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ENSAIO DE DESTILAÇÃO Eduardo Hetzel¹, Jean F. Calisto¹, Liciani Putti1, Maria C. Stievem¹, Josiane M. de Mello² 1 Alunos do ACEA/UNOCHAPECÓ ² Professora ACEA/UNOCHAPECÓ Universidade Comunitária da Região de Chapecó Resumo A destilação é uma operação unitária baseada na transferência de massa, que visa separar os componentes de uma fase líquida através de sua vaporização parcial. Essa separação é baseada na diferença de volatilidade entre os componentes, realizando a separação do componente mais volátil e do menos volátil até que atinjam o equilíbrio líquido-vapor não sendo mais possível os separar. Neste artigo realizou-se um experimento de separação binária em uma coluna de destilação com recheio e a partir dos dados coletados experimentalmente foi possível determinar o número de pratos teóricos da coluna, sendo para o sistema com refluxo mínimo de 6 pratos e com refluxo máximo 5 pratos teórico. Encontrou-se também a altura equivalente a um prato teórico, sendo para refluxo mínimo 10,83 cm e para refluxo máximo 13 cm. 1. Introdução Na destilação, também conhecida como destilação fracionada, a fase vapor entra em contato com a fase líquida ocorrendo a transferência de massa do líquido pela vaporização, e do vapor pela condensação. Em geral, o líquido e o vapor contêm os mesmos componentes, mas em quantidades diferentes (FOUST, 1982). O líquido encontra-se no seu ponto bolha e o vapor em equilíbrio no seu ponto de orvalho, e o resultado da destilação é o aumento da concentração do componente mais volátil no vapor, e do componente menos volátil no líquido (FOUST, 1982). O componente que possuir o ponto de ebulição menor irá se tornar vapor mais rapidamente, ou seja, será o composto mais volátil denominado destilado, e o com maior ponto de ebulição precisará ser aquecido por mais tempo para atingir a temperatura de ebulição, sendo assim o menos volátil denominado produto de fundo ou resíduo (SIVIERI, F. M.; TEIXEIRA, E. P. 2017). A destilação é muito utilizada na indústria química para separar componentes químicos em produtos purificados, tendo diversas aplicações nas indústrias de polímeros, alimentos, farmacêutica e combustíveis. Por isso, o engenheiro responsável deve examinar as propriedades químicas e físicas dos constituintes das misturas, a fim de caracterizar a volatilidade destas, pois quanto maior a diferença de volatilidade mais fácil é o processo de separação, e consequentemente, mais econômico (FOUST, 1982). A destilação pode ocorrer em colunas de recheio ou colunas de pratos, de acordo com cada processo e sua aplicação. Segundo Gomide (1980), nas colunas de pratos, a coluna possui em seu interior um certo número de pratos ou bandejas horizontais. A alimentação é feita em um ponto intermediário, e o líquido percorre a coluna descendo de um prato para o outro e o vapor sobe pela coluna borbulhando vigorosamente através do líquido. Ou seja, em cada um dos pratos há o estabelecimento de uma relação de equilíbrio líquido -vapor. Já nas colunas de recheio o líquido e o vapor percorrem a coluna passando através de um enchimento inerte cuja função é promover o contato entre as fases. (GOMIDE, 1980). Os principais requisitos desejáveis para os Simbologia D Vazão de destilado (mL/s) V Volume do picnômeto (mL) Q Vazão de vapor (mL/s) R Razão de refluxo L0 Vazão do Refluxo (mL/s) H Altura da coluna (cm) ρ Densidade (g/mL) N Número de pratos m Massa da solução (g) AETP Altura equivalente de um prato teórico (cm) X Fração mássica ou molar Xf Fração do componente mais volátil na alimentação Xd Fração mássica ou molar do componente mais volátil no destilado (Etanol) Xb Fração mássica ou molar do componente mais volátil no produto de fundo Yn+1 Fração mássica ou molar do componente mais volátil na fase vapor Ym+1 Fração mássica ou molar do componente mais volátil na fase vapor Xn Fração mássica ou molar do componente mais volátil em qualquer ponto da linha de seção de retificação B Vazão do produto de fundo Xm Fração mássica ou molar do componente mais volátil em qualquer ponto da linha de seção de esgotamento f Vazão da alimentação recheios de colunas de destilação são: promover uma distribuição uniforme do gás e do líquido, possuir grande área superficial (para um maior contato entre as fases líquido e vapor) e ter uma estrutura aberta, porcionando uma baixa resistência para o fluxo de gás (SEADER e HENLEY, 2010). Na Figura 1, observa-se uma coluna de destilação fracionada, percebe-se que a mesma pode ser dividida em duas seções. A seção de retificação fica entre o prato de alimentação e o condensador, e nela acontece o enriquecimento do componente mais volátil. Já a seção de esgotamento normalmente é a parte entre o refervedor e o prato de alimentação, onde ocorre a extração do componente mais volátil (PIERO FILHO, 2000). Figura 1. Sistema de destilação Fracionada. Fonte: Valleriote Nascimento, 2013 . Um dos métodos mais utilizados para a determinação do número de estágios de separação, ou seja o número de pratos teóricos é o método do gráfico de McCabe-Thiele. Neste método a coluna opera em estado estacionário, com pressão constante e em equilíbrio líquido-vapor, (MALAVAZI, G. M.; MOTTA LIMA, O. C.; 2014). Na Figura 2 apresenta um exemplo da aplicação do Método de McCabe-Thiele para a obtenção do número teórico de pratos para uma coluna de destilação para sistemas binários a pressão constante. Figura 2. Método McCabe-Thiele. Fonte: Mccabe-Thiele, 2001. Este método consiste em traçar a Linha de Operação da Seção de Retificação (LOSR), a Linha de Operação da Seção de Esgotamento (LOSE), e a Linha de Operação de Alimentação (LOA) em um diagrama de equilíbrio x-y, a fim de se encontrar o número de pratos teóricos para a coluna de destilação. A partir dos balanços de massa realizados na coluna de destilação pode-se obter as equações LOSR e LOSE conforme Equação (1) e (3), respectivamente: (1). XY n + 1 = R R+1 n + Xd R+1 Onde: (2)R = D Lo (3).X .XY m+1 = Lm L −Bm m − B L −Bm b A equação da LOA é fornecida pela Equação (4): (4)− xy = q (1−q) + xf (1−q) De acordo com Gomide (1980) As condições de alimentação que entra na coluna determina a relação (q) entre os fluxos molares de vapor e líquido nas seções de retificação e esgotamento. Na Figura 3 são apresentados os valores atribuídos a 𝑞 de acordo com a condição na seção de alimentação. Figura 3. Efeito das condições térmicas da linha q. Fonte: Seader e Henley, 2010, ● Líquido frio-q > 1; ● Líquido saturado- q = 1; ● Parcialmente vapor 0 < q < 1; ● Vapor saturado- q = 0; ● Vapor superaquecido – q < 0. O objetivo do presente artigo é estudar o processo de destilação binária da mistura de água e etanol, em uma coluna de destilação com recheio e determinar o número de pratos teóricos, assim como a altura equivalente à um prato teórico (AETP). 2. Metodologia O início do procedimento experimental deu-se com o abastecimentodo balão do refervedor, manta de aquecimento, com uma solução de etanol em água, 15% v/v; o balão foi abastecido em torno de ¾ do seu volume. No topo da coluna, encontra-se acoplado um condensador, no qual está conectado à um banho termostatizado que é imediatamente ligado no início do experimento. A vazão de refluxo foi coletada com a observação de volume condensado em coluna volumétrica, cronometrando o tempo dependendo da razão de refluxo estudada, a partir de um sistema de controle. Com auxílio de um microcomputador, e de software simuLAB, foi possível monitorar as temperaturas ao longo da coluna com termopares indicadores. Sendo assim, possível visualizar o comportamento da curva de temperatura, e coletou-se alíquotas de aproximadamente 12 ml, quando as mesmas encontravam-se em estado estacionário, sendo esta condição mantida para toda coleta de dados durante o experimento. A alíquota foi pesada a partir de picnômetro previamente calibrado, sendo possível obter a informação de densidade da mistura. A Figura 4 apresenta mostra o equipamento utilizado para o experimento de destilação. Figura 4. Equipamento de destilação. Fonte: Os Autores, 2020. 3. Resultados e discussão O experimento foi realizado em três condições de refluxo: refluxo zero, refluxo mínimo (1:2) e refluxo máximo (2:1). Com a ajuda do Software foram anotadas as temperaturas dos termopares, e com isso plotou-se uma curva de temperatura, como pode ser visto na Figura 5: Figura 5. Curva de temperatura em função dos termopares. Fonte: Os Autores, 2020. A temperatura T1 é temperatura mais próxima do refervedor e T5 é temperatura mais próxima do condensador. Observando a Figura 5, conclui-se que quanto maior a distância do termopar em relação ao refervedor, menor é a temperatura; uma vez que o condensado entra em contato com o vapor e retira calor do mesmo, diminuindo a temperatura ao longo da coluna. Percebe-se também que na condição de refluxo máximo houve a maior diminuição da temperatura ao longo da coluna, pois quanto maior a razão de refluxo, maior é a vazão de destilado condensado que retorna para o sistema. A partir das alíquotas de destilado e do produto de fundo coletadas, foi possível encontrar as frações mássicas e, posteriormente, as frações molares do etanol. Na tabela 1 estão presentes os valores de fração molar do etanol no topo (destilado) e no fundo (produto de fundo) da coluna de destilação. Tabela 1. Fração molar do etanol. Fonte: Os Autores, 2020. Os resultados obtidos são válidos, uma vez que a finalidade do processo de destilação é concentrar o componente mais volátil, que neste caso é o etanol, na corrente de destilado. Percebe-se também que o refluxo foi eficaz pois a fração de etanol aumenta conforme aumenta a taxa de refluxo. A fração de etanol no produto de fundo foi próxima de zero, o que mostra uma boa eficiência de separação da coluna de destilação. A vazão de destilado (D) foi encontrada dividindo-se o volume coletado pelo tempo necessária para a coleta. Sabe-se que no regime de refluxo zero, a vazão de vapor (V) é igual a vazão de destilado. Como não houveram alterações na temperatura e composição da mistura, a vazão de vapor fica a mesma em todos os regimes. Já a vazão de refluxo (Lo) foi calculada através da diferença entre na vazão de destilado no regime de refluxo mínimo/máximo e a vazão de destilado no regime sem refluxo. Com isso foi possível determinar a razão de refluxo real (R) , dividindo-se a vazão de refluxo pela vazão de destilado, em cada um dos regimes. Os valores de razão de refluxo real e ideal estão na Tabela 2, assim como o respectivo valor de erro entre eles. Tabela 2. Razão de refluxo real e ideal Fonte: Os Autores, 2020. Encontrou-se uma grande diferença entre as razões de refluxo real e ideal da coluna o que pode ter sido ocasionado por erros de operação da coluna durante o experimento. Com os valores de razão de refluxo e as frações molares do etanol foi possível determinar o número de pratos teóricos através do método de McCabe-Thiele traçando as linhas da seção de retificação, alimentação e esgotamento como pode ser visto nas Figuras 6, 7 e 8. Figura 6. Número de pratos para o sistema sem refluxo. Fonte: Os Autores, 2020. Podemos compreender de acordo com o método gráfico, que não é possível afirmar o número de pratos teóricos para o sistema já que as linhas LOSR e LOA não se tocam; uma possível causa para o óbice do estudo, é o fato de possíveis interferências experimentais ao longo da execução do procedimento, sendo possível sugerir para que o mesmo seja executado mais que uma vez, e os dados experimentais tratados estatisticamente, visto que há ponto azeotrópico entre os compostos utilizados. Figura 7. Número de pratos para o sistema com refluxo mínimo Fonte: Os Autores, 2020. Sistemas com refluxo são utilizados com intuito de aumentar a eficiência da separação dos compostos, e neste estudo seria possível contemplar este efeito com a diminuição dos pratos nos sistemas com refluxo, em relação ao que não há refluxo. No caso de refluxo mínimo, pode-se entrever a eficiência da aplicação do método gráfico; sendo que o mesmo resulta em 6 pratos teóricos. Figura 8. Número de pratos para o sistema com refluxo máximo. Fonte: Os Autores, 2020. Com o aumento do refluxo, há maior tempo de residência da mistura na coluna, então é possível entender que haverá melhor separação dos compostos, visto que a mistura volta à exposição dos fenômenos de transferência de calor e massa simultâneos aplicando seus respectivos efeitos. É possível visualizar essa ideia quando aplicamos o método e se obteve 5 pratos teóricos, porquê como explanado, a separação aumenta a eficiência com o aumento do refluxo, diminuindo a necessidade de número de pratos teóricos. Tabela 3. Número de pratos e AETP da coluna Fonte: Os Autores, 2020. 4. Conclusão Através do experimento, foi possível assimilar os conceitos teóricos à lida prática para a associação de um processo de separação binária, destilação, com auxílio de uma coluna com recheio. Afim de se promover compreensão à possível vivência da engenharia cotidiana em processos industriais. É factível visualizar o comportamento da distribuição de calor, onde pelos termopares pode-se acompanhar que; quanto mais próximo ao refervedor (manta de aquecimento), maior a temperatura. A partir do dado de densidade coletado, podemos concluir que a separação binária existe, e que poderíamos ter dados mais precisos se compararmos o processo com uma destilação simples, analisando as amostras com técnicas mais sensíveis, afim de provar a eficiência da aplicabilidade da coluna de separação. 5. Referências FOUST, A S. et al. Princípios das Operações Unitárias. 2. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 1982. GOMIDE, R. Operações Unitárias: Operações de Transferência de Massa. São Paulo: Ed. Do Autor, 1980. 4 v. MALAVAZI, G. M.; MOTTA LIMA, O. C.; Método de MacCabe-Thilele determinaçãoda razão de refluxo no projeto e operação de colunas com saída lateral na seção de retificação. Disponível em: <http://www.proceedings.blucher.com.br/artic le-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da -razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colu nas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-1107 1>. Acesso em 21 fev. 2020. p. 1-3, In: . São Paulo: Blucher, 2014. MCCABE, Warren L.; SMITH, Julian C.; HARRIOTT, Peter. Unit operations of chemical engineering. 5. Ed. Nova York: McGraw Hill, 1993. PIERO FILHO, Adriano di. Uso da calculadora HP para resolução do cálculo de pratos teóricos de uma coluna de destilação. Disponível em: <http://www.unimep.br/phpg/mostraacademic a/anais/5mostra/1/543.pdf>. Acesso em 01 mar. 2020. SEADER, J. D.; HENLEY, E. J. Separation Process Principles. 3nd Editio ed. [s.l.] John Wiley & Sons, 2010. SIVIERI, F. M.; TEIXEIRA, E. P. Estimativa de um modelo dinâmico de uma coluna de destilação. Disponível em: <https://repositorio.uniube.br/handle/1234567 89/884>. p.2, 2017. Acesso em 01 mar. 2020. VALLERIOTE NASCIMENTO, A. 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Com isso determinou-se o volume do picnômetro pela equação abaixo. ρ = m V V = ρ m http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da-razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colunas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-11071 http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da-razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colunas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-11071 http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da-razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colunas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-11071 http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da-razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colunas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-11071 http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/mtodo-mccabe-thiele-determinao-da-razo-de-refluxo-no-projeto-e-operao-de-colunas-com-sada-lateral-na-seo-de-retificao-11071 http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/1/543.pdf http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/1/543.pdf https://repositorio.uniube.br/handle/123456789/884 https://repositorio.uniube.br/handle/123456789/884 http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file http://portal.peq.coppe.ufrj.br/index.php/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado/2013-1/31-analise-de-modelos-reduzidos-de-colunas-de-destilacao-para-aplicacoes-em-tempo-real/file V = 11,5054 g 0,997 g.mL−1 1, 4 mLV = 1 5 ● Vazão de destilado (D) A vazão de destilado foi encontrada através da razão entre volume coletado e seu tempo de coleta. D = t V D = 296 s 28 mL , 9459 mL.sD = 0 0 −1 ● Vazão de vapor (Q) Por tratar-se de refluxo zero, assume-se que toda a vazão de vapor é condensado e sai como destilado, logo: Q = D , 9459 mL.sQ = 0 0 −1 Como não houveram alterações na temperatura e composição da mistura, a vazão de vapor fica a mesma em todos os regimes. ● Densidade de topo e de fundo Para a densidade das correntes de topo e de fundo primeiramente descontou-se da massa da amostra coletada, a massa do picnômetro vazio e então dividiu-se a massa encontrada pelo volume do picnômetro. ρ = m V ρ = 11,54 mL (30,3368−20,9602)g , 12 g. mLρ = 0 8 −1 ● Vazão de refluxo (Lo) Para o cálculo da vazão de refluxo desconta-se a vazão de destilado da vazão de vapor. Como a vazão de vapor é igual a vazão de destilado no refluxo zero, a vazão de refluxo (Lo) foi calculada através da diferença entre na vazão de destilado no regime de refluxo mínimo/máximo e a vazão de destilado no regime sem refluxo. zeroQ = D zeroL0 = D − D L0 = Q − D , 9459 , 1951L0 = 0 0 − 0 0 , 7508 mL/sL0 = 0 0 ● Razão de refluxo (R) A razão de refluxo real é encontrada dividindo-se a vazão de refluxo pela vazão de destilado, em cada um dos regimes. realR = D L0 realR = 0,01951 0,07508 real , 6R = 0 5 ● Fração mássica de etanol (x) . x . xρmistura = ρágua água + ρetanol etanol . (1 )ρmistura = ρágua − xetanol. + ρetanol * xetanol Isolando a fração mássica: xetanol = ρ −ρetanol água ρ −ρmistura água xetanol = 0,785−0,997 0,812−0,997 , 701xetanol = 0 8 ● Fração molar de etanol (X) Xetanol molar = ( )P Metanol Xetanol mássico + P Metanol xeanolt mássico P Mágua xágua mássico Xetanol molar = ( )46 0,8701 + 46 0,8701 18 (1−0,8701) , 239Xetanol molar = 0 7 ● Cálculo das Linhas de Operação A linha de operação da seção de retificação (LOSR) é encontrada a partir da seguinte equação: yn+1 = R R+1 * x + xD R+1 Para razão de refluxo zero tem-se: x , 239yn+1 = 0 + 0 7 A linha da seção de alimentação (LOA) não precisou ser calculada pois considerou-se a alimentação como vapor saturado, sendo assim, a quantidade de líquido (q) é igual à zero, e, neste caso a reta é paralela ao eixo x Já a linha da seção de esgotamento é a união da fração molar de etanol no fundo (Xb) e do ponto de encontro das linhas da seção de alimentação e retificação. ● Cálculo da AEPT O cálculo da AEPT dá-se a partir da razão entre a altura da coluna, que éde 65 cm, e o número de pratos teóricos. Para refluxo mínimo tem-se: EP TA = N H EP TA = 6 65 ET P 10, 3 cmA = 8