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<p>RESUMO SISTEMAS PREDIAIS E ELÉTRICOS – 2 BIMESTRE</p><p>INSTALAÇÃO ELÉTRICA EM PLANTA BAIXA</p><p>Após dimensionarmos os circuitos de iluminação e tomadas, vamos verificar como é feito o projeto</p><p>arquitetônico da instalação elétrica. Primeiramente vamos conhecer os símbolos utilizados na instalação</p><p>elétrica. A simbologia serve de auxílio para que todos os profissionais da área utilizem a simbologia padrão,</p><p>de forma que todos possam interpretar e compreender um mesmo projeto, tanto o projetista quanto o</p><p>executante vão utilizar o mesmo projeto, e independente da região do Brasil, onde este profissional atuar,</p><p>esta simbologia é a mesma, de acordo com a NBR 5444:1989 e suas atualizações. Há uma grande</p><p>quantidade de símbolos utilizados, vamos conhecer os principais e aplicar em um exemplo como deve ser</p><p>o emprego dos mesmos.</p><p>A NBR 5444:1989 é a normalização dos símbolos utilizados e alguns destes ainda contam com símbolos</p><p>usuais que ainda são empregados, por isso será apresentado tanto os símbolos usuais, quando estes</p><p>existirem, quanto os da NBR. A simbologia utilizada para iluminação pode ser verificada na Figura 1, sendo</p><p>a simbologia a.1 da NBR5444 a mais empregada, vamos verificar algumas variações desta simbologia no</p><p>exemplo prático.</p><p>FIG. 1</p><p>Faz parte do circuito de iluminação, os interruptores para acionamento das lâmpadas, já que o local do</p><p>interruptor deve ser apresentado na planta baixa, há a simbologia específica para este item, neste caso a</p><p>simbologia usual pode ser a mais encontrada, a Figura 2 apresenta os símbolos utilizados para representar</p><p>os interruptores.</p><p>FIG. 2 FIG 3</p><p>Os símbolos para representar os eletrodutos e os condutores utilizados são apresentados na Figura 3, cabe</p><p>ressaltar que temos 4 tipos de condutores. Condutor fase, neutro, retorno e proteção, posteriormente vamos</p><p>verificar como é feita a utilização de cada um deles. Para finalizar os símbolos básicos, a Figura 4 apresenta</p><p>os símbolos utilizados na representação das tomadas.</p><p>FIG. 4</p><p>Utilizando o exemplo apresentado na Figura 20 da Unidade I, onde já dimensionamos as cargas de</p><p>iluminação, TUG e TUE, com auxílio dos símbolos que agora conhecemos, vamos ao projeto da planta</p><p>baixa. Primeiro passo é determinar a localização do quadro geral de distribuição, que deve ser mais</p><p>centralizado possível, de forma que tenha o acesso facilitado, sem que haja qualquer equipamento em sua</p><p>frente.</p><p>Pode haver mais de um quadro de distribuição em uma instalação elétrica, dependendo do tamanho da</p><p>instalação, pode haver a necessidade de utilização de um quadro secundário ao QDG. Todos circuitos</p><p>elétricos da instalação neste exemplo saem do QDG para alimentar os pontos de iluminação e tomadas.</p><p>Agora que já conhecemos a simbologia básica utilizada para o projeto da instalação em planta baixa. Como</p><p>visto na divisão dos circuitos, podemos dividir em quantos circuitos forem necessários, desde que</p><p>obedeçamos aos preceitos ditos pela norma. Para exemplificar, vamos dividir a instalação de iluminação em</p><p>dois circuitos.</p><p>FIG. 7 O circuito 1 do exemplo será o circuito de iluminação que compõem a</p><p>sala, o hall, o banheiro e o quarto. No circuito 2 temos o circuito de iluminação da área de serviço e da</p><p>copa cozinha. Utilizando a simbologia, vamos primeiramente incluir na nossa planta os pontos de luz no</p><p>teto (Figura 7), usando como exemplo o circuito 1 já definido.</p><p>Cabe ressaltar, como já mencionado, que a potência de iluminação estabelecida pelo quadro de carga é do</p><p>cômodo como um todo, e a divisão da quantidade de pontos de utilização no teto deve ser feita da maneira</p><p>mais distribuída possível, utilizando inclusive potências de lâmpadas disponíveis no mercado. Não</p><p>exatamente há a potência calculada no projeto disponível no mercado, quando este for o caso, a instalação</p><p>deve ser feita com um nível acima do calculado, com as lâmpadas disponíveis. No exemplo, para facilitar o</p><p>entendimento, foi utilizado somente um ponto de luz no teto. Para que seja possível os pontos de utilização</p><p>receberem a energia, é necessário que haja um caminho para a passagem dos condutores de forma segura,</p><p>para isto utilizamos os eletrodutos (conduite). Os eletrodutos devem ser distribuídos de forma que percorram</p><p>a menor distância possível, evitando custos desnecessários ao projeto. No circuito 1, do exemplo prático,</p><p>temos os eletrodutos apresentados, estes traçam o caminho por onde os condutores que alimentam o</p><p>circuito vão passar, podem ser utilizados como caminho para condutores de outros circuito, desde que</p><p>atenda aos critérios de dimensionamento de condutores, que será apresentado na próxima unidade.</p><p>Os condutores podem ser identificados por cores, prática esta que ajuda no momento de alguma</p><p>manutenção e na segurança com o trabalho da eletricidade, que é regulamentado pela Norma</p><p>Regulamentadora (NR) 10.</p><p>As cores com que os condutores são identificados são as seguintes:</p><p>• Neutro: azul claro.</p><p>• Proteção: verde e amarelo ou verde.</p><p>• Fase: qualquer cor (exceto as anteriores), normalmente vermelho.</p><p>• Retorno: geralmente preto.</p><p>Entretanto é sempre bom confirmar se a instalação realmente respeita esta normalização de cores,</p><p>pois nem sempre na prática é feito assim.</p><p>Os condutores que vão passar pelos eletrodutos são identificados pelo seus símbolos, os condutores que</p><p>saem e/ou retornam do QDG para alimentar o circuito 1 de iluminação. Não necessariamente estes</p><p>condutores estão ligados as lâmpadas, e a Figura 9 demonstra apenas quais condutores estarão presentes</p><p>nos eletrodutos.</p><p>Como visto na ligação dos circuitos terminais, para ligação de lâmpadas utilizamos o condutor fase sempre</p><p>no interruptor, que vai abrir ou fechar o circuito. O condutor retorno será o condutor auxiliar que vai então</p><p>entregar a corrente elétrica necessária para alimentar a lâmpada. O neutro será o outro condutor ligado a</p><p>lâmpada e que fecha o circuito. Vamos agora incluir no nosso projeto, os interruptores, como pode ser visto</p><p>na Figura 10. Houve a necessidade de aumentar o número de eletrodutos</p><p>Agora que conhecemos da ligação dos circuitos terminais, sabemos que o condutor fase não é conectado</p><p>na lâmpada, ele é levado até o interruptor, que é representado pela letra S (símbolo usual). Do interruptor,</p><p>é direcionado para um dos pontos da lâmpada o condutor retorno, no outro ponto da lâmpada está localizado</p><p>o condutor neutro que retorna ao QDG e fecha assim o circuito. Como em um mesmo eletroduto pode haver</p><p>vários condutores de outros circuitos, para facilitar podemos identificar de qual circuito são cada um dos</p><p>condutores, além de identificar os condutores de comando (dos interruptores), como apresentado na Figura</p><p>11</p><p>FIG. 11 FIG. 12</p><p>A Figura 12 apresenta também a identificação da lâmpada, com a potência do ponto de luz, a qual circuito</p><p>ela faz parte, e a identificação de qual interruptor(es) faz(em) parte. Procedendo desta forma, obtemos o</p><p>projeto da planta baixa de forma simples. Incluindo o circuito 2, que é o circuito de iluminação da área de</p><p>serviço e da copa-cozinha, podemos verificar como este fica, como finalizado na Figura 12</p><p>Para exemplificar como é apresentado no projeto em planta baixa a ligação de tomadas, vamos utilizar uma</p><p>tomada de uso específico. A Figura 13 faz a inclusão de um novo circuito, apresentado como circuito 3,</p><p>sendo este para alimentar uma TUE, o ar-condicionado da sala.</p><p>O circuito 3 é responsável por alimentar somente este equipamento em específico, como deve ser para as</p><p>outras TUE, neste caso é uma ligação bifásica, utilizando duas fases. Lembrando que as regiões onde as</p><p>ligações fase-neutro têm uma diferença de potencial (tensão) de 127 V, a diferença de potencial entre fase-</p><p>fase é 220 V. Para as TUG, vamos proceder da mesma forma, seguindo as determinações da norma quanto</p><p>a divisão da instalação e as informações quanto a ligação dos circuito terminais.</p><p>FIG 13</p><p>DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES</p><p>Os condutores utilizados nas instalações elétricas prediais (baixa tensão) podem ser de Cobre (Cu) ou</p><p>Alumínio (Al), sendo o cobre mais utilizado. A função do condutor é fazer com que a energia chegue aos</p><p>pontos de consumo, ou seja, ter tensão elétrica entre os dois pontos da tomada, por exemplo, capaz de</p><p>fornecer corrente para utilização dos equipamentos. A resistência projetada para ser a menor possível, para</p><p>diminuir ao máximo a perda pela passagem da corrente elétrica, principalmente pelo efeito Joule. O</p><p>dimensionamento de condutores é de extrema importância na instalação elétrica. A partir das potências</p><p>instaladas nos circuitos, é possível verificar o nível de corrente elétrica, tendo o condutor que suportar estes</p><p>níveis de corrente, sem perder suas características de isolamento e física. O isolamento dos condutores</p><p>normalmente são de PVC (cloreto de polivinil), estes são projetados com valores limites de tensão e corrente</p><p>elétrica onde podem ser utilizados. Os critérios utilizados para dimensionamento de condutores são:</p><p>• Critério das seções mínimas: são valores fixos já determinados pela NBR5410:2004, em que</p><p>para cada tipo de circuito tem-se um mínimo que deve ser utilizado.</p><p>• • Critério da capacidade de condução de corrente: como os circuitos já foram definidos neste</p><p>momento do projeto, e é conhecida a potência instalada para cada um deles, podemos obter qual</p><p>a corrente demandada por cada circuito e verificar se o critério das seções mínimas atende os</p><p>limites de corrente para cada um dos condutores. São utilizadas tabelas que podem ser</p><p>verificadas qual nível de corrente suportado pelos condutores, levando em consideração a área</p><p>da seção circular de cada um deles.</p><p>• • Critério do limite de queda de tensão: são feitos cálculos para cada um dos circuitos, com intuito</p><p>de obter quais são as quedas de tensão, caso seja necessário, são utilizadas tabelas para</p><p>reajustar o condutor, isso ocorre quando os níveis de queda de tensão estão acima dos níveis</p><p>aceitáveis, que vai depender de circuito para circuito.</p><p>Para as instalações prediais de pequeno porte, que é o nosso exemplo utilizado até o momento, o critério</p><p>das seções mínimas normalmente é suficiente e o mais empregado. A Tabela 1 apresenta as seções</p><p>mínimas dos condutores para os circuitos de uma instalação predial.</p><p>O condutor neutro será diferente do condutor fase somente quando o condutor fase tiver seção acima dos</p><p>25 mm², já o condutor proteção (terra) terá valor diferente somente quando o condutor fase tiver seção acima</p><p>dos 16 mm², situações estas que não vão ocorrer numa instalação elétrica predial. Para as TUE, verificamos</p><p>qual será a corrente para cada um dos equipamentos e por meio das tabelas da capacidade de condução</p><p>de corrente definimos qual vai ser o condutor utilizado, sempre escolhendo um valor acima da corrente</p><p>nominal do equipamento.</p><p>Para circuito de pequeno porte, o critério das seções mínimas normalmente são suficientes, sendo</p><p>necessário a utilização de outros métodos, somente se os circuitos em questão trabalharem com uma</p><p>corrente superior ao determinado aos condutores de 1,5 mm² no caso da iluminação e 2,5 mm² no caso das</p><p>tomadas de uso geral.</p><p>DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO</p><p>O eletroduto tem a função de ser por onde os condutores passam para chegar aos pontos de utilização, já</p><p>que a maior parte de nossas construções são de alvenaria, o eletroduto é o caminho dos condutores. Além</p><p>de ser o caminho dos condutores ele serve para proteger a fiação elétrica, também possuem características</p><p>anti-chamas, com intuito de evitar a propagação de possíveis incêndios causados por curto-circuito ou</p><p>aquecimento excessivo dos condutores. Devido as características dos eletrodutos, e o projeto feito para</p><p>suportar as deformações que podem ocorrer na construção, deve-se respeitar a norma NBR5410:2004 na</p><p>compra de produtos que sejam destinados a esse fim, sem que seja feita adaptações de outros produtos</p><p>para esta utilização. Os eletrodutos podem ter uma estrutura rígida ou flexível</p><p>Após a montagem do eletroduto, é importante que os condutores possam ser instalados com facilidade, e</p><p>também retirados com facilidade no caso de alguma manutenção. O dimensionamento pode ser feito a partir</p><p>de cálculos da quantidade de ocupação de acordo com o diâmetro dos eletrodutos. De forma a facilitar este</p><p>dimensionamento, podemos utilizar uma média com tabelas que apresentam quantos podem ser os</p><p>condutores em um eletroduto de acordo com seu diâmetro. Basicamente uma boa média é que os</p><p>condutores não ocupem mais que 40% dos eletrodutos, por questões de manobra e questões de segurança,</p><p>já que a passagem de corrente elétrica pelos condutores resulta em um aquecimento, devido ao efeito Joule.</p><p>DIMENSIONAMENTO DE DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO</p><p>Os dispositivos de proteção são responsáveis por possibilitar a divisão da instalação elétrica em vários</p><p>circuitos, além de proteger a instalação e hoje em dia os choques elétricos. De acordo com a norma NBR</p><p>5410:2004, todo condutor fase de uma instalação deve ser protegido por um ou por mais dispositivos de</p><p>proteção. Os dispositivos devem interromper sobre correntes antes de danificar os condutores e materiais</p><p>próximos devido efeitos térmicos e mecânicos, como a isolação por exemplo.</p><p>As sobre correntes podem ser ocasionados por uma sobrecarga ou por um curto-circuito. A sobrecarga pode</p><p>ocorrer devido uma falha de projeto, quando se dimensiona a potência de um circuito por exemplo, e por ele</p><p>acaba sendo instalada uma potência acima da esperada. A sobrecarga pode acontecer de forma transitória</p><p>também, quando um equipamento é ligado de forma rápida em uma tomada para qual não foi projetado para</p><p>operar, devido a isso há um tempo de resposta para que o dispositivo de proteção atue, já que uma</p><p>sobrecarga transitória, nem sempre traz prejuízos a instalação elétrica. Na sobre carga a corrente elétrica</p><p>normalmente está um percentual acima do valor nominal, até um máximo de vezes, nem sempre a atuação</p><p>do dispositivo de proteção é instantânea.</p><p>O curto-circuito é caracterizado por correntes elevadíssimas (conceitualmente curto-circuito é a corrente</p><p>elétrica tendendo ao infinito), normalmente com valores 1000 a 10000 vezes maior que o valor nominal de</p><p>corrente daquele circuito. São ocasionadas por defeitos graves e ocorre a atuação instantânea dos</p><p>dispositivos de proteção. Em ambos os casos de sobre corrente, seja por sobrecarga ou curto-circuito, para</p><p>instalações elétricas prediais, podemos utilizar os disjuntores termomagnéticos. Os condutores fase de cada</p><p>um dos circuitos que saem do quadro de distribuição passam por um disjuntor termomagnético. A corrente</p><p>exigida pelo circuito que passa por este condutor vai determinar se o disjuntor vai entrar em operação</p><p>(desarmar, abrir o circuito) ou não. A Figura 19 demonstra em destaque o condutor fase (vermelho) sendo</p><p>ligado nos disjuntores termomagnéticos, fica evidenciado neste caso que uma mesma fase alimenta vários</p><p>circuitos desta instalação</p><p>FIG. 19</p><p>A alavanca é a parte responsável por fechar ou abrir o circuito, e é a parte que nos usuários utilizamos para</p><p>atuar no DTM. Os bornes (4 e 9) são onde conectamos os condutores, sendo o borne 4 o de entrada e o</p><p>borne 9 o de saída para o circuito e instalação elétrica, sendo assim a corrente que alimenta o circuito passa</p><p>pelo disjuntor. O atuador térmico (3) é composto por uma lâmina de um material bi metálico, este quando</p><p>opera em temperaturas suportáveis dentro de um projeto não vai atuar e fazer com que o DTM abra o</p><p>circuito. Quando em temperaturas acima do valor projetado, esta lâmina vai sofrer uma depleção</p><p>ocasionando na abertura do circuito. Como a passagem de corrente ocasiona em aquecimento pelo fato do</p><p>efeito Joule, esta lâmina é projetada para atuar com um nível de corrente que vai ser suficiente ou não para</p><p>fazer com que a lâmina atue. O atuador magnético (7) consiste</p><p>em uma bobina, que vai criar um campo</p><p>magnético para atrair uma peça móvel que faz com que o circuito abra, ou mantenha-se fechado. O que</p><p>determina se o campo magnético é capaz de atrair ou não está peça móvel é a corrente elétrica que passa</p><p>pela bobina.</p><p>Os disjuntores para instalações elétricas prediais podem ser monopolares, bipolares ou tripolares, com</p><p>apresentado na Figura 21. Os disjuntores monopolares são utilizados para instalações monofásicas que</p><p>utilizam somente uma fase, os bipolares para duas fases e os tripolares para três fases.</p><p>Acerca do dimensionamento dos disjuntores, segundo a NBR 5410:2004, para que a proteção dos</p><p>condutores contra sobrecargas fique assegurada, é apresentada a Figura 22. Para entendermos a Figura</p><p>22, devemos considerar que: • IB: corrente nominal de projeto do circuito (A). • IZ: capacidade de condução</p><p>de corrente dos condutores (A). • IN: corrente nominal do dispositivo de proteção (A). • I2 : corrente de</p><p>atuação do disjuntor (A)</p><p>Analisando a Figura 22, vemos que a corrente nominal do dispositivo de proteção tem que estar entre a</p><p>corrente nominal de projeto do circuito, que podemos calcular quando fazemos o quadro de cargas, e a</p><p>capacidade de condução de corrente dos condutores. Como o DTM é para proteção da instalação, ele tem</p><p>que estar abaixo da capacidade de corrente do condutor, pois se estiver acima vai abrir o circuito somente</p><p>após a corrente suportado pelo condutor. A corrente suportada pelo DTM deve estar situada acima da</p><p>corrente nominal do circuito, pois se estiver abaixo deste valor o disjuntor sempre vai abrir o circuito. O termo</p><p>abrir o circuito é exatamente o que o DTM faz, ele faz parte do circuito, a corrente passa por ele para assim</p><p>ser distribuída no circuito, no momento em que o disjuntor atua, ele abre o circuito, ou seja, em um circuito</p><p>aberto não circulação de corrente. A corrente de atuação do disjuntor não pode ser 45% maior que a corrente</p><p>nominal de atuação do DTM, este é o limite máximo para que o disjuntor atue. Em alguns casos é estipulado</p><p>que o DTM não atue instantaneamente, com um coeficiente de segurança dentro da norma, ele pode</p><p>demorar alguns segundos para atuar, por isso este limite máximo de 45%. Dimensionando o DTM dessa</p><p>forma, para sobrecarga, ele já fica dimensionado também para curto-circuito, já que a corrente no curto tem</p><p>valores muito superiores alcançados, o DTM então atuará de forma mais rápida. Outro dispositivo de</p><p>proteção utilizado é o Disjuntor Diferencial Residual (DR), este exigido pela norma desde 1997, é um</p><p>dispositivo de alta sensibilidade e sua utilização é obrigada em tomadas de corrente em cozinhas, copas-</p><p>cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, banheiros e todo local interno sujeito a lavagens utilizando água,</p><p>além das áreas externas da residência. Os locais não listados acima podem utilizar somente o DTM como</p><p>dispositivo de proteção. Pela alta sensibilidade do DR e seu princípio de funcionamento, ele é considerado</p><p>um dispositivo contrachoque elétrico. Diferentemente do DTM, ele faz uma medida instantânea da corrente</p><p>utilizando os condutores fase e neutro, ou seja, a corrente que sai do quadro de distribuição e a corrente</p><p>que volta, qualquer diferença nestes valores de corrente, o DR pode atuar, esta fuga de corrente pode ser</p><p>um choque elétrico. Como o tempo de atuação do DR é muito rápido, este protege do choque elétrico, já o</p><p>DTM tem um tempo de atuação que não necessariamente vai disponibilizar este tipo de proteção.</p><p>Além do DR, há o Interruptor Diferencial Residual (IDR) que pode ser utilizado, ele é um interruptor</p><p>que faz o papel do DR e é instalado junto com o DTM, são dois dispositivos distintos, o DR já é um</p><p>dispositivo só que atua de forma instantânea e já faz também o papel do DTM</p><p>NOÇÕES DE LUMINOTÉNICA</p><p>Conceitos para o Entendimento de Luminotécnica</p><p>• Fluxo luminoso: radiação da fonte luminosa. Medido em lúmens (lm).</p><p>• Iluminância média: indica o fluxo luminoso sobre a superfície situada a certa distância da fonte</p><p>luminosa. Sua unidade é o lux (lx). Esta grandeza pode ser medida com o uso do luxímetro.</p><p>• Temperatura de cor: relacionada com a semelhança da luz diurna solar. Varia de 1000 a 10000 K</p><p>(Kelvin). Quanto mais próximo do azul, maior a temperatura da cor.</p><p>• Índice de reprodução de cores (IRC): indica o quanto das cores iluminadas, em uma superfície</p><p>padrão, são perfeitamente distinguíveis. Quanto maior o IRC, melhor será o equilíbrio entre as cores.</p><p>Tipos de Lâmpadas</p><p>Basicamente as lâmpadas são divididas em três tipos, as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas de</p><p>descarga e as lâmpadas de estado sólido (LED). As lâmpadas incandescentes muito usadas antigamente,</p><p>hoje são utilizadas para algumas aplicações especificas e foram retiradas do mercado de forma gradativa a</p><p>partir de 2016, por meio de uma portaria de Ministério de Minas e Energia, devido a sua baixa eficiência, já</p><p>que grande parte de sua energia era convertida em calor e não em energia luminosa. A lâmpada</p><p>incandescente tem vida média de 1000 horas, temperatura de cor em torno de 2700 K e fluxo luminoso até</p><p>3400 lm, dependendo da potência da lâmpada.</p><p>As lâmpadas de descarga podem ser divididas entre as lâmpadas fluorescentes e as lâmpadas de descarga</p><p>de alta pressão. As lâmpadas fluorescentes são divididas em:</p><p>• Lâmpadas fluorescentes tubulares ou circulares: longa durabilidade quando comparada com a</p><p>lâmpada incandescente, alta eficiência na reprodução de cores. Disponíveis desde 2700 a 6500 K,</p><p>fluxo luminoso variando de 840 a 9350 lm e IRC variando de 70 a 100%.</p><p>• Lâmpadas fluorescentes compactas: em comparação com as lâmpadas incandescentes, apresentam</p><p>consumo de energia 80% menor e durabilidade 10 vezes maior, temperatura de cor variando de 2700</p><p>a 4000 K, fluxo luminoso de 800 a 1400 lm e IRC de até 89%.</p><p>As lâmpadas fluorescentes substituíram de forma gradativa as lâmpadas incandescentes, devido as suas</p><p>qualidades quando é feita a comparação, porém este mesmo processo ocorre hoje em dia, e as</p><p>lâmpadas fluorescentes vem também sendo substituídas pelas lâmpadas de LED, principalmente pelo</p><p>aspecto de eficiência. Em se tratando de lâmpadas de descarga de alta pressão, são normalmente</p><p>utilizadas para iluminação de ambientes de grandes áreas, podem demorar de 2 a 15 minutos para</p><p>estabilização total do fluxo luminoso, necessitam de reatores e ignitores, e alguns dos exemplos são as</p><p>lâmpadas de vapor metálico, vapor de sódio, vapor de sódio branca, vapor de mercúrio e luz mista. Por</p><p>ser para aplicações de ambientes de grandes áreas, são aplicadas na iluminação urbana e possuem</p><p>uma vida útil de 9000 a 32000 horas</p><p>Atualmente, a lâmpada de LED tem um crescimento em sua utilização considerável, e o processo de</p><p>substituição das lâmpadas fluorescentes para aplicações do dia a dia será inevitável, a longa</p><p>durabilidade aliada a uma alta eficiência, variedade de cores, dimensões reduzidas, baixo de consumo</p><p>de energia e pouca dissipação de calor são os fatores principais para este processo de substituição.</p><p>Estratégias Para Cálculo Luminotécnico</p><p>Os métodos de cálculos luminotécnicos são: método ponto a ponto e método dos lumens, neste material</p><p>será abordado o método dos lumens, que é usado para determinar o número mínimo de lâmpadas e</p><p>luminárias, considerando as dimensões e o tipo do ambiente a ser iluminado, para tanto devem ser</p><p>executados os seguintes itens:</p><p>• Identificação das características do ambiente e escolha do nível de iluminação.</p><p>• Determinação do índice do recinto (K).</p><p>• Escolha das lâmpadas e luminárias.</p><p>• Determinação do fator de utilização.</p><p>• Cálculo do fluxo luminoso total.</p><p>• Cálculo do número de luminárias.</p><p>• Determinação das luminárias.</p><p>Como exemplo, vamos verificar um passo a passo de como devemos proceder para o cálculo</p><p>luminotécnico utilizando o método dos lumens:</p><p>• 1º passo: identificar as seguintes características do</p><p>ambiente:</p><p>• Dimensões: comprimento, largura e pé direito.</p><p>• Altura da montagem da luminária.</p><p>• Cor do teto, parede e pisos.</p><p>em que: c é o comprimento do cômodo e l é a largura.</p><p>• 3º passo: determinação do índice do Fator de Utilização (FU) das luminárias:</p><p>• Depende do tipo de luminária e das características do ambiente, indica a eficiência do conjunto</p><p>luminária, lâmpada e recinto.</p><p>• Exemplo: se uma luminária tem FU igual a 0,82 e nela é instalada uma lâmpada de 3100 lúmens,</p><p>o fluxo luminoso utilizado será 2542 lúmens.</p><p>• É preciso conhecer a refletância do teto, paredes e o índice do recinto determinado no passo 2.</p><p>Os fabricantes fornecem o FU das luminárias considerando a reflexão nas superfícies escuras,</p><p>médias, claras e brancas.</p><p>• 5º passo: identificar a iluminância média (Em) recomendada para o tipo de atividade exercida, de</p><p>acordo com a NBR 5413:1992</p><p>• 6º passo: definição do número mínimo de luminárias necessárias, cálculo este que é realizado,</p><p>utilizando os dados obtidos nos passos anteriores, por meio de:</p><p>• 7º passo: distribuição das luminárias:</p><p>• Normalmente o espaçamento entre as luminárias varia de 1 a 1,5 vezes o valor da altura útil</p><p>(altura da luminária até o plano de trabalho).</p><p>• O espaçamento até as paredes deve ser a metade do valor anterior. Estes são os passos para</p><p>dimensionamento de uma boa iluminação utilizando o método dos lúmens, levando em</p><p>consideração diversos fatores que podem influenciar na iluminação, sendo este método mais</p><p>indicado do que a simples metodologia aplicada pela NBR 5410:2004.</p>