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UNIDADE 06 Arte e Literatura Contemporânea
Lygia Clark, Bicho
O início do período chamado Pós-Moderno ou Contemporâneo se dá 
após o fim da Segunda Guerra Mundial e se estende até os dias de 
hoje. A partir de 1945, toda a nova reconfiguração geopolítica mobiliza a 
arte e a literatura na busca por abrir novos horizontes. Naturalmente, o 
desenvolvimento dos meios de comunicação de massa também exercerão 
um papel fundamental nesse período cujos desdobramentos ainda se 
fazem e se farão sentir em nosso próprio tempo.
1. CONTEXTO HISTÓRICO
Durante o período de 1930-45, tanto a litera-
tura quanto as artes plásticas no Brasil foram es-
sencialmente ideológicas, voltadas para a discus-
são dos problemas brasileiros.
Em 1945, terminou a Segunda Guerra Mundial 
e, no Brasil, a ditadura Vargas. O mundo passou 
a viver o período da Guerra Fria, e o Brasil passou 
por um período democrático e desenvolvimentista, 
que chegaria à euforia no governo de Jucelino 
Kubitschek (1956-61).
Menos exigidos social e politicamente, os 
artistas empreendiam uma pesquisa estética em 
busca de novas formas de expressão. Nas artes 
plásticas, por exemplo, a pintura figurativa passou 
a dividir espaço com a pintura abstrata.
Na literatura, ao lado de obras que mantinham 
certa preocupação social e davam continuidade 
até ao regionalismo, começaram a se destacar 
produções literárias em que a grande novidade 
era a pesquisa em torno da própria linguagem 
literária.
As bombas de Hiroshima e Nagasaki provocaram
profundas transformações na sociedade mundial 
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A poesia de 45 trouxe ao cenário das discussões 
literárias a preocupação metalinguística, afastando-
se, portanto, da concepção de que a poesia era um 
veículo para a difusão de determinadas ideologias, 
como a geração de 30 o fazia.
O traço formalizante é, portanto, o que caracteriza 
essa geração de poetas. Alguns tenderam ao estilo 
culto e elevado, de feição neoparnasiana; outros 
caminharam na direção da busca de uma linguagem 
essencial, sintética, precisa, concreta e racional, 
dando continuidade a algumas experiências feitas 
nesse sentido por Drummond e Murilo Mendes.
Panorama, a revista carioca em que foram 
divulgados os textos dessa geração, entre 1948 
e 1953, anunciava: “Somos na realidade um novo 
estado poético, e muitos são os que buscam um 
novo caminho fora dos limites do modernismo”. 
Foram publicadas nessa revista produções de 
ATIVIDADES
dezenas de novos poetas, entre eles Alphonsus de 
Guimaraens Filho, Péricles Eugênio da Silva Ramos, 
Geir Campos, José Paulo Paes, Paulo Bonfim e João 
Cabral de Melo Neto, o poeta de maior destaque 
dessa geração.
Sob o ponto de vista da prosa, os escritores dessa 
geração retomam e aprofundam a sondagem psicoló-
gica que já vinha sendo desenvolvida, especialmente 
por autores como Mário de Andrade e Graciliano Ra-
mos. É o que se verifica, por exemplo, nos contos e ro-
mances de Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles.
Paralelamente, o regionalismo, fartamente ex-
plorado pela geração de 30, também foi retomado e 
aprofundado, do ponto de vista da experiência com 
a linguagem. Nesse sentido, destaca-se a figura de 
Guimarães Rosa. O espaço urbano também é enfo-
cado no plano literário. Seus principais representan-
tes são Rubem Fonseca e Dalton Trevisan. 
 
Disponível em: www.institutoamilcardecastro.com.br. 
Acesso em: 2 ago. 2013.
1. (ENEM/2016) A escultura do artista constru-
tivista Amílcar de Castro é representativa da 
arte contemporânea brasileira e tem o traço 
estrutural marcado por elementos como
a) o corte e a dobra.
b) a força e a visualidade.
c) o adereço e a expressão.
d) o rompimento e a inércia.
e) a decomposição e a articulação.
2. CONCRETISMO
 
A expressão “arte concreta” foi criada em 
1930 pelo artista holandês Theo Van Doesburg 
(1883 – 1931). Na verdade, essa expressão não 
era usada para indicar um movimento estético 
oposto ao da arte abstrata. Ao contrário, serviu 
para designar a tendência artística que surgiu a 
partir do Abstracionismo.
Para Van Doesburg não havia nada mais 
concreto em uma pintura do que os próprios 
elementos plásticos próprios a ela; isto é, linha, 
cor e superfície. O distanciamento entre a arte 
abstrata e a concreta é proposto pelo artista 
suíço Max Bill, que emprega a expressão “arte 
concreta” para designar uma arte construída 
objetivamente, a partir de um racionalismo 
severo e apoiando-se na física e na matemática. 
O grupo brasileiro que se ligou às propostas de 
Max Bill envolve Ivan Serpa, Lygia Clark, Hélio 
Oiticica, Abraham Palatinik, Franz Weismann e 
Lygia Pape.
Ivan Serpa; Formas (1951)
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3. ARQUITETURA MODERNA BRASILEIRA
O rigor formal reivindicado pela 
arte e poesia concretas dialoga 
diretamente com os princípios 
da arquitetura moderna. Os 
novos materiais produzidos pelas 
indústrias, como o ferro, o vidro, 
o cimento e o alumínio, foram 
a principal contribuição para o 
nascimento da arquitetura moderna, 
pois permitiram a criação de novas 
formas arquitetônicas que, no 
período anterior à industrialização, 
só podiam ser imaginadas.
No Brasil, uma das experiências 
mais revolucionárias da arquitetura 
moderna foi a construção de Brasí-
lia. A cidade, como um todo, foi pla-
nejada por Lúcio Costa e o projeto 
dos edifícios mais importantes cou-
be a Oscar Niemeyer.
É de Lúcio Costa o famoso 
plano da cidade concebida como 
a figura de um avião, em que um 
grande eixo central divide um eixo 
transversal em duas metades, uma 
ao norte e outra ao sul, como se 
fossem as asas de uma aeronave.
Niemeyer, por sua vez, projetou o Palácio dos 
Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, 
a Catedral de Brasília, o Teatro Nacional, o Palácio 
da Alvorada e os edifícios que formam o conjunto 
da Praça dos Três Poderes: o Palácio do Planalto, 
o Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. Todos 
esses prédios encantam o observador pela leveza 
das linhas, pela largueza dos espaços que criam, tão 
incomum nas nossas grandes e antigas metrópoles. 
As construções abrem-se horizontalmente, integran-
do-se à paisagem plana do cerrado. Já o uso abun-
dante de vidros nos prédios realiza um dos ideais da 
arquitetura moderna, que é a integração entre os es-
paços externos e internos.
ARQUITETURA MODERNA
CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS
1.
2.
3.
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3. (ENEM) Rompendo com as paredes retas e 
com a geometrização clássica acadêmica, os 
arquitetos modernistas desenvolveram seus 
projetos graças também a um momento de in-
dustrialização e modernização do Brasil. Ob-
servando a imagem apresentada, analisa-se 
que:
a) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília com 
a intenção de impor a arquitetura sobre a na-
tureza, seguindo os princípios da arquitetura 
moderna.
b) o Palácio da Alvorada, em Brasília, na posição 
horizontal permite fazer uma integração do 
edifício com a paisagem do cerrado e o hori-
zonte, um conceito de vanguarda para a arqui-
tetura da época.
c) Niemeyer projetou o Palácio da Alvorada com 
colunas de linhas quebradas e rígidas, com o 
propósito de unir as tendências recentes da ar-
quitetura moderna, criando um novo estilo.
d) os prédios de Brasília são elevados e sustenta-
dos por colunas, deixando um espaço livre sob 
o edifício, com o objetivo de separar o ambiente 
externo do interno, trazendo harmonia à obra.
e) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília com 
espaços amplos, colunas curvas, janelas lar-
gas e grades de proteção, separando os jar-
dins e praças da área útil do prédio.Brasília 50 anos. Veja. No 2 138, nov. 2009. 
(Foto: Reprodução/Enem)
2. (ENEM/2011) Utilizadas desde a Antiguidade, 
as colunas, elementos verticais de sustenta-
ção, foram sofrendo modificações e incorpo-
rando novos materiais com ampliação de pos-
sibilidades. Ainda que as clássicas colunas 
gregas sejam retomadas, notáveis inovações 
são percebidas, por exemplo, nas obras de 
Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro nascido 
no Rio de Janeiro em 1907. No desenho de 
Niemeyer, das colunas do Palácio da Alvora-
da, observa-se
a) a presença de um capitel muito simples, refor-
çando a sustentação.
b) o traçado simples de amplas linhas curvas 
opostas, resultando em formas marcantes.
c) a disposição simétrica das curvas, conferindo 
saliência e distorção à base.
d) a oposição de curvas em concreto, configuran-
do certo peso e rebuscamento.
e) o excesso de linhas curvas, levando a um exa-
gero na ornamentação.
ATIVIDADES
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4. NEOCONCRETISMO
O movimento Neoconcretista foi formado em 
1959, no Rio de Janeiro, a partir de um grupo dissi-
dente do movimento Concretista (que continuou suas 
experiências em São Paulo). O principal ponto de di-
vergência entre o grupo se dava na ideia de fruição 
estética. Para os neoconcretistas, a experiência ar-
tística ocorria de forma mais ampla na sensibilidade 
do público, significando que era necessário buscar 
formas de interação com o mesmo, enriquecendo 
sua fruição estética. Nesse sentido, a arte não se 
resume a um quadro na parede para ser visto, mas 
deve buscar outras formas de interação com o públi-
co – e, por isso, a arte poderia se dar a partir de uma 
performance e não necessariamente demanda a 
existência de um objeto. É dentro dessa perspectiva 
que Hélio Oiticica cria os seus Penetráveis – projetos 
integrados ao ambiente de exposição das obras – e 
Lygia Clark desenvolve os seus Bichos – esculturas 
que exigem o toque.
 
 Hélio Oiticica, Tropicália. 
Hélio Oiticica, Parangolés. 
Lygia Clark, Bichos
ATIVIDADES
TEXTO A TEXTO B
Metaesquema I
 Alguns artistas remobilizam as linguagens geo-
métricas no sentido de permitir que o apreciador 
participe da obra de forma mais efetiva. Nesta 
obra, como o próprio nome define: meta - di-
mensão virtual de movimento, tempo e espaço; 
esquema - estruturas, os Metaesquemas são 
estruturas que parecem movimentar-se no es-
paço. Esse trabalho mostra o deslocamento de 
figuras geométricas simples dentro de um cam-
po limitado: a superfície do papel. A isso pode-
mos somar a observação da precisão na divisão 
e no espaçamento entre as figuras, mostrando 
que, além de transgressor e muito radical, Oiti-
cica também era um artista extremamente rigo-
roso com a técnica.
Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em: 02 maio
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4. (ENEM/2009) Alguns artistas remobilizam as 
linguagens geométricas no sentido de permi-
tir que o apreciador participe da obra de forma 
mais efetiva. Levando-se em consideração o 
texto e a obra Metaesquema I, reproduzidos 
acima, verifica-se que
a) a obra confirma a visão do texto quanto à ideia 
de estruturas que parecem se movimentar, no 
campo limitado do papel, procurando envolver 
de maneira mais efetiva o olhar do observador.
b) a falta de exatidão no espaçamento entre as 
figuras (retângulos) mostra a falta de rigor da 
técnica empregada, dando à obra um estilo 
apenas decorativo.
c) Metaesquema I é uma obra criada pelo artista 
para alegrar o dia a dia, ou seja, de caráter 
utilitário.
d) a obra representa a realidade visível, ou seja, 
espelha o mundo de forma concreta.
e) a visão da representação das figuras geomé-
tricas é rígida, propondo uma arte figurativa.
CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966.
5. (ENEM/2014) O objeto escultórico produzido 
por Lygia Clark, representante do Neoconcre-
tismo, exemplifica o início de uma vertente im-
portante na arte contemporânea, que amplia 
as funções da arte. Tendo como referência a 
obra Bicho de bolso, identifica-se essa verten-
te pelo(a)
a) participação efetiva do espectador na obra, o 
que determina a proximidade entre arte e vida.
b) percepção do uso de objetos cotidianos para a 
confecção da obra de arte, aproximando arte e 
realidade.
c) reconhecimento do uso de técnicas artesanais 
na arte, o que determina a consolidação de va-
lores culturais.
d) reflexão sobre a captação artística de imagens 
com meios óticos, revelando o desenvolvimen-
to de uma linguagem própria.
e) entendimento sobre o uso de métodos de pro-
dução em série para a confecção da obra de 
arte, o que atualiza as linguagens artísticas.
Observe a obra "Objeto Cinético", de Abraham 
Palatnik, 1966.
6. (ENEM/2009) A arte cinética desenvolveu-se a 
partir de um interesse do artista plástico pela 
criação de objetos que se moviam por meio 
de motores ou outros recursos mecânicos. 
A obra "Objeto Cinético", do artista plástico 
brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte 
cinética,
a) é uma arte do espaço e da luz.
b) muda com o tempo, pois produz movimento.
c) capta e dissemina a luz em suas ondulações.
d) é assim denominada, pois explora efeitos reti-
nianos.
e) explora o quanto a luz pode ser usada para 
criar movimento.
5. POP ART
A Pop-art consiste em uma expressão da arte 
contemporânea que emergiu entre a Inglaterra e os 
Estados Unidos desde meados dos anos de 1950. 
Hostil à tradição antinaturalista de estilos como o 
expressionismo abstrato, a Pop art trouxe, como 
afirma a crítica de arte Cacilda Ferreira da Costa, 
“uma outra forma de pensamento e um novo tipo 
de figuração que evocava o imaginário popular no 
cotidiano da classe média urbana”. Sob o ponto de 
vista técnico, a Pop art assimila um conjunto de 
técnicas próprias aos meios de comunicação de 
massa, como as das linguagens dos quadrinhos, 
dos cartazes, das revistas populares, design de 
produtos, entre outros. Já no que diz respeito ao 
campo temático, incorpora-se o conjunto de ícones 
da cultura de massa e da sociedade de consumo, 
tais como Elvis Presley, Marilyn Monroe, entre 
outros.
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ATIVIDADES
LICHTENSTEIN, R. Garota com bola. Óleo sobre tela, 153 cm x 91,9 cm. 
Museu de Arte Moderna de nova York, 1961.
Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 4 dez. 2018.
7. (ENEM/2021) A obra, da década de 1960, perten-
ce ao movimento artístico Pop Art, explora a 
beleza e a sensualidade do corpo feminino em 
uma situação de divertimento. Historicamente, 
a sociedade inventou e continua reinventando 
o corpo como objeto de intervenções sociais, 
buscando atender aos valores e costumes de 
cada época. A produção desses preceitos, a 
erotização do corpo feminino tem sido cons-
tituída pela
a) realização de exercícios físicos sistemáticos e 
excessivos.
b) utilização de medicamentos e produtos estéti-
cos.
c) educação do gesto, da vontade e do compor-
tamento.
d) construção de espaços para vivência de práti-
cas corporais.
e) promoção de novas experiências de movimen-
to humano no lazer.
 
8. (ENEM/ 2012) As imagens representam, res-
pectivamente, as obras Futebol, do artista 
plástico Nelson Leirner; e Superhomens, de 
Rubens Gerchman. São obras representativas 
de um movimento denominado Pop Art, que 
ecoou no Brasil na década de 1960, no qual ar-
tistas se apropriaram de imagens da vida diá-
ria e da cultura de massa, tornando-as objetos 
de arte. A partir de uma perspectiva ampliada e 
crítica sobre o esporte, interpretada como um 
elemento da cultura corporal de movimento, 
as imagens
a) banalizam o esporte ao misturar o futebol e a 
pintura em um mesmo campo.
b)deixam transparecer a preferência de ambos 
os artistas pelo futebol enquanto esporte.
c) permitem refletir sobre como as artes visuais 
se apropriaram do futebol como uma tradição 
nacional.
d) fazem uma reflexão crítica sobre o futebol e a 
violência como temas circulantes na socieda-
de.
e) destacam a importância do esporte como ativi-
dade física de lazer para a sociedade.
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6. ARTE CONCEITUAL
A arte conceitual consiste em uma corrente da arte 
contemporânea que emerge ao longo da década de 
1960 e propõe que o conceito por trás do trabalho 
é mais importante do que a própria estética do 
objeto. Dentro dessa perspectiva, a arte conceitual 
leva às últimas consequências um determinado 
modelo de experimentação estética iniciado no 
dadaísmo de Marcel Duchamp. A circulação do termo 
arte conceitual se deu a partir de 1961, quando o 
filósofo e escritor americano Henry Flynt usou o 
termo para caracterizar uma das atividades do grupo 
Fluxus, que tinha por objetivo se opor à redução 
da arte aos valores burgueses e à mercantilização 
da arte em galerias. Dentro dessa perspectiva, a 
estética do objeto deixa de ser prioridade, cedendo 
à importância do conceito, isto é, à valorização das 
ideias e dos pensamentos em detrimento à sua 
representação física.
ATIVIDADES
 LEIRNER, N. Tronco com cadeira (detalhe), 1964. 
Disponível em: http://www.itaucultural.org.br. 
Acesso em: 27 jul. 2010. (Foto: Reprodução/Enem)
 Nessa estranha dignidade e nesse abandono, 
o objeto foi exaltado de maneira ilimitada e 
ganhou um significado que se pode considerar 
mágico. Daí sua “vida inquietante e absurda”. 
Tornou-se ídolo e, ao mesmo tempo, objeto de 
zombaria. Sua realidade intrínseca foi anulada.
JAFFÉ, A. O simbolismo nas artes plásticas. In : JUNG, C. G. 
(org.). O homem e os seus símbolos.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
9. (ENEM/2011) A relação observada entre a 
imagem e o texto apresentados permite o 
entendimento da intenção de um artista con-
temporâneo. Neste caso, a obra apresenta ca-
racterísticas
a) funcionais e de sofisticação decorativa.
b) futuristas e do abstrato geométrico.
c) construtivistas e de estruturas modulares.
d) abstracionistas e de releitura do objeto.
e) figurativas e de representação do cotidiano.
TEXTO I
TEXTO II
 O termo ready-made foi criado por Marcel 
Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de 
objeto, por ele inventado, que consiste em um 
ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos 
em massa, selecionados sem critérios estéticos 
e expostos como obras de arte em espaços 
especializados (museus e galerias). Seu 
primeiro ready-made, de 1912, é uma roda de 
bicicleta montada sobre um banquinho (Roda 
de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto 
em obra de arte, o artista realiza uma crítica 
radical ao sistema da arte.
Disponível em: www.bienal.org.br. 
Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado)
10. (ENEM 2022) A instalação In absentia propõe 
um diálogo com o ready-made Roda de bici-
cleta, demonstrando que
a) as formas de criticar obras do passado se re-
petem.
b) a recorrência de temas marca a arte do final do 
século XX.
c) as criações desmistificam os valores estéticos 
estabelecidos.
d) o distanciamento temporal permite a transfor-
mação dos referenciais estéticos.
e) o objeto ausente sugere a degradação da for-
ma superando o modelo artístico.
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7. PERFORMANCE
Desde os anos de 1960, o 
termo performance passou a 
designar uma modalidade da 
arte contemporânea em que 
o corpo e as ações realizadas 
pelo artista se tornam elementos 
fundamentais da obra. Dentro 
dessa perspectiva, o corpo 
do artista se articula com 
muitas outras linguagens que, 
eventualmente, estão presentes 
na obra, como elementos do 
teatro, da dança, da música e das 
artes visuais. Outro aspecto a ser 
destacado é que, muitas vezes, 
o corpo do artista desenvolve 
relações de interação com os 
espectadores.
ATIVIDADES
Na exposição “A Artista Está Presente”, no MoMA, 
em Nova Iorque, a performer Marina Abramovic fez 
uma retrospectiva de sua carreira. No meio desta, 
protagonizou uma performance marcante. Em 2010, 
de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, 
num total de 736 horas, ela repetia a mesma postura. 
Sentada numa sala, recebia os visitantes, um a um, 
e trocava com cada um deles um longo olhar sem 
palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas 
recorrentes.
ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível 
em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013.
11. (ENEM/2015) O texto apresenta uma obra da 
artista Marina Abramovic, cuja performance se 
alinha a tendências contemporâneas e se ca-
racteriza pela
a) inovação de uma proposta de arte relacional 
que adentra um museu.
b) abordagem educacional estabelecida na rela-
ção da artista com o público.
c) redistribuição do espaço do museu, que inte-
gra diversas linguagens artísticas.
d) negociação colaborativa de sentidos entre a 
artista e a pessoa com quem interage.
e) aproximação entre artista e público, o que 
rompe com a elitização dessa forma de arte.
 NAZARETH, P. Mercado de Artes / Mercado de Bananas. Miami Art 
Basel, EUA, 2011. 
Disponível em: www.40forever.com.br 
Acesso em: 31 jul. 2012. (Foto: Reprodução)
(Tradução da placa: “Não me esqueçam quando eu for um nome 
importante.”) 
12. (ENEM/2013) A contemporaneidade identifica-
da na performance/instalação do artista mi-
neiro Paulo Nazareth reside principalmente na 
forma como ele
a) resgata conhecidas referências do modernis-
mo mineiro.
b) utiliza técnicas e suportes tradicionais na cons-
trução das formas.
c) articula questões de identidade, território e có-
digos de linguagens.
d) imita o papel das celebridades no mundo con-
temporâneo.
e) camufla o aspecto plástico e a composição vi-
sual de sua montagem.
Marina Abramovic na performance A artista está presente (MoMa/2012)
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8. O GRAFITE
O grafite consiste na realização de pinturas e de-
senhos em paredes e muros públicos, não obstante, 
atualmente, ser uma forma já incorporada ao interior 
de algumas residências, dentre outros ambientes 
privados. Em certa medida, essa forma de produção 
estética pode ser pensada como uma forma de “ex-
pressionismo” próprio à cultura popular urbana. Sob o 
ponto de vista formal, ele representa um retorno à figu-
ração livre, permeada por reflexões sociais, políticas e 
identitárias. Já no que diz respeito à técnica, o grafite 
emprega um conjunto de materiais próprios à socie-
dade moderna, como sprays, estêncil, entre outros.
ATIVIDADES
SPETO. Grafite. Museu Afro Brasil, 2009.
Speto Paulo César Silva, mais conhecido como 
Speto, é um grafiteiro paulista envolvido com o skate 
e a música. O fortalecimento de sua arte ocorreu, 
em 1999, pela oportunidade de ver de perto as 
referências que trazia há tempos, ao passar por 
diversas cidades do Norte do Brasil em uma turnê 
com a banda O Rappa.
Revista Zupi, n. 19, 2010
13. (ENEM/2017) O grafite do artista paulista 
Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela 
elementos da cultura brasileira reconhecidos
a) Na influência da expressão abstrata.
b) Na representação de lendas nacionais.
c) Na inspiração das composições musicais.
d) Nos traços marcados pela xilogravura 
nordestina.
e) Nos usos característicos de grafismos dos 
skates.
Quatro olhos, quatro mãos e duas cabeças 
formam a dupla de grafiteiros “Os gêmeos”. Eles 
cresceram pintando muros do bairro Cambuci, 
em São Paulo, e agora têm suas obras expostas 
na conceituada Deitch Gallery em Nova Iorque, 
prova de que o grafite feito no Brasil é apreciado 
por outras culturas. Muitos lugares abandonados 
e sem manutenção pelas prefeituras dascidades 
tornam-se mais agradáveis e humanos com os 
grafites pintados nos muros. Atualmente, insti-
tuições públicas educativas recorrem ao grafite 
como forma de expressão artística, o que propi-
cia a inclusão social de adolescentes carentes, 
demonstrando que o grafite é considerado uma 
categoria de arte aceita e reconhecida pelo cam-
po da cultura e pela sociedade local e interna-
cional.
Disponível em: http://www.flickr.com. Acesso em: 10 set. 
2008 (adaptado).
14. (ENEM/2009) No processo social de reconheci-
mento de valores culturais, considera-se que
a) grafite é o mesmo que pichação e suja a cida-
de, sendo diferente da obra dos artistas.
b) a população das grandes metrópoles depara-
-se com muitos problemas sociais, como os 
grafites e as pichações.
c) atualmente, a arte não pode ser usada para 
inclusão social, ao contrário do grafite.
d) os grafiteiros podem conseguir projeção inter-
nacional, demonstrando que a arte do grafite 
não tem fronteiras culturais.
e) lugares abandonados e sem manutenção tor-
nam-se ainda mais desagradáveis com a apli-
cação do grafite.
TEXTO I
TEXTO II
Só Deus pode me julgar
Soldado da guerra a favor da justiça
Igualdade por aqui é coisa fictícia
Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo
Mas tenta me imitar se olhando no espelho
Preconceito sem conceito que apodrece a nação
Filhos do descaso mesmo pós-abolição
MV BILL. Declaração de guerra. 
Manaus: BMG, 2002 (fragmento).
15. (ENEM/2014) O trecho do rap e o grafite evi-
denciam o papel social das manifestações ar-
tísticas e provocam a
a) consciência do público sobre as razões da de-
sigualdade social.
b) rejeição do público-alvo à situação representa-
da nas obras.
c) reflexão contra a indiferença nas relações so-
ciais de forma contundente.
d) ideia de que a igualdade é atingida por meio 
da violência.
e) mobilização do público contra o preconceito 
racial em contextos diferentes.
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9. ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA HOJE: ALGUNS DESTAQUES
Adriana Varejão
As obras de Adriana Varejão são realizadas 
a partir de uma profunda reflexão sobre as 
marcas deixadas pelo processo colonial. Para 
tal, a artista realiza uma pesquisa da tradição 
estética brasileira do período, com referências 
à azulejaria, às linhas curvas e sinuosas 
próprias à nossa arquitetura barroca.
Adriana Varejão, Azulejões (2000)
Beatriz Milhazes
 Beatriz Milhazes, Meu limão (2000)
Pintora, gravadora e ilustradora carioca, Beatriz Milhazes produz uma obra marcada pela matriz popular 
representados por rendas, bordados, alegorias arquitetônicas, elementos extraídos do artesanato popular 
e ícones da história da arte que são elevados, todos, ao mesmo status numa mistura que incorpora o 
processo construtivo, o espírito barroco e a sedução kitsch, compatibilizando o erudito e o popular, o 
sofisticado e o rústico. O destaque de suas obras fica na incorporação de uma abstração geométrica 
multicolorida que evoca o Carnaval por meio de colagens, justaposições e sobreposições. 
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Ernesto Neto
Rosana Paulino
Artista paulista que vem se destacando por sua 
produção ligada a questões sociais, étnicas 
e de gênero. Seus trabalhos têm como foco 
Rosana Paulino, Assentamento (2013)
 
Vik Muniz
Artista nascido em São Paulo, realiza, desde 1988, 
séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, 
Vik Muniz, Medusa Marinara (1997)
 
 
Artista que trabalha na produção de instalações com tecido elástico costurado. Nesta obra em destaque, 
Ernesto Neto costurou objetos que parecem grandes sacos e os suspendeu no teto. O açafrão que colocou 
dentro deles estimula o sentido do olfato e as superfícies macias dão vontade de tocar a peça. 
principal a posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por 
esta população decorrentes do racismo e das marcas deixadas pela escravidão. 
temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de 
comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com frequência, materiais inusitados como 
açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. 
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ATIVIDADES
16. (ENEM/2017) A instalação Dengo transformou 
a sala do MAM-SP em um ambiente singular, 
explorando como principal característica ar-
tística a
a) participação do público na interação lúdica 
com a obra.
b) distribuição de obstáculos no espaço da expo-
sição.
c) representação simbólica de objetos oníricos.
d) interpretação subjetiva da lei da gravidade.
e) valorização de técnicas de artesanato.
 
 A origem da obra de arte (2002) é uma instalação 
seminal na obra de Marilá Dardot. Apresentada 
originalmente em sua primeira exposição 
individual, no Museu de Arte da Pampulha, em 
Belo Horizonte, a obra constitui um convite para 
a interação do espectador, instigado a compor 
palavras e sentenças e a distribuí-las pelo 
campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de 
cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do 
espectador, encontram-se utensílios de plantio, 
terra e sementes. Para abrigar a obra e servir 
de ponto de partida para a criação dos textos, 
foi construído um pequeno galpão, evocando 
uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1500 
letras-vaso foram produzidas pela cerâmica 
que funciona no Instituto Inhotim, em Minas 
Gerais, num processo que durou vários meses 
e contou com a participação de dezenas de 
mulheres das comunidades do entorno. Plantar 
palavras, semear ideias é o que nos propõe o 
trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza 
e arte dialogam de maneira privilegiada, esta 
proposição se torna, de certa maneira, mais perto 
da possibilidade.
Disponível em: www.inhotim.org.br. 
Acesso em: 22 maio 2013 (adaptado).
17. (ENEM/2016) A função da obra de arte como 
possibilidade de experimentação e de cons-
trução pode ser constatada no trabalho de Ma-
rilá Dardot porque
a) o projeto artístico acontece ao ar livre.
b) o observador da obra atua como seu criador.
c) a obra integra-se ao espaço artístico e botâni-
co.
d) as letras-vaso são utilizadas para o plantio de 
mudas.
e) as mulheres da comunidade participam na 
confecção das peças.
HIRST, O. Mother and Child. Bezerro dividido em duas partes: 
1029 x 1689 x 625mm, 1993(detalhe). Vidro, aço pintado, 
silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e 
solução de formaldeído.
TEXTO II
 O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), 
que surgiu no final da década de 1980, possui 
obras diversificadas que incluem fotografias, 
instalações, pinturas e carcaças desmembradas. 
O trabalho desses artistas chamou a atenção 
no final do período da recessão, por utilizar 
materiais incomuns, como esterco de elefantes, 
sangue e legumes, o que expressava os detritos 
da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada 
por um humor mordaz.
Disponível em: http://damienhirsti.com:
Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S. 
Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011 (adaptado).
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18. (ENEM/2020) A provocação desse grupo gera 
um debate em torno da obra de arte pelo(a):
a) Recusa a crenças, convicções, valores mo-
rais, estéticos e políticos na história moderna.
b) Frutífero arsenal de materiais e formas que se 
relacionam com os objetos construídos.
c) Economia e problemas financeiros gerados 
pela recessão que tiveram grande impacto no 
mercado.
d) Influência desse grupo junto aos estilos pós-
-modernos que surgiram nos anos 1990.
e) Interesse em produtos indesejáveis que revela 
uma consciência sustentávelno mercado.
 
Fotografia de Jackson Pollock pintando em seu ateliê, reali-
zada por Hans Namuth em 1951.
CHIPP, H. Teorias da arte moderna.
São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MUNIZ, V. Action Photo (segundo Hans Namuth em Pictures in 
Chocolate). Impressão fotográfica. The Museum of Modern 
Art, Nova Iorque, 1977.
NEVES, A. História da Arte 4. Vitória: Ufes – Nead, 2011.
19. (ENEM/2019) Utilizando chocolate derretido 
como matéria-prima, essa obra de Vick Muniz 
reproduz a célebre fotografia do processo de 
criação de Jackson Pollock. A originalidade 
dessa releitura reside na
a) Apropriação parodística das técnicas e mate-
riais utilizados.
b) Reflexão acerca dos sistemas de circulação 
da arte.
c) Simplificação dos traços da composição pictó-
rica.
d) Contraposição de linguagens artísticas distin-
tas.
e) Crítica ao advento do abstracionismo.
 
PAULINO, R. Bastidores (detalhe),1997. Xerox transferida e 
costurada sobre tecido montado em bastidor.
Disponível em: www.galeriavirgilio.com.br. Acesso em: 29 out. 
2010.
20. (ENEM/2013) Nas últimas décadas, a ruptura, 
o efêmero, o descartável incorporam-se cada 
vez mais ao fazer artístico, em consonância 
com a pós-modernidade. No detalhe da obra 
Bastidores, percebe-se a 
a) utilização de objetos do cotidiano como tecido, 
bastidores, agulha, linha e fotocópia, que tor-
nam a obra de abrangência regional. 
b) ruptura com meios e suportes tradicionais por 
utilizar objetos do cotidiano, dando-lhes novo 
sentido condizente. 
c) apropriação de materiais e objetos do cotidia-
no, que conferem à obra um resultado inaca-
bado. 
d) apropriação de objetos de uso cotidiano das 
mulheres, o que confere à obra um caráter fe-
minista. 
e) aplicação de materiais populares, o que a ca-
racteriza como obra de arte utilitária.
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 DE MARIA, W. Campo relampejante, 1977.
 Disponível em: www.ballardian.com. Acesso em: 12 jun. 2018.
21. (ENEM DIGITAL 2020) Na obra Campo 
relampejante (1977), o artista Walter de Maria 
coloca hastes de ferro em espaços regulares, 
em um campo de 1600 metros quadrados 
no Novo México. O trabalho faz parte do 
movimento artístico Land Art, que trata da
a) constituição da cena artística marcada pela 
paisagem natural, modificada pela multimídia.
b) ocupação de um local vazio sem função 
específica, passando a existir como arte.
c) utilização de equipamentos tradicionais como 
suporte para a atividade artística.
d) divulgação de fenômenos científicos que 
dialogam com a estética da arte.
e) exposição da obra em locais naturais e 
institucionais abertos ao público.
Para que a passagem da produção ininterrupta 
de novidade a seu consumo seja feita continu-
amente, há necessidade de mecanismos, de 
engrenagens. 
 Uma espécie de grande máquina industrial, 
incitante, tentacular, entra em ação. Mas 
bem depressa a simples lei da oferta e da 
procura segundo as necessidades não vale 
mais: é preciso excitar a demanda, excitar o 
acontecimento, provocá-lo, espicaçá-lo, fabricá-
lo, pois a modernidade se alimenta disso.
CAUQUELIN, A. Arte contemporânea: uma introdução. 
São Paulo: Martins Fontes, 2005 (adaptado).
22. (ENEM PPL 2019) No contexto da arte contem-
porânea, o texto da autora Anne Cauquelin re-
flete ações que explicitam
a) Métodos utilizados pelo mercado de arte.
b) Investimentos realizados por mecenas.
c) Interesses do consumidor de arte.
d) Práticas cotidianas do artista.
e) Fomentos públicos à cultura.
TEXTO I
 
TEXTO II
A body art põe o corpo tão em evidência e o 
submete a experimentações tão variadas, que 
sua influência estende-se aos dias de hoje. Se 
na arte atual as possibilidades de investigação 
do corpo parecem ilimitadas – pode-se escolher 
entre representar, apresentar, ou ainda apenas 
evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado 
dos artistas pioneiros.
SILVA, P R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras.
II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado).
23. (ENEM 2018) Nos textos, a concepção de body 
art está relacionada à intenção de
a) estabelecer limites entre o corpo e a composi-
ção.
b) fazer do corpo um suporte privilegiado de ex-
pressão.
c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo 
como arte.
d) compreender a autonomia do corpo no contex-
to da obra.
e) destacar o corpo do artista em contato com o 
expectador.
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Referências bibliográficas
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 
BRAGA, Paula. Os anos 1960: descobrir o corpo. In: Sobre a arte brasileira: da pré-história aos anos 1960. 
São Paulo: Editora WMF Martins Fontes: Edições SESC São Paulo, 2014.
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
GOMPERTZ, Will. Isso é arte? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2013.
PEDROSA, Mário. Acadêmicos e modernos: textos escolhidos. São Paulo: EDUSP, 2004.
PROENÇA, Graça. História da arte. São Paulo: Ática, 2004.
ROSA, Nereide S. Santa. Retratos da arte. São Paulo: Leya, 2012.
ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walter Moreira Salles; Fundação Djalma 
Guimarães, 1983.

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