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1 Química de Complexos (IQU_849) Prof. Marciela Scarpellini marciela@iq.ufrj.br 2 TEORIA DA LIGAÇÃO PELA VALÊNCIA 3 3 Teoria da Ligação pela Valência (TLV): proposta por Pauling na década de 1930, a TLV descreve as ligações usando orbitais híbridos. A formação de um complexo envolve a reação entre bases de Lewis (ligantes) e um ácido de Lewis (metal ou íon metálico) com ligações covalentes coordenadas entre eles. Teoria da Ligação pela Valência 4 4 Os orbitais hibridizados possuem energia e forma diferentes dos orbitais que lhes deram origem. A TLV usa o modelo de hibridização dos orbitais de valência do metal (s, p e d): o átomo central (metal) sofre hibridização e recebe o par de elétrons do ligante. Teoria da Ligação pela Valência 5 5 Teoria da Ligação pela Valência Fe3+ : 3d5 6 6 Teoria da Ligação pela Valência Co2+ : 3d7 7 7 Teoria da Ligação pela Valência 8 8 Teoria da Ligação pela Valência 9 9 Teoria da Ligação pela Valência 10 10 A TLV não explica os espectros dos complexos! Teoria da Ligação pela Valência 11 11 TEORIA DO CAMPO CRISTALINO 12 12 Teoria do Campo Cristalino Teoria do Campo Cristalino (TCC): desenvolvida na década de 1930 por Bethe e van Vleck, a TCC utiliza um modelo eletrostático e fornece uma descrição aproximada dos níveis de energia que determinam os espectros UV-Vis. Não descreve as ligações nos complexos. L2 L1 L3 L6 L5 L4 z y x E dos orbitais d Ausência de campo externo Campo de simetria esférica Campo de simetria octaédrica 10Dq 13 13 A TCC considera que a única interação entre o íon metálico e os ligantes é eletrostática, onde os ligantes são tratados como cargas negativas pontuais. Apesar dessa premissa pouco realista, a TCC possui um grande sucesso na interpretação de muitas propriedades dos complexos. Teoria do Campo Cristalino 14 14 Para compreender as interações que são responsáveis pelos efeitos do campo cristalino nos complexos de metais de transição, é necessário perceber as relações geométricas dos orbitais d. Existem 6 funções de onde que podem ser escritas para os orbitais d. Como há somente 5 orbitais d com algum significado físico, a função referente ao orbital dz 2 é normalmente descrita como uma combinação linear das funções dz 2 – y 2 e dz 2 – x 2. Teoria do Campo Cristalino 15 15 Teoria do Campo Cristalino 16 Teoria do Campo Cristalino 17 Orbitais apontam para os ligantes – repulsão máxima. Interações dos ligantes com os orbitais do metal em um campo octaédrico. Teoria do Campo Cristalino 18 Orbitais estão orientados entre os ligantes – repulsão é menos pronunciada. Interações dos ligantes com os orbitais do metal em um campo octaédrico. Teoria do Campo Cristalino 19 L2 L1 L3 L6 L5 L4 z y x Teoria do Campo Cristalino 20 Teoria do Campo Cristalino 21 E(eg) = +0.6 O x 2 = +1,2 O E(t2g) = -0,4 O x 3 = -1,2 O O = parâmetro de desdobramento do campo cristalino Teoria do Campo Cristalino 22 d1 d2 d3 [Ti(OH2)6]3+ [V(OH2)6]3+ [Cr(OH2)6]3+ O Preenchimento dos orbitais – regra de Hund. Teoria do Campo Cristalino 23 Para sistemas d4, d5 e d6, duas possibilidades devem ser consideradas. eg eg t2g t2g P > o P < o o Complexo spin alto Complexo spin baixo E Teoria do Campo Cristalino 24 Como obter o valor para O? O complexo d1 [Ti(H2O)6]3+, apresenta uma coloração púrpura em solução aquosa, atribuída a transição: 1 0 0 1 2 2g g g gt e t e Teoria do Campo Cristalino 25 Estado de oxidação do íon metálico Fatores que afetam O A magnitude de O aumenta com o aumento da carga iônica sobre o íon metálico. Ex.: [Ru(H2O)6]2+ (O = 19.800 cm-1) e [Ru(H2O)6]3+ (O = 28.600 cm-1). Teoria do Campo Cristalino 26 Diferenças significativas no valor de O ocorrem para complexos análogos de um determinado grupo, onde a seguinte tendência é observada: 3d<4d<5d. A natureza do íon metálico Uma conseqüência importante dessa tendência é que complexos da segunda e terceira séries de transição possuem uma maior tendência de serem spin baixo. Teoria do Campo Cristalino 27 Natureza dos ligantes Diferentes ligantes afetam a magnitude de O em maior ou menor grau. Série espectroquímica: I- < Br- < S2- < SCN- < Cl- < N3 - < F- < uréia < OH- < ox < O2 - < H2O < NCS- < py, NH3 < en < bpy, phen < NO2 - < CH3 - < C6H5 - < CN- < CO Baseando-se em dados obtidos para um grande número de complexos, é possível listar ligantes em ordem crescente (ou decrescente) de força do campo. Teoria do Campo Cristalino 28 Série espectroquímica: I- < Br- < S2- < SCN- < Cl- < N3 - < F- < uréia < OH- < ox < O2 - < H2O < NCS- < py, NH3 < en < bpy, phen < NO2 - < CH3 - < C6H5 - < CN- < CO Teoria do Campo Cristalino Ligantes Campo Fraco Campo Intermediário Campo Forte Complexos Spin Alto DEPENDE: estado de oxidação do metal e da simetria Spin Baixo 29 Complexo S (cm-1) Complexo S (cm-1) [VCl6] 2- Oh 15.400 [Ru(ox)3] 3- Oh 28.700 [VCl4] Td 7.900 [Ru(H2O)6] 2+ Oh 19.800 [CrF6] 2- Oh 22.000 [Ru(CN)6] 4- Oh 33.800 [CrF6] 3- Oh 15.060 [CoF6] 2- Oh 20.300 [Cr(H2O)6] 3+ Oh 17.400 [CoF6] 3- Oh 13.010 [Cr(en)3] 3+ Oh 22.300 [Co(H2O)6] 3+ Oh 20.760 [Cr(CN)6] 3- Oh 26.600 [Co(NH3)6] 3+ Oh 22.870 [Mo(H2O)6] 3+ Oh 26.000 [Co(en)3] 3+ Oh 23.160 [MnF6] 2- Oh 21.800 [Co(H2O)6] 2+ Oh 9.200 [TcF6] 2- Oh 28.400 [Co(NH3)6] 2+ Oh 10.200 [ReF6] 2- Oh 32.800 [Co(NH3)4] 2+ Td 5.900 [Fe(H2O)6] 3+ Oh 14.000 [RhF6] 2 Oh 20.500 [Fe(ox)3] 3- Oh 14.140 [Rh(H2O)6] 3+ Oh 27.200 [Fe(CN)6] 3- Oh 35.000 [Rh(NH3)6] 3+ Oh 34.100 [Fe(CN)6] 4- Oh 32.200 [IrF6] 2- Oh 27.200 [Ru(H2O)6] 3+ Oh 28.600 [Ir(NH3)6] 3+ Oh 41.200 Teoria do Campo Cristalino 30 Energia de estabilização do campo cristalino – EECC 0,6 x o -0,4 x o Para um sistema d1, o elétron ocupa um orbital t2g, que possui uma energia de -0,4 o relativa ao baricentro dos orbitais d. Nesse caso, pode-se dizer que o complexo é estabilizado em 0,4 o, comparado a um campo esférico. EECC = [ne-(t2g) x -0,4] + [ne-(eg) x 0,6] Teoria do Campo Cristalino 31 Config. Ex. Spin alto Spin baixo t2g eg EECC t2g eg EECC d0 d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 d10 Ca2+ Sc2+ Ti2+ V2+ Cr2+ Mn2+ Fe2+ Co2+ Ni2+ Cu2+ Zn2+ 0 1 2 3 3 3 4 5 6 6 6 0 0 0 0 1 2 2 2 2 3 4 0 0,4o 0,8o 1,2o 0,6o 0 0,4o 0,8o 1,2o 0,6o 0 0 1 2 3 4 5 6 6 6 6 6 0 0 0 0 0 0 0 1 2 3 4 0 0,4o 0,8o 1,2o 1,6o 2,0 o 2,4o 1,8o 1,2o 0,6o 0 Teoria do Campo Cristalino 32 Desdobramento dos orbitais d em um campo tetraédrico L2 L1 L3 L4 z y x Teoria do Campo Cristalino L2 L1 L3 L6 L5 L4 z y x 33 Teoria do Campo Cristalino 34 E(t2) = +0,4 t x 3 = +1,2 t E(e) = -0,6 t x 2 = -1,2 t t = parâmetro de desdobramento do campo cristalino Teoria do Campo Cristalino 35 Os números representam o efeito das operações de simetria nessas propriedades d: t2 s: a1 p: t1 d: t2+ e Operações de simetria do grupo orbitais d duplamente degenerados: e Teoria do Campo Cristalino 36 Complexo S (cm-1) [VCl6]2- Oh 15.400 [VCl4] Td 7.900 [Co(NH3)6]2+ Oh 10.200 [Co(NH3)4]2+ Td 5.900 O desdobramento do campo cristalino é menor do que em um campo octaédrico, já que o número de ligantes é 2/3 menor. O modelo de cargas pontuais prevê que para o mesmo íon metálico, ligantes e distâncias de ligação, t = 4/9 o. Teoria do Campo Cristalino 37 Distorção tetragonal – complexos quadráticos planos Campo octaédrico Campo octaédrico com distorção tetragonal Campo quadrático plano z Teoria do Campo Cristalino 38 Distorção tetragonal – complexos D4h D4h z-out Teoria do Campo Cristalino D4h z-inOh 39 Os orbitais com componente z sofrem um decréscimo na repulsão eletrostática dos ligantes. Conseqüentemente, são estabilizados. Ao mesmo tempo, orbitais que não contém componente z, sofrem um aumento deenergia, mantendo o baricentro constante. Como conseqüência, os orbitais eg são desdobrados em dois níveis, um superior b1g (dx2-y2) e a1g (dz2). Os orbitais t2g são desdobrados em um b2g (dxy) e um duplamente degenerado eg (dxz , dyz). eg t2g x2-y2 z2 xy xz, yz xz, yz xy z2 x2-y2 b1g b2g a1g eg Teoria do Campo Cristalino 40 propriedades Tabela de caracteres do grupo D4h s: a1g p: a2u + eu d: a1g+ b1g+ b2g+ eg Teoria do Campo Cristalino 41 A geometria quadrático plana é favorecida em íons metálicos com configuração d8, com ligantes de campo forte. Exemplo: Por que [Ni(NH3)6]Cl2 é paramagnético, com 2 e- desemparelhados, enquanto que o complexo K2[Ni(CN)4] é diamagnético? [Ni(NH3)6]Cl2: - Simetria Oh - NH3: intermediário [Ni(CN)4]2-: - Simetria D4h - CN-: campo forte eg t2g x2-y2 z2 xy xz, yz b1g b2g a1g eg Teoria do Campo Cristalino 42 Exemplo: o complexo K2[Ni(CN)4] poderia apresentar uma geometria tetraédrica? e t2 Quadrático plana Tetraédrica eg t2g x2-y2 z2 xy xz, yz b1g b2g a1g eg Teoria do Campo Cristalino 43 eg t2g e t2 b1g b2g a1g eg OCTAÉDRICO TETRAÉDRICO QUADRÁTICO PLANO Campo fraco: o < versus P (spin alto) Campo forte: o > versus P (spin baixo) t pequeno (spin alto) Configuração d8 (maioria spin baixo) Ex: Pd2+, Pt2+, Ir2+, Au3+ Teoria do Campo Cristalino 44 FeCl3.6H2O = 5,9 B.M.; 5 e- 0 desemparelhados K3[Fe(CN)6] = 1,7 B.M.; 1 e- 0 desemparelhado K3[CoF6] = 4,9 B.M.;4 e- 0 desemparelhados [Co(NH3)6]Cl3 = 0; nenhum e- 0 desemparelhado [Ni(NH3)6]Cl2 = 2,8 B.M.; 2 e- 0 desemparelhados K2[Ni(CN)4] = 0; nenhum e- 0 desemparelhado BAIXO SPIN o > P ALTO SPIN o < P Fe(III) d5 t2g5eg0t2g3eg2 Teoria do Campo Cristalino 45 Co(III) d6 t2g6eg0t2g4eg2 FeCl3.6H2O = 5,9 B.M.; 5 e- 0 desemparelhados K3[Fe(CN)6] = 1,7 B.M.; 1 e- 0 desemparelhado K3[CoF6] = 4,9 B.M.;4 e- 0 desemparelhados [Co(NH3)6]Cl3 = 0; nenhum e- 0 desemparelhado [Ni(NH3)6]Cl2 = 2,8 B.M.; 2 e- 0 desemparelhados K2[Ni(CN)4] = 0; nenhum e- 0 desemparelhado BAIXO SPIN o > P ALTO SPIN o < P Teoria do Campo Cristalino 46 Teorema de Jahn-Teller Qualquer molécula não linear, num estado eletronicamente degenerado, deve sofre uma distorção que reduza a simetria, remova a degenerescência e diminua a energia. eg t2g eg t2gCampo Oh eg t2g Exemplo: [Cr(H2O)6]2+, d4, spin alto t2g 3eg 1. Teoria do Campo Cristalino 47 z eg t2g dxz, dyz dxy dz2 dx2-y2(b1g) (a1g) (eg) (b2g) Exemplo: [Cr(H2O)6]2+, d4, spin alto t2g 3eg 1. Teoria do Campo Cristalino 48 Exemplo: [Cr(H2O)6]2+, d4, spin alto t2g 3eg 1. eg t2g dxz, dyz dxy dz2 dx2-y2(b1g) (a1g) (eg) (b2g) z Teoria do Campo Cristalino 49 0 elétrons 1 elétron 2 elétrons 3 elétrons 4 elétrons 1 forma de preenchimento 2 formas de preenchimento há degenerescência 2 formas de preenchimento há degenerescência 1 forma de preenchimento 1 forma de preenchimento Quando há degenerescência eletrônica? níveis eg Teoria do Campo Cristalino 50 Quando há degenerescência eletrônica? Teoria do Campo Cristalino d1 d2 d3 d4 - A. S d8 d9 d10 d4 - B. S d5 - A. S d5 - B. S d6 - A. S d6 - B. S d7 - A. S d7 - B. S Tem Não Tem Tem Tem Tem Não Tem Tem Tem Não Tem Tem Tem Não Tem Tem Não Tem 51 E dxz, dyz dxy dz2 dx2-y2 Dados de cristalografia de raios X distâncias curtas (Å) distâncias longas (Å) [Cu(NH3)6]2+ 4 Cu-N 2,07 2 Cu-N 2,62 CuF6 4 Cu-F 1,93 2 Cu-F 2,27 Teoria do Campo Cristalino 52 E se houver degenerescência nos orbitais t2g? Estes orbitais estão situados entre os ligantes: a repulsão entre elétrons t2g e elétrons dos ligantes é relativamente pequena (p). O ganho de energia, no caso de haver distorção é muito pequeno – não há distorção pronunciada. F: efeito Jahn-Teller FORTE (orbitais eg ocupados de modo desigual) p: pequeno efeito Jahn-Teller (t2g ocupados de modo desigual) dn n = 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Spin alto p p - F - p p - F - Spin baixo p p - p p - F - F - Teoria do Campo Cristalino 53 Config. Ex. Spin alto Spin baixo t2g eg EECC t2g eg EECC d0 d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 d10 Ca2+ Sc2+ Ti2+ V2+ Cr2+ Mn2+ Fe2+ Co2+ Ni2+ Cu2+ Zn2+ 0 1 2 3 3 3 4 5 6 6 6 0 0 0 0 1 2 2 2 2 3 4 0 0,4o 0,8o 1,2o 0,6o 0 0,4o 0,8o 1,2o 0,6o 0 0 1 2 3 4 5 6 6 6 6 6 0 0 0 0 0 0 0 1 2 3 4 0 0,4o 0,8o 1,2o 1,6o 2,0 o 2,4o 1,8o 1,2o 0,6o 0 54 Entalpias de hidratação H2O = ligante de campo fraco, logo complexos são spin alto M2+ (g)+ 6 H2O(l) → [M(H2O)6]2+ (aq) Aplicações da TCC Este formato de curva é freqüentemente obtido quando se constrói gráfico de dada propriedade de íons de metais de transição Mn+ ao longo da série. - Ao longo da série, como varia raio do M2+? - Como varia a entalpia de hidratação com o raio do M2+? - Por que somente íons de configuração d0, d5 e d10 se comportam como esperado? Teoria do Campo Cristalino 55 Energias reticulares 1 2Q Q E k d Teoria do Campo Cristalino 56 Raios Iônicos Dependem do estado de spin do metal d4 Spin altoeg t2g eg t2g Baixo spind4 maior repulsão eg-L maior raio menor repulsão eg-L menor raio Spin alto Spin baixo Spin alto Spin baixo Teoria do Campo Cristalino 57 Problemas com a TCC Entretanto, devido à sua extrema simplicidade continua sendo muito aplicada em várias situações. SÉRIE ESPECTROQUÍMICA CO, CN- > phen > NO2 - > en > NH3 > NCS- > H2O > F- > RCO2 - > OH- > Cl- > Br- > I- Campo: forte intermediário fraco Ignora a covalência das ligações Se as interações M-L fossem apenas de natureza eletrostática, ligantes neutros, tais como o CO, não deveriam ser de campo mais forte do que os haletos, que são iônicos. E são! Teoria do Campo Cristalino 58 Teoria do Campo Ligante (TCL): a TCL resultou da combinação da TCC e da teoria dos orbitais moleculares (TOM) em uma teoria mais completa. z M orbital de fronteira do ligante L :L L ML-M * E Teoria do Campo Ligante 59 A aplicação da TOM no estudo da ligação química em complexos obedece aos mesmos princípios que às moléculas simples. Teoria dos Orbitais Moleculares TOM os orbitais de valência do elemento central - 5 (n-1)d, 3 np e 1 ns; Para se traçar o diagrama de orbitais moleculares e preencher os vários níveis, é preciso conhecer: as combinações lineares dos orbitais atômicos (ou moleculares) dos ligantes; o modo de interação entre os orbitais do elemento central e estas combinações lineares. Esta teoria é de mais difícil aplicação qualitativa que a TCC, mas bastante mais completa nos seus resultados. Teoria do Campo Ligante 60 Ligantes doadores H O H H N H H R P R R: : :: H: L ML-M * E Orbital de fronteira de L Orbital dz 2 de M Eixo da ligação Teoria do Campo Ligante 61 Ligantes doadores e Orbital de fronteira de L Orbital dxz de M Eixo da ligação L ML-M * E * Por exemplo: haletos, tiocianato. Teoria do Campo Ligante 62 Ligantes doadores e aceptores Por exemplo: CO, CN-, NO+. M NLO-C O-C dxz do M Ligação Ligação L ML-M * E * Teoria do Campo Ligante 63 Diagrama de OM para complexos Oh Para complexos Oh, os OM podem ser descritos, inicialmente, como resultado de um metal que aceita um par de elétrons de cada um dos 6 ligantes doadores . Em um ambiente Oh, os orbitais do metal são divididos por simetria em 4 conjuntos: Orbitais do metal Simetria Degenerescência s a1g 1 px, py, pz, t1u 3 dx2-y2, dz2 eg 2 dxy, dyz, dxz t2g 3 Teoria do Campo Ligante 64 Teoria do Campo Ligante 65 z y x z y x z y x z y x z y x z y x z y x z y x z y x s px pz py dz2 dx2-y2 dxz dxy dyz Orbitais de valência do metal: a1g, t1u, t2g e eg. Teoria do Campo Ligante 66 Combinações lineares de orbitais atômicos adaptados por simetria: Metal LigantesMetal Ligantes Metal Teoria do Campo Ligante 67 Em complexos octaédricos, os orbitais dx2-y2 e dz2 podem formar OM ligantes com os orbitais do ligante. Já os orbitais dxy, dxz e dyz não podem formar OM ligantes, pois não tem simetria adequada. Teoria do Campo Ligante 68 Interações ligante são possíveis com os orbitais s e p do metal, com um par de orbitais ligante interagindo com cada orbital p. Os seis ligantes doadores (orbitais p ou orbitais híbridos de mesma simetria) tem a mesma simetria dos orbitais 4s, 4px, 4py, 4pz, 3dx2-y2 e 3dz2 do metal. A combinação dos seis orbitais do ligante com os orbitais do metal formam seis orbitais ligante e seis orbitais anti- ligante com simetrias a1g, eg e t1u. Teoria do Campo Ligante 69 t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g eg* ag* t1u* Oct eg eg t1u a1g Os seis orbitais ligante são preenchidos com os seis pares de elétrons doados pelos ligantes. Os orbitais t2g (dxy, dxz e dyz ) do metal não tem simetria apropriada para interagir com os ligantes e são não- ligantes . Os elétrons do metal ocupam esses orbitais (t2g) e orbitais anti-ligante (eg*). Teoria do Campo Ligante 70 Os orbitais t2g (dxy, dxz e dyz ) do metal não tem simetria apropriada para interagir com os ligantes e são não-ligantes . Os elétrons do metal ocupam esses orbitais (t2g) e orbitais anti-ligante (eg*). Os orbitais de fronteira agora são t2g e eg*. Ligantes que são bons doadores devem causar uma maior sobreposição dos orbitais do metal e dos ligantes – eg* maior energia, maior o. Teoria do Campo Ligante 71 Ligantes doadores - e - Ligantes como haletos (F-, Cl-) podem atuar como doadores e doadores . Os orbitais p do ligante tem a mesma simetria dos orbitais t2g do metal. dxz dyzdxy CLOA t2g t2g Teoria do Campo Ligante 72 As interações podem ser introduzidas no diagrama de OM t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g t2g* a1g Teoria do Campo Ligante 73 As interações podem ser introduzidas no diagrama de OM t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g t2g* a1g t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g eg* ag* t1u* Oct eg eg t1u a1g Teoria do Campo Ligante 74 Um íon cloreto, por exemplo, irá doar um total de 9 pares de elétrons ao metal: 6 pares de elétrons através das ligações e 3 pares através de ligações . t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g t2g* a1g Os 3 pares doados através das ligações serão acomodados nos orbitais t2g ligantes. Os elétrons do metal passam a ocupar os orbitais t2g*, que possuem maior energia que àqueles t2g não ligantes quando existem apenas ligações . Como os orbitais t2g* possuem maior energia, o valor de o é menor para ligantes doadores . Isso explica porque ligantes doadores como os haletos, por exemplo, são ligantes de campo fraco na série espectroquímica. Teoria do Campo Ligante 75 Ligantes aceptores como o CO, por exemplo, possuem orbitais * vazios que podem aceitar pares de elétrons do metal. No CO, os orbitais p* (LUMO) possuem a mesma simetria t2g dos orbitais d do metal. Ligantes aceptores Teoria do Campo Ligante 76 t2g a1g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g* t2g t2g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g t2g* a1g Teoria do Campo Cristalino 77 t2g a1g a1g t1u eg t1u a1g t2g t1u eg eg* Oct eg t2g* t2g Dos 12 OM * vazios do CO, 3 apresentam simetria apropriada para se combinarem com os orbitais t2g do metal, formando 3 OM t2g e 3 OM t2g*. Os orbitais t2g , de menor energia, são formados principalmente pelos orbitais do metal. Como os orbitais * do ligante estavam vazios, os “elétrons d do metal” ocupam os orbitais t2g de menor energia. Dessa forma, o valor de o é maior quando se leva em consideração a ligação , comparado ao àquele considerando-se apenas ligações . Isso explica por que o CO, apesar de neutro, é um ligante de campo forte. Teoria do Campo Ligante 78 t2g t2g t2g t2g t2g* t2g* eg* eg* eg* t2g ligante aceptor ligante doador ligante doador Teoria do Campo Ligante 79 [Fe(H2O)6]3+ [Co(H2O)6]2+ [Ni(H2O)6]2+ [Cu(H2O)6]2+ [Zn(H2O)6]2+ 80 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 81 ~ 780 nm ~ 400 nm~ 80% da radiação que chega à terra! ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 COR Cor: Luz vs Pigmento 83 LUZES COLORIDAS PRIMÁRIAS (OU GERATRIZES) verde: primáriaazul: primária vermelho: primária magenta: secundária ciano: secundária amarelo: secundária Síntese aditiva: luz branca COR 84 PIGMENTOS – SÍNTESE SUBTRATIVA Substância que, conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. COR Luzes coloridas 85 COR Se uma amostra absorve todos os comprimentos de onda da luz visível, nenhuma luz chega até os nossos olhos vinda da amostra. A amostra nos parece negra. Quando uma amostra absorve luz, a cor que se vê é a soma das cores que não foram absorvidas e chegam até os nossos olhos. Se uma amostra não absorve luz visível, ela é branca Preto e branco 86 COR Absorção e reflexão 87 COR Série espectroquímica dos ligantes: (a) CN– > (b) NO2 – > (c) phen > (d) en > (e) NH3 > (f) gly > (g) H2O > (h) ox2– > (i) CO3 2– [Co(CN)6]3– [Co(NO2)6]3– [Co(phen)3]3+ [Co(en)3]3+ [Co(NH3)6]3+ [Co(gly)3] [Co(H2O)6]3+ [Co(ox)3]3– [Co(CO3)3]3– Série Espectroquímica 88 Espectro Eletrônico Espectro Eletrônico (de Absorção no UV-Vis-NIR) 89 Espectro Eletrônico Espectro Eletrônico (de Absorção no UV-Vis-NIR) Como medir um espectro eletrônico? 90 Espectro Eletrônico Espectro Eletrônico (de Absorção no UV-Vis-NIR) 91 Espectro Eletrônico - Número de bandas? - Intensidade das bandas? - Diferenças entre os dois espectros? eg t2g h Como explicar estes espectros? Espectrofotômetros medem densidade óptica d = log10 I0 /I I0 = intensidade da luz incidente I = intensidade da luz transmitida Cada composto possui um coeficiente de absorção molar: e = d/C l C = concentração da amostra (mol/L) l = caminho percorrido (cm) 92 Espectro Eletrônico Visão simplista: esse modelo não leva em consideração as interações e- / e- Funções de onda e os valores das energias dos estados eletrônicos de sistemas contendo 1 elétron (H, ou o íon He+)podem ser calculados com exatidão. Estas funções de onda de um elétron são chamadas de orbitais. A este elétron estão associados 4 números quânticos: Azimutal (ou do momento angular orbital) (l) Principal (n) Magnético orbital (ml) 2l+1 l = 0, 1, 2, 3… s p d f… De spin (s). Componente z do spin, ms: 2s+1 valores = +1/2 () ou –1/2 (). 93 Espectro Eletrônico Sistemas multieletrônicos são mais complexos O conjunto dos 4 números quânticos descritos para o e- individual não tem significado físico. Acoplamento spin-spin (s-s) Acoplamento spin-orbita (s-l) Acoplamento orbita-orbita (l-l) Modificam as energias dos sistemas Um átomo existe num certo estado com energia definida e pode ser excitado para outros estados. Estes estados resultam da combinação das interações magnéticas e eletrostáticas envolvendo todos os elétrons e núcleo do átomo. 94 Espectro Eletrônico Os estados podem ser descritos pelo uso de números quânticos que, coletivamente, incluem todos os elétrons presentes no átomo. Números quânticos de momento angular total: L, ML, S, MS, J e MJ análogos aos números quânticos de momento angular orbital e momento angular de spin de e- individuais (l, ml, s, ms, j e mj). São os diferentes conjuntos de números quânticos de momento angular total (L, S, J e MJ) que caracterizam o estado do átomo nos diferentes níveis de aproximação. A interpretação dos espectros eletrônicos requer que se conheçam os níveis fundamentais e excitados. 95 Espectro Eletrônico 96Espectro Eletrônico Números quânticos de spin S obtidos acoplando-se os números quânticos de spin dos elétrons individuais (isto é, adicionando-os vetorialmente) de acordo com: S = (s1 + s2), (s1 + s2 - 1), ... │(s1 – s2)│ Possíveis valores de S das seguintes configurações são: d2: S = 1, 0 ( ) d3: S = 3/2, 1/2 ( , ) d4: S = 2, 1, 0 (, , ) Acoplamento Spin-Spin 97 Espectro Eletrônico Para dois elétrons de momento angular l1 e l2, os momentos angulares totais permitidos L são obtidos adicionando-se l1 e l2 vetorialmente: L = (l1 + l2), (l1 + l2 –1), ... │(l1 – l2)│ Configuração p2, l1 = l2 = 1 Acoplamento Orbita-Orbita Logo L = 2, 1, 0 s l = 0 p l = 1 d l = 2 f l = 3 ml = -l , l+1, 0, l-1, l 98 Os valores de S e L para uma determinada configuração eletrônica também podem ser obtidos através da determinação dos diferentes microestados: Configuração p2: C= (no × ne)! ne![ne(no-1)]! nº orbitais nº elétrons nº microestados C= (3 × 2)! 2![2 × (3-1)]! =15 2S+1 L J 44 Termos Espectroscópicos – np2 (1D2, 3P2,1,0, 1S0) ÁTOMOS MULTIELETRÔNICOS 1D2 microestados 3P2,1,0 1S0 orbital p C= (no x ne)! ne!(ne(no-1)! nº orbitais nº elétrons nº microestados 100 101 Espectro Eletrônico Os valores de S e L para uma determinada configuração eletrônica também podem ser obtidos através da determinação dos diferentes microestados: Configuração p2: Logo: L = 2, 1, 0 S = 0, 1 ML = ml Ms = ms (1+, 0+) (0+, -1+) (1+, -1+) (1+, 0–) (0+, -1–) (1+, -1–) (1+, 1–) (0+, 0–) (-1+, -1–) Princípio da exclusão de Pauling: dois elétrons no mesmo microestado não podem ter os mesmos números quânticos. 102 Espectro Eletrônico 103 Espectro Eletrônico Termos Espectroscópicos Conjunto de funções de ondas de vários elétrons (microestados) com mesma energia, quando não se leva em conta o acoplamento spin-órbita. São representado por 2S+1L, sendo 2S+1 a multiplicidade do termo. Termos com valores diferentes de L têm diferentes energias. O termo compreende (2L+1)(2S+1) funções de ondas (microestados). L = 0 S L = 1 P L = 2 D L = 3 F L = 4 G Para uma configuração p2, os termos para o íon livre são 3P (L = 1, S = 1), 1D (L = 2, S = 0) e 1S (L = 0, S = 0). 104 Espectro Eletrônico As energias dos termos podem ser calculadas, de modo a ordená-los. Não há regras para se determinar as energias absolutas ou relativas destes termos. Regras simples permitem determinar qual é o termo fundamental (de menor energia) dos sistemas para os quais o acoplamento de Russell-Saunders é dominante - REGRAS DE HUND. 1) O termo fundamental de uma configuração é o que tem a degenerescência de spin máxima (isto é o maior valor de 2S+1). Energias dos Termos 2) Se há ambigüidade após a aplicação da regra acima, o termo de degenerescência orbital máxima (com maior L) tem menor energia. Resumindo: máximo S e então, máximo L. 105 Espectro Eletrônico As regras de Hund nos dizem que o 3F (tripleto F) é o termo fundamental da configuração d2: Smax = 1 e Lmax = 3 ml = 2 1 0 -1 -2 Configuração Ex. ml L S Termo 2 1 0 -1 -2 d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 Ti3+ V3+ Cr3+ Cr2+ Mn2+ Fe2+ Co2+ Ni2+ Cu2+ 2 3 3 2 0 2 3 3 2 1/2 1 3/2 2 5/2 2 3/2 1 1/2 2D 3F 4F 5D 6S 5D 4F 3F 2D Termos de menor energia para configurações dn: 106 Espectro Eletrônico (7 x 3 = 21) (5 x 1 = 5) (3 x 3 = 9) (1 x 1 = 1) (9 x 1 = 9) TERMOS (reconhece-se que os movimentos dos elétrons são acoplados - interações eletrostáticas) Elétrons individuais que se ignoram d2 Há 45 microestados 107 Espectro Eletrônico Parâmetros de Racah Termos diferentes de uma configuração têm energias diferentes (devido às repulsões inter-eletrônicas). Estas energias de repulsão são dadas por integrais complicadas. Para uma dada configuração, estas integrais podem ser agrupadas em 3 combinações específicas, onde a energia de repulsão de qualquer termo pode ser expressa em termos das somas destas três quantidades. São os parâmetros de Racah: A, B, C. 108 Espectro Eletrônico São usados como quantidades empíricas e podem ser obtidas dos espectros. Por exemplo, para uma configuração d2, os termos são: 3F, 3P, 1G, 1D, 1S. As energias destes termos são dadas por (cálculos): E (1S) = A + 14B + 7C E (1G) = A + 4B + 2C E (1D) = A – 3B + 2C E (3P) = A + 7B E (3F) = A – 8B O parâmetro de Racah B é uma medida das repulsões inter-eletrônicas (elétrons d do átomo ou íon). Diferenças de energia entre termos de mesma multiplicidade são expressos em múltiplos de B. 109 Espectro Eletrônico O parâmetro de Racah B é uma medida das repulsões inter-eletrônicas (elétrons d do átomo ou íon). As repulsões inter-eletrônicas são menores nos complexos que nos íons metálicos (estado gasoso) – os ligantes são capazes de expandir a nuvem eletrônica, uns mais que os outros. Efeito Nefelauxético = B (complexo)/B (íon livre) Quanto menor o valor de , maior a deslocalização da nuvem eletrônica (isto é menor a repulsão entre os elétrons do metal) – mais mole é o ligante. Série nefelauxética dos ligantes: F- > H2O > NH3 > CN-> Br- > I- Ao efeito da deslocalização da nuvem eletrônica dá-se o nome de efeito nefelauxético. 110 Espectro Eletrônico Ligantes de campo fraco: a perturbação devido ao campo dos ligantes é muito fraca comparada com as repulsões inter-eletrônicas. Determinam-se os termos da configuração e analisa-se como estes termos se desdobram sob o efeito do campo (Oh, Td, etc). Efeito dos Ligantes no acoplamento LS Ligantes de campo forte: O efeito do campo dos ligantes é mais importante do que as repulsões intereletrônicas. Considera-se o efeito do campo na configuração e depois adicionam-se os efeitos devido às repulsões eletrônicas. 111 Espectro Eletrônico Correlação dos termos para elétrons d num campo Oh Termo do íon livre Termos nos campos cúbicos (Td e Oh) S P D F G A1(g) T1(g) E(g) + T2(g) A2(g) + T1(g) + T2(g) A1(g)+ E(g) + T1(g) + T2(g) Desdobramento dos termos S, P, D e F: como os orbitais s, p, d e f 112 Espectro Eletrônico Como se desdobra o termo 2D da configuração d1? 2D 2T2g + 2Eg O termo triplamente degenerado (associado à configuração t2g 1eg 0) é o de menor energia h 113 Espectro Eletrônico Como se desdobra o termo 2D da configuração d9? Qual é o de menor energia? h t2g 6 eg 3 Estado fundamental t2g 5 eg 4 2 modos de representar 3 modos de representar 2T2g 2Eg 2D 2D 2T2g + 2Eg Estado excitado 114 Espectro Eletrônico Como se desdobra o termo 5D das configurações d4 e d6 spin alto? h Estado fundamental Estado excitado d4 hd6 5T2g 5Eg 5D 5T2g 5Eg d6 d4 115 Espectro Eletrônico Quando a absorção de luz leva a uma transição eletrônica entre orbitais localizados predominantemente sobre o metal, será observada uma banda de transição d–d. A excitação de um elétron de um orbital localizado essencialmente sobre o M para um orbital localizado essencialmente sobre o L TCML. Transições do campo ligante (d-d) Transições de transferência de carga A excitação de um elétron de um orbital localizado essencialmente sobre o L para um orbital localizado essencialmente sobre o M TCLM. Transições intra-ligante São transições eletrônicas que ocorrem entre orbitais dos ligantes. 116 Espectro Eletrônico Proibidas por spin: transições envolvendo mudança no número de elétrons desemparelhados são proibidas. Proibidas por orbital (regras de Laporte): transições envolvendo redistribuição de elétrons numa mesma camada quântica são proibidas. Regras de Seleção Transições devem envolver apenas um elétron e para serem permitidas, L = 1. Em outras palavras,para que elas ocorram, S = 0. Por exemplo, transições dd, pp são proibidas e transições sp, pd são permitidas. Além disto, transições do tipo gg e uu são proibidas por paridade. 117 Espectro Eletrônico Se estas regras fossem obedecidas, não seriam observados espectros eletrônicos de complexos de metais de transição! Regra de seleção de spin: é relaxada através do acoplamento spin-órbita. Quanto maior J, mais intensas são as bandas. Regra de Laporte: complexos com centro de simetria (Oh): ocorre mistura das partes vibracional (vibrações antissimétricas) e eletrônica das funções de ondas dos elétrons (que são g) — acoplamento vibrônico. Se o complexo não tem i (Td): a mistura parcial entre orbitais d e p permite a ocorrência de transições entre estados com diferentes quantidades de caráter u. Relaxação das regras de seleção Isto é bastante eficiente, por isto as bandas de absorção de complexos tetraédricos são ~ 102 mais intensas que as de complexos octaédricos. 118 Espectro Eletrônico Intensidades das Bandas de absorção São proporcionais à probabilidade das transições ocorrerem. Tipo de transição Exemplo e típico Proibida por spin e Laporte Permitida por spin, proibida por Laporte Permitida por spin, e parcialmente por Laporte (mistura d-p) Permitida por spin e Laporte (Transferência de Carga - TC) [Mn(OH2)6]2+ [Ti(OH2)6]3+ [CoCl4]2- [TiCl6]2- 0,1 10 5x102 104 119 Espectro Eletrônico Espectros de metais da primeira série de transição [Ti(H2O)6]3+: duas bandas de intensidades muito próximas no visível. 2T2g 2Eg 2D 120 Espectro Eletrônico 121 Espectro Eletrônico Diagramas de Tanabe-Sugano A energia do termo fundamental é fixada em zero, isto é, este termo passa a ser o eixo horizontal do diagrama. A energia do termo fundamental é fixada em zero, isto é, este termo passa a ser o eixo horizontal do diagrama. No eixo horizontal, o aumento da força do campo dos ligantes passa a ser dado em termos de 10Dq/B (B = parâmetro de Racah da repulsão inter- eletrônica). No eixo vertical, a energia nos níveis em termos de E/B. Os níveis de energia foram calculados, levando-se em consideração os parâmetros de Racah B e C. 122 Espectro Eletrônico 17.800 e 25.700 cm-1 Esperam-se 3 bandas: 3T2g ← 3T1g 3A2g ←3T1g 3T1g(P)← 3T1g. [V(H2O)6]3+ (d2) 123 125 126 127 128 129 130 131 Espectro Eletrônico 132 Espectro Eletrônico Transferência de Carga [CrCl(H2O)5]2+ (d3)