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DFT1_Aula 01 - 2013.1 - Ativ_Fin_Estado_sem capa

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E TRIBUTÁRIO I Aula 01 
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apenas das tarefas que, por sua natureza, não podiam ser 
delegadas ao particular (justiça, diplomacia, segurança 
etc.), pelo que o Estado deveria gastar o mínimo 
possível.[...] 
Os financistas modernos pensam diferentemente por não 
aceitarem que deva existir um limite global para o 
crescimento das despesas públicas, justificando-se este 
pensamento pelas seguintes razões. Em primeiro lugar, 
porque este problema é mais político que econômico, uma 
vez que é uma escolha eminentemente política [...]Em 
segundo lugar, porque interessa mais é saber de que 
forma é feita a repartição das despesas públicas, pois, 
hodiernamente, os financistas preocupam-se mais com o 
conteúdo da despesa pública do que com seu aspecto 
numérico, por não terem as várias despesas públicas o 
mesmo significado econômico. Por exemplo, a despesa 
pública relativa à compra de armas não gera o mesmo 
benefício econômico que a despesa pública pertinente à 
construção de uma barragem que produzirá 
eletricidade[...] [...] 
1.4.6 O limite da despesa pública e a Constituição 
Federal de 1988 
A Constituição de 1988 demonstra que o constituinte 
se preocupou com o problema do limite da despesa 
pública. Assim, o art. 169 revela a preocupação do 
constituinte com a limitação de despesa com pessoal 
ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios [...]. Por outro lado, a 
concessão de qualquer vantagem ou aumento de 
remuneração, a criação de cargos ou alterações de 
estruturas de carreiras, bem como a admissão de pessoal, 
a qualquer título, pelos órgãos e entidades da 
administração direta ou indireta, inclusive fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderão 
ser feitas se atendidos os pressupostos constantes dos 
incisos I e II do § 1- do art. 169 da CF. 
Texto transcrito de Rosa Jr. (2001, p. 23–48) 
 
Bibliografia 
ROSA JR., Luiz Emygdio Franco Da. Manual de direito 
financeiro & direito tributário. Rio de Janeiro: 
Renovar, 2001. 
TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e 
tributário. 18. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2011.