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<p>ALUNOS: EDUARDO JOSÉ VEIGA E SAMIRA CAIRES CANTELLE</p><p>QUESTÕES:</p><p>1) Nicolau dos Santos Neto, quando presidente do Tribunal Regional do Trabalho de</p><p>São Paulo, desviou R$170 milhões das obras do Fórum Trabalhista, tendo sido</p><p>condenado em três processos. Foi preso preventivamente no ano 2000 e condenado</p><p>em 2006 sob acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e fraude no processo de</p><p>concorrência do fórum. Em dezembro de 2013, o TRT2 cassou a aposentadoria de</p><p>Lalau.</p><p>A partir disso, responda:</p><p>a) Qual ou quais preceitos éticos o então juiz infringiu?</p><p>Conforme a LOMAN, o magistrado infringiu vários preceitos constantes no art. 35 do</p><p>referido diploma, como a manutenção da conduta ilibada e irrepreensível, prevista no inciso VIII,</p><p>que afirma que os magistrados devem manter conduta irrepreensível na vida pública e particular.</p><p>Ao se envolver em corrupção, lavagem de dinheiro e fraude, o magistrado claramente violou esse</p><p>preceito. Ainda, faltou com o respeito ao decoro e a dignidade da função (IV), visto que não</p><p>procedeu de forma a merecer, no exercício da função, o respeito e a confiança dos seus</p><p>concidadãos. Também, deixou de observar seus deveres funcionais (I) de cumprir, com</p><p>independência, serenidade e exatidão, as disposições legais. O art. 36 do mesmo diploma</p><p>proíbe o magistrado de exercer atividades incompatíveis com a dignidade, honra e o decoro.</p><p>Participar de esquemas de corrupção e fraude violam frontalmente esses preceitos. Por fim,</p><p>ressalta-se que o magistrado sujeita-se a ação disciplinar e penal, conforme o art. 27.</p><p>b) Em quais casos pode haver a cassação da aposentadoria de um magistrado?</p><p>De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), a cassação da</p><p>aposentadoria de um magistrado é uma sanção aplicada em casos de infrações graves que</p><p>comprometem a dignidade, o decoro, a honra ou a conduta ilibada exigida para o exercício da</p><p>magistratura. A cassação da aposentadoria está prevista na legislação para punir magistrados que</p><p>tenham cometido atos incompatíveis com os deveres de sua função, mesmo após a</p><p>aposentadoria.</p><p>Conforme a Lei, pode ocorrer a cassação quando houverem infrações graves à conduta</p><p>funcional (art. 42, IV) ou sanções disciplinares, aplicadas mesmo após a aposentadoria (Art. 27).</p><p>Tal pena é oriunda de um procedimento administrativo disciplinar, regido pelo contraditório e</p><p>ampla defesa.</p><p>2) Por circular em local público sem o uso de máscara o desembargador Eduardo</p><p>Siqueira foi autuado por um guarda municipal em Santos – SP, que lhe aplicou multa no</p><p>valor de R$ 100,00. Indignado, o desembargador jogou a autuação no chão, o que lhe</p><p>rendeu mais uma multa no valor de R$ 208,00. O desembargador, ainda, ofendeu o guarda</p><p>chamando-o de analfabeto. Diante dos fatos, questiona-se:</p><p>a) O desembargador cometeu infrações previstas na Lei da Magistratura, no Código</p><p>de Ética da Magistratura e também na Lei de Abuso de Autoridade?</p><p>Com certeza. Além de cometer um crime contra a honra em relação ao guarda, que</p><p>poderá ingressar com queixa-crime contra o magistrado. Em relação à LOMAN, o</p><p>magistrado violou o artigo 35, VIII, frontalmente, ao ofender as regras de saúde pública</p><p>e ofender o guarda. Ainda, também violou o inciso IV, já que faltou com respeito ao seu</p><p>concidadão. Ainda, em relação ao art. 36, deixou de agir com dignidade, honra e decoro.</p><p>Já em relação ao Código de Ética da Magistratura, conforme seu art. 1º, o magistrado não</p><p>agiu conforme princípios éticos e morais, respeito, cortesia e urbanidade. Pelo contrário.</p><p>Ainda, no art. 16, reforça-se que o magistrado deve adotar comportamento discreto e</p><p>reservado, o que não ocorreu no presente caso. A conduta do desembargador ofende a</p><p>discrição e a reserva, além de prejudicar a confiança e o respeito público pela</p><p>magistratura. Por fim, a conduta também ofende o art. 33 da Lei de Abuso de Autoridade</p><p>(13.869), sendo a referida conduta crime de abuso de autoridade, caracterizada por</p><p>ofender a dignidade ou o decoro de alguém, no exercício da função pública ou em razão</p><p>dela. Ainda, o desembargador pode ter ofendido o art. 9º, por analogia, por deixar de</p><p>cooperar com uma autoridade em sua função, usando de SUA autoridade para eximir-se</p><p>da aplicação da lei.</p>

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