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TEORIA E PRÁTICA EM 
SOCIOLOGIA CLÁSSICA 
AULA 02 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Dr. Rafael Pons Reis 
 
 
CONVERSA INICIAL 
 
O objetivo do presente texto consiste em apresentar brevemente os 
conteúdos da segunda vídeo-aula ministrada pela Professora Maria Izabel 
Machado, da disciplina de Teoria e Prática em Sociologia Clássica. Para tanto, 
na primeira seção veremos a institucionalização da Sociologia, 
especificamente, a emergência e o desenvolvimento do estudo sistemático da 
sociedade a partir da construção do objeto de estudo nas ciências humanas. 
Na seção seguinte, delinearemos as principais contribuições de August Comte 
para o desenvolvimento da sociologia como uma ciência da sociedade, e da 
concepção positivista que propõe a construção de critérios rígidos para a 
produção do conhecimento científico. Na terceira seção explanaremos 
brevemente o pensamento de Émile Durkheim, considerado mundialmente 
como o principal fundador da ciência social moderna e pai da sociologia, 
elucidando o significado de fato social e o papel das instituições na 
socialização dos indivíduos em sociedade. E, por fim, na última seção, 
abordaremos a visão de Durkheim sobre a sociedade e o meio social, dando 
destaque para importantes conceitos como: sociedades tradicionais e 
sociedades modernas, anomia, solidariedade orgânica e solidariedade 
mecânica. 
Bons estudos! 
 
 
TEMA 1 – A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA SOCIOLOGIA: SEU CAMPO DE 
ATUAÇÃO 
 
 Conforme vimos na aula passada, o estudo sistemático da sociedade 
emergiu na Europa como um produto de duas grandes revoluções, a 
Revolução Industrial e a Revolução Francesa. O nascimento da sociologia 
consistia, em grande medida, em uma resposta intelectual em face das 
constribuições dos iluministas que, sob um olhar científico e racional, 
procuravam buscar novas explicações para um novo contexto social que 
emergia com a urbanização das cidades. 
 Em outras palvras, e emergência e o desenvolvimento dos primeiros 
estudos da sociologia vieram com o objetivo de encontrar soluções para os 
 
 
3 
novos problemas que iam aparecendo. Conforme aponta Martins (2006), a 
miséria, a pobreza, a criminalidade, violência e o desemprego eram vistos 
como fruto das mudanças que estavam ocorrendo nas sociedades decorrentes 
do progresso. 
O avanço do saber técnico e a eficácia dos novos conhecimentos 
inaugurados pela ciência moderna, permitiram a ocorrência de um conjunto de 
inovações e realizações, por exemplo, nos campos da física, da química e da 
biologia. Neste sentido, conforme aponta Paixão, “os pensadores das ciências 
humanas ficaram como que fascinados com os resultados e os avanços dessas 
ciências naturais” (2012, p. 46). Vai ser neste contexto que os pensadores da 
realidade social, entusiasmados com o poder transformador da ciência, irão 
procurar defender o argumento de que a ciência talvez pudesse ser aplicada 
para restabelecer a ordem na sociedade (Martins, 2006). 
Nesse momento faz necessário estabelecermos a distinção entre 
ciências humanas e ciências naturais. Enquanto as primeiras são aquelas que 
têm o ser humano e as suas relações como objeto de estudo, tais como a 
sociologia, a psicologia, a geografia humana, a ciência política, as relações 
internacionais, dentre outras; as ciências naturais, por sua vez, são aquelas 
que têm como objeto de estudo a natureza, tais como a física, a biologia, a 
química (Minayo, 2000). Neste sentido, o quadro 1 abaixo apresenta algumas 
diferenças entre as duas ciências. 
 
Quadro 1 – Diferenças entre ciências humanas e ciências naturais 
Ciências humanas Ciências naturais 
Têm o ser humano e suas relações 
como objeto de estudo. 
O objeto de estudo é a natureza. 
Não existe a possibilidade de 
separação clara entre o objeto de 
estudo e o pesquisador. 
Existe a possibilidade da separação 
entre objeto de estudo e pesquisador. 
Sociologia, psicologia, geografia 
humana, história, linguística. 
Física, química, biologia, anatomia, 
fisiologia. 
 Fonte: Paixão (2012, p. 46) 
 
Um elemento que merece ser destacado em relação as diferenças entre 
ambas as ciências reside na complexidade do objeto das ciências humanas em 
 
 
4 
relação às ciências naturais. Por exemplo, um físico que pretenda estudar os 
fenômenos da natureza pode manipular o seu objeto de estudo no laboratório, 
de modo a repetir os métodos empregados a fim de encontrar os mesmos 
resultados no experimento, controlando, dessa forma, as condições de 
realização do experimento no laboratório. Nas ciências humanas, por sua vez, 
esse tipo de experimentação não pode ser realizado uma vez que as pessoas 
não se comportam sempre da mesma maneira. Neste sentido, conforme 
aponta Paixão, “(...) o comportamento humano é inconstante, resulta de 
particularidade, heranças sociais, e é motivado por desejos, paixões, ódio e 
uma série de fatores que não podem ser facilmente isolados e simplificados” 
(2012, p. 47). 
Dito de outra forma, em face da perspectiva multifacetada do objeto de 
estudo das ciências humanas, é mister frisar que a complexidade dessas 
ciências ocorre porque o seu objeto é também sujeito do conhecimento 
(Giddens, 2005; Minayou, 2000; Santos, 1995 apud Paixão, 2012, p.67). Um 
fenômeno social é muito mais complexo do que um experimento de laboratório, 
tendo em vista não ser possível reproduzir o dado fenômeno repetidas vezes a 
fim de encontrar o mesmo resultado, tal como ocorre nas ciências naturais. 
 
TEMA 2 – A OBRA DE AUGUST COMTE E O POSITIVISMO 
 
 Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798 – 1857), mais 
conhecido por Auguste Comte, foi um importante filósofo francês que formulou 
a doutrina do Positivismo, e é mundialmente conhecido por ter sido o primeiro 
pensador a sintetizar a necessidade de; construir uma ciência da sociedade: a 
Sociologia. Nascido na cidade de Montpellier, na França, em uma família 
católica e monarquista, Comte presenciou os primeiros anos do turbulento caos 
social do período pós-Revolução Francesa, em que pese as transformações 
que estavam em curso na sociedade francesa que emergia. Dentre suas 
principais obras destacamos: “Curso de filosofia positiva” (1830-1842); 
“Discurso sobre o espírito positivo” (1844); “Sistema de política positiva” (1851-
1854); e “Síntese subjetiva” (1856). 
 Influenciado pelas ciências naturais, Comte estabeleceu a primeira 
denominação da sociologia como física social, pelo fato de estar estreitamente 
relacionada com a maneira pela qual os primeiros sociólogos entendiam e 
 
 
5 
analisavam a sociedade. Por reconhecerem que a sociedade e os fenômenos 
naturais deveriam ser abordados da mesma forma, os primeiros sociólogos 
usavam o mesmo método usado pelas ciências naturais, criando, desta forma, 
uma maneira de conceber a ciências humanas: o positivismo. 
 Em linhas gerais, o positivismo consiste em uma doutrina filosófica, 
sociológica e política que surgiu na França no início do século XIX. Tendo 
como principais expoentes Auguste Comte e John Stuart Mill, esta escola de 
pensamento surgiu como produto do desenvolvimento sociológico do 
Iluminismo, da estagnação e decadência do modelo feudal que perdurou na 
Idade Média, e da emergência da sociedade industrial, processos esses 
desencadeados pela Revolução Francesa. 
 O lema do positivismo traduz-se na seguinte frase: “conhecer para 
prever, prever para prover”. Isso significa dizer que a concepção positivista 
propõe a construção de critérios rígidos para a produção do conhecimento 
científico, exigindo que ela se fundasse na observação dos fatos. Neste 
sentido, a partir da observação seria possível desvendar as leis gerais e os 
fenômenos mais amplos que permitiriam compreender o funcionamento das 
sociedades e, desta forma, ser capaz de prever o estado futuro. Conforme 
aponta Paixão, “da mesma forma que o químico poderia prever como se 
dariam as reaçõesentre elementos químicos depois de descobrir as leis de 
funcionamento dessas reações, o sociólogo seria capaz também de identificar 
leis invariáveis de funcionamento da coletividade e prever os acontecimentos 
com base no entendimento dessas leis” (2012, p. 49). No quadro 2 abaixo 
podemos ver resumidamente os principais elementos do positivismo. 
 
Quadro 2: Aspectos gerais do positivismo 
Positivismo 
Postula que a ciência deve se fundar na observação, na comparação e na 
classificação. 
A ciência deve procurar leis gerais de validade universal. 
Postula a separação rígida entre pesquisador e objeto de estudo. 
Defende a possibilidade de previsão de estados futuros. 
Busca a normatização e a ordenação daquilo que estuda. 
Tudo aquilo que foge das “leis gerais” pode ser considerado patológico. 
Fonte: Paixão (2012, p. 50) 
 
 
6 
 
Em sua obra Curso de filosofia positiva, Comte apresenta a teoria dos 
três estágios pelos quais passaria o conhecimento humano até o seu pleno 
desenvolvimento, a saber, o teleológico, o metafísico e o empírico (ou positivo). 
No estágio teleológico, os pensamentos humanos seriam direcionados pela fé 
e pelas crenças, momento em que a sociedade surge como produto da vontade 
divina. No segundo estágio, o elemento divino é substituído pelas causas 
naturais, no sentido de que as explicações sobrenaturais dariam lugar às 
causas naturais como explicação dos fenômenos. E, no último estágio, a 
ciência seria a responsável em oferecer explicações inteligíveis sobre o mundo 
bem como se constituiria em uma poderosa ferramenta de reforma para a 
sociedade. 
Em outras palavras, para Comte, é necessário que o homem passe por 
uma revolução mental, para que a sua forma de pensar seja alterada. Uma vez 
modificada a forma como o homem pensa, a sociedade e suas instituições 
seriam também reformadas. Nesse estágio, conforme assevera Paixão, “(...) 
haveria, assim, a produção de um consenso moral, conseguido mediante a 
razão e a ciência” (2012, p. 53). 
 
 
TEMA 3 – DURKHEIM E OS FATOS SOCIAIS 
 
 Nascido na cidade de Épinal, na França, em 1858, Émile Durkheim foi 
um sociólogo, filósofo, cientista político e antropólogo, usualmente citado como 
o principal fundador da ciência social moderna e pai da sociologia. Ao propor 
uma metodologia científica para a sociologia, buscou construir conceitos e 
modelos de análise que permitissem a abordagem da realidade social. Suas 
obras mais importantes são: “Da divisão do trabalho social” (1893); “As regras 
do método sociológico” (1894); “O suicídio” (1897); e “As formas elementares 
da vida religiosa” (1912). 
 Uma das questões centrais do pensamento de Durkheim é sobre a 
relação entre sociedade e indivíduos, em específico, em tentar responder a 
seguinte questão: a sociedade faz o indivíduo ou o indivíduo faz a sociedade? 
Para ele, “não é a sociedade que é formada pelos indivíduos, e sim o contrário: 
é a sociedade que forma os indivíduos” (Aron, 2003). Isso significa dizer que o 
 
 
7 
autor considerava que a sociedade prevalece sobre os indivíduos, isto é, é ela 
que os molda. 
 Na tentativa em delimitar o campo de estudo da sociologia, o autor 
questiona sobre qual seria o objeto de estudo que essa ciência irá estudar. A 
fim de responder essa pergunta, Durkheim começa pela definição do objeto de 
estudo da sociologia, qual seja, o fato social. Segundo o próprio autor, “os fatos 
sociais são maneiras de agir, de pensar, de sentir que se impõem aos 
indivíduos (Durkheim, 1960, apud Paixão, 2012, p. 57). 
 Durkheim nos ensina que os fatos sociais têm três características que 
permitem sua identificação na realidade: i) a coletividade; ii) a exterioridade; e 
iii) a coercitividade. A primeira consiste no argumento de que os fatos sociais 
são gerais porque são coletivos, ou seja, aparecem nas partes (indivíduo) 
porque estão no todo (sociedade). A segunda, os fatos sociais são exteriores 
porque existem fora das consciências individuais. Isso significa dizer que as 
regras e normas de conduta não são criadas por indivíduos isolados, mas sim 
pela coletividade, como resultado do produto da interação entre agrupamentos 
de indivíduos. E, por fim, os fatos sociais são coercitivos porque as normas e 
as condutas sociais são impositivas aos cidadãos. Um exemplo bastante 
ilustrativo neste contexto traduz-se na passagem apresentada por Paixão: “(...) 
ninguém é obrigado a falar o português culto, mas ignorar essa regra em 
determinados ambientes é inviável, não existe uma lei que obrigue as pessoas 
a falar o português correto, mas, se as pessoas vão contra esse ‘fato’, a 
coercitividade se revela e faz sentir a sua força” (Abel, 1972, apud Paixão, 
2012, p. 58). 
Em linhas gerais, é possível afirmar que Durkheim estabeleceu o método 
(observação empírica) e o objeto de estudo (fatos sociais) da sociologia. Neste 
sentido, o autor procurou entender sobre como as instituições socializam os 
indivíduos que, por sua vez, reproduzem os fatos sociais de modo a fazer com 
que os indivíduos se adaptem ou não a uma dada sociedade. Para Durkheim, 
socializar significa “ensinar” a viver em sociedade, papel atribuído às 
instituições, como principais responsáveis na difusão dos códigos morais e 
regras de funcionamento da sociedade. Destacamos aqui o papel da família 
como a primeira instituição a nos ensinar sobre como viver em sociedade 
(socialização primária). Além da família, Durkheim aponta outras importantes 
 
 
8 
instituições responsáveis pela socialização, a saber, a escola, a igreja, o 
trabalho e o Estado. 
 
TEMA 4 – O OLHAR DE DURKHEIM SOBRE A SOCIEDADE 
 
Na obra “Da divisão do trabalho social”, Durkheim estabelece uma 
distinção entre sociedades tradicionais e sociedades modernas. Nas primeiras, 
os indivíduos apresentam pouca diferenciação entre si, o que faz com eles 
sejam muito parecidos uns com os outros. Conforme aponta Paixão, neste tipo 
de sociedade, “(...) numa tribo indígena, todos os homens sabem caçar, pescar 
e cultivar a terra. Da mesma maneira, todas as mulheres sabem cuidar dos 
filhos, têm a capacidade de realizar trabalhos em argila e preparar os 
alimentos” (2012, p. 62). 
As sociedades modernas, por sua vez, apresentam uma grande 
diferenciação entre os indivíduos e uma elevada especialização do trabalho. 
Podemos encontrar estas características em nossa sociedade, tendo em vista 
o elevado número de profissões existentes bem como as diversas 
especializadas de conhecimento. 
Importante destacarmos aqui o entendimento de Durkheim sobre o meio 
social, que é produzido por um processo de cooperação entre os indivíduos 
chamado de divisão do trabalho social. Isso significa dizer que o tipo de divisão 
do trabalho que predomina em uma dada sociedade e em determinada época, 
influenciará o tipo de cooperação entre os indivíduos. Em sociedades 
tradicionais, que existe pouca divisão do trabalho (os indivíduos são pouco 
diferenciados entre si), prevalece a solidariedade mecânica. Em sociedade que 
apresentam grande divisão do trabalho, por sua vez, prevalece a solidariedade 
orgânica (os indivíduos são muito diferentes entre si). No quadro 3 a seguir 
podemos verificar de forma resumida algumas diferenciações entre ambas as 
sociedades. 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Quadro 3: Diferenças entre sociedades tradicionais e sociedades modernas 
Sociedades tradicionais Sociedades modernas 
Solidariedade mecânica Solidariedade orgânica 
Pouca divisão do trabalho. 
Pouca especialização. 
A consciência coletiva é forte. 
Baixa densidade populacional. 
Indivíduos são muito “semelhantes”. 
Muita divisão do trabalho. 
Muita especialização. 
A consciência coletiva é mais fraca. 
Alta densidade populacional. 
Os indivíduos são mais diferenciados. 
Fonte: Paixão (2012, p. 64) 
 
Durkheim aponta alguns riscos trazidos pelas sociedades modernas, tais 
como: o enfraquecimento dos laçosde proteção social; o individualismo, surge 
como uma ameaça à ordem social, em que o indivíduo não sente mais 
pertencente ao grupo; a anomia, consiste em uma situação de ausência de 
regras, isto é, seria como não existisse apenas uma regra para todos, mas sim 
várias regras para vários indivíduos diferenciados; e a autodestruição. 
 
 
SÍNTESE 
 
 A partir do modo como surgiu a sociologia e do seu desenvolvimento, a 
literatura especializada defende o argumento de que se trata de uma ciência 
tipicamente capitalista. Isso significa dizer que é na sociedade capitalista que a 
ciência social encontrou terreno fértil para se constituir como disciplina 
acadêmica. Desse modo, os fenômenos decorrentes do processo de 
industrialização cada vez mais vêm impondo a necessidade de pensar em 
soluções em face das consequências do desenvolvimento e da modernidade. 
 Neste contexto, o nascimento da sociologia na sociedade capitalista 
europeia trouxe, em seu bojo, o entendimento de que a ciência talvez pudesse 
“resolver” os problemas trazidos pela industrialização, urbanização e pela 
proletarização. Vai ser com Auguste Comte que a sociologia ganhará o caráter 
de ciência positiva, na medida que, para ele, a sociedade francesa era um 
caos, e por isso, o autor propunha para a sociologia um grau de positividade 
muito parecido com o das ciências naturais. 
 
 
10 
 Ainda que a sociologia tenha nascido com Comte, será com Durkheim 
que a disciplina ganhará notoriedade enquanto ciência. Assim sendo, este 
autor desenvolve conceitos e modelos teóricos de análise importantes, tais 
como o fato social e suas características (coercitividade, exterioridade e 
coletividade), e os conceitos de anomia social e de solidariedade orgânica e 
mecânica. 
 
 
FINALIZANDO 
 
Ao longo do presente texto foi possível apresentar alguns importantes 
conceitos e pressupostos que contribuíram para o desenvolvimento e a 
evolução da ciência sociológica. Vimos na primeira seção a institucionalização 
da sociologia, em que apresentamos a emergência e evolução do estudo 
sistemático da sociedade, momento em que trouxemos algumas diferenças 
entre as ciências humanas e as ciências naturais. 
Na seção seguinte delineamos brevemente a obra de August Comte, 
célebre pensador francês, considerado o primeiro a sintetizar a necessidade de 
se construir uma ciência da sociedade. Igualmente importante, o autor é 
mundialmente conhecido por ter formulado a doutrina do Positivismo. Na 
terceira seção vimos as principais contribuições de Émile Durkheim em relação 
ao desenvolvimento de uma metodologia científica para a sociologia, momento 
em que buscou construir conceitos e modelos de análise que permitissem a 
abordagem da realidade social. Neste sentido, foram destacados os conceitos 
de fato social, bem como suas particularidades (coletividade, exterioridade e 
coercitividade). E, na última seção, estudamos o olhar de Durkheim sobre a 
sociedade, destacando os conceitos de sociedade primitivas e sociedades 
modernas, o tema da divisão do trabalho social, as respectivas solidariedade 
orgânica e mecânica, e os apontamentos sobre alguns riscos trazidos pelas 
sociedade modernas, tais como o individualismo, a anomia, e a autodestruição. 
 
 
 
 
 
11 
REFERÊNCIAS 
 
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: M. Fontes, 2003. 
(Coleção Tópicos). 
MARTINS, C. B. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006 (Coleção 
Primeiros Passos, v. 57). 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 
São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 2000. 
PAIXÃO, Alessandro E. Sociologia Geral. Curitiba: Editora Intersaberes, 2012.

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