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<p>PRÁTICAS CONTÁBEIS EM</p><p>LABORATÓRIO</p><p>AULA 6</p><p>Profª Edenise Aparecida dos Anjos</p><p>2</p><p>PRÁTICAS CONTÁBEIS PARA PMEs</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Caro aluno, nesta aula daremos ênfase à análise dos lançamentos</p><p>contábeis – razão contábil – por meio do processo de conformidade das práticas</p><p>contábeis, com vistas a fornecer informação útil relevante e fidedigna acerca da</p><p>situação patrimonial da empresa. Essa análise consiste no processo de</p><p>conciliação das contas do razão contábil da empresa, comparando com as</p><p>informações de bancos de dados internos (relatório de vendas ou compras, entre</p><p>outros) e externos (extratos bancários etc.) Para isso vamos estudar os</p><p>seguintes temas:</p><p>1. Conciliação de caixa, bancos e aplicações financeiras;</p><p>2. Conciliação de recebíveis;</p><p>3. Conciliação das obrigações sociais e trabalhistas;</p><p>4. Conciliação e apuração de impostos das esferas municipal, estadual e</p><p>federal;</p><p>5. Conciliação de contas de resultado.</p><p>CONTEXTUALIZANDO</p><p>A Contabilidade registra todos os fatos permutativos e modificativos,</p><p>atuando como instrumento de controle das variações patrimoniais e de resultado.</p><p>Isto posto, é de responsabilidade da Contabilidade zelar pela conformidade dos</p><p>registros contábeis, primando pela qualidade das informações geradas.</p><p>Por conseguinte, nesta aula, vamos estudar o processo de Conciliação</p><p>Contábil, o qual consiste na análise de conformidade e a exatidão dos</p><p>lançamentos contábeis por meio do confrontamento das contas do razão</p><p>contábil, versus extratos bancários, caixa, recebíveis, folha de pagamento,</p><p>impostos e contas de resultados, entre outros.</p><p>Para melhor entender como esse processo se dá na prática, vamos</p><p>contextualizar a Conciliação sob dois contextos.</p><p>• O primeiro, a partir da perspectiva do prestador de serviços contábeis –</p><p>escritório terceirizado, no qual o contador não tem acesso direto às</p><p>transações da empresa. Desse modo, deve fazer a análise e controle ao</p><p>final de um determinado período, quando do acesso dos eventos e</p><p>3</p><p>transações para escrituração, apuração e envio das obrigações</p><p>tributárias.</p><p>• O segundo, sob a perspectiva das empresas que mantêm a contabilidade</p><p>como um departamento interno e sistemas integrados de gestão. Neste</p><p>contexto, o departamento contábil analisa e concilia diariamente todas as</p><p>transações.</p><p>• As contas do razão contábil apresentadas nesta aula não esgotam o</p><p>tratamento dado no âmbito do departamento contábil ou do escritório de</p><p>contabilidade a todos os registros contábeis, pois tal análise deve ser</p><p>realizada em todas as contas relevantes do ativos, como:</p><p>✓ A conta razão contábil de estoques deve ser conciliada de acordo com</p><p>o relatório de inventário físico;</p><p>✓ A conta razão contábil de ativos imobilizados com as suas respectivas</p><p>contas de depreciação, baixa, teste de recuperação;</p><p>✓ A conta razão contábil de empréstimos e financiamentos, devem ser</p><p>conciliadas de acordo com a apropriação mensal de juros (curto e longo</p><p>prazo);</p><p>Desse modo, pode-se observar que todas as contas movimentadas no</p><p>razão contábil da empresa, devem ser conciliadas periodicamente, no intuito de</p><p>se averiguar a qualidade da informação gerada para a elaboração dos</p><p>demonstrativos contábeis.</p><p>Em síntese, é importante observar que o processo de conciliação está</p><p>relacionado ao fechamento de um período e deve ser analisando sob as</p><p>perspectivas de cada organização e da forma como a contabilidade é estruturada</p><p>(interna ou terceirizada) e, principalmente, do sistema de informação (software)</p><p>que a empresa utiliza.</p><p>Nesta aula, não trataremos dos aspectos legais ou apuração de</p><p>impostos; iremos nos concentrar na conciliação dos lançamentos</p><p>contábeis com seus respectivos relatórios e extratos advindos de bancos</p><p>de dados distintos do banco de dados contábil da empresa.</p><p>Vamos à nossa aula!</p><p>4</p><p>TEMA 1 – CONCILIAÇÃO DE CAIXA, BANCOS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS</p><p>As transações que ocorrem no âmbito de uma organização empresarial</p><p>são decorrentes do desenvolvimento de sua atividade principal, por exemplo,</p><p>uma indústria: adquire insumos, estoca, processa, gera produtos acabados,</p><p>vende, recebe de seus clientes e paga seus fornecedores, e este é um processo</p><p>contínuo, conforme exposto na Figura 1:</p><p>Figura 1 – Ciclo operacional básico</p><p>Assim, observa-se que estas atividades geram movimentos de entradas</p><p>e saídas de recursos nas contas dos disponíveis de uma empresa (caixa e</p><p>bancos), interferindo nas políticas de prazos médios de recebimentos e</p><p>pagamentos de uma empresa.</p><p>Por exemplo: se a empresa vende mercadorias à vista e recebe em</p><p>dinheiro físico, este será depositado no caixa físico da empresa. No período</p><p>estabelecido, emite-se um relatório de vendas e este é confrontado com os</p><p>valores recebidos em caixa.</p><p>No entanto, caso a venda seja transacionada por meio de cartão de débito</p><p>ou crédito, estes valores não entrarão imediatamente no caixa físico da empresa.</p><p>Estarão, neste momento, condicionados aos prazos da operadora do cartão, e,</p><p>no período estabelecido, estes recebíveis serão debitados na conta banco. No</p><p>final de determinado período (dia, semana, mês), emite-se um relatório das</p><p>contas de recebíveis da empresa e este é conciliado com os extratos da</p><p>operadora do cartão das vendas a débito e crédito e do extrato bancário para se</p><p>5</p><p>verificar a compensação dos valores, e assim procede-se com a baixa por</p><p>recebimento da conta clientes do sistema da empresa.</p><p>Este procedimento deve ser observado em todos os tipos de transações</p><p>da empresa, como vendas (à vista, parcelados, cartões, boletos etc.), e também</p><p>para os pagamentos de fornecedores, salários, impostos, empréstimos,</p><p>despesas etc. Na sequência vamos entender como esse processo ocorre nas</p><p>organizações e como se operacionalizam as conciliações da conta caixa e</p><p>bancos.</p><p>1.1 Conciliação dos disponíveis – caixa e bancos</p><p>Para operacionalizar e dar prosseguimento na conciliação das contas</p><p>contábeis, é importante que se emitam relatórios razão por contas.</p><p>Dependendo do tipo de software-sistema utilizado, pode-se confrontar o relatório</p><p>razão por contas da empresa com o relatório externo (fornecidos pelo</p><p>cliente/extrato bancário). Quando a conciliação estiver relacionada com as</p><p>contas dos disponíveis, inicia-se com o processo da conciliação bancária.</p><p>A conciliação bancária tem por objetivo confrontar os saldos entre duas</p><p>ou mais fontes informação para obter um saldo comum; por exemplo, a</p><p>conciliação bancária pela confrontação do extrato bancário com o valor expresso</p><p>na razão da empresa (Attie, 2018). Na lista a seguir estão alguns dos tipos de</p><p>contas da razão da empresa que devem ser confrontados com os extratos</p><p>bancários:</p><p>• Recebíveis de cliente;</p><p>• Transferências, compensações;</p><p>• Aplicações financeiras;</p><p>• Pagamentos de fornecedores;</p><p>• Pagamento de contas;</p><p>• Pagamento de salários;</p><p>• Pagamentos de impostos e taxas</p><p>• Empréstimos;</p><p>• Despesas etc.</p><p>A Figura 2 apresenta um modelo de extrato bancário, e, neste caso, é</p><p>importante observar que devido ao fato de a empresa ter uma conta</p><p>corrente em determinado banco, o relatório de extrato é da “empresa</p><p>6</p><p>banco”, ou seja, um valor lançado a crédito no banco, que significa saída de</p><p>recurso da empresa banco. Quando do lançamento do extrato na conta bancos</p><p>da empresa, o mesmo valor deve ser lançado a débito na empresa,</p><p>representando uma entrada de recurso.</p><p>Figura 2 – Exemplo de extrato bancário</p><p>Vamos tomar como exemplo a despesa de telefone lançada a débito no</p><p>extrato bancário – valor R$ 197,50:</p><p>Lançamento contábil do extrato na empresa:</p><p>Débito – despesas com telefone (conta de resultados) R$ 197,50</p><p>Crédito – Conta bancos conta-corrente XXX R$ 197,50</p><p>O mesmo processo de lançamento se dá com todas as demais transações</p><p>constantes do extrato bancário.</p><p>E como se dá na prática o processo de conciliação bancária?</p><p>• Primeiramente,</p><p>deve-se proceder com o lançamento dos extratos</p><p>bancários de forma manual ou importar o arquivo (os bancos fornecem</p><p>arquivos para este fim);</p><p>• No caso de importação do arquivo gerado pelo banco, faz-se necessário</p><p>o cadastramento de todos os históricos padrão e seus respectivos</p><p>lançamentos contábeis padrão (contas razão contábil de débitos e</p><p>créditos) para que o sistema entenda e importe o extrato do banco.</p><p>7</p><p>• Na sequência, procede-se a conciliação, que consiste na verificação de</p><p>todas transações bancárias descritas no extrato e o seu vínculo com conta</p><p>razão selecionado, fazendo a contrapartida ou a baixa.</p><p>A Figura 3 evidencia como esse processo ocorre via sistema. Observe</p><p>que de um lado estão os lançamentos do extrato bancário (1), e do outro, os</p><p>lançamentos contábeis (2) da empresa.</p><p>Figura 3 – Exemplo de conciliação</p><p>Fonte: Sistema Acadêmico Account, S.d.</p><p>Pode-se extrair da Figura 3 as seguintes informações da conciliação das</p><p>contas no dia 01/01/2016, conforme apresentado na Tabela 1.</p><p>8</p><p>Tabela 1 – Conciliação bancária</p><p>Extrato Bancário Lançamentos razão contábil Conciliação</p><p>DEB.AUTOR. R$ 449,99 D Valores referentes a</p><p>salários</p><p>R$ 449,99 C SIM</p><p>RECEBIMENTOS R$ 10.000,00 C Recebimentos Projeto</p><p>João</p><p>R$ 10.000,00 D SIM</p><p>ENVIO TEV R$ 1.398,40 D Pagamento de férias –</p><p>Funcionário Rita</p><p>R$ 1.398,40 C SIM</p><p>COB COMPE R$ 1.000,00 C NÃO</p><p>Total R$ 9.151,61 Total R$ 8.151,61</p><p>A diferença identificada – entre os saldos de R$ 9.151,61, do extrato, e de</p><p>R$ 8.151,61 – deve ser comparada com outras datas para que seja verificado se</p><p>o registro contábil está em período anterior, ou se por algum motivo ainda não</p><p>foi lançado. Se ao fim do período não for localizada, deve-se auditar, a fim de</p><p>identificar o motivo das diferenças.</p><p>Entende-se desse modo que os saldos da conta bancos da razão contábil</p><p>devem ser idênticos aos saldos da conta bancos conta-corrente de acordo com</p><p>os saldos expostos nos extratos bancários.</p><p>Tabela 2 – Conciliação bancária</p><p>Extrato Bancário Lançamentos razão contábil Conciliação</p><p>DEB.AUTOR. R$ 449,99 D Valores referentes a</p><p>salários</p><p>R$ 449,99 C SIM</p><p>RECEBIMENTOS R$ 10.000,00 C Recebimentos Projeto</p><p>João</p><p>R$ 10.000,00 D SIM</p><p>ENVIO TEV R$ 1.398,40 D Pagamento de férias –</p><p>Funcionário Rita</p><p>R$ 1.398,40 C SIM</p><p>COB COMPE R$ 1.000,00 C RECEBIMENTO DE</p><p>CLIENTES</p><p>R$ 1.000,00 D SIM</p><p>Total R$ 9.151,61 Total R$ 9.151,61</p><p>A Figura 4, apresenta como exemplo um extrato já conciliado da conta</p><p>razão contábil bancos. Por conciliado, entende-se que o saldo do extrato</p><p>bancário do Banco X é igual o saldo da conta razão contábil Banco X da</p><p>empresa.</p><p>9</p><p>Figura 4 – Extrato da Conta Razão Bancos Conciliado</p><p>Após a conciliação bancária deve-se proceder com a conciliação da conta</p><p>caixa. Nas rotinas contábeis é comum, na ausência da informação, efetuar-se os</p><p>lançamentos diretamente na conta caixa, o que pode ocasionar em caixa com</p><p>saldo credor (fato este inaceitável em contas de ativos). Para evitar esse tipo de</p><p>ocorrência, primeiramente concilia-se as contas bancárias, contas de aplicações</p><p>financeiras, clientes, fornecedores, impostos a recolher, salários e ordenados a</p><p>pagar, entre outras e, finalmente, a conta caixa.</p><p>TEMA 2 – CONCILIAÇÃO DE RECEBÍVEIS</p><p>Entendido como funciona o processo de conciliação das contas caixa e</p><p>bancos, vamos agora apresentar a conciliação dos recebíveis, mais</p><p>especificamente do controle de contas a receber.</p><p>2.1 Conciliação de recebíveis</p><p>A conta razão de recebíveis ou de clientes a receber representa, em</p><p>muitas empresas, parte significativa de seus ativos circulantes, exercendo</p><p>influência significativa em seus rendimentos (Assaf Neto; Lima, 2012)</p><p>relacionados ao fluxo de caixa esperado pela empresa, políticas de concessão</p><p>de créditos e cobrança da organização. Dada a importância dessa conta, vamos</p><p>agora estudar como conciliá-la.</p><p>Primeiramente, torna-se importante dissociar a contabilidade interna da</p><p>terceirizada, pois a qualidade e o nível de informação não são os mesmos, uma</p><p>vez que a contabilidade terceirizada não tem acesso direto a todo o sistema de</p><p>informação da empresa cliente. Neste caso, o contador deve solicitar:</p><p>10</p><p>• Relatório de contas a receber de clientes por data de emissão e o tipo de</p><p>venda (dinheiro, cartão de débito ou crédito, boleto, crédito da casa, entre</p><p>outros) do período; e</p><p>• Relatório de contas a receber por quitação/baixa das contas para</p><p>conciliação.</p><p>Para as empresas clientes, que atuam sob a obrigatoriedade da nota fiscal</p><p>eletrônica, estas já carregam para o sistema as informações quanto aos</p><p>pagamentos e à forma de pagamento (à vista ou a prazo) quando da importação</p><p>das notas para o sistema contábil – carecendo neste caso somente do relatório</p><p>de quitação das contas a receber. A Figura 5 apresenta um exemplo da conta</p><p>razão de clientes – extrato da posição.</p><p>• Data do vencimento, equivale à data de emissão da nota/cupom fiscal de</p><p>venda;</p><p>• Data de quitação, refere-se à data de recebimento da venda deste cliente;</p><p>• Devem constar ainda: o valor, o código do cliente (é importante que se</p><p>utilize uma conta para cada cliente) e o número do documento fiscal para</p><p>que se facilite a conciliação.</p><p>Figura 5 – Relatório da Conta Clientes</p><p>11</p><p>Como se dá este processo de conciliação na prática:</p><p>1. Emite-se o relatório de contas a receber, concilia-se com a conta caixa e</p><p>com a conta bancos;</p><p>2. Promove a baixa por recebimentos das contas clientes, de modo que o</p><p>saldo da conta clientes da razão contábil seja equivalente aos saldos dos</p><p>extratos da conta clientes da empresa.</p><p>Cada tipo de transação deve ser analisado de acordo com suas</p><p>especificidades, como as transações realizadas por meio de cartão de crédito</p><p>e/ou de débito, estes devem ser conciliados de acordo com o extrato das</p><p>operadoras da maquineta do cartão, como pode é apresentado na Figura 6:</p><p>Figura 6 – Exemplo de extrato de operadora de vendas no cartão de</p><p>débito/crédito</p><p>Fonte: Sipag, 2017.</p><p>A Figura 6 apresenta um extrato de uma operadora de maquineta de</p><p>cartão, mais especificamente do dia 08/02/2017. Observe os retângulos em</p><p>verde, pois estes evidenciam as informações referente aos tipos de vendas por</p><p>bandeiras (como Visa, Mastercard etc.), se são vendas no débito à vista ou</p><p>crédito parcelado. Na sequência, o valor bruto da transação, o valor descontado</p><p>de acordo com a taxa do cartão e o valor de pagamento líquido para a empresa.</p><p>O destaque em vermelho evidencia o valor que será creditado na conta</p><p>bancária da empresa, ou seja, o valor consolidado de R$ 33.803,04. Como no</p><p>extrato do banco constará apenas um valor correspondente a todas as</p><p>transações do dia 08/02/2019, será necessário confrontar a conta razão de</p><p>12</p><p>clientes com os extratos bancários, concomitantemente com os extratos da</p><p>operadora de cartões.</p><p>2.1 Conciliação de pagamentos de fornecedores</p><p>Do mesmo modo, que se procede com a conciliação das contas de</p><p>clientes, concilia-se a conta de fornecedores, solicitando relatório/extrato da</p><p>conta de fornecedores. O extrato/relatório da conta de fornecedores fornecido</p><p>pelo cliente deve conter:</p><p>• Número da nota, código do fornecedor, valor do documento, data do</p><p>vencimento, data de entrada/emissão e quitação dos valores a pagar.</p><p>Conforme extrato da conta razão de fornecedores na Figura 7.</p><p>Figura 7 – Extrato de conta e fornecedores</p><p>Na conciliação de pagamentos de fornecedores é importante que o</p><p>contador utilize uma conta contábil para cada fornecedor, a fim de facilitar a</p><p>identificação e a confrontação com o relatório de contas a pagar. Assim, no</p><p>processo de análise, pode-se identificar tanto a falta de pagamento como</p><p>também pagamentos em duplicidade.</p><p>Em síntese: o processo de conciliação das contas razão de recebíveis e</p><p>de pagamentos são essenciais para o controle dos fluxos</p><p>de caixa da empresa,</p><p>assim como para manter a conformidade dos registros e controles contábeis,</p><p>13</p><p>primando pela relevância e fidedignidade das informações geradas aos usuários</p><p>da informação contábil.</p><p>TEMA 3 – CONCILIAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES SOCIAIS E TRABALHISTAS</p><p>A folha de pagamento é contabilizada por regime de competência. Ou</p><p>seja, o valor é provisionado no final do mês, e o pagamento é efetuado até o</p><p>quinto dia útil do mês seguinte, no qual se deve zerar a conta de salários e</p><p>ordenados e as contas de obrigações fiscais trabalhistas. Outro fato: deve-se</p><p>ainda atentar-se às apropriações mensais, conhecidas como provisão de 13º</p><p>salário e férias, que são reconhecidas mês a mês, devendo ser esse valor</p><p>ajustado nos respectivos períodos de pagamento. Desse modo, vamos verificar</p><p>agora a importância da conciliação das contas referentes às folhas e às</p><p>obrigações sociais e trabalhistas.</p><p>3.1 Conciliação das obrigações sociais e trabalhistas</p><p>A folha de pagamento é efetuada por softwares específicos.</p><p>Anteriormente estudamos a importância da parametrização dos lançamentos</p><p>para a importação do sistema contábil. Assim, ao fim de cada período, verifica-</p><p>se os saldos oriundos do sistema da folha de pagamento, confrontando-os com</p><p>a conta razão contábil de salários e ordenados.</p><p>A conta razão de salários e ordenados e encargos (INSS, IRRF e FGTS)</p><p>correspondentes ao período de competência (mensal) é ajustada</p><p>automaticamente quando dos pagamentos dos salários e pagamentos dos</p><p>encargos, conforme relatório apresentado na Figura 7.</p><p>Observe ainda na Figura 7 – mais especificamente no dia 05/01 – que o</p><p>saldo transportado do mês de dezembro – quando da elaboração e</p><p>contabilização da folha de pagamento – carregando a conta de Salários A Pagar</p><p>no valor de R$ 30.142,61; neste dia em especifico, o saldo da conta é</p><p>confrontado com o Pagamento Dos Salários no mesmo valor de R$ 30.142,61,</p><p>promovendo o zeramento do saldo.</p><p>14</p><p>Figura 8 – Razão analítico da folha de pagamento</p><p>É importante analisar que “se” a parametrização do sistema estiver</p><p>correta, essas contas são conciliadas automaticamente. Logo, o valor</p><p>provisionado de R$ 28.889,57 deve ser zerado no próximo 5º dia útil do mês.</p><p>No entanto, as contas razão das provisões de 13º salário e férias e</p><p>encargos, devem ser ajustadas ao final do período em virtude da apropriação</p><p>mensal, aumento de salários e dissídios, e outros eventos que ocorrem durante</p><p>o exercício social. Observe os extratos das contas razão nas Figuras 9 e 10.</p><p>Figura 9 – Razão analítico da conta de 13º salário</p><p>15</p><p>Observe no extrato da Figura 9 do razão analítico da conta de 13º salário</p><p>que a conciliação dessa conta é realizada no fim do exercício, ou seja, quando</p><p>do pagamento da última parcela em 20 de dezembro do exercício corrente.</p><p>Já a Figura 10 apresenta um razão analítico de férias a pagar de apenas</p><p>um funcionário (“Vilmar Martins”), permitindo analisar a conciliação dos valores</p><p>no período de gozo de férias – neste caso, mês de março. Na conta razão</p><p>apresentada consta apenas um funcionário, porém a conta “Férias A Pagar”,</p><p>pode apresentar diversos lançamentos no decorrer do exercício social e a</p><p>conciliação dos saldos pode ocorrer mensalmente por funcionários.</p><p>Figura 110 – Razão analítico de férias</p><p>Apresentados os exemplos, vale ressaltar a importância da</p><p>parametrização correta dos sistemas da folha de pagamento, pois este processo</p><p>permite a conciliação automática no sistema contábil da empresa.</p><p>3.2 Conciliação das obrigações sociais e trabalhistas</p><p>As contas de encargos sociais seguem a mesma linha da parametrização</p><p>e conciliação da folha de pagamento, e estas devem ser, em sua maioria,</p><p>acompanhadas mensalmente. A Figura 11 apresenta um extrato da razão</p><p>contábil do imposto de renda retido na fonte a recolher.</p><p>16</p><p>Figura 11 – Razão analítico do Imposto de renda retido na fonte</p><p>Esta obrigação trabalhista é conciliada por meio do recolhimento dos</p><p>valores retidos dos funcionários quando do pagamento no dia 20 de cada mês.</p><p>A Figura 12, por sua vez, apresenta um extrato da conta de FGTS a</p><p>recolher e verifica que, da mesma forma que o IRRF, essa conta é conciliada</p><p>quando do pagamento dos encargos; neste caso, deve ser zerada até o dia 7 de</p><p>cada mês.</p><p>Figura 12 – Razão analítico do FGTS</p><p>A conta do INSS, recebe diversos lançamentos, e deve ser conciliada por</p><p>tipo de evento; no exemplo da Figura 13, a conciliação dos eventos de salários</p><p>a pagar, R$ 17.771,97 é conciliada por meio do pagamento do imposto no dia 20</p><p>de cada mês. Já os demais eventos devem ser analisados de acordo com os</p><p>tipos de transação.</p><p>Figura 13 – Razão analítico do INSS</p><p>17</p><p>Em síntese: a parametrização adequada do sistema da folha de</p><p>pagamento para exportação dos lançamentos contábeis permite a conciliação</p><p>automática dos salários e encargos sociais e trabalhistas. Todavia, cabe ao</p><p>contador analisar constantemente sua conformidade, identificar os saldos e,</p><p>caso haja diferença, promover os ajustes.</p><p>Estes processos podem ser manuais? A resposta é sim, desde que se</p><p>mantenha um controle adequado para os lançamentos contábeis da folha. No</p><p>entanto, em virtude do volume de transações e obrigações sociais, fiscais e</p><p>trabalhistas, as organizações devem buscar um sistema que suporte suas</p><p>atividades.</p><p>TEMA 4 – CONCILIAÇÃO E APURAÇÃO DE IMPOSTOS DAS ESFERAS</p><p>MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL</p><p>A conciliação de impostos corresponde às confrontações mais</p><p>importantes presentes nas rotinas contábeis e fiscais. No entanto, para que se</p><p>proceda com esta análise devemos verificar o enquadramento tributário da</p><p>empresa quanto ao regime do imposto de renda ao qual a empresa está</p><p>submetida, pois em empresas do Simples Nacional, lucro presumido ou lucro</p><p>arbitrado, o cálculo do imposto é efetuado sobre faturamento e as empresas do</p><p>Lucro Real sobre o lucro.</p><p>Ademais, há os impostos sobre o consumo, em que devem ser</p><p>observados os regimes tributários acerca dos impostos cumulativos e não</p><p>cumulativos como ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de</p><p>mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual,</p><p>intermunicipal e de comunicação), PIS (Programas de Integração Social),</p><p>COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), ISSQN</p><p>(Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza).</p><p>4.1 Conciliação dos Impostos Federais IRPJ, CSLL</p><p>As empresas do Simples Nacional recolhem seus impostos de forma</p><p>unificada, ou seja, por meio de uma única guia de impostos. Assim, com base</p><p>nos valores da receita bruta (-) deduções de receita, calcula-se o valor dos</p><p>impostos a recolher utilizando a fórmula da alíquota efetiva: (</p><p>𝑅𝐵𝑇12𝑥 𝐴𝑙𝑖𝑞−𝑃𝐷</p><p>𝑅𝐵𝑇12</p><p>),</p><p>utilizando como base os anexos do simples Nacional – I a V – (Vide Lei</p><p>18</p><p>Complementar n. 155, de 27 de outubro de 2016), no qual a empresa encontra-</p><p>se enquadrada, de acordo com sua atividade.</p><p>Alíquota efetiva:</p><p>• RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de</p><p>apuração;</p><p>• Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar;</p><p>• PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar.</p><p>Após o cálculo, provisiona-se contabilmente nas contas do passivo os</p><p>valores referentes ao imposto do “Simples Nacional a recolher” do período (mês)</p><p>considerando, como base, o último dia do mês. Veja o exemplo de uma razão</p><p>contábil analítica na Figura 14.</p><p>Figura 14 – Razão analítico da conta Simples Nacional a recolher</p><p>Observa-se por meio do razão analítico que os valores correspondentes</p><p>ao Simples Nacional são valores conhecidos (calculados com base nas receitas</p><p>do período), e sua baixa é automática, quando do recolhimento do imposto.</p><p>As empresas do lucro presumido ou arbitrado, tal qual as empresas do</p><p>Simples Nacional, recolhem seus impostos,</p><p>tomando como base o valor da</p><p>Receita Bruta (-) deduções de receita bruta, apurando seus impostos de acordo</p><p>com as tabelas de atividades e suas respectivas presunções de lucros.</p><p>Já as pessoas jurídicas enquadradas no regime tributário de Lucro Real</p><p>apuram seus impostos de acordo o LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real),</p><p>ou seja, recolhem seus tributos de acordo com o lucro operacional apurado no</p><p>período (Ajuste anual - estimativas mensais ou trimestral).</p><p>Independentemente da forma de apuração dos impostos, a contabilidade</p><p>procede com as provisões mensais, conciliando os respectivos valores pela</p><p>19</p><p>baixa ou pagamento do tributo, conforme apresentado no razão analítico das</p><p>Figuras 15 e 16.</p><p>Figura 15 – Razão analítico de IRPJ a recolher</p><p>A Figura 15 evidencia a conciliação mês a mês da provisão de IRPJ</p><p>confrontando-a com o pagamento do imposto. Cabe neste contexto ressaltar que</p><p>as empresas que optam por recolhimentos por estimativas mensais promovem</p><p>um adiantamento aos cofres públicos dos valores a recolher do imposto no final</p><p>do referido período, devendo manter um controle de apuração por meio de</p><p>balancetes de redução ou suspensão, utilizando bases estimadas ou lucro real</p><p>(assunto tratado nas disciplinas de contabilidade tributária).</p><p>Assim, no fechamento do exercício, podem ocorrer duas situações</p><p>quando do confrontamento dos valores apurados:</p><p>1. Os valores recolhidos são superiores ao valor devido: neste caso, solicita-</p><p>se a compensação nos próximos períodos – após a transmissão do Sped</p><p>– ECF (Escrituração Contábil Fiscal);</p><p>2. Caso os valores recolhidos sejam inferiores ao valor devido no ajuste: a</p><p>empresa recolhe somente a diferença do imposto.</p><p>O mesmo procedimento se aplica a Contribuição Social Sobre o Lucro</p><p>Líquido (CSLL), conforme se apresenta na Figura 16.</p><p>20</p><p>Figura 16 – Razão analítico de CSLL a recolher</p><p>Estas informações são conciliadas no intuito de analisar a conformidade</p><p>dos registros contábeis. Cabe ressaltar que as empresas optantes do Lucro Real</p><p>são obrigadas a manter, via sistema, todos os seus registros contábeis, face à</p><p>obrigatoriedade da transmissão dos arquivos por meio dos SPED (Sistema de</p><p>Escrituração Digital), conciliando a contabilidade da empresa com as</p><p>informações da Receita Federal.</p><p>4.2 Conciliação dos impostos sobre consumo</p><p>Os livros de registros de entradas e saídas de mercadorias ou registros</p><p>de inventários das empresas têm como uma de suas funções evidenciar os</p><p>valores das bases de cálculo dos impostos sobre consumo, circulação de</p><p>mercadorias (ICMS), faturamento (PIS/COFINS) e a prestação de serviços (ISS).</p><p>Para apuração destes impostos deve-se analisar o enquadramento,</p><p>situação e classificação tributária da empresa e de seus produtos ou serviços</p><p>(regimes diferenciados, como substituição tributária e importação, entre outros).</p><p>Neste contexto, analisa-se os princípios da cumulatividade (lucro presumido) e</p><p>da não cumulatividade (lucro real).</p><p>Os impostos do regime cumulativo são calculados sobre o faturamento,</p><p>não permitindo, em transações de compras, o aproveitamento dos créditos para</p><p>fins de compensação quando da apuração dos impostos a recolher.</p><p>Já os impostos do regime não cumulativo permitem o aproveitamento</p><p>dos impostos das transações de compras, por exemplo, para compensar o valor</p><p>devido (este assunto é tratado com riqueza de detalhes nas disciplinas de</p><p>Contabilidade Tributária). Por exemplo:</p><p>21</p><p>(+) Apuração dos Impostos devidos – Fato gerador: venda de mercadorias,</p><p>produtos ou serviços.</p><p>(-) Impostos a recuperar – Fato gerador: aquisição de insumos e mercadorias.</p><p>(=) Valor dos impostos a recolher.</p><p>A Figura 17 apresenta o razão analítico das contas contábeis de PIS e</p><p>COFINS a recolher. A conciliação desta conta se dará pela confrontação dos</p><p>impostos a recolher e a recuperar:</p><p>Figura 17 – Razão analítico de PIS/COFINS</p><p>• O registro contábil em função do fato gerador do imposto – fora creditado</p><p>o valor R$ 161,70 – conta PIS sobre faturamento a recolher;</p><p>• O registro da compensação – em função da não cumulatividade do</p><p>imposto em questão, debita-se da conta PIS sobre faturamento a recolher</p><p>o valor correspondente a R$ 97,19, referente à compensação de PIS a</p><p>recuperar do período;</p><p>• Recolhimento do imposto – o valor do imposto devido no período será</p><p>gerado pela diferença entre: R$ 161,70 – R$ 97,19 = 64,51;</p><p>• Logo, deve-se emitir uma guia de imposto a pagar no valor de R$ 64,51,</p><p>correspondente ao valor devido no período;</p><p>• A conciliação da conta – zeramento, que ocorrerá de forma automática</p><p>em função do recolhimento do imposto.</p><p>O mesmo procedimento se aplica à conta razão da COFINS a recolher.</p><p>Lembrando que os impostos do regime cumulativo (empresas optantes pelo</p><p>lucro presumido) não compensam créditos de PIS/COFINS, a conciliação deve</p><p>22</p><p>ser confrontada contra as contas do disponíveis (caixa/bancos) quando do</p><p>recolhimento do imposto.</p><p>A conciliação do razão analítico do ICMS a recolher é apresentada na</p><p>Figura 18. Importante observar que o ICMS é um imposto de natureza não</p><p>cumulativa. Entretanto, para sua apuração, deve-se observar a legislação</p><p>vigente de cada ente federativo (Estado).</p><p>Figura 18 – Razão analítico do ICMS a recolher</p><p>Outra informação que deve ser observada na conciliação do ICMS</p><p>corresponde aos diferenciais de alíquotas em transações interestaduais e</p><p>apropriação de impostos sobre o ativo imobilizado – CIAP (Controle de Crédito</p><p>de ICMS de Ativo Imobilizado).</p><p>O Imposto Sobre Prestação de Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN),</p><p>é um imposto de regime cumulativo devido ao município. Sua conciliação se dará</p><p>pela análise dos documentos fiscais, fato gerador do imposto em confronto com</p><p>as contas dos disponíveis em função do recolhimento, conforme apresentado na</p><p>Figura 19.</p><p>Figura 19 – Razão analítico do ISSQN a recolher</p><p>23</p><p>Em síntese: as questões relativas ao cálculo e apuração dos impostos são</p><p>extensas e complexas em função dos entes federativos (União, Estados e</p><p>Municípios). Esta declaração visa esclarecer que o foco de nossa aula se</p><p>concentra na conciliação contábil. Isto posto, o impostos a recolher devem</p><p>coincidir com o cálculo e apuração dos valores declarados.</p><p>TEMA 5 – CONCILIAÇÃO DE CONTAS DE RESULTADO</p><p>Os temas estudados nesta aula evidenciam situações rotineiras, com</p><p>vistas ao fechamento de um período ou exercício social. Desse modo entende-</p><p>se que a manutenção contínua das contas patrimoniais está associada</p><p>diretamente às contas de resultados.</p><p>Para melhor entender este contexto, vale relembrar que, durante as</p><p>conciliações das contas razão, caixa, bancos, recebíveis, folha de pagamento e</p><p>impostos, diversos ajustes são lançados contra as contas de resultados. Ou seja,</p><p>ao passo que essas são confrontadas, são conciliadas às contas de resultados.</p><p>5.1 Conciliação de contas de resultados</p><p>As contas de resultados são contas relacionadas à dinâmica patrimonial,</p><p>evidenciadas na Demonstração de Resultados por meio da confrontação das</p><p>despesas contra as receitas com vistas à apuração do lucro do período.</p><p>Neste sentido, as contas de receitas devem ser confrontadas contra as</p><p>contas de deduções, tais como impostos incidentes sobre receitas, PIS/COFINS,</p><p>ICMS, ISSQN, Simples Nacional, devoluções e abatimentos. A conciliação dessa</p><p>conta razão se dá em função da conformidade da apuração dos impostos.</p><p>Quanto à análise das contas razão de despesas, é importante se ater à</p><p>sua definição. Para Gelbcke et al., (2018), as despesas surgem no decurso</p><p>normal das atividades das empresas, como custos das vendas, salários e</p><p>depreciação. Estas representam desembolso ou redução de ativos, como caixa</p><p>e equivalentes de caixa, estoques e ativos imobilizados.</p><p>Isto posto, a análise das contas do razão de despesas devem ser</p><p>conciliadas com as respectivas contas que</p><p>a originaram a fim de se identificar</p><p>possíveis distorções ou classificações indevidas que possam comprometer a</p><p>integridade dos lançamentos contábeis.</p><p>24</p><p>TROCANDO IDEIAS</p><p>No decorrer desta aula estudamos sobre a importância de se manter a</p><p>conformidade das informações contábeis por meio da análise de conformidade</p><p>dos registros contábeis. Neste sentido, convidamos você, aluna(o), a conversar</p><p>com um profissional da área contábil para verificar como se dá este processo de</p><p>conciliação, assim como verificar se existe um processo (checklist ou</p><p>cronograma) de análise de conformidade que deve ser seguido na empresa para</p><p>executar esta atividade.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Leia a situação proposta e resolva a questão (a resposta encontra-se ao</p><p>final deste documento).</p><p>O analista contábil da Empresa Conciliação Ltda, emitiu o extrato do</p><p>banco Alfa, no dia 31 de agosto, no qual identificou uma diferença com a conta</p><p>Razão Contábil. No processo de conciliação, foram identificados os seguintes</p><p>fatos:</p><p>• Recebimentos de boletos de clientes no valor de R$ 6.800,00;</p><p>• Recebimentos da operadora de vendas no cartão (débitos/créditos), ainda</p><p>não contabilizadas na empresa no valor de R$ 12.300,00;</p><p>• Tarifas bancárias ainda não contabilizadas no valor de R$ 580,00;</p><p>• Débito de despesa de material de expediente, contabilizado na empresa</p><p>a débito de Bancos e a crédito de Despesas de Material de Expediente no</p><p>valor de R$ 1.200,00.</p><p>Considerando que o saldo ajustado após a conciliação bancária é de R$</p><p>17.320,00, a diferença entre o saldo do extrato do Banco Alfa e o saldo apurado</p><p>na conta razão contábil do Banco Alfa antes do procedimento de conciliação será</p><p>a seguinte:</p><p>a. R$ 0,00.</p><p>b. R$ 1.780,00.</p><p>c. R$ 11.720,00.</p><p>d. R$ 12.300,00.</p><p>e. R$ 19.100,00.</p><p>25</p><p>FINALIZANDO</p><p>Nesta aula estudamos sobre a importância da manutenção da integridade</p><p>dos lançamentos contábeis por meio da conciliação contábil:</p><p>Conciliação</p><p>Caixa, bancos</p><p>e aplicações</p><p>financeiras</p><p>Recebíveis</p><p>Obrigações</p><p>sociais e</p><p>trabalhistas</p><p>Impostos das</p><p>esferas municipal,</p><p>estadual e federal</p><p>Contas de</p><p>resultados</p><p>26</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASSAF NETO, A; LIMA, F. G. Curso de administração financeira. São Paulo:</p><p>Atlas, 2009.</p><p>ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 6. ed. São Paulo: Gen, 2018.</p><p>(Minha Biblioteca).</p><p>GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas</p><p>as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC. São Paulo:</p><p>Gen, 2018.</p><p>SIPAG – Soluções Integradas de Pagamento. Portal do cliente. 2017.</p><p>Disponível em: <https://www.sipag.com.br/guias/guia-portal-do-cliente-</p><p>sipag.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2019.</p><p>27</p><p>RESPOSTAS</p><p>Gabarito: situação antes da conciliação</p><p>Extrato Banco Alfa D C Conta Razão Contábil</p><p>Banco Alfa</p><p>D C</p><p>Recebimentos de</p><p>boletos de Clientes 6.800,00</p><p>Recebimentos de</p><p>boletos de Clientes 6.800,00</p><p>Recebimentos da</p><p>operadora do cartão de</p><p>débitos, ainda não</p><p>contabilizadas na</p><p>entidade 12.300,00</p><p>Recebimentos da</p><p>operadora do cartão de</p><p>débitos, ainda não</p><p>contabilizadas na</p><p>entidade</p><p>Tarifas bancárias 580,00 Tarifas bancárias</p><p>Débito de despesa de</p><p>material de expediente 1.200,00</p><p>Débito de despesa de</p><p>material de expediente 1200,00</p><p>Total 1.780,00 19.100,00 Total 6.800,00 1200,00</p><p>Saldo 17.320,00 5.600,00</p><p>Diferença: 11.720,00</p><p>Conciliação:</p><p>Extrato Banco Alfa D C Conciliação</p><p>Conta Razão Contábil</p><p>Banco Alfa</p><p>D C</p><p>Recebimentos de boletos</p><p>de clientes</p><p>6.800,00 sim</p><p>Recebimentos de boletos</p><p>de clientes</p><p>6.800,00</p><p>Recebimentos da</p><p>operadora do cartão de</p><p>débitos, ainda não</p><p>contabilizadas na</p><p>entidade</p><p>12.300,00 sim</p><p>Recebimentos da</p><p>operadora do cartão de</p><p>débitos, ainda não</p><p>contabilizadas na</p><p>entidade</p><p>12.300,00</p><p>Tarifas bancárias 580,00 sim Tarifas bancárias 580,00</p><p>Débito de despesa de</p><p>material de expediente</p><p>1.200,00 sim</p><p>Débito de despesa de</p><p>material de expediente</p><p>1.200,00</p><p>TOTAL 1.780,00 19.100,00 TOTAL 19.100,00 1.780,00</p><p>SALDO 17.320,00 sim 17.320,00</p>