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REFINO DE PETRÓLEO Profª Elayne Emilia PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS – GASOLINA • FCC – nafta craqueada ou estabilizada • HCC – GLP, Querosene, Diesel Leve e Diesel Pesado. • REFORMA CATALÍTICA – Tipo da gasolina Índice de octanagem • ALQUILAÇÃO – Certificação da gasolina (transferência de um grupo alquila de uma molécula para outra) • Ácido Fluorídrico Reforma Catalítica Seção de Pré-tratamento Seção de Reforma catalítica Seção de estabilização http://slideplayer.com.br/slide/278095/ http://slideplayer.com.br/slide/278095/ http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwin8qzshrDMAhXEHZAKHbVpC9UQjRwIBw&url=http://slideplayer.com.br/slide/278095/&bvm=bv.120853415,d.Y2I&psig=AFQjCNF694R4O1x3yBWa6CiomEHOGauIcQ&ust=1461888918234534 http://slideplayer.com.br/slide/278095/ - Adoçamento - Dessulfurização Processos de tratamento de derivados Os derivados de petróleo, nem sempre estão enquadrados nas especificações requeridas para comercialização, sendo imprescindível o uso de processos de tratamento para especificar o produto, principalmente quanto ao teor de enxofre. Finalidade: eliminar os efeitos indesejáveis das impurezas, presentes em todos os derivados. A rigor, os processos de tratamento podem ser divididos em duas classes: Processos de Dessulfurização • Os compostos sulfurados são efetivamente removidos dos produtos. Entre eles estão: lavagem cáustica (para remoção de H2S e mercaptans), tratamento com DEA (remoção de H2S e CO2) e tratamento Merox, bastante utilizado ultimamente, pode ser aplicado como processo de dessulfurização (removendo mercaptans) ou como “adoçamento” (transformando mercaptans em dissulfetos). A lavagem cáustica é usada para a remoção de mercaptans e H2S, além de outros compostos ácidos que possam estar presentes no derivado a ser tratado. Por razões econômicas (consumo de soda), o tratamento cáustico só é empregado quando o teor de enxofre no derivado a ser tratado não é muito elevado. O tratamento DEA tem por objetivo a remoção de H2S do gás combustível e do GLP, colocando-os nas especificações relacionadas à corrosividade e ao teor de enxofre. Etanolaminas (mono, di e tri), em temperaturas próximas à ambiente. MEROX • Aplicável a frações leves (GLP e nafta) e intermediárias (querosene e diesel). Baseia-se na extração cáustica de mercaptans presentes nos derivados, com sua posterior oxidação a dissulfetos, ao mesmo tempo em que a solução cáustica é regenerada. Isto é feito em presença de um catalisador organometálico (ftalocioanina de cobalto), dissolvido na solução de soda cáustica. O processo pode ser realizado em duas formas: catalisador em leito fixo ou catalisador em solução. Processo de Adoçamento Transforma compostos agressivos de enxofre (S, H2S, RSH) em outros menos prejudiciais (RSSR – dissulfetos), sem os retirar, contudo, dos produtos. O processo mais conhecido é “Tratamento Doctor”, para nafta (processo já obsoleto), e “Tratamento Bender”, utilizado principalmente para querosene de jato (QAV). Consiste, basicamente, na oxidação catalítica, em leito fixo, dos mercaptans a dissulfetos, em meio alcalino, por meio dos agentes oxidantes ar e enxofre elementar. Hidrotratamento Finalidade: estabilizar um corte de petróleo ou eliminar compostos indesejáveis. Estabilização das frações - hidrogenação de compostos reativos presentes, exemplo, as mono-olefinas (ligações duplas) e diolefinas. Remoção: enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. O hidrotratamento pode ser empregado a todos os cortes de petróleo (gases, naftas, querosene, diesel, gasóleos, lubrificantes, parafinas, resíduos atmosféricos e de vácuo, etc.) Atualmente, o processamento com hidrogênio é intensamente aplicado em refinarias modernas, devido principalmente a dois fatores: – necessidade de reduzir-se cada vez mais os teores de enxofre nos derivados, uma vez que os gases de queima deste elemento (SO2 e SO3) são altamente poluentes; – novas tecnologias permitiram a produção de hidrogênio a preços razoavelmente baixos, tornando os processos de hidrogenação econômicos. Catalisadores - base de óxidos ou sulfetos de metais de transição, tais como Níquel, Cobalto, Molibdênio, Tungstênio e Ferro, geralmente suportados em alumina (Al2O3). A principal reação do processo é dessulfurização. As reações mais típicas são: - Dessulfurização (Hidrodessulfurização ou HDS) – remove o enxofre, que reage com o Hidrogênio e sai na forma de H2S. - Denitrificação (Hidrodesnitrogenação ou HDN) – remove o nitrogênio, sob a forma de NH3 (gás amônia). - Desoxigenação (Hidrodesoxigenação ou HDO) – remove o Oxigênio, que pode conferir cor e instabilidade aos combustíveis. - Desalogenação - remove os contaminantes Cloretos e Fluoretos - Desmetalização (HDM) – remove Silício e outros metais contaminantes. Geralmente ficam depositados no próprio catalisador, o que acelera a sua degeneração. - Saturação de Olefinas (HDO) – Para o diesel, é interessante que o Hidrogênio sature totalmente as olefinas, pois melhora o índice de Cetano do Diesel. Já no caso da gasolina, o Hidrotratamento deve ser controlado para evitar a saturação das olefinas, o que implica em perda de octanagem. - Hidrogenação de Aromáticos (HDA) – interessante para o diesel pois melhora o índice de Cetano, porém é uma reação a ser evitada no Hidrotratamento de gasolina, pois também implica em perda de octanagem. É uma reação também em que há um alto consumo de Hidrogênio. Objetivos do Hidrotratamento − Pré-tratamento da Carga da Isomerização ( processo para aumento de octanagem da gasolina) e Reforma Catalítica de Naftas; − Reduzir o teor de enxofre, nitrogênio, oxigênio para proteger catalisadores de metal nobre (platina) até < 0,1 ppm (para unidades de isomerização) e < 0,2 ppm (para unidades de reforma); − Óleo Diesel – reduzir enxofre para < 50 ppm − Gasóleos de Vácuo: Pré-tratamento da Carga de FCC − Remoções típicas: mais de 90% de remoção de S, 70% de remoção de N e saturação de 30% dos aromáticos. Melhora a craqueabilidade, diminui a formação de coque e as emissões de SOx e NOx . As principais variáveis operacionais são temperatura e pressão. As temperaturas usuais de trabalho situam-se entre 280 e 420°C, já a pressão varia entre 10 e 250 kg./cm2. Reator de hidrotratamento de petróleo http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/conteudo/6218-aplicacao-do-hidrotratamento-na- industria-de-petroleo/ http://ec2-107-21-65-169.compute-1.amazonaws.com/content/ABAAAAgMUAG/processos-tratamento-refino Processos Auxiliares - URE - Geração de Hidrogênio H2S