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DIREITO 
CONSTITUCIONAL
Teoria Geral dos Direitos e Garantias 
Fundamentais
Livro Eletrônico
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais ..................................................... 16
1. Distinção entre Direitos e Garantias Fundamentais ....................................................17
2. Características dos Direitos e Garantias Fundamentais ............................................ 19
3. Evolução dos Direitos e Garantias Fundamentais .................................................... 20
4. Destinatários dos Direitos e Garantias Fundamentais .............................................. 30
5. Eficácia Horizontal ou Eficácia Externa ....................................................................34
6. Teoria dos Limites dos Limites dos Direitos Fundamentais ......................................35
7. Colisão entre Direitos Fundamentais – Aplicação do Princípio da Proporcionalidade .37
8. Os Quatro Status de Jellinek ................................................................................... 40
Resumo ........................................................................................................................43
Questões de Concurso ..................................................................................................46
Gabarito ....................................................................................................................... 61
Gabarito Comentado .....................................................................................................62
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
1) Apresentação
Caro(a) aluno(a), tudo bem? Espero que este texto lhe encontre feliz e com saúde. 
Inicialmente, gostaria de manifestar a minha imensa satisfação de participar dessa impor-
tante e decisiva caminhada rumo ao tão sonhado cargo público. Muito obrigado por confiar no 
nosso trabalho.
A caminhada não será fácil, mas não se assuste, pois estamos aqui para ajudá-lo(a) nesta 
batalha. Seremos soldados de todas as horas para JUNTOS enfrentarmos essa guerra.
Antes de tudo, permita-me me apresentar. Meu nome é LUCIANO DUTRA ou apenas LD. 
Sou Professor de Direito Constitucional com ampla experiência em cursos preparatórios para 
concursos públicos e Exames de Ordem presenciais e online e autor de diversas obras, dentre 
as quais o nosso Direito Constitucional Essencial, que já se encontra na 4ª edição pela Edito-
ra Método. Sou dedicado, também, em estudar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 
Exerço, com muito orgulho e após intenso esforço, o cargo de Advogado da União desde 2009. 
Comecei minha caminhada na seara dos concursos públicos muito cedo, sendo aprovado no 
concurso público para Escola Preparatória de Cadetes do Exército aos 15 anos de idade. Gra-
duei-me em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora e sou especialista em Direito 
Público. Sou, ainda, graduado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras 
do Exército Brasileiro e Pós-Graduado em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento 
de Oficiais do Exército Brasileiro, sendo 4º colocado de minha turma. Além disso, importante 
dizer que fui aprovado em diversos concursos públicos.
Quer me conhecer um pouco mais? Acesse o link https://www.youtube.com/watch?v=-
fyhpellsL_Q.
Este material foi preparado com muito carinho e dedicação para servir de ferramenta eficaz 
para a sua aprovação. 
Nosso audacioso objetivo é que você gabarite as questões de Direito Constitucional neste 
tão aguardado concurso para Soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Pois bem, agora que você já me conhece, passemos aos ensinamentos do desafiador Di-
reito Constitucional, trazendo primeiramente dicas valiosas de como estudar nossa disciplina. 
Venha comigo!!!
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https://www.youtube.com/watch?v=fyhpellsL_Q
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2) Como Estudar o Direito Constitucional: o Tripé da Aprovação
Para ser aprovado em concurso público, independentemente do nível de exigência do cargo 
pleiteado, você precisa ultrapassar a disciplina Direito Constitucional. Para facilitar o caminho 
até a tão sonhada conquista, superando o possível trauma inicial causado pelo primeiro con-
tato com os intangíveis e incomuns conceitos do Direito Constitucional, trarei uma ferramenta 
testada e aprovada pelos meus saudosos alunos e alunas: aquilo que denominei de TRIPÉ DA 
APROVAÇÃO. 
Pois bem, meu (minha) querido(a) discente, o estudo do Direito Constitucional para concur-
sos públicos se apoia em três bases: uma boa doutrina, a jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal e a leitura incessante da Constituição Federal. Além, é claro, da resolução das provas 
anteriores e da escolha de um excelente curso preparatório (já começou com o pé direito, es-
colhendo o Gran Cursos Online – centro de excelência que já aprovou milhares de ex-alunos).
De início, você deve selecionar uma OBRA DE QUALIDADE. Um bom livro para concurso 
público deve trazer os assuntos mais importantes de forma objetiva, sintetizando a doutrina 
constitucionalista mais abalizada, a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, e 
somada, se possível, a quadros sinóticos, dicas e exercícios de fixação retirados das provas já 
aplicadas.
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É importante que a obra se encaixe no seu perfil. Para ajudá-lo(a) nesta difícil tarefa, se-
guem algumas indicações bibliográficas, dentre tantas outras existentes no mercado editorial: 
• Luciano Dutra, Direito Constitucional Essencial, Editora Método (4ª edição); 
• Alexandre de Moraes, Direito Constitucional, Editora Atlas; 
• Alexandre de Moraes, Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional, 
Editora Atlas; 
• Dirley da Cunha Júnior, Curso de Direito Constitucional, Editora Juspodivm;
• Gilmar Ferreira Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco, Curso de Direito Constitucional, 
Editora Saraiva;
• Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Curso de Direito Constitucional, Editora Saraiva; 
• Marcelo Novelino, Direito Constitucional, Editora Juspodivm; 
• Pedro Lenza, Direito Constitucional Esquematizado, Editora Saraiva; 
• Sylvio Clemente da Motta Filho, Direito Constitucional: teoria, jurisprudência e questões, 
Editora Campus/Elsevier; 
• Uadi Lammêgo Bulos, Curso de Direito Constitucional, Editora Saraiva; e
• Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, Direito Constitucional Descomplicado, Editora Mé-
todo.
Como a escolha da obra é algo muito pessoal, o ideal é você ler alguns trechos dos livros 
selecionadose sentir se a linguagem do autor lhe é agradável. Importante lembrar, ademais, 
que nenhuma obra é “completa”, de tal forma que é fundamental acompanhar a leitura do livro 
com as informações atualizadas trazidas por nosso curso de Direito Constitucional.
Não deixe de pesquisar também a obra eletrônica disponibilizada no site do STF chamada 
“A Constituição e o Supremo”. É gratuita e ajuda o candidato no pleno entendimento da Consti-
tuição Federal à luz das decisões atuais da Suprema Corte. 
MAS, se você adotar nosso PDF como material de estudo, eu lhe asseguro que terá TUDO 
o que é necessário para gabaritar Direito Constitucional. Utilize o livro escolhido apenas como 
complemento, se for o caso.
A segunda base do TRIPÉ DA APROVAÇÃO é a JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBU-
NAL FEDERAL. A maneira mais eficiente para você estar atualizado(a) com as recentes deci-
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sões do STF é ler os Informativos de jurisprudência disponibilizados semanalmente no site da 
Corte. Mas cuidado ao manusear o Informativo! Não há necessidade de ler todas as partes, 
mas apenas aquelas que se inserem no conteúdo do edital do seu concurso. Tenha senso 
de seleção. Por exemplo, se no seu certame não cai Direito Tributário, você não precisa estu-
dar as decisões afetas a esse ramo do Direito. Reconheço o quão difícil é ler e compreender 
os Informativos do STF. Para ajudá-lo(a), terei o zelo de trazer para dentro do nosso PDF as 
decisões recentes do STF que poderão impactar os concursos públicos. Destaque-se que a 
importância do estudo da jurisprudência está intimamente ligada ao grau de dificuldade do 
certame: quanto mais difícil é o concurso maior a cobrança da jurisprudência. Ou seja, con-
cursos das carreias jurídicas, concursos das carreiras do Poder Legislativo, concursos para 
a área fiscal, concursos das áreas de gestão e controle cobram com mais frequência a juris-
prudência do STF. Para você que fará concurso para estas áreas citadas, deixo ao final das 
aulas um repositório de súmulas e jurisprudência aplicáveis, de leitura obrigatória. Outros 
concursos como os das carreiras policiais, concursos para as demais área do Poder Executivo, 
concursos de nível médio exigem mais a literalidade da Constituição Federal e não costumam 
cobrar o conhecimento da jusrisprudência. Caso você deseja fazer estes concursos em que a 
jurisprudência não é muito cobrada, as súmulas e jurisprudência aplicáveis que acompanham 
o material deverão ser encaradas como mera leitura complementar, se houver tempo. Não se 
trata de leitura obrigatória, é apenas um brinde do LD para você. Portanto, direcione a leitura 
deste PDF de acordo com a sua realidade. Para este concurso de Soldado da Polícia Militar do 
Estado de São Paulo, não há necessidade de ler a jurisprudência trazida ao final de cada aula. 
Considere-a como um presente do LD para concursos futuros.
Fechando o TRIPÉ DA APROVAÇÃO, é imprescindível ler e reler o TEXTO DA CONSTITUI-
ÇÃO FEDERAL, palco de cobrança de infindáveis questões. O examinador de qualquer banca, 
muitas das vezes, traz para o bojo da prova a literalidade do Texto Maior. Para tanto, tenha 
sempre em mãos uma Constituição Federal atualizada, contendo as emendas constitucionais 
mais recentes. Temas como os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º), os Direitos 
Sociais (arts. 6º ao 11), o elenco dos bens da União (art. 20), os bens atribuídos aos Estados-
-membros (art. 26), a repartição constitucional de competências (arts. 21 a 24), as atribuições 
do Congresso Nacional e de suas Casas - Câmara dos Deputados e Senado Federal (arts. 48 
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a 52), as atribuições do Presidente da República (art. 84), as composições e as competências 
dos órgãos do Poder Judiciário (arts. 101 a 126) dependem muito mais do seu esforço pessoal 
em ler a Constituição Federal até a exaustão do que assistir uma brilhante aula expositiva ou a 
leitura de uma obra doutrinária de qualidade. Nesse viés, para facilitar a sua vida, vou transcre-
ver no PDF as partes da Constituição Federal que exigem a assimilação por você.
Além da preparação teórica proposta, que necessariamente passará pelo TRIPÉ DA APRO-
VAÇÃO, é fundamental a RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES dos concursos públicos anteriores. 
Aqui, também temos uma dica valiosa: faça as questões recentes da banca que realizará o seu 
certame, desde que de editais similares, e todas as questões passadas dos concursos anterio-
res do cargo que você pleiteia, independentemente da banca. Com isso, você fixará os conhe-
cimentos já adquiridos e levantará os temas que precisa melhorar. Nosso PDF conta, também, 
com um rol de exercícios minuciosamente selecionados para a sua preparação. Além disso, 
você pode contar com o GRAN CURSOS QUESTÕES que contém inúmeras questões para aju-
dá-lo(a) na sua aprendizagem.
Em se falando das bancas examinadoras, é importantíssimo conhecer o seu “inimigo”. En-
sina Sun Tzu em “A arte da guerra”, capítulo 10, que: “conheça o inimigo e a si mesmo e você 
obterá a vitória sem qualquer perigo; conheça terreno e as condições da natureza, e você será 
sempre vitorioso”. No seu caso, o “inimigo” é a banca examinadora e o “terreno” são as provas 
passadas desta banca. 
Para facilitar o pleno conhecimento do “inimigo” e do “terreno”, segue uma análise pessoal 
das bancas examinadoras mais importantes, à luz do TRIPÉ DA APROVAÇÃO:
CESPE Vunesp FCC FGV
DOUTRINA Importante Importante Importante Muito importante
JURISPRUDÊNCIA Muito importante Importante Importante Importante
CF/88 Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante
Note que a leitura da Constituição Federal é SEMPRE muito importante!
Concluindo, é certo que o Direito Constitucional estará na sua prova. Não se assuste com o 
“choque” inicial que essa disciplina pode lhe causar. Está longe de ser um “bicho de sete cabe-
ças”. Apoie-se no TRIPÉ DA APROVAÇÃO (a doutrina, a jurisprudência do STF e a Constituição 
Federal), faça infindáveis exercícios de fixação e se valha de um excelente curso preparatório 
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como o Gran Cursos Online que, com isso, o seu sucesso estará garantido. Nosso PDF tem a 
audácia de garantir a você as informações necessárias para GABARITAR Direito Constitucio-
nal, basta ter foco, força de vontade e fé na missão!!!
3) O Direito Constitucional e a Constituição Federal
Valeremo-nos, doravante, deste PDF para ensinar-lhe o desafiador e saboroso Direito Cons-
titucional. Mas o que é o Direito Constitucional? Segundo as palavras do iluminado jurista e, a 
nosso sentir, o maior constitucionalista do País José Afonso da Silva1, o Direito Constitucionalpertence ao setor do Direito Público. Distingue-se dos demais ramos do Direito Público pela 
natureza específica de seu objeto e pelos princípios peculiares que o informam. Configura-se 
como Direito Público fundamental por referir-se diretamente à organização e funcionamento 
do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases 
da estrutura política. Conclui o citado mestre que o Direito Constitucional pode ser definido 
como “o ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os princípios e normas 
fundamentais do Estado”. 
Em nosso Direito Constitucional Essencial2 definimos Direito Constitucional como “o ramo 
do Direito Positivo Público que estuda a Constituição Federal, considerada como norma jurí-
dica suprema que organiza o Estado pelos seus elementos constitutivos (povo, território, go-
verno, soberania e finalidade), atribuindo-lhe poder e, ao mesmo tempo, limitando o exercício 
desse poder pela previsão de direitos e garantias fundamentais e pela separação de poderes”.
Direito Constitucional Constituição
Ramo do Direito Positivo Público 
que estuda a Constituição.
Norma jurídica suprema que cria o 
Estado, atribuindo-lhe poder limitado 
pela previsão de direitos e garantias 
fundamentais e pela separação de 
poderes.
1 Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. Editora Malheiros. 39ª edição. 2016. p. 36.
2 Dutra, Luciano. Direito Constitucional Essencial. Editora Método. 4ª edição. 2019. p. 3.
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Ainda, nos valendo do nosso Direito Constitucional Essencial, vamos diferenciar Direito 
Público do Direito Privado3. Nos ramos do Direito qualificados como Público, o Estado parti-
cipa da relação jurídica em condição de supremacia em relação aos indivíduos (em condição 
de desigualdade), prevalecendo a vontade coletiva sobre o interesse individual. Ao Estado, 
compete criar normas jurídicas que visam tutelar os interesses coletivos, os interesses gerais 
da sociedade, e aplicá-las; ao povo, cumpre obedecer a ordem jurídica estabelecida. É o Direito 
composto inteiramente por normas de ordem pública, normas cogentes, imperativas, de obri-
gatoriedade inafastável. Como exemplos, temos: Direito Constitucional, Direito Administrativo, 
Direito Penal, Direito Processual, Direito Tributário, Direito Eleitoral, Direito Ambiental. De outra 
banda, o Direito Privado trata de relações entre particulares (privadas). É composto predomi-
nantemente por normas de ordem privada (supletiva) que se direcionam a regulamentação dos 
interesses individuais. Os integrantes da relação jurídica estão em pé de igualdade, prevale-
cendo a autonomia da vontade. Como exemplos, citamos: o Direito Civil e o Direito Empresarial.
Convém mencionar que a divisão do Direito entre Público e Privado cumpre uma função 
eminentemente didático-metodológica (trata-se de uma conveniência acadêmica), uma vez 
que o Direito é, a rigor, uno e indivisível. Ademais, essa visão dicotômica do Direito perde mais 
espaço com o nascimento do neoconstitucionalismo (ou novo Direito Constitucional). Com 
a evolução de um novo paradigma de Estado (chamado de Estado pós-Social), as relações 
privadas passam a ser observadas à luz da Constituição Federal. Não por outra razão que os 
direitos fundamentais passam a influenciar as relações privadas (estudaremos a seu tempo o 
tema eficácia horizontal dos direitos e garantias fundamentais que está ligado à influência dos 
direitos fundamentais nas relações jurídico-privadas). Nesse contexto, o Direito Civil abando-
na seu caráter meramente patrimonialista e passa a focar no ser humano, em homenagem a 
dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil (art. 1º, inc. III) e 
princípio básico que orienta os demais direitos e garantias fundamentais4.
Como vimos, o objeto de estudo do Direito Constitucional é a Constituição Federal. Mas 
o que é a Constituição? José Afonso da Silva5 demonstra que o termo Constituição assume 
vários significados (é uma palavra plurívoca), tais como: 
a) conjunto dos elementos essenciais de alguma coisa: a constituição do universo, a cons-
tituição dos corpos sólidos; 
3 Dutra, Luciano. Direito Constitucional Essencial. Editora Método. 4ª edição. 2019, p. 3.
4 Dutra, Luciano. Direito Constitucional Essencial. Editora Método. 4ª edição. 2019. p. 3-4.
5 Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. Editora Malheiros. 39ª edição. 2016. p. 39.
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b) temperamento, compleição do corpo humano: uma constituição psicológica explosiva, 
uma constituição robusta; 
c) organização, formação: a constituição de uma assembleia, a constituição de uma co-
missão; 
d) o ato de estabelecer juridicamente: a constituição de dote, de renda, de uma sociedade 
anônima; 
e) conjunto de normas que regem uma corporação, uma instituição: a constituição da pro-
priedade; 
f) a lei fundamental de um Estado.
Com efeito, a Constituição, que se traduz em objeto de estudo do Direito Constitucional, 
é justamente o sentido de “lei fundamental de um Estado”, ou seja, “a organização dos seus 
elementos essenciais: um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a 
forma do Estado, a forma de seu governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, o es-
tabelecimento de seus órgãos, os limites de sua ação, os direitos fundamentais do homem e 
as respectivas garantias. Em síntese, a Constituição é o conjunto de normas que organiza os 
elementos constitutivos do Estado”.6
4) Estrutura da Constituição Federal de 1988
Querido(a) aluno(a), para conseguirmos compreender o conteúdo de nossa atual Consti-
tuição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, é importantíssimo entender a maneira 
pela qual ela foi estruturada. Então vamos lá! Ela possui um preâmbulo, uma parte dogmáti-
ca, um ato das disposições constitucionais transitórias, emendas constitucionais de revisão, 
emendas constitucionais de reforma e atos internacionais equivalentes à emenda à Consti-
tuição. Vejamos cada um deles.
O PREÂMBULO é a parte precedente do texto constitucional que irradia uma pauta de valo-
res e objetivos adotados pela Constituição Federal. Diz o preâmbulo:
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir 
um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liber-
dade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos 
6 Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. Editora Malheiros. 39ª edição. 2016. p. 39-40.
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de uma sociedade fraterna,pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprome-
tida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob 
a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Importante informar que o Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que o preâm-
bulo da Constituição Federal de 1988 não possui força normativa, reconhecendo apenas valor 
interpretativo. Vale dizer, a força do preâmbulo está na sua capacidade de nortear a interpreta-
ção e a integração do texto constitucional propriamente dito, sendo que, embora o preâmbulo 
faça parte da Constituição, não possui força autônoma, não podendo induzir a declaração de 
inconstitucionalidade tão só com base em suas disposições.7
DE OLHO NOS DETALHES
O preâmbulo:
1) não possui força normativa;
2) possui função de diretriz interpretativa do texto constitucional;
3) não é considerado verdadeiramente uma norma constitucional; 
4) não é norma de observância obrigatória pelas Constituições Estaduais e pelas Leis Orgânicas 
do Distrito Federal e dos Municípios. Ou seja, não segue o princípio da simetria; 
5) não pode ser utilizado como parâmetro de controle. 
Por seu turno, a PARTE DOGMÁTICA da Constituição Federal de 1988 constitui o seu corpo 
central, reunindo os Princípios Fundamentais (Título I), os Direitos e Garantias Fundamentais 
(Título II), a Organização do Estado (Título III), a Organização dos Poderes (Título IV), a Defesa 
do Estado e das Instituições Democráticas (Título V), a Tributação e o Orçamento (Título VI), 
a Ordem Econômica e a Ordem Financeira (Título VII), a Ordem Social (Título VIII) e as Dis-
posições Constitucionais Gerais (Título IX). Enfim, é o texto da Constituição Federal que se 
estende do art. 1º ao art. 250. Da parte dogmática, o que é que interessa para você? Depende 
do seu edital. Nesta apresentação haverá um direcionamento específico para o seu concurso.
Por sua vez, o ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS (ADCT) é o 
conjunto de normas constitucionais que assumem dupla função: 
a) realizar a transição entre a nova ordem constitucional e a que foi substituída (por exem-
plo: art. 25, do ADCT – não precisa decorá-lo); 
7 Marcelo Alkmin apud Oliveira, James Eduardo. Constituição Federal anotada e comentada. Editora Forense. 2013. p. 2.
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Art. 25. Ficam revogados, a partir de cento e oitenta dias da promulgação da Constituição, sujeito 
este prazo a prorrogação por lei, todos os dispositivos legais que atribuam ou deleguem a órgão do 
Poder Executivo competência assinalada pela Constituição ao Congresso Nacional, especialmente 
no que tange a:
I – ação normativa;
II – alocação ou transferência de recursos de qualquer espécie.
§ 1º Os decretos-lei em tramitação no Congresso Nacional e por este não apreciados até a promul-
gação da Constituição terão seus efeitos regulados da seguinte forma:
I – se editados até 2 de setembro de 1988, serão apreciados pelo Congresso Nacional no prazo de até 
cento e oitenta dias a contar da promulgação da Constituição, não computado o recesso parlamentar;
II – decorrido o prazo definido no inciso anterior, e não havendo apreciação, os decretos-lei ali men-
cionados serão considerados rejeitados;
III – nas hipóteses definidas nos incisos I e II, terão plena validade os atos praticados na vigência 
dos respectivos decretos-lei, podendo o Congresso Nacional, se necessário, legislar sobre os efeitos 
deles remanescentes.
§ 2º Os decretos-lei editados entre 3 de setembro de 1988 e a promulgação da Constituição serão 
convertidos, nesta data, em medidas provisórias, aplicando-se-lhes as regras estabelecidas no art. 
62, parágrafo único.
b) disciplinar provisoriamente determinadas situações, enquanto não regulamentadas em 
definitivo por lei (por exemplo: art. 16, do ADCT – também não há necessidade de memorizá-lo). 
Art. 16. Até que se efetive o disposto no art. 32, § 2º, da Constituição, caberá ao Presidente da República, 
com a aprovação do Senado Federal, indicar o Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal.
§ 1º A competência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, até que se instale, será exercida pelo 
Senado Federal.
§ 2º A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Distrito Federal, 
enquanto não for instalada a Câmara Legislativa, será exercida pelo Senado Federal, mediante con-
trole externo, com o auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal, observado o disposto no art. 
72 da Constituição.
§ 3º Incluem-se entre os bens do Distrito Federal aqueles que lhe vierem a ser atribuídos pela União 
na forma da lei.
Diga-se que não há qualquer diferença hierárquica entre as normas previstas no ADCT e 
as integrantes da parte dogmática da Constituição Federal. Ambas são formalmente consti-
tucionais com o mesmo status jurídico, ou seja, as normas constantes do ADCT servem de 
parâmetro de controle de constitucionalidade, bem como sua alteração deve seguir o modelo 
das emendas constitucionais. 
DICA DO LD
Apesar de cumprirem importante papel na transição constitu-
cional, as normas do ADCT não são imprescindíveis às Consti-
tuições, vale dizer, a existência, ou não, de normas transitórias 
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Luciano Dutra
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DIREITO CONSTITUCIONAL
fica ao talante do constituinte originário 8 (aquele que redigiu o 
texto da Constituição Federal).
Vejamos agora as EMENDAS CONSTITUCIONAIS. Elas podem ser de reforma ou de revi-
são. Em cumprimento ao art. 3º do ADCT9, foram promulgadas seis EMENDAS CONSTITU-
CIONAIS DE REVISÃO (ECR). Por se tratar de um procedimento único e exaurido, sob o regime 
constitucional vigente, não é possível a edição de uma nova ECR. Noutro giro, o procedimento 
para a edição de uma EMENDA CONSTITUCIONAL DE REFORMA (EC) é permanente, razão 
pela qual pode, a qualquer momento, ser efetuada uma nova modificação constitucional, des-
de que respeitado o devido processo legislativo constitucional capitulado no art. 6010 (se no 
seu concurso cair processo legislativo, iremos juntos trabalhar este art. 60 no momento ade-
quado).
Por fim, a partir da promulgação da Emenda Constitucional 45, de 2004, o Brasil passou a admitir 
ATOS INTERNACIONAIS EQUIVALENTES À EMENDA À CONSTITUIÇÃO, que são os tratados inter-
nacionais sobre direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio com força de emen-
da à Constituição. É o que prevê o § 3º do art. 5º: “os tratados e convenções internacionais sobre 
direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 
três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. 
O Brasil já possui dois tratados internacionais sobre direitos humanos internalizados segundo o 
quórum diferenciado do art. 5º, § 3º: 1) a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 
e de seu Protocolo Facultativo, assinado em Nova Iorque, em 2007 (Decreto Legislativo n. 186, de 
2008); e 2) o Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, 
com Deficiência Visual ou com outras Dificuldades para Ter Acessoao Texto Impresso, concluído 
no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, celebrado em Marraqueche, em 2013 
(Decreto Legislativo nº 261, de 2015).
Para facilitar nossa memorização quanto à estrutura da Constituição Federal de 1988, vamos a um 
mapa mental. Aliás, você encontrará mapas mentais, esquemas e dicas durante todo nosso curso.
8 Dutra, Luciano. Direito Constitucional Essencial. Editora Método. 4ª edição. 2019. p. 64.
9 Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da 
maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.
10 Dutra, Luciano. Direito Constitucional Essencial. Editora Método. 4ª edição. 2019, p. 65. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
ATOS INTERNACIONAIS = EC
EC DE REFORMA
PREÂMBULO
EC DE REVISÃO PARTE 
DOGMÁTICA
ADCT
art. 5º, §3º
art. 60
procedimento 
permanente
art. 3º do ADCT
procedimento único
6
realizar a transação entre Constituições
disciplinar provisoriamente certas matérias
SERVE PARA
normas do ADCT = normas da parte dogmática (não há hierarquia)
parâmetro de controle 
não é obrigatória a existência
parte precedente
sintetiza valores
serve para orientar a interpretação
não possui força normativa (STF)
não é verdadeiramente uma norma constitucional
não é de observância obrigatória
não é utilizado como parâmetro de controle
corpo principal
arts. 1º ao 250
parâmetro de controle
ESTRUTURA 
DA CF 1988
DOUTRINA
DIREITO CONSTITUCIONAL 
ESSENCIAL 4ª EDIÇÃO STF LER COM MUITA ATENÇÃO
JURISPRUDÊNCIA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
TRIPÉ DA APROVAÇÃO
TUDO
NO
PDF
DO
LD
Conseguiu acompanhar todo o raciocínio até aqui? Espero que sim. Então prossigamos.
Agora que você já me conhece e entendeu o objeto de estudo da nossa querida disciplina, 
vou apresentar-lhe o nosso curso de Direito Constitucional em 5 aulas, para o cargo de Solda-
do da Polícia Militar do Estado de São Paulo, assim distribuídas:
Aula um – Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais;
Aula dois – Administração Pública;
Aula três – Defesa do Estado e das Instituições Democráticas;
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Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Está comigo até aqui? Espero que sim.
Lembre-se de que o Gran Cursos Online possui um fórum de dúvidas para que possamos 
ajudá-lo(a) na plena compreensão do Direito Constitucional. 
Gostaria de receber sua avaliação acerca das nossas aulas. Isso é muito importante para 
nós.
Então vamos ao estudo do tema Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais.
Espero tê-lo(a) como aluno(a). Conte sempre conosco. Fique com Deus, forte abraço e 
bons estudos.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
TEORIA GERAL DOS DIREITOS E GARANTIAS 
FUNDAMENTAIS
Nobre aluno(a), agora vamos iniciar o estudo do Título II da CF/1988.
Em um primeiro momento, veremos a chamada teoria geral dos direitos e garantias funda-
mentais. Após, trataremos dos cinco capítulos que compõem o Título II, a saber:
• Capítulo 1: direitos e deveres individuais e coletivos;
• Capítulo 2: direitos sociais;
• Capítulo 3: nacionalidade;
• Capítulo 4: direitos políticos;
• Capítulo 5: partidos políticos.
A partir dessa análise, podemos concluir que os direitos e garantias fundamentais (Título 
II) são um gênero, cujas espécies são os cinco capítulos acima mencionados.
DIREITOS E 
GARANTIAS 
FUNDAMENTAIS
PARTIDOS POLÍTICOS
DIREITOS POLÍTICOS NACIONALIDADE
DIREITOS E DEVERES 
INDIVIDUAIS E COLETIVOS
DIREITOS SOCIAIS
Tal afirmação pode parecer, num primeiro instante, irrelevante, mas já caiu. Perceba!
Questão 1 (CÂMARA DOS DEPUTADOS/CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) A CF classi-
fica, para fins de sistematização, o gênero direitos e garantias fundamentais em dois grupos: 
direitos e deveres individuais e coletivos e direitos sociais.
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Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Errado.
Na verdade, o gênero “direitos e garantias fundamentais” é dividido em cinco espécies (gru-
pos): Capítulo 1: direitos e deveres individuais e coletivos; Capítulo 2: direitos sociais; Capítulo 
3: nacionalidade; Capítulo 4: direitos políticos; Capítulo 5: partidos políticos.
Questão 2 (MPU/TÉCNICO/2015) Na CF, a classificação dos direitos e garantias funda-
mentais restringe-se a três categorias: os direitos individuais e coletivos, os direitos de nacio-
nalidade e os direitos políticos.
Errado.
Vale o mesmo comentário da questão anterior.
DICA DO LD
Chamo a sua atenção para um importante detalhe: não preci-
sa estar expressamente previsto no edital o tema “teoria geral 
dos direitos e garantias fundamentais” (e, aliás, na maioria das 
vezes, não estará). O simples fato de cobrar o Título II da Cons-
tituição Federal já é suficiente para sabermos que sua teoria 
geral também poderá ser objeto de prova. Cuidado com isso!
1. Distinção entre Direitos e Garantias FunDamentais
Ora, o nome do Título II é “direitos e garantias fundamentais”. Será que direito e garantia 
seriam termos sinônimos? A resposta é negativa.
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Os direitos fundamentais são os bens jurídicos tutelados pela Constituição Federal, de 
cunho declaratório. Por sua vez, as garantias fundamentais são instrumentos de proteção de 
um determinado direito também previstos na Constituição, de cunho assecuratório. Assim, 
a Constituição Federal tutela a liberdade de locomoção – direito fundamental (art. 5º, XV) e, 
caso haja restrição ilegal à liberdade de locomoção, a mesma Constituição prevê a garantia do 
habeas corpus – garantia fundamental (art. 5º, LXVIII).
Art. 5º, XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, 
nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
Art. 5º, LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidadeou abuso de poder;
DIFERENÇA ENTRE 
DIREITOS E 
GARANTIAS
DIREITOS FUNDAMENTAIS
GARANTIAS FUNDAMENTAIS
bens jurídicos tutelados pela Constituição Federal (exemplos: vida, 
liberdade de locomoção, direito de reunião)
natureza declaratória
instrumentos previstos na Constituição Federal para assegurar o gozo de 
um determinado direito fundamental (exemplo: para proteger o direito fun-
damental da liberdade de locomoção, a Constituição prevê o habeas corpus)
natureza assecuratória
Veja como isso é cobrado na prova!
Questão 3 (MPU/ANALISTA PROCESSUAL/2010/ADAPTADA) Os direitos são bens e van-
tagens prescritos no texto constitucional e as garantias são os instrumentos que asseguram o 
exercício de tais direitos.
Certo.
De acordo com nossa explicação.
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DICA DO LD
Não confunda direitos fundamentais com direitos humanos. Os 
direi tos fundamentais encontram-se previstos na Constituição 
Federal de um determinado Estado, ou seja, são normas jurídi-
cas internas de um certo País. Por sua vez, os direitos huma-
nos, universalmente adotados, estão assegurados em tratados 
internacionais, isto é, são normas jurídicas internacionais.
2. CaraCterístiCas Dos Direitos e Garantias FunDamentais
Muito embora não haja perfeita sintonia na doutrina com relação ao tema ora em análise, 
podemos apontar que são características dos direitos e garantias fundamentais:
• historicidade: significa que os direitos e garantias fundamentais foram criados ao longo 
da história e não num determinado momento histórico. Essa característica está ligada à 
evolução dos direitos fundamentais, que estudaremos mais a frente;
• universalidade: os direitos e garantias fundamentais destinam-se a todas as pessoas. A 
universalidade será aprofundada ao trabalharmos os destinatários dos direitos e garan-
tias fundamentais;
• relatividade: os direitos e garantias fundamentais não são absolutos, mas sim relativos. 
É bem verdade que parte da doutrina admite que certos direitos podem ser considera-
dos de maneira absoluta, como a vedação à tortura e ao tratamento desumano ou degra-
dante, bem como a proibição de extradição de brasileiro nato. Mas, de maneira geral, os 
direitos e garantias fundamentais devem ser enxergados como relativos. A relatividade 
dos direitos e garantias fundamentais será estudada com mais profundidade mais a 
frente, quando formos tratar da teoria dos limites dos limites dos direitos e garantias 
fundamentais;
• irrenunciabilidade: os direitos e garantias fundamentais não podem ser objeto de renún-
cia, o que pode ocorrer é o não uso. A doutrina admite, todavia, uma renúncia temporária 
a um determinado direito fundamental, como ocorre, por exemplo, nos “reality shows”, 
em que o participante abre mão, temporariamente, do seu direito fundamental à intimi-
dade;
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• inalienabilidade: os direitos e garantias fundamentais não podem ser negociados por 
não possuírem conteúdo patrimonial;
• imprescritibilidade: os direitos e garantias fundamentais não desaparecem pelo decur-
so do tempo.
destinam-se a todas as pessoas
ligada aos destinatários dos direitos e garantias fundamentais
não são absolutos
ligada aos limites dos limites dos direitos e garantias fundamentais
doutrina admite exceções
vedação à extradição do brasileiro nato
vedação à tortura e ao tratamento 
desumano ou degradante
não admitem renúncia
doutrina admite a renúncia temporária 
(Ex.: “reality show”)
não são negociáveis
não tem cunho patrimonial
não se perdem com o tempo
criados ao longo da história (Ex.: Magna Carta)
ligada à evolução dos direitos e garantias fundamentaisHISTORICIDADE
UNIVERSALIDADE
RELATIVIDADE
IRRENUNCIABILIDADE
INALIENABILIDADE
IMPRESCRITIBILIDADE
Pode haver diferença 
doutrinária
CARACTERISTICAS
3. evolução Dos Direitos e Garantias FunDamentais
Ligada à característica histórica, vamos estudar a classificação dos direitos e garantias 
fundamentais em primeira, segunda e terceira gerações (ou dimensões).
Para tanto, vamos nos valer do critério cronológico, isto é, levaremos em conta o momento 
em que tais direitos foram reconhecidos como fundamentais e incorporados aos textos cons-
titucionais pelo mundo.
É importante dizer que alguns doutrinadores preferem a utilização do termo “dimensão” em 
detrimento do termo “geração”, sob o argumento de que o termo geração poderia levar à ideia 
de que o advento de uma nova geração provocaria a superação da anterior, o que não corres-
ponde à classificação proposta. Na verdade, as gerações são cumulativas. Essa informação é 
muito importante porque já foi cobrada!
Para a prova, podemos considerar como sinônimos os termos geração e dimensão para 
designar a evolução dos direitos e garantias fundamentais no tempo.
Perceba como já caiu.
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Questão 4 (PC-DF/AGENTE DE POLÍCIA/2009) Na evolução das conhecidas dimensões 
dos direitos fundamentais, há, sucessivamente, substituição de direitos na medida do atingi-
mento de novos estágios.
Errado.
Conforme ensinamos, a ideia é a cumulação das gerações de direitos e garantias fundamen-
tais no tempo.
Vamos estudar, juntos, as três gerações de direitos e garantias fundamentais que são reco-
nhecidas de maneira uniforme pela doutrina e pelo STF. Venha comigo!
Direitos Fundamentais de Primeira Geração
Surgiram com as revoluções liberais do fim do século XVIII (Revolução Francesa e Inde-
pendência do Estados Unidos da América), objetivando a restrição do poder absoluto do Esta-
do, a partir do respeito às liberdades públicas, no contexto da criação de um novo modelo de 
Estado: o Estado Liberal.
São direitos negativos, pois exigem uma abstenção do Estado (um não fazer) em favor das 
liberdades públicas. Possuem como destinatários os súditos (o povo), como forma de prote-
ção em face da ação opressora do Estado. São os direitos civis e políticos, ligados ao ideal de 
liberdade.
Direitos Fundamentais de Segunda Geração
Surgiram no início do século XX, no contexto do surgimento do Estado Social, durante a 
Revolução Industrial, em oposição ao Estado Liberal. São direitos positivos, pois passaram a 
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exigir uma atuação positiva do Estado (um fazer). Correspondemaos direitos sociais, cultu-
rais e econômicos, ligados ao ideal de igualdade.
DICA DO LD
Estamos estudando a segunda geração. Como é segundo em 
inglês? Second. Isto é, Sociais, Econômicos e Culturais.
Direitos Fundamentais de Terceira Geração
Por fim, em meados do século XX, surgiram os direitos de terceira geração, denominados “di-
reitos metaindividuais” (ou transindividuais), ligados ao ideal de fraternidade (ou solidariedade).
São também direitos positivos, no bojo do Estado Social, tais como direito à preservação 
do meio ambiente, da autodeterminação dos povos, da paz, do progresso da humanidade, e a 
proteção do patrimônio histórico e cultural etc.
DICA DO LD
Perceba que há um paralelo entre os ideais da Revolução Fran-
cesa e as gerações dos direitos fundamentais, ou seja, “liber-
dade, igualdade e fraternidade” seriam a representação dos di-
reitos fundamentais de primeira, segunda e terceira gerações, 
nessa ordem. Cuidado: fraternidade é sinônimo de solidarie-
dade!
Vejamos como isso pode cair na sua prova.
Questão 5 (DPE-ES/DEFENSOR PÚBLICO/2009) Os direitos de primeira geração ou dimen-
são (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou for-
mais – realçam o princípio da igualdade; os direitos de segunda geração (direitos econômicos, 
sociais e culturais) – que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas – 
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acentuam o princípio da liberdade; os direitos de terceira geração – que materializam poderes 
de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais – consagram 
o princípio da solidariedade.
Errado.
A questão retrata bem a evolução dos direitos e garantias fundamentais. O único erro está na 
correlação do lema da Revolução Francesa com as gerações. O correto seria: os direitos de 
primeira geração ou dimensão (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades 
clássicas, negativas ou formais – realçam o princípio da LIBERDADE; os direitos de segunda 
geração (direitos econômicos, sociais e culturais) – que se identificam com as liberdades po-
sitivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da IGUALDADE; os direitos de terceira gera-
ção – que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as 
formações sociais – consagram o princípio da solidariedade.
Questão 6 (TJ-PA/JUIZ SUBSTITUTO/2007) Os direitos fundamentais de primeira geração 
são os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades públicas). Os direitos 
fundamentais de segunda geração são os direitos sociais, econômicos e culturais. Os direitos 
fundamentais de terceira geração são os chamados direitos de solidariedade ou fraternidade, 
que englobam o meio ambiente equilibrado, o direito de paz e ao progresso, entre outros.
Certo.
Exatamente isso!
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Questão 7 (ANCINE/NÍVEL SUPERIOR/2013) Constituem os chamados direitos de primei-
ra geração os direitos civis e sociais, caracterizados pelo valor da liberdade, enquanto os deno-
minados direitos de segunda geração são aqueles relacionados aos direitos econômicos, polí-
ticos e culturais, decorrentes do ideal da igualdade, e os chamados direitos de terceira geração 
são representados pelos direitos correlacionados ao valor da solidariedade ou fraternidade.
Errado.
Trocou os direitos sociais e políticos. O certo seria: constituem os chamados direitos de pri-
meira geração os direitos civis e POLÍTICOS, caracterizados pelo valor da liberdade, enquanto 
os denominados direitos de segunda geração são aqueles relacionados aos direitos econômi-
cos, SOCIAIS e culturais, decorrentes do ideal da igualdade, e os chamados direitos de terceira 
geração são representados pelos direitos correlacionados ao valor da solidariedade ou frater-
nidade.
Dito isso, vamos tratar dos chamados direitos de quarta e quinta gerações, mas antes, é 
importante destacar que não há unanimidade aqui. O tema é bastante controverso, justamente 
por isso não tem caído muito em provas. Na maioria das vezes que foi lembrado, o examinador 
valeu-se da doutrina de Paulo Bonavides. Portanto, vamos a ela!
Direitos Fundamentais de Quarta Geração
Segundo Paulo Bonavides11, os direitos fundamentais de quarta geração estão ligados à 
democracia, à informação e ao pluralismo (ou diversidade). Estes direitos nascem a partir do 
fenômeno da globalização política.
DICA DO LD
Pode ser que a banca cobre a quarta geração à luz do filósofo 
italiano Norberto Bobbio. Para ele, são direitos de quarta gera-
ção aqueles ligados aos avanços da engenharia genética.
11 Bonavides, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 26ª edição. Editora Malheiros, 2011. Páginas 570/572.
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Direitos Fundamentais de Quinta Geração
Paulo Bonavides defende, ainda, que o direito à paz (art. 4º, VI) representaria o direito fun-
damental de quinta geração12.
DICA DO LD
Cuidado: de maneira geral, o direito à paz é de terceira gera-
ção, por ser um direito metaindividual. Esse entendimento de 
que a paz representaria um direito de quinta geração é próprio 
de Paulo Bonavides. OK?
EVOLUÇÃO – CRITÉRIO CRONO-
LÓGICO
1a GERAÇÃO5a GERAÇÃO
2a GERAÇÃO
3a GERAÇÃO
4a GERAÇÃO
Norberto Bobbio: direitos ligados aos 
avanços da engenharia genética
direito à paz
democracia
informação
pluralismo
final do século XVIII
Estado Liberal
direitos negativos (abstenção)
direitos civis e políticos
ideal de liberdade
início do século XX
Estado Social
direitos positivos (prestacionais)
direitos sociais, econômicos e culturais
ideal de igualdade
meados do século XX
Estado Social
direitos positivos (prestacionais)
direitos metaindividuais
ideal de fraternidade (solidariedade)
A evolução dos direitos e garantias fundamentais no tempo está intimamente ligada a pró-
pria evolução do constitucionalismo (a história do Direito Constitucional). Vejamos.
Sempre houve a ideia da existência de uma norma jurídica suprema (acima das demais 
normas) que apresentasse a estruturação do Estado.
12 Bonavides, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 26ª edição. Editora Malheiros, 2011. Páginas 579/593.
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Trata-se do período denominado constitucionalismoantigo, que tem suas bases históricas 
lá no povo hebreu, com o estabelecimento, mesmo que de maneira incipiente, de limitações ao 
poder político no Estado teocrático (que adota uma religião oficial).
Como isso pode cair em concurso?
Questão 8 (TJ-CE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/2011) Acerca da 
história do constitucionalismo, é correto afirmar que Karl Loewenstein identificou indícios do 
seu surgimento entre os hebreus durante a Antiguidade, por ter lá encontrado certas limitações 
ao poder político, mormente aquelas que asseguravam aos profetas a legitimidade para fisca-
lizar os atos governamentais que extrapolassem os limites bíblicos.
Certo.
De fato, foi o jurista alemão Karl Loewenstein (o mesmo da classificação ontológica de Cons-
tituição) quem identificou indícios do surgimento do constitucionalismo entre os hebreus du-
rante a Antiguidade, por ter encontrado certas limitações ao poder político.
Entretanto, o movimento denominado constitucionalismo moderno surgiu apenas no fim 
do século XVIII, a partir das ideias revolucionárias franco-americanas, com o propósito de 
limitar o poder estatal absoluto. O seu marco histórico está na criação das Constituições dos 
Estados Unidos da América, de 1787, e da França, de 1791.
Essas ideias revolucionárias buscaram romper com o arbítrio próprio do Estado Absolu-
tista, que possuía poderes ilimitados, para implantar um novo modelo de Estado, o Estado 
Liberal, também chamado de Estado Moderno, com poder limitado pelo estabelecimento da 
separação dos poderes e de um rol mínimo de direitos e garantias fundamentais.
A característica marcante do constitucionalismo moderno foi a criação de constituições 
(normas jurídicas supremas) com o fim de limitar o exercício do poder estatal, até então 
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absoluto. Para tanto, foram concebidas constituições escritas e rígidas, inspiradas nos ideais 
do Iluminismo e na proteção das liberdades públicas, marcas centrais do liberalismo político e 
econômico vigentes à época, na busca de limites ao exercício do poder do Estado.
Perceba como isso cai em prova.
Questão 9 (TCE-MG/PROCURADOR/2007) Considerando a evolução histórica, não podem 
ser considerados como elementos que influíram na formação do constitucionalismo, dentre 
outros episódios, quando os Estados passaram a adotar leis fundamentais, também sobre a 
organização política, na transição da monarquia absoluta para o Estado Liberal de Direito, no 
final do século XVIII.
Errado.
É justamente o contrário. Pode ser considerado como elemento que influiu na formação do 
constitucionalismo, dentre outros episódios, quando os Estados passaram a adotar leis fun-
damentais (constituições), também sobre a organização política, na transição da monarquia 
absoluta para o Estado Liberal de Direito, no fim do século XVIII.
Pode-se, portanto, denominar o constitucionalismo moderno como o movimento político, 
jurídico e ideológico que idealizou a estruturação do Estado e a limitação do exercício de seu 
poder, concretizadas pela elaboração de uma constituição escrita e rígida destinada a repre-
sentar sua lei fundamental.
O conteúdo dessas primeiras constituições escritas e rígidas, de orientação liberal, resu-
mia-se no estabelecimento de normas acerca da organização do Estado, do exercício e da 
limitação do poder estatal, assegurada pela enumeração de direitos e garantias fundamentais 
dos indivíduos e pela separação dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Essa fase 
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do constitucionalismo moderno corresponde à consolidação da primeira geração dos direitos 
fundamentais, ligada ao ideal de liberdade: os direitos civis e políticos.
Já no início do século XX, no contexto da crescente Revolução Industrial, com o surgimen-
to da ideologia socialista, nasce a necessidade de se concretizar a igualdade de oportunida-
des a todos os integrantes da sociedade, uma vez que a igualdade formal não mais cumpria o 
seu o papel social.
A partir de então, desenvolveu-se a segunda geração dos direitos e garantias fundamen-
tais (direitos sociais, econômicos e culturais), notadamente com o surgimento da Constituição 
Mexicana de 1917 e da Constituição Alemã de 1919 (chamada de Constituição de Weimar), 
pautadas no ideal da igualdade material.
Nesse contexto, o Estado abandona seu ideal abstencionista (modelo de Estado Liberal 
que se mantém inerte – não intervencionista), passando a intervir no corpo social com a fina-
lidade de corrigir as desigualdades existentes. Passam os entes políticos a executar políticas 
públicas tendentes a garantir a fruição de direitos como a saúde, a moradia, a previdência, a 
educação. Essa nova fase inaugura o constitucionalismo contemporâneo.
Essa abordagem já foi objeto de prova. Perceba.
Questão 10 (EXAME DA OAB/2007.3) O descaso para com os problemas sociais, que veio 
a caracterizar o État Gendarme, associado às pressões decorrentes da industrialização em 
marcha, o impacto do crescimento demográfico e o agravamento das disparidades no interior 
da sociedade, tudo isso gerou novas reivindicações, impondo ao Estado um papel ativo na rea-
lização da justiça social. O ideal absenteísta do Estado liberal não respondia, satisfatoriamen-
te, às exigências do momento. Uma nova compreensão do relacionamento Estado/sociedade 
levou os poderes públicos a assumir o dever de operar para que a sociedade lograsse superar 
as suas angústias estruturais. Daí o progressivo estabelecimento pelos Estados de seguros 
sociais variados, importando intervenção intensa na vida econômica e a orientação das ações 
estatais por objetivos de justiça social. Gilmar Ferreira Mendes et al. Curso de Direito Consti-
tucional. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 223 (com adaptações). Esse texto caracteriza, em seu 
contexto histórico, a
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a) primeira geração de direitos fundamentais.
b) segunda geração de direitos fundamentais.
c) terceira geração de direitos fundamentais.
d) quarta geração de direitos fundamentais.
Letra b.
É exatamente o retrato da transição do Estado Liberal (absenteísta) para o Estado Social (pres-
tacional) no início do século XX, no contexto da Revolução Industrial. A única dúvida que tal-
vez paire é o significado do termo “État Gendarme”: numa tradução literal, significa Estado de 
Polícia ou Estado Guardião, mas empregado, no caso, como sinônimo de Estado Liberal não 
intervencionista. 
No Brasil, o constitucionalismo contemporâneo surgiu a partir do estabelecimento da 
Constituição Federal de 1934 – terceira Constituição Brasileira e a primeira a tratar da ordem 
econômica e social –, tendo comofonte inspiradora a Constituição Alemã de 1919 (Constitui-
ção de Weimar).
Já em meados do século XX, as constituições passaram a se preocupar com os interesses 
metaindividuais (acima da mera individualidade dos integrantes de uma dada sociedade). São 
os denominados direitos transindividuais, aí incluídos os direitos difusos, os coletivos e os 
individuais homogêneos.
Surgiu, assim, a terceira geração dos direitos e garantias fundamentais, marcados pelo 
ideal de fraternidade (solidariedade). Exemplos: direito ao meio ambiente equilibrado, ao de-
senvolvimento, ao progresso da humanidade, à paz social, à comunicação entre os povos.
É isso. Querido(a) aluno(a), em rápidas palavras, esse foi um breve histórico que retratou a 
evolução do Estado Liberal ao Estado Social, do constitucionalismo antigo ao contemporâneo, 
dos direitos e garantias fundamentais de primeira geração aos de terceira geração.
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OK?
Vamos, agora, desmistificar quem são os destinatários dos direitos e garantias fundamen-
tais. De antemão, já aviso para tomar cuidado com a cabeça do art. 5º.
4. Destinatários Dos Direitos e Garantias FunDamentais
Querido(a) aluno(a), a interpretação literal do caput do art. 5º conduz a um equívoco cras-
so!
Estabelece a norma que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito 
à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes [...]”.
A melhor interpretação da citada norma constitucional não leva à compreensão de que 
apenas os brasileiros e os estrangeiros residentes sejam destinatários dos direitos e garantias 
fundamentais. Na verdade, são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes 
na nossa Constituição Federal todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes 
ou não – e, até mesmo, os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem ne-
nhuma nacionalidade) e jurídicas (de direito público ou de direito privado), desde que o direito 
tratado seja compatível com a sua natureza.
Essa parte final é muito interessante. Sem dúvida que, genericamente, podemos afirmar 
que todas as pessoas físicas e jurídicas são destinatárias dos direitos e garantias fundamen-
tais previstos na nossa Constituição Federal. No entanto, não há que se falar em direitos po-
líticos ao estrangeiro. Tampouco se pode pensar em direito à saúde de uma empresa. Esses 
direitos não são compatíveis com a natureza jurídica deles.
cuidado com o art. 5° , “caput”
todas as pessoas, desde que o direito 
visado seja compatível com a sua natureza
DESTINATÁRIOS
Vejamos como isso é cobrado!
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Questão 11 (TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/PSICOLOGIA/2011) As 
pessoas jurídicas de direito privado ou público são destinatárias dos direitos e garantias fun-
damentais compatíveis com sua natureza.
Certo.
Exatamente como tratamos.
Questão 12 (STM/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2011) As pessoas jurídicas são beneficiárias 
dos direitos e garantias individuais, desde que tais direitos sejam compatíveis com sua natureza.
Certo.
Exatamente isso! 
Questão 13 (SRF/ANALISTA TRIBUTÁRIO/2009) Pessoas jurídicas de direito público não 
podem ser titulares de direitos fundamentais.
Errado.
Em geral, todas as pessoas podem ser titulares de direitos fundamentais, inclusive as pessoas 
jurídicas de direito público, como as entidades federativas (União, Estados-membros, Distrito 
Federal e Municípios), as autarquias, as fundações públicas de direito público.
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Questão 14 (IRB/DIPLOMATA/2013) Os brasileiros, natos e naturalizados, e os estrangeiros 
residentes no país são igualmente destinatários dos direitos e garantias fundamentais. Apenas 
os estrangeiros não residentes que estejam em trânsito pelo território nacional não dispõem 
de meios jurisdicionais para assegurar a validade e o gozo desses direitos.
Errado.
Conforme afirmamos, todos os estrangeiros (residentes ou não) são igualmente destinatários 
dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 15 (MPU/NÍVEL MÉDIO/2013) Embora os direitos e as garantias fundamentais se 
destinem essencialmente às pessoas físicas, alguns deles podem ser estendidos às pessoas 
jurídicas.
Certo.
Um exemplo é a proteção da honra objetiva de uma empresa. De acordo com a Súmula 227, do 
STJ, a pessoa jurídica pode sofrer dano moral. Nesse caso, trata-se de proteção da chamada 
honra objetiva. Conforme reconheceu o STJ, “quando se trata de pessoa jurídica, o tema da 
ofensa à honra propõe uma distinção inicial: a honra subjetiva, inerente à pessoa física, que 
está no psiquismo de cada um e pode ser ofendida com atos que atinjam a sua dignidade, 
respeito próprio, autoestima, etc., causadores de dor, humilhação, vexame; a honra objetiva, 
externa ao sujeito, que consiste no respeito, admiração, apreço, consideração que os outros 
dispensam à pessoa. Por isso se diz ser a injúria um ataque à honra subjetiva, à dignidade da 
pessoa, enquanto que a difamação é ofensa à reputação que o ofendido goza no âmbito social 
onde vive. A pessoa jurídica, criação da ordem legal, não tem capacidade de sentir emoção e 
dor, estando por isso desprovida de honra subjetiva e imune à injúria. Pode padecer, porém, de 
ataque à honra objetiva, pois goza de uma reputação junto a terceiros, passível de ficar abalada 
por atos que afetam o seu bom nome no mundo civil ou comercial onde atua”.
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Questão 16 (TJ-PB/JUIZ SUBSTITUTO/2011) A jurisprudência do STF reconhece que os 
estrangeiros, mesmo os não residentes no país, são destinatários dos direitos fundamentais 
consagrados pela CF, sem distinção de qualquer espécie em relação aos brasileiros. No mes-
mo sentido, as pessoas jurídicas são destinatárias dos direitos e garantias elencados na CF, na 
mesma proporção das pessoas físicas.
Errado.
Duplamente errado. O correto seria: a jurisprudência do STF reconhece que os estrangeiros, 
mesmo os não residentes no país, são destinatários dos direitos fundamentais consagrados 
pela CF/1988, COM distinção em relação aos brasileiros, uma vez que só gozam dos direitoscompatíveis com sua condição de estrangeiro. No mesmo sentido, as pessoas jurídicas são 
destinatárias dos direitos e garantias elencados na CF/1988, em proporção DIFERENTE das 
pessoas físicas, haja vista que só podem usufruir daqueles direitos fundamentais compatíveis 
com sua natureza.
Questão 17 (STM/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2011) As pessoas jurídicas são beneficiárias 
dos direitos e garantias individuais, desde que tais direitos sejam compatíveis com sua natureza.
Certo.
Exatamente isso!
Questão 18 (STF/NÍVEL SUPERIOR/2013) Considerando-se que o art. 5º da CF prevê que 
todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasi-
leiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, é correto afirmar que aos estrangeiros não residentes 
no Brasil não se garantem esses direitos.
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Errado.
Conforme ensinamos, até os estrangeiros não residentes são destinatários dos direitos e das 
garantias constitucionalmente previstos. Imagine a situação de um estrangeiro que esteja fa-
zendo turismo no Brasil. Este estrangeiro não residente goza de direitos fundamentais, tais 
como, o direito à vida, o direito à liberdade de locomoção, o direito à propriedade.
5. eFiCáCia Horizontal ou eFiCáCia externa
Para explicar essa parte da teoria geral, precisamos adentrar um pouco na história geral. 
Então, vamos lá!
Na origem (fim do século XVIII), os direitos e as garantias fundamentais visavam regular 
apenas as relações entre o Estado e o particular, ou seja, foram concebidos para proteger os 
súditos (o povo) em face da ação opressora do Estado. Nessa fase, falava-se tão somente em 
eficácia vertical dos direitos e garantias fundamentais (vertical porque o Estado se situa acima 
do seu povo).
Ocorre que a evolução constitucional permitiu a aplicação de tais direitos também às re-
lações privadas ou horizontais entre pessoas privadas (horizontal porque os envolvidos estão 
no mesmo nível). Ou seja, muito embora os direitos e garantias fundamentais tenham sido 
criados para regular as relações verticais entre o Estado e os seus súditos, passaram, também, 
com o tempo, a ser empregados nas relações horizontais entre pessoas privadas (é o que se 
denomina eficácia horizontal dos direitos e garantias fundamentais).
Tenho observado uma certa dificuldade na compreensão da eficácia horizontal dos direitos 
fundamentais, especialmente por aqueles que estão estudando o Direito Constitucional pela 
primeira vez. Então, vamos tentar ser mais elucidativos.
Pensemos no princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. Quando este prin-
cípio foi positivado (ou seja, inserido na Constituição Federal pela primeira vez), a ideia era a 
de que o Estado não poderia tratar as pessoas de maneira desumana (tratava-se da eficácia 
vertical, considerando que o Estado está acima das pessoas). Com a evolução da aplicação 
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dos direitos fundamentais também nas relações privadas, o respeito à dignidade da pessoa 
humana passou a ser observado inclusive nas relações horizontais (a chamada eficácia hori-
zontal – horizontal no sentido de que os partícipes estão no mesmo patamar).
Vamos a um exemplo: imagine uma residência que mantém uma empregada doméstica. O 
patrão tem o dever de tratá-la com dignidade, porque nesta relação privada deve ser observado 
o princípio da dignidade da pessoa humana. É a eficácia horizontal dos direitos fundamentais. 
Patrão e empregada estão no mesmo patamar e devem tratar-se com dignidade porque este 
princípio fundamental é de observância obrigatória nas relação jurídicas privadas.
Outro exemplo, tirado da jurisprudência do STF, diz respeito à impossibilidade de expulsão de 
um associado sem o devido processo legal. Entendeu a Suprema Corte que uma associação 
só pode desligar um associado se der a ele o direito ao contraditório e à ampla defesa. A asso-
ciação e o associado estão no mesmo patamar. Trata-se, portanto, de uma relação horizontal 
entre pessoas privadas. Mesmo assim, entendeu o STF que nessa relação horizontal deve ser 
respeitados os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Com-
preendeu?
muito embora criados para regular as relações 
verticais entre o Estado e o seu povo, os direitos 
e garantias fundamentais também se aplicam nas 
relações horizontais entre pessoas privadas
exemplo: expulsão de associado sem direito de 
defesa (STF)
EFICÁCIA 
HORIZONTAL
6. teoria Dos limites Dos limites Dos Direitos FunDamentais 
Querido(a) aluno(a), vou aprofundar o estudo, dentro do nosso audacioso objetivo de GA-
BARITAR Direito Constitucional. Combinado?
Já sabemos que os direitos fundamentais possuem como característica a relatividade, isto 
é, são, em regra, não absolutos.
Isso quer dizer que é possível limitar a extensão dos direitos fundamentais. Mas essa pos-
sibilidade encontra sua limitação na manutenção do “núcleo essencial” do direito fundamen-
tal.
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Essa teoria chama-se teoria dos limites dos limites dos direitos fundamentais (chamado 
pela doutrina alemã de Schranken-Schranken).
Segundo a teoria dos limites dos limites dos direitos fundamentais, a restrição ao direito 
fundamen tal, que decorre da própria Constituição, somente é válida se respeitado o seu núcleo 
essencial. Entende-se por núcleo essencial, o conteúdo mínimo e intangível do direito funda-
mental, que deve sempre ser protegido em quaisquer circunstâncias, sob pena de se criar gra-
ve situação inconstitucional. 
Vamos a um exemplo hipotético, porém elucidativo. Hoje é possível a qualquer pessoa que 
atenda aos requisitos do aplicativo, dirigir carro compartilhado e fazer disso a sua profissão. 
No entanto, o art. 5º, inc. XIII, diz que “ é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profis-
são, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Ou seja, pode o Congresso 
Nacional editar uma lei para restringir a profissão de motorista de aplicativo. Entretanto, esse 
poder de restrição encontra limites na manutenção do núcleo essencial da liberdade profis-
sional. Assim, se o Congresso Nacional fere o núcleo essencial da liberdade profissional, essa 
restrição será inconstitucional, por desrespeitar a teoria dos limites dos limites dos direitos 
fundamentais. Imagine se a lei federal disser que só pode dirigir carro compartilhado aquele 
que possuir carteira de motorista a mais de 30 anos e nunca ter cometido infração de trânsito. 
Nesse caso, será que o Congresso Nacional respeitou o núcleo essencial da liberdade pro-fissional? Entendo que não, porque se trata, no caso, de uma restrição tão severa que fere de 
morte o núcleo essencial da liberdade profissional. Muito embora possua o poder de restringir 
os direitos fundamentais, essa limitação encontra limites na preservação do núcleo essencial 
do direito fundamental. Ficou claro agora?
SCHRANKEN-SCHRANKEN (doutrina alemã)
A limitação dos direitos fundamentais somente é 
válida se respeitar o seu núcleo essencial 
Núcleo essencial: conteúdo mínimo e intangível 
Ex.: regulamentação excessiva que atinja o núcleo 
essencial da liberdade profissional
TEORIA DOS 
LIMITES DOS 
LIMITES
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7. Colisão entre Direitos FunDamentais – apliCação Do prinCípio Da pro-
porCionaliDaDe
Meu (minha) aluno(a), é possível, num caso concreto, haver conflito entre direitos funda-
mentais. Em outras palavras, em uma situação real, pode haver uma dúvida sobre qual direito 
fundamental que deverá ser aplicado. 
Para a solução de conflitos entre direitos fundamentais, uti liza-se o princípio da propor-
cionalidade, que determina que a relação entre o fim que se busca e o meio utilizado deva ser 
proporcional, ou seja, não excessiva. 
O princípio da proporcionalidade, na verdade, subdivide-se em três outros subprincípios: 1) 
adequação; 2) necessidade; 3) proporcionalidade em sentido estrito. 
O subprincípio da adequação exige que qualquer medida restritiva de direitos fundamen-
tais deve ser idônea à consecução da finalidade pretendida. Ou seja, a medida a ser adotada 
deve ser adequada para se chegar ao resultado almejado. 
Por sua vez, o subprincípio da necessidade determina que a medida restritiva deve ser 
realmente indispensável e que não possa ser substituída por outra de igual eficá cia e menos 
gravosa. 
Por fim, o subprincípio da proporcionalidade em sentido estrito impõe que o ônus deter-
minado pela medida deve ser inferior ao benefício por ela buscado. Trata-se da verificação da 
relação custo-benefício da medida, da ponderação entre os danos causados e os resultados a 
serem obtidos. 
Vamos, mais uma vez, a um exemplo hipotético (esdrúxulo, mas esclarecedor). Imagine que 
em um determinado Município há uma quantidade excessiva de crimes cometidos por adoles-
centes. O Juiz da Infância e da Juventude desta comarca baixa uma portaria impedindo que 
crianças e adolescentes saiam de suas casas após as 20 horas. Temos nessa medida dois 
direitos igualmente fundamentais em conflito: de um lado, temos a segurança pública e, de 
outro, a liberdade de locomoção. Para sabermos se a portaria do juiz é (ou não) proporcional, 
temos que utilizar os três “filtros”: 1) adequação; 2) necessidade; e 3) proporcionalidade em 
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sentido estrito. A portaria do juiz é adequada? Sim. Proibindo os jovens de estarem nas ruas 
após às 20 horas, isso diminuirá a delinquência juvenil. Ou seja, a portaria atinge o objetivo 
buscado. Por outro lado, a portaria do juiz é necessária? Em outros termos, haveria outro meio 
menos gravoso para atingir o mesmo objetivo? Entendo que a portaria é desnecessária, uma 
vez que há outros meios menos gravosos para atingir o mesmo fim, como aumentar o poli-
ciamento nas ruas. Por fim, a portaria do juiz passa pelo crivo da proporcionalidade em sen-
tido estrito? Também entendo que não. Numa ponderação entre os prejuízos causados e os 
benefícios atingidos, creio que os males da portaria são maiores do que as vantagens por sua 
adoção. Por tudo isso, na minha visão (você pode ter opinião diferente), a medida adotada pelo 
juiz é desproporcional, não devendo ser adotada. 
Concluo que, no caso concreto apresentado, deve-se privilegiar a liberdade de locomoção em 
detrimento da segurança pública. OK?
Essa é a utilização do princípio da proporcionalidade para a resolução de eventuais conflitos 
entre direitos fundamentais em um determinado caso concreto.
Outro exemplo pode ser extraído da Lei nº 13.301, de 2016. O art. 1º, § 1º, IV, desta Lei prevê a 
possibilidade de ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de 
abandono, ausência ou recusa de pessoa que possa permitir o acesso de agente público, regu-
larmente designado e identificado, quando se mostre essencial para a contenção das doenças. 
Cuida-se de uma possibilidade legal de se relativizar a inviolabilidade domiciliar como medida 
para o controle do mosquito transmissor do vírus da dengue, do vírus chikungunya e do vírus 
da zika. Temos, no caso, de um lado, o direito à inviolabilidade domiciliar e, de outro, o direito à 
saúde pública. Qual deve prevalecer? Em minha opinião, nesse caso concreto, o direito da cole-
tividade à saúde pública. Observando a Lei em comento sob o prisma da proporcionalidade, 
será que passaria pelos 3 “filtros”? Vejamos: a Lei é adequada, uma vez que entrar forçadamen-
te no imóvel permitirá o controle da proliferação do mosquito. De outro lado, não vislumbro uma 
medida menos gravosa para o atingimento do objetivo que é controlar o aumento das doenças 
provocadas pelo mosquito, portanto, a lei é necessária. Por fim, numa relação de custo-bene-
fício, cuidar da saúde pública da comunidade afetada é mais importante do que se preservar 
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a inviolabilidade domiciliar de uma casa em que há a presença do mosquito transmissor das 
doenças citadas, o que demonstra haver proporcionalidade em sentido estrito. Assim, resta 
claro que o ingresso forçado, no caso em questão, atende ao princípio da proporcionalidade, 
devendo prevalecer a saúde pública em detrimento da proteção da inviolabilidade domiciliar.
Compreendeu?
Art. 1° Na situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus da dengue, 
do vírus chikungunya e do vírus da zika, a autoridade máxima do Sistema Único de Saúde-SUS de âmbito federal, 
estadual, distrital e municipal fica autorizada a determinar e executar as medidas necessárias ao controle das 
doenças causadas pelos referidos vírus [ ...]. §1º Entre as medidas que podem ser determinadas e executadas para a 
contenção das doenças causadas pelos vírus de que trata o caput, destacam-se: [...] IV – ingresso forçado em imóveis 
públicos e particulares, no caso de situação de abandono, ausência ou recusa de pessoa que possa permitir o acesso 
de agente público, regularmente designado e identificado, quando se mostre essencial para a contenção das doenças.
Adequação
Necessidade
Proporcionalidade 
em sentido estrito
a medida é idônea para atingir 
a finalidade pretendida
não há outra medida menos gravosa
o ônus imposto deve ser 
inferior ao benefício atingido
PRINCÍPIO DA 
PROPORCIONALIDADEIngresso forçado em 
imóvel abandonado
COLISÃO ENTRE 
DIREITOS 
FUNDAMENTAIS
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Vamos a um mapa mental dos pontos da teoria geral dos direitos e garantias fundamentais 
que já estudamos até aqui e não podemos esquecer.
TEORIA GERAL DOS 
DIREITOS E GARANTIAS 
FUNDAMENTAIS
DISTINÇÃO ENTRE DIREITOS E 
GARANTIAS FUNDAMENTAISEFICÁCIA HORIZONTAL
CARACTERÍSTICAS
EVOLUÇÃO
DESTINATÁRIOS
TEORIA DOS LIMITES DOS LIMITES
COLISÃO ENTRE DIREITOS FUNDAMENTAIS
muito embora criados para regular as rela-
ções verticais entre o Estado e o seu povo, os 
direitos e garantias fundamentais também se 
aplicam nas relações horizontais entre pes-
soas privadas
todas as pessoas, desde que o direito visado 
seja compatível com a sua natureza
A limitação dos direitos fundamentais somente 
é válida se respeitar o seu núcleo essencial
Deve-se aplicar o princípio da proporcionalidade 
sob o seu triplo aspecto (adequação, necessi-
dade e proporcionalidade em sentido estrito)
Direitos: bens jurídicos
Garantias: instrumentos
historicidade
universalidade
relatividade
irrenunciabilidade
inalienabilidade
imprescritibilidade
1a geração: civis e políticos
2a geração: sociais, econômicos e culturais
3a geração: metaindividuais
4a geração: democracia, informação e pluralismo
5a geração: paz
8. os Quatro StatuS De Jellinek
Com a finalidade de explicar a relevante função desempenhada pelos direitos e garantias 
fundamentais, Georg Jellinek desenvolveu, no final do século XIX, a doutrina dos quatros status 
em que o indivíduo pode-se encontrar diante do Estado: o status passivo, o status negativo, o 
status positivo e o status ativo. Vejamos cada um deles: 
a) status passivo ou subjectionis: quando o indivíduo se encontra em posição de subordi-
nação aos poderes públicos, caracterizando-se como detentor de deveres para com o Estado 
(exemplo: a Constituição Federal proíbe o voto para menores de 16 anos. Todos os jovens que 
não tenham atingido essa idade mínima devem se subordinar a essa proibição e não poderão 
votar); 
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Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
b) status negativo ou status libertatis: caracterizado por um espaço de liberdade de atua-
ção dos indivíduos sem ingerências dos poderes públicos (exemplo: o Estado deve respeitar o 
direito à liberdade de locomoção dos seus súditos); 
c) status positivo ou status civitatis: posição que coloca o indivíduo em situação de exigir 
do Estado que atue positivamente em seu favor (exemplo: o Estado tem o dever de prestar um 
serviço de saúde pública de qualidade); 
d) status ativo: situação em que o indivíduo pode influir na formação da vontade estatal, 
correspondendo ao exercício dos direitos políticos manifestados principalmente por meio do 
voto (exemplo: conforme dito, o direito constitucional ao voto é uma manifestação do “status” 
ativo).
Posição de subordinação
Indivíduo como detentor de deveres perante o 
Estado (submissão às proibições)
Ex.: impossibilidade do voto para menores de 16
Espaço de liberdade sem ingerência do Estado
Ex.: liberdade de locomoção
Condição de exigir uma atuação positiva 
do Estado
Ex.: direito à saúde pública de qualidade
Exercício dos direitos políticos
Ex.: direito ao voto
Criado no final do séc. XIX por Georg Jellinek
“Status” passivo ou “status subjectionis”
“Status” negativo ou “status libertatis”
“Status” positivo ou “status civitatis”
“Status” ativo
“Status” em que o indivíduo pode-se 
encontrar diante do Estado
QUATRO “STATUS“ 
DE JELLINEK
Questão 19 (2019/CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO SERGIPE/FARMACÊUTICO 
FISCAL) De acordo com a teoria dos status dos direitos fundamentais, o positivo é considera-
do como aquele que congrega os direitos relacionados à capacidade do cidadão de influenciar 
a vontade estatal.
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Errado.
Conforme acabamos de ver, é o status ativo que coloca o indivíduo numa posição de influen-
ciar a formação da vontade geral do Estado.
É isso!
Espero que tenha se divertido com a nossa aula. Se existirem dúvidas, estou no fórum de 
dúvidas, pronto para “espancar” todas elas. Gostaria de receber sua avaliação acerca da nossa 
aula. Isso é muito importante para nós.
Fique com Deus, fortíssimo abraço e bons estudos!
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
RESUMO
Direitos e Garantias Fundamentais: o gênero “direitos e garantias fundamentais” é com-
posto de 5 espécies (os Capítulos do Título II) – a) Capítulo 1: direitos e deveres individuais 
e coletivos; b) Capítulo 2: direitos sociais; c) Capítulo 3: nacionalidade; d) Capítulo 4: direitos 
políticos; e) Capítulo 5: partidos políticos.
Distinção entre Direitos e Garantias Fundamentais: os direitos fundamentais são os bens 
jurídicos tutelados pela Constituição Federal, de cunho declaratório. Por sua vez, as garantias 
fundamentais são instrumentos de proteção de um determinado direito também previstos na 
Constituição, de cunho assecuratório.
Direitos Fundamentais X Direitos Humanos: Os direitos fundamentais encontram-se pre-
vistos na Constituição Federal de um determinado Estado, ou seja, são normas jurídicas in-
ternas de um certo País. Por sua vez, os direitos humanos, universalmente adotados, estão 
assegurados em tratados internacionais, isto é, são normas jurídicas internacionais.
Características dos Direitos e Garantias Fundamentais: 1) historicidade: significa que os 
direitos e garantias fundamentais foram criados ao longo da história; 2) universalidade: os di-
reitos e garantias fundamentais destinam-se a todas as pessoas; 3) relatividade: os direitos e 
garantias fundamentais não são absolutos, mas sim relativos; 4) irrenunciabilidade: os direitos 
e garantias fundamentais não podem ser objeto de renúncia, o que pode ocorrer é o não uso; 
5) inalienabilidade: os direitos e garantias fundamentais não podem ser negociados por não 
possuírem conteúdo patrimonial; 6) imprescritibilidade: os direitos e garantias fundamentais 
não desaparecem pelo decurso do tempo.
Direitos Fundamentais de Primeira Geração: surgiram com as revoluções liberais do fim do 
século XVIII (Revolução Francesa e Independência do Estados Unidos da América), objetivan-
do a restrição do poder absoluto do Estado, a partir do respeito às liberdades públicas, no con-texto da criação de um novo modelo de Estado: o Estado Liberal. São direitos negativos, pois 
exigem uma abstenção do Estado (um não fazer) em favor das liberdades públicas. Possuem 
como destinatários os súditos (o povo), como forma de proteção em face da ação opressora 
do Estado. São os direitos civis e políticos, ligados ao ideal de liberdade.
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
Direitos Fundamentais de Segunda Geração: surgiram no início do século XX, no contexto 
do surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em oposição ao Estado Libe-
ral. São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação positiva do Estado (um fazer). 
Correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados ao ideal de igualdade.
Direitos Fundamentais de Terceira Geração: em meados do século XX, surgiram os direi-
tos de terceira geração, denominados “direitos metaindividuais” (ou transindividuais), ligados 
ao ideal de fraternidade (ou solidariedade). São também direitos positivos, no bojo do Estado 
Social, tais como direito à preservação do meio ambiente, da autodeterminação dos povos, da 
paz, do progresso da humanidade, do patrimônio histórico e cultural etc.
Destinatários dos Direitos e Garantias Fundamentais: são destinatárias dos direitos e ga-
rantias fundamentais presentes na nossa Constituição Federal todas as pessoas físicas (na-
cionais, estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, os apátridas – expressão que de-
signa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade) e jurídicas (de direito público ou de 
direito privado), desde que o direito tratado seja compatível com a sua natureza.
Eficácia Horizontal dos Direitos e Garantias Fundamentais: muito embora os direitos e ga-
rantias fundamentais tenham sido criados para regular as relações verticais entre o Estado e 
os seus súditos, passaram também, com o tempo, a ser empregados nas relações horizontais 
entre pessoas privadas.
Teoria dos Limites dos Limites dos Direitos Fundamentais: a restrição ao direito funda-
mental, que decorre da própria Constituição, somente é válida se respeitado o seu núcleo es-
sencial. Entende-se por núcleo essencial, o conteúdo mínimo e intangível do direito fundamen-
tal, que deve sempre ser protegido em quaisquer circunstâncias, sob pena de se criar grave 
situação inconstitucional.
Colisão entre Direitos Fundamentais - Aplicação do Princípio da Proporcionalidade: para 
a solução de conflitos entre direitos fundamentais, utiliza-se o princípio da proporcionalidade, 
que determina que a relação entre o fim que se busca e o meio utilizado deva ser proporcional, 
ou seja, não excessiva. O princípio da proporcionalidade, na verdade, subdivide-se em três ou-
tros subprincípios: 1) adequação; 2) necessidade; 3) proporcionalidade em sentido estrito. O 
subprincípio da adequação exige que qualquer medida restritiva de direitos fundamentais deve 
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ser idônea à consecução da finalidade pretendida. Por sua vez, o subprincípio da necessidade 
determina que a medida restritiva deve ser realmente indispensável e que não possa ser subs-
tituída por outra de igual eficácia e menos gravosa. Por fim, o subprincípio da proporcionalida-
de em sentido estrito impõe que o ônus determinado pela medida deve ser inferior ao benefício 
por ela buscado. Trata-se da verificação da relação custo-benefício da medida, da ponderação 
entre os danos causados e os resultados a serem obtidos.
Os quatro status de Jellinek: a) status passivo ou subjectionis: quando o indivíduo se en-
contra em posição de subordinação aos poderes públicos, caracterizando-se como detentor 
de deveres para com o Estado; b) status negativo ou status libertatis: caracterizado por um 
espaço de liberdade de atuação dos indivíduos sem ingerências dos poderes públicos; c) sta-
tus positivo ou status civitatis: posição que coloca o indivíduo em situação de exigir do Estado 
que atue positivamente em seu favor; d) status ativo: situação em que o indivíduo pode influir 
na formação da vontade estatal, correspondendo ao exercício dos direitos políticos manifesta-
dos principalmente por meio do voto.
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Luciano Dutra
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DIREITO CONSTITUCIONAL
QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (CRF-TO/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2019) Com base na Constituição Fe-
deral, acerca dos direitos e garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.
a) Aplicam-se somente a cidadãos maiores de 18 anos de idade ou aos emancipados por de-
cisão judicial transitada em julgado.
b) São garantidos somente aos brasileiros que estiverem no pleno gozo dos respectivos direi-
tos políticos.
c) Não são garantidos aos presidiários que sofreram condenação criminal.
d) São garantidos a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no País.
e) Podem ser suspensos por ato do Poder Executivo federal.
Questão 2 (TRF-3ª/ANALISTA JUDICIÁRIO ARQUIVOLOGIA/2014) A Constituição Fede-
ral de 1988, ao disciplinar o regime jurídico do estrangeiro residente no país, estabeleceu que, 
quanto a eles,
a) não se aplicam os direitos sociais conferidos aos trabalhadores urbanos.
b) garante-se, como regra geral, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à se-
gurança e à propriedade em condições idênticas aos brasileiros.
c) podem alistar-se como eleitores independentemente de naturalização, desde que residentes 
há mais de 10 anos no país.
d) não podem impetrar diretamente habeas corpus em caso de prisão, ainda que ilegal ou de-
corrente de abuso de poder.
e) não podem invocar o direito de acesso à educação, mesmo no ensino fundamental, sendo 
mera faculdade da Administração pública, provê-lo, havendo excedente de vagas.
Questão 3 (PREFEITURA DE SUZANO-SP/ASSISTENTE JURÍDICO/2016) São direitos 
fundamentais, previstos na Constituição Federal:
a) de segunda geração, os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades pú-
blicas), surgidos institucionalmente a partir da Magna Charta.
b) de terceira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
c) de segunda geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
d) de primeira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidosno início do sé-
culo XX.
e) de quarta geração, os direitos de solidariedade ou fraternidade, que englobam o direito a um 
meio ambiente equilibrado, uma saudável qualidade de vida.
Questão 4 (TRF-2ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO/2017) “Iliel e Anel travaram in-
tenso debate a respeito da relevância da distinção, para a República Federativa do Brasil, do 
conceito de nacionalidade, em especial sob o prisma da fruição de direitos e garantias indivi-
duais. Para Iliel, os direitos e garantias individuais são privativos dos brasileiros, natos ou natu-
ralizados. Anel, por sua vez, acresceu que somente quem tem direitos políticos possui direitos 
e garantias individuais.” À luz do disposto na Constituição da República, é correto afirmar que
a) somente a afirmação de Iliel está incorreta.
b) as afirmações de Iliel e Anel estão totalmente incorretas.
c) somente a afirmação de Anel está incorreta.
d) as afirmações de Iliel e Anel estão totalmente corretas.
Questão 5 (EXAME DA OAB/2007.3) O descaso para com os problemas sociais, que veio 
a caracterizar o État Gendarme, associado às pressões decorrentes da industrialização em 
marcha, o impacto do crescimento demográfico e o agravamento das disparidades no interior 
da sociedade, tudo isso gerou novas reivindicações, impondo ao Estado um papel ativo na rea-
lização da justiça social. O ideal absenteísta do Estado liberal não respondia, satisfatoriamen-
te, às exigências do momento. Uma nova compreensão do relacionamento Estado/sociedade 
levou os poderes públicos a assumir o dever de operar para que a sociedade lograsse superar 
as suas angústias estruturais. Daí o progressivo estabelecimento pelos Estados de seguros 
sociais variados, importando intervenção intensa na vida econômica e a orientação das ações 
estatais por objetivos de justiça social. Gilmar Ferreira Mendes et al. Curso de Direito Consti-
tucional. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 223 (com adaptações). Esse texto caracteriza, em seu 
contexto histórico, a
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
a) primeira geração de direitos fundamentais.
b) segunda geração de direitos fundamentais.
c) terceira geração de direitos fundamentais.
d) quarta geração de direitos fundamentais.
Questão 6 (XXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) A teoria dimensional dos direitos fun-
damentais examina os diferentes regimes jurídicos de proteção desses direitos ao longo do 
constitucionalismo democrático, desde as primeiras Constituições liberais até os dias de hoje. 
Nesse sentido, a teoria dimensional tem o mérito de mostrar o perfil de evolução da proteção 
jurídica dos direitos fundamentais ao longo dos diferentes paradigmas do Estado de Direito, 
notadamente do Estado Liberal de Direito e do Estado Democrático Social de Direito. Essa 
perspectiva, calcada nas dimensões ou gerações de direitos, não apenas projeta o caráter 
cumulativo da evolução protetiva, mas também demonstra o contexto de unidade e indivisibili-
dade do catálogo de direitos fundamentais do cidadão comum. A partir dos conceitos da teoria 
dimensional dos direitos fundamentais, assinale a afirmativa correta.
a) Os direitos estatais prestacionais, ligados ao Estado Liberal de Direito, nasceram atrelados 
ao princípio da igualdade formal perante a lei, perfazendo a primeira dimensão de direitos.
b) A chamada reserva do possível fática, relacionada à escassez de recursos econômicos e 
financeiros do Estado, não tem nenhuma influência na efetividade dos direitos fundamentais 
de segunda dimensão do Estado Democrático Social de Direito.
c) O conceito de direitos coletivos de terceira dimensão se relaciona aos direitos transindi-
viduais de natureza indivisível de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por 
circunstâncias de fato, como ocorre com o direito ao meio ambiente.
d) Sob a égide da estatalidade mínima do Estado Liberal, os direitos negativos de defesa dota-
dos de natureza absenteísta são corretamente classificados como direitos de primeira dimen-
são.
Questão 7 (EXAME DE OAB/2007.1) A respeito dos direitos e das garantias fundamentais, 
assinale a opção correta.
a) No que se refere à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das 
pessoas, a Constituição Federal assegurou a preferência pelo modelo de reparação em detri-
mento da prevenção ao dano.
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Luciano Dutra
Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
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b) Os direitos e garantias fundamentais, criados como direitos negativos, impedem o poder 
público, mas não a esfera privada, de violar o espaço mínimo de liberdades assegurado pela 
Constituição Federal.
c) De acordo com a doutrina majoritária, os direitos de segunda geração, ou direitos sociais, 
não constituem simples normas de natureza dirigente, sendo verdadeiros direitos subjetivos 
que impõem ao Estado um facere.
d) A casa é o asilo inviolável, nela não se pode penetrar, salvo na hipótese de flagrante delito ou 
para prestar socorro, durante o dia, ou por ordem judicial.
Questão 8 (XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO) O constitucionalismo brasileiro, desde 
1824, foi construído a partir de vertentes teóricas que estabeleceram continuidades e cliva-
gens históricas no que se refere à essência e à inter-relação das funções estatais, tanto no 
plano vertical como no horizontal, bem como à proteção dos direitos fundamentais. A partir 
dessa constatação, assinale a afirmativa correta.
a) A Constituição de 1824 adotou, de maneira rígida, a tripartição das funções estatais, que 
seriam repartidas entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
b) A Constituição de 1891 dispôs sobre o federalismo de cooperação e delineou um Estado 
Social e Democrático de Direito.
c) A Constituição de 1937 considerou o Supremo Tribunal Federal o guardião da Constituição, 
detendo a última palavra no controle concentrado de constitucionalidade.
d) A Constituição de 1946 foi promulgada e reinaugurou o período democrático no Brasil, tendo 
contemplado um rol de direitos e garantias individuais.
Questão 9 (XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Dois advogados, com grande experiência 
profissional e com a justa preocupação de se manterem atualizados, concluem que algumas 
ideias vêm influenciando mais profundamente a percepção dos operadores do direito a res-
peito da ordem jurídica. Um deles lembra que a Constituição brasileira vem funcionando como 
verdadeiro “filtro”, de forma a influenciar todas as normas do ordenamento pátrio com os seus 
valores. O segundo, concordando, adiciona que o crescente reconhecimento da natureza nor-
mativo-jurídica dos princípios pelos tribunais, especialmente pelo Supremo Tribunal Federal, 
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Luciano Dutra
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tem aproximado as concepções de direito e justiça (buscada no diálogoracional) e oferecido 
um papel de maior destaque aos magistrados. As posições apresentadas pelos advogados 
mantêm relação com uma concepção teórico-jurídica que, no Brasil e em outros países, vem 
sendo denominada de:
a) neoconstitucionalismo.
b) positivismo-normativista.
c) neopositivismo.
d) jusnaturalismo.
Questão 10 (IRB/DIPLOMATA/2013) Os brasileiros, natos e naturalizados, e os estrangeiros 
residentes no país são igualmente destinatários dos direitos e garantias fundamentais. Apenas 
os estrangeiros não residentes que estejam em trânsito pelo território nacional não dispõem 
de meios jurisdicionais para assegurar a validade e o gozo desses direitos.
Questão 11 (MPU/NÍVEL MÉDIO/2013) Embora os direitos e as garantias fundamentais se 
destinem essencialmente às pessoas físicas, alguns deles podem ser estendidos às pessoas 
jurídicas.
Questão 12 (BACEN/PROCURADOR/2013) O direito de petição, assegurado às pessoas na-
turais, nacionais ou estrangeiras residentes no país, não se estende às pessoas jurídicas.
Questão 13 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos fundamentais são imprescritíveis, ou seja, não perdem efeito com o decurso do tempo.
Questão 14 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos fundamentais são irrenunciáveis.
Questão 15 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Todo 
ser humano detém direitos fundamentais, independentemente de raça, credo, nacionalidade 
ou convicção política.
Questão 16 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos são criados em conformidade com determinado contexto histórico e se tornam funda-
mentais quando constitucionalizados.
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Luciano Dutra
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Questão 17 (CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO-PB/TÉCNICO MUNICIPAL DE CON-
TROLE INTERNO/2018) Os direitos e as garantias fundamentais constitucionais estendem-se 
aos estrangeiros em trânsito no território nacional, mas não às pessoas jurídicas, por falta de 
previsão constitucional expressa.
Questão 18 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Os 
direitos destinados a assegurar a soberania popular mediante a possibilidade de interferência 
direta ou indireta nas decisões políticas do Estado são direitos
a) políticos de primeira dimensão.
b) políticos de terceira dimensão.
c) políticos de segunda geração.
d) sociais de segunda geração.
e) sociais de primeira dimensão.
Questão 19 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) 
Considere as duas afirmações a seguir.
I – Em um processo judicial, o Estado deve assegurar a observância do contraditório e da 
ampla defesa.
II – Nas relações entre a imprensa e os particulares, a imprensa deve observar o direito à 
honra, sob pena de consequências como direito de resposta e indenização por dano 
material ou moral.
As afirmações I e II contemplam situações que exemplificam a
a) eficácia horizontal dos direitos fundamentais.
b) eficácia externa dos direitos fundamentais.
c) eficácia diagonal dos direitos individuais.
d) eficácia vertical e a eficácia horizontal dos direitos individuais, respectivamente.
e) eficácia externa e a eficácia vertical dos direitos individuais, respectivamente.
Questão 20 (INÉDITA/2019) Sobre as gerações dos direitos e garantias fundamentais pre-
vistos na Constituição Federal, pode-se afirmar que são:
a) de segunda geração, os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades pú-
blicas), surgidos institucionalmente a partir da Magna Carta.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
b) de terceira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
c) de segunda geração, os  direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do 
século XX.
d) de primeira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
Questão 21 (CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ-SP/AUXILIAR FINAN-
CEIRO/2019) Nos estudos de Direito Constitucional os Direitos Fundamentais são divididos 
em dimensões e/ou gerações. Sobre esse contexto, assinale a alternativa correta.
a) Os direitos de segunda geração ou dimensão surgem após as Grandes Guerras mundiais e 
possuem como característica preponderante a defesa da dignidade da pessoa humana
b) Os estudos da genética, cibernética e o seu impacto nas relações sociais não recebem qual-
quer classificação dentro das dimensões e/ou gerações dos direitos fundamentais
c) O princípio da fraternidade, insculpido no cerne da Revolução Francesa, é um princípio típico 
da primeira geração ou dimensão vez que, representa uma forma de proteção dos interesses 
individuais em face de medidas arbitrárias do Estado
d) Os direitos de segunda geração ou dimensão se relacionam com as liberdades positivas 
do ser humano, calcadas no princípio da igualdade material, e, na história, têm como grande 
marco a Revolução Industrial
Questão 22 (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA/ANALISTA TÉC-
NICO/2018/ADAPTADA) O Meio Ambiente como conjunto de relações e interações que con-
diciona a vida em todas as suas formas é um direito de terceira geração, alicerçado na frater-
nidade ou solidariedade.
Questão 23 (INÉDITA/2019) Por força da eficácia vertical, os direitos fundamentais devem 
ser observados nas relações entre pessoas privadas.
Questão 24 (SECRETÁRIO ADJUNTO DE ESTADO DA GESTÃO ESTRATÉGICA E ADMINIS-
TRAÇÃO-RR/AGENTE SÓCIO ORIENTADOR/2018) Todos são iguais perante a lei, sem distin-
ção de qualquer natureza. A inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segu-
rança e à propriedade é garantia assegurada:
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a) aos brasileiros e aos estrangeiros, irrestritamente.
b) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.
c) aos estrangeiros, onde quer que se encontrem, e aos brasileiros residentes no País.
d) somente aos brasileiros, independentemente de onde residam.
e) aos brasileiros residentes no País e aos estrangeiros originários de países de língua portu-
guesa, se houver reciprocidade em favor de brasileiros.
Questão 25 (POLÍCIA CIVIL DO RIO GRANDE DO SUL/DELEGADO DE POLÍCIA/2018) A 
Constituição Federal de 1988, no que tange aos direitos humanos, estabelece que:
a) Seu rol resta limitado àquele previsto no texto constitucional.
b) Eles, os direitos humanos, são prevalentes, nas relações internacionais da República Fede-
rativa do Brasil.
c) Existe a necessidade imperiosa da internalização dos direitos humanos previstos em trata-
dos antes de sua aplicação em território brasileiro.
d) A dignidade da pessoa humana é um dos objetivos fundamentais da República Federativa 
do Brasil.
e) Delimita a proteção de tais direitosa indivíduos, excluindo a coletividade.
Questão 26 (INÉDITA/2019) Os direitos e as garantias fundamentais foram criados em um 
único momento da história da humanidade.
Questão 27 (INÉDITA/2019) Os direitos fundamentais e as garantias fundamentais são sem-
pre absolutos, em razão da sua relevância no ordenamento jurídico.
Questão 28 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017/
ADAPTADA) A CF/88 contempla verdadeiro sistema de direitos fundamentais que se caracteriza, 
dentre outras circunstâncias, pela previsão expressa de normas de sistematização que disci-
plinam a aplicação dos direitos fundamentais em espécie; quanto às normas de sistematiza-
ção, é correto afirmar que os turistas, assim como as pessoas jurídicas, não são sujeitos de 
quaisquer direitos fundamentais.
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Questão 29 (INÉDITA/2019) Na evolução das dimensões dos direitos e garantias fundamen-
tais, não há, sucessivamente, substituição de direitos na medida do atingimento de novos es-
tágios.
Questão 30 (PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG/PROCURADOR MUNICIPAL/2017/
ADAPTADA) Os direitos fundamentais são personalíssimos, razão por que somente o seu titu-
lar tem o direito de renunciá-los.
Questão 31 (POLÍCIA CIVIL DO AMAPÁ/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL/2017/ADAPTADA) A 
Constituição Federal de 1988, ao tratar dos direitos e deveres individuais e coletivos, assegu-
ra-os aos brasileiros residentes no País, mas não aos estrangeiros em trânsito pelo território 
nacional, cujos direitos são regidos pelas normas de direito internacional.
Questão 32 (PREFEITURA DE AREIÓPOLIS-SP/ADVOGADO/2016) A Constituição Federal 
garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade:
a) Aos brasileiros natos ou naturalizados.
b) Apenas aos brasileiros natos.
c) Aos brasileiros natos residentes no país.
d) Aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no país.
e) Aos brasileiros e estrangeiros residentes no país.
Questão 33 (PREFEITURA DE CAÇAPAVA DO SUL-RS/ADVOGADO/2016) De acordo com 
a Constituição Federal do Brasil, no que se refere aos direitos e deveres individuais e coletivos 
garante a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade 
às seguintes pessoas:
a) Somente aos brasileiros natos;
b) Aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Brasil;
c) Aos brasileiros mesmo que residentes em outro país;
d) Aos naturalizados ainda que residentes em seu país de origem.
Questão 34 (SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL DE PERNAMBUCO/ESCRIVÃO DE POLÍ-
CIA/2016/ADAPTADA) Os direitos e as garantias individuais não são assegurados às pesso-
as jurídicas, uma vez que elas possuem dimensão coletiva.
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Questão 35 (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA/TÉCNICO ADMINISTRATI-
VO/2016) Embora não haja menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garan-
tias fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas.
Questão 36 (TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁ-
RIO/2016/ADAPTADA) No que se refere aos direitos e garantias fundamentais elencados na 
CF, os estrangeiros residentes e não residentes no Brasil equiparam-se aos brasileiros.
Questão 37 (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA/AUDITOR/2015) O rol de direitos e 
garantias apresentados no título “Dos Direitos e Garantias Fundamentais” da CF não é exaus-
tivo, pois existem dispositivos normativos, em diferentes títulos e capítulos do texto constitu-
cional, que também tratam de direitos e garantias fundamentais.
Questão 38 (SUPERINTENDÊNCIA DA ZONA FRANCA DE MANAUS-AM/ANALISTA TÉC-
NICO ADMINISTRATIVO/2014) O direito à vida, assim como todos os demais direitos funda-
mentais, é protegido pela CF de forma não absoluta.
Questão 39 (COMPANHIA BRASILEIRA DE TRANSPORTES URBANOS/ASSISTENTE OPE-
RACIONAL/2014/ADAPTADA) Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer na-
tureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Questão 40 (CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NA-
TURAIS/ANALISTA/2014/ADAPTADA) Apenas os brasileiros e os estrangeiros residentes no 
Brasil podem valer-se dos direitos e garantias fundamentais elencados na Constituição Fede-
ral.
Questão 41 (CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NA-
TURAIS/ANALISTA/2014/ADAPTADA) As pessoas jurídicas, diferentemente das pessoas 
físicas, não são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais elencados na Constitui-
ção Federal.
Questão 42 (CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Conforme já ma-
nifestou o STF e a doutrina dominante, os direitos individuais e coletivos não se restringem aos 
elencados no artigo quinto da CF, podendo ser encontrados ao longo do texto constitucional.
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Questão 43 (INÉDITA/2019) A Constituição Federal prevê o gênero direitos e garantias fun-
damentais em apenas três grupos: os direitos e deveres individuais e coletivos, os  direitos 
sociais e os direitos da nacionalidade.
Questão 44 (INÉDITA/2019) As garantias fundamentais são os bens e vantagens prescritos 
no texto constitucional e os direitos fundamentais, por sua vez, são os instrumentos que asse-
guram o exercício de tais garantias.
Questão 45 (INÉDITA/2019) Os direitos de primeira geração são direitos negativos, pois exi-
gem uma abstenção do Estado (um não fazer) em favor das liberdades públicas. Possuem 
como destinatários os súditos (o povo), como forma de proteção em face da ação opressora 
do Estado. São os direitos civis e políticos, ligados ao ideal de liberdade.
Questão 46 (INÉDITA/2019) Os direitos de primeira geração surgiram no início do século XX, 
no contexto do surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em oposição ao 
Estado Liberal. São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação positiva do Estado 
(um fazer). Correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados ao ideal de 
igualdade.
Questão 47 (INÉDITA/2019) É possível afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado 
ou público são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais compatíveis com sua na-
tureza.
Questão 48 (INÉDITA/2019) Muito embora os direitos e garantias fundamentais tenham sido 
criados para regular as relações verticais entre o Estado e os seus súditos, passaram também, 
com o tempo, a ser empregados nas relações horizontais entre pessoas privadas.
Questão 49 (INÉDITA/2019) Os direitos fundamentais de segunda geração são os direitos 
sociais, econômicos e culturais. Os direitos fundamentais de terceira geraçãosão os chama-
dos direitos de solidariedade ou fraternidade, que englobam o meio ambiente equilibrado, o di-
reito de paz e ao progresso, entre outros.
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Questão 50 (INÉDITA/2019) Em meados do século XX, surgiram os direitos de terceira gera-
ção, denominados “direitos metaindividuais”, ligados ao ideal de fraternidade.
Questão 51 (SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DO AMAPÁ/ANALISTA JU-
RÍDICO/2018) Em relação à eficácia horizontal dos direitos fundamentais, são destinatários 
das normas constitucionais que dispõem sobre esses direitos:
a) as Entidades autárquicas.
b) os Órgãos do Poder Executivo.
c) as Entidades paraestatais.
d) os Particulares.
e) os Órgãos do Poder Judiciário.
Questão 52 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Os direitos fundamentais possuem uma eficácia não somente vertical (Estado/indivíduo), 
mas também horizontal (indivíduo/indivíduo).
Questão 53 (2020/INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL BRASILEIRO – 
IDIB/AGENTE LEGISLATIVO) Assinale abaixo a única característica dos direitos fundamen-
tais.
a) economicidade
b) penhorabilidade
c) disponibilidade
d) irrenunciabilidade
Questão 54 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRO DF – FISCAL) O Estado não é apenas ga-
rantidor e promotor dos direitos fundamentais, mas também, em certa medida, titular desses 
direitos.
Questão 55 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) O status positivo dos direitos fundamentais descreve a capacidade do indivíduo de influir 
na vontade estatal.
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Questão 56 (2020/FUNDAÇÃO DE APOIO À EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNO-
LÓGICO DE MINAS GERAIS/FUNDAÇÃO CEFETMINAS – ADVOGADO) Os direitos funda-
mentais não surgiram ao mesmo tempo, são fruto de um processo histórico de consolidação 
e podem ser categorizados em gerações/ dimensões. Com base nesse conceito, é correto 
afirmar que os direitos
a) humanos estão positivados e são mais específicos que os direitos fundamentais, já que se 
referem aos chamados direitos de primeira geração/dimensão.
b) fundamentais de segunda geração/dimensão englobam os direitos políticos, econômicos e 
culturais.
c) fundamentais de terceira geração/dimensão são associados ao princípio da fraternidade.
d) sociais podem ser enquadrados como direitos fundamentais de terceira geração/dimensão.
Questão 57 (2020/IBFC - INSTITUTO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO/PM 
BA - SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR) Quem deve respeitar os direitos e garantias fundamen-
tais? Essa questão refere-se aos sujeitos passivos ou destinatários das obrigações de obser-
vância e proteção ativa que decorrem dos direitos e garantias, por mais abstratos e indefinidos 
que sejam. Sobre os destinatários dos direitos fundamentais, analise as afirmativas abaixo e 
dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os direitos fundamentais, em regra, destinam-se a proteção dos estrangeiros residentes no 
país e, também, dos de passagem pelo País.
( ) Os direitos fundamentais destinam-se à proteção dos apátridas.
( ) Os direitos fundamentais destinam-se à proteção das pessoas jurídicas, observadas suas 
particularidades.
( ) O destinatário principal do dever de respeitar os direitos dos indivíduos é o Estado no senti-
do mais amplo do termo. Sendo, também, atualmente possível ter como destinatário um parti-
cular a partir do reconhecimento do efeito horizontal dos direitos fundamentais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V, V
b) V, V, F, F
c) V, F, F, V
d) F, F, V, V
e) F, V, V, F
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Questão 58 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Os direitos fundamentais são relativos no sentido de poderem se balancear uns aos ou-
tros, não admitindo, contudo, limitação por parte do legislador ordinário.
Questão 59 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Enquanto os direitos fundamentais são bens jurídicos em si, as garantias são instrumen-
tos que buscam assegurá-los e protegê-los.
Questão 60 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRO DF – FISCAL) Os direitos fundamentais de 
quarta geração nascem a partir do fenômeno da globalização política e estão relacionados 
com a democracia, a informação e a diversidade.
Questão 61 (2020/CESPE/CEBRASPE/MPE - ANALISTA MINISTERIAL - ÁREA DIREITO) 
Os direitos fundamentais não podem ser considerados absolutos, posto que todos os direitos 
são passíveis de relativização e podem entrar em conflito entre si.
Questão 62 (2022/TCE-RJ/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO) Por força da eficácia hori-
zontal dos direitos fundamentais, a exclusão de um dos associados de determinada associa-
ção privada deve ser precedida pela ampla defesa, em respeito à sua garantia constitucional. 
Questão 63 (2022/FUB/TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Na situação hipoté-
tica em que participantes de uma reunião exijam do Estado que lhes garanta segurança para 
o regular exercício do seu direito de expressão, bem como os demais participantes possam, 
na iminência ou na ocorrência de lesão, exigir a mesma segurança contra uma manifestação 
que exceda os limites da normalidade, ocorre a chamada colisão entre direitos fundamentais.
Questão 64 (2022/DPE-DF/ANALISTA DE APOIO À ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA/DIREITO) 
Os direitos fundamentais caracterizam-se por seu caráter absoluto, característica que perma-
nece mesmo havendo eventuais colisões entre eles. 
Questão 65 (2022/PC-RJ/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA) Segundo a jurisprudência, 
os direitos fundamentais são absolutos, inalienáveis e imprescritíveis, cabendo ao intérprete o 
dever de concordância prática para acomodar os eventuais conflitos entre eles.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Questão 66 (2022/PC-RJ/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA) Os direitos e garantias fun-
damentais destinam-se à proteção do ser humano em sua totalidade. Assim, uma interpreta-
ção teleológica e lógico-sistemática permite afirmar que os direitos e garantias fundamentais 
têm como destinatários não apenas os brasileiros, mas também os estrangeiros, residentes ou 
não no Brasil, e apátridas, caso se encontrem dentro do território nacional.
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GABARITO
1. d
2. b
3. c
4. b
5. b
6. d
7. c
8. d
9. a
10. E
11. C
12. E
13. C
14. C
15. C
16. C
17. E
18. a
19. d
20. c
21. d
22. C
23. E
24. b
25. b
26. E
27. E
28. E
29. C
30. E
31. E
32. e
33. b
34. E
35. C
36. E
37. C
38. C
39. C
40. E
41. E
42. C
43. E
44. E
45. C
46. E
47. C
48. C
49. C
50. C
51. d
52. C
53. d
54. C
55. E
56. c
57. a
58. E
59. C
60. C
61. C
62. C
63. C
64. E
65. E
66. C
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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (CRF-TO/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2019) Com base na Constituição Fe-
deral, acerca dos direitos e garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.
a) Aplicam-se somente a cidadãos maiores de 18 anos de idade ou aos emancipados por de-
cisão judicial transitada em julgado.
b) São garantidos somente aos brasileiros que estiverem no pleno gozo dos respectivos direi-
tos políticos.
c) Não são garantidos aos presidiários que sofreram condenação criminal.
d) São garantidos a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no País.
e) Podem ser suspensos por ato do Poder Executivo federal.
Letra d.
A questão trouxe a expressão da cabeça do art. 5º, para quem “todos são iguais perante a lei, 
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residen-
tes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à proprie-
dade”. Porém, uma questão mais bem elaborada poderia ir além do texto constitucional. Lem-
bre-se: a melhor interpretação da citada norma constitucional não leva à compreensão de que 
apenas os brasileiros e os estrangeiros residentes sejam destinatários dos direitos e garantias 
fundamentais. Na verdade, são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes 
na nossa Constituição Federal todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes 
ou não – e, até mesmo, os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem ne-
nhuma nacionalidade) e jurídicas (de direito público ou de direito privado) são destinatárias 
dos direitos e garantias fundamentais, desde que o direito tratado seja compatível com a sua 
natureza.
Questão 2 (TRF-3ª/ANALISTA JUDICIÁRIO ARQUIVOLOGIA/2014) A Constituição Fede-
ral de 1988, ao disciplinar o regime jurídico do estrangeiro residente no país, estabeleceu que, 
quanto a eles,
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DIREITO CONSTITUCIONAL
a) não se aplicam os direitos sociais conferidos aos trabalhadores urbanos.
b) garante-se, como regra geral, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à se-
gurança e à propriedade em condições idênticas aos brasileiros.
c) podem alistar-se como eleitores independentemente de naturalização, desde que residentes 
há mais de 10 anos no país.
d) não podem impetrar diretamente habeas corpus em caso de prisão, ainda que ilegal ou de-
corrente de abuso de poder.
e) não podem invocar o direito de acesso à educação, mesmo no ensino fundamental, sendo 
mera faculdade da Administração pública, provê-lo, havendo excedente de vagas.
Letra b.
Cuida-se do caput do art. 5º, segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a invio-
labilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos 
seguintes [...]”. Essa informação por si só basta para responder à questão. Todavia, importante 
trazer à colação o tema “destinatários dos direitos fundamentais”. Com efeito, em sua origem, 
os  direitos e garantias fundamentais possuíam como titulares as pessoas físicas, também 
chamadas de pessoas naturais, uma vez que representavam limites à atuação do Estado na 
relação com seus súditos. Com o tempo, passou-se a reconhecer os direitos e garantias funda-
mentais também às pessoas jurídicas e ao próprio Estado. Nesse sentido, pode-se afirmar que 
todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras - residentes ou não - e, até mesmo, os apá-
tridas - expressão que designa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade), jurídicas e 
estatais são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais, desde que compatíveis com 
a sua natureza.
Questão 3 (PREFEITURA DE SUZANO-SP/ASSISTENTE JURÍDICO/2016) São direitos 
fundamentais, previstos na Constituição Federal:
a) de segunda geração, os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades pú-
blicas), surgidos institucionalmente a partir da Magna Charta.
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b) de terceira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
c) de segunda geração, os  direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do 
século XX.
d) de primeira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
e) de quarta geração, os direitos de solidariedade ou fraternidade, que englobam o direito a um 
meio ambiente equilibrado, uma saudável qualidade de vida.
Letra c.
Os direitos fundamentais de segunda geração (ou dimensão) surgiram no início do século XX, 
no contexto do surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em oposição ao 
Estado Liberal. São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação positiva do Estado 
(um fazer). Correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados ao ideal de 
igualdade.
Questão 4 (TRF-2ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO/2017) “Iliel e Anel travaram in-
tenso debate a respeito da relevância da distinção, para a República Federativa do Brasil, do 
conceito de nacionalidade, em especial sob o prisma da fruição de direitos e garantias indivi-
duais. Para Iliel, os direitos e garantias individuais são privativos dos brasileiros, natos ou natu-
ralizados. Anel, por sua vez, acresceu que somente quem tem direitos políticos possui direitos 
e garantias individuais.” À luz do disposto na Constituição da República, é correto afirmar que
a) somente a afirmação de Iliel está incorreta.
b) as afirmações de Iliel e Anel estão totalmente incorretas.
c) somente a afirmação de Anel está incorreta.
d) as afirmações de Iliel e Anel estão totalmente corretas.
Letra b.
De fato, as afirmações de Iliel e Anel estão totalmente erradas, uma vez quesão destinatárias 
dos direitos e garantias fundamentais presentes na nossa Constituição Federal todas as pessoas 
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físicas (nacionais, estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, os apátridas – expressão 
que designa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade) e jurídicas (de direito público 
ou de direito privado) são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais, desde que o 
direito tratado seja compatível com a sua natureza.
Questão 5 (EXAME DA OAB/2007.3) O descaso para com os problemas sociais, que veio 
a caracterizar o État Gendarme, associado às pressões decorrentes da industrialização em 
marcha, o impacto do crescimento demográfico e o agravamento das disparidades no interior 
da sociedade, tudo isso gerou novas reivindicações, impondo ao Estado um papel ativo na rea-
lização da justiça social. O ideal absenteísta do Estado liberal não respondia, satisfatoriamen-
te, às exigências do momento. Uma nova compreensão do relacionamento Estado/sociedade 
levou os poderes públicos a assumir o dever de operar para que a sociedade lograsse superar 
as suas angústias estruturais. Daí o progressivo estabelecimento pelos Estados de seguros 
sociais variados, importando intervenção intensa na vida econômica e a orientação das ações 
estatais por objetivos de justiça social. Gilmar Ferreira Mendes et al. Curso de Direito Consti-
tucional. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 223 (com adaptações). Esse texto caracteriza, em seu 
contexto histórico, a
a) primeira geração de direitos fundamentais.
b) segunda geração de direitos fundamentais.
c) terceira geração de direitos fundamentais.
d) quarta geração de direitos fundamentais.
Letra b.
No início do século XX, com o agravamento da ideologia socialista, surge a ideia da igualdade 
de oportunidades, uma vez que a igualdade formal não mais satisfazia os interesses da co-
letividade. A partir de então, desenvolveu-se a segunda geração dos direitos fundamentais, 
notadamente com o surgimento da Constituição Mexicana de 1917 e da Constituição Alemã 
de 1919 (chamada de Constituição de Weimar), que consagraram os direitos sociais. Nesse 
contexto, o Estado abandona seu ideal abstencionista (ou absenteísta), passando a intervir 
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no corpo social com a finalidade de corrigir as desigualdades existentes. Passam os entes 
políticos a executar políticas públicas tendentes a garantir os direitos sociais como a saú-
de, a moradia, a previdência, a educação. Essa nova fase é denominada constitucionalismo 
contemporâneo, consagrando os direitos fundamentais de segunda geração, que possuem as 
seguintes características:
• surgiram no início do século XX;
• apareceram no contexto do Estado Social, em oposição ao Estado Liberal;
• estão ligados ao ideal de igualdade;
• são direitos positivos, que passaram a exigir uma atuação positiva do Estado;
• correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, como o direito às condições 
mínimas de trabalho, à  previdência social, à  assistência social, à  habitação, ao  lazer, 
a um salário que assegure o mínimo de dignidade ao homem, à sindicalização, à greve 
dos trabalhadores etc.
Questão 6 (XXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) A teoria dimensional dos direitos fun-
damentais examina os diferentes regimes jurídicos de proteção desses direitos ao longo do 
constitucionalismo democrático, desde as primeiras Constituições liberais até os dias de hoje. 
Nesse sentido, a teoria dimensional tem o mérito de mostrar o perfil de evolução da proteção 
jurídica dos direitos fundamentais ao longo dos diferentes paradigmas do Estado de Direito, 
notadamente do Estado Liberal de Direito e do Estado Democrático Social de Direito. Essa 
perspectiva, calcada nas dimensões ou gerações de direitos, não apenas projeta o caráter 
cumulativo da evolução protetiva, mas também demonstra o contexto de unidade e indivisibili-
dade do catálogo de direitos fundamentais do cidadão comum. A partir dos conceitos da teoria 
dimensional dos direitos fundamentais, assinale a afirmativa correta.
a) Os direitos estatais prestacionais, ligados ao Estado Liberal de Direito, nasceram atrelados 
ao princípio da igualdade formal perante a lei, perfazendo a primeira dimensão de direitos.
b) A chamada reserva do possível fática, relacionada à escassez de recursos econômicos e 
financeiros do Estado, não tem nenhuma influência na efetividade dos direitos fundamentais 
de segunda dimensão do Estado Democrático Social de Direito.
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c) O conceito de direitos coletivos de terceira dimensão se relaciona aos direitos transindi-
viduais de natureza indivisível de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por 
circunstâncias de fato, como ocorre com o direito ao meio ambiente.
d) Sob a égide da estatalidade mínima do Estado Liberal, os direitos negativos de defesa dota-
dos de natureza absenteísta são corretamente classificados como direitos de primeira dimen-
são.
Letra d.
Os direitos de primeira dimensão (ou geração) possuem as seguintes características:
• surgiram no final do século XVIII, no contexto da Revolução Francesa, fase inaugural do 
constitucionalismo moderno e dominaram todo o século XIX;
• ganharam relevo no contexto do Estado Liberal, em oposição ao Estado Absoluto;
• estão ligados ao ideal de liberdade;
• são direitos negativos, que exigem uma abstenção do Estado em favor das liberdades 
públicas;
• possuíam como destinatários os súditos como forma de proteção em face do Estado;
• são os direitos civis e políticos.
Questão 7 (EXAME DE OAB/2007.1) A respeito dos direitos e das garantias fundamentais, 
assinale a opção correta.
a) No que se refere à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das 
pessoas, a Constituição Federal assegurou a preferência pelo modelo de reparação em detri-
mento da prevenção ao dano.
b) Os direitos e garantias fundamentais, criados como direitos negativos, impedem o poder 
público, mas não a esfera privada, de violar o espaço mínimo de liberdades assegurado pela 
Constituição Federal.
c) De acordo com a doutrina majoritária, os direitos de segunda geração, ou direitos sociais, 
não constituem simples normas de natureza dirigente, sendo verdadeiros direitos subjetivos 
que impõem ao Estado um facere.
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d) A casa é o asilo inviolável, nela não se pode penetrar, salvo na hipótese de flagrante delito ou 
para prestar socorro, durante o dia, ou por ordem judicial.
Letra c.
Os direitos fundamentais de segunda geração (ou segunda dimensão) surgiram no início do 
século XX, com o advento do Estado Social, em oposição ao superado Estado Liberal. Ligados 
ao ideal de igualdade, são direitos subjetivos, que exigem uma atuação positiva do Estado (um 
facere). São exemplos de direitos fundamentais de segunda geração: os direitos sociais, cul-
turais e econômicos, o direito às condições mínimas de trabalho, a previdência social, a assis-
tência social, a habitação, o lazer, um salário que assegure o mínimo de dignidade ao homem, 
a sindicalização, a greve dos trabalhadores etc.
Questão 8 (XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO) O constitucionalismo brasileiro, desde 
1824, foi construído a partir de vertentes teóricas que estabeleceram continuidades e cliva-
gens históricas no que se refere à essência e à inter-relação das funções estatais, tanto no 
plano vertical como no horizontal, bem como à proteção dos direitos fundamentais. A partir 
dessa constatação, assinale a afirmativa correta.
a) A Constituição de 1824 adotou, de maneira rígida, a tripartição das funções estatais, que 
seriam repartidas entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
b) A Constituição de 1891 dispôs sobre o federalismo de cooperação e delineou um Estado 
Social e Democrático de Direito.
c) A Constituição de 1937 considerou o Supremo Tribunal Federal o guardião da Constituição, 
detendo a última palavra no controle concentrado de constitucionalidade.
d) A Constituição de 1946 foi promulgada e reinaugurou o período democrático no Brasil, tendo 
contemplado um rol de direitos e garantias individuais.
Letra d.
Trata-se da quinta Constituição, que foi promulgada com o intuito de redemocratizar o País 
após a era Vargas. O fim da 2ª Guerra Mundial intensifica no mundo um sentimento voltado 
à valorização do regime democrático de governo, provocando, com isso, a deposição de Getúlio 
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Vargas. Recompôs os ideais democráticos, reproduzindo a social democracia inaugurada em 
1934, contemplando um rol de direitos e garantias individuais. Adotou a forma de Estado fede-
rativa, a forma de Governo republicana, o Sistema de Governo presidencialista até a EC 04, de 
1961, que instituiu no Brasil o sistema parlamentarista, com a finalidade de reduzir os poderes 
do então Presidente João Goulart. Previu a tripartição de Poderes entre o Legislativo, o Execu-
tivo e o Judiciário13.
Questão 9 (XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Dois advogados, com grande experiência 
profissional e com a justa preocupação de se manterem atualizados, concluem que algumas 
ideias vêm influenciando mais profundamente a percepção dos operadores do direito a res-
peito da ordem jurídica. Um deles lembra que a Constituição brasileira vem funcionando como 
verdadeiro “filtro”, de forma a influenciar todas as normas do ordenamento pátrio com os seus 
valores. O segundo, concordando, adiciona que o crescente reconhecimento da natureza nor-
mativo-jurídica dos princípios pelos tribunais, especialmente pelo Supremo Tribunal Federal, 
tem aproximado as concepções de direito e justiça (buscada no diálogo racional) e oferecido 
um papel de maior destaque aos magistrados. As posições apresentadas pelos advogados 
mantêm relação com uma concepção teórico-jurídica que, no Brasil e em outros países, vem 
sendo denominada de:
a) neoconstitucionalismo.
b) positivismo-normativista.
c) neopositivismo.
d) jusnaturalismo.
Letra a.
O marco histórico do novo Direito Constitucional [o neoconstitucionalismo], na Europa conti-
nental, foi o constitucionalismo do pós-guerra, especialmente na Alemanha e na Itália. No Bra-
sil, foi a Constituição de 1988 e o processo de redemocratização que ela ajudou a protagonizar. 
O marco filosófico é o pós-positivismo, superando os modelos tradicionais do jusnaturalismo e 
13 Dutra, Luciano. Direito constitucional essencial / Luciano Dutra. - 4. ed. - Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO: 2018. 
Página 22.
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do positivismo. O jusnaturalismo, desenvolvido a partir do século XVI, aproximou a lei da razão, 
fundando-se na existência de princípios de justiça universal. Noutro giro, o positivismo buscou 
a objetividade científica, equiparando o Direito à lei. O pós-positivismo, que se apresenta como 
uma terceira via, vai além da legalidade estrita, sem desprezo ao Direito Posto. Eleva os valores 
na interpretação jurídica; reconhece a normatividade dos princípios, diferenciando-os qualita-
tivamente das regras; produz uma nova hermenêutica constitucional; e desenvolve uma teoria 
dos direitos fundamentais edificada na dignidade da pessoa humana. Por fim, o marco teórico 
se situa:
• no reconhecimento da força normativa da Constituição;
• na expansão da jurisdição constitucional;
• no desenvolvimento de uma nova dogmática da interpretação constitucional.
Questão 10 (IRB/DIPLOMATA/2013) Os brasileiros, natos e naturalizados, e os estrangeiros 
residentes no país são igualmente destinatários dos direitos e garantias fundamentais. Apenas 
os estrangeiros não residentes que estejam em trânsito pelo território nacional não dispõem 
de meios jurisdicionais para assegurar a validade e o gozo desses direitos.
Errado.
Todas as pessoas físicas - nacionais (brasileiros natos e naturalizados), estrangeiras (residen-
tes ou não no país) e, até mesmo, os apátridas (expressão que designa aqueles que não pos-
suem nenhuma nacionalidade) -, pessoas jurídicas e pessoas estatais são destinatárias dos 
direitos e garantias fundamentais, desde que compatíveis com a sua natureza.
Questão 11 (MPU/NÍVEL MÉDIO/2013) Embora os direitos e as garantias fundamentais se 
destinem essencialmente às pessoas físicas, alguns deles podem ser estendidos às pessoas 
jurídicas.
Certo.
Como dito, todas as pessoas físicas - nacionais (brasileiros natos e naturalizados), estrangei-
ras (residentes ou não no país) e, até mesmo, os apátridas (expressão que designa aqueles 
que não possuem nenhuma nacionalidade) -, pessoas jurídicas e pessoas estatais são desti-
natárias dos direitos e garantias fundamentais, desde que compatíveis com a sua natureza.
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Questão 12 (BACEN/PROCURADOR/2013) O direito de petição, assegurado às pessoas na-
turais, nacionais ou estrangeiras residentes no país, não se estende às pessoas jurídicas.
Errado.
Repetindo, todas as pessoas físicas - nacionais (brasileiros natose naturalizados), estrangei-
ras (residentes ou não no país) e, até mesmo, os apátridas (expressão que designa aqueles 
que não possuem nenhuma nacionalidade) -, pessoas jurídicas e pessoas estatais são desti-
natárias dos direitos e garantias fundamentais, desde que compatíveis com a sua natureza, aí 
incluído o direito de petição.
Questão 13 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos fundamentais são imprescritíveis, ou seja, não perdem efeito com o decurso do tempo.
Certo.
É uma das características dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 14 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos fundamentais são irrenunciáveis.
Certo.
Também é uma das características dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 15 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Todo 
ser humano detém direitos fundamentais, independentemente de raça, credo, nacionalidade 
ou convicção política.
Certo.
É a característica da universalidade dos direitos e garantias fundamentais.
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Questão 16 (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA/MÉDICO RESIDENTE/2018) Os di-
reitos são criados em conformidade com determinado contexto histórico e se tornam funda-
mentais quando constitucionalizados.
Certo.
É a característica da historicidade dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 17 (CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO-PB/TÉCNICO MUNICIPAL DE CON-
TROLE INTERNO/2018) Os direitos e as garantias fundamentais constitucionais estendem-se 
aos estrangeiros em trânsito no território nacional, mas não às pessoas jurídicas, por falta de 
previsão constitucional expressa.
Errado.
Os direitos e garantias fundamentais dirigem-se a todas as pessoas físicas e jurídicas que es-
tejam no território da República Federativa do Brasil.
Questão 18 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Os 
direitos destinados a assegurar a soberania popular mediante a possibilidade de interferência 
direta ou indireta nas decisões políticas do Estado são direitos
a) políticos de primeira dimensão.
b) políticos de terceira dimensão.
c) políticos de segunda geração.
d) sociais de segunda geração.
e) sociais de primeira dimensão.
Letra a.
São direitos de primeira geração (ou dimensão) os direitos civis e políticos.
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Questão 19 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) 
Considere as duas afirmações a seguir.
I – Em um processo judicial, o Estado deve assegurar a observância do contraditório e da 
ampla defesa.
II – Nas relações entre a imprensa e os particulares, a imprensa deve observar o direito à 
honra, sob pena de consequências como direito de resposta e indenização por dano 
material ou moral.
As afirmações I e II contemplam situações que exemplificam a
a) eficácia horizontal dos direitos fundamentais.
b) eficácia externa dos direitos fundamentais.
c) eficácia diagonal dos direitos individuais.
d) eficácia vertical e a eficácia horizontal dos direitos individuais, respectivamente.
e) eficácia externa e a eficácia vertical dos direitos individuais, respectivamente.
Letra d.
A afirmação I diz respeito à eficácia vertical, na medida em que visa regular as relações entre 
o Estado e o particular (vertical porque o Estado se situa acima do seu povo). Por sua vez, 
a afirmação II trata da eficácia horizontal, já que cuida das relações horizontais entre pessoas 
privadas.
Questão 20 (INÉDITA/2019) Sobre as gerações dos direitos e garantias fundamentais pre-
vistos na Constituição Federal, pode-se afirmar que são:
a) de segunda geração, os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades pú-
blicas), surgidos institucionalmente a partir da Magna Carta.
b) de terceira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
c) de segunda geração, os  direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do 
século XX.
d) de primeira geração, os direitos sociais, econômicos e culturais, surgidos no início do sé-
culo XX.
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Letra c.
Os direitos e garantias fundamentais de segunda geração (ou dimensão) surgiram no início 
do século XX, no contexto do surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em 
oposição ao Estado Liberal. São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação posi-
tiva do Estado (um fazer). Correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados 
ao ideal de igualdade.
Questão 21 (CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ-SP/AUXILIAR FINAN-
CEIRO/2019) Nos estudos de Direito Constitucional os Direitos Fundamentais são divididos 
em dimensões e/ou gerações. Sobre esse contexto, assinale a alternativa correta.
a) Os direitos de segunda geração ou dimensão surgem após as Grandes Guerras mundiais e 
possuem como característica preponderante a defesa da dignidade da pessoa humana
b) Os estudos da genética, cibernética e o seu impacto nas relações sociais não recebem qual-
quer classificação dentro das dimensões e/ou gerações dos direitos fundamentais
c) O princípio da fraternidade, insculpido no cerne da Revolução Francesa, é um princípio típico 
da primeira geração ou dimensão vez que, representa uma forma de proteção dos interesses 
individuais em face de medidas arbitrárias do Estado
d) Os direitos de segunda geração ou dimensão se relacionam com as liberdades positivas 
do ser humano, calcadas no princípio da igualdade material, e, na história, têm como grande 
marco a Revolução Industrial
Letra d.
Os direitos fundamentais de segunda geração surgiram no início do século XX, no contexto do 
surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em oposição ao Estado Liberal. 
São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação positiva do Estado (um fazer). Cor-
respondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados ao ideal de igualdade.
Questão 22 (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA/ANALISTA TÉC-
NICO/2018/ADAPTADA) O Meio Ambiente como conjunto de relações e interações que 
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condiciona a vida em todas as suas formas é um direito de terceira geração, alicerçado na 
fraternidade ou solidariedade.
Certo.
O meio ambiente, comodireito metaindividual, é de 3ª geração.
Questão 23 (INÉDITA/2019) Por força da eficácia vertical, os direitos fundamentais devem 
ser observados nas relações entre pessoas privadas.
Errado.
Trata-se, no caso, da eficácia horizontal dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 24 (SECRETÁRIO ADJUNTO DE ESTADO DA GESTÃO ESTRATÉGICA E ADMINIS-
TRAÇÃO-RR/AGENTE SÓCIO ORIENTADOR/2018) Todos são iguais perante a lei, sem distin-
ção de qualquer natureza. A inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segu-
rança e à propriedade é garantia assegurada:
a) aos brasileiros e aos estrangeiros, irrestritamente.
b) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.
c) aos estrangeiros, onde quer que se encontrem, e aos brasileiros residentes no País.
d) somente aos brasileiros, independentemente de onde residam.
e) aos brasileiros residentes no País e aos estrangeiros originários de países de língua portu-
guesa, se houver reciprocidade em favor de brasileiros.
Letra b.
A questão explora a literalidade do art.  5º, caput, da CF/1988. A  melhor interpretação da 
citada norma constitucional não leva à compreensão de que apenas os brasileiros e os 
estrangeiros residentes sejam destinatários dos direitos e garantias fundamentais. Na verda-
de, são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes na nossa Constituição 
Federal todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, 
os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade) e 
jurídicas (de direito público ou de direito privado), desde que o direito tratado seja compatível 
com a sua natureza. Mas se a banca trouxer a cópia da cabeça do art. 5º, temos que marcar 
certo.
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Questão 25 (POLÍCIA CIVIL DO RIO GRANDE DO SUL/DELEGADO DE POLÍCIA/2018) A 
Constituição Federal de 1988, no que tange aos direitos humanos, estabelece que:
a) Seu rol resta limitado àquele previsto no texto constitucional.
b) Eles, os direitos humanos, são prevalentes, nas relações internacionais da República Fede-
rativa do Brasil.
c) Existe a necessidade imperiosa da internalização dos direitos humanos previstos em trata-
dos antes de sua aplicação em território brasileiro.
d) A dignidade da pessoa humana é um dos objetivos fundamentais da República Federativa 
do Brasil.
e) Delimita a proteção de tais direitos a indivíduos, excluindo a coletividade.
Letra b.
Os direitos humanos são os direitos fundamentais previstos em tratados internacionais. Por 
isso, os direitos humanos são prevalentes nas relações internacionais da República Federativa 
do Brasil.
Questão 26 (INÉDITA/2019) Os direitos e as garantias fundamentais foram criados em um 
único momento da história da humanidade.
Errado.
Pautado na característica da historicidade, os direitos e as garantias fundamentais foram cria-
dos ao longo da história, e não em um determinado momento histórico.
Questão 27 (INÉDITA/2019) Os direitos fundamentais e as garantias fundamentais são sem-
pre absolutos, em razão da sua relevância no ordenamento jurídico.
Errado.
Como regra, os direitos e garantias fundamentais não são absolutos, mas sim, relativos.
Questão 28 (PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017/
ADAPTADA) A CF/88 contempla verdadeiro sistema de direitos fundamentais que se caracteriza, 
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dentre outras circunstâncias, pela previsão expressa de normas de sistematização que disci-
plinam a aplicação dos direitos fundamentais em espécie; quanto às normas de sistematiza-
ção, é correto afirmar que os turistas, assim como as pessoas jurídicas, não são sujeitos de 
quaisquer direitos fundamentais.
Errado.
São destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes na nossa Constituição Fe-
deral todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, 
os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade) e 
jurídicas (de direito público ou de direito privado), desde que o direito tratado seja compatível 
com a sua natureza.
Questão 29 (INÉDITA/2019) Na evolução das dimensões dos direitos e garantias fundamen-
tais, não há, sucessivamente, substituição de direitos na medida do atingimento de novos es-
tágios.
Certo.
A ideia é a cumulação das gerações de direitos e garantias fundamentais no tempo.
Questão 30 (PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG/PROCURADOR MUNICIPAL/2017/
ADAPTADA) Os direitos fundamentais são personalíssimos, razão por que somente o seu titu-
lar tem o direito de renunciá-los.
Errado.
Os direitos e as garantias fundamentais são irrenunciáveis.
Questão 31 (POLÍCIA CIVIL DO AMAPÁ/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL/2017/ADAPTADA) A 
Constituição Federal de 1988, ao tratar dos direitos e deveres individuais e coletivos, assegu-
ra-os aos brasileiros residentes no País, mas não aos estrangeiros em trânsito pelo território 
nacional, cujos direitos são regidos pelas normas de direito internacional.
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Errado.
Pela última vez - são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes na nossa 
Constituição Federal todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes ou não – e, 
até mesmo, os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem nenhuma nacio-
nalidade) e jurídicas (de direito público ou de direito privado), desde que o direito tratado seja 
compatível com a sua natureza.
Questão 32 (PREFEITURA DE AREIÓPOLIS-SP/ADVOGADO/2016) A Constituição Federal 
garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade:
a) Aos brasileiros natos ou naturalizados.
b) Apenas aos brasileiros natos.
c) Aos brasileiros natos residentes no país.
d) Aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no país.
e) Aos brasileiros e estrangeiros residentes no país.
Letra e.
Como a questão trouxe a literalidade do art. 5º, caput, temos que considerar a letra “e” a alter-
nativa certa.
Questão 33 (PREFEITURA DE CAÇAPAVA DO SUL-RS/ADVOGADO/2016) De acordo com 
a Constituição Federal do Brasil, no que se refere aos direitos e deveres individuais e coletivos 
garante a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade 
às seguintes pessoas:
a) Somente aos brasileiros natos;
b) Aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Brasil;
c) Aos brasileiros mesmo que residentes em outro país;
d) Aos naturalizados ainda que residentes em seu país de origem.
Letra b.
Nesse caso, a banca está cobrando a literalidade do art. 5º, caput, da CF/1988.
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Questão 34 (SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL DE PERNAMBUCO/ESCRIVÃO DE POLÍ-
CIA/2016/ADAPTADA) Os direitos e as garantias individuais não são assegurados às pesso-
as jurídicas, uma vez que elas possuem dimensão coletiva.
Errado.
Conforme amplamente debatido, os direitos e as garantias individuais são assegurados às 
pessoas jurídicas, na medida da sua natureza jurídica.
Questão 35 (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA/TÉCNICO ADMINISTRATI-
VO/2016) Embora não haja menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garan-
tias fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas.
Certo.
Exatamente isso.
Questão 36 (TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁ-
RIO/2016/ADAPTADA) No que se refere aos direitos e garantias fundamentais elencados na 
CF, os estrangeiros residentes e não residentes no Brasil equiparam-se aos brasileiros.
Errado.
Dizer que se equiparam é um erro, na medida em que devemos considerar que certos direitos 
não são extensíveis aos estrangeiros, como os direitos políticos.
Questão 37 (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA/AUDITOR/2015) O rol de direitos e 
garantias apresentados no título “Dos Direitos e Garantias Fundamentais” da CF não é exaus-
tivo, pois existem dispositivos normativos, em diferentes títulos e capítulos do texto constitu-
cional, que também tratam de direitos e garantias fundamentais.
Certo.
Os direitos e garantias fundamentais estão espalhados por todo o texto constitucional.
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Questão 38 (SUPERINTENDÊNCIA DA ZONA FRANCA DE MANAUS-AM/ANALISTA TÉC-
NICO ADMINISTRATIVO/2014) O direito à vida, assim como todos os demais direitos funda-
mentais, é protegido pela CF de forma não absoluta.
Certo.
Como dito, os direitos e as garantias fundamentais são, como regra, relativos.
Questão 39 (COMPANHIA BRASILEIRA DE TRANSPORTES URBANOS/ASSISTENTE OPE-
RACIONAL/2014/ADAPTADA) Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer na-
tureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Certo.
É a transcrição do art. 5º, caput, da CF/1988.
Questão 40 (CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NA-
TURAIS/ANALISTA/2014) (ADAPTADA) Apenas os brasileiros e os estrangeiros residentes 
no Brasil podem valer-se dos direitos e garantias fundamentais elencados na Constituição 
Federal.
Errado.
Conforme amplamente estudado.
Questão 41 (CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NA-
TURAIS/ANALISTA/2014/ADAPTADA) As pessoas jurídicas, diferentemente das pessoas 
físicas, não são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais elencados na Constitui-
ção Federal.
Errado.
Perceba que o tema destinatários dos direitos e garantias fundamentais está “despencando” 
em concurso público. Já vimos diversas vezes que as pessoas jurídicas são sim destinatárias 
dos direitos e garantias fundamentais, na medida da sua natureza.
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Questão 42 (CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Conforme já ma-
nifestou o STF e a doutrina dominante, os direitos individuais e coletivos não se restringem aos 
elencados no artigo quinto da CF, podendo ser encontrados ao longo do texto constitucional.
Certo.
Exato.
Questão 43 (INÉDITA/2019) A Constituição Federal prevê o gênero direitos e garantias fun-
damentais em apenas três grupos: os direitos e deveres individuais e coletivos, os  direitos 
sociais e os direitos da nacionalidade.
Errado.
O gênero “direitos e garantias fundamentais” é dividido em cinco espécies (grupos): Capítulo 1: 
direitos e deveres individuais e coletivos; Capítulo 2: direitos sociais; Capítulo 3: nacionalidade; 
Capítulo 4: direitos políticos; Capítulo 5: partidos políticos.
Questão 44 (INÉDITA/2019) As garantias fundamentais são os bens e vantagens prescritos 
no texto constitucional e os direitos fundamentais, por sua vez, são os instrumentos que asse-
guram o exercício de tais garantias.
Errado.
Os direitos são bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias são os ins-
trumentos que asseguram o exercício de tais direitos.
Questão 45 (INÉDITA/2019) Os direitos de primeira geração são direitos negativos, pois exi-
gem uma abstenção do Estado (um não fazer) em favor das liberdades públicas. Possuem 
como destinatários os súditos (o povo), como forma de proteção em face da ação opressora 
do Estado. São os direitos civis e políticos, ligados ao ideal de liberdade.
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Certo.
Exatamente como prevê a doutrina constitucionalista.
Questão 46 (INÉDITA/2019) Os direitos de primeira geração surgiram no início do século XX, no 
contexto do surgimento do Estado Social, durante a Revolução Industrial, em oposição ao Estado 
Liberal. São direitos positivos, pois passaram a exigir uma atuação positiva do Estado (um fazer). 
Correspondem aos direitos sociais, culturais e econômicos, ligados ao ideal de igualdade.
Errado.
O conceito refere-se aos direitos de segunda geração.
Questão 47 (INÉDITA/2019) É possível afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado ou 
público são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais compatíveis com sua natureza.
Certo.
Exatamente como tratado pela doutrina constitucionalista e pela jurisprudência dos tribunais.
Questão 48 (INÉDITA/2019) Muito embora os direitos e garantias fundamentais tenham sido 
criados para regular as relações verticais entre o Estado e os seus súditos, passaram também, 
com o tempo, a ser empregados nas relações horizontais entre pessoas privadas.
Certo.
É o que a doutrina chama de eficácia horizontal dos direitos e garantias fundamentais.
Questão 49 (INÉDITA/2019) Os direitos fundamentais de segunda geração são os direitos 
sociais, econômicos e culturais. Os direitos fundamentais de terceira geração são os chama-
dos direitos de solidariedade ou fraternidade, que englobam o meio ambiente equilibrado, o di-
reito de paz e ao progresso, entre outros.
Certo.
Exatamente isso.
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Questão 50 (INÉDITA/2019) Em meados do século XX, surgiram os direitos de terceira gera-
ção, denominados “direitos metaindividuais”, ligados ao ideal de fraternidade.
Certo.
Segundo a doutrina, em meados do século XX, surgiram os direitos de terceira geração, deno-
minados “direitos metaindividuais” (ou transindividuais), ligados ao ideal de fraternidade (ou 
solidariedade). São também direitos positivos, no bojo do Estado Social, tais como direito à 
preservação do meio ambiente, da autodeterminação dos povos, da paz, do progresso da hu-
manidade, do patrimônio histórico e cultural etc.
Questão 51 (SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DO AMAPÁ/ANALISTA JU-
RÍDICO/2018) Em relação à eficácia horizontal dos direitos fundamentais, são destinatários 
das normas constitucionais que dispõem sobre esses direitos:
a) as Entidades autárquicas.
b) os Órgãos do Poder Executivo.
c) as Entidades paraestatais.
d) os Particulares.
e) os Órgãos do Poder Judiciário.
Letra d.
Muito embora os direitos e garantias fundamentais tenham sido criados para regular as rela-
ções verticais entre o Estado e os seus súditos, passaram também, com o tempo, a ser empre-
gados nas relações horizontais entre particulares (eficácia horizontal dos direitos e garantias 
fundamentais).
Questão 52 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Os direitos fundamentais possuem uma eficácia não somente vertical (Estado/indivíduo), 
mas também horizontal (indivíduo/indivíduo).
Certo.
Na origem (fim do século XVIII), os direitos e as garantias fundamentais visavam regular ape-
nas as relações entre o Estado e o indivíduo, ou seja, foram concebidos para proteger os 
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súditos (o povo) em face da ação opressora do Estado. Nessa fase, falava-se tão somente em 
eficácia vertical dos direitos e garantias fundamentais. Ocorre que a evolução constitucional 
permitiu a aplicação de tais direitos também às relações horizontais entre pessoas privadas 
(indivíduo/indivíduo).
Questão 53 (2020/INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL BRASILEIRO – 
IDIB/AGENTE LEGISLATIVO) Assinale abaixo a única característica dos direitos fundamen-
tais.
a) economicidade
b) penhorabilidade
c) disponibilidade
d) irrenunciabilidade
Letra d.
Das alternativas apresentadas, a única que representa uma característica dos direitos funda-
mentais é a letra d. A irrenunciabilidade dos direitos e das garantias fundamentais significa que 
não podem ser objeto de renúncia, o que se permite é a não utilização.
Questão 54 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRO DF – FISCAL) O Estado não é apenas ga-
rantidor e promotor dos direitos fundamentais, mas também, em certa medida, titular desses 
direitos.
Certo.
São destinatárias dos direitos e garantias fundamentais presentes na nossa Constituição Fe-
deral todas as pessoas físicas (nacionais, estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, 
os apátridas – expressão que designa aqueles que não possuem nenhuma nacionalidade) e 
jurídicas (de direito público ou de direito privado), desde que o direito tratado seja compatível 
com a sua natureza. Quando digo que as pessoas jurídicas de direito público são titulares dos 
direitos fundamentais, aí está incluído o próprio Estado.
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Questão 55 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) O status positivo dos direitos fundamentais descreve a capacidade do indivíduo de influir 
na vontade estatal.
Errado.
Segundo Georg Jellinek, o status positivo ou status civitatis é aquele que coloca o indivíduo em 
situação de exigir que o Estado atue positivamente em seu favor. Ou seja, que o Estado realize 
políticas públicas para a satisfação de determinados direitos fundamentais.
Questão 56 (2020/FUNDAÇÃO DE APOIO À EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNO-
LÓGICO DE MINAS GERAIS/FUNDAÇÃO CEFETMINAS – ADVOGADO) Os direitos funda-
mentais não surgiram ao mesmo tempo, são fruto de um processo histórico de consolidação 
e podem ser categorizados em gerações/ dimensões. Com base nesse conceito, é correto 
afirmar que os direitos
a) humanos estão positivados e são mais específicos que os direitos fundamentais, já que se 
referem aos chamados direitos de primeira geração/dimensão.
b) fundamentais de segunda geração/dimensão englobam os direitos políticos, econômicos e 
culturais.
c) fundamentais de terceira geração/dimensão são associados ao princípio da fraternidade.
d) sociais podem ser enquadrados como direitos fundamentais de terceira geração/dimensão.
Letra c.
Os direitos fundamentais de terceira geração surgiram em meados do século XX e são denomi-
nados de “direitos metaindividuais” (ou transindividuais), ligados ao ideal de fraternidade (ou 
solidariedade).
Questão 57 (2020/IBFC - INSTITUTO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO/PM 
BA - SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR) Quem deve respeitar os direitos e garantias fundamen-
tais? Essa questão refere-se aos sujeitos passivos ou destinatários das obrigações de observância 
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e proteção ativa que decorrem dos direitos e garantias, por mais abstratos e indefinidos que 
sejam. Sobre os destinatários dos direitos fundamentais, analise as afirmativas abaixo e dê 
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os direitos fundamentais, em regra, destinam-se a proteção dos estrangeiros residentes no 
país e, também, dos de passagem pelo País.
( ) Os direitos fundamentais destinam-se à proteção dos apátridas.
( ) Os direitos fundamentais destinam-se à proteção das pessoas jurídicas, observadas suas 
particularidades.
( ) O destinatário principal do dever de respeitar os direitos dos indivíduos é o Estado no senti-
do mais amplo do termo. Sendo, também, atualmente possível ter como destinatário um parti-
cular a partir do reconhecimento do efeito horizontal dos direitos fundamentais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V, V
b) V, V, F, F
c) V, F, F, V
d) F, F, V, V
e) F, V, V, F
Letra a.
As três primeiras assertivas são verdadeiras por apresentar, de forma correta, os destinatários 
dos direitos e garantias fundamentais. Lembrando: são destinatárias dos direitos e garantias 
fundamentais presentes na nossa Constituição Federal todas as pessoas físicas (nacionais, 
estrangeiras – residentes ou não – e, até mesmo, os apátridas – expressão que designa aque-
les que não possuem nenhuma nacionalidade) e jurídicas (de direito público ou de direito priva-
do), desde que o direito tratado sejacompatível com a sua natureza. Por fim, a última assertiva 
também é verdadeira, considerando a eficácia horizontal dos direitos fundamentais.
Questão 58 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Os direitos fundamentais são relativos no sentido de poderem se balancear uns aos ou-
tros, não admitindo, contudo, limitação por parte do legislador ordinário.
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Errado.
A parte final está errada. Pode sim uma lei infraconstitucional (abaixo da Constituição) limitar 
um direito fundamental, desde que se respeite o seu núcleo essencial.
Questão 59 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRN 2 REGIÃO - ASSISTENTE ADMINISTRATI-
VO) Enquanto os direitos fundamentais são bens jurídicos em si, as garantias são instrumen-
tos que buscam assegurá-los e protegê-los.
Certo.
Os direitos fundamentais são os bens jurídicos tutelados pela Constituição Federal, de cunho 
declaratório. Por sua vez, as garantias fundamentais são instrumentos de proteção de um de-
terminado direito também previstos na Constituição, de cunho assecuratório.
Questão 60 (2020/INSTITUTO QUADRIX/CRO DF – FISCAL) Os direitos fundamentais de 
quarta geração nascem a partir do fenômeno da globalização política e estão relacionados 
com a democracia, a informação e a diversidade.
Certo.
É o que defende Paulo Bonavides. Segundo este autor, os direitos fundamentais de quarta 
geração estão ligados à democracia, à informação e ao pluralismo (ou diversidade). Estes di-
reitos nascem a partir do fenômeno da globalização política.
Questão 61 (2020/CESPE/CEBRASPE/MPE - ANALISTA MINISTERIAL - ÁREA DIREITO) 
Os direitos fundamentais não podem ser considerados absolutos, posto que todos os direitos 
são passíveis de relativização e podem entrar em conflito entre si.
Certo.
É uma característica dos direitos e das garantias fundamentais a relatividade (não são absolu-
tos). É bem verdade que parte da doutrina admite que certos direitos podem ser considerados 
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de maneira absoluta, como a vedação à tortura e ao tratamento desumano ou degradante. 
Mas, de maneira geral, os direitos e as garantias fundamentais devem ser enxergados como 
relativos. É certo, também, que os direitos fundamentais podem entrar em conflito entre si, si-
tuação em que se utiliza o princípio da proporcionalidade, que determina que a relação entre o 
fim que se busca e o meio utilizado deva ser proporcional, ou seja, não excessiva.
Questão 62 (2022/TCE-RJ/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO) Por força da eficácia hori-
zontal dos direitos fundamentais, a exclusão de um dos associados de determinada associa-
ção privada deve ser precedida pela ampla defesa, em respeito à sua garantia constitucional. 
Certo.
É exatamente isso que entende o STF.
Questão 63 (2022/FUB/TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Na situação hipoté-
tica em que participantes de uma reunião exijam do Estado que lhes garanta segurança para 
o regular exercício do seu direito de expressão, bem como os demais participantes possam, 
na iminência ou na ocorrência de lesão, exigir a mesma segurança contra uma manifestação 
que exceda os limites da normalidade, ocorre a chamada colisão entre direitos fundamentais.
Certo.
Existem dois direitos fundamentais colidentes: a liberdade de expressão e a ordem pública. 
Nessa situação, deve-se utilizar o princípio da proporcionalidade para a solução ótima do con-
flito entre esses direitos fundamentais.
Questão 64 (2022/DPE-DF/ANALISTA DE APOIO À ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA/DIREITO) 
Os direitos fundamentais caracterizam-se por seu caráter absoluto, característica que perma-
nece mesmo havendo eventuais colisões entre eles. 
Errado.
Dentre as características dos direitos fundamentais está o seu caráter relativo (não absoluto).
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Questão 65 (2022/PC-RJ/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA) Segundo a jurisprudência, 
os direitos fundamentais são absolutos, inalienáveis e imprescritíveis, cabendo ao intérprete o 
dever de concordância prática para acomodar os eventuais conflitos entre eles.
Errado.
Conforme dito, os direitos fundamentais são relativos.
Questão 66 (2022/PC-RJ/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA) Os direitos e garantias fun-
damentais destinam-se à proteção do ser humano em sua totalidade. Assim, uma interpreta-
ção teleológica e lógico-sistemática permite afirmar que os direitos e garantias fundamentais 
têm como destinatários não apenas os brasileiros, mas também os estrangeiros, residentes ou 
não no Brasil, e apátridas, caso se encontrem dentro do território nacional.
Certo.
A marca dos direitos fundamentais é a universalidade, possuindo como destinatárias todas as 
pessoas físicas e jurídicas.
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Advogado da União desde 2009, com atuação no Supremo Tribunal Federal. Autor de livros. Professor de 
Direito Constitucional com ampla experiência em cursos preparatórios para concursos públicos e Exames 
de Ordem presenciais e on-line. Aprovado em diversos concursos públicos. Graduado em Direito pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora e pós-graduado em Direito Público. Graduado e pós-graduado em 
Ciências Militares.
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	Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais
	1. Distinção entre Direitos e Garantias Fundamentais
	2. Características dos Direitos e Garantias Fundamentais
	3. Evolução dos Direitos e Garantias Fundamentais
	4. Destinatários dos Direitos e Garantias Fundamentais
	5. Eficácia Horizontal ou Eficácia Externa
	6. Teoria dos Limites dos Limites dos Direitos Fundamentais 
	7. Colisão entre Direitos Fundamentais – Aplicação do Princípio da Proporcionalidade
	8. Os Quatro Status de Jellinek
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 90:

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