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ANATOMIA 2 ARQUITETURA E TOPOGRAFIA ALVEOLODENTAL. TOPOGRAFIA ALVEOLODENTAL Topografia: Relações de estruturas → no caso do alvéolo dental (casinha do dente) com outras estruturas. O elemento dentário está inserido no osso alveolar pelo ligamento periodontal. Extrapolando essa região temos músculos mastigatórios, musculatura da expressão facial, tem vasos, tem nervos, tem glândulas salivares, tem seio maxilar, lábio, língua e outras estruturas que estão influenciando as relações dentarias. Estuda o alvéolo e tudo junto a ele. Alvéolo: onde o dente está inserido no osso, tanto maxilar, quanto mandibular. Quando retira um dente (perda dentaria) o osso passa por um processo fisiológico de reabsorção óssea (remodelação). Portanto existe uma relação de dependência: o alvéolo dentário depende do dente → só tem alvéolo, se houver dente. Havendo qualquer perda dentaria o alvéolo é transformado e deixa de existir. O ALVEOLO DEPENDE DA ESTRUTURA DENTARIA. O osso em vida se transforma (reabsorve) depois de uma perda dentaria, mas se ocorreu após a morte o alvéolo se mantem pois após não há vida para transformação (reabsorção). ODONTOLOGIA LEGAL: observa se um retrato da cavidade bucal e é possível notar um local de reabsorção óssea o que indica que esse dente foi perdido em vida, pois não teria como haver reabsorção se o indivíduo não estivesse vivo. Em outros locais não há dente, porem há o processo alveolar ainda, indicando que possivelmente esse dente foi perdido após a morte, sem tempo de reabsorção (quando morto não existe reabsorção). PROCESSOS ALVEOLARES Processo alveolar → Conjunto dos alvéolos dentários: alvéolos mandibulares e maxilares. Esses processos alveolares formam arcos: • Arco dental maxilar (superior). • Arco dental mandibular (inferior). Eles possuem uma curva necessária para sua função. Os processos alveolares tem algumas modificações: dentição decídua: 20 dentes, permanente: 32 dentes. OSSO ALVEOLAR O alvéolo é uma estrutura que se articula com o elemento dentário e forrando internamente esse alvéolo nós temos um tecido ósseo que é a cortical alveolar. CORTICAL ALVEOLAR: É um tecido ósseo que reveste internamente os nossos alvéolos. Na rádio é a lâmina dura. CORTICAIS VESTIBULAR E LINGUAL (PALATINA): Tecido ósseo que reveste externamente por vestibular e pela lingual. *mandíbula sempre vai ser lingual, maxila pode ser palatina ou lingual* TECIDO ÓSSEO TRABECULADO (ESPONJOSA): é o tecido esponjoso do osso. Os três elementos acima formam o alvéolo dental: cortical alveolar, cortical vestibular e lingual, tecido ósseo trabeculado. TABUA ÓSSEA VESTIBULAR: cortical vestibular, cortical alveolar e trabeculado ósseo entre as duas corticais. TABUA ÓSSEA LINGUAL: cortical lingual, cortical alveolar e trabeculado ósseo entre as duas corticais. ALVÉOLOS DENTÁRIOS SEPTOS Septos interalveolares ou Inter dentário: separa um alvéolo do outro (Fazem a separação de um dente e outro). Septos Inter radiculares ou intradentário: em dentes multirradiculares esses septos separam raízes. Fazem a separação da raiz por exemplo do molar. ARTICULAÇÃO ALVEOLODENTAL Tecido fibroso → ligamento periodontal. A articulação é a gonfose (fazem a articulação do dente com seu alvéolo). Fixação do dente ao osso alveolar → altamente adaptada para estabilidade do elemento dentário: para mastigar precisa ser fixo (pra não comer e balançar). Mas precisa ter uma discreta mobilidade dentaria no interior do seu alvéolo para mastigação e outros processos da cavidade oral. Isso é possível pois o ligamento funciona como se fosse um amortecedor, tem vários receptores que vão fazer com que tenhamos mais pressão ou não, dependendo da necessidade. (O ligamento periodontal tem receptores para saber quanta força deve ser colocada para mastigar algo, por exemplo, uma carne coloca bem mais forca que uma sopa). O ligamento, portanto, tem que ser fixo e ter essa discreta mobilidade. ANQUILOSE DENTAL: Algumas pessoas possuem um processo patológico que o ligamento periodontal calcifica ou o cemento fixa no osso alveolar (como se o ligamento deixasse de existir). O ligamento funciona como um amortecedor durante a mastigação, sem ele a tendencia natural é o osso alveolar começar a sofrer e passar por uma reabsorção, portanto normalmente o tratamento é retirar o dente. O termo anquilose significa que está preso. GNERALIDADES Desenvolvimento da cabeça óssea: Neonato: neurocrânio mais desenvolvido que o viscerocrânio., pois nos precisamos do sistema nervoso para tudo, portanto é o mais desenvolvido e exigido. A face não tem função ainda, pois na barriga da mãe o bebe não mastiga. O crescimento ósseo da região da face é diferente do crescimento na região do crânio. Tem relação com as estruturas dentarias → quando tem um bebe que começa a ter erupção de dentes, o crescimento começa a ser mais transversal, por aposição e deposição de tecido ósseo. Isso acontece para abarcar os dentes que estão erupcionando e faz com que o viscerocrânio se desenvolva. TOPOGRAFIA DA MAXILA E MANDIBULA A maxila tem mais osso esponjoso enquanto a mandíbula tem mais osso compacto pois nela (mandíbula) envolve músculos mastigatórios (necessita força e potência.) portanto uma necessidade maior e diferente da função da maxila que está envolvida em músculos da expressão facial. A região mandibular é a região que movimenta então precisa dessa composição diferenciada. Na região da mandíbula o trabeculado ósseo (esponjoso) é denso enquanto que na maxila não é. TOPOGRAFIA DA MAXILA Corticais ósseos vestibular e lingual delgados (finas) quando comparado com a compacta óssea mandibular. Grande quantidade de osso esponjoso (trabeculado ósseo). Será bem maior do que a região mandibular. TERÁ PILAR E ARCOS DE RESISTÊNCIA. REGIÃO VESTIBULAR Parede vestibular delgada → risco de fenestração: é uma janela/abertura óssea com exposição da raiz frente uma perda local de tecido ósseo na região vestibular. Deiscência: é a perda da ponte óssea presente entre a fenestração e a estrutura dentaria. Quando tem deiscência existe um risco maior desse processo ir aumentando até o dente ter mobilidade (ele balança). Quando a parede óssea mesmo que fina está presente ela segura mais esse dente. REGIÃO LINGUAL OU PALATINA Tabua óssea palatina homogenia (exceto região anterior, aprox. 45 graus com o plano horizontal). A partir dos pré molares e molares superiores a inclinação muda: verticalização → passa a ser 90°. RELAÇÕES DOS DENTES ANTERIORES SUPERIORES: incisivo central e lateral e canino. VESTIBULAR: é fina, portanto, altamente delgada. Considerando os três tecidos da tabua óssea vestibular: quase não tem trabeculado ósseo, por isso as corticais vestibular e alveolar estão fusionadas (grudam). LINGUAL/PALATINA: espessura maior devido a presença de uma maior quantidade de trabeculado ósseo. EXTRAÇÃO: é mais fácil fraturar a parede vestibular do que a lingual, pois ela é mais fina (mais vulnerável). Porque a lingual é mais espessa? Pois ela tem mais trabeculado ósseo devido a inclinação do dente de 45 graus com o plano horizontal. E a vestibular é mais fina pois as corticais estão fusionadas. APICAL: Canal e forame incisivo: fica entre os dos incisivos centrais superiores. Proximidade com a cavidade nasal: Leva em consideração três fatores: 1. Tamanho do dente Quanto maior, maior a proximidade. 2. Perfil facial do individuo Leptoprosopo: pessoa com rosto mais alongado (vertical maior que o horizontal). Euriprosopo: diâmetro horizontal é bem maior que o vertical. Mais próximo da cavidade nasal. Se há um abcesso esse é o mais provável que chegueà cavidade nasal. Mesoprosopo: aproximadamente equivalente. 3. Quantidade de osso entre o ápice dentário e assoalho da cavidade nasal. Quanto maior a quantidade de tecido ósseo menor a chance de ter relação com a cavidade bucal. Se tem um abcesso tem menos chance de chegar à cavidade nasal se houver mais osso. INCISIVO CENTRAL: maior proximidade com a cavidade nasal, pois é maior, se houver infecção na região apical pode passar para a cavidade nasal. Pode ter abcesso que vai para região mandibular, lingual ou apical (que pode chegar à cavidade nasal). INCISIV LATERAL: menor proximidade, pois é menor que o incisivo central. Além disso tem mais osso entre ele e a cavidade nasal. Menos possibilidade de um problema chegar à cavidade nasal. CANINO: Pilar canino: começa no alvéolo do canino superior. Portanto a parede vestibular do canino superior é mais resistente do que os incisivos, pois esse pilar a deixa mais espessa. Observação: Paciente com abcesso no canino superior esquerdo drenou para região da cavidade nasal, não foi para vestibular pois existe a presença do pilar canino tornando mais espesso e, portanto, mais resistente. RELAÇÕES DOS DENTES PRÉ MOLARES SUPERIORES: Passa a ter uma verticalização e começa a ter 90°. Isso muda a região lingual. VESTIBULAR: ainda tem proximidade entre o cortical alveolar e cortical vestibular (igual nos incisivos e caninos). LINGUAL: O primeiro pré molar superior tem duas raízes, e o segundo pré molar superior tem apenas uma. A parede lingual é variável dependendo do numero de raízes. Quando há uma raiz só o trabeculado ósseo é maior. Se houver duas raízes (ocupam mais área) há menos quantidade de trabeculado. RELAÇÃO APICAL Ambos os dentes relacionam com o seio maxilar. Primeiro pré molar superior: próximo ao pilar canino então também tem a densidade óssea. Segundo pré molar superior: quantidade ósseo variável entre o assoalho do seio e o ápice dentário. Isso varia pois depende das características inatas de cada pessoa. RELAÇÕES DOS MOLARES SUPERIORES: VESTIBULAR E LINGUAL: Mudança na parede vestibular do primeiro molar superior. Primeiro molar superior: presença do pilar zigomático, cortical vestibular mais espessa. As raízes palatinas são obliquas em relação ao pato. Os molares superiores tem três raízes → 2 vestibulares e uma lingual. A vestibular segue o esquema que a cortical vestibular fusiona com a cortical alveolar. A região da platina (lingual) como temos três raízes, a raiz tem uma inclinação que faz com que tenha pouco tecido trabeculado. Segundo e Terceiro molar: pode haver o fusionamento das raízes, portanto são como uma raiz só, aumentando a deposição de trabeculado ósseo (na dependência de fusão radicular). o terceiro molar tem o pilar pterigoideo, tendo o espessamento ósseo maior nessa região. Mesmo que tenha extração dentaria tem um espessamento maior na área, mas diminui um pouco porque não há estimulação daquele tecido ósseo comparando quando o dente estava lá. RELAÇÃO APICAL Proximidade com o seio maxilar: PRIMEIRO E SEGUNDO MOLAR: situados abaixo do seio maxilar. TERCEIRO MOLAR: parede posterior do dente junto com a parede posterior do seio maxilar. Pneumatização do seio maxilar: expansão do seio maxilar, ocorre após extrações dentárias, principalmente na região dos molares superiores. Isso ocorre pois os dentes (molares) seguram o seio maxilar, se retira o seio cresces (áreas não solicitadas durante a mastigação sofre reabsorção por desuso). O processo de expansão é a pneumatização. É muito comum em idosos. SEIO MAXILAR O maior dos seios paranasais. Cavidades preenchidas por ar no interior da maxila, caracterizando-a como osso pneumático. Dimensão variável: idade, sexo (homens tem maiores), etnia, presença dos dentes superiores (perda dentaria -> expansão do seio maxilar) e outros fatores. Parede lateral: osso zigomático Parede Medial: cavidade nasal Parede Superior: assoalho orbital Parede Inferiores: toca os ápices radiculares dos dentes posteriores (molares principalmente). Parede anterior: entre a eminencia canina e a crista zigomático alveolar. Parede posterior: face infratemporal da maxila SEPTOS Algumas pessoas terão septos dentro do seio maxilar. É um critério de variações de pessoa pra pessoa. Septações incompletas. Cúpulas alveolares: impressões dos ápices dentários no assoalho do seio maxilar. PROXIMIDADE COM O SEIO Grau de proximidade: 2MS -> 1MS -> 3MS - > PsMS Grau de pneumatização do seio maxilar varia de uma pessoa pra outra. Possibilidade de sinusite odontogênica: quando há alguma alteração sinusal (do seio maxilar), e a origem é odontogênica (dentaria). Bem semelhante a sinusite tradicional. *a parede mucosa do seio vai espessando*. Pode ocorrer devido algum material não próprio na região do seio, como por exemplo, um implante. Exodontias de dentes superiores posteriores: risco de comunicação bucossinusal / fistula orosinusal → tratar: Comunicação buco sinusal: abertura do seio maxilar geralmente associada com extração de um dente muito próximo da região do assoalho do seio e na hora que extrai comunica as duas áreas. Isso deixa uma “porta” aberta para entrada de microrganismo no seio. Enquanto essa região não for fechada ele tem alguns sintomas. Geralmente o corpo mesmo responde, mas as vezes é necessário colocar uma mucosa e suturar. TOPOGRAFIA DA MANDIBULA Densidade óssea substancialmente maior em comparação a maxila. Tem uma cortical mandibular mais espessa. REGIÃO ANTERIOR MANDIBULAR: Fusionamento das corticais vestibular e a cortical alveolar. No palato da região anterior da maxila tinha uma inclinação fazendo com que tivesse mais trabeculado ósseo. No caso da mandíbula terá fusionamento das duas pares, tanto cortical vestibular com cortical alveolar, quanto cortical lingual com a cortical alveolar. Fistulas: caminho por onde drena um abcesso, pois é onde acumula pus. Na região anterior da mandíbula a fistula vai ser vestibular. Pode acontecer fenestração e deiscência do mesmo jeito que na maxila. PRÉ MOLARES INFERIORES: Proximidade entre as duas tabuas. O arco mandibular vai ter um espessamento na parede vestibular quanto mais posterior for o dente: aumento progressivo de espessura da tabua óssea vestibular e lingual. Quanto mais posterior for o dente maior a espessura da cortical vestibular, por exemplo, segundo molares tem a parede vestibular mais espessa que os primeiros molares. Lingual: Quanto mais posterior for o dente maior a espessura da lingual isso ocorre pois é local de origem muscular (linha milo- hioidea). Isso é na região dos pré molares. Na região apical terá o canal mandibular (passa por toda região mandibular para levar vasos e nervos para os dentes do arco inferior) e o forame mentual (entre o primeiro e segundo pré molar). Molares inferiores: quanto mais posterior, maior a espessura na parede. Portanto molares tem a parede vestibular bem mais espessa do que a lingual, pois possuem a linha obliqua. O dente quanto mais posterior mais inclinado para a lingual ele é. Segundo e terceiro molar inferior: tem proximidade com trígono retromolar (usa como referencia quando vai dar anestesia). Nesse local é o encontro do tendão profundo do musculo temporal e ligamento pterigomandibular. Canal mandibular Ele abriga o feixe vasculonervoso alveolar inferior que vão do forame mandibular ate o forame mentual. Musculo milo hioideo A linha milo hioide que fica na lingual que é origem do musculo milo-hioideo. Esse musculo separa o assoalho em duas regiões por onde drena as infecções. Segundo molares inferiores podem ter seu ápice acima ou abaixo do musculo milo hioideo.Se ápice estiver acima a infecção vai para o espaço sublingual, se o ápice estiver abaixo do musculo a infecção vi para o espaço submandibular. Áreas doadoras de enxerto: áreas com quantidade de tecido ósseo que vai ceder para outra área. Muito comum no mento e na linha obliqua. Mudança nos arcos após perda dentaria → reabsorção muda o tecido ósseo em que muda também o perfil facial da pessoa. No geral, tudo que tem uma densidade óssea passa a ficar mais superficial (fica mais anterior). Estruturas ficam mais superficiais.