Prévia do material em texto
<p>NORMA ABNT NBR BRASILEIRA 13541-2 Quarta edição 10.11.2017 Linga de cabo de aço Parte 2: Utilização e inspeção Wire rope slings Part 2: Use and inspection de ICS ISBN 978-85-07-07277-5 para ASSOCIAÇÃO Número de referência BRASILEIRA ABNT NBR 13541-2:2017 DE NORMAS TÉCNICAS 30 páginas ABNT 2017</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 de ABNT 2017 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser escrito da ABNT. reproduzida ou utilizada por qualquer eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por ABNT Av.Treze de Maio, 13 - andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br para ii ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Sumário Página Prefácio V 1 Escopo 1 2 Referências normativas 1 3 Termos e definições 1 4 Restrições para utilização das terminações de lingas 2 4.1 Olhal trançado flamengo com presilha de aço (tipo 1) 2 4.2 Olhal trançado flamengo com presilha de alumínio (tipo 2) 2 4.3 Olhal trançado manualmente (tipo 3) 2 4.4 Olhal dobrado com presilha de alumínio (tipo 4) 2 5 Métodos de utilização de lingas 2 5.1 Fixação direta 3 5.2 Método forca 4 5.3 Método cesta 5 6 Utilização de lingas de cabo de aço 5 6.1 Antes do icamento da carga 6 6.2 Durante a fixação da linga 8 6.2.1 Método forca 9 6.2.2 Método cesta 10 6.3 Durante a movimentação da carga 11 6.4 Descarregamento da carga 12 6.5 Precauções 12 6.6 Estabilidade e simetria de carregamento 13 6.6.1 Generalidades 13 6.6.2 Efeitos resultantes da carga fora de equilíbrio 13 6.6.3 Içamento com centro de gravidade abaixo do ponto de fixação 14 6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto 15 6.6.5 Carregamento assimétrico 15 6.7 Lingas com várias pernas com algumas pernas sem carregamento 16 de 6.8 Armazenamento da linga 17 7 Inspeção 17 7.1 Generalidades 17 7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro/amarrador de carga 17 7.3 Inspeção completa 18 7.4 Critério de inspeção e descarte 19 7.4.1 Marcação 19 7.4.2 Arames rompidos 19 7.4.3 Redução no diâmetro do cabo 20 7.4.4 Corrosão 20 7.4.5 Deformação do cabo 20 para 7.4.6 Danos por calor 20 7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados 20 Bibliografia 30 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados iii</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Anexos Anexo A (informativo) Periodicidade e abrangência da inspeção 23 Anexo B (informativo) Determinação da massa da carga 24 Anexo C (informativo) Exemplo de formulário de inspeção 28 C.1 Formulário para inspeção por lote de linga 28 C.2 Formulário para inspeção individual da linga 29 Figuras Figura 1 - Exemplos de método forca 4 Figura 2 - Forca dupla 5 Figura 3 - Exemplos de método cesta 5 Figura 4 - Utilização de vara de manobra ou cabo-guia 6 Figura 5 - Lingas com várias pernas - Distribuição de carregamento 7 Figura 6 Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga 7 Figura 7 - Dobramento do cabo de aço 8 Figura 8 - Laço sem fim tipo Grommet 9 Figura 9 - Exemplo de ângulo no método forca 9 Figura 10 - Utilização de sapatilho no método forca 10 Figura 11 - Exemplo de balancim 10 Figura 12 - Transporte com lingas de múltiplas pernas com pernas não utilizadas 11 Figura 13 - Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos 12 Figura 14 - Alinhamento do centro de gravidade 13 Figura 15 - Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade 14 Figura 16 Exemplo de carga estável 14 Figura 17 - Exemplo de centro de gravidade alto em relação aos pontos de fixação 15 Figura 18 - Carregamento assimétrico 16 Figura 19 - Gancho 21 de Tabelas Tabela 1 - Método de utilização das lingas 3 Tabela 2 - Fatores de redução de carga máxima de trabalho (CMT) 17 Tabela 3 - Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames .19 Tabela A.1 - Periodicidade do exame e dos ensaios do conjunto de lingas 23 Tabela B.1 - Volumes de corpos fundamentais 24 Tabela B.2 - Densidades dos materiais mais comumente usados 27 iv ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei n° 9.279, de 14 de maio de 1996). Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor. A ABNT NBR 13541-2 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Cabos de Aço e Acessórios (ABNT/CEE-113). Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital n° 05, de 10.05.2012 a 09.07.2012, com o número de Projeto 113:000.00-002/2 seu projeto de Emenda 1 de 2015 circulou em Consulta Nacional conforme Edital n° 01, de 30.01.2015 a 30.03.2015. seu projeto de Emenda 1 de 2017 circulou em Consulta Nacional conforme Edital n° 07, de 28.07.2017 a Esta Norma é baseada nas ISO EN 13414-2:2003 e EN 13414-2:2003/Emenda Esta quarta edição da ABNT NBR 13541-2 equivale ao conjunto ABNT NBR 13541-2:2015 e Emenda 1, de 10.11.2017, que cancela e substitui a edição anterior ABNT NBR Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte: Scope This Standard provides guidelines for the use and inspection in operation of wire rope slings for de general purposes. ABNT 2017 Todos os direitos reservados V</p><p>NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 13541-2:2017 Linga de cabo de aço Parte 2: Utilização e inspeção 1 Escopo Esta Norma fornece orientações para utilização e inspeção em operação de linga de cabo de aço para uso geral. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe- rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 11436, Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamento mecânico de elevação Procedimento ABNT NBR 11900-3, Terminal para cabo de aço Parte Olhal com presilha ABNT NBR Linga de cabo de aço Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio 3 Termos e definições Para os efeitos desta parte da ABNT NBR 13541, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 13541-1 e os seguintes. 3.1 inspeção visual verificação visual da condição da linga de cabo de aço para identificar danos óbvios ou deterioração que possam comprometer a sua adequação ao uso 3.2 inspeção completa de inspeção visual realizada por pessoa qualificada e, se necessário, complementada por outros meios, como verificação dimensional e ensaios não destrutivos, a fim de detectar danos ou deterioração e avaliar sua importância em relação à utilização segura da linga de cabo de aço 3.3 pessoa qualificada pessoa habilitada por órgão de competência profissional e treinamento formal em inspeção em cabos de aço e acessórios conduzidos por organizações competentes NOTA Organização competente pode ser o fabricante de cabos de aço, fabricante da lingas de cabos de aço ou centros de formação profissional. 3.4 para sinaleiro amarrador de cargas profissional capacitado que realiza e verifica a amarração da carga, emitindo os sinais necessários ao operador do equipamento durante a movimentação ABNT 2017 Todos os direitos reservados 1</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 4 Restrições para utilização das terminações de lingas 4.1 Olhal trançado flamengo com presilha de aço (tipo 1) olhal trançado flamengo com presilha de aço não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço. Para temperaturas de operação entre 100 °C e 200 °C com cabo com alma de aço, é permitida a utilização considerando uma redução de 10 % na carga máxima de trabalho (ver ISO 16625:2013, B 10.1). 4.2 Olhal trançado flamengo com presilha de alumínio (tipo 2) olhal trançado flamengo com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes condições: a) em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço; b) em contato com águas salgadas; c) em contato com superfícies abrasivas. 4.3 Olhal trançado manualmente (tipo 3) olhal trançado manualmente não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço. 4.4 Olhal dobrado com presilha de alumínio (tipo 4) olhal dobrado com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes condições: a) em cargas suspensas; b) em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço; c) em contato com águas salgadas; d) em contato com superfícies abrasivas. de 5 Métodos de utilização de lingas Os métodos recomendados para utilização das lingas (lingas de uma perna e conjunto de duas pernas) de cabos de aço são apresentados na Tabela 1. para 2 ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Tabela 1 - Método de utilização das lingas Tipos de lingas Método de utilização de Linga de uma perna Laço sem fim lingas Linga de duas Com uma linga Com duas lingas pernas a Um sem fim Dois laços sem fim Fixação direta Não aplicável Método forca Método forca com duas voltas Método cesta de Método cesta com duas voltas a As ilustrações e designações das lingas de duas pernas se aplicam também a lingas de três e quatro pernas. As pernas das lingas podem estar associadas à carga de várias maneiras: fixação direta, método forca e método cesta. 5.1 Fixação direta Neste caso os terminais inferiores são conectados diretamente aos pontos de fixação. A seleção para de ganchos e pontos de fixação deve permitir que a carga seja transportada no assento do gancho, evitando a carga na ponta. ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 3</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 5.2 Método forca Neste caso as pernas da linga são passadas através ou sob a carga e a extremidade inferior com ou sem acessório é conectada ao corpo da linga (ver Figura 1). A linga de uma perna também pode ser utilizada em uma forca com duas voltas [ver Tabela 1 e Figura 1 b)], ou com forca dupla (ver Figura 2). b) Método forca com a) Método forca com c) Método forca com um duas voltas e uma uma linga laço sem fim linga de duas pernas de d) Utilização incorreta causa torça de e) Utilização incorreta causa torça de carga carga Figura 1 - Exemplos de método forca para 4 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Figura 2 Forca dupla 5.3 Método cesta Existem dois modos de utilizar o método cesta: passando uma linga simples através de uma carga [ver Figura 3 a)] ou envolver duas lingas em torno da carga [ver Figura 3 b)]. segundo método não é adequado onde as lingas são capazes de se mover uma em direção à outra, quando a carga é ou quando são cargas que não são mantidas em conjunto, como pacotes soltos; o método forca é o preferido. maximo de a) Utilização de uma linga b) Utilização de duas lingas Figura 3 - Exemplos de método cesta 6 Utilização de lingas de cabo de aço para Levando em consideração o apresentado em 5.1 a 5.8 e os efeitos cumulativos de diminuição da resistência, o método de utilização da linga deve ser decidido e uma linga ou lingas de múltiplas pernas selecionadas para que a massa a ser não exceda a CMT. ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 5</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.1 Antes do da carga 6.1.1 Antes do início do da carga recomenda-se verificar que a mesma esteja segura para ser movimentada de maneira que não haja nenhuma obstrução, partes soltas e que a carga esteja devi- damente Deve ser tomado cuidado para que a carga não seja danificada pela linga ou vice-versa. Quando a linga for fixada à carga, os pontos utilizados para a fixação (por exemplo, olhais) devem ser adequados ao da carga. 6.1.2 Para evitar balanços perigosos e posicionar a carga, a utilização de um cabo-guia ou vara de manobra é recomendada (ver a Figura 4). Figura 4 Utilização de vara de manobra ou cabo-guia 6.1.3 Quando as cargas são aceleradas ou desaceleradas subitamente, ocorrem forças dinâmicas que aumentam as tensões na linga. Estas situações devem ser evitadas e ocorrem, por exemplo, quando não se retira a folga da linga antes de começar o 6.1.4 É essencial que a massa da carga a ser içada seja conhecida (ver Anexo B). 6.1.5 Após a escolha do método de deve-se escolher a linga adequada, compatível com a carga a ser tipo de linga e o método de utilizado devem assegurar que a carga não escorregue. de 6.1.6 A pessoa responsável pelo deve assegurar que as lingas estejam em boas condições. Lingas danificadas ou deterioradas, a tal ponto que não sejam consideradas seguras para o uso, (conforme a Seção 6) devem ser descartadas imediatamente. 6.1.7 A pessoa responsável pelo deve assegurar-se de que a carga fique balanceada quando As lingas devem ser fixadas nos pontos projetados para o da carga. Se estes pontos não estiverem marcados na carga, deve-se utilizar a posição do centro de gravidade para definir os pontos de fixação (Ver Figura 5). para 6 ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Figura 5 - Lingas com várias pernas - Distribuição de carregamento 6.1.8 Ao utilizar lingas de cabo de aço com duas, três ou quatro pernas, recomenda-se que o ângulo entre as pernas da linga e a vertical esteja entre 15° e 60° (ângulo na Figura 6). NOTA Ângulos com a vertical menores que 15° apresentam risco de desequilíbrio da carga B=45° 0,7 Q Q 1 1,0 Q 2 de Q Legenda 1 carregamento da perna 2 componente horizontal da força Área hachurada: ângulos não abrangidos pela plaqueta A área hachurada indica ângulos superiores a 60° com a vertical para os quais as lingas não podem ser utilizadas. Figura 6 - Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga para 6.1.9 Recomenda-se que todos os ângulos com a vertical sejam iguais. ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 7</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.1.10 Todas as lingas de múltiplas pernas geram uma componente horizontal da força (ver Figura 6), que é elevada à medida que o ângulo entre as pernas da linga é aumentado. Cuidados devem ser tomados para garantir que a carga a ser movimentada seja capaz de resistir à componente horizontal da força sem ser danificada. 6.1.11 A pessoa responsável pelo deve assegurar-se de que a carga a ser não contenha elementos soltos. Se a carga for composta por várias peças (por exemplo: um lote de tubos), deve-se selecionar um método adequado de utilização de lingas para amarrar todas as peças (ver Figura 1, b). 6.1.12 A linga não pode ser fixada no elemento de amarração de carga, exceto quando o elemento for projetado para este fim. 6.1.13 No caso de cargas que possam sofrer rotações, não podem ser utilizadas lingas com trança- dos manuais (tipo 3, conforme a ABNT NBR 6.2 Durante a fixação da linga Para a fixação da linga, é necessário assegurar que: e) os acessórios dos terminais inferiores e superiores estejam posicionados, com liberdade de movi- mento, de forma a garantir o alinhamento com a direção da força na f) os terminais estejam propriamente assentados. Nunca forçar com martelo ou cunha a linga na posição; g) o ângulo entre as pernas nas lingas de múltiplas pernas não exceda aquele para o qual a linga foi projetada e identificada; h) a linga não seja dobrada através de cantos vivos que possam danificá-la ou reduzir a sua resistência. Quando necessário, devem ser utilizadas calhas ou outros acessórios para arredondar os cantos vivos (ver Figura 7); de C Figura 7 Dobramento do cabo de aço NOTA 1 Considera-se canto vivo um raio de curvatura menor que o diâmetro do cabo de aço. NOTA 2 Quando o cabo é dobrado sobre seu próprio diâmetro, ele pode perder 50 % da sua resistência para nominal. 8 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 i) quando laços sem fim forem usados, eles sejam devem ser colocadas de modo que as presilhas ou o trançado estejam no comprimento livre da linga (Figura 8); j) quando o olhal da linga não dispuser de sapatilho e tiver dimensões padronizadas o pino do acessório do terminal deve ter diâmetro máximo conforme a ABNT NBR 13541-1:2012, Tabela 1 dimensão C. Não apoiar cargas sobre a região marcada com pintura amarela NOTA Estes laços apresentam emenda invisível sem alteração no diâmetro em todo perímetro. A região de fechamento da emenda é identificada com pintura amarela para evitar apoiar cargas sobre ela. Figura 8 - Laço sem fim tipo Grommet 6.2.1 Método forca Quando uma linga é utilizada em um método forca deve ser permitido à perna assumir o seu ângulo natural, sem ser forçada (ver Figura 9). Proteções nos cantos devem ser usadas para prevenir danos. Utilização correta Utilização incorreta Forçando o olhal para baixo provoca-se uma sobrecarga nas lingas por causa da formação de maior ângulo a de Ângulo formado naturalmente (aproximadamente 45° ou maior) a Figura 9 Exemplo de ângulo no método forca Um sapatilho deve ser utilizado no olhal para reduzir danos ao cabo, conforme a Figura 10. ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 9</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 a) Utilização b) Utilização correta incorreta Figura 10 Utilização de sapatilho no método forca No caso de linga com mais de uma perna, a ponta do gancho da linga deve ser direcionada para fora. Esse método pode ser utilizado quando não existirem pontos de fixação adequados disponíveis. Quando o método forca é empregado, o limite de carga de trabalho da linga não pode ser maior que do indicado na marcação. Uma linga com método forca não pode ser utilizada para girar ou arrastar uma carga, a menos que sejam tomados cuidados especiais que evitem a danificação da linga ou da carga. Estas precauções podem ser, por exemplo, uma redução da carga de trabalho da 6.2.2 Método cesta Quando for necessário usar o método cesta, devido ao perigo da inclinação de carga, utilizar mais de uma linga, preferencialmente em conjunto com um balancim (ver Figura 11) com dois terminais superiores com ou sem acessórios fixados ao gancho do equipamento de movimentação de carga. de para Figura 11 - Exemplo de balancim 10 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.3 Durante a movimentação da carga Ao ou abaixar a carga, é necessário assegurar que: a) seja utilizado um código de sinais reconhecido e entendido por todos os envolvidos, ver ABNT NBR 11436; b) não haja nada que impeça o livre movimento da carga (por exemplo, parafusos ou juntas segu- rando a carga); c) não haja obstáculos, como cabos ou tubos, que possam ser abalroados, e haja altura suficiente para o d) todas as pessoas envolvidas na operação possam se comunicar e sempre que possível se ver; e) todo pessoal esteja afastado da carga; caso contrário, cuidados especiais devem ser tomados quando se der início ao e ao controle dos movimentos da carga; f) a carga esteja balanceada (ver 5.6); g) a carga seja ou abaixada uniformemente; h) a linga não fique presa sob a carga (se necessário, deve-se colocar evitando-se que a carga ou as lingas sejam danificadas); i) sempre que possível, em lingas de múltiplas pernas, não haja nenhuma perna balançando livremente, pois mesmo quando as lingas não utilizadas são fixadas no anel de carga ou no olhal, conforme a Figura 12, elas podem ainda ser perigosas. Neste caso recomendam-se cuidados especiais. de a) Utilização incorreta b) Utilização correta Figura 12 Transporte com lingas de múltiplas pernas com pernas não utilizadas ABNT 2017 Todos os direitos reservados 11</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.4 Descarregamento da carga Recomenda-se que a área de carga seja preparada. Recomenda-se assegurar que o solo ou piso seja de resistência adequada para suportar a carga, tendo em conta eventuais vazios, dutos, tubulações etc., que podem ser danificados ou colapsados. Também se recomenda assegurar que haja acesso adequado ao local e que este esteja livre de quaisquer obstáculos desnecessários e pessoas. É pre- ferível utilizar paletes de madeira ou material similar, para evitar que a linga fique presa, para proteger o piso ou a carga, ou para assegurar a estabilidade da carga, quando descarregada. Recomenda-se que a carga seja posicionada com cuidado assegurando que as mãos e os pés sejam mantidos afastados. Convém que cuidados sejam tomados para evitar que a linga fique presa sob a carga, pois isso pode danificá-la. Antes de deixar a linga folgada, recomenda-se que seja verificada a carga para garantir que ela esteja devidamente apoiada e Isto é especialmente importante quando vários objetos soltos estão fixados no método cesta e forca. Quando a carga estiver segura, convém que a linga seja cuidadosamente removida para evitar danos, chicoteamento ou tombamento da carga. Recomenda-se que a carga não seja rolada fora da linga, pois isso pode danificá-la. 6.5 Precauções As seguintes precauções devem ser tomadas: a) não são permitidas movimentações com pessoas sobre a carga; b) a carga não pode ser suspensa sobre pessoas; c) uma carga suspensa não pode ser deixada desassistida; d) as lingas não podem ser arrastadas pelo chão; e) as lingas não podem ser expostas desnecessariamente a elementos corrosivos; f) se a linga for utilizada em um ambiente onde a temperatura exceda 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço, deve-se procurar orientação do fabricante; g) a linga não pode ser dobrada perto da presilha ou da região trançada, conforme a Figura 13. Dobramento de severo Figura 13 - Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos para NOTA A ISO 12480-1 traz recomendações para o planejamento e gestão da operação de e a ado- ção de sistemas seguros de trabalho. 12 ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.6 Estabilidade e simetria de carregamento 6.6.1 Generalidades Antes de a carga com as lingas, é importante assegurar que ela ficará estável ao ser afastada do solo. Deve-se atentar para o perigo de uma carga inclinar-se ou movimentar-se de maneira des- controlada ou tombar. Uma carga não ficará inclinada, se, antes do a(s) linga(s) for(em) disposta(s) de tal forma que a carga seja suspensa com seu centro de gravidade alinhado diretamente abaixo do principal ponto de fixação do gancho (ver Figura 14). NOTA centro de gravidade é o ponto em torno do qual as peças de um corpo, quando deixadas livres, se equilibram exatamente entre Figura 14 - Alinhamento do centro de gravidade 6.6.2 Efeitos resultantes da carga fora de equilíbrio Se uma carga estiver fora de equilíbrio ao ser ela se inclinará e se movimentará em direção à posição de equilíbrio, até que o centro de gravidade se situe diretamente abaixo do ponto principal de fixação (ver Figura 15). Tal movimento pode gerar situações de perigo, como: de a) a carga em movimento pode atingir pessoas ou obstáculos; b) as pernas das lingas podem sobrecarregar-se; c) a carga pode movimentar-se na linga; d) em casos severos, a carga pode tombar ou ser deslocada da linga com danos consequentes. para ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 13</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Figura 15 - Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade Se houver incertezas em relação ao equilíbrio de uma carga, pode ser necessário realizar uma série de preliminares antes que se possa determinar a posição de equilíbrio. A carga deve ser apenas o suficiente para que o ângulo e sentido de qualquer inclinação e oscilação sejam A tendência de inclinação e oscilação deve ser corrigida movendo-se os pontos de fixação das lingas e o gancho de suporte um pouco de cada vez, realizando-se cada vez um preliminar até que a posição de equilíbrio seja obtida. 6.6.3 com centro de gravidade abaixo do ponto de fixação Para a carga cujo centro de gravidade esteja abaixo do ponto de fixação, as seguintes condições devem ser atendidas: a) para linga de uma perna ou laço sem fim, o ponto de fixação deve estar verticalmente acima do centro de gravidade; b) para linga de duas pernas, recomenda-se que os pontos de fixação sejam de ambos os lados e acima do centro de gravidade, ver Figura 16; c) para lingas de três e quatro pernas, os pontos de fixação devem ser distribuídos no plano em torno do centro de gravidade. É preferível que a distribuição seja igual, ver Figura 5, e que os pontos de fixação estejam acima do centro de gravidade. de para Figura 16 - Exemplo de carga estável 14 ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto Para minimizar o risco de tombamento, os pontos de fixação devem, quando possível, situar-se acima do centro de gravidade da carga, ver Figura 16. Quando o centro de gravidade da carga encontra-se acima do ponto de fixação, ocorre uma maior estabilidade quando o ângulo entre a horizontal e a linga é substancialmente maior que o ângulo formado entre a horizontal e uma linha entre o centro de gravidade e o ponto de fixação, ver Figura 17. Em nenhuma situação é permitido que o ângulo a2 seja igual ou maior que o ângulo Figura 17 Exemplo de centro de gravidade alto em relação aos pontos de fixação 6.6.5 Carregamento assimétrico Na ABNT NBR cargas máximas de trabalho são dadas para lingas em uma variedade de de tamanhos e configurações diferentes. Esses valores para carga máxima de trabalho foram determinados para que os carregamentos das pernas sejam equivalentes. Isto significa que, quando a carga é içada, as pernas da linga são dispostas simetricamente em um plano e assumem os mesmos ângulos em relação à vertical (ver Figura 5). No caso de lingas com três pernas, se as pernas não estiverem simetricamente dispostas no plano, a maior tração será na perna onde a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacentes for maior. mesmo efeito ocorrerá em lingas com quatro pernas, recomendando-se que a rigidez da carga também seja considerada. Com uma carga rígida presume-se que a massa esteja suportada por apenas três ou mesmo duas pernas, com a perna ou pernas restantes servindo apenas para equilibrar a carga (ver Figura 5). No caso de lingas de duas, três e quatro pernas, se as pernas assumirem diferentes ângulos com para a vertical, a maior tração será na perna com o menor ângulo com a vertical, ver Figura 18. No caso extremo, se uma perna for vertical, ela vai carregar toda a carga. ABNT 2017 Todos os direitos reservados 15</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 2 3 1 Legenda 1 centro de gravidade 2 maior tração nesta perna 3 carga P Figura 18 Carregamento assimétrico Se houver falta de simetria no plano e ângulos desiguais em relação à vertical, os dois efeitos irão se combinar e tanto podem ser cumulativos como tender a se mas se todas as condições a se confirmarem, o carregamento pode ser presumido como simétrico, desde que a carga a ser seguir não exceda da carga máxima de trabalho marcada: a) os ângulos das pernas com a vertical não sejam menores que b) os ângulos das pernas com a vertical estejam todos dentro de 15° entre si; c) de no caso de lingas de três e quatro pernas, a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacen- tes esteja dentro de 15° um do outro. Se nem todas as condições citadas em a), b) e c) forem satisfeitas, o carregamento deve ser conside- rado assimétrico e uma pessoa qualificada deve estabelecer a carga de trabalho segura para a linga. no caso de carga assimétrica ser içada por linga de duas pernas, a linga deve ser usada na metade da CMT indicada na marcação, ver Figura 18. Se durante um ensaio de carregamento (ver 5.6.2) a carga for instável, esta deve ser baixada e o arranjo alterado. Lingas com várias pernas com algumas pernas sem carregamento Como princípio geral, as lingas devem ser usadas somente para a finalidade para a qual foram conce- bidas. Na prática, porém, ocasiões podem surgir em que um necessita ser feito utilizando um número menor de pernas que o número de pernas da linga. Nestes casos, a CMT deve ser reduzida em relação à CMT que está marcada na linga, aplicando o fator de redução dado na Tabela 2. 16 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 As pernas que não estão em uso devem ser fixadas no anel de carga ou no olhal (ver Figura 12), para reduzir o risco de balançarem livremente, chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo quando a carga é movida. Tabela 2 Fatores de redução de carga máxima de trabalho (CMT) Número de pernas Fator de redução a ser aplicado Tipos de linga usadas à CMT marcada na linga Duas pernas 1 1/2 Três e quatro pernas 2 2/3 Três e quatro pernas 1 1/3 6.8 Armazenamento da linga Quando não estiver em uso, recomenda-se que a linga seja mantida em um palete ou suporte adequado. A linga não pode ficar em contato com o solo ou exposta ao tempo, visto que ela pode ser danificada. Se a linga estiver suspensa a partir de um gancho do equipamento de movimentação de carga, convém que os ganchos da linga sejam engatados no anel de carga para reduzir o risco das pernas da linga balançarem livremente ou chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo. Caso a linga venha a ficar fora de utilização por algum tempo, recomenda-se que ela seja limpa, seca e protegida contra a corrosão, utilizando produto de fácil remoção que não prejudique a inspeção posterior. 7 Inspeção 7.1 Generalidades Durante serviço, as lingas de cabo de aço estão sujeitas a condições que afetam sua segurança. Portanto é necessário assegurar que a linga esteja segura para uso. As lingas devem ser inspecionadas visualmente pelo sinaleiro/amarrador de carga quanto a defeitos ou deteriorações, antes de cada série de movimentações e, a intervalos adequados, durante cada de série, ver 6.2. Havendo dúvidas quanto às condições de segurança da linga, esta deve ser colocada fora de serviço e submetida à inspeção completa. Se a identificação completa da linga não estiver presente, o sinaleiro/amarrador de carga deve retirar a linga de serviço e enviar para reclassificação e inspeção completa. A inspeção completa deve ser efetuada por pessoa qualificada, ver 6.3. 7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro/amarrador de carga Na inspeção visual, se qualquer uma das seguintes condições abaixo for identificada, a linga deve ser retirada de serviço e enviada para inspeção completa por pessoa qualificada: para a) identificação e/ou carga máxima de trabalho ilegíveis; b) arames rompidos; ABNT 2017 Todos os direitos reservados 17</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 c) deformação severa do cabo: alma ou perna saltada/deformada, amassamento ou nó; d) danos no trançamento, nas presilhas ou acessórios; e) desgaste excessivo; f) danos por calor; g) corrosão. 7.3 Inspeção completa A inspeção completa deve ser feita a intervalos não excedendo 12 meses. Este intervalo deve ser reduzido, quando necessário, em função das condições de serviço. Recomenda-se que em períodos não superiores a 48 meses sejam feitos ensaios de carga de prova e ensaios não destrutivos conforme o Anexo A. A pessoa qualificada deve verificar se a linga está marcada conforme a ABNT NBR Quando o ensaio de carga de prova é requerido,o ensaio não destrutivo e a inspeção visual devem ser efetuados após o ensaio da carga de prova. Para facilitar a inspeção, pode ser necessária a limpeza da linga para que esteja livre de óleos, sujeira, e oxidação. Recomenda-se utilizar uma escova de aço. Outros métodos podem ser utilizados desde que o metal de base do arame não seja danificado. Os métodos a serem evitados são aqueles que utilizam ácido, superaquecimento ou remoção de metal. o registro (rastreável) das inspeções deve ser mantido, contendo no mínimo as informações seguintes: a) dados do cliente; b) identificação das lingas (lote com mesma especificação); c) fabricante; de d) número de série; e) não conformidades, se houver; f) laudo; g) recomendações (preservação, troca de pernas ou descarte da linga); h) data, nome, assinatura e registro do inspetor. Anexo C apresenta exemplos de formulários de inspeção completa por lote ou individual. para A linga deve ser retirada de serviço se quaisquer das condições de 6.4.1 a 6.4.8 estiverem presentes ou forem alcançadas ou excedidas. 18 ABNT 2017 Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 7.4 Critério de inspeção e descarte 7.4.1 Marcação A marcação da linga deve estar legível e conter pelo menos a identificação do fabricante, o código de rastreabilidade e a carga máxima de trabalho para os ângulos aplicados, conforme a ABNT NBR 13541-1. NOTA Quando a linga apresentar marcação ilegível e não havendo como que ela foi fabricada de um grau diferente de 770 MPa, recomenda-se que a pessoa qualificada assuma que o grau do cabo seja de ao determinar nova carga máxima de trabalho. 7.4.2 Arames rompidos 7.4.2.1 Generalidades Arames rompidos podem causar ferimentos ao usuário, como também reduzir a resistência do cabo. Normalmente surgem por danos mecânicos, embora possam surgir por corrosão. Arames rompidos, distribuídos uniformemente. podem não ter efeitos marcantes na resistência da linga, mas podem indicar a existência de corrosão ou danos mecânicos. Geralmente, a perda de resistência causada por corrosão ou danos mecânicos em todo o cabo é mais crítica que a perda da resistência resultante de arames rompidos. Para evitar ferimentos nos usuários, os arames expostos devem ser quebrados na base. 7.4.2.2 Rupturas distribuídas aleatoriamente Após a inspeção completa, recomenda-se substituir a linga em serviço quando forem detectados no minimo: a) seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 d, onde d é o diâmetro nominal do cabo; b) três arames rompidos em uma mesma perna em qualquer comprimento de seis vezes diâmetro do cabo; c) dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro de do cabo. 7.4.2.3 Rupturas localizadas As lingas devem ser descartadas quando: a) houver três ou mais arames adjacentes rompidos; b) a quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassar o estabe- lecido na Tabela 3. Tabela 3 - Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames para Classificação do cabo de aço 6 36 8 36 Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2 ABNT 2017 Todos os direitos reservados 19</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 7.4.3 Redução no diâmetro do cabo A linga deve ser substituída quando ocorrer uma redução de 7,5 % no valor do diâmetro nominal do cabo. 7.4.4 Corrosão A corrosão pode ocorrer quando as lingas forem armazenadas inadequadamente ou utilizadas em condições especialmente corrosivas, como na movimentação de cargas dentro e fora de banhos áci- dos e alcalinos. Embora uma leve corrosão superficial não afete a resistência da linga, ela pode ser uma indicação de corrosão interna de efeitos imprevisíveis. A corrosão pode ser identificada através dos seguintes indicadores: a) perda de flexibilidade da linga; b) aumento da rugosidade dos arames; c) aumento do diâmetro nominal; d) perda do afastamento entre as pernas; e) sinal de resíduo de de ferro (pó avermelhado). Caso seja confirmada uma corrosão interna grave, a linga deve ser descartada. 7.4.5 Deformação do cabo 7.4.5.1 A linga deve ser descartada quando ocorrer dobra, amassamento e colapso da alma. Entretanto, em certas circunstâncias, deformações permanentes podem ocorrer sem necessariamente afetar a resistência da linga, como, por exemplo, quando o cabo é dobrado sob o efeito de uma carga pesada sobre um diâmetro pequeno. 7.4.5.2 No caso de dúvidas quanto à aceitação da deformação, cabo deve ser sujeito a uma ins- peção por pessoa qualificada. 7.4.6 Danos por calor 7.4.6.1 Quando exposta à temperatura excessiva durante muito tempo, a linga pode ter a sua resis- de tência significativamente reduzida. 7.4.6.2 Evidências de sobreaquecimento podem ser a descoloração dos arames, perda de lubrifica- ção ou vestígio de arco elétrico. Quando estas condições forem identificadas, a linga deve ser retirada de serviço e sujeita à inspeção por pessoa qualificada. Vestígio de reparo por solda em qualquer aces- sório deve ser critério para descarte. 7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados Na inspeção dos acessórios, presilhas ou trançados, deve-se observar o seguinte e descartá-los quando forem encontrados: a) gancho (ver Figura 19): para 1) torção maior que 2) abertura da garganta maior que a abertura original ABNT 2017 Todos os direitos reservados 20</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 3) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 6.4.8); 4) desgaste maior que de 5) desgaste maior que do diâmetro do olhal do gancho; d Carga Figura 19 - Gancho b) anel de carga: 1) deformação; 2) desgaste acima de de sua dimensão original; 3) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 6.4.8); c) sapatilho: 1) sapatilho mordendo o cabo; 2) diâmetro interno do sapatilho reduzido em mais de Na ausência da dimensão original, deve ser considerado o diâmetro mínimo C, da Tabela da ABNT NBR 11900-1, reduzido em mais de 15 %;; 3) desgaste, em algum ponto da coroa do sapatilho, superior a de 4) trincas detectáveis por inspeção visual (ver 6.4.8); d) presilha: 1) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 6.4.8); 2) abrasão ou amassamento severo; 3) presilha ou trançado se soltando; e) olhal: 1) rompimento da base do olhal devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou de sapatilho incorreto; para 2) arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha (ver Tabela 3); 3) deformação permanente da coroa do olhal que possa comprometer a resistência da linga; ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 21</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 f) manilha: 1) corrosão nominal; uniforme, desgaste e mossas no pino e/ou no corpo acima de do diâmetro 2) deformação do corpo e do pino; 3) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 6.4.8); 4) danos nas roscas do pino e do corpo. 7.4.8 Danos menores como entalhes, dobras e indicações lineares podem ser removidos Recomenda-se que a superfície recuperada apresente contorno suave, por abrupta de seção. A remoção completa dos danos não pode reduzir a espessura da seção sem mudança que da as dimensões mínimas especificadas pelo fabricante ou mais de 10 % da espessura para nominal menos seção, o que for menor. de en para 22 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Anexo A (informativo) Periodicidade e abrangência da inspeção Tabela A.1 - Periodicidade do exame e dos ensaios do conjunto de lingas Tipo de inspeção Tempo ou Sufixo a ser Aplicável a intervalo Ensaio de Ensaio não Inspeção marcado na carga de prova destrutivo visual identificação da linga Intervalo Conjunto de não superior Não aplicável Não aplicável Sim V completo a 12 meses Componentes da Ensaio de carga de prova ou linga, excluindo ensaio não destrutivo (ensaio de Sim VN ou T Intervalo as pernas acordo com a norma aplicável) não superior Pernas de linga a 48 meses Não aplicável Não aplicável Sim Não aplicável de cabo de aço Manilhas Não aplicável Não aplicável Sim V Sufixo T: para indicar ensaio de carga de prova, ensaio não destrutivo e inspeção visual. Sufixo VN: para indicar ensaio não destrutivo e inspeção visual. Sufixo V: para indicar inspeção visual somente. de para ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 23</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Tabela B.1 (continuação) Anexo B (informativo) Determinação da massa da carga A massa de uma carga, m, em quilogramas, é determinada usando-se a seguinte equação: m=Ve onde V é o volume da carga, expresso em decímetros cúbicos ou litros; e é a densidade do material, expressa em quilogramas por decímetro cúbico ou em quilogramas por litro. Pode-se determinar o volume de uma carga dividindo-a em elementos simples (corpos fundamentais), para os quais os volumes podem ser calculados usando-se uma das equações indicadas na Tabela e totalizando os volumes dos elementos. Tabela B.1 - Volumes de corpos fundamentais Corpos fundamentais Volume 02 Chapa (retangular) V = 3 de Chapa (circular) d V = para 24 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Tabela B.1 (continuação) Corpos fundamentais Volume Chapa (triangular) b Prisma, barra ou perfil A A A A é a área de superfície da base. Cilindro 2 2 d Tubo - Parede fina V= dr/t de Parede espessa D ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 25</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Corpos fundamentais Volume Esfera Segmento esférico + Segmento de chapa esférica Toro (anel cilíndrico) d D Dd2 Cone 26 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Corpos fundamentais Volume Tronco de cone d + + D Nos casos de volumes complexos ou materiais heterogêneos ou em outros casos em que seja difícil calcular a massa da carga, recomenda-se que se determine a massa através de um dispositivo de medição, como um dinamômetro, que é colocado entre o gancho do equipamento de movimentação de carga e a carga. As densidades dos materiais mais comumente usados estão relacionadas na Tabela B.2. Tabela B.2 Densidades dos materiais mais comumente usados Densidade Material kg/dm³ Alumínio 2,7 Latão 8,5 Bronze 8,4 a 9,2 Ferro fundido 7,4 Cobre 8,96 Aço carbono 7,85 Madeira 0,4 a 0,8 Vidro 2,4 a 2,6 de Tijolo 1,4 a 2.0 Concreto 1,6 a 2,4 Mármore 2,8 Pedra 2,7 Cimento (a granel ou endurecido) 1,5 a 3,0 Solo seco 1,3 a 1,9 Solo molhado 2,0 Areia seca 1,5 Areia molhada 1,65 Carvão 1,2 a 1,35 para ABNT 2017 - Todos os direitos reservados 27</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Anexo C (informativo) Exemplo de formulário de inspeção C.1 Formulário para inspeção por lote de linga Logo/Razão social Laudo de inspeção Lingas Cliente: Número: 1) Especificação do produto Pedido: Quantidade de peças: Diâmetro do cabo: Tipo de linga (pernas): Tipo de alma: Comprimento (m): Carga máxima de trabalho (t): Origem: Classe de construção: 2) Deformação no cabo A R . Arames rompidos Pernas fora de posição Pernas esmagadas (amassamento) Alma exposta (protuberância da alma) Redução de diâmetro (> ou = 10 %) Problemas no olhal Gaiola de passarinho Danos por calor Corrosão acentuada Dobra Destrançamento de perna Acessórios de Ganchos (vestígio de reparo por solda, abertura excessiva, deformação ou trincas) Sapatilhos (vestígio de reparo por solda, com deformação e/ou desgastes) Anel de carga de reparo por solda, com deformação e/ou trincas) Presilhas de reparo por solda, com trincas e/ou amassamento) Manilhas de reparo por solda, com deformação e/ou desgastes) 3) Recomendações/Conclusões 4) Rastreabilidade (Números de série): Nota(s): para 1- Este material foi inspecionado conforme a ABNT NBR XXXXX e referências. / / Assinatura do inspetor e registro: 28 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 C.2 Formulário para inspeção individual da linga Empresa: Especificação do produto Fabricante: de Data de aquisição: Cabo: Item Resultado Critério de rejeição Rupturas distribuídas a) seis arames rompidos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames rompidos aleatoriamente aleatoriamente em um comprimento de 30 onde d é o diâmetro nominal do b) três arames rompidos em uma mesma perna em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do c) dois arames rompidos no interior do em qualquer comprimento de seis vezes o do Rupturas localizadas a) três ou mais arames partidos agrupados b) a quantidade de arames partidos na união do cabo de com a presilha ultrapassa estabelecido na tabela: Classificação do cabo de aço 6 19 Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2 Redução no diâmetro A linga deve ser substituída quando ocorrer uma redução de no valor do diâmetro nominal do do cabo Corrosão Conforme Deformação do cabo Dobra (com deformação dos amassamento e colapso da alma Exceto dobra por deformação sob efeito de uma carga pesada sobre um pequeno Danos por calor Não Evidências de sobreaquecimento podem ser a descoloração dos perda de lubrificação ou vestigio de arco elétrico ou por solda Acessórios: Gancho Evidências de distorção ou a) torção maior que b) abertura da garganta maior que a abertura original "d": c) d) desgaste acentuado maior que de desgaste maior que do diâmetro do olhal do f) vestigio de repard por solda Anel de carga a) Deformação b) Desgaste acima de de sua dimensão original; c) Trincas e em qualquer região, detectáveis por inspeção visual se necessário, com d) do vestigio de reparo por Sapatilhos a) Sapatilho mordendo cabo; b) Abertura do sapatilho menor que o diâmetro do cabo; c) Desgaste em algum ponto da coroa do superior a d) Trincas detectáveis por inspeção e) Vestigio de reparo por solda Presilha/trançado a) Trincas: b) Abrasão ou amassamento severo: c) Presilha ou trançado se de d) Vestigio de reparo por a) Rompimento da base do devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou certos tipos de b) Arames partidos na superficie externa do causados, por exemplo, pelo uso de pino de pequeno diâmetro e olhal sem c) Deformação permanente da coroa do olhal que possa comprometer a resistência da d) Vestigio de reparo por solda Manilhas a) Corrosão desgaste e mossas no pino e/ou no corpo acima de do diâmetro b) Deformação do corpo e do c) Trincas detectáveis por inspeção visual ou com ensaios não destrutivos (ver d) Danos nas roscas do pino e do e) Vestigio de por solda Obs.: Danos menores como dobras e indicações lineares podem ser removidos por Recomenda-se que a superficie recuperada apresente contorno sem mudança abrupta de A remoção completa dos danos não pode reduzir a espessura da seção para menos das dimensões minimas especificadas pelo fabricante ou para mais de da espessura nominal da seção, o que for Data: Executante: ABNT 2017 Todos os direitos reservados 29</p><p>ABNT NBR 13541-2:2017 Bibliografia [1] ISO 12480-1, Cranes - Safe use - Part 1: General [2] ISO 16625:2013, Cranes and hoists - Selection of wire ropes, drums and sheaves 30 ABNT 2017 - Todos os direitos reservados</p>