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123AT LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II UNIDADE 06 Arte e Literatura Contemporânea Lygia Clark, Bicho O início do período chamado Pós-Moderno ou Contemporâneo se dá após o fim da Segunda Guerra Mundial e se estende até os dias de hoje. A partir de 1945, toda a nova reconfiguração geopolítica mobiliza a arte e a literatura na busca por abrir novos horizontes. Naturalmente, o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa também exercerão um papel fundamental nesse período cujos desdobramentos ainda se fazem e se farão sentir em nosso próprio tempo. 1. CONTEXTO HISTÓRICO Durante o período de 1930-45, tanto a litera- tura quanto as artes plásticas no Brasil foram es- sencialmente ideológicas, voltadas para a discus- são dos problemas brasileiros. Em 1945, terminou a Segunda Guerra Mundial e, no Brasil, a ditadura Vargas. O mundo passou a viver o período da Guerra Fria, e o Brasil passou por um período democrático e desenvolvimentista, que chegaria à euforia no governo de Jucelino Kubitschek (1956-61). Menos exigidos social e politicamente, os artistas empreendiam uma pesquisa estética em busca de novas formas de expressão. Nas artes plásticas, por exemplo, a pintura figurativa passou a dividir espaço com a pintura abstrata. Na literatura, ao lado de obras que mantinham certa preocupação social e davam continuidade até ao regionalismo, começaram a se destacar produções literárias em que a grande novidade era a pesquisa em torno da própria linguagem literária. As bombas de Hiroshima e Nagasaki provocaram profundas transformações na sociedade mundial 125124 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II A poesia de 45 trouxe ao cenário das discussões literárias a preocupação metalinguística, afastando- se, portanto, da concepção de que a poesia era um veículo para a difusão de determinadas ideologias, como a geração de 30 o fazia. O traço formalizante é, portanto, o que caracteriza essa geração de poetas. Alguns tenderam ao estilo culto e elevado, de feição neoparnasiana; outros caminharam na direção da busca de uma linguagem essencial, sintética, precisa, concreta e racional, dando continuidade a algumas experiências feitas nesse sentido por Drummond e Murilo Mendes. Panorama, a revista carioca em que foram divulgados os textos dessa geração, entre 1948 e 1953, anunciava: “Somos na realidade um novo estado poético, e muitos são os que buscam um novo caminho fora dos limites do modernismo”. Foram publicadas nessa revista produções de ATIVIDADES dezenas de novos poetas, entre eles Alphonsus de Guimaraens Filho, Péricles Eugênio da Silva Ramos, Geir Campos, José Paulo Paes, Paulo Bonfim e João Cabral de Melo Neto, o poeta de maior destaque dessa geração. Sob o ponto de vista da prosa, os escritores dessa geração retomam e aprofundam a sondagem psicoló- gica que já vinha sendo desenvolvida, especialmente por autores como Mário de Andrade e Graciliano Ra- mos. É o que se verifica, por exemplo, nos contos e ro- mances de Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles. Paralelamente, o regionalismo, fartamente ex- plorado pela geração de 30, também foi retomado e aprofundado, do ponto de vista da experiência com a linguagem. Nesse sentido, destaca-se a figura de Guimarães Rosa. O espaço urbano também é enfo- cado no plano literário. Seus principais representan- tes são Rubem Fonseca e Dalton Trevisan. Disponível em: www.institutoamilcardecastro.com.br. Acesso em: 2 ago. 2013. 1. (ENEM/2016) A escultura do artista constru- tivista Amílcar de Castro é representativa da arte contemporânea brasileira e tem o traço estrutural marcado por elementos como a) o corte e a dobra. b) a força e a visualidade. c) o adereço e a expressão. d) o rompimento e a inércia. e) a decomposição e a articulação. 2. CONCRETISMO A expressão “arte concreta” foi criada em 1930 pelo artista holandês Theo Van Doesburg (1883 – 1931). Na verdade, essa expressão não era usada para indicar um movimento estético oposto ao da arte abstrata. Ao contrário, serviu para designar a tendência artística que surgiu a partir do Abstracionismo. Para Van Doesburg não havia nada mais concreto em uma pintura do que os próprios elementos plásticos próprios a ela; isto é, linha, cor e superfície. O distanciamento entre a arte abstrata e a concreta é proposto pelo artista suíço Max Bill, que emprega a expressão “arte concreta” para designar uma arte construída objetivamente, a partir de um racionalismo severo e apoiando-se na física e na matemática. O grupo brasileiro que se ligou às propostas de Max Bill envolve Ivan Serpa, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Abraham Palatinik, Franz Weismann e Lygia Pape. Ivan Serpa; Formas (1951) 125124 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 3. ARQUITETURA MODERNA BRASILEIRA O rigor formal reivindicado pela arte e poesia concretas dialoga diretamente com os princípios da arquitetura moderna. Os novos materiais produzidos pelas indústrias, como o ferro, o vidro, o cimento e o alumínio, foram a principal contribuição para o nascimento da arquitetura moderna, pois permitiram a criação de novas formas arquitetônicas que, no período anterior à industrialização, só podiam ser imaginadas. No Brasil, uma das experiências mais revolucionárias da arquitetura moderna foi a construção de Brasí- lia. A cidade, como um todo, foi pla- nejada por Lúcio Costa e o projeto dos edifícios mais importantes cou- be a Oscar Niemeyer. É de Lúcio Costa o famoso plano da cidade concebida como a figura de um avião, em que um grande eixo central divide um eixo transversal em duas metades, uma ao norte e outra ao sul, como se fossem as asas de uma aeronave. Niemeyer, por sua vez, projetou o Palácio dos Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, a Catedral de Brasília, o Teatro Nacional, o Palácio da Alvorada e os edifícios que formam o conjunto da Praça dos Três Poderes: o Palácio do Planalto, o Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. Todos esses prédios encantam o observador pela leveza das linhas, pela largueza dos espaços que criam, tão incomum nas nossas grandes e antigas metrópoles. As construções abrem-se horizontalmente, integran- do-se à paisagem plana do cerrado. Já o uso abun- dante de vidros nos prédios realiza um dos ideais da arquitetura moderna, que é a integração entre os es- paços externos e internos. ARQUITETURA MODERNA CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS 1. 2. 3. 127126 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 3. (ENEM) Rompendo com as paredes retas e com a geometrização clássica acadêmica, os arquitetos modernistas desenvolveram seus projetos graças também a um momento de in- dustrialização e modernização do Brasil. Ob- servando a imagem apresentada, analisa-se que: a) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília com a intenção de impor a arquitetura sobre a na- tureza, seguindo os princípios da arquitetura moderna. b) o Palácio da Alvorada, em Brasília, na posição horizontal permite fazer uma integração do edifício com a paisagem do cerrado e o hori- zonte, um conceito de vanguarda para a arqui- tetura da época. c) Niemeyer projetou o Palácio da Alvorada com colunas de linhas quebradas e rígidas, com o propósito de unir as tendências recentes da ar- quitetura moderna, criando um novo estilo. d) os prédios de Brasília são elevados e sustenta- dos por colunas, deixando um espaço livre sob o edifício, com o objetivo de separar o ambiente externo do interno, trazendo harmonia à obra. e) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília com espaços amplos, colunas curvas, janelas lar- gas e grades de proteção, separando os jar- dins e praças da área útil do prédio.Brasília 50 anos. Veja. No 2 138, nov. 2009. (Foto: Reprodução/Enem) 2. (ENEM/2011) Utilizadas desde a Antiguidade, as colunas, elementos verticais de sustenta- ção, foram sofrendo modificações e incorpo- rando novos materiais com ampliação de pos- sibilidades. Ainda que as clássicas colunas gregas sejam retomadas, notáveis inovações são percebidas, por exemplo, nas obras de Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1907. No desenho de Niemeyer, das colunas do Palácio da Alvora- da, observa-se a) a presença de um capitel muito simples, refor- çando a sustentação. b) o traçado simples de amplas linhas curvas opostas, resultando em formas marcantes. c) a disposição simétrica das curvas, conferindo saliência e distorção à base. d) a oposição de curvas em concreto, configuran- do certo peso e rebuscamento. e) o excesso de linhas curvas, levando a um exa- gero na ornamentação. ATIVIDADES 127126 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 4. NEOCONCRETISMO O movimento Neoconcretista foi formado em 1959, no Rio de Janeiro, a partir de um grupo dissi- dente do movimento Concretista (que continuou suas experiências em São Paulo). O principal ponto de di- vergência entre o grupo se dava na ideia de fruição estética. Para os neoconcretistas, a experiência ar- tística ocorria de forma mais ampla na sensibilidade do público, significando que era necessário buscar formas de interação com o mesmo, enriquecendo sua fruição estética. Nesse sentido, a arte não se resume a um quadro na parede para ser visto, mas deve buscar outras formas de interação com o públi- co – e, por isso, a arte poderia se dar a partir de uma performance e não necessariamente demanda a existência de um objeto. É dentro dessa perspectiva que Hélio Oiticica cria os seus Penetráveis – projetos integrados ao ambiente de exposição das obras – e Lygia Clark desenvolve os seus Bichos – esculturas que exigem o toque. Hélio Oiticica, Tropicália. Hélio Oiticica, Parangolés. Lygia Clark, Bichos ATIVIDADES TEXTO A TEXTO B Metaesquema I Alguns artistas remobilizam as linguagens geo- métricas no sentido de permitir que o apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Nesta obra, como o próprio nome define: meta - di- mensão virtual de movimento, tempo e espaço; esquema - estruturas, os Metaesquemas são estruturas que parecem movimentar-se no es- paço. Esse trabalho mostra o deslocamento de figuras geométricas simples dentro de um cam- po limitado: a superfície do papel. A isso pode- mos somar a observação da precisão na divisão e no espaçamento entre as figuras, mostrando que, além de transgressor e muito radical, Oiti- cica também era um artista extremamente rigo- roso com a técnica. Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em: 02 maio 129128 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 4. (ENEM/2009) Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permi- tir que o apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Levando-se em consideração o texto e a obra Metaesquema I, reproduzidos acima, verifica-se que a) a obra confirma a visão do texto quanto à ideia de estruturas que parecem se movimentar, no campo limitado do papel, procurando envolver de maneira mais efetiva o olhar do observador. b) a falta de exatidão no espaçamento entre as figuras (retângulos) mostra a falta de rigor da técnica empregada, dando à obra um estilo apenas decorativo. c) Metaesquema I é uma obra criada pelo artista para alegrar o dia a dia, ou seja, de caráter utilitário. d) a obra representa a realidade visível, ou seja, espelha o mundo de forma concreta. e) a visão da representação das figuras geomé- tricas é rígida, propondo uma arte figurativa. CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966. 5. (ENEM/2014) O objeto escultórico produzido por Lygia Clark, representante do Neoconcre- tismo, exemplifica o início de uma vertente im- portante na arte contemporânea, que amplia as funções da arte. Tendo como referência a obra Bicho de bolso, identifica-se essa verten- te pelo(a) a) participação efetiva do espectador na obra, o que determina a proximidade entre arte e vida. b) percepção do uso de objetos cotidianos para a confecção da obra de arte, aproximando arte e realidade. c) reconhecimento do uso de técnicas artesanais na arte, o que determina a consolidação de va- lores culturais. d) reflexão sobre a captação artística de imagens com meios óticos, revelando o desenvolvimen- to de uma linguagem própria. e) entendimento sobre o uso de métodos de pro- dução em série para a confecção da obra de arte, o que atualiza as linguagens artísticas. Observe a obra "Objeto Cinético", de Abraham Palatnik, 1966. 6. (ENEM/2009) A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra "Objeto Cinético", do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética, a) é uma arte do espaço e da luz. b) muda com o tempo, pois produz movimento. c) capta e dissemina a luz em suas ondulações. d) é assim denominada, pois explora efeitos reti- nianos. e) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento. 5. POP ART A Pop-art consiste em uma expressão da arte contemporânea que emergiu entre a Inglaterra e os Estados Unidos desde meados dos anos de 1950. Hostil à tradição antinaturalista de estilos como o expressionismo abstrato, a Pop art trouxe, como afirma a crítica de arte Cacilda Ferreira da Costa, “uma outra forma de pensamento e um novo tipo de figuração que evocava o imaginário popular no cotidiano da classe média urbana”. Sob o ponto de vista técnico, a Pop art assimila um conjunto de técnicas próprias aos meios de comunicação de massa, como as das linguagens dos quadrinhos, dos cartazes, das revistas populares, design de produtos, entre outros. Já no que diz respeito ao campo temático, incorpora-se o conjunto de ícones da cultura de massa e da sociedade de consumo, tais como Elvis Presley, Marilyn Monroe, entre outros. 129128 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II ATIVIDADES LICHTENSTEIN, R. Garota com bola. Óleo sobre tela, 153 cm x 91,9 cm. Museu de Arte Moderna de nova York, 1961. Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 4 dez. 2018. 7. (ENEM/2021) A obra, da década de 1960, perten- ce ao movimento artístico Pop Art, explora a beleza e a sensualidade do corpo feminino em uma situação de divertimento. Historicamente, a sociedade inventou e continua reinventando o corpo como objeto de intervenções sociais, buscando atender aos valores e costumes de cada época. A produção desses preceitos, a erotização do corpo feminino tem sido cons- tituída pela a) realização de exercícios físicos sistemáticos e excessivos. b) utilização de medicamentos e produtos estéti- cos. c) educação do gesto, da vontade e do compor- tamento. d) construção de espaços para vivência de práti- cas corporais. e) promoção de novas experiências de movimen- to humano no lazer. 8. (ENEM/ 2012) As imagens representam, res- pectivamente, as obras Futebol, do artista plástico Nelson Leirner; e Superhomens, de Rubens Gerchman. São obras representativas de um movimento denominado Pop Art, que ecoou no Brasil na década de 1960, no qual ar- tistas se apropriaram de imagens da vida diá- ria e da cultura de massa, tornando-as objetos de arte. A partir de uma perspectiva ampliada e crítica sobre o esporte, interpretada como um elemento da cultura corporal de movimento, as imagens a) banalizam o esporte ao misturar o futebol e a pintura em um mesmo campo. b)deixam transparecer a preferência de ambos os artistas pelo futebol enquanto esporte. c) permitem refletir sobre como as artes visuais se apropriaram do futebol como uma tradição nacional. d) fazem uma reflexão crítica sobre o futebol e a violência como temas circulantes na socieda- de. e) destacam a importância do esporte como ativi- dade física de lazer para a sociedade. 131130 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 6. ARTE CONCEITUAL A arte conceitual consiste em uma corrente da arte contemporânea que emerge ao longo da década de 1960 e propõe que o conceito por trás do trabalho é mais importante do que a própria estética do objeto. Dentro dessa perspectiva, a arte conceitual leva às últimas consequências um determinado modelo de experimentação estética iniciado no dadaísmo de Marcel Duchamp. A circulação do termo arte conceitual se deu a partir de 1961, quando o filósofo e escritor americano Henry Flynt usou o termo para caracterizar uma das atividades do grupo Fluxus, que tinha por objetivo se opor à redução da arte aos valores burgueses e à mercantilização da arte em galerias. Dentro dessa perspectiva, a estética do objeto deixa de ser prioridade, cedendo à importância do conceito, isto é, à valorização das ideias e dos pensamentos em detrimento à sua representação física. ATIVIDADES LEIRNER, N. Tronco com cadeira (detalhe), 1964. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br. Acesso em: 27 jul. 2010. (Foto: Reprodução/Enem) Nessa estranha dignidade e nesse abandono, o objeto foi exaltado de maneira ilimitada e ganhou um significado que se pode considerar mágico. Daí sua “vida inquietante e absurda”. Tornou-se ídolo e, ao mesmo tempo, objeto de zombaria. Sua realidade intrínseca foi anulada. JAFFÉ, A. O simbolismo nas artes plásticas. In : JUNG, C. G. (org.). O homem e os seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. 9. (ENEM/2011) A relação observada entre a imagem e o texto apresentados permite o entendimento da intenção de um artista con- temporâneo. Neste caso, a obra apresenta ca- racterísticas a) funcionais e de sofisticação decorativa. b) futuristas e do abstrato geométrico. c) construtivistas e de estruturas modulares. d) abstracionistas e de releitura do objeto. e) figurativas e de representação do cotidiano. TEXTO I TEXTO II O termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias). Seu primeiro ready-made, de 1912, é uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho (Roda de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte. Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado) 10. (ENEM 2022) A instalação In absentia propõe um diálogo com o ready-made Roda de bici- cleta, demonstrando que a) as formas de criticar obras do passado se re- petem. b) a recorrência de temas marca a arte do final do século XX. c) as criações desmistificam os valores estéticos estabelecidos. d) o distanciamento temporal permite a transfor- mação dos referenciais estéticos. e) o objeto ausente sugere a degradação da for- ma superando o modelo artístico. 131130 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 7. PERFORMANCE Desde os anos de 1960, o termo performance passou a designar uma modalidade da arte contemporânea em que o corpo e as ações realizadas pelo artista se tornam elementos fundamentais da obra. Dentro dessa perspectiva, o corpo do artista se articula com muitas outras linguagens que, eventualmente, estão presentes na obra, como elementos do teatro, da dança, da música e das artes visuais. Outro aspecto a ser destacado é que, muitas vezes, o corpo do artista desenvolve relações de interação com os espectadores. ATIVIDADES Na exposição “A Artista Está Presente”, no MoMA, em Nova Iorque, a performer Marina Abramovic fez uma retrospectiva de sua carreira. No meio desta, protagonizou uma performance marcante. Em 2010, de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, num total de 736 horas, ela repetia a mesma postura. Sentada numa sala, recebia os visitantes, um a um, e trocava com cada um deles um longo olhar sem palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas recorrentes. ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013. 11. (ENEM/2015) O texto apresenta uma obra da artista Marina Abramovic, cuja performance se alinha a tendências contemporâneas e se ca- racteriza pela a) inovação de uma proposta de arte relacional que adentra um museu. b) abordagem educacional estabelecida na rela- ção da artista com o público. c) redistribuição do espaço do museu, que inte- gra diversas linguagens artísticas. d) negociação colaborativa de sentidos entre a artista e a pessoa com quem interage. e) aproximação entre artista e público, o que rompe com a elitização dessa forma de arte. NAZARETH, P. Mercado de Artes / Mercado de Bananas. Miami Art Basel, EUA, 2011. Disponível em: www.40forever.com.br Acesso em: 31 jul. 2012. (Foto: Reprodução) (Tradução da placa: “Não me esqueçam quando eu for um nome importante.”) 12. (ENEM/2013) A contemporaneidade identifica- da na performance/instalação do artista mi- neiro Paulo Nazareth reside principalmente na forma como ele a) resgata conhecidas referências do modernis- mo mineiro. b) utiliza técnicas e suportes tradicionais na cons- trução das formas. c) articula questões de identidade, território e có- digos de linguagens. d) imita o papel das celebridades no mundo con- temporâneo. e) camufla o aspecto plástico e a composição vi- sual de sua montagem. Marina Abramovic na performance A artista está presente (MoMa/2012) 133132 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 8. O GRAFITE O grafite consiste na realização de pinturas e de- senhos em paredes e muros públicos, não obstante, atualmente, ser uma forma já incorporada ao interior de algumas residências, dentre outros ambientes privados. Em certa medida, essa forma de produção estética pode ser pensada como uma forma de “ex- pressionismo” próprio à cultura popular urbana. Sob o ponto de vista formal, ele representa um retorno à figu- ração livre, permeada por reflexões sociais, políticas e identitárias. Já no que diz respeito à técnica, o grafite emprega um conjunto de materiais próprios à socie- dade moderna, como sprays, estêncil, entre outros. ATIVIDADES SPETO. Grafite. Museu Afro Brasil, 2009. Speto Paulo César Silva, mais conhecido como Speto, é um grafiteiro paulista envolvido com o skate e a música. O fortalecimento de sua arte ocorreu, em 1999, pela oportunidade de ver de perto as referências que trazia há tempos, ao passar por diversas cidades do Norte do Brasil em uma turnê com a banda O Rappa. Revista Zupi, n. 19, 2010 13. (ENEM/2017) O grafite do artista paulista Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela elementos da cultura brasileira reconhecidos a) Na influência da expressão abstrata. b) Na representação de lendas nacionais. c) Na inspiração das composições musicais. d) Nos traços marcados pela xilogravura nordestina. e) Nos usos característicos de grafismos dos skates. Quatro olhos, quatro mãos e duas cabeças formam a dupla de grafiteiros “Os gêmeos”. Eles cresceram pintando muros do bairro Cambuci, em São Paulo, e agora têm suas obras expostas na conceituada Deitch Gallery em Nova Iorque, prova de que o grafite feito no Brasil é apreciado por outras culturas. Muitos lugares abandonados e sem manutenção pelas prefeituras dascidades tornam-se mais agradáveis e humanos com os grafites pintados nos muros. Atualmente, insti- tuições públicas educativas recorrem ao grafite como forma de expressão artística, o que propi- cia a inclusão social de adolescentes carentes, demonstrando que o grafite é considerado uma categoria de arte aceita e reconhecida pelo cam- po da cultura e pela sociedade local e interna- cional. Disponível em: http://www.flickr.com. Acesso em: 10 set. 2008 (adaptado). 14. (ENEM/2009) No processo social de reconheci- mento de valores culturais, considera-se que a) grafite é o mesmo que pichação e suja a cida- de, sendo diferente da obra dos artistas. b) a população das grandes metrópoles depara- -se com muitos problemas sociais, como os grafites e as pichações. c) atualmente, a arte não pode ser usada para inclusão social, ao contrário do grafite. d) os grafiteiros podem conseguir projeção inter- nacional, demonstrando que a arte do grafite não tem fronteiras culturais. e) lugares abandonados e sem manutenção tor- nam-se ainda mais desagradáveis com a apli- cação do grafite. TEXTO I TEXTO II Só Deus pode me julgar Soldado da guerra a favor da justiça Igualdade por aqui é coisa fictícia Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo Mas tenta me imitar se olhando no espelho Preconceito sem conceito que apodrece a nação Filhos do descaso mesmo pós-abolição MV BILL. Declaração de guerra. Manaus: BMG, 2002 (fragmento). 15. (ENEM/2014) O trecho do rap e o grafite evi- denciam o papel social das manifestações ar- tísticas e provocam a a) consciência do público sobre as razões da de- sigualdade social. b) rejeição do público-alvo à situação representa- da nas obras. c) reflexão contra a indiferença nas relações so- ciais de forma contundente. d) ideia de que a igualdade é atingida por meio da violência. e) mobilização do público contra o preconceito racial em contextos diferentes. 133132 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 9. ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA HOJE: ALGUNS DESTAQUES Adriana Varejão As obras de Adriana Varejão são realizadas a partir de uma profunda reflexão sobre as marcas deixadas pelo processo colonial. Para tal, a artista realiza uma pesquisa da tradição estética brasileira do período, com referências à azulejaria, às linhas curvas e sinuosas próprias à nossa arquitetura barroca. Adriana Varejão, Azulejões (2000) Beatriz Milhazes Beatriz Milhazes, Meu limão (2000) Pintora, gravadora e ilustradora carioca, Beatriz Milhazes produz uma obra marcada pela matriz popular representados por rendas, bordados, alegorias arquitetônicas, elementos extraídos do artesanato popular e ícones da história da arte que são elevados, todos, ao mesmo status numa mistura que incorpora o processo construtivo, o espírito barroco e a sedução kitsch, compatibilizando o erudito e o popular, o sofisticado e o rústico. O destaque de suas obras fica na incorporação de uma abstração geométrica multicolorida que evoca o Carnaval por meio de colagens, justaposições e sobreposições. 135134 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II Ernesto Neto Rosana Paulino Artista paulista que vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco Rosana Paulino, Assentamento (2013) Vik Muniz Artista nascido em São Paulo, realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, Vik Muniz, Medusa Marinara (1997) Artista que trabalha na produção de instalações com tecido elástico costurado. Nesta obra em destaque, Ernesto Neto costurou objetos que parecem grandes sacos e os suspendeu no teto. O açafrão que colocou dentro deles estimula o sentido do olfato e as superfícies macias dão vontade de tocar a peça. principal a posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrentes do racismo e das marcas deixadas pela escravidão. temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com frequência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. 135134 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II ATIVIDADES 16. (ENEM/2017) A instalação Dengo transformou a sala do MAM-SP em um ambiente singular, explorando como principal característica ar- tística a a) participação do público na interação lúdica com a obra. b) distribuição de obstáculos no espaço da expo- sição. c) representação simbólica de objetos oníricos. d) interpretação subjetiva da lei da gravidade. e) valorização de técnicas de artesanato. A origem da obra de arte (2002) é uma instalação seminal na obra de Marilá Dardot. Apresentada originalmente em sua primeira exposição individual, no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, a obra constitui um convite para a interação do espectador, instigado a compor palavras e sentenças e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. Para abrigar a obra e servir de ponto de partida para a criação dos textos, foi construído um pequeno galpão, evocando uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1500 letras-vaso foram produzidas pela cerâmica que funciona no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, num processo que durou vários meses e contou com a participação de dezenas de mulheres das comunidades do entorno. Plantar palavras, semear ideias é o que nos propõe o trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza e arte dialogam de maneira privilegiada, esta proposição se torna, de certa maneira, mais perto da possibilidade. Disponível em: www.inhotim.org.br. Acesso em: 22 maio 2013 (adaptado). 17. (ENEM/2016) A função da obra de arte como possibilidade de experimentação e de cons- trução pode ser constatada no trabalho de Ma- rilá Dardot porque a) o projeto artístico acontece ao ar livre. b) o observador da obra atua como seu criador. c) a obra integra-se ao espaço artístico e botâni- co. d) as letras-vaso são utilizadas para o plantio de mudas. e) as mulheres da comunidade participam na confecção das peças. HIRST, O. Mother and Child. Bezerro dividido em duas partes: 1029 x 1689 x 625mm, 1993(detalhe). Vidro, aço pintado, silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e solução de formaldeído. TEXTO II O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), que surgiu no final da década de 1980, possui obras diversificadas que incluem fotografias, instalações, pinturas e carcaças desmembradas. O trabalho desses artistas chamou a atenção no final do período da recessão, por utilizar materiais incomuns, como esterco de elefantes, sangue e legumes, o que expressava os detritos da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada por um humor mordaz. Disponível em: http://damienhirsti.com: Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011 (adaptado). 137136 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II 18. (ENEM/2020) A provocação desse grupo gera um debate em torno da obra de arte pelo(a): a) Recusa a crenças, convicções, valores mo- rais, estéticos e políticos na história moderna. b) Frutífero arsenal de materiais e formas que se relacionam com os objetos construídos. c) Economia e problemas financeiros gerados pela recessão que tiveram grande impacto no mercado. d) Influência desse grupo junto aos estilos pós- -modernos que surgiram nos anos 1990. e) Interesse em produtos indesejáveis que revela uma consciência sustentávelno mercado. Fotografia de Jackson Pollock pintando em seu ateliê, reali- zada por Hans Namuth em 1951. CHIPP, H. Teorias da arte moderna. São Paulo: Martins Fontes, 1988. MUNIZ, V. Action Photo (segundo Hans Namuth em Pictures in Chocolate). Impressão fotográfica. The Museum of Modern Art, Nova Iorque, 1977. NEVES, A. História da Arte 4. Vitória: Ufes – Nead, 2011. 19. (ENEM/2019) Utilizando chocolate derretido como matéria-prima, essa obra de Vick Muniz reproduz a célebre fotografia do processo de criação de Jackson Pollock. A originalidade dessa releitura reside na a) Apropriação parodística das técnicas e mate- riais utilizados. b) Reflexão acerca dos sistemas de circulação da arte. c) Simplificação dos traços da composição pictó- rica. d) Contraposição de linguagens artísticas distin- tas. e) Crítica ao advento do abstracionismo. PAULINO, R. Bastidores (detalhe),1997. Xerox transferida e costurada sobre tecido montado em bastidor. Disponível em: www.galeriavirgilio.com.br. Acesso em: 29 out. 2010. 20. (ENEM/2013) Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável incorporam-se cada vez mais ao fazer artístico, em consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra Bastidores, percebe-se a a) utilização de objetos do cotidiano como tecido, bastidores, agulha, linha e fotocópia, que tor- nam a obra de abrangência regional. b) ruptura com meios e suportes tradicionais por utilizar objetos do cotidiano, dando-lhes novo sentido condizente. c) apropriação de materiais e objetos do cotidia- no, que conferem à obra um resultado inaca- bado. d) apropriação de objetos de uso cotidiano das mulheres, o que confere à obra um caráter fe- minista. e) aplicação de materiais populares, o que a ca- racteriza como obra de arte utilitária. 137136 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II DE MARIA, W. Campo relampejante, 1977. Disponível em: www.ballardian.com. Acesso em: 12 jun. 2018. 21. (ENEM DIGITAL 2020) Na obra Campo relampejante (1977), o artista Walter de Maria coloca hastes de ferro em espaços regulares, em um campo de 1600 metros quadrados no Novo México. O trabalho faz parte do movimento artístico Land Art, que trata da a) constituição da cena artística marcada pela paisagem natural, modificada pela multimídia. b) ocupação de um local vazio sem função específica, passando a existir como arte. c) utilização de equipamentos tradicionais como suporte para a atividade artística. d) divulgação de fenômenos científicos que dialogam com a estética da arte. e) exposição da obra em locais naturais e institucionais abertos ao público. Para que a passagem da produção ininterrupta de novidade a seu consumo seja feita continu- amente, há necessidade de mecanismos, de engrenagens. Uma espécie de grande máquina industrial, incitante, tentacular, entra em ação. Mas bem depressa a simples lei da oferta e da procura segundo as necessidades não vale mais: é preciso excitar a demanda, excitar o acontecimento, provocá-lo, espicaçá-lo, fabricá- lo, pois a modernidade se alimenta disso. CAUQUELIN, A. Arte contemporânea: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2005 (adaptado). 22. (ENEM PPL 2019) No contexto da arte contem- porânea, o texto da autora Anne Cauquelin re- flete ações que explicitam a) Métodos utilizados pelo mercado de arte. b) Investimentos realizados por mecenas. c) Interesses do consumidor de arte. d) Práticas cotidianas do artista. e) Fomentos públicos à cultura. TEXTO I TEXTO II A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas – pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. SILVA, P R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado). 23. (ENEM 2018) Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de a) estabelecer limites entre o corpo e a composi- ção. b) fazer do corpo um suporte privilegiado de ex- pressão. c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. d) compreender a autonomia do corpo no contex- to da obra. e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. AT138 LI N G U A G EN S, C Ó D IG O S E SU A S TE C N O LO G IA S II ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Referências bibliográficas ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. BRAGA, Paula. Os anos 1960: descobrir o corpo. In: Sobre a arte brasileira: da pré-história aos anos 1960. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes: Edições SESC São Paulo, 2014. GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999. GOMPERTZ, Will. Isso é arte? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2013. PEDROSA, Mário. Acadêmicos e modernos: textos escolhidos. São Paulo: EDUSP, 2004. PROENÇA, Graça. História da arte. São Paulo: Ática, 2004. ROSA, Nereide S. Santa. Retratos da arte. São Paulo: Leya, 2012. ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walter Moreira Salles; Fundação Djalma Guimarães, 1983.