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<p>A PRINCESA E A ERVILHA</p><p>Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa — mas tinha de ser uma princesa verdadeira.</p><p>Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava</p><p>certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas havia sempre qualquer coisa, isto</p><p>ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria</p><p>uma princesa verdadeira.</p><p>Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva</p><p>caía em torrentes — era apavorante. Chovia desabaladamente. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e</p><p>o velho rei foi abrir.</p><p>Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos</p><p>cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era</p><p>uma princesa de verdade.</p><p>— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de</p><p>hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte</p><p>colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama.</p><p>De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.</p><p>— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti</p><p>uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível.</p><p>Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a</p><p>ervilha através de vinte edredões e vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível.</p><p>Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu; podem ir</p><p>lá vê-la, se é que ninguém a tirou.</p><p>01.Qual o assunto principal do texto?</p><p>a) A festa de casamento do príncipe.</p><p>b) Como descobrir uma princesa de verdade.</p><p>c) A ervilha mágica que revelou uma princesa.</p><p>d) A forma de dormir de uma princesa verdadeira.</p><p>02. A finalidade do texto é:</p><p>a) abordar acontecimentos do dia a dia de uma forma engraçada.</p><p>b) noticiar um fato ocorrido durante a existência de reis e príncipes.</p><p>c) apresentar uma história fictícia curta para o surpreender o leitor.</p><p>d) mostrar a opinião do narrador sobre as características de princesas.</p><p>03.O que motivou o príncipe a viajar pelo mundo?</p><p>04. No trecho: “... mas nunca tinha a certeza de serem genuínas...”, a palavra grifada tem o mesmo</p><p>sentido que:</p><p>a) falsas.</p><p>b) afeições.</p><p>c) fictícias.</p><p>d) verdadeiras.</p><p>05. Chovia “desabaladamente”. A palavra destacada tem o sentido de:</p><p>a) raramente.</p><p>b) fracamente.</p><p>c) fortemente.</p><p>d) levemente.</p><p>06.Como o príncipe retornou para casa após sua viagem pelo mundo?</p><p>a) Desalentado.</p><p>b) Revoltado.</p><p>c) Contente.</p><p>d) Eufórico.</p><p>07. Há uma opinião sobre a tempestade em:</p><p>a) “... alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.”</p><p>b) “... os raios rasgavam o céu...”</p><p>c) “... era apavorante.”</p><p>d) “Foi horrível.”</p><p>08. A rainha soube que a moça era uma princesa de verdade porque ela</p><p>a) conseguiu subir nos 20 colchões e dormir.</p><p>b) percebeu a presença da ervilha.</p><p>c) merecia uma cama de princesa.</p><p>d) conseguiu dormir bem sobre os colchões.</p><p>09.Identifique a que/quem os termos grifados estão se referindo.</p><p>a) “No meio disso tudo...”:.......................................</p><p>b) “... para encontrar uma...”.....................................</p><p>c) “A água escorria-lhe pelos cabelos...”............................</p><p>d) “... podem ir lá vê-la...”.............................................. 10. Qual o desfecho da história?</p>