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Arte no Brasil – AP1
Conforme podemos ver na nossa disciplina e também em algumas pesquisas feitas na internet buscando conhecer mais, encontramos os períodos da história da arte mundial. Vimos obras europeias e estadunidenses, artistas distantes de nós e obras de arte lindas, mas que representam culturas totalmente diferentes da nossa. Acredito que entender a arte mundial é importante, mas perceber que a arte nacional é relevante e mais importante ainda. 
Vou fazer um panorama geral, mas que assim não abrange tudo, mas traz pontos significativos da história da arte brasileira. Vamos começar pela arte produzida pelos povos indígenas brasileiros antes da chegada portuguesa aqui, onde podemos destacar a arte marajoara e a cultura de Santarém. A arte marajoara abrange do ano 400 a 1350 e é marcada pela qualidade das suas cerâmicas. Essas cerâmicas compreendiam vasos domésticos, funerários e cerimoniais com decoração feita através de pintura bio ou policromática com desenhos feitos por sulcos e relevos. Na arte marajoara haviam tantos objetos figurativos que estilizavam a forma humana, quanto desenhos geométricos abstratos.
 
A arte marajoara é uma cerâmica fruto do trabalho dos povos indígenas do período de ocupação "marajoara" na ilha brasileira de Marajó situada na foz do rio Amazonas (estado do Pará),[1][2] durante o período pré-colonial brasileiro de 400 a 1400 d.C.,[2][3] sendo assim chamada de cerâmica marajoara,[2] pois existem sucessivas fases de ocupações na região, cada uma com uma cerâmica característica. Segundo Samuel Lopes, gerente da Escola de Artes e Ofícios de Pará de Minas, esta arte representa a origem da cerâmica no Brasil.[3] 
FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_marajoara
A cultura Santarém também possuía cerâmicas decoradas com características diferentes. A cerâmica santarena possuía pinturas, desenhos, relevos, figuras humanas e figuras de animais, E marcada pelos carótides, isto é artes com formas humanas, que dão sustentação à parte superior dos vasos. Além do mais também tem ornamentações e cachimbos e estatuetas.
Após a vinda portuguesa houve uma redução drástica dos indígenas no território brasileiro. Ainda assim a arte sobreviveu revelando a cultura dos povos nativos daqui: houveram cerâmicas juruna e karajá, trançados e tecelagem paresi, e a plumária tupinambá. E mais há mascaras cerimoniais da mitologia indígena e pintura corporais que revelam símbolos de beleza, hierarquia, funções sociais e cultura dos integrantes de cada tribo. Vale ressaltar que os indígenas não são um grupo homogêneo, cada um tinha e ainda tem características artísticas e culturais diversas.
 
Na região do baixo rio Tapajós floresceu a chamada cultura Santarém, que se notabilizou pela produção de uma cerâmica de estilo muito peculiar, baseado no emprego das técnicas de modelagem, incisão, ponteado e aplicação. 
Fonte: https://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/arqueologia/arqueologia-brasileira/santarem.html#:~:text=Na%20regi%C3%A3o%20do%20baixo%20rio,%2C%20incis%C3%A3o%2C%20ponteado%20e%20aplica%C3%A7%C3%A3o.
 Seguindo a história: após a chegada dos europeus no brasil, qual a arte que passou a destacar em nosso território foi a arte barroca brasileira. Afinal, lá na Europa estava acontecendo a reforma protestante e a contra reforma católica. Assim neste contexto que veio para cá a arte barroca, nesse momento a religião católica estava perdendo espaço para o protestantismo, e a forma que acharam para voltar a ter o domínio cultural e religioso, para catequisar todo o brasil no novo mundo. 
O Barroco no brasil teve destaque especialmente na região de minas gerais com artistas como Aleijadinho e mestre Ataíde. O movimento trazia características europeias como contrastes intensos, riqueza de detalhes e dramaticidade. Aqui temos a mistura de barrocas com rococó. E também, representações com menos rostos europeus e mais faces brasileiras. 
 
Vamos agora para a arte neoclássica no brasil, marcante no século XIX aqui no país. Na Europa neoclassicismo retomava conceitos da arte greco-romana, visava harmonia e equilíbrio visual. No Brasil, o neoclássico foi um período de muitos estrangeiros vindo pra cá, visando ensinar brasileiros a utilizarem técnicas de arte da Europa. Era a arte para mostrar a diversidade natural e um olhar idealizado sobre a escravidão.
Assim tivemos a missão artística francesa. Tratava-se de um grupo de artistas trazendo arte acadêmica para o nosso pais institucionalizando o ensino de arte e a formação de artistas. E daí temos nomes de artistas como Victor Meirelles que pintou o quadro “A primeira missa no brasil”. Nessa época, tivemos a presença de Jean-Baptiste Deprest: um artista francês que viajou por todo o território brasileiro registrando em aquarela as paisagens do nosso país. Ele publicou as aquarelas reunidas em um álbum intitulado “Viagem Pitoresca e histórica ao Brasil”. Além de registrar paisagens, ele também retratou cenas equilibradas e idealizadas da escravidão no país.
 
Agora chegamos ao realismo na arte brasileira. Um movimento importado da Europa que chega aqui pelo final de do século XIX com roupagem bem mais brasileira. Um movimento de destaque para questões sociais e regionalismo do país. Aqui que destacamos a Almeida Júnior. Ele foi um artistas que aprendeu técnicas europeias de pintura. Entretanto adaptou isso a luminosidade tropical e ao povo caipira do interior do país. Isso é perceptível em várias de suas obras. 
 
Chegando já no século XX, encontramos a arte moderna brasileira, muito conhecida através da pintura “Abaporu” da artista Tarsila do Amaral. Lembrando que a arte moderna no brasil teve um evento marcante que ocorreu em 1922: a semana da arte moderna. 
Podemos perceber que a nossa história é bem curta porque somos uma nação recente. Justamente por isso, nossa história da arte ainda tem muitas influencias estrangeiras. Mas isso não significa falta de qualidade, como vimos ao longo da disciplina são artes carregadas de muitos estudos, qualidade e aptidão artística. Isso também não significa que nossa arte seja menos importante na história mundial, significa apenas que é uma arte jovem na história.
 
Abaporu- Tarsila do Amaral
Texto: Jéssica silva Costa Barati
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