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Tópicos	Integradores	III
Aula	Introdutória
Professora	Me.	Milena	Martins
Ementa
0 Elemento integrador dos conteúdos das disciplinas dos
semestres letivos anteriormente vivenciados.
0 Estruturado a partir de atividades que integram os conteúdos
com vistas ao desenvolvimento da interdisciplinaridade e ao
raciocıńio critico e re6lexivo dos alunos.
Disciplinas	abordadas
IMUNOLOGIA	
CLI+NICA	
COSME+ TICOS	E	
SANIFICANTES	
PLANEJAMENTO	
E	SI+NTESE	
MOLECULAR
BIOTECNOLOGIA	 OPERAÇO5 ES	
UNITA+ RIAS	 BROMATOLOGIA
BIOQUI+MICA	
CLI+NICA	
Metodologia
Aulas	de	revisão	de	conteúdos		
Casos	Clínicos
Discussão	critica	de	artigos	
cientí6icos
Lista	de	exercicios
Mapas	conceituais
Avaliação	
0 Todas	as	atividades	desenvolvidas	na	disciplina	serão	
de	cunho	avaliativo.
Imunologia	
Clinica
Profa.	Me.	Milena	Martins
Revi
são	
e	
Conc
eitos
	
Gera
is
Imunologia	Clinica
0 Investiga	a	resposta	do	organismo	em	
contato	com	patógenos,	células	
neoplásicas,	transplantes,	e	diversos	tipos	
de	moléculas
0 Importância	do	sistema	imune	
evidenciada	em	pacientes	
imunode6icientes
0 Procura	compreender	mecanismos	de	
doenças;
0 Desenvolver	imunoterápicos protetores	
0 Desenvolve	métodos	e	reagentes	para	
imunodiagnóstico laboratorial
Testes	Imunológicos	
0 Vantagens:
0 Obtenção	de	resultados	em	curto	
espaço	de	tempo
0 Simplicidade	de	execução,	
0 Baixo	custo	operacional	
0 Contribuições	inestimáveis,	
principalmente	quando	o	
patógeno	di6icilmente	pode	ser	
demonstrados	nos	6luidos	
biológicos.
Antıǵeno:
0 Os	antıǵenos	possuem	duas	
propriedades:	
0 Imunogenicidade:	
capacidade	de	induzir	uma	
resposta	imune	especi0ica,	
0 Antigenicidade: capacidade	
de	interagir	com	os	linfócitos	
T ou	linfócitos	B
sensibilizados.	
• Substancia solúvel, celular ou particulada que pode
ser especiAicamente ligada por um anticorpo
Determinante	antigênico	
0 Determinante	antigênico	ou	
epitopo:	área	muito	pequena	
das	macromoléculas	
antigênicas	que	interagem	com	
sıt́ios	de	ligação	dos	anticorpos
0 As	superfıćies	celulares,	
incluindo	os	microrganismos,	
geralmente	possuem	uma	
grande	quantidade	de	
determinantes	antigênicos.	
0 Glicoproteı́nas	com	função	imunitária	
0 Pertencem	superfamı́lia	das	imunoglobulinas;
0 Sintetizados	por	linfócitos	B e	plasmócitos;
0 Interagem,	especiAicamente,	com	os	imunógenos,	que	
estimulam	sua	biossı́ntese;	
0 Desencadeiam	vários	mecanismos	na	resposta	imune	
0 Ativação	do	sistema	complemento,
0 Opsonização dos	antıǵenos	para	fagocitose,	
0 Citotoxicidade celular	dependente	de	anticorpo	(ADCC),
0 Reações	de	hipersensibilidades,	entre	outras	ocorrem.	
Anticorpos
Anticorpos
Anticorpos
Ligação Ag-Ac
0 EK uma	associação biomolecular	semelhante	à
interação de	enzimas	com	seus	substratos.	
0 O	Ac	não provoca	nenhuma	alteração quı́mica
irreversı́vel na	molécula de	Ag,	podendo,	se	dissociar	
nos	seus	2	componentes.
0 Os	antı́genos possuem	estruturas	quı́micas que	favorecem	a	
complementaridade	com	o	anticorpo,	(ligações não-covalentes).	
0 São reversı́veis e	possuem	a0inidades	diferentes	com	diversas	
substâncias.	
0 Anticorpo	pode	se	relacionar	com	antı́genos com	a0inidades	
diversas,	ele	pode	ligar-se	com	um	que	não seja	o	seu	antı́geno
através de	ligações mais	fracas	com	regiões semelhantes	àquele
que	o	induziu.	
Ligação Ag-Ac
Controle	de	qualidade	do	diagnóstico	
Imunológico	
Criterioso	em	todas	as	etapas	do	processo.	
Fase	pré-analıt́ica
• Indicação	e	
solicitação	
corretas	do	teste	
adequado;
• Coleta	da	amostra	
do	paciente	
convenientemente	
preparado;
• Transporte	e	
manuseio	da	
amostra	em	
condições	
apropriadas.	
Fase	analıt́ica	
• Escolha	do	
método	adequado,	
• Realização	do	
teste	de	acordo	
com	as	
recomendações	
do	fabricante
• Registro	do	
resultado	obtido.	
Fase	pós-analıt́ica	
• Eventuais	cálculos
• Apresentação	do	
resultado	(laudo	
0inal).
• Interpretação	do	
resultado	em	
conjunto	com	os	
dados	clıńicos
Parâmetros	de	avaliação	dos	
testes
0 Devido	os	resultados	falsos,	sejam	eles	positivos	ou	
negativos,	os	testes,	obrigatoriamente,	devem	ser	avaliados	
para	deAinir	parâmetros	importantes	quanto	as	suas	
qualidades	Aixas	
0 Sensibilidade	
0 Especi.icidade	
Estes	valores	independem	da	
prevalência	da	infecção	
estudada	na	população.
Sensibilidade
0 Probabilidade	do	teste	em	identiAicar	corretamente,	em	
uma	população,	os	indivı́duos	que	apresentem	a	infecção,	
ou	ainda,	capacidade	do	método	sorológico	em	detectar	
quantidades	mı́nimas	do	material	desejado
EspeciDicidade
0 Casos em que o indivıd́uo NAOO possui determinada infecção, mas
apresenta resultado positivo em um ensaio de diagnóstico é
visto como “falso-positivo” e é relacionado a falhas na
especi6icidade do ensaio.
ESPECIFICIDADE FALSO	NEGATIVOS
EspeciDicidade	x sensibilidade
ImunocromatograDia
0 Conhecidos	como	testes	rápidos	ou	remotos
0 Surgimento:	interesse	em	testes	realizados	próximos	
ao	paciente
0 Dispensam	o	uso	de	reagentes	adicionais,	
equipamentos	ou	proAissionais	especializados
0 Considerados	testes	de	triagem:
0 Alta	sensibilidade
0 Alto	custo
0 Ampla	aplicabilidade:	HIV,	troponina,	hepatites…
ImunocromatograDia -
metodologia
• Ouro	coloidal	(róseo)	ou	prata	
coloidal	(azul	marinho).
Corantes	
insolúveis
• Soro,	plasma	ou	sangue	totalAmostras
• corante	+	antıǵeno	ou	
imunoglobulinaConjugado
• matriz	de	membrana	de	
nitrocelulose	ou	náilonSistema
Teste	de	Dluxo	lateral
Teste	de	Dluxo	lateral
Teste	de	'luxo	lateral	– Detecção	
de	IgM e	IgG
0 Embora	a	resposta	imune	seja	função	essencial	para	a	defesa	
do	organismo	contra	os	agentes	infecciosos,	erros	nessa	
resposta	podem	levar	a	lesões	teciduais	e	doenças	de	fundo	
imunopatologico.
Doenças	auto-imune
Hipersensibilidade
• Resposta	Imune	
ocorre	de	forma	
excessiva	e	não-
controlada
• Fenômenos	
alérgicos	e	lesões	
de	tecidos	e	
órgãos
Imunode>iciencia
• Falha	ou	
de>iciência	na	
resposta	
imunológica
• Individuo	
suscetıv́el	as	
infecções	e	ao	
desenvolvimento	
de	tumores
Auto-imunidade
• Falha	na	auto-
tolerância,	SI	
perde	a	
capacidade	de	
distinguir	entre	
componentes	
próprios	e	alheios
• Resposta	Imune	
contra	si	próprio
Auto-imunidade x doença	
auto-imune
Auto-imunidade	
• Resposta	transitória	
mediada	por	linfócitos	
(T ou	B)		contra	
antıǵenos	próprios.
• Exemplo:	modulação	
da	resposta	
anticórpica após	
infecção	aguda
Doenca	auto-imune
• Resposta	deleteria	e	
sustentada
• Implica	na	existência	
de	manifestações	
clinicas.
0 A patogênese das doenças auto-imunes se baseia na agressão por sistema
imune celular e/ou humoral as células e aos tecidos do paciente mas quase
todas essas doenças apresentam auto-anticorpos circulantes.
0 A detecção desses auto-anticorpos constitui a forma mais pratica de
diagnostico sorológico
0 Para tanto e necessário obter um auto-antıǵeno altamente reativo para que um
teste forneça alta eMiciência diagnostica.
Importância	laboratorial	de	auto-
anticorpos
Pesquisa	de	auto-anticorpos
0 São	imunoglobulinas	que	reconhecem	antı́genos	presentes	nas	células	e	
nos	órgãos	do	próprio	organismo.
0 Doenças	auto-imunes caracterizam-se	por	apresentarem	elevados	tı́tulos	
de	auto-anticorpos	com	especi0icidade	restrita.
0 Marcadores	de	doenças:	auto-anticorpos	com	associação	a	restrita	a	
determinados	estados	patológicos.
0 Marcadores	de	LES:	Anticorpos	antinucleossomos,	anto-DNA	nativo	e	
anti-Sm
Doenças	reumáticas	
Exercıćios
1. A menor parte da molécula antigênica responsável pela
interação com anticorpo ou linfócito T denomina-se:
a) Epitopo
b) Antigenicidade
c) Imunogenicidade
d) Proteıńa	C.
2. Quanto aos conceitos de "Janela Imunológica" na AIDS é
correto a6irmar que corresponde a(o):
a) Possibilidade	de	um	indivı́duo	não	contrair	a	doença	após	
ter	sido	exposto.
b) Tempo	compreendido	entre	a	infeção	e	a	soroconversão.
c) Perı́odoem	que	ainda	não	se	sabe	se	houve	ou	não	uma	
contaminação	pelo	vı́rus.
d) Perı́odo	em	que	o	organismo	não	mais	produz	anticorpos	
contra	o	vı́rus.
Exercıćios
3. A Esclerose Múltipla é uma doença em que o
sistema imunológico começa a produzir anticorpos
contra componentes dos neurônios, causando a
destruição dos mesmos. Esta é caracterı́stica de
qual doença?
a) Doença	Autoimune.
b) Doença	Carcinogênica.
c) Doença	Cardiovascular.
d) Doença	Transmissı́vel.
e) Doença	Sexualmente	Transmissı́vel.
Exercıćios
9. A	proteção	de	mucosas	e	secreções,	a	Aixação	de	
complemento	e	a	ligação	a	mastócitos	envolvem	
respectivamente	as	seguintes	classes	de	
imunoglobulinas:
a) IgA,	IgE	e	IgM
b) IgG,	IgD e	IgE
c) IgM,	IgG e	IgE
d) IgA,	IgG e	IgE
e) IgA,	IgM e	IgE
Exercıćios
Exercıćios
10. O controle de qualidade do diagnóstico sorológico é essencial para a
garantia da conMiabilidade dos testes e deve ser criterioso em todas as etapas
do processo. A respeito das etapas dos testes, analise as aMirmativas abaixo e
assinale a alternativa correta.
I - A	fase	pré-analıt́ica	de	um	teste	sorológico	inclui	o	transporte	e					manuseio	da	
amostra	em	condições	apropriadas.
II	- Na	fase	analıt́ica	realiza-se	o	teste	de	acordo	com	as	recomendações	do	
fabricante.
III	- Na	fase	pós-analıt́ica	apresenta-se	o	resultado	do	teste.	
(a)	Apenas	a	a>irmação	I está	correta.
(b)	Apenas	a	a>irmação	II	está	correta.
(c)	Apenas	as	a>irmações	II	e	III	estão	corretas.
(d)	Todas	as	a>irmações	estão	corretas.
(e)	Apenas	as	a>irmações	I e	II	estão	corretas.
Exercıćios
11. Os anticorpos se dirigem contra partes dos antıǵenos, denominadas
determinantes antigênicos ou epıt́opos. Algumas vezes, a similaridade entre
epıt́opos de antıǵenos diferentes permite que a reação imune se dirija ao
mesmo tempo contra duas moléculas que, embora diferentes, apresentam
epıt́opos iguais ou semelhantes. Este acontecimento é denominado de:
(a)	Reações	de	anticorpos
(b)	Troca	de	epıt́opos
(c)	Reações	Cruzadas
(d)	Reconhecimento	antigênico
(e)	Interferências	cruzadas
Caso	Clinico	
J.L.A, paciente do sexo masculino, comerciante autônomo de 57 anos,
hipertenso e asmático comparece a drograria para realizar o teste rápido para
Covid-19 para a detecção de anticorpos IGG, IGM. Durante a conversa com o
farmacêutico, relata que está a meses em casa por conta do distanciamento social
e que agora trabalha em home of>ice gerenciando sua loja online, mas que neste
mês (na época mês de Julho) pretendia passar dois >ins de semana na praia do
Atalaia em Salinas pois seu calção de banho precisava de ummergulho. Procurou o
serviço para saber se é “imune” ao coronavıŕus pois sua esposa apresentou os
sintomas de perda de paladar e olfato e tosse seca a alguns dias atrás mas ele não
apresentou e portanto acha que é imune. O resultado do teste rápido foi positivo
para IgG. Seu J.L.A. >icou assustado e decidiu procurar o médico que o encaminhou
para realizar o teste de reação em cadeia da polimerase (PCR).
O resultado do PCR foi negativo.
Seu J.L.A >icou satisfeito com o
resultado, tirou a sunga do guarda-
roupa e foi para Salinas avisando os
amigos que foram juntos para não se
preocuparem pois ele é imune ao vıŕus
e que o resultado do teste de farmácia
não “presta”.
Perguntas	norteadoras
1. O	PCR	pode	ser	considerado	um	teste	sorológico?	
2. O	resultado	de	algum	dos	testes	realizados	pelo	paciente	estava	errado?
3. O	que	a	presença	de	IgG no	teste	rápido	pode	signi>icar?
4. Caso	a	esposa	do	paciente	tenha	realmente	contraıd́o	o	coronovirus,	a	não	
manifestação	de	sintomas	por	J.L.A	indica	que	ele	não	contraiu	o	vıŕus?
5. O	PCR	é	de	fato	melhor	que	o	teste	rápido?
6. Caso	J.L.A.	tivesse	apresentado	os	sintomas	qual	seria	o	teste	mais	
indicado	para	determinar	se	ele	estava	com	a	doença?
7. O	resultado	negativo	no	PCR	ou	a	presença	de	IgG no	teste	rápido	signi>ica	
imunidade	contra	o	vıŕus?
8. Ter	ido	para	Salinas	poderia	representar	algum	risco	para	J.L.A.	e	sua	
famıĺia	e	amigos?
9. O	que	você	aconselharia	a	J.L.A	se	ele	tivesse	ido	a	farmácia	em	que	você	
trabalha	a>irmando	que	o	teste	rápido	não	“presta”?

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