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<p>UNIDADE 2</p><p>linguagem é essencial ao desenvolvimento e à aprendizagem, pois permite que a</p><p>pessoa formule conceitos, seja capaz de abstrair, generalizar, operar mentalmente</p><p>sobre o mundo.</p><p>Em posição diversa daquela defendida por Piaget, para Vigotsky (1991), é a</p><p>aprendizagem que impulsiona o desenvolvimento, e não o contrário. O sujeito</p><p>aprende na relação que estabelece com o mundo desde bebê (mediada por pes-</p><p>soas e signos), e esta aprendizagem impulsiona o desenvolvimento das funções</p><p>psicológicas superiores. Para ele:</p><p>O aprender se dá pela passagem de uma “zona de desenvolvimento real” (aquilo</p><p>que o sujeito é capaz de fazer sozinho) rumo à “zona de desenvolvimento potencial”,</p><p>ou seja, aquilo que o sujeito tem potencial para fazer, mas ainda está em estado</p><p>latente, embrionário. Entre estas duas zonas, está a “zona de desenvolvimento</p><p>proximal”, que se refere ao que o sujeito será capaz de fazer com a mediação do</p><p>outro, ou seja, pelo ensino.</p><p>Obviamente, dependendo da faixa etária e dos objetivos, o ensino assumirá caracte-</p><p>rísticas diferenciadas, desde a mãe que corrige a criança pequena associando fala e</p><p>exemplo, até a formação teórica, típica da formação profissional. Segundo Vigotsky</p><p>(1991), toda aprendizagem precisa de alguma forma de mediação do “outro social”,</p><p>seja pela linguagem seja pela ação, mas o aprendiz é ativo neste processo.</p><p>VOCÊ SABE RESPONDER?</p><p>O que podemos extrair das contribuições destes atores/linhas de pensamento?</p><p>Não é nosso objetivo, aqui, discutir as aproximações e diferenças entre estes au-</p><p>tores, mas, sim, marcar, a partir de suas contribuições, alguns pontos importantes</p><p>para compreendermos a aprendizagem no século XX.</p><p>1</p><p>8</p>