um agrupamento empresarial multinacional, formado por belgas, franceses e americanos, entre outros. Após alguns conflitos em que se destacaram as figuras de Galvez, “O Imperador do Acre” e Plácido de Castro “O Libertador do Acre”, a questão se resolveu através da assinatura do “Tratado de Petrópolis”, em 1903. Segundo o tratado, o Brasil, que foi representado pelo Barão do Rio Branco, se comprometeu a pagar a Bolívia, dois milhões de libras esterlinas, e a construir a Estrada de Ferro Madeira Mamoré para que a mesma tivesse uma saída rumo ao oceano Atlântico, transportando assim os seus produtos. Outro problema surgiu, o Brasil teve ainda que pagar uma outra indenização no valor de 114 mil libras esterlinas, em função do arrendamento da área em litígio, ao Bolivian Sindicate que nunca atuou na região. O Brasil assumiu o compromisso de construir a ferrovia. Logo deu início ao processo licitatório, para o mais rápido possível entregar a obra e ficar bem com seu vizinho, a Bolívia. Uma licitação foi aberta para que se contratasse a empresa construtora da Ferrovia. O vencedor da licitação foi o brasileiro Joaquim Catramby, que logo repassou a concessão ao mega empresário, o norte americano Percival Farquar, que era conhecido como o “Dono do Brasil”, pois possuía vários e grandiosos empreendimentos em diferentes regiões no nosso país. A Estrada de Ferro Madeira Mamoré, era apenas mais um dos vários empreendimentos do Grupo Farquar no Brasil. Fraudes, negociatas e corrupção, marcaram os negócios que envolveram a Estrada de Ferro Madeira Mamoré desde o seu início. AULA 02 TRATADO DE PETRÓPOLIS A partir de 1874, diversas comissões trabalharam na demarcação da fronteira internacional brasileira. As terras na região do Acre, espaço considerado boliviano pelos tratados de Madri, santo Ildefonso e Ayacucho, ocupada por seringueiros brasileiros, gerou um dos grandes conflitos entre os seringueiros e as autoridades bolivianas no final do século XIV e início do século XX. O Brasil contava com o apoio do Peru e os conflitos foram resolvidos por via diplomática, com a atuação do Barão do rio Branco. Outros mapas aqui Após longas negociações entre os governos brasileiro e boliviano, em 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis. Por esse tratado, a Bolívia renunciou às terras do atual estado do Acre e ganhou a construção de uma ferrovia no trecho encachoeirado do Rio Madeira, porém em Território Brasileiro, o que facilitaria o transporte de suas mercadorias e o escoamento da sua produção. Assim a Bolívia ( pelo trajeto Rio Mamoré-ferrovia-rios Madeira e Amazonas) chegava ao Oceano Atlântico. Para Rondônia, por esse tratado, foi construída a ferrovia Madeira-Mamoré. Por esse tratado, o Brasil pagou à Bolívia 2 milhões de libras esterlinas em indenização e comprometeu-se a construir uma estrada de ferro para superar o problema das cachoeiras do Rio Madeira, partindo de Santo Antônio até Guajará-Mirim. No final do século XIX, quando a Bolívia perdeu para o Chile territórios que davam acesso ao Oceano Pacífico, cresceu a reivindicação da alternativa de transporte na área encachoeirada do Madeira. Finalmente a construção da Ferrovia – A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – teve início em 1907 e terminou em 1912. As obras foram realizadas por um consórcio de norte-americanos, encabeçado por Percival Farquihar, empresário que já monopolizava vários negócios no Brasil. O ponto inicial, previsto para ser em Santo Antônio do Rio Madeira, foi rejeitado pela concessionária por falta de estrutura básica e sanitária, sendo transferidos para um ponto sete quilômetros rio abaixo, onde surgiu Porto Velho. Guajará-mirim, no Rio Mamoré, abrigou o ponto final, numa extensão total de 365 quilômetros. No auge da borracha, a mão de obra local estava toda a serviço da extração do látex. Por isso, o recrutamento de grande número de trabalhadores necessários para a construção da ferrovia teve que ser feito fora da região e até do Brasil. A construtora da ferrovia optou por “importar” (termo usado para o recrutamento no exterior) os barbadianos utilizados com sucesso em outros empreendimentos na América Central. Por barbadianos se entendiam os negros de barbados, Trinidad, Jamaica, Santa Lúcia, Martinica, São Vicente, Guianas e Granada. Esses Vigorosos negros constituíram cerca de um terço do contingente de trabalhadores braçais da ferrovia. Seguiram-se espanhóis, brasileiros, portugueses e, em menor número, gregos, italianos, franceses, hindus, húngaros, polacos e dinamarqueses. Das quase 22 mil pessoas (trabalhadores braçais e técnicos) que trabalharamna construção da estrada de Ferro Madeira-Mamoré, entre 1907 e 1912, mais de 1500 morreram de doenças, acidentes nas obras e outros motivos. A maioria dos construtores da EFMM deixou a região no final das obras, pois em 1912, Porto Velho contava com apenas 800 habitantes. Por outro lado ao longo da ferrovia, tinham surgido novos núcleos de colonização, onde muitos devem ter se estabelecido. (Apostila - EJA - História Rondônia) Atividades 1- 1 Que porção de terras, hoje brasileira, ficou com a Bolívia pelo Tratado 2 de Ayacucho (1867)? 2- 2 Por que foi assinado o Tratado de Petrópolis? 3- 3 Como o Brasil e a Bolívia resolveram a pendência? 4- Qual a data de início e término da EFMM? 5- Em qual cidade de RO. foi o ponto final da EFMM e qual sua extensão total? 6- Com todos os trabalhadores no serviço da extração do látex, quem o Brasil importou pra fazer o serviço "braçal" na construção da EFMM? 7- Quantos dos trabalhadores da EFMM, morreram e de que? AULA 03 O CICLO FERROVIÁRIO – A CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ No final da guerra Bolívia e Chile, a borracha valorizava-se. O governo boliviano não tinha recursos para explorar os seringais do Acre, já invadidos por brasileiros nordestinos. Quando a Bolívia tentou recuperar sua soberania, sofreu a revolta do acreano e se viu obrigada a desistir das terras mediante indenização de 2 milhões de libras esterlinas. A transação abriu caminho para a assinatura do Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903. O governo brasileiro assumiu, formalmente, o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com liberdade de trânsito por essa ferrovia e pelos rios brasileiros até o Oceano Atlântico de produtos bolivianos. A Bolívia daria ao Brasil a área de 191 mil metros quadrados, referente ao atual estado do Acre. Obrigado pelas disposições do Tratado, o governo brasileiro toma as providências iniciais para a retomada da construção da estrada de ferro, contornando as cachoeiras do alto rio Madeira, partindo de Santo Antônio até Guajará-Mirim. EFMM - O desafio da construção Encurralada entre os Andes e os desertos do Gran Chaco e refém do Chile e do Peru, na dependência absoluta do escoamento da produção de seus produtos, a Bolívia percebeu, em 1860, a necessidade da construção de um porto no Rio Madeira para comunicação direta com o Atlântico. A primeira ideia de uma ferrovia na Amazônia, ao longo dos trechos encachoeirados do Madeira, foi apresentada pelo general boliviano Quentin Quevedo, em 1861. Cinco anos mais tarde, época da Guerra do Paraguai, o Brasil resolveu entrar em entendimento com o governo da Bolívia. “Em 1866, a ligação de Mato Grosso com o Atlântico ganhou importância para o Brasil, já que o conflito na bacia do Prata praticamente interditou seus rios à navegação brasileira” – diz textualmente Manoel Rodrigues Ferreira em “A Ferrovia do Diabo”. Mapa de 1969 Em 1867, a Bolívia se mostra atraída. Decide ficar do lado brasileiro. A abertura de uma saída através do Madeira serviria também para escoar o ouro e a prata andina, além da borracha. Surgiu então o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, em conseqüência veio a criação da Madeira Railway Co. Ltda. Aula 04 Desafio da Construção Veio da Inglaterra a Public Works, empresa que iniciaria a construção da Estrada de Ferro batizada com o nome Madeira Mamoré. No dia 6 de julho de 1872 chega à Cachoeira de Santo Antonio, o primeiro grupo de engenheiros ingleses. “Era o homem tentando subjugar as hostis imposições do meio ambiente escapar ao determinismo geográfico da mais emaranhada rede hidrográfica do planeta” – analisa o historiador Esron de Menezes. A formação rochosa e o pântano na região faziam os trabalhadores acreditarem que mesmo dispondo de todo o dinheiro do mundo e a metade de sua população, seria impossível construir a estrada. A Public Works desistiu da construção e entrou com ação indenizatória contra o governo brasileiro perante à justiça londrina, alegando que a obra havia sido mal exposta, principalmente quanto a extensão da estrada e que a zona era um antro de podridão onde os seus homens morriam feito moscas. Com a desistência da Public Works, o governo contrata a empresa americana P&T Collins. Logo no início os americanos perdem na viagem 700 toneladas de material e oitenta pessoas morrem afogadas num naufrágio. Homens são vitimados por febres e calafrios, disenteria, varíola e pneumonia. Italianos, trazidos para o trabalho, sob ameaça de morte, se rebelam e fogem para a floresta. Anotações da época dão ideia da tragédia: “Na calada da noite, apavorados, setenta e cinco italianos abandonaram o acampamento, penetraram na espessa floresta amazônica, e tomaram o rumo da Bolívia. Desapareceram no meio da mata, e nunca mais ninguém soube deles: se morreram de fome, de doenças, ou devorados pelos índios. A espantosa tragédia que viveram naquela região Amazônica jamais seria contada, nenhum sobreviveria, permaneceria, para sempre, desconhecida do mundo civilizado”. Em quatro meses de trabalho apenas quatro quilômetros de trilhos haviam sido construídos. Assim como os ingleses, os americanos falham. Alguns trabalhadores desceram os rios Madeira e Amazonas chegando em estado precário à Belém (PA). De acordo com testemunhos colhidos por Amizael Gomes da Silva, eles dormiam de favor e durante o dia pediam esmolas para o alimento. Os que teimaram em ficar na cachoeira de Santo Antônio foram atacados pelos índios. No dia 19 de agosto de 1879, a construção foi suspensa. Os sete quilômetros de estrada construída, uma locomotiva, três maquinários e as sepulturas de americanos, irlandeses, italianos e brasileiros foram abandonados. Thomas Collins, o empreiteiro, voltou para os Estados Unidos na miséria e viu a esposa morrer num hospital para loucos. 1. (IDARON-RO, Funcab - Fiscal de Defesa Sanitária - 2008) A construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré não é um fato que se restringe aos séculos XIX ou ao XX. Já no século XVIII, Dom Francisco de Souza Coutinho se defrontou com a necessidade de construir uma estrada para vencer a parte não navegável do rio Madeira. Posteriormente, outros pensaram também na necessidade de vencer o trecho encachoeirado do mesmo rio. Essa situação só veio a ter solução no século XX, com a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré em 1907.Assinale a opção correta:* A ) a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré tornou-se possível pela eficácia da P.&T. Collins; B ) devido à eficiência da empresa Dorsay e Caldwel, a construção da estrada de ferro foi efetivada; C ) a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré foi, realmente possível, devido a ação da empresa Public Works; D ) a responsabilidade pela construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré coube à May, Jekyll &Randolph; E ) só foi possível tornar o sonho da estrada de ferro uma realidade após a Dorsay e a Public Works assumirem a sua construção. 2. (SESAU-RO, Funcab - Médico - 2009) A ferrovia Madeira-Mamoré, importante ponto de escoamento da produção da borracha no início do século XX, encontra-se atualmente quase toda abandonada. A construção dessa ferrovia no território de Rondônia deveu-se, entre outros motivos à: A ) necessidade de povoar a Amazônia; B ) desordenada demanda populacional; C ) produção de látex no Sudeste Asiático; D ) ocupação de asiáticos e europeus; E ) ocupação pelos seringueiros do território boliviano. 3. No início do século XX, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré influenciou o aparecimento dos primeiros núcleos urbanos no território que viria a se tornar, em 1982, o estado de Rondônia. No contexto geográfico e histórico imediato ao funcionamento dessa ferrovia, surgiram os seguintes núcleos urbanos: A) Vilhena e Porto Velho. B) Ji-Paraná e Cacoal. C) Vilhena e Cacoal. D) Porto Velho e Guajará-Mirim. E) Ji-Paraná e Guajará-Mirim. 4. (SESAU-RO, Funcab - Técnico em Enfermagem - 2009) A construção daferrovia Madeira-Mamoré, situada no Estado de Rondônia, beneficiou o Brasil e outro país da América do Sul. Este país é:* A ) Bolívia; B ) Peru; C ) Chile; D ) Paraguai; E ) Argentina. 5. (SESAU-RO, Funcab - Assistente Administrativo - 2009) A construção da ferrovia Madeira-Mamoré, onde hoje é o Estado de Rondônia, resultou de um acordo feito entre Brasil e Bolívia em 1903. Esse acordo ficou conhecido como o Tratado: A ) de Guaporé; B ) da Amizade; C ) de Navegação; D ) Amazônico; E ) de Petrópolis. 6. Na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré predominou:* a. ( ) a mão-de-obra estrangeira, principalmente os barbadianos. b. ( ) a mão-de-obra escrava africana. .c.( ) a mão-de-obra nordestina. .d.( ) a mão-de-obra indígena. 7. No dia 17/11/1903, o Brasil e Bolívia assinam o Tratado de Petrópolis. Esse tratado tinha como objetivo principal... a construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, entre as cidades de Porto Velho e Guajará - Mirim. a construção do Forte de Bragança. a construção da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré, entre as cidades de Ariquemes e Guajará-Mirim. a construção do Real Forte Príncipe da Beira. 8. A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré teve como uma de suas causas: A Guerra do Paraguai, vez que, com a guerra, o Brasil ficou impedido de trafegar pela Bacia do Prata, tendo então que escoar os seus produtos pelo Rio Madeira A Guerra da Cisplatina, que impossibilitou a navegação do Rio Prata. A Guerra do Uruguai. A necessidade de transportar a cassiterita 9. Muitos consideram a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré como precursora da rodovia BR-364. O início da sua construção está vinculado ao Tratado de Petrópolis que resolveu as disputas territoriais entre o Brasil e a Bolívia, ficando a construção da ferrovia como contrapartida para concretizar uma aspiração boliviana no que diz respeito ao problema de: a) realizar a ligação ao Pacífico. b) integração ao Centro-Oeste. c) acessibilidade ao rio Amazonas. d) escoamento de sua produção mineral. e) ocupar a fronteira como Peru. 10. Mão-de-obra predominante na construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré:* Italianos. Indígenas Barbadianos Nordestinos AULA 05 ASPECTOS POPULACIONAIS DE RONDÔNIA População Rural e Urbana Em 1950, dos 36.935 habitantes de Rondônia, 23.119, portanto mais de 60%, moravam na zona rural, em pequenas propriedades de lavoura de subsistência ou espalhados pelas áreas extrativistas. Essa predominância do rural sobre o urbano continuou, embora decrescendo, até os anos de 1980. O Censo de 1991 revela uma inversão muito grande, quando os citadinos somam 58,2% da população do estado. Em 2000, mais de 60% dos rondonianos habitavam em cidades ou núcleos urbanos. Mesmo assim, em relação ao Brasil, a taxa de urbanização de Rondônia ainda é baixo: 64% contra 81% da população brasileira que vive as áreas urbanas. Observe a evolução da população rural/urbana no quadro a seguir. Nele, você também tem uma visão do vertiginoso crescimento populacional do estado dos anos de 1970 a 1990. AULA 06 A população indígena dos Vales rios Madeira, Mamoré e Guaporé O avanço português pela Amazônia em direção aos rios Madeira, Mamoré e Guaporé promoveu o encontro com dois tipos de grupos indígenas: - os habitantes originários e - antigos e os povos que migraram para a Amazônia em fuga do avanço europeu no litoral e ainda o primeiro a atingir a bacia do rio Amazonas, recuando de suas povoações do sudeste e nordeste brasileiro. No rio Amazonas, a nação Tupinambarana era a maior da região,mas não era a única, pois diversos grupos migraram, provocando guerras intertribais pelo controle do território. No rio Madeira, os moradores mais antigos eram os Torá, Mura e Matanawí. Desses o grupo Mura era o mais numeroso e o mais feroz, principalmente reagindo ao avanço portugues no rio Madeira no século VXIII. Esse numeroso grupo ocupava ainda aldeias no rio Negro, Solimões e Japurá. A feroz perseguição sofrida pelos Murá foi causadora do decréscimo de sua população e concentração de seu território no rio Madeira. A origem dos Mura apresenta duas vertentes: - alguns autores acreditam que o rio Madeira tenha sido o seu antigo núcleo de povoação, outros defendem a hipótese que esses indígenas tenham migrado do Peru, fugindo ao domínio espanhol. Índios Mura A derrocada dos Mura foi ocasionada pela aliança entre os portugueses e os Munduruku e as diversas epidemias que assolaram a tribo. Em 1786, alguns grupos Mura pediram paz, tornando-se pacificados durante algum tempo. No final do século XIX o rio Madeira e seus tributários eram ainda fartamente habitados por várias nações indígenas, principalmente os Karipunas, Karitianas e Boca Negra. O rio Mamoré tornou-se refúgio de diversos povos indígenas tais como: Pacaás Novos, Kawahib e Txapakura. Esses índios foram dominados pelos europeus em meados do séc. XVII e reduzidos aos aldeamentos dos colonizadores. Alguns grupos Txapakura entraram em contato com os portugueses no início do séc. XVIII, fugindo para áreas centrais do atual estado de Rondônia, como exemplo os: Urupá e Jaru. Também no séc. XVIII, vários povos indígenas confinaram-se no rio Guaporé e foram utilizados como mão de obra nas minas daquela região, bem como nas lavouras de subsistência e como remadores. Os principais grupos indígenas utilizados no Guaporé foram: Payaguá, Cabixi e Caiapó. Esses grupos não aceitaram a escravidão pacificamente, entrando em conflito com os colonizadores. Já os Borôro e os Pareci foram mais facilmente escravizados, devido sua docilidade. O povo Pareci era originário do rio Mamoré, onde resistiu ao avanço do colonizador. Já no rio Guaporé, o povo Pareci aceitou a domesticação por motivos ainda não devidamente explicados. O primeiro explorador europeu que teria alcançado o vale do rio Guaporé foi o espanhol Ñuflo de Chávez, de passagem entre 1541 e 1542. Ñuflo de Chávez Mais tarde, no século XVII, a região foi percorrida pela épica bandeira de Antônio Raposo Tavares, que, entre 1648 e 1651, partindo de São Paulo, desceu o curso do rio Paraná, subiu o rio Paraguai, alcançou o vale do rio Guaporé, atravessou o rio Mamoré, seguiu pelo rio Madeira alcançando o rio Amazonas, cujo curso finalmente desceu até alcançar Belém do Pará. Escultura representando o bandeirante Antônio Raposo Tavares no Museu do Ipiranga. Altura: 3,50 metros. Tendo ainda alguns missionários se aventurado isoladamente pela região, no século seguinte, a partir da descoberta de ouro no vale do rio Cuiabá, os bandeirantes começaram a explorar o vale do Guaporé. Por esse motivo, em 1748, as instruções da Coroa portuguesa para o primeiro Governador e Capitão General da Capitania do Mato Grosso, Antônio Rolim de Moura Tavares (1751-1764), foram as de que mantivesse - a qualquer custo - a ocupação da margem direita do rio Guaporé, ameaçada por incursões espanholas e indígenas, oriundas dos povoados instalados à margem esquerda desse curso fluvial desde 1743 (a saber: Sant'Ana, na foz do ribeirão deste nome; São Miguel, na foz do rio deste nome; e Santa Rosa, nos campos deste nome, depois transferida para o local onde foi conquistada por tropas portuguesas, na margem direita do rio Guaporé). ATIVIDADES 1. Na época da colonização, a mão de obra indígena era usada na: 2.Os indígenas também despertavam a cobiça de bandeirantes e sertanistas para que: 3. Na década de 1750, a escravização dos índios foi substituída, dando-se preferência: 4. Qual foi o objetivo ao eliminar as práticas locais da escravidão indígena e tentar atrair as populações residentes para sua esfera de influência: 5. Como ficou conhecido, as políticas de indiferença frente aos massacres étnicos promovidos pelos seringalistas, através dos assassinatos das populações indígenas residentes em áreas de exploração da borracha: 6. Qual o primeiro explorador que atingiu o Vale do Guaporé? AULA 07 FESTA DO DIVINO - Tradição que veio de Portugal “A festa acontece noVale do Guaporé atraindo todos os anos pessoas de várias regiões, e relembra a peregrinação criada pela rainha Dona Isabel, esposa do rei português Dom Diniz, nas primeiras décadas do século XIV”. Foto da Festa do Divino - final de 70, começo de 80. A festa do Divino Espírito Santo, em Rondônia, é realizada apenas no Vale do Guaporé, cujos habitantes cultivam com especial cuidado a tradição de origem portuguesa. A festa do Divino mobiliza um grande contingente de cristãos e é conhecida não apenas pela beleza do espetáculo em si, mas, principalmente pelo caráter de religiosidade e fé vivenciada por seus participantes. Esta mesma festividade acontece, em janeiro, em Goiás, mas ao contrário do evento do Centro Oeste, não tem grande repercussão na mídia nacional. É mais uma injustiça contra as tradições culturais-religiosas rondonienses, pois, a Festa do Divino Espírito Santo consegue reunir centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho num memorável espetáculo cristão. Segundo relato de moradores, a Festa do Divino no Vale do Guaporé vem de 1899 e teria sido introduzida na região por Manoel Ferreira Coelho, que ao mudar de Vila Bela da Santíssima Trindade (antiga capital do Mato Grosso), para Ilha da Flores (no Vale do Guaporé), levou a Coroa de Prata que simboliza o Divino, para que fosse devidamente venerada pelos fiéis, através de um sistema de rodízios, estendendo-se desde de então a todas as localidades do Vale do Guaporé a até algumas da Bolívia. A origem A festividade vem das primeiras décadas do século XIV, da pátria de Camões, sendo oficializada na corte portuguesa pela mulher do Rei Dom Diniz, a Rainha Dona Isabel. Naquela época havia a folia do Divino, que se constituía em um grupo de pessoas coletando contribuições de todas as espécies para a realização da festa. O grupo era integrado por músicos e cantores, que levavam a Bandeira do Divino. Na bandeira havia a pomba que simboliza o Espírito Santo. Essa função levava dias, semanas ou até mesmo meses. A parte profana da festa, a folia, foi suprimida por ocasião da criação dos estatutos laborados sob a orientação do bispo missionário da época, Dom Francisco Xavier Rey, responsável também pela revitalização da Festa do Divino que sofreu um período de paralisação. A festa conta com a colaboração de celebridades e seus auxiliares: Imperador e Imperatriz do Divino, Alferes da Bandeira, Capitão do Mastro, Mordomos, Engomadeiras e Secretária da Imperatriz, entre outros, numa reprodução da época. A escolha das pessoas para estas funções e a localidade onde será realizada a próxima festa é feita através de sorteio. Os preparativos mobilizam os foliões durante todo ano. Peculiaridades da festa A tradição portuguesa teve muitas de suas regras adaptadas, em nossa região. Em seu original, a dona da casa que não for casada sob os preceitos da Igreja, não poderia segurar o Cetro, uma tarefa que foi transferida para outra pessoa da casa. Além da união de centenas de pessoas, em um momento de provação e fé a Festa do Divino tem como principal meta da peregrinação a coleta de donativos. As doações dos fiéis são entregues ao pároco local e revertidas em benefício da comunidade. A permanência da tripulação em cada localidade corresponde ao tempo para a coleta desses donativos, considerando-se os dias para completar os 40 dias até a chegada ao local promotor da festa. Os homens e mulheres carregam o mastro da bandeira até a frente da igreja onde a Bandeira do Divino ficará hasteada. Feito isso celebra-se o culto ao Divino. Logo depois da Páscoa, o imperador da festa anterior determina a saída do Barco do Divino. O Imperador e Imperatriz não participam da romaria pelo Vale do Guaporé, aguardam a chegada da Coroa em terra, onde vai acontecer a festa. História e Geografia de Rondônia: D.1 - Estado de RO: SITUAÇÃO POLÍTICA (rondoniaemsala.blogspot.com) AULA 08 "O Estado de Rondônia está localizado na Região Norte do território brasileiro, possui extensão territorial de 237.590,864 quilômetros quadrados, sua área está dividida em 52 municípios. Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), totaliza 1.562.409 habitantes, sendo o terceiro estado mais populoso do Norte brasileiro, atrás do Amazonas e do Pará. O crescimento demográfico é de 1,2% ao ano, a densidade demográfica é de, aproximadamente, 6,5 hab./km². O aumento populacional do Estado deve-se, principalmente, ao fluxo migratório com destino à Rondônia. O primeiro grande movimento migratório ocorreu por volta de 1877, com os nordestinos, em virtude da grande seca. Nos anos seguintes, a busca por oportunidades de trabalho atraíram muitas pessoas para a região. Só na década de 1970, chegaram ao estado 285 mil migrantes. Acompanhe a evolução populacional de Rondônia. 1950 – 39.935 habitantes. 1960 – 70.232 habitantes. 1970 – 111.064 habitantes. 1980 – 491.069 habitantes. 1996 – 1.229.306 habitantes. 2009 – 1.503.928 habitantes. 2010 – 1.562.409 habitantes. Com esse crescimento populacional rápido e composto por muitos imigrantes, Rondônia apresenta grande diversidade em sua população, são imigrantes paranaenses, paulistas, mineiros, gaúchos, capixabas, mato-grossenses, amazonenses, e de vários estados do Nordeste. Sua capital, Porto Velho, possui 428.527 habitantes, apresenta o quarto menor índice de pobreza entre as capitais do Brasil. Outras cidades populosas do estado são: Ji-Paraná (116.610), Ariquemes (90.353), Cacoal (78.574), Vilhena (76.202), Jaru (52.005), Rolim de Moura (50.648). Rondônia apresenta Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,756, sendo o 14° colocado no ranking brasileiro, e o 3° entre os estados do Norte. A mortalidade infantil é de 22,4 a cada mil nascidos vivos, pouco acima da média nacional, que é de 22. Mais de 73% da população reside em áreas urbanas. Conforme dados do último Censo Demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Rondônia soma 1.562.409 habitantes, o que corresponde a aproximadamente 0,8% da população atual do Brasil. Esse é o terceiro maior contingente populacional da Região Norte, atrás somente do Pará e do Amazonas. Rondônia apresenta baixa densidade demográfica (população relativa), com apenas 6,6 habitantes por quilômetro quadrado, sendo, portanto, pouco povoado. O crescimento demográfico, por sua vez, é de 1,2% ao ano, impulsionado pelo fluxo migratório com destino ao estado. Somente na década de 1970, Rondônia recebeu cerca de 285 mil migrantes, oriundos de estados de todas as Regiões do país. A maioria da população de Rondônia reside em áreas urbanas (73,6%); os outros 26,4% habitam áreas rurais. O estado possui 52 municípios, sendo que a capital e a cidade mais populosa é Porto Velho, com 428.527 habitantes. Outros municípios com grande concentração populacional são: Ji-Paraná (116.610), Ariquemes (90.353), Cacoal (78.574), Vilhena (76.202), Jaru (52.005), Rolim de Moura (50.672) e Guajará-Mirim (41.646). O estado apresenta grande diversidade cultural, com influência das tradições indígenas e dos colonizadores portugueses. Entre as diversas manifestações culturais estão a Festa do Divino, Jerusalém da Amazônia, Folia de Reis, Congada, etc. No âmbito social, a população de Rondônia enfrenta alguns problemas, em especial o déficit nos serviços de saneamento ambiental: menos de 40% das residências têm acesso à água tratada e à rede de esgoto. A taxa de mortalidade infantil, apesar de estar em constante declínio, permanece um pouco acima da média nacional, que é de 22 óbitos a cada mil nascidos vivos, enquanto a de Rondônia é de 22,4 para cada mil nascidos vivos. AULA 09 – REVISÃO AULA 10 -AVALIAÇÃO Professora: Aparecida Conceição de Moura Souza – 1° bimestre 2023 image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.png image12.jpegimage13.gif image14.png image15.png image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.png image21.png image22.png image23.png image1.jpeg image24.png image25.jpeg