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INFLAMAÇÃO
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
PROFESSORA DRA. FRANCIELE BASSO
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
 Duração prolongada (semanas - meses) 
 Coexistem: Inflamação, lesão tecidual e tentativas de reparo (em variadas 
combinações)
1. Pode se seguir à inflamação aguda
OU 
2. Pode se iniciar insidiosamente
Em qual situação observamos a forma insidiosa da inflamação crônica?
Resposta de baixo 
grau e latente, 
sem nenhuma 
manifestação de 
uma reação aguda
CAUSAS DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
1. Infecções persistentes
 micro-organismos que são difíceis de erradicar
 reação imune: hipersensibilidade tipo tardia (IV)
 algumas vezes (padrão específico): reação granulomatosa
CAUSAS DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
2. Doenças inflamatórias imunomediadas
 causadas pela ativação excessiva ou inapropriada do sistema imune.
 contra os tecidos do próprio indivíduo, levando a doenças autoimunes
 autoantígenos evocam uma reação imune autoperpetuada = dano tecidual crônico e inflamação
 resultado de respostas imunes não reguladas contra micro-organismos
EXEMPLOS?
artrite reumatoide
doença intestinal inflamatória
CAUSAS DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
2. Doenças inflamatórias imunomediadas
 Respostas imunes contra substâncias ambientais comuns
 Devido: reações autoimunes e alérgicas serem inapropriadamente disparadas contra 
os antígenos que normalmente são prejudiciais = doença. 
 Padrões morfológicos de inflamação aguda e crônica misturados = ataques repetidos 
de inflamação. 
 A fibrose pode dominar os estágios tardios.
O que são doenças alérgicas?
CAUSAS DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
3. Exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos (exógenos ou endógenos).
 exógenos (fios de sutura, talco, fibras de algodão, metais, sílica, silicone, gotículas de óleo, 
etc.)
 endógenos (queratina, colesterol, fragmentos de pelo, microcristais de urato)
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
 Inflamação aguda??
Mudanças vasculares, edema e infiltração (neutrofílica)
 INFLAMAÇÃO CRÔNICA
1. Infiltração com células mononucleares: macrófagos e linfócitos 
2. Destruição tecidual: pelo agente agressor persistente ou pelas células 
inflamatórias.
3. Tentativas de cura pela substituição do tecido danificado: 
pela proliferação de pequenos vasos sanguíneos (angiogênese) e fibrose.
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
INFLAMAÇÃO AGUDA
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
MACRÓFAGOS
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
 Principal célula na inflamação crônica
 A partir do sangue, os monócitos migram para vários tecidos e se diferenciam em 
macrófagos.
 O extravasamento de monócitos é governado pelos mesmos fatores que estão 
envolvidos na emigração dos neutrófilos:
 que são as moléculas de adesão e os mediadores químicos com propriedades quimiotáticas e 
ativadoras
 Quando um monócito alcança o tecido extravascular, ele sofre transformação = 
macrófago
MACRÓFAGOS
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
 Como “nasce” um macrófago?
MACRÓFAGOS
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
 Como um macrófago é ativado?
 Endotoxina bacteriana
 Citocinas de células T (IFN-y)
 Produtos de outros macrófagos ativados
OUTRAS CÉLULAS NA INFLAMAÇÃO
CRÔNICA
 Linfócitos são mobilizados em ambas as reações imunomediadas - por anticorpo e 
por célula.
Os linfócitos T ativados: citocinas (recrutam os monócitos da circulação – uma delas, IFN-γ: 
potente ativador dos macrófagos)
 Inflamação imune = inflamação crônica
 Plasmócitos se desenvolvem a partir dos linfócitos B ativados 
 produzem anticorpos direcionados ou contra antígenos persistentes estranhos ou próprios 
no local inflamatório ou contra componentes teciduais alterados
OUTRAS CÉLULAS NA INFLAMAÇÃO
CRÔNICA
 Eosinófilos são abundantes nas reações 
imunes mediadas por IgE e em 
infecções parasitárias.
 Eotaxina: quimiocina para o recrutamento 
de eosinófilos (musculo liso e células 
epiteliais).
 Grânulos que contêm a proteína básica 
principal: tóxica para parasitos, mas 
também causa lise das células epiteliais dos 
mamíferos
Tipos de inflamação crônica
1. Inespecífica 
2. Específica
Inespecífica 
1. esse tipo de inflamação é composto por 
células mononucleares associadas a 
outros tipos celulares;
2. não há predominância de um tipo 
celular
3. linfócitos, plasmócitos e macrófagos em 
quantidades variadas.
Aortite Sifilítica
GRANULOMATOSA
 Padrão distinto de inflamação crônica 
 Número limitado de condições infecciosas e algumas não infecciosas
 Granuloma é um esforço celular para conter um agente agressor que é difícil 
de erradicar
 importante por causa do número limitado de condições possíveis que o 
causam e do significado do diagnóstico associado com as lesões
Morfologia e 
função
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
 MICROSCOPIA
 Agregação de macrófagos que são transformados em células epitelioides
 rodeadas por um colar de leucócitos mononucleares (linfócitos e plasmócitos)
 Células epitelioides: 
 São macrófagos modificados pelas linfocinas secretadas por linfócitos T 
 citoplasma granular rosa-claro
 limites celulares indistintos, frequentemente parecendo se fundir um com o outro. 
 núcleo é menos denso do que linfócitos, oval ou alongado
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
 MICROSCOPIA
 Células epitelioides 
Sarcoidose
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
 MICROSCOPIA
 Células epitelioides Células gigantes
 Podem se fundir para formar as células gigantes na periferia ou centro dos granulomas
 grande massa de citoplasma contendo muitos pequenos núcleos: 
1. arranjados perifericamente (célula gigante do tipo de Langhans)
2. irregularmente (célula gigante do tipo corpo estranho)
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
 MICROSCOPIA
 Células epitelioides (gigantes)
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
Tipos de granulomas diferem em sua patogênese:
1. Granuloma de corpo estranho
2. Granulomas imunes
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
1. Granuloma de corpo estranho
 incitados por corpos estranhos inertes. 
 exógeno (fios de sutura, talco, fibras de algodão, metais, sílica, silicone, gotículas de óleo, etc.) 
 endógeno (queratina, colesterol, fragmentos de pelo, microcristais de urato).
 A formação de granuloma de tipo corpo estranho faz parte da imunidade inata.
 As células epitelioides e as células gigantes são depositadas na superfície do corpo estranho. 
 Corpo estranho: identificado no centro do granuloma
a fagocitose 
não é possível 
por um único 
macrófago
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
Granuloma de corpo estranho
Cisto de colesterol
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
Granuloma de corpo estranho
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
2. Granuloma Imune
 Causas: variedade de agentes capazes de induzir a resposta imune mediada por célula
 Linfócitos fenotipicamente diferentes: 
 Centro: CD4+ do tipo auxiliar/indutor (via Th1 e via Th2)
 Periferia: CD8+ do tipo supressor/citotóxico (perforina e a granzima)
 Esse conjunto forma um microambiente isolado que circunda o agente, prevenindo a sua 
disseminação.
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
Tuberculose linfonodal em bovinos
A. Ziehl-Neelsen, B. IHQ 
Tuberculose linfonodal
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA
Sarcoidose 
Paracoccidiodes brasiliensis
Testando os conhecimentos
Caso 1 
 Paciente do sexo feminino, 35 anos, natural da região nordeste do estado de 
Minas Gerais.
 Ao exame físico, apresentava ingurgitamento jugular. O fígado era palpável a 4 
cm do rebordo costal e doloroso.
 A ultrassonografia de abdome revelava espessamento ecogênico periportal 
central e periférico moderado, espessamento da parede da vesícula biliar, com 
sinais de hipertensão portal (veia porta = 13 mm e veia esplênica = 10 mm) e 
detecção de veia paraumbilical com 11 mm como via de circulação colateral
 Foi realizada biópsia hepática e o exame histopatológico segue:
A evolução?
Reparo tecidual por fibrose
O que justifica a hipertensão portal nesse caso?
BONS ESTUDOS!

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