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VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Professor: Carlos Vasconcelos Alunas: Leidiane Fernandes Sarah Ramos 2024 1 2 3 CUBISMO FUTURISMO EXPRESSIONISMO O QUE FORAM AS VANGUARDAS EUROPEIAS? Tendências artísticas voltadas para uma nova leitura da realidade. Ex. SURREALISMO [...]4 INOVAÇÕES TECNOCIENTÍFICAS Áreas da atividade humana como a Psicanálise, antropologia e filosofia. Mas como as vanguardas surgiram ???? Bicicleta Automóvel Aeroplano Cinema CULTURA NO SÉCULO XXCULTURA NO SÉCULO XX Importante para a construção de ambientes noturnos: Cinema, bares, teatro. Isso seduzia os artistas da época junto às novidades no campo das artes. Descoberta da eletricidade Belle époque Bom apenas para a burguesia e classe média. A classe operária, cada vez mais explorada e marginalizada, toma a defesa das idéias socialistas e anarquistas, organiza sindicatos e luta por condições mais favoráveis de vida. Tudo era ótimo então? O QUE É ESSE ESTILO DE PINTURAS CHAMADO ‘CUBISMO’? Uso da perspectiva plana, várias faces de um mesmo objeto são retratadas em um mesmo plano, o objeto pode ser fragmentado, refeito em colagens ou reduzido apenas a figuras geométricas. Les demoiselles d'Avignon (1907) Pablo Picasso Casas de L'Estaque (1908) Georges Braque Retrato de Picasso (1912) Juan Gris CUBISMO NAS TELAS CUBISMO NA LITERATURACUBISMO NA LITERATURA Verso livre: • métrica iregular; • ausência de pontuação; Recriação de objetos representados; Características Hípica Saltos records Cavalos da Penha Correm jóqueis de Higienópolis Os magnatas As meninas E a orquestra toca Chá Na sala de cocktails (Oswald de Andrade) Guillaume Apollinaire, Poema de 9 de fevereiro O QUE É ESSE ESTILO DE PINTURAS CHAMADO ‘FUTURISMO’? O voo das andorinhas (1913) Giacomo balla Dinamismo de um automóvel (1913) Luigi Russolo Dinamismo de um ciclista (1913) Umberto Boccioni FUTURISMO NAS TELAS Uso de cores vibrantes e de contrastes; abstração e desmaterialização dos objetos (influência cubista); sobreposição de imagens e traços em busca de representar a ideia de movimento e velocidade. Ode Triunfal À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! [...] Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa! Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia! Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá! Hup-lá, hup-lá, hup-lá-hô, hup-lá! Hé-la! He-hô! H-o-o-o-o! Z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z! Ah não ser eu toda a gente e toda a parte! Londres, 1914 — Junho. (Fernando Pessoa, em Poesia Completa de Álvaro de Campos, 2007) FUTURISMO NA LITERATURAFUTURISMO NA LITERATURA • Uso de onomatopeias; • Versos livres; • Frases fragmentadas ou em lugares inesperados para passar a ideia de velocidade; • Vocabulário tecnológico; Características Tu Morrente chama esgalga, Mais morta inda no espírito! Espírito de fidalga, Que vive dum bocejo entre dois galanteios E de longe em longe uma chávena da treva bem forte! Mulher mais longa Que os pasmos alucinados Das torres de São Bento! Mulher feita de asfalto e de lamas de várzea, Toda insultos nos olhos, Toda convite nessa boca louca de rubores! Costureirinha de São Paulo, Ítalo-franco-luso-brasílico-saxônica, Gosto dos seus crepusculares, Crepusculares e por isso mais ardentes, Bandeirantemente! Lady Macbeth feita de névoa fina, Pura neblina da manhã! Mulher que és minha madrasta e minha mãe! Trituração ascencional dos meus sentidos! Risco de aeroplano entre Mogi e Paris! Pura neblina da manhã! Gosto dos teus desejos de crime turco E das tuas ambições retorcidas como roubos! Amo-te de pesadelos taciturnos, Materialização da Canaã do meu Poe... Never more! Emílio de Menezes insultou a memória do meu Poe... Oh! Incendiária dos meus aléns sonoros! Tu és o meu gato preto! Tu me esmagaste nas paredes do meu sonho! Este sonho medonho! E serás sempre, morrente chama esgalga, Meio fidalga, meio barregã, As alucinações crucificantes De todas as auroras do meu jardim! (Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada, 1922) BRANDINO, Luiza. "Cubismo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/li teratura/cubismo.htm. Acesso em 11 de agosto de 2024. REFERÊNCIAS BRANDINO, Luiza. "Futurismo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/a rtes/futurismo.htm. Acesso em 11 de agosto de 2024.