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1 CANAIS DE LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO 1 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 Distribuição física ..................................................................................... 4 Canais de distribuição.............................................................................. 5 Tipos de canais de distribuição .............................................................. 12 Canais verticais .................................................................................. 13 Canais híbridos .................................................................................. 14 Canais múltiplos ................................................................................. 15 Direto .................................................................................................. 16 Indireto ............................................................................................... 16 Estratégias de canais de distribuição..................................................... 16 Intermediários dos tipos de canais de distribuição logística .................. 18 Qual o melhor canal de distribuição logística? ....................................... 21 Formas de distribuição........................................................................... 21 Níveis de canal de distribuição .............................................................. 21 Como definir os canais de distribuição do seu produto ......................... 23 Gestão dos canais de distribuição ......................................................... 25 Exemplos de canais de distribuição ....................................................... 26 Canal de distribuição da Coca-Cola ................................................... 26 Canal de distribuição da Natura ......................................................... 27 Conclusão .............................................................................................. 28 Referências ............................................................................................ 29 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 INTRODUÇÃO Para quaisquer profissionais da área de logística, o conhecimento relativo à distribuição quer queira de produtos ou serviços é fundamental para o desenvolvimento da capacidade gerencial e estratégica sobre tudo para dar subsídios para a tomada de decisão. O presente material traz para o leitor uma abordagem em relação aos canais de distribuição, através de conceitos relacionados à ciência de gestão logística, de forma bastante especial principalmente no que concerne ao estudo da cadeia de suprimentos e as variedades de combinações existentes para gerenciar um canal de distribuição de acordo com a necessidade e utilizando as ferramentas de intervenção logística de forma mais adequada. Para isso conceitos são apresentados por intermédio de uma visão geral sobre o canal de distribuição, evidenciando a gestão logística e sua forma de planejar e gerenciar de maneira mais eficiente o fluxo e movimentação de materiais, na abordagem relativa à cadeia de suprimentos, que nada mais é que uma extensão da lógica logística, é apresentado o conjunto mais eficiente de interações possíveis na relação entre fornecedores, fabricantes, centros de distribuição e transporte no suprimento das necessidades do consumidor final. O canal de distribuição é apresentado como o conjunto de organizações independentes responsáveis em disponibilizar produtos ou serviços por intermédio de suas funções de indução de demanda, satisfação de demanda, serviço de pós venda e troca de informações. Além disso, são apresentadas as diferentes estruturas que podem ser utilizadas para a distribuição, como o canal de distribuição direto e os seus níveis entre o fornecedor e o consumidor final, canal de distribuição hibrido, que mostra a relação de mais de um elemento dentro da cadeia que assumindo em paralelo a distribuição de um produto ou serviço e finalmente o canal de distribuição múltiplo que demonstra a versatilidade de possibilidades de distribuição de acordo com o perfil de cada consumidor dentro da mesma cadeia de distribuição. Por meio desse estudo pretende-se responder a algumas questões relativas a importância do canal de distribuição na cadeia de suprimentos, observando o modelo de cadeia de distribuição teórico e o fluxo de distribuição real, e a partir desta observação destacar. 4 Distribuição física A distribuição física é assunto relevante dentro da logística, a qual possui importância fundamental nas empresas no que diz respeito às atividades logísticas. Ballou (1993, p.40) aponta que a distribuição física é o ramo da logística empresarial que trata da movimentação, estocagem e processamento de pedidos dos produtos finais da firma. Cabe salientar que a sua grande importância é devido aos seus custos, observados como 2/3 dos custos totais logísticos. Isto decorre das atividades exercidas na distribuição, que, em linhas gerais, tem a sua principal função de garantir a disponibilidade dos produtos finais aos clientes. Por sua vez, Bertaglia (2003, p. 170) enfatiza que a distribuição física resume-se em três atividades principais: recebimento, armazenagem e expedição. O autor afirma: “A vantagem competitiva de uma empresa,pode estar na forma de distribuir, na maneira com que faz o produto chegar rapidamente à gôndola, na qualidade do seu transporte e na eficiência de entrega de um material a um fabricante”.Convém ressaltar, que a importância da distribuição não se dá somente pelas suas atividades e custos envolvidos, mas também pelo nível de serviço e qualidade almejados pelos clientes, que são fatores que vêm se tornando sucesso para as empresas que realmente os buscam. Segundo Viana (2000), torna-se evidente que a distribuição física possui forte ligação com os transportes, enfatizando que é através deles que as entregas aos clientes são realizadas. Por sua vez, a atividade de distribuição não agrega melhoria ou valor aos produtos, com efeito, é considerada uma despesa e retira boa parte das receitas de vendas das empresas. Acredita-se, portanto que a forma como o produto é transportado pode agregar valor, visto que o mesmo não deve chegar ao consumidor final com as varias e alterações de qualidade, causando prejuízos desnecessários. Nesse contexto, os prejuízos com falta de qualidade no deslocamento dos produtos são óbvios: devolução dos produtos e insatisfação dos 5 clientes,esta última não há como mensurar, no sentido de quepode gerar perda de clientes, sendo caracterizada como algo bastante indesejado para os empresários. A partir disso, faz-se necessário um minucioso cuidado nos transportes de qualquer produto. Para Viana (2000) a escolha da modalidade do transporte varia em função de diversos fatores, tais como: custos do transporte da origem da distribuição até o local de destino, o preço de venda do produto no local de origem e o preço de venda do produto no local de destino. Pode-se acrescentar também: Tempo - que varia simplesmente pelas características de cada transporte; Custo - cada modalidade tem o seu próprio componente de custos, o qual implicará no valor do frete; Manuseio - cada transporte possui suas operações de carga e descarga e a embalagem pode facilitar o manuseio e reduzir perdas; As Rotas de viagem - cada modalidade de transportes possui um número maior ou menor de viagens, a empresa pode mesclar o tipo de transporte sempre que necessário. Algumas empresas utilizam a tecnologia da informação para a companhar o trajeto dos transportes, proporcionando maior segurança, redefinindo o tempo de viagem, escolhendo quais as melhores rotas de viagem, dentre outros. Este tipo de acompanhamento pode ser utilizado não só pela organização distribuidora, mas também para as empresas de destino dos produtos. Canais de distribuição A distribuição pode ser considerada uma continuação da venda, uma vez que representa a fase responsável por fazer chegar o produto ao consumidor final. Na maioria das vezes, o produtor não consegue desenvolver essa atividade, necessitando dos esforços de intermediários para participar desta fase do processo. De acordo com Coughlan et al..(2002),citado por Semenenik e Bamossy (2009),a distribuição é “um 6 conjunto de organizações interdependentes envolvidas no processo de disponibilizar um produto ou serviço para uso ou consumo”. Os distribuidores buscam produtos e serviços em grandes volumes para entregar aos clientes, ou seja, vendem os produtos em quantidades superiores às que um consumidor normalmente compra. Para o cliente, o distribuidor entrega o produto onde e quando eles desejam. Estas organizações têm várias funções, como promoção e vendas do produto, administração de estoques, operações de armazenamento, transporte do produto, suporte ao cliente e serviço pós-venda. Os especialistas em Logística denominam distribuição física de produtos ou resumidamente distribuição física, os processos operacionais e de controle que permitem transferir os produtos desde o ponto de fabricação até o ponto em que a mercadoria é finalmente entregue ao consumidor. (NOVAES, 2001,p.123) Este conceito relata que a organização está envolvida, não somente no transporte da mercadoria, mas sim, de todas as informações e procedimentos que lhe fazem parte do processo da logística. Isso, de modo geral, é cada vez mais importante, pois a cada instante se renovam as eficiências e as informações do processo, tornando cada vez mais difícil de mantê-lo atualizado. A maior parte dos produtos comercializados chega às mãos do consumidor através de intermediários. “O fabricante produz o produto e pode entregar o mesmo para o cliente final através do atacadista, distribuidor, varejista e eventualmente outros intermediários”, conforme Novaes (2007 p. 36). Seguido deste conceito, o canal de distribuição representa a sequência de empresas ou organizações que vão transferindo a posse do produto desde o fabricante até o consumidor final. Novaes (2007 p. 124) relata que o canal de distribuição de um determinado produto pode envolver os seguintes setores: fabricante, atacadista, varejo e serviços pós-venda (montagens, assistência técnica). Segundo o autor, são estes os setores que envolvem o canal de distribuição e a sua aplicabilidade e bom desenvolvimento é que decide o bom uso e sucesso da empresa. 7 As atividades de distribuição física dos produtos e os canais de distribuição podem ser escolhidos conforme as necessidades de cada organização. Novaes (2007, p. 108) afirma que, “assim, como quase tudo em logística, é necessário adotar um enfoque sistêmico na definição dos canais de distribuição, e na estruturação da distribuição física decorrente”. Após a empresa ter escolhido o canal ou canais de distribuição, seguido de uma rigorosa análise e acompanhamento do processo, é o momento da organização decidir qual o canal a seguir. Veremos a figura 1, a seguir para seu melhor entendimento. Uma vez definido o canal de distribuição, é possível identificar o deslocamento físico que os produtos serão submetidos na distribuição. Novaes (2007, p. 125) ainda complementa que “a rede logística é composta por armazéns, centro de distribuição,estoque de mercadorias, meios de transporte utilizados e a estrutura de serviços complementares”. Segundo Novaes (2001, p. 119), “cada patamar de intermediação na cadeia de suprimentos forma um nível de canal”. Consoante ainda o autor, o chamado de canal de nível zero não possui níveis intermediários com o fabricante vendendo seu produto diretamente ao consumidor. Os grandes varejistas, por seu lado, compram os produtos diretamente dos fabricantes e os revendem em suas lojas. Nesse caso, tem-se um canal com um nível. Há ainda casos em que existem dois intermediários, formando 8 canais de dois níveis. Os produtos a serem transportados pela cadeia de suprimentos poderão passar por vários processos de distribuição, desde a fábrica até nas mãos do consumidor final. De acordo com Novaes (2007) o fabricante abastece diretamente as lojas do varejo; o fabricante abastece seus próprios depósitos ou centros de distribuição e, a partir desses pontos, abastece as lojas de varejo; o fabricante abastece os centros de distribuição do varejista que, por sua vez, abastece as lojas; o fabricante abastece os depósitos do atacadista ou distribuidor que, por sua vez, abastece as lojas; o fabricante distribui seus produtos para o centro de distribuição de um operador logístico, que posteriormente faz as entregas às lojas de varejo; o fabricante entrega o produto diretamente no domicílio do consumidor final, utilizando o correio ou serviço de courrier (vendas pela internet, telefone ou fax: vendas por meio de catálogos e outras). Silva (1999) afirma que os canais de distribuição englobam os agentes que são responsáveis por disponibilizar o produto, desde seu ponto de origem até o consumidor final, da melhor maneira possível. Assim, surge a figura dos canais de distribuição que, constituídos por pessoas físicas ou jurídicas, promovem e facilitam a circulação dos produtos no mercado. O tipo de canal de distribuição será determinado pelo número de intermediários, ou seja, aqueles que se encontram entre o produtor e o consumidor final. Em função da impossibilidade que o fabricante tem para realizar todas as tarefas e funções nas relações de trocas, de modo a atender às necessidades e desejos dos clientes, torna-se necessária a implementação de um canal de distribuição (LAMBIN, 2000). Alderson (1954), apud Coughlan et al. (2002), esclarece a necessidade dos canais de distribuição, em que, pelo lado do consumidor final, são destacadas as funções de facilitar a busca por parte deste, uma vez que reduz sua incerteza sobre onde encontrar os produtos, permite compras em lotes menores, já que a variedade de bens e serviços produzidos por um fabricante é limitada e a exigida por um usuário final é ampla. 9 Pelo lado da oferta, ou seja, da empresa que está utilizando intermediários, a função de um canal de distribuição pode ser entendida como a criação de rotinas de transações, incluindo as possibilidades atuais de troca eletrônica de dados e programas de reabastecimento contínuo; e a redução no número de contatos necessários para realizar o montantede venda desejado. Com a utilização dos intermediários, que revendem para um maior número de clientes, a empresa consegue um número menor de transações. Não há uma definição única sobre o que seja um canal de distribuição. Uma importante definição vem da American Marketing Association (AMA, 2008), que considera canais de distribuição como sendo “a estrutura de unidades organizacionais dentro da empresa, e agentes e firmas comerciais fora dela, atacadistas e varejistas, por meio dos quais uma mercadoria, um produto ou um serviço são comercializados”. Para esta pesquisa será tomado como principal conceito aquele elaborado por Coughlan et al. (2002, p. 20), para os quais canal de marketing: “é um conjunto de organizações interdependentes envolvidas no processo de disponibilizar um produto ou serviço para uso ou consumo”. Resumidamente, para estes autores, os participantes dos canais de marketing são: os fabricantes, que são os produtores ou quem dá origem ao produto ou serviço; os intermediários, ou seja, qualquer membro participante do canal e que não seja o produtor ou o consumidor final; e os usuários finais, isto é, são consumidores individuais ou empresas. Além dos três participantes dos canais de marketing mencionados, há ainda os facilitadores, que são empresas de pesquisa de mercado, de transporte, de seguros, de propaganda, de certificação de produtos, etc., que, apesar de não tomarem posse e nem se envolverem nas negociações dos produtos, exercem papel importante no apoio aos canais de marketing(ROSENBLOOM, 2002). Ainda sobre os intermediários, Rosenbloom (2002) os define como sendo as entidades participantes da estrutura dos canais de distribuição que, como negócios independentes, assistem fornecedores e clientes no desenvolvimento de negociações e outras tarefas de distribuição. Para McDonald (2004, p. 355), “o papel de um intermediário é prover os meios para conseguir a mais ampla cobertura de mercado possível a um custo 10 unitário mais baixo”. Um reforço a estes argumentos é a afirmação de que “a meta da gestão de distribuição e cadeia de suprimentos é essencialmente levar o produto para o lugar certo, na hora certa, nas quantidades certas, ao menor custo possível” (FERRELL e HARTLINE, 2005, p. 17). Já para Berkowitz et al. (2003) e Churchill (2000), as principais funções dos canais de marketing são: transacionais (compra e venda de produtos de vários fabricantes para gerar trocas variadas); logísticas (movimentação, estocagem e combinação de produtos em quantidades adequadas às necessidades dos clientes) e; facilitação (financiamento de transações e coleta de informações sobre os consumidores e suas preferências). Porém, em suas funções de realizar transações, operações logísticas ou facilitação, os intermediários devem necessariamente agregar valor ao canal como um todo, de modo a torná-lo mais competitivo (VIEIRA et al., 2003). Uma vez que, segundo Livato et al. (2008), na medida do possível, a eliminação de algumas dessas fases de intermediação dentro dos canais de distribuição pode representar uma importante vantagem competitiva, com a eliminação dos custos adicionais cobrados pelos intermediários. Ainda segundo Vieira et al. (2003, p. 03), muitas vezes os intermediários são “vistos como uma fonte de custos desnecessários. Frases como: ́compre diretamente à fábrica e economize! ́, ́elimine o intermediário! ́, chegam a ser comuns nos dias atuais,”. Porém, para estes autores a eliminação de um intermediário não significa a eliminação de suas funções, já que estas terão que ser desempenhadas por outro membro do canal de distribuição ou mesmo pelo próprio fabricante. Castro (2008) destaca a relação de interdependência entre fornecedor e cada membro do canal de distribuição, principalmente por serem empresas autônomas. O fornecedor espera do distribuidor que este contribua com o alcance dos seus objetivos de vendas, com o posicionamento de seus produtos e da sua marca e na prestação de serviços aos seus clientes finais. Por outro lado, ao comercializar o produto de um determinado fornecedor, o intermediário espera que este aumente o tráfego de clientes em seus pontos de vendas, gere boas vendas recompensando o seu esforço de vendas, dê boas margens e agregue valor à sua imagem de marca. O intermediário espera ainda investimentos do fornecedor em promoções de vendas, em treinamento de sua 11 equipe e em materiais e suporte aos seus pontos de vendas. Porém, o fabricante corre riscos quando este repassa aos intermediários alguma das suas funções nas relações de troca. Para minimizar tais riscos, é de fundamental importância o alinhamento das estratégias de canais de distribuição para alcançar os objetivos de fornecedores e intermediários no atendimento das necessidades dos clientes. Este alinhamento das estratégias deve ser no sentido da construção de parcerias vantajosas entre fabricantes e intermediários. Como um canal de distribuição, que envolva fornecedor e intermediários, necessita construir parcerias de modo a buscar o êxito de todo o canal, era de se esperar um trabalho integrado entre estes, para o alcance dos melhores resultados e conquista de vantagens competitivas sustentáveis. Porém, diversos estudos têm mostrado a existência de conflitos nos canais de distribuição (ROSENBLOOM, 2002). Isto significa que o conflito é algo muito comum nos canais de distribuição, é tanto que para Kotler (2000, p. 535), “todos os canais de marketing têm um potencial de conflito e concorrência, como resultado da incompatibilidade de metas, papéis, e direitos mal definidos, de diferença de percepção e de relacionamentos interdependentes”. Segundo Castro et al. (2007), as causas de conflitos podem ser diversas, e altos níveis de conflito manifesto afetam a satisfação de uma organização e a capacidade a longo prazo do canal funcionar com parcerias prósperas. A gestão dos conflitos no canal de distribuição poderá redundar em uma relação de confiança, a qual, para Claro e Claro (2007), significa a crença de uma empresa de que a parceira está sendo honesta e sincera e em nenhuma circunstância irá desenvolver alguma ação deliberada que prejudique o relacionamento entre ambas. Para superar os conflitos, Ruekert e Churchill (1986), citados por Castro (2008), sugerem que as parcerias devam trazer satisfação aos membros de canais de distribuição. Tal satisfação se dá nas seguintes dimensões: produto, que se refere principalmente à demanda e qualidade do produto; financeira, que envolve atratividade em termos de margens e retorno sobre o investimento; assistência, que considera serviços de apoio e investimentos conjuntos com intermediários; e interação social, que reflete como o relacionamento entre 12 intermediário e fornecedor tem sido conduzido pela empresa, gerentes e visitas de vendas. Dentre os intermediários, o varejo assume um papel fundamental e avança na conquista de espaço e de poder nos canais de distribuição (ROSENBLOOM, 2002) e em especial se considerada a atividade de distribuição de alimentos e bebidas, na qual, em 2007, o varejo representou 71% dos R$ 173 bilhões do faturamento do mercado interno da indústria de alimentos (ABIA, 2009). Parente (2007, p. 22) define o varejo como sendo “todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender uma necessidade pessoal do consumidor final”. Tamashiro et al. (2008) consideram o varejista como o último agente que integra o processo de distribuição dos produtos ou serviços para os consumidores, o que demonstra a importância deste intermediário nos canais de distribuição. Tipos de canais de distribuição De acordo com Bertaglia (2009),os responsáveis pelas vendas e transferência de produtos do fabricante para o comércio e o consumidor são as organizaçõesde distribuição. A cadeia de abastecimento integrada apresenta diversas organizações que podem desempenhar essas tarefas de acordo com as características dos produtos e a estratégia adotada pelas corporações. O componente organização pode variar radicalmente. Os produtos podem ser distribuídos por atacadistas, varejistas e outros tipos de intermediários. As movimentações são efetuadas por transportadores, agentes fundamentais nesse processo.(BERTAGLIA, 2009, p.139). Para Las Casas (2009), Existem vários arranjos possíveis para compor os canais de distribuição tanto para produtos de consumo como para produtos industriais. Tão importante quanto a qualidade dos seus produtos e serviços é a escolha do tipo de canal de distribuição logística. Afinal, sabemos o quão relevante é estar no local certo, oferecer a quantidade de produtos ideal para conseguir conquistar o nosso público-alvo. 13 Entender o que e quais são os melhores tipos de canal de distribuição logística tem efeitos sobre muitas áreas dentro da empresa. Como o marketing, vendas e financeiro. Imagine que você decida utilizar o canal de atacadista, mas o seu público- alvo é de itens de luxo. Naturalmente a imagem passada para o consumidor será confusa, correto? Não faz sentido a sua equipe de marketing se empenhar em conceitos como personalização e exclusividade em um canal de atacado. Assim como o financeiro e a equipe de vendas não poderão incluir estas características na precificação e no valor agregado do produto. Percebe que a escolha equivocada do melhor tipo de canal de distribuição logística pode afetar toda a cadeia da empresa? O primeiro passo para evitar prejuízos neste quesito é compreender quais são os principais tipos de canais de distribuição e como eles funcionam. Canais verticais São as estruturas tradicionais do canal de distribuição, basicamente seguem uma seqüência simples de distribuição, em uma ponta o fabricante e no outro o consumidor final. Entre esses dois participantes comuns, podem-se estabelecer diversos arranjos possíveis e níveis de distribuição variados. Estes níveis se tratam do numero de intermediários existentes entre o fabricante e o consumidor final. Kotler, Keller (2006) define como nível zero a venda do fabricante diretamente para o consumidor final, o canal de nível 3 por sua vez conta com três níveis de intermediários entre o fabricante e o consumidor final, a saber: atacadista, especializado e varejista. Os canais de distribuição de produtos de consumo podem ser representados por Las Casas (2009), de pelo menos cinco formas, fabricante- consumidor; fabricante-varejista; consumidor; fabricante-atacadista-varejista- consumidor; fabricante – agente – varejista-consumidor; fabricante –agente – Atacadista-varejista-consumidor, envolvendo o complexo de empresas participantes da distribuição,conforme a seguir: 14 a) Canal A Fabricante-consumidor: Este é o canal direto, utilizado quando o fabricante prefere não utilizar intermediários entre ele e o seu mercado consumidor. b) Canal B Fabricante-varejista-consumidor: Neste caso o produtor transfere ao intermediário grande parte das funções mercadológicas. c) Canal C Fabricante-Atacadista-varejista-consumidor: Os distribuidores compram dos fabricantes em grande quantidade e vendem para os varejistas. d) Canal D Fabricante-agente-varejistas-consumidor: Em alguns casos os fabricantes preferem atender aos varejistas por um agente e não por atacadistas. e) Canal E Fabricante-agente-atacado-varejista-consumidor: Este é o canal mais longo para a distribuição de produtos de consumo, sua cobertura de mercado é maior que a do canal C, neste caso os agentes prestam basicamente o serviço de vendas dos produtos do fabricante sem a necessidade de tomar posse do produto para comercializá-lo. Canais híbridos Diferentemente da estrutura rígida do canal de distribuição vertical segundo Novaes (2007), neste tipo de estrutura, uma parte das funções ao longo do canal é executada em paralelo por dois ou mais elementos da cadeia de suprimento, ou seja,o fabricante necessita manter um relacionamento direto com o cliente, seja por questões mercadológicas ou melhoria de sua linha de produtos e desenvolvimento de novos itens, porém a responsabilidade pelo atendimento e entrega são responsabilidades de seus distribuidores, que detém o know-how necessário para a distribuição física dos produtos de forma mais eficiente em relação aos processos de administração de pedidos, armazenagem e entrega dos lotes negociados nos tempos certos e nas quantidades desejadas. 15 Fonte: Elaborado pelo autor em consulta a obra Novaes, 2007, p.131 Canais múltiplos Para Novaes (2007),uma outra forma de melhorar o desempenho no gerenciamento da cadeia de suprimento é utilizar mais de um canal de distribuição, ou seja Para atingir diversos mercados, os fabricantes podem usar vários canais de distribuição e tornar disponível o acesso de um único produto em diversas plataformas de distribuição. Neste caso a plataforma escolhida dependerá da diversidade de tipos do consumidor, ou seja, os seus hábitos de consumo, maturidade em relação ao conhecimento especifico do produto e facilidade de acesso ao canal. Deste modo é possível que um determinado produto esteja disponível para o mercado distribuído simultaneamente no canal eletrônico por meio da internet, através de telefone e inclusive disponível em uma loja física. Esse tipo de estruturação dos canais de distribuição melhora as condições globais de competitividade da cadeia. 16 Direto Neste tipo de canal de distribuição logística a empresa é a única responsável pela distribuição dos seus produtos até o consumidor final. Isso é muito comum na logística para e-commerce, por exemplo. Indireto Como você já deve imaginar, o tipo canal de distribuição logística indireto transfere essa responsabilidade completamente para agentes intermediadores. Desta forma, esse indivíduo, ou empresa, fica com a função de garantir que os produtos cheguem até o cliente final. Um Exemplo deste tipo de canal de distribuição logística é a venda de grãos e sementes. Estratégias de canais de distribuição Uma estratégia de marketing não estará completa sem que contemple a melhor maneira de escoamento de seus produtos e serviços, visando a atender ao elemento praça (place) do mixde marketing (ROSENBLOOM, 2002). Significa que a empresa, além de ser capaz de criar produtos e serviços, tem que estabelecer o processo pelo qual estes produtos ou serviços serão comunicados e chegarão aos consumidores finais. Para que isto ocorra, a empresa deverá estabelecer o seu canal de distribuição. 17 Para Kotler e Armstrong (2005), em muitos casos as empresas podem mudar facilmente suas propagandas, preços ou programas de promoção, podem retirar ou lançar produtos. Mas quando criam um canal de distribuição envolvendo contratos com redes franqueadas, revendedores ou grandes varejistas, não podem mudar tão facilmente este canal. Assim sendo, a empresa deve programar seus canais com cuidado, preocupando-se não só com as vendas no curto prazo, mas também pensando nas vendas futuras. Tratando-se da construção de uma vantagem competitiva, Rosenbloom (2002) reforça estes argumentos ao detalhar que: No produto, a rápida transferência de tecnologia entre empresas e a competição global possibilitam que empresas competidoras consigam igualdade de condições em design, atributos e qualidade; Em preços, a habilidade das empresas de operar em todos os lugares do mundo cria condições de oferta aos menores preços possíveis; e Em promoção, a massiva exposição das pessoas estabelece certa barreira a esse excesso, reduzindo o impacto das mensagens. Este autor acrescenta ainda que os canais de marketing, que fazemparte da quarta variável do composto mercadológico, oferecem a possibilidade de construção de vantagens competitivas sustentáveis, por suas características de longo prazo no planejamento e na implementação, por exigirem estrutura de organizações consistentes e por base no relacionamento duradouro com pessoas. Segundo Consoli (2005, p. 37), para a empresa, as vantagens competitivas sustentáveis deverão fornecer “crescimento de vendas, participação de mercado, lealdade de clientes e rentabilidade”, acima dos concorrentes. Vale ressaltar que a competição está localizada de “ponta a ponta” na cadeia e não somente em um fabricante individualmente. Ou seja, estratégias bem sucedidas contemplam todo o canal de distribuição, envolvendo fabricantes e intermediários (CHRISTOPHER e PAYNE, 2005) Rosenbloom (2002, p. 23) relata que “por muitos anos, o campo dos canais de marketingrecebeu pouca atenção em comparação com as outras 18 áreas estratégicas do composto mercadológico: produto, preço e promoção”. Porém, nos últimos anos as estratégias de canais de marketing estão saindo de uma condição secundária, passando a ocupar posição de destaque quando a empresa busca construir uma vantagem competitiva. Estratégia de marketing de canal é definida como sendo “os princípios gerais pelos quais uma empresa espera alcançar seus objetivos de distribuição em seu(s) mercado(s)-alvo(s)” (ROSENBLOOM, 2002, p. 147). Foram considerados diversos modelos de estratégias de canais de marketing, tais como os propostos por Stern et al. (1996), Kotler (1998), Berman (1996), Coughlan et al. (2002) e Neves (1999). Foi tomada como principal referência no presente estudo o modelo de Rosenbloom (2002), pois a maior contribuição deste modelo é a inserção do planejamento de canais como parte integrante do planejamento estratégico da empresa, considerado mais adequado ao estudo do planejamento e início de operação da empresa unidade de análise deste trabalho. O modelo de estratégia de canais de marketing de Rosenbloom (2002) busca responder às questões com as quais a empresa se depara a todo instante, são elas: 1. O papel da distribuição nos objetivos e estratégias gerais da empresa. 2. O papel da distribuição no marketing mix. 3. O desenho dos canais de marketing. 4. A seleção dos membros do canal de marketing. 5. A gestão do canal de marketing. 6. A avaliação e performance dos membros do canal de marketing. Intermediários dos tipos de canais de distribuição logística Nos dois últimos tipos de canais de distribuição logística são usados intermediários, e essa escolha é uma das mais importantes no planejamento logístico. Os intermediários mais comuns são: 19 1. Varejistas Os varejistas são intermediários frequentemente utilizados pelas empresas. É o caso de supermercados, lojas, farmácias, restaurantes e bares, por exemplo, que têm o direito sobre a venda. Geralmente, os preços dos produtos são mais caros em varejistas. 2. Atacadistas Atacadistas são intermediários que compram e revendem mercadorias para varejistas. Então, o foco está justamente em vender para quem vai colocar os produtos na própria prateleira. Esses intermediários geralmente não vendem em pequenas quantidades para o consumidor final, embora existam exceções, como supermercados que atuam no modelo de atacado. Os preços são mais baixos justamente porque a venda é feita em grandes quantidades. 3. Distribuidores Os distribuidores vendem, armazenam e geram assistência técnica para varejistas e atacadistas. Por isso, a sua atuação é focada em uma região específica. 4. Agentes 20 Agentes são pessoas jurídicas contratadas para vender mercadorias de uma empresa ao consumidor final. Para isso, recebem comissão. Nesse caso, as relações entre intermediário e empresa são de longo prazo. 5. Corretores Os corretores também são contratados para vender e recebem comissões. A diferença em relação aos agentes é que, no caso dos corretores, as relações com a empresa são de curto prazo. É o caso, por exemplo, de corretores imobiliários e de seguros. 6. Internet Para quem vende infoprodutos, a própria rede funciona como intermediária do canal de distribuição. Basta que o consumidor faça o download do material para ter acesso a ele. E-commerce que vendem produtos físicos, mesmo que atuando pela internet, precisam da parceria de transportadoras para que a mercadoria chegue ao cliente. 7. Equipe de vendas A empresa também pode contar com a própria equipe de vendas. Seus integrantes são responsáveis por vender as mercadorias para os consumidores. Existe também a possibilidade de compor mais de uma equipe para vender para diversos segmentos e públicos, caso a empresa tenha uma ampla gama de produtos. 8. Revendedores Os revendedores são empresas ou pessoas que compram dos fabricantes ou varejistas para, depois, vender para o consumidor no varejo. 9. Catálogo Vendas por catálogo, como o próprio nome diz, é quando um vendedor é associado a uma empresa e vende seus produtos por revistinha, ganhando comissões por isso. 21 Esse tipo de venda é comum no segmento de beleza, com marcas como Avon e Natura. Qual o melhor canal de distribuição logística? Para determinar qual, ou quais tipos de canais de distribuição logística são mais indicados para a sua empresa é necessário avaliar alguns pontos fundamentais, como: Estratégia de atuação, logística omnichannel; Pesquisa de mercado; Tamanho e prazo de entrega; Localização da empresa e dos galpões; Logística de cada tipo de canal de distribuição logística e Forma de distribuição determinada. Formas de distribuição Antes de finalizarmos, é importante salientar que existem 3 formas de distribuição: Exclusiva – Na qual a empresa decide quais, e quem, serão os revendedores mediante a uma autorização exclusiva e controlada; Seletiva – A empresa pode selecionar um grupo de intermediários, considerando sua localização, número de clientes, reputação, etc.; Intensiva – Neste formato a empresa trabalha com o maior número de intermediários possível. Sem exclusividade, ou seletividade. O canal Sebrae do Youtube fez um resumo bem completo do que falamos até aqui. E o melhor, o vídeo tem menos de 3 minutos! Veja em: https://youtu.be/w2cPu_ivVq4 Níveis de canal de distribuição Além dos tipos e formatos de canal de distribuição, eles ainda podem ser operados em diferentes níveis. Eles representam a distância entre o fabricante e o consumidor final. Conheça, abaixo, como os canais funcionam do nível 0 ao 3. 22 Canal de nível 0 Nesse nível, existe uma relação próxima e direta entre o fabricante e o cliente. Para a empresa, os custos para se relacionar com o consumidor são mais altos. Canal de nível 1 No nível 1, o fabricante vende o produto para o distribuidor, que pode comercializá-lo no varejo ou atacado para os consumidores. O distribuidor fica com parte dos direitos do produto, mas não inteiramente. Também é ele que fica responsável pelos custos de vendas e transporte até os pontos de venda. Canal de nível 2 O nível 2 é parecido com o nível 1. A diferença é que, nesse caso, o distribuidor entrega os produtos somente para o varejo, que faz a comercialização para o consumidor. Canal de nível 3 O canal 3, por sua vez, é um modelo de distribuição tradicional. No caminho percorrido pelo produto desde o fabricante, estão envolvidos distribuidor, varejo e cliente. Os custos relativos a vendas e marketing são divididos entre as partes. A vantagem é que, nesse modelo, é possível atingir um número maior de consumidores. 23 Em compensação, os produtos têm valor mais alto, justamente devido aos custos operacionais de todos os envolvidos. Canal de distribuição reverso Bem, agora você já sabequais são os tipos e formatos disponíveis para que um produto chegue até o cliente. Mas e quando é o consumidor que precisa devolver itens para o fabricante? Aí, temos o canal de distribuição reverso. É o que acontece, por exemplo, quando o consumidor recebe um produto com defeito. Ou quando compra roupas e sapatos pela internet, mas eles não servem, e é preciso fazer a troca de numeração. Então, o responsável por enviar os itens é o próprio cliente. E ele sempre precisa encontrar informação do fabricante a respeito de como fazer isso. Usando de novo o exemplo de um e-commerce, o consumidor tem acesso, no próprio site, a instruções de devolução. Como definir os canais de distribuição do seu produto Agora você já sabe quais os tipos de canais de distribuição e quem são os principais intermediadores. 24 Mas nada disso adianta se você não souber como escolher o canal adequado para a sua empresa. Por isso, na sequência, confira sete dicas fundamentais para tomar essa decisão. 1. Benchmarking Inicialmente, você deve olhar para os concorrentes à procura de boas práticas realizadas por eles. Esse mapeamento é conhecido como benchmarking. Trata-se de buscar referências no mercado para avaliar quais práticas funcionam para outras empresas e obter ideias para o seu próprio negócio. 2. Revisão do projeto Você fez o mapeamento de boas práticas no mercado e elencou soluções que funcionariam para o seu negócio. Certo. O próximo passo, então, revisar o projeto elaborado. Verifique se há erros e de que maneira é possível otimizar os processos. Adeque o projeto às necessidades e características do tipo de venda que você faz. 3. Custos e benefícios Quando falamos em canais de distribuição, um aspecto importante é o custo relacionado a eles. Busque sempre a melhor relação de custo-benefício. Para isso, não basta ter uma ideia vaga a respeito dos valores. É preciso colocar os valores na ponta do lápis e analisar se as vantagens do canal escolhido realmente compensam. 4. Rotina da empresa Outro aspecto relevante é a rotina empresarial. Quais são os projetos, processos e atividades do seu negócio? O canal de distribuição devem estar alinhado a todos esses fatores. Caso contrário, pode haver problemas de logística - o que prejudica a relação com o cliente. 5. Potencial de mercado Antes de escolher o canal, também avalie o potencial de mercado do intermediador. 25 Afinal, caso você não opte pelo canal direto, eles também serão responsáveis pelos resultados de vendas. Analise participação de mercado, reputação e desempenho dos intermediadores para, só a partir dessa identificação, escolher o mais adequado. 6. Logística Reflita sobre a logística. Como será feito o transporte dos produtos? Ele possui segurança? Onde as mercadorias serão armazenados? Quais serão, em média, os prazos de entrega? Ponderar todas as etapas da logística é crucial para evitar problemas ao levar mercadorias para os pontos de venda. 7. Localização Por fim, avalie a localização dos intermediários, independentemente de serem revendedores, varejistas, atacadistas ou distribuidores. Afinal, o seu produto precisa ser vendido na região em que está o seu público-alvo. Principalmente se você atende um nicho específico do mercado. Gestão dos canais de distribuição Afinal, como gerenciar os canais de distribuição da empresa? Essa gestão é feita pelo setor de marketing. 26 Para fazer isso, é essencial monitorar indicadores-chave de performance (KPIs). Faça avaliações periódicas de relatórios com métricas e indicadores referentes aos processos de distribuição. Monitore, por exemplo, os índices de vendas, analisando a performance de cada canal utilizado pela empresa. Também faça pesquisas de satisfação com o público consumidor. No livro Gestão de marketing (FGV, 2015), Miguel Lima, Arão Sapiro, João Vilhena e Maurício Gangana destacam a melhor opção é aperfeiçoar o canal de distribuição. Principalmente quando os clientes estão insatisfeitos com a seleção e a disponibilidade das mercadorias. Ou quando o volume de vendas fica abaixo do esperado. Exemplos de canais de distribuição Antes de finalizar a leitura do texto, que tal se conhecer dois exemplos de grandes empresas no mercado? Canal de distribuição da Coca-Cola A maior marca de refrigerantes do mundo utiliza diferentes canais de venda, pois conta com franquias, distribuidores e varejistas. 27 Por exemplo: é por meio dos distribuidores que o refrigerante chega a diferentes varejistas. Isso inclui bares, restaurantes e supermercados, que vendem diretamente para o consumidor final. Canal de distribuição da Natura A marca de cosméticos Natura usa fundamentalmente o canal de distribuição por catálogo, embora hoje já existam lojas físicas. A empresa conta com uma rede de consultoras, que vendem para o consumidor a partir da revistinha com os produtos. 28 Conclusão Pronto para definir e gerenciar os canais de distribuição da sua empresa? Faça o passo a passo que eu mencionei ao longo do artigo, desde o benchmarking à análise da localização dos pontos de venda. Avalie o custo-benefício de cada canal. E, independentemente de qual for a sua escolha, sempre monitore indicadores e métricas. Essa análise permite confirmar a eficiência do canal de distribuição, para que você possa otimizá-lo continuamente. 29 Referências BRANDÃO , Bruna. Tipos de canal de distribuição logística: Qual o melhor para a sua empresa? 29 de outubro de 2019. https://maplink.global/blog/tipos-canal-distribuicao-logistica/ CABAÑAS, Luiz Antônio. MONTEIRO, Luiz Henrique. Canais de distribuição: um estudo de caso em uma empresa de análises clínicas e laboratoriais do interior do estado de São Paulo. Acessado em: 12 de dezembro de 2020. Disponível em: <http://www.fateclins.edu.br/v4.0/trabalhoGraduacao/BzPe7C 9pf WM K0 DoI6V1jpXyemf25wXgxPNrX.pdf>. _____________. Canais de Distribuição: O Que São, Os 3 Tipos e Os Principais Canais. NEILPATEL. Acessado em: 15 de dezembro de 2020. Disponível em: <https://neilpatel.com/br/blog/canais-de-distribuicao/>. FILHO, Custódio Genésio da Costa. GOULART, Iris Barbosa. MESQUITA, José Marcos Carvalho de.NEVES, Jorge Tadeu de Ramos. Avaliação da Importância dos Canais de Distribuição: um Estudo de Caso de uma Indústria de Bebidas. IV Encontro de marketing da ANPAD. Florianópolis, SC – 23 a 25 de maio de 2010. Acessado em: 15 de dezembro de 2020. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/admin/pdf/ema174.pdf>. OLIVEIRA, Alexandre da Silva de. Canais de distribuição como fator de competitividade. Belo Horizonte. 2013. Acessado em: 15 de dezembro de 2020. Disponível em: <https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS- 9C3LJZ/1/alexandre___final_ssima_com_ficha_catalogr_fica.pdf>.