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<p>E-Book - Apostila</p><p>BUSINESS INTELLIGENCE</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Esse arquivo é uma versão estática. Para melhor experiência, acesse esse conteúdo pela mídia interativa.</p><p>E-Book - Apostila</p><p>FUNDAMENTOS DE BUSINESS INTELLIGENCE</p><p>Inicie sua jornada</p><p>Cada vez mais, as empresas que visam ao crescimento exponencial do seu negócio têm</p><p>investido em tecnologias da informação, pois compreendem que a informação é uma das</p><p>propriedades mais valiosas. Neste contexto, porque não compará-la com um bem</p><p>inestimável, porque, por meio do uso da informação, é possível nortear as ações da</p><p>empresa.</p><p>Isto é, dizer a direção que se deve remar, e não só isso, é justamente da análise das informações</p><p>que será possível saber o melhor momento, quantos barcos, remos e pessoas serão necessários</p><p>para atingir o objetivo pretendido.</p><p>2-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Podemos afirmar que o principal objetivo do Business Intelligence, aqui vamos abreviar</p><p>como (BI), é responder perguntas do tipo: Como estamos? Para onde vamos? O que</p><p>precisamos fazer? Claro que, tudo isso, alinhado a uma boa gestão e a uma boa definição</p><p>da estratégia empresarial - assunto que abordaremos melhor ao longo deste estudo.</p><p>O maior desafio da gestão não é a implementação do Bl, mas sim garantir o</p><p>comprometimento e engajamento das diversas área de negócio envolvidas, pois o Bl, em</p><p>seus níveis de implementação, pode proporcionar a integração entre os vários sistemas</p><p>de informações, elaborando relatórios gerenciais que identifiguem oportunidades de</p><p>melhorias. Por sua vez, o Bl tem o poder de tornar uma empresa altamente competitiva</p><p>por possibilitar meios de cruzamento das informações internas com as informações</p><p>externas, tais como informações de presença de mercado, comportamento dos clientes e</p><p>identificação de potenciais clientes.</p><p>O entendimento dos componentes e das ferramentas para a implementação do Bl</p><p>proporcionará, caro(a) aluno(a), uma visão das práticas utilizadas atualmente pelo</p><p>mercado. O conhecimento de tais ferramentas de manipulação de dados é imprescindível</p><p>para quem está buscando desenvolver uma carreira na área de TI. Tenho certeza que este</p><p>assunto despertará seu interesse em explorar cada vez mais este universo, visto que é</p><p>uma das profissões mais promissoras do futuro.</p><p>Desenvolva seu potencial</p><p>ESTRATÉGIA EMPRESARIAL</p><p>Na maioria das empresas, é comum encontrarmos, logo na entrada ou lugares de</p><p>destaque onde transite o maior fluxo de pessoas, um quadro com algumas frases bem</p><p>estimuladoras relacionadas à missão, visão e valores da empresa. A partir disso, é</p><p>possível ter uma ideia resumida de onde a empresa está inserida e aonde ela pretende</p><p>chegar e, claro, verificar quais são os valores que devem ser seguidos a qualquer e toda</p><p>situação que aconteça dentro da empresa, que será melhor detalhado no código de ética</p><p>da empresa.</p><p>Pois bem, mas será que a abrangência do negócio da empresa se resume a estas frases?</p><p>Será que esses elementos explicam as questões internas e externas que podem impactar</p><p>o negócio? E onde estão os objetivos estratégicos?</p><p>Podemos dizer que os elementos fundamentais compostos pela missão, valores e visão</p><p>são os alicerces de toda e qualquer organização. Porém, a definição das estratégias</p><p>empresariais vão além disso, pois são as estratégias que definem o que deve ser atingido</p><p>e o meio de como atingir.</p><p>3-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Em uma plataforma de tanta competitividade e mudança de cenários, a definição da</p><p>estratégia alinhada ao modelo de negócio se torna essencial para a permanência e</p><p>crescimento sustentável da empresa. Mediante as mudanças de cenários, algumas</p><p>empresas chegam a ter que se reinventarem. Por isso a definição da estratégia</p><p>empresarial é o tiro de largada que estimula a realização das ações que levarão o negócio</p><p>de um estágio para o outro.</p><p>Vamos detalhar melhor o que seria uma estratégia empresarial com duas frases que</p><p>trazem reflexões distintas, mas que se complementam e que nos diz com clareza duas</p><p>perspectivas essenciais para ter sucesso em uma guerra/mercado.</p><p>“Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não</p><p>precisamos temer o resultado. Se nos conhecemos, mas</p><p>não ao inimigo, para cada vitória sofremos uma derrota.</p><p>Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos</p><p>em todas as batalhas."(Sun Tzu)"As batalhas são ganhas</p><p>ou perdidas por generais, não oficiais ou</p><p>soldados."(Ferdinand Foch)</p><p>q J</p><p>As duas frases foram mencionadas por dois generais que marcaram a história em sua</p><p>geração. O primeiro, um líder chinês, Sun Tzu (722 a.C. - 481a.C.) e o segundo Francês</p><p>Ferdinand Foch (1851 - 1929). Ambos venceram batalhas e guerras fazendo uso de</p><p>estratégias vivenciadas na prática, com suas próprias experiências. É muito interessante</p><p>estarmos falando de estratégias utilizadas em guerra, quando o assunto dessa disciplina</p><p>está relacionado ao mundo corporativo, mas se fizermos uma analogia, estar presente e</p><p>atuante no mercado é estar diante de várias batalhas e guerras diárias e duradouras. Nas</p><p>quais o vencedor, é a empresa que faz o melhor uso dos seus recursos e seus potenciais</p><p>evitando erros, pois diante de um mercado tão competitivo e de tantas mudanças,</p><p>sensível a impactos políticos e econômicos, se faz necessário que os grandes generais</p><p>estejam atentos, sejam ágeis, e claro, sejam estratégicos.</p><p>Estratégia é uma palavra que deriva do grego strategos e significa “general no comando</p><p>das tropas”. Como vimos, o seu uso já era comum há cerca de 500 anos a.C. No decorrer</p><p>dos anos, o significado de strategos foi passando por evoluções e passou a incluir</p><p>habilidades gerenciais marcadas pela primeira revolução industrial.</p><p>4-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Segundo o general Sun, uma boa estratégia é analisar seu inimigo, seu comportamento,</p><p>seus pontos fortes e fracos e, com base nisso, direcionar seus objetivos para atacar suas</p><p>fraquezas, identificando oportunidades de negócio. Foch enfatiza a importância do líder</p><p>neste papel: definir, disseminar e fazer com que os objetivos definidos sejam cumpridos</p><p>dentro do planejado.</p><p>Estratégias nos tempos de hoje</p><p>Para Zaccarelli (2000), embora tudo tenha começado com o livro sobre estratégia de Igor</p><p>Ansoff, de 1965, a divulgação sobre o assunto ocorreu apenas nos anos 70. Surgiu, então,</p><p>uma explosão de demandas por livros e serviços do que se passou a denominar</p><p>planejamento estratégico.</p><p>TABELA 1 - Marcos Históricos da Estratégia nas Empresas.</p><p>EN</p><p>1965 | Edição do primeiro livro sobre estratégia, de Igor Ansoff.</p><p>Realização do Primeiro Seminário Internacional de Administração</p><p>PRN Estratégica na Universidade de Vanderbilt.</p><p>Publicação do primeiro livro com desenvolvimento de conceitos</p><p>Rem próprios de estratégia, escrito por Michael Porter.</p><p>Edição do livro The Rise and Fall of Strategic Planning, de</p><p>Mintzberg, que mostra a precariedade dos conceitos de</p><p>planejamento estratégico e marcou o início de uma nova fase dos</p><p>conceitos de estratégia.</p><p>1994</p><p>Publicação de artigo na revista International Management,</p><p>mostrando que o planejamento estratégico deixava de ser o</p><p>serviço de maior faturamento das empresas de consultorias</p><p>européias.</p><p>1994</p><p>Presença cada vez mais frequente da palavra sucesso nos textos</p><p>RRSa sobre estratégia.</p><p>Zaccarelli (2000).</p><p>5-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Por mais que, para algumas empresas, não seja claro a importância da definição das</p><p>estratégias, seja de pequeno, médio ou grande porte e independente do ramo de negócio,</p><p>todas elas adotam estratégias para alcançar os objetivos planejados, pois precisam</p><p>definir sua estrutura, direcionar, coordenar seus recurso e esforços para sobreviverem ao</p><p>ambiente competitivo.</p><p>Para Wright, Kroll e Parnell (2000), a administração estratégica é desafiadora, porque</p><p>vai muito além de estabelecer objetivos e, posteriormente, dar ordens aos membros</p><p>da organização para se aterem a esses objetivos. A direção estratégica de</p><p>É de fundamental importância o tomador de decisões ter à sua disposição o maior número</p><p>de informações úteis e relevantes possível, permitindo minimizar os efeitos subjetivos e</p><p>incrementar a influência da razão no resultado do processo. Diante de um grande volume</p><p>de dados variados, que são distribuídos de forma rápida, é necessário que a empresa</p><p>assegure a veracidade e o valor dos mesmos. A partir de um sistema de integração de</p><p>dados, é possível organizá-los, categorizá-los e filtrá-los para assegurar a consistência da</p><p>informação” (IDC, 2011 apud CANARY, 2013, p. 29).</p><p>Os 5Vs de Big Data</p><p>47 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Uma das primeiras definições relatadas sobre o termo é dada por Doug Laney, em 2001,</p><p>da empresa Gartner Group, na qual explicava os famosos 3 V's (Volume, Velocidade e</p><p>Variedade) de origens iniciais do Big Data que, posteriormente, tornou-se 5V's de Big</p><p>Data.</p><p>e Volume: Big Data é uma grande quantidade de dados gerada a cada</p><p>segundo. Pense em todos os e-mails, mensagens de Twitter, fotos e vídeos</p><p>que circulam na rede a cada instante. Não são terabytes e sim zetabytes e</p><p>brontobytes. Só no Facebook são 10 bilhões de mensagens, 4,5 bilhões de</p><p>curtidas e 350 milhões de fotos compartilhadas todos os dias. A tecnologia</p><p>do Big Data serve exatamente para lidar com esse volume de dados,</p><p>guardando-os em diferentes localidades e juntando-os através de</p><p>software.</p><p>e Velocidade: refere-se à velocidade com que os dados são criados. São</p><p>mensagens de redes sociais viralizando em segundos, transações de</p><p>cartão de crédito sendo verificadas a cada instante ou os milissegundos</p><p>necessários para calcular o valor de compra e venda de ações. O Big Data</p><p>serve para analisar os dados no instante em que são criados, sem ter de</p><p>armazená-los em bancos de dados.</p><p>e Variedade: no passado, a maior parte dos dados era estruturada e podia</p><p>ser colocada em tabelas e relações. Hoje, 80% dos dados do mundo não se</p><p>comportam dessa forma. Com o Big Data, mensagens, fotos, vídeos e sons,</p><p>que são dados não-estruturados, podem ser administrados juntamente</p><p>com dados tradicionais.</p><p>e Veracidade: um dos pontos mais importantes de qualquer informação é</p><p>que ela seja verdadeira. Com o Big Data não é possível controlar</p><p>cada hashtag do Twitter ou notícia falsa na internet, mas com análises e</p><p>estatísticas de grandes volumes de dados é possível compensar as</p><p>informações incorretas.</p><p>e Valor: o último V é o que torna Big Data relevante, tudo bem ter acesso a</p><p>uma quantidade massiva de informação a cada segundo, mas isso não</p><p>adianta nada se não puder gerar valor. É importante que empresas entrem</p><p>no negócio do Big Data, mas é sempre importante lembrar dos custos e</p><p>benefícios e tentar agregar valor ao que se está fazendo.</p><p>Dados estruturados e desestruturados</p><p>Dados estruturados contêm uma organização e possuem relações, classificadas em</p><p>grupos de assunto. São informações mantidas em um banco de dados e são analisados</p><p>geralmente através de linguagem SQL, como vimos no início deste estudo.</p><p>Dados desestruturados não possuem estruturas definidas, normalmente são textos,</p><p>documentos, gravações de serviços ao consumidor, fotos, imagens e vídeos, e não é</p><p>possível armazenar em um banco de dados relacional, devido a inúmeras informações</p><p>aleatórias.</p><p>48 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Hurwitz et al. (2013 apud PEREIRA, 2013) diz que companhias também têm que considerar</p><p>novas fontes de dados gerados por máquina como, por exemplo, sensores. Pereira (2013)</p><p>ainda complementa que outro exemplo de fonte de dados desestruturados são sensores,</p><p>que podem ser usados com diversas finalidades, como monitorar o tráfego em rodovias,</p><p>fazer leitura por RFID (Identificação por Rádio Frequência - Radio-Frequency</p><p>Identification) nos supermercados, temperatura nas cidades, satélites que monitoram o</p><p>tempo e terremotos, entre outros.</p><p>NoSQL</p><p>Para poder armazenar as informações desestruturadas, foi desenvolvido um banco para</p><p>todos os tipos de dados, onde poderia ser utilizado por dados relacionais e não relacionais</p><p>e que oferece um alto grau de escalabilidade, criando, assim, o NoSQL (Not only SQL).</p><p>Trata-se de um termo usado para se referir a qualquer armazenamento de dados que siga</p><p>modelo tradicional RDBMS (Relational Data Base Management System - Sistema de</p><p>Gerenciamento de Base de Dados Relacionais), aponta Pereira (2013).</p><p>URI Ledo)</p><p>O Adnews entrevistou Rodrigo Arrigoni, sócio fundador da R18, para explicar de</p><p>maneira simplificada o que é e para que serve o Big Data.</p><p>Web:</p><p>Além da alta taxa de geração dos dados, outro fator que influenciou a criação de sistemas</p><p>NoSQL foi o suporte a tipo de dados complexos, semi estruturados ou não estruturados,</p><p>(VIEIRA, 2012). Segundo Taurion (2012) a principal base tecnológica para Big Data são os</p><p>bancos de Dados NoSQL.</p><p>Quais as diferenças entre DW e Big Data</p><p>DW e Big Data são, de certa forma, complementares, mas não idênticos. Além disso, em</p><p>geral, Big Data é uma fase posterior ao amadurecimento de um trabalho com Bl. Analise,</p><p>no quadro a seguir, algumas distinções entre eles:</p><p>49 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>QUADRO 1 - Diferenças entre Big Data e DW.</p><p>Focado na coleta, transformação e disponibilização de dados Focado no processamento de dados estruturados e não estruturados, bem como nas</p><p>estruturados para a tomada de decisões. correlações e descobertas que desse processamento podem advir.</p><p>Analisa 0 que já existe, definindo as melhores hipóteses. Analisa o que já existe e o que está por vir, apontando novos caminhos.</p><p>e Ideal para quando se quer explorar novas possibilidades, descobrir novos padrões e</p><p>Ideal para quando já se conhece as perguntas. explorar perguntas que ainda não haviam sido feitas.</p><p>Mais amplo, voltado não apenas para negócios, mas para qualquer área/segmento, como</p><p>Mais específico, voltado apenas para negócios. saúde, entretenimento, educação.</p><p>À autora</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Big Data para Leigos</p><p>50 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Big Data para Leigos</p><p>Autor: Márcia Kaufman</p><p>Editora: Alta Books</p><p>Sinopse: aqui está o guia que pode evitar com que big data se torne uma</p><p>grande dor de cabeça! Big data pode ser um conceito complexo. Trata-se de</p><p>uma explicação em português simples do que é (e não é) o Big Data, a</p><p>tecnologia e as opções de base de dados que o suportam, análises que lhe</p><p>ajudam a entender o significado de seus dados, como administrá-las e o que</p><p>elas podem fazer por sua empresa.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Big Data: Como extrair volume, variedade,</p><p>velocidade e valor da avalanche de informação cotidiana 51-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>52 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Novos desafios</p><p>É notório que as tecnologia de gestão e análise de informação, desde o seu surgimento,</p><p>tem passado por constante evolução devido às grandes mudanças de cenários, como por</p><p>exemplo, o avanço do uso da Internet, que fizeram com que os pesquisadores pensassem</p><p>em novos modelos de banco de dados visando à velocidade e grande processamento de</p><p>dados.</p><p>53 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O uso das informações estruturadas e desestruturadas tem sido o foco das organizações para</p><p>entender o comportamento do seu público, identificador nichos de negócio, melhorar a qualidade</p><p>de vida das pessoas, uma vez que essa tecnologia tem sido utilizada por vários setores: empresas</p><p>privadas, setores públicos, saúde e outros.</p><p>Compreender os componentes e ferramentas que envolvem o armazenamento de</p><p>informações se tornou fundamental para o profissional de TI que busca destaque no</p><p>mercado, pois cada vez mais as empresas têm procurado profissionais qualificados</p><p>dispostos a explorarem e descobrirem novas formas e padrões de analisar as</p><p>informações.</p><p>Aproveite esse conteúdo e as oportunidades que têm surgido para esta áreal</p><p>VAMOS PRATICAR ?</p><p>Chegou o momento de testar</p><p>o conhecimento adquirido até aqui! Para isso, por favor,</p><p>participe da autoatividade que preparamos especialmente para você. São apenas 3</p><p>questões. 54 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>41. Com base no que foi estudado, é</p><p>possível afirmar que a principal</p><p>diferença na implementação do DW</p><p>versus Big Data está em:</p><p>O a) O DW é mais recomendado para armazenar um grande volume de</p><p>histórico de informações.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>b) b) O Big Data é mais utilizado para responder questionamentos</p><p>internos de como a empresa está atualmente.</p><p>EST TELE Dia: É</p><p>Continue tentando!</p><p>O c) O DW funciona melhor para capturar dados não estruturados</p><p>originados na maior parte da Internet.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>55 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>d) O Big Data é ideal para quando se quer explorar novas</p><p>possibilidades, descobrir novos padrões e explorar perguntas que</p><p>ainda não haviam sido feitas.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>O e) Nenhuma das anteriores.</p><p>Resposta incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>2. Quanto ao ciclo de gerenciamento do</p><p>Big Data, escolha as etapas corretas</p><p>que envolvem sua concepção:</p><p>O a) Capturar, Organizar, Integrar, Analisar e Agir.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>56 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>b) Agir, Capturar, Organizar, Integrar e Analisar.</p><p>c) Analisar, Capturar, Integrar e Agir.</p><p>d) Integrar, Capturar, Organizar, Analisar e Agir.</p><p>e) Organizar, Capturar, Integrar, Analisar e Agir.</p><p>57 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>3. O termo Data Warehouse (Armazém</p><p>de Dados) foi criado por uma das</p><p>principais referências nesta área. Seu</p><p>nome é Bill Inmon que, em meados de</p><p>1990, divulgou a seguinte definição</p><p>sobre o que seria um warehouse</p><p>(armazém):</p><p>a) Uma fonte única de dados, orientado a um assunto, integrado,</p><p>O tempo-variante e não volátil, para suporte ao gerenciamento dos</p><p>processos de tomada de decisão.</p><p>EST TELE Di a: É</p><p>Continue tentando!</p><p>b) Uma coleção de dados, orientado a um assunto, integrado,</p><p>Q tempo-variante e não volátil, para suporte ao gerenciamento dos</p><p>processos de tomada de decisão.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>c) Uma coleção de dados, orientado a um assunto, integrado,</p><p>OQ tempo-variante e volátil, para suporte ao gerenciamento dos</p><p>processos de tomada de decisão.</p><p>58 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>d) Uma coleção de dados, orientado a um assunto, integrado,</p><p>OQ tempo-variante e não volátil, para geração de previsões de</p><p>mercado.</p><p>EST TRE ab</p><p>Continue tentando!</p><p>O e) Nenhuma das anteriores.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>Referências</p><p>DATE, C. J. Introdução a Sistemas de Banco de Dados. 9. ed. Rio de Janeiro. Editora</p><p>Campus, 1990.</p><p>CANARY, V. P. A tomada de decisão no contexto do Big Data: Estudo de caso único.</p><p>TCC. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013. Disponível em: http:/www.lume.uf</p><p>rgs.br/bitstream/handle/10183/87757/000911900.pdf?sequen. Acesso em: 17 ago. 2017.</p><p>GONÇALVES, M. Extração de dados para Data Warehouse. Rio de Janeiro: Axcel Book,</p><p>2003.</p><p>59 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>SINGH, H. S. Data Warehouse: Conceitos, Tecnologias, Implementação e Gerenciamento.</p><p>São Paulo: Makron Books, 2001.</p><p>TAURION, C. Big Data. Rio de Janeiro: Brasport, 2013.</p><p>TURBAN, E.; SHARDA, R.; ARONSO, J.; KING, D. Business Intelligence: Um enfoque</p><p>gerencial para a inteligência do negócio. Porto Alegre: Editora Bookman, 2008.</p><p>PEREIRA, F. A. Explosão dos dados e o conceito de análise de dados relacionados para</p><p>geração de informações (BIG DATA). Monografia - Departamento de Ciência da</p><p>Computação - Universidade do Estado de Mato Grosso, 2013.</p><p>REFERÊNCIAS ON-LINES</p><p>* Em: https://visualrsoftware.com/data-warehouse/. Acesso em: 16 ago. 2017.</p><p>2 Em: www.simpep.feb.unesp.br/anais/anais. 12/copiar.php?arquivo=GOIS. GC...pdf.</p><p>Acesso em: 16 ago. 2017.</p><p>3 Em: https://litolima.com/2010/01/11/uma-definicao-para-data-warehouse-armazem-de</p><p>dados/. Acesso em: 16 ago. 2017.</p><p>Indicadores de desempenho</p><p>Inicie sua jornada</p><p>Neste estudo, abordaremos os Indicadores de Desempenho, que são essenciais para a</p><p>empresa medir seus processos que estão em execução e acompanhá-los, verificando o</p><p>atingimento das metas organizacionais ou departamentais que são planejadas,</p><p>geralmente, no início do primeiro semestre. Sendo assim, podemos entender que o</p><p>indicador é uma métrica que aponta algo útil para apoio à tomada de decisão.</p><p>60 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Também é comum encontrarmos as definições Indicador Chave de Desempenho ou mesmo os</p><p>termos em inglês Key Performance Indicator (KPI) ou ainda Key Success Indicator (KSI). Porém,</p><p>independente da nomenclatura adotada, o que importa mesmo é que os Indicadores são</p><p>ferramentas de gestão essenciais para o desempenho das organizações.</p><p>Além de serem fundamentais para a medição dos resultados, os indicadores são</p><p>excelentes “veículos de comunicação”, pois permitem que uma organização comunique</p><p>suas metas e resultados a toda equipe, demonstrando, de forma direta e objetiva, o quão</p><p>eficiente um processo está e como tem sido seu desempenho ao longo de um período</p><p>determinado.</p><p>Tão logo, vamos iniciar uma jornada que, primeiramente, esclarecerá a diferenciação</p><p>entre dados, informação e indicadores. Além disso, será apresentado os tipos de</p><p>indicadores de desempenho que podem ser implementados para acompanhamento do</p><p>negócio e, por fim, será ressaltada a importância dos indicadores com exemplos adotados.</p><p>Desenvolva seu potencial</p><p>DADOS, INFORMAÇÕES E INDICADORES</p><p>e Dados: são apenas elementos coletados, mas que isoladamente não</p><p>possuem significado relevante e não conduzem a nenhuma compreensão.</p><p>Portanto, não têm valor algum para formar conclusões, muito menos</p><p>respaldar decisões, logo são pouco utilizados para o gerenciamento. Como</p><p>exemplo tem-se número da Conta Corrente, esse dado isolado não traz</p><p>nenhuma conclusão. Isto é, não produz nenhuma informação quanto à</p><p>carteira de correntista de uma maneira geral. O dado é a menor instância</p><p>61-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>de uma estrutura de indicadores e o componente, sem o qual nada mais</p><p>existirá, entretanto, ele fica armazenado abundantemente em bancos de</p><p>dados estruturados de forma a estar disponível para ser manipulado, ou</p><p>seja, em seu estágio primário não fornece necessariamente um parâmetro</p><p>para tomada de decisão e para a gestão.</p><p>e Informações: trata-se da ordenação e organização dos dados de forma a</p><p>transmitir significado e compreensão dentro de um determinado contexto.</p><p>Seria o conjunto ou consolidação dos dados de forma a fundamentar o</p><p>conhecimento. A Informação é a instância intermediária de uma estrutura</p><p>de indicadores, uma vez que se caracteriza como sendo o primeiro grau de</p><p>manipulação dos dados disponíveis. As informações são, em última análise,</p><p>a soma de determinados dados perante certo interesse temporal, além de</p><p>melhorar, em algum grau, a qualidade da tomada de decisão. Como</p><p>exemplo tem-se Total de correntistas, segmentado por Tipo de Cliente.</p><p>Veja que, aqui, começamos a ver algum tipo de conhecimento, ou seja, é</p><p>possível analisar a carteira atual de clientes correntistas pelo tipo de</p><p>cliente.</p><p>e Indicadores: é a última instância de uma estrutura de indicadores</p><p>propriamente dita. Sua característica principal é a existência de fórmulas</p><p>mais complexas para seu cálculo, que preconizam, no mínimo, uma razão</p><p>entre duas informações. Se não houver uma divisão entre duas</p><p>informações, então ainda não existe um indicador genuíno, apenas uma</p><p>informação (ou um “número puro”). O indicador é aquele que mais auxilia</p><p>na tomada de decisão e com maior qualidade do que as informações ou os</p><p>dados. Tratase de informações manipuladas matematicamente, de forma a</p><p>auxiliar na tomada de decisão e com maior qualidade do</p><p>que as</p><p>informações ou dados. Exemplo: total de correntistas mensalmente,</p><p>segmentado por Tipo de Cliente, ajuda tomar a decisão de qual segmento</p><p>de cliente está tendo o maior e menor crescimento. Se adicionarmos o</p><p>faturamento para cada segmento podemos ter uma visão de qual</p><p>segmento está trazendo o maior retorno financeiro. Portanto, a principal</p><p>diferença entre eles é que um Indicador é uma informação estruturada e</p><p>que permite comparações, inclusive com indicadores de outras</p><p>organizações.</p><p>PENSANDO JUNTOS</p><p>Se você não pode medir, você não pode gerenciar. (William Edwards Deming)</p><p>62 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O QUE SÃO INDICADORES DE DESEMPENHO?</p><p>Toda e qualquer empresa precisa acompanhar seus resultados de alguma forma. Os</p><p>indicadores de desempenho vêm atender essa necessidade, pois eles vão nortear as</p><p>decisões tomadas pela alta gestão e, principalmente, mostrar quanto está sendo o</p><p>atingimento das metas estabelecidas.</p><p>É por esta razão que os indicadores de desempenho também são denominados de KPIS</p><p>(Key Perfomance Indicator), pois são a “chave” principal para demonstrar o cenário real</p><p>de um determinado negócio. Esses indicadores podem ser implementados em um nível</p><p>estratégico, mas também devem ser estabelecidos para os setores, de modo que os</p><p>colaboradores também tenham uma visão do quanto suas atividades têm contribuído</p><p>para o atingimento das metas, nesse nível são denominados como indicadores</p><p>operacionais, por se tratarem de apresentar o desempenho funcional de um determinado</p><p>departamento.</p><p>A definição de metas é essencial para que seja possível comparar as informações</p><p>coletadas, a fim de verificar em quais itens a empresa e os colaboradores estão</p><p>melhorando ou piorando, bem como comparar com os resultados de anos anteriores,</p><p>facilitando a avaliação sobre o desempenho da empresa e de cada departamento.</p><p>Para Coelho et al. (2008), cada vez são mais comuns os estudos realizados sobre o tema,</p><p>pois, além de serem uma ferramenta gerencial, os indicadores de desempenho se</p><p>tornaram uma medida estratégica de sobrevivência das organizações. As empresas</p><p>necessitam desenvolver processos gerenciais que as auxiliem na avaliação de seu</p><p>desempenho. Assim Petri (2005, p. 39) assevera que os gestores devem “buscar formas</p><p>de medir e de avaliar a eficiência, a eficácia, a efetividade, a qualidade, a produtividade, a</p><p>inovação, a lucratividade, entre outras características”.</p><p>Para essa tarefa, podem fazer uso dos indicadores que, segundo Tocchetto e Pereira</p><p>(2004, p.1). “são medidas utilizadas para avaliar, mostrar a situação e as tendências das</p><p>condições de um dado ambiente”. Van Bellen (2002, p. 5) afirma que o objetivo principal</p><p>dos indicadores “é o de agregar e quantificar informações de uma maneira que sua</p><p>significância fique mais aparente. Os indicadores simplificam as informações sobre</p><p>fenômenos complexos, tentando melhorar, com isso, o processo de comunicação”.</p><p>Adoção</p><p>Os indicadores de desempenho podem ser usados em várias situações, tais como:</p><p>e Planejamento estratégico - para ajudar a clarear os objetivos e a lógica</p><p>intrínseca;</p><p>e Processo orçamentário - para auxiliar uma alocação mais eficiente dos</p><p>recursos;</p><p>63 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>e Na avaliação dos resultados para medir o que foi alcançado em relação aos</p><p>objetivos;</p><p>e Marketing e em relações públicas - para comunicar valor para o meio</p><p>externo à organização;</p><p>e Na gestão da qualidade: para medir a satisfação dos clientes e avaliar a</p><p>capacidade de melhorá-la;</p><p>e Benchmarking: para identificar os melhores desempenhos, de forma a</p><p>aprender a partir das melhores práticas.</p><p>NT O</p><p>Para que os indicadores de desempenho sejam bem implementados, o ponto</p><p>de partida é entender o planejamento estratégico para que tenha claro os</p><p>objetivos e metas que devem ser alcançadas. A partir daí, será realizada a</p><p>elaboração dos indicadores de desempenho para o monitoramento da</p><p>evolução dos resultados da empresa e dos colaboradores. Eles serão</p><p>utilizados como fonte de consulta para o processo de tomada de decisão e</p><p>para a definição de planos de melhoria.</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Aplicando indicadores de desempenho organizacional</p><p>Os indicadores de desempenho organizacional estão inseridos diretamente no</p><p>gerenciamento do sistema organizacional. São ferramentas essenciais para capacitar as</p><p>empresas a monitorarem seus processos organizacionais, apontar possíveis mudanças</p><p>que deverão ser ajustadas nos planejamentos já definidos.</p><p>Subdivisão dos indicadores de desempenho</p><p>São subdivididos em taxa, índice, driver e outcome. Com o objetivo de obter uma</p><p>satisfatória estrutura de medição e desempenho, é necessário que métricas de</p><p>desempenho sejam utilizadas com o intuito de relacionar os problemas da empresa, por</p><p>isso que são subdivididas:</p><p>64 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O driver é um indicador também conhecido como construtor, leading, item de verificação,</p><p>caracterizado pela possibilidade de ser gerenciado pela cobrança. Mede a causa antes de</p><p>o efeito acontecer e serve para verificar se os planos ligados aos fatores críticos estão</p><p>sendo cumpridos.</p><p>Outcome caracteriza-se por um indicador menos gerenciável e que se origina dos</p><p>pensamentos dos gestores, mede efeito após certo tempo e serve para verificar se os</p><p>objetivos estão sendo atingidos.</p><p>A primeira eficiência vem dos indicadores de resultado outcome, os quais estão</p><p>associados aos objetivos da organização. A segunda eficiência avalia se as ações estão</p><p>conduzindo a organização aos objetivos esperados. Já os indicadores chamados de</p><p>direcionadores do Desempenho, drivers, permitem a avaliação dos resultados esperados.</p><p>A relação entre estes indicadores direciona o caminho para se alcançar a posição</p><p>almejada.</p><p>)</p><p>ETA ETAN TES</p><p>65 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Podemos classificar os indicadores das seguintes formas:Indicadores de</p><p>eficiência - são estabelecidos para medir onde os recursos estão sendo aplicados</p><p>e estão atrelados, geralmente, às metas de redução de custos.Indicadores de</p><p>eficácia - o maior foco dos indicadores de eficácia é de acompanhar os resultados</p><p>alcançados. Exemplo: dado um produto, ele mede o resultado obtido e os lucros</p><p>que vêm dele.Indicadores de qualidade - comumente aplicado para verificar o</p><p>quanto foi produzido e teve suas saídas sem nenhum defeito ou conformidade.</p><p>Exemplo: uma empresa de lâmpadas produz cerca de 520 mil unidades por mês</p><p>adequadas à sua capacidade de produção total de 550 mil unidades, então a</p><p>porcentagem de qualidade é de 95%.Indicadores de produtividade - este tipo de</p><p>indicador mostra a relação entre os recursos utilizados para determinado</p><p>trabalho e as saídas geradas por ele. Exemplo: uma costureira que trabalha numa</p><p>determinada empresa de confecção consegue costurar cinquenta peças em uma</p><p>hora de trabalho, enquanto outra monta apenas 15, dada a mesma quantidade de</p><p>recursos e dificuldades no mesmo período. Este indicador mostrará que a</p><p>primeira costureira é bem mais produtiva do que a segunda.Indicadores de</p><p>capacidade - os indicadores de capacidade são implementados para medir o</p><p>tempo de produção versus a quantidade de produtos. Exemplo: uma fábrica de</p><p>móveis produz 15 mil unidades por mês.Indicadores de lucratividade - utilizados</p><p>para medir o percentual entre o total de vendas, o lucro. Imaginemos que uma</p><p>empresa venda 10 mil em produtos e o lucro for de 2 mil, significa que a</p><p>lucratividade gira em torno dos 20%.Indicadores de rentabilidade - este tipo de</p><p>indicador mede a porcentagem entre o investimento versus o lucro. Exemplo:</p><p>temos uma empresa que investe cerca de 100 mil reais e tem 10 mil de lucro, isso</p><p>significa que ela apresenta uma rentabilidade de 10%.Indicadores de</p><p>competitividade - estes indicadores comparam algumas métricas, tais como</p><p>quantidade de vendas, quantidade da carteira (total de clientes), etc., com os</p><p>números dos concorrentes, quando isso é possível. Estes indicadores</p><p>também</p><p>são conhecidos como “market share”, pois medem o grau de participação de uma</p><p>empresa no mercado em termos das vendas de um determinado produto e a</p><p>fração do mercado controlada por ela.Indicadores de valor - demonstra a relação</p><p>entre o valor percebido ao receber algo ou um produto e o valor real despendido</p><p>para o seu recebimento.Indicadores de efetividade - estes indicadores verificam</p><p>os resultados da conjugação entre eficácia e eficiência, mencionados</p><p>anteriormente.Fonte: a autora.</p><p>No</p><p>A IMPORTÂNCIA DOS INDICADORES DE DESEMPENHO</p><p>J</p><p>Indicador de desempenho é um tema que está presente em diversas publicações sobre</p><p>gestão, mas você sabe dizer qual a importância da medição de desempenho para as</p><p>organizações?</p><p>66 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Imagine a seguinte metáfora: deveríamos medir diariamente a nossa pressão sanguínea e</p><p>a temperatura corporal, certo? O acompanhamento destes números seria capaz de</p><p>indicar quando algo não vai bem para que você tome alguma atitude. No entanto, em</p><p>geral, não agimos dessa maneira. Isso porque nós, seres humanos, somos dotados de</p><p>capacidade de sentir dor.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Planejamento Estratégico, Indicadores e</p><p>Processos - Uma Integração Necessária</p><p>67-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Se usarmos o mesmo raciocínio para caso das organizações, reparamos que não possuem</p><p>a capacidade de “sentir dor”. Pelo contrário, quando algo de errado aparecer, em geral, já</p><p>é tarde demais. O concorrente já tomou seu espaço, os resultados financeiros já caíram</p><p>ou os clientes já estão insatisfeitos. Tarde demais.</p><p>Portanto, diferentemente da pessoa física, a pessoa jurídica precisa, sim, medir sua</p><p>“pressão sanguínea” e a temperatura corporal diariamente. As organizações precisam de</p><p>algum mecanismo que as façam “sentir dor”. Precisam de “Indica-DORES”. Continuando a</p><p>metáfora, podemos afirmar que o importante é que as organizações tenham “Indica-</p><p>DORES” e não “Indica-saúdes”.</p><p>Muito mais importante para o gestor é aquele número que, acompanhado periodicamente,</p><p>permite alertá-lo sobre eventual notícia ruim e que mostra os pontos de fragilidade do</p><p>processo e da estratégia, do que aquele número que mostra “o quanto a empresa é boa e</p><p>competente”. Números bons são sempre bem-vindos (e devem ser continuamente</p><p>comemorados), mas a função de maior importância para fins de gestão são indicadores</p><p>que nos permitam tomar ações de melhoria para reduzir o risco inerente aos aspectos</p><p>frágeis da gestão, ou mesmo corrigir equívocos ou fragilidades processuais em tempo.</p><p>68 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Henri (2009, p. 252-253) defende que a alta direção encontra as seguintes finalidades</p><p>para o uso dos sistemas de avaliação de desempenho:</p><p>e Monitoramento: refere-se aos sistemas de feedback formais usados para</p><p>monitorar e coordenar a implementação dos planos e alcance das metas</p><p>organizacionais, comparar os resultados com as metas.</p><p>e Foco de atenção: refere-se aos sistemas de sinalização usados para focar a</p><p>atenção da organização e forçar o diálogo por toda a organização.</p><p>e Tomada de decisão estratégica: refere-se aos sistemas de informação</p><p>usados para dar suporte ao processo de tomada de decisão, análise de</p><p>oportunidades e escolha de alternativas entre diferentes cenários.</p><p>e Legitimidade: refere-se à justificação e validação das ações e decisões no</p><p>passado, presente e futuro, além do exercício do poder.</p><p>Para Simons (2000), a informação resultante da medição de desempenho pode ser</p><p>utilizada para 5 (cinco) propósitos gerenciais, que são:</p><p>1. Tomada de decisão: utilizada pelos gerentes em duas categorias:</p><p>informação para planejamento e para coordenação. O planejamento é um</p><p>conjunto de aspirações de metas e desempenho para assegurar nível</p><p>adequado e combinação de recursos para alcançar essas metas. A</p><p>coordenação é a habilidade de integrar partes diferentes do negócio para</p><p>alcançar objetivos organizacionais.</p><p>2. Controle: utilizada pelos gerentes quando usam o feedback para garantir</p><p>que as entradas, processos e saídas sejam alinhadas com as metas</p><p>organizacionais. Mais comumente, os gestores usam a informação de</p><p>feedback para o controle que está intrinsecamente relacionado à maneira</p><p>dos gerentes agirem acerca do comportamento humano.</p><p>3. Sinais: utilizado pelos gerentes como sinais enviando sugestões para toda</p><p>a organização sobre as preferências, valores e tipos de oportunidade que</p><p>estes querem que os empregados busquem e explorem.</p><p>4. Educação e aprendizado: usada para treinar gerentes e empregados para</p><p>garantir o entendimento de toda a organização sobre as mudanças no</p><p>ambiente interno e externo, e prover suporte para o aprendizado</p><p>organizacional.</p><p>5. Comunicação externa: uso da informação com a finalidade de comunicação</p><p>externa para as partes interessadas do negócio, usando planos de</p><p>lucratividade e informação de desempenho. Os principais propósitos para o</p><p>uso das informações dos sistemas (modelo) de medição de desempenho</p><p>são: para o controle, para a melhoria contínua reativa e proativa,</p><p>planejamento, retorno pelo desempenho do grupo, reforço da retórica</p><p>gerencial, indução das atitudes dos funcionários, estudos de</p><p>Benchmarking: aprendizado individual e organizacional, foco e justificativa</p><p>para investimentos (MARTINS, 2000).</p><p>69-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Vamos conhecer os indicadores de desempenho mais utilizados para gestão nas</p><p>organizações:Time to Market: está relacionado ao tempo de lançamento de um</p><p>produto, desde a idealização do conceito até a disponibilidade para venda.Lead</p><p>Time: trata-se do tempo de duração de um determinado processo.Stock Out:</p><p>indica a quantidade de vezes, ou pode ser mensurado em dias, em que um item</p><p>ou produto em estoque tem seu saldo zerado.Market Share: utilizado para</p><p>comparar a fatia de mercado conquistada por um produto durante um</p><p>período.Ociosidade: apresenta a porcentagem de tempo em que uma máquina,</p><p>equipe ou unidade de construção fica parada sem produção.Giro de Estoque: está</p><p>relacionado entre consumo (ou saída) e saldo médio em estoque.Turnover: taxa</p><p>de troca ou substituição de funcionários, corresponde à diferença numérica</p><p>entre admissões e demissões.Tíquete-Médio: é o total de receita dividido pelo</p><p>total de vendas.Além desses indicadores, existem outros utilizados por empresas</p><p>atuantes em negócios online, como sites de E-Commerce ou Redes Sociais.Taxa</p><p>de Conversão: utilizada para medir o total de vendas dividido pelo total de visitas</p><p>ao site.Taxa de Rejeição: porcentagem dos visitantes que acessaram uma única</p><p>página do site da empresa e logo depois saíram, sem continuar a navegação</p><p>numa próxima página.Índice de engajamento: aqui é demonstrado o total de</p><p>visitantes que tiveram algum tipo de interação com a página, dividido pelo total</p><p>absoluto de visitantes.-Índice de influência social: mais utilizado no Facebook e</p><p>Twitter, está relacionado ao total de posts curtidos ou retuitados, dividido pelo</p><p>total absoluto de posts publicados.Fonte: adaptado de Software Avaliação</p><p>([2017], on-line).</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Gerenciamento Pelas Diretrizes 70 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Gerenciamento Pelas Diretrizes</p><p>Autor: Vicente Falconi Campos</p><p>Editora: Baraúna</p><p>Sinopse: o Gerenciamento pelas Diretrizes representa o lado motivante,</p><p>agressivo e revolucionário da GQT - Gestão pela Qualidade Total no estilo</p><p>japonês. É um subsistema da GQT voltado para a competição e engloba não só</p><p>o melhoramento dos produtos e processos existentes, mas principalmente a</p><p>inovação, representada pelas novas tecnologias. O conhecimento humano é o</p><p>seu combustível e é aqui que a Alta Administração vai perceber a necessidade</p><p>de uma nova política de recursos humanos para o terceiro milênio.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>71-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Os Indicadores Nossos de</p><p>Cada Dia.</p><p>Avaliação Quantitativa do Desempenho Organizacional.</p><p>Os Indicadores Nossos de Cada Dia. Avaliação Quantitativa do</p><p>Desempenho Organizacional</p><p>Autor: Mauriti Maranhão, Maria Elisa Bastos Macieira</p><p>Editora: Baraúna; Edição: 1 (1 de janeiro de 2015)</p><p>Sinopse: “Mediu, melhorou”. Indicadores constituem as ferramentas mais</p><p>adequadas para a prestação de contas (accountability) de tudo o que somos</p><p>ou fazemos. Daí dizer-se que gestores que não possuem indicadores não</p><p>realizam na plenitude as suas tarefas, se restringindo a “apagar incêndio”.</p><p>Estes gestores têm pouco valor para si mesmos e para as organizações em que</p><p>trabalham. Com dificuldades para enxergar a realidade, perpetuam problemas.</p><p>Novos desafios</p><p>72-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Grande parte das empresas que morrem nos primeiros dois anos de vida sofrem deste</p><p>mal: escolha incorreta dos indicadores de desempenho ou gestão empresarial deficiente.</p><p>Os indicadores de desempenho permitem uma análise muito mais profunda e abrangente</p><p>sobre a efetividade da gestão e de seus resultados em comparação a apenas analisar o</p><p>faturamento ou se o número de clientes está crescendo. Além de promover a cultura para</p><p>a excelência, medir os resultados sistematicamente e de forma estruturada é</p><p>fundamental para a gestão de uma organização, uma vez que possibilita a comparação.</p><p>Com definição de metas claras e medição regular dos resultados, as organizações podem realizar</p><p>as intervenções necessárias com base em informações pertinentes e confiáveis, à medida que</p><p>ocorrem as variações entre o planejado e o realizado. Isso é fundamental na difícil tarefa de levar a</p><p>empresa a alcançar resultados consistentes, assegurando a perenidade e sustentabilidade.</p><p>O uso de indicadores de desempenho é uma das técnicas de gestão mais difundidas em</p><p>grandes instituições empresariais (nacionais e multinacionais) e está se tornando cada</p><p>vez mais presente, também, na administração de empresas de pequeno e médio porte, já</p><p>sendo utilizado até mesmo em microempresas.</p><p>No entanto, ainda é comum encontrar casos em pequenas e médias empresas que, por</p><p>pensarem que isso não faz parte da sua realidade, têm resultado em utilizá-los. A</p><p>medição e a análise de desempenho para obter resultados consistentes é essencial para</p><p>todas as empresas, independentemente do setor de atuação ou porte.</p><p>73 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>VAMOS PRATICAR ?</p><p>Chegou o momento de testar o conhecimento adquirido até aqui! Para isso, por favor,</p><p>participe da autoatividade que preparamos especialmente para você. São apenas 3</p><p>questões.</p><p>1. Escolha a opção que mais se</p><p>assemelha com a definição de dados:</p><p>74 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>Q d) Porcentagem de produto defeituoso.</p><p>EST TRE ab</p><p>Continue tentando!</p><p>O e) Nenhuma das anteriores.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>2. Conforme material de estudo,</p><p>podemos entender que o benefício de</p><p>se implementar indicadores na</p><p>empresas é:</p><p>O a) Monitoramento.</p><p>75 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Q b) Tomada de decisão.</p><p>OQ c) Controle.</p><p>OQ d) Comunicação externa.</p><p>OQ e) Todas as anteriores.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>76 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>3. O indicador de ticket médio é muito</p><p>utilizado pelas empresas para</p><p>acompanhamento do negócio. Ele pode</p><p>ser calculado pela seguinte métrica:</p><p>O a) Total de Vendas.</p><p>Resposta incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>Q b) Total de receita dividido pelo total de vendas.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>OQ c) Total de vendas dividido pelo total de receita.</p><p>EST TRE ab</p><p>Continue tentando!</p><p>OQ d) Total de receita líquida.</p><p>77 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>O e) Nenhuma das anteriores.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>Referências</p><p>COELHO, A. L. A. L. et al. Avaliação de desempenho organizacional: uma investigação</p><p>científica das principais ferramentas gerenciais. Congresso Brasileiro de Custos, 15,</p><p>Curitiba. Anais... Curitiba: ABC, 2008. CD-ROM.</p><p>HENRI, J. F. Taxonomy of Performance Measurement Systems. Advances in</p><p>Management Accounting, v. 17, p. 247-288, 2009.</p><p>PETRI, S. M. Modelo para apoiar a avaliação das abordagens de gestão de</p><p>desempenho e sugerir aperfeiçoamentos: sob a ótica construtivista. 2005. 236f. Tese</p><p>(Doutorado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia</p><p>de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina,</p><p>Brasil, 2005.</p><p>SIMONS, R. Performance Measurement and Control Systems for Implementing</p><p>Strategy. Upper Saddle River: Prentice Hall, Inc., 2000.</p><p>TOCCHETTO, M. R. L.: PEREIRA, L. C. Seleção de Indicadores Ambientais para Indústria</p><p>com Atividade Galvânica. In: ENANPAD, 28, 2004, Curitiba. Anais... Salvador: ANPAD,</p><p>2004. CD-ROM.</p><p>VAN BEIIEN, H. M. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de</p><p>Janeiro: FGV, 2005.</p><p>78 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>REFERÊNCIAS ON-LINES</p><p>Em: https://blog.softwareavaliacao.com.br/como-usar-indicadores-de-desempenho-com</p><p>funcionarios/. Acesso em: 16 ago. 2017.</p><p>Ferramentas de Bl e trilha profissional</p><p>Inicie sua jornada</p><p>Neste estudo abordaremos sobre as ferramentas de Business Intelligence, assim como</p><p>demonstrar os softwares existentes no mercado que coletam e processam grandes</p><p>quantidades de dados estruturados e não estruturados de origens internas e externas.</p><p>79- 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Estas ferramentas, além de extrair dados, auxiliam na preparação de relatórios gerenciais, análises</p><p>ad hoc, mineração de dados e dashboards. Com eles, os funcionários e gerentes podem ampliar seu</p><p>conhecimento sobre o negócio, dando maior apoio para tomar decisões, aprimorar as tomadas de</p><p>decisões, aumentar a eficiência operacional, localizar potenciais de receita, identificar as</p><p>tendências do mercado e apontar novas oportunidades de negócios.</p><p>Além disso, será apresentado a importância de avaliar alguns critérios para implementar</p><p>uma solução de Bl, assim como ferramentas e a escolha do corpo técnico, estudo do</p><p>mercado para comprar ou contratar os elementos essenciais de forma assertiva e análise</p><p>de custos e benefícios.</p><p>Por último, finalizaremos com um suporte quanto ao campo de atuação nessa área,</p><p>indicação de novas profissões, ajudando a nortear você, caro(a) aluno(a), para uma trilha</p><p>profissional, conforme as necessidades do mercado.</p><p>Desenvolva seu potencial</p><p>FERRAMENTAS DE BI</p><p>O sistema de Business Intelligence não é algo simples de ser concebido e desenvolvido.</p><p>Depende de inúmeras variáveis que incluem desde o know-how do profissional de BI, até</p><p>a organização dos processos internos da empresa. Além disso, o sucesso da solução</p><p>dependerá de uma boa ferramenta de BI.</p><p>80 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Diversas ferramentas de BI estão sendo comercializadas, responsáveis pela extração dos</p><p>dados (ETL) como ferramentas para exploração e apresentação de dados (front end). Na</p><p>análise para uso dessas ferramentas, será importante avaliar alguns itens que serão</p><p>discriminados na segunda aula, mas podemos dizer que é importante avaliar se a</p><p>ferramenta transmite velocidade, robustez e facilidade de uso. Com isso, é possível ter</p><p>uma boa adesão no uso do BI, como também criar apatia do usuário. Por isso a seleção de</p><p>qual ferramenta utilizar é um dos grandes desafios no projeto.</p><p>O custo dela tem que ser avaliado com cuidado, pois a ferramenta cara não é sinônimo de</p><p>melhor plataforma para os negócios. Elas devem ser avaliadas caso a caso, vendo o</p><p>custo-benefício de cada uma na realidade da empresa. Existem ferramentas gratuitas</p><p>boas, que atendem pequenas e médias empresas e as enterprise que são para as médias</p><p>e grandes corporações.</p><p>O Quadrante Mágico da Gartner Group</p><p>A Gartner Group é uma respeitada entidade</p><p>que, a cada ano, avalia a adesão de todas as</p><p>ferramentas de BI no mercado e as coloca em ranking. A Gartner analisa cada fornecedor</p><p>de Ble Análises e mostra as posições relativas de cada um no mercado, posições essas</p><p>disponibilizadas pela entidade por meio do chamado “quadrante mágico”. Veja, na Figura</p><p>abaixo, a recente classificação do “quadrante mágico” da Gartner:</p><p>Figura 8 - Quadrante mágico da Gartner.</p><p>81-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>o:</p><p>Orade</p><p>—</p><p>></p><p>Domo (g</p><p>Information Builder</p><p>Pyramid Analytics</p><p>Datamecr ap dir</p><p>asia</p><p>COMPLETENESS OF VISION</p><p>AB</p><p>IL</p><p>IT</p><p>Y</p><p>TO</p><p>E</p><p>X</p><p>E</p><p>C</p><p>U</p><p>T</p><p>E</p><p>Nterpu (d</p><p>Birsi a</p><p>Eoard International</p><p>/Ahoughispot</p><p>Vellowfind Logl Analytics</p><p>——+</p><p>es</p><p>| SAS a [BM</p><p>Titco Software OD</p><p>+ ae O CearsStory Data</p><p>O Silestorce</p><p>Vai</p><p>As of February 2017</p><p>Elias (2014, on-line)</p><p>O ranking se baseia na posição do uso dessas plataformas pelo mundo. O “quadrante</p><p>mágico” também auxilia as decisões das empresas avaliadas no que tange à inovação e</p><p>estratégia de mercado para os próximos anos. Exibido em um gráfico de dispersão onde o</p><p>Eixo X mostra a Abrangência da Visão (Completeness Of Vision) e o eixo Y mostra a</p><p>Habilidade para Executar (Ability to Execute), as diversas ferramentas são dispostas em</p><p>quadrantes denominados como Líderes (Leaders), Desafiantes (Challengers), Visionários</p><p>(Visionaries) e Competidores de Nicho (Niche Players).</p><p>Veja, a seguir, uma definição sobre a importância de cada um destes eixos e quadrantes e</p><p>seus significados, segundo Moreti (2017, on-line)2.</p><p>82 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>e Abrangência da Visão (Completeness Of Vision): os fornecedores são</p><p>examinados sobre sua compreensão das forças de mercado e como elas</p><p>podem ser exploradas para criar valor para os clientes e oportunidades</p><p>para si. A abrangência da Visão também examina a capacidade dos</p><p>fornecedores para suportar as principais tendências que irão conduzir o</p><p>valor dos negócios no futuro. Pensando que este é um item importante</p><p>quando o assunto é preservar o investimento que está sendo feito hoje,</p><p>olhar para esse eixo pode indicar quem deve estar melhor posicionado no</p><p>futuro. À visão muda um pouco para os Líderes do Quadrante Mágico, com</p><p>a Microsoft/Power BI em primeiro, seguido de ninguém menos que</p><p>Salesforce, Cleardata e Tableau, IBM e SAS nas seis primeiras posições.</p><p>e Habilidade para Executar (Ability to Execute): os fornecedores são</p><p>julgados pela capacidade em fazer da sua visão uma realidade para os</p><p>clientes, proporcionando uma experiência positiva ao cliente desde o</p><p>processo de compra, qualidade do produto, suporte, capacitação dos</p><p>usuários e facilidade de upgrade. É a habilidade de executar que vai</p><p>resolver o seu problema hoje. Nesse ponto, na parte superior do quadrante,</p><p>temos bem isolados a Tableau e a Microsoft Power BI e um pouco abaixo a</p><p>Qlik. Todos os demais fornecedores estão na parte inferior do quadrante.</p><p>QUADRO 2 - Definição dos quadrantes.</p><p>O QUE SIGNIFICAM OS QUADRANTES?</p><p>Líderes: Onde todas as ferramentas querem estar, são os fornecedores que demonstram uma sólida compreensão das capacidades do produto e</p><p>compromisso com o sucesso do cliente, juntamente com um modelo comercial facilmente compreensível e atraente, que gere valor ao cliente, permita</p><p>compras incrementais e atenda em escala empresarial. No mercado moderno de BI são feitas ou fortemente influenciadas por usuários de negócio, que</p><p>buscam produtos fáceis de comprar e de utilizar, que possam ser utilizadas sem grande conhecimento técnico. Em um mercado em rápida evolução, um</p><p>lider deve demonstrar também que não está focado apenas na execução, mas tem um roteiro robusto para se solidificar sua posição como lider de mercado</p><p>futuro, protegendo assim o investimento dos compradores de hoje.</p><p>Desafiantes:São Produtos bem posicionados para ter sucesso no mercado, no entanto ainda podem ter casos de uso limitados. Sua visão pode ser</p><p>prejudicada pela falta de uma estratégia entre os diversos produtos em suas carteiras ou podem faltar esforços de marketing, vendas, presença geográfica e</p><p>amplitude em diversos setores.</p><p>Visionários: Tem uma visão forte e única para a entrega de uma plataforma de Bl, oferecem profundidade de funcionalidades nas áreas dominam mas</p><p>podem ter gaps em funcionalidades para atender um mercado mais amplo. Visionários são empresas inovadoras e podem ser classificados como visionários</p><p>pela falta de escala ou preocupações sobre sua capacidade de crescer e ainda oferecer soluções consistentes.</p><p>Competidores de Nicho:Estas ferramentas fazem bem em um segmento específico do mercado — como aplicações em nuvem, comunicação ágil,</p><p>dashboard, integração de grande volume de dados — ou tem capacidade limitada para inovar ou superar outros fornecedores. Eles podem ser muito bons em</p><p>um aspecto específico, mas falta profundidade em outros. Também estão aqui as ferramentas com recursos limitados para implantação, suporte, e bases de</p><p>clientes menores (geograficamente ou por indústria). Apesar do ranking, a escolha de uma dessas ferramentas não é algo tão fácil quanto parece, pois</p><p>devem ser levados em consideração muitos aspectos que apenas a própria organização poderá responder. Caracteristicas como custo, desempenho,</p><p>atualização, interface, licença de uso, suporte da plataforma e volume de dados são exemplos de aspectos que deverão ser avaliados para adequação à</p><p>realidade de cada empresa contratante.</p><p>Moreti ([2017], on-line)</p><p>83 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Isso mostra que as plataformas são essenciais ao pleno funcionamento e utilização da</p><p>solução de BI. A afinidade da ferramenta pelos usuários é um fator crítico de sucesso,</p><p>devendo, então, ser levado em consideração a usabilidade da aplicação. Por isso a</p><p>importância da prospecção dessas ferramentas pelo profissional de BI para conhecimento</p><p>e adequada aquisição da plataforma mais apropriada para a organização.</p><p>CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE UMA FERRAMENTA</p><p>Veja, agora, os principais pontos a serem averiguados na escolha de uma ferramenta de</p><p>BI, de acordo com Guerra (2017, on-line)::</p><p>Facilidade de uso, interface intuitiva</p><p>A facilidade de uso vai determinar a curva de aprendizado necessária para se extrair o</p><p>máximo possível de informações e dados úteis para o negócio. Quando é necessário muito</p><p>treinamento e conhecimentos específicos para se dominar uma ferramenta, é sinal que</p><p>ela pode não ter uma interface amigável, o que pode comprometer o desempenho da</p><p>mesma. Nem sempre complexidade significa muitas funcionalidades e pode ser fruto</p><p>apenas de um projeto mal executado.</p><p>Além disso, poucos profissionais dispõem de tempo para se dedicar ao aprendizado de</p><p>uma ferramenta que talvez nem venha a suprir as necessidades para as quais ela foi</p><p>adquirida. Neste sentido, o melhor é optar por soluções que sejam enxutas e atendam às</p><p>necessidades da empresa. A interface amigável e intuitiva permite que mais pessoas</p><p>tenham acesso facilitado à informação, dispensando o trabalho de interpretação dos</p><p>dados para posterior socialização.</p><p>Painel de controle eficiente</p><p>É recomendável que a solução a ser escolhida possua um painel de controle que permita a</p><p>exibição dos resultados, com facilidade de análise e tirada de conclusões. É importante</p><p>verificar se a solução oferece recurso de integração de informações.</p><p>Formatação e modelagem de dados</p><p>A forma que as informações são formatadas também é outra variável importante. Os</p><p>sistemas de BI mais indicados trazem amplas possibilidades de formatação de</p><p>informações, seja em planilhas, gráficos, infográficos, comparativos ou tabelas, de</p><p>maneira que fosse possa verificar as informações sob diversos ângulos.</p><p>Controle do acesso de dados</p><p>Outro ponto importante referente ao acesso às informações, uma vez que vários</p><p>departamentos de uma empresa, ou filiais, podem se beneficiar do acesso às informações</p><p>gerenciais e que, nesse caso, o acesso deverá ser segregado. Há ferramentas</p><p>que não</p><p>oferecem a possibilidade desse acesso às informações por filiais, departamentos, cargos,</p><p>clientes, fornecedores, entre outras, dessa forma, se faz necessário que a solução</p><p>forneça recursos de níveis de acesso, o que levará a um maior controle e segurança da</p><p>informação da organização.</p><p>Poder de análise e cruzamento de dados</p><p>84 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>E quanto ao cruzamento de informações? É necessário avaliar a possibilidade de</p><p>integração de diversas fontes de informação. Aliás, esta é uma das funcionalidade</p><p>primordiais que uma ferramenta de BI deve possibilitar. O cruzamento de dados é</p><p>responsável pelas principais métricas extraídas das informações coletadas pelas</p><p>ferramentas de Business Intelligence. Por meio dessas métricas, conhecidas como KPIs,</p><p>se chega a análises mais precisas para tomada estratégica de decisões, isolando o que é</p><p>mais importante e prioritário em índices para comparação.</p><p>Customização e usabilidade</p><p>Um boa solução de Bl deve ser adaptável às necessidades de cada departamento, pois</p><p>cada usuário visualizará as informações de uma forma bem específica. Além da</p><p>customização, a solução de Bl avaliada deve estar pronta para ser usada em qualquer tipo</p><p>de dispositivo, afinal mobilidade corporativa é um dos grandes objetivos das empresas na</p><p>atualidade. Com equipes descentralizadas, em campo, dispersas geograficamente, o uso</p><p>de ferramentas que possam ser acessadas por meio de dispositivos mobile se torna uma</p><p>exigência indispensável.</p><p>Suporte e consultoria</p><p>Todo suporte e treinamentos preliminares são muitos bem-vindos. Este é um quesito</p><p>indispensável na avaliação de uma ferramenta de BI, que garantirá o melhor uso de todos</p><p>os recursos que a ferramenta poderá oferecer.</p><p>Segurança</p><p>Por se tratar de sistemas que trabalham com informações estratégicas, torna-se muito</p><p>relevante a avaliação de vulnerabilidades. A ferramenta deverá oferecer ótimos recursos</p><p>de proteção de dados. Inclusive é recomendável inserir no contrato um SLA - Service</p><p>Level Agrement, onde constem os requisitos de segurança, é uma forma adicional de</p><p>garantir a privacidade dos dados da empresa.</p><p>Teste</p><p>Depois de todos os critérios a serem analisados para se escolher qual será a solução de</p><p>Business Intelligence para a sua organização, é necessário dizer uma última coisa: não</p><p>confie apenas nas opiniões e pitacos dos outros. O mais importante é que você, munido</p><p>das informações anteriores, tire as suas próprias conclusões sobre as opções que estão</p><p>sendo analisadas. Porém, para fazer a escolha mais acertada, é necessário ter suas</p><p>próprias impressões sobre o funcionamento e eficiência da plataforma. Faça o teste!</p><p>Agende provas de conceito! Utilize os períodos de teste que algumas ferramentas</p><p>oferecem para tirar suas dúvidas a respeito dela, e avaliar o seu investimento sob a ótica</p><p>de quem vai realmente utilizar a ferramenta no dia a dia. Inicie o teste depois que os</p><p>outros critérios já tenham sido analisados e considerados devidamente. Assim, é possível</p><p>reduzir as opções e tomar sua decisão de compra com mais segurança.</p><p>NT</p><p>85 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Depois de todos os critérios a serem analisados para se escolher qual será a</p><p>solução de Business Intelligence para a sua organização, é importante que se</p><p>determine uma avaliação dos pontos fortes e fracos da ferramenta. Realizar</p><p>testes para assegurar se realmente todos as funcionalidade vendidas serão</p><p>atendidas é um outro ponto importante! E, por último, a tomada de decisão de</p><p>compra deverá ser compartilhada com todos os interessados, inclusive alta</p><p>gestão para que todos envolvidos tenham conhecimento desse passo tão</p><p>importante para empresa.</p><p>Fonte: adaptado de Guerra (2017, on-line).</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Data Science Para Negócios. O que Você</p><p>Precisa Saber Sobre Mineração de Dados e Pensamento Analítico de Dados</p><p>86 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Data Science Para Negócios. O que Você Precisa Saber Sobre Mineração</p><p>de Dados e Pensamento Analítico de Dados</p><p>Autor: Provost Foster e Fawcett Tom</p><p>Editora: Alta Books</p><p>Sinopse: este guia amplo, profundo, porém não muito técnico, apresenta a</p><p>você os princípios fundamentais do Data Science e orienta por meio do</p><p>“pensamento analítico” necessário para extrair conhecimento útil e valor de</p><p>negócios a partir dos dados que você obtém. Ao aprender os princípios do Data</p><p>Science, você compreenderá as diversas técnicas de mineração de dados</p><p>usadas hoje. Mais importante ainda, esses princípios sustentam os processos e</p><p>as estratégias necessárias para resolver problemas de negócios por meio das</p><p>técnicas de mineração de dados.</p><p>Comentário: os dados são o alicerce das novas ondas de crescimento de</p><p>produtividade, inovação e visão mais rica do cliente. Apenas recentemente</p><p>visto como uma fonte de vantagem competitiva, lidar bem com os dados está</p><p>rapidamente se tornando um requisito mínimo para entrar no jogo. A profunda</p><p>experiência aplicada dos autores faz com que esta seja uma leitura obrigatória</p><p>— uma janela para a estratégia de seu concorrente.</p><p>DASHQUADROS DE NEGÓCIO</p><p>87-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Quando falamos em universo corporativo, é fundamental contar com informações</p><p>atualizadas e integradas, que garantam a qualidade e a efetividade de vários processos</p><p>internos. Sendo assim, os dashboards devem ser entendidos como excelentes</p><p>ferramentas de gestão e podem atender a diversos níveis hierárquicos da empresa. Por</p><p>meio desses painéis de controle, ou visão centralizada de indicadores, é possível</p><p>organizar uma série de dados, que permitem uma visão mais abrangente dos</p><p>procedimentos, rotinas de trabalho, indicadores e projetos em desenvolvimento, incluindo</p><p>aspectos técnicos e financeiros, além de cronogramas e tendências, colaborando para</p><p>uma gestão mais inteligente e enxuta.</p><p>A seguir, são apresentados alguns modelos de dashboards, criados para suprir</p><p>necessidades e demandas específicas, segundo a definição da OPServices (2015, on-</p><p>line):</p><p>Dashboard Executivo</p><p>O dashboard executivo permite a visualização de grande quantidade de informações,</p><p>devidamente estratificadas e formatadas, de modo a facilitar o processo de tomada de</p><p>decisões. Este painel utiliza recursos visuais e gráficos para facilitar a compreensão geral.</p><p>É muito útil para monitorar indicadores e KPIs, possibilitando uma análise completa sobre</p><p>todos os processos da empresa. É o chamado dashboard de negócio e utilizado</p><p>principalmente para facilitar e agilizar a tomada de decisões. Para que isso aconteça, é</p><p>importante que os dados gerados sejam atualizados em tempo real. Afinal de contas, com</p><p>a competitividade dos mercados não é mais aceitável a utilização de dados do passado</p><p>para a tomada de decisão.</p><p>Normalmente estão baseados nas principais metodologias de gestão, por exemplo, o BSC</p><p>ou Balanced Scorecard. Por meio desse tipo de dashboard, todos os executivos podem</p><p>ter acesso a dados importantes para a avaliação de novas oportunidades de melhoria ou</p><p>ainda, de expansão do negócio. Assim, a integração das informações propicia uma gestão</p><p>mais efetiva e ágil, capaz de alinhar rapidamente, estratégias, ações e decisões. O</p><p>dashboard executivo é capaz de simplificar todo o fluxo de dados, reduzindo burocracias</p><p>e agregando valor.</p><p>88 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Descrição da imagem : Fluxo de dado.</p><p>Dashboard Analítico</p><p>É desenvolvido para oferecer informações mais detalhadas e usado para traçar</p><p>tendências em relação aos objetivos corporativos predeterminados, ou seja, para avaliar</p><p>se processos e projetos estão evoluindo de acordo com as expectativas. Com dados</p><p>constantemente atualizados, é possível perceber rapidamente os resultados de ações</p><p>internas e, também, as reações do mercado em relação a produtos ou serviços lançados.</p><p>É uma maneira de mensurar os impactos causados por cada decisão tomada, sendo</p><p>possível assim, interferir e corrigir</p><p>os desvios com maior rapidez, evitando desperdícios e</p><p>prejuízos. Um exemplo de ferramenta que produz esses dashboards analíticos é o Google</p><p>Analytics, uma poderosa ferramenta do Google para visualizar indicadores da área de</p><p>marketing, com dados desde acessos ao site até o funil de vendas on-line com</p><p>indicadores sobre taxas de conversão e mapeamento de origem do tráfego.</p><p>Figura 9 - Dashboard Analítico</p><p>89 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Dashboard Operacional</p><p>O dashboard operacional é utilizado diretamente pelas equipes de trabalho, com foco em</p><p>determinados processos, possibilitando análises específicas. Esses dados servem para</p><p>identificar gargalos e etapas críticas da operação, auxiliando na correção de problemas</p><p>pontuais e tendências negativas. Com simplicidade, facilitam a comunicação e ainda</p><p>permitem a interação e a atualização de todos os profissionais envolvidos. Entre os</p><p>exemplos de doshboards operacionais podem estar a visualização de indicadores com</p><p>informações sobre a infraestrutura de TI que suporta o negócio.</p><p>Figura 10 - Dashboard Operacional</p><p>90 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Dash Board</p><p>Users / Customers</p><p>Ss</p><p>Wi-fi enabled</p><p>Support</p><p>Mobile Wi enabled</p><p>Support Phone</p><p>Support Engineer Level 1 Support</p><p>Atendimento ao cliente via call center</p><p>Com a adoção de um dashboard de atendimento ao cliente, o gestor é capaz de monitorar</p><p>todo o cal! center de uma empresa. Trata-se de uma solução bastante versátil,</p><p>estruturada para elaborar diversas estatísticas e relatórios comparativos, envolvendo</p><p>dados como número de chamadas por período e colaborador, duração de cada</p><p>atendimento, casos resolvidos ou aguardando outras providências, natureza do contato e</p><p>avaliação de satisfação do cliente, apenas para citar algumas funcionalidades.</p><p>92 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Figura 12 - Atendimento ao cliente via call center</p><p>Dashboard de gerencimento de projetos</p><p>Através deste dashboard é possível acompanhar todo o gerenciamento do projeto,</p><p>incluindo a evolução de cada estágio, o cronograma, as atividades previstas, as</p><p>interdependências e o percentual de conclusão do empreendimento. Neste painel de</p><p>controle também são combinadas algumas técnicas, como formatação condicional,</p><p>referências e gráficos, que permitem o fácil entendimento de todas essas informações,</p><p>reduzindo os riscos e otimizando os recursos disponíveis.</p><p>Figura 13 - Dashboard de gerencimento de projetos</p><p>93 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>AE ur Peri</p><p>E ma : Ema » amil a</p><p>EU INDICO</p><p>É preciso reduzir os riscos de erros, mas só é possível reduzi-los quando se está</p><p>atento a todos os detalhes da operação logística o mais rápido possível. Isto é, a</p><p>“chave” de um negócio de sucesso é acompanhar de forma minuciosa as operações e</p><p>coletar informações a fim de realizar uma gestão pautada na análise de</p><p>dados.Entenda melhor sobre como os dashboard podem auxiliar na análise e na</p><p>identificação de tendências e resultados em: https:/www. rbagestao.com/single -</p><p>post/2017/07/17/Uso-de-dashboard-para-a-gestwóC3%ASo-de-frotas.</p><p>94 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>TRILHA PROFISSIONAL</p><p>Vimos, no decorrer das aulas, que existem diversos métodos e ferramentas relacionados a</p><p>Bussiness Intelligence e que, além disso, o campo de atuação de um profissional de BI é</p><p>amplo, uma vez que, para manter uma estrutura de armazenamento de dados e</p><p>desenvolvimento de informações gerenciais, é preciso que haja profissionais com know-</p><p>how específicos.</p><p>Geralmente o mercado procura por profissionais formados na área de tecnologia,</p><p>matemática e estatística, mas nem sempre é assim. Muitas pessoas formadas em outras</p><p>áreas acabam se desenvolvendo na área de Bl por conhecerem muito bem das regras de</p><p>negócio, em alguns casos o desenvolvimento técnico acaba vindo como consequência.</p><p>É importante ressaltar que o profissional de BI possui uma formação equilibrada, na qual</p><p>se tenha o conhecimento técnico, sendo que também é muito importante o conhecimento</p><p>de negócio. Para isso, esse profissional tem que ter ciência de que, na sua rotina, haverá</p><p>um tempo considerável destinado à interação com profissionais de outras áreas, tais</p><p>como finanças, RH e assim por diante. Portanto, se faz necessário conhecer as principais</p><p>métricas que envolvem estes processos, algumas delas foram abordadas nas aulas</p><p>anteriores.</p><p>Além disso, a visão de processos e gestão ajuda muito no entendimento e definição de</p><p>uma solução, no desenvolvimento e na entrega de uma demanda de BI. É claro que aos</p><p>interessados em ingressar nesta área, além dos aspectos emocionais como entusiasmo,</p><p>foco, paciência, determinação, dedicação, vontade de aprender e persistência, ainda é</p><p>preciso se atentar aos seguintes pontos:</p><p>e Teocriae Prática: tanto a Teoria quanto a prática são relevantes para o</p><p>desenvolvimento de um profissional e isso serve para qualquer área.</p><p>e Estar antenado quanto às ferramentas, tecnologias e métodos disponíveis</p><p>no mercado: a sintonia com o mercado ajuda a estar envolvido com as</p><p>inovações para a área, além de ser um diferencial competitivo.</p><p>e Conhecer detalhadamente os sistemas de banco de dados: sistemas como</p><p>o Data Warehouse e Big Data são grandes alicerces que estão por trás do</p><p>Business Intelligence. Porém, aqui também se encaixa o conhecimento de</p><p>outros bancos menores, linguagens para consulta em base de dados e</p><p>modelagem de dados também.</p><p>e “Ser analytics”: com grande volume de informações externas geradas pelas</p><p>mídias sociais, cada vez mais as empresas estão em buscas de bons</p><p>matemáticos que tenham raciocínio lógico e sólidos conhecimentos em</p><p>estatística, isto porque, o profissional que possui estas habilidade tem</p><p>facilidade em resolver problemas que quase sempre existem em um projeto</p><p>de BI. Além disso, são eles que conseguem desenvolver modelos preditivos</p><p>que permitem à empresa a analisar tendências e não apenas fatos que já</p><p>ocorreram.</p><p>95 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Campo de atuação</p><p>O mercado de Business Intelligence and Analytics está em expansão, isso porque grande</p><p>s volume de dados têm sido gerados nos últimos anos. Com base nisso, o uso de</p><p>dispositivos móveis, aplicativos, em especial nas redes sociais, têm produzido uma vasta</p><p>quantidade de informações que podem gerar valor agregado para as empresas, mas isso</p><p>os processos de capturar, processar, consolidar e integrar informações da crescente</p><p>diversidade de fontes precisam ser muito bem executados para se tornar um diferencial</p><p>competitivo para as empresas.</p><p>EU INDICO</p><p>Quem é o profissional de TI mais bem pago no Brasil? Exame.</p><p>Web: http://exame.abril.com.br/videos/sua-carreira/quem-e-o-profissional-de-ti-mai</p><p>s-bempago-no-brasil.</p><p>Cientista de Dados - por onde começar em 8 passos. Data Science Academy.</p><p>Web: http://datascienceacademy.com.br/blog/cientista-de-dados-por-onde-comeca</p><p>r-em-8-passos/.</p><p>Estamos prestes a sermos influenciados como uma nova era do conhecimento “as coisas</p><p>podem ser sensores que capturam dados a todo instante e em qualquer lugar”, isso</p><p>devido ao Big Data alinhado à internet das coisas (Internet of Things - loT). Conforme</p><p>publicado pelo Guia Salarial da Robert Half de 2017 (on-line)*, um Analista de BI pode</p><p>ganhar até 19,16% a mais que um Analista de Sistemas e até 40,19% a mais que um</p><p>Analista Programador. Outro ponto destacado pelo guia é referente ao aumento salarial,</p><p>um dos maiores da área de Tecnologia que, de 2016 para 2017, teve um crescimento de</p><p>10%.</p><p>A estimativa é que, até 2020, o número de oportunidades para a área de Bl aumente em</p><p>40% em relação às outras áreas de Tecnologia. O profissional de BI tem que aproveitar</p><p>essa “onda”, tendo em mente que o dado será sua matéria-prima. Interpretar esses dados</p><p>e trazer para realidade da empresa, a fim de transformá-los em informação útil, será o seu</p><p>maior desafio, sabendo que, seu trabalho resultará na identificação</p><p>de oportunidades de</p><p>negócio para tomada de decisão. Sendo assim, não há limites para um profissional de BI,</p><p>que pode vir de formação em TI, Administração e outros, eles poderão atuar tanto nos</p><p>setores público e privado e em diversos nichos de negócio.</p><p>96 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Atividades de um profissional de BI</p><p>O tipo de atividade que um profissional de Bl irá exercer dependerá do modelo de negócio</p><p>da empresa, suas ferramentas adquiridas, dos objetivos estratégicos estabelecidos e,</p><p>claro, da visão do gestor quanto à estrutura da área de BI em si. Contudo é muito comum</p><p>ter pessoas focadas em executar:</p><p>Elaboração de Tendência de Pesquisa de Mercado: o escopo deste</p><p>profissional é de realizar o levantamento de dados e informações que</p><p>possam identificar oportunidades de mercado ou possíveis problemas. Para</p><p>se entender melhor, veja a seguir alguns estudos gerados por meio de</p><p>pesquisas de mercado:</p><p>e Análise do comportamento e perfil dos</p><p>consumidores/clientes.</p><p>e Estudo dos hábitos e frequência de consumo.</p><p>e Levantamento de estilos de vida.</p><p>e Potencial de mercado.</p><p>e Análise de vendas por perfil de compradores.</p><p>e Tendências de negócios e diferenciais.</p><p>e Imagem da marca e empresa.</p><p>Acompanhamento de Inovação e Marketing Digital: aqui é realizado</p><p>monitoramento diário de notícias e estudos disponíveis em portais</p><p>renomados. Geralmente são pesquisados assuntos sobre tecnologia,</p><p>tendência, hábitos ou outros fatores que possam interferir no</p><p>comportamento social das pessoas. Esse tipo de estudo é essencial para</p><p>identificar o que está acontecendo no mercado globalizado. E essas</p><p>informações podem direcionar, de forma mais coerente e eficaz, o</p><p>planejamento estratégico da empresa.</p><p>Tratamento da Informação: podemos dizer que o profissional de Bl tem boa</p><p>parte do seu tempo dedicado a este quesito, pois, além de ter que tratar as</p><p>informações internas das empresas, se faz necessário o tratamento das</p><p>informações externas extraídas das mídias sociais ou de parceiros que,</p><p>atualmente, são tão procuradas pelas empresas para entender o</p><p>comportamento dos seus clientes. Para tanto, será necessário tratar,</p><p>organizar e relacionar todos estes dados de maneira com que eles</p><p>consigam fazer parte de um plano de ação estratégico com enfoque em</p><p>resultados, pois é necessário analisar e interpretar tudo para que a</p><p>pesquisa vire uma informação valiosa.</p><p>97-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>e Análise Preditiva: Olhar para o que vai acontecer tem sido a estratégia</p><p>abordada por muitas empresas, que além de gerenciarem o cotidiano do</p><p>seu negócio, tem se preocupada em realizar análises preditivas dos</p><p>cenários sociais e econômicos. Atualmente, essa análise é uma das</p><p>principais ferramentas de trabalho do profissional de BI, pois auxilia na</p><p>definição de padrões que podem influenciar em resultados futuros. Para</p><p>isto, se faz o uso de funções matemáticas e estatísticas capazes de</p><p>mapear dados de um determinado cenário. Através disso, é possível</p><p>identificar comportamentos comuns e possíveis futuras tendências,</p><p>conseguindo se posicionar de maneira mais assertiva e competitiva. Aqui</p><p>não estamos falando de prever exatamente o futuro, mas de ser ter um</p><p>bom panorama dos acontecimentos vindouros, através dos cruzamentos</p><p>de dados atuais e do passado.</p><p>e Análise da Concorrência: para uma empresa se posicionar de forma</p><p>estratégica buscando alcançar espaço no mercado de forma competitiva,</p><p>se faz necessário ter conhecimento sobre a concorrência, assim como</p><p>identificar suas forças e fraquezas que auxiliará a definir planos de ação de</p><p>forma mais direcionada. O Profissional de BI será esta figura que olhará</p><p>tanto para o que está acontecendo internamente nos processos da</p><p>empresa quanto para fora para o que está acontecendo no mercado e,</p><p>assim, facilitará o alinhamento desses planos de ação com o planejamento</p><p>estratégico.</p><p>EU INDICO</p><p>Principais fornecedores de certificação em Bl:- IBM- Microsoft: Oracle e SQL»</p><p>Pentaho: SAS- SAPPrincipais certificações disponível em:</p><p>http://rafaelpiton.com.br/7-principais-certificacoes-em-bi-e-big-data/.Guia salarial</p><p>para os profissionais de BI disponível em: https://www.roberthalf.com.br/downloads/</p><p>guia-salarial.</p><p>Fonte: a autora.</p><p>98 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Use a Cabeça! Análise de Dados</p><p>99 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Use a Cabeça! Análise de Dados</p><p>Autor: Michael Milton</p><p>Editora: Alta Books</p><p>Sinopse: há um mundo cheio de dados por aí e o seu trabalho é achar sentido</p><p>em tudo isso. Por onde começar? Use a Cabeça! Análise de Dados ajuda você a</p><p>organizar seus dados no Excel ou OpenOffice, ir mais além com o software R,</p><p>descobrir padrões significantes com os gráficos de dispersão e histogramas,</p><p>tirar conclusões com o uso da heurística, prever o futuro através de</p><p>experimentos e testes de hipóteses, e exibir suas descobertas em</p><p>visualizações claras e organizadas. Se você é um desenvolvedor de produto</p><p>em busca de viabilidade para um novo produto, um gerente de marketing</p><p>conferindo a eficácia da campanha, um vendedor apresentando dados para os</p><p>clientes ou um empresário responsável por todas essas funções de dados, Use</p><p>a Cabeça! Análise de Dados é uma experiência de aprendizado completa para</p><p>fazer com que os dados se tornem a ferramenta mais útil do seu negócio.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Data Smart. Usando Data Science Para</p><p>Transformar Informação em Insight 100 - 118</p><p>uma</p><p>organização depende de uma série de considerações, entre elas estão a avaliação</p><p>pela alta administração das oportunidades e ameaças do ambiente externo e a</p><p>análise pela administração dos pontos fortes e fracos da empresa. Os executivos</p><p>seniores são autorizados a determinar a missão e os objetivos gerais da empresa no</p><p>contexto das oportunidades ou ameaças externas e dos pontos fortes ou fracos</p><p>internos. Simultaneamente, a equipe da alta administração deve levar em conta os</p><p>desejos competitivos dos vários stakeholders (ou públicos interessados) da</p><p>organização, porque seu apoio é essencial para uma implementação de estratégias</p><p>bem-sucedidas.</p><p>A definição da estratégia empresarial é uma ferramenta de apoio à gestão que auxilia na</p><p>tomada de decisões e como meio de orientação para alavancá-la em meio aos ambientes</p><p>internos e externos. O BI no ambiente organizacional deve ter sua base conceitual</p><p>formada pela Estratégia, alicerçado na direção dos objetivos a serem alcançados. O BI</p><p>dentro de uma organização fornece aos gestores cenários contendo métricas que possam</p><p>sinalizar como a empresa está sendo conduzida e como a sua estratégia está sendo</p><p>cumprida.</p><p>O)</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Por meio da utilização do BI, uma organização pode conhecer os hábitos de seus</p><p>clientes e, com isso, tomar a decisão do que oferecer, quando e como, além de</p><p>poder determinar seus investimentos por regiões, produtos. Um exemplo claro</p><p>disso é o caso dos hipermercados que dispõe produtos diferentes em áreas</p><p>comuns, como a clássica história das Cervejas ao lado de fraldas. Isso só foi</p><p>possível após estudos, análises e cruzamento de informações armazenadas em</p><p>sua base de dados que, a princípio, não tinha nenhum valor estratégico.Leia na</p><p>íntegra um caso de sucesso de implementação de BI,</p><p>disponível em: http:/www.k2m.com.br/cases/audatex/solucao-de-bi.Fonte: o</p><p>autor.</p><p>No J</p><p>O planejamento</p><p>6-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Esta é palavra-chave para se atingir os objetivos estratégicos de uma empresa:</p><p>Planejamento. Desenvolver um planejamento não é nada simples e envolve diversas</p><p>etapas, visto que os objetivos traçados terão que ser desmembrados para os diversos</p><p>departamentos e liderança, assim como presidentes, diretores, gerentes e liderados que</p><p>compõem uma estrutura organizacional. Cada um deles terá uma visão e um papel</p><p>específico no cumprimento de cada plano de ação, e é exatamente aí que o planejamento</p><p>é segmentado em três níveis: Estratégico, Tático e Operacional.</p><p>P lanejamento estratégico (longo prazo)</p><p>O planejamento estratégico é aquele que define as estratégias de longo prazo da</p><p>empresa. Esse planejamento leva em consideração os fatores internos e externos à</p><p>companhia, tais como a situação econômica setorial, nacional e global, crises políticas,</p><p>mudanças de lei, desastres naturais e outros. Nesta fase é necessário ter uma visão de</p><p>“águia”, ou seja, fazer uma análise ampla no negócio envolvendo os departamentos e seus</p><p>processos. Nesse caso, 0 planejamento é projetado para 5 e 10 anos. Apesar de ser um</p><p>prazo longo, é necessário que ele seja atualizado regularmente, afinal mudanças podem</p><p>acontecer, ou até mesmo o não atingimento dos objetivos e das metas fará com que o</p><p>planejamento seja reavaliado.</p><p>A seguir, alguns exemplos de objetivos estratégicos:</p><p>Manter índice de satisfação dos clientes acima de 95%.</p><p>Reduzir os custos operacionais em 20%.</p><p>Melhorar o índice da pesquisa de clima em 15%.</p><p>Planejamento tático (médio prazo)</p><p>O planejamento tático se difere para cada setor da empresa, pois levará em consideração</p><p>as atividades específicas de cada área. Desta forma, a partir do planejamento estratégico,</p><p>será definido o planejamento tático da área Comercial, Financeira, RH, Tl e outros. Esta</p><p>etapa é mais detalhada que o planejamento estratégico, uma vez que será desdobrada em</p><p>diversos planos táticos para os diversos departamentos. Geralmente o planejamento</p><p>tático é realizado anualmente e tem como principal objetivo alavancar os resultados de</p><p>uma determinada área da empresa, mas que no final da conta refletirá no resultado geral</p><p>da empresa.</p><p>Alguns exemplos de Objetivos Táticos:</p><p>Garantir que os pedidos de clientes sejam atendidos 24hs.</p><p>Garantir a entrega de produtos no prazo e sem defeito (pedido perfeito).</p><p>Garantir que 100% dos funcionários possuam graduação.</p><p>Planejamento operacional (curto prazo)</p><p>7-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O Planejamento Operacional coloca em execução cada um dos planos táticos dentro da</p><p>empresa, e é projetado no curto prazo — exatamente onde “a coisa acontece”. Nessa</p><p>etapa é recomendável utilizar metodologias e ferramentas apropriadas para</p><p>acompanhamento dos planos de ação, prazos e responsáveis. Por meio de indicadores e</p><p>suas metas, é necessário realizar a medição dos resultados obtidos a fim de checar se os</p><p>objetivos estão sendo alcançados.Vejam que os três planejamentos caminham juntos e</p><p>devem estar alinhados o tempo todo (Figura 1). Sendo assim, serão apresentadas algumas</p><p>questões que podem ajudar na hora de realizar o planejamento operacional:</p><p>Como fazer?</p><p>Em quanto tempo?</p><p>Quais as ferramentas e recursos necessários?</p><p>Quanto vai custar?</p><p>Figura 1 - Três tipos de Planejamento.</p><p>Objetivos e Planos Estratégicos</p><p>(organização como um todo)</p><p>Objetivos e Planos Táticos</p><p>(cada divisão ou unidade)</p><p>Objetivos e Planos Operacionais</p><p>(cada tarefa ou operação)</p><p>Os níveis de objetivos e planos.</p><p>Brandão (2009, on-line)".</p><p>8-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Relembrando o que abordamos no início dessa aula, nota-se que a missão, visão e valores</p><p>são os pilares que sustentam o modelo de negócio de uma empresa, mas é por meio do</p><p>planejamento estratégico, alinhado aos diversos departamentos e níveis gerenciais, que</p><p>os objetivos serão alcançados. Sejam eles voltados para expansão, aumento de</p><p>faturamento, qualificação de pessoal e processos, ou até mesmo objetivos para redução</p><p>de custos e quadro de pessoal que visam como principal objetivo garantir a permanência</p><p>da empresa no mercado. Não importa quais sejam esses objetivos, é por meio da</p><p>estratégia empresarial que poderão ser atingidos.</p><p>A estratégia empresarial geralmente é definida pelo comandante, conforme a visão de</p><p>Foch, mas será sempre importante a participação dos líderes para que a compreensão</p><p>seja nivelada a todos os envolvidos de acordo com os três tipos de planejamento que</p><p>estudamos.</p><p>O)</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Michael Porter tem um papel muito importante no que diz respeito à política</p><p>econômica mundial. Sendo que sempre prestou auxílio como consultor de</p><p>diversas empresas americanas e internacionais, além de ser considerado a maior</p><p>autoridade quando o assunto é Estratégia Competitiva.Para saber mais sobre a</p><p>Estratégia Competitiva de Michael Porter em: http://www.portaladministracao.co</p><p>m/2014/02/a-estrategia-competitiva-de-porter.html.</p><p>Fonte: adaptado de Portal Administração ([2017], on-line)>.</p><p>N J</p><p>CONCEITOS DE BUSINESS INTELLIGENCE</p><p>Já mencionamos anteriormente que as empresas estão sempre precisando avaliar o</p><p>negócio e tomar decisões, pois convivem num cenário de muitas mudanças e agressiva</p><p>concorrência. Gerar insights e tomar as decisões corretas passou a ser fundamental para</p><p>o futuro das empresas, assim, com a missão de fornecer informações para tomada de</p><p>decisões, a aquisição de ferramentas de BI se tornou um investimento essencial dentre o</p><p>portfólio de sistemas das empresas.</p><p>Antes de mais nada, é importante ressaltar que o termo BI não se refere apenas a</p><p>ferramentas — muito além disso — esse tipo de solução faz uso de fatos (acontecimentos)</p><p>que apoiam na identificação de tendências, proporcionando a inteligência do negócio.</p><p>Isso porque será possível construir uma estrutura de conhecimento de cada processo que</p><p>envolve vários departamentos de uma empresa, e que poderão ser medidos e</p><p>acompanhados periodicamente.</p><p>9-118</p><p>E-Book</p><p>- Apostila</p><p>Podemos dizer que Bl está baseado no processo de coleta, organização, análise,</p><p>compartilhamento e monitoramento de informações. Para isso, foi desenvolvido um</p><p>conjunto de componentes e ferramentas para auxiliar na transformação de dados brutos</p><p>em informações significativas, a fim de analisar o que chamamos de oportunidades de</p><p>negócio.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro À Arte da Guerra</p><p>10 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Business Intelligence é um conjunto de conceitos e metodologias que, fazendo uso de</p><p>acontecimentos (fatos) e sistemas baseados nos mesmos, apoia a tomada de decisões em</p><p>negócios. É o termo utilizado para denominar um conjunto de ferramentas de Tecnologia</p><p>de informações que proporciona suporte à decisão estratégica, tática e operacional. Esse</p><p>suporte se dá por meio da criação de uma série de indicadores e performance que podem</p><p>estar relacionados diretamente à base de dados da corporação. O conceito se presta</p><p>justamente ao objetivo de auxiliar as pessoas por meio do tratamento da base de dados</p><p>existentes, de maneira a aprimorar o processo de tomada de decisão.</p><p>No entanto, o termo Business Intelligence já era utilizado, mesmo que de forma indireta,</p><p>pelos Fenícios, Persas, Egípcios e outros orientais há milhares de anos atrás. É muito</p><p>curioso, mas eles já faziam uso desse conceito dentro da realidade daquela época,</p><p>cruzando informações originadas da natureza, tais como o comportamento das marés,</p><p>períodos de seca e de chuvas, posição dos astros. Eles estudavam essas informações e</p><p>tomavam decisões com o intuito de melhorar a qualidade de vida de seus povos.</p><p>Mais à frente, numa era mais moderna, a origem do termo Business Intelligence (BI)</p><p>apareceu pela primeira vez, na década de 50, apresentado por Hans Peter Luhn, um</p><p>pesquisador da IBM, que propôs o desenvolvimento de sistema automático, baseado em</p><p>máquinas de processamento de dados, que indexa e codifica automaticamente</p><p>documentos e dissemina informações nas organizações conforme o ponto de ação. O</p><p>objetivo de Luhn (1958) era disseminar a informação dentro da empresa, contribuindo</p><p>com o processo de comunicação interna. Segundo ele, a “comunicação eficiente é uma</p><p>chave para o progresso em todos os campos do esforço humano” (LUHN, 1958, p. 314).</p><p>No entanto, o conceito de Business Intelligence que conhecemos hoje começou na</p><p>década de 70, quando alguns produtos de Bl foram disponibilizados para as empresas.</p><p>Porém, esses produtos exigiam um profundo conhecimento em programação, não</p><p>disponibilizavam informação em tempo hábil, não eram flexíveis e ainda possuíam um alto</p><p>custo de implantação.</p><p>O surgimento dos bancos de dados relacionais para computadores e sistemas</p><p>operacionais, como o Windows, marcaram o surgimento dos primeiros produtos realmente</p><p>direcionados ao negócio, pois possibilitaram maior rapidez e flexibilidade de análise.</p><p>11-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Objetivos do BI:</p><p>e Extração e Integração de fontes.</p><p>e Fazer uso dos fatos.</p><p>e Analisar dados em diversas dimensões.</p><p>e Investigar hipóteses e tendências.</p><p>e Identificar origem dos problemas (causa e efeito).</p><p>e Transformar os registros obtidos em informações estratégicas.</p><p>Principais componentes de BI:</p><p>e Data Warehouses.</p><p>e Data Marts.</p><p>e Data Mining.</p><p>e Ferramentas OLAP.</p><p>Resumindo, podemos dizer que o principal objetivo do BI é permitir uma fácil</p><p>interpretação do grande volume de dados. Identificando novas oportunidades e</p><p>implementando uma estratégia efetiva baseada nos dados, além de promover negócios</p><p>com vantagem competitiva no mercado.</p><p>Tecnologias Bl fornecem análises históricas, atual e previsíveis, pois ferramentas de BI</p><p>proporcionam a geração de relatórios, mineração de dados, processamento de eventos</p><p>complexos, gerenciamento de desempenho dos processos, benchmarking, mineração de</p><p>texto, análises previsíveis e análises prescritivas.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Business Intelligence: Um Enfoque</p><p>CTA Ee DAE PERDA ET DT</p><p>12 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Business Intelligence: Um Enfoque Gerencial Para a Inteligência do</p><p>Negócio</p><p>Autor: Efraim Turban</p><p>Editora: Bookman</p><p>Sinopse: conheça as tecnologias mais recentes no mundo dos negócios e as</p><p>técnicas fundamentais para a criação e utilização de sistemas de BI. Esta é</p><p>uma obra de grande interesse para gerentes, analistas e executivos, pois trata</p><p>de todos os temas de Business Intelligence - ferramentas, arquitetura, bases</p><p>de dados, data warehouse e gerenciamento de desempenho.</p><p>O BI pode ser usado para ajudar na decisão de uma grande variedade de negócios,</p><p>variando do operacional ao estratégico. Decisões de operações básicas incluem posição</p><p>do produto ou atribuição de preços, já as decisões de estratégia de negócios abrangem</p><p>prioridades, objetivos e direções do mais amplo nível. Em todos os casos, o Bl é mais</p><p>efetivo quando combinado a dados procedentes do mercado em que uma companhia</p><p>opera (dados externos) com dados de fontes internas da companhia para os negócios,</p><p>como dados financeiros ou operacionais (dados internos). Quando os dados externos e</p><p>internos são combinados, podem fornecer um cenário mais completo — na realidade, cria</p><p>uma “inteligência” que não pode ser derivada por nenhum conjunto de dados.</p><p>PENSANDO JUNTOS</p><p>13-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Agora que você já está contextualizado(a) sobre o que é BI, gostaria de convidá-lo(a)</p><p>a realizar uma análise das informações que você já teve oportunidade de trabalhar, ou</p><p>se não está atuando no mercado de trabalho ainda ou nessa área, faça um</p><p>mapeamento das informações que fazem parte do seu cotidiano. Avalie os processos</p><p>internos e de que forma você poderia contribuir com a melhoria deles. Talvez você</p><p>possa propor um relatório que ninguém tenha utilizado ainda. Tente identificar os</p><p>fatos que são gerados pelo negócio da empresa, onde estas informações estão</p><p>armazenadas e que tipo de análise você poderia fazer. Exemplo: João trabalha no</p><p>departamento de Credenciamento de uma empresa prestadora de serviços</p><p>financeiros.Dentro de suas atribuições está a atividade de cadastro de clientes, todos</p><p>os dias ele cadastra inúmeros clientes. Seu dever é de cadastrar o maior número de</p><p>clientes com o mínimo de erro possível. Porém, ele é aluno do curso de Pós-</p><p>Graduação em BI e começou a refletir em como poderia contribuir para a área no que</p><p>diz respeito à geração de informações gerenciais.Logo, com base no cadastro das</p><p>empresas clientes, ele tomou a iniciativa de processar as informações por meio de</p><p>tabelas dinâmicas na ferramenta Excel, gerando os indicadores de Total de clientes</p><p>credenciados diariamente e mensalmente, segmentados pelo tipo de clientes.</p><p>Simples, não? O gestor da área, ao receber o relatório, ficou surpreso com a iniciativa</p><p>do João e com as habilidades em geração de relatórios. E com base nessas</p><p>informações verificou-se que alguns dias do mês haviam picos e outros ociosidade de</p><p>procura pelos serviços da empresa. Diante disso, o gestor fez uma adaptação no</p><p>capacity da equipe, melhorando a distribuição das atividades. Ainda assim, verificou-</p><p>se que o número de credenciamento, comparado ao longo dos meses anteriores,</p><p>estava com uma forte tendência de queda. Sendo assim, o gestor solicitou a ajuda do</p><p>João para investigar possíveis causas com bases nas informações já coletadas e</p><p>descobriu que esse fato se dava pelo valor da taxa de credenciamento que estava</p><p>acima da média de mercado. Logo, o gestor da área de Credenciamento realizou uma</p><p>reunião com o gestor da área de Produtos para reavaliarem a tabela de preço das</p><p>taxas cobradas.Vejam, neste simples exemplo, quantas ações foram tomadas, como o</p><p>BI pode trazer integração entre as áreas, possibilitar análises de tendências e</p><p>análises do processo identificando planos de ação de melhoria.</p><p>BENEFÍCIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DE BUSINESS INTELLIGENCE</p><p>Nem</p><p>todas as empresas percebem a vantagem em investir em ferramentas tecnológicas,</p><p>pois é difícil acreditar no retorno que muitas soluções podem proporcionar. Além disso, é</p><p>muito comum, nessas situações, ocorrer comportamentos de resistência a mudanças,</p><p>ainda mais quando o objeto em questão tem impacto na cultura de empresa, nos</p><p>processos e no modo de tomar as decisões. Por isso, é importante destacarmos aqui os</p><p>principais benefícios do BI, o que ele pode proporcionar e onde é possível chegar com sua</p><p>implantação.</p><p>Apoio ao planejamento</p><p>14 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Com a análise dos principais indicadores da empresa, é possível identificar em qual</p><p>patamar a empresa está e onde ela quer chegar. Além disso, os avanços do planejamento</p><p>poderão ser monitorados por meio dos resultados apresentados pelas informações</p><p>geradas.</p><p>Mostra a realidade</p><p>A tomada de decisão fica mais assertiva devido ao subsídio que a informação fornece aos</p><p>gestores que, na maioria das vezes, baseiam-se em decisões estabelecidas por meio de</p><p>diálogos e intuições. Os riscos da tomada de decisão são minimizados, pois já que a</p><p>decisão está respaldada em fatos, isto é, no comportamento de mercado e do negócio, o</p><p>risco da decisão se torna menor. Os planos de ação serão estabelecidos a partir da</p><p>realidade da empresa e não por ideias subjetivas.</p><p>EU INDICO</p><p>Para conhecer mais sobre o caso de sucesso da implementação do Bl na</p><p>Fenac, assista ao vídeo:</p><p>Link:</p><p>A utilização de fatos reais permite manter bom senso nas decisões gerenciais. Dessa</p><p>forma, cria-se uma cultura de transparência entre os colaboradores, além de transmitir</p><p>confiança e solidez. Além disso, muitas empresas têm várias informações sobre a sua</p><p>operação, mas não sabem o que fazer com tanto conteúdo. É aí que entra o BI, pois</p><p>trabalha de forma otimizada, facilitando o uso das informações de maneira acertada.</p><p>Assim, é possível entender muito mais sobre o negócio e a expectativa do mercado diante</p><p>da concorrência e de seus clientes.</p><p>Velocidade nas respostas corporativas</p><p>Este tipo de solução proporciona uma agilidade muito grande na integração das</p><p>informações e processamento das mesmas. As perguntas, que antes duravam dias ou</p><p>semanas para serem respondidas, agora duram segundos ou, no máximo, alguns minutos.</p><p>Isso porque a estrutura do BI é arquitetada para possibilitar facilidade de uso e também</p><p>proporcionar rapidez nas respostas.</p><p>15 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Visualização das tendências</p><p>Outra coisa importante do BI é a previsão dos acontecimentos futuros por meio das</p><p>tendências apontadas pelas informações internas e externas. Isso permite à empresa se</p><p>prevenir aos acontecimentos e estar preparada para os desafios futuros de forma</p><p>proativa.</p><p>Diminuição dos custos</p><p>Por meio do monitoramento dos gastos, é possível estabelecer metas de redução. Custos</p><p>com viagem, capacitação, infraestrutura, equipamentos e folha de pagamento, por</p><p>exemplo, são facilmente analisados e administrados pela ferramenta adequada de BI.</p><p>Aumento dos lucros</p><p>O principal objetivo, na maioria das empresas, é a geração de lucros. Todas essas</p><p>características benéficas do BI têm participação crucial no aumento das receitas.</p><p>Portanto, é importante que as organizações não subestimem a potencialidade que uma</p><p>solução de BI pode fornecer. Sem dúvidas são benefícios que, no dia a dia, fazem a</p><p>diferença no que tange ao alcance de metas, aumento dos lucros e satisfação dos</p><p>clientes.</p><p>Torna métricas e indicadores aperfeiçoados</p><p>A consolidação de informações com o objetivo de entender onde deve haver maior</p><p>esforço é facilitada com o Bl. Os processos internos passam a ser monitorados e</p><p>difundidos entre todos os envolvidos, facilitando o entendimento e melhorando o</p><p>processo de tomada de decisões. Os indicadores de resultados vão demonstrar o quanto</p><p>o realizado está longe ou perto das metas estabelecidas.</p><p>Fideliza clientes</p><p>Com o Bl é possível medir a satisfação dos clientes, por meio de relatórios extraídos do</p><p>SAC, Logística e outros, e agir de forma rápida na correção de processos errados e no</p><p>retorno ao cliente. Além disso, é possível ter informações para conhecer melhor o cliente</p><p>e atender a suas necessidades de forma objetiva.Para Turban et al. (2009, p. 32), a</p><p>característica principal do Bl para uma empresa poder fornecer informações precisas,</p><p>quando necessário, incluindo uma visão em tempo real do desempenho corporativo geral</p><p>e de suas partes individuais. Tais informações são uma necessidade para todos os tipos</p><p>de decisão, para o planejamento estratégico e mesmo para a sobrevivência. Eckerson</p><p>(2003 apud TURBAN et al., 2009, p. 32) revela os resultados de uma pesquisa entre 510</p><p>corporações que indica os benefícios do BI, conforme a visão dos participantes. São eles:</p><p>e Economia de tempo (61%).</p><p>16 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>e Versão única da verdade (59%).</p><p>e Melhores estratégias e planos (57%).</p><p>e Melhores decisões táticas (56%).</p><p>e Processos mais eficientes (55%).</p><p>e Economia de custos (37%).</p><p>Thompson (2004) relatou, que os maiores benefícios do BI são:</p><p>e Geração de relatórios mais rápida e precisa (81%).</p><p>e Melhor tomada de decisões (78%).</p><p>e Melhor serviço ao cliente (56%).</p><p>e Maior receita (49%).</p><p>Note que muitos dos benefícios são intangíveis, e é por isso que, segundo Eckerson (2003</p><p>apud TURBAN et aí., 2009, p. 32), tantos executivos não insistem em uma justificativa de</p><p>custos rigorosa para os projetos de BI. Thompson (2004) também apontou que as áreas</p><p>mais comuns de aplicação de BI são relatórios gerais, análise de vendas e marketing,</p><p>planejamento e previsão, consolidação financeira, relatórios regulamentares, orçamento e</p><p>análise de rentabilidade.</p><p>PENSANDO JUNTOS</p><p>Leia, a seguir, casos de sucesso que fizeram uso do Bl para alavancar seu negócio.</p><p>Figura 2 - Fiat</p><p>1417-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O primeiro caso de sucesso a compartilhar sobre Bl é o da FIAT Automóveis, em que a</p><p>organização tinha o desafio de deixar o novo Uno com “a cara do consumidor”. Assim, com</p><p>as soluções de Business Intelligence e pesquisas nas ferramentas de mídias sociais e</p><p>mobilidade, oferecidas pela empresa SAS, a FIAT teve ótimos resultados. A tecnologia</p><p>atendeu às expectativas quanto à capacidade de processar todos os dados, ajudar numa</p><p>pesquisa inovadora, colaborar na tomada de decisão e ainda trazer uma visão de futuro</p><p>para entenderem melhor as demandas do mercado. O novo Uno foi sucesso de vendas e</p><p>críticas, fazendo a empresa ter a honra de receber o prêmio Carro do Ano 2011, pela</p><p>Revista AutoEsporte.</p><p>Figura 3 - GasMig</p><p>18 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>GAÍjMIG</p><p>|</p><p>Companhia de Gás</p><p>de Minas Gerais</p><p>Banco</p><p>Outro caso de sucesso é o da Gasmig, Companhia de Gás de Minas Gerais, que optou pelas</p><p>soluções de Business Intelligence do Microsoft SQL Server 2005, pela confiabilidade e</p><p>disponibilidade das tecnologias. Como resultado, tiveram melhorias na qualidade de seus</p><p>relatórios e na organização da área financeira, e também nas novas estratégias e</p><p>negociações. Outra vantagem foi a otimização do tempo das atividades cotidianas, a</p><p>produtividade e a autonomia por parte dos colaboradores.</p><p>Figura 4 - Fnac</p><p>19 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>A Fnac mostra como o Microsoft SQL Server 2008 (com Bl integrado) tem ajudado a</p><p>empresa no dia a dia. As vantagens foram a integração, dos reportes, dos dashboards, da</p><p>análise dos dados e da predição de estatísticas que a plataforma oferece. E as vantagens</p><p>se estendem pela interligação com outras ferramentas da Microsoft, pela velocidade,</p><p>assertividade, qualidade, colaboração nas decisões e também pelo custo mais acessível!</p><p>Fonte: Garcia (2015, on-line)2.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>20 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Gestão da informação, inovação e</p><p>inteligência competitiva</p><p>Gestão da informação, inovação e inteligência competitiva</p><p>Autor: Claudio Starec</p><p>Editora: Saraiva</p><p>Sinopse: com uma abordagem inédita, os autores apresentam um debate</p><p>atual com metodologias, ferramentas e experiências que mostram ao</p><p>leitor como compreender e tornar a gestão da informação um diferencial</p><p>competitivo, inovador e sustentável. É o primeiro livro do mercado que</p><p>reúne as três dimensões estratégicas para as organizações: gestão da</p><p>informação, inovação e inteligência competitiva.</p><p>INDICAÇÃO DE FILME</p><p>21 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Amplie seu conhecimento com este filme Piratas do Vale do Silício</p><p>Piratas do Vale do Silício</p><p>Ano: 1999</p><p>Sinopse: o filme Piratas do Vale do Silício tem como destaque os protagonistas</p><p>Steve Jobs e Bill Gates, ambos com o mesmo objetivo de vida: serem</p><p>reconhecidos e bem-sucedidos profissionalmente. O roteirovai além do clichê e</p><p>do racional, nos mostra um pouco da vida privada destes dois garotos que na</p><p>época da faculdade seguiam caminhos bem opostos, Bill, um nerd que buscava</p><p>a todo custa achar um programa de computador, e Steve, um jovem hippie que</p><p>se destacava em seu grupo de amigos pela fácil comunicação. O que mais</p><p>chama a atenção na trama são as artimanhas destes dois empreendedores,</p><p>enquanto Bill tenta criar um software para computador, Steve Jobs e seu</p><p>amigo Steve Wosniak estudam uma forma de construir um computador na</p><p>garagem de casa.</p><p>Comentário: um dos pontos altos do filme é a decepção que o público tem ao</p><p>ver a personalidade de Steve Jobs em sua vida pessoal, em que ele renega a</p><p>gravidez de sua namorada e a paternidade de sua filha Lisa. A história do filme</p><p>nos mostra que os dois conseguiram alcançar seus objetivos e que ambos</p><p>foram desleais em alguns momentos e que se aproveitaram da ingenuidade de</p><p>outras empresas.</p><p>22 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Novos desafios</p><p>Neste estudo, vimos que é muito estratégico para o desenvolvimento das empresas fazer</p><p>uso da tecnologia para obtenção de informações. O Business Intelligence, ou</p><p>simplesmente BI, é o nome que se dá aos processos de coleta, organização, análise,</p><p>compartilhamento e manutenção das informações. São técnicas de organização</p><p>sistemática que auxiliam o processo no ambiente corporativo com base na estratégia</p><p>empresarial.</p><p>A estratégia de uma empresa é o conjunto das ações que definem os rumos possíveis a seguir no</p><p>futuro, diante das circunstâncias com que ela se vai defrontar. Com o BI, as empresas transformam</p><p>seus dados para linguagens de fácil assimilação e associação, gerando o compartilhamento de</p><p>informações entre todos os envolvidos nos diversos processos internos e externos com foco nas</p><p>necessidades dos clientes.</p><p>Muitos confundem e acham que o BI é apenas a “ferramenta” com a qual se usa para</p><p>analisar as informações, mas, na verdade BI, é toda e qualquer ação, partindo de análises</p><p>de informações, que possam produzir conhecimento para tomada de decisão.</p><p>23 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Vimos que o Bl não existe apenas para captar e apresentar informações, mas uma de suas</p><p>principais vantagens é a de possibilitar a identificação de gargalos, erros operacionais,</p><p>divergências de informações. Por essas e outras razões, podemos afirmar que, quando as</p><p>informações coletadas já são conhecidas, tem algo errado com a implementação do BI,</p><p>pois ele existe, para identificar oportunidades de melhoria, por meio da integração de</p><p>informações. Outra vantagem é que o aumento do nível de conhecimento enriquece as</p><p>discussões de negócio, pois, na medida em que as informações se acumulam, as práticas</p><p>gerenciais se aprimoram, levando os negócios para um nível maior de gestão e controle.</p><p>VAMOS PRATICAR ?</p><p>Chegou o momento de testar o conhecimento adquirido até aqui! Para isso, por favor,</p><p>participe da autoatividade que preparamos especialmente para você. São apenas 3</p><p>questões.</p><p>1. Segundo o que foi mencionado sobre</p><p>planejamento, eles podem ser</p><p>definidos como:</p><p>24 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Q b) Estratégico, Tático e Operacional.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>OQ c) Plano Diretor, Plano Gerencial e Plano Operário.</p><p>OQ d) Missão, Visão e Valores.</p><p>OQ e) Nenhuma das anteriores.</p><p>25 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>2. É positivo afirmar que, na década de</p><p>50, o pesquisador da IBM Hans Perter</p><p>Luhn idealizou a origem do termo</p><p>Business Intelligence com a seguinte</p><p>proposta:</p><p>a) Propõe o desenvolvimento de sistema automático, baseado em</p><p>O máquinas de processamento de dados, que indexa e codifica</p><p>automaticamente documentos e dissemina informações nas</p><p>organizações conforme o ponto de ação.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>b) b) Propõe o desenvolvimento de metodologias que disseminem as</p><p>informações nas organizações.</p><p>Resposta incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>c) Propõe o desenvolvimento de sistema automático, baseado em</p><p>OQ máquinas de processamento de dados para a definição do</p><p>planejamento estratégico da empresa.</p><p>Resposta incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>26 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>d) Propõe o desenvolvimento de sistema automático, baseado em</p><p>O máquinas de processamento de dados, que indexa e codifica</p><p>automaticamente documentos e armazena as informações nas</p><p>organizações conforme o ponto de ação.</p><p>EST TRE ab</p><p>Continue tentando!</p><p>O e) Todas as anteriores estão corretas.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>3. Dentro de todo conteúdo explicado</p><p>sobre o uso do BI, é incorreto afirmar:</p><p>O a) Apoia na tomada de decisão.</p><p>EST TELE Di a: É</p><p>Continue tentando!</p><p>27 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Q b) Gera informações com base na realidade do negócio.</p><p>Resposta Incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>OQ c) Identifica oportunidades de melhoria.</p><p>Resposta incorreta:</p><p>Continue tentando!</p><p>OQ d) Trata-se apenas de uma ferramenta para geração de relatórios.</p><p>Resposta Correta:</p><p>Muito bem! Está bem atento aos estudos!</p><p>OQ e) Possibilita explorar o perfil do cliente para fidelização.</p><p>EST TELE Di a: É</p><p>Continue tentando!</p><p>Referências</p><p>28 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>LUHN, H. P. (1958). A Business Intelligence System. IBM Journal of Research and</p><p>Development, v. 2, n. 4, 314-319.</p><p>WRIGHT, P.; KROLL, M. J.; PARNEL, J. Administração Estratégica - Conceitos. São Paulo:</p><p>Editora Atlas, 2000.</p><p>Turban E. et al. Business Intelligence: Um Enfoque Gerencial para a Inteligência do</p><p>Negócio. Porto Alegra: Bookman, 2009.</p><p>ZACCARELLI, S. B. Estratégia e Sucesso nas Empresas. São Paulo: Editora Saraiva,</p><p>2000.</p><p>REFERÊNCIAS ON-LINES</p><p>1 Em: http://www .cidademarketing.com.br/2009/ar/33/objetivos-estratgicos-tticos-eope</p><p>racionais-.html. Acesso em: 29 jun. 2017.</p><p>2 Em: https://unisalgp.wordpress.com/2015/06/15/casos-de-sucesso-business-intelligen</p><p>ce-ebig-data-analytics/. Acesso em: 29 jun. 2017.</p><p>Os componentes do BI</p><p>Inicie sua jornada</p><p>29 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>As empresas que se destacam no mercado são aquelas que investem em inovação,</p><p>lançam produtos mais rapidamente, atendem seus clientes com menor tempo de espera e</p><p>assim conquistam a confiança deles. Em resumo, essas empresas têm maior capacidade</p><p>de reação. O principal objetivo dos componentes de BI é preparar a informação certa, na</p><p>hora certa, para a pessoa certa. Data WareHouse, Data Mart, Data Mining, Big Data e</p><p>outras, são igualmente alguns componentes de BI.</p><p>O BI não é uma tecnologia propriamente única, mas sim um conjunto de componentes. Por meio</p><p>deles é possível chegar a uma análise inteligente do negócio, mas, para que isso aconteça, existem</p><p>várias etapas nas quais os dados brutos, que geralmente são extraídos dos sistemas transacionais,</p><p>passam até chegar na informação final. Essas etapas incluem a extração dos dados, transformação</p><p>e leitura dos dados (ETL - Extract, Transform, Load).</p><p>Com estes componentes, é possível armazenar informações de forma organizada e</p><p>relacioná-las de maneira rápida</p><p>e segura para a correta tomada de decisão. Técnicas de</p><p>exploração de dados por meio de Data Mining também serão abordados e, por final,</p><p>trataremos sobre o Big Data que tanto tem se falado nos últimos anos. Então, vamos</p><p>começar?</p><p>Desenvolva seu potencial</p><p>BANCO DE DADOS RELACIONAIS</p><p>A história do banco de dados</p><p>30 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>No passado, as empresas já faziam uso de técnicas de armazenamento, porém de forma</p><p>bem manual, utilizando as fichas de papel, organizadas em arquivos físicos, por meio de</p><p>pastas. Extrair informações e manter esses arquivos organizados era uma tarefa muito</p><p>custosa, além de que o acesso à informação dependia da localização geográfica dos</p><p>arquivos. Com a evolução da tecnologia esses arquivos físicos se tornaram digitais. No</p><p>início, cada entidade (clientes, funcionários, produtos etc.) era um arquivo de dados</p><p>acompanhados de um “software simples” para manipular os dados do arquivo. Esses</p><p>softwares permitiam realizar operações de cadastro, alteração, exclusão e consulta nos</p><p>arquivos digitais. Com os arquivos digitais, a tarefa de consulta de informações melhorou</p><p>muito, mas ainda existiam outros aspectos que precisavam melhorar ainda mais, tais</p><p>como o tempo de processamento.</p><p>A evolução</p><p>O armazenamento de dados era feito por estes arquivos, mas de forma isolada. Logo,</p><p>começou a surgir a necessidade de realizar o cruzamento dessas informações (tais como</p><p>informações de pedidos que precisavam se relacionar com o vendedor e com os arquivos</p><p>digitais) e, com os arquivos digitais, relacioná-las não era uma tarefa muito trivial. E,</p><p>assim, os “softwares simples” para manipular os arquivos digitais começaram a ficar</p><p>“complexos” para permitir os relacionamentos entre arquivos. Dessa forma, a empresa</p><p>IBM passou a investir fortemente em pesquisas para solucionar esses problemas dos</p><p>bancos de dados digitais primitivos por volta da década de 60. Outros modelos de bancos</p><p>de dados surgiram nesta época, dentre eles os modelos hierárquico e rede.Somente na</p><p>década de 70, o pesquisador Edgar Frank, “Ted” Codd da IBM, mudou a história dos</p><p>bancos de dados apresentando o modelo relacional no artigo intitulado “A Relational</p><p>Model of Data for Large Shared Data Banks”, no qual o autor apresentou uma forma de</p><p>usuários sem conhecimento técnico armazenarem e extraírem grandes quantidades de</p><p>informações de um banco de dados. Sem sombra de dúvidas, esse artigo contribuiu para</p><p>a evolução dos bancos de dados, pois, a partir dessa ideia, os pesquisadores e cientistas</p><p>puderam explorar ainda mais a possibilidade de criar o modelo de banco de dados</p><p>relacional.A partir disso, no final da década de 70, foi desenvolvido um sistema baseado</p><p>no modelo relacional, o “Sistema Rº juntamente com a linguagem de consulta estruturada</p><p>(SQL - Structured Query Language) que se tornou a linguagem padrão para bancos de</p><p>dados relacionais. Embora tenha contribuído para a evolução dos bancos de dados</p><p>relacionais, o “System R” não foi muito bem-sucedido comercialmente, mas os sistemas</p><p>de banco de dados seguintes foram baseados nele.Nos anos 80, surgiram outros bancos</p><p>de dados, a Oracle apresentou o Oracle 2 e a IBM o SQL/DS (que se tornou DB2), ambos</p><p>sistemas comerciais de bancos de dados. Na sequência vieram SQL Server, MySQL, DBase</p><p>III, Paradox, etc.</p><p>Bancos de dados nos dias de hoje</p><p>31-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Atualmente existem vários modelos de bancos de dados, tais como orientado a objetos,</p><p>orientado a documentos, etc., contudo, o mais comum ainda é o banco de dados</p><p>relacional. A decisão entre qual modelo de banco de dados utilizar está baseada no tipo</p><p>de dados que pretende-se armazenar. Caso seja preciso armazenar uma grande</p><p>quantidade de dados em um modelo pequeno (imagine um banco de dados para o twitter),</p><p>é mais indicado utilizar um banco de dados orientado a documentos do que um banco de</p><p>dados relacional. Muitas questões envolvem essa decisão, mas não é uma questão de</p><p>superioridade entre uma ou outra tecnologia, pois todas têm prós e contras e são mais</p><p>indicadas ou não para cada problema.</p><p>Definição de banco de dados</p><p>Para Date (1990), o sistema de banco de dados é basicamente um sistema de manutenção</p><p>de registros por computador, ou seja, um sistema cujo objetivo global é manter as</p><p>informações e torná-las disponíveis quando solicitadas. Trata-se de qualquer informação</p><p>considerada como significativa ao indivíduo ou à organização servida pelo sistema de</p><p>decisão daquele indivíduo/organização.</p><p>Veja, na Figura abaixo, uma representação simplificada de um sistema de banco de dados:</p><p>Figura 5 - Representação simplificada de um sistema de banco de</p><p>dados.</p><p>— Sistema de Gerenciamento —</p><p>= de Banco de Dados</p><p>Data (1990)</p><p>32 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Na Figura acima, podemos visualizar os elementos básicos que envolvem um sistema de</p><p>banco de dados, sendo eles: programas de aplicação que realizam o cadastro das</p><p>informações, banco de dados responsável por armazenar essas informações e os usuários</p><p>finais que consultam as informações para gerar insights do negócio.</p><p>Componentes do modelo relacional</p><p>Um banco de dados relacional é uma coleção de dados com relacionamentos predefinidos</p><p>entre si. Esses itens de dados são organizados na forma de tabelas definidas, com</p><p>colunas e linhas. Cada linha da tabela representa uma coleção de valores relacionados de</p><p>um objeto ou entidade. As tabelas são usadas para armazenar as informações sobre os</p><p>objetos a serem representados no banco de dados, e cada coluna da tabela armazena um</p><p>determinado tipo de dado e um campo armazena o valor em si de um atributo. A linha em</p><p>cada tabela poderia ser identificada com uma chave única e a linha entre várias tabelas</p><p>pode ser relacionada usando chaves estrangeiras. Esses dados podem ser acessados de</p><p>várias formas diferentes por meio de consultas.</p><p>Tabelas (ou entidades)</p><p>As tabelas são elementos muito comuns em um banco de dados relacional, são nelas que</p><p>os dados são armazenados. Uma tabela é uma simples estrutura de linhas e colunas, na</p><p>qual cada linha contém um mesmo conjunto de colunas. Em um banco de dados podem</p><p>existir uma ou centenas de tabelas, e elas estão associadas entre si por meio de regras de</p><p>relacionamentos.Exemplo: a tabela “aluno” se relaciona com a tabela “curso”. Por meio</p><p>desse relacionamento esta última tabela fornece o detalhamento do curso no qual o aluno</p><p>foi matriculado.</p><p>Registros (ou tuplas)</p><p>Cada linha formada por uma lista ordenada de colunas representa um registro, ou tupla.</p><p>Não é necessário que todas as colunas possuam informações registradas, podendo ter</p><p>valores nulos, desde de que não seja um campo chave. Exemplo: ID. Cliente.</p><p>Colunas (ou atributos)</p><p>As colunas de uma tabela são também chamadas de Atributos. Ao conjunto de valores</p><p>que um atributo pode assumir se chama domínio. Por exemplo: em um campo do tipo</p><p>numérico, somente serão armazenados números.</p><p>Chave</p><p>33-118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Como vimos, as tabelas se relacionam umas às outras por meio de chaves. Uma chave é</p><p>um conjunto de um ou mais atributos que determinam a unicidade de cada registro. Por</p><p>exemplo, se um banco de dados tem como chaves Código do Produto e ID. Cliente,</p><p>sempre que acontecer uma inserção de dados o sistema de gerenciamento de banco de</p><p>dados irá fazer uma consulta para identificar se o registro já não se encontra gravado na</p><p>tabela.Exemplo de tabelas de banco de dados:</p><p>ERROS (E CA</p><p>Tabela: Clientes.</p><p>Registros: neste caso, temos 3 linhas com os dados dos clientes.</p><p>Colunas: Código do Cliente, Nome do Cliente, CPF e Endereço.</p><p>Chave Primária: Código do Cliente.</p><p>Bancos de dados Comercializados:</p><p>e Ingres, o primeiro RDBMS comercial</p><p>e Progress</p><p>e IBMDB2</p><p>e Microsoft SQL Server</p><p>e Oracle</p><p>Bancos de dados livres/de código aberto:</p><p>MySQL</p><p>MariaDB</p><p>PostgresSQL</p><p>SQLite</p><p>Todos eles oferecem mecanismos de segurança, criptografia, controle de acesso de</p><p>usuários e podem processar requisições SQL.</p><p>34 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>2)</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Como vimos, a linguagem utilizada pelos banco de dados relacionais é o SQL. Que</p><p>tal executar alguns comandos? Para isso, instale o banco de dados MySQL, uma</p><p>vez que ele não exige a aquisição de licenças e comece a criar suas próprias</p><p>tabelas e registros. Conheça os principais comandos acessando: http://www.targ</p><p>ettrust.com.br/blog/banco-de-dados/comando-select/.</p><p>Fonte: a autora.</p><p>N J</p><p>DATA WAREHOUSE</p><p>Data warehouse ou armazém de dados</p><p>O mercado de armazenagem de dados (Data Warehouse - DW) consiste em ferramentas,</p><p>tecnologias e metodologias que permitem a construção, uso, gerenciamento e</p><p>manutenção dos hardwares e softwares usados para um armazém de dados, e também os</p><p>dados reais propriamente.</p><p>Um Data Warehouse, ou em português Armazém de Dados, pode ser definido como um</p><p>banco de dados especializado, o qual integra e gerencia o fluxo de informações a partir</p><p>das informações disponibilizadas pelos sistemas transacionais das empresas e fontes de</p><p>dados externas à empresa.</p><p>Figura 6 - Data Warehouse</p><p>35 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>o</p><p>Operational o"</p><p>ERP A</p><p>Edi</p><p>CRM ZA</p><p>| Data Warehouse</p><p>Flat Files Data Mining</p><p>N</p><p>NM Olap Analysis</p><p>Reporting</p><p>Visualr (2017, on-line)".</p><p>Segundo Gonçalves (2003, p. 3):</p><p>Nestes últimos anos, algumas técnicas e conceitos foram</p><p>elaborados com objetivo de tentar facilitar a extração de</p><p>informações nas grandes bases de dados existentes nas</p><p>organizações. Dentre as técnicas e conceitos mais</p><p>conhecidos estão os data warehouse, que têm por</p><p>objetivo disponibilizar os dados em uma modelagem de</p><p>fácil entendimento para os usuários.</p><p>Ná J</p><p>Para Singh (2007, p. 12), “Data warehouse é o processo de integração dos dados</p><p>corporativos de uma empresa em um único repositório a partir do qual os usuários finais</p><p>podem facilmente executar consultas, gerar relatórios e fazer análises”.</p><p>Na visão de Turban et al. (2009, p. 57),</p><p>36 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>[...] um data warehouse é um conjunto de dados produzido</p><p>para oferecer suporte à tomada de decisões; é também</p><p>um repositório de dados atuais e históricos de possível</p><p>interesse aos gerentes de toda a organização. Os dados</p><p>normalmente são estruturados de modo a estarem</p><p>disponíveis em um formato pronto para as atividades de</p><p>processamento analítico (p. ex. processamento analítico</p><p>online [OLAP], data mining, consultas, geração de</p><p>relatórios, outras aplicações de suporte à decisão).</p><p>Portanto um data warehouse é uma coleção de dados</p><p>orientada por assunto, integrada, variável no tempo e não</p><p>volátil, que proporciona suporte ao processo de tomada</p><p>de decisões da gerência. Nu</p><p>No ponto de vista de Flores (2005 apud CAVALCANTI et al., 2005, on-line)?,</p><p>o Data Warehouse (DW) apresenta um processo complexo</p><p>composto por vários itens como metodologias, técnicas,</p><p>máquinas, bancos de dados, ferramentas de front-end,</p><p>extração, metadados, refinamento de dados, replicação, e</p><p>principalmente, recursos humanos. Cada elo desta</p><p>corrente está sujeito a falhas que podem transformar um</p><p>projeto de milhões de reais, que era tido pela empresa</p><p>como q tábua de salvação para seus problemas, num</p><p>grande pesadelo.</p><p>37 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Podemos dizer que a maior concentração de esforço na construção de um DW está na</p><p>análise dos sistemas transacionais e dos dados que eles contêm. “Um Data Warehouse</p><p>permite a geração de dados integrados e históricos auxiliando os diretores a decidirem</p><p>embasados em fatos e não em intuições ou especulações, reduzindo a probabilidade de</p><p>erros na tomada de decisão” (CAVALCANTI et al., 2005, on-line)2.</p><p>Trata-se uma tecnologia que permite descobrir novas maneiras de diferenciar uma</p><p>empresa numa economia globalizada, deixando-os mais seguros para definirem as metas</p><p>e adotarem diferentes estratégias nas organizações, possibilitando a identificação de</p><p>oportunidades antes do concorrente.</p><p>Origem do termo data warehouse</p><p>A definição de Data WareHouse, ou Armazém de Dados, foi criada em 1990 e idealizada por</p><p>Bill Inmon (apud LORENZI, 2017, on-line)*. Sua proposta foi a criação de uma armazém de</p><p>dados que nada mais é que uma coleção de dados, orientado por assunto, totalmente</p><p>integrado, tempo-variante e não volátil. Uma estrutura para processamento de grandes</p><p>volumes de informações que auxiliaria no processo de tomada de decisão.</p><p>Vamos entender cada uma das características de um DW:</p><p>Orientado a Assunto: os dados são agrupados por determinados assuntos da empresa.</p><p>Exemplo: Conta Corrente, SAC, Financeiro, etc.</p><p>Integrado: isto significa que este tipo de tecnologia consegue ler e tratar dados</p><p>originados de diversos sistemas e plataformas e integra num repositório único, facilitando</p><p>a geração de informações em um ambiente que não sofre tanta concorrência de</p><p>processamento ao longo do dia. Geralmente as cargas são realizadas durante a</p><p>madrugada, exatamente para não ter interrupções na disponibilização dos relatórios.</p><p>Tempo-variante: todos os dados são registrados baseados numa periodicidade definida</p><p>que, geralmente, é Diária, Semanal, Quinzenal ou Mensal, dependendo da necessidade da</p><p>área de negócio.</p><p>Não volátil: aqui está um quesito muito importante, e que está totalmente ligado à</p><p>integridade das informações. No DW não pode ocorrer alteração nos dados já</p><p>armazenados. Neste caso, é permitido apenas a inclusão de novos dados, isso porque o</p><p>DW deve permitir o acompanhamento histórico das informações geradas. Dessa forma,</p><p>não pode ocorrer manipulações de dados. O único tratamento feito aqui, está relacionado</p><p>às regras de negócio e limpeza de dados que são aplicados na fase de ETL.</p><p>Ainda sobre data warehouse</p><p>38 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>É importante entender que, quando falamos de um armazém de dados que contém</p><p>apenas um tipo de assunto, estamos falando dos Data Marts (DM). Enquanto armazéns de</p><p>dados são, geralmente, de escopo geral da empresa.Segundo Ralph Kimball</p><p>(apud LORENZI, 2010, on-line)?, um armazém de dados é “uma cópia de dados de</p><p>transação (dados transacionais dos sistemas de origem), especificamente estruturado</p><p>para consulta e análise”. Assim, podemos concluir que é o processo de criar, povoar e,</p><p>então, consultar um armazém de dados, e pode envolver várias tecnologias distintas.</p><p>Além disso, é um ambiente de suporte à decisão que armazena dados de diferentes</p><p>fontes, os organiza e entrega aos gestores da empresa.Com o Data warehouse, o acesso e</p><p>análise dos dados se torna mais fácil, não sendo necessário gastar tempo com</p><p>processamento e manipulação dos mesmos. As tomadas de decisões são mais rápidas e</p><p>os dados são atuais e com alto grau de precisão.</p><p>PENSANDO JUNTOS</p><p>Conheça um pouco mais em detalhes a história de grandes nomes relacionados ao</p><p>DW.Bill InmonEste nome é muito conhecido quando falamos de DW pelo o fato dele</p><p>mesmo ser o criador do termo “Armazém de Dados”. Em sua longa trajetória, com</p><p>mais 26 anos de experiência em gerenciamento de tecnologia de banco de dados, ele</p><p>publicou 36 livros e mais de 350 artigos nos mais famosos sites e jornais desse</p><p>assunto. Seus livros foram traduzidos para nove idiomas. Seus seminários são</p><p>conhecidos mundialmente, além disso exerce grande influência como conferencista</p><p>para grandes empresas do mercado. Inmon fundou a empresa Pine Cone Systems e</p><p>foi co-fundador da Prism Solutions Inc.Ralph KimballNa longa ficha de experiência de</p><p>Ralph Kimball, podemos notar sua participação como co-inventor da estação de</p><p>trabalho Estrela da Xérox, o primeiro produto comercial a usar mouses, ícones e</p><p>janelas. Além disso, ele foi vice-presidente de aplicações na Metaphor Computer</p><p>Systems, e fundador e CEO da Red Brick Systems. Possui um Ph.D.</p><p>da Stanford em</p><p>engenharia elétrica, especializando em sistemas homem-máquina.Ralph também é</p><p>um dos grandes nomes que deram início à abordagem dimensional para projetar</p><p>grandes armazéns de dados. Atualmente atua com alguns clientes específicos e</p><p>ensinando projetos de D .Outro destaque é que Ralph é um colunista da revista</p><p>Intelligent Enterprise e fornecedor de ferramenta de armazém de dados pela Sagent</p><p>Technology, Inc. O livro “The Data Warehouse Toolkit”, escrito por ele, está</p><p>amplamente reconhecido como um trabalho sobre o assunto.Fonte: a autora</p><p>PROJETO DE DATA WAREHOUSE</p><p>39 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, o DW não é como um software, que</p><p>pode ser comprado e instalado em todos os computadores da empresa em algumas horas,</p><p>na realidade sua implantação exige a integração de vários produtos e, principalmente, de</p><p>vários processos.</p><p>Podemos dizer que, geralmente, um projeto de data warehouse é bem demorado e bem</p><p>detalhado, pois envolve um esforço que exige um levantamento sobre o esquema de</p><p>banco de dados a ser criado e, principalmente, total interação com as áreas de negócio. O</p><p>projeto é feito de forma interativa e passível de alterações conforme as especificações</p><p>vão sendo realizadas. É necessário ter muita atenção nesta fase, pois uma vez que o</p><p>modelo seja povoado com grandes volumes de dados, será muito difícil modificar o</p><p>modelo inicial.</p><p>Aquisição de dados</p><p>Este é o processo que move os dados dos sistemas de origem da empresa para o Data</p><p>Warehouse. Geralmente esta etapa é mais custosa e morosa e é realizada com</p><p>ferramentas de ETL (Extração/Transformação e Carga).</p><p>Você sabia que há mais de 50 FERRAMENTAS de ETL no mercado atualmente?</p><p>A fase de aquisição de dados pode custar milhões de dólares e levar meses ou até anos</p><p>para ser completada, pois carrega volumes gigantescos de informações. A aquisição de</p><p>dados é, então, um processo recorrente, programado, que é executado para manter o</p><p>armazém atualizado para um período predeterminado de tempo, geralmente é atualizado</p><p>mensalmente.</p><p>Captura de dados modificados</p><p>O principal desafio nesta etapa é a atualização periódica do armazém de dados, isso</p><p>porque identificar a última atualização de um determinado dado no sistema de origem é</p><p>bem complicado. Este processo é denominado “captura de dados modificados”, mas, para</p><p>tratar isso, muitos produtos estão disponíveis no mercado que geralmente realizam</p><p>atividades de servidores de replicação, publicação/subscrição, gatilhos e procedures e</p><p>análise de log de banco de dados.</p><p>Limpeza de dados</p><p>É realizada, tipicamente, junto com aquisição de dados, geralmente é uma parte do “T” em</p><p>“ETL”), nesta etapa, os dados são corrigidos antes de serem armazenados. Por exemplo, a</p><p>empresa pode ter três “Nomes de Cliente” lidos a partir de diversos sistemas de origem,</p><p>um como “João da Silva”, um como “Joao da Silva.”, e outro como “João Silva”. Nota-se</p><p>que todos tratam do mesmo cliente, dessa forma, faz-se necessário definir uma regra,</p><p>geralmente aprovada pela área de negócio, para decidir sobre qual dos cadastros será o</p><p>correto. Uma vez definidas as regras de tratamento, então a ferramenta de limpeza de</p><p>dados padronizará os outros nomes.</p><p>40 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Outro nome dado a este processo também é de “dados esfregados” (no sentido de</p><p>limpeza - “Data Scrubbing”) ou “garantia de qualidade de dados” (Data Quality</p><p>Assurance).</p><p>NETTO</p><p>Um armazém de dados que contém dados inconsistentes, além de não</p><p>agregar informação útil, pode ser, também, muito perigoso. O principal foco</p><p>de um armazém de dados é o de permitir a tomada de decisão. Se uma</p><p>decisão de alto nível é feita baseada em dados inconsistentes no armazém, a</p><p>empresa pode sofrer consequências drásticas, ou o pior, deixar de</p><p>existir.Fonte: a autora.</p><p>Agregação de dados</p><p>Um armazém de dados pode ser projeto para armazenar dados no maior nível de detalhe,</p><p>que seria a carga de transação a transação, e/ou no nível agregado, que são os dados</p><p>sumarizados.</p><p>Ambas formas podem ter as vantagem e as desvantagens, pois uma vez que os dados são</p><p>sumarizados as consultas serão processadas de uma forma bem rápida. Porém, a</p><p>desvantagem é que as informações detalhadas serão perdidas no momento da carga, e</p><p>não poderão ser recuperadas caso uma outra consulta venha precisar dessas</p><p>informações.</p><p>A decisão de como implementar tem que ser bem pensada, mas uma forma a ser avaliada</p><p>é de se construir um armazém com um nível alto de detalhe, mesmo que o custo em</p><p>armazenamento seja mais expressivo, mas ficará possível extrair informações</p><p>significativas, o que será uma vantagem competitiva trazendo um certo retorno sobre o</p><p>investimento.</p><p>Inteligência de negócios (BI)</p><p>Esta é uma área na qual os dados armazenados serão manipulados com base em técnicas</p><p>e ferramentas para a geração de informações de negócio. Basicamente as tecnologias</p><p>utilizadas neste processo são:</p><p>41-18</p><p>E-Book - Apostila</p><p>e Sistemas de Suporte à Decisão (DSS).</p><p>e Sistemas de Informações Executivas (EIS).</p><p>e Processo Analítico On-line (OLAP).</p><p>e Relacional OLAP (ROLAP).</p><p>e OLAP MULTIDIMENSIONAL (MOLAP).</p><p>e OLAP HÍBRIDO (HOLAP, uma combinação de MOLAP e ROLAP).</p><p>Estas tecnologias podem ser classificadas como:</p><p>e Ferramentas de análise Multidimensionais: permitem ao usuário</p><p>visualizar os dados de vários ângulos diferentes”. Essas ferramentas são</p><p>implementadas em banco de dados dimensional múltiplo denominado de</p><p>“cubo”.</p><p>e Ferramentas de Consulta: permitem ao usuário acessar as informações</p><p>de uma forma simples. Uma das linguagens mais utilizadas para acessar</p><p>informações estruturadas é o SQL (Linguagem de Pergunta Estruturada).</p><p>e Ferramentas de Mineração de dados: essas ferramentas são utilizadas</p><p>para a procura de padrões em dados e se baseiam em fórmulas estatísticas</p><p>de alta complexidade. O caminho mais fácil para distinguir mineração de</p><p>dados das várias formas de OLAP é que OLAP só pode responder perguntas</p><p>que você 'sabe como perguntar”, mineração de dados responde perguntas</p><p>que você, não necessariamente, sabe como perguntar.</p><p>e Ferramentas de Visualização de dados: as ferramentas que mostram</p><p>representações gráficas de dados. Aqui podemos encontrar, também, os</p><p>painéis de indicadores, ou também conhecido como os dashboards. Com</p><p>essas ferramentas o usuário poderá visualizar tendências ou até mesmo</p><p>problemas de forma mais eficaz.</p><p>Gerenciamento de metadata</p><p>Podemos dizer que esta é uma das fases mais importante dentro de um projeto de</p><p>dataware. As ferramentas de metadata possibilitam o registro e controle dos “dados</p><p>sobre os dados”. Será aqui que qualquer pessoa envolvida no processo poderá consultar</p><p>informações sobre o relacionamento entre as tabelas, assim como nome de tabelas,</p><p>campos, tipo do campo e, principalmente, a regra aplicada no momento da carga dos</p><p>dados. Essas informações são muito úteis para análise de impacto de mudanças em</p><p>tabelas de banco de dados. Também é requerido para construir o armazém, já que a</p><p>ferramenta de ETL precisa saber os atributos de metadados das origens e destinos, a fim</p><p>de “mapear” os dados corretamente. As demais ferramentas de BI mencionadas acima</p><p>também precisam de metadados para saber a origem das informações a serem utilizadas.</p><p>42 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Um projeto de armazenamento de dados (DW) é um campo bem complexo, desde a fase</p><p>da escolha de um fornecedor à escolha da tecnologia e as interações que ocorrerão entre</p><p>as várias ferramentas. Além disso, o preço com consultorias e ferramentas são altos e</p><p>exigem que as empresas avaliem cuidadosamente a tecnologia antes de iniciar um</p><p>projeto de armazenagem. Porém, não podemos deixar de destacar o enorme potencial do</p><p>retorno de investimento e vantagens competitivas que serão conquistados com o uso de</p><p>Data WareHouse(DW).</p><p>BIG DATA</p><p>Há vários anos vem acontecendo uma progressão no modo como</p><p>os dados estão sendo</p><p>acumulados. Antes da Internet, a maioria dos dados eram aqueles gerados e acumulados</p><p>com dados de domínio das próprias empresas. Porém, após o surgimento da rede mundial</p><p>de computadores, todos os indivíduos que fazem uso da internet se tornaram capazes de</p><p>gerar seus próprios dados. Essa causa teve como efeito um aumento exponencial na</p><p>geração de informação.</p><p>Essa avalanche de informações está presente no dia a dia das pessoas, e um dos maiores</p><p>contribuintes para isso foi o surgimento das redes sociais. No Facebook, atualmente, a</p><p>maior rede social do mundo, em 24 horas são compartilhados bilhões de conteúdos entre</p><p>seus usuários. Não o bastante, em apenas um minuto aproximadamente 100.000</p><p>mensagens são disparados pelo Twitter, 700.000 buscas são realizadas no Google e 600</p><p>vídeos são adicionados no YouTube.</p><p>Além de todas essas fontes de informação, máquinas também estão acumulando dados.</p><p>Existem trilhões de sensores espalhados nos diversos tipos de dispositivos, os quais</p><p>coletam bilhões de dados diariamente. Aviões, por exemplo, geram aproximadamente 2,5</p><p>bilhões de terabytes de dados anualmente, por sensores instalados em seus motores.</p><p>Nos conjuntos de dados de alguns departamentos policiais, por exemplo, existem milhões</p><p>de registros de crimes que foram armazenados durante o decorrer de dezenas de anos,</p><p>contendo informações de como e onde os crimes aconteceram. Hoje em dia esses dados</p><p>já são utilizados para entender a natureza de um crime e identificar potenciais lugares de</p><p>possíveis ocorrências. Com essas informações valiosas, estudos estão sendo realizados</p><p>com a intenção de tornar possível predizer o local e modo de prováveis incidências de</p><p>crimes.</p><p>A habilidade de se trabalhar com Big Data abriu inúmeras possibilidades, pois a partir dele</p><p>diversos casos de fraudes foram descobertos por algoritmos que analisavam os e-mails</p><p>corporativos de algumas empresas.</p><p>Essa tecnologia também possibilitou evitar catástrofes naturais e humanas. Por meio de</p><p>ferramentas poderosas com capacidade suficiente para analisar o código genoma, foi</p><p>possível também descobrir padrões, encontrar curas de doenças, novas estrelas, entre</p><p>muitas outras informações.</p><p>43 -118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Diante disso, a capacidade de armazenar essa colossal quantidade de dados foi apenas</p><p>uma das preocupações das companhias. Para transformar esses dados em informações</p><p>“palpáveis”, foi necessário evoluir também as ferramentas e tecnologias de</p><p>processamento e análise de dados. Nesse cenário, a possibilidade de minerar todas essas</p><p>informações teve um papel importante na previsão de acontecimentos e no estudo de</p><p>comportamentos. Quando tratados da maneira correta, os dados podem fornecer</p><p>informações valiosas para as empresas. E já não é de hoje que as empresas enxergam o</p><p>quão valiosos são os dados contidos em seus bancos.</p><p>Tecnologias modernas de BI (Business Intelligence) como data warehouse conseguem</p><p>lidar com vastas quantidades de informações para ajudar a identificar e desenvolver</p><p>oportunidades de negócio. Entretanto, esse grande aumento no acúmulo e na diversidade</p><p>de dados que está ocorrendo nos tempos atuais acaba gerando muita dificuldade para as</p><p>ferramentas tradicionais serem capazes de lidar.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Amplie seu conhecimento com este livro Como Construir o Data Warehouse</p><p>44 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Com isso, a tecnologia que tínhamos acabou se tornando insuficiente para atender ao</p><p>negócio, forçando-nos a buscar outras maneiras, processos e ferramentas, capazes de</p><p>possibilitar o trabalho com tanta e variada informação. Como pode ser notado, vivemos</p><p>em uma era onde geramos mais informações do que somos capazes de armazenar,</p><p>processar, analisar e gerar algum valor.</p><p>Tendo isso em vista, empresas pioneiras no Big Data, como Google, Facebook, Twitter e</p><p>Amazon, estão utilizando estes conjuntos de dados colossais para descobrir diversas</p><p>percepções escondidas dentro de toda essa informação. Por meio do Big Data, a</p><p>sociedade adquiriu a oportunidade de aproveitar essa vasta quantidade de informação de</p><p>uma maneira extraordinária, com a finalidade de produzir ideias ou produtos e serviços de</p><p>valores significativos.</p><p>De tempos remotos para eras mais atuais, a fascinação pela informação começou a</p><p>adquirir formatos que nos são mais conhecidos. Em 1663, o demógrafo Jonh Graunt</p><p>realizou os primeiros experimentos do que viria a ser a estatística, criando um método</p><p>para calcular as mortes da peste bubônica que assolava a Europa. Em 1865, o termo</p><p>“inteligência de negócios” é usado por Richard Millar Devens em sua Encyciopaedia of</p><p>Commercial and Business Anecdotes. A coleta de informações foi usada para que o</p><p>banqueiro Henry Furnese ganhasse competitividade frente a concorrentes.</p><p>Em 1880, um nome que se tornou sinônimo de informações que vemos até hoje ajudou o</p><p>departamento de estatística americano a calcular o censo do ano. O problema era que, na</p><p>tecnologia da época, os dados demorariam mais de uma década para serem armazenados</p><p>e cruzados. Herman Hollerith criou um sistema de cartões perfurados que facilitou esse</p><p>trabalho.</p><p>Conceito de Big Data</p><p>Big Data não é um mercado único, pelo contrário, é uma combinação de tecnologias de</p><p>gestão de dados que evoluíram ao longo dos anos. Permite que as organizações</p><p>armazenem, administrem e manipulem grandes quantidades de dados na velocidade e</p><p>tempo corretos para conseguir os conhecimentos certos. Segundo Pereira (2013, p. 18),</p><p>“Big Data não é apenas um conjunto de dados desestruturados, mas o conceito que</p><p>mostra como tirar proveito desses dados”.</p><p>45 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>O termo pode ser expresso como um conjunto de ferramentas de alto poder de mineração</p><p>de dados com mais eficiência para chegar a informações, indicações, apontamentos e</p><p>afins. A definição de Big Data é tão complexa quanto o próprio futuro, pois o mesmo é</p><p>considerado relativamente novo no mercado, e tem expandido como linha de pesquisa e</p><p>implantação apenas nos últimos anos (10 anos).</p><p>Em implantação é nítido perceber que muitas das grandes empresas já utilizam essa</p><p>tecnologia como principal recurso para o seu crescimento. Em agosto de 1999 foi usada</p><p>pela primeira vez a palavra Big Data, em um artigo CACM, com o título “Explorar</p><p>visualmente gigabyte de conjuntos de dados em tempo real” feito por Steve B., David K.,</p><p>Michael C., David E., e Robert H..</p><p>Para Manyka et al. (apud CANARY, 2013, p. 21), Big Data é um conjunto de dados cujo</p><p>tamanho é além da capacidade de ferramentas de software de banco de dados típicos</p><p>para capturar, armazenar, gerenciar e analisar.</p><p>Gartner Group (apud CANARY, 2013, p. 21) define Big Data como ativos de alto volume,</p><p>velocidade e variedade de informações que exigem custo-benefício, de formas</p><p>inovadoras de processamento de informações para maior visibilidade e tomada de</p><p>decisão.</p><p>International Data Corporation (apud CANARY, 2013, p. 21) define que “as tecnologias de</p><p>Big data descrevem uma nova geração de tecnologias e arquiteturas projetadas para</p><p>extrair economicamente o calor de volumes muito grandes e de uma grande variedade de</p><p>dados, permitindo alta velocidade de captura, descoberta, e/ou análise”.</p><p>Figura 7 - Ciclo de Gerenciamento do Big Data.</p><p>46 - 118</p><p>E-Book - Apostila</p><p>Capturar</p><p>Organizar</p><p>Analisar Integrar</p><p>adaptada de Hurwitz et al. (2013 apud PEREIRA, 2013).</p><p>Os dados devem, primeiramente ser capturados e, então, organizados e integrados.</p><p>Depois que essa fase é implementada com sucesso, os dados podem ser analisados com</p><p>base no problema a ser tratado. Finalmente, a gestão entra em ação com base nos</p><p>resultados dessas análises. Por exemplo, a Amazon.com pode recomendar um livro com</p><p>base em compras anteriores ou um cliente pode receber um cupom de desconto para uma</p><p>próxima compra de um produto relacionado a outro que já foi adquirido.</p>