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TCC - História da Educação no Brasil Do Governo Civil-Militar até a Redemocratização

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE RIBEIRÃO PRETO 
 CURSO HISTÓRIA - LICENCIATURA 
 
 
 
 
 
 MARCELA OLIVEIRA MONTALVÃO 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: 
DO GOVERNO CIVIL-MILITAR ATÉ A REDEMOCRATIZAÇÃO 
 
 
 
 PORTO VELHO 
 JANEIRO/2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MARCELA OLIVEIRA MONTALVÃO 
 
 
 
 
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: 
DO GOVERNO CIVIL-MILITAR ATÉ A REDEMOCRATIZAÇÃO 
 
 
 
 
Trabalho apresentado ao 
Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto 
Como requisito parcial para 
Obtenção do grau de Licenciado 
em História. 
Orientador: Prof. Marcelo de Almeida 
 
 
 PORTO VELHO 
 JANEIRO/2024 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 A pesquisa apresentada aborda o tema da Educação no Brasil no período do 
governo civil-militar, as mudanças e políticas públicas que foram acontecendo até a 
redemocratização do país considerando seu processo histórico. A história da 
Educação no Brasil é marcada por transformações significativas influenciadas por 
mudanças políticas, sociais e econômicas ao longo dessas décadas. Ao longo desse 
trabalho vamos analisar os acontecimentos e as mudanças mais relevantes para a 
Educação no Brasil, dispostos nos seguintes assuntos: o inicio da Ditadura Militar que 
trouxe intervenções no campo educacional, implementação de políticas autoritárias, 
censura e perseguição de professores e estudantes. A ênfase na formação de mão de 
obra alinhada aos interesses do estado. O surgimento de movimentos estudantis e de 
resistência contra a repressão política, protestos e manifestações por liberdade 
acadêmica e direitos civis. O processo de redemocratização, o retorno da participação 
democrática nas instituições de ensino, e a revisão de currículos e a busca por uma 
educação mais crítica e inclusiva. A promulgação da Constituição Federal de 1988, 
que assegurou direitos fundamentais à educação. O lançamento de programas sociais 
como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e o aumento 
do acesso à educação. 
 
 
 
 
Palavras Chaves: Educação no Brasil. Ditadura Militar. Redemocratização. 
 
 
 
 
 
 
 
 ABSTRACT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO........................................................................... 
 
2. OBJETIVOS E METODOLOGIA.................................................... 
 
3. A EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA DÉCADAS................ 
 
3.1 DÉCADA DE 1960 – A EDUCAÇÃO POSTERIOR AO GOLPE DE 
1964................................................................................. 
 
3.2 DÉCADA DE 1970 – AS REFORMAS EDUCACIONAIS......... 
 
3.3 DÉCADA DE 1980 – A EDUCAÇÃO NA TRNSIÇÃO DE 
REGIME...................................................................................... 
 
3.4 DÉCADA DE 1990 – ATUAL LEI DE DIRETRIZES DE BASES DA 
EDUCAÇÃO......................................................................... 
 
3.5 FUNDEB – PCNEM – BNCC – AS PERSPECTIVAS PARA 
EDUCAÇÃO............................................................................... 
 
 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................... 
 
 
5. REFERÊNCIAS................................................................................. 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
 Sobre a educação no Brasil no período de 1964 a 1985 remete a um contexto político 
e social marcado pela Ditadura Militar. Esse regime, que teve início em 1964, trouxe 
consigo mudanças significativas no cenário educacional brasileiro. Durante esse 
período, o governo militar implementou políticas que influenciaram diretamente a 
educação, moldando-a de acordo com suas perspectivas e objetivos. 
 Os primeiros anos do regime militar foram caracterizados por um alinhamento da 
educação com os interesses do Estado. Houve um esforço para controlar o ensino, 
restringindo a liberdade acadêmica e promovendo uma visão ideológica que 
sustentasse o autoritarismo vigente. Nesse contexto, ocorreu a Lei Suplicy de 
Lacerda, em 1969, que resultou em intervenções nas instituições de ensino, 
demissões de professores e censura de conteúdos considerados subversivos. 
 Além disso, a ênfase foi colocada na formação de mão de obra para atender às 
demandas do mercado, negligenciando, em muitos casos, a formação crítica e o 
pensamento autônomo. As escolas foram orientadas a promover a disciplina e o 
civismo, restringindo a participação política dos estudantes. 
 No entanto, ao longo do período, surgiram resistências e movimentos contrários ao 
autoritarismo na educação. Estudantes, professores e intelectuais engajaram-se em 
protestos e manifestações, exigindo maior autonomia acadêmica e denunciando as 
restrições impostas pelo governo. 
 A transição para a redemocratização do Brasil, a partir de meados da década de 
1980, trouxe consigo mudanças substanciais na educação. O processo de abertura 
política permitiu o retorno da participação democrática nas instituições de ensino, a 
revisão de currículos e o resgate da liberdade acadêmica. 
 Portanto, a análise do período de 1964 a 1985 revela a complexidade das relações 
entre política e educação, destacando os desafios enfrentados pelos profissionais da 
educação e a sociedade em busca da construção de um sistema educacional mais 
democrático e comprometido com o desenvolvimento integral dos indivíduos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 OBJETIVOS E METODOLOGIA 
 
 
 Esse artigo tem como objetivo analisar o período do governo civil-militar até a 
redemocratização, e desmistificar que se tinha uma Educação bem sucedida no Brasil 
durante a ditadura militar. 
 Tema de grande relevância para atual conjuntura da Educação, podemos analisar 
de uma forma geral como a Educação foi se aperfeiçoando ao longo das décadas no 
Brasil. 
 A metodologia para discutir o tema apresentado é a técnica de levantamento 
bibliográfico, dialogando ao decorrer do texto com autores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 A EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DAS DÉCADAS 
 
 
 
3.1 DÉCADA DE 1960 – A EDUCAÇÃO POSTERIOR AO GOLPE DE 64 
 
 A segunda metade da década de 1960 foi marcada por importantes motivações 
políticas, econômicas e sociais. 
 O clima político no Brasil encontrava-se absolutamente conturbado e no dia 13 de 
dezembro de 1968, o general Arthur da Costa e Silva baixou aquele que ficou 
conhecido como AI-5 ou Ato Institucional n°5. Estudantes, professores, trabalhadores 
urbanos e rurais naquele momento, centenas de pessoas encontravam-se na 
clandestinidade, exilados, mortos ou presos. 
 Um dos instrumentos jurídicos que caracterizam o período do governo civil-militar 
como uma ditadura é o uso dos Atos Institucionais, instrumento vinculado ao 
presidente que estabelecia ditames a serem seguidos de imediato sem necessidade 
de aprovação do legislativo ou judiciário, transformando o poder executivo em 
condição de superioridade diante dos demais poderes. O Ato Institucional número 5 é 
 
 
um dos mais famosos e considerado uma virada do momento político. A roupagem 
democrática fora mantida fora mantida até o governo de Costa e Silva, porém a 
promulgação do AI-5 serviu para fomentar a censura, influir juridicamente, instaurar 
mudança em sistemas prisionais e evocar a ordem de defesa do estado como 
justificativa paraqualquer ato. 
 Ao mesmo tempo, o regime fazia questão de imprimir certa aparência de 
normalidade ao cotidiano das pessoas, lançando mão de recursos midiáticos de forma 
doutrinária; durante a semana da pátria (7 de setembro), era obrigatório cantar o Hino 
Nacional e hastear a bandeira brasileira. Em muitas escolas públicas e particulares, 
essa prática foi incorporada sem muito questionamento. É muito comum nos 
depararmos, ainda hoje, com escolas que repetem esse ritual durante a Semana da 
Pátria ou mesmo semanalmente/diariamente. 
 O período compreendido entre 1964 e 1985 ficou conhecido em função da 
interrupção do processo democrático brasileiro e pela instauração de uma que duraria 
longos 21 anos. Uma ditadura é geralmente caracterizada pela imposição de uma 
visão de mundo, muitas vezes na base da força. Por isso mesmo, aqueles anos foram 
marcados pela extinção dos partidos políticos, cassação de direitos, censura, 
perseguição de opositores políticos, mortes e desaparecimentos, após o golpe de 
1964, muitos educadores foram mortos, perseguidos e exilados em função das suas 
ideias ou posturas políticas. 
 Uma das bandeiras levantadas pelos defensores dessa escola nova era o potencial 
da Educação como instrumento de emancipação dos indivíduos. Isso significa que o 
governo civil-militar conhecia o poder transformador da Educação e, para atender o 
lema de recuperar a ordem e a estabilização de seu projeto, a Educação passou a ser 
pauta do dia durante esse período. 
 No mesmo dia que os militares deram um golpe de Estado instaurando a Ditadura 
Militar (1° de abril de 1964), eles invadiram e incendiaram a sede da maior 
representação estudantil, União Nacional dos Estudantes (UNE), muitos líderes 
estudantis foram presos naquela ocasião. Durante todo o regime militar, a UNE, 
mesmo atuando na ilegalidade, atuou combativamente contra o projeto de educação 
implementado pelos militares. 
 O ambiente escolar se tornou cada vez mais hostil para qualquer pessoa que 
contestasse a ordem vigente, seja aluno, funcionário ou professor. Naquela época, 
era prática comum que a direção das escolas públicas fosse indicada pelos políticos 
locais. Para isso, tinham como base a ampliação efetiva do número de vagas e 
formalização de que era função do Estado garantir a Educação, e isso foi um mérito. 
Já o problema foi promover um clima de vigilância contra algum conteúdo ou ideias 
consideradas subversivas para os alunos. 
 Durante todo o período da Ditadura Militar, tivemos diversas intervenções que 
atingiram diretamente o setor educacional. Algumas intervenções promovidas pela 
Constituição de 1967 foram, a União e os estados estavam desobrigados a investirem 
um percentual mínimo na Educação, contrariando o que estava disposto na LDB DE 
 
 
1961. Além disso outra alteração promovida por essa carta constitucional foi a 
transferência de recursos públicos para instituições privadas de ensino. 
 
 “(...) a constituição de 24 de janeiro de 1967, baixada pelo regime militar, 
eliminou a vinculação orçamentária constante das constituições de 1934 e de 1946, que obrigava a 
União, os estados e municípios a destinar um percentual mínimo de recursos para a educação. A 
constituição de 1934 havia fixado 10% para a União e 20% para os estados e municípios; a 
constituição de 1946 manteve os 20% para os estados e municípios e elevou o percentual da União 
para 12%. A Emenda Constitucional n°1, baixada pela junta militar em 1969, também conhecida como 
Constituição de 1969 porque redefiniu todo o texto da carta de 1967, restabeleceu a vinculação de 
20% mas apenas para os municípios (artigo 15, 3°, alínea f) 
 
 
 
 
 Em 1968 foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), o Mobral foi 
um órgão do governo instituído pelo decreto n° 62.455, de 22 de março de 1968, 
conforme autorizado pela Lei n°5.379, de 15 de dezembro de 1967, no entanto, só 
passou a vigorar em 1971. 
 O objetivo dos militares com a criação do Mobral era erradicar o analfabetismo no 
Brasil. A metodologia de implementação do programa, os militares extinguiram o 
projeto de alfabetização “De pé no chão também se aprende a ler”, inspirado na 
pedagogia freiriana, e colocaram em seu lugar o Mobral. O programa se 
fundamentava na metodologia de alfabetização de Paulo Freire no sentido técnico do 
termo, mas se distanciava na dimensão da formação da consciência crítica e cidadã. 
Ao julgar a realidade, é preciso usar uma lente que possa compreender, em seu termo 
histórico cada situação. Professores e alunos devem interagir com o conhecimento e 
aprender juntos. Nesse sentido o diálogo ganha força como proposta de interação e 
recriação, respondendo à lógica da determinação com o poder transformador. Para 
Freire, o diálogo é um ato de criação. 
 Paulo Freire ao longo de sua vida educadora, divulgou e incentivou a transformação 
social, anunciando que a Educação é o caminho possível para tal. Como indica o 
autor, em Pedagogia da Autonomia: 
 
“(...) ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades 
para sua própria produção ou a sua construção” (FREIRE, 2003, p47) 
 
 Para que o Mobral pudesse ser efetivo, o governo militar criou um sistema de 
treinamento para professores leigos (sem diploma), que recebiam rudimentos de 
leitura e escrita preparados para constituir aulas em suas cidades e rincões do Brasil. 
Essas aulas utilizavam cartilhas distribuídas nacionalmente. Infelizmente, o projeto 
 
 
tornou-se marca de pessoas falsamente formadas ou malformadas, chegando a virar 
xingamento. 
 O Mobral tem como ponto positivo ter alcançados rincões inimagináveis do Brasil, 
no entanto, a falta de controle, o número de formações absolutamente indevidas pela 
ausência de profissionais capacitados, levaram o programa ao colapso. De grande 
projeto educacional virou piada, em que alguém de baixa capacidade intelectual 
passou a ser chamado de “Mobral”. 
 Em 1969, os militares determinaram a retirada do ensino de Filosofia e Sociologia 
das escolas. Sob o decreto-lei n°869, de 12 de setembro de 1969, dispõe sobre a 
inclusão da “Educação Moral e Cívica” como disciplina obrigatória nas escolas de 
todos os graus e modalidades, dos sistemas de ensino no país, e dá outras 
providências como, é intitulada em caráter obrigatório, como disciplina e , também 
como prática educativa, a Educação Moral e Cívica, nas escolas de todos os graus e 
modalidades, dos sistemas de ensino no país e será ministrada com a apropriada 
adequação, em todos os graus e ramos de escolarização. Nos estabelecimentos de 
graus médio, além da Educação Moral e Cívica, deverá ser ministrado o curso 
curricular de “Organização Social e Política Brasileira”. 
 
 
3.2 DÉCADA DE 1970 – AS REFORMAS EDUCACIONAIS 
 
 
 A implantação dessa disciplina fazia parte de um contexto em que a moral e o 
civismo estavam em alta. O ano de 1970, foi o ano da campanha do civismo Brasileiro. 
A escola era o centro das atividades cívicas, dela o civismo deveria irradiar para toda 
a comunidade, assim planejava o Estado. No entanto, não deixava essa missão 
somente para a escola, mobilizando também a imprensa e órgãos de movimentos 
sociais, com associações de bairros e sindicatos, esses dois últimos por ação mais 
violenta do que coercitiva. Nesse período, a disciplina Organização Social e Política 
Brasileira foi responsável por difundir o nacionalismo e o patriotismo nos alunos do 2° 
grau. 
 Era responsabilidade da escola se certificar que no dia da comemoração do 
sesquicentenário do Marechal Deodoro da Fonseca as crianças colorissem gravuras 
do referido Marechal, aprendesse mais sobre a vida e a importância dele para ahistória do Brasil e de como ele contribuiu para o desenvolvimento atual do Brasil, 
levado a cabo pela “ Revolução”. Que no final do dia letivo, os pais fossem convidados 
para uma ação solene em que as crianças apresentassem algum trabalho sobre o 
Marechal Deodoro da Fonseca e levassem para casa um marcador de livros com o 
rosto dele. Se a prefeitura se articulasse antecipadamente com autoridades 
municipais, um desfile poderia ser organizado, com banda de música e discursos 
políticos. Tudo isso era impensado sem a escola, e aí estava a importância primordial 
para que o plano da ditadura militar para a nação fosse cumprido. 
 
 
 Sobre a difusão do nacionalismo e do patriotismo nos alunos, ainda 1970, aconteceu 
a Copa do Mundo no México, os cantores Dom e Ravel conquistaram o país com o 
“Eu te amo, meu Brasil”, que estourou nas paradas de sucesso. Essa canção foi 
utilizada pelo governo militar nos eventos cívicos e cantada nas escolas. 
 Os conteúdos tinham cunho moralizantes, pautados em preceitos considerados 
fundamentais á sociedade. A Educação era empreendida também por meios não 
formais. Pra que, no cotidiano, as pessoas pudessem trazer para si o sentimento de 
civilidade, cuja falta era entendida como um dos males brasileiros. 
 Em 1971 aconteceu a Reforma de 1°e 2° graus, a Lei n°5692/71, chamada de Lei 
de Diretrizes e Bases de forma errônea. A lei se refere exclusivamente a dois 
segmentos da Educação, que correspondem ao que, atualmente, chamamos de 
Educação Básica. Essa lei não tratava também dos objetivos gerais e finalidades da 
Educação para o país, apenas era especifica para os dois segmentos do ensino. Foi 
criada por um grupo de trabalho instituído pelo presidente Médici, que tinha por 
objetivo adequar o ensino ao momento político instaurado pelo golpe de 1964 e às 
necessidades sociais e econômicas que o governo militar se empenhava em garantir. 
O país precisava de trabalhadores, mas, mais que isso, precisava de mão de obra 
especializada. Em linhas gerais, ela criou a estrutura de ensino que se organizava em 
1° e 2° graus. 
 As principais alterações na Educação Básica em decorrência da reforma de 1971 
foram o primeiro grau passou a abranger os antigos primário e ginásio, atendendo às 
crianças dos 7 aos 14 anos, a ampliação da obrigatoriedade escolar de 4 para 8 anos, 
a transformação do antigo curso secundário em ensino de segundo grau, o segundo 
grau passou a ser obrigatoriamente profissionalizante. Com a promulgação da lei, o 
segundo grau passou a combinar dupla característica, garantia a terminalidade para 
aqueles que pretendiam a formação em nível técnico e garantia a continuidade para 
os que desejavam prestar o vestibular. 
 O ensino profissionalizante acabou contribuindo para a elitização do ensino superior, 
a necessidade de formar mão de obra levou o governo a alterar radicalmente o ensino 
básico. Apesar dessa lei valer para o ensino público e para o ensino privado, o que se 
verificou, na prática, foi a concentração da adoção do ensino profissionalizante no 
ensino público. De modo, que os filhos da elite continuaram a ser preparados para o 
ingresso nas carreiras universitárias. 
 Podemos citar algumas consequências dessa reforma, além da instituição de ensino 
profissionalizante, um deslocamento cada vez maior de recursos públicos para o setor 
privado. 
 A lei n°5692/71 também foi a primeira legislação educacional que criou um capítulo 
para tratar do ensino supletivo, capítulo IV Art.24. O ensino supletivo terá por 
finalidade suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não 
tenham seguido ou concluído na idade própria e proporcionar, mediante repetida volta 
à escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o 
ensino regular no todo ou em parte; O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a 
 
 
serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos 
respectivos Conselhos de Educação. 
 Introduziu algumas propostas que contribuíram para o debate pedagógico, pois 
previa a integração vertical e integração horizontal. A integração vertical se dava nos 
dois graus, entre os níveis (o primeiro e o segundo segmento do primeiro grau), e 
entre todas as séries de ensino das atividades, áreas de estudo e disciplinas, com o 
propósito de garantir um trabalho de continuidade desde 1ª série do primeiro grau até 
a última série do segundo grau. A integração horizontal, que buscava eliminar a 
diferença entre os antigos ramos de ensino, agrícola, comercial, industrial e normal, 
articulando as várias áreas do conhecimento no interior de cada série. 
 A valorização do magistério é outra questão presente na lei, foi citada especialmente 
buscando a crescente profissionalização dos professores, o aperfeiçoamento 
daqueles já formados, e adequando os vencimentos salarias segundo os critérios do 
nível de formação, ao contrário do nível que ministrava. Art.39. Os sistemas de ensino 
devem fixar a remuneração dos professores e especialistas de ensino de 1° e 2° graus, 
tendo em vista a maior qualificação em seus cursos e estágios de formação, 
aperfeiçoamento ou especialização, sem distinção de graus escolares em que atuem. 
 
 
 
3.3 DÉCADA DE 1980 – A EDUCAÇÃO NA TRANSIÇÃO DE REGIME 
 
 A Constituição de 1988, foi chamada de “Constituição Cidadã” pelo deputado 
Ulysses Guimarães, o novo texto que regeria a vida de milhares de brasileiros tinha 
como desafio imediato restituir direitos fundamentais negados durante muito tempo à 
sociedade. Além disso, tinha como tarefa olhar para o futuro. Ulysses Guimarães foi 
um dos primeiros opositores à ditadura militar, liderou campanhas pela 
redemocratização e pelas Diretas já. Politicamente, a abertura lenta e gradual foi 
ampliando a participação popular nas votações, primeiro para prefeitos, depois para 
governadores até querela sobre quando seriam as primeiras eleições diretas. 
 Diretas já foi um movimento político da década de 1980, que exigia que as eleições 
de 1985 fossem por voto popular e direito, e não por voto do colegiado. Apesar do 
Movimento das Diretas já, a emenda que pretendia antecipar as eleições foi derrotada. 
Em uma articulação política, foi eleito Tancredo Neves pelo colegiado de deputados, 
tendo como vice José Sarney. O presidente da câmara era o deputado Ulysses 
Guimarães. Tancredo Neves foi eleito, mas não empossado, assim José Sarney foi o 
31° presidente do Brasil. 
 No contexto da transição de regime, a Educação brasileira seguia os moldes de 
1971, as mudanças, no entanto, não acontecem neste campo de forma uniforme até 
o fim da década. Foram tomadas ações peculiares em capitais e estados. Dois 
exemplos importantes vêm do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. Em Brasília foi 
proposto um modelo de educação integral que aproximasse a universidade – 
 
 
principalmente a de Brasília – das escolas de Educação Básica, o principal nome 
desse projeto foi Cristovam Buarque. No Rio de Janeiro a controversa eleição de 
Leonel Brizola, ferrenho crítico do governo anterior e de seus antagonistas membros 
do partido MDB, propõe uma intensa ruptura na educação. Darcy Ribeiro foi chamado 
para liderar este projeto. 
 A ideia era proteger o trabalhador e as crianças, era necessário que elas fossem 
acolhidas, educadas, ficando longe dos ambientes de conflito e criminalidade, que já 
eram notórios na cidade. Os Centros Integrados de Educação Pública (CIEP) 
trabalhavam com a compreensão de que não se forma o sujeito em conteúdos, pois o 
sujeito deve ser preparado para ser cidadão e lutar pela cidadania e pelo coletivo. O 
projeto , moderno em termos pedagógicos, foi bastante atacado em virtude da sua 
operacionalização e uso político. Foi descaracterizado a partir da eleição de outros 
grupos que se opunham às políticas brizolistas. 
 O significado das reformas da Educação Brasileirana redemocratização – a 
Constituição, as resoluções e garantias para a Educação brasileira na constituição de 
1988, estão apresentadas no Título VIII, que se trata de Ordem Social, no capítulo III 
intitulado Da Educação, da Cultura e do Desporto, especificamente na seção I, 
chamada Da Educação, entre os artigos 205 e 214. 
Os princípios do ensino foram especificados no artigo 206. Podemos destacar, 
liberdade de ensinar e aprender, gratuidade nas escolas públicas; Gestão democrática 
nas escolas da rede pública; valorização dos profissionais da Educação, que inclui 
plano de carreira, piso salarial para o magistério. No artigo 205, a carta constitucional 
estabelece a Educação como um direito de todos e dever do Estado e da família. É 
interessante notar como o dever do Estado precede o da família, o que realmente 
demonstra a importância do poder público em garantir ensino para a população. 
 
 
 
 
3.4 DÉCADA DE 1990 – ATUAL LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 
 
 Lei 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, com a promulgação 
da constituição de 1988, a LDB anterior (4024/61) foi considerada obsoleta, mas 
apenas em 1996, o debate sobre a nova lei foi concluído. A atual LBD, 9394/96 foi 
sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da Educação, 
Paulo Renato, em 20 de dezembro de 1996. 
 Baseada no princípio direito universal à Educação para todos, a LDB DE 1996 trouxe 
diversas mudanças em relação as leis anteriores tais como: gestão democrática do 
ensino público progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades 
escolares (art. 3 e 15); Carga horária mínima de 800 horas distribuídas em 180 dias 
letivos na educação básica (art.24); Orientação para União gastar, no mínimo, 18% e 
 
 
os estados e municípios, no mínimo, 25%, de seus orçamentos para a manutenção e 
desenvolvimento do ensino público (art. 69); 
 A criação do Plano Nacional de Educação (art.87), essa lei aponta em seu artigo 22 
para uma formação do individuo que atenda a três dimensões da condição humana, 
cidadania, estudo e trabalho. A ideia é que os currículos escolares e os saberes 
compartilhados no ambiente escolar estejam atentos as distintas realidades sociais, 
além de funcionarem como instrumentos em que os alunos consigam praticar o 
exercício da cidadania na busca por uma sociedade mais justa e igualitária. A LDB 
pressupõe uma série de ações que foram, desde então, desenvolvidas e que 
passamos a enunciar. 
 Plano Nacional de Educação Básica: a educação básica tem por finalidade 
desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o 
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e nos estudos 
posteriores. 
 
 
3.5 FUNDEB – PCNEM – BNCC – AS PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO 
 
 No governo de Fernando HENRIQUE Cardoso o nome do projeto era FUNDEF – 
Fundo da Educação Fundamental, mudou em 2006 para FUNDEB – Fundo da 
Educação Básica, que amplia o programa, mas o sentido é o mesmo. 
 O FUNDEB surgiu, durante o governo FHC, houve a intensa discussão de que 
precisávamos ampliar o número de vagas, garantir o acesso às escolas e , o mais 
crítico, trabalhar contra a evasão escolar, o ministro Paulo Renato tomou isso como 
meta e modelo “ameaçando” os estados e municípios de que de veriam atingir essas 
metas ou não receberiam dinheiro. 
 Com a criação do FUNDEB, prevista na própria LDB, muitas prefeituras e governos 
criaram programas, deixando de lado a qualidade em prol da continuidade- 
aprovações automáticas, criação de projetos em que separavam potenciais alunos 
repetentes, entre outros. Foi criado para regulamentar o auxílio da União a estados e 
municípios, sem precisar pedir a cada nova demanda. Esse modelo tem como mérito 
a ampliação do número de pessoas com alguma formação, a maior parte do Brasil 
passa pela escola. E tem como demérito, a perda de qualidade mensurável. 
 Com as reprovações, as escolas dos modelos anteriores atingiam números grandes 
de evasões e distorção idade/série. A imagem de que elas eram “melhores” é uma 
ilusão provocada pela reprovação uma vez que poucos conseguiam obter a formação. 
 Esses programas, apesar de importantes, jogaram a Educação Básica em uma 
situação complexa ainda que inequivocadamente mais democrática, pois exigiram 
mais investimento, diversificação o que é custoso, e sem foco específico, faz com que 
os números se arrastem quando comparados a índices internacionais. 
 
 
 Parâmetros curriculares nacionais (PCN), foram organizados também no processo 
de redemocratização nacional, impulsionados pela LDB/96. Esses parâmetros 
curriculares podem ser caracterizados como orientações explicitamente práticas da 
legislação, funcionam como um importante referencial para aquilo que oficialmente se 
espera da Educação, do professor e do aluno. Assim como os PCN, os PCNEM 
(Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio) responderam pela intenção de 
estabelecer uma base curricular nacional comum e introduziram o que passou a ser 
designado de ensino de competências. Considerando exatamente o termo 
parâmetros, os PCNEM têm como princípio servir de referência básica e geral à 
comunidade escolar ( professores, coordenadores pedagógicos, alunos etc.), na 
organização e implementação do projeto educativo das escolas, no intuito de garantir 
uma base nacional comum ao currículo da Educação Básica. 
 As disciplinas no PCNEM foram distribuídas de forma que as variadas áreas do 
conhecimento fossem contempladas. O próprio termo tecnologias caracteriza as 
contribuições de cada uma das áreas para a proposta curricular. A Proposta Curricular 
ficou assim: Linguagens, códigos e suas tecnologias - inclui as disciplinas conhecidas 
pelas denominações de Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira, bem 
como Artes, Educação Física e Informática. Ciências da Natureza, matemática e suas 
tecnologias – engloba as disciplinas de Biologia, Física, Química e Matemática. 
Ciência Humanas e suas tecnologias – inclui o conteúdo das disciplinas de Geografia, 
História, Sociologia e Filosofia, dialogando metodologicamente com as demais áreas 
das Ciências Sociais. A leitura interdisciplinar dos fenômenos sociais permite a 
articulação dos fatos, conceitos, processos e tendências de forma contextualizada, 
ressaltando especificidades. 
 Depois dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a grande novidade para a Educação 
foi a homologação, no ano de 2018, da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). 
Trata-se de um documento normativo para a Educação Básica (Educação Infantil, 
Ensinos Fundamental e Médio). A BNCC ao ser elaborada teve os PCN e as DCNEB 
(Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica) como pano de fundo. A 
BNCC tornou-se obrigatória nos currículos de todas as redes do país, públicas e 
particulares. Dessa forma, os documentos anteriores devem continuar sendo 
consultados, mas apenas como documentos orientadores, sem caráter obrigatório. 
 Diferentemente da BNCC, os PCN foram orientações e não legislação. Eles não 
geram uma Base Comum, mas apontaram sugestões para um currículo escolar 
diversificado e significativo, levando em conta o respeito às diversidades regionais, 
culturais e políticas. A BNCC prevista no artigo 10 da constituição de 1988, instituída 
pela LDB n°9.394/1996 e fundamentada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, 
define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os 
alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. 
Ela foi pensada na esteira da LDB/96, dos PCN e das DCNEB, dessa forma faz sentido 
pensar em todos esses documentos conjuntamente, como se um auxiliasse e 
completasse o outro. 
 A BNCC é mais que um documento que estabelece como, quando e por que 
determinados conteúdos serão ensinados, ou seja, o que importa é construir umprojeto educacional que contemple todas as dimensões do desenvolvimento humano, 
como os aspectos cognitivos e socioemocional, o desenvolvimento físico, cultural etc. 
A ideia é que o aluno consiga aplicar o conhecimento apendido na escola no seu 
cotidiano. O objetivo é formar o indivíduo para a vida cidadã, através da transmissão 
de valores que permitam uma boa convivência social. Dois aspectos importantes 
sobre a BNCC são, Política de estado, a BNCC não é uma medida vinculada a 
determinado governo ou partido, ela é uma Política de Estado, prevista no Plano 
Nacional de Educação, na LDB/96 e na Constituição de 1988. 
 A palavra chave da Base Nacional Comum Curricular é Competências, ela propõe o 
desenvolvimento de competências distribuídas nas disciplinas curriculares, que 
devem, por meio do desenvolvimento das diversas habilidades, serem respondidas 
pelas atitudes concretas do aluno em todos os locais de sua convivência. 
 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 O contexto educacional dos anos 1960 deveria ser, ao menos, inspirador. Afinal em 
1961 foi publicada nossa primeira LDB (Lei40/24, ainda que tenha demorado trinta 
anos desde a criação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930. Com o Regime 
Militar instaurado em 1964 não somente a política e as ralações sociais sofreram 
abalo, mas também a Educação. 
 Com a visão de uma educação estritamente tecnicista, sob a justificativa de 
desenvolvimento industrial do país, tornou-se necessária a publicação de novas leis 
de cunho educacional, a mais importante delas, a Lei 5.692, de 1971, chamada por 
alguns de segunda LDB, tinha um caráter estritamente reformador: a definição clara 
dos segmentos da Educação: 1° e 2° graus ( atual Educação Básica, Ensino 
Fundamental e Médio). Ela definia, por exemplo, que todo estudante deveria sair do 
2° grau com uma formação técnica. Outra mudança foi a substituição do projeto “De 
pé no chão também se aprende a ler”, fundamentado nas ideias de Paulo Freire, pelo 
Mobral, em 1967. Embora ambos tivessem o objetivo de erradicar o analfabetismo do 
país, o projeto militar esvaziava-se do caráter de “educação crítica” do anterior. 
 Com o fim do Regime Militar, em 1984, e a definição da chamada Nova República, 
ainda que muitos aspectos de transição do antigo modelo político-econômico, a 
necessidade de uma nova constituição e de uma reforma educacional foi 
imediatamente percebida. Assim em 1988, com a promulgação da constituição cidadã 
(como ficou conhecida), já era possível perceber mudanças significativas da 
Educação, como a redefinição dos Sistemas de Educação, responsabilizando 
federações, estados e municípios e trazendo o famoso artigo 205: “ A Educação é 
direito de todos e dever do Estado e da família.” 
 A partir daí, vários educadores (destaca-se a figura de Darcy Ribeiro) começaram a 
pensar e estruturar uma nova LDB, que, no entanto, somente será publicada em 
 
 
1996(lei 9.394. Apesar de ela já ter sido bastante alterada, através de leis 
complementares, trouxe propostas que, embora não correspondessem às 
expectativas de todos os educadores envolvidos, trazia pontos relevantes, valorizando 
muito mais o papel das equipes pedagógicas, o aumento da carga horária mínima 
para o ano letivo (800h/180 dias, na Educação Básica) e a criação do Plano Nacional 
de Educação. 
 Visto todos esses tópicos, conseguimos desmistificar esse conceito de que a 
Educação era de melhor qualidade no período do Regime Militar, quando na verdade 
o que tínhamos era um alto nível de reprovação, não por que o ensino era bom e sim 
por que quase ninguém conseguia se formar, e que foi ao longo dos anos que 
conseguimos melhorar a qualidade do ensino no país por meio de Leis, reformas e 
adaptações, seguimos em evolução para obter uma Educação de qualidade para 
todos. 
 
 
5 REFERÊNCIAS 
 
 
 
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associados/Cortez, 1982. 
 
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SERRANO, José(org.). Atcon e a universidade brasileira. Rio de Janeiro: Equipe 
técnica de planejamento, pesquisa e empreendimentos, 1974. 
 
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Educação. Acesso em: 19 jan. 2024. 
 
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do ensino superior. 2. Ed. São Paulo: Editora UNESP, 2007 
 
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DE ABREU, Vanessa; INÁCIO FILHO, Geraldo. A Educação Moral e Cívica – 
doutrina, disciplina e prática educativa. Acesso em: 18 jan. 2024 
 
FÁVERO, Maria de Lourdes. A universidade no Brasil: das origens à Reforma 
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disciplinada: Atcon e Meira Mattos. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991. 
 
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entre educação e estrutura econômico-social capitalista. São Paulo: Cortez, 2006. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 
 
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São Paulo: Paz e Terra, 2003. 
 
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MOTTA, Rodrigo P. S. As universidades e o regime militar. Rio de Janeiro: Zahar, 
2014. 
 
SAVIANI, Demerval. O legado educacional do regime militar. Caderno Cedes, vol 
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 TERMO DE RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO DE AUTORIA 
 
 
 
Eu, Marcela Oliveira Montalvão , matricula nº 202103136559 
declaro, para os devidos fins de direito, que o trabalho de conclusão de curso o 
artigo intitulado, História da Educação no Brasil: Do Governo Civil-Militar até a 
Redemocratização, é de minha autoria, tendo sido elaborado com a observância 
ao princípio do respeito aos direitos autorais de terceiros e em conformidade às 
normas estabelecidas no Manual de Normas para a Estrutura Formal de Trabalhos 
Científicos do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto. Declaro ainda que as 
citações e referências foram elaboradas à luz das normas da ABNT. 
Estou ciente, outrossim, de que o plágio ou a adoção de qualquer outro meio ilícito, 
na confecção de trabalhos acadêmicos configura fraude, possível de sanções, 
conforme as normas internas do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto das 
quais também declaro ter plena ciência. 
Ademais, tenho conhecimento de que, eventualmente, o Professor orientador 
poderá exigir-me uma verificação adicional de conhecimento sobre o tema do artigo 
científico como condição para a aprovação da disciplina. 
Declaro, por fim, que tenho conhecimento de que o plágio constitui crime previsto 
no art. 184 do Código Brasileiro e que arcarei com todas as implicações civis, 
criminais e administrativas caso incorra nesta prática. 
 
 
 
 
Porto Velho, 22 de Janeiro de 2024. 
 
 
 MARCELA O MONTALVÃO 
 
Assinatura do Aluno

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