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<p>O que é Consumismo?</p><p>O Consumismo é o ato que está relacionado ao consumo excessivo, ou seja, à compra de produtos ou serviços de modo exagerado.</p><p>O consumismo é característico das sociedades modernas capitalistas e da expansão da globalização.</p><p>Ele está inserido na denominada: “Sociedade do Consumo”, onde ocorre o consumo massivo e desenfreado de bens e serviços que visa, sobretudo, o lucro das empresas e o desenvolvimento econômico.</p><p>Essa postura consumista surgiu a partir da Revolução Industrial no século XVIII, de forma que os processos industriais possibilitaram o aumento da produção e, consequentemente, do consumo de produtos.</p><p>Shopping em Istambul (Turquia), um dos Ícones do Consumo</p><p>Consumo e Consumismo</p><p>Os termos “consumo” e “consumismo” são distintos. O primeiro está associado ao ato de consumir, necessário a todos os seres humanos. Já o segundo está associado à patologia, na medida que remete ao consumo excessivo e alienado, ou seja, denota uma perturbação mental.</p><p>De tal maneira, todas as pessoas inseridas no mundo atual são consumidoras, no entanto, os consumistas levam esse ato ao extremo, comprando deliberadamente diversas coisas das quais geralmente não necessitam.</p><p>Alienação e Consumo</p><p>O consumismo alienado de produtos industrializados cresceu consideravelmente após a Revolução Industrial mudando definitivamente as relações entre o ser humano e suas necessidades materiais.</p><p>As pessoas, influenciadas pela mídia e os meios de comunicação de massa, são bombardeadas com informações que visam principalmente o consumo. Essa maneira de agir, sem questionar e destituída de pensamento crítico, é chamada de "Alienação Social".</p><p>O marketing das empresas e as mensagens publicitárias veiculados nas mídias, tem gerado uma população consumista e alienada. Ou seja, que impossibilita os indivíduos de terem pensamentos e ações próprias, os quais são diretamente influenciados pelos modelos e padrões de vida reproduzidos pelos meios de comunicação de massas (televisão, jornais, revistas, internet, etc.).</p><p>Isso trouxe diversos problemas para as sociedades modernas, por exemplo, o desenvolvimento de doenças relacionadas ao consumo, o sentimento de impotência dos consumidores, enfim, a insatisfação do homem que todavia não é suprida pelo consumo.</p><p>Dessa forma, o ser humano busca a felicidade no “ter coisas” ao invés de “ser”. Isso nos leva a pensar nos estereótipos desenvolvidos pelas sociedades modernas. Ele identifica diversos padrões e pré-conceitos sobre alguma imagem. Por exemplo, quando vemos uma pessoa mal vestida, associamos à sua falta de dinheiro e bens, o que pode ser o contrário.</p><p>Consumismo Infantil</p><p>Um dos recorrentes temas associado à sociedade do consumo está relacionado ao público infantil.</p><p>Da mesma maneira, as crianças são induzidas ao consumo de determinados produtos, bens e serviços, através das propagandas veiculadas na mídia.</p><p>Elas já crescem querendo os produtos mais novos e fomentando a cadeia capitalista moderna.</p><p>Consumismo Compulsivo</p><p>O consumismo compulsivo é um tipo de consumismo descontrolado e irracional, destituído de senso crítico e consciência social, política e ambiental.</p><p>Nesse sentido, as pessoas têm compulsão pelo consumo e compram produtos ou serviços dos quais não necessitam (bens supérfluos), o que resulta no acúmulo excessivo de bens e produtos.</p><p>Atualmente o acúmulo de produtos ou mesmo lixo, tem sido avaliado por diversos psicólogos e especialistas, o que levou a uma nova denominação de transtorno moderno: a acumulação compulsiva.</p><p>Consumismo é Doença?</p><p>A Síndrome de Diógenes é o nome patológico atribuído as pessoas que tem tendência a acumulação compulsiva de coisas, objetos, lixos, etc.</p><p>Geralmente são coisas desnecessárias (supérfluos) que elas acumulam durante tempos e criam algum tipo de relação sentimental. Esse indivíduos possuem grande dificuldade de se desapegarem das coisas.</p><p>Torna-se, portanto, um grande círculo vicioso (entre o consumidor e os bens de consumo) em que os objetos suprem diversas necessidades (emocionais, sociais, econômicas, etc.) momentâneas dos seres que sofrem desses distúrbios.</p><p>Visto ser um problema gerado pela sociedade moderna, já existem muitos especialistas no assunto. Eles avaliam o grau de distúrbio em cada indivíduo, o qual será acompanhado por um tipo de tratamento (terapia) psicológico ou psiquiátrico.</p><p>Essas pessoas costumam apresentar dificuldades de interação social, caracterizadas pelo isolamento social e, consequentemente ao desenvolvimento de transtornos emocionais.</p><p>Outra patologia associada ao consumo é chamada de “oneomania”, ou seja, um transtorno psicológico obsessivo-compulsivo desenvolvido, em grande parte, nas pessoas do sexo feminino.</p><p>Indivíduos que sofrem desse mal, tornam-se compradores compulsivos bem como grandes endividados. Essas pessoas geralmente são ansiosas e sentem um grande alívio e satisfação após o ato de consumo, que entretanto, retorna em curto espaço de tempo, gerando um enorme círculo vicioso.</p><p>Note que esse distúrbio é como um vício e pode gerar a Síndrome de Diógenes.</p><p>Consumismo e Meio Ambiente</p><p>As relações de consumo nas sociedades modernas tem chamado a atenção para os problemas ambientais que vem gerando no planeta.</p><p>O consumo excessivo leva ao acúmulo de objetos e ao excesso de lixo. Isso ocorre porque os processos de consumismo estimulam cada vez mais os consumidores a consumirem novamente.</p><p>A “Obsolescência Programada”, nome atribuído ao tempo de “vida” dos objetos de consumo, tem sido planejada por especialistas com o intuito de limitar o tempo de uso dos objetos de consumo, o que leva às pessoas a trocarem seus objetos “velhos” por um mais atualizado. A obsolescência programada tem gerado uma grande produção de lixo pelo planeta.</p><p>Por outro lado, o consumo consciente é desenvolvido por indivíduos que conseguem enxergar e distinguir o problema da necessidade e do consumismo. De tal modo, os consumistas conscientes compram somente aquilo que necessitam para viver.</p><p>Além disso, não sofrem de transtornos acumulativos e quando descartam os objetos que não necessitam mais, recorrem à coleta seletiva, que causa menor impacto ambiental.</p><p>image1.jpeg</p>