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Ted Bundy - Serial Killer Theodore Robert Bundy, mais conhecido como "Ted Bundy", nasceu em 24 de novembro de 1946 em Vermont (Estados Unidos). Ted foi criado por seus avós maternos que se passavam por seus pais adotivos. Sua mãe, Eleanor Louise Cowell foi inicialmente apresentada como sua irmã, e só ficou sabendo da verdade quando ela encontrou o homem que se tornaria seu padrasto e que lhe deu o sobrenome de Bundy. Sua infância foi um tanto quanto conturbada, ele convivia diariamente com as explosões de violência do avô, que chegou a agredir a sua avó algumas vezes. Apesar disso, nas entrevistas ele demonstrava ternura pelos avós, mas relatou que não tinha amigos e que "não sabia o que os outros buscavam em uma amizade". Segundo fontes, durante o ensino médio, ele teria sido investigado por roubo duas vezes, e quando se tornou maior de idade, chegou a trabalhar numa linha telefônica de prevenção ao suicídio e no comitê anticrime em Seattle, e em um dos projetos estava envolvido a prevenção ao estupro. Ele também teria tido uma namorada por um longo tempo, chamada Elizabeth Kloepfer. Ela tinha uma filha chamada Tina, que era supostamente tratada como filha por Ted. Porém, é um dos maiores assassinos em série conhecidos. Sequestrou, estuprou e matou diversas mulheres na década de 70 e possivelmente antes também. Após quase uma década negando, antes de ser executado em 1989, ele confessou trinta homicídios em sete estados, entre os anos de 1974 a 1978. O real número de vítimas pode ser bem maior, mas ele nunca confessou. Ted era considerado um homem bonito e carismático, o que usava em seu favor para conquistar a confiança das vítimas e da sociedade. Ele se aproximava de suas vítimas em lugares públicos, fingindo estar machucado ou incapacitado de algo, ou fingindo ser uma figura de autoridade, antes de as atacar e deixá-las inconscientes e as levava para locais afastados para estuprá-las e depois matá-las. Algumas vezes ele retornava a cena do crime, ajeitando o lugar e tendo relações sexuais com o cadáver em decomposição até a fase de putrefação ou outras causas, como animais selvagens mexendo no corpo, que o impedia de continuar. Ele arrancou a cabeça de pelo menos doze vítimas e manteve algumas em seu apartamento como lembrança. Em algumas ocasiões, ele invadia a casa da vítima à noite e a espancava enquanto dormia. Em 1975, Ted foi preso pela primeira vez, capturado pelas autoridades de Utah por sequestro e tentativa de agressão. Ele então se tornou suspeito de vários homicídios em vários estados. Como estava sofrendo acusações de assassinato no Colorado, orquestrou duas engenhosas fugas e voltou a cometer crimes na Flórida, antes de ser capturado novamente definitivamente em 1978. Pelos crimes cometidos na Flórida, ele recebeu três sentenças de morte em dois julgamentos. Durante os julgamentos, Ted, que era formado em direito e psicologia, foi seu próprio advogado em vários momentos, concedeu entrevistas e atraiu enorme atenção da mídia por sua eloquência e carisma. Ele tentou usar este interesse da mídia ao seu favor, enquanto resistia a confessar seus crimes, numa tentativa de adiar a sua morte. Porém, Ted foi levado para a cadeira elétrica, na Prisão Estadual da Flórida em Raiford, executado no dia 24 de janeiro de 1989, com 42 anos. A biógrafa Ann Rule, que trabalhou com Ted, o descreveu como um "sociopata sádico que tirava prazer da dor de outros seres humanos e do controle que exercia sobre suas vítimas, ao ponto da morte, e até depois.". Uma vez, Ted se autointitulou como "o filho da mãe de coração mais frio que você já conheceu". O advogado Polly Nelson, membro do último time de defesa de Ted, descreveu ele como "a própria definição do mal sem coração". Crimes Em 1974, meninas começaram a desaparecer em universidades nos estados de Washington e Oregon, região vizinha a casa de Ted. No outono do mesmo ano, ele resolveu começar a estudar direito na Universidade de Utah e, "coincidentemente", diversas estudantes de lá foram sequestradas, abusadas e mortas. Um dos ataques foi contra Carol DaRonch, que felizmente conseguiu escapar e contatar a polícia. A estudante deu às autoridades uma descrição do homem, do carro que ele dirigia e uma amostra de sangue que acabou ficando em sua jaqueta durante a luta. Poucas horas após o ataque de Carol, Debbie Kent, de 17 anos, desapareceu. Nessa época, pedestres descobriram um "cemitério de ossos" em uma floresta de Washington e, após algumas análises, foi constatado que os corpos pertenciam a mulheres que desapareceram em Washington e Utah. Investigadores dos dois estados se comunicaram e elaboraram um perfil e esboço composto de um homem chamado Ted. Na época, Elizabeth já estava ciente de que ele havia se mudado para a área dos crimes e ligou para a polícia para reafirmar as suas suspeitas, Ted estava por trás das mortes. Nesse momento, muitas evidências estavam apontando para ele e, quando os investigadores de Washington reuniram seus dados, o nome de Ted apareceu no topo da lista de suspeitos. Sem saber do crescente interesse da polícia por ele, Ted continuou viajando pelos Estados Unidos, seduzindo e matando mulheres. Por acidente, em agosto de 1975, ele foi preso. Prisão O oficial de trânsito, Bob Hayward, realizava um procedimento padrão tentando para um carro que estava em alta velocidade. Mas suas suspeitas cresceram quando o motorista tentou fugir, desligando as luzes do carro e desrespeitando os sinais vermelhos. Quando finalmente alcançou o carro, o guarda revistou o veículo e para a sua surpresa encontrou algemas, um picador de gelo, um pé de cabra, uma meia calça com buracos para os olhos e outros itens questionáveis. Bob resolveu prender o rapaz por suspeita de roubo. O que ele não sabia era que havia acabado de capturar um dos homens mais procurados dos Estado Unidos: Ted Bundy. Ele foi preso e condenado pela tentativa de sequestro de Carol DaRonch, e teria sido julgado pela morte de Caryn Campbell se não tivesse conseguido, depois de duas tentativas falhas, fugir da prisão. Flórida Nesse momento Ted já era temido e procurado no país todo, mas foram os assassinatos de 14 de janeiro de 1978 que o tornaram realmente famoso. Ele invadiu a casa de fraternidade Chi Omega da Universidade Estadual da Flórida, onde estava na época, espancou e estrangulou até a morte duas meninas, estuprando uma delas e a mordendo brutalmente em suas nádegas e em um mamilo. O assassino também bateu na cabeça de outras duas moradoras da casa, que conseguiram sobreviver. Os investigadores atribuíram o salvamento das duas a Nita Neary, que também morava no local, pois ela chegou em casa e interrompeu Ted antes que ele pudesse matá-las. Segundo Nita, ela chegou em casa por volta das 3 da manhã e notou que a porta da frente estava entreaberta. Quando entrou, ouviu passos no andar de cima e se escondeu atrás da porta. Foi aí que pôde ver um homem usando um boné azul saindo da casa. Ted ainda invadiu outra residência naquela noite e tentou estuprar uma jovem, mas desistiu por medo de ser capturado. Segunda prisão No dia 9 de fevereiro de 1978, Ted matou novamente. Dessa vez a vítima foi Kimberly Leach, de 12 anos, que ele sequestrou, mutilou e jogou em um rio. Uma semana depois, Ted cometeu um erro. Ao dirigir um veículo roubado em Pensacola, na Flórida, foi parado na rodovia sendo preso. Graças à cooperação de várias testemunhas, o serial killer foi condenado pela justiça. Outros fatos importantes foram as evidências físicas que o ligavam aos três crimes, dentre eles um molde feito a partir das marcas de mordidas encontradas em uma das vítimas da universidade. Durante seus julgamentos, Ted resolveu se defender: "Ficarei com o homem que mais conheço no momento, e este sou eu". Achando que poderia ganhar os processos,recusou um acordo pelo qual se declararia culpado de matar as duas vitimas da universidade e Kimberly Leach em troca de três sentenças de 25 anos. Ted foi a julgamento na Florida em 25 de junho de 1979 pelos assassinatos das mulheres da fraternidade. O julgamento foi televisionado e Ted agiu de forma midiática e sedutora para tentar convencer o júri da sua inocência. Mesmo assim foi considerado culpado e recebeu duas sentenças de morte. Em 7 de janeiro de 1980, Ted foi a julgamento por matar Kimberly Leach, mas dessa vez permitiu que seus advogados o representassem. A estratégia defensiva foi alegar insanidade, a única defesa possível com a quantidade de provas que o estado tinha contra ele. Seu comportamento foi muito diferente do primeiro julgamento, exibindo ataques de raiva, se esticando em sua caeira encarando o juri e a plateia. Ted foi considerado culpado e recebeu a sua terceira sentença de morte. Um detalhe intrigante ocorreu durante a fase de condenação, quando Ted surpreendeu a todos chamando a jovem Carole Boone como testemunha de defesa, e se casando com ela durante seu relato. Carole demorou paraaceitar que Ted era realmente responsável pelas atrocidades das quais foi acusado. Quando pediu o divórcio, o casal já tinha tido uma filha. Confissões e modus operandi Logo após a conclusão do julgamento de Kimberly e o início do longo processo de apelação que se seguiu, Ted iniciou uma série de entrevistas, ele falava principalmente em terceira pessoa para evitar o "estigma da confissão", mas relatou pela primeira vez os detalhes de seus crimes, sua forma de pensar. Após anos tentando convencer as autoridades sobre sua inocência, Ted não tinha mais como apelar judicialmente, e foi aí que topou ter uma conversa franca com alguns investigadores. Nesse período ele confessou ter assassinado 36 mulheres, descrevendo o que havia feito com cada uma delas e onde estavam os corpos. Como já suspeitada, Ted apresentou preferência em suas vítimas e em seu modus operandi. De acordo com documentos da época, na grande maioria dos crimes, ele se aproximava das mulheres em busca de ajuda, ou pedia auxílio para levar algo a seu carro,às vezes usando gesso no braço ou muletas para parecer inofensivo. Todas as vítimas conhecidas de Ted eram mulheres brancas, com cabelos longos e lisos repartidos ao meio. A maioria era de classe média, tinha entre 25 e 25 anos e era estudante universitária. O grande amor da vida dele, Elizabeth, também tinha esse perfil. Na última conversa que teve com ela, Ted contou ter se afastado propositalmente "quando sentiu o poder de sua doença se acumulando nele", indicando que poderia matá-la. O modus operandi de Ted evoluiu em organização e sofisticação ao longo do tempo, como já é tipico dos serial killers, de acordo com especialistas do FBI. Logo no início, era uma invasão de uma casa durante a noite, seguido de um ataque violento enquanto a vítima dormia. A medida que sua "metodologia" evoluiu, Ted se tornou mais organizado em sua escolha de vítimas e cenas de crime. Uma vez perto ou dentro de seu carro, a vítima era dominada, espancada e algemada antes de ser abusada e estrangulada. Ted então transportava as vítimas para outro lugar já previamente selecionado, muitas vezes numa distância considerável do local onde havia capturado a vítima. No local em que enterrava o corpo, Ted removia e queimava as roupas da vítima porque, segundo ele, além de ser um ritual, era uma forma de destruir possíveis evidências. Ironicamente, um erro de fabricação nas fibras de sua própria roupa foi usado como evidência crucial no julgamento de Kimberly. A prática mais sinistra de Ted, provavelmente, era a necrofilia. Frequentemente o assassino "revisitava" os corpos, os vestia, maquiava, pintava as unhas e até tirava foto com eles: "Quando você trabalha duro para fazer algo certo, não quer esquecer disso", disse a um investigador. A um agente especial da Unidade de Análise Comportamental do FBI, confidenciou sobre os cadáveres: "Se você tem tempo, eles podem ser o que você quiser". Acredita-se que ele praticava atos sexuais com os corpos até um estado de putrefação bem avançado. No caso de Donna Manson, o criminoso afirmou ter utilizado sua cabeça na lareira de sua ex-namorada, Elizabeth, para incinerar a cabeça decepada: "De todas as coisas que fiz para Elizabeth, essa provavelmente é a que ela menos me perdoaria, pobre Liz". Antes de desenvolver um padrão, Ted matou diversas pessoas provavelmente. Estudando a vida e as afirmações de Ted, as autoridades chegaram ao número aproximado de 65 outras vítimas. O primeiro assassinato teria sido aos 14 anos, quando Ted teria matado um vizinho de 8 anos. Diagnósticos Ted foi submetido a múltiplos exames psiquiátricos, mas as conclusões dos especialistas variam até hoje. Enquanto alguns apontam sintomas de transtorno bipolar, outros sugerem a possibilidade de um transtorno de personalidade múltipla, baseado em alguns comportamentos descritos em entrevistas e depoimentos no tribunal. Uma vez, uma tia-avó testemunhou um episódio durante o qual Ted "parecia se transformar em outra pessoa irreconhecível". O comportamento dele também se encaixa em alguns tipos de psicose, como o transtorno de personalidade antissocial, já que Ted exibia traços de personalidade típicos da condição, frequentemente identificada como "sociopatia" ou "psicopatia". Dentre eles estão o charme e o carisma (forjados), a dificuldade o certo do errado, a falta de empatia e a ausência de culpa e remorso. Na tarde anterior à execução, Ted concedeu uma entrevista. E aproveitou para fazer novas alegações sobre violência na mídia e as "raízes" pornográficas de seus crimes: "Aconteceu em etapas, gradualmente. Eu continuava procurando por tipos de materiais mais potentes, mas explícitos e mais gráficos. Até você chegar a um ponto em que a pornografia só vai tão longe que você começa a se questionar se, na verdade, poderia fazer aquilo além de apenas ler ou olhar". O que todos os especialistas concordam é que só o fato de ter uma dessas características não torna ninguém um serial killer. Existem muitos outros mistérios que ainda circundam casos como esse, e só mais pesquisas podem trazer luz a esses casos. "Legado" Ao ser levado para a câmara da morte, algumas pessoas comemoravam na rua em que ficava a prisão. Testemunhas contam que ele havia passado as últimas horas de sua vida chorando e rezando, além de ter deixado sua última refeição intocada. Suas últimas palavras foram: "Jim e Fred, eu gostaria que vocês dessem meu amor à minha família e amigos". Jim Coleman era um de seus advogados e Fred Lawrence era ministro metodista e rezou com Ted durante a noite. Desde sua execução, Ted se tornou uma espécie de lenda. Hoje diversos filmes, séries e livros são produzidos para relatar sua história e tentar entender sua mente macabra. Mas não é só pela cultura que ele continua fazendo parte do imaginário social. Hoje diversos blogs e sites são dedicados a sua defesa, ou declarar amor ao "bonitão". Ele tinha fãs mesmo na época de sua execução. A escritora conta que seu incômodo foi grande quando percebeu que várias mulheres escreviam e ligavam para o assassino. Mesmo com a morte de Ted, ele danificou mulheres.