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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOS I Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 de dezembro de 2022. RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU VIA CILINDRO DE CRAVAÇÃO Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 1 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranisia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU VIA CILINDRO DE CRAVAÇÃO Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado em Engenharia Civil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha – MG 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Massa do cilindro de cravação………………………………………………. 06 Figura 2: Diâmetro interno do cilindro....……………………………….……………. 06 Figura 3: Altura do cilindro..........................................……………….……………… 06 Figura 4: Queda livre sobre o cilindro...………………………………………………. 07 Figura 5: Escavação do solo .................................………………………………...…... 08 Figura 6: Processo completo para retirar o corpo de prova......................……………… 08 Figura 7: Valor do corpo de prova..................................………………………………. 09 3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Determinação da massa especifica aparente in situ, via cilindro de cravação – planilha de calculo....................................................................................................... 11 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 05 2 OBJETIVOS ................................................................................................... 05 3 APARELHAGEM /EQUIPAMENTOS ....................................................... 05 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ........................................................ 05 5 MEMORIA DE CALCULO E ANALISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS ................................................................................................ 10 7 8 CONSIDERAÇOES FINAIS ......................................................................... REFERENCIAS .............................................................................................. 11 12 5 1. INTRODUÇÃO É notório que ao executar uma obra de engenharia, seja necessário a investigação do solo de um conjunto formado pelas partes nas quais se devem conhecer as propriedades físicas e químicas envolvidas no solo. De fato, pode ser observado que devido à propriedade complementar, garantir a estabilidade através de cálculos ou lidar com o comportamento que o solo recebe cargas e esforços devido à execução que agirá no solo. O ensaio realizado tem por base a norma brasileira ABNT NBR - 9813 de 2016. Tal norma especifica os materiais e seus procedimentos necessários para realização de forma adequada na aplicação em solos coesivos finos, isentos de pedregulhos, com rigidez que deverá ser tenro. 2. OBJETIVOS Determinar a massa específica aparente do solo "in situ", com emprego de cilindro de cravação a fim de obter resultados sobre a características baseada na ABNT NBR 9813/16. 3. APARELHAGEM/EQUIPAMENTOS • Balança; • Cilindro de cravação; • Enxada; • Espátula; • Haste; • Paquímetro; • Régua biselada; • Saco plástico; • Soquete 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL De início, foi necessário determinar a massa do cilindro de cravação. Com o auxílio de uma balança foi obtido o valor de 1,116 kg após lubrificação com óleo. Posteriormente, foi determinado o volume interno do cilindro, para isso foram necessárias quatro medidas distintas do diâmetro interno e também da altura. (Figura 1, 2 e 3) 6 Figura 1 - Massa do cilindro de cravação (g) Fonte: O próprio autor. Diâmetro interno do cilindro Figur– Altura do cilindro Figura 2 - Diâmetro interno do cilindro Fonte: O próprio autor. Fonte: O próprio autor. Figura 3 - Altura do cilindro 7 Determinado a massa do cilindro foram transferidos todos os equipamentos necessários para o terreno plano e horizontal. Ao selecionar uma parte do terreno para a realização do ensaio, foi preciso limpar a superfície do terreno com auxílio de uma enxada para que o mesmo fique o mais plano possível. Após o nivelar pela limpeza da camada superficial do terreno, retirado todas as partículas soltas, o cilindro de cravação é colocado sobre a superfície escolhida e já nivelada. Assim, o soquete é posicionado encaixando a haste guia. Logo, podemos seguir com a força feita pela queda livre do soquete, sem aplicação de forças externas, usando apenas a força de gravidade para batidas no cilindro, fazendo a continuidade até a cravação chegar ao solo e deixando apenas abaixo da superfície do terreno. (Figura 4) Figura 4 - Queda livre sobre o cilindro Fonte: O próprio autor. No processo em que as batidas forem concretizadas, se inicia a retirada do cilindro que agora estará com a amostra do solo. O procedimento contara com o amparo de ferramentas para escavar ao entorno da área que foi aplicado o cilindro, retirando todo solo que ficará em 8 volta do cilindro, logo que for localizado a parte inferior do cilindro, usa-se a régua biselada abaixo para retirada cuidadosamente do cilindro, para que não tenha perda da amostra. (Figura 5) Figura 5 - Escavação do solo Fonte: O próprio autor. Após se preparar para retirar o corpo da prova, foi necessário colocar um saco plástico sobre a parte superior e inferior para que não perca a amostra, rapidamente aplicada para que não tenha uma perda de água para o ambiente e não afete o resultado. (Figura 6) Figura 6 = - Processo completo para retirar o corpo de prova Fonte: O próprio autor. 9 É necessário saber qual a massa coletada para a determinação do teor de umidade do solo. Através dos dados obtidos pela balança, com o valor obtido do corpo de prova de (Figura 7) Agora podemos utilizar a equação para calcular a massa específica aparente do solo in situ, teremos então: 𝜌 = 𝑀𝑠 𝑉𝑠 onde, 𝜌 = massa específica aparente in situ, dado em 𝑘𝑔𝑚−3 𝑀𝑠 = massa interna do cilindro, dado em 𝑘𝑔 𝑉𝑠 = volume interno do cilindro, dado em 𝑚3 Entretanto, para determinar o valor da massa de solo interna ao cilindro e o seu volume. Precisamos da seguinte equação do cálculo da massa específica aparente natural do solo in situ. Equação dado por: 𝜌 = 𝑀𝑡 − 𝑀𝑐 𝑉𝑐 onde, 𝑀𝑡 = massa específica aparente natural do solo in situ. 𝑀𝑐 = massa do cilindro Fonte: O próprio autor. Figura 7 - Valor do corpo de prova (g) 10 𝑉𝑐 = volume interno do cilindro podemos dizer então que, 𝑀𝑠 = 𝑀𝑡 − 𝑀𝑐 e seu volume interno, obtemos, 𝑉𝑐 = 𝜋𝑟2ℎ Com as equações podemos agora obter resultados da massa do solo interna e seu volume. Assim, podemos encontrar a massa específica aparente in situ do corpo de prova. 5. MEMÓRIA DE CÁLCULO E ANALISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS Em princípio, encontraremos o volume interno do cilindro através da equação,𝑉𝑐 = 𝜋𝑟2ℎ 𝑉𝑐 = 11,60𝜋(52,71)2 𝑉𝑐 =̃ 101250,00 100 Logo, 𝑉𝑐 =̃ 1012,50𝑐𝑚3 Podemos encontrar a massa do solo interno ao cilindro, com dado total da massa retirando apenas a massa encontrar do cilindro, teremos, Massa do conjunto cilindro mais o solo obtivemos 𝑀𝑡 = 2920,00𝑔, podemos retirar a massa do cilindro 𝑀𝑐 = 1116,30𝑔 para obter a massa do solo, como na equação, 𝑀𝑠 = 𝑀𝑡 − 𝑀𝑐 𝑀𝑠 = (2920,00 − 1116,30)𝑔 𝑀𝑠 = 1803,70𝑔 Após os dados da massa do solo interna ao cilindro e o volume interno chegaremos ao resultado esperado, como: 𝜌 = 𝑀𝑠 𝑉𝑠 11 𝜌 = 1,804𝑘𝑔 1012,50𝑥10−6𝑚3 𝜌 = 1781,73 𝑘𝑔 𝑚3⁄ Com tais valores obtidos, os mesmos foram dispostos na Tabela 1 Tabela 1 - Determinação da massa especifica aparente in situ, via cilindro de cravação – planilha de calculo Massa do cilindro (g) Altura (mm) Diâmetro interno (mm) Volume (cm³) Massa do conjunto – cilindro +solo (g) Massa de solo interna ao cilindro (g) Massa especifica aparente in situ do solo (kg/m³) 1116,30 115,60 104,94 1012,50 2920,00 1803,70 1781,73 115,93 105,00 116,02 105,84 116,26 105,86 Média 115,98 105,42 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo do solo e de suas características físicas e químicas, é de suma importância para a engenharia civil, pois é pautado nessas informações que é possível determinar a carga que esse elemento será capaz de suportar. Através do ensaio de massa especifica do solo relatado acima, é possível avaliarmos a resistência do solo amostrado, levando em conta a sua compactação relacionada ao índice de vazios presentes na amostra. Após a análise dos dados obtidos, foi calculado o peso especifico aparente do solo, com valores bem próximos aos valores normais, podendo assim dar como válido o ensaio executado. Com a análise do solo concluída, obteve-se 1212,50cm³ de volume interno do cilindro e 1803,70g de massa no interior do equipamento. Assim foi possível determinar que a massa específica aparente in situ do solo é de 1781,73kg/m³. C ilin d ro A 12 7. REFERENCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9813: Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego de cilindro de cravação. Rio de Janeiro, 2016. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOS I Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 de dezembro de 2022. RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU VIA FRASCO DE AREIA Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de Oliveira Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de Oliveira Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU VIA FRASCO DE AREIA Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha - MG Dezembro de 2022 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Peso inicial do conjunto...............................................................................................7 Figura 2: Posicionamento da chapa com orifício e início da escavação.....................................8 Figura 3: Cavidade com profundidade de cerca de 15cm e solo sobre a bandeja.......................9 Figura 4: Preenchimento da cavidade com a areia do frasco......................................................9 Figura 5: Peso da bandeja com solo..........................................................................................10 Figura 6: Peso final do conjunto...............................................................................................10 Figura 7: Peso da bandeja.........................................................................................................10 3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Determinação do volume da cavidade escavada.......................................................12 Tabela 2: Dados finais do solo escavado..................................................................................12 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................6 2 OBJETIVOS............................................................................................................................6 3 APARELHAGEM E EQUIPAMENTOS................................................................................6 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL..................................................................................7 5 MEMÓRIA DE CÁLCULO E ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS................10 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................12 5 1 INTRODUÇÃO O objeto deste ensaio é uma porção de solo retirado na unidade escolar do CEFET-MG Campus Varginha e o presente relatório objetiva a descrição dos procedimentos realizados para a obtenção da massa específica aparente do solo pelo método do frasco de areia, normatizado pela NBR 7185-1986 – Solo – Determinação da massa específica aparente, “in Situ”, com emprego do frasco de areia. Ao longo da formação do engenheiro, se fazem necessárias as experiências práticas que permitem a fixação e entendimento de conceitos dentro do estudo do comportamento do solo enquanto material de construção ou fundação, estudos que se entendem por mecânica dos solos, essa experiência foi concluída pela realização do experimento e elaboração do relatório 2 OBJETIVOS Determinar a massa específica aparente do solo "in situ", com o emprego de um frasco de areia. Sendo apropriado para os solos de qualquer granulação, contendendo ou não pedregulhos que possam ser escavados com ferramentas de mão cujos vazios naturais sejam suficientemente pequenos, de forma a coibir que os grãos da areia utilizada no ensaio se aloquem nestes, e onde não exista a percolação de água no local, Sob essas condições, além da massa específica, importante para determinação de outros índices físicos do solo, também é possível a determinação do grau de compactação do solo. 3 APARELHAGEM E EQUIPAMENTOS Para realização do ensaio foram utilizados os seguintes materiais: - Frasco de plástico ou vidro com gargalo rosqueável; - Funil metálico com registro e rosca para união com o frasco; 6 - Bandeja quadrada metálica com orifício circular no centro e rebaixo para apoio do funil metálico; - Estufa; - Talhadeira de aço; - Marreta; - Areia lavada seca de massa específica conhecida; - Balança; 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL A determinação da massa específica por meio do frasco de areia depende do conhecimento prévio não só da massa de areia envolvida diretamente no experimento mas também de sua massa específica. A determinação da massa específica da areia lavada não será abordada neste relatório, apenas seu valor é informação interessante para o experimento. Com toda a aparelhagem, equipamentos e materiais disponíveis, inicialmente determinou-se o peso inicial do conjunto frasco com areia e cone Mc1, conforme mostra a Figura 1, onde o conjunto está sobre uma balança. 7 Figura 1: Peso inicial do conjunto Fonte: Os autores Em um momento seguinte, se dirigiu ao terreno onde foi realizado o experimento. Inicialmente, escolheu se uma área de superfície limpa, livre de obstruções, e plana sobre a qual depositou-se a bandeja metálica dotada de furo comrebaixo, conforme Figura 2 para encaixe do funil metálico, esse encaixe é importante durante o experimento de forma a evitar o vazamento da areia. A chapa com orifício delimitou as dimensões horizontais da escavação feita com a utilização da talhadeira e da marreta, ao fim dessa etapa o que se obteve foi uma cavidade cilíndrica com profundidade de cerca de 15 cm e todo solo removido foi recolhido de forma cuidadosa e transferido para a bandeja, como é possível observar na Figura 3, para que posteriormente este pudesse ser pesado. Com a conclusão dessa etapa, o frasco com cone foi posicionado sobre o orifício na chapa, Figura 4,tendo seu registro liberado, para que a areia pudesse preencher a cavidade escavada, até que o movimento no interior do frasco cesse. Ao fechar o registro, dada a dificuldade, principalmente pela obstrução da válvula e pela 8 Figura 2: Posicionamento da chapa com orifício e início da escavação Fonte: Os autores impossibilidade de aplicação de um torque considerável sobre o registro, uma quantidade de areia se perdeu. Esse ocorrido tem interferência direta na determinação da massa específica. Com o retorno ao laboratório de Mecânica dos Solos, as massas puderam ser pesadas, nas balanças apropriadas, obtendo a massa final do conjunto Mc2 e a massa de solo escavado Ms, esse processo e os dados obtidos durante podem ser vistos nas Figura 6, Figura 7 e Figura 5 Conhecendo a massa da areia que ocupa o orifício e sua massa específica é possível determinar o volume da cavidade escavada e pela razão do peso de solo pelo volume é possível determinar a massa específica. 9 Figura 3: Cavidade com profundidade de cerca de 15cm e solo sobre a bandeja Fonte: Os autores Figura 4: Preenchimento da cavidade com a areia do frasco Fonte: Os autores 5 MEMÓRIA DE CÁLCULO E ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS A partir dos dados obtidos durante todas as etapas da realização do experimento e também daqueles previamente informados pelo professor, como a massa de areia que preenche o cone Mp = 540g e a massa específica da areia ρaeia = 1281,16 kg/m³, foi possível elaborar a Tabela 1, com o uso das equações encontradas na norma NBR 7185: 2016. A Equação 1 permite encontrar a massa de areia que preenche o furo escavado: Onde: Ma = Massa de areia que preenche o furo [kg] Mc1 = Massa inicial do frasco + cone [kg] Mc2 = Massa final do frasco + cone [kg] Mp = Massa de areia que preenche o cone [kg] 10 Equação 1 Ma=11,06−8,92−0,54=1,60kg Ma=Mc1−Mc2−Mp Figura 6: Peso final do conjunto Fonte: Os autores Figura 7: Peso da bandeja Fonte: Os autores Figura 5: Peso da bandeja com solo Fonte: Os autores Com a massa encontrada é feito o cálculo do volume de solo escavado através da Equação 2 Onde: ρ = Massa específica [kg/m³] M = Massa [kg/m³] V = Volume [kg/m³] Com o volume escavado determinado resta a determinação da massa de solo, pela diferença entre o peso da bandeja e a bandeja com solo, através da Equação 3 Equação 3 Onde: Ms = Massa de solo [g] Mb+s = Massa da bandeja com solo [g] Mb = Massa da bandeja [g] Novamente com a Equação 2 foi possível determinar a massa específica do solo escavado 11 Equação 2 ρareia= Ma V furo ⇒ V furo= 1,6 1281,16 ≈1,2∗10−3m ³=1248,87 cm ³ 3198,3−0920,7=2277,6 g ρsolo= Ms V furo ρsolo= 2277,6 1248,87 =2,27 g /cm3 ρ=M V Ms=M [b+s ]−Mb Todos esses dados foram compilados nas tabelas abaixo. A Tabela 1 dispõe os dados quanto ao volume da cavidade escavada e a Tabela 2 sobre os dados finais obtidos com a utilização das equações dispostas pela norma. Tabela 1: Determinação do volume da cavidade escavada Determinação do Volume da Cavidade Escavada Massa (Frasco + Areia + Funil) inicial(Kg) Mc1 11,06 Massa (Frasco + Areia + Funil) final (Kg) Mc2 8,92 Massa de Areia Deslocada (Kg) Md = Mc1 - Mc2 2,14 Massa de Areia no Cone (Kg) Mp 0,54 Massa de Areia na Cavidade Escavada (Kg) Md - Mp 1,60 Massa Específica da Areia (Kg/m³) ρareia 1281,16 Volume do Furo (cm³) Ma 1248,87 Fonte: Os autores A massa específica aparente obtida foi de 1,82g/cm³. É pertinente a ressalva quanto a possíveis erros na realização do ensaio, erros estes que podem influenciar na obtenção da massa específica do solo, objetivo do presente relatório. Os erros possíveis podem ser de diferentes naturezas, erros humanos, como na execução da escavação, sendo escavado menos solo do que indicado na norma, devido a profundidade da cavidade, na preparação da areia e determinação de seu peso específico, gerando dados incertos em relação ao preenchimento total do furo escavado, acarretando em imprecisão nos resultados. Além de possíveis erros de materiais como balança desregulada ou o próprio cone que pode estar com algum defeito, ou erros de aproximações matemáticas. Sobre tudo, o valor encontrado é coerente com os valores estimados para diferentes solos, Tabela 3, e próximo dos trabalhados em sala de aula em exercícios 12 Tabela 2: Dados finais do solo escavado Dados Finais do Solo Escavado Massa da Bandeja (g) Mb 920,7 Massa da (Bandeja + Solo) (g) Mb+s 3198,3 Massa do solo (g) Ms = Mb - Mb+s 2277,6 Massa específica “in situ” do solo (g/cm³) ρsolo 1,82 Fonte: Os autores onde a massa específica do solo deve ser encontrada ou é um dado necessário para a realização da atividade . Tabela 3: Designação e peso específico de diferentes solos Solo Designação Peso específico (kN/m³) Areia e Silte arenoso Fofa(o) 18 Pouco fofa(o) 18 Medianamente compacta(o) 19 Compacta(o) 20 Muito compacta(o) 20 Argila e Silte argiloso Muito mole 13 Mole 15 Média(o) 17 Rija(o) 19 Dura(o) 21 Fonte: Adaptado de NBR 6484: 2020 e CINTRA; AOKI; ALBIERO, 2011 Levando em consideração a perda de areia observada durante a realização do experimento, o valor encontrado não é um indicativo preciso para a massa específica real do solo do local onde foi feita a extração com as condições encontradas, dado o histórico de chuvas durante os dias antecedentes à prática. Assumindo que a massa final do conjunto Mc2 seja maior, isso implicaria em uma massa de areia que preenche o furo, Ma, menor e um volume da cavidade também menor. Como o peso do solo extraído não sofre a interferência dessa areia perdida no processo, o peso específico do solo seria maior. 13 Assumindo uma massa específica de aproximadamente 2,50 g/cm³, é possível determinar a massa de areia que preenche o furo, a fim de obter um parâmetro. Com os cálculos acima descritos, é possível situar o valor do peso final do conjunto, Mc2 = 9,353, e a massa que possivelmente tenha preenchido a cavidade escavada, Ma = 1,17 kg, para que o solo apresentasse a massa específica de cerca de 2,50 g/cm³, coerente com a resistência encontrada no processo de escavação 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através desta prática laboratorial, é possível aprender a obter a gravidade específica aparente do solo "in situ" pelo método do frasco de areia, e entender porque é amplamente utilizado em canteiros de obras, pois possui um método de execução relativamente simples e pode ser obtido de uma forma mais rápida. Após o experimento, notou- se que vários processos adicionais são necessários para realizar testes e cálculos. Analisando os dados medidos e os resultados dos cálculos pode-se concluir que os resultados do ensaio são satisfatórios, obtendo uma massa específica aparente do solo dentro de uma faixa de valores esperada. 14 ρsolo= Ms V furo V furo= 2277,6 2,5 =911,04 cm3 ρareia= Ma V furo ⇒ Ma=1281,16∗911,04=1167,13 g Mc2=Mc1−Ma−Mp Mc2=11,06−1,167−0,54=9,353 kg 7 REFERÊNCIAS NBR 7185-2016, Determinação da massa específica aparente in situ – Método do frasco de areia, ABNT, Rio de Janeiro, 2016. CINTRA, J. C. A, AOKI N., ALBIERO, J. H. Fundações diretas: projeto geotécnico. São Paulo: Oficina de textos, 2011. 15 CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOSI Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 dezembro de 2022. RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE VIA ESTUFA Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranisia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 1 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranisia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE VIA ESTUFA Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado em Engenharia Civil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha - MG Dezembro de 2022 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Massa da Cápsula .................………………………………………………. 06 Figura 2: Utilização da espátula para colocar a terra úmida na cápsula...……………. 07 Figura 3: Massa de solo somada a massa da cápsula ………………………………… 07 3 ÍNDICE DE TABELAS Figura 1: Dados obtidos nos ensaios de determinação do teor de umidade por estufa……………. 08 Figura 2: Resultados obtidos pela determinação do teor de umidade em estufa..........……………. 10 4 SUMÁRIO 1 . INTRODUÇÃO …………………………………………………………………....................... 5 2 . OBJETIVOS ……………………………………………………………………….................... 5 3 . APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS..…………………………………………………….. 6 4 . PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ……………………………………........................... 6 5 . MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS………...... 8 6 . CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………………………..... 11 7 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………………... 11 5 1. INTRODUÇÃO O solo é uma parte muito importante da pesquisa e avanço da engenharia civil, porque todos os projetos de engenharia civil são baseados no solo, apoio e suporte desde as exigências dos esforços de construção, como materiais de construção e fechamento da barragem. e alguns até usam o solo como elemento estrutural, como aterros rodoviários. Compreender suas características e comportamento é fundamental para seu uso adequado e segurança nos canteiros de obras. Determinando as propriedades do solo, é possível entender como ele se comporta e decidir que tipo de construção será feita e quais condições especiais devem ser consideradas. O ensaio para determinação do teor de umidade por estufa, normalizado pela ABNT NBR 6457/2016, é realizado apenas em laboratório e apresenta resultados com grau de precisão bastante elevado. "O teor de umidade é definido como a razão, expressa em porcentagem, entre o peso da água presente no solo e o peso seco das partículas sólidas no solo" CAPUTO (1977). O índice varia de acordo com o tipo de solo, sendo que essa variação fica entre 10% e 40%. É um dos métodos para avaliar a quantidade de água em amostras empíricas. O índice físico é obtido após a secagem de amostras naturais (solo arenoso e pedregoso) no aparelho por no mínimo 12 horas, onde a temperatura deve ser sempre mantida em torno de 105°C ou 110°C. Este método tem uma vantagem sobre os demais por fornecer resultados confiáveis, mas tem o inconveniente de demorar muito para obter esse índice físico. É o mais importante e determina a previsão do comportamento do solo para ser utilizado em diversas áreas da construção civil, por exemplo, na construção de barragens e terraplenagem de estradas. 2. OBJETIVOS O objetivo deste relatório é definir um teste de teor de umidade em laboratório pelo qual seja possível determinar a quantidade de água presente em uma determinada amostra de solo, para o qual é necessário analisar os dados antes e depois do experimento, sendo feito a pesagem usando amostras de umidade natural e outras secas. 6 3. APARELHAGEM/EQUIPAMENTOS Para a realização deste teste, para talhagem da amostra de solo e para determinação do teor de umidade devem ser utilizados os seguintes equipamentos: ● Estilete; ● Paquímetro; ● Luvas; ● Estufa; ● Prisma de solo; ● Berço metálico; ● Cápsulas metálicas; ● Amostra de solo; ● Balança de precisão; ● Pinças metálicas; ● Espátula; ● Torno de talhagem manual; ● Dessecador preenchido com sílica gel; 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Inicialmente, retira-se a massa de cada cápsula a ser utilizada, medindo-se ser anotado. Por meio de amostras de solo coletadas em campo, três amostras foram divididas em cápsulas de alumínio com números diferentes quando pesadas antes do enchimento, conforme Figura 1 abaixo: Figura 1: Massa da Cápsula 7 Fonte: O próprio autor Após o armazenamento adequado, pese novamente as cápsulas com o conteúdo da amostra e a terra úmida dentro das cápsulas com o auxílio de uma espátula e anote o resultado de cada medição, conforme demonstrado na Figura 2 e 3: Figura 2: Utilização da espátula para colocar a terra úmida na cápsula Fonte: O próprio autor Figura 3: Massa de solo somada a massa da cápsula 8 Fonte: O próprio autor Por fim, as cápsulas foram colocadas em estufa a 105 °C por pelo menos vinte e quatro horas para retirar toda a umidade das amostras. Após 24 horas, foi retirado as cápsulas da estufa com o auxílio de luvas e pinças de metal e colocadas em dessecador para permitir o resfriamento da terra. Logo, com o conjunto terra/cápsula seca, pesa-se novamente. Porém, como esse experimento nós apenas iniciamos durante a aula e mais tardar foi passado pelo professor os valores, para a realização dos cálculos, não foi possível tirar foto do processo na estufa e pós a retirada da cápsula da estufa. 5. MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS Os dados obtidos por pesagem estão registrados na Tabela 1: Tabela 1: Dados obtidos nos ensaios de determinação do teor de umidade por estufa Identificação da cápsula (nº) A B C Mc = Massa da cápsula (g) 12,50 12,32 11,90 Ms + Mc + Mw = Massa do sólido + Massa da cápsula + Massa da água (g) 47,00 43,25 40,23 Ms + Mc = Massa do sólido + massa da cápsula 42,00 40,50 39,40 Ms = (Ms + Mc) - Mc 29,50 28,18 27,50 Mw = (Ms + Mc + Mw) – (Ms + 5,00 2,75 0,83 9 Mc) Fonte: O próprio autor Para determinar o teor de umidade, foi calculado a massa de sólidos e a massa de água conforme mostrado na tabela 1 e, em seguida, usado a Equação 01 para calcular o teor de umidade de cada amostra. 𝑤 = Mw Ms 𝑥 100% 𝐄𝐪𝐮𝐚çã𝐨 𝟎𝟏 Onde, w = teor de umidade (%) Mw = massa de água (g) Ms = massa de sólidos (g) Cápsula A: wa = 5 29,5 𝑥 100% → wa = 16,95% Cápsula B: wb = 2,75 28,18 𝑥 100% → wb = 9,76% Cápsula C: wc = 0,83 27,50 𝑥 100% → wc = 3,02% Após o cálculo do teor de umidade, foi calculado o valor médio da amostra pela Equação 02: wmédio = wa + wb + wc 3 𝐄𝐪𝐮𝐚çã𝐨 𝟎𝟐 Sendo: w médio = teor de umidade médio (%) w médio = teor de umidade da cápsula A (%) w médio = teor de umidade da cápsula B (%) w médio = teor de umidade da cápsula C (%) wmédio = 16,95 + 9,76 + 3,02 3 → wmédio = 9,91% 10 Todos os resultados foram adicionados na Tabela 2: Tabela 2: Resultados obtidos pela determinação do teor de umidade em estufa Identificação da cápsula (nº) A B C Mc = Massada cápsula (g) 12,50 12,32 11,90 Ms + Mc + Mw = Massa do sólido + Massa da cápsula + Massa da água (g) 47,00 43,25 40,23 Ms + Mc = Massa do sólido + massa da cápsula 42,00 40,50 39,40 Ms = (Ms + Mc) - Mc 29,50 28,18 27,50 Mw = (Ms + Mc + Mw) – (Ms + Mc) 5,00 2,75 0,83 w = Teor de umidade (%) 16,95 9,76 3,02 Fonte: O próprio autor Os resultados de teor de água das cápsulas A, B e C obtidos foram de 16,95%, 9,76% e 3,02%, respectivamente. Esse índice físico varia com os tipos de solo, geralmente entre 10% e 40%. Após análise dos dados obtidos, pode-se verificar que o teor de umidade da cápsula B e C está abaixo da faixa média, a diferença na faixa amostral pode ter vários motivos, as amostras de solo podem ter sido coletadas de locais diferentes, devido a distribuição desigual de umidade do solo, pode haver alguma variação no tempo em que as amostras estiveram na estufa, etc. O teor médio de umidade foi de 9,91%, uma variação significativa nos teores encontrados. No entanto, os teores de umidade que devem ser considerados são aqueles com um desvio máximo de 5% do valor médio do teor de umidade, portanto as cápsulas A e C devem ser ignoradas. Possíveis razões que podem ter afetado os resultados obtidos, como a heterogeneidade do solo, devido à distribuição desigual da umidade no solo ou na amostra. Além disso, o intervalo de tempo para cada cápsula na estufa pode ter sido diferente, ou as amostras podem ter sido coletadas em locais diferentes, afetando os resultados obtidos. 11 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Teoricamente, o teor de umidade que representa a coleção é o teor médio de umidade. Ao final, conclui-se que os objetivos do ensaio foram atendidos e pôde-se verificar o teor de umidade de cada cápsula, porém, houve variação considerável nos dados obtidos o que pode ser devido às características do solo onde o foi extraído, ou mesmo devido a problemas climáticos durante o teste de estufa. Por isso, estudos que possam verificar o teor de umidade do solo são de extrema importância nos momentos que antecedem a construção, pois o teor de umidade afeta uma das principais fases da construção, a fase inicial, e evita excesso ou falta de água no solo, que podem causar patologias. O teor de umidade no solo afeta diretamente a capacidade de compactação e de rompimento. Pode-se perceber que o método de secagem via estufa não foi realmente eficiente no teste devido à grande variação entre os valores calculados para cada cápsula. A coordenação potencialmente imprecisa dos ensaios e a heterogeneidade das amostras coletadas podem ter afetado os resultados finais. Com informações sobre esse índice físico, os engenheiros terão mais dados para a tomada de decisões, o que pode ajudar a melhorar a segurança no trabalho. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PEREIRA, Armando Belato. Guia de Estudo - Mecânica dos Solos. Varginha: GEaD - UNIS/MG, 2017. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6457: Amostras de solo - Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização. Rio de Janeiro, 2016. Teor de Umidade dos solos - Método da Estufa e o Método Speedy - Ensaios Geotécnicos. Suporte Solos, 2018. Disponível em: <https://www.suportesolos.com.br/blog/teor-de-umidade-dos-solos-metodo-da-estufa-e-o- metodo-speedy-ensaios-geotecnicos/55/>. Acesso em: 09 de dezembro de 2022. CAPUTO, H. P. Mecânica dos solos e suas aplicações. Vol. 2. São Paulo, SP, 3ª edição revista e ampliada, Editora LTC, 456 p.1977. 12 UFLA - Universidade Federal de Lavras. “Determinação da umidade pelo método da estufa”. Youtube. Disponível em: https://youtu.be/PdahNbLXyOM. Acesso em: 12 de dezembro de 2022. ALMEIDA, G. C. P. Caracterização física e classificação dos solos. UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora: Faculdade de Engenharia: Departamento de transportes, 2005. Invernizzi Engenharia. “[Mecânica dos solos] Determinação massa específica (cilindro de cravação) e teor de umidade do solo”. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gLiKH1QeTvk. Acesso em: 10 de dezembro de 2022. LabGeo UFSCar - Universidade Federal de São Carlos. “Amostragem, teor de umidade e massa específica natural do solo”. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=txR5srbNA_8&t=3s. Acesso em: 11 de dezembro de 2022. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOS I Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 dezembro de 2022 RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE VIA “SPEEDY” Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranisia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 1 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranisia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE VIA “SPEEDY” Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado em Engenharia Civil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha - MG Dezembro de 2022 2 ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 01 – Massa da cápsula ............................................................................................. 06 FIGURA 02 – Massa de solo somada a massa da cápsula ...................................................... 06 FIGURA 03 – Adição de solo, cápsula com carbureto e esferas metálicas ............................ 07 FIGURA 04 – Leitura no Manômentro ................................................................................... 07 FIGURA 05 – Tabela do aparelho .......................................................................................... 08 3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 01 – Dados obtidos no ensaio .................................................................................. 08 4 SUMÁRIO 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 05 2 – OBJETIVOS .................................................................................................................... 05 3 – APARELHAGEM E EQUIPAMENTOS ..................................................................... 06 4 – PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ...................................................................... 06 - 08 5 – MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS .......... 08 - 09 6 –CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 09 7 – REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 10 5 1. INTRODUÇÃO O teor de umidade (w) é definido como “a relação entre o peso da água existente no solo e o peso seco das partículas sólidas, expressa em porcentagem” CAPUTO (1977). Logo, é de extrema importância ter o conhecimento do mesmo, pois dessa forma será possível prever o comportamento do solo nas diversas áreas que é utilizado na construção civil, desde a construção de barragens até a utilização como elemento construtivo. Atualmente existe mais de uma forma de determinar o teor de umidade do solo; é possível obter o mesmo por métodos laboratoriais (método da estufa) ou por métodos adotados em campo (método do umidímetro tipo “Speedy”, método da frigideira e método do álcool); vale ressaltar que o método do álcool não é indicado pois na queima do solo poderá ser queimado também matéria orgânica, logo os valor obtido estará incorreto.Nesse relatório iremos abordar e discutir somente a respeito do método do umidímetro tipo “Speedy”, procedimento esse padronizado pelo Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) em seu Método de Ensino (ME) 052/94. A determinação do teor de umidade pelo método “Speedy”, tem por base a reação química que ocorre entre a água (H2O) presente no solo e o Carbureto de Cálcio (CaC2) presente em ampolas que são introduzidas no aparelho; após o contato da água com o Carbureto de Cálcio há a liberação de Hidróxido de Cálcio e Acetileno, conforme demonstrado na equação a seguir: CaC2 + 2 H2O → Ca(OH)2 + C2H2 O gás acetileno ao ser liberado gera uma pressão no interior do aparelho, essa pressão é registrada pelo manômetro e por meio de uma tabela de aferição e cálculos de correção é possível obter a quantidade de água que está presente no solo, e em consequência, o teor de umidade. Vale ressaltar que o método é aplicável somente para solos que não contenham pedregulhos. 2. OBJETIVOS O ensaio descrito tem por finalidade determinar através do método “Speedy Test” o teor de umidade do solo ensaiado; tendo como base o procedimento padronizado pelo Método de Ensino 052/94 do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem. 6 Figura 1 - Massa da Cápsula Fonte: O próprio autor Figura 2 – Massa de solo somada a massa da cápsula Fonte: O próprio autor 3. APARELHAGEM/EQUIPAMENTOS Para realização do experimento foi necessário a utilização dos seguintes equipamentos: Balança de precisão; Conjunto “Speedy”; Duas esferas metálicas; Espátula; Uma ampola contendo Carbureto de Cálcio; Uma vasilha. 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Inicialmente foi colocada sobre a balança de precisão uma pequena vasilha de alumínio com 13,9 g de massa (conforme figura 1) e adicionou sobre a mesma uma quantidade de aproximadamente 10 g de solo devidamente peneirado. Conforme demonstrado na figura 2: Para encontrar o valor da massa de solo qu foi utilizado, basta subtrair da massa de solo somado a massa da capsula (23,7 g) a massa da cápsula (13,9), portanto temos 9,8 g. 7 Figura 4 –Leitura no Manômentro Fonte: O próprio autor. Em seguida com o auxílio da espátula foi adicionado no interior do equipamento a quantidade de solo pesado na etapa anterior; também duas esferas metálicas e uma ampola com Carbureto de Cálcio, tomando o devido cuidado para que a mesma não se quebre antes da realização do ensaio, conforme demostrado na figura 03 abaixo: Posteriormente o equipamento foi fechado e logo em seguida foi agitado repetidas vezes; a agitação é necessária para que as esferas metálicas quebrem a ampola, que contém o Carbureto de Cálcio, e o mesmo possa reagir com a água presente solo. Após ser agitado foi possível perceber o surgimento da pressão, pois o ponteiro do manômetro começou a alterar a posição, conforme demonstra a figura 4. Figura 3 - Adição de solo, cápsula com carbureto e esferas metálicas. Fonte: O próprio autor 8 Figura 5 - Tabela do aparelho Fonte: O próprio autor Por fim, anotou-se a pressão apresentada pelo manômetro e com o auxílio da tabela de aferição própria do aparelho (figura 5) e a massa da amostra utilizada foi possível obter o percentual de umidade do solo ensaiado. 5. MEMÓRIA DE CÁLCULO E ANALISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS Durante o ensaio o valor obtido na leitura do manômetro foi de 0,5 kg/cm²; o valor encontrado no manômetro está entre o intervalo estipulado pelo método de ensino (maior que 0,2 kg/cm² e menor que 1,5 kg/cm²) logo não haverá a necessidade de repetir o experimento com peso de amostra diferente. Com a quantidade de solo ensaiado e com a pressão obtida na leitura do manômetro, conforme é demonstrado na tabela 01 é possível determinar com o auxílio da tabela do aparelho que consta na figura 5 qual é o teor de umidade do solo. Portanto com uma amostra de 10 g e pressão de 0,5 kgf/cm² podemos dizer que o teor de umidade via “Speedy” é de 5,2 %. Massa do Solo (g) 10 Pressão indicada no manômetro (kgf/cm²) 0,5 Fonte: O próprio autor Tabela 01 – Dados obtidos no ensaio 9 Vale ressaltar que a quantidade de solo não estava seca, ou seja, continha certa quantidade de água. Logo, será necessário calcular o valor da umidade em relação ao solo seco; para isso será necessário fazer a correção utilizando a seguinte fórmula: 𝑤 = 𝑤1 100 − 𝑤1 ∗ 100 Onde: W: teor de umidade em relação ao peso do solo seco, em percentagem; W1: umidade dada pelo aparelho em relação à amostra total úmida, em percentagem. Substituindo temos que: 𝑤 = 5,2% 100 − 5,2% ∗ 100 → 𝑤 = 5,48% É bom ressaltar que o valor real da umidade sempre será maior que o valor encontrado sem o cálculo de correção. Portanto a umidade do solo ensaiado é de 5,48%. Para a quantidade de amostra que foi utilizado no ensaio, esperava-se uma umidade em torno de 10%. É sabido que o teor de umidade pode atingir valores extremos, podendo chegar a valores inferiores a 5% (no caso de solo muito seco) e valores na ordem de 400% (exemplo são argilas encontradas no México). Como o valor encontrado está um pouco abaixo do esperado, suponha-se o aparelho utilizado no experimento esteja descalibrado. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir do ensaio realizado foi possível entender e observar como é encontrado o valor do teor de umidade pelo método “speedy”. O método é muito rápido, porém encontra certas barreiras na hora de ser aplicado, pois além de não ser indicado para todos os tipos de solos o aparelho pode descalibrar, comprometendo assim o resultado final. Porém isso não é um fator impeditivo para a utilização do mesmo em campo, pois além de ser rápido é de fácil utilização. 10 7. REFERÊNCIAS Teor de Umidade dos Solos - Método da Estufa e o Método Speedy - Ensaios Geotécnicos. Disponível em: https://www.suportesolos.com.br/blog/teor-de-umidade-dos- solos-metodo-da-estufa-e-o-metodo-speedy-ensaios-geotecnicos/55/, Acesso em: 10 dez. 2022 CAPUTO, Homero Pinto. Mecânica dos Solos e Suas Aplicações. Rio de Janeiro: LTC, 6ª edição, 1996. DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ME 052/94: Solos e agregados miúdos – determinação da umidade com emprego do “Speedy”. Rio de Janeiro, 1994. https://suportesolos.com.br/blog/teor-de-umidade-dos-solos-metodo-da-estufa-e-o-metodo-speedy-ensaios-geotecnicos/55/ https://suportesolos.com.br/blog/teor-de-umidade-dos-solos-metodo-da-estufa-e-o-metodo-speedy-ensaios-geotecnicos/55/ CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOS I Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 de dezembro de 2022 RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DE LIQUIDEZ E DE PLASTICIDADE DO SOLO Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 1 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de Oliveira Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE LIQUIDEZ E DE PLASTICIDADE DO SOLO Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha - MG Dezembro de 2022 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Aparelhagem utilizada ................................................................................................ 7 Figura2: Solo peneirado para o ensaio ...................................................................................... 7 Figura 3: Adicionando água na amostra de solo ........................................................................ 8 Figura 4: Homogeneizando a amostra de adicionando água para que fique pastosa ................. 8 Figura 5: Colocando a amostra de solo pastoso no Aparelho de Casagrande ........................... 8 Figura 6: Criando a ranhura com cinzel ..................................................................................... 9 Figura 7: Ranhura no solo .......................................................................................................... 9 Figura 8: Fechamento da ranhura .............................................................................................. 9 Figura 9: Retirando a amostra .................................................................................................. 10 Figura 10: Amostra na cápsula ................................................................................................ 10 Figura 11: Equipamentos utilizados para determinação do LP ............................................... 13 Figura 12: Homogeneizando a amostra de solo com água ...................................................... 14 Figura 13: Moldagem do cilindro com as mãos....................................................................... 14 Figura 14: Cilindro moldado conforme gabarito ..................................................................... 14 Figura 15: Amostra armazenada na cápsula ............................................................................ 15 3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Dados do ensaio (Limite de Liquidez) ..................................................................... 11 Tabela 2: Determinação dos teores de umidade ...................................................................... 11 Tabela 3: Dados do ensaio (Limite de Plasticidade) ................................................................ 15 Tabela 4: Cálculo do teor de umidade ..................................................................................... 16 4 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1: Relação entre Número de Golpes e Teor de Umidade .......................................... 12 5 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 06 2. OBJETIVOS ....................................................................................................... 06 3. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE LIQUIDEZ ................... 06 3.1. APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS .......................................................... 06 3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ........................................................... 07 3.3. MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS ................................................................................................... 11 4. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE PLASTICIDADE ......... 13 4.1. APARELHAGEM/ EQUIPAMENTOS .......................................................... 13 4.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL .......................................................... 13 4.3. MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS ................................................................................................... 15 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 17 6. REFERÊNCIAS ................................................................................................. 18 6 1. INTRODUÇÃO Quando um solo apresenta grandes quantidades de materiais argilosos em sua composição, ou seja, sua composição granulométrica é fina, é possível remoldá-lo em contato com água sem ocorrer desagregação das partículas. Ao ser submetido a teores de umidade variados, o solo apresenta diferentes consistências, podendo se comportar como sólido ou até como um fluido quando a presença de umidade é alta. Esse tipo de solo, possui 4 fases distintas, sendo: sólido, semissólido, plástico e líquido, que variam conforme o aumento do teor de umidade. O solo sólido não sofre alterações de volume quando submetido ao processo de secagem, já o solo semissólido apresenta aspecto quebradiço, o solo no estado plástico sofre deformação com variação em seu volume e o solo no estado líquido perde sua resistência ao cisalhamento e comporta-se como um fluido. Essas mudanças de fases são definidas pelos limites desenvolvidos pelo cientista Atterbeg. Ao avaliar o aumento do teor de umidade do solo tem-se o limite de contração (LC), que trata da passagem do solo no seu estado sólido para semissólido, o limite de plasticidade (LP), que define a mudança do estado semissólido para plástico e, por fim, o limite de liquidez (LL), que limita a passagem do estado plástico para líquido. O presente relatório trata dos ensaios para determinação dos limites de liquidez (LL), conforme a ABNT NBR 6459/2016 e de plasticidade (LP), conforme a ABNT NBR 7180/2016. 2. OBJETIVO Determinação dos limites de liquidez e plasticidade do solo, conforme procedimentos presentes nas normas vigentes. 3. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE LIQUIDEZ 3.1. APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS Para execução do ensaio de determinação do limite de liquidez foram utilizados os seguintes equipamentos (Figura 1): ▪ Amostra de solo; ▪ Pipeta; ▪ Água destilada; ▪ Aparelho de Casagrande; ▪ Almofariz de porcelana; ▪ Espátula metálica e flexível; 7 ▪ Cinzel; ▪ Cápsula de alumínio. Figura 1: Aparelhagem utilizada Fonte: Próprio Autor 3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Para realização do ensaio, deve-se retirar uma amostra de solo já peneirado conforme a Figura 2 a seguir. A amostra deve ser depositada dentro do almofariz e com o auxílio de uma pipeta deve-se adicionar água aos poucos, até que o solo apresente um aspecto pastoso, como mostram as Figuras 3 e 4. Figura 2: Solo peneirado para o ensaio Fonte: Próprio Autor 8 Figura 3: Adicionando água na amostra de solo Fonte: Próprio Autor Figura 4: Homogeneizando a amostra de adicionando água para que fique pastosa Fonte: Próprio Autor Com o auxílio da espátula metálica a amostra pastosa deve ser espalhada na concha do aparelho de Casagrande, de tal forma que cobra 2/3 da parte inferior da concha, criando uma camada de solo com 10mm de espessura como mostra a Figura 5 a seguir. Figura 5: Colocando a amostra de solo pastoso no Aparelho de Casagrande Fonte: Próprio Autor 9 Feito isso, deve-se criar uma ranhura de aproximadamente 13mm que divida a amostra ao meio, com o auxílio do cinzel conforme as Figuras 6 e 7 a seguir. Figura 6: Criando a ranhura com cinzel Fonte: Próprio autor Figura 7: Ranhura no solo Fonte: Próprio Autor O próximo passo é girar a manivela do aparelho, de forma a golpear a concha para que a ranhura se feche. Foram necessários 15 golpes para o fechamento da ranhura como mostra a Figura 8 a seguir. Figura 8: Fechamento da ranhura Fonte: Próprio Autor 10 O próximo passo deve ser retirar uma pequena amostra de solo na região onde ocorreu o fechamento da ranhura, essa amostra deve ser armazenada em uma cápsula de alumínio previamente numerada e tarada e posteriormente, pesada e levada à estufa a 105ºC por 24 horas. Figura 9: Retirando a amostra Fonte: Próprio Autor Figura 10: Amostra na cápsula Fonte: Próprio Autor O procedimento deve ser repetido por pelo menos três vezes, variando o teor de umidade.11 3.3 MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS O ensaio foi realizado apenas por uma vez, devido ao tempo de aula. Para efeitos de cálculo serão utilizados os dados da Tabela 1 a seguir, fornecidos pelo Professor Dr. Armando Belato Pereira. Tabela 1: Dados do ensaio (Limite de Liquidez) Cápsula número: 25 21 24 Mc Massa cápsula (g): 13,32 13,35 13,31 Ms + Mc + Mw Massa de sólidos + Massa cápsula + Massa de água (g) 24,53 26,24 21,86 Ms + Mc Massa de sólidos + Massa cápsula (g) 21,36 22,56 19,18 Número de golpes no aparelho de Casagrande (N) 30 23 28 Fonte: Armando Belato Pereira A partir dos resultados acima, foi possível determinar o teor de umidade para cada amostra através da seguinte equação: 𝑤 = (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐 + 𝑀𝑤) − (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐) (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐) − 𝑀𝑐 × 100% Onde, 𝑤 é o Teor de Umidade, em porcentagem; 𝑀𝑠 é a Massa de Sólidos, em gramas; 𝑀𝑐 é a Massa da Cápsula, em gramas; 𝑀𝑤 é a Massa de Água, em gramas. Tabela 2: Determinação dos teores de umidade Cápsula número: 25 21 24 Teor de Umidade (w): 39,43% 39,96% 45,65% Fonte: Próprio Autor Com o auxílio do Excel, foi possível plotar o Gráfico 1 a seguir, que relaciona o teor de umidade com o número de golpes para cada amostra. 12 Gráfico 1: Relação entre Número de Golpes e Teor de Umidade Fonte: Próprio Autor Dado que, o número de golpes para se determinar o limite de liquidez é de 25, é possível determiná-lo de duas maneiras, a primeira é pela análise do Gráfico 1, o qual percebe-se que o limite é de aproximadamente 41,40%. Outra forma mais exata de se determinar é utilizar a equação da reta dada pelo Excel: 𝑦 = 0,1577𝑥 + 37,42 Onde, 𝑦 é o Teor de Umidade, ou seja, o Limite de Liquidez (LL); 𝑥 corresponde ao número de golpes, ou seja, 25. Dessa forma: 𝐿𝐿 = 0,1577 × 25 + 37,442 𝐿𝐿 = 41,38% Algumas considerações devem ser feitas acerca dos resultados determinados. Apesar de ser possível encontrar o valor do limite de liquidez conforme feito anteriormente, deve-se ressaltar que o valor do coeficiente de determinação, ou seja, o R² da linha de tendência do Gráfico 1 represente um valor muito baixo, isso significa que o modelo linear não se ajusta a amostra. Vários fatores influenciam no valor do R², nesse caso, para se encontrar um valor mais exato seriam necessárias mais amostras para realização de um novo cálculo acerca do LL. y = 0,1577x + 37,422 R² = 0,0272 39 40 41 42 43 44 45 46 0 5 10 15 20 25 30 35 40 T eo r d e U m id ad e (% ) Número de Golpes (N) 13 4. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE PLASTICIDADE 4.1. APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS Para execução do ensaio, foram utilizados os seguintes equipamentos: ▪ Amostra de solo; ▪ Almofariz de porcelana; ▪ Cápsula de alumínio; ▪ Água destilada; ▪ Pipeta; ▪ Espátula metálica flexível; ▪ Gabarito cilíndrico; ▪ Balança; ▪ Placa de vidro esmirilhada. Figura 11: Equipamentos utilizados para determinação do LP Fonte: Próprio Autor 4.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Com o solo já peneirado, conforme mostrado anteriormente pela Figura 2, deve-se retirar uma nova amostra para execução do ensaio e depositá-la dentro do almofariz. Com o auxílio de uma pipeta graduada deve-se adicionar água aos poucos e homogeneizar a mistura, conforme a Figura 12 a seguir. 14 Figura 12: Homogeneizando a amostra de solo com água Fonte: Próprio Autor Deve-se tomar uma parte da pasta em mãos, formando uma pequena bola, e moldá-la rolando sob a superfície da placa de vidro até adquirir o formato cilíndrico conforme o gabarito, como mostram as Figuras 13 e 14 a seguir. Caso a pasta seja rompida antes de atingir os 3mm de espessura, deve-se repetir o procedimento adicionando mais água para facilitar a moldagem e conseguir atingir as dimensões do gabarito. Figura 13: Moldagem do cilindro com as mãos Fonte: Próprio Autor Figura 14: Cilindro moldado conforme gabarito Fonte: Próprio Autor 15 A pasta de solo em formato cilíndrico deve ser armazenada dentro da cápsula de alumínio para que se determine o teor de umidade, conforme a Figura 15 a seguir. Figura 15: Amostra armazenada na cápsula Fonte: Próprio Autor O procedimento deve ser repetido por pelo menos três vezes. 4.3 MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS O ensaio foi realizado apenas por uma vez, devido ao tempo de aula. Para efeitos de cálculo serão utilizados os dados da Tabela 3 a seguir, fornecidos pelo Professor Dr. Armando Belato Pereira. Tabela 3: Dados do ensaio (Limite de Plasticidade) Cápsula número: 06 15 17 Mc Massa cápsula (g) 13,76 13,17 13,86 Ms + Mc + Mw Massa de sólidos + Massa cápsula + Massa de água (g) 15,66 15,74 16,30 Ms + Mc Massa de sólidos + Massa cápsula (g) 14,95 14,86 15,29 Fonte: Armando Belato Pereira A partir dos resultados da Tabela 3, foi possível determinar o teor de umidade para cada amostra através da equação: 𝑤 = (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐 + 𝑀𝑤) − (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐) (𝑀𝑠 + 𝑀𝑐) − 𝑀𝑐 × 100% 16 Onde, 𝑤 é o Teor de Umidade, em porcentagem; 𝑀𝑠 é a Massa de Sólidos, em gramas; 𝑀𝑐 é a Massa da Cápsula, em gramas; 𝑀𝑤 é a Massa de Água, em gramas. Tabela 4: Cálculo do teor de umidade Cápsula número: 06 15 17 Teor de Umidade (w): 59,66% 52,07% 70,63% Fonte: Próprio Autor O limite de plasticidade (LP) é obtido através da média aritmética dos teores de umidade das amostras, arredondando para o número inteiro mais próximo. Sendo assim: 𝐿𝑃 = 59,66 + 52,07 + 70,63 3 𝐿𝑃 = 60,79% Segundo a NBR 7180, os valores de umidade só podem ser considerados satisfatórios quando pelo menos três deles não divergirem mais que 5% da média encontrada. 1,05 × 𝐿𝑃 = 63,83% 0,95 × 𝐿𝑃 = 57,75% Os valores dos teores de umidade encontrados deveriam estar no intervalo de 57,75% a 63,83% Os valores encontrados para as cápsulas nº 15 e nº 17 não obedecem a esse critério, somente o da cápsula nº 06. Dessa forma, o ensaio deveria ter sido repetido quantas vezes necessário, a fim de encontrar no mínimo três resultados satisfatórios de acordo com a norma. 17 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao se executar o ensaio de determinação do limite de liquidez através do aparelho de Casagrande, a ranhura deve ser fechada com a quantidade de golpes variando entre 15 e 35, na impossibilidade de fechamento dentro desse intervalo, é conclusivo que o solo não apresenta plasticidade. No caso dos resultados analisados neste relatório, o solo apresentou fechamentos das ranhuras no intervalo proposto, logo, apresenta plasticidade. Através dos cálculos realizados, foi possível encontrar os diferentes teores de umidade e determinar o índice de plasticidade através da plotagem do gráfico obtendo um valor de LL igual a 41,38%, tal resultado se mostra insatisfatório uma vez que o coeficiente de determinação (R²) determinado foi muito baixo, indicando uma possível falha no ensaio ou a necessidade de se repetir o procedimento utilizando mais amostras. Em todo caso, o ensaio é de extrema importância para entender o comportamento do solo fino com a presença de variados teores de umidade, o LL que irá determinar a passagem do solo de seu estado plástico para líquido, onde ocorre a perda de resistência ao cisalhamento. A NBR 6457 diz que se, ao executar o ensaio de determinação do limite de plasticidade não for possível moldar o cilindro com 3mm de espessura, o solo não possui limite de plasticidade, no caso dos resultados analisados nesse relatório percebe-se a possibilidade de moldagem do cilindro, indicando que o solo apresenta limite de plasticidade. Com os dados analisados é possível concluir que eles não são satisfatórios, pois a divergência dos valores não obedece aos limites prescritosem norma, dessa forma, o ensaio deveria ser repetido por quantas vezes fosse necessário, a fim de obter resultados satisfatórios. O ensaio é de extrema importância para entender sobre a consistência do solo, o LL que irá determinar a passagem do solo de seu estado semissólido para plástico. A partir dos resultados obtidos nos ensaios anteriormente descritos, é possível determinar o Índice de Plasticidade (IP) conforme a NBR 6502/1995, que corresponde a diferença entre o LL e LP. Nesse caso, o IP encontrado foi de 19,41%. Vale ressaltar, que as amostras para realização dos ensaios foram do mesmo tipo de solo, dessa forma, é possível concluir que se trata de um solo altamente plástico. A partir do gráfico de plasticidade de Casagrande, é possível caracterizar o solo como no limite para apresentação de uma alta compressibilidade, uma vez que seu LL é de 41,38% e o gráfico determina que solos com LL abaixo de 40% são de baixa compressibilidade, acima de 40% são muito compressíveis. Visto isso, o solo pode ser caracterizado como uma argila inorgânica de alta compressibilidade e alta plasticidade. 18 6. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7180: Solo – Determinação do limite de plasticidade. Rio de Janeiro, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6457: Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização. Rio de Janeiro, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS: NBR: 6459: Solo – Determinação do limite de liquidez. Rio de Janeiro, 2016. PEREIRA, Armando Belato. Mecânica dos Solos 1: Estrutura dos solos (solos grossos e solos finos) - Plasticidade dos solos. In: Varginha, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2022. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS MECÂNICA DOS SOLOS I Professor: Dr. Armando Belato Pereira 12 de dezembro de 2022. RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de O. Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado Varginha - MG Dezembro de 2022 1 Gabriela Carneiro Junqueira Gabriel Hamilton de Oliveira Pereira Luis Felipe de Assis Borges Ranísia Rangel Thallysson Douglas Machado RELATÓRIO DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO Relatório apresentado à Disciplina de MECÂNICA DOS SOLOS I do curso de Bacharelado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET - MG, Unidade Varginha, como requisito parcial à obtenção de créditos da disciplina. Profº. Dr. Armando Belato Pereira. Varginha - MG Dezembro de 2022 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Retirada da amostra de solo........................................................................................ 7 Figura 2: Pesagem do cilindro de ensaio ................................................................................... 8 Figura 3: Pesagem da amostra de solo ....................................................................................... 8 Figura 4: Cilindro fixado em sua base ....................................................................................... 9 Figura 5: Preenchimento do cilindro com terra ......................................................................... 9 Figura 6: Golpeamento da amostra com soquete ....................................................................... 9 Figura 7: Cilindro completo com 3 camadas de solo ............................................................... 10 Figura 8: Retirada do colarinho ............................................................................................... 10 Figura 9: Remoção do excesso de solo .................................................................................... 11 Figura 10: Pesagem do cilindro com o solo compactado ........................................................ 11 Figura 11: Adicionando água na amostra de solo .................................................................... 12 Figura 12: Amostra sendo retirada através do extrator manual ............................................... 12 3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Dados do Cilindro de Cravação ............................................................................... 13 Tabela 2: Dados do Soquete .................................................................................................... 13 Tabela 3: Peso Específico ........................................................................................................ 14 Tabela 4: Massa de água, solo, teor de umidade e peso específico ......................................... 16 Tabela 5: Teor de umidade, saturação e peso específico seco ................................................. 17 4 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1: Curva de compactação ................................................................................. 17 5 SUMÁRIO 1 . INTRODUÇÃO ……………………………………………………………….…. 06 2 . OBJETIVO …………………………………………………………………….… 06 3. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO ………………………………………....................... 07 3.1 . APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS ………………………….…………. 07 3.2 . PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL …………………………….……….. 07 3.3 . MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS …………………………………........……………………………... 13 4 . CONCLUSÃO…………………………………………………………………… 18 5 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ………………………………….……… 19 6 1. INTRODUÇÃO Podemos definir a compactação como um processo, tanto manual quanto mecânico, que tem a finalidade de reduzir os vazios existentes no solo e consequentemente aumentar a sua resistência, esse processo não visa somente o aumento da sua resistência, mas também as melhorias de suas características quanto a permeabilidade, compressibilidade e absorção de água. Sabe-se que o aumento do peso específico de um solo depende fundamentalmente da energia que é despendida (durante a compactação) e do teor de umidade do mesmo. Em laboratório, através do ensaio de Proctor Normal, é possível realizar ensaio com diferentes teores de umidade e uma determinada quantidade de energia e assim obter uma curva que nos apresenta a variação do peso específico do solo em função da umidade do mesmo; a essa curva damos o nome de “curva de compactação” essa curva nos mostra que existe um determinado ponto em que o peso específico é máximo e relacionado a esse ponto existe um teor de umidade que é chamado de umidade ótima. Ter o conhecimento desses parâmetros é de extrema importância, principalmente pelos seus consideráveis efeitos sobre a estabilização de obras que envolvam maciços terrosos. O ensaio consiste na compactação de uma determinada quantidade de solo, colocado em três camadas aproximadamente iguais, no interior de um cilindro metálico com 10 cm de diâmetro e 12,75 cm de altura, submetido a 26 golpes de um soquete de 2,35 kg caindo perpendicularmente de uma altura de 30,5 cm. Para realização desse ensaio, foi obedecido os parâmetros estabelecidos pela Norma Brasileira (NBR) 7182/2016. 2. OBJETIVO O ensaio descrito tem por finalidade encontrar a relação entre o peso específico seco e o teor de umidade do solo ensaiado para obtenção da curva de compactação, e assim ter o conhecimento dos parâmetros que deveriam ser obedecidos em campo para uma compactação segura e eficaz. Para realização do mesmo, foram seguidos os parâmetros estabelecidos pela NBR 7182/2016.7 3. DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DE COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 3.1. APARELHAGEM / EQUIPAMENTOS ● Base cilíndrica; ● Colarinho do cilindro; ● Soquete pequeno; ● Proveta graduada; ● Espátula; ● Pá; ● Balança; ● Extrator de corpo de prova; ● Forma retangular. 3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL O primeiro passo ao se iniciar o ensaio é aferir as dimensões internas do cilindro metálico, a amostra de solo a ser utilizada na compactação deve ser destorroada e peneirada. A Figura 1 a seguir mostra a amostra de solo já preparada sendo retirada para pesagem. Feito isso, é necessário pesar o cilindro como mostra a Figura 2 e o solo espalhado na bandeja, conforme a Figura 3. Figura 1: Retirada da amostra de solo Fonte: Próprio Autor 8 Figura 2: Pesagem do cilindro de ensaio Fonte: Próprio Autor Figura 3: Pesagem da amostra de solo Fonte: Próprio Autor Após realizar as pesagens, deve-se posicionar o cilindro de maneira que fique fixado em sua base, conforme a Figura 4. Feito isso, deve-se adicionar um pouco de água na amostra de solo de forma a obter uma mistura homogênea, com o auxílio de uma pá deve-se colocar um pouco da amostra de solo dentro do cilindro (Figura 5) de tal maneira que ao final da compactação da primeira camada, esta ocupa aproximadamente um terço da altura total do cilindro. 9 Figura 4: Cilindro fixado em sua base Fonte: Próprio Autor Figura 5: Preenchimento do cilindro com terra Fonte: Próprio Autor Em seguida, a amostra deve ser golpeada com o soquete por 26 vezes, como mostra a Figura 6. Figura 6: Golpeamento da amostra com soquete Fonte: Próprio Autor 10 Após finalizar esse processo, deve-se repeti-lo por mais duas vezes, de forma que ao final sejam compactadas 3 camadas, as quais devem ocupar um terço do cilindro cada uma (Figura 7). Os 26 golpes devem ser aplicados de maneira distribuída por toda área superficial com o intuito de uniformizar a energia aplicada. Figura 7: Cilindro completo com 3 camadas de solo Fonte: Próprio Autor Finalizada a aplicação dos golpes na última camada, o colarinho deve ser retirado, conforme a Figura 8. Com o auxílio de uma régua metálica, o excesso de solo presente na superfície deve ser retirado, de forma que o corpo de prova ocupe o mesmo volume do cilindro, como mostra a Figura 9. Nesse momento, também é realizada a limpeza externa e nas beiradas do cilindro com o auxílio de um pincel, para realizar a pesagem. Figura 8: Retirada do colarinho Fonte: Próprio Autor 11 Figura 9: Remoção do excesso de solo Fonte Próprio Autor O último passo é pesar o cilindro com o solo compactado dentro, como mostra a Figura 10 a seguir. Figura 10: Pesagem do cilindro com o solo compactado Fonte: Próprio Autor Ao finalizar as etapas é possível determinar o ponto 1 da curva de compactação, este ensaio se dá com o reuso do solo, dessa forma deve-se retirar a amostra de solo de dentro do cilindro, adicionar um pouco mais de água (Figura 11) e reutilizá-la. Todo procedimento descrito anteriormente é repetido para obter o ponto 2 da curva de compactação. Vale destacar, que a amostra presente no cilindro deve ser retirada do mesmo com o auxílio de um extrator manual, como mostra a Figura 12 a seguir. 12 Figura 11: Adicionando água na amostra de solo Fonte: Próprio Autor Figura 12: Amostra sendo retirada através do extrator manual Fonte: Próprio Autor O último passo da prática, é obter o ponto 3 da curva de compactação. Para isso, deve- se seguir os mesmos passos anteriormente descritos, porém, antes de repetir o procedimento, deve-se reutilizar a mesma amostra de solo, quebrando-a, adicionando mais água e homogeneizando para novamente compactar as 3 camadas de solo. Feito isso, é possível obter a curva de compactação do solo. 13 3.3. MEMÓRIA DE CÁLCULOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS Com os experimentos, obteve-se os dados referentes ao cilindro, sumarizados na Tabela 1 e foram obtidos através de medições diretas com balança e paquímetro digital e através da equação do volume de um cilindro Tabela 1: Dados do Cilindro de Cravação Massa do cilindro (g) 2395,8 Diâmetro interno (cm) 10,00 Altura (cm) 12,75 Volume do cilindro (cm³) 1001,38 Fonte: Próprio Autor 𝑣 = 𝜋∗r² 𝑥 ℎ (1) 𝑣 = 𝜋 ∗ 5² 𝑥 12,55 𝑣 = 1001,38c𝑚³ Os dados do soquete, padronizados, podem ser encontrados na Tabela 2 a seguir. Tabela 2: Dados do Soquete Massa (g) 2500 Altura de queda (cm) 30,5 Fonte: Próprio Autor Para a determinação da massa de solo úmido e Peso específico utilizou -se as seguintes equações: 𝑀𝑠𝑜𝑙𝑜 ú𝑚𝑖𝑑𝑜 = 𝑀𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 − 𝑀 𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 𝛾 = 𝑊 ÷ 𝑉 (3) 14 Onde, 𝑀solo úmido: massa de solo úmido [g]; 𝑀𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 + 𝑠𝑜𝑙𝑜: massa do cilindro com solo úmido [g]; 𝑀𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜: massa do cilindro vazio [g] E: 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑜 = [𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑜 ú𝑚𝑖𝑑𝑜 (𝑔)] [𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝐶𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 (𝑐𝑚3)] Assim, no ensaio 1, como exemplo, temos: 𝑀solo úmido = 4260 (g) - 2395,8 (g) 𝑀solo úmido = 1864,2 (g) Peso específico = 1864,20∗10−3(9,81) 1,00140∗10−3 (10−3) Logo, Peso específico = 18,26 [kN/m³] Os mesmos cálculos foram feitos para as outras amostras. A fim de facilitar a visualização e leitura dos resultados, estes foram dispostos na Tabela 3, apresentada abaixo: Tabela 3: Peso Específico Determinações 1 2 3 4 5 6 Massa do cilindro + solo úmido [g] 4260,00 4360,00 4455,00 4450,00 4410,00 4380,00 Massa de solo úmido [g] 1864,20 1964,20 2059,20 2054,20 2014,20 1984,20 Peso específico [kN/m³] 18,26 19,24 20,17 20,12 19,73 19,43 Fonte: Próprio Autor Para a determinação da Massa de água na amostra, Massa de solo seco, Teor de umidade e Peso específico seco foram utilizadas as equações: 15 Massa de água na amostra = [Massa da cápsula + solo úmido] (g) – [Massa da cápsula + solo seco] (g) (4) ● Massa de solo seco (g) [Massa da cápsula + solo seco] (g) – [Massa da cápsula (g)] (5) ● Teor de umidade (%) 𝑇𝑒𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = [𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎 𝑛𝑎 𝑎𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎 (𝑔)] [𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑠𝑒𝑐𝑜 (𝑔)] (6) ● Peso específico seco (KN/m³) 𝛾𝑑 = 𝛾 1+ 𝑊 (7) Onde, 𝛾𝑑 = 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑜 𝑠𝑒𝑐𝑜 ( 𝑘𝑁 𝑚3) ; 𝛾 = Peso específico (kN/m³); 𝑊 = 𝑇𝑒𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (%); Logo para o primeiro ensaio temos: Massa de água na amostra = 73,78 – 71,87 = 1,91 (𝑔) Massa de solo seco = 71,87 – 38,40 = 33,47 (𝑔) 𝑇𝑒𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 1,91 33,47 ∗ 100 = 5,71 (%) Peso específico seco = 18,26 1+ 5,71 100 = 17,27 kN/m³ Os dados e resultados obtidos para as equações 4, 5, 6 e 7 estão compilados na Tabela 4 a seguir. 16 Tabela 4: Massa de água, solo, teor de umidade e peso específico Determinações 1 2 3 4 5 6 Massa da cápsula + solo úmido [g] 73,78 84,56 69,94 92,14 79,10 89,90 Massa da cápsula + solo seco [g] 71,87 81,70 66,76 87,89 74,61 84,95 Massa da cápsula [g] 38,40 43,04 32,93 49,45 38,87 50,39 Massa de água na amostra [g] 1,91 2,86 3,18 4,25 4,49 4,95 Massa de solo seco [g] 33,47 38,66 33,83 38,44 35,74 34,56 Teor de umidade [%] 5,71 7,40 9,40 11,06 12,56 14,32 Peso específico seco [kN/m³] 17,27 17,91 18,44 18,12 17,53 17,00 Fonte: Próprio Autor Na determinação da curva de saturação, segundo a norma ABNT NBR 7182/2016, recomenda-se adotar o grau de saturação do solo com 100%. Além disso, a partir do conhecimento do grau de compactação solo Gs = 2,55, utilizou-se a equação (8) para cálculo: 𝛾𝑑 = 𝐺𝑠∗ 𝛾𝑤 1+ 𝐺𝑠 ∗ 𝑊 𝑆 (8) Onde, 𝐺𝑠: grau de compactação do solo; 𝑌𝑤: peso específico da água [kg/m³]; 𝑤: teor de umidade [%]; 𝑆 é o grau de saturação do solo [%]; Com os valores de peso específico obtidos, estes foram dispostos na Tabela 5 a seguir. 17 Tabela 5: Teor de umidade, saturação e peso específico seco Determinação Gs Teor de umidade S = 100% 𝛾d 1 2,55 5,71 1 22,26 2 2,55 7,40 1 21,45 3 2,55 9,40 1 20,57 4 2,55 11,06 1 19,89 5 2,55 12,56 1 19,31 6 2,55 14,32 1 18,68 Fonte: Próprio Autor Com estes dados é possível traçar o gráfico da curva de saturação e a curva de compactação: Gráfico 1: Curva de compactação Fonte: Próprio Autor Analisando o gráfico se obteve um Teor de Umidade ótimo de 9,40% e Peso específico seco máximo de 18,49 kN/m³ e com a curva de compactação feita, finalizamos esse relatório. 18 4. CONCLUSÃO Desse modo, o presente relatório por fim considerou que por meio do ensaio de compactação Proctor Normal é possível a determinação do teor de umidade ótimo e o peso específico seco máximo de uma amostra, propriedades físicas fundamentais na análise de comportamento de um solo compactado, algo de extrema importância para área da engenharia civil, que se incumbe da difícil tarefa de descrever e predizer o comportamento futuro do solo enquanto material construtivo ou de fundação. O ensaio realizado tem sua importância quando se faz necessário o conhecimento do comportamento do solo e sua relação com o aumento do teor de umidade sob uma mesma força de compactação. Por fim, através da elaboração da curva de saturação e análise de sua posição em relação à curva de compactação podemos entender a grande utilidade do ensaio para se obter parâmetros que otimizam e garantem a melhor compactação possível para o solo estudado, determinando a possibilidade de utilização do teor de umidade ótimo se atentando a saturação do solo. 19 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAPUTO, Homero Pinto. Mecânica dos Solos e Suas Aplicações. Rio de Janeiro: LTC, 6ª edição, 1996. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7182/2016: Solo - Ensaio de Compactação. Rio de Janeiro/RJ. 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 APARELHAGEM E EQUIPAMENTOS 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 5 MEMÓRIA DE CÁLCULO E ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS