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Anatomia topográfica do alvéolo dental
A anatomia topográfica alveolodental estuda as relações de cada dente da maxila e da mandíbula 
com as estruturas ósseas e de tecidos moles adjacentes. Tradicionalmente, tal estudo envolve o 
conhecimento das relações vestibulares, linguais (ou palatinas) e apicais de cada grupo de dentes.
>O conhecimento da topografia alveolodental é importante em diversas áreas na odontologia. Nas 
exodontias, a espessura das lâminas ósseas orienta as manobras para vestibular ou lingual, 
evitando fraturas indesejáveis de lâminas ósseas. Nas infecções odontogênicas, o conhecimento da 
localização dos ápices dos dentes fornece subsídios para estabelecer o local de drenagem de um 
abscesso odontogênico. Na anestesia local, possibilita determinar quais dentes podem ser 
anestesiados por meio de injeções paraperiósticas (próximo aos ápices dos dentes).
Maxila
Alvéolos dos incis ivos
RELAÇÕES VESTIBULARES
Nesta região, a lâmina óssea vestibular é muito delgada e sofre fusão das corticais vestibular e 
alveolar, sobretudo ao nível dos terços cervical e médio da raiz, com ausência de osso trabecular. 
Assim, os ápices desses dentes localizam-se muito mais próximo da lâmina vestibular que da lingual. 
Algumas vezes, a raiz do incisivo lateral superior inclina-se para o lado palatino, afastando-se do 
vestibular.
RELAÇÕES PALATINAS (LINGUAIS)
A lâmina óssea palatina nessa região é muito espessa, apresentando grande quantidade de tecido 
ósseo trabecular . Isso se deve ao fato de o palato nessa região apresentar uma inclinação de, 
aproximadamente, 45º com o longo eixo dos incisivos. Deve-se lembrar ainda da presença do canal 
incisivo, entre os incisivos centrais superiores, na linha média. Inferiormente, o canal alarga-se, 
formando a fossa incisiva, que pode ser relativamente grande.
RELAÇÕES APICAIS
Os dentes incisivos relacionam-se apicalmente com o assoalho da cavidade nasal . Existem dois 
fatores determinantes da maior ou menor relação de suas raízes com o assoalho da cavidade nasal: o 
tamanho das raízes e o tipo facial. Dentes mais longos podem apresentar maior contato com a 
cavidade nasal, assim como dentes de indivíduos com a face curta.
Alvéolos dos caninos
RELAÇÕES VESTIBULARES
Os dentes caninos apresentam relações vestibulares semelhantes aos dentes incisivos, ou seja, sua 
raiz encontra-se muito próxima à lâmina óssea vestibular, que também geralmente não apresenta 
osso trabecular ou esponjoso . Devido à posição saliente deste dente no arco dental, a eminência 
alveolar do dente canino é bem marcada, sendo denominada eminência canina. A eminência canina 
faz parte de um dos pilares de sustentação da maxila, o pilar canino.
RELAÇÕES PALATINAS
São as mesmas dos alvéolos dos dentes incisivos, exceto o canal incisivo.
RELAÇÕES APICAIS
O alvéolo do dente canino localiza-se em uma zona de transição entre a cavidade nasal e o seio 
maxilar. Além disso, conforme dito anteriormente, localiza-se em uma área de reforço ósseo, 
denominada pilar canino. Assim, apresenta uma raiz muito bem implantada superiormente e que 
pode relacionar-se, embora com menor frequência, tanto com a cavidade nasal quanto com o seio 
maxilar.
Alvéolos dos pré-molares
RELAÇÕES VESTIBULARES
Continua apresentando uma lâmina óssea bastante delgada, sem osso esponjoso (trabecular). As 
eminências alveolares são menos nítidas que nos dentes anteriores.
RELAÇÕES PALATINAS
A parede óssea palatina nos pré-molares passa a ter uma direção mais vertical que na região 
anterior. Começa a se observar um ângulo bem definido entre a parede do alvéolo (mais vertical) e o 
palato ósseo (mais horizontal). Quando os dentes pré-molares apresentam raiz única, continuam 
bem afastados da cortical palatina, com bastante osso trabecular entre ambos. Quando o primeiro 
pré-molar apresenta duas raízes, a raiz palatina localiza-se próximo à cortical palatina.
RELAÇÕES APICAIS
Os dentes pré-molares podem relacionar-se com o seio maxilar de acordo com a extensão do mesmo. 
Dos dentes pré-molares, o segundo é o que mais se relaciona com o seio maxilar.
Alvéolos dos molares
RELAÇÕES VESTIBULARES
Em geral, os dentes molares superiores apresentam três raízes: duas vestibulares e uma palatina 
(lingual). Assim, as raízes vestibulares relacionam-se com essa lâmina. Na região dos alvéolos do 
primeiro molar e às vezes do segundo molar, nota-se a crista infrazigomática, que faz parte do pilar 
zigomático. Isso torna a lâmina vestibular mais espessa.
RELAÇÕES PALATINAS
As raízes palatinas dos molares relacionam-se diretamente com a cortical palatina, sobretudo no 
primeiro e segundo molares, podendo ou não haver osso trabecular entre ambos. O terceiro dente 
molar é o que menos se relaciona com a lâmina óssea palatina, principalmente quando suas raízes 
são fusionadas.
RELAÇÕES APICAIS
Os dentes molares são os que mais se relacionam com o assoalho do seio maxilar. As raízes do 
segundo dente molar são mais convergentes do que as do primeiro, tornando-o o dente que mais se 
relaciona com o assoalho do seio maxilar. Na ordem decrescente, os dentes que mais se relacionam 
com o seio maxilar são o segundo, o primeiro e o terceiro molares superiores, e depois os dentes pré-
molares.
RELAÇÕES POSTERIORES AO TERCEIRO DENTE MOLAR
Posteriormente ao alvéolo do terceiro dente molar, existe uma protuberância óssea arredondada, o 
túber da maxila. Posterossuperiormente, a maxila une-se ao processo pterigoide do esfenoide, com 
interposição do processo piramidal do palatino, o que representa o início da formação do pilar 
pterigóideo.
Mandíbula
Alvéolos dos incisivos e caninos
RELAÇÕES VESTIBULARES
O processo alveolar da mandíbula nessa área é muito estreito no sentido vestibulolingual. Assim, 
como na maxila, as corticais vestibular e alveolar estão unidas, sem osso trabecular entre elas. Os 
ápices desses dentes aproximam-se mais da lâmina vestibular que da lingual. Observam-se 
eminências alveolares discretas para os dentes incisivos, e uma mais evidente para o dente canino.
RELAÇÕES LINGUAIS
A lâmina lingual é estreita, com a fusão das corticais lingual e alveolar.
RELAÇÕES APICAIS
Os alvéolos destes dentes relacionam-se com o osso trabecular do mento. Os vasos e os nervos (ramos 
incisivos de artéria e nervo alveolares inferiores) chegam a estes alvéolos percorrendo o osso 
esponjoso da mandíbula, formando às vezes, canalículos incisivos.
Alvéolos dos pré-molares
RELAÇÕES VESTIBULARES
As relações vestibulares são semelhantes às dos alvéolos dos dentes anteriores. Contudo, essa lâmina 
óssea torna-se mais espessa posteriormente. Assim, no primeiro dente pré-molar, as corticais 
vestibular e alveolar estão unidas. No segundo pré-molar, pode-se encontrar osso trabeculado 
interposto.
RELAÇÕES LINGUAIS
A lâmina óssea lingual apresenta alterações mais significativas. Essa lâmina é mais espessa, de 
modo que os ápices dos dentes pré-molares localizam-se mais próximos à cortical vestibular. Esse 
espessamento ósseo lingual deve-se à linha milo-hióidea, que vai se tornando mais marcada.
RELAÇÕES APICAIS
Na região dos alvéolos dos dentes pré-molares, o canal mandibular termina variavelmente próximo 
aos ápices dos dentes pré-molares, dividindo-se em um canal mentual e em canalículos incisivos . O 
canal mentual relaciona-se mais com o primeiro pré-molar; e o canal mandibular, mais com o 
segundo pré-molar.
Alvéolos dos molares
Os alvéolos dos dentes molares tendem a localizar-se cada vez mais para lingual, à medida que se 
dirigem posteriormente. Isso se deve ao fato de o arco dental inferior ser menor que o arco 
mandibular, em uma vista superior. Além disto, os ramos da mandíbula estão mais lateralizados do 
que o corpo mandibular e o arco dental inferior, o que modifica as relações vestibulares e linguais.
RELAÇÕES VESTIBULARES
Os alvéolos dos molares localizam-se mais lingualmente, o que evidentemente torna mais espessa a 
lâmina vestibular. Este espessamento se deve à linha oblíqua.
RELAÇÕES LINGUAISDevido à tendência de posicionamento dos alvéolos cada vez mais para a lingual, os ápices do 
primeiro molar localizam-se entre as lâminas vestibular e lingual; os ápices do segundo molar, mais 
próximos à lâmina lingual; e os ápices do terceiro molar apresentam-se intimamente relacionados 
com essa lâmina.
A linha milo-hióidea observada na lâmina lingual tem trajeto oblíquo, sendo mais inferior na região 
do primeiro dente molar e mais superior na região do terceiro dente. Dessa maneira, ela cruza os 
ápices radiculares aproximadamente no nível do segundo dente molar inferior. Assim, os dentes 
anteriores ao segundo dente molar apresentam ápices localizados acima da linha milo-hióidea, e os 
ápices do terceiro molar, abaixo dessa linha.
No alvéolo do terceiro molar, existe uma junção das corticais lingual e alveolar a qual, associada à 
fossa submandibular localizada abaixo, faz com que seu alvéolo seja bastante projetado 
lingualmente .
RELAÇÕES APICAIS
A relação apical mais importante dos molares inferiores é com o canal mandibular e seu conteúdo, os 
nervos e vasos alveolares inferiores (V3). Os dentes que mais se relacionam com o canal são, na 
ordem de frequência, o terceiro molar, o segundo molar e o primeiro molar.
O terceiro molar erupciona tardiamente, podendo permanecer retido na mandíbula. Nesses casos, 
como a rizogênese ainda continua, suas raízes podem prolongar-se além do canal mandibular.