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<p>VERIFICAÇÃO DOS</p><p>SINAIS VITAIS</p><p>INTRODUÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>PROF. ENF. CLAUDENICE M. SILVA</p><p>SINAIS VITAIS</p><p> A medição dos sinais vitais (SSVV) é crucial para determinar o estado de</p><p>saúde de um paciente, fornecendo dados de referência essenciais para a</p><p>equipe médica. Estas medidas fornecem dados sobre a eficiência dos</p><p>sistemas circulatório, respiratório, neurológico e endócrino.</p><p> As alterações da função corporal geralmente se refletem nos sinais vitais</p><p>podendo indicar enfermidade. Por essa razão devemos verificar e anotar</p><p>com precisão.</p><p> Os sinais vitais (SSVV) referem-se a:</p><p> Temperatura ( T )</p><p> Pulso ou batimento cardíacos ( P )</p><p> Respiração ( R )</p><p> Pressão Arterial ( PA )</p><p>TEMPERATURA</p><p> A temperatura corporal, é uma medida que reflete a diferença entre a</p><p>quantidade de calor produzido pelo metabolismo e a quantidade de calor</p><p>perdido para o ambiente. Apesar das variações nas condições ambientais, os</p><p>seres humanos possuem mecanismos de termorregulação que ajudam a manter</p><p>a temperatura corporal constante.</p><p> Portanto, a medição dos sinais vitais, incluindo a temperatura corporal, é</p><p>fundamental para avaliar o estado de saúde de um paciente e monitorar a</p><p>eficiência dos sistemas vitais. Isso permite que a equipe de saúde tome decisões</p><p>informadas e forneça o tratamento adequado conforme necessário.</p><p> A temperatura corporal pode ser medida em várias regiões do corpo, cada</p><p>uma com suas próprias características e considerações específicas. Aqui estão</p><p>alguns dos locais mais comuns onde a temperatura é mensurada:</p><p>TEMPERATURA CORPORAL</p><p> 1. Oral: Medir a temperatura oralmente envolve colocar o termômetro sob a</p><p>língua. Este é um método conveniente e amplamente utilizado.</p><p> 2. Retal: A medição retal envolve inserir o termômetro no reto. Embora possa ser</p><p>um pouco desconfortável para o paciente, é considerado um método</p><p>altamente preciso.</p><p> 3. Axilar: Colocar o termômetro na axila é outra maneira comum de medir a</p><p>temperatura corporal. No entanto, esse método tende a ser menos preciso do</p><p>que o retal.</p><p> 4. Artéria temporal: A temperatura pode ser medida na artéria temporal</p><p>utilizando-se um termômetro de infravermelho sem contato. Este método é</p><p>rápido e geralmente é usado em ambientes clínicos.</p><p> 5. Membrana timpânica: Utilizando um termômetro de ouvido, a temperatura</p><p>pode ser medida na membrana timpânica. Este método é rápido e</p><p>relativamente não invasivo.</p><p>TERMOS TECNICOS DE TEMPERATURA</p><p> Normotermia: temperatura corporal normal - Afebril: ausência da elevação da temperatura</p><p> Hipotermia é uma condição na qual a temperatura corporal cai abaixo dos níveis normais,</p><p>geralmente abaixo de 35°C (95°F). Isso pode ser causado por exposição prolongada ao frio,</p><p>condições médicas subjacentes ou certos medicamentos. A hipotermia pode levar a</p><p>sintomas como tremores, confusão, letargia e, em casos graves, pode ser potencialmente</p><p>fatal.</p><p> Hipertermia é o oposto da hipotermia e ocorre quando a temperatura corporal excede os</p><p>níveis normais, geralmente acima de 37,5°C (99,5°F). Isso pode ser causado por exposição</p><p>prolongada ao calor, desidratação, esforço físico intenso ou doenças como insolação. A</p><p>hipertermia pode levar a sintomas como sudorese excessiva, tonturas, náuseas, confusão e,</p><p>em casos graves, pode resultar em danos nos órgãos e até mesmo a morte.</p><p> Febre/Pirexia é um aumento temporário na temperatura corporal, geralmente como resposta</p><p>a uma infecção ou inflamação no corpo. Durante uma febre, o corpo aumenta sua</p><p>temperatura para ajudar a combater a infecção, estimulando o sistema imunológico. A febre</p><p>é geralmente considerada uma parte normal da resposta do corpo a uma doença e pode</p><p>ser tratada com medicamentos antipiréticos para aliviar o desconforto, se necessário.</p><p> Hipertermia Maligna é uma condição rara, porém grave, caracterizada por um rápido</p><p>aumento da temperatura corporal, rigidez muscular e outros sintomas potencialmente fatais.</p><p>É uma reação adversa a certos anestésicos, principalmente durante cirurgias. A hipertermia</p><p>maligna requer tratamento imediato, geralmente com medicação específica e resfriamento</p><p>rápido do corpo para evitar complicações graves.</p><p>Frequência cardíaca</p><p> O pulso é a onda de contração e expansão das artérias, resultante dos batimentos</p><p>cardíacos. Valor normal em adultos: 60 a 100 bpm</p><p>Artérias mais utilizadas para verificação do pulso</p><p> Radial (pulso)</p><p> Braquial (região interna do braço)</p><p> Carótida (próxima a laringe)</p><p> Poplítea (atrás do joelho)</p><p> Pedioso (dorso do pé)</p><p>TERMINOLOGIA DO PULSO (FC)</p><p> Pulso normocárdico: batimento cardíaco normal</p><p> Pulso ritmico: os intervalos entre os batimentos são iguais</p><p> Pulso arrítmico: intervalos entre os batimentos desiguais</p><p> Taquisfigmia ou taquicardia: pulso acelerado, acima do valor normal</p><p> Bradisfigmia ou bradicardia: frequência cardíaca abaixo do valor normal</p><p> Pulso filiforme: fraco, quase que imperceptível</p><p>RESPIRAÇÃO</p><p> A respiração é o mecanismo por meio do qual o organismo troca gases entre a</p><p>atmosfera e o sangue, e entre o sangue e as células através da:</p><p> Ventilação: movimento dos gazes para dentro e fora dos pulmões.</p><p> Difusão: movimento do oxigênio e dióxido de carbono dentro do alvéolos e</p><p>hemácias</p><p> Perfusão: distribuição das hemácias para os capilares pulmonares</p><p>VALORES DE REFERÊNCIA</p><p>Idade FR (rpm)</p><p>Adolescente 16 - 20</p><p>Adulto (20 a 40)anos 16 - 20</p><p>Adulto > 40 anos 16 - 25</p><p> *(IRPM) = Incursões respiratórias por minuto</p><p> *(rpm) Respiração por minuto</p><p>AFERIÇÃO DA FREQUENCIA RESPIRATÓRIA</p><p>✓ Colocar os dedos na artéria radial, como se fosse contar o pulso, a fim de distrair</p><p>a atenção do paciente, para que não haja mudança do ritmo respiratório;</p><p>✓ Contar o pulso, depois a frequência respiratória;</p><p>✓ Observar os movimentos respiratórios; Contar por 1 minuto/ 60 segundos</p><p>✓ Ocorrendo dificuldade respiratória, verificar se há algum objeto obstruindo as</p><p>vias aéreas e imediatamente tentar desobstruir as mesmas;</p><p>✓ Verificar além da frequência a profundidade e ritmo da respiração</p><p>TERMINOLOGIA DA FREQUENCIA RESPIRATORIA</p><p> Eupneia: respiração normal</p><p> Taquipneia: respiração acelerada</p><p> Bradipneia: diminuição do número de movimentos</p><p> Apneia: ausência de movimentos respiratórios</p><p> Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar</p><p>PRESSÃO ARTERIAL</p><p> Estes são dois conceitos importantes relacionados à pressão arterial:</p><p> 1. Pressão Arterial Sistólica (PAS): É a pressão máxima à qual as artérias estão</p><p>sujeitas durante a contração do ventrículo esquerdo do coração, que é</p><p>chamado de sístole. Durante a sístole, o sangue é bombeado para fora do</p><p>coração e para as artérias, exercendo uma pressão sobre as paredes arteriais.</p><p>A PAS é medida quando o coração está em sua fase de contração máxima.</p><p> 2. Pressão Arterial Diastólica (PAD) É a pressão mínima exercida pelo sangue</p><p>nas artérias quando os ventrículos do coração estão relaxados, durante a fase</p><p>de diástole. Nesse momento, as artérias estão se enchendo de sangue para o</p><p>próximo ciclo de contração do coração. A PAD é uma medida da pressão</p><p>arterial entre as batidas do coração, quando o músculo cardíaco está</p><p>relaxado.</p><p>Juntas, a PAS e a PAD fornecem informações importantes sobre a saúde</p><p>cardiovascular de uma pessoa e são frequentemente usadas para avaliar o risco</p><p>de doenças cardiovasculares. Uma leitura típica da pressão arterial é expressa</p><p>como um valor de PAS sobre um valor de PAD (por exemplo, 120/80 mmHg),</p><p>representando a pressão arterial sistólica sobre a diastólica.</p><p>COMO AFERIR A PRESSÃO ARTERIAL</p><p>Normotenso = Dentro do padrão de referência.</p><p>Hipotensão = Abaixo do padrão de referência.</p><p>Hipertensão= Acima do padrão de referência.</p><p>Convergente: quando a sistólica e a diastólica se aproximam EX:</p><p>120x100 mmHg</p><p>Divergente: quando a sistólica e a diastólica se afastam EX: 120x40</p><p>mmHg</p><p>SATURAÇÃO</p><p> A saturação refere-se ao nível de oxigênio no sangue de uma pessoa, geralmente medida</p><p>através de um oxímetro de pulso. Uma saturação de oxigênio</p><p>normal é geralmente entre</p><p>95% e 100%.</p><p> Quando a saturação de oxigênio está abaixo desse valor, pode indicar uma diminuição na</p><p>capacidade do corpo de transportar oxigênio para os tecidos, o que pode ser uma</p><p>preocupação séria.</p><p> Cuidados de enfermagem para pacientes com saturação baixa de oxigênio incluem</p><p>monitorar continuamente a saturação de oxigênio do paciente, garantir que o oxigênio</p><p>suplementar seja fornecido conforme prescrito, posicionar o paciente de forma a facilitar a</p><p>respiração, administrar medicamentos conforme prescrito para melhorar a função</p><p>pulmonar, entre outros.</p><p> Além disso, é importante educar o paciente sobre a importância de manter uma boa</p><p>oxigenação e seguir as recomendações médicas. Em casos mais graves, pode ser</p><p>necessário encaminhar o paciente para um hospital para avaliação e tratamento</p><p>adicional.</p><p> Em resumo, cuidar da saturação de oxigênio é fundamental para garantir que os tecidos</p><p>do corpo recebam a quantidade adequada de oxigênio para funcionar corretamente. Os</p><p>enfermeiros desempenham um papel crucial na monitorização da saturação de oxigênio e</p><p>fornecimento de cuidados adequados para garantir a saúde e bem-estar dos pacientes.</p><p>GLICEMIA CAPILAR</p><p> Medir os níveis de glicemia é essencial para diagnosticar e monitorar condições</p><p>como diabetes. Valores normais mantêm o equilíbrio energético, enquanto</p><p>desregulações, como hiperglicemia (níveis elevados) ou hipoglicemia (níveis</p><p>baixos), podem indicar problemas de saúde, exigindo monitoramento e</p><p>intervenções adequadas, como medicamentos, dieta e exercícios.</p><p> Hiperglicemia é o aumento anormal dos níveis de glicose (açúcar) no sangue,</p><p>geralmente associado a condições como diabetes. Isso ocorre quando o corpo</p><p>não consegue utilizar adequadamente a insulina ou não produz insulina</p><p>suficiente. A hiperglicemia crônica pode levar a complicações de saúde e requer</p><p>controle cuidadoso por meio de medicação, dieta e estilo de vida saudável.</p><p> Hipoglicemia é a condição caracterizada por níveis baixos de glicose (açúcar)</p><p>no sangue. Pode ocorrer em pessoas com diabetes que tomam medicamentos</p><p>hipoglicemiantes ou insulina. Os sintomas incluem tremores, sudorese, confusão e,</p><p>em casos graves, perda de consciência. O tratamento envolve a ingestão de</p><p>carboidratos para elevar rapidamente os níveis de glicose.</p><p>VALORES</p><p>REFERÊNCIAIS</p><p>SINAIS QUE PODEM SUGERIR A</p><p>PRESENÇA DE DOR</p><p> ARRITMIA CARDIACA</p><p> TAQUICARDIA</p><p> HIPERTENSÃO ARTERIAL</p><p> TAQUIPNEIA</p><p> QUEDA DE SATURAÇÃO E OXIGÊNIO</p><p>Classificação de Atendimento</p><p> O Protocolo de Manchester é um sistema de triagem utilizado em serviços de emergência</p><p>hospitalar para avaliar e priorizar pacientes de acordo com a gravidade de sua condição.</p><p>Através deste protocolo, os pacientes são classificados em categorias de acordo com a</p><p>gravidade do seu quadro clínico, que são: azul (não urgente), verde (pouco urgente),</p><p>amarelo (urgente) e vermelho (emergência).</p><p> Os cuidados de enfermagem no protocolo de Manchester são fundamentais para garantir</p><p>que os pacientes recebam a assistência adequada de acordo com a sua classificação de</p><p>gravidade. Os enfermeiros são responsáveis por realizar a triagem inicial dos pacientes,</p><p>avaliar os sinais vitais, obter informações sobre a queixa principal e buscar um histórico clínico</p><p>completo.</p><p> Além disso, os enfermeiros também devem garantir o encaminhamento correto dos</p><p>pacientes para os setores adequados do serviço de emergência, garantindo que os</p><p>pacientes mais graves sejam atendidos rapidamente e recebam os cuidados necessários</p><p>para estabilização.</p><p> Os cuidados de enfermagem no protocolo de Manchester incluem a monitorização</p><p>constante dos pacientes, administração de medicamentos de acordo com a prescrição</p><p>médica, realização de procedimentos invasivos quando necessário e atendimento ao</p><p>paciente de forma humanizada, oferecendo suporte emocional e conforto.</p><p> É importante ressaltar que a atuação da enfermagem no protocolo de Manchester é</p><p>essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes, promovendo a qualidade</p><p>no atendimento e contribuindo para a eficácia do sistema de triagem em serviços de</p><p>emergência hospitalar.</p><p>MATERIAIS UTILIZADOS PARA</p><p>VERIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS</p><p> Bandeja</p><p> Esfignomanômetro</p><p> Estetoscópio</p><p> Termômetro</p><p> Oximetro de pulso</p><p> Glicosimetro, lanceta e fita</p><p> Recipiente com algodão</p><p> Almotolia com álcool à 70%</p><p> Relógio com ponteiros de segundos</p><p> Caderneta e caneta</p><p>METODO PARA VERIFICAR SSVV</p><p> Se apresentar para o paciente; Explicar o procedimento</p><p> Realizar a assepsia do materiais com algodão embebido em álcool à 70%</p><p> Higienizar as mãos com álcool 70%</p><p> Manter o paciente confortável (deitado ou sentado), com o braço apoiado</p><p> Colocar o termômetro com o bulbo em contato direto com a pele na região axilar</p><p> Pedir ao paciente para comprimir o braço com a mão ao ombro oposto; Retirar</p><p>após 3 à 5 minutos</p><p> Colocar os dedos indicador e médio sobre a artéria, fazendo leve pressão (o</p><p>suficiente para sentir a pulsação); Procurar sentir bem o pulso antes de iniciar a</p><p>contagem</p><p> Contar batimentos em período de um minuto; Contar os movimentos respiratórios</p><p>durante um minuto.</p><p> Colocar o esfignomanometro e o estetoscópio e verificar a PA</p><p> Anotar o valor e comunicar alterações</p><p>FATORES QUE ALTERA OS SSVV</p><p> Fatores que influenciam a frequência cardíaca, respiratória: os sinais vitais podem ser</p><p>influenciada por uma variedade de fatores, incluindo:</p><p> 1. Atividade física: O exercício aumenta a demanda de oxigênio do corpo, levando a um</p><p>aumento na frequência cardíaca para fornecer mais oxigênio aos músculos em atividade.</p><p> 2. Estresse e emoções: Emoções intensas, estresse e ansiedade podem estimular o sistema</p><p>nervoso simpático, levando a um aumento na frequência cardíaca.</p><p> 3. Temperatura corporal: Temperaturas mais altas podem aumentar a frequência cardíaca,</p><p>pois o corpo trabalha para dissipar o calor e manter a homeostase.</p><p> 4. Medicação: Certos medicamentos, como estimulantes, podem aumentar a frequência</p><p>cardíaca, enquanto outros, como betabloqueadores, podem diminuí-la.</p><p> 5. Condições médicas: Doenças cardíacas, febre, desidratação e outros problemas de</p><p>saúde podem afetar a frequência cardíaca.</p><p> 6. Idade: A frequência cardíaca normalmente diminui com a idade, especialmente durante</p><p>o repouso.</p><p> 7. Nível de condicionamento físico: Pessoas com melhor condicionamento físico geralmente</p><p>têm uma frequência cardíaca de repouso mais baixa devido ao coração mais eficiente.</p><p>Entender esses fatores é importante para monitorar a saúde cardiovascular e ajustar a atividade</p><p>física, a medicação e o estilo de vida conforme necessário.</p><p>OBRIGADA !!!</p>

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